Anualmente, vários eventos que discutem o HIV e a aids acontecem em todo o mundo. No Brasil, pode-se acompanhar esse calendário pelo site aids.gov.br/eventos. Para eventos no exterior, pode-se acompanhar o blog TheBody.com/visualaids.

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Inevitavelmente, a cura do HIV vai precisar envolver uma vacina capaz de melhorar a habilidade natural do organismo para controlar o vírus. Pelo menos, é isso o que foi discutido no seminário Steps, durante a 16ª Conferência Europeia sobre Aids (EACS 2017) em Milão, Itália, de acordo com o Aidsmap. Giulio Maria Corbelli, membro do European Aids Treatment Group (EATG) disse que “a pesquisa da cura nos lembra da importância do envolvimento do paciente, desde as primeiras fases do desenvolvimento de tratamento e prevenção.”

 

A cura do HIV: um objetivo elusivo

Giulia Marchetti, da Universidade de Milão, abriu o seminário com uma apresentação geral sobre as vacinas contra o HIV, especialmente as vacinas terapêuticas. Ela chamou a atenção para um paradoxo desconfortável na cura do HIV: por um lado, existem casos como o da “Bebê do Mississippi” e dos “Pacientes de Boston”, em que, respectivamente, a jovem paciente foi tratada poucas horas depois da infecção inicial e nos quais os pacientes com câncer tiveram seu sistema imunológico aparentemente todo substituído. Em ambos os casos, apesar dos repetidos estudos que não conseguiram encontrar o menor vestígio de DNA do HIV no meio das células, o vírus, mesmo assim, voltou.

Timothy Ray Brown

Por outro lado, temos o caso de Timothy Ray Brown, o “Paciente de Berlim” — com quem conversei pessoalmente em Lisboa. Já faz uma década desde o procedimento que levou Timothy à cura e, até agora, não há qualquer sinal do HIV em seu organismo. Também temos, ainda segundo Giulia Marchetti, o caso dos controladores de elite: os raros soropositivos que são capazes de controlar a carga viral do HIV mesmo sem tomar antirretrovirais. Por fim, há ainda os casos dos “controladores pós-tratamento”, como os dos pacientes da coorte Visconti, entre outros relatados na Alemanha e na França, que sugerem que algumas pessoas que recebem o tratamento cedo podem, posteriormente, serem capazes de passar por longos períodos sem tratamento e sem retorno da carga viral do HIV — estes foram casos espontâneos e ainda não sabemos exatamente porque é que isso acontece com algumas pessoas e não com outras.

Apesar destes casos pontuais de sucesso, as tentativas de induzir o controle viral sem ajuda da terapia antirretroviral não têm sido inteiramente bem sucedidas. Em um estudo com uma vacina terapêutica espanhola, os cientistas conseguiram manter alguns pacientes fora dos antirretrovirais por um longo período de tempo e sem rebote do HIV. Mas estudos semelhantes tiveram resultados decepcionantes. Outros estudos, ainda in vitro ou em animais, tiveram resultados mais animadores, com vacinas e medicamentos indicando que pelo menos a supressão viral por longos períodos pode ser possível, senão a cura completa do HIV.

 

Como sabemos qual estratégia é que vai funcionar?

É quase impossível prever antecipadamente qual abordagem contra HIV realmente vai funcionar. O Dr. Felipe Garcia, do Hospital da Universidade de Barcelona, um dos pesquisadores colaboradores da Aliança Europeia de Vacinas contra o HIV, disse que o problema das vacinas contra o HIV é que “aquilo que protege não é capaz de controlar e aquilo que controla não é capaz de proteger”.

O que ele quer dizer com isso é que, por um lado, os chamados anticorpos amplamente neutralizantes e as vacinas que os geram — as vacinas de células B — podem bloquear completamente a infecção pelo HIV nas células, mas tendem a perder a eficácia rapidamente, uma vez que o HIV é capaz de mutar o suficiente para desenvolver resistência a estas estratégias. Mesmo assim, uma destas ferramentas, chamada Pro 140, levou à supressão da carga viral por mais de um ano. Experiências com combinações de anticorpos amplamente neutralizantes que já existem, incluindo algumas com design inovador, mostraram maior eficácia em estudos em humanos e em macacos. Entretanto, estes anticorpos foram injetados passivamente, funcionando tal como medicamentos, sem induzir o corpo a produzir estes anticorpos por conta própria, tal como uma vacina faz.

As vacinas que estimulam uma resposta imune das células contra o HIV — as vacinas de células T — poderiam, potencialmente, gerar uma resposta imune muito mais duradoura contra HIV. No entanto, até agora, essa resposta se mostrou muito fraca e estreita, pelo menos nos estudos em humanos, sem produzir mais do que uma ligeira redução na carga viral — geralmente, uma redução de três a dez vezes (0,5 a 1log) no tamanho do reservatório de células latentemente infectadas pelo HIV. Um estudo com uma vacina em macacos levou à reduções de carga viral muito mais significativas e até à uma aparente cura em cerca de metade dos macacos — o problema é que esta vacina parece ser complicada de se adaptar em humanos.

Garcia citou um modelo matemático que sugere que uma resposta imune teria que produzir uma redução contínua de dez mil vezes nas células infectadas (4 logs) para produzir uma remissão que dure toda uma vida. Ele acrescentou que um problema fundamental nos estudos de vacinas contra o HIV é o fato de que ainda não temos correlatos reais de imunidade: estudos que previram a eficácia de outras vacinas no passado não têm funcionado no caso das vacinas contra o HIV. “Só depois que uma resposta imune é validada por um estudo”, disse Garcia, “é que podemos tirar uma conclusão.”

Estes correlatos de eficácia ou imunidade emergiram em estudos clínicos de grande escala, disse ele. No caso das vacinas contra o HIV, isto é um problema, uma vez que estes estudos são muito caros: o estudo RV144, o único estudo de fase III sobre eficácia, envolveu 16 mil participantes e custou 100 milhões de euros. Foram necessários múltiplos estudos para encontrar uma vacina eficaz contra o HIV e estima-se que mais de 35 mil voluntários por ano sejam necessários nos testes de vacinas contra o HIV de fase I a III, em todo o mundo, para atingir seu objetivo final.

Foi preciso encontrar um jeito mais fácil de selecionar quais das novas vacinas são as melhores candidatas para desenvolvimento, explicou Garcia, e as vacinas terapêuticas trouxeram essa solução, com estudos que não necessitaram de muitas pessoas. Mesmo assim, em um estudo que ele participou da pesquisa, o RISVAC02, foram selecionados 3056 voluntários, dos quais apenas 41 eram candidatos elegíveis e, destes, só 30 foram matriculados no estudo. Outra alternativa tem sido utilizar uma vasta gama de proteínas diferentes num único estudo, caso uma delas mostre eficácia. Em um estudo de vacinas de células dendríticas, no qual Garcia foi o pesquisador principal, avaliou-se a atividade de mais de 50 mil moléculas.

 

Estratégias combinadas

A possibilidade de combinar estratégias tem sido uma tarefa formidável para os pesquisadores de vacinas, que têm mais chances de ver sua vacina ser bem sucedida. Dentre as estratégias recentemente estudadas, estão:

O Dr. Felipe Garcia tem mais interesse nesta última. “As células dendríticas são a primeira linha de defesa contra a infecção. Elas capturam moléculas estranhas e as apresentam para as células do sistema imunológico como antígenos. É preciso acompanhar estas células dendríticas, porque se estas células não alertam o corpo sobre a infecção, o corpo não sabe disso”, disse ele. “O problema com o HIV é que ele desenvolveu a habilidade de se ligar à célula dendrítica, que então os transporta para dentro dos gânglios linfáticos como um Cavalo de Troia. Isso significa que, se desenvolvermos uma vacina que se associe às células dendríticas, podemos gerar uma forte resposta imune celular nos gânglios linfáticos, que é exatamente onde é preciso que ela aconteça.”

Além de fazer parte da Aliança Europeia de Vacinas contra o HIV — um consórcio que reúne 39 parceiros de onze países europeus, quatro da África subsaariana e um dos Estados Unidos que apoia o estudo de diversas estratégias de vacinas preventivas, que incluam vetores virais melhorados, versões modificadas de proteínas do envelope do HIV e vacinas de células dendríticas —, Garcia também é o principal pesquisador no consórcio HIVACAR, que envolve três diferentes estratégias de vacinas terapêuticas que serão usadas em pessoas soropositivas, separadamente e em combinação. A primeira se concentra no desenvolvimento de antígenos direcionados não apenas contra as partes estáveis do vírus, mas também contra o perfil genético do HIV de cada indivíduo — trata-se de uma vacina verdadeiramente individualizada. A segunda etapa é a injeção de anticorpos amplamente neutralizantes. E a terceira inclui moléculas de RNA mensageiro, um procedimento já utilizado em medicamentos experimentais contra o câncer, injetadas após os antígenos e anticorpos contra o HIV. Essa sequência visa sensibilizar as células dendríticas para os antígenos do HIV e estimular ainda mais uma resposta imune que, esperara-se, possa matar as células infectadas pelo HIV dentro dos reservatórios, aonde outras estratégias não conseguiram chegar.

Gânglios linfáticos.

Estas vacinas serão aplicadas intranodicamente — isto é, injetadas nos gânglios linfáticos — com a esperança de que a vacinação direta no local de integração e replicação do HIV inicie uma resposta imune mais forte contra HIV e, espera-se, reduza a replicação do vírus até o ponto em que os indivíduos possam ser retirados da terapia antirretroviral. Os protocolos da HIVACAR estão em estudos de fase I e II, avaliando sua segurança e imunogenicidade, com resultados esperados para 2021.

 

Outras abordagens

O seminário também contou com detalhes sobre o estudo River, parte do consórcio britânico CHERUB. Este estudo reúne combinações de inoculações iniciais com vacinas baseadas em vetores com doses subsequentes de medicamentos denominados inibidores de HDAC para verificar se as duas estratégias funcionam melhor juntas. Os inibidores de HDAC, que despertaram as células dormentes do reservatório de HIV, estavam entre os primeiros fármacos experimentados como agentes de cura do HIV. No entanto, embora eles tenham se mostrado capazes de reverter a latência viral, não produziram uma diminuição útil no tamanho do reservatório de HIV. Espera-se que, ao estimular o sistema imunológico para reconhecer o vírus que é produzido pelas células despertadas do reservatório, essa diminuição do reservatório seja alcançada. O River inlcui 50 voluntários de seis regiões da Inglaterra e deve anunciar seus resultados no próximo ano.

O seminário também trouxe uma atualização sobre a coorte ICISTEM, que reúne pacientes soropositivos com câncer que receberam transplantes de medula óssea — uma abordagem de cura semelhante à de Timothy Ray Brown e dos pacientes de Boston. O ICISTEM conseguiu coletar dados de 23 pacientes, 11 dos quais morreram. Seis pacientes dos 12 restantes foram acompanhados ao longo de dois anos: em cinco deles, as células-tronco da medula óssea transplantada sem HIV substituiu rapidamente as células cancerosas e infectadas pelo HIV. Testes ultrassensíveis não encontraram RNA do HIV no sangue desses pacientes e a carga viral deles se aproxima de zero. Outros testes também não encontraran DNA de HIV nas células do reservatório.

Os pacientes ICISTEM foram curados? Nós ainda não sabemos. Embora os pesquisadores não tenham conseguido encontrar uma única cópia do DNA do HIV em um milhão de células do reservatório destes pacientes, o verdadeiro teste será tirá-los da terapia antirretroviral, o que ainda não foi feito.

 

Envolvendo a comunidade

Fred Verdult é uma pessoa vivendo com HIV que vive na Holanda e que usou sua experiência em publicidade e marketing para fazer uma série de pesquisas de opinião dentro da comunidade de pessoas com HIV, especialmente sobre a pesquisa de cura do HIV e o seu potencial. Ele descobriu que 72% dos seus entrevistados, num grupo de 457 pessoas com HIV, acreditam que uma cura para o HIV seria “muito importante” e apenas 6% achavam que não seria importante.

Quando os entrevistados foram perguntados sobre qual seria a maior desvantagem de viver com o HIV, 91% responderam que era o risco dos possíveis efeitos adversos prejudiciais à saúde no futuro, como efeitos colaterais decorrentes do longo uso da terapia antirretroviral ou problemas de saúde devido à inflamação crônica. 66% disseram se incomodar com os efeitos colaterais dos medicamentos, e outros 66% disseram sofrer com ansiedade sobre o risco de infectar alguém.

Verdult disse que a questão de quando interromper o tratamento é um importante problema ético na pesquisa da cura do HIV — um dilema que já está sendo considerado pelo ICISTEM. Outro dilema é o seguinte: quando a cura chegar, quem devem ser os primeiros beneficiados com ela? Eticamente, se fosse preciso escolher quais pessoas deveriam se beneficiar primeiro da cura do HIV, deveríamos logicamente chamar primeiro as pessoas cronicamente infectadas que sofreram mais que a maioria, por anos de imunossupressão e de terapia subótima contra o HIV — primeiro a entrar, primeiro a sair. No entanto, pelo que se sabe hoje, estas provavelmente serão as pessoas mais difíceis de curar, portanto, com a exceção dos pacientes com câncer, a pesquisa da cura concentrou-se nas pessoas infectadas mais recentemente, com sistemas imunes ainda intactos. Isso pode levar a cura que beneficie antes os últimos infectados — últimos a entrar, primeiros a sair. Será que é justo?

Por fim, há ainda a questão do tratamento como prevenção e da profilaxia pré-exposição (PrEP), que podem trazer grande redução na incidência de HIV no mundo todo — tal como já tem sido observado em São Francisco, por exemplo. Se essa tendência se mantiver, será que o interesse científico e dos financiadores das pesquisas da cura vai diminuir?

No dia 28 de novembro de 2017, das 18h às 20h, acontece em São Paulo o 1º Encontro de Saúde/Prevenção IST/Aids entre Jovens LGBT, realizado pela Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT), responsável pela maior parada do orgulho LGBT do mundo. Este evento foi organizado por Almir Nascimento, um dos novos diretores da ONG, e é uma das primeiras etapas de uma importante e contínua ação da APOGLBT ligada à saúde e a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e aids.

A ideia é que este evento passe a ocorrer anualmente, sempre na mesma data, próximo ao dia 1º de dezembro, o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Este primeiro encontro conta com a participação do Programa Municipal de IST/Aids de São Paulo, do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids de SP, do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde e também o Projeto Boa Sorte, o Fórum de Ongs Aids do Estado de São Paulo e o site Menino Gay.

Inscreva-se agora para participar!

Mesa de Abertura:
“Atualização sobre a situação atual e tendências da epidemia de HIV e IST entre a população LGBT”.
  • Rodrigo Pinheiro, do Fórum Ongs Aids do Estado de São Paulo, sobre “Panorama das ONGs de aids no Estado de São Paulo – Desafios”
  • Cláudia Regina Garcia, Presidente da Parada do Orgulho LGBT do Estado de São Paulo, sobre a “Importância do encontro de saúde/prevenção para a APOGLBT de SP”
  • Georgiana Braga-Orillard, Diretora do Unaids Brasil, sobre a Importância do evento da Parada em resposta à epidemia de IST/Aids
Mesa Redonda:
  • Gerson Pereira, do Departamento de Vigilância Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde, sobre a “Atualização sobre a situação atual e tendências da epidemia de HIV e IST entre a população LGBT”
  • Ivone de Paula, do Programa Estadual/CRT — DST/Aids do Estado de São Paulo, sobre “Discussão das novas estratégias de prevenção para o enfrentamento dessas epidemias com foco nos segmentos mais jovens”
  • Maria Cristina Abbatem Coordenadora do Programa Municipal DST/Aids.
    Tema: “Como está a PEP no Município de São Paulo, como será a implantação da PrEP”
  • Matheus Emílio, do site Menino Gay, sobre “As mídias sociais na luta contra a aids”
  • Gabriel Estrela, do Projeto Boa Sorte, sobre “Acolhimento, estigma e preconceito”
  • Ricardo Vasconcelos, médico infectologista da FMUSP e do PrEP Brasil, sobre “Jovens e prevenção combinada”
Inscreva-se agora para participar!
I Encontro de Saúde/Prevenção IST/Aids entre Jovens LGBT em São Paulo
Realização APOGLBT SP (www.paradasp.org.br)
Dia: 28 de novembro de 2017
Horário: das 18h às 20h
Local: Aliança Francesa
Rua General Jardim, 182 – Centro – SP – Entrada Franca.
Ficha de inscrição: https://goo.gl/forms/Q5z2O63GACA0GQdy1
Link do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/122522791773103
Parceiros: Centro de Referência e Treinamento DST/Aids – SP, Programa Municipal de DST/Aids – Secretaria Municipal de Saúde, Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, Museu da Diversidade, Fórum Ongs Aids do Estado de São Paulo, Projeto Boa Sorte, Menino Gay. Apoiadores: Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde, ONG Koinonia, Aliança Francesa de São Paulo, Canto Produções. Agradecimentos: Sr. Marco Prado, Diário de um Jovem Soropositivo.

Nos últimos anos, a International Aids Society Conference on HIV Science, a IAS, incluiu um simpósio especializado na pesquisa da cura do HIV, que sempre antecedeu o evento principal. E este ano não foi exceção, com apenas uma pequena mudança, a começar pelo nome: HIV Cure and Cancer Forum — isto é, um fórum sobre o câncer e a cura do HIV.

O título do evento parece reafirmar uma percepção atual entre muitos cientistas sobre aspectos comuns entre duas doenças distintas: o HIV e o câncer. Antes de falar das semelhanças entre elas, é importante ter em mente que estas são doenças distintas entre si porque há muitas diferenças entre elas. Foi isso o que bem lembrou Monsef Benkirane, do Instituto Francês de Genética Humana, na sua palestra de abertura. Enquanto o HIV é causado por uma infecção, o câncer é geralmente decorrente do mau comportamento espontâneo de algumas células. A exceção está apenas em alguns tipos específicos câncer, cujo mau comportamento das células pode mesmo ser provocado por infecções.

No entanto, no coração das células é que surge a semelhança entre estas duas doenças: tanto para o HIV quanto para o câncer, a questão parece ser a mesma: ambas células cancerosas e células infectadas pelo HIV possuem um material genético trapaceiro. No caso do câncer, este material genético leva as células a crescer incontrolavelmente. No caso do HIV, à derrubar o sistema imunológico. O fato de ambas estas doenças concentrarem-se em uma disfunção do núcleo celular é o que as torna difíceis de curar: basta uma célula infectada pelo HIV ou uma célula cancerígena para propagar a doença.

Não é por acaso que as mesmas ferramentas que agora estão levando à cura de alguns tipos de câncer e à maior remissão de outros tipos, incluindo medicamentos sofisticados capazes de direcionar marcadores biológicos específicos para agir contra células cancerosas, podem também ser usadas contra o HIV. Aliás, esta relação entre os medicamentos para câncer e para o HIV não vem de agora: o próprio AZT, a Zidovudina, o primeiro antirretroviral usado no tratamento de HIV/aids, foi inicialmente desenvolvido para tratar câncer, mas acabou nunca indo para o mercado para essa finalidade, conforme lembra uma matéria publicada pelo The New Yorker.

Foi em 1987 que a Food and Drug Administration americana aprovou o AZT para uso em pacientes com HIV, depois que seu estudo inicial já mostrava alguma habilidade da droga em controlar o vírus. Esse estudo começou como um “duplo cego”, em que um grupo de pacientes toma o medicamento verdadeiro e outro toma placebo, sem que eles saibam quem é que está tomando o quê.

