Todos os posts com a tag: expectativa de vida

Qual o tempo de sobrevida de um indivíduo portador do HIV?
Até o começo da década de 1990, a aids era considerada uma doença que levava à morte em um prazo relativamente curto. Porém, com o surgimento do coquetel (combinação de medicamentos responsáveis pelo atual tratamento de pacientes HIV positivo) as pessoas infectadas passaram a viver mais. Esse coquetel é capaz de manter a carga viral do sangue baixa, o que diminui os danos causados pelo HIV no organismo e aumenta o tempo de vida da pessoa infectada.

O tempo de sobrevida (ou seja, os anos de vida pós-infecção) é indefinido e varia de indivíduo para indivíduo. Por exemplo, algumas pessoas começaram a usar o coquetel em meados dos anos noventa e ainda hoje gozam de boa saúde. Outras apresentam complicações mais cedo e têm reações adversas aos medicamentos. Há, ainda, casos de pessoas que, mesmo com os remédios, têm infecções oportunistas (infecções que se instalam, aproveitando-se de um momento de fragilidade do sistema de defesa do corpo, o sistema imunológico).

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Cigarro é pior que HIV

Novo estudo conduzido por pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts descobriu que fumar cigarros reduz substancialmente a vida de pessoas vivendo com HIV nos EUA, potencialmente mais do que o próprio HIV. O relatório foi publicado on-line no Journal of Infectious Diseases. “Uma pessoa com HIV que toma medicamentos antirretrovirais e que fuma é muito mais propensa a morrer de uma doença relacionada ao tabagismo do que do HIV” “Uma pessoa com HIV que toma medicamentos antirretrovirais e que fuma é muito mais propensa a morrer de uma doença relacionada ao tabagismo do que do HIV”, diz Krishna Reddy da divisão de cuidados críticos de saúde e pulmonares do Hospital Geral de Massachusetts e do Medical Practice Evaluation Center e quem liderou o estudo. “A boa notícia é que parar de fumar pode aumentar muito a vida útil, e nunca é tarde demais para parar.” Embora apenas 15% da população adulta geral dos EUA seja fumante de cigarros, entre as pessoas que vivem com o HIV a taxa de tabagismo é superior a 40%, enquanto 20% são ex-fumantes. O uso generalizado de medicamentos antivirais hoje …

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Quase soronegativos

Nós não morremos mais de aids. Nós não vamos viver menos que uma pessoa que não tem HIV. Com tratamento antirretroviral e carga viral indetectável, nós não transmitimos o HIV através de relação sexual. Temos o código genético do vírus integrado em algumas células, mas provavelmente seremos a geração de soropositivos que vai experimentar a cura. É verdade, muitas pessoas com HIV ainda morrem por conta de complicações decorrentes da aids, porém, a maioria delas são aquelas que não tem acesso ao tratamento antirretroviral, infelizmente, como ainda é o caso de muitas regiões na África, por exemplo, ou aquelas que foram diagnosticados tarde, já no hospital, com algum doença oportunista relacionada à aids. Por hora, também é verdade que ainda vivemos um pouco menos que as pessoas que não têm HIV. Uma pessoa soropositiva e que alcançou 50 anos de idade entre os anos de 2006 a 2014 tem uma expectativa de vida de 72,5 anos, enquanto uma pessoa soronegativa pode esperar viver até os 80,2 anos. Todavia, uma pessoa soropositiva que fez 50 anos de idade entre 1996, o ano em que a terapia antirretroviral combinada de …

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Expectativa de vida de soropositivos com mais de 50 anos duplica

A sobrevida estimada a partir dos 50 anos entre as pessoas que vivem com HIV na Dinamarca quase duplicou, passando de 11,8 anos, entre 1996 a 1999, para 22,8 anos, entre 2006 a 2014. Porém, a sobrevida estimada das pessoas soropositivas ainda é menor do que pessoas da mesma idade e sexo na população da Dinamarca. A expectativa de vida com o HIV tem aumentado dramaticamente nos últimos anos, como as pessoas tomando combinações antirretrovirais mais fortes, mais seguras e mais convenientes. Alguns estudos sugerem que as pessoas com HIV estão vivendo quase tanto tempo quanto as pessoas sem HIV. Contudo, a análise da sobrevida projetada é complicada e nem todos os estudos constataram que as pessoas com HIV têm a mesma expectativa de vida que soronegativos. Por exemplo, um estudo da Califórnia descobriu que a diferença entre a expectativa de vida de 24.768 pessoas com HIV e 257.600 sem HIV caiu de 44 anos, entre 1996 a 1997, para apenas 12 anos, em 2011. Essa diferença persistiu mesmo em pessoas soropositivas relativamente saudáveis, que começaram terapia antirretroviral com uma contagem de CD4 acima de 500. Por …

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Melhorando o efeito dos antirretrovirais com a vacina Tat

Um estudo clínico de fase II realizado na África do Sul confirmou que a vacina terapêutica Tat contra o HIV/aids pode efetivamente melhorar a resposta aos medicamentos antirretrovirais em soropositivos. Os resultados foram publicados no jornal Retrovirology. A vacina foi desenvolvida no Istituto Superiore di Sanità (ISS) pelo National Aids Center (NAC) (NAC), sob a direção da Dra. Barbara Ensoli. O estudo, realizado no MeCRU, a unidade de pesquisa clínica da Universidade Makgatho Sefako, inscreveu 200 participantes em tratamento antirretroviral com níveis indetectáveis de HIV no sangue. Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos “cegos” para receber três injeções intradérmicas de 30μg da vacina ou placebo, com um mês de intervalo. Após 48 semanas da vacinação, os grupos foram revelados: os participantes vacinados apresentaram aumento significativo de células T CD4 em relação ao grupo que tomou placebo. O ganho de células T CD4 foi particularmente significativo nos participantes com poucas células T CD4 no início do estudo. A vacina atua induzindo anticorpos protetores, capazes de neutralizar a proteína Tat do HIV de diferentes subtipos virais, incluindo os subtipos A, B e C que circula na …

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LK Altman, New York Times, 3 de julho de 1981.

35 anos de aids

Domingo, 5 de junho de 2016, foi o 35º aniversário do primeiro relatório sobre a doença que viria a ser conhecida como aids. As últimas três décadas incluíram um progresso notável — incluindo a terapia antirretroviral e uma pílula que pode prevenir a infecção pelo HIV — mas muito ainda precisa ser feito para que esses avanços estejam à disposição de todos aqueles que necessitam. A edição de 5 de junho de 1981 da Morbidity and Mortality Weekly Report (MMWR), publicada pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) americano, incluiu um artigo sobre um grupo de casos misteriosos de pneumocistose (PCP) entre homens homossexuais anteriormente saudáveis, em Los Angeles. Não muito tempo depois, a edição de 4 de julho de MMWR descrevia vários casos de PCP e de um tipo raro de câncer, o sarcoma de Kaposi, na Califórnia e em Nova York. “A causa do surto é desconhecida.” Descrevendo a nova síndrome no New York Times, Lawrence Altman escreveu: “A causa do surto é desconhecida e não existe ainda nenhuma evidência de contágio. Mas os médicos que fizeram os …

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A red ribbon is put on the sleeves of a man by his friend to show support for people living with HIV during a program to raise awareness about AIDS on World AIDS Day in Kathmandu December 1, 2013. World AIDS Day is observed annually on December 1. According to the Government of Nepal, Ministry of Health and Population, National Center for AIDS and STD Control, the estimated number of people living with HIV is around 48,600 in Nepal. REUTERS/Navesh Chitrakar (NEPAL - Tags: HEALTH SOCIETY) - RTX15ZGI

Espiritualidade pode ajudar pessoas com HIV

Religião é saudável. Pelo menos, é isso que uma série de estudos têm sugerido: frequentar igrejas e outras práticas religiosas estão associadas à taxas mais baixas de mortalidade, junto com outros comportamentos saudáveis, como não fumar ou beber. Um novo estudo, publicado esta semana no Journal of General Internal Medicine, leva estas conclusões um passo adiante: por mais de 17 anos, pesquisadores acompanharam homens e mulheres que vivem com HIV e que já estavam em estágio intermediário da doença quando o estudo começou. Eles descobriram que as pessoas que se envolveram em práticas e pensamentos espirituais tiveram uma maior taxa de sobrevivência do que as pessoas que não o fizeram — de duas a quatro vezes maior. Entre outras coisas, os pesquisadores perguntaram aos participantes se eles rezavam, meditavam ou participavam de cultos religiosos; se eram gratos a Deus pelo que tinham; se tinham superado sentimentos de “culpa espiritual”, acreditando que Deus iria perdoá-los por seus erros. O estudo deixa em aberto uma série de questões, mas os resultados são provocantes. Eles sugerem que a forma como as pessoas pensam …

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HIV idosos

Idosos com HIV enfrentam diferentes desafios de saúde a longo prazo

No Canadá e em outros países desenvolvidos, cada vez mais pessoas soropositivas vivem mais tempo, graças à terapia anti-HIV. O poder dos antirretrovirais é tão profundo que os pesquisadores estimam que um jovem adulto que é infectado hoje, diagnosticado pouco depois e que logo começa o tratamento deve ter uma expectativa de vida próxima do normal. Esta previsão otimista depende adesão ao tratamento, todos os dias, exatamente como prescrito, e da ausência de outras doenças ou condições graves de saúde pré-existentes. À medida em que mais pessoas soropositivas vivem mais, numa era de uso generalizado da antirretrovirais, os serviços de saúde terão de ser adaptados para essa população que está mudando as necessidades de cuidados de saúde. Pesquisadores da Universidade de Waterloo, em Ontário, junto com a Agência de Saúde Pública do Canadá (PHAC, do inglês Public Health Agency of Canada), colaboraram em um projeto de análise de dados em massa que recolheu informação relacionada à saúde de mais de um milhão de pessoas, das quais, uma pequena fração (menos de 1%), tinha HIV. Os participantes foram avaliados no contexto …

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Carta de um leitor: sobre o estigma e a expectativa de vida

“Caro Jovem Soropositivo, tudo bem contigo? Espero que sim. Antes de qualquer coisa, queria te dizer que a postagem na qual você relata sua conversa com o Paciente de Berlim, Timothy Ray Brown, foi provavelmente a minha leitura preferida do blog neste ano de 2016. Acho que não só eu, mas grande parte do público, estava saudoso das postagens que expõem suas perspectivas pessoais acerca do HIV. Tenho a impressão que isto cria uma atmosfera de empatia e cria mecanismos capazes de apresentar formas diferentes de olhar para a nossa infecção crônica. O simples fato de ler o relato, de um adulto desconhecido que passa por uma experiência interessante como a que foi descrita na postagem, deve produzir, imagino, em grande parte dos leitores, algum nível de alívio. Uma forma primitiva de reconhecimento social, antes presente, por exemplo, nos bordéis alemães da segunda guerra mundial, onde homens e mulheres homossexuais, juntamente com transgêneros, compartilhavam e ansiavam por encontrar e saber da vida de pessoas que sofriam de experiências de exclusão social. Ali, no subsolo da cidade, …

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Aides

Carta de um leitor: sobre ser soropositivo

“1ºde dezembro, o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, nunca passa sem notícias incríveis, mas também com algumas narrativas insuportáveis. Fico imaginando como seria se eu, naquela tarde de setembro de 2014, quando resolvi fazer o teste, tivesse lido essas reportagens, mal escritas e preconceituosas, sobre como é conviver com o HIV hoje em dia. Muito provavelmente, teria tanto medo que deixaria para fazer o teste em outra hora. Afinal, estava assintomático — o que eu não sabia é que estava com poucas células CD4 e prestes a desenvolver uma doença oportunista. ‘Há coisas que podem ser feitas e, com tratamento, vocês viverão longas vidas.’ Lembro-me da primeira carta que mandei para você, Jovem, falando com tanto sofrimento sobre como era descobrir ser portador do HIV. Nela, contei da reação violenta que tive frente às profissionais de saúde, quando disseram para mim o resultado do teste rápido. Lembro do suor frio percorrendo todo o corpo, da boca seca, da taquicardia e do apoio insuficiente que recebi dos profissionais. Poucos minutos antes do teste, a assistente social havia desejado que ninguém fosse …

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