Árvore genealógica do vírus latente

[mks_dropcap style=”letter” size=”52″ bg_color=”#ffffff” txt_color=”#000000″]P[/mks_dropcap]esquisadores desenvolveram uma nova maneira de datar as cepas de HIV que estão “hibernando”, o que representa um avanço para a pesquisa de cura do HIV e confirma que as cepas latentes do HIV podem persistir no corpo por décadas.

“Sem identificá-lo, não podemos curá-lo”, disse a Dr. Zabrina Brumme, diretora do laboratório BC Centre for Excellence in HIV/Aids, o BC-CfE, e principal autora do estudo. “Há muito tempo os cientistas sabem que cepas de HIV podem permanecer em hibernação no organismo de um indivíduo vivendo com HIV, reativando muitos anos depois. Nosso estudo confirma que o reservatório latente do HIV é geneticamente diverso e pode conter cepas virais que remontam à transmissão.”

Além do BC-CfE, o estudo foi conduzido junto da Universidade Simon Fraser (SFU), em parceria com a Universidade da Columbia Britânica (UBC) e a Western University. “O BC-CfE tem sido consistentemente um líder nacional e global em pesquisa sobre o HIV e na implementação de estratégias de tratamento como prevenção.

“Ao criar árvores genealógicas de vírus, usando uma técnica chamada filogenética molecular, podemos reconstruir a história evolutiva do HIV dentro de uma pessoa”, disse Brad Jones, um Ph.D. estudante com UBC no BC-CfE e o primeiro autor do estudo. “Em essência, criamos uma ‘máquina do tempo’ altamente calibrada que nos dá um marco de tempo específico para quando cada cepa do HIV dormente apareceu originalmente em uma pessoa.”

As cepas de HIV inativas, que integraram seu DNA ao das células do corpo, podem persistir por anos e são inacessíveis pelos tratamentos antirretrovirais atuais e pelo sistema imunológico. Entretanto, essas cepas podem reativar a qualquer momento e é por isso que, para evitar essa reativação, o tratamento do HIV precisa ser mantido por toda a vida.

“Pesquisas anteriores já haviam revelado que o reservatório do HIV era geneticamente complexo. Com nosso método, podemos agora entender essa complexidade com maior granularidade, identificando exatamente quando cada cepa original do HIV apareceu originalmente em uma pessoa”, disse o Dr. Jeffrey Joy, pesquisador no BC-CfE e coautor do estudo.

“A fim de erradicar o HIV do corpo de uma pessoa, você primeiro precisa conhecer as características do HIV no reservatório latente”, disse o Dr. Art Poon, professor assistente em Patologia e Medicina Laboratorial na Western University e também coautor do estudo. “Estamos fornecendo um método para medir melhor a linha do tempo da latência e evolução do vírus dentro de um indivíduo que vive com o HIV”.

Para “datar” cepas de HIV inativas no reservatório viral, os pesquisadores precisaram comparar essas cepas com aquelas que evoluíram dentro de um indivíduo vivendo com HIV durante toda a história de sua infecção. O BC-CfE é uma das poucas instituições em todo o mundo capazes de tal pesquisa, graças à manutenção de um repositório histórico de amostras de sangue de indivíduos diagnosticados com HIV no BC. Esses espécimes datam de 1996 e foram originalmente coletados para testes de carga viral e resistência a drogas.

Publicado por

Jovem Soropositivo

Jovem paulistano nascido em 1984, que descobriu ser portador do HIV em outubro de 2010. É colaborador do HuffPost Brasil e autor do blog Diário de um Jovem Soropositivo.

36 comentários em “Árvore genealógica do vírus latente”

  1. Gente, a coisa é muito mais complicada.
    Na verdade não existe um exame como ressonância q aponte onde estão as células dormentes e, ainda mais, sem saber onde estão espalhadas essas celular não tem como ataca-las.

  2. Alguém me ajuda ai?
    Tomo o 2×1( dolutegravir lamivudina e tenofovir) desde fevereiro. Fikei indetectável logo no segundo mês. Não tenho efeitos colaterais . Porém sinto dores nas articulações. Não chega a ser uma dor a ponto de incomodar, mas fico preocupado se com o tempo de uso do medicamento, esse incômodo nas minhas articulações vai aumentar. Eu consigo malhar de boa essa dor não chega a prejudicar milha malhação.

    Alguém já passou por isso? Alguém tem informações a respeito? Obrigado

    1. Com atividades físicas regulares, essas dores tendem a sumir. Pelo menos no meu caso, somem. Se fico 15, 20 dias sem treinar, começam as dores. Volto à academia e tudo se resolve.

      1. bom saber SC vou correr pra academia pois estou tendo as mesmas dores fracas nas articulações . tomo o 2×1 dulotegravir

    2. Salve Jopositivi. Eu sinto exatamente a mesma coisa. Acredito seja o tenofovir. Agora, faz 1 mês que estou tomando apenas dtg e lamivudina. Diminuiu bem a dor nas articulações. Sinto apenas nos dedos das mãos, durante a noite, no meio da madrugada. Durante o dia some tudo. Mas o eupositivosc tem razão. Academia ajuda muito. Tenho ido sempre.
      Um abraço.
      Allpe

  3. Sabe aquelas duas crianças com hiv que ninguém queria ? Ele deu muito amor e carinho . Descanse em paz Mr. Catra

  4. Por favor, alguém pode dividir informação comigo?

    Fiz meus exames e minhas plaquetas estão abaixo do normal.
    Alguém já passou por isso?
    Sabem o que significa? (avanço da doença, normal em soropositivos, etc…?)

    1. Antes do HIV minhas plaquetas ja eram abaixo do normal em quantidade… nenhum médico nunca falou nada… apesar que o volume delas era alto.

    2. Se o seu CD4 estava muito baixo, tipo abaixo de 150, a recuperação é mais lenta, pois o linfócitos foram muito atacados.
      Já vi relatos de pessoas a tratamento a muito tempo e o CD4 não passa de 350.
      No meu caso em 2016 o meu CD4 estava em 120 o último exame em Jul/18 já estava em 450 com total de plaquetas de 130.000.

      1. OVida

        Descobri bem cedo.
        Mas nao fiz genotipagem.
        Depois quando remedio nao funcionou como deveria, na genotipagem descobrimos o motivo.

        Mas meu CD4 mais baixo estava em 800.

        Agora o que acho estranho é essa baixa nas plaquetas… E nao achei nenhuma relação pela WEB. Apenas hoje vi que 16% dos soropositivos sofrem com plaquetopenia.

        Ja estou com medico marcado, mas ainda assim desconfiando que tenho todas as doenças do mundo… Rsss

        Complicado!! 🙂

        obrigado a todos que responderam

  5. Descobri que tenho hiv mas vou começar a trabalhar em uma outra cidade, então não tem como eu me tratar na cidade que eu moro por causa dos horarios do CTA, alguem sabe me dizer se posso pegar os remedios e fazer os exames de rotina na cidade que vou trabalhar?

  6. Folha de S. Paulo”: Em guerra bilionária, farmacêutica tenta barrar genérico contra hepatite C

    A farmacêutica americana Gilead está barrando a compra de um medicamento genérico para hepatite C que geraria uma economia de cerca de R$ 1 bilhão ao ano para o governo brasileiro.

    A Gilead produz o sofosbuvir, um antiviral que cura a hepatite C em 95% dos casos e revolucionou o tratamento desde 2014. Antes, a terapia mais eficaz disponível curava em apenas 50% dos casos.

    Neste ano, o Ministério da Saúde anunciou um plano para eliminar a hepatite C até 2030, e o SUS passou a tratar todos os pacientes com os novos antivirais, e não apenas os doentes mais graves. Mas o tratamento que usa o sofosbuvir chega a custar R$ 35 mil por paciente no Brasil e limita número de pessoas tratadas.

    Um convênio entre Farmanguinhos-Fiocruz e Blanver obteve registro da Anvisa para fabricar o sofosbuvir genérico. Em tomada de preços no início de julho no Ministério da Saúde, a Gilead ofereceu o sofosbuvir a US$ 34,32 (R$ 140,40) por comprimido, e a Farmanguinhos ofertou o genérico a US$ 8,50 (R$ 34,80).

    Hoje, o ministério paga US$ 6.905 (R$ 28.241) pela combinação sofosbuvir e daclatasvir de marca. Com a nova proposta, o governo passaria a pagar US$ 1.506 (R$ 6.160), com a Fiocruz e a Bristol. Dada a meta de tratar 50 mil pessoas em 2019, isso significaria uma economia de US$ 269.961.859 (R$ 1,1 bilhão) em relação aos gastos com a combinação sem o genérico.

    O Departamento de Hepatites do ministério solicitou em agosto a compra do medicamento mais barato com urgência. Por causa de contestações de farmacêuticas, não foi feita a aquisição, e o estoque de vários antivirais no SUS acabou há meses. Há fila de 12 mil pacientes, e muitos esperam há mais de seis meses.

    O ministério afirma que ainda não há decisão. “O processo de aquisição do sofosbuvir foi iniciado, e todas as empresas que têm registro no Brasil poderão participar”.

    “Aquilo não foi uma tomada de preços, não houve processo de compra, estamos questionando por que alguns produtos não foram considerados”, disse o diretor-geral da Gilead, Christian Schneider.

    No dia 28 de agosto, a Gilead enviou carta ao ministério, obtida pela Folha, na qual pede a anulação dos resultados da reunião e oferece uma nova combinação de drogas por um preço inferior aos genéricos.

    Mas, segundo técnicos, a oferta inclui uma droga que não funciona para todos os vírus de hepatite e não é recomendada pela Organização Mundial da Saúde.

    “Nossa combinação é mais avançada, e os genéricos não consideram todos os cenários”, diz Schneider.

    Um grupo liderado pelos Médicos sem Fronteiras (MSF) encaminhou uma representação ao Ministério Público acusando a Gilead de pressionar o INPI (Instituto Nacional da Propriedade Intelectual) para conceder a patente do sofosbuvir e de entrar com inúmeras ações judiciais para barrar o genérico.

    “A competição com genéricos pode resultar em cura mais acessível para as 700 mil pessoas com hepatite C no país. O Brasil pode enviar uma mensagem ao mundo, com decisões que estimulam a concorrência e permitem maior acesso a tratamentos”, diz Felipe Carvalho, da MSF.

    A Gilead solicitou registro da patente do sofosbuvir no Brasil. De 126 pedidos da empresa, 124 foram rejeitados pelo INPI e dois estão em análise e poderiam bloquear o genérico.

    Segundo Pedro Villardi, coordenador do Grupo de Trabalho em Propriedade Intelectual, o INPI indicava uma decisão negativa em relação à patente da Gilead, mas mudou subitamente de curso este ano. A empresa entrou com uma ação judicial pedindo reversão da decisão do INPI antes mesmo de ela sair.

    Procurado, o INPI afirma que o pedido está em exame.

    “Tem muita pressão das farmacêuticas, por isso paralisaram o processo de compra no ministério, e o INPI mudou de curso”, diz Villardi. A Gilead afirma ter “plena convicção” de sua patente.

    A empresa faturou US$ 55 bilhões (R$ 225 bi) com remédios contra hepatite C desde 2014. Quando lançado, o tratamento com o sofosbuvir saía por US$ 84 mil (R$ 344 mil).

    A briga no país para impedir a fabricação do genérico contra hepatite C, comparada por ativistas à batalha pelos medicamentos contra o HIV, divide sociedades médicas e inclui até fake news.

    A assessoria de imprensa da Gilead, a Fundamento Comunicação, circulou no mês passado um press release que saiu no site de uma revista com o título: “Adoção do medicamento genérico para Hepatite C pode sair mais caro do que tratamento convencional”.

    No texto, Carlos Varaldo, presidente do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite, dizia que os genéricos gerariam um aumento de gasto de R$ 48 milhões em relação ao de marca.

    A Fundamento afirma que fez o release para o grupo Otimismo, e não para a Gilead. A Gilead é uma das principais financiadoras do Grupo Otimismo. Em prestações de contas em 2014, 2015 e 2016, Varaldo declarou que o grupo recebeu um total de R$ 1,2 milhão das farmacêuticas Gilead, Roche, Janssen, MSD e BMS. Ele diz não ver conflito de interesses.

    “Eu coloco tudo na prestação de contas, como realizar eventos enormes sem apoio da indústria? Se não fossem as farmacêuticas, estaríamos tratando hepatite C com chá de ervas”, afirma o ativista.
    Indagada, a Gilead disse que não financiou o release e não tem nada a ver com isso. “A Gilead é patrocinadora do Grupo Otimismo de forma totalmente transparente.”

    A Sociedade Brasileira de Infectologia enviou carta ao ministério questionando a qualidade e segurança do genérico. “Além disso, as novas drogas são mais fáceis de tomar, mais avançadas e reduzem o tempo de tratamento, seria um retrocesso não usá-las”, disse Sergio Cimerman, presidente da entidade.

    Mas Marcelo Simão Ferreira, presidente do comitê de hepatites da sociedade, é a favor dos genéricos e do uso da combinação proposta. “Não temos dúvida de que a combinação em estudo é muito eficaz”, diz.

    Paulo Abraão, que era diretor do comitê da SBI, pediu afastamento por não concordar com o posicionamento contra o genérico. Já a Fiocruz afirma que seu sofosbuvir teve a bioequivalência testada e que tem capacidade para produzi-lo, como fez com os genéricos anti-HIV.

    A Gilead também questionou junto ao TCU a parceria entre Fiocruz e Blanver. Em acórdão de agosto, o tribunal pede que a parceria seja descontinuada para novos medicamentos, mas diz que “não interfere na pesquisa e produção do sofosbuvir”.

    A luta contra os genéricos para hepatite C é mundial. Na Colômbia, a proposta de regular o preço do sofosbuvir foi citada pela Phrma, o lobby das farmacêuticas dos EUA, para barrar a entrada da Colômbia na OCDE. Mesmo assim, o país acabou admitido.

    No Chile, o governo de Michele Bachelet havia anunciado que iria pedir o licenciamento compulsório (quebra da patente) do medicamento. Com a posse de Sebastian Piñera, o plano foi engavetado. Mas, em agosto, o governo voltou a considerar. A Argentina não concedeu a patente à Gilead e fabrica genéricos.

    No Egito, foi negada a patente do sofosbuvir à farmacêutica, que fez um acordo e passou a fornecer o remédio a preço reduzido. O governo passou a fabricar genéricos e já tratou 1 milhão de pacientes. No Brasil, foram tratados 75 mil pacientes.

    Na Índia, a Gilead fez um acordo com as fabricantes de genéricos, que permite que elas fabriquem pagando uma licença, mas proíbe-as de exportar para países de renda média com muitos casos da doença, como o Brasil.

    Entenda a disputa pelos medicamentos

    Como é o tratamento para hepatite C? Atualmente, no SUS, entre outros medicamentos oferecidos, há uma combinação de duas drogas: sofosbuvir, da farmacêutica americana Gilead, e daclatasvir, de outra empresa

    O que está em disputa? A Farmanguinhos (da Fiocruz), em convênio com a Blanver, recebeu da Anvisa a autorização para produzir o sofosbuvir genérico. Como o remédio brasileiro custa bem menos que o americano, o Ministério da Saúde estuda adotá-lo no SUS. Entretanto, a Gilead tenta barrar a compra da droga nacional

    A Gilead tem patente para o sofosbuvir no Brasil? Não. A farmacêutica entrou com 126 pedidos no Instituto Nacional da Propriedade Industrial, mas 124 foram rejeitados. Ainda há dois em análise. Um desses pedidos, se aceito, proibiria a fabricação de genéricos por outras empresas ou instituições

    O sofosbuvir é eficiente? Sim. O medicamento, que é administrado com outras drogas, tem índice de cura de 95%, enquanto outros usados anteriormente chegavam a 50%. O remédio também encurta o tratamento e reduz os efeitos colaterais

    E o genérico brasileiro? O medicamento produzido pela Fiocruz foi registrado pela Anvisa e passou por testes de bioequivalência, que indicam que a droga tem o mesmo efeito da produzida pela Gilead

    O que dizem os médicos? Há diferentes opiniões. A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) é contra o genérico e diz que há remédios mais novos que deveriam ser considerados. O diretor do comitê de hepatites virais da entidade pediu afastamento por não concordar com essa posição, e há outras vozes dissidentes na SBI. Já os Médicos Sem Fronteiras acusam a Gilead de pressionar médicos e governo. Para eles, a compra do genérico é mais vantajosa, visto que o medicamento é efetivo e mais acessível

    O que acontece em outros países? A patente foi concedida no Chile, mas o governo avalia quebrá-la; foi negada na Argentina e no Egito e está em análise na União Europeia. Na Índia, outras empresas podem fabricar os genéricos, mas elas pagam uma taxa à Gilead e a exportação para países de renda média com grande número de pacientes é proibida

    Fonte: Folha de S. Paulo

  7. Olá pessoal,, mudei de 3×1 pra o dolutegravir ,,, tô percebendo uma baixa considerável no meu líbido, fico pensando que seja por conta do medicamento,,, alguém percebeu ou pode relatar algo parecido se seria culpa do remédio??

  8. Por que não consigo contar minha história nos comentários? O que há de errado com o que estou escrevendo para que o moderador vete?

      1. E que termos são esses pois eu também tive comentários barrados?

        Nosso mundo não é as mil maravilhas e você sabe bem disso, estamos aqui pra aprender com erros e acertos, não é só falando coisas boas que isso vai mudar.

        O blog deveria ser assim, falar o lado bom e o ruim.

        Você só quer falar o lado bom e isso acaba distorcendo completamente a realidade do soropositivos.

        1. Matheus,

          Você tem 24 comentários aprovados e não encontrei nenhum comentário seu que tenha sido moderado.

          Os termos de uso são estes, acima no topo da página, no link “termos de uso”, que diz o seguinte:

          “O Diário de um Jovem Soropositivo não fornece ou substitui orientações médicas e não deve ser utilizado como referência no cuidado da sua saúde e no tratamento para HIV/aids. Informações atualizadas sobre HIV/aids e outras infecções sexualmente transmissíveis podem ser encontradas no site do Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. É expressamente proibido usar o espaço de comentários para tirar dúvidas sobre o seu estado de saúde, riscos e formas de transmissão do HIV, sintomas e fases da doença, segurança e eficácia dos testes de diagnóstico ou janela imunológica.

          O Diário de um Jovem Soropositivo não se responsabiliza pelas opiniões e comentários dos leitores e usuários deste blog. O conteúdo de cada mensagem é de única e exclusiva responsabilidade de quem a enviou, estando sujeito às medidas administrativas e judiciais cabíveis, nos termos da lei. O espaço de comentários não deve conter mensagem: ofensiva, preconceituosa ou discriminatória, que traga anúncio de produtos ou serviços, que incentive a prática de crimes, incluindo curandeirismo, ou sugira que outros não façam uso do teste diagnóstico de HIV e do tratamento de saúde recomendado pelo consenso médico atual, incluindo terapia antirretroviral. Se você se sentir ofendido pelo comentário de algum leitor ou usuário deste blog ou nele identificar conteúdo que viole estes Termos de Uso, avise imediatamente o autor deste blog. O espaço de comentários pode ser moderado.”

          Não vejo onde esses termos impedem alguém de comentar sobre erros e acertos ou limita a falar sobre coisas boas ou só sobre o lado bom.

  9. Pessoal, eu sei que não é relacionado ao post, mas preciso da orientação de vocês: estou indetectável há 2 anos, sou passivo, volta e meia acontece de eu ter relação sem camisinha confiando que não transmitirei por estar indetectável, mas no fundo fico com medo de estar prejudicando os outros. Hoje quase ninguém mais usa, e se eu falo a pessoa já vem logo “vc não se garante?”, enfim, eu acredito que eu não ofereça risco, haja vista que eu sendo passivo o risco já seria menor de qualquer forma. O que vocês acham?

    1. Acho falta de responsabilidade tua. Vc pode contrair outras doenças ao não usar o preservativo. Fique atento, um dia você poderá se arrepender de não estar usando .

    2. Pronto… lah vem os ” corretos” de plantão apedrejar o garoto. Afinal aqui tem todos telhado de vidro. Então não venham fazer a santa. Parabéns, vc usa uma forma de prevençao muito eficaz que eh o uso correto do seu medicamento anti HIV. Tem uma matéria muito boa aqui do JS mostrando o estudo, de quem realmente vale apena prestar atençao, e que diz que indetectável é igual a intransmissílvel. E então o seu HIV vc não passa. Mas vc pode pegar outras DSTs tipo Sífilis e passar essas outras DSTs caso as tenha. Ou pegar um vírus resistente ao seu medicamento. Então vc pode reforçar isso usando derepente uma camisinha. E se a pessoa não quer usar camisinha , talvez não seja ela, mas vc pode estar correndo risco. Afinal ambos são adultos e cada um eh responsável pelo própio corpo. Mas eh teu direito escolher a melhor maneira de prevençao.

    3. Marcus.
      Tudo bem vc e seu parceiro (a) optarem por não utilizar o preservativo. Adultos fazem escolhas. Você estando indetectável, não tem como você transmitir, fica frio. Mas penso que se você está desconfortável com isso – e está, pois relatou medo, desconforto – passe a usar o preservativo e pronto. Se a pessoa perguntar “você não se garante?”, responde: me garanto, mas não posso garantir os seus 50% nessa história. hehehe

      Aí você estará sendo honesto, afinal falou que conhece a sua sorologia – e ela é positiva, mas a pessoa nem precisa saber, e vai usar o preservativo, evitando ficar na neura de ter prejudicado alguém ou não.

      PS: o lance das demais IST’s além do HIV é fato, fato MESMO. As vezes vc se sente pressionado para não contrariar os outros e acaba com outra doença além do HIV, tudo por não ter sido fiel ao teu sentimento. Tá desconfortável com medo de transmitir para alguém? Camisinha resolve essa neura e, de quebra, te livra de outras IST’s.

    4. Marcus , eu passo justamente por isso mais vou te falar eu não faço sexo sem camisinha 2 caras já me perguntaram na cama “por que vc tem hiv “ eu respondo que não é peço pra colocar a camisinha , só a gente que vive esse diagnóstico sabe como é , enfim abraço

  10. Doravirine estabelece um novo padrão para NNRTIs – mas qual o papel do tratamento para o HIV

    A classe de medicamentos para HIV chamada “inibidores não-nucleosídeos da transcriptase reversa”, ou NNRTIs, deve ter algo de complexo de inferioridade.

    Primeiro, qualquer coisa definida pelo que não é já está em apuros. Acredite em mim, a hepatite C ficou entusiasmada quando conseguiu eliminar o rótulo de “hepatite não A, não B”.

    Segundo, apesar de sua alta potência antiviral e boa tolerabilidade, os NNRTIs sempre foram uma reflexão tardia em relação aos inibidores de protease (IPs) ao discutir como a terapia combinada transformou a eficácia da terapia contra o HIV nos anos 90. Dê uma olhada neste artigo clássico – mais de 5000 citações e contando – especialmente sua famosa figura.

    No entanto, de uma perspectiva global, foram os regimes baseados em NNRTI (não PI) em que tiveram o maior impacto nos anos de vida salvos da terapia anti-retroviral.

    Vamos adicionar à lista de realizações do NNRTI, citando que nenhum estudo de terapia inicial jamais demonstrou superioridade sobre o efavirenz de uma perspectiva puramente virológica ( nem mesmo dolutegravir ); que uma meta-análise não mostrou uma diferença nos resultados clínicos entre as terapias baseadas em IP e NNRTI ; e que os esquemas baseados no efavirenze parecem (ironicamente) ser bastante seguros para o feto durante a concepção e a gravidez.

    Então – agora que defendi a classe das drogas, vamos apresentar o último membro, o doravirine , que foi aprovado pelo FDA durante a semana passada de agosto.

    A aprovação da doravirina individualmente e do comprimido coformulado de doravirina / lamivudina / tenofovir DF foi baseada nos resultados de dois ensaios clínicos.

    Administrado com TDF / FTC ou ABC / 3TC, a doravirina não foi inferior a darunavir + ritonavir com um perfil lipídico melhor às 48 semanas e superior às 96 semanas devido a um menor número de eventos adversos. Da mesma forma, o comprimido único uma vez por dia foi comparado ao TDF / FTC / EFV em um estudo duplo-cego, e também encontrado para ser não inferior.

    Dose de 100 mg uma vez ao dia, a doravirina tem várias vantagens sobre os medicamentos existentes na classe dos NNRTIs:

    Poucas interações medicamentosas, em particular, nenhuma com agentes redutores de ácido.
    Pode ser tomado com ou sem alimentos.
    Um perfil lipídico mais favorável, menor incidência de erupção cutânea e menos efeitos colaterais do SNC que o efavirenz.
    Uma nova via de resistência, com atividade contra vírus com mutações K103N ou Y181C. Em contraste, as mutações V106I e F227C selecionadas pela doravirina não causam resistência in vitro à rilpivirina ou etravirina – e podem induzir hipersusceptibilidade a certos NRTIs.
    Não obstante estas vantagens, o papel da doravirina ou do comprimido co-formulado no tratamento do HIV hoje é incerto. As principais diretrizes de tratamento para o HIV agora listam regimes baseados em inibidores da integrase como preferidos para a terapia inicial , e a droga não foi comparada a um inibidor da integrase em nenhum ensaio clínico. Além disso, a opção de comprimido único contém tenofovir disoproxil fumarato, que tem mais toxicidade renal e óssea do que o tenofovir alafenamida.

    Ainda assim, uma vez que este parece ser um medicamento de “melhor da classe”, o doravirine tem vantagens suficientes que é um avanço útil na terapia do HIV, se não for transformacional. Pense nos seguintes pacientes, por exemplo:

    Aqueles que não toleram inibidores da integrase.
    Alguém que esteja procurando alternativas ao efavirenz ou à rilpivirina dentro da mesma classe de medicamentos, devido a preocupações com os efeitos colaterais do SNC ou uso de agentes redutores de ácido, respectivamente.
    Uso off-label como parte de uma estratégia de troca para pacientes com vírus suscetíveis. (Um estudo de switch está em andamento.)
    Como uma estratégia de redução de custos, dependendo dos preços listados e negociados – em particular para o comprimido único, uma vez que os componentes não doravirine são genéricos.
    É de notar que a doravirina também está sendo estudada com o agente potente e de ação prolongada MK-8591 como parte de uma estratégia de duas drogas. O MK-8591 é um NRT T I, o segundo T que significa “translocação”.

    Dois pontos finais: A droga é abreviada como “DOR” – não “DRV”, que já foi tomada pelo darunavir.

    E as marcas são Pifeltro, apenas para doravirina, e Delstrigo, para o comprimido único co- formulado – note que “STR” lá? Pode-se supor que significa “regime de comprimido único”.

    Ainda assim, juntos eles soam como o nome de uma famosa dupla de fantoches sicilianos, mais conhecida por suas rotinas de comédia.

    1. Rafael realmente é algo preocupante, mas mesmo eleito para poder barrar algo deste peso ele teria que enfrentar diversos ministérios e comissões de direitos humanos, não seria algo que ele simplesmente iria decidir e ponto, não estou o defendendo até pq não é meu candidato, mas acredito(EU) que ele não conseguiria levar adiante tal decisão.

  11. Pessoal, estou com uma inflamação/infecção feia de garganta e o médico me receitou um antibiótico e um corticoide e agora estou lendo na bula do ritonavir uma interação perigosa com o corticoide. Como vocês fazem nesses casos de inflamação/infecção? Eu não quis dizer para o médico que sou soropositivo, porque tenho vergonha e tenho medo disso sair se espalhando também, nunca se sabe se o médico conhece alguém que você conhece, esse tipo de coisa. Estou muito preocupado com essa quantidade gigantesca de interações medicamentosas.

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