Todos os posts com a tag: anticorpos

Anticorpos são proteínas usadas pelo sistema imunológico para identificar e neutralizar corpos estranhos como bactérias, vírus ou células tumorais. Um anticorpo reconhece um alvo específico, o antígeno, presente nas células estranhas ao organismo.

Um anticorpo contra a inflamação crônica

Um estudo em fase inicial com dez voluntários, apresentado na CROI 2017, a Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections, e publicado no Betablog, mostrou que o anticorpo monoclonal canakinumab pode ser a solução para a inflamação crônica — um dos problemas que pode persistir mesmo no organismo de soropositivos em tratamento e com carga viral indetectável. Todos os participantes do estudo viviam com HIV há mais de 20 anos e tinham bom controle viral, ou seja, estavam em antirretrovirais e com carga viral indetectável. O canakinumab bloqueia um receptor de IL-1β nas citocinas, moléculas que sinalizam às células e as conduzem a reagir à inflamação. Neste estudo, os dez participantes receberam uma dose única de 150 mg de canakinumab sob a pele. Exames de segurança foram feitos nas semanas 1, 2, 3, 4, 8 e 12. O canakinumab reduziu significativamente um marcador de inflamação, a interleucina-6 (IL-6), em 24%, após quatro semanas, e em 30%, após oito semanas. O tratamento também reduziu significativamente dois marcadores adicionais de inflamação: a proteína C-reativa — identificada em um exame comum que muitos infectologistas recomendam a seus pacientes — …

Avalie isto:

Charlie Sheen está indetectável com injeção semanal

Charlie Sheen revelou que seu HIV está completamente suprimido graças a uma injeção experimental parte de um estudo clínico. O ator, que participa do estudo para o medicamento chamado Pro 140 desde o começo de 2016, divulgou esta notícia na véspera do Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Ao contrário da terapia antirretroviral tradicional, que envolve tomar medicamentos todos os dias, Sheen recebe uma injeção semanal que não tem efeitos colaterais. Na terça-feira, Sheen recebeu a notícia do diretor do estudo clínico dizendo que ele havia alcançado a supressão completa do vírus usando apenas este novo método. Em outras palavras: seu vírus não é mais detectável, fazendo do Pro 140 uma perspectiva promissora para pessoas com HIV/aids. Faz pouco mais de um ano desde que Sheen, de 51 anos de idade, revelou publicamente seu diagnóstico positivo para o HIV, coincidindo com o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, quando as autoridades de saúde pública se unem para aumentar a conscientização a respeito da doença. Sheen disse que nunca se sentiu tão forte e confiante sobre sua condição. Ele espera que esta pesquisa resulte na aprovação deste novo tratamento e que …

Avalie isto:

Um anticorpo que neutraliza quase todas as cepas de HIV

Cientistas dos National Institutes of Health (NIH) identificaram um anticorpo de uma pessoa infectada pelo HIV capaz de neutralizar 98% das cepas de HIV isoladas, incluindo 16 cepas, de um total de 20, resistentes a outros anticorpos da mesma classe. A notável amplitude e potência deste anticorpo, chamado N6, pode torná-lo um candidato atraente para o desenvolvimento futuro de formas de tratamento ou prevenção contra a infecção pelo HIV, dizem os pesquisadores. Os cientistas, liderados por Mark Connors, do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas do NIH (NIAID), também acompanharam a evolução do N6 ao longo do tempo, para entender como ele desenvolveu a habilidade de neutralizar tão potentemente quase todas as cepas do HIV. Esta informação ajudará a informar a concepção de vacinas para obter esses anticorpos amplamente neutralizantes. A identificação de anticorpos amplamente neutralizantes contra o HIV tem sido difícil porque o vírus muda rapidamente suas proteínas de superfície para evitar o reconhecimento pelo sistema imunológico. Em 2010, cientistas do Centro de Pesquisa de Vacinas do NIAID descobriram um anticorpo chamado VRC01, capaz de evitar que até 90% das cepas …

Avalie isto:

Anticorpo “cura” infecção semelhante ao HIV em macacos

“Fascinante.” “Impressionante.” “Pioneiro.”  “Incrível demais para ser real.” Essas são algumas das reações que os pesquisadores estão tendo diante de um provocativo e surpreendente estudo realizado em macacos, que sugere que um anticorpo monoclonal utilizado para tratar uma doença inflamatória do intestino em humanos pode levar a uma cura “funcional” da infecção pelo vírus da aids. As terapias de tratamento para o HIV melhoraram a ponto das combinações de medicamentos antirretrovirais rotineiramente derrubarem o vírus de forma tão eficaz que os testes comuns não são capazes de detectá-lo no sangue. Há algum tempo os  pesquisadores têm buscado estratégias que permitam que as pessoas parem de tomar seus antirretrovirais sem deixar o vírus se recuperar — o que seria uma cura funcional, em vez de uma cura completa, uma vez que os pacientes ainda abrigariam o vírus, que integra seus genes no DNA das células do hospedeiro. No entanto, salvo algumas notáveis exceções, quase todo mundo que para de tomar os antirretrovirais sofre com o retorno do vírus, de volta para níveis elevados dentro de apenas algumas semanas. Por isso, para manter o vírus sob controle, as pessoas infectadas pelo HIV …

Avalie isto:

Anticorpos amplamente neutralizantes no caminho para vacina

Um pequeno número de pessoas infectadas com o HIV produzem anticorpos com um efeito surpreendente: não são apenas anticorpos dirigidos contra a própria cepa do vírus, mas também contra diferentes subtipos de HIV que circulam em todo o mundo. Pesquisadores da Universidade de Zurique e do Hospital Universitário de Zurique agora revelam quais fatores são responsáveis para que o corpo humano produza tais anticorpos amplamente neutralizantes, abrindo novos caminhos para o desenvolvimento de uma vacina contra o HIV. A partir das pesquisas já feitas sobre o HIV, sabemos que cerca de um 1% das pessoas infectadas produzem estes anticorpos que combatem diferentes cepas do vírus. Estes anticorpos amplamente neutralizantes (bNAbs) contra o HIV ligam-se às estruturas na superfície do vírus, as quais variam pouco e são idênticas dentre as diferentes cepas virais. Apelidado de “picos”, estes complexos de açúcar e proteína são as únicas estruturas de superfície que se originam a partir do vírus e que podem ser atacadas pelo sistema imunológico por meio de anticorpos. Devido ao seu alto impacto, estes anticorpos constituem uma ferramenta promissora para o desenvolvimento de uma vacina eficaz contra o …

Avalie isto:

Entendendo o estudo HVTN 702 da vacina contra o HIV

Sete anos atrás, um grande estudo de eficácia feito na Tailândia, conhecido como RV144, nos trouxe a primeira — e, até agora, a única — evidência clínica de proteção contra o HIV induzida por uma vacina. As duas vacinas candidatas testaram aquilo que é referido como uma combinação de indução e reforço, que pareceu reduzir o risco de infecção pelo HIV em cerca de 31%. Este nível de eficácia não foi alto o suficiente para o licenciamento da vacina na Tailândia, mas fez trouxe um ponto de virada no campo das vacinas contra o HIV, marcado por duas décadas de decepções. Desde então, os cientistas têm feito inúmeras análises e estudos de acompanhamento para tentar determinar quais tipos de respostas imunológicas induzidas pelas vacinas candidatas no RV144 podem ter levado à modesta eficácia observada — uma caça pelos chamados correlatos de imunidade. Os pesquisadores também têm experimentado modificar as novas candidatas à vacinas e a repetição das vacinações, numa tentativa de reforçar e melhorar a durabilidade das respostas imunes e, assim, melhorar a eficácia deste regimes ou de similares. Isso inclui testes com vacinas candidatas em países ou regiões onde a prevalência de HIV é …

Avalie isto:

Gilead encomenda anticorpo específico contra o HIV

A Gilead fechou um acordo para ter acesso à tecnologia de anticorpos específicos da Genmab. O acordo dá a Gilead uma licença exclusiva para usar a plataforma da farmacêutica dinamarquesa para criar uma terapia para tratar o HIV, além da opção de ocupar uma licença exclusiva sobre a tecnologia. Como retorno pela licença exclusiva, a Gilead está pagando US$ 5 milhões (€ 4,5 milhões) iniciais e se comprometendo a até US$ 277 milhões no final de todas as etapas. Caso um medicamento contra o HIV chegue ao mercado, a Genmab também vai embolsar royalties menores. O acordo estabelece condições semelhantes para uma opção ainda não exercida da Gilead ter uma segunda licença exclusiva. A Gilead entrou neste acordo comercial há pouco mais de dois anos, após ter acesso à plataforma específica da Genmab, em uma colaboração de pesquisa. Na época, a Genmab se referiu a Gilead como uma “empresa de biotecnologia que não pode ser revelada”. Agora, a Gilead deu um passo além, revelando os seus planos para a plataforma. Ao ganhar acesso à plataforma de anticorpo específico, a Gilead reforça sua presença em um campo de pesquisa de HIV que é objeto de crescente pesquisa científica. Equipes do National Institutes of …

Avalie isto:

Imunoterapia pode curar o HIV?

Pesquisadores e defensores da cura do HIV se encontraram no Fred Hutchinson Cancer Research Center, na semana passada, para debater se a imunoterapia — tratamento que utiliza o sistema imunológico para combater o câncer — pode desempenhar um papel na concretização de uma cura ou remissão de longo prazo para o HIV, o vírus que causa a aids. “As células CAR-T têm o potencial de matar as células infectadas pelo HIV”, disse o Dr. Larry Corey, virologista do Fred Hutch e veterano há 35 anos na pesquisa do HIV, em seu discurso de apresentação para a terceira Conferência sobre Terapia Celular e Genética para a Cura do HIV. “Vinte anos atrás, testamos essas células para agir contra o HIV. Elas não funcionaram muito, mas agora sabemos como fazê-las melhorar.” Corey estava se referindo a um tipo de imunoterapia ainda experimental, no qual as próprias células T dos pacientes — um tipo de glóbulo branco que procura e destrói os patógenos — são geneticamente reprogramadas, com receptores sintéticos chamados receptores de antígeno quiméricos, ou CARs, a fim de matar células cancerosas que carreguem um marcador específico. Hoje, existem dezenas …

Avalie isto:

Cura “clássica” do HIV permanece um desafio

A história sugere que encontrar uma cura “clássica” para o HIV — limpar o vírus do corpo — vai ser uma tarefa difícil, disse um alto funcionário americano. Por outro lado, um objetivo menos aspiracional — o de alcançar a remissão sustentada do vírus — parece ser mais provável, no estado atual da ciência médica, de acordo com o Anthony Fauci, médico e diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos.. O sistema imunológico humano pode lidar com outros vírus, mas o HIV quase nunca é vencido para curar a infecção, “nós temos que fazer coisas que a natureza nunca antes fez”, disse Fauci a repórteres que se reuniam na Conferência Internacional de Aids. Uma cura clássica “certamente não é impossível, mas muito desafiadora, por causa da natureza muito especial do HIV”, disse Fauci antes de dar um discurso em um simpósio pré-conferência, dedicado à ciência da cura do HIV. Essa “natureza especial” do HIV é um enigma bem conhecido — o vírus se insere no genoma das células do sistema imunológico, o próprio mecanismo que o corpo usa …

Avalie isto: