Todos os posts com a tag: vacina anti-HIV

A vacina anti-HIV ainda não é uma realidade. Por enquanto, é apenas uma possibilidade que está sendo estudada por cientistas, como meio de prevenir, tratar e/ou curar o HIV no futuro.

Segundo o Dr. Esper Kallás, o primeiro obstáculo para produzir uma vacina anti-HIV, é o fato do HIV ser diferente dos demais vírus, pois ataca uma parte muito sensível do nosso sistema de defesa e, quando faz isso, consegue minar nossa capacidade de induzir uma resposta eficaz contra ele.

Ainda segundo o doutor, o segundo obstáculo é que, no começo da epidemia, acreditava-se que os princípios de proteção para o HIV seriam semelhantes aos de proteção contra doenças, como hepatite B ou poliomielite, por exemplo. Portanto, bastaria induzir a formação de anticorpos que o problema estaria resolvido. O tempo mostrou que estávamos enganados. Passaram-se 20 anos de doença, e a vacina não apareceu. Alguns, mais sarcásticos, dizem que por lobby da indústria farmacêutica. Mas, segundo o Dr. Esper Kallás, não é nada isso. O fato é que trata-se de um vírus muito mais eficiente em escapar das defesas do que se imaginou.

No entanto, desde o início da epidemia, os estudos de imunologia, dos vírus e dos sistemas de defesa do organismo evoluíram muito. E, hoje, a vacina anti-HIV começa a ser apresentada como uma possibilidade futura.

A primeira vacina global contra o HIV

Em julho de 2015, publiquei uma notícia sobre a pesquisa de uma vacina contra o HIV que, naquela altura, protegeu 50% dos doze macacos rhesus da infecção pelo vírus da imunodeficiência símia (SIV). Os macacos em que essa vacina funcionou totalmente ganharam a chamada “imunidade esterilizante”, capaz de prevenir completamente a infecção. Outros dois macacos ganharam a mais limitada “imunidade funcional”, onde a infecção ainda acontece, mas é inofensiva: eles tornaram-se “controladores de elite”, mantendo a carga viral indetectável no sangue. Essa pesquisa era apoiada pela Janssen Infectious Diseases, uma filial da gigante farmacêutica Johnson & Johnson, que desde então prosseguiu com os estudos. Agora, durante o Global Citizen Festival deste ano, que levou mais mais de 60 mil pessoas para o Central Park de Nova York, a farmacêutica aproveitou para divulgar “a primeira vacina global contra o HIV”, o que significa que protege contra todas as cepas de HIV. De acordo com uma resumida notícia divulgada pela HIV Plus Magazine, a Johnson & Johnson anunciou seu compromisso de acelerar a vacina contra o HIV que, pela primeira vez, …

Avalie isto:

HIVconsv: a vacina que controlou o vírus em 38,5% dos voluntários

Um estudo clínico feito pelo Institut de Recerca de la Sida IrsiCaixa e pela Fundació Lluita contra la Sida, na Espanha, conseguiu induzir o controle do HIV em 5 pessoas que estavam sem tratamento antirretroviral — as interrupções de tratamento duraram 5, 13, 17, 20 e 27 semanas. Normalmente, sem a presença de antirretrovirais, o vírus recupera sua quantidade e aumenta a carga viral no plasma sanguíneo durante as primeiras 4 semanas após a interrupção do tratamento. “Parece que conseguimos enfraquecer o vírus e fortalecer o sistema imunológico dos pacientes” Esta foi a primeira intervenção terapêutica contra o HIV que provou ser bem sucedida na reeducação do sistema imunológico de pessoas infectadas pelo HIV, permitindo manter o vírus sob controle sem uso de medicamentos antirretrovirais. Estudos anteriores realizados por outros centros para testar diferentes vacinas e medicamentos em pacientes com HIV não tiveram resultados semelhantes. “Parece que conseguimos enfraquecer o vírus e fortalecer o sistema imunológico dos pacientes, permitindo que este reaja de forma eficaz contra as tentativas de rebote do vírus”, explica a Dra. Beatriz Mothe, pesquisadora associada da IrsiCaixa e coordenadora do estudo. “A …

Avalie isto:

Notícia sobre possível cura é prematura

No último domingo, o Sunday Times noticiou que o HIV ficou indetectável no sangue de um homem que faz parte do River, um estudo sobre um regime de tratamento intensivo, destinado a testar se é possível reduzir os níveis de células infectadas pelo HIV no corpo das pessoas recentemente infectadas com HIV. Os pesquisadores esperam que o tratamento possa erradicar por completo a infecção pelo HIV. O Sunday Times disse que os cientistas britânicos estão na “beira da cura do HIV”. Na verdade, o estudo está em seus estágios iniciais e ainda não é capaz de descrever os participantes como “curados” até que extensos acompanhamentos sejam concluídos. A professora Sarah Fidler, pesquisadora do Imperial College, em Londres, disse ao Sunday Times que os participantes do estudo serão acompanhados durante cinco anos.   Sobre o estudo River O estudo River significa “Research in Viral Eradication of HIV Reservoirs” — ou Estudo sobre a Erradicação dos Reservatórios Virais, em tradução livre. O estudo está sendo realizado pela colaboração CHERUB, um consórcio de equipes de pesquisa no Imperial College, King’s College, Oxford University e Cambridge University, financiado pelo National Institute for Health (NIH). O estudo recrutou pessoas …

Avalie isto:

Paciente britânico pode ter sido curado do HIV

O National Health Service (NHS) avançou na busca de uma cura para o HIV, depois que um homem britânico que passou por um novo tratamento surpreendeu os médicos por seu progresso notável. Os cientistas que cuidaram do homem de 44 anos estão esperançosos com o avanço, que foi descrito como “uma das primeiras tentativas sérias de uma cura completa para o HIV”. O homem, que permanece anônimo, é o primeiro de 50 pessoas a completar um estudo que usou um ataque de duas etapas contra o vírus mortal. A pesquisa está sendo realizada por uma colaboração entre as cinco das melhores universidades da Grã-Bretanha e organizada pelo NHS. Mark Samuels, diretor do National Institute for Health Research Office for Clinical Research Infrastructure, disse ao Sunday Times: “Esta é uma das primeiras tentativas sérias de uma cura completa para o HIV. Estamos explorando a possibilidade real de uma cura do HIV. Este é um desafio enorme e ainda é cedo, mas o progresso que fizemos foi notável.” O paciente do estudo disse ao jornal que seus exames de sangue recentes mostraram que nenhum vírus HIV detectável estava presente, embora …

Avalie isto:

Anticorpos amplamente neutralizantes no caminho para vacina

Um pequeno número de pessoas infectadas com o HIV produzem anticorpos com um efeito surpreendente: não são apenas anticorpos dirigidos contra a própria cepa do vírus, mas também contra diferentes subtipos de HIV que circulam em todo o mundo. Pesquisadores da Universidade de Zurique e do Hospital Universitário de Zurique agora revelam quais fatores são responsáveis para que o corpo humano produza tais anticorpos amplamente neutralizantes, abrindo novos caminhos para o desenvolvimento de uma vacina contra o HIV. A partir das pesquisas já feitas sobre o HIV, sabemos que cerca de um 1% das pessoas infectadas produzem estes anticorpos que combatem diferentes cepas do vírus. Estes anticorpos amplamente neutralizantes (bNAbs) contra o HIV ligam-se às estruturas na superfície do vírus, as quais variam pouco e são idênticas dentre as diferentes cepas virais. Apelidado de “picos”, estes complexos de açúcar e proteína são as únicas estruturas de superfície que se originam a partir do vírus e que podem ser atacadas pelo sistema imunológico por meio de anticorpos. Devido ao seu alto impacto, estes anticorpos constituem uma ferramenta promissora para o desenvolvimento de uma vacina eficaz contra o …

Avalie isto:

Entendendo o estudo HVTN 702 da vacina contra o HIV

Sete anos atrás, um grande estudo de eficácia feito na Tailândia, conhecido como RV144, nos trouxe a primeira — e, até agora, a única — evidência clínica de proteção contra o HIV induzida por uma vacina. As duas vacinas candidatas testaram aquilo que é referido como uma combinação de indução e reforço, que pareceu reduzir o risco de infecção pelo HIV em cerca de 31%. Este nível de eficácia não foi alto o suficiente para o licenciamento da vacina na Tailândia, mas fez trouxe um ponto de virada no campo das vacinas contra o HIV, marcado por duas décadas de decepções. Desde então, os cientistas têm feito inúmeras análises e estudos de acompanhamento para tentar determinar quais tipos de respostas imunológicas induzidas pelas vacinas candidatas no RV144 podem ter levado à modesta eficácia observada — uma caça pelos chamados correlatos de imunidade. Os pesquisadores também têm experimentado modificar as novas candidatas à vacinas e a repetição das vacinações, numa tentativa de reforçar e melhorar a durabilidade das respostas imunes e, assim, melhorar a eficácia deste regimes ou de similares. Isso inclui testes com vacinas candidatas em países ou regiões onde a prevalência de HIV é …

Avalie isto:

Cura “clássica” do HIV permanece um desafio

A história sugere que encontrar uma cura “clássica” para o HIV — limpar o vírus do corpo — vai ser uma tarefa difícil, disse um alto funcionário americano. Por outro lado, um objetivo menos aspiracional — o de alcançar a remissão sustentada do vírus — parece ser mais provável, no estado atual da ciência médica, de acordo com o Anthony Fauci, médico e diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos.. O sistema imunológico humano pode lidar com outros vírus, mas o HIV quase nunca é vencido para curar a infecção, “nós temos que fazer coisas que a natureza nunca antes fez”, disse Fauci a repórteres que se reuniam na Conferência Internacional de Aids. Uma cura clássica “certamente não é impossível, mas muito desafiadora, por causa da natureza muito especial do HIV”, disse Fauci antes de dar um discurso em um simpósio pré-conferência, dedicado à ciência da cura do HIV. Essa “natureza especial” do HIV é um enigma bem conhecido — o vírus se insere no genoma das células do sistema imunológico, o próprio mecanismo que o corpo usa …

Avalie isto:

Melhorando o efeito dos antirretrovirais com a vacina Tat

Um estudo clínico de fase II realizado na África do Sul confirmou que a vacina terapêutica Tat contra o HIV/aids pode efetivamente melhorar a resposta aos medicamentos antirretrovirais em soropositivos. Os resultados foram publicados no jornal Retrovirology. A vacina foi desenvolvida no Istituto Superiore di Sanità (ISS) pelo National Aids Center (NAC) (NAC), sob a direção da Dra. Barbara Ensoli. O estudo, realizado no MeCRU, a unidade de pesquisa clínica da Universidade Makgatho Sefako, inscreveu 200 participantes em tratamento antirretroviral com níveis indetectáveis de HIV no sangue. Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos “cegos” para receber três injeções intradérmicas de 30μg da vacina ou placebo, com um mês de intervalo. Após 48 semanas da vacinação, os grupos foram revelados: os participantes vacinados apresentaram aumento significativo de células T CD4 em relação ao grupo que tomou placebo. O ganho de células T CD4 foi particularmente significativo nos participantes com poucas células T CD4 no início do estudo. A vacina atua induzindo anticorpos protetores, capazes de neutralizar a proteína Tat do HIV de diferentes subtipos virais, incluindo os subtipos A, B e C que circula na …

Avalie isto:

Por que o HIV não é eliminado pelo sistema imune?

Cientistas da Escola de Medicina da University of North Carolina (UNC)  e Sanford Burnham Prebys Medical Discovery Institute (SBP) identificaram uma proteína humana que enfraquece a resposta imunológica contra o HIV e outros vírus. Os resultados, publicados no Cell Host & Microbe, têm implicações importantes para melhorar as terapias antivirais contra o HIV, criando vacinas virais eficazes e promovendo uma nova abordagem para o tratamento do câncer. “Por que o corpo é incapaz de montar uma resposta imune eficaz contra o HIV?” “Nosso estudo traz uma visão crítica sobre uma questão fundamental na pesquisa do HIV: por que o corpo é incapaz de montar uma resposta imune eficaz contra o HIV para prevenir a transmissão?”, disse Sumit Chanda, Ph.D., professor e diretor do Programa de Imunidade e Patogênese do SBP e do e coautor sênior do estudo. “Esta pesquisa mostra que a proteína NLRX1 é responsável — é necessária para a infecção pelo HIV e funciona reprimindo a resposta imune inata.” A resposta imune inata funciona através da produção de uma cascata de sinalizadores químicos (interferons e citocinas) que fazem disparar as células …

Avalie isto: