Indetectável não transmite. Ponto final.

[su_quote]”A chance de qualquer pessoa soropositiva com carga viral indetectável transmitir o HIV a um parceiro sexual é cientificamente equivalente a zero”[/su_quote]

[mks_dropcap style=”letter” size=”52″ bg_color=”#ffffff” txt_color=”#000000″]É[/mks_dropcap] isso o que disseram hoje, 24 de julho, pesquisadores na 22ª Conferência Internacional de Aids, a Aids 2018, em Amsterdã, acompanhando a divulgação dos resultados finais do estudo Partner, apresentados nesta manhã. A fase atual do estudo, chamada de Partner 2, recrutou apenas casais de homens gays e, tal como no Partner 1, não identificou um único caso de transmissão sexual do HIV a partir de soropositivos que fazem tratamento antirretroviral e mantém a carga viral indetectável, mesmo sem uso da camisinha em 77 mil atos sexuais. Os resultados indicam, nas palavras dos pesquisadores, “uma taxa precisa de transmissão dentro da casa do zero”, tanto para homens gays como para heterossexuais.

O estudo Partner recrutou casais sorodiscordantes, quando um parceiro é positivo para o HIV e outro é negativo, em 75 clínicas espalhadas por 14 países europeus. Os parceiros soronegativos fizeram testes de HIV a cada seis ou 12 meses, enquanto os parceiros soropositivos fizeram testes de carga viral. Ambos os parceiros também completaram pesquisas comportamentais. Nos casos de infecção por HIV nos parceiros negativos, o HIV presente naquela infecção foi geneticamente analisado para verificar sua origem. O estudo não encontrou uma única transmissão entre casais gays em que o parceiro soropositivo tinha uma carga viral inferior a 200 cópias/ml, mesmo depois de um total de 77 mil atos de sexo sem preservativo entre eles.

Claro, esse risco “zero” precisa de uma explicação. Em 2014, quando Alison Rodger, pesquisadora principal do Partner, anunciou os resultados da primeira fase do estudo, o Partner 1, ela falou sobre o risco de transmissão a partir de um parceiro indetectável: “nossa melhor estimativa é zero”. Por “estimativa”, Alison quis dizer que é impossível provar que algo nunca acontecerá. Nesse sentido, os pesquisadores usam aquilo que se chama de “intervalos de confiança”, que definem o quão precisas são as descobertas. Em resumo, falando cientificamente, é impossível dizer que algo nunca vai acontecer, mas podemos saber qual o tamanho confiança de que podemos ter sobre determinadas observações.

No estudo Partner essa confiança tem se mostrado muito alta. Além do mais, trata-se de uma confiança estendida por outros estudos, como HPTN 052 e Opposites Attract, que também não observaram um único caso de transmissão sexual do HIV a partir de soropositivos em tratamento e com carga viral indetectável, corroborando com a Declaração Suíça, feita há uma década.

Anthony S. Fauci

[mks_dropcap style=”letter” size=”52″ bg_color=”#ffffff” txt_color=”#000000″]E[/mks_dropcap]ssa confiança nas observações é suficiente para Anthony S. Fauci, imunologista pesquisador do HIV e diretor do National Institute of Allergy and Infectious Diseases, o NIAID,  parte do National Institutes of Health, o NIH (órgão que financia e já financiou inúmeros estudos sobre HIV e aids, incluindo o HPTN 052), nos Estados Unidos, que recentemente reconheceu publicamente que quem vive com HIV sob tratamento antirretroviral e mantém carga viral indetectável não transmite o HIV. Fauci fez estas declarações no dia 22 de julho, pouco antes da Aids 2018. A nota publicada no página do NIAID afirma explicitamente:

[su_quote]”O corpo de evidências científicas até hoje estabeleceu que efetivamente não existe risco de transmissão sexual do HIV quando o parceiro que vive com HIV tem uma carga viral indetectável, validando a mensagem ‘indetectável = intransmissível’.”[/su_quote]

Essa principal mensagem do tratamento como prevenção, ou TasP do inglês treatment as prevention — que entende que o tratamento antirretroviral, que serve para cuidar da saúde de quem vive com HIV, também é capaz de prevenir sua transmissão — não está mais restrita a um grupo de pesquisadores ou autoridades médicas de determinados países. “Indetectable = Intransmisible” (I=I) na Guatemala, “Niet meetbaar = Niet overdraagbaar” (N=N) na Holanda, “Belirlenemeyen = Bulaştırmayan” (B=B) na Turquia, “Undetectable = Untransmittable” (U=U) em inglês ou “Indetectável = Intransmissível” (I=I) em português — o mundo todo já começa a falar sobre isso.

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“I=I é um fato que toda pessoa com HIV, de qualquer lugar do mundo, precisa saber”, disse Jesús Aguais, da Aid for Aids International, uma organização que trabalha em seis países latino-americanos. “As pessoas têm o direito de serem informadas e é nossa responsabilidade divulgar essas informações.”

“Não acredito que esta informação é conhecida há dez anos e eu só ouvi falar nos últimos seis meses”, comentou Lucy Wanjiku-Njenga da Positive Young Women’s Voices. Ela disse que muitos de seus colegas no Quênia não sabem o que I=I significa. Aqueles que sabem sobre o assunto ouviram de um amigo ou em mídias sociais, em vez de um médico ou outro profissional de saúde.

[mks_dropcap style=”letter” size=”52″ bg_color=”#ffffff” txt_color=”#000000″]P[/mks_dropcap]or isso, para ampliar ainda mais a divulgação dessa informação, I=I é a mensagem do novo Unaids Explainer, que visa informar seus leitores sobre questões chave ou emergentes na resposta à aids e trazer recomendações para gerentes de programas sobre HIV e aids:

[su_quote]”Com 20 anos de evidências demonstrando que o tratamento do HIV é altamente eficaz na redução da transmissão do HIV, a evidência de que as pessoas vivendo com HIV com  carga viral indetectável não podem transmitir o HIV sexualmente agora é clara.

Para muitas pessoas que vivem com o HIV, a notícia de que não podem mais transmitir o HIV sexualmente é uma mudança de vida. Além de poderem optar por ter relações sexuais sem preservativo, muitas pessoas que vivem com o HIV que são suprimidas virologicamente sentem-se libertadas do estigma associado à convivência com o vírus.

A consciência de que não podem mais transmitir o HIV sexualmente pode fornecer às pessoas que vivem com o HIV um forte senso de serem agentes de prevenção em sua abordagem a relacionamentos, novos ou existentes.”[/su_quote]

Publicado por

Jovem Soropositivo

Jovem paulistano nascido em 1984, que descobriu ser portador do HIV em outubro de 2010. É colaborador do HuffPost Brasil e autor do blog Diário de um Jovem Soropositivo.

74 comentários em “Indetectável não transmite. Ponto final.”

      1. Fernandes: resumão pq tô com sono hahahaha

        A matéria começa falando pq o HIV não pode ser eliminado do corpo – totalmente – pois as células T inativas não são afetadas pelo tratamento com remédios, logo, o HIV vive alí. Aí diz que pesquisadores de 5 instituições inglesas estudarão, pelos próximos 5 anos, formas de reativar essas células, vão botar elas para jogo e fazer com que fiquem ativas, sucetíveis à terapia medicamentosa/eliminando-as. Esse estudo sugere 2 etapas: a primeira é eliminar as células T ativas infectadas e, a segunda, é a adição de um novo medicamento chamado Vorinostat nessa brincadeira. Ele vai fazer a parte dele identificando as células inativas – citadas anteriormente – e de alguma forma elas serão destruídas também.

        Abraço

        1. A notícia é maravilhosa, mas e quanto a blip viral, o que os cientistas falam,sobre possível transmissão? Alguém já leu algo sobre o assunto?

          1. Maria
            Os blips acontecem, aconteceram durante os estudo, mas ainda assim não houveram casos de infecção. As infecções relatadas foram investigadas e comprovadamente atribuidas a relações extraconjugais, onde o parceiro negativo foi infectado por uma terceira pessoa, pois a cepa do vírus não era a mesma do parceiro positivo.

      2. Pelo que entendi (o texto do artigo está bem zoado), trata-se da linha de pesquisa pela tática “Shock and Kill”, envolvendo o Vorinostat, uma droga desenvolvida para o combate a câncer, que está sendo usada para o “shock” – que consiste em acordar as células de vírus latentes nos reservatórios – em combinação com os ARVs, que depois as eliminam.

        Segundo o artigo, acreditam ter eliminado o vírus completamente, mas só o tempo – sem tratamento – poderá confirmar.

      3. p.s. parece que envolve alguma outra droga também, injetada antes, para ajudar a identificar as células infectadas, em combinação com o Vorinostat.

    1. Pelo detalhamento eh igualzinho ao estudo River (kick And kill). Já foi apresentado na conferência, não deu resultados promissores infelizmente.

  1. Prezados, boa tarde !

    Temos q arrumar uma forma de divulgar esse tipo de informação, mesmo que de forma anônima.. se for o caso.

    Tens que correr o mundo através das redes sociais, que está ao nosso alcance..

    Somos quase 1 milhão de soro+ ao redor do Brasil, se conseguissemos atingir ao menos 10 pessoas com essa info, teriamos 10 milhões de pessoas com informações..

    Eh díficil, nem todos tem acesso a ferramentas, os que tem, poderiam ajudar.. não podemos lembrar do HIV somente no dia 01/12… temos q falar sobre isso agora e sempre.

    Vamos nos mexer e fazer essa informação chegar a todo país…

    Hoje completo um ano de diagnóstico, todo dia é uma luta, mas pra mim é um dia especial, pois nesse primeiro ano venci a batalha, que venham novos anos de luta e vitórias..

    Juntos somos mais fortes.

      1. Luquinha, tenho 9 meses de diagnóstico e pra mim, assim como pra muitos, foi muito difícil especialmente no início. Quando descobri, preferi com muito custo, mas desejando ser honesto contar ao meu então parceiro. E ele não quis ficar comigo ao ponto de dizer que caso nos encontrássemos, não iria me beijar. Enfim, ele teve certamente os motivos dele, mas isso fez eu me sentir um nojento. E aí, informações como essa me deixam emocionado.

        1. Isso deve ser muito difícil, né..
          Comigo acontece algo semelhante.
          Minha namorada esta no período de janela imunológica, fez o teste após 35 dias da relação de risco e não estava infectada. Ela aceitou continuar comigo, mas ela vai ter que repetir o exame após alguns meses para ter certeza de que não está infectada. E ela já me disse que se ela estiver com HIV não vai conseguir olhar na minha cara. Vai me abandonar.
          Eu fico muito triste, mas compreendo.. Estou vindo com essa angústia a cada dia. É bem triste.

          1. Poxa Humberto! Espero que dê tudo certo para voces dois. E tomara que voces possam seguir juntos. Estou na torcida. Abraco.

  2. Quem poderia imaginar, na década de 80, que isso seria uma realidade? É impressionante como o desenvolvimento tencológico-científico tem proporcionado avanços magníficos para todxs que vivem com o HIV. O horizonte é muito favorável, dados os resultados que vemos constantemente serem publicados nas conferências ao redor do mundo.
    Todxs estamos de olho nos estudos sobre o Vorinostat e nos possíveis benefícios que essa nova droga pode proporcionar para a humanidade.
    Que venham mais novidades e cada vez mais promissoras.

  3. Sou positivo a quase 5 anos e tenho um relacionamento a 4 anos, não usamos camisinha e ele continua negativo e continuará, pois sigo a risca o tratamento.. As drogas funcionam muito bem, graças a Deus, vivemos como se eu nem tivesse isso.

  4. Pessoal, esse artigo da cura encontrada em um britânico é falso e é o mesmo publicado a 3 anos atrás por outros sites.

    https://www.independent.co.uk/news/uk/home-news/british-man-hiv-aids-medical-trial-breakthrough-cured-a7341801.html

    Fiquem atentos a esse tipo de noticia falsa, verifique se outros sites respeitados na área estão publicando algo sobre, geralmente quando uma notícia dessa não está nestes sites é porque é falsa, como este caso.

    1. Bom dia amigos … sei que o assunto que está sendo tratado não é pertinente ao que vou escrever … mas com muita alegria , eu estou me despedindo do Efavirenz , começo a tomar hoje o dolutegravir .
      Acredito que a cura é uma questão de tempo enquanto isso , vamos que vamos … tentando a cada dia ser mais feliz …

      1. Que bom. Estou tomando há dez dias e até agora nenhum efeito colateral. Tomava o efvz tbm e me sinto mais disposto.

  5. Olá .. alguém de vcs teve alteração de enzimas hepáticas ? .A minha tgp vem se mantendendo aumentada e em valores crescentes há 1 ano , o último está em 85 ,valor de referência 41 . Não tenho nenhuma hepatite . Há 2 anos e 2 meses que iniciei a TARV e a 2 meses que troquei pelo dolutegravir , usava o 3 em 1 , achei que poderia ser o efavirenz o causando isso , mas continua alterada :/ esperei esse tempinho para repetir o exame e continua ruim , to c medo . Alguém passou ou está passando pelo mesmo ? De resto tudo normal nos exames .

    1. Murilo, bom dia. Esse último exame que vc falou que deu 85 tem quanto tempo? Foi já com.dolitegravir em uso? O seu médico falou o quê sobre isso?

      1. É o atual que fiz ontem , esperei dar mais um pouco de dois meses do início do dolutegravir , estou concluindo que ou pela lamivudina ou o tenoforvir ainda não falei c a médica sobre esse último exame mas na última consulta que já estava alterado em 71 ela disse não saber o porquê da alteração é que mais à frente se isso persistir poderíamos perdir um exame mais avançado

    2. Murilo, tudo bem? Fala mais um pouco da situação. Você bebe, usa, ou ja foi suario de alguma droga, ainda que recreativa, toma outros medicamentos, passou por cirurgia recente ou algum procedimento, já teve hepatite, fez o exame, é obeso, conta mais, porque com pouca informação não dá pra atribuir nem ao efa, nem ao dtg.

      1. Não, bebo mas bem de vez em quando , de resto não nenhuma dessas coisas , sou da área da saúde e me cuido bem , antes de iniciar as medicações há 2 anos estava tudo normal , nem sou obeso , nem hepatite . Não entendo

        1. Em breve o tonofovir vai sair fora, ficaremos só com dolutegravir e lamivudina. As vezes eh ele que está causando essa alteração Murilo. Conversa com a sua .médica. melhoras aí meu amigo

    3. Minhas enzimas hepáticas sempre estiveram acima do ideal, oscilando ali entre 70 e 90. Usava AZT-EFA-Lamivudina. Há seis meses, mudei para o 3 x 1. Minhas enzimas saltaram para 190. Provavelmente, por causado do Tenofovir

      1. Pois é.. meu infecto também suspeitou do TENOFOVIR. Como eu bebia muito ele disse que pode ser esse o motivo das enzimas altas, mas vou refazer o exame em 6 meses e se ainda tiver alta, ele pensa em suspender o TENOFOVIR. Acho que no caso trocaria por outro

    4. Cara, eu talvez esteja passando pelo mesmo.
      Não tenho certeza qual enzima estava alterada. Era uma só. Ela estava quase o dobro do valor de referência.
      Meu médico disse que pode ser pelo fato de eu beber muito. Mas ele também disse que pode ser por causa da medição, que estou tomando há 3 meses. Ele me pediu para continuar tranquilo e repetir o exame só daqui 6 meses. Caso a enzima ainda esteja aumentando, ele trocaria meu medicamento.
      Também estou com medo. Todos os outros exames estão bem..

      1. Humberto, bom dia. Foi mal a forma como eu me expressei, dizendo que o tenofovir vai sair de cena. Eh que foi apresentado estudo no Ainds 2018, que comprova que pacientes que experimentaram o dolutegravir + lamivudina ficaram indetectáveis da mesma forma que os que usam dolutegravir+lamivudina+ tenofovir. Isso eh aplicável a pacientes que preencham alguns pré-requisitos. Vou mandar o link é vc vê com calma. Pra te ser sincero não sei quando isso será aprovado e de que forma, mas sei que eh uma boa notícia. Converse sempre com seu médico, ele que vai te informar melhor e decidir sobre seu tratamento. Abraço

        https://www.biospace.com/article/viiv-healthcare-presents-phase-iii-data-at-aids-2018-from-landmark-gemini-studies-showing-two-drug-regimen-of-dolutegravir-and-lamivudine-has-similar-efficacy-to-a-three-drug-regimen-in-treatment-naive-hiv-patients/

  6. Galera tento ser otimista, mas esse Congresso só tem reportado fracasso. Tirando a vacina em.mosaico do Dr Barouch que apontou resultados promissores, o resto eh so fracasso. Aliás, ressalva para os medicamentos das farmacêuticas desesperadas em apresentar seus desenvolvimentos de olho nos bilhões de dólares as custas do tratamento da desgraça alheia, e na alta das suas ações com notícias novas. Eu estive observando que o estudo River (kick And kill) que reportou resultados sem sucesso era patrocinado por um consórcio dessas farmacêuticas. Daí te pergunto: como confiar e dar credibilidade num estudo financiado por empresas que não.suportam ouvir falar em cura? Complicado.

    1. Diego, o que você chama de fracasso é mais um passo para encontrar a cura, saber o que funciona e o que não funciona é mais um passo neste processo. Existem inúmeros estudos em andamentos.

      Estamos no caminho certo, próximos da cura funcional e menos longe da cura total.

      1. A vacina em.mosaico eh a que está em estudos mais avançados e apresentando resultados positivos , graças a Deus. Existem pesquisas com bons resultados abordando terapia genética (CRISPr), porém recentemente foi divulgado um estudo onde foram identificadas alterações geneticas no DNA em locais distantes ao alvo específico de atuação, questionando a segurança do método, o que acaba esfriando um pouco o que estava bem encaminhado e tendo resultados. Tem a estratégia Lock And kill, que diferentemente da kick em kill, tem apresentado resultados promissores. Diferentemente de despertar o vírus e matar a célula (kick And kill) , essa estratégia faz o oposto, aprisiona o vírus dentro da célula (não deixa ele replicar) e ela fica quietinha até um dia morrer. Tem também o estudo do Dr Ricardo Diaz, que divulgaram as vésperas do Congresso ser algo altamente promissor (inclusive com 2 pessoas “curadas”), mas até agora não vi nada sobre a apresentação dele, nenhum artigo nem reportagem.

    2. Essa do Ricardo Diaz não seria a que esfriou do kick and kill? Mas enfim, que bom que tem outros estudos que podem dar certo!

      1. Não, a do Ricardo Diaz combina estratégias diferentes, já testadas isoladamente ao que já entendi em.outros estudos, mas no dele ele resolver juntar pra ver se observa algum efeito sinérgico disso. Em reportagens anteriores ele chegou a dizer que tinham 2 pacientes ” curados” no estudo dele. Mas lembrando que ele relatou que não suspendeu durante o estudo o.uso dos ARVs.. Torço muito pra que tenha dado certo. Vamos aguardar.

      2. Não vejo nenhum comentário sobre esse estudo do Ricardo Diaz em sites internacionais, ou pelo menos ser mencionado como promissor. Alguém conhece algum lugar onde se estão mencionado o estudo dele?

    3. Quero muito a diminuição da toxidade dos remédios e o uso menos frequentes. Garantir medicamentos que não tenha toxidade hepática, renal e gastrointestinal vai melhorar muito nossa qualidade de vida. E além do uso mensal ou mais de remédios em intenções. Estaria mto satisfeito.

      Eu espero que o chineses dêem um passo além e ajude encontrar uma cura efetiva. Sou otimista em pesquisas genéticas como com o crispr cas9.

  7. Oiiii meus amigos!
    Que boa notícia ler isso e saber que as coisas com o tempo -por vezes muito tempo- vão se ajeitando.
    Me descobri soropositiva há 1 ano e meio, desde então muitas coisas passam pela minha cabeça.. não dá pra negar que mexeu e por vezes ainda mexe com a minha autoestima.
    1 mês atrás em uma consulta de rotina, conversei sobre isso (I=I) com meu infectologista (SUS) e ele disse o seguinte:
    – É igual ganhar na loteria, uma hora alguém ganha..
    Achei ridículo! Quase chorei na hora pois sempre disse que indetectável não transmite ao meu “provável futuro parceiro”, e até planejava levá-lo a uma consulta futuramente.
    O problema é que esses médicos (maioria) tem pensamentos retrógrados e mesmo diante de dados cientificos e milhares de estudos, preferem se enfiar em seus mundinhos e achar que só o que eles sabem está certo. Não se preocupam com nosso psicológico e bem-estar.
    Outra coisa que me deixou abismada foi quando disse à ele que estava com uma queda de cabelo e ele disse:
    Deve ser a evolução da doença!
    P****! Eu estou indetectável e saudável, como assim evolução da doença?! Será que eles não percebem o quanto isso faz a gente desmoronar por dentro?
    Olha, realmente se fosse pra depender de informação através desses infectologistas da rede pública, eu estaria completamente abalada!
    Graças a Deus tenho como me manter informada através das redes sociais e principalmente aqui pelo blog.

    Muito feliz com essa notícia e aguardando o momento em que vão dizer que ao menos posso amamentar quando engravidar! ❤️

    Cada mínimo avanço me emociona!
    Só agradeço a Deus por isso! 🙏🏼
    Que um dia possamos todos ser curados e livres desse vírus!

    Bjossss!!! Vamos ter fé!

    1. Isso mesmo, aninha! Otimismo!
      Gostei que vc se mantém otimista, mesmo com essas (de) sinformacoes do seu médico..
      Há médicos e médicos. Eu me consulto com uma infecto na rede particular, uma querida e muito antenada sobre o assunto, participa de congressos fora do Brasil e sempre se mantém atualizada, sendo que inclusive tbm atende na rede pública e acredito que o atendimento não seja diferente (tenho plano).
      No início do tratamento, antes da médica, tinha me consultado com dois médicos diferentes e realmente parece que alguns não sabem o mínimo que a gente sabe kkkkkkkkkkkkkkk não entendo, sério.
      Mas ainda bem que nem todos são iguais.
      Abraços

    2. Meu médico é cuidadoso, mas há cerca de dois anos eles já me falou: “Na sua condição (indetectável, sem outras ISTs, monogâmico) você não transmite”

    3. Força Aninha, vc me ajudou muito qdo me descobri soro+.. nao deixe q pessoas desinformadas abalem otimismoe estima… você é muito maior … é super evoluida.. !!!

      Bjos de seu brother AnonimoFer !!

  8. Eu tenho uma dúvida! Mesmo indetectável, existe a possibilidade de transmissão por outra via sem ser sexual? Exemplo: As vezes minha gengiva sangra.. nesse momento, se eu for beijar alguém, a transmissão é possível?

    Obrigado!

    1. Risco de transmissão pequena. A pessoa teria que ter um corte também na boca, e com carga viral indetectável não teria quantidade suficiente de vírus no sangue capaz de transmissão. Fique tranquilo.

    2. Acho que não, mano.. Só se tivesse sangrando muito e a outra pessoa também estivesse com uma lesão na boca. Seria uma coincidência gigante, afinal a gente não beija as pessoas com a boca sangrando hauhauahu Na boa, indetectável não transmite!

  9. Buscando encampar diálogos que informam as pessoas, eu tenho muito prazer em disseminar todas as noticias e avanços obtidos aqui no Diário.
    Acredito que a nossa missão de vida de fato é quebrar todo esse ESTIGMA que se arrasta, e que por ventura, infecta as pessoas, propagando preconceito e resignação.

    Todos os avanços direcionam e proporcionam aconchego em busca de dias melhores.
    ESTAMOS DISPOSTOS A ENCARAR DE FRENTE, ANCORANDO NOSSAS POSSIBILIDADES E TORNANDO ESSE ESPAÇO UM LUGAR DE PERTENCIMENTO E PERMANÊNCIA.

    Avant

      1. Li todos os artigos.
        Então quer dizer que dentro das condições adequadas (Sem DST’s , Parceira(o) monogâmica(o), Indetectável e tomando Dolutegravir), o sêmen não oferece riscos?

        1. Quer dizer que nunca foi observado risco de transmissão a partir do sêmen de alguém com carga viral do sangue indetectável.

          1. Jovem um dia escutei de uma médica: – “ o problema do HIV são as mulheres. Elas são as que transmitem mais facilmente.”Fiquei com isso na cabeça … será que nesses estudos onde o foco são casais sorodiscordantes e heterossexuais existiam mulheres positivas ? Parece boba a pergunta, alguém até poderia dizer que óbvio que sim, mas nesse mundo de dúvidas e de enfrentamento de tantas questões, me vem às vezes esse medo bobo.

            1. Lara,

              Não sei qual o fundamento da afirmação dessa médica. As estimativas sempre apontaram que o maior risco de transmissão é a partir do homem em sexo insertivo, seja em outro homem ou em mulher, com risco maior no sexo anal.

              1. Existem médicos e médicos, não é? Aí nesse ponto concordo plenamente com a Aninha quando diz que esse tipo de profissional é capaz de acabar com a cabeça de um! Obrigada JS pelo retorno!

  10. Frequento o blog de vez em quando e cada vez que entro tenho mais dificuldades em visualizar os posts, achar os comentários, etc. O conteúdo continua maravilhoso, não entendo por que o lay out está tão ruim.

  11. Notícia maravilhosa! Mas eu tenho uma dúvida, quanto ao chamado ou chamada BLIP VIRAL,o que os cientistas ,médicos dizem à respeito?Isso implica em uma possível transmissão?

    1. Não, pois geralmente os blips não são com altas cargas de vírus. Sobe? Sobe! Mas baixa rápido. Não há registros de infecção com ou sem blips. Os estudos são seguros.

  12. Que notícia maravilhosa! Más e quanto a blip viral, o que os médicos, cientistas falam sobre o assunto, alguém sabe me informar algo? Se essa hipótese foi analisada,quanto a transmissão?

  13. A notícia é maravilhosa, mas e quanto a blip viral, o que os cientistas falam,sobre possível transmissão? Alguém já leu algo sobre o assunto?

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