Todos os posts com a tag: perspectiva de cura

Não há prazo para a cura do HIV. Mesmo assim, essa perspectiva existe, uma vez que médicos e cientistas continuam a pesquisar o vírus, meios de evitar sua transmissão ou de curar a infecção. Os caminhos científicos mais promissores hoje são: a vacina anti-HIV, o transplante de medula e a terapia genética.

Câncer & HIV

Nos últimos anos, a International Aids Society Conference on HIV Science, a IAS, incluiu um simpósio especializado na pesquisa da cura do HIV, que sempre antecedeu o evento principal. E este ano não foi exceção, com apenas uma pequena mudança, a começar pelo nome: HIV Cure and Cancer Forum — isto é, um fórum sobre o câncer e a cura do HIV. O título do evento parece reafirmar uma percepção atual entre muitos cientistas sobre aspectos comuns entre duas doenças distintas: o HIV e o câncer. Antes de falar das semelhanças entre elas, é importante ter em mente que estas são doenças distintas entre si porque há muitas diferenças entre elas. Foi isso o que bem lembrou Monsef Benkirane, do Instituto Francês de Genética Humana, na sua palestra de abertura. Enquanto o HIV é causado por uma infecção, o câncer é geralmente decorrente do mau comportamento espontâneo de algumas células. A exceção está apenas em alguns tipos específicos câncer, cujo mau comportamento das células pode mesmo ser provocado por infecções. No entanto, no coração das células é que …

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Mais uma criança capaz de controlar o HIV

Uma criança sul-africana de nove anos de idade, que foi diagnosticada soropositiva já no primeiro mês de idade e que recebeu um tratamento anti-HIV ao longo de 40 semanas, mantém o vírus controlado sem a necessidade de antirretrovirais há oito anos e meio, de acordo com o que os cientistas relataram na 9th IAS Conference on HIV Science (IAS 2017), em Paris, e publicado no Aidsmap. Esta criança sul-africana é agora o terceiro exemplo de uma criança que iniciou o tratamento do HIV logo após o nascimento, interrompeu o tratamento depois de meses ou anos e mostrou conseguir controlar a infecção pelo HIV por um período prolongado, sem a necessidade de medicamentos antirretrovirais. A criança francesa continua a controlar o HIV, mesmo sem tratamento antirretroviral há onze anos. A Bebê do Mississippi controlou o HIV por 27 meses. Os outros dois casos de crianças que atualmente estão controlando a infecção sem a necessidade de antirretrovirais são: uma criança francesa, diagnosticada aos três meses de idade e tratada por mais ou menos 5 ou 7 anos, e …

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Supercomputador revela como o HIV se move dentro do corpo

Um pequeno vislumbre de como o HIV viaja através do corpo foi simulado pela primeira vez em supercomputadores dos Estados Unidos. Depois de dois anos trabalhando, os supercomputadores da Universidade de Illinois conseguiram modelar o comportamento de 64 milhões de átomos do HIV e, enfim, capturar 1,2 microssegundos da vida de um capsídeo do vírus — uma pequena gaiola de proteína que transporta o HIV para dentro do núcleo de uma célula humana. A simulação foi realizada no supercomputador Titan, do Departamento de Energia, enquanto a análise dos dados foi feita pelo supercomputador Blue Waters, no National Center for Supercomputing Applications. Este método de estudo de grandes sistemas biológicos com simulações de dinâmica molecular, chamado de “microscopia computacional”, foi desenvolvido e liderado por Juan Perilla e pelo falecido Klaus Schulten. A simulação com o HIV revelou várias características do capsídeo, com diferentes partes da proteína que oscilam em diferentes frequências. Segundo Perilla, é provável que o capsídeo compartilhe informações com seus semelhantes, ajudando-os a navegar pelo seu ambiente. O estudo também descobriu que íons fluem dentro …

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Como a cura da aids impactaria a sua vida?

Depois de inaugurar uma campanha pela cura da aids até 2020, a amfAR, Fundação para a Pesquisa da Aids, lança agora a websérie Vozes Épicas, que traz histórias pessoais e inspiracionais de soropositivos que explicam como o HIV impacta suas vidas e o que a cura significaria para eles. O objetivo dos vídeos é conscientizar a população de que os desafios para o fim do HIV/aids continuam e, ao mesmo tempo, inspirar a geração Millenium e a comunidade LGBT a apoiarem as pesquisas para a cura da aids. Os vídeos trazem depoimentos de pessoas com diferentes perfis que vivem com HIV/aids: Hydeia Broadbent, ativista que nasceu com HIV/aids; Mykki Blanco, rapper e artista; Ken Williams, palestrante e fundador do blog Ken Like Barbie; Ongina (Ryan Palao), ator; Teo Drake, homem trans que vive com HIV há bastante tempo. Todos os vídeos (em inglês) estão disponíveis aqui.

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CRISPR cura HIV em animais

Cientistas da Lewis Katz School of Medicine da Universidade de Temple e da Universidade de Pittsburgh conseguiram extrair o DNA do HIV dos genomas de animais vivos, deixando-os livres do vírus. Foi a primeira a demonstração de que a replicação do HIV pode ser completamente desligada. O estudo mostrou que o HIV foi eliminado de células infectadas em modelos animais diferentes, incluindo um modelo “humanizado” de ratos (transplantados com células imunes humanas e, em seguida, infectados com o HIV), utilizando uma poderosa tecnologia de edição de genes, conhecida como CRISPR/Cas9. O estudo foi publicado em 3 de maio na revista Molecular Therapy. O trabalho foi conduzido pelo Dr. Wenhui Hu, do Centro de Pesquisa de Doenças Metabólicas e do Departamento de Patologia. “Confirmamos os dados de nosso trabalho anterior e melhoramos a eficiência de nossa estratégia de edição de genes”, disse Hu. “Também mostramos que a estratégia é eficaz em dois modelos diferentes de ratos: um representando infecção aguda e outro representando crônica, ou latente, em células humanas.” Em resumo, a equipe de Hu conseguiu inativar geneticamente o HIV-1 em camundongos transgênicos, reduzindo a …

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CD32a, a molécula que pode indicar onde o HIV está escondido

Pela primeira vez, cientistas encontraram um biomarcador que identifica algumas células latentemente infectadas com o HIV. A molécula, denominada CD32a, pode ser encontrada na superfície de cerca de metade das células T CD4 latentemente infectadas pelo HIV, mas não é encontrada em células não infectadas ou em células com uma infecção ativa de HIV. A descoberta é resultado de um estudo conduzido pelo Dr. Monsef Benkirane, PhD, do Instituto de Genética Humana de Montpellier, França, e seus colegas, publicado na Nature. Esta descoberta abre uma nova porta na pesquisa da cura, especialmente para estudos que visam destruir os reservatórios de HIV — o conjunto de células latentemente infectadas, que permite que o vírus volte quando os medicamentos antirretrovirais são interrompidos. “Essa descoberta é quente e importante”, disse Sharon Lewin, uma das líderes da pesquisa da cura do HIV no Instituto Doherty, em Melbourne, na Austrália. “Ela precisará ser confirmada por outros, mas realmente parece ser um bom marcador de latência”, disse ela à MedPage Today. “Este trabalho abrirá diversas novas e importantes vias de trabalho.” O estudo foi feito in vitro, utilizando células CD4 a …

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Perspectiva de cura em três anos

Para o coordenador do Laboratório de Infectologia do Hospital das Clínicas, Max Banks, a perspectiva do pesquisador estrangeiro é otimista. Com o acúmulo de conhecimento na busca pela cura, a ideia é de que um horizonte, mesmo que distante, possa ser enxergado em três anos. O entrevistado explica questões a respeito da dificuldade de se encontrar a cura e como estratégias que propõem a cura têm aumentado. Banks também esclarece a respeito de avanços no tratamento e na prevenção da doença. O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré. Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93,7, em Ribeirão Preto FM 107,9, pela internet em http://www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.  

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Dez meses de supressão viral

Foi divulgada na CROI 2017, a Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections, no mês passado, em Seattle, mais um caso de prolongada remissão viral. Depois de um transplante de medula óssea para tratar um câncer, um paciente soropositivo ficou quase 10 meses — mais tempo do que os chamados “Pacientes de Boston” — sem carga viral detectável, mesmo após interromper a terapia antirretroviral. Apesar de sua carga viral ter voltado depois disso, seus reservatórios de HIV parecem ter sido reduzidos, conforme relata o Aidsmap. O caso foi apresentado por Nathan Cummins, da Mayo Clinic em Rochester, Minnesota, e seus colegas. O paciente que recebeu este transplante foi um homem de 55 anos de idade, diagnosticado com HIV em 1990 e que começou a terapia antirretroviral em 1999 com uma contagem de CD4 de 300 células/mm³. Ele interrompeu o tratamento antirretroviral entre 2004 e 2009 por conta própria e, em seguida, reiniciou o tratamento com Ritonavir, Atazanavir, Tenofovir e Emtricitabina. Em abril de 2013, foi diagnosticado com leucemia linfoblástica aguda de células B. Em antecipação à quimioterapia, seu regime de antirretrovirais foi mudado para Raltegravir, Etravirina, Tenofovir e Emtricitabina. …

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Quando teremos a cura?

Como anda a pesquisa da cura do HIV? É ético tirar as pessoas dos antirretrovirais para participar de pesquisas da cura do HIV? Você acha que teremos uma cura para o HIV nos próximos anos? Estas são algumas das perguntas que fizemos aos pesquisadores que fazem parte do Instituto para a Pesquisa sobre a Cura do HIV da amfAR, na Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF), durante um fórum no Dia Mundial da Aids deste ano. Depois de uma apresentação minuciosa sobre os progressos realizados peloInstituto para a Pesquisa sobre a Cura do HIV no ano passado, o grupo de cientistas e um soropositivo sobrevivente de longo prazo responderam às perguntas sobre a busca de uma cura para o HIV. Aqui está o que aprendemos.   Quando teremos uma cura para o HIV? “As pessoas muitas vezes me perguntam isso”, disse Steve Deeks, “e, honestamente, eu não tenho a mínima ideia. Mas espero que tenhamos um regime — uma combinação viável e testável — até o atual financiamento deste instituto acabar, nos próximos anos. Essa é uma perspectiva otimista”, disse ele. Deeks comparou o conhecimento dos cientistas hoje …

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