Uma em cada nove pessoas pode controlar a carga viral depois de interromper o tratamento

Lembra da coorte Visconti? Foi um estudo conduzido em diversas clínicas de saúde na França, publicado em 2013, sobre 14 pessoas, dez homens e quatro mulheres, que iniciaram a terapia antirretroviral logo após o diagnóstico, mas, depois, interromperam o tratamento. E foi aí que veio a surpresa! Ao invés do esperado retorno da carga viral, estes 14 pacientes mantiveram seu controle da carga viral, mesmo na ausência dos antirretrovirais. Isso quer dizer que eles controlaram a carga viral após o tratamento — daí o nome do estudo Virological and Immunological Studies in CONtrollers after Treatment Interruption, Visconti, algo como Estudos Virológicos e Imunológicos em Controladores pós Tratamento.

Uma das conclusões do Viconti foi a de que uma em cada seis pessoas que iniciaram a terapia antirretroviral menos de seis meses após a infecção poderiam ser capaz de controlar suas cargas virais por pelo menos um ano após a interrupção do tratamento. Pessoas assim receberam o nome de “controladores pós-tratamento”.

Contudo, desde o Visconti, pouco avançou-se no estudo de controladores pós-tratamento. Até agora. Um novo estudo, uma colaboração dos Estados Unidos, reuniu dados de 14 estudos científicos contendo, no total, observações sobre mais 600 pessoas soropositivas e descobriu que 67 delas foram capazes de manter ou restabelecer uma carga viral abaixo de 400 cópias/ml por pelo menos 48 semanas após a interrupção da terapia antirretroviral.

Este é o primeiro grande estudo, desde a coorte Visconti, em 2013, a estimar a proporção de pessoas que poderiam ser controladores pós-tratamento. Chamado de Champ, acrônimo de Control of HIV after Antiretroviral Medication Pause, analisou dez ensaios clínicos randomizados e quatro estudos de coorte realizados nos Estados Unidos e  Canadá, com resultados publicados de 2000 a 2017.

A maioria destes estudos foi de interrupção do tratamento, por si só, ou de vacinação terapêutica ou outro tratamento imunológico. Três dos quatro estudos de coorte foram de pessoas tratadas em infecção precoce, enquanto o último estudo de coorte foi com pessoas já sabidamente controladoras virais.

A idade média dos participantes foi de 41 anos, sem diferença entre os tratados em infecção precoce ou crônica. 19% eram mulheres. 69% eram brancos e 25% negros. A definição usada pelo Champ para definir um controlador de pós-tratamento foi a de que a pessoa tinha que ter uma carga viral abaixo de 400 cópias/ml ao longo de, pelo menos, dois terços do tempo e, pelo menos, por 48 semanas após a interrupção da terapia antirretroviral.

Seguindo essa definição, os pesquisadores descobriram que 13% das pessoas que iniciaram o tratamento antirretroviral logo após a infecção foram capazes de alcançar o controle viral pós-tratamento. Esta é uma estimativa muito próxima daquela dos pesquisadores do Visconti, que disseram que 15% das pessoas tratadas na infecção precoce poderiam ser controladoras pós-tratamento.

Mas o Champ não parou por aí. O estudo também procurou por controladores pós-tratamento que não iniciaram a terapia antirretroviral até que estivessem em infecção crônica — e encontrou 25 deles, representando 4% das pessoas que iniciaram o tratamento na fase de infecção crônica. Esta é a primeira vez que um estudo apresenta uma estimativa para a proporção de pessoas que iniciam o tratamento na infecção crônica pelo HIV e que podem vir a ser controladores pós-tratamento.

O tempo médio que as pessoas estavam em terapia antirretroviral antes de interromperem o tratamento foi 89 semanas, equivalente a um ano e nove meses. 75% das pessoas mantiveram controle por pelo menos um ano, 22% destas chegaram a cinco anos. Dois indivíduos tratados precocemente estão controlando sua carga viral há mais de dez anos, sem antirretrovirais. Todos os controladores pós-tratamento observados geralmente mantiveram suas contagens médias de CD4, com apenas um leve declínio de 32 células/mm³ por ano, em média, em comparação uma queda de 221 células/mm³ entre os não-controladores.

Há um detalhe interessante: 42% dos controladores de pós-tratamento que iniciaram a terapia antirretroviral já na infecção crônica vieram de um único estudo, o ACTG 5068. 10% das pessoas neste estudo foram identificadas controladoras pós-tratamento, em comparação com 3% em todos os outros estudos de pessoas iniciando tratamento em infecção crônica.

A característica distintiva deste estudo está no fato dele ter usado a chamada “interrupção de tratamento pulsada”. Isto significa que, depois de parar inicialmente a terapia antirretroviral, as pessoas foram colocadas em duas interrupções curtas de tratamento, de 4 a 6 semanas, com um período de tratamento entre elas, antes que este fosse descontinuado indefinidamente. O resultado foi que 15% tornaram-se controladoras pós-tratamento — uma proporção tão alta quanto aqueles que iniciaram o tratamento no início da infecção.

Esse é um detalhe que sugere (mas não confirma) que as interrupções pulsadas possam ter sido suficientes para permitir que pequenos surtos de carga viral levem, segundo os pesquisadores, ao que eles chamam de “autoimunização” contra o HIV. Mesmo assim, se esta teoria estive correta, o fato é autoimunização só ocorreu em apenas 15% das pessoas. A combinação de fatores que as levou a se tornarem controladoras pós-tratamento, enquanto a maioria das pessoas não, ainda é um mistério.

Enquanto isso, apenas uma pequena proporção de pessoas passará pelas interrupções estruturadas de tratamento, trazendo eventualmente algum luz sobre o assunto. Por enquanto, o fato é que este estudo americano nos confirma que o controle pós-tratamento não é um fenômeno especialmente raro.

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FerPR
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FerPR

Eu confesso que queria muito participar de um estudo destes, sobre a interrupcao do tratamento e controle da CV, pena que no Brasil, mais especificamente no PR, nao existe nenhum estudo do tipo.

Igor
Visitante
Igor

Massa de mais.
Técnicas e medicamentos que permitisse um uso intermitente seria bom de mais! Coisas como tomar medicação apenas durante a semana, e não nos fim de semana. Coisas como tomar a medicação a cada 3 meses no ano, algo assim. Será um avanço e acho que é super plausível esse tipo de tratamento.
A indústria não tem interesse em algo assim mas os governos teriam… que pipoquem mais pesquisas assim!

Paulistano
Membro
Paulistano

Pessoal, boa tarde!

Por acaso, alguém aqui já faz uso da combinação: Dolutegravir + Lamivudina? (sim, apenas duas drogas ao invés de três).

Caso positivo, faz quanto tempo desde a indicação?

Obrigado,

Fernandes
Membro
Fernandes

Até onde sei, ainda não autorizaram a exclusão do Temofovir..

Paulistano
Membro
Paulistano

Eu pego a minha medicação no CT da Sta Cruz (SP) e perguntei para equipe da farmárcia se essa dispensa já ocorria e eles afirmaram que sim, mesmo ainda não sendo protocolo oficial. Meu médico está muito relutante na mudança – duas drogas apenas. Terei que trocar, pois o tenofovir “detonou” a miinha parte óssea em apenas 4 anos de medicação. Sim, já havia uma pré disposição genética para o problema – osteoporose e só tenho 35 anos. A alternativa dele seria mudar para um esquema de 5 comprimidos / dia, que confesso não estou muito feliz, mas se for… Ler mais »

Tomm
Visitante
Tomm

Quais sintomas vc sentia em relação a essa questão óssea? Eu uso DTG+Tenofovir e Lamivudina desde início tratamento em
Janeiro de 18, e estou com receio em relação a isso.

Paulistano
Membro
Paulistano

Tomm, na verdade não haviam sintomas. Eu antes mesmo do diagnóstico positivo, já sabia que tinha uma tendencia de baixa densidade óssea. Após o diagnóstico segui com exames especificos anuais. Como nos últimos dois anos eu não fiz qualquer tipo checagem nesse aspecto e houve um salto significativo de mudança óssea, tanto meu infecto, quanto a minha endocrinologista chegaram a conclusão que o tenofovir contribuiu para a piora do meu quadro, já que analisando idade e outros fatores, esse diagnóstico não era para ter sido tão cedo. Mas isso vai de organismo e pré disposição individuais. Caso tenha algum caso… Ler mais »

Allpiste
Membro
Allpiste

Paulistano, bom dia. Aos demais, bom dia. Sempre fui um atento paciente ao estudo da GSK que, agora em agosto, finalizou 48 semanas mostrando com segurança científica não haver diferença entre o regime de 3 drogas e a nova opção: utilizar apenas DTG e Lamivudina. Atualmente, o problema do paciente com HIV, felizmente, não é mais o vírus; esse é bem controlado. A preocupação é que, com expectativa de vida normal, longos anos de ingesta dos medicamentos podem trazer problemas renais, ósseos e hepáticos. Portanto, desde o início de meu tratamento, sempre fiquei muito atento à possibilidade de tomar apenas… Ler mais »

Paulistano
Membro
Paulistano

Allpiste, obrigado pelos esclarecimentos. Você teria um email para falarmos melhor?

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Paulistano, acabei de sair da consulta e, em comum acordo com meu infecto, vou trocar o 3 em 1 pelo DTG + Tenofovir/Lamivudina. Aproveitei para questiona-lo sobre essa questão da terapia dupla. Ele foi enfático: “A partir do ano que vem, você a utilizará”. Perguntei se haveria mudança no protocolo, ele afirmou que possivelmente sim mas, mesmo que não haja, muitos pacientes já estão usando a combinação DTG+Lamivudina. Disse que vários estudos recentes e a prática clínica comprovam que a combinação é segura e indicada para quem já está com CV zerada. Explicou que o combate ao HIV viveu um… Ler mais »

Allpiste
Membro
Allpiste

Parabéns Rodrigo ! Sorte! Vida longa meu amigo!

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Pra todos nós, Allpiste. E um agradecimento especial por este blog, que tem nos informado muito. Foi a partir da bola levantada pelo Paulistano que questionei o meu infecto, que confirmou tudo o que tem sido escrito aqui sobre o assunto.

Paulistano
Membro
Paulistano

Rodrigo, essa é realmente uma boa notícia. Eu li essas duas últimas semanas algumas matérias falando da eficácia da dupla combinação. Enviei um email ao meu médico marcado uma consulta para daqui 15 dias e vou retomar o assunto com ele, já que não tenho outra alternativa a não ser suspender o tenofovir. Eu li também o pré-requisitido que seria a carga viral indetectável. Bom, a minha está desde os primeiros 20 dias de medicação lá em 2014 e de lá para cá, nunca tive qq problema nesse tema. Vou expor os meus pontos e ouvir o que ele pensou… Ler mais »

Fernandes
Membro
Fernandes

Continua sendo 2 comprimidos, 1 pequeno DTG e outro maior só lamivudina?

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Tomo o 3 em 1 e ele tá jogando minhas enzimas do fígado lá nas alturas.

Junior Personal
Visitante
Junior Personal

Comigo também Rodrigo

Felipe
Visitante
Felipe

Dia 3 irei ao meu infecto e irei conversar com ele a respeito do DTG+Lamivudina.
Eu tomo o 3×1 e ele está relutante em mudar o esquema para o DTG+2×1..
Como está a dispensação para o esquema DTG+2×1?

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Hoje busquei meu primeiro lote de DTG+2×1 (Tenofovir+Lamivudina). Peguei para 90 dias. Até fiquei surpreso. O 3×1 estava sendo entregue para 30 ou 60 dias.

Interior
Visitante
Interior

Este protocolo duplo ainda não foi liberado. Tb espero por ele, uma vez que o tenofovir altera a minha creatinina.

Matheus
Visitante
Matheus

Alguém também percebeu que ficou mais pálido e com cabelo mais fino após o HIV?

SAR
Membro
SAR

Matheus,

Qual o esquema de ARV’s que vc faz uso?

luquinha
Visitante
luquinha

Eu tenho tanta sorte que tenho certeza que não faço parte desta uma pessoa .

