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sf (gr historía) 1 Narração ordenada, escrita, dos acontecimentos e atividades humanas ocorridas no passado. 2 Ramo da ciência que se ocupa de registrar cronologicamente, apreciar e explicar os fatos do passado da humanidade em geral, e das diversas nações, países e localidades em particular. 3 Os fatos do passado da humanidade registrados cronologicamente. 4 Ramo da ciência que se ocupa com a natureza animada e inanimada. 5 Tratado acerca da origem e desenvolvimento de uma nação, ciência, arte etc. 6 O futuro, considerado como juiz das ações humanas: A história o julgará. 7 Biografia de uma personagem célebre. 8 Exposição de fatos, sucessos ou particularidades relativas a determinado objeto digno de atenção pública. 9 Narração de aventura particular

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Ward 86

Ward 86 foi uma das primeiras clínicas de tratamento de aids nos Estados Unidos, inaugurada em 1º de janeiro de 1983, quando a epidemia começava a se espalhar por São Francisco, antes de seguir para o resto daquele país e, depois, para todo o mundo. Ganhou este nome porque ficava no 6º andar do edifício 80, um prédio de tijolos vermelhos desbotados, no campus do San Francisco General Hospital. Um dos responsáveis pela inauguração do Ward 86 foi o Dr. Paul Volberding, médico oncologista que atendeu o primeiro caso de aids em São Francisco, em 1º de julho de 1981 — um paciente que sofria com sarcoma de Kaposi, um tipo de câncer típico de sistemas imunes muito deprimidos e que veio a se tornar uma das principais doenças associadas ao diagnóstico de aids. Quando o Ward 86 abriu as portas, a maioria dos seus pacientes eram jovens homens gays que já estavam com aids. Muitos deles morreram. Mas alguns sobreviveram — e foi principalmente para estes que o Ward 86 inaugurou, recentemente, seu novo setor: uma clínica geriátrica. Os pacientes jovens que antes sofriam com doenças oportunistas típicas da …

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“Paciente Zero” é inocente

Gaëtan Dugas, um comissário de bordo homossexual, virou lenda na história do HIV/aids quando se tornou conhecido como o “Paciente Zero” — o primeiro caso de aids nos Estados Unidos. Contudo, um estudo publicado na revista Nature mostrou que ele era apenas uma dentre as milhares de pessoas infectadas pelo HIV na década de 1970. O estudo também mostrou que Nova York era um centro de propagação do vírus. A aids só começou a ser conhecida em 1981, quando seus sintomas incomuns começaram a aparecer em homens homossexuais. Mas agora os pesquisadores conseguiram olhar mais para trás no tempo, através da análise de amostras de sangue ainda armazenadas de estudos de hepatites feitos na década de 1970, algumas delas contendo HIV. A equipe da Universidade do Arizona desenvolveu um novo método para reconstruir o código genético do vírus nestes pacientes. “Podemos estimar a data mais precisas da origem da epidemia nos Estados Unidos para cerca de 1970 ou 1971.” Após uma triagem de 2.000 amostras de sangue de Nova York e São Francisco, os pesquisadores foram capazes de obter oito códigos genéticos completos do HIV. Isso deu aos cientistas a informação que eles precisavam …

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Quase soronegativos

Nós não morremos mais de aids. Nós não vamos viver menos que uma pessoa que não tem HIV. Com tratamento antirretroviral e carga viral indetectável, nós não transmitimos o HIV através de relação sexual. Temos o código genético do vírus integrado em algumas células, mas provavelmente seremos a geração de soropositivos que vai experimentar a cura. É verdade, muitas pessoas com HIV ainda morrem por conta de complicações decorrentes da aids, porém, a maioria delas são aquelas que não tem acesso ao tratamento antirretroviral, infelizmente, como ainda é o caso de muitas regiões na África, por exemplo, ou aquelas que foram diagnosticados tarde, já no hospital, com algum doença oportunista relacionada à aids. Por hora, também é verdade que ainda vivemos um pouco menos que as pessoas que não têm HIV. Uma pessoa soropositiva e que alcançou 50 anos de idade entre os anos de 2006 a 2014 tem uma expectativa de vida de 72,5 anos, enquanto uma pessoa soronegativa pode esperar viver até os 80,2 anos. Todavia, uma pessoa soropositiva que fez 50 anos de idade entre 1996, o ano em que a terapia antirretroviral combinada de …

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Filme brasileiro no Oscar conta história de filha adotiva com HIV

Pequeno Segredo será o representante brasileiro na disputa por uma indicação ao Oscar 2017 de filme estrangeiro. Dirigido por David Schurmann e inédito nos cinemas brasileiros, o longa desbancou Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, que era favorito à vaga. De acordo com Bruno Barreto, presidente da comissão de eleição, os votantes optaram por escolher “um filme que dialogasse mais com os critérios da Academia”. Schurmann é integrante da família que foi a primeira tripulação brasileira a dar a volta ao mundo em um veleiro, e Pequeno Segredo conta a história de Kat, a menina portadora de HIV adotada pela família em uma de suas viagens. Julia Lemmertz, Mariana Goulart, Maria Flor, Marcelo Antony e Mariana Goulart. integram o elenco. Em sua página no Facebook, o diretor agradeceu a indicação: “Obrigado a todos os que acreditam nesse filme. Meu profundo respeito a todos os maravilhosos filmes inscritos. Tenham certeza que faremos de tudo e não economizaremos energias para representar nosso país na premiação do Oscar 2017. Obrigado, Obrigado, obrigado!”. Programado para chegar aos cinemas de todo …

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Ryan White Care Act faz 26 anos

Desde os primeiros dias da epidemia de aids, a resposta americana contra a doença mortal era cronicamente lenta e lamentavelmente subfinanciada. Grande parte da resistência ao aumento do financiamento vinha de uma hostilidade declarada a dois principais grupos de risco: homens homossexuais e usuários de drogas injetáveis. Se havia qualquer simpatia em relação aos doentes, esta era reservada quase exclusivamente aos hemofílicos, infectados por produtos derivados de sangue contaminado. Eles eram considerados as únicas vítimas “inocentes” da doença, sendo o adolescente Ryan White, do estado de Indiana, seu símbolo mais proeminente. Em 1990, o primeiro tratamentos mais significativo, o AZT, se tornou disponível (em 19 de março), mas seu custo de US$ 10.000 por ano (mais de US$ 21.000 em valores atuais) mantinham-no fora do alcance de quase todos, a não ser dos pacientes mais ricos. Em audiências realizadas no início de 1990, o Comitê de Orçamento da Câmara ouviu depoimentos em Los Angeles e São Francisco a respeito dos desafios diante da epidemia. Mervyn Silverman, da American Foundation for Aids Research (amfAR), advertiu que até um milhão de americanos soropositivos estavam em risco de adoecer com aids avançada. Outros diziam que era altura de tratar a …

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A exposição "Art America SIDA", no Museu de Bronx das Artes, inclui este 2,015 trabalho de Hunter Reynolds, intitulado "Survival AIDS Series 2 Act Up Chicago Com Vestido Memorial Fotografado por Maxine Henryson." Fotografias de crédito por Byron Smith para The New york Times

Arte dos anos de aids: por que os museus demoraram tanto?

Para a minha geração, de homens gays americanos, a epidemia de aids foi como uma segunda guerra do Vietnã. Ela chegou até nós primeiro por rumores e, mais tarde, revelou-se um campo de extermínio. Assim como a guerra dividiu os Estados Unidos, a aids também o fez. Dos primeiros relatórios publicados, em 1981, até o fim da presidência de Reagan, em 1989, muitas pessoas que estavam em risco viram a ameaça três vezes: da própria doença em si, da feroz homofobia e do governo que, simultaneamente, negou ajuda e lançou campanhas de medo. Naqueles anos, combater o inimigo dependia de iniciativa própria, uma mistura de organização comunitária, voluntarismo médico e ação direta. A arte retratava muito esse cenário, porque os artistas foram muito atingidos pela epidemia — e também porque a arte é (ou pode ser) estrategicamente útil. Ela pode transmitir ou insinuar mensagens nas mais diversas culturas, incorporar verdades complexas, absorver medo, preservar a memória. Dada a quantidade, qualidade e variedade da arte feita em resposta à aids ao longo de 36 anos, parece inexplicável que nenhum museu tenha objetivado uma pesquisa …

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A Declaração Suíça, oito anos depois

Oito anos atrás, em 30 de janeiro de 2008, a Comissão Federal Suíça para Questões Relacionadas à Aids (atual Comissão Federal Suíça de Saúde Sexual) publicou uma declaração que, no campo dos assuntos envolvendo o vírus da imunodeficiência humana (HIV), rapidamente recebeu o nome de “A Declaração Suíça”. Essa declaração falava sobre a infecciosidade de uma pessoa soropositiva uma vez que o vírus foi suprimido de forma estável por pelo menos 6 meses sob terapia antirretroviral. Apesar da falta de resultados de grandes estudos randomizados, a Comissão considerou, com base em uma avaliação feita por especialistas, que o risco de transmissão do HIV sob tratamento e com carga viral indetectável é negligenciável. A publicação era primordialmente destinada a médicos suíços, informando-os de que já era hora de discutir sobre os novos dados a respeito da infecciosidade com seus pacientes. Diferenças problemáticas nas mensagens de prevenção já estavam sendo observadas pela Comissão: alguns médicos falavam abertamente com seus pacientes e reafirmavam sobre o baixíssimo risco de transmissão do HIV sob antirretrovirais e carga viral indetectável, quando estes pacientes diziam ter tido relações sexuais sem preservativo com seu parceiro fixo, enquanto outros diziam aos …

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LK Altman, New York Times, 3 de julho de 1981.

35 anos de aids

Domingo, 5 de junho de 2016, foi o 35º aniversário do primeiro relatório sobre a doença que viria a ser conhecida como aids. As últimas três décadas incluíram um progresso notável — incluindo a terapia antirretroviral e uma pílula que pode prevenir a infecção pelo HIV — mas muito ainda precisa ser feito para que esses avanços estejam à disposição de todos aqueles que necessitam. A edição de 5 de junho de 1981 da Morbidity and Mortality Weekly Report (MMWR), publicada pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) americano, incluiu um artigo sobre um grupo de casos misteriosos de pneumocistose (PCP) entre homens homossexuais anteriormente saudáveis, em Los Angeles. Não muito tempo depois, a edição de 4 de julho de MMWR descrevia vários casos de PCP e de um tipo raro de câncer, o sarcoma de Kaposi, na Califórnia e em Nova York. “A causa do surto é desconhecida.” Descrevendo a nova síndrome no New York Times, Lawrence Altman escreveu: “A causa do surto é desconhecida e não existe ainda nenhuma evidência de contágio. Mas os médicos que fizeram os …

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Jucimara Moreira

Morre ativista Jucimara Moreira

Morreu, neste sábado (21), aos 39 anos, Jucimara Moreira (foto abaixo), uma das ativistas mais importantes na luta contra a aids no Brasil. Mara, como era conhecida, fazia parte do Grupo Pela Vidda Rio, do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas e da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids. Há mais de um mês, estava internada em estado grave e não resistiu. Os ativistas, que com ela lutaram por respeito, contra o preconceito e por melhorias na saúde para as pessoas vivendo com HIV/aids, amanheceram de luto, neste domingo (22). “Mara praticamente encerra um ciclo de ativistas na luta contra a aids que fizeram de suas histórias uma pauta de ativismo.” Mara fez muitos amigos, por quem foi muito querida. Sua morte causou manifestações de afeto e sentimentos nas redes sociais: “Mara praticamente encerra um ciclo de ativistas na luta contra a aids que fizeram de suas histórias uma pauta de ativismo, protagonismo e utopia. Mara em muitos momentos era um peixe fora d’água no GPV-RJ [Grupo Pela Vidda Rio], mas sempre resistia e não …

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