Uma em cada nove pessoas pode controlar a carga viral depois de interromper o tratamento

[mks_dropcap style=”letter” size=”52″ bg_color=”#ffffff” txt_color=”#000000″]L[/mks_dropcap]embra da coorte Visconti? Foi um estudo conduzido em diversas clínicas de saúde na França, publicado em 2013, sobre 14 pessoas, dez homens e quatro mulheres, que iniciaram a terapia antirretroviral logo após o diagnóstico, mas, depois, interromperam o tratamento. E foi aí que veio a surpresa! Ao invés do esperado retorno da carga viral, estes 14 pacientes mantiveram seu controle da carga viral, mesmo na ausência dos antirretrovirais. Isso quer dizer que eles controlaram a carga viral após o tratamento — daí o nome do estudo Virological and Immunological Studies in CONtrollers after Treatment Interruption, Visconti, algo como Estudos Virológicos e Imunológicos em Controladores pós Tratamento.

Uma das conclusões do Viconti foi a de que uma em cada seis pessoas que iniciaram a terapia antirretroviral menos de seis meses após a infecção poderiam ser capaz de controlar suas cargas virais por pelo menos um ano após a interrupção do tratamento. Pessoas assim receberam o nome de “controladores pós-tratamento”.

[mks_dropcap style=”letter” size=”52″ bg_color=”#ffffff” txt_color=”#000000″]C[/mks_dropcap]ontudo, desde o Visconti, pouco avançou-se no estudo de controladores pós-tratamento. Até agora. Um novo estudo, uma colaboração dos Estados Unidos, reuniu dados de 14 estudos científicos contendo, no total, observações sobre mais 600 pessoas soropositivas e descobriu que 67 delas foram capazes de manter ou restabelecer uma carga viral abaixo de 400 cópias/ml por pelo menos 48 semanas após a interrupção da terapia antirretroviral.

Este é o primeiro grande estudo, desde a coorte Visconti, em 2013, a estimar a proporção de pessoas que poderiam ser controladores pós-tratamento. Chamado de Champ, acrônimo de Control of HIV after Antiretroviral Medication Pause, analisou dez ensaios clínicos randomizados e quatro estudos de coorte realizados nos Estados Unidos e  Canadá, com resultados publicados de 2000 a 2017.

A maioria destes estudos foi de interrupção do tratamento, por si só, ou de vacinação terapêutica ou outro tratamento imunológico. Três dos quatro estudos de coorte foram de pessoas tratadas em infecção precoce, enquanto o último estudo de coorte foi com pessoas já sabidamente controladoras virais.

A idade média dos participantes foi de 41 anos, sem diferença entre os tratados em infecção precoce ou crônica. 19% eram mulheres. 69% eram brancos e 25% negros. A definição usada pelo Champ para definir um controlador de pós-tratamento foi a de que a pessoa tinha que ter uma carga viral abaixo de 400 cópias/ml ao longo de, pelo menos, dois terços do tempo e, pelo menos, por 48 semanas após a interrupção da terapia antirretroviral.

Seguindo essa definição, os pesquisadores descobriram que 13% das pessoas que iniciaram o tratamento antirretroviral logo após a infecção foram capazes de alcançar o controle viral pós-tratamento. Esta é uma estimativa muito próxima daquela dos pesquisadores do Visconti, que disseram que 15% das pessoas tratadas na infecção precoce poderiam ser controladoras pós-tratamento.

Mas o Champ não parou por aí. O estudo também procurou por controladores pós-tratamento que não iniciaram a terapia antirretroviral até que estivessem em infecção crônica — e encontrou 25 deles, representando 4% das pessoas que iniciaram o tratamento na fase de infecção crônica. Esta é a primeira vez que um estudo apresenta uma estimativa para a proporção de pessoas que iniciam o tratamento na infecção crônica pelo HIV e que podem vir a ser controladores pós-tratamento.

O tempo médio que as pessoas estavam em terapia antirretroviral antes de interromperem o tratamento foi 89 semanas, equivalente a um ano e nove meses. 75% das pessoas mantiveram controle por pelo menos um ano, 22% destas chegaram a cinco anos. Dois indivíduos tratados precocemente estão controlando sua carga viral há mais de dez anos, sem antirretrovirais. Todos os controladores pós-tratamento observados geralmente mantiveram suas contagens médias de CD4, com apenas um leve declínio de 32 células/mm³ por ano, em média, em comparação uma queda de 221 células/mm³ entre os não-controladores.

[mks_dropcap style=”letter” size=”52″ bg_color=”#ffffff” txt_color=”#000000″]H[/mks_dropcap]á um detalhe interessante: 42% dos controladores de pós-tratamento que iniciaram a terapia antirretroviral já na infecção crônica vieram de um único estudo, o ACTG 5068. 10% das pessoas neste estudo foram identificadas controladoras pós-tratamento, em comparação com 3% em todos os outros estudos de pessoas iniciando tratamento em infecção crônica.

A característica distintiva deste estudo está no fato dele ter usado a chamada “interrupção de tratamento pulsada”. Isto significa que, depois de parar inicialmente a terapia antirretroviral, as pessoas foram colocadas em duas interrupções curtas de tratamento, de 4 a 6 semanas, com um período de tratamento entre elas, antes que este fosse descontinuado indefinidamente. O resultado foi que 15% tornaram-se controladoras pós-tratamento — uma proporção tão alta quanto aqueles que iniciaram o tratamento no início da infecção.

Esse é um detalhe que sugere (mas não confirma) que as interrupções pulsadas possam ter sido suficientes para permitir que pequenos surtos de carga viral levem, segundo os pesquisadores, ao que eles chamam de “autoimunização” contra o HIV. Mesmo assim, se esta teoria estive correta, o fato é autoimunização só ocorreu em apenas 15% das pessoas. A combinação de fatores que as levou a se tornarem controladoras pós-tratamento, enquanto a maioria das pessoas não, ainda é um mistério.

Enquanto isso, apenas uma pequena proporção de pessoas passará pelas interrupções estruturadas de tratamento, trazendo eventualmente algum luz sobre o assunto. Por enquanto, o fato é que este estudo americano nos confirma que o controle pós-tratamento não é um fenômeno especialmente raro.

Publicado por

Jovem Soropositivo

Jovem paulistano nascido em 1984, que descobriu ser portador do HIV em outubro de 2010. É colaborador do HuffPost Brasil e autor do blog Diário de um Jovem Soropositivo.

92 comentários em “Uma em cada nove pessoas pode controlar a carga viral depois de interromper o tratamento”

  1. Eu confesso que queria muito participar de um estudo destes, sobre a interrupcao do tratamento e controle da CV, pena que no Brasil, mais especificamente no PR, nao existe nenhum estudo do tipo.

  2. Massa de mais.
    Técnicas e medicamentos que permitisse um uso intermitente seria bom de mais! Coisas como tomar medicação apenas durante a semana, e não nos fim de semana. Coisas como tomar a medicação a cada 3 meses no ano, algo assim. Será um avanço e acho que é super plausível esse tipo de tratamento.
    A indústria não tem interesse em algo assim mas os governos teriam… que pipoquem mais pesquisas assim!

  3. Pessoal, boa tarde!

    Por acaso, alguém aqui já faz uso da combinação: Dolutegravir + Lamivudina? (sim, apenas duas drogas ao invés de três).

    Caso positivo, faz quanto tempo desde a indicação?

    Obrigado,

      1. Eu pego a minha medicação no CT da Sta Cruz (SP) e perguntei para equipe da farmárcia se essa dispensa já ocorria e eles afirmaram que sim, mesmo ainda não sendo protocolo oficial.

        Meu médico está muito relutante na mudança – duas drogas apenas. Terei que trocar, pois o tenofovir “detonou” a miinha parte óssea em apenas 4 anos de medicação. Sim, já havia uma pré disposição genética para o problema – osteoporose e só tenho 35 anos.

        A alternativa dele seria mudar para um esquema de 5 comprimidos / dia, que confesso não estou muito feliz, mas se for essa a única alternativa, não terei o que fazer…

        1. Quais sintomas vc sentia em relação a essa questão óssea? Eu uso DTG+Tenofovir e Lamivudina desde início tratamento em
          Janeiro de 18, e estou com receio em relação a isso.

          1. Tomm, na verdade não haviam sintomas. Eu antes mesmo do diagnóstico positivo, já sabia que tinha uma tendencia de baixa densidade óssea. Após o diagnóstico segui com exames especificos anuais. Como nos últimos dois anos eu não fiz qualquer tipo checagem nesse aspecto e houve um salto significativo de mudança óssea, tanto meu infecto, quanto a minha endocrinologista chegaram a conclusão que o tenofovir contribuiu para a piora do meu quadro, já que analisando idade e outros fatores, esse diagnóstico não era para ter sido tão cedo. Mas isso vai de organismo e pré disposição individuais. Caso tenha algum caso de problemas ósseos em sua família, converse com seu médico, pois ele irá fazer as analises necessárias.

        2. Paulistano, bom dia. Aos demais, bom dia.
          Sempre fui um atento paciente ao estudo da GSK que, agora em agosto, finalizou 48 semanas mostrando com segurança científica não haver diferença entre o regime de 3 drogas e a nova opção: utilizar apenas DTG e Lamivudina. Atualmente, o problema do paciente com HIV, felizmente, não é mais o vírus; esse é bem controlado. A preocupação é que, com expectativa de vida normal, longos anos de ingesta dos medicamentos podem trazer problemas renais, ósseos e hepáticos. Portanto, desde o início de meu tratamento, sempre fiquei muito atento à possibilidade de tomar apenas 2 drogas, como nesse caso, do estudo Gemini 1 e 2 apresentado recentemente em Amsterdã, na holanda.
          Eu conversei com o meu médico, levei a ele os estudos apresentados, que mostram, após 48 semanas não ter ocorrido nenhum caso de resistência viral. nenhum. E o estudo é bem randomizado, isto é, com centenas de pessoas e não apenas algumas.
          Após conversar com ele, ouvi que já havia retirado o tenofovir de 2 pacientes, os quais apresentaram problemas ósseos, pois já tinham pré-disposição genética. Atenção, o tenofovir não afera a todos não. Apenas algumas pessoas. Porém, eu considerei o longo prazo e, com acompanhamento médico, fiz a opção de excluir o tenofovir. hoje, desde o dia 05 de agosto, estou ingerindo apenas DTG e Lamivudina.
          Gostaria de considerar o seguinte, aos amigos:
          a) eu fiz isso com orientação médica e, também, sem medo. Estou seguindo um estudo científico, que mostrou não haver diferença entre os dois regimes (o de 3 drogas e o de 2 nesse esquema).
          b) Regime de 2 drogas não é experimento, já existe essa opção aprovada pelo FDA, e o nome do medicamento é JULUCA, mas utiliza um composto que não temos no Brasil, com a desvantagem de só ser aplicável aos pacientes que já estejam indetectáveis há, pelo menos, 6 meses. Portanto, ao contrário desse modelo (DTG mais Lamivudina), não pode ser aplicado aos pacientes virgens de tratamento.
          c) Como esse esquema pode ser aplicado a pacientes virgens de tratamento (chamados pacientes naïve), ele se mostra ainda mais seguro em casos como o meu, em que ha apenas uma simplificação do esquema, retirando uma droga, quando eu já era há mais de 6 meses indetectável. Isso “amplia” o perfil de segurança da opção em reduzir;
          d) Eu tive acesso aos estudos básicos do Gemini, aqueles cheios de gráficos, e qualquer médico que entre em contato com a GSK poderá ter, onde fica muito segura a opção, graficamente demonstrada;
          e) A GSK já anunciou que, até o final desse ano, dará entrada no FDA ao procedimento de aprovação de mais essa opção, que poderá competir com todos os demais medicamentos da Gilead, uma vez que é aplicável aos pacientes naïve;
          f) Vários médicos já fazem a opção de duas drogas aos pacientes, em caso de intolerância ao tenofovir, não é exatamente uma “novidade” entre os médicos que acompanham de perto a “virada de copérnico” que os inibidores de integrase geraram no tratamento. A partir deles, e do Juluca, todos ficaram muito atentos ao grande poder desses fármacos, e da grande barreira genética que possuem para impedir resistência viral.
          Por fim, gostaria de dizer que tenho segurança e acompanhamento médico. Gostaria também de dizer que esse regime não está aprovado pelo FDA por uma questão burocrática, mas estará, em breve, e será muito bem vindo ao mundo, principalmente nos países mais pobres, pois a lamivudina é medicamento genérico, o que reduzirá os custos desse tratamento.
          No mais, uma excelente semana a todos.
          Vida longa.
          Um abraço,
          Sempre com acompanhamento médico!
          Allpe

            1. Paulistano, acabei de sair da consulta e, em comum acordo com meu infecto, vou trocar o 3 em 1 pelo DTG + Tenofovir/Lamivudina. Aproveitei para questiona-lo sobre essa questão da terapia dupla.
              Ele foi enfático: “A partir do ano que vem, você a utilizará”.
              Perguntei se haveria mudança no protocolo, ele afirmou que possivelmente sim mas, mesmo que não haja, muitos pacientes já estão usando a combinação DTG+Lamivudina. Disse que vários estudos recentes e a prática clínica comprovam que a combinação é segura e indicada para quem já está com CV zerada.
              Explicou que o combate ao HIV viveu um pêndulo: quando os primeiros medicamentos começaram a falhar, o pêndulo passou para o nível “hard”, ou seja, os médicos passaram a utilizar uma combinação de vários medicamentos. Hoje, com as novas drogas (o DTG é uma delas) já se sabe que a terapia dupla pode muito bem controlar a replicação do vírus, com efeitos benéficos à saúde do paciente a longo prazo.
              Ele me disse que minha próxima consulta, lá para março do ano que vem, será de “muitas emoções”… Bom, fiquei otimista. Vamos torcer!

                1. Pra todos nós, Allpiste. E um agradecimento especial por este blog, que tem nos informado muito. Foi a partir da bola levantada pelo Paulistano que questionei o meu infecto, que confirmou tudo o que tem sido escrito aqui sobre o assunto.

              1. Rodrigo, essa é realmente uma boa notícia. Eu li essas duas últimas semanas algumas matérias falando da eficácia da dupla combinação. Enviei um email ao meu médico marcado uma consulta para daqui 15 dias e vou retomar o assunto com ele, já que não tenho outra alternativa a não ser suspender o tenofovir. Eu li também o pré-requisitido que seria a carga viral indetectável. Bom, a minha está desde os primeiros 20 dias de medicação lá em 2014 e de lá para cá, nunca tive qq problema nesse tema.
                Vou expor os meus pontos e ouvir o que ele pensou ao longo desses três meses. Se por fim, não chegarmos à uma conclusão favorável. busco outro profissional.
                Obrigado por compartilhar a sua experiência.

          1. Olá Alpiste boa noite tudo bem? Vi que você ta por dentro desse estudo da GSK queria saber se você me explicaria que se uma pessoa toma Dolutegravir, Lamividina, Atazanavir e Ritonavir enta nesse caso? Ou entra apenas aqueles que tomam 3 combinações com o Tenofovir. Ficaria muito grato se me chamasse no email ou respondesse marcossolistico@gmail.com

            Obrigado

        3. Dia 3 irei ao meu infecto e irei conversar com ele a respeito do DTG+Lamivudina.
          Eu tomo o 3×1 e ele está relutante em mudar o esquema para o DTG+2×1..
          Como está a dispensação para o esquema DTG+2×1?

          1. Hoje busquei meu primeiro lote de DTG+2×1 (Tenofovir+Lamivudina). Peguei para 90 dias. Até fiquei surpreso. O 3×1 estava sendo entregue para 30 ou 60 dias.

    1. Este protocolo duplo ainda não foi liberado. Tb espero por ele, uma vez que o tenofovir altera a minha creatinina.

  4. Gente, uma dúvida.
    Quando me descobri positivo minha carga viral estava em torno de 4.997 cópias. O infectologista disse que não pode dizer se foi algo recente ou não.
    Como faço pra saber?

    1. Não, a sua carga viral não indica infecção recente, que costuma ser de milhões de cópias. Ao contrário, ela indica uma infecção crônica.

      1. Js, quando eu descobri, a minha carga viral era de 500.000 cópias e da minha mulher 3.500. Com base nisso, devo entender que fui infectado depois dela ???🤔

    2. Talvez pelo cd4 tenha uma ideia mas fica só na suposição também, meu primeiro infecto disse q o meu era recente e o infecto atual disse que poderia ser de 2 anos ..

    3. A tendência é uma replicação viral veloz no início da infecção, chegando rapidamente a milhões de cópias.. O sistema imune reage, a carga viral cai e depois retoma o aumento gradativo até destruir seu sistema imune e, então, abrir as portas para doenças oportunistas. O ciclo pode ser mais ou menos veloz, a depender de cada organismo.

      1. Tem cepa do HIV que mesmo com carga viral baixa agride o mesmo tanto que outras cepas com carga viral maior.

        O tipo D mesmo é extremamente agressivo mesmo com baixa CV.

  5. Tenho 40 anos de idade e ha exatamente a 6 meses atras fui diagnostico, começando o tratamento com Dolutegravir em menos de 15 dias apos o diagnostico, durante esse tempo já tive todos os tipos de sentimentos, desde suicídio até me isolar do mundo. Acredito ter feito a escolha certa, me cerquei de todo tipo de informação possível acerca da doença e ter escolhido viver da melhor forma possível, mudei meus hábitos alimentares, voltei a fazer exercícios físicos com frequência, no inicio minha carga viral era de 224 mil, com CD4 de 729, dois meses depois a CV foi pra 90 mil e CD4 779, e com apenas 4 meses de tratamento zerei a CV e meu CD4 foi pra 1058. Tenho uma infectologista ótima, que alem de me esclarecer todas as duvidas, faz isso de uma forma humanizada com muito carinho e respeito.
    Tenho me sentido ótimo com aparência e fisicamente mais saudável, faço terapia para saber lidar com sentimentos que me cercam quanto a minha sorologia, tem dias que ate esqueço que sou soropositivo, mas tem dias que bate muito forte uma angustia. Assim, vou levando minha vida, trabalhando, estudando, socializando com amigos, não sei se hj tenho espaço em minha vida para um relacionamento afetivo, mas tb não fico pensando nisso.
    Um detalhe muito importante foi ter encontrado esse blog que muitas vezes me salvou nos maiores momentos de angustia, mas só hj decidi escrever aqui e partilhar minha historia.
    Escolhi não contar para ninguém minha sorologia, apenas minha terapeuta e um amigo muito intimo sabem, acho que não tenho “ainda” estrutura emocional para enfrentar qualquer sorte de preconceito.
    Mas uma coisa é fato, podemos viver e bem com diagnostico de uma doença que já carregou e ainda carrega tanto estigma.
    Sejamos fortes, e como sempre digo a DEUS em minhas orações que tenho certeza que minha geração vai ver a cura. Eu creio e oro por isso, mas por hora me permito viver da melhor forma possível e correr atras dos meus sonhos sem que esse “detalhe” me impeça de fazer o que quiser.

    1. fui diagnosticado há dois meses. Ainda estou sem entender como isso ocorreu, pois sempre usei caminha na penetração (nela somente, oral e “roçassão” sem ela). Tô bem quanto ao diagnostico, não pessoalizo as coisas, acredito muito no aleatório, cai nas estatísticas. Optei por ter o diagnostico em sigilo, não quero preocupar as pessoas mais próximas, dado o desconhecimento, nem mudar a forma como elas me tratam. Estou com receio somente quanto a busca dos remédios. Como funcionam essas unidades? elas disponibilizam quaisquer remédios ou tem aquela especialização em HIV? assim quem estivesse buscando remédios lá todos saberiam que se tratava de um soro positivo? tem filas? ou é uma coisa rápida? é comum poder pegar 2 ou 3 meses de medicamentos, para ir lá menos vezes?

      1. Na minha cidade fornecem a medicação somente para um mês. A entrega é feita sem espera numa porta separada porém todos sabem que esse método de entrga é para uma medicação fora das corriqueiras digamos assim. Só querer associar que é possível chegar a conclusão que é para hiv. Infelizmente é assim aqui.

      2. Na minha cidade é pra um mês só. É uma farmácia especial só pra Soro+, no mesmo posto em que existe outra sala um pouco distante para remédios “comuns”. Inclusive poderia ser pra todas DSTs ne?” Mas não, é para Soro+. Tem uma caixinha com as fichas, pega uma e espera, são poucas pessoas na sua frente. A funcionaria chama pelo numero e vc entra em outra sala. Infelizmente não to sentindo o clima muito sigiloso, pois quando vou pegar fico morrendo de medo de entrar alguém conhecido na sala de espera, seja funcionário ou paciente. Na ultima vez apareceu uma menina do nada na sala interna de entrega, dizendo que era da “pesquisa” e precisava de alguma informação.. enquanto isso eu pegando meus frascos e doido pra ir embora. Outro dia encontrei uma menina bem parecida com ela na academia que malho, não sei se era ela mesma ou não. Estou em sigilo total também, a minha única bronca até agora é pegar os remédios la no posto. Até as vacinas que tomei tinha o CID da doença e a sala era para vacina especial.
        Não tive efeito colateral aparente, estou no 27º dia e fui no posto 2 vezes, pois a segunda remessa é com 20 dias pra vc ficar com 10 dias de sobra.
        Ah, eles deixam voce cadastrar alguem que possa pegar por voce, caso tenha. Vai la na fé, vai que a sua cidade é mais tranquilo.

        No mais, se anime, a vida é normal. Também não sei como peguei, não me expus anal e vaginal foram poucas vezes, fico na duvida se foi vaginal ou oral, mas não fico mais atrás de saber com quem foi e porque não usei camisinha..

        1. Fernandes, obrigado pelas respostas. Moro em uma capital, tenho duas opções próximas de busca: uma em um centro especializado em dsts e outra em um hospital universitário, vou rondar nos locais pra ver qual será melhor. Infelizmente não tenho ninguém pra pegar os medicamentos, pois não pretendo contar pra ninguém. Bom saber dessa sobra na segunda remessa, estava pensando em só usar os remédios a partir do segundo lote, pra ter um mês de remédio em casa, você acha necessário isso, tendo em vista esses eventos como Paralisação de motoristas? quais vacinas foram essas que você tomou? que bom que vc não teve efeitos colaterais, espero não ter também. Dizem que com o tempo vc nem lembra mais do hiv, toma os remédios no automático, doido pra ser assim logo, pois ainda penso no diagnostico de duas em duas horas, rs..

          1. Nem tinha pensado nisso de segurar um mês kkkkk mas acho que os 10 dias são suficientes .. e tbm eu me arrependi de ter demorado 3 meses pra começar a tomar, pois se tivesse começado logo já estaria indetectável e intransmissível..
            as vacinas o médico passa no papel, meningite hepatite pneumonia gripe etc .. leva o papel do médico que não tem erro.. eu acordo e tomo no automático , ainda não esqueci de tomar.. o ruim mesmo e só ir buscar lá .. abraços

  6. JS que massa essa matéria véio. Muito bom e tem gente lutando crontra o lance de ficar soh no remédio como única solução. Isso soh mostra o quanto esses remédios novos sao muito potentes. Pois antes os cientistas temiam muito em parar de tomar remédios para fazer testes controlados em laboratório e depois retornar por causa da resistencia do vírus que também eh fera. Olha me sinto bem seguro tomando eles todos os dias ainda mais. E lógico espero um dia o aval médico para poder parar de tomar. Já pensaram como seria? Comigo tah tudo bem e melhorou mais ainda com a troca do 3×1 efa para o 2×1 dulotegravir. Não sinto nada. Vida bem normal. Parece que até estou mais forte com massa gorda e magra. Galera eu tenho HIV e vivo bem,

  7. Eu, que comecei tratamento com 90 dias após a contrair o HIV, estou numa “janela boa” então hehe… mas com uma CV de 1.800.000 demorou mais de 1 ano para ficar indetectável… ¯\_(ツ)_/¯

  8. Galera me ajudem, vou fazer uma tomografia com contraste e tenho que tomar medicações anti alérgicas antes do exame, será que há algum risco pela minha sorologia positiva? algum de vocês já fizeram?

    1. Quando eu descobri o meu médico me passou esse exame pra fazer com contraste. E não tive problema algum por conta da sorologia em fazer esse exame (ao contrário) era pra ver se eu tinha adquirido alguma oportunista ou não já que eu me queixava de muitas dores na cabeça. AGORA não tomei medicações anti alérgicas para fazer esse exame não. Apenas tinha que ficar um bom tempo sem comer nem beber água nem nada até fazer o exame

    1. Ao que me parece a pessoa só faz esse exame na maioria das vezes quando a medicação que o médico passou não está dando o resultado esperado aí ele pede pra ver se o subtipo do hiv presente é diferente ou não da maioria. Mas se vc está se tratando e tá tudo certo com seus exames, relaxe e deixe isso pra lá que não acrescenta em nada na sua vida. O importante é vc colocar seus viruzinhos pra ficar em coma.

    2. Eu já fiz. Antes de iniciar o tratamento, aliás. Li a respeito e falei com minha infecto do convênio. O exame foi feito junto com aquela bateria toda de exames para saber CV, CD4, exposição prévia a tuberculose, etc etc etc. Antes de começar a medicação eu já sabia que tinha o HIV tipo 1, sem mutações de resistência. Comecei tomando DTG + 2 em 1 e em 30 dias fiquei indetectável.

  9. Onde está este estudo, Matheus? É algum novo que saiu e só vc teve acesso? Heheheh. Não é isso que os estudos mostram. A longevidade para soro+ está aí para quem quiser ver. É cada vez mais comum ver pessoas com 20, 25, 30 anos de infecção gozando de vitalidade. Não seja pessimista. A cura funcional está a caminho, quem sabe a esterelizante tbm. Prefiro crer nisso do que ficar fazendo conta de quando vou morrer kkk

  10. Alguém poderia me tirar uma dúvida?

    Estou indetectável há 05 meses ( comecei o tratamento em fevereiro). No inicio meu cd4 era de 350. No mês abril estava em 570. No meu exame do mês de agosto está 550. Pq não está aumentando? Se estou indetectável, o cd4 não deveria está acima de 1000?

    1. O CD4, com ou sem HIV, varia por diversos fatores… de manhã esta um valor e a noite esta outro.

      Só se preocupa em mante-lo acima de 450-500.

    2. Não faz diferença 500 ou 1.000. Você não está mais protegido por ter 1000. Meu CD4 sempre variou entre 550 e 600 desde que iniciei o tratamento, há 8 anos. E nunca tive nem gripe. Nós, leigos, temos dificuldades em lidar com esses números…

      1. “Não faz diferença 500 ou 1.000. Você não está mais protegido por ter 1000”

        Se fosse assim, então tanto faz ter 50 ou 350 de CD4.

        Se fosse assim então não seria preciso usar antirretroviral algum já que a contagem não importa.

        É cada comentário.

        1. o cd4 num trato geral varia diariamente, o meu sempre está em 900, já baixou pra 340 por uma gripe, e está tudo certo.

    3. Às vezes porque você pode ter alguma outra infecção ou estar sem dormir ou sem comer alimentos nutritivos.

      Os remédios agem diferente em cada organismo, em um é mais efetivo e em outro não.

  11. Gente! Boa noite.
    Estou com a possibilidade de mudança e com isso me veio duvidas acerca de como é o esquema burocrático para pegar medicacao no proximo lugar onde irei estabelecer moradia. Alguém ja passou por isso ou pode me informar melhor?

  12. Pessoal Boa noite…gostaria de saber se por acaso alguém tem alguma informação a respeito de aposentadoria do portador de HIV? fiz algumas pesquisas e existem algumas possibilidades.

    1. A possibilidade existe, mas para pessoas que vivem com Aids e, de alguma forma, estejam debilitadas ao ponto de perderem a função laboral. Para pessoas vivendo com HIV, apenas, não.

      1. Se eu passar num concurso e fazer exames admissionais e constar alguma alteração por conta do HIV, tipo no fígado ou plaquetas, eu posso ser desclassificado? Aí posso entrar com recurso algo do tipo?

        1. Definitivamente, não. Nem podem pedir exame para HIV, nem podem supor que um órgão esteja debilitado por conta do HIV, é crime, é ilegal.

    2. Senador Paulo Paim apresentou um projeto para aposentadoria especial para portadores do HIV, ainda que não tenham desenvolvido Aids. Se não me engano, com 25 anos de contribuição. Projeto tá parado e, com as eleições, provavelmente não vai andar este ano.

  13. Boa noite!

    Tenho que agradecer a muitos, pois os poucos momentos em que consigo ser otimista é quando entro no site e vejo tantas pessoas bem e receptivas a atual condição, sim atualmente vivo com HIV mesmo que indetectável, daqui para ali desde Dezembro de 2017 quando descobri minha sorologia…passando de soro interrogativo para soropositivo, ocorreram sim no inicio algumas complicações como troca de medicação por efeito colateral em determinado órgão outros problemas virais enfim acostumando que as coisas… as vezes não são tão como os protocolos costumam nos informar, algumas burocracias para medicações especiais, ou se sentir constrangido em entregar uma guia de encaminhamento com a sigla HIV/AIDS ( ou esconde-lá a sete chaves ), sim desde que descobri minha sorologia não contei a ninguém, vivo com esse diagnostico corroendo minha mente e além de tudo encubado no peito querendo ligar o f#*@-se …..vivo por viver e atualmente com minhas pequenas amizades armazenadas em recipientes plásticos de tantas e poucas unidades, sei e aceito que muitos aqui possam interpretar como um certo tipo de exagero das minhas tantas e poucas besteiras que posto …mas hoje vocês sãos meus únicos amigos,,,,sim você mesmo que está lendo é um das pessoas que considero amigo, talvez por está perdendo seu tempo precioso lendo minhas palavras.
    Hoje vivo isolado, me aprofundo nas a minhas atividades profissionais para facilitar várias desculpa de falta de tempo, ao mesmo responder “estou bem” para quaisquer que sejam os questionamentos externos,não me relaciono e nem quero ( estou muito feliz por isso acreditem)..a unica coisa que me corroê 24hrs por dia é o pensamento extremo de suicídio a vontade de ser ceifado é uma vontade tão extrema que não sei explicar por que sou tão covarde em faze-la.
    Fico por aqui e peço muitas desculpas por importuna´los.

    Obrigado

    1. Fique tranquilo Caio, isso vai passar tmb, esse diagnostico carrega ainda uma sombra pesada, não estamos mais no final dos anos 80…
      Descobri no ano retrasado e nos primeiros 6 meses fou punk, hj isso já nao ocupa espaço na minha memoria.
      Se fosse pra ser algo pior teria acontecido, essa é a oportunidade de vc ficar mais forte.
      Vc tem sorte, estamos na epoca da evolução do conhecimento e a internet chegou com tudo, assim a assimilação de conhecimento cresce exponencialmente, em breve poderá sair uma cura até dum fundo de garagem.
      Então meu amigo, estufa esses peitos aí e vai fazer o que gosta, pois o teu corpo ta fazendo tudo pra viver normaemntem e não será seus pensamentos por causa duma realidade de quase 40 anos que tirará teu sono.

    2. Bom dia Caio,

      Sei muito bem o que se passa contigo. Acredito que muitos aqui sabem, no entanto, quero lhe dizer que por mais difícil que pareça, devemos nos ajudar um pouco. Pelo que li, você optou em manter a sua sorologia em segredo e, eu respeito sua escolha. Portanto, acredito que o ideal seria procurar por ajuda psicológica. Tenho certeza que se sentirás mais leve e a terapia te ajudará neste momento difícil. Logo que descobri minha sorologia passei meses assim, mas resolvi dar uma chance para mim e continuar sorrindo. Semana que vem completo 2 anos de tratamento e diagnóstico e estou bem. Procure cercar-se de coisas boas, faça aquilo que te deixa feliz. Curta a sua companhia e não deixe de viver. O HIV não é mais forte que você e não define quem tu és!

      Fique bem!

      Abraço!

    3. Caio..A vida nos traz surpresas, surpresas q vc nem iria imaginar q lhe aconteceria…. amanha eh um novo dia.. oportunidades aparecerao… coisas boas virão…. pensamentos amadurecem.. por isso nao desista dela… nao seja imediatista… pq nem tudo podemos controlar… foco em coisas boas… procure o q te faz bem… Veja bem hj vc ganhou um amigo e parç!

    4. amigo passei o mesmo que vc quando descobri em dez de 2016. Posso te garantir, que essa dor da alma que agente sente no começo ela vai passar. Pra uns dura uns meses msm. Mas Vai depender somente de vc transformar seu pensamento. mas daih, no fim quando tudo estiver mais calmo, numa rotina, vc olhar para trás e pensar…. “poxa até que sou mais forte do que pensava”, e vai se orgulhar de si mesmo, e daí vai descobrir que vc pode tudo. Faça o seguinte, como eu fiz: quando o pensamento ruim vier, veja um vídeo que vc goste no youtube ou assista Netflix e sim trabalhar mais e focar em outras coisas soh me fez bem. Vc eh mais forte que vc pensa! Força ae man!

    5. Rlx Caio que depois de um tempo vc nem vai mais pensar nisso… vai tomar seu remedio e esquecer do HIV…. vai ficar no automatico.

      Morrer de HIV hoje em dia é realmente dificil viu ! Eu moro no RJ e é mais fácil eu tomar uma bala do que morrer de um virus….

  14. OLÁ GENTE!

    Eu iniciei um novo esquema, não sei porque a minha infecto optou, mas não tive muitos efeitos colaterais: comecei com dolutegravir e zidovudina com lamivudina. Sim, a zidovudina É O VELHO AZT.
    E este eu tomo duas vezes por dia. O dolutegravir, à noite.
    Eu fico preocupado, porque é uma medicação antiga, me deu calafrios, o AZT é antigo e nem sabia que estavam usando, exceto como medicação de resgate, em quem já está com AIDS.
    Nunca foi meu caso, pois logo que descobri minha sorologia, em maio de 2015, em dois meses estava com zero vírus por ml, indetectável.
    Agora, troquei o esquema com ritonavir, atazanavir e lamivudina+tenofovir.
    Estou preocupado. Vocês poderiam falar algo sobre esta medicação?
    Um abraço a todos do Gil

      1. Esta semana iniciei este novo esquema: dolutegravir e zidovudina+lamivudina. A zidovudina é o velho AZT.
        Usado mais em terapias de resgate ou com CD4 baixa s, não é meu caso.
        Alguém daqui tá tomando este esquema?
        Não senti efeito colateral nenhum, só gases estufando minha barriga. Virei um peidão, …rsrs.
        Mas e esse AZT , gente?? Me dá muito receio….
        Aguardo retornod

        1. Tomei AZT por 7 anos, sem problemas. Ele era muito perigoso no início da terapia, pois era usado em doses cavalares. Não é a medicação mais moderna nem a menos tóxica, mas não é um bicho-papão. De toda forma, seu infecto acompanhará de perto a reação de seu organismo. Fique tranquilo

          1. Grato, Rodrigo. Desculpe a demora em responder, mas a vida é muito corrida para mim, sempre 16 horas diárias. Agradeço a sua opinião, vou levando, agora com mais segurança. Sonho com duas coisas: o início das injeções bimestrais e com a notícia da cura, divulgada numa bela tarde, por todos os portais de internet e, entre um paciente e outro, eu abra a janela do consultório, aqui no alto do prédio, olhe pro mar de João Pessoa e grite: LIVREEEEEEEE!!
            Enquanto este dia não chega, vou vivendo com saúde, força, fé, garra, planejamento e muito amor da família e dos amigos.

    1. Gil é possível que ela tenha tirado o tenofovir pq tenha dado alguma alteraçao renal ou óssea em seus exames. Em mim, o tenofovir tem alterado a minha creatinina, talvez saia o tenofovir tb p mim. Há como opção o abacavir e alguns estudos sugerem terapia dupla sem o tenofovir, entretanto não é protocolo ainda.

        1. Pois é ! Levantei essa possibilidade pro meu infecto e ele disse que não tem ela ainda, que o que se sabe é que apenas 2 remédios o vírus pode voltar.. se o pessoal começar a migrar pra terapia dupla eu penso em procurar outro infecto .. apesar de gostar do meu.. abraços!

        2. Como disse em um post anterior, meu infecto, que atende pacientes com HIV desde o início da epidemia em um hospital de referência na minha cidade, me disse que muitos infectos já adotam a terapia dupla (DTG+Lamivudina) com sucesso. Inclusive, estamos nos preparando para adotar essa combinação a partir do ano que vem, ainda que os protocolos não estejam atualizados. Recentemente, troquei o 3×1 para a combinação DTG+Tenofovir+Lamivudina para, ano que vem, retirar o Tenofovir. Torcendo para dar turo certo

  15. Alguém me ajuda ai?
    Tomo o 2×1( dolutegravir lamivudina e tenofovir) desde fevereiro. Fikei indetectável logo no segundo mês. Não tenho efeitos colaterais . Porém sinto dores nas articulações. Não chega a ser uma dor a ponto de incomodar, mas fico preocupado se com o tempo de uso do medicamento, esse incômodo nas minhas articulações vai aumentar. Eu consigo malhar de boa essa dor não chega a prejudicar milha malhação.

    Alguém já passou por isso? Alguém tem informações a respeito? Obrigado

    1. Oi… tbm estou sentindo os mesmos incômodos nas articulações.. pelo que li está relacionado ao tenofovir. Faço uso do 3×1 há dois anos. Tbm não me atrapalha os treinos ou atividades do dia-a-dia, me preocupa o tempo de uso. Em todo caso é bom trocar ideia com seu infecto e ver as possibilidades de tratamento. Melhoras pra nós. abraço …

    1. Importante mesmo lembrar, crie um tópico no fórum na parte de ativismo.

      Apenas DOIS CANDIDATOS tem em seu programa de governo a menção de projeto ligado à pessoas que vivem com HIV/AIDS.
      APENAS Boulos e Ciro Gomes

      Não vou dar Ctrl V nas propostas deles aqui, no fórum eu coloco. Mas oh gente, precisamos refletir seriamente sobre isso e colocar pessoas na presidência e no congresso compromissadas com a saúde pública e que reconheçam a importância dos programas voltados ao HIV/AIDS.

      1. Meu voto é do Ciro no primeiro turno, e caso for o Bozo e outra pessoa pro segundo turno, meu voto será dessa outra pessoa. Qualquer um menos esse Boçalnaro.

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