Então, os benefícios que começaram a ser observados em quem estava tomando o AZT foram tão evidentes que pareceu injusto aguardar o término do estudo para que os pacientes sob placebo pudessem usufruir do medicamento e, também, o restante das pessoas diagnosticadas com HIV. Não havia tempo a perder: naquela época, quase todos os que eram diagnosticados positivo para o HIV estavam muito doentes ou morrendo. O desespero era enorme! Para salvar a própria vida, muita gente estava disposta a assumir o risco de tomar um medicamento promissor, mas que ainda não tinha completado formalmente todos os estudos habitualmente necessários e os rituais de aprovação e regulação pelas autoridades — você já assistiu Clube de Compras Dallas (2013)?

É verdade que, naquela época do começo da epidemia, qualquer semelhança entre o câncer e o HIV estava mais para um coincidência casual do que um resultado de uma observação meticulosa. O próprio apelido de “câncer gay”, que a aids recebeu antes de ser batizada de aids, em nada tem relação com a semelhança celular observada nos dias de hoje. Esse apelido nasceu por ignorância sobre a doença e por preconceito contra os homossexuais, junto com o fato do diagnóstico ser feito sem o teste de HIV, que ainda nem existia, mas com o aparecimento doenças oportunistas, incluindo cânceres típicos de sistemas imunológicos abalados.

Uma célula cancerígena.

Hoje sabemos que as células infectadas pelo HIV e pelo câncer compartilham um mesmo truque mortal: ambas conseguem se “des-diferenciar” quando estão sob ataque, seja por medicamentos ou pelo sistema imunológico. Ambas são capazes de retroceder para um estágio anterior de evolução celular, onde são invisíveis ao sistema imunológico.

No caso do HIV, as células imunes infectadas que produzem ativamente cópias de vírus se esgotam e morrem. Mas não todas. Uma parte delas retorna a um estado dormente, prontas para entrar em ação se a pressão da terapia antirretroviral for aliviada. Estas células dormentes, ou latentes, é que formam o famoso “reservatório de HIV”. O obstáculo atual da cura do HIV é exatamente este: a identificação e destruição destes reservatórios para uma cura completa ou, pelo menos, sua redução e contenção para uma remissão de longo prazo, conforme lembra uma matéria publicada recentemente pelo Aidsmap.

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A prevenção ao HIV mudou. Como isso afeta as nossas relações?

Em comemoração ao dia 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a Aids, os Núcleos de Educação Comunitária do Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia da Faculdade de Medicina da USP e da Unidade de Pesquisa II do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, com patrocínio da HIV Prevention Trials Network (HPTN), promovem dois encontros para falar sobre:

Sexo, Remédios & HIV

Semelhante ao que ocorreu com a pílula anticoncepcional nos anos 60, estamos assistindo a uma nova onda de medicalização do sexo. Agora se sabe que os remédios antirretrovirais não só tratam a pessoa vivendo com HIV, como também previnem a transmissão sexual.

Cada vez mais autoridades reconhecem que pessoas vivendo com HIV em tratamento eficaz – conhecidos como indetectáveis – não transmitem o vírus. Por sua vez, os negativos agora podem tomar antirretrovirais diariamente para se proteger: a PrEP*. Outra opção para os negativos é a PEP**, o antirretroviral de emergência, método antigo que vem se tornando mais acessível em São Paulo.

Os desdobramentos sobre a incorporação de novas tecnologias em como conduzimos nosso sexo, afetos e relações sociais só estão começando a ser desenhados. Como no caso dos anticoncepcionais, o assunto toca em dois pontos delicados: sexo e opressões sociais.

O quanto as novas tecnologias podem empoderar grupos oprimidos e vulnerabilizados ao HIV? Até que ponto contribuirão para reduzir o estigma e a invisibilidade das pessoas vivendo com HIV? Como está se dando o acesso aos novos métodos?

Programação:

Quarta 7/12 das 19-22h: “Eu sou indetectável”

Quinta 8/12 das 19-22h: “Eu uso Prep” / “Eu usei PEP”

Inscreva-se aqui

 

Convidados:

Mesa “Eu sou indetectável”:

  • Carlos Henrique de Oliveira, é escritor e militante do movimento negro de SP, da Rede de Jovens São Paulo Positivo e da Nova Organização Socialista (NOS).
  • Carué Contreiras, médico sanitarista e pediatra, é coordenador do Núcleo de Educação Comunitária da Unidade de Pesquisa do CRT DST/Aids. Já foi colaborador da Agência de Notícias da Aids.
  • Ésper Kallas, médico Infectologista e imunologista, é Professor Associado da Disciplina de Imunologia Clínica e Alergia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Livre-Docente pela FMUSP em 2009. Também é Pesquisador do LIM-60, na Disciplina de Imunologia Clínica e Alergia, onde realiza projetos de medicina de tradução, trazendo conceitos de ciência básica para aplicações clínicas, especialmente em infecções pelo HIV, HTLV, CMV, vírus herpes, flavivírus, hepatites virais e micobacterioses.
  • Jef Martins, relações públicas, sempre trabalhou com comunicação e acredita que é através dela que as diferenças passam a conviver de forma harmônica. Em 2015 participou da campanha “Cartaz HIV Positivo” comunicando através dessa ação sua sorologia positiva para o mundo. De lá pra cá, vem praticando o que batiza de “Ativismo de APP”, onde pretende através do micro, trocar com as pessoas sobre como é viver com HIV, prevenção combinada, e outras cositas más!
  • Micaela Cyrino, artista plástica e ativista.

 

Mesa “Eu uso PrEP” / “Eu usei PrEP”:

  • Artur Zalewska, criador do grupo de Facebook Fórum PrEP e voluntário da pesquisa PrEP Brasil, membro do Conselho de Acompanhamento Comunitário do CRT-DST/Aids e da FMUSP para pesquisas em HIV/Aids
  • Flávia Carvalhães já se sentia uma mulher desde de Criança, hoje cresceu e se tornou a Mulher que é hoje! Servidora, é uma pessoa reservada, guerreira, educada, carismática, atenciosa e que n aceita injustiças. Tem sonhos de fazer algumas cirurgias. É muito família e adora fazer amizades.
  • Lua Lucas, atriz, performer e cantora trans. Artivista militante da causa trans. Criou na funarte Sp a ocupação de gênero e sexualidade: oCU-Pah e vem lutando pela representatividade trans na arte e em todos os outros espaços. Formada pela Casa das artes de Laranjeiras no Rio, já encenou transexualidades nas pistas do Teatro Oficina Uzyna Uzona, em performances contra o machistério Temeroso dirigidas por Cibelle Forjaz e principalmente em festas LGBTQIA+. Acredita que a mulher trans feliz é um ato político e revolucionário!
  • Márcio Caparica, editor-chefe do Lado Bi, programa de rádio online e blog. Como designer gráfico e webdesigner, no mundo da produção jornalística, sempre ficou com a parte de deixar tudo lindo para os leitores, trabalhando na edição de arte de revistas como Recreio, Men’s Health e Runner’s World. Depois que foi se aventurar no mundo das agências e editoras menores, descobriu que, embora deixasse a revista linda, não havia senso estético que salvasse texto tosco. Então começou a correr atrás de maneiras de produzir o tipo de conteúdo que gostaria de encontrar.
  • Piero Mori, paulistano, tem 33 anos e é desenvolvedor web formado pela Universidade Mackenzie. Foi fundador e diretor do XTeens, ONG dedicada ao apoio de jovens e adolescentes LGBTs. É membro do Conselho de Acompanhamento Comunitário do CRT-DST/Aids e da FMUSP para pesquisas em HIV/Aids
  • Rico Vasconcelos, médico Clínico Geral e Infectologista formado pela Faculdade de Medicina da USP é hoje Médico Supervisor do Serviço de Extensão e Atendimento ao Paciente com HIV/Aids (SEAP HIV/Aids, Ambulatório de HIV do Hospital das Clínicas da FMUSP), trabalhando com atendimento de pessoas vivendo com HIV/Aids e com a formação de médicos residentes em infectologia e alunos da graduação da FMUSP. Além disso trabalha com prevenção de HIV desde 2010 quando participou como médico subinvestigador do iPrEX (Iniciativa da Profilaxia Pré Exposição). No momento atuando como coordenador clínico do centro da USP dos projetos PrEP Brasil e HPTN 083.

 

Local:

Faculdade de Medicina da USP
Rua Dr. Arnaldo 455, prédio central
Metrô Clínicas (saída Faculdade de Medicina)

7/12: Anfiteatro de Microbiologia – 2º andar – sala 2104
8/12: Anfiteatro dos Paramédicos – 4º andar – sala 4303

* PrEP é a profilaxia PRÉ-exposição, uso contínuo de antirretrovirais por pessoas negativas para o HIV, com objetivo de prevenção.
** PEP é a profilaxia PÓS-exposição, uso emergencial de antirretrovirais por 28 dias, que deve ser começado em até 72 horas após uma situação de sexo sem camisinha.

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No dia 01/12, quinta-feira, Dia Mundial de Combate a Aids, o Projeto Caminhada Noturna juntamente com Dra. Glória Brunetti, estarão promovendo uma Caminhada em prol dos 35 anos de Luta Contra a Epidemia.

Este evento, tem como objetivo, aumentar a sensibilização em relação ao HIV/aids para a população em geral, enfatizando os 35 anos de trajetória da epidemia, suas vitórias, seus desafios e homenagear a todos aqueles que tombaram frente a este vírus. Para tanto faremos uma Caminhada Cultural Noturna pelo Centro Histórico de São Paulo, com paradas estratégicas em frente a locais de destaque como Vale do Anhangabaú, CTA- Henrique de Souza Filho – Henfil entre outros Nestas paradas, o guia Laércio de Carvalho, abordará fatos importantes relacionados ao local e sua história e também será exposto de modo breve por mim e por amigos da área, temas que abordem HIV/Aids como: história e evolução da doença, epidemiologia atual Brasil, mortalidade São Paulo – Brasi e prevenção.

Programamos leitura de crônicas e poesias de pessoas que faleceram de HIV como Caio Fernando de Abreu e Betinho.

A participação é gratuita e os participantes receberão um bottom comemorativo do evento onde haverá espaço central para escrever o nome de alguém que faleceu ou luta contra o HIV/Aids e que naquele dia, será homenageado e fará simbolicamente o passeio conosco pelo Centro de São Paulo .

Estamos falando de rápida sensibilização e empatia, valorizando também todos aqueles que trabalham, pesquisam e lutam contra este vírus e esta epidemia, tudo num contexto leve e cultural

Dia: 01/12/ 2016, quinta-feira
Saída: 20 horas do Teatro Municipal São Paulo


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Começou nessa quinta-feira (20) e vai até 2 de novembro, em São Paulo, a 40ª Mostra Internacional de Cinema. Durante duas semanas, serão exibidos 322 títulos em 35 endereços, entre cinemas, espaços culturais e museus espalhados pela capital paulista, incluindo projeções gratuitas e ao ar livre. A seleção faz um apanhado do que o cinema contemporâneo mundial tem produzido, além de apresentar tendências, temáticas, narrativas e estéticas. A 40ª Mostra é composta por seis seções: Homenagens, Apresentações Especiais, Foco Polônia, Competição Novos Diretores, Mostra Brasil e Perspectiva Internacional.

40-mostra

A programação completa pode ser acompanhada no site do evento. Aqui, selecionamos alguns destaques relacionados aos temas LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), direitos humanos ou que estão ligados, de alguma forma, à sexualidade.

EU, OLGA HEPNAROVÁ (2016)
icone_ingressoOlga Hepnarová era uma jovem, lésbica e solitária, de uma família emocionalmente distante, e que não conseguiu desempenhar o papel que a sociedade desejava dela. Seu comportamento paranoico e sua incapacidade de se conectar a outras pessoas levaram-na ao limite quando ela tinha apenas 22 anos de idade.

República Tcheca, Polônia, Eslováquia, França | PB | 105 min | Ficção Direção: Petr Kazda, Tomás Weinreb Elenco: Michalina Olszanska, Martin Pechlát, Klára Melísková, Marika Soposká, Juraj Nvota Classificação: 16 anos

  • Dia 21, sexta-feira, 21h30 – Cinemark Cidade São Paulo (Shopping Cidade São Paulo – Av. Paulista, 1230 – Bela Vista)
  • Dia 22, sábado, 17h20 – Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 2 (Rua Frei Caneca, 569)
  • Dia 25, terça-feira, 17h40 – Cinesala (Rua Fradique Coutinho, 361)
  • Dia 02, quarta-feira, 13:30 – Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 1 (Av. Paulista, 2.073)

 

DIVINAS DIVAS (2016)
icone_ingressoRogéria, Jane Di Castro, Divina Valéria, Camille K, Fujika de Halliday, Eloína dos Leopardos, Marquesa e Brigitte Búzios são personagens icônicos da primeira geração de artistas travestis do Brasil que desafiaram a moral de um país no auge da ditadura militar, nos anos 1960 e 1970, em apresentações no Teatro Rival produzidas por Américo Leal, avô de Leandra Leal. O documentário relembra os 50 anos de carreira no palco, e a luta pelos direitos humanos e pelas liberdades individuais no Brasil de ontem e de hoje.

Brasil | 2016 | cor | 110min | Documentário Direção: Leandra Leal Classificação: 14 anos

  • Dia 28, sexta-feira, 21h – Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 1 (Av. Paulista, 2.073)
  • Dia 30, domingo, 16h15 – Cinearte 1 (Av. Paulista, 2.073)
  • Dia 01, terça-feira, 13h55 – Espaço Itaú de Cinema – Augusta Anexo 4 (Rua Augusta, 1475)

 

A CIDADE DO FUTURO (2016)

icone_ingressoA Cidade do Futuro é o segundo longa-metragem da dupla de diretores, o novo longa se passa em Serra do Ramalho, cidade do oeste baiano, no Vale do São Francisco. A cidade foi criada em fins dos anos 1970, no governo militar, como forma de acolher as famílias desapropriadas por conta da criação da hidrelétrica de Sobradinho. Na época foi chamada de “cidade do futuro”. Além da peculiar característica histórica que o lugar carrega, o filme se debruça sobre a vida de jovens do lugar. Na trama, Mila, Gilmar e Igor vão desafiar os padrões sociais formando uma família não tradicional.

Brasil | cor | 75 min. | Ficção Direção: Cláudio Marques, Marília Hughes Elenco: Milla Suzart, Gilmar Araujo, Igor Santos

  • Dia 25, terça-feira, 20h20 – Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 2 (Rua Frei Caneca, 569)
  • Dia 26, quarta-feira, 18h40 – Cinearte 1 (Av. Paulista, 2.073)
  • Dia 29, sábado, 17:10 – Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 6 (Rua Frei Caneca, 569)

 

NUNCA VAS A ESTAR SOLO (2016)

icone_ingressoJuan é um introvertido gerente de uma fábrica de manequins que vive sozinho com Pablo, seu filho gay de 18 anos. Quando o rapaz é vítima de um violento ataque homofóbico que o deixa hospitalizado, seu pai percebe o quão distantes e estranhos um do outro eles se tornaram. A falta de testemunhas e as exorbitantes contas do hospital forçam Juan a deixar a tranquila estabilidade de sua vida para reposicionar-se em um mundo preconceituoso.

Chile | cor | 82 min. | Ficção Direção: Alex Anwandter Elenco: Sergio Hernández, Andrew Bargsted, Jaime Leiva, Edgardo Bruna, Babriela Hernández Classificação: 16 anos

  • Dia 20, quinta-feira, 20h – Reserva Cultural 2 (Av. Paulista, 900)
  • Dia 21, sexta-feira, 15h30 – Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 6 (Rua Frei Caneca, 569)
  • Dia 22, sábado, 19h20 – Cinesesc (Rua Augusta, 2075)
  • Dia 24, segunda-feira, 18h – Espaço Itaú de Cinema – Augusta Anexo 4 (Rua Augusta, 1475)
  • Dia 29, sábado, 14h – Cine Caixa Belas Artes – Sala 1 Vila Lobos (Rua da Consolação, 2423)

 

OS DECENTES (2016)

icone_ingressoUma empregada, que trabalha em um condomínio fechado na periferia de Buenos Aires, embarca em uma jornada de liberação sexual e mental depois que adentra os portões de segurança máxima e se depara com um clube de swing naturista.

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Áustria, Coreia do Sul, Argentina | cor | 100 min. | Ficção Direção: Lukas Valenta Rinner Elenco: Iride Mockert, Martin Shanly, Andrea Strenitz, Mariano Sayavedra Classificação: 16 anos

  • Dia 22, sábado, 21h25 – Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 3 (Rua Frei Caneca, 569)
  • Dia 23, domingo, 15h20 – Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 5 (Rua Frei Caneca, 569)
  • Dia 28, sexta-feira, 14h – Reserva Cultural 2 (Av. Paulista, 900)
  • Dia 01, terça-feira, 17h – Circuito Spcine Lima Barreto – CCSP (Av. São João, 2073)

 

A GLÓRIA E A GRAÇA (2016)

icone_ingressoGraça é uma mãe solteira de dois filhos. Quando descobre estar com um aneurisma cerebral impossível de ser operado, ela resolve ir atrás do irmão, Luiz Carlos, que não vê há 15 anos, por conta de uma briga. Quando se encontram, Graça é surpreendida ao se deparar com Glória – uma linda travesti, que deixou de ser Luiz Carlos há alguns anos e agora diz viver uma vida completa, como dona de um restaurante em Santa Teresa. Aos poucos, sensibilizada pelas circunstâncias, Glória aceita se aproximar da família, conhece os sobrinhos, retoma a amizade com Graça, e percebe que talvez, para se sentir verdadeiramente completa, ela precise ser mãe.

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Brasil | cor | 97 min. | Ficção Direção: Flávio Ramos Tambellini Elenco: Carolina Ferraz, Sandra Corveloni, Sofia Marques, Vicente Demori, Cesar Mello, Carol Marra Classificação: 16 anos

  • Dia 25, terça-feira, 22h – Espaço Itaú de Cinema – Augusta 1 (Rua Augusta, 1475)
  • Dia 26, quarta-feira, 17h45 – Cinearte 2 (Av. Paulista, 2073)
  • Dia 01, terça-feira, 19h – Cinemark Cidade São Paulo (Av. Paulista, 1230)

 

SEXO, PREGAÇÕES E POLÍTICA (2016)

icone_ingressoO Brasil cria e vende uma imagem de sociedade em que a sexualidade é liberada e a diversidade respeitada. No entanto, esse mesmo Brasil se revela um país conservador, onde mulheres morrem em decorrência da proibição do aborto e onde há mais assassinatos de homossexuais e transexuais no mundo. Das vítimas até a esfera politica, o filme propõe um olhar afiado sobre o paradoxo da liberdade sexual.

Brasil | cor | 72 min. | Documentário Direção: Aude Chevalier-Beaumel, Michael Gimenez Classificação: Livre

  • Dia 26, quarta-feira, 21h45 – Cinearte 1 (Av. Paulista, 2073)
  • Dia 31, segunda-feira, 18h30 – Cinearte 2 (Av. Paulista, 2073)
  • Dia 02, quarta-feira, 14h – Reserva Cultural 2 (Av. Paulista, 900)
Em 18 de outubro de 2016 pela Redação da Agência de Notícias da Aids

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A Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP convida para a Jornada Aids e Câncer no município de São Paulo: magnitude e transcendência“, realizado pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, pelo Registro de Câncer de Base Populacional de São Paulo – RCBP-SP, pelo Sistema Único de Saúde – SUS, pelo Programa Municipal de DST-AIDS da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Município de São Paulo e pela Prefeitrua do Município de São Paulo.

Data: 29/09/2016 Local: FSP/USP – Av. Dr. Arnaldo, 715 – Auditório João Yunes – Cerqueira – Capital, SP. Inscrições gratuitas até 27/09 às 14:00h. Vagas limitadas.