Todos os posts com a tag: vírus latente

Latência viral é a capacidade de um vírus patogênico de permanecer dormente (latente) dentro de uma célula, como parte do ciclo de vida viral. O HIV latente é encontrado no interior de células T CD4.

Uma trepadeira contra o HIV

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, em parceria com a Universidade da Louisiana, nos Estados Unidos, usaram contra o HIV uma substância que ainda não havia sido testada com essa finalidade. Os cientistas extraíram das sementes de uma espécie de trepadeira de nome científico Abrus pulchellus tenuiflorus, encontrada na região Nordeste do Brasil, uma proteína chamada puchelina. Nos testes in vitro, em laboratório, ela matou 90% das células infectadas pelo HIV. O estudo foi divulgado na Nature, em 8 de agosto de 2017. “Parece contraditório, mas essa grande toxidade é que traz um benefício. O fato dela matar é que está sendo usado de forma benéfica” A Profa. Dra. Ana Paula Ulian de Araújo, do Grupo de Biofísica Molecular “Sérgio Mascarenhas” do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), explicou que as sementes desta espécie de trepadeira são tóxicas e, se ingeridas, podem matar. “Parece contraditório, mas essa grande toxidade é que traz um benefício. O fato dela matar é que está sendo usado de forma benéfica”, disse ela, em notícia publicada pelo G1. …

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Câncer & HIV

Nos últimos anos, a International Aids Society Conference on HIV Science, a IAS, incluiu um simpósio especializado na pesquisa da cura do HIV, que sempre antecedeu o evento principal. E este ano não foi exceção, com apenas uma pequena mudança, a começar pelo nome: HIV Cure and Cancer Forum — isto é, um fórum sobre o câncer e a cura do HIV. O título do evento parece reafirmar uma percepção atual entre muitos cientistas sobre aspectos comuns entre duas doenças distintas: o HIV e o câncer. Antes de falar das semelhanças entre elas, é importante ter em mente que estas são doenças distintas entre si porque há muitas diferenças entre elas. Foi isso o que bem lembrou Monsef Benkirane, do Instituto Francês de Genética Humana, na sua palestra de abertura. Enquanto o HIV é causado por uma infecção, o câncer é geralmente decorrente do mau comportamento espontâneo de algumas células. A exceção está apenas em alguns tipos específicos câncer, cujo mau comportamento das células pode mesmo ser provocado por infecções. No entanto, no coração das células é que …

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Mais uma criança capaz de controlar o HIV

Uma criança sul-africana de nove anos de idade, que foi diagnosticada soropositiva já no primeiro mês de idade e que recebeu um tratamento anti-HIV ao longo de 40 semanas, mantém o vírus controlado sem a necessidade de antirretrovirais há oito anos e meio, de acordo com o que os cientistas relataram na 9th IAS Conference on HIV Science (IAS 2017), em Paris, e publicado no Aidsmap. Esta criança sul-africana é agora o terceiro exemplo de uma criança que iniciou o tratamento do HIV logo após o nascimento, interrompeu o tratamento depois de meses ou anos e mostrou conseguir controlar a infecção pelo HIV por um período prolongado, sem a necessidade de medicamentos antirretrovirais. A criança francesa continua a controlar o HIV, mesmo sem tratamento antirretroviral há onze anos. A Bebê do Mississippi controlou o HIV por 27 meses. Os outros dois casos de crianças que atualmente estão controlando a infecção sem a necessidade de antirretrovirais são: uma criança francesa, diagnosticada aos três meses de idade e tratada por mais ou menos 5 ou 7 anos, e …

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Dá nos nervos

Sabemos que o HIV se esconde e se espalha pelo sistema nervoso central. A barreira hematoencefálica, uma membrana que protege o cérebro de substâncias potencialmente neurotóxicas, consegue impedir a entrada de muitos químicos, drogas, bactérias, vírus e de 98% dos medicamentos que estão na corrente sanguínea, mas não é capaz de reter o HIV. O vírus da aids dá um jeito de entrar no compartimento do cérebro logo no começo infecção, geralmente, em algum momento dentro das duas primeiras semanas. “Com o passar do tempo, as pessoas desenvolvem um vírus em seu cérebro que é diferente do que no resto do corpo.” Foi isso o que explicou a Dra. Joanna Hellmuth, médica neurologista da Universidade da Califórnia em São Francisco, num evento bimensal organizado pela San Francisco Aids Foundation.  Imagina-se que o vírus consiga atravessar essa barreira protetora do cérebro infectando os monócitos, um tipo de célula do sistema imunológico. Uma vez dentro do tecido cerebral, o HIV não afeta as células nervosas, os neurônios, mas infecta e usa outros tipos de células no cérebro, como …

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CRISPR cura HIV em animais

Cientistas da Lewis Katz School of Medicine da Universidade de Temple e da Universidade de Pittsburgh conseguiram extrair o DNA do HIV dos genomas de animais vivos, deixando-os livres do vírus. Foi a primeira a demonstração de que a replicação do HIV pode ser completamente desligada. O estudo mostrou que o HIV foi eliminado de células infectadas em modelos animais diferentes, incluindo um modelo “humanizado” de ratos (transplantados com células imunes humanas e, em seguida, infectados com o HIV), utilizando uma poderosa tecnologia de edição de genes, conhecida como CRISPR/Cas9. O estudo foi publicado em 3 de maio na revista Molecular Therapy. O trabalho foi conduzido pelo Dr. Wenhui Hu, do Centro de Pesquisa de Doenças Metabólicas e do Departamento de Patologia. “Confirmamos os dados de nosso trabalho anterior e melhoramos a eficiência de nossa estratégia de edição de genes”, disse Hu. “Também mostramos que a estratégia é eficaz em dois modelos diferentes de ratos: um representando infecção aguda e outro representando crônica, ou latente, em células humanas.” Em resumo, a equipe de Hu conseguiu inativar geneticamente o HIV-1 em camundongos transgênicos, reduzindo a …

