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otimismo
o.ti.mis.mo
sm (ótimo+ismo) 1 Disposição, natural ou adquirida, para ver as coisas pelo bom lado e esperar sempre uma solução favorável das situações, ainda as mais difíceis. 2 Filos Sistema dos que consideram este mundo o melhor dos mundos possíveis. 3 Filos Sistema dos que têm fé no progresso moral e material atuais, na evolução social para o bem e para o ótimo. Var: optimismo.

Meus sete anos de diagnóstico

Sabe, parece que tudo começou naquela tarde, em dezembro de 2015. Atravessei os corredores brancos do hospital e, finalmente, avistei meu avô. De dentro do quarto, com os tubos presos ao nariz, ele virou o rosto em direção à porta de entrada, e me viu. Como sempre fez, sorriu. Me cumprimentou com um apelido carinhoso, que dito por qualquer outra pessoa seria xingamento. Estava deitado na cama do hospital, levemente reclinada para não pressionar seus frágeis pulmões, dos quais apenas um funcionava e em 15% de sua capacidade. Seu câncer voltara. Aparentemente, os anos sem fumar desde a remoção de quase todo um pulmão afetado pelo primeiro tumor maligno, não foram suficientes para evitar a recidiva da doença, agora no pulmão remanescente. Toda uma vida de cigarros, contra alguns anos sem. Eu ainda era pequeno quando disse a ele para parar de fumar. Mas ele não me escutou. Ao invés disso, escutou o tumor, que só se comunicou quando já era tarde demais. “— Tem histórico de câncer na família?”, me perguntou o meu médico, …

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A primeira vacina global contra o HIV

Em julho de 2015, publiquei uma notícia sobre a pesquisa de uma vacina contra o HIV que, naquela altura, protegeu 50% dos doze macacos rhesus da infecção pelo vírus da imunodeficiência símia (SIV). Os macacos em que essa vacina funcionou totalmente ganharam a chamada “imunidade esterilizante”, capaz de prevenir completamente a infecção. Outros dois macacos ganharam a mais limitada “imunidade funcional”, onde a infecção ainda acontece, mas é inofensiva: eles tornaram-se “controladores de elite”, mantendo a carga viral indetectável no sangue. Essa pesquisa era apoiada pela Janssen Infectious Diseases, uma filial da gigante farmacêutica Johnson & Johnson, que desde então prosseguiu com os estudos. Agora, durante o Global Citizen Festival deste ano, que levou mais mais de 60 mil pessoas para o Central Park de Nova York, a farmacêutica aproveitou para divulgar “a primeira vacina global contra o HIV”, o que significa que protege contra todas as cepas de HIV. De acordo com uma resumida notícia divulgada pela HIV Plus Magazine, a Johnson & Johnson anunciou seu compromisso de acelerar a vacina contra o HIV que, pela primeira vez, …

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A carta do CDC

Desde 2016, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) americano publicam a “Dear Colleague Letters”, em apoio ao Dia Nacional de Conscientização sobre HIV/Aids entre Gays nos Estados Unidos. Estas cartas são enviadas por e-mail para parceiros da comunidade e postadas no site do CDC. Neste ano, o CDC divulgou uma carta que destacou as últimas estatísticas relacionadas especialmente ao HIV entre homens gays e bissexuais. Mas também incluiu uma nota que diz respeito a todas as pessoas afetadas pela epidemia: o reconhecimento mais veemente do CDC, até hoje, da campanha: “Indetectável = Intransmissível”. Este é o endosso mais forte de uma das maiores autoridades de saúde pública do mundo em relação a não transmissibilidade sexual do HIV a partir das pessoas que vivem com vírus, fazem tratamento antirretroviral e têm carga viral indetectável. ❖❖❖ Caro colega, Hoje [27 de setembro] é o Dia Nacional de Conscientização sobre HIV/Aids entre Gays. Neste dia, nos juntamos para tomar medidas de prevenção contra o HIV entre homens gays e bissexuais e garantir que todos os homens gays …

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Anticorpos atacam 99% das cepas de HIV em macacos

Um estudo publicado na Science, em 20 de setembro de 2017, descreve o resultado do desenvolvimento de um anticorpo amplamente neutralizante (ou bnAb, do inglês broadly neutralizing antibody), que mostrou-se capaz de atacar 99% das cepas de HIV e de prevenir a infecção em macacos. Esse anticorpo é “trispecífico”, o que quer dizer que uma única molécula interage com três pontos importantes do HIV-1: o local de ligação ao CD4, a região externa próxima da membrana, o local de glicano V1V2. Esses anticorpos são originalmente vistos em algumas pessoas com HIV, que os desenvolvem naturalmente. Mesmo assim, os anticorpos naturais são capazes de agir contra 90% das cepas de HIV. Por isso, a ideia dos cientistas é desenvolvê-los artificialmente, mais fortes, para tratar ou prevenir a infecção pelo HIV. “Eles são mais potentes e têm uma amplitude maior do que qualquer anticorpo natural que tenha sido descoberto”, disse Gary Nabel, diretor científico da Sanofi e um dos autores do estudo, à BBC. “Estamos conseguindo proteção de 99% e com concentrações muito baixas do anticorpo.” O experimento foi feito em 24 macacos: …

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Uma trepadeira contra o HIV

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, em parceria com a Universidade da Louisiana, nos Estados Unidos, usaram contra o HIV uma substância que ainda não havia sido testada com essa finalidade. Os cientistas extraíram das sementes de uma espécie de trepadeira de nome científico Abrus pulchellus tenuiflorus, encontrada na região Nordeste do Brasil, uma proteína chamada puchelina. Nos testes in vitro, em laboratório, ela matou 90% das células infectadas pelo HIV. O estudo foi divulgado na Nature, em 8 de agosto de 2017. “Parece contraditório, mas essa grande toxidade é que traz um benefício. O fato dela matar é que está sendo usado de forma benéfica” A Profa. Dra. Ana Paula Ulian de Araújo, do Grupo de Biofísica Molecular “Sérgio Mascarenhas” do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), explicou que as sementes desta espécie de trepadeira são tóxicas e, se ingeridas, podem matar. “Parece contraditório, mas essa grande toxidade é que traz um benefício. O fato dela matar é que está sendo usado de forma benéfica”, disse ela, em notícia publicada pelo G1. …

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Câncer & HIV

Nos últimos anos, a International Aids Society Conference on HIV Science, a IAS, incluiu um simpósio especializado na pesquisa da cura do HIV, que sempre antecedeu o evento principal. E este ano não foi exceção, com apenas uma pequena mudança, a começar pelo nome: HIV Cure and Cancer Forum — isto é, um fórum sobre o câncer e a cura do HIV. O título do evento parece reafirmar uma percepção atual entre muitos cientistas sobre aspectos comuns entre duas doenças distintas: o HIV e o câncer. Antes de falar das semelhanças entre elas, é importante ter em mente que estas são doenças distintas entre si porque há muitas diferenças entre elas. Foi isso o que bem lembrou Monsef Benkirane, do Instituto Francês de Genética Humana, na sua palestra de abertura. Enquanto o HIV é causado por uma infecção, o câncer é geralmente decorrente do mau comportamento espontâneo de algumas células. A exceção está apenas em alguns tipos específicos câncer, cujo mau comportamento das células pode mesmo ser provocado por infecções. No entanto, no coração das células é que …

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Indetectável = Intransmissível

Nenhuma transmissão do HIV foi observada entre os 343 casais de homens gays sorodiscordantes, em que o parceiro soropositivo fazia tratamento antirretroviral e tinha carga viral indetectável, matriculados no estudo Opposites Attract, divulgado na 9th International Aids Society Conference on HIV Science, a IAS 2017, em Paris. O Opposites Attract recrutou e acompanhou casais homossexuais em clínicas na Austrália, em Bangkok e Rio de Janeiro, que praticaram 16.889 atos de sexo anal sem camisinha enquanto acompanhados pelo estudo. O Opposites Attract também não encontrou relação entre a transmissão do HIV e a presença de outra doença sexualmente transmissível (DST): 6% dos atos sexuais anais relatados foram feitos enquanto um dos parceiros tinha alguma outra DST. Um estudo anterior semelhante, o Partner, teve o mesmo resultado com uma taxa de 17,5% dos participantes com uma DST em algum momento do estudo. A preocupação de que a presença de outra DST pudesse aumentar o risco de transmissão do HIV a partir de parceiros com carga viral indetectável vem pelo menos desde a Declaração Suíça, de 2008. Outra …

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Mais uma criança capaz de controlar o HIV

Uma criança sul-africana de nove anos de idade, que foi diagnosticada soropositiva já no primeiro mês de idade e que recebeu um tratamento anti-HIV ao longo de 40 semanas, mantém o vírus controlado sem a necessidade de antirretrovirais há oito anos e meio, de acordo com o que os cientistas relataram na 9th IAS Conference on HIV Science (IAS 2017), em Paris, e publicado no Aidsmap. Esta criança sul-africana é agora o terceiro exemplo de uma criança que iniciou o tratamento do HIV logo após o nascimento, interrompeu o tratamento depois de meses ou anos e mostrou conseguir controlar a infecção pelo HIV por um período prolongado, sem a necessidade de medicamentos antirretrovirais. A criança francesa continua a controlar o HIV, mesmo sem tratamento antirretroviral há onze anos. A Bebê do Mississippi controlou o HIV por 27 meses. Os outros dois casos de crianças que atualmente estão controlando a infecção sem a necessidade de antirretrovirais são: uma criança francesa, diagnosticada aos três meses de idade e tratada por mais ou menos 5 ou 7 anos, e …

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Supercomputador revela como o HIV se move dentro do corpo

Um pequeno vislumbre de como o HIV viaja através do corpo foi simulado pela primeira vez em supercomputadores dos Estados Unidos. Depois de dois anos trabalhando, os supercomputadores da Universidade de Illinois conseguiram modelar o comportamento de 64 milhões de átomos do HIV e, enfim, capturar 1,2 microssegundos da vida de um capsídeo do vírus — uma pequena gaiola de proteína que transporta o HIV para dentro do núcleo de uma célula humana. A simulação foi realizada no supercomputador Titan, do Departamento de Energia, enquanto a análise dos dados foi feita pelo supercomputador Blue Waters, no National Center for Supercomputing Applications. Este método de estudo de grandes sistemas biológicos com simulações de dinâmica molecular, chamado de “microscopia computacional”, foi desenvolvido e liderado por Juan Perilla e pelo falecido Klaus Schulten. A simulação com o HIV revelou várias características do capsídeo, com diferentes partes da proteína que oscilam em diferentes frequências. Segundo Perilla, é provável que o capsídeo compartilhe informações com seus semelhantes, ajudando-os a navegar pelo seu ambiente. O estudo também descobriu que íons fluem dentro …

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