Todos os posts com a tag: HIV

HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.

Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, podem transmitir o vírus a outros pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação. Por isso, é sempre importante fazer o teste e se proteger em todas as situações.

Biologia – HIV é um retrovírus, classificado na subfamília dos Lentiviridae. Esses vírus compartilham algumas propriedades comuns: período de incubação prolongado antes do surgimento dos sintomas da doença, infecção das células do sangue e do sistema nervoso e supressão do sistema imune.

Ciclofilina A (CypA)

Movimento de proteína regula infecciosidade do HIV

Quase 37 milhões de pessoas no mundo vivem com HIV. Quando este vírus destrói tantas células do sistema imunológico que o corpo não consegue combater a infecção, a aids se desenvolve. No ano passado, a doença tirou a vida de mais de um milhão de pessoas. Durante os últimos três anos e meio, uma equipe de pesquisadores de seis universidades, liderada pela Universidade de Delaware e financiada pelos National Institutes of Health e pela Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos, tem trabalhado para aprender sobre uma proteína que regula a capacidade do HIV de sequestrar uma célula e nela fazer iniciar sua replicação. Suas descobertas, relatadas recentemente na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, apontam para um novo caminho no desenvolvimento de possíveis estratégias para frustrar a replicação do vírus. A equipe incluiu cientistas da Universidade de Delaware, Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, Universidade de Illinois em Champaign-Urbana, Universidade Carnegie Mellon, Laboratório Nacional de Alto Campo Magnético na Universidade Estadual da Flórida e Faculdade de Medicina da Universidade de Vanderbilt. …

Avalie isto:

Bjorkman-SB-graphical-abstract-2015-NEWS-WEB

Um anticorpo que pode atacar o HIV de um jeito diferente

Proteínas conhecidas como anticorpos amplamente neutralizantes (bNAbs, do inglês broadly neutralizing antibodies) são uma chave promissora na prevenção da infecção pelo HIV, o vírus que causa a aids. Os bNAbs foram encontrados em amostras de sangue de alguns pacientes com HIV, aqueles cujo sistema imune pode controlar a infecção naturalmente. Estes anticorpos podem proteger as células saudáveis do paciente através do reconhecimento de uma proteína chamada envelope viral, presente na superfície de todas as cepas de HIV, e então inibir ou neutralizar os efeitos do vírus. Agora, pesquisadores da Caltech descobriram que um bNAb em particular pode ser capaz de reconhecer esta proteína específica, ao mesmo tempo em que assume diferentes configurações durante a infecção — tornando mais fácil de detectar e neutralizar o vírus em um paciente infectado. A pesquisa, do laboratório de Pamela Bjorkman, professora de biologia, foi publicada em 10 de setembro na edição da revista Cell. O processo de infecção pelo HIV começa quando o vírus entra em contacto com as células imunes humanas, chamadas células T, que transportam na sua …

Avalie isto:

Captura de Tela 2015-07-19 às 14.33.47

Uma aula

Uma aula da videoblogueira Jout Jout e do Gabriel, do Projeto Boa Sorte, sobre HIV/aids, como funciona a infecção, as formas de transmissão do vírus, o tratamento, a profilaxia pós-exposição (PEP), estigma e discriminação, a vida de quem tem HIV, o direito ao sigilo e o direito de falar da nossa condição.

Avalie isto:

microscope

Acompanhando as pesquisas

Uma cura para a infecção pelo HIV é um dos objetivos finais de longo prazo da pesquisa científica atual. A ciência está progredindo, aumentando as esperanças e os desafios. Noções básicas sobre a cura O termo “cura” refere-se a uma estratégia ou um grupo de estratégias que possa eliminar o HIV do corpo de uma pessoa ou permanentemente controlar o vírus e torná-lo incapaz de causar doença. Dois tipos de “cura” estão sendo pesquisadas. Uma por “esterilização”, que possa eliminar completamente o vírus do corpo. Outra “funcional”, que possa suprimir a carga viral do HIV, mantendo-a abaixo do nível de detecção sem o uso de antirretrovirais. Nesta última, o vírus não seria eliminado do corpo, mas estaria efetivamente controlado e sem risco de transmissão. É difícil distinguir estes tipos de curas e, por isso, alguns estão usando o termo “remissão”, emprestado do campo do câncer, e que geralmente é definido como a ausência de pronta recuperação do vírus detectável por algum período de tempo após a interrupção de medicamentos. Este período de tempo ainda não está …

Avalie isto:

Fapesp-2

Pesquisa brasileira sobre HIV e HTLV

Por Diego Freire para Agência FAPESP em 11 de maio de 2015 Uma pesquisa realizada no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, integrou uma iniciativa de divulgação científica internacional em plataforma multimídia promovida pelo American Journal Experts, serviço que auxilia pesquisadores na revisão e no preparo de manuscritos para publicação em periódicos científicos. A iniciativa consiste em apresentar o conteúdo dos manuscritos em vídeo, com linguagem simplificada e buscando despertar o interesse pelos resultados apresentados nos artigos. Os primeiros vídeos produzidos tratam da pesquisa Vigilância e diagnóstico de infecção por HTLV-1 e HTLV-2 em indivíduos infectados pelo HIV (vidiHIV/HTLV), coordenada por Adele Caterino-de-Araujo, do Centro de Imunologia do Instituto Adolfo Lutz, com apoio da FAPESP por meio do Programa de Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS). Os resultados apresentados pelos vídeos foram publicados em artigos na revista Aids Research and Human Retroviruses e trazem importantes contribuições para o entendimento da dinâmica das coinfecções por HIV, o vírus da aids, e os vírus HTLV-1 e HTLV-2, da mesma família, sendo o HTLV-1 associado …

Avalie isto:

montreal

Abrindo o vírus

4 de maio de 2015 para a Université de Montréal Se o vírus da imunodeficiência humana, o HIV, é parecido com uma lata de refrigerante, hermeticamente fechada, que ninguém ainda foi capaz de abrir, a boa notícia é que os cientistas do Centro de Pesquisas CHUM, afiliado com a Universidade de Montreal, identificaram uma maneira de usar um “abridor de lata” para forçar o vírus a abrir e expor suas partes mais vulneráveis, permitindo que as células do sistema imune matem as células infectadas. Esta descoberta, publicada hoje na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, abre um novo caminho na luta contra o HIV e pode levar à criação de uma vacina para prevenir a transmissão do vírus. Pode também ser parte da solução para um dia erradicar o vírus. Apesar dos recentes avanços, 35 milhões de pessoas estão infectadas com o HIV-1 em todo o mundo. “Descobrimos que as pessoas infectadas com o HIV-1 possuem anticorpos naturais que têm o potencial de matar as células infectadas. Nós só temos que lhes dar um pequeno empurrão.” “Descobrimos que as pessoas infectadas com o HIV-1 possuem anticorpos naturais que têm o …

Avalie isto:

Brasilia-1200

Meter medo ou encorajar?

Em 2008, Nick Rhoades, um homem soropositivo do estado de Iowa, nos Estados Unidos, foi preso sob a lei de “Transmissão Criminosa do HIV” porque não contou a um parceiro, com quem transou uma única noite, que era portador do HIV. Rhoades usou camisinha, tinha carga viral indetectável — o que quer dizer que não é possível detectar o vírus em seu sangue mesmo nos exames mais precisos de laboratório — e não transmitiu o vírus. Ele foi condenado a 25 anos de prisão. Nos Estados Unidos, 33 estados possuem leis específicas que consideram criminosos os soropositivos que, conscientes de sua condição, não revelam a condição sorológica positiva antes do sexo, compartilham seringas, doam órgãos ou sangue ou cuspam em outras pessoas — muito embora seja amplamente sabido que a saliva não transmite HIV. Essas leis já foram aplicadas em 442 processos, condenando 251 indivíduos. Em estados americanos onde não há leis específicas, muitas vezes aplicam-se acusações de agressão, tentativa de homicídio ou bioterrorismo. Vários países seguiram esse mesmo modelo jurídico, ora aplicando leis específicas, …

Avalie isto:

hiv-virus

Cura funcional um passo mais perto

Por Dana Dovey em 10 de março de 2015 para o Medical Daily Uma possível “cura funcional” para o HIV recebeu aprovação da Food and Drug Administration (FDA) americana para começar mais testes em humanos. O método usa modificação genética para causar uma mutação específica nas células brancas de pacientes com HIV, imitando as pessoas que são naturalmente imunes ao vírus. Até agora, essa estratégia tem se mostrado receptiva e de efeito duradouro. A nova terapia retira células-tronco de pacientes soropositivos e, através de uma ferramenta de edição genética, faz as células brancas do sangue ganharem uma mutação específica. Essa mutação afeta a proteína CCR5 e interfere na habilidade do vírus de penetrar na células do sangue. É naturalmente presente numa pequena porcentagem da população mundial e faz com que estes indivíduos sejam resistentes à infecção pelo HIV pela vida toda. Embora o vírus possa permanecer no corpo, sem conseguir penetrar nas células T ele não é capaz de se replicar e, como consequência, permanece em pequena quantidade, a qual não compromete o sistema imune. …

Avalie isto:

IGT

Proteção sem vacina

Por Carl Zimmer em 9 de março de 2015 No mês passado, um grupo de cientistas anunciou aquilo que pode vir a ser um enorme passo na luta contra o HIV. Pesquisadores do Scripps Research Institute afirmam ter desenvolvido um anticorpo artificial que, uma vez no sangue, é capaz de se agarrar ao vírus e desativá-lo. A molécula foi capaz de eliminar o HIV de macacos infectados e protegê-los de futuras infecções. Esse tratamento não consiste numa vacina, em seu sentido comum. Ao levar genes sintéticos aos músculos dos macacos, os cientistas estão essencialmente reprogramando a genética dos animais para resistir à doença. Os pesquisadores estão testando essa nova abordagem não apenas contra o HIV, mas também o ebola, malária, influenza e hepatites. “É algo que pode revolucionar o modo como nos imunizaremos contra ameaças de saúde pública no futuro.” “O céu é o limite”, disse Michael Farzan, imunologista do Scripps e autor líder deste novo estudo. Farzan e outros cientistas estão cada vez mais esperançosos de que esta técnica possa servir como proteção duradoura …

Avalie isto: