Todos os posts com a tag: economia

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Terapia genética portátil: a futura cura acessível

Um pequeno dispositivo que permite que uma equipe médica manipule geneticamente o sangue de um paciente, capaz de levar novos tratamentos contra o câncer, HIV e outras doenças, eliminaria a necessidade das salas esterilizadas, que custam milhões de dólares, tornando a terapia genética mais viável, mesmo para os países mais pobres. A chamada terapia genética portátil, desenvolvida por cientistas no Fred Hutchinson Cancer Research Center, conseguiu levar células estaminais do sangue modificadas que eram tão boas — ou até melhor — do que aquelas fabricados em salas esterilizadas, altamente regulamentadas, além de exigir menos da metade da equipe, de acordo com um estudo publicado na Nature Communications. O estudo observou que células adaptadas também tiveram sucesso em repovoar o sistema sanguíneo, quando testadas em dois modelos animais diferentes. Ainda não foi testado em humanos. O dispositivo portátil sugere uma solução para um dos desafios mais complicados da terapia genética: como tornar estes tratamentos emergentes, de alta tecnologia, acessíveis e disponíveis, para além dos poucos centros de pesquisa especializados no mundo? “Terapias genéticas não estão mais restritas a um número muito pequeno de instalações altamente sofisticadas.” “Tínhamos que pensar sobre como construir …

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Saúde não está protegida na PEC 241

A Comissão Intersetorial de Orçamento e Financiamento do Conselho Nacional de Saúde (CNS) apresentou, nesta quinta-feira (06/10), um estudo que comprova a perda de R$ 434 bilhões ao SUS, caso seja aprovada a PEC 241. A reunião ocorreu no Plenário da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. A proposta que congela os investimentos em saúde e educação pelos próximos 20 anos está prevista para ser votada no Plenário da Casa na próxima segunda-feira (10). Se aprovada a PEC 241, a partir de 2017 os recursos destinados à saúde terão como base de cálculo 15% da Receita Corrente Líquida (RCL), estimada em R$ 758 bilhões no Projeto de Lei Orçamentária. Isso representará o valor de R$ 113,74 bilhões, que ficará congelado até 2036. A partir de 2018, a correção será somente pela variação anual da inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As perdas deste valor congelado em 2018 até 2036 totalizam R$ 438 bilhões, de acordo com as projeções baseadas nos cálculos do Grupo Técnico Institucional de Discussão de …

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Mansueto Almeida demonstra, em vídeo, os impactos da medida e a importância dela para as contas públicas
Reprodução/Portal Planalto

Saúde está protegida na PEC 241

O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, explicou que a proposta que cria um limite para a expansão dos gastos públicos protege o orçamento da saúde e da educação. “Essas duas áreas terão tratamento prioritário”, observou. Almeida reforçou que, com a atual redação da PEC, as duas áreas não perderão verbas. “Não existe teto para a saúde e para a educação, existe só um valor mínimo a ser aplicado. Espero que os deputados e senadores, no futuro, venham a aprovar orçamentos para a saúde e para a educação superiores a esse mínimo”, afirmou. O texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 permite organizar as contas públicas. Com a aprovação dela, o Orçamento poderá crescer apenas o equivalente à inflação do ano anterior. Isso, na prática, significa um avanço real zero. Ou seja, em algum momento, o País deixará de ter déficit primário. Mansueto ponderou que a nova regra não tem qualquer impacto na educação para 2017, o primeiro ano de vigência da PEC. “O gasto da educação vai seguir …

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Abivax avança com novos medicamentos

Abivax, uma empresa de biotecnologia que quer usar o sistema imunológico para eliminar doenças virais, concluiu um segundo marco importante em seu projeto estratégico de inovação, chamado CaReNa. Iniciado em 2013, este projeto colaborativo, liderado pela Abivax e com a participação de CNRS e Theradiag, pretende desenvolver novas soluções terapêuticas e de diagnóstico que visam combater as interações proteicas com o RNA do HIV. O custo total do projeto é de 18,2 milhões de Euros, dos quais 13,6 milhões serão aportados pela Abivax. O projeto tem a ajuda da Bpifrance com empréstimos reembolsáveis e subsídios, no total de 7,3 milhões de Euros, dos quais 5,2 milhões são usados em operações da Abivax. Até agora, a empresa recebeu 3,4 milhões e 1,8 milhão devem ser aportados até o final de 2018. A conclusão deste segundo marco no CaReNa é a consequência dos progressos alcançados no desenvolvimento do projeto emblemático da companhia, a ABX464, um candidato terapêutico em estágio de estudo clínico que pode vir a se tornar uma parte essencial na cura funcional do HIV/aids. A Abivax desenvolveu a ABX464 usando sua plataforma tecnológica antiviral única e patenteada, criada em colaboração …

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GlaxoSmithKline acredita que pode mudar o tratamento do HIV

A GlaxoSmithKline está direcionando o futuro do seu negócio de HIV em uma aposta audaciosa: derrubar a estratégia de tratamento atual, que há décadas transformou uma doença fatal em uma condição crônica. O tratamento contra o HIV pouco mudou desde meados dos anos 1990. O tratamento contra o HIV, o vírus que causa a aids, pouco mudou desde meados dos anos 1990, quando a introdução de uma nova classe de medicamentos melhorou dramaticamente a terapia contra o HIV. Os médicos descobriram que a combinação de um novo tipo de medicamento antirretroviral com dois medicamentos de uma classe mais antiga impediam o vírus de desenvolver resistência. Desde então, o regime de três medicamentos manteve-se a abordagem padrão, com os esforços no desenvolvimento de drogas focados em sempre fazer combinações triplas mais poderosas. Tomar menos medicamentos vai resultar em menos efeitos colaterais. Mas os executivos da Glaxo querem mudar isso. Eles esperam que a mais recente pílula contra o HIV, da empresa sediada no Reino Unido, seja poderosa o suficiente para suprimir o vírus com a ajuda de apenas uma outra droga. Segundo o presidente-executivo Andrew Witty, este seria um “divisor de águas”, uma vez que tomar menos …

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gilead

Gilead encomenda anticorpo específico contra o HIV

A Gilead fechou um acordo para ter acesso à tecnologia de anticorpos específicos da Genmab. O acordo dá a Gilead uma licença exclusiva para usar a plataforma da farmacêutica dinamarquesa para criar uma terapia para tratar o HIV, além da opção de ocupar uma licença exclusiva sobre a tecnologia. Como retorno pela licença exclusiva, a Gilead está pagando US$ 5 milhões (€ 4,5 milhões) iniciais e se comprometendo a até US$ 277 milhões no final de todas as etapas. Caso um medicamento contra o HIV chegue ao mercado, a Genmab também vai embolsar royalties menores. O acordo estabelece condições semelhantes para uma opção ainda não exercida da Gilead ter uma segunda licença exclusiva. A Gilead entrou neste acordo comercial há pouco mais de dois anos, após ter acesso à plataforma específica da Genmab, em uma colaboração de pesquisa. Na época, a Genmab se referiu a Gilead como uma “empresa de biotecnologia que não pode ser revelada”. Agora, a Gilead deu um passo além, revelando os seus planos para a plataforma. Ao ganhar acesso à plataforma de anticorpo específico, a Gilead reforça sua presença em um campo de pesquisa de HIV que é objeto de crescente pesquisa científica. Equipes do National Institutes of …

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Se o mundo tentar, a aids pode acabar

O mundo fez tanto progresso na redução da propagação da aids e no tratamento de pessoas com HIV que a epidemia tem recuado dos holofotes. No entanto, por quaisquer medidas, a doença continua a ser uma grande ameaça — 1,1 milhão de pessoas morreram no ano passado devido à causas relacionadas com a aids e 2,1 milhões de pessoas foram infectadas com o vírus. Embora as mortes estejam em queda ao longo dos últimos cinco anos, o número de novas infecções tem, essencialmente, atingido um patamar. A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou uma meta na semana passada de acabar com a propagação da doença até 2030. Este é um objetivo louvável e ambicioso, alcançável apenas se as nações individuais fizeram campanha vigorosa para tratar a todos os que tem o vírus e limitar as novas infecções. Os medicamentos e o conhecimento já existem, mas, em muitos países, o dinheiro e a vontade política não. Além de voltar o holofote sobre a doença, é crucial que países ricos, como os Estados Unidos, continuem a desembolsar quantias generosas para reforçar o que deveria ser empenho global. Doadores e países de …

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Brexit traz turbulência na regulamentação de medicamentos

Asaída da Grã-Bretanha da União Europeia (UE) traz incertezas regulatórias para as empresas farmacêuticas, uma vez que a European Medicines Agency (EMA), que aprova tratamentos para todos os países da UE, é sediada em Londres e acredita-se que terá de se realocar. A associação alemã da indústria farmacêutica disse, na sexta-feira, que equivalente europeia da Food and Drug Administration, dos Estados Unidos, iria precisar se deslocar para uma cidade no interior da UE, trazendo problemas administrativos para as empresas. A maior farmacêutica da Grã-Bretanha, GlaxoSmithKline (GSK), disse que a votação sobre a saída da UE “cria incerteza e potencialmente complexidade para nós no futuro”, embora o impacto no seu negócio global seja pequeno, a associação comercial farmacêutica do Reino Unido alertou sobre desafios para o futuro dos investimentos, pesquisa e trabalho. Os executivos da indústria temem que turbulências na EMA poderiam atrapalhar o processo de aprovação de medicamentos na UE e na Grã-Bretanha, levando-os a ter que desenvolver seu próprio sistema jurídico interno e à maior confusão. Embora a Grã-Bretanha possa continuar a participar no sistema da EMA se ele permanecer no Espaço Econômico Europeu, assim como a Noruega, muitas das pessoas que …

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WHO

OMS confirma benefícios da terapia antirretroviral

Adultos e crianças com HIV que iniciam a terapia antirretroviral o mais cedo possível reduzem o risco de desenvolver infecções graves relacionadas ao HIV, de acordo com a nova descoberta, publicada na revista Clinical Infectious Diseases, em 15 de Junho de 2016. Duas análises, apoiados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), conduzidos em adultos e crianças, em colaboração com a Universidade de Columbia, a London School of Hygiene & Tropical Medicine e a Universidade McGill são as primeiras análises sistemáticas e abrangentes globais de dados sobre relacionados às infecções oportunistas decorrentes do HIV ao longo de um período de 20 anos, em 3 regiões do mundo: África, Ásia e América Latina. As duas análises compararam o risco de infecções graves relacionadas ao HIV antes e após o início do tratamento antirretroviral, estimado, assim, o número global de casos de infecção que teriam sido impedidos (usando dados de 2013) e os custos evitados, se a o tratamento tivesse sido iniciado mais cedo. “Infecções oportunistas e outras infecções são a principal causa de morte em adultos e crianças com HIV.” “Infecções oportunistas e …

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