Todos os posts com a tag: epidemia

Clube de Compras Moscou

“Hoje meu marido foi à clínica e eles disseram que não têm remédio e que não estão recebendo nenhum”, diz uma postagem no site russo Pereboi.ru, onde há uma sala de bate-papo para soropositivos. “Me sinto muito mal e, mesmo assim, não recebo tratamento. Eles disseram que está faltando antirretroviral e que os remédios vão apenas para os casos mais terríveis”, escreveu Marina, de Tomsk, na Sibéria. “Tenho uma criança para criar e não quero morrer.” “No início do ano 2000, não havia nenhum tratamento” Os problemas com a distribuição de medicamentos contra o HIV/aids já são endêmicos na Rússia, forçando os pacientes a procurar soluções tal como no filme Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club, 2013), cujo enredo se passa na década de 1980, nos Estados Unidos. Ao invés de Ron Woodroof, personagem vivido pelo ator Matthew McConaughey, um dos protagonistas russos chama-se Aleksei Yaskovich: em 2010, ele criou a Aptechka, uma organização não-governamental para distribuição de antirretrovirais em Kursk, cidade próxima ao lado europeu do país. “Quando fui diagnosticado com HIV, no início do ano 2000, não havia …

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A carta do CDC

Desde 2016, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) americano publicam a “Dear Colleague Letters”, em apoio ao Dia Nacional de Conscientização sobre HIV/Aids entre Gays nos Estados Unidos. Estas cartas são enviadas por e-mail para parceiros da comunidade e postadas no site do CDC. Neste ano, o CDC divulgou uma carta que destacou as últimas estatísticas relacionadas especialmente ao HIV entre homens gays e bissexuais. Mas também incluiu uma nota que diz respeito a todas as pessoas afetadas pela epidemia: o reconhecimento mais veemente do CDC, até hoje, da campanha: “Indetectável = Intransmissível”. Este é o endosso mais forte de uma das maiores autoridades de saúde pública do mundo em relação a não transmissibilidade sexual do HIV a partir das pessoas que vivem com vírus, fazem tratamento antirretroviral e têm carga viral indetectável. ❖❖❖ Caro colega, Hoje [27 de setembro] é o Dia Nacional de Conscientização sobre HIV/Aids entre Gays. Neste dia, nos juntamos para tomar medidas de prevenção contra o HIV entre homens gays e bissexuais e garantir que todos os homens gays …

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Novos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas

Seis protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas (PCDTs) e duas publicações sobre Prevenção Combinada foram lançados pelo Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV) durante o 11º Congresso de HIV/Aids e 4º Congresso de Hepatites (HepAids 2017), em Curitiba, nesta quarta-feira (27/09). Os seis PCDTs lançados são: Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos; Profilaxia Pré-Exposição ao HIV; Profilaxia Pós-Exposição ao HIV; Manejo da Infecção pelo HIV em Crianças e Adolescentes; Prevenção da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites; e Hepatites Virais. Já as duas publicações sobre Prevenção Combinada são: Coletânea HIV/Aids na Atenção Básica: Material para Profissionais de Saúde e Gestores e o sumário executivo da Prevenção Combinada do HIV. As publicações estão disponíveis para download aqui. Durante o lançamento, realizado no Espaço Comunicação do HepAids2017, a diretora do DIAHV, Adele Benzaken, destacou o envolvimento de técnicos na elaboração das publicações, especialmente dos protocolos. “Lançar seis PCDTs em um Congresso como este foi um esforço muito grande – não só do Departamento, mas de um conjunto …

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Como era a sua vida no momento da infecção pelo HIV?

Foi no início de 2015 que Annabelle Gourlay, da University College de Londres, e seus colegas, recrutaram 21 homossexuais recentemente diagnosticados com HIV e que adquiriram o vírus apenas algumas semanas antes do diagnóstico. O objetivo era aprender sobre fatores sociais e ambientais que envolviam a vida dos participantes no momento da infeção pelo vírus. O estudo foi conduzido em Londres e Brighton, na Inglaterra, ao longo de 2015, e publicado no BMJ Open em 1º de agosto de 2017. Os pesquisadores selecionaram apenas homens recentemente infectados, por pressupor que estes poderiam se lembrar do momento em que adquiriram o HIV com mais precisão do que os homens que adquiriram o HIV há mais tempo. Os participantes tinham entre 22 e 61 anos de idade e eram em sua maioria brancos, bem educados e empregados. Mais ou menos seis meses depois da data de infecção, os participantes foram entrevistados pelos pesquisadores, com perguntas que incluíam antecedentes pessoais, mudança de residência entre Londres e Brighton (e, se aplicável, as experiências desta transição), a vida nos últimos anos antes do …

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Suazilândia: mais tratamento, menos transmissão

A Suazilândia, um pequeno reinado situado na África Austral que fica entre Moçambique e África do Sul, viu o número de novas infecções pelo HIV cair pela metade enquanto a proporção de pessoas em tratamento antirretroviral e com carga viral suprimida duplicou. Esta notícia foi apresentada na 9th International Aids Society Conference on HIV Science, a IAS 2017, em Paris, e publicada no Aidsmap. O Reino da Suazilândia tem uma das epidemias de HIV mais severas do mundo. Com uma população de 1,45 milhões de pessoas, pouco mais de um terço delas (32%) viviam com HIV em 2011, quando o país realizou sua primeira tentativa de oferecer testes de HIV porta-a-porta. Desde então, a Suazilândia aumentou o acesso ao teste de HIV e ao tratamento antirretroviral, oferecendo tratamento universal e capacitando os profissionais de saúde a iniciar pessoas em tratamento cedo. O número de testes de HIV realizados a cada ano quase se triplicou desde 2011 e o número de pessoas em tratamento antirretroviral passou de 72.402, em 2011, para 171.266 em 2016. Uma pesquisa feita …

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E se a aids não tivesse surgido?

O diretor mexicano Leo Herrera está produzindo Fathers: um documentário de ficção científica que mistura vida real e fantasia, incluindo entrevistas com historiadores e artistas que imaginam a influência cultural e política que poderíamos ter recebido daqueles que padeceram pela epidemia de aids, se esta não tivesse levado suas vidas. O projeto é inteiramente financiado por doações individuais e através da venda dos produtos no site If They Lived. E você, já imaginou como seria o mundo atual se a epidemia de aids não tivesse surgido? Como seria o mundo se Freddie Mercury, Michel Foucault, Cazuza, Fela Kuti, Renato Russo, Robert Mapplethorpe, Betinho e tantos outros não tivessem morrido em decorrência da aids?

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“Paciente Zero” é inocente

Gaëtan Dugas, um comissário de bordo homossexual, virou lenda na história do HIV/aids quando se tornou conhecido como o “Paciente Zero” — o primeiro caso de aids nos Estados Unidos. Contudo, um estudo publicado na revista Nature mostrou que ele era apenas uma dentre as milhares de pessoas infectadas pelo HIV na década de 1970. O estudo também mostrou que Nova York era um centro de propagação do vírus. A aids só começou a ser conhecida em 1981, quando seus sintomas incomuns começaram a aparecer em homens homossexuais. Mas agora os pesquisadores conseguiram olhar mais para trás no tempo, através da análise de amostras de sangue ainda armazenadas de estudos de hepatites feitos na década de 1970, algumas delas contendo HIV. A equipe da Universidade do Arizona desenvolveu um novo método para reconstruir o código genético do vírus nestes pacientes. “Podemos estimar a data mais precisas da origem da epidemia nos Estados Unidos para cerca de 1970 ou 1971.” Após uma triagem de 2.000 amostras de sangue de Nova York e São Francisco, os pesquisadores foram capazes de obter oito códigos genéticos completos do HIV. Isso deu aos cientistas a informação que eles precisavam …

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Verme filarial duplica o risco de infecção pelo HIV

Desde o início da epidemia de HIV/aids, há especulações a respeito da razão da doença ter se espalhado muito mais na África do que em outros países do mundo. Agora, cientistas do Centro Alemão de Pesquisas sobre Infecção, pela primeira vez, confirmaram uma razão para isso: em um estudo de coorte realizado na Tanzânia, descobriram que a infecção pelo nemátodo filarial Wuchereria bancrofti aumenta o risco de infecção pelo HIV em duas a três vezes. O estudo foi recentemente publicado no Lancet. “Os adolescentes e adultos jovens são particularmente mais afetados: eles apresentam um aumento de aproximadamente três vezes do risco de infecção pelo HIV quando já infectados pelo Wuchereria bancrofti”, explica o Dr. Inge Kroidl, do Departamento de Doenças Infecciosas e Medicina Tropical do Centro Médico da Universidade de Munique (LMU). Os pesquisadores conduziram este estudo de coorte ao longo de 5 anos, juntamente com cientistas do Hospital Universitário de Bonn, assim como com instituições parceiras africanas na Tanzânia.   Wuchereria bancrofti: um verme que causa graves consequências Infecções com a lombriga filiforme Wuchereria bancrofti causam filariose linfática, uma doença dos vasos linfáticos que, na pior das hipóteses, …

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Ryan White Care Act faz 26 anos

Desde os primeiros dias da epidemia de aids, a resposta americana contra a doença mortal era cronicamente lenta e lamentavelmente subfinanciada. Grande parte da resistência ao aumento do financiamento vinha de uma hostilidade declarada a dois principais grupos de risco: homens homossexuais e usuários de drogas injetáveis. Se havia qualquer simpatia em relação aos doentes, esta era reservada quase exclusivamente aos hemofílicos, infectados por produtos derivados de sangue contaminado. Eles eram considerados as únicas vítimas “inocentes” da doença, sendo o adolescente Ryan White, do estado de Indiana, seu símbolo mais proeminente. Em 1990, o primeiro tratamentos mais significativo, o AZT, se tornou disponível (em 19 de março), mas seu custo de US$ 10.000 por ano (mais de US$ 21.000 em valores atuais) mantinham-no fora do alcance de quase todos, a não ser dos pacientes mais ricos. Em audiências realizadas no início de 1990, o Comitê de Orçamento da Câmara ouviu depoimentos em Los Angeles e São Francisco a respeito dos desafios diante da epidemia. Mervyn Silverman, da American Foundation for Aids Research (amfAR), advertiu que até um milhão de americanos soropositivos estavam em risco de adoecer com aids avançada. Outros diziam que era altura de tratar a …

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