Todos os posts com a tag: cura funcional

Cura funcional é definida como a supressão permanente da replicação viral e diminuição significativa dos reservatórios virais, sem que haja eliminação completa da infecção, permitindo remissão duradoura dos sintomas e interrupção de antirretroviral. Os casos mais famosos de cura funcional já existentes são da criança do Mississippi e de alguns dos pacientes do estudo Visconti. Todos eles seguem sob observação de médicos e cientistas, a fim de se estudar as razões efetivas de suas curas para que se possa replicar um modelo viável e definitivo para todos os soropositivos.

Anticorpo “cura” infecção semelhante ao HIV em macacos

“Fascinante.” “Impressionante.” “Pioneiro.”  “Incrível demais para ser real.” Essas são algumas das reações que os pesquisadores estão tendo diante de um provocativo e surpreendente estudo realizado em macacos, que sugere que um anticorpo monoclonal utilizado para tratar uma doença inflamatória do intestino em humanos pode levar a uma cura “funcional” da infecção pelo vírus da aids. As terapias de tratamento para o HIV melhoraram a ponto das combinações de medicamentos antirretrovirais rotineiramente derrubarem o vírus de forma tão eficaz que os testes comuns não são capazes de detectá-lo no sangue. Há algum tempo os  pesquisadores têm buscado estratégias que permitam que as pessoas parem de tomar seus antirretrovirais sem deixar o vírus se recuperar — o que seria uma cura funcional, em vez de uma cura completa, uma vez que os pacientes ainda abrigariam o vírus, que integra seus genes no DNA das células do hospedeiro. No entanto, salvo algumas notáveis exceções, quase todo mundo que para de tomar os antirretrovirais sofre com o retorno do vírus, de volta para níveis elevados dentro de apenas algumas semanas. Por isso, para manter o vírus sob controle, as pessoas infectadas pelo HIV …

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Abivax avança com novos medicamentos

Abivax, uma empresa de biotecnologia que quer usar o sistema imunológico para eliminar doenças virais, concluiu um segundo marco importante em seu projeto estratégico de inovação, chamado CaReNa. Iniciado em 2013, este projeto colaborativo, liderado pela Abivax e com a participação de CNRS e Theradiag, pretende desenvolver novas soluções terapêuticas e de diagnóstico que visam combater as interações proteicas com o RNA do HIV. O custo total do projeto é de 18,2 milhões de Euros, dos quais 13,6 milhões serão aportados pela Abivax. O projeto tem a ajuda da Bpifrance com empréstimos reembolsáveis e subsídios, no total de 7,3 milhões de Euros, dos quais 5,2 milhões são usados em operações da Abivax. Até agora, a empresa recebeu 3,4 milhões e 1,8 milhão devem ser aportados até o final de 2018. A conclusão deste segundo marco no CaReNa é a consequência dos progressos alcançados no desenvolvimento do projeto emblemático da companhia, a ABX464, um candidato terapêutico em estágio de estudo clínico que pode vir a se tornar uma parte essencial na cura funcional do HIV/aids. A Abivax desenvolveu a ABX464 usando sua plataforma tecnológica antiviral única e patenteada, criada em colaboração …

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Brasileiros criam nanopartículas que podem inativar o HIV

Para se reproduzir no organismo, um vírus passa por um processo de adsorção (ligação) das suas partículas às células infectadas, conectando-se a receptores da membrana celular. Com o objetivo de impedir essa ligação e, consequentemente, a infecção, pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) desenvolveram uma estratégia que utiliza nanopartículas carregadas de grupos químicos capazes de atrair os vírus, ligando-se a eles e ocupando as vias de adsorção que seriam utilizadas nos receptores celulares. Dessa forma, o vírus, já com sua superfície ocupada pelos grupos químicos carregados pelas nanopartículas, fica incapacitado de realizar ligações com as células do organismo. A estratégia inovadora de inativação viral foi desenvolvida no âmbito da pesquisa “Funcionalização de nanopartículas: aumentando a interação biológica”, realizada com o apoio da FAPESP e coordenada por Mateus Borba Cardoso. “Esse mecanismo de inibição viral impede que o vírus chegue até as células.” Trata-se do primeiro estudo que demonstra inativação viral baseada em química de superfície de nanopartículas funcionalizadas. “Esse mecanismo de inibição viral se dá por meio da modificação de nanopartículas …

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Cura ou remissão sustentada do HIV estão no centro das atenções

Dezesseis anos atrás, a histórica 13ª Conferência Internacional de Aids inspirou o novo paradigma de acesso ao tratamento contra o HIV que ajudou a mudar a trajetória da epidemia global de aids. Este ano, com o retorno de 18.000 cientistas, políticos, ativistas e pessoas que vivem com HIV para Durban, na África do Sul, a Aids 2016 irá destacar os últimas avanços e desafios em uma área de rápida evolução na pesquisa científica, a qual poucos poderiam ter imaginado na primeira conferência de Durban — a perspectiva do desenvolvimento de abordagens seguras, eficazes e globalmente escaláveis para curar ou alcançar a remissão sustentada da infecção pelo HIV. “A pesquisa para alcançar a cura está em estágio de formação, mas avanços significativos estão sendo feitos.” “A cura do HIV tem o potencial de alterar o futuro desta epidemia”, disse a Prêmio Nobel Françoise Barré-Sinoussi, copresidente do Iniciativa pela Cura do HIV da International Aids Society (IAS). “Com 37 milhões de pessoas vivendo atualmente com HIV em todo o mundo, e outras 2 milhões de novas infecções a cada ano, alcançar a remissão sustentada da infecção pelo HIV ou uma abordagem eficaz para a cura seria …

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VaCC-4x e Romidepsin reduzem reservatório e controlam carga viral

ABionor Pharma ASA, uma empresa biofarmacêutica comprometida em alcançar uma cura funcional para o HIV, anunciou resultados bem sucedidos da Parte B do estudo clínico Reduc. Nesse estudo, a combinação de VaCC-4x e Romidepsin (Istodax®, Celgene), um agente reversor de latência viral, levou ao controle do HIV reativado e à redução no reservatório viral latente, confirmando e ampliando os resultados positivos da análise interina, anunciada em 4 de maio de 2015. A Parte B do estudo Reduc inscreveu 20 pacientes. Os dados sobre a carga viral foram obtidos de 17 pacientes e 16 pacientes completaram o estudo. A Bionor sediou nesta segunda-feira, 21 de dezembro de 2015, uma conferência telefônica com CEO David Horn Solomon, que apresentou os resultados e as conclusões. Nessa conferência, os principais pontos abordados foram: O reservatório de HIV latente foi significativamente reduzido, em 40%, medido pela quantidade total de DNA de HIV e por um exame de crescimento viral quantitativo (qVOA, do inglês Quantitative Viral Outgrowth Assay) A carga viral manteve-se abaixo do nível de detecção em 11 dos 17 pacientes em terapia antirretroviral combinada, mesmo com a reativação do …

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Sangamo divulga dados de dois estudos de terapia genética

A Sangamo BioSciences Inc., líder em edição terapêutica de genoma, anunciou a divulgação dos dados da Fase 2 de dois estudos clínicos da companhia que estão curso, (coorte 3* SB-728-1101 e SB-728-MR-1401) de SB-728-T, que estão sendo desenvolvidos para o controle funcional do HIV/aids. Os dados comparativos preliminares sugerem que a aplicação adenoviral de nucleases de dedo de zinco (ZFNs) em células T pode ter efeito imuno-estimulador único, para o controle da infecção aguda e, mais importante, para a redução do reservatório de HIV. “Os dados preliminares da Fase 2 sugerem superioridade do produto SB-728-T, o qual foi aplicado às células CD4 e CD8 através de adenovírus, administrado em dois dos três indivíduos tratados inicialmente e fora de terapia antirretroviral há mais de um ano”, afirmou o Dr. Dale Ando, vice-presidente de desenvolvimento terapêutico e diretor médico oficial da Sangamo. “O adenovírus utilizado para entregar os ZFNs de modificação de CCR5 em células-T pode atuar como um ‘adjuvante’, proporcionando estimulação imunológica adicional, além do pré-condicionamento oferecido pelo medicamento Cytoxan (ciclofosfamida), e aumentando a expansão das células CD8, uma vez que são infundidas de volta para o indivíduo. Esta …

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O que aprendemos em 2015?

Foi nesse ano de 2015 que Kim Jong-un, o líder supremo da Coreia do Norte, afirmou ter descoberto a cura do HIV, ebola, diabetes, alguns tipos de câncer e uma série de outras condições médicas, com um único novo medicamento revolucionário que ele quer vender para o mundo todo. As instruções de dosagem são incrivelmente confusas e discorrem em mais de 2.500 palavras, mas, com muito esforço, é possível deduzir que, teoricamente, para prevenir o HIV seria preciso algo entre 40 a 56 injeções — ao custo de 50 dólares por injeção. Ainda bem, a comunidade científica não se convenceu e continuou a pesquisar! E, nesse ano, aprendemos muita coisa sobre o HIV. Aprendemos que, em geral, mulheres portadoras do HIV combatem naturalmente o vírus melhor do que os homens. Aprendemos que anticorpos amplamente neutralizantes podem vir a ser a solução para a prevenção do HIV no futuro. Outros estudos com vacinas preventivas também tiveram resultados promissores, incluindo uma vacina brasileira. E a Fiocruz deve em breve começar a testar seu próprio medicamento para prevenir …

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Biomarcadores predizem retorno do HIV quando tratamento é suspenso

Depois de uma descoberta de pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW), na Austrália, e da Universidade de Oxford, na Inglaterra, os cientistas estão mais capazes de prever a rapidez com que o HIV retornará, após indivíduos interromperem o tratamento antirretroviral. Esse avanço significativo, resultante de uma parceria que durou uma década entre as duas instituições e outros parceiros internacionais, abre novos caminhos para entender por que o HIV persiste em alguns pacientes e permanece dormente e indetectável em outros. O estudo foi publicado na prestigiada revista Nature Communications. Embora a atual terapia antirretroviral impeça o HIV de se replicar, ela não elimina completamente o vírus. Destruir os reservatórios “escondidos” do vírus continua a ser um dos “Santos Graal” da pesquisa do HIV. Pesquisas anteriores mostraram que o tratamento antirretroviral iniciado logo nas semanas seguintes à infecção produz um estado de “controle pós-tratamento” em alguns pacientes. No entanto, os mecanismos que induzem a manter esse estado de remissão permanecem obscuros. Este estudo fornece uma nova possibilidade de compreensão sobre os processos que mantêm …

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Estrogênio pode bloquear reativação do HIV

Por Liz Highleyman para o Aidsmap em 8 de setembro de 2015 Receptores de estrogênio sobre as células podem desempenhar um papel na latência e na reativação do HIV. Drogas que alvejam estes receptores podem potencialmente ser usadas tanto para promover a reativação de genes virais integrados como também mantê-los em silêncio, de acordo com a pesquisa apresentada na 8ª Conferência Internacional de Aids em Patogênese, Tratamento e Prevenção do HIV (IAS 2015) e no simpósio Rumo à Cura do HIV, que precedeu a conferência, em julho, em Vancouver. O HIV integra o seu material genético (conhecido como provírus) em células T CD4 e outras células hospedeiras humanas, onde pode permanecer dormente por décadas. Este “reservatório” de células infectadas de forma latente em repouso torna o HIV muito difícil de curar: enquanto a terapia antirretroviral pode manter o vírus sob controle a longo prazo, mesmo uma pequena quantidade restante de células infectadas pode reacender a replicação viral se o tratamento for interrompido. Os pesquisadores têm explorado uma ampla variedade de estratégias para curar o HIV, …

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