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CD32a, a molécula que pode indicar onde o HIV está escondido

Pela primeira vez, cientistas encontraram um biomarcador que identifica algumas células latentemente infectadas com o HIV. A molécula, denominada CD32a, pode ser encontrada na superfície de cerca de metade das células T CD4 latentemente infectadas pelo HIV, mas não é encontrada em células não infectadas ou em células com uma infecção ativa de HIV. A descoberta é resultado de um estudo conduzido pelo Dr. Monsef Benkirane, PhD, do Instituto de Genética Humana de Montpellier, França, e seus colegas, publicado na Nature. Esta descoberta abre uma nova porta na pesquisa da cura, especialmente para estudos que visam destruir os reservatórios de HIV — o conjunto de células latentemente infectadas, que permite que o vírus volte quando os medicamentos antirretrovirais são interrompidos. “Essa descoberta é quente e importante”, disse Sharon Lewin, uma das líderes da pesquisa da cura do HIV no Instituto Doherty, em Melbourne, na Austrália. “Ela precisará ser confirmada por outros, mas realmente parece ser um bom marcador de latência”, disse ela à MedPage Today. “Este trabalho abrirá diversas novas e importantes vias de trabalho.” O estudo foi feito in vitro, utilizando células CD4 a …

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Dez meses de supressão viral

Foi divulgada na CROI 2017, a Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections, no mês passado, em Seattle, mais um caso de prolongada remissão viral. Depois de um transplante de medula óssea para tratar um câncer, um paciente soropositivo ficou quase 10 meses — mais tempo do que os chamados “Pacientes de Boston” — sem carga viral detectável, mesmo após interromper a terapia antirretroviral. Apesar de sua carga viral ter voltado depois disso, seus reservatórios de HIV parecem ter sido reduzidos, conforme relata o Aidsmap. O caso foi apresentado por Nathan Cummins, da Mayo Clinic em Rochester, Minnesota, e seus colegas. O paciente que recebeu este transplante foi um homem de 55 anos de idade, diagnosticado com HIV em 1990 e que começou a terapia antirretroviral em 1999 com uma contagem de CD4 de 300 células/mm³. Ele interrompeu o tratamento antirretroviral entre 2004 e 2009 por conta própria e, em seguida, reiniciou o tratamento com Ritonavir, Atazanavir, Tenofovir e Emtricitabina. Em abril de 2013, foi diagnosticado com leucemia linfoblástica aguda de células B. Em antecipação à quimioterapia, seu regime de antirretrovirais foi mudado para Raltegravir, Etravirina, Tenofovir e Emtricitabina. …

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Quando teremos a cura?

Como anda a pesquisa da cura do HIV? É ético tirar as pessoas dos antirretrovirais para participar de pesquisas da cura do HIV? Você acha que teremos uma cura para o HIV nos próximos anos? Estas são algumas das perguntas que fizemos aos pesquisadores que fazem parte do Instituto para a Pesquisa sobre a Cura do HIV da amfAR, na Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF), durante um fórum no Dia Mundial da Aids deste ano. Depois de uma apresentação minuciosa sobre os progressos realizados peloInstituto para a Pesquisa sobre a Cura do HIV no ano passado, o grupo de cientistas e um soropositivo sobrevivente de longo prazo responderam às perguntas sobre a busca de uma cura para o HIV. Aqui está o que aprendemos.   Quando teremos uma cura para o HIV? “As pessoas muitas vezes me perguntam isso”, disse Steve Deeks, “e, honestamente, eu não tenho a mínima ideia. Mas espero que tenhamos um regime — uma combinação viável e testável — até o atual financiamento deste instituto acabar, nos próximos anos. Essa é uma perspectiva otimista”, disse ele. Deeks comparou o conhecimento dos cientistas hoje …

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Notícia sobre possível cura é prematura

No último domingo, o Sunday Times noticiou que o HIV ficou indetectável no sangue de um homem que faz parte do River, um estudo sobre um regime de tratamento intensivo, destinado a testar se é possível reduzir os níveis de células infectadas pelo HIV no corpo das pessoas recentemente infectadas com HIV. Os pesquisadores esperam que o tratamento possa erradicar por completo a infecção pelo HIV. O Sunday Times disse que os cientistas britânicos estão na “beira da cura do HIV”. Na verdade, o estudo está em seus estágios iniciais e ainda não é capaz de descrever os participantes como “curados” até que extensos acompanhamentos sejam concluídos. A professora Sarah Fidler, pesquisadora do Imperial College, em Londres, disse ao Sunday Times que os participantes do estudo serão acompanhados durante cinco anos.   Sobre o estudo River O estudo River significa “Research in Viral Eradication of HIV Reservoirs” — ou Estudo sobre a Erradicação dos Reservatórios Virais, em tradução livre. O estudo está sendo realizado pela colaboração CHERUB, um consórcio de equipes de pesquisa no Imperial College, King’s College, Oxford University e Cambridge University, financiado pelo National Institute for Health (NIH). O estudo recrutou pessoas …

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