Uma injeção mensal para controlar o HIV mostrou-se tão eficaz quanto os atuais comprimidos antirretrovirais diários, de acordo com um estudo da GlaxoSmithKline, a GSK. Esse estudo abre caminho para um novo e mais simples regime de tratamento.

A injeção experimental com dois antirretrovirais, Cabotegravir e Rilpivirina, mostrou-se capaz de suprimir o HIV em uma coorte de adultos que não tinham experimentado o tradicional regime oral diário de três medicamentos. No estudo, os adultos com HIV foram, primeiro, colocados em um programa de 20 semanas com comprimidos diários para suprimir o vírus, antes deste tratamento ser substituído pelas injeções mensais. Após 48 semanas, as injeções mantiveram uma taxa de supressão similar ao comprimidos orais.

Os resultados reforçam um importante estudo anterior, que envolveu adultos que estavam usando um esquema oral de três medicamentos para controlar o vírus. John C. Pottage, diretor médico da ViiV Healthcare, uma subdivisão da GSK, disse que o estudo forneceu mais evidências de que uma injeção de ação prolongada pode vir a ser uma alternativa à terapia oral diária para pessoas que já atingiram a supressão viral.

“Este regime pode transformar o tratamento contra o HIV, reduzindo a quantidade de vezes que uma pessoa recebe o tratamento num ano: de 365 para 12”, disse ele. “Trabalhar em novos métodos de tratamento contra o HIV, incluindo terapias injetáveis ​​de ação prolongada, faz parte do nosso objetivo de tornar o HIV uma parte cada vez mais insignificante na vida das pessoas que vivem com o HIV.”

A ViiV Healthcare, que também é propriedade da Pfizer e da Shionogi, espera que este trabalho no desenvolvimento de terapias com dois medicamentos ajude a empresa a competir com a Gilead Sciences, farmacêutica norte-americana que domina o mercado de US$ 26 bilhões ao ano.

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Ontem, 21 de novembro de 2017, a Food and Drug Administration (FDA) americana aprovou o primeiro regime de tratamento completo com apenas dois antirretrovirais, em vez dos três ou mais medicamentos que costumam por padrão compor as terapias para quem vive com HIV. Esse novo tratamento é composto por Dolutegravir e Rilpivirina, vendido nos Estados Unidos num único comprimido de dose fixa com nome comercial Juluca, produzido pela ViiV Healthcare e pela Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson. Esse novo medicamento poderá ser usado por pessoas que vivem com HIV-1 e que já têm carga viral indetectável em seu regime estável há pelo menos seis meses, sem histórico de falhas no tratamento e sem problemas associados à resistência viral com os componentes do Juluca.

“Limitar o número de medicamentos em qualquer regime de tratamento do HIV pode ajudar a reduzir a toxicidade para os pacientes”, disse a Dra. Debra Birnkrant, diretora da Divisão de Produtos Antivirais no Centro de Avaliação e Pesquisa de Medicamentos da FDA. Menos antirretrovirais significa menos toxicidade, pelo menos na teoria. Pesquisas futuras devem indicar se o regime de dois antirretrovirais realmente confere uma vantagem de segurança a longo prazo em relação aos regimes atuais que incluem três ou mais antirretrovirais, em particular no que diz respeito à saúde dos ossos e dos rins.

A segurança e a eficácia do Juluca em adultos foram avaliadas em dois estudos clínicos, Sword 1 e 2, divulgados em fevereiro de 2017 durante a Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections (CROI), em Seattle. Esses estudos incluíram 1.024 participantes cujo vírus já estava suprimido por seus atuais medicamentos contra o HIV. Os participantes foram então aleatoriamente designados para continuar com seu tratamento atual contra o HIV ou para mudar para o Juluca. Os resultados mostraram que o novo medicamento foi eficaz em manter o vírus suprimido. Nesses estudos, os efeitos colaterais mais comuns entre aqueles que tomaram Juluca foram diarreia e dor de cabeça, cada um deles relatado por 2% dos participantes.

 

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Glaxo
Se o Dolutegravir da Glaxo for capaz de tratar o HIV com um regime de dois medicamentos, em vez de uma combinação de três medicamentos, seria um divisor de águas, disse Andrew Witty, CEO da farmacêutica. Foto por Luke MacGregor/Reuters.

A GlaxoSmithKline está direcionando o futuro do seu negócio de HIV em uma aposta audaciosa: derrubar a estratégia de tratamento atual, que há décadas transformou uma doença fatal em uma condição crônica.

O tratamento contra o HIV pouco mudou desde meados dos anos 1990.

O tratamento contra o HIV, o vírus que causa a aids, pouco mudou desde meados dos anos 1990, quando a introdução de uma nova classe de medicamentos melhorou dramaticamente a terapia contra o HIV. Os médicos descobriram que a combinação de um novo tipo de medicamento antirretroviral com dois medicamentos de uma classe mais antiga impediam o vírus de desenvolver resistência.

Desde então, o regime de três medicamentos manteve-se a abordagem padrão, com os esforços no desenvolvimento de drogas focados em sempre fazer combinações triplas mais poderosas.

Tomar menos medicamentos vai resultar em menos efeitos colaterais.

Mas os executivos da Glaxo querem mudar isso. Eles esperam que a mais recente pílula contra o HIV, da empresa sediada no Reino Unido, seja poderosa o suficiente para suprimir o vírus com a ajuda de apenas uma outra droga. Segundo o presidente-executivo Andrew Witty, este seria um “divisor de águas”, uma vez que tomar menos medicamentos vai resultar em menos efeitos colaterais. Agora, a ViiV Healthcare, empresa de propriedade majoritária da Glaxo e em que a Pfizer americana e a Shionogi & Co. japonesa detém participações minoritárias, está começando o longo processo de prová-lo.

Até agora, não há casos relatados de resistência viral sob o Dolutegravir em pacientes novos no tratamento.

O medicamento em questão, o Dolutegravir, é de uma classe de medicamentos conhecidos como inibidores de integrase, que reduzem rapidamente o nível de vírus no sangue. Ele já está aprovado para uso como parte de terapia tripla tradicional e, até agora, não há casos relatados de resistência viral sob o Dolutegravir em pacientes novos no tratamento. Isso faz dele o único entre os inibidores da integrase, de acordo com David Hardy, médico especialista em HIV e porta-voz do grupo ativista HIV Medicines Association.

Enquanto o perfil de Dolutegravir sugere que ele poderia suprimir o HIV sem a ajuda de qualquer outro medicamento, a Glaxo está seguindo uma abordagem passo a passo de precaução para confirmar sua promessa, disse uma porta-voz da empresa.

O benefício mais importante de um regime de duas drogas é que ele resultaria em menos efeitos colaterais. Tais efeitos incluem náuseas, diarreia, problemas renais e ósseos — as razões mais comuns para os pacientes alterarem seu regime de tratamento. Além disso, poderia aliviar o fardo financeiro do tratamento.

Mudar apenas um quarto dos pacientes para Dolutegravir mais Lamivudina iria abater mais de US$ 3 bilhões do custo do tratamento.

Rochelle Walensky, professora associada de medicina na Harvard Medical School, estima que mudar apenas um quarto dos pacientes atualmente em terapia tripla para Dolutegravir mais Lamivudina (3TC) — um fármaco mais antigo e genérico contra o HIV — iria abater mais de US$ 3 bilhões do custo do tratamento de HIV ao longo de um período de cinco anos. A redução de custos é menos evidente se as duas medicações parte do esquema ainda estiverem sob proteção de patente.

A Glaxo está colocando “enorme foco e prioridade” no desenvolvimento de regimes de dois medicamentos, disse Witty. De acordo com a análise do UBS, a oportunidade é significativa: se a terapia dupla tornar-se a estratégia que os médicos preferem, a Glaxo poderia pegar uma fatia muito maior do mercado e ultrapassar a Gilead Sciences, se tornando a mais importante no tratamento do HIV dentro de três anos.

Durante o ano passado, a Glaxo começou vários grandes estudos clínicos que visam mostrar que a combinação de Dolutegravir com apenas um outro medicamento contra o HIV funciona tão bem em suprimir o vírus como a terapia tripla tradicional.

Dentre o conjunto de estudos, está o teste do Dolutegravir ao lado de Rilpivirina, um medicamento feito pela Janssen Pharmaceuticals, parte da Johnson & Johnson. Em outro, testa-se a combinação do Dolutegravir com Lamivudina, o medicamento genérico utilizado na análise do Dr. Walensky.

Ele também planeja iniciar um estudo de fase final para avaliar a combinação de uma versão injetável de Dolutegravir com Rilpivirina. Um estudo anterior demonstrou que esta combinação é tão eficaz quanto um regime de três drogas, quando o vírus já foi suprimido por um período inicial de terapia tripla.

Os ensaios só devem começar a dar resultados no próximo ano, mas um pequeno estudo liderado por Pedro Cahn, um médico argentino, já traz motivo para otimismo. Em 48 semanas de estudo, o Dolutegravir com Lamivudina suprimiu os níveis de HIV em 18 dos 20 pacientes não tratados previamente.

Mesmo se os grandes estudos clínicos da Glaxo tiverem sucesso, eles poderiam enfrentar outro desafio: a inércia. No ano passado, a Gilead lançou uma série de terapias triplas usando um novo fármaco para o HIV, chamado TAF, que pode ser administrado em uma dose muito menor do que o seu antecessor, causando menos danos para os rins.

Christoph Wyen, especialista em HIV do Hospital Universitário de Cologne, na Alemanha, disse que o advento destas terapias triplas menos tóxicas reduz o incentivo para os médicos mudarem o regime de seus pacientes para esquemas mais simples. Ele disse que a terapia dupla pode decolar mais rapidamente em pacientes mais velhos, que são mais propensos a ter complicações de saúde relacionadas com a idade.

Ambas Gilead e Glaxo têm posições fortes no mercado do HIV, com TAF e Dolutegravir, respectivamente. Mas a Gilead está desenvolvendo um novo inibidor da integrase que, se comprovado igual ao Dolutegravir, poderia dar uma vantagem importante no mercado da terapia tripla.

O pior cenário para a Glaxo seria se as suas terapias duplas falharem e se o inibidor de integrase da Gilead for bem sucedido — o qual tem previsão de lançamento para 2018 –, roubando a quota de mercado do Dolutegravir. Isso poderia colocar o negócio da Glaxo relacionado ao HIV em declínio depois de 2018, de acordo com a UBS, embora Witty diga que essa desvantagem seja limitada, uma vez que o Dolutegravir já estará bem estabelecido na época em que chegar seu concorrente da Gilead.

“Não é uma conclusão precipitada dizer que [a terapia dupla] vai funcionar”, disse Hardy. “Eu assisti o desenvolvimento do Dolutegravir o suficiente para entender por que eles estão tentando fazer isso.”

Por Denise Roland em 28 de agosto de 2016 para The Wall Street Journal


POZ

“Dependendo de quando testar positivo para o HIV, você pode estar diante de até oito décadas de tratamento”, diz Tim Horn, do Treatment Action Group. “Precisamos de medicamentos mais gentis, amáveis, melhores e mais baratos.”

Novos tratamentos antirretrovirais que estão a caminho incluem:

  • Medicamentos dois-em-um orais. A ViiV Healthcare e Janssen começaram estudos de fase III de um regime de dois medicamentos por via oral que incluem Dolutegravir e Rilpivirina.
  • Tratamento de ação prolongada. Uma formulação injetável de ação prolongada de Cabotegravir da ViiV e Janssen se mostrou promissora em um estudo recente de fase IIb. A combinação, administrada a cada oito semanas, está entrando em estudo de fase III e pode chegar ao mercado em 2019. O Cabotegravir também está sob pesquisa como PrEP, também administrado a cada oito semanas, com uma possível aprovação em 2020. Mais atrás no camino está o MK-8591, da Merck, um antirretroviral que pode precisar apenas de administração oral semanal ou injetável mensal, e que pode funcionar como PrEP ou como parte de um regime de tratamento.
  • Anticorpos monoclonais. Infusões de anticorpos monoclonais, ou clonados, podem tornar-se uma alternativa aos antirretrovirais. Um deles, chamado VRC01, tem se mostrado uma grande promessa, combatendo com sucesso o HIV em um estudo de fase I. O anticorpo está agora em estudos de fase III como PrEP, administrado a cada oito semanas, com resultados esperados para 2022. Dois outros anticorpos, incluindo PRO 140 e Ibalizumab, os quais entraram recentemente em estudos de fase III como tratamento.
  • Tratamentos para inflamação crônica. Encontrar formas de reduzir a inflamação que está associada mesmo ao HIV bem controlado poderia reduzir o risco de várias condições associadas ao envelhecimento. Um grande estudo clínico controlado com placebo, chamado REPRIEVE, está observando a possibilidade de administrar Estatina, uma classe de medicamentos usados para controlar o colesterol,  às pessoas com HIV, a fim de reduzir o risco de doenças, incluindo ataques cardíacos ou câncer. Os resultados são esperados em 2021.
  • Novas classes de antirretrovirais. Pesquisadores estão desenvolvendo novos inibidores de maturação, tais como o BMS-955176, bem como inibidores de ligação orais, tais como Fostemsavir, que agem contra o HIV bitrópico, o vírus que tem conectores para ambos os co-receptores CCR5 e CXCR4 das células do sistema imune. O único inibidor de fixação oral já aprovado, Selzentry (Maraviroc), funciona apenas para o vírus trópico CCR5.
  • Comprimidos genéricos combinados. Com vários antirretrovirais perdendo a proteção das patentes nos próximos anos, os fabricantes de genéricos devem começarem a produzir comprimidos de combinação genéricos nos Estados Unidos. As questões mais importantes incluem se os genéricos vão realmente ser muito mais baratos e se os planos de saúde [nos Estados Unidos] darão preferência sobre medicamentos de marca, mesmo se estes últimos tiverem toxicidades mais baixas. Também pode haver comprimidos de combinação mista, contendo ambos medicamentos genéricos e de marca.
  • Cura. Um pequeno exército de cientistas está explorando vários caminhos para dar um nocaute total no HIV. A aproximação da combinação provavelmente será necessário para o sucesso. Em geral, os especialistas acreditam que a cura ainda está muitos anos, senão décadas, adiante. Nesse ínterim, este campo de estudo pode produzir maneiras de melhorar os tratamentos existentes e mitigar ainda mais os efeitos nocivos do vírus.
Por Benjamin Ryan em 24 de junho de 2016 para Poz

 


street-insider

A Janssen Sciences Ireland formalizou sua colaboração com a ViiV Healthcare na fase III para o desenvolvimento e comercialização de um regime de duas drogas de ação prolongada: formulações injetáveis ​​de Rilpivirina (inibidor não nucleosídeo da transcriptase reversa da Janssen) e Cabotegravir (da ViiV Healthcare).

Janssen (empresa farmacêutica da Johnson & Johnson) e ViiV Healthcare vieram trabalhar em conjunto no desenvolvimento deste regime depois de uma série de acordos para estudos clínicos, durante vários anos. Sob este novo acordo, o estudo de fase III, para avaliar a eficácia, segurança e tolerabilidade do regime, será liderado pela ViiV Healthcare com o apoio da Janssen. Com a fase III concluída, bem sucedida, e com a aprovação das agências reguladoras, cada empresa vai fabricar e distribuir individualmente suas formulações farmacêuticas.

“Estamos comprometidos em fazer a diferença para as pessoas afetadas pelo HIV.”

“Apesar do grande progresso no desenvolvimento dos atuais tratamentos contra o HIV, o fardo da administração diária dos remédios para o HIV continua a ser grande e representa um desafio para garantir que as pessoas que vivem com o HIV mantenham uma carga viral indetectável”, diz Paul Stoffels, diretor científico da Johnson & Johnson mundial e da Janssen Pharmaceutical Companies. “Estamos comprometidos em fazer a diferença para as pessoas afetadas pelo HIV. A perspectiva de desenvolvimento de novas terapias, tais como formulações de ação prolongada acessíveis, podem oferecer esperança para os milhões de afetados pelo HIV em todo o mundo.”

Na 32ª semana de um estudo de fase IIb (LATTE 2, NCT02120352), a pesquisa do regime de ação prolongada injetável, administrado a cada 4 ou 8 semanas, mostrou eficácia comparável a um regime oral diário de três medicamentos para o HIV (em um estudo sobre Cabotegravir e dois inibidores nucleósidos da transcriptase reversa). Se desenvolvido e aprovado pelas autoridades reguladoras com sucesso, as pessoas que vivem com HIV que estão com supressão virológica poderiam ter uma opção alternativa ao regime padrão, oral diário de três terapias medicamentosas.

“Temos o potencial de desenvolver o primeiro medicamento de ação prolongada.”

“Enquanto trabalhamos em direção ao nosso objetivo de longo prazo de desenvolvimento de uma vacina preventiva contra o HIV, estamos animados em continuar a apoiar as pessoas que vivem com o HIV através de melhorias inovadoras”, disse Wim Parys, chefe de pesquisa e desenvolvimento da Janssen. “Através desta colaboração, nós temos o potencial de desenvolver o primeiro medicamento de ação prolongada, injetável de dois regimes de medicamentos, como uma opção inovadora para o tratamento de manutenção do HIV.”

Desde o início da epidemia do HIV, quase 75 milhões de pessoas foram infectadas com o vírus. Estima-se que 35 milhões de pessoas vivem atualmente com HIV no mundo, com 2,5 milhões de pessoas sendo infectadas a cada ano.

Sobre o estudo LATTE 2

LATTE 2 foi um estudo multicêntrico, aberto e de 96 semanas de duração, iniciado na fase IIb, para investigar a segurança e eficácia deste primeiro regime injetável de ação prolongada que combina Rilpivirina e Cabotegravir para manter a supressão da carga viral. O LATTE 2 incluiu adultos (n=309), que, após atingir supressão virológica através do tratamento oral com uma dose diária de 30mg de Cabotegravir associado a dois inibidores nucleósidos da transcriptase reversa (n=286, 93%), foram subsequentemente randomizados para um dos três braços do estudo para receber injeções de Cabotegravir e Rilpivirina injetáveis a cada 4 semanas (n=115), 8 semanas (n=115) ou a continuar com o tratamento oral convencional (n=56).

Na 32ª semana, as taxas de supressão viral (RNA do HIV-1 inferior à 50 cópias/ml) para pacientes que receberam a terapia de manutenção das duas drogas de ação prolongada, administradas a cada 8 semanas (95%) ou em intervalos de 4 semanas (94%), eram comparáveis ​​às taxas observadas em pacientes que continuaram com o regime oral de três fármacos (91%). Os pacientes que estavam no grupo que recebeu as doses a cada 4 semanas relataram mais eventos adversos, alguns deles levando à suspensão (5%; n=6), em comparação com aqueles que receberam injecção a cada 8 semanas (2%; n=2) ou que continuaram com o tratamento oral (2%, n=1). O efeito adverso mais comum relatado pelos pacientes foi dor no local da injeção (93% dos receptores de injeção). Dois pacientes no braço no grupo de 8 semanas (e nenhuma no braço de 4 semanas) se retiraram devido à intolerância da injeção. Dois pacientes preencheram critérios de falha virológica definida pelo protocolo, um deles no grupo de 8 semanas e outro no grupo de tratamento oral; nenhum paciente tinha provas de resistência aos medicamentos. Os resultados do estudo LATTE 2, cofinanciado pela Janssen e ViiV Healthcare, serão apresentados no futuro em uma conferência científica.

Em 7 de janeiro de 2016 pelo StreetInsider.com