Todos os posts com a tag: diagnóstico

Os exames para diagnóstico da infecção por HIV são produzidos pela Fundação Oswaldo Cruz, do Ministério da Saúde, e realizados gratuitamente nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e em outras unidades das redes pública de saúde, incluindo um grande número de maternidades. Ligue para o Disque Saúde (136) e veja o melhor local para fazer o teste.

Existe um exame de sangue específico para o diagnóstico da aids, chamado teste Elisa. Em média, ele começa a registrar que a pessoa está infectada 20 dias após o contato de risco. Se depois de três meses o resultado for negativo, não há mais necessidade de repetir o exame, porque não houve infecção pelo HIV. No Centro de Referência em Treinamento em DST/aids é possível realizar um teste laboratorial mais rápido, cujo resultado sai algumas horas depois da coleta de sangue.

Sonho de infância

Em algum dia logo depois do Ano Novo, sonhei que voltava à casa onde passei a minha infância, para uma breve visita. Precisava ir lá agora, já adulto, buscar uma carta que, por alguma razão desconhecida, havia sido endereçada para mim ainda naquele tão antigo endereço. Como é comum em muitos sonhos, pelo menos nos meus, não me recordo de tudo: não sei, por exemplo, quem é que escreveu a carta e muito menos como é que fiquei sabendo que esta carta estava lá — mas isto também não é o mais importante. O fato é que, quando me dei por mim, já caminhava naquela rua, próxima à praça arredondada que tinha a enorme figueira ao canto. Cumprimentei o mesmo guarda da rua, que não havia envelhecido em nada, e cheguei diante do portão da casa, o qual já não era mais o mesmo: em seu lugar havia uma recepção moderna, que mais parecia com a entrada de um escritório, com um balcão de pedra escura e, atrás dele, uma secretária, sentada diante da tela de um computador e com monitores de …

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Carta de uma leitora: traição e HIV

“Olá, Jovem. Necessito dividir a minha história porque li poucos relatos de mulheres, porque preciso desabafar. Espero que possa me compreender e me ajudar. É difícil saber por onde começar. “Já fazia dez dias que eu estava com os remédios em casa e não tinha coragem de começar a tomá-los.” Acho que tudo começou há mais ou menos sete meses, quando conheci o seu blog. Eu estava desesperada, procurando informações relacionadas ao HIV. Tinha acabado de descobrir minha sorologia positiva, em 10 de maio de 2016, e foi através do seu blog que tirei muitas dúvidas no decorrer desses meses — e te agradeço por isso. Comecei a tomar a medicação ‘3 em 1’, no dia 1º de dezembro, quando por acaso vi uma reportagem sobre o dia Mundial de Luta Contra a Aids — este foi o empurrão que eu precisava, pois já fazia dez dias que eu estava com os remédios em casa e não tinha coragem de começar a tomá-los. “Abriu em mim uma porta para a ilusão de que eu nunca teria HIV.” Tenho 33 anos, …

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Um homem, seu diagnóstico e a vida com HIV

Alex, 27, é diretor de marketing. Ele foi diagnosticado aos 23 anos e fez aqui um relato franco e emotivo da vida antes do HIV, do terrível dia do diagnóstico e de como agora ele está vivendo uma vida normal.   Pré-HIV Minha primeira experiência com o teste de HIV foi com um médico em Norfolk tirando meu sangue e dizendo “você é gay então você provavelmente tem HIV” e, em seguida, me entregando um folheto sobre ser soropositivo. Ninguém quer escutar isso com 16 anos! Mas ele estava errado: cinco dias depois eu recebi o resultado dizendo que eu era soronegativo. No entanto, a experiência foi tão ruim que eu não fiz o teste novamente por um bom tempo depois disso.   Os sinais Passei alguns anos vivendo em Londres antes de voltar para Norwich, onde a vivia muito bem – mantinha uma dieta saudável e ia sempre à academia para perder peso. Foi então notei que a perda de peso foi realmente muito dramática e que eu constantemente ficava resfriado. Aliás, não fui só eu que percebeu — meu chefe, no trabalho, disse: “Alex, você é a pessoa …

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Carta de um leitor: sobre o diagnóstico recente

“Olá, Jovem. Não sei como iniciar esse assunto — nem mesmo se deveria fazer isso —, mas senti a necessidade de estabelecer esse contato contigo. Você nem deve ter o conhecimento da minha existência antes desse e-mail, mas você foi de fundamental importância para o meu bem-estar, hoje, 11 dias após meu diagnóstico de portador do vírus HIV. Creio que você receba inúmeras mensagens como essa, diariamente, e, por mais que essa seja apenas mais uma, a vontade de compartilhar com você essa gratidão após a leitura de todos os artigos e relatos pessoais foi maior — e aqui estou eu. Vou começar falando de mim: me chamo M. e tenho 21 anos. Foi no dia 26 de outubro de 2016. Acho que esse acaba se tornando um dia inesquecível para qualquer um, até para os mais esquecidos ou desnaturados com datas. Mas, enfim, numa tarde após fazer o meu primeiro teste rápido de DSTs — que quis fazer por mera curiosidade —, recebi a notícia que mudou minha vida e tem me causado inúmeras sensações, sentimentos e incertezas, desde …

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Agora que eu sei

O que fazer quando você descobre que precisa se relacionar com um vírus durante toda a sua vida? “Agora que eu sei” existe para mostrar como jovens da atualidade encaram a convivência com o HIV/aids, mostrando que obstáculos podem ser superados em busca de um bem estar físico, emocional e social. “Agora que eu sei” contribui para desconstruir o conjunto de tabus, preconceitos e metáforas falaciosas que ainda rondam a doença. “Agora que eu sei” um filme de Fabiano Cafure com Pedro Scharth, Salvador Correa Jr. e Rafaela Queiroz Idealização e Roteiro: Thiago Fraga Direção: Fabiano Cafure Assistente de direção: Simone Mendes Produção executiva: Thiago Fraga Direção de arte: Adi Junior e Fabiano Cafure Arte gráfica: Larissa Seibel Som direto/Trilha original: Raquel Lazaro Assistente de produção: Fabíola Cerbella Imagens: Fabiano Cafure e Simone Mendes Montagem: Fabiano Cafure

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Príncipe Harry inspirou aumento de 400% nos testes de HIV

O teste de HIV ao vivo do Príncipe Harry levou a um aumento de cinco vezes nos pedidos de teste em casa, revelou uma ONG de caridade. O Terrence Higgins Trust descreveu o efeito de mídia social do príncipe como “um momento único na luta contra o HIV”. A organização fez um projecto-piloto, oferecendo às pessoas a chance de descobrir a sua condição sorológica para o HIV, enviando um kit de auto-teste de HIV em 15 minutos, assim que Harry se sentou para fazer o seu próprio, na quinta-feira, 14 de Julho. Naquele dia e no dia seguinte, os pedidos foram de cerca de 150 testes BioSure por dia, em contraste com 32 pedidos que feitos em 12 de julho. O Dr. Michael Brady, diretor médico da Terrence Higgins Trust, disse: “Nós sabemos que uma  em cada seis pessoas que vivem com HIV não sabem que têm HIV. A testagem coloca você no controle e, graças ao tratamento, vai evitar que fique gravemente doente, permitindo viver uma vida normal e impedindo de passar o vírus para outra pessoa.” “É por isso …

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Carta de um leitor: sobre dois diagnósticos

“Olá, Jovem Soropositivo. Me desculpe a falta de ponto de exclamação no cumprimento, mas não é com alegria que alguém recebe esse resultado, positivo em alguns testes e reagente em outros. Sou mais um na estatística para o HIV. Mais um que dependerá do governo com as medicações e exames e mais um ser no estigma e na escuridão da doença. Mas não serei mais um na vida de minha família e amigos. Para eles, percebo que eu continuo sendo o mesmo — ainda que eles não saibam desse detalhe e eu nem pense em contar! “Aceitar o HIV parece levar mais tempo do que para assimilar qualquer outra doença.” Descobrir e aceitar o HIV parece levar mais tempo do que para assimilar qualquer outra doença. Eu descobri que era soropositivo numa sexta-feira, e minha simplesmente vida parou! Na sexta-feira seguinte, vim a descobrir que minha mãe está com um tumor no cérebro, que causa sintomas devastadores sobre todo o corpo dela. Como eu poderia achar que meu problema era maior que o dela? Minha mãe descobriu seu tumor da pior maneira: estava tão grande e desenvolvido …

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Sintomas neurológicos comuns na infecção aguda

Uma equipe liderada por pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF) e Yale descobriu que metade das pessoas recém-infectadas pelo HIV experimentam problemas neurológicos. Estes efeitos neurológicos geralmente não são graves e desaparecem logo depois do início da terapia antirretroviral. “Nosso estudo reforça as recomendações para que as pessoas iniciem o tratamento antirretroviral imediatamente caso estejam infectadas.” “Ficamos surpresos com o fado dos sintomas neurológicos serem tão generalizados entre aqueles com diagnóstico de infecção recente pelo HIV”, disse a autora do estudo, Dra. Joanna Hellmuth, do Departamento de Neurologia da UCSF. “Embora os sintomas sejam leves, é claro que o HIV afeta o sistema nervoso dias após o começo da infecção. Uma vez que a maioria destes problemas neurológicos são resolvidos com o tratamento, nosso estudo reforça as recomendações para que as pessoas em situação de risco façam o teste de HIV e iniciem o tratamento antirretroviral imediatamente caso estejam infectadas.” A pesquisa foi publicada em 10 de junho de 2016 na edição de Neurology, o jornal médico da Academia Americana de Neurologia. A equipe examinou 139 participantes na coorte tailandesa RV254 que foram recentemente infectados com o HIV. O tempo de infecção …

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Carta de um leitor: sobre a superação do diagnóstico

“Olá, Jovem! Tudo bem contigo? Tive uma conversa recente com um amigo, que me contou ser soropositivo. Enquanto ele ia me contando sobre os fatos e sentimentos desde o momento em que teve o fatídico sexo no qual se contaminou, passando pela descoberta até os dias de hoje, fui me identificando e relembrando momentos da minha própria história, como se eu estivesse diante de um espelho — pois eu também sou soropositivo. É claro que as circunstâncias dele foram outras e são outras. Nossos caminhos são diferentes. Mas há algo que permeia nossas vivências como um cerne, que faz com que eu me identifique e me empatize facilmente com ele. “Não me vejo obrigado a expor minha vida privada, por mais que eu esteja disposto a expor a respeito da minha condição.” A reação unânime das pessoas ao ouvirem de mim sobre a minha condição é, primeiro, de perguntar como aconteceu. Trocando em miúdos, querem saber com quem eu transei para que isso acontecesse, e quando. É uma pergunta indiscreta, chata, inapropriada, desnecessária e, em alguns momentos, até mesmo dolorosa. A …

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