Carta de um leitor: vida positiva após o diagnóstico

“Quero compartilhar com vocês parte da minha história. Quero ajudar alguém que, assim como eu, se deparou com um diagnóstico tão desolador — não só pelo choque que qualquer doença séria e incurável traz ao indivíduo, mas sobretudo por um enfraquecido sistema imunológico, tal como o meu quando da descoberta.

Almejando ser mais didático, vou descrever minha trajetória separando as esferas pessoal e profissional, para tentar dimensionar e, assim, fazê-los compreender a real extensão de tudo o que senti ao ser diagnosticado positivo para o HIV. A exatidão desse sentimento que vem com o diagnóstico não se mensura apenas por aquilo que vivenciamos à época do resultado, mas por tudo aquilo que sempre acreditamos e perseguimos ao longo da nossa trajetória: o impacto (que imaginamos) daquele diagnóstico para o futuro de nossas vidas ou, ao menos, os efeitos dele projetados sobre o nosso futuro.

Inicialmente, friso que cresci em uma cidade pequena, pacata, do interior. Tive uma adolescência permeada de preconceitos e autopreconceitos, intrínsecos, próprios de todo ser humano que se cresce em comunidades pouco desenvolvidas e é educado no seio de uma família religiosa.

Para mim, essa não foi uma história que descreva como ruim, não foi!, mas posso dizer que me fez sofrer o bastante para aceitar a minha sexualidade. Tive que vencer muitos preconceitos próprios, ao ponto da minha primeira relação sexual com o gênero que me atrai ter acontecido somente aos meus 21 anos idade.

Foi a partir daí, registrando esse marco como libertador, que decidi seguir a minha vida assim: me tornado alguém que me fizesse feliz, liberto de todas as neuras, seguindo as minhas crenças pessoais e sempre me adaptando diante do dogma que ainda carregava, desde os tempos de igreja. Hoje, acredito que Deus me ama do jeito que sou, apenas me quer de coração puro, sem maldade, sem buscar o mal ao próximo, sendo uma pessoa justas, assim como ele. Essa é a minha forma de pensar e viver bem minha vida, sem perder a minha fé e com todo respeito à opiniões contrárias. Viva a liberdade de consciência e de crença!

Também segui buscando minha felicidade em outro aspecto importante para mim: o corpo, através daquilo que alguns chamam de ‘culto ao corpo’. Aos 23 anos, em 2008, me tornei um praticante esportista muito dedicado. Viciado: treinava três horas por dia. Tinha o sonho de chegar ao fisiculturismo e até fazia dietas consideradas por alguns como ‘extremas’.

Mas foi saindo da faculdade que recebi um convite de trabalho que muito me auxiliaria à realização do meu sonho profissional, em termos de experiência na carreira que desejava seguir. Não pensei duas vezes e, ao longo de um ano, suspendi a musculação e me concentrei neste outro projeto. Durante esse período, confesso, comecei a me sentir mal por ficar muito magro, de músculos murchos, e com uma barriguinha que nunca antes me acompanhara. Senti a queda na autoestima. E foi exatamente nesse momento que veio o diagnóstico positivo para o HIV.

O diagnóstico me fez pensar em desistir de tudo, como se todos os meus sonhos caíssem por água abaixo. Fiquei desolado, extremamente arrasado. E temeroso diante do futuro do relacionamento que acabava de se iniciar.

Tudo começou em 2016, quando viajei para a praia, em outro Estado. Lá, conheci alguém que me encantou. Ele era incrível! Me cativava com seu jeito de tratar, me olhar… Regressei de viagem com uma daquelas paixonites, sabe? Era como se tivesse retornado à adolescência: continuamos a nos comunicar via WhatsApp e sempre mantendo diálogo como se namorássemos a sério, como se, no dia seguinte, ou a qualquer hora, pudéssemos nos encontrar. Tivemos crises de ciúmes, brigas, discussões de relacionamento — tudo à distância.

Foi em abril de 2017 que combinamos de nos reencontrar pessoalmente. Nessa mesma viagem, noivamos, com direito à aliança em jantar e a oficialização da seriedade da nossa relação. Estava decidido: casaríamos em agosto! Mas começava aí a necessidade de organizar o evento, a vida e o relacionamento e, dentre estes assuntos, o plano de fazermos todos os exames de infecções sexualmente transmissíveis. Foi então que, em meados de 2017, fui até um laboratório na minha cidade e solicitei o tal teste de HIV.

Certo de que não havia nada de errado comigo, com um histórico de apenas dois curtos relacionamentos anteriores, ainda pedi que minha sobrinha buscasse o resultado dos exames para mim. Ocupado com o trabalho, segui meu dia normalmente, até o momento em que recebi a ligação do laboratório: não era possível que entregassem os resultados a qualquer pessoa que não fosse eu, pois a doutora precisava conversar comigo. Disseram que algo estava errado e era preciso repetir o exame.

Abri o computador e descrevi a situação para o Google. Não demorou para descobrir que o argumento do laboratório era um provável indicativo de que o teste de HIV tinha vindo com resultado positivo e, por isso, era preciso confirmá-lo com uma nova amostra de sangue. Era isso, sem dúvida: um resultado positivo.

Passaram-se três dias, inundados de choro, até que eu criasse coragem para repetir o teste de HIV. E não o fiz por conta própria, mas por apoio de minha mãe, que se aproximou e perguntou o que é que se passava. Em meio à lágrimas e choro, contei que precisava refazer um exame e que havia grande chances de eu ser soropositivo.

‘– Filho, se o resultado vier positivo, nós vamos enfrentá-lo e pronto!’, disse ela.

Foi num ambiente reservado do laboratório, para onde fui levado por um atencioso profissional que percebeu a minha aflição, que repeti o teste de HIV. Alguns dias depois, veio a  confirmação: reagente para HIV.

Um susto, sim, mas já começava a suportar a ideia de conviver com o vírus, até então impossível de aceitar. Atribuo isso ao fato de que, naqueles dias entre a última coleta de sangue e o resultado, li bastante, o máximo que consegui, sobre o HIV — grande parte deste conteúdo, sim, aqui no Diário de um Jovem Soropositivo. Talvez, mal saiba seu autor que seu trabalho neste blog salva vidas. A ele, sou eternamente grato. Foi através desta iniciativa que compreendi melhor a vida de um soropositivo e num momento em que tudo era desconhecido. Percebi o quanto somos ignorantes a respeito do assunto! Li relatos fantásticos que muito me confortaram e percebi  também como faltam campanhas educativas acerca do tema em nosso país.

Ao que me parece, a maior dificuldade da vida com HIV é vencer o preconceito, decorrente da falta de conhecimento da população em geral. E falo por experiência própria, momentos em que eu mesmo tive preconceito. Lembro que, certa vez, conversava no trabalho com um rapaz soropositivo assumido e, enquanto ele me relatava um assunto qualquer, a única coisa que se passava pela minha cabeça era: Como que esse cara fez isso consigo mesmo? Como que ele deixou isso acontecer com ele? Por que ele não se cuidou? Era a minha ignorância, decorrente do fato de eu nada saber sobre o HIV.

Agora, saberia meu noivo tudo o que era preciso sobre o HIV? Essa era uma pergunta que eu temia responder e, descobria eu, deveria inclusive ser postergada. Meus exames subsequentes mostram que minha saúde requisitava muita atenção: meu CD4 estava em 76, quando o mínimo esperado é 500.

Reduzi a intensidade de meus treinos na academia. Suspendi as dietas. Continuei sem fumar, sem beber, sem ir à balada. E iniciei imediatamente o tratamento antirretroviral com Dolutegravir, Tenofovir e Lamivudina, além de Bactrim, para evitar infecções e doenças oportunistas. Aqui, noto que praticamente não tive efeitos colaterais — a não ser os psicológicos: todas as noites acordava às 4 horas da manhã, com aquele turbilhão de coisas na mente.

Em novembro de 2017 minha contagem do CD4 subiu para 291. Em Março de 2018 chegou a 325. E, agora, em agosto de 2018, meu CD4 está em 451. Deus é muito bom! Tenho certeza que, em breve, meu CD4 estará muito acima de 500. Tenho fé! Sei que a vida pode sim voltar ao normal.

Mas e o casamento? O teste de HIV dele veio negativo. E o meu positivo, disse ele, jamais seria empecilho. Nosso amor é muito maior, percebo hoje, casado há um ano.

Sou muito feliz no meu casamento. Amo meu parceiro e ele a mim. Temos um casamento muito transparente, sem segredos e, principalmente, com muito respeito. Somos pelo nosso casamento, sempre apoiando um ao outro. Meu marido me estimula e encoraja a retomar minhas metas profissionais. Assim, voltei a estudar para concursos. Tenho uma rotina diária de estudos, com muita dedicação.

Essa é minha nova vida. Nela, percebo que o vírus não pode nos anular. Temos que juntar forças e seguir com nossos projetos e sonhos, ainda que por caminhos diversos daqueles idealizados outrora. É assim! E, para quem acredita, com fé em Deus e a bênção dele nas nossas vidas.”

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Maxwell
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Maxwell

Quero fazer uns questionamentos baseado nesse relato: Quem de vcs conseguiu lograr êxito em uma relação sorodiscordante GAY? E quando digo lograr êxito é depois da revelação a pessoa ainda está no relacionamento ou pelo menos a relação ter durado mais de um ano após a revelação.
E dos poucos relacionamentos sorodiscordantes no meio gay que conheço o soropositivo sempre é o “ativo” da relação. Esse é seu caso na relação?

Rodrigo Rodrigues
Visitante
Rodrigo Rodrigues

Maxwell, desculpe mas achei essas tuas questões cheias de preconceito. Jamais generelize grupos, as pessoas são muito diferentes. Respondendo a tua pergunta, eu to num relacionamento sorodiscordante há 1 ano e meio, sou soropositivo (versátil passivo) e ele soronegativo (versátil ativo). Ele descobriu pq teve acesso ao banco de dados do SUS, e
ficou bravo comigo pq eu não tinha contado pra ele, ele é uma pessoa maravilhosa e esclarecida, estamos muito bem e felizes até hoje.

Doug
Visitante
Doug

Rodrigo, desculpe perguntar: como ele consegui extrair essa informação sigilosa da base de dados do SUS?

Verdes Olhos
Membro
Verdes Olhos

Pois é, fiquei preocupado com isso. Como ele conseguiu a informação pelo SUS?

Rodrigo Rodrigues
Visitante
Rodrigo Rodrigues

Ele é cientista da computação. Infelizmente o ministério da saúde não se preocupa nem um pouco com a segurança da informação, e nossos dados do SUS estão suscetíveis a qualquer estudante que domine mineração de dados 🙁

Fernandes
Membro
Fernandes

Pois é, achei que fosse sigilo total esse banco de dados!

Carlos
Visitante
Carlos

Gostaria de lembrar a todos que é crime expor ou ter acesso ao diagnostico do paciente sem permissão, tal crime está exposto na lei e pode ser denunciado caso aconteça com algum de vocês.

Fábio Soares
Visitante
Fábio Soares

Estranho. Porque diabos ele iria procurar isso ? Ele desconfiava de algo?

Gil
Visitante
Gil

Eu. E já era casado. Numa boa, assim como várias pessoas de minha cidade. A ignorância está diminuindo. Livre-se você de seu autopreconceito.

Lucas Pizzon
Membro
Lucas Pizzon

Não Maxwell.
Não é este o meu caso.

visitante
Visitante
visitante

Gente é lamentável ler um comentário desse.. Sinceramente, a pessoa tem que se amar primeiro. Acima de tudo e de todos. Amor, quer ficar comigo? Ótimo, vamos juntos. Não quer? Mais já vai tarde! Tchau! Oxe! O mundo tem mais de 7 bilhões de habitantes. A parcela gay ultrapassa os 17 milhões. Ta brotando gay, filhão. Além disso, a pessoa tem hiv, mas sequer consegue passar o vírus pq está indetectável e fica preocupada se o outro quer estar ao seu lado ou não? Como assim isso é o mais importante? Mas eu entendo você. Eu já fui assim, antes… Ler mais »

Anjo terapeuta
Visitante
Anjo terapeuta

Eu contei para meu companheiro um ano depois, ele so ficou muito triste por nao ter contado antes. Ja estamos 4 anos depois q contei e tudo melhorou. Ano que vem teremos nosdo filho biologico e esse ano ganhamos um bebe de um mes, so arrumar a documentacao da adocao.
Lembrando q o termo correto e sorodiferente e nao sorodiscordante.

Carla
Membro

Porque só no mundo GAY? meu esposo é hetero e descobriu se portador do vírus e eu continuo com ele do mesmo jeito, temos uma bebê e nos amamos. E para falar bem a verdade, bem a verdade mesmo, estamos muito mais felizes agora, parece que o amor aumentou e inclusive pretendemos ter outro filho, nossa vida é mais feliz após o diagnóstico, p vcs verem que não mudou nada, e falo de coração aberto. Sejam felizes, vocês podem ser felizes, é oq Deus deseja p nós, p todos nós,

Maria
Visitante
Maria

Vcs tiveram bb de forma natural?

Carla
Membro

Maria, quando estava grávida ele já tinha e nós não sabiamos, minha filha nasceu, eu amamentei ela e só depois ele descobriu, e graças a Deus nem eu e nem ela temos. O próximo bb vou ter de forma natural sim, porém um pouco antes e quando estivermos tentando engravidar, vou tomar a medicação q o infecto indicou p não ter chance nenhuma de pegarmos, porém há muitos estudos que informam que com carga viral indetectável não passa, mas vou tomar esse cuidado.

Edu
Visitante
Edu

Tive um relacionamento de 3 anos e meio maravilhoso. Acabou por outros motivos.

SP -
Visitante
SP -

Sou soronegativo na relação discordante de 3 anos e meio. Meu companheiro me revelou ser soro+ no meio da relação, isso há 1 ano e meio atrás. Ele já era antes da gente se conhecer, indetectavel, e escondeu de mim por praticamente 2 anos, mesmo a gente tendo relações desprotegidas sempre. Somos versáteis na mesma proporção na cama. Ele me revelou alguns meses após decidirmos morar juntos, e na hora fiquei mto triste com a revelação, não por risco ou pela sorologia em si pq junto com a revelação ele logo me informou ser indetectavel ha anos então ali eu… Ler mais »

Henrique
Visitante
Henrique

Histórias assim como a sua e como a do rapaz do artigo, me deixam emocionado. Tenho 9 meses de diagnóstico, e iniciava um namoro quando por exames de rotina descobri.
Contei a ele e foi desesperador.
E ele preferiu não seguir com o relacionamento.
Isso ainda é muito difícil pra mim. Não o busco, nunca mais nos falamos… mas ainda é muito difícil.
Então ler coisas assim é bom.
Obrigado pelo relato.

Lucas Pizzon
Membro
Lucas Pizzon

Olá Henrique, meu amigo. Saiba que você não está sozinho no mundo, meu caro. Há milhares de histórias como a nossa! Talvez, a única coisa que você deva que refletir, quando decidir revelar seu diagnóstico a alguém, seja o exato momento de o fazer… Há pessoas esclarecidas e, em razão disso, desprovidas de preconceitos, entretanto, ainda há também muita falta de informação e, com ela, uma possível rejeição… Recomendo, tão somente, esta reflexão, levando-se em conta a individualidade de cada pessoa. No mais, boa sorte viu. Torço para que você encontre alguém bacana, que não se importe com sua sorologia,… Ler mais »

Henrique
Visitante
Henrique

Lucas, muito obrigado!!! Com certeza irei refletir.

Matheus
Visitante
Matheus

Uma pessoa indetectável a mais de 6 meses se fizer o teste de Hiv dos anticorpos terá o resultado negativo?

Tomm
Visitante
Tomm

Nao. O teste vai identificar os anticorpos.

Aninha
Visitante
Aninha

Pra todos aqueles que têm o hábito de se enxergar no outro, lembrando que ninguém está livre de nada, o vírus do hiv é apenas um detalhe.
Sejam felizes, vivam, amem e ache alguém que saiba corresponder a esse amor.
Nosso tempo é precioso! Não temos espaço pra pessoas preconceituosas e desinformadas.
E pra você que tem preconceito, eu tenho uma notícia: você tbm vai morrer! Todos vamos! Um dia! E hoje em dia, não mais por causa do hiv. 😘

lucas
Visitante
lucas

gente, alguém que mudou do 3×1 para o dolu, tem sofrido com dores de cabeça? Iniciei há 2 semanas o dolu e a dor de cabeça é constante desde então. queria saber se alguem passou pela mesma situação e depois de quanto tempo sentiu uma melhora.

Tomm
Visitante
Tomm

Nao mudei de um esquema para o outro, mas quando iniciei o DTG senti dores de cabeça durante a primeira semana,,,depois nunca mais…. iniciei em Jan/18

Allpiste
Membro
Allpiste

Tomm e Lucas, também iniciei em Janeiro. Também tive dores de cabeça na primeira semana. Tive, ainda, algumas disfunções na próstata, parecia estar com vontade de ir no banheiro, apertado, mas não tinha muita urina. Tudo passou após 2, 3 semanas. E nenhum sintoma foi muito marcante. As dores de cabeça eram sutis. Hoje estou bem, sem nenhum efeito das vitaminas.

lucas
Visitante
lucas

obrigado por relatar, Allpiste. fico mais tranquilo em saber que alguém passou pelos mesmo sintomas e eles sumiram depois de algum tempo. também tenha a sensação de bexiga cheia, mas aos poucos vem diminuindo. as dores de cabeça ainda persistem, mas ainda tenho uma semana de “crédito” rsrs, pelo que li pode persistir por até 4 semanas apos o início da medicação.

Matheus
Visitante
Matheus

Poderiam por favor me responder:

Qual a cepa viral do Hiv de vocês, tipo de é B, C?

Uma pessoa indetectável a mais de 6 meses se fizer um teste de Hiv de anticorpos o resultado vem negativo?

Matheus
Visitante
Matheus

Gente eu sou soropositivo a 1 ano e minha carga viral é indetectável a vários meses e fiz o teste rápido essa semana e o resultado veio negativo.

Como isso é possível?

Carla
Membro

Meu esposo nunca tentou fazer o teste novamente, mas o JS me informou que se ele fizesse, daria positivo. Faz o Western Blot que é o exame confirmatório,

PVS
Visitante
PVS

Estranho … pode ter dado um falso negativo. Uma vez que o organismo cria anticorpos, os mesmos sempre acusarão positivo nos exames.

A dúvida é: pq fazer um exame quando já houve um positivo + confirmatório + pcr com carga viral detectável?

Matheus
Visitante
Matheus

Mas é isso que eu acho estranho, não poderia ter dado falso negativo pois eu já tenho os anticorpos.

Vou repetir amanhã e se der negativo de novo eu serei a pessoa mais feliz do mundo.

Matheus
Visitante
Matheus

PVS qual a cepa viral do Hiv que você foi infectado?

Tipo é B, C, F…

PVS
Visitante
PVS

Sou soronoegativo, amigo … o que eu não entendi foi o pq da repetição do exame. Vc n fez um confirmatório quando teve o sorológico positivo? Vc tb num fez um PCR com carga viral positiva?

No mais, boa sorte. Que tenha sido erro o seu caso!

Matheus
Visitante
Matheus

Que eu me lembre eu nunca fiz Western blot, eu fiz um primeiro no CTA deu positivo e o segundo teste também deu positivo e me encaminharam pra infectologista que mediu minha carga viral que deu indetectável e na segunda vez que colhi deu indetectável também.

Estou aqui esperando pra fazer um novo teste rápido e ver se é negativo de novo.

Igor
Visitante
Igor

Quais medicamentos você toma?

Allpiste
Membro
Allpiste

MATHEUS, sugestão: faça um exame chamado PCR QUALITATIVO PARA HIV. Nesse exame, eles analisam se há a presença do RNA viral. Se o PCR qualitativo der negativo, amigo, você não tem HIV. É um exame muito preciso e utilizado para verificar se recém nascidos de mães positivas foram, ou não, infectados. Ele não mede anticorpos contra HIV; ele identifica o RNA viral. Assim, se vier negativo, esqueça essa questão.
Consulte seu médico sobre esse exame. Vários laboratórios fazem.
Um abraço,
Allpe

Fernandes
Membro
Fernandes

Então nunca voce viu uma carga viral detectavel? Antes de iniciar o tratamento o medico pede esse exame pra ratificar a infecção e saber o estado em que se encontra no CD4, ou seja, basicamente PCR e CD4, após isso ele da a receita. Eu pelo menos até sair a carga viral ainda tinha um pingo de esperança de um falso positivo.
De notícias.

Allpiste
Membro
Allpiste

Boa tarde Matheus. Vamos lá; vou tentar ajudar. Em primeiro lugar, a resposta para a sua pergunta depende do organismo e da medicação de cada indivíduo. Há um estudo australiano, apresentado no Croi de março, em Boston, que mostra pacientes em uso do Dolutegravir sem evidências de replicação viral residual. Isto significa que, de acordo com esse estudo, os pacientes que estão fazendo uso desse medicamento, não possuem replicação residual do vírus nem nos reservatórios virais, em pequena escala, APESAR DE MANTEREM OS RNA’S DO VÍRUS, DESMONTADOS (EM ESTADO DE LATÊNCIA) NESSES RESERVATÓRIOS.. De acordo com esse estudo, então, os… Ler mais »

Matheus
Visitante
Matheus

Meu teste rápido que fiz hoje deu positivo, falei pra enfermeira que já era soropositivo.

Não entendi porque aquele de semana passada deu negativo.

Carla
Membro

Você não perguntou dela? é difíciel um falso negativo. Pq vc não faz o Western Blot
?

Xavier
Visitante
Xavier

amigo faça o W.B, minha mulher deu falso positivo, dps de dois W.B descartamos a hipótese.

Rômulo Monteiro
Visitante
Rômulo Monteiro

Fiquei curioso de fazer pra ver se da negativo hahaha xD

Texeira
Visitante
Texeira

Faz o teste da 4ª geração, ele é mais confiável para tirar essa tua dúvida.

Felipe
Visitante
Felipe

MITO OU VERDADE: os antirretrovirais causam emagrecimento ou não?

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Falarei da minha experiência própria. Logo no início de tratamento (combinação AZT+3TC+EFZ) emagrei bastante, perdi uns 4 kg e as pessoas notaram que estava magro. Não sei se posso relacionar isso aos medicamentos ou se foi apenas questão do baque inicial, que me fez perder apetite e parei de beber por algum tempo. Depois, tudo voltou ao normal: peso normal, apetite normal, cervejinha normal. Hoje, estou até um pouco barrigudinho – mas estou mais velho tb, pois estou em tratamento há uns 8 anos.

Sampa42
Visitante
Sampa42

Acho que é MITO. Fui diagnosticado em janeiro/18, em fevereiro comecei a tomar o antirretroviral. Desde então engordei uns 10 kilos. Recentemente comecei a fazer terapia para tentar controlar a ansiedade e os efeitos psicologicos causados pelo diagnostico. Em mim, o dolutegravir ainda causa os seguintes efeitos colaterais: inchaço e gases.

Xavier
Visitante
Xavier

rapaz eu tô gordo igual uma capivara.

Matheus
Visitante
Matheus

Boa tarde, sou positivo desde 2016, desde então meu primeiro exame logo após começar o 3×1 foi de 770 cópias, não me adaptei ao esquema e fiz a troca (hoje são três comprimidos que não estou com os nomes aqui lembro apenas do ritonavir e o 2×1) e desde então somente cargas indetectável. Peguei resultado do ultimo exame agora e estou com 110 cópias ): Isso significa falha medicamentosa, eu nunca deixo de tomar a tarv e sempre tento toma-la no mesmo horário e quando tenho variações são de no max 2 horas pra mais ou pra menos. Gostaria de… Ler mais »

EuPositivoSC
Membro
EuPositivoSC

Oi Matheus
Não quer dizer que seja falha, não. Pesquise sobre Blips Virais e provavelmente terás a resposta. Em resumo, blips são episódios onde acarga viral aumenta e depois ela cai novamente, picos de aumento de vírus na corrente sanguínea.
Vale a ida até o médico? Vale, claro, mas fica frio que 110 cópias parece muito ser um blip 👍🏻

Matheus
Visitante
Matheus

Muito obrigado

EuPositivoSC
Membro
EuPositivoSC

De nada. Alguns médicos falam que até 500 cópias do vírus ainda é considerado blip e que vai “zerar” logo, novamente.
👍🏻

Pedro
Visitante
Pedro

Olá Matheus tenho 3 anos de 3×1, nunca deixo de tomar um dia se quer e tb tive dois blips nesse tempo. E super tranquilo a carga baixa novamente.

Matheus
Visitante
Matheus
Pensante
Visitante
Pensante

Parabns pela historia e dedição. Com mto estudo e persistencia vc conseguira passar no concurso. Boa sorte!

Lauro
Visitante
Lauro

Gente, pelo amor de deus, como assim nossos dados são tão inseguros assim, quem pode acessar, sou uma pessoa pública e tenho milhoes de amigos médicos que tb trabalham para o SUS, não existe uma plataforma única para hiv? Tipo separada do cadastro do sus? Nunca fui atendido no sus fora por causa dessa doença, eles poderiam colocar meu nome e ver isso tudo? Me bateu um grande desespero agora… Quem trabalha no sus que pode nos explicar como funciona??

Elisa
Visitante
Elisa

Tenho essa duvida tambem, pois uma pessoa que desconfia do meu + trabalha como atendente de um CTA numa cidade diferente de onde me trato, mas onde me trato quando chego lá pedem o numero do meu cartão SUS. Pelo nome é possivel descobrirem? Se sim diria que estrutura mal feita, uma brecha de segurança enorme, falta de investimento/inteligencia digital! #segurança #medo

Xavier
Visitante
Xavier

começa a fragilidade já no diagnostico que poucos profissionais tem a decência do sigilo, passei por isto ferozmente, o próprio sistema é falho, vc já c vacinou na rede pública por ser positivo? É muito descarado o negócio.

Roger76
Membro
Roger76

Oi Xavier, pode explicar melhor por que o sistema é falho e não temos sigilo?

Junior Personal
Visitante
Junior Personal

Isso não é bem assim,até porque existem varias pessoas com seu mesmo nome e entre outros pacientes,que ninguém terá tempo para observar cadastro por cadastro,fica tranquilo!

Elisa
Visitante
Elisa

mas essa pessoal trabalha num balcao dum CTA de outra cidade e sabe meu nome completo, me trato num CTA duma cidade vizinha, mas essa pessoa me viu entrar no CTA que me trato.

Fernandes
Membro
Fernandes

Estou no 6º dia de medicação .. 2+1 , nenhum efeito, até agora, só uma sensação de que estou medicado, sei la.. kkkk. Escolhi tomar pela manhã, pois meio que “já resolve a bronca”, pra não ter que tomar numa saída a noite num fds ou bebendo, mas se precisar mudarei pra noite. Ansioso pra consulta do dia 31, (15 dias após o inicio). O infecto deve pedir novos exames esperar mais?

EuPositivoSC
Membro
EuPositivoSC

Oi Fernandes.
Ele provavelmente vai esperar mais um tempo antes de pedir uma nova Carga viral ou algum outro exame. Não acho que ele vai liberar uma guia para fazer isso agora. Se estiver muito ansioso, peça, quem não chora não mama hehehe

Abraço

Matheus
Visitante
Matheus

O vírus que se esconde nas células também causa danos, eu li numa pesquisa e deve ser mesmo porque eu sendo indetectável estava tendo diminuição do CD4.

Por isso que ele causa câncer também em alguns lugares onde ficam os reservatórios.

Rômulo Monteiro
Visitante
Rômulo Monteiro

Com ou sem HIV o CD4 varia… de manhã ta um valor e a noite ta outro valor…

Matheus
Visitante
Matheus

Como é que é isso?

Disseram que de manhã é menor e a tarde é maior, alguém já testou pra ver qual a variação?

Marcelo
Visitante
Marcelo

Gente, dia 15 desse mês uma das companhias farmacêuticas da Johnson & Johnson divulgou resultados positivos da terceira fase do estudo de um injetável de longa duração para tratamento do HIV-1 composto por rilpivirina e cabotegravir, que mostraram a eficácia semelhante de um regime de dois medicamentos injetáveis, uma vez ao mês, em comparação com um tratamento padrão diário de três medicamentos por via oral. Os resultados completos do estudo serão apresentados em um próximo encontro científico. Pelo visto tá bem perto a possibilidade de não precisar mais tomar remédios todos os dias. A fonte é do próprio site da… Ler mais »

Dere
Visitante
Dere

Que história de superação…. sempre me cuidei também é quando descobri minha atual sorologia eu parei de viver durante um ano…. deixei de sair, academia, beber, amigos … tudo de lado… mas deu um estalo em minha cabeça e percebi que eu tinha que viver…. frequentei a psicóloga que me ajudou bastante…. depois de 3 anos positivos meu CD4 nunca teve menor que 830 …hoje participo de competição de crossfit pelo Brasil, as vezes bate uma bad mas todos passam por isso…. vamos viver pois nós podemos viver NORMAL sim… vamos nos cuidar como qualquer outra pessoa e ser feliz….… Ler mais »

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto

Massa, rapaz! Bem parecido com minha história. Parabéns!

O Vida
Membro
O Vida

Paulo, vc é de Salvador???

Luan
Visitante
Luan

Boa noite! Depois de muito tempo faço meu retorno ao blog. Apenas para agradecer e dizer que esse espaço é de extrema importância para os recém diagnosticados. Descobri em fevereiro de 2016 e desde então faço meu tratamento fielmente. Sou indetectável. Falta algumas coisas, mas o caminho tem sido percorrido, com cada coisa em seu tempo. Devemos nos cuidar e aproveitar cada oportunidade para melhorarmos nossa saúde: exercícios, alimentação, terapia, atividades, cultura, relacionamentos… Deixo aqui um grande abraço à todos! Sigamos firmes! Nada de ficar pensando de alguém descobriu, se viu, se acessou o sistema. Bora deixar pra pensar nesses… Ler mais »

Sorocaba
Visitante
Sorocaba

galera muito boa essa matéria do link e vale muito ler. Fala de várias pesquisas em Andamento e escrita por um especialista. https://www.chemistryworld.com/feature/the-quest-to-cure-hiv/3009312.article

Igor
Visitante
Igor

tenho uma raiva profunda dessa “latência” do vírus,
se não fosse por isso a cura estaria pronto ha 20 anos

Elisa
Visitante
Elisa

Nao tenha raiva nenhuma, quem somos nós pra sabermos os segredos do universo, tudo é perfeito!!!
Apenas equilibre-se internamente que passará sem perceber essa situação, assim como as nuvens passam.

Matheus
Visitante
Matheus

Igor eu também acho que todos os médicos que lutam contra o HIV deveriam se juntar pra achar criar um medicamento contra latência já que o HIV é morto pelos antirretrovirais.

positivo
Visitante
positivo

Olá pessoal!

Necessito de trocar experiências com vocês em relação a viagens aéreas.

Como funciona no momento de passar pelos detectores e revista objetos?

E necessário levam o receituário medico?

Houve algum constrangimento?

Obrigado.

EuPositivoSC
Membro
EuPositivoSC

Oi. Vamos lá: 1. Remédios sempre na bagagem de mão para não correr risco de extravio; 2. Leve a receita com o nome da medicação, miligramas, forma de tomada, carimbo e assinatura do seu médico em a folha timbrada e em inglês ou no idioma do país que você vai visitar. 3. Vc passa nos detectores normalmente. Viajo muito e nunca me pararam por conta disso, seja com 5 remédios ou 120 – que foi quanto levei na última trip. Então não vão parar você mas, se pararem, tens a receita e poderás seguir viagem. 4. Alguns poucos destinos no… Ler mais »

Matheus
Visitante
Matheus

Mas tem que levar os remédios na caixinha original deles ou pode ser em uma caixa?

Digo isso pois sempre coloco meus remédios em uma caixinha que comprei pra caso alguém achar não ler o nome do comprimido e ver que é pra HIV.

EuPositivoSC
Membro
EuPositivoSC

Matheus. O interessante é que seja no frasco original, lacrado, pois isso dá certa garantia que você não adulterou nenhum componente. A caixa acredito que possa ser descartada. De qualquer forma, não é regra que seja em frasco lacrado. Agora, falando em identificação, penso ser essencial que estejam no frasco original, pois lá consta a formulação e tudo mais.

Mauro
Visitante
Mauro

EuPositivoSC
Tchê, terias algum e-mail por onde pudéssemos trocar uma ideia?

Abraço!

Matheus
Visitante
Matheus

Mais alguém notou que o sangue ficou mais ralo e o cabelo mais fino após o HIV?

EuPositivoSC
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Sangue nunca notei. Cabelo, sim. Mas penso ser por conta da medicação e não consequência do vírus.

Leon
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Leon

Sou negativo e meu namorado indetectável. Namoramos há um ano e fiquei sabendo sobre o status dele no dia em que nos conhecemos porque eu perguntei. Não foi um choque saber, apenas pensei “paciência” e passei a pesquisar mais sobre o assunto. Em 3 meses passamos a fazer sexo sem camisinha. Fiz um novo exame de DSTs e continuo negativo, como esperado. Nunca foi um drama pra mim lidar com isso. Sou bem interessado na saúde dele, sei o nome dos remédios que ele toma, pergunto sobre seus exames etc. Sei o quanto foi difícil pra ele lidar com a… Ler mais »