Jovem sonhador
Visitante
Jovem sonhador

Gente, uma dúvida.
Quando me descobri positivo minha carga viral estava em torno de 4.997 cópias. O infectologista disse que não pode dizer se foi algo recente ou não.
Como faço pra saber?

Jovem sonhador
Visitante
Jovem sonhador

Uma carga viral em torno de 4900 cópias pode se dizer que se trata de uma infecção recente?

Fernandes
Membro
Fernandes

Talvez pelo cd4 tenha uma ideia mas fica só na suposição também, meu primeiro infecto disse q o meu era recente e o infecto atual disse que poderia ser de 2 anos ..

Jovem sonhador
Visitante
Jovem sonhador

Meu cd4 na epoca que descobri estava em torno de 1050, hoje 1300

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

A tendência é uma replicação viral veloz no início da infecção, chegando rapidamente a milhões de cópias.. O sistema imune reage, a carga viral cai e depois retoma o aumento gradativo até destruir seu sistema imune e, então, abrir as portas para doenças oportunistas. O ciclo pode ser mais ou menos veloz, a depender de cada organismo.

Matheus
Visitante
Matheus

Tem cepa do HIV que mesmo com carga viral baixa agride o mesmo tanto que outras cepas com carga viral maior.

O tipo D mesmo é extremamente agressivo mesmo com baixa CV.

Dear Blue
Visitante
Dear Blue

Tenho 40 anos de idade e ha exatamente a 6 meses atras fui diagnostico, começando o tratamento com Dolutegravir em menos de 15 dias apos o diagnostico, durante esse tempo já tive todos os tipos de sentimentos, desde suicídio até me isolar do mundo. Acredito ter feito a escolha certa, me cerquei de todo tipo de informação possível acerca da doença e ter escolhido viver da melhor forma possível, mudei meus hábitos alimentares, voltei a fazer exercícios físicos com frequência, no inicio minha carga viral era de 224 mil, com CD4 de 729, dois meses depois a CV foi pra… Ler mais »

Edu
Visitante
Edu

Podia tá livre dessa

gustavo
Visitante
gustavo

fui diagnosticado há dois meses. Ainda estou sem entender como isso ocorreu, pois sempre usei caminha na penetração (nela somente, oral e “roçassão” sem ela). Tô bem quanto ao diagnostico, não pessoalizo as coisas, acredito muito no aleatório, cai nas estatísticas. Optei por ter o diagnostico em sigilo, não quero preocupar as pessoas mais próximas, dado o desconhecimento, nem mudar a forma como elas me tratam. Estou com receio somente quanto a busca dos remédios. Como funcionam essas unidades? elas disponibilizam quaisquer remédios ou tem aquela especialização em HIV? assim quem estivesse buscando remédios lá todos saberiam que se tratava… Ler mais »

Charlotte
Visitante
Charlotte

Na minha cidade fornecem a medicação somente para um mês. A entrega é feita sem espera numa porta separada porém todos sabem que esse método de entrga é para uma medicação fora das corriqueiras digamos assim. Só querer associar que é possível chegar a conclusão que é para hiv. Infelizmente é assim aqui.

Fernandes
Membro
Fernandes

Na minha cidade é pra um mês só. É uma farmácia especial só pra Soro+, no mesmo posto em que existe outra sala um pouco distante para remédios “comuns”. Inclusive poderia ser pra todas DSTs ne?” Mas não, é para Soro+. Tem uma caixinha com as fichas, pega uma e espera, são poucas pessoas na sua frente. A funcionaria chama pelo numero e vc entra em outra sala. Infelizmente não to sentindo o clima muito sigiloso, pois quando vou pegar fico morrendo de medo de entrar alguém conhecido na sala de espera, seja funcionário ou paciente. Na ultima vez apareceu… Ler mais »

Sorocaba
Visitante
Sorocaba

JS que massa essa matéria véio. Muito bom e tem gente lutando crontra o lance de ficar soh no remédio como única solução. Isso soh mostra o quanto esses remédios novos sao muito potentes. Pois antes os cientistas temiam muito em parar de tomar remédios para fazer testes controlados em laboratório e depois retornar por causa da resistencia do vírus que também eh fera. Olha me sinto bem seguro tomando eles todos os dias ainda mais. E lógico espero um dia o aval médico para poder parar de tomar. Já pensaram como seria? Comigo tah tudo bem e melhorou mais… Ler mais »

Rômulo Monteiro
Visitante
Rômulo Monteiro

Eu, que comecei tratamento com 90 dias após a contrair o HIV, estou numa “janela boa” então hehe… mas com uma CV de 1.800.000 demorou mais de 1 ano para ficar indetectável… ¯\_(ツ)_/¯

Luis Gustavo
Visitante
Luis Gustavo

Oi amigo,quanto estava seu CD4,quando foi diagnosticado com essa CV tao alta?

Rômulo Monteiro
Visitante
Rômulo Monteiro

Não lembro exatamente mas estava entre 450-550.

SAR
Membro
SAR

Como se não bastasse o preconceito que sofremos por parte da população, totalmente desinformada, o estado ao invés de colaborar, coloca mais lenha na fogueira.

https://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2018/08/23/mpe-entra-com-acao-contra-o-governo-de-sergipe-para-que-teste-sorologia-de-hiv-seja-retirado-dos-concursos-da-pm-e-dos-bombeiros.ghtml

Breno PE
Visitante
Breno PE

Galera me ajudem, vou fazer uma tomografia com contraste e tenho que tomar medicações anti alérgicas antes do exame, será que há algum risco pela minha sorologia positiva? algum de vocês já fizeram?

EuPositivoSC
Membro
EuPositivoSC

Nunca fiz, mas avise seu médico antes de injetarem o contraste.

maxwell
Visitante
maxwell

Quando eu descobri o meu médico me passou esse exame pra fazer com contraste. E não tive problema algum por conta da sorologia em fazer esse exame (ao contrário) era pra ver se eu tinha adquirido alguma oportunista ou não já que eu me queixava de muitas dores na cabeça. AGORA não tomei medicações anti alérgicas para fazer esse exame não. Apenas tinha que ficar um bom tempo sem comer nem beber água nem nada até fazer o exame

Matheus
Visitante
Matheus

Alguém já fez o teste de genotipagem de HIV?

Eu queria fazer pra saber o subtipo do meu HIV.

maxwell
Visitante
maxwell

Ao que me parece a pessoa só faz esse exame na maioria das vezes quando a medicação que o médico passou não está dando o resultado esperado aí ele pede pra ver se o subtipo do hiv presente é diferente ou não da maioria. Mas se vc está se tratando e tá tudo certo com seus exames, relaxe e deixe isso pra lá que não acrescenta em nada na sua vida. O importante é vc colocar seus viruzinhos pra ficar em coma.

EuPositivoSC
Membro
EuPositivoSC

Onde está este estudo, Matheus? É algum novo que saiu e só vc teve acesso? Heheheh. Não é isso que os estudos mostram. A longevidade para soro+ está aí para quem quiser ver. É cada vez mais comum ver pessoas com 20, 25, 30 anos de infecção gozando de vitalidade. Não seja pessimista. A cura funcional está a caminho, quem sabe a esterelizante tbm. Prefiro crer nisso do que ficar fazendo conta de quando vou morrer kkk

Euhtio
Visitante
Euhtio

Alguém poderia me tirar uma dúvida?

Estou indetectável há 05 meses ( comecei o tratamento em fevereiro). No inicio meu cd4 era de 350. No mês abril estava em 570. No meu exame do mês de agosto está 550. Pq não está aumentando? Se estou indetectável, o cd4 não deveria está acima de 1000?

Rômulo Monteiro
Visitante
Rômulo Monteiro

O CD4, com ou sem HIV, varia por diversos fatores… de manhã esta um valor e a noite esta outro.

Só se preocupa em mante-lo acima de 450-500.

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Não faz diferença 500 ou 1.000. Você não está mais protegido por ter 1000. Meu CD4 sempre variou entre 550 e 600 desde que iniciei o tratamento, há 8 anos. E nunca tive nem gripe. Nós, leigos, temos dificuldades em lidar com esses números…

Matheus
Visitante
Matheus

“Não faz diferença 500 ou 1.000. Você não está mais protegido por ter 1000”

Se fosse assim, então tanto faz ter 50 ou 350 de CD4.

Se fosse assim então não seria preciso usar antirretroviral algum já que a contagem não importa.

É cada comentário.

Xavier
Visitante
Xavier

o cd4 num trato geral varia diariamente, o meu sempre está em 900, já baixou pra 340 por uma gripe, e está tudo certo.

Matheus
Visitante
Matheus

Às vezes porque você pode ter alguma outra infecção ou estar sem dormir ou sem comer alimentos nutritivos.

Os remédios agem diferente em cada organismo, em um é mais efetivo e em outro não.

Henrique
Visitante
Henrique

Gente! Boa noite.
Estou com a possibilidade de mudança e com isso me veio duvidas acerca de como é o esquema burocrático para pegar medicacao no proximo lugar onde irei estabelecer moradia. Alguém ja passou por isso ou pode me informar melhor?

morena
Visitante
morena

também gostaria de saber eu tabm pretendo morar .em outro lugar.

PositiveSoul
Visitante
PositiveSoul

Também queria muito ter informação sobre esse assunto.

Euhtio
Visitante
Euhtio

Eh simples! Eh só vc pedir uma TRANSFERÊNCIA aonde vc retira os medicamentos.

Henrique
Visitante
Henrique

Obrigado!

A caminho
Visitante
A caminho

Pessoal Boa noite…gostaria de saber se por acaso alguém tem alguma informação a respeito de aposentadoria do portador de HIV? fiz algumas pesquisas e existem algumas possibilidades.

EuPositivoSC
Membro
EuPositivoSC

A possibilidade existe, mas para pessoas que vivem com Aids e, de alguma forma, estejam debilitadas ao ponto de perderem a função laboral. Para pessoas vivendo com HIV, apenas, não.

IGG
Visitante
IGG

Se eu passar num concurso e fazer exames admissionais e constar alguma alteração por conta do HIV, tipo no fígado ou plaquetas, eu posso ser desclassificado? Aí posso entrar com recurso algo do tipo?

Matheus
Visitante
Matheus

Pode ser desclassificado.

Não pelo HIV mas por não estar com boa saúde.

Gil
Visitante
Gil

Definitivamente, não. Nem podem pedir exame para HIV, nem podem supor que um órgão esteja debilitado por conta do HIV, é crime, é ilegal.

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Senador Paulo Paim apresentou um projeto para aposentadoria especial para portadores do HIV, ainda que não tenham desenvolvido Aids. Se não me engano, com 25 anos de contribuição. Projeto tá parado e, com as eleições, provavelmente não vai andar este ano.

caio
Visitante
caio

Boa noite! Tenho que agradecer a muitos, pois os poucos momentos em que consigo ser otimista é quando entro no site e vejo tantas pessoas bem e receptivas a atual condição, sim atualmente vivo com HIV mesmo que indetectável, daqui para ali desde Dezembro de 2017 quando descobri minha sorologia…passando de soro interrogativo para soropositivo, ocorreram sim no inicio algumas complicações como troca de medicação por efeito colateral em determinado órgão outros problemas virais enfim acostumando que as coisas… as vezes não são tão como os protocolos costumam nos informar, algumas burocracias para medicações especiais, ou se sentir constrangido em… Ler mais »

Elisa
Visitante
Elisa

Fique tranquilo Caio, isso vai passar tmb, esse diagnostico carrega ainda uma sombra pesada, não estamos mais no final dos anos 80… Descobri no ano retrasado e nos primeiros 6 meses fou punk, hj isso já nao ocupa espaço na minha memoria. Se fosse pra ser algo pior teria acontecido, essa é a oportunidade de vc ficar mais forte. Vc tem sorte, estamos na epoca da evolução do conhecimento e a internet chegou com tudo, assim a assimilação de conhecimento cresce exponencialmente, em breve poderá sair uma cura até dum fundo de garagem. Então meu amigo, estufa esses peitos aí… Ler mais »

SAR
Membro
SAR

Bom dia Caio, Sei muito bem o que se passa contigo. Acredito que muitos aqui sabem, no entanto, quero lhe dizer que por mais difícil que pareça, devemos nos ajudar um pouco. Pelo que li, você optou em manter a sua sorologia em segredo e, eu respeito sua escolha. Portanto, acredito que o ideal seria procurar por ajuda psicológica. Tenho certeza que se sentirás mais leve e a terapia te ajudará neste momento difícil. Logo que descobri minha sorologia passei meses assim, mas resolvi dar uma chance para mim e continuar sorrindo. Semana que vem completo 2 anos de tratamento… Ler mais »

Pensante
Visitante
Pensante

Caio..A vida nos traz surpresas, surpresas q vc nem iria imaginar q lhe aconteceria…. amanha eh um novo dia.. oportunidades aparecerao… coisas boas virão…. pensamentos amadurecem.. por isso nao desista dela… nao seja imediatista… pq nem tudo podemos controlar… foco em coisas boas… procure o q te faz bem… Veja bem hj vc ganhou um amigo e parç!

Sorocaba
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Sorocaba

amigo passei o mesmo que vc quando descobri em dez de 2016. Posso te garantir, que essa dor da alma que agente sente no começo ela vai passar. Pra uns dura uns meses msm. Mas Vai depender somente de vc transformar seu pensamento. mas daih, no fim quando tudo estiver mais calmo, numa rotina, vc olhar para trás e pensar…. “poxa até que sou mais forte do que pensava”, e vai se orgulhar de si mesmo, e daí vai descobrir que vc pode tudo. Faça o seguinte, como eu fiz: quando o pensamento ruim vier, veja um vídeo que vc… Ler mais »

Rômulo Monteiro
Visitante
Rômulo Monteiro

Rlx Caio que depois de um tempo vc nem vai mais pensar nisso… vai tomar seu remedio e esquecer do HIV…. vai ficar no automatico.

Morrer de HIV hoje em dia é realmente dificil viu ! Eu moro no RJ e é mais fácil eu tomar uma bala do que morrer de um virus….

Gil
Visitante
Gil

OLÁ GENTE! Eu iniciei um novo esquema, não sei porque a minha infecto optou, mas não tive muitos efeitos colaterais: comecei com dolutegravir e zidovudina com lamivudina. Sim, a zidovudina É O VELHO AZT. E este eu tomo duas vezes por dia. O dolutegravir, à noite. Eu fico preocupado, porque é uma medicação antiga, me deu calafrios, o AZT é antigo e nem sabia que estavam usando, exceto como medicação de resgate, em quem já está com AIDS. Nunca foi meu caso, pois logo que descobri minha sorologia, em maio de 2015, em dois meses estava com zero vírus por… Ler mais »

SAR
Membro
SAR

Olá Gil,
Seja mais claro quanto ao esquema que faz uso. Não entendi. 🤔

Gil
Visitante
Gil

Esta semana iniciei este novo esquema: dolutegravir e zidovudina+lamivudina. A zidovudina é o velho AZT.
Usado mais em terapias de resgate ou com CD4 baixa s, não é meu caso.
Alguém daqui tá tomando este esquema?
Não senti efeito colateral nenhum, só gases estufando minha barriga. Virei um peidão, …rsrs.
Mas e esse AZT , gente?? Me dá muito receio….
Aguardo retornod

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Tomei AZT por 7 anos, sem problemas. Ele era muito perigoso no início da terapia, pois era usado em doses cavalares. Não é a medicação mais moderna nem a menos tóxica, mas não é um bicho-papão. De toda forma, seu infecto acompanhará de perto a reação de seu organismo. Fique tranquilo

Gil
Visitante
Gil

Grato, Rodrigo. Desculpe a demora em responder, mas a vida é muito corrida para mim, sempre 16 horas diárias. Agradeço a sua opinião, vou levando, agora com mais segurança. Sonho com duas coisas: o início das injeções bimestrais e com a notícia da cura, divulgada numa bela tarde, por todos os portais de internet e, entre um paciente e outro, eu abra a janela do consultório, aqui no alto do prédio, olhe pro mar de João Pessoa e grite: LIVREEEEEEEE!!
Enquanto este dia não chega, vou vivendo com saúde, força, fé, garra, planejamento e muito amor da família e dos amigos.

Interior
Visitante
Interior

Gil é possível que ela tenha tirado o tenofovir pq tenha dado alguma alteraçao renal ou óssea em seus exames. Em mim, o tenofovir tem alterado a minha creatinina, talvez saia o tenofovir tb p mim. Há como opção o abacavir e alguns estudos sugerem terapia dupla sem o tenofovir, entretanto não é protocolo ainda.

Gil
Visitante
Gil

Essa do DTG+LAMIVUDINA me entusiasmou e vou ver com minha infecto. Obrigado, amigo!

Fernandes
Membro
Fernandes

Pois é ! Levantei essa possibilidade pro meu infecto e ele disse que não tem ela ainda, que o que se sabe é que apenas 2 remédios o vírus pode voltar.. se o pessoal começar a migrar pra terapia dupla eu penso em procurar outro infecto .. apesar de gostar do meu.. abraços!

Allpiste
Membro
Allpiste

Ele está desatualizado. Me escreva que te.mando os dados básicos do estudo.
Abraço
Allpe

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Como disse em um post anterior, meu infecto, que atende pacientes com HIV desde o início da epidemia em um hospital de referência na minha cidade, me disse que muitos infectos já adotam a terapia dupla (DTG+Lamivudina) com sucesso. Inclusive, estamos nos preparando para adotar essa combinação a partir do ano que vem, ainda que os protocolos não estejam atualizados. Recentemente, troquei o 3×1 para a combinação DTG+Tenofovir+Lamivudina para, ano que vem, retirar o Tenofovir. Torcendo para dar turo certo

jopositivi
Visitante
jopositivi

Alguém me ajuda ai?
Tomo o 2×1( dolutegravir lamivudina e tenofovir) desde fevereiro. Fikei indetectável logo no segundo mês. Não tenho efeitos colaterais . Porém sinto dores nas articulações. Não chega a ser uma dor a ponto de incomodar, mas fico preocupado se com o tempo de uso do medicamento, esse incômodo nas minhas articulações vai aumentar. Eu consigo malhar de boa essa dor não chega a prejudicar milha malhação.

Alguém já passou por isso? Alguém tem informações a respeito? Obrigado

jean
Visitante
jean

Oi… tbm estou sentindo os mesmos incômodos nas articulações.. pelo que li está relacionado ao tenofovir. Faço uso do 3×1 há dois anos. Tbm não me atrapalha os treinos ou atividades do dia-a-dia, me preocupa o tempo de uso. Em todo caso é bom trocar ideia com seu infecto e ver as possibilidades de tratamento. Melhoras pra nós. abraço …

Rafael
Visitante
Rafael

https://revistaladoa.com.br/2018/09/noticias/nao-e-problema-meu-diz-candidato-sobre-prevencao-e-tratamento-de-hiv/

JS, faça uma matéria alertando sobre os riscos que o Bolsonaro representa para o Brasil e nosso tratamento! Confesso que estou com medo. 😰

Igor
Visitante
Igor

Importante mesmo lembrar, crie um tópico no fórum na parte de ativismo.

Apenas DOIS CANDIDATOS tem em seu programa de governo a menção de projeto ligado à pessoas que vivem com HIV/AIDS.
APENAS Boulos e Ciro Gomes

Não vou dar Ctrl V nas propostas deles aqui, no fórum eu coloco. Mas oh gente, precisamos refletir seriamente sobre isso e colocar pessoas na presidência e no congresso compromissadas com a saúde pública e que reconheçam a importância dos programas voltados ao HIV/AIDS.

Rafael
Visitante
Rafael

Meu voto é do Ciro no primeiro turno, e caso for o Bozo e outra pessoa pro segundo turno, meu voto será dessa outra pessoa. Qualquer um menos esse Boçalnaro.