Todos os posts com a tag: indetectável

Indetectável = Intransmissível

Nenhuma transmissão do HIV foi observada entre os 343 casais de homens gays sorodiscordantes, em que o parceiro soropositivo fazia tratamento antirretroviral e tinha carga viral indetectável, matriculados no estudo Opposites Attract, divulgado na 9th International Aids Society Conference on HIV Science, a IAS 2017, em Paris. O Opposites Attract recrutou e acompanhou casais homossexuais em clínicas na Austrália, em Bangkok e Rio de Janeiro, que praticaram 16.889 atos de sexo anal sem camisinha enquanto acompanhados pelo estudo. O Opposites Attract também não encontrou relação entre a transmissão do HIV e a presença de outra doença sexualmente transmissível (DST): 6% dos atos sexuais anais relatados foram feitos enquanto um dos parceiros tinha alguma outra DST. Um estudo anterior semelhante, o Partner, teve o mesmo resultado com uma taxa de 17,5% dos participantes com uma DST em algum momento do estudo. A preocupação de que a presença de outra DST pudesse aumentar o risco de transmissão do HIV a partir de parceiros com carga viral indetectável vem pelo menos desde a Declaração Suíça, de 2008. Outra …

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Mais uma criança capaz de controlar o HIV

Uma criança sul-africana de nove anos de idade, que foi diagnosticada soropositiva já no primeiro mês de idade e que recebeu um tratamento anti-HIV ao longo de 40 semanas, mantém o vírus controlado sem a necessidade de antirretrovirais há oito anos e meio, de acordo com o que os cientistas relataram na 9th IAS Conference on HIV Science (IAS 2017), em Paris, e publicado no Aidsmap. Esta criança sul-africana é agora o terceiro exemplo de uma criança que iniciou o tratamento do HIV logo após o nascimento, interrompeu o tratamento depois de meses ou anos e mostrou conseguir controlar a infecção pelo HIV por um período prolongado, sem a necessidade de medicamentos antirretrovirais. A criança francesa continua a controlar o HIV, mesmo sem tratamento antirretroviral há onze anos. A Bebê do Mississippi controlou o HIV por 27 meses. Os outros dois casos de crianças que atualmente estão controlando a infecção sem a necessidade de antirretrovirais são: uma criança francesa, diagnosticada aos três meses de idade e tratada por mais ou menos 5 ou 7 anos, e …

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Quanto tempo até sofrermos rebote viral?

Depois de analisar a carga viral de 16.101 pessoas ao longo de sete anos, pesquisadores ingleses concluíram que uma proporção substancial das pessoas que vivem com HIV e que estão fazendo tratamento antirretroviral não vão experimentar rebote viral durante suas vidas. O estudo, U.K. Collaborative HIV Cohort, publicado no Lancet, incluiu participantes que iniciaram a terapia antirretroviral e que atingiram carga viral indetectável, definida por uma quantidade inferior à 50 cópias/mL de sangue, dentro de 9 meses após o início do tratamento. O rebote viral foi definido como a primeira carga viral única com mais de 200 cópias/mL ou pela interrupção do tratamento com mais de 1 mês de duração. O objetivo dos pesquisadores era calcular a média de tempo, após o início do tratamento antirretroviral, que os pacientes levam para sofrer o primeiro rebote viral. O estudo incluiu participantes que iniciaram o tratamento entre 1º de janeiro de 1998 a 31 de maio de 2013. Durante o estudo, dentre os 16.101 participantes, 4.519 experimentaram rebote viral — dos quais 1.414 (31%) foram interrupções de tratamento e 3.105 …

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Envelhecimento cerebral normal

Um estudo europeu parte da colaboração COBRA, CO-morBidity in Relation to Aids, divulgado na CROI 2017, Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections, não encontrou evidências de envelhecimento cerebral acelerado em pessoas soropositivas sob tratamento antirretroviral. Neste estudo, cientistas reuniram imagens do cérebro obtidas por ressonância magnética e aplicaram testes cognitivos em 134 voluntários soropositivos sob tratamento antirretroviral e com carga viral indetectável, no Amsterdam Medical Centre e no Imperial College London. 79 pessoas soronegativas seviram de “grupo de controle”, isto é, foram usadas como comparação às pessoas soropositivas. A retenção ao longo do estudo foi boa, com resultados de acompanhamento disponíveis para 120 dos 134 participantes com HIV e para 76 dos 79 soronegativos ao longo de quase dois anos — mais precisamente: 1,9 ano. A idade média no início do estudo era de 57 anos, com variação de mais ou menos sete anos entre os participantes. No grupo com HIV, a contagem média de CD4 no começo do estudo era de 646 células/mm³, com variação de 213 células/mm³ entre os participantes. O ponto médio mais baixo de CD4 ao longo do estudo foi de 185 células/mm³, com variação de mais ou menos 144 …

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Charlie Sheen está indetectável com injeção semanal

Charlie Sheen revelou que seu HIV está completamente suprimido graças a uma injeção experimental parte de um estudo clínico. O ator, que participa do estudo para o medicamento chamado Pro 140 desde o começo de 2016, divulgou esta notícia na véspera do Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Ao contrário da terapia antirretroviral tradicional, que envolve tomar medicamentos todos os dias, Sheen recebe uma injeção semanal que não tem efeitos colaterais. Na terça-feira, Sheen recebeu a notícia do diretor do estudo clínico dizendo que ele havia alcançado a supressão completa do vírus usando apenas este novo método. Em outras palavras: seu vírus não é mais detectável, fazendo do Pro 140 uma perspectiva promissora para pessoas com HIV/aids. Faz pouco mais de um ano desde que Sheen, de 51 anos de idade, revelou publicamente seu diagnóstico positivo para o HIV, coincidindo com o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, quando as autoridades de saúde pública se unem para aumentar a conscientização a respeito da doença. Sheen disse que nunca se sentiu tão forte e confiante sobre sua condição. Ele espera que esta pesquisa resulte na aprovação deste novo tratamento e que …

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Sexo, Remédios & HIV

A prevenção ao HIV mudou. Como isso afeta as nossas relações? Em comemoração ao dia 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a Aids, os Núcleos de Educação Comunitária do Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia da Faculdade de Medicina da USP e da Unidade de Pesquisa II do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, com patrocínio da HIV Prevention Trials Network (HPTN), promovem dois encontros para falar sobre: Sexo, Remédios & HIV Semelhante ao que ocorreu com a pílula anticoncepcional nos anos 60, estamos assistindo a uma nova onda de medicalização do sexo. Agora se sabe que os remédios antirretrovirais não só tratam a pessoa vivendo com HIV, como também previnem a transmissão sexual. Cada vez mais autoridades reconhecem que pessoas vivendo com HIV em tratamento eficaz – conhecidos como indetectáveis – não transmitem o vírus. Por sua vez, os negativos agora podem tomar antirretrovirais diariamente para se proteger: a PrEP*. Outra opção para os negativos é a PEP**, o antirretroviral de emergência, método antigo que vem se tornando mais acessível em …

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Dolutegravir é mais rápido em reduzir a carga viral do sêmen

Mais de 2 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) em 2015, sendo a transmissão sexual o principal canal de infecção. Pesquisadores do Grupo de Infecções do Trato Respiratório e Pacientes Imunocomprometidos do Instituto de Pesquisa Biomédica de Bellvitge (IDIBELL), liderados pelo Dr. Daniel Podzamczer, avaliaram a velocidade com que um novo medicamento antirretroviral, o Dolutegravir, é capaz de reduzir a carga viral no sêmen, uma área do corpo considerada um reservatório do vírus e os medicamentos têm mais dificuldade em chegar. Os resultados, publicados no Journal of Infectious Diseases, mostram o potencial desses novos tratamentos em reduzir as chances de transmissão sexual do vírus. “No caso de casais sorodiscordantes, enquanto a carga viral do parceiro diminui, recomenda-se que a pessoa soronegativa tome profilaxia, além dos preservativos” Os tratamentos antirretrovirais atuais são capazes de diminuir a carga viral do sangue e torná-la indetectável dentro de seis a nove meses do início do tratamento na maioria dos pacientes, embora se estime que cerca de 5 a 25% dos pacientes mantenham níveis detectáveis de vírus no sêmen após …

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Quem tem carga viral indetectável precisa usar camisinha?

Em face das extensas pesquisa mostrando que as pessoas que vivem com HIV e que estão em terapia antirretroviral com carga viral estável e indetectável têm uma probabilidade extremamente baixa de transmitir o vírus, a maioria dos participantes da IDWeek 2016, em Nova Orleans, disseram acreditar que ainda deveriam ser aconselhados a usar preservativos — uma proporção que aumentou depois de um debate em que se discutiram as evidências. Lisa Winston, da Universidade da Califórnia em São Francisco, argumentou sobre o lado “a favor”, enquanto Roy Gulick da Weill Medical College da Universidade de Cornell tomou a posição “contra”. Antes do debate, os participantes do auditório foram solicitados a votar se acham que é totalmente desnecessário que homens com carga viral indetectável usem preservativo, se é desnecessário quando a carga viral for continuamente indetectável por um ano ou se os preservativos sempre devem ser usados. De início, 63,5% votaram por usar sempre preservativo, 12,8% disseram que era completamente desnecessário e 23,6% achavam que era desnecessário em determinadas condições.   Continuar a usar camisinha A Dra. Winston deu três argumentos para o uso contínuo do preservativo: Os preservativos …

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Quase soronegativos

Nós não morremos mais de aids. Nós não vamos viver menos que uma pessoa que não tem HIV. Com tratamento antirretroviral e carga viral indetectável, nós não transmitimos o HIV através de relação sexual. Temos o código genético do vírus integrado em algumas células, mas provavelmente seremos a geração de soropositivos que vai experimentar a cura. É verdade, muitas pessoas com HIV ainda morrem por conta de complicações decorrentes da aids, porém, a maioria delas são aquelas que não tem acesso ao tratamento antirretroviral, infelizmente, como ainda é o caso de muitas regiões na África, por exemplo, ou aquelas que foram diagnosticados tarde, já no hospital, com algum doença oportunista relacionada à aids. Por hora, também é verdade que ainda vivemos um pouco menos que as pessoas que não têm HIV. Uma pessoa soropositiva e que alcançou 50 anos de idade entre os anos de 2006 a 2014 tem uma expectativa de vida de 72,5 anos, enquanto uma pessoa soronegativa pode esperar viver até os 80,2 anos. Todavia, uma pessoa soropositiva que fez 50 anos de idade entre 1996, o ano em que a terapia antirretroviral combinada de …

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