Todos os posts com a tag: antirretroviral

Antirretoviral (ou ARV) é o nome do tipo de medicamento usado para o tratamento de infecções por retrovírus, principalmente o HIV.

No tratamento contra o HIV, os antirretrovirais são administrados diariamente em um regime de drogas combinadas, conhecido como “coquetel”, terapia antirretroviral ou ainda terapia altamente eficaz com antirretrovirais (TARV ou HAART, do inglês Highly Active Antiretroviral Therapy)

No Brasil, a distribuição destes medicamentos é universal e gratuita. Mais informações sobre os tipos de antirretrovirais estão disponíveis em no Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais.

(In)evitáveis problemas cardíacos

Priscilla Hsue, a mesma cientista que apresentou na Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections, CROI 2017, um estudo animador sobre o anticorpo canakinumab, possivelmente eficaz contra a inflamação crônica — publicado aqui no blog — também apresentou um outro estudo, porém, que parece ter resultados não tão animadores sobre a saúde cardiovascular de soropositivos e a crescente preocupação de doenças cardiovasculares entre as pessoas que envelhecem com HIV. Neste estudo, a infecção pelo HIV foi associada a um maior risco de infarto do miocárdio, o ataque cardíaco. O motivo para o HIV aumentar o risco de infarto ainda não está completamente compreendido. O que se sabe é que o HIV pode alterar a flora intestinal e, com isso, algumas pequenas moléculas que são metabolizadas ou produzidas por este microbioma intestinal também são alteradas. Entre elas, o n-óxido de trimetilamina, uma molécula já associada ao infarto entre adultos sem HIV, a carnitina e a betaína, associadas à espessura da artéria carótida em indivíduos infectados pelo HIV. O objetivo do estudo era verificar a hipótese destas moléculas associadas à flora intestinal poderem de fato prever o risco de infarto em adultos infectados …

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Dez meses de supressão viral

Foi divulgada na CROI 2017, a Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections, no mês passado, em Seattle, mais um caso de prolongada remissão viral. Depois de um transplante de medula óssea para tratar um câncer, um paciente soropositivo ficou quase 10 meses — mais tempo do que os chamados “Pacientes de Boston” — sem carga viral detectável, mesmo após interromper a terapia antirretroviral. Apesar de sua carga viral ter voltado depois disso, seus reservatórios de HIV parecem ter sido reduzidos, conforme relata o Aidsmap. O caso foi apresentado por Nathan Cummins, da Mayo Clinic em Rochester, Minnesota, e seus colegas. O paciente que recebeu este transplante foi um homem de 55 anos de idade, diagnosticado com HIV em 1990 e que começou a terapia antirretroviral em 1999 com uma contagem de CD4 de 300 células/mm³. Ele interrompeu o tratamento antirretroviral entre 2004 e 2009 por conta própria e, em seguida, reiniciou o tratamento com Ritonavir, Atazanavir, Tenofovir e Emtricitabina. Em abril de 2013, foi diagnosticado com leucemia linfoblástica aguda de células B. Em antecipação à quimioterapia, seu regime de antirretrovirais foi mudado para Raltegravir, Etravirina, Tenofovir e Emtricitabina. …

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Envelhecimento cerebral normal

Um estudo europeu parte da colaboração COBRA, CO-morBidity in Relation to Aids, divulgado na CROI 2017, Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections, não encontrou evidências de envelhecimento cerebral acelerado em pessoas soropositivas sob tratamento antirretroviral. Neste estudo, cientistas reuniram imagens do cérebro obtidas por ressonância magnética e aplicaram testes cognitivos em 134 voluntários soropositivos sob tratamento antirretroviral e com carga viral indetectável, no Amsterdam Medical Centre e no Imperial College London. 79 pessoas soronegativas seviram de “grupo de controle”, isto é, foram usadas como comparação às pessoas soropositivas. A retenção ao longo do estudo foi boa, com resultados de acompanhamento disponíveis para 120 dos 134 participantes com HIV e para 76 dos 79 soronegativos ao longo de quase dois anos — mais precisamente: 1,9 ano. A idade média no início do estudo era de 57 anos, com variação de mais ou menos sete anos entre os participantes. No grupo com HIV, a contagem média de CD4 no começo do estudo era de 646 células/mm³, com variação de 213 células/mm³ entre os participantes. O ponto médio mais baixo de CD4 ao longo do estudo foi de 185 células/mm³, com variação de mais ou menos 144 …

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Charlie Sheen está indetectável com injeção semanal

Charlie Sheen revelou que seu HIV está completamente suprimido graças a uma injeção experimental parte de um estudo clínico. O ator, que participa do estudo para o medicamento chamado Pro 140 desde o começo de 2016, divulgou esta notícia na véspera do Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Ao contrário da terapia antirretroviral tradicional, que envolve tomar medicamentos todos os dias, Sheen recebe uma injeção semanal que não tem efeitos colaterais. Na terça-feira, Sheen recebeu a notícia do diretor do estudo clínico dizendo que ele havia alcançado a supressão completa do vírus usando apenas este novo método. Em outras palavras: seu vírus não é mais detectável, fazendo do Pro 140 uma perspectiva promissora para pessoas com HIV/aids. Faz pouco mais de um ano desde que Sheen, de 51 anos de idade, revelou publicamente seu diagnóstico positivo para o HIV, coincidindo com o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, quando as autoridades de saúde pública se unem para aumentar a conscientização a respeito da doença. Sheen disse que nunca se sentiu tão forte e confiante sobre sua condição. Ele espera que esta pesquisa resulte na aprovação deste novo tratamento e que …

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Dolutegravir é mais rápido em reduzir a carga viral do sêmen

Mais de 2 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) em 2015, sendo a transmissão sexual o principal canal de infecção. Pesquisadores do Grupo de Infecções do Trato Respiratório e Pacientes Imunocomprometidos do Instituto de Pesquisa Biomédica de Bellvitge (IDIBELL), liderados pelo Dr. Daniel Podzamczer, avaliaram a velocidade com que um novo medicamento antirretroviral, o Dolutegravir, é capaz de reduzir a carga viral no sêmen, uma área do corpo considerada um reservatório do vírus e os medicamentos têm mais dificuldade em chegar. Os resultados, publicados no Journal of Infectious Diseases, mostram o potencial desses novos tratamentos em reduzir as chances de transmissão sexual do vírus. “No caso de casais sorodiscordantes, enquanto a carga viral do parceiro diminui, recomenda-se que a pessoa soronegativa tome profilaxia, além dos preservativos” Os tratamentos antirretrovirais atuais são capazes de diminuir a carga viral do sangue e torná-la indetectável dentro de seis a nove meses do início do tratamento na maioria dos pacientes, embora se estime que cerca de 5 a 25% dos pacientes mantenham níveis detectáveis de vírus no sêmen após …

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China vai aprovar primeiro remédio de longa duração contra o HIV

A autoridade nacional de medicamentos da China analisou nesta quarta-feira os resultados da última fase de uma pesquisa clínica sobre um medicamento anti-HIV produzido no país, antes de sua aprovação oficial. Uma vez aprovado, o medicamento de nova geração, chamado Albuvirtide Injetável, deve ser a primeira injeção de longa duração do mundo para o tratamento do HIV. Desenvolvido pela Frontier Biotechnologies, sediada em Nanjing, o medicamento pode bloquear a fusão das membranas das células virais e hospedeiras, interrompendo o ciclo de vida do HIV em seu estágio inicial. O medicamento está em estudo clínico de fase III em 12 centros clínicos em todo o país desde fevereiro de 2014, segundo afirmou a Agência de Notícias Xinhua. O medicamento é um inibidor de fusão que deve ser usado junto com antirretrovirais para tratar pessoas com HIV que fazem a terapia antirretroviral, afirma o site da Agência. Segundo este mesmo site, trata-se do primeiro medicamento anti-HIV de longa duração do mundo que entrou em estudos clínicos de fase III, o qual, com um mecanismo de ação molecular, é eficaz tanto contra o vírus HIV-1 como contra outros vírus resistentes. “Os dados mostram que …

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Terapia dupla é altamente eficaz

Um regime de dois medicamentos consistindo em um inibidor da protease com Ritonavir e Lamivudina se mostoru altamente eficaz em pessoas com carga viral indetectável que abandonaram o regime tradicional de três medicamentos. Dentre as vantagens de uma terapia simplificada incluem-se os preços mais baixos e um menor risco de efeitos colaterais, uma vez que os regimes excluíram o Tenofovir, medicamento que pode causar alterações na função renal e perda óssea. Os estudos, conduzidos em contextos com maiores e menores recursos, demonstraram as potenciais vantagens do regime composto por dois medicamentos. Pacientes italianos que alcançaram supressão viral duradoura com a combinação tradicional de três medicamentos foram divididos aleatoriamente para tomar um regime simplificado composto por Atazanavir/Ritonavir com Lamivudina ou Atazanavir/Ritonavir com dois inibidores nucleósidos da transcriptase reversa (ITRN). Após dois anos, as pessoas que estavam tomando a terapia dupla apresentaram uma taxa de falha terapêutica significativamente inferior, se comparadas com aquelas que tomavam as combinações de três medicamentos; as pessoas sob terapia dupla também se mostraram menos propensas a ter um aumento da carga viral continuado (1 vs. 7%). A função renal estava ligeiramente …

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Nanomedicina pode melhorar terapias contra o HIV

Uma nova pesquisa, liderada pela Universidade de Liverpool, visa melhorar a administração e a disponibilidade de medicamentos terapêuticos para pacientes com HIV através do uso da nanotecnologia. A Pesquisa conduzida pelo programa colaborativo de pesquisa em nanomedicina, liderado pelo farmacologista e professor Andrew Owen e pelo professor e químico de materiais Steve Rannard, examinou o uso da nanotecnologia para melhorar a aplicação de medicamentos em pacientes com HIV. Nanotecnologia é a manipulação da matéria em escala atômica, molecular e supramolecular. Nanomedicina é a aplicação da nanotecnologia na prevenção e no tratamento de doenças no corpo humano. Essa disciplina em evolução tem o potencial de mudar radicalmente a Ciência Médica e já tem tido impacto sobre uma série de terapias utilizadas clinicamente e em diagnósticos em todo o mundo.   Principal pesquisa Atualmente, o tratamento de HIV requer dose oral diária de medicamentos antirretrovirais. A dosagem vitalícia traz complicações significativas, que surgem em decorrência do incômodo sentido por muitos pacientes, entre populações com condições variáveis, que levam à falta de adesão às terapias. Uma avaliação recente entre grupos de pacientes com HIV mostrou que existe vontade de mudar para alternativas de nanomedicina, se esta mostrar benefícios. Os esforços …

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Anticorpo “cura” infecção semelhante ao HIV em macacos

“Fascinante.” “Impressionante.” “Pioneiro.”  “Incrível demais para ser real.” Essas são algumas das reações que os pesquisadores estão tendo diante de um provocativo e surpreendente estudo realizado em macacos, que sugere que um anticorpo monoclonal utilizado para tratar uma doença inflamatória do intestino em humanos pode levar a uma cura “funcional” da infecção pelo vírus da aids. As terapias de tratamento para o HIV melhoraram a ponto das combinações de medicamentos antirretrovirais rotineiramente derrubarem o vírus de forma tão eficaz que os testes comuns não são capazes de detectá-lo no sangue. Há algum tempo os  pesquisadores têm buscado estratégias que permitam que as pessoas parem de tomar seus antirretrovirais sem deixar o vírus se recuperar — o que seria uma cura funcional, em vez de uma cura completa, uma vez que os pacientes ainda abrigariam o vírus, que integra seus genes no DNA das células do hospedeiro. No entanto, salvo algumas notáveis exceções, quase todo mundo que para de tomar os antirretrovirais sofre com o retorno do vírus, de volta para níveis elevados dentro de apenas algumas semanas. Por isso, para manter o vírus sob controle, as pessoas infectadas pelo HIV …

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