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estudo
es.tu.do
sm (lat studiu) 1 Ação de estudar. 2 Trabalho ou aplicação da inteligência no sentido de aprender uma ciência ou arte. 3 Aplicação, trabalho do espírito para empreender a apreciação ou análise de certa matéria ou assunto especial. 4 Ciência ou saber adquiridos à custa desta aplicação. 5 Investigação, pesquisa acerca de determinado assunto. 6 Obra em que um autor estuda e dilucida uma questão.

Câncer & HIV

Nos últimos anos, a International Aids Society Conference on HIV Science, a IAS, incluiu um simpósio especializado na pesquisa da cura do HIV, que sempre antecedeu o evento principal. E este ano não foi exceção, com apenas uma pequena mudança, a começar pelo nome: HIV Cure and Cancer Forum — isto é, um fórum sobre o câncer e a cura do HIV. O título do evento parece reafirmar uma percepção atual entre muitos cientistas sobre aspectos comuns entre duas doenças distintas: o HIV e o câncer. Antes de falar das semelhanças entre elas, é importante ter em mente que estas são doenças distintas entre si porque há muitas diferenças entre elas. Foi isso o que bem lembrou Monsef Benkirane, do Instituto Francês de Genética Humana, na sua palestra de abertura. Enquanto o HIV é causado por uma infecção, o câncer é geralmente decorrente do mau comportamento espontâneo de algumas células. A exceção está apenas em alguns tipos específicos câncer, cujo mau comportamento das células pode mesmo ser provocado por infecções. No entanto, no coração das células é que …

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Suazilândia: mais tratamento, menos transmissão

A Suazilândia, um pequeno reinado situado na África Austral que fica entre Moçambique e África do Sul, viu o número de novas infecções pelo HIV cair pela metade enquanto a proporção de pessoas em tratamento antirretroviral e com carga viral suprimida duplicou. Esta notícia foi apresentada na 9th International Aids Society Conference on HIV Science, a IAS 2017, em Paris, e publicada no Aidsmap. O Reino da Suazilândia tem uma das epidemias de HIV mais severas do mundo. Com uma população de 1,45 milhões de pessoas, pouco mais de um terço delas (32%) viviam com HIV em 2011, quando o país realizou sua primeira tentativa de oferecer testes de HIV porta-a-porta. Desde então, a Suazilândia aumentou o acesso ao teste de HIV e ao tratamento antirretroviral, oferecendo tratamento universal e capacitando os profissionais de saúde a iniciar pessoas em tratamento cedo. O número de testes de HIV realizados a cada ano quase se triplicou desde 2011 e o número de pessoas em tratamento antirretroviral passou de 72.402, em 2011, para 171.266 em 2016. Uma pesquisa feita …

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Indetectável = Intransmissível

Nenhuma transmissão do HIV foi observada entre os 343 casais de homens gays sorodiscordantes, em que o parceiro soropositivo fazia tratamento antirretroviral e tinha carga viral indetectável, matriculados no estudo Opposites Attract, divulgado na 9th International Aids Society Conference on HIV Science, a IAS 2017, em Paris. O Opposites Attract recrutou e acompanhou casais homossexuais em clínicas na Austrália, em Bangkok e Rio de Janeiro, que praticaram 16.889 atos de sexo anal sem camisinha enquanto acompanhados pelo estudo. O Opposites Attract também não encontrou relação entre a transmissão do HIV e a presença de outra doença sexualmente transmissível (DST): 6% dos atos sexuais anais relatados foram feitos enquanto um dos parceiros tinha alguma outra DST. Um estudo anterior semelhante, o Partner, teve o mesmo resultado com uma taxa de 17,5% dos participantes com uma DST em algum momento do estudo. A preocupação de que a presença de outra DST pudesse aumentar o risco de transmissão do HIV a partir de parceiros com carga viral indetectável vem pelo menos desde a Declaração Suíça, de 2008. Outra …

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Supercomputador revela como o HIV se move dentro do corpo

Um pequeno vislumbre de como o HIV viaja através do corpo foi simulado pela primeira vez em supercomputadores dos Estados Unidos. Depois de dois anos trabalhando, os supercomputadores da Universidade de Illinois conseguiram modelar o comportamento de 64 milhões de átomos do HIV e, enfim, capturar 1,2 microssegundos da vida de um capsídeo do vírus — uma pequena gaiola de proteína que transporta o HIV para dentro do núcleo de uma célula humana. A simulação foi realizada no supercomputador Titan, do Departamento de Energia, enquanto a análise dos dados foi feita pelo supercomputador Blue Waters, no National Center for Supercomputing Applications. Este método de estudo de grandes sistemas biológicos com simulações de dinâmica molecular, chamado de “microscopia computacional”, foi desenvolvido e liderado por Juan Perilla e pelo falecido Klaus Schulten. A simulação com o HIV revelou várias características do capsídeo, com diferentes partes da proteína que oscilam em diferentes frequências. Segundo Perilla, é provável que o capsídeo compartilhe informações com seus semelhantes, ajudando-os a navegar pelo seu ambiente. O estudo também descobriu que íons fluem dentro …

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Dá nos nervos

Sabemos que o HIV se esconde e se espalha pelo sistema nervoso central. A barreira hematoencefálica, uma membrana que protege o cérebro de substâncias potencialmente neurotóxicas, consegue impedir a entrada de muitos químicos, drogas, bactérias, vírus e de 98% dos medicamentos que estão na corrente sanguínea, mas não é capaz de reter o HIV. O vírus da aids dá um jeito de entrar no compartimento do cérebro logo no começo infecção, geralmente, em algum momento dentro das duas primeiras semanas. “Com o passar do tempo, as pessoas desenvolvem um vírus em seu cérebro que é diferente do que no resto do corpo.” Foi isso o que explicou a Dra. Joanna Hellmuth, médica neurologista da Universidade da Califórnia em São Francisco, num evento bimensal organizado pela San Francisco Aids Foundation.  Imagina-se que o vírus consiga atravessar essa barreira protetora do cérebro infectando os monócitos, um tipo de célula do sistema imunológico. Uma vez dentro do tecido cerebral, o HIV não afeta as células nervosas, os neurônios, mas infecta e usa outros tipos de células no cérebro, como …

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HIVconsv: a vacina que controlou o vírus em 38,5% dos voluntários

Um estudo clínico feito pelo Institut de Recerca de la Sida IrsiCaixa e pela Fundació Lluita contra la Sida, na Espanha, conseguiu induzir o controle do HIV em 5 pessoas que estavam sem tratamento antirretroviral — as interrupções de tratamento duraram 5, 13, 17, 20 e 27 semanas. Normalmente, sem a presença de antirretrovirais, o vírus recupera sua quantidade e aumenta a carga viral no plasma sanguíneo durante as primeiras 4 semanas após a interrupção do tratamento. “Parece que conseguimos enfraquecer o vírus e fortalecer o sistema imunológico dos pacientes” Esta foi a primeira intervenção terapêutica contra o HIV que provou ser bem sucedida na reeducação do sistema imunológico de pessoas infectadas pelo HIV, permitindo manter o vírus sob controle sem uso de medicamentos antirretrovirais. Estudos anteriores realizados por outros centros para testar diferentes vacinas e medicamentos em pacientes com HIV não tiveram resultados semelhantes. “Parece que conseguimos enfraquecer o vírus e fortalecer o sistema imunológico dos pacientes, permitindo que este reaja de forma eficaz contra as tentativas de rebote do vírus”, explica a Dra. Beatriz Mothe, pesquisadora associada da IrsiCaixa e coordenadora do estudo. “A …

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(In)evitáveis problemas cardíacos

Priscilla Hsue, a mesma cientista que apresentou na Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections, CROI 2017, um estudo animador sobre o anticorpo canakinumab, possivelmente eficaz contra a inflamação crônica — publicado aqui no blog — também apresentou um outro estudo, porém, que parece ter resultados não tão animadores sobre a saúde cardiovascular de soropositivos e a crescente preocupação de doenças cardiovasculares entre as pessoas que envelhecem com HIV. Neste estudo, a infecção pelo HIV foi associada a um maior risco de infarto do miocárdio, o ataque cardíaco. O motivo para o HIV aumentar o risco de infarto ainda não está completamente compreendido. O que se sabe é que o HIV pode alterar a flora intestinal e, com isso, algumas pequenas moléculas que são metabolizadas ou produzidas por este microbioma intestinal também são alteradas. Entre elas, o n-óxido de trimetilamina, uma molécula já associada ao infarto entre adultos sem HIV, a carnitina e a betaína, associadas à espessura da artéria carótida em indivíduos infectados pelo HIV. O objetivo do estudo era verificar a hipótese destas moléculas associadas à flora intestinal poderem de fato prever o risco de infarto em adultos infectados …

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Envelhecimento cerebral normal

Um estudo europeu parte da colaboração COBRA, CO-morBidity in Relation to Aids, divulgado na CROI 2017, Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections, não encontrou evidências de envelhecimento cerebral acelerado em pessoas soropositivas sob tratamento antirretroviral. Neste estudo, cientistas reuniram imagens do cérebro obtidas por ressonância magnética e aplicaram testes cognitivos em 134 voluntários soropositivos sob tratamento antirretroviral e com carga viral indetectável, no Amsterdam Medical Centre e no Imperial College London. 79 pessoas soronegativas seviram de “grupo de controle”, isto é, foram usadas como comparação às pessoas soropositivas. A retenção ao longo do estudo foi boa, com resultados de acompanhamento disponíveis para 120 dos 134 participantes com HIV e para 76 dos 79 soronegativos ao longo de quase dois anos — mais precisamente: 1,9 ano. A idade média no início do estudo era de 57 anos, com variação de mais ou menos sete anos entre os participantes. No grupo com HIV, a contagem média de CD4 no começo do estudo era de 646 células/mm³, com variação de 213 células/mm³ entre os participantes. O ponto médio mais baixo de CD4 ao longo do estudo foi de 185 células/mm³, com variação de mais ou menos 144 …

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Os hábitos da felicidade

O que é felicidade, e como podemos ter um pouco dela? Matthieu Ricard, um bioquímico que virou monge budista, diz que podemos treinar nossas mentes em hábitos de bem-estar para gerar um verdadeiro sentimento de serenidade e realização. Matthieu Ricard Monge, autor, fotógrafo Às vezes chamado de “o homem mais feliz do mundo”, Matthieu Ricard é monge budista, autor e fotógrafo. Veja sua biografia completa.

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