Todos os posts com a tag: sentimentos

sentimento
sen.ti.men.to
sm (sentir+mento2) 1 Ação ou efeito de sentir. 2 Faculdade ou capacidade de sentir, de receber impressões mentais. 3 Sensação psíquica, tal como as paixões, o pesar, a mágoa, o desgosto etc. (…) 7 Exibição ou manifestação de sensibilidade ou sentimentalismo, ou propensão às emoções ternas em literatura, arte ou música. 8 Pressentimento, suspeita. 9 Opinião. (…) 11 Filos. Conjunto de emoções. 12 Filos. Conhecimento imediato. sm pl 1 Modo de pensar, mentalidade, atitude moral: Sentimentos mesquinhos, maus, nobres etc. 2 Boas qualidades morais, bons instintos, boa índole. 3 Pêsames. S. de culpa: estado emotivo de uma pessoa que haja infringido, ou assim o creia, uma norma social, princípio ético ou prescrição legal. S. de inferioridade: atitude afetiva dominante, com efeitos neuróticos de diversos graus, e que pode originar-se de certa condição física ou defeito de educação. S. de superioridade: experiência de exagerada valorização de si mesmo, isto é, de considerar suas próprias qualidades, atos e idéias superiores aos das demais pessoas. S. interno: a consciência.

Carta de um leitor: sobre a impaciência pela cura

“Olá, Jovem! Tudo certo contigo? Fiquei mexido com a última postagem que tu publicaste, sobre a inflamação crônica e seus efeitos no longo prazo. Me parece que, se nossa leitura fosse mais atenta, talvez o que poderíamos tirar da postagem é que: 1) a inflamação crônica não é uma disposição fisiológica devastadora, 2) que atua lentamente e só é perceptível quando o soropositivo chega em sua 6º ou 7º década de vida e, principalmente, 3) que existem meios para retardar, controlar ou até mesmo conviver muito bem com a inflamação persistente — inclusive, até os 88 anos de idade, assim como a Dona Olivetti, que esteve ao seu lado no livro Histórias da Aids, do infectologista Artur Timerman e da jornalista Naiara Magalhães. Noutras palavras, é basicamente dizer que a inflamação persistente parece ser mais perceptível quando o paciente está próximo da idade em que as pessoas normalmente morrem, o que faz com que essa constatação seja até um pouco engraçada. “Na mesma medida em que suas células CD4 aumentam, parece que a ansiedade cresce junto com sentimentos de impaciência.” Contudo, o que mexeu comigo, confesso, foi a reação …

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Astrologia (e mitologia) da superação de obstáculos e da vontade de viver

Desde a descoberta de Quíron, em 1977, astrólogos têm experimentado e explorado suas temáticas, ouvindo novos contos que ressoam da sua mitologia e chegam a algum entendimento sobre o seu impacto arquetípico. Agora, anos depois, o astrólogo Liz Greene vê Quíron como elemento essencial no aprofundamento da nossa compreensão a respeito consciência solar: para poder escolher viver a vida ao máximo, temos que enfrentar aquela parte em nós que prefere buscar a morte. “A vontade de viver é um grande mistério.” A vontade de viver é um grande mistério. Qualquer médico com alguma experiência em doenças com risco de vida sabe que a vontade de viver pode afetar o bem-estar físico, bem como psicológico. E a sobrevivência, muitas vezes, depende mais do desejo da pessoa doente de viver do que da ajuda do médico. Mas nem sempre a vontade de viver é necessariamente o que de fato sentimos. Podemos dizer por aí que queremos a vida, mas, em algum lugar lá dentro, queremos mesmo é ir para casa — e este anseio por cair em esquecimento pode ser mais poderoso do que qualquer declaração consciente da intenção de melhorar. …

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Carta de um leitor: aos recém diagnosticados

“Meu querido desconhecido, Há muitas expressões que definem o lugar onde você crê que está nesse momento, tentando se manter firme sobre suas pernas, com seu resultado na mão, pensando, talvez pela primeira vez com a devida seriedade, a respeito do que será da sua vida, do seu futuro como soropositivo. Fundo do poço? Na lama? Fim da linha? Nada disso. Você ainda não sabe, mas a verdade é que está se preparando para realmente começar a viver. O sofrimento vai passar — deixe passar. Para isso, há que se emagrecer muitos sentimentos ruins para sobreviver ao HIV. Há que se dedicar ao conhecimento para combater ignorância e preconceito. Vão ser muitas idas ao médico, aos laboratórios, às farmácias, ao psicólogo, a grupos de apoio. É uma luta diária que, por enquanto, ainda não tem fim. Mas a primeira guerra a ser travada é consigo mesmo. Nesse momento, não há ninguém que possa lhe fazer mal maior do que seu apego ao fantasma do passado, de si mesmo quando era soronegativo. Você não é mais essa pessoa. Assim …

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Carta de um leitor: sobre ser soropositivo

“1ºde dezembro, o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, nunca passa sem notícias incríveis, mas também com algumas narrativas insuportáveis. Fico imaginando como seria se eu, naquela tarde de setembro de 2014, quando resolvi fazer o teste, tivesse lido essas reportagens, mal escritas e preconceituosas, sobre como é conviver com o HIV hoje em dia. Muito provavelmente, teria tanto medo que deixaria para fazer o teste em outra hora. Afinal, estava assintomático — o que eu não sabia é que estava com poucas células CD4 e prestes a desenvolver uma doença oportunista. ‘Há coisas que podem ser feitas e, com tratamento, vocês viverão longas vidas.’ Lembro-me da primeira carta que mandei para você, Jovem, falando com tanto sofrimento sobre como era descobrir ser portador do HIV. Nela, contei da reação violenta que tive frente às profissionais de saúde, quando disseram para mim o resultado do teste rápido. Lembro do suor frio percorrendo todo o corpo, da boca seca, da taquicardia e do apoio insuficiente que recebi dos profissionais. Poucos minutos antes do teste, a assistente social havia desejado que ninguém fosse …

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Carta de um leitor: o medo de não ser aceito e o alívio de ser acolhido

“É engraçado como, quando algumas coisas acontecem, eu penso na figura do autor desse blog, o Jovem Soropositivo. Quase sempre isso ocorre num evento bastante corriqueiro, na fila do Hospital Emílio Ribas, buscando meus remédios. Como sempre, fazia isso tentando não olhar para os rostos das pessoas que estavam ali, fazendo a mesma coisa que eu — pela primeira vez, entretanto, eu entendi o porquê. O Jovem, essa figura sem rosto, virou, de repente, um universal concreto: ele era a moça triste que estava na fila, a criança impaciente do lado da mãe, o adulto, despreocupado, trocando mensagens no celular. Toda vez que se passam certas coisas comigo, vem a figura do Jovem, que também sou eu e, ao mesmo tempo, tantos outros. Toda vez que se passam certas coisas comigo, vem a figura do Jovem, esse quase-demiurgo, meio porta-voz, que também sou eu e, ao mesmo tempo, tantos outros. Razão que pode explicar o incômodo que senti quando li a história na qual ele se sentiu forçado a catar, no lixo, uma camisinha, como …

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Primavera e outono

Na maioria dos anos desse século, o equinócio (a data que marca a entrada da primavera no hemisfério sul e do outono no hemisfério norte) acontece no dia 22 de setembro. Mas este ano foi diferente. O equinócio se deu neste dia 23, mais precisamente às 5 horas e 21 minutos da manhã, pelo horário de Brasília. Dizem que a primavera e o outono representam o prenúncio da mudança, uma vez que as estações seguintes, o verão e o inverno, são tão opostas — ou, pelo menos, é assim que lembramos delas. Em tempos de aquecimento global, se não tanto pela mudança de temperatura, decerto pela mudança na duração dos dias e das noites, a qual inevitavelmente se altera em virtude do alinhamento do eixo do nosso planeta em relação ao Sol. Foi na primavera de 2010 que fui diagnosticado positivo para o HIV, naquele 18 de outubro, às 9 horas da manhã. Foi o dia em que mais chorei, de tanto medo da doença e certo de que a minha vida iria mudar muito …

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Pílulas azuis

Uma história em quadrinhos autobiográfica, vencedora do prêmio Polish Jury Prize. Frederik Peeters, um dos quadrinistas mais celebrados da Europa, traduz com delicadeza sua vivência real e complexa em um relacionamento assombrado pelo HIV. Foi em uma noite festiva de verão que Fred conheceu Cati. Anos depois, eles se reencontram e vivem uma conexão instantânea, que os levam a embarcar em uma comovente e verdadeira história de amor. Nesse momento, Cati encara a árdua tarefa de revelar ao seu parceiro ser soropositiva, assim como o fato de ter um filho de três anos. É quando Frederik Peeters escolhe amar mesmo em face a grandes desafios.   Com ilustrações em preto e branco, Peeters narra o desenvolvimento da intimidade do casal, a maneira como assume seu enteado, o preconceito, as surpresas e sua reveladora relação com um médico cuja afeição e franqueza o permite encontrar meios para quebrar todas as barreiras que ainda existem na sua relação. A história mergulha nas angústias, dificuldades e realizações de um casal que vive um misto de amor e medo causado …

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Esporte Positivo

O Sportv Repórter voltou ao ar neste domingo, 2 de agosto de 2015, falando sobre o papel fundamental da prática de esportes no tratamento de portadores do HIV. Depois de 4 meses de pesquisa e pré-produção, a repórter Bruna Gosling e o repórter cinematográfico Julio Bittencourt reuniram depoimentos corajosos de soropositivos que encontraram no esporte um grande aliado ao tratamento e à qualidade de vida. Segundo Bruna, que em abril deste ano convidou os leitores do Diário de um Jovem Soropositivo a participar desta edição do Sportv Repórter, a produção do programa foi um enorme aprendizado. “Me sinto realizada: tenho certeza de que vamos passar uma mensagem muito bacana e inspiradora para nossos telespectadores.” Entre os entrevistados, o Sportv Repórter conta a história de Salomão, um ex-usuário de drogas e portador do HIV há 16 anos, que se tornou maratonista aquático e sonha em completar a travessia do canal da mancha. Ele treina diariamente no Tijuca Tênis Clube. O programa também mostra Givaldo, um maratonista apaixonado por corridas de rua de longa distância, que vive …

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