Sobre vacinas

[mks_dropcap style=”rounded” size=”52″ bg_color=”#ffffff” txt_color=”#000000″]L[/mks_dropcap]endo aquela notícia, publicada nos últimos dias, que fala sobre o baixo índice de vacinação no Brasil, o pior dos últimos 16 anos, me veio à cabeça o seguinte pensamento: será que no futuro, talvez distante, talvez próximo, quando existir uma vacina eficaz contra o HIV, existirão também aqueles vão preferir não tomá-la?

Nos vejo, aqui, torcendo para o desenvolvimento de uma vacina que ainda não existe, enquanto parece que há quem torça para acabar com as vacinas que já existem — não é curioso? São chamados “negacionistas das vacinas”, grupo para o qual a Organização Mundial da Saúde, a OMS, já chegou a organizar seminários para treinar a combater o seu discurso anti-vacinação. Eles são uma espécie de derivação dos negacionistas do HIV: enquanto uns negam a validade das vacinas, outros chegam a negar a existência do HIV ou do seu impacto sobre a saúde — mesmo décadas depois do surgimento da terapia antirretroviral e de seu incontestável sucesso em evitar milhares de mortes decorrentes da doença. Teorias da conspiração sustentam ambos os discursos negacionistas; e documentários já foram feitos dando argumentos, factíveis ou não, sobre todo este assunto.

Dr. Andrew Wakefield

No que diz respeito à negação das vacinas, fala-se do documentário Vaxxed (2017), que inspira sua narrativa num estudo liderado pelo Dr. Andrew Wakefield, publicado em 1998 no jornal científico britânico The Lancet. O estudo Wakefield, como ficou conhecido, afirma ter investigado o caso de doze crianças encaminhadas ao Royal Free Hospital and School of Medicine com enterocolite crônica e transtorno regressivo de desenvolvimento. Os autores relataram que os pais de oito das doze crianças associaram a perda das habilidades adquiridas de seus filhos, incluindo a linguagem, à vacinação com a tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba.

Os autores do estudo concordaram com os pais, concluindo que haveria “possíveis gatilhos ambientais”, causadores da doença gastrointestinal e da regressão do desenvolvimento, e que este agente seria a vacina. Em resumo, a partir da observação destas doze crianças, os autores concluíram que a vacina é a causa do autismo.

“Revelado: escândalo da vacina tríplice viral”

Passaram-se alguns anos até que se descobrisse que o estudo Wakefield fora conduzido de maneira fraudulenta. Para começar, as crianças estudadas não haviam sido escolhidas randomicamente: ao contrário, elas  foram cuidadosamente selecionadas, para que estivessem dentro os requisitos que levariam ao resultado desejado. Além disso, o estudo foi financiado por advogados que atuavam em favor dos pais envolvidos em ações judiciais contra as fabricantes de vacinas. Era interessante para os advogados, financiadores do estudo, que o resultado do estudo favorecesse a ação judicial.

Enfim, um bom exemplo daquilo que é chamado de “viés de confirmação”, que nada mais é que a tendência de buscar e enxergar apenas os indícios daquilo que nós — ou o nosso grupo — acreditamos ou preferimos acreditar. O viés de confirmação vai na completa contramão do método científico. Em Ciência, para alcançar uma conclusão, é preciso controlar o experimento, de maneira a descartar as variáveis passíveis de mascarar o resultado. Em outras palavras, é preciso verificar e confirmar que a causa do resultado obtido é mesmo aquela que observamos, que eventualmente já havíamos pressuposto, garantindo que este resultado não é decorrente de outro agente que não estaria sendo considerado. Um resultado obtido em um estudo controlado deve então ser testado novamente, por outros cientistas em outro local e momento — essa é uma maneira importante de verificar aquilo que foi concluído.

Robert De Niro no Tribeca Film Festival

Nada disso foi feito no estudo Wakefield. Por isso, em uma reavaliação publicada 12 anos depois, o The Lancet publicou uma retratação e reconheceu as diversas falhas no estudo. Andrew teve sua conduta sentenciada como “antiética” pelo General Medical Council e sua licença médica  foi revogada, por sua falha em revelar conflitos financeiros de interesses e violações de ética. E o documentário Vaxxed, dirigido pelo próprio Andrew, foi banido do Tribeca Film Festival em 2015. “Minha intenção ao exibir este filme seria dar oportunidade para conversar sobre um assunto que é profundamente pessoal para mim e minha família”, disse o ator e fundador do festival, Robert De Niro, que aproveitou o assunto para revelar que seu filho sofre de autismo. “Mas, depois de revê-lo nos últimos dias, com a equipe do Festival de Cinema de Tribeca e membros