Todos os posts com a tag: médicos

O acompanhamento médico da infecção pelo HIV é essencial, tanto para quem não apresenta sintomas e não toma remédios (fase assintomática), quanto para quem já exibe algum sinal da doença e segue tratamento com os medicamentos antirretrovirais, fase que os médicos classificam como aids.

Nas consultas regulares, a equipe de saúde precisa avaliar a evolução clínica do paciente. Para isso, solicita os exames necessários e acompanha o tratamento. Tomar os remédios conforme as indicações do médico é fundamental para ter sucesso no tratamento. Isso é ter uma boa adesão.

O uso irregular dos antirretrovirais (má adesão ao tratamento) acelera o processo de resistência do vírus aos medicamentos, por isso, toda e qualquer decisão sobre interrupção ou troca de medicamentos deve ser tomada com o consentimento do médico que faz o acompanhamento do soropositivo. A equipe de saúde está apta a tomar essas decisões e deve ser vista como aliada, pois juntos devem tentar chegar à melhor solução para cada caso.

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Feliz dia do médico!

Neste domingo (18) é comemorado o Dia do Médico no Brasil e em alguns países onde o cristianismo é forte, como Portugal, Bélgica, Espanha, Itália e Polônia. A data foi escolhida em homenagem ao santo do dia, São Lucas. Ele teria estudado medicina em Antioquia (Turquia) e também teria sido pintor, músico e historiador. Consta na literatura católica que Lucas conviveu com o apóstolo Paulo e foi chamado por ele de “o médico amado”. Há muitos assim chamados nos dias atuais por causa do amor que dedicam em sua missão de cuidar de vidas, promovendo saúde, bem-estar, confiança, compreensão e respeito. No caso de pacientes com HIV/aids, desde sempre  marcados pelo estigma e pelo preconceito, esse tratamento é tão importante quanto os antirretrovirais. Por isso, aproveitamos a oportunidade para homenagear médicos que sempre estiveram na linha de frente das batalhas contra a aids. Nos consultórios, hospitais, gabinetes, nas ruas. Eles são incansáveis na luta contra aids: Paulo Teixeira foi criador do primeiro programa de DST/aids na América Latina, em 1983. Na época estava à frente do …

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SporTV

Esporte Positivo

O Sportv Repórter voltou ao ar neste domingo, 2 de agosto de 2015, falando sobre o papel fundamental da prática de esportes no tratamento de portadores do HIV. Depois de 4 meses de pesquisa e pré-produção, a repórter Bruna Gosling e o repórter cinematográfico Julio Bittencourt reuniram depoimentos corajosos de soropositivos que encontraram no esporte um grande aliado ao tratamento e à qualidade de vida. Segundo Bruna, que em abril deste ano convidou os leitores do Diário de um Jovem Soropositivo a participar desta edição do Sportv Repórter, a produção do programa foi um enorme aprendizado. “Me sinto realizada: tenho certeza de que vamos passar uma mensagem muito bacana e inspiradora para nossos telespectadores.” Entre os entrevistados, o Sportv Repórter conta a história de Salomão, um ex-usuário de drogas e portador do HIV há 16 anos, que se tornou maratonista aquático e sonha em completar a travessia do canal da mancha. Ele treina diariamente no Tijuca Tênis Clube. O programa também mostra Givaldo, um maratonista apaixonado por corridas de rua de longa distância, que vive …

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Medicamento para um, proteção para outro

“Foi uma das maiores descobertas da ciência, quando a gente viu que se a gente conseguisse derrubar a carga de vírus que tem na pessoa, com o medicamento, essa pessoa teria menos vírus circulante — e, portanto, o vírus no sangue, o vírus no sêmen, o vírus na secreção vaginal ou o vírus no leite materno chegaria com mais dificuldade. Portanto, essa pessoa não poderia transmitir o HIV.” Essa foi a fala de Fábio Mesquita, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, durante o X Curso Avançado de Patogênse do HIV, que acontece até o dia 15 de abril, na Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo. “Derrubou a carga viral, não tem como transmitir o HIV. Esse hoje é o mecanismo mais poderoso de prevenção que existe. É mais poderoso que a camisinha.” “Nós descobrimos isso em 1996: chegamos à conclusão que, se a gente desse um medicamento para um ser, a gente protegia outro ser. Só que, naquela época, a gente achava que isso só acontecia …

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Meter medo ou encorajar?

Em 2008, Nick Rhoades, um homem soropositivo do estado de Iowa, nos Estados Unidos, foi preso sob a lei de “Transmissão Criminosa do HIV” porque não contou a um parceiro, com quem transou uma única noite, que era portador do HIV. Rhoades usou camisinha, tinha carga viral indetectável — o que quer dizer que não é possível detectar o vírus em seu sangue mesmo nos exames mais precisos de laboratório — e não transmitiu o vírus. Ele foi condenado a 25 anos de prisão. Nos Estados Unidos, 33 estados possuem leis específicas que consideram criminosos os soropositivos que, conscientes de sua condição, não revelam a condição sorológica positiva antes do sexo, compartilham seringas, doam órgãos ou sangue ou cuspam em outras pessoas — muito embora seja amplamente sabido que a saliva não transmite HIV. Essas leis já foram aplicadas em 442 processos, condenando 251 indivíduos. Em estados americanos onde não há leis específicas, muitas vezes aplicam-se acusações de agressão, tentativa de homicídio ou bioterrorismo. Vários países seguiram esse mesmo modelo jurídico, ora aplicando leis específicas, …

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IGT

Proteção sem vacina

Por Carl Zimmer em 9 de março de 2015 No mês passado, um grupo de cientistas anunciou aquilo que pode vir a ser um enorme passo na luta contra o HIV. Pesquisadores do Scripps Research Institute afirmam ter desenvolvido um anticorpo artificial que, uma vez no sangue, é capaz de se agarrar ao vírus e desativá-lo. A molécula foi capaz de eliminar o HIV de macacos infectados e protegê-los de futuras infecções. Esse tratamento não consiste numa vacina, em seu sentido comum. Ao levar genes sintéticos aos músculos dos macacos, os cientistas estão essencialmente reprogramando a genética dos animais para resistir à doença. Os pesquisadores estão testando essa nova abordagem não apenas contra o HIV, mas também o ebola, malária, influenza e hepatites. “É algo que pode revolucionar o modo como nos imunizaremos contra ameaças de saúde pública no futuro.” “O céu é o limite”, disse Michael Farzan, imunologista do Scripps e autor líder deste novo estudo. Farzan e outros cientistas estão cada vez mais esperançosos de que esta técnica possa servir como proteção duradoura …

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Joel Gallant

Indetectável é o novo negativo?

Ser indetectável muda a maneira como falamos sobre a condição sorológica para o HIV? Uma pessoa que vive com HIV e é indetectável pode parar de se preocupar com transmitir o vírus? Num post de Mathew Rodriguez para o The Body, ele lembra que o Dr. Joel Gallant, um médico que cuida de pacientes com HIV no Southwest Care Center, em Santa Fé, Novo México, tem respondido à essas perguntas. Em seu blog, exclusivamente voltado à pessoas que vivem com HIV, um de seus leitores perguntou: “Doutor, li num post anterior que ‘indetectável é o novo negativo’. Você concorda com essa afirmação?” “Até certo ponto, sim. Do ponto de vista da transmissibilidade, ter uma carga viral indetectável é próximo de ser negativo. E do ponto de vista do prognóstico e expectativa de vida, pessoas com carga viral indetectável e contagem normal de CD4 têm mais em comum com soronegativos do que com pessoas com uma infecção não tratada de HIV. Mas ainda há diferenças importantes entre alguém com HIV bem controlado e alguém sem HIV — …

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CDC Recommendations for HIV prevention

Prevenção com soropositivos

Orientações americanas sobre prevenção com pessoas vivendo com HIV agora enfatizam o envolvimento com cuidado da saúde, tratamento do HIV e fatores sociais Por Roger Pebody em 5 de janeiro de 2015 A agência de saúde pública norte-americana e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) publicaram novas recomendações sobre as intervenções de prevenção do HIV e conselhos que devem ser oferecidos à pessoas que são HIV positivo. As últimas orientações publicadas pelo CDC a respeito do que às vezes é chamado de “prevenção com positivos” se deram em 2003. Essas diretrizes tinham 24 páginas e enfatizavam a triagem para fatores de risco comportamentais e doenças sexualmente transmissíveis, aconselhamento sobre prevenção junto com médicos, intervenções comportamentais e notificação de parceiros. Todos esses elementos permanecem, mas o escopo de aplicação das novas diretrizes agora é muito mais amplo, com as recomendações aumentando para 240 páginas. Enquanto as orientações anteriores eram claramente focadas no conhecimento e comportamento do indivíduo, as novas recomendações levam mais em conta fatores sociais e estruturais, bem como o impacto profundo …

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Como sempre

Como sempre, o hábito nos deixa menos impactados pelas coisas habituais. Eu, desde o meu diagnóstico, lutava para recuperar o meu sistema de defesa, a fim de aumentar o número de linfócitos CD4 para níveis saudáveis. Por muito tempo, ficava feliz com bons resultados e incomodado com resultados ruins. “– Não se preocupe tanto com isso”, já me disse o Dr. Esper. “Hoje sabemos que, mais importante que a contagem de linfócitos, é a relação CD4/CD8. Um número saudável dessa relação já demonstra que sua saúde está recuperada.” A relação CD4/CD8 é estabelecida pelo número de linfócitos CD4 divido pelo número de linfócitos CD8. E, de fato, há alguns meses, minha relação CD4/CD8 vem se mantendo em 0,9, que é o mínimo considerado saudável. Mesmo assim, é curioso como qualquer valor de referência que vêm junto com o exame do laboratório têm algum impacto. É como se fosse a nota que professora nos dava no primário. Se vem abaixo, é insuficiente e reprova de ano! Desde o começo, isto é, desde o meu diagnóstico, minha …

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Nós não estamos sendo objetivos a respeito de HIV/aids

Você já parou para se perguntar: por que a epidemia de HIV/aids continua a crescer? Uns dizem que o principal motivo é o comportamento sexual dos jovens, que acham que ninguém mais morre de aids e que, se pegar o vírus, basta tomar “um remédio”. Outros acreditam que o problema é confiar nos parceiros. A imprensa nos lembra dos maquiavélicos soropositivos, que contaminam propositalmente seus parceiros sexuais e, depois, avisam por SMS. Ou os que não avisam e, depois de mortos, fazem mulheres sair correndo de um funeral para fazer o teste de HIV, quando descobriram que o falecido, um jovem “mulherengo”, era portador do vírus. E ainda acham surpreendente o marido que não se infectou ao  “arriscar contrair o vírus HIV” depois de transar com sua esposa, portadora do vírus. Passaram-se mais de três décadas desde o início da epidemia e, de lá pra cá, muita coisa mudou. A principal mudança veio graças à ciência e à medicina, que desenvolveu e aprimorou os medicamentos antirretrovirais. No começo, eles eram muito tóxicos e causavam severos …

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