Probioticos_FMUSPA última edição do estudo sobre flora intestinal e imunidade, conduzido pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), ainda precisa de um(a) voluntário(a).

A pesquisa vai avaliar se a ingestão de um produto probiótico composto por lactobacilos, ingerido uma vez ao dia e durante três meses, é capaz de promover melhora na flora intestinal e aumento da contagem de células CD4 em indivíduos soropositivos para o HIV.

Pode participar:

  • homem ou mulher de 18 a 60 anos;
  • residente na região metropolitana de São Paulo, SP;
  • soropositivo(a) para o HIV;
  • em tratamento com o mesmo esquema antirretroviral pelo menos pelos últimos seis meses;
  • com CD4 menor que 500 e carga viral indetectável há pelo menos seis meses.
Entre em contato de 2ª à 6ª feira, das 10h às 17h pelos telefones: (11) 2661-7214  |  2661-3344  |  2661-8236  |  2661-7845, pelo WhatsApp: (11) 9-5289-9886 ou através do e-mail: pesquisaclinica.ichc@hc.fm.usp.br
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Os antirretrovirais têm adicionado décadas à expectativa de vida das pessoas vivendo com HIV que têm acesso ao tratamento. No entanto, quando comparado com pessoas soronegativas, aqueles que fazem o tratamento contra o vírus ainda têm maior risco de alguns problemas de saúde, normalmente associados ao envelhecimento. As razões por trás deste aumento dos riscos para a saúde ainda não são muito bem compreendidas, mas a comunidade científica está ansiosamente à procura de respostas. Os pesquisadores estão inclinados a apontar o dedo a um fenômeno conhecido como “inflamação crônica” como principal culpado.

Quando você se corta ou contrai uma infecção, o sistema imunológico logo inicia um processo em cascata, que envia para o local atingido um exército diversificado de células que promovem a cura, controlam a infecção e dão origem à inflamação. Entre esses soldados, um batalhão interligado de células CD4 e CD8 (conhecidas como células T “auxiliares” e “assassinas”, respectivamente), anticorpos, fatores de coagulação e citocinas pró-inflamatórias, entre muitos outros.

Em condições normais, células específicas irão desativar este processo inflamatório saudável, assim que o processo de cura ou combate da infecção estiver terminado. Mas, às vezes, a inflamação persiste a longo prazo e pode se tornar contraproducente, causando danos às células e tecidos saudáveis. Em pessoas soronegativas, a inflamação crônica está ligada à uma série de doenças, incluindo cardiovasculares, autoimunes, doenças hepáticas, renais e câncer.

O próprio HIV parece dar origem à inflamação crônica. O vírus também pode conduzir à desregulação do sistema imunológico, o que pode aumentar ainda mais a inflamação. Muitos cientistas acreditam que a inflamação crônica relacionada com o HIV contribui para o aumento do risco de doença cardiovascular, doença neurocognitiva, osteoporose (perda óssea), doença hepática, doença renal, fraqueza e alguns cânceres não relacionados à aids em indivíduos soropositivos. Todas estas condições estão associadas com o envelhecimento. Mas pessoas com HIV tendem a apresentá-las em idades mais jovens do que os seus homólogos soronegativos.

Poucas semanas depois da infecção, o HIV inicia um ataque maciço sobre o intestino, que tem uma elevada concentração de células CD4. Mesmo o tratamento muito precoce contra o vírus pode não ser capaz e reverter completamente este dano, que parece causar inflamação crônica, permitindo que os micróbios nocivos possam infiltrar-se no corpo (em um processo chamado de translocação microbiana), estimulando, assim, mais ativação imune e inflamação crônica.

Enquanto o tratamento do HIV não ajudar a combater a disfunção imune e a inflamação crônica causadas pelo vírus, os antirretrovirais não necessariamente acabam com esses efeitos. Pois, por um lado, ter uma carga viral indetectável não significa que o vírus é totalmente silencioso. A replicação viral de baixo nível ainda pode persistir e em um nível alto o suficiente para solicitar um constante estado de alerta do sistema imune, um estado inflamatório crônico. Por conseguinte, as células imunes superativadas podem conduzir para um estado de esgotamento, semelhante ao que é visto em pessoas mais velhas. O HIV também pode perturbar as células que ligam ou desligam a inflamação, possivelmente comprometendo a habilidade do corpo para regular adequadamente a inflamação.

Pessoas com HIV tendem a ter taxas mais elevadas de outras infecções virais, como a hepatite B ou C vírus (HBV, HCV) e citomegalovírus (CMV, que é da família do herpes), que também podem contribuir para a inflamação crônica e ativação imune. Além disso, o HIV pode causar cicatrizes, tanto no timo quanto nos nódulos linfáticos, o que leva à interferências na capacidade do corpo para combater infecções. O timo é um órgão que fica no peito, responsável pelo fabrico de células T, enquanto os nódulos linfáticos são responsáveis ​​pela coordenação das respostas imunes às infecções.

Os inúmeros problemas graves de saúde a que a inflamação crônica pode dar origem podem soar alarmantes. Mas o Dr. Steven Deeks, professor de medicina na Universidade da Califórnia, São Francisco (UCSF), que é um especialista em inflamação crônica relacionada ao HIV, diz: “É importante ressaltar que o efeito que nós estamos falando não é dramático”, diz ele. “Esse efeito, provavelmente não terá muito impacto na qualidade de vida, na saúde geral das pessoas, de fato, até que as pessoas estejam em sua sexta, sétima décadas de vida, quando então o efeito pode ser muito mais aparente.”

A pesquisa sobre tratamentos para a inflamação crônica:

“Eu acho que o júri ainda está se decidindo sobre a melhor abordagem para direcionar a resposta inflamatória, ou melhor, para orientar a raiz da resposta inflamatória: o próprio HIV, coinfecções e a translocação microbiana”, diz o Dr. Peter Hunt, professor associado de medicina da UCSF, que também estuda inflamação crônica relacionada ao HIV. “Um dos problemas é que nós realmente não temos intervenções bem sucedidas para bloquear essas causas; não temos quaisquer intervenções que desligam a expressão do HIV. “

Vários estudos têm sugerido que os medicamentos para baixar o colesterol, conhecidos como estatinas, podem reduzir a inflamação crônica nas pessoas com HIV e protegê-las contra seus efeitos nocivos. Mas os resultados de um estudo que fornece evidência científica do melhor padrão mostrou que tais benefícios ainda deixam a desejar. Atualmente, os pesquisadores estão recrutando 6.500 participantes em um estudo, chamado REPRIVE, que inclui pessoas com HIV que estão tomando antirretrovirais e que normalmente não seriam prescritas a tomar estatina. Os participantes serão distribuídos aleatoriamente, para receber estatina ou placebo. O estudo deve responder se os efeitos antiinflamatórios das estatinas vai se traduzir em um risco reduzido de doenças, tais como ataque cardíaco ou câncer, em pessoas com HIV. Infelizmente, os resultados não são esperados até 2021.

Outros medicamentos que já  estão mercado e atualmente sob pesquisa como agentes antiinflamatórios para as pessoas com HIV incluem: Micardis (Telmisartan), um medicamento para a pressão arterial, e Vildagliptina (Galvus), para diabetes. Pesquisas já têm demonstrado que a Aspirina não parece ajudar na inflamação relacionada com o HIV.

Os cientistas também estão pesquisando para ver se os probióticos, que promovem as bactérias desejáveis ​​no sistema digestivo, podem afetar o chamado microbioma do corpo de uma forma que ajude a diminuir a inflamação relacionada com o intestino.

Buscando afetar diretamente as vias inflamatórias, os pesquisadores estão olhando para os medicamentos utilizados em doenças inflamatórias, como a artrite reumatóide doença autoimune, e mesmo para alguns tratamentos contra o câncer. Outra pesquisa está examinando as drogas que inibem os principais indicadores de inflamação, chamados biomarcadores, tais como as citocinas interleuken-1 ou -6 (IL-1, IL-6).

Em geral, os especialistas concordam que uma cura para o HIV está a décadas de distância (ao contrário do que diz recentes reportagens erradas). Entretanto, como pesquisadores se esforçam para desenvolver maneiras de diminuir o tamanho do reservatório viral e, por sua vez, possivelmente reduzir a replicação viral de baixo nível, eles podem acabar encontrando os tratamentos que, mesmo quem não curem, acabem amortecendo a inflamação crônica.

Coisas que você pode fazer para combater a inflamação crônica e seus efeitos potencialmente nocivos:

De acordo com Deeks, os danos a longo prazo causados pela inflamação crônica relacionada com o HIV podem ser mais fáceis de evitar quando as pessoas são mais jovens, em vez de reverter os danos quando as pessoas são idosas.

As formas de prevenir tais danos incluem:

  • Tratamento precoce. Uma pesquisa mostrou que os antirretrovirais iniciados logo após a infecção podem reduzir a probabilidade de problemas de saúde ligados à inflamação, tais como ataques cardíacos e certos tipos de câncer.
  • Tome seus antirretrovirais todos os dias. Uma pesquisa recente descobriu que não aderir 100% ao tratamento está relacionado à maior inflamação.
  • Não fume. Fumar é especialmente prejudicial entre pessoas vivendo com HIV (além de ser altamente comum) e pode agravar a inflamação nas artérias.
  • Alimente-se de forma saudável. Uma pesquisa mostrou que a chamada dieta mediterrânea reduz o risco de ataques cardíacos ou AVC.
  • O exercício físico regular reduz o risco de inúmeros problemas de saúde.
  • Reduza a gordura corporal. O tecido gordo pode ser uma fonte de inflamação.
  • Trate coinfecções. A hepatite C agora é curável através de apenas oito semanas de tratamento e a hepatite B é tratável. Ambas as infecções podem causar graves danos ao fígado; e o HIV pode acelerar tais danos.
Por Benjamin Ryan em 5 de abril de 2016 para Poz Magazine


MNT

O advento da terapia antirretroviral — uma combinação de medicamentos utilizados para retardar a progressão do HIV — permitiu muitas pessoas infectadas com o vírus a viver vidas longas e produtivas. Mas a terapia não os cura e mesmo aqueles que tomam esses medicamentos ainda têm um risco maior de doença cardiovascular, câncer, doença renal e hepática, entre outros distúrbios observados em pacientes com HIV.

A infecção pelo HIV também pode levar à doenças que afetam os intestinos, como o aumento da inflamação gastrointestinal, diarreia e problemas com a absorção de nutrientes. O papel dos micróbios do intestino nessas questões ainda não é completamente compreendido, mas, agora, em dois estudos conduzidos por pesquisadores da Washington University School of Medicine, em St. Louis, os cientistas identificaram bactérias e vírus intestinais como possíveis fontes de inflamação e doenças.

A identificação dessa origem pode abrir a porta para as estratégias que limitem os danos no trato gastrointestinal, reduzam a inflamação e problemas afins, que afetam os pacientes com HIV. Os dois estudos — um em pessoas e outro em primatas — foram publicados na revista Cell Host & Microbe.

“Danos no microbioma viral e bacteriano do intestino permitem que bactérias e vírus vazem para os tecidos e sangue circundantes, contribuindo para a inflamação.”

“As pessoas com infecção pelo HIV avançada têm doença intestinal e inflamação sistêmica significativas, que podem causar danos progressivos na imunidade e acelerar a progressão da infecção pelo HIV até a aids”, disse o pesquisador sênior, Dr. Herbert W. Virgin IV, PhD. “Acreditamos que danos no microbioma viral e bacteriano do intestino permitem que bactérias e vírus vazem para os tecidos e sangue circundantes, contribuindo para a inflamação.” Acredita-se que a inflamação desempenhe um papel numa variedade de desordens, incluindo doenças cardiovasculares, lipídeos sanguíneos anormais, diabetes e outras anormalidades relacionadas com a insulina.

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Um dos estudos monitorou primatas infectados, enquanto o outro acompanhou pessoas soropositivas em Uganda, na África. Ambos mostraram que as alterações na composição bacteriana e viral do trato gastrointestinal estavam ligadas à imunodeficiência grave devido à progressão do HIV em pacientes humanos e ao SIV (vírus da imunodeficiência símia) em primatas. Os pesquisadores estudaram 36 macacos rhesus, alguns dos quais foram infectados com SIV. Eles também seguiram 82 pessoas infectadas pelo HIV em Uganda, 40 das quais tomavam a terapia antirretroviral e 42 não a tomavam.

Nas pessoas e nos primatas, a aids resultante da imunodeficiência se mostrou ligada à uma quantidade maior de vírus no intestino, em comparação com o número de vírus do intestino em pessoas e primatas que tinham resposta imune normal. Aqueles com sistemas imunológicos severamente enfraquecidos também tinham mais patógenos e mais bactérias no intestino. No estudo do SIV em macacos, os pesquisadores descobriram que a vacinação contra o SIV impediu o desenvolvimento dessas anormalidades.

A gravidade da imunodeficiência é determinada em humanos medindo as contagens de células do sistema imunológico, as chamadas células CD4. Uma contagem de 200 ou menor significa que o sistema imunológico da pessoa está deficiente. A infecção pelo HIV, por si só, na ausência de imunodeficiência, teve um efeito mínimo sobre o número de agentes patogênicos virais e bacterianos no intestino.

“Identificamos bactérias potencialmente causadoras de doenças no intestino que só aparecem em pessoas e animais gravemente imunocomprometidos.”

Virgin, professor e chefe do Departamento de Patologia e Imunologia, disse que controlar a proliferação de vírus e bactérias no intestino pode reduzir os danos no trato gastrointestinal e, como resultado, controlar os problemas que afetam pacientes com infecção crônica pelo HIV. “Nestes estudos, nós aprendemos mais sobre quais vírus emergem e quando eles surgem após a infecção por SIV e HIV”, disse Scott Handley, PhD, professor assistente de patologia e imunologia e o primeiro autor do estudo sobre as infecções em primatas. “Nós também identificamos bactérias potencialmente causadoras de doenças no intestino que só aparecem em pessoas e animais gravemente imunocomprometidos.”

Enterobacteriaceae e adenovírus.
Enterobacteriaceae e adenovírus.

Concretamente, os pesquisadores descobriram que a aids e a imunodeficiência resultante estão associados com a expansão de adenovírus e da bactéria Enterobacteriaceae. Ambos são enteropatógenos, o que significa que têm o potencial de causar a doenças.

“Pode ser possível, através do tratamento de pacientes com probióticos, ajudar a restaurar a saúde intestinal e a prevenir o dano das células do intestino.”

“Eventualmente, pode ser possível, talvez através do tratamento de pacientes com uma mistura especializada de probióticos, ajudar a restaurar a saúde intestinal e a prevenir o dano das células do intestino, que contribui para a inflamação e evita que a infecção pelo HIV se torne aids”, disse o coinvestigador do estudo, Guoyan Zhao, PhD e professor assistente de patologia e imunologia.

“Há múltiplos e novos vírus nos ecossistemas intestinais daqueles com SIV e com infecção pelo HIV”, acrescentou Virgin. “Alguns desses vírus, particularmente os adenovírus, podem danificar as células intestinais e também ter a capacidade de agir como vetores para a aplicação de vacina. Alguns dos nossos colaboradores estão pesquisado essa estratégia e estão trabalhando para desenvolver uma vacina.”

Em 10 de março de 2016 por Medical News Today

Probioticos_FMUSPMais uma edição do estudo sobre flora intestinal e imunidade, conduzido pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), está recebendo a inscrição de voluntários.

A pesquisa vai avaliar se a ingestão de um produto probiótico composto por lactobacilos, ingerido uma vez ao dia e durante três meses, é capaz de promover melhora na flora intestinal e aumento da contagem de células CD4 em indivíduos soropositivos para o HIV.

Podem participar:

  • homens e mulheres de 18 a 60 anos;
  • residentes na região metropolitana de São Paulo, SP;
  • soropositivos para o HIV;
  • em tratamento com o mesmo esquema antirretroviral pelo menos pelos últimos seis meses;
  • com CD4 menor que 500 e carga viral indetectável há pelo menos seis meses.
Entre em contato de 2ª à 6ª feira, das 10h às 17h pelos telefones: (11) 2661-7214  |  2661-3344  |  2661-8236  |  2661-7845, pelo WhatsApp: (11) 9-5289-9886 ou através do e-mail: pesquisaclinica.ichc@hc.fm.usp.br

Depois de ter ido buscar meus remédios, na semana passada, aproveitei para contornar a calçada e seguir para a rua de trás, cheia de hospitais, seguindo o endereço anotado no papel. Também havia escrito nome de duas médicas a quem eu deveria procurar e, por fim, o contato da Sra. Zelina, quem atenciosa e gentilmente respondera meu e-mail.

FMUSPZelina é coordenadora de um estudo que está sendo conduzido pela Faculdade de Medicina da USP. Estão sendo selecionando voluntários que vivem com HIV, em tratamento com coquetel antirretroviral e carga viral indetectável, mas que apresentam contagem de CD4 inferior à 500 células.

O objetivo é estudar a flora intestinal dos voluntários e avaliar uma tentativa de reposição desta flora. “A intenção é verificar se a reposição ajuda na recuperação das células CD4”, explicou o Dr. Esper Kallás, meu médico infectologista, antes de me sugerir a inscrição no estudo.

Os participantes devem:

  • Ter entre 18 e 60 anos;
  • Estar tomando coquetel;
  • Ter carga viral indetectável;
  • Apresentar CD4 abaixo de 500 nos últimos testes.

A seleção de voluntários já começou. Se você, assim como eu, também se encaixa neste perfil e tem interesse de participar deste estudo, entre em contato com a Zelinda através dos telefones (11) 2661-7214 ou (11) 2661-3344 ou pelo e-mail zelinda.bartolomei@gmail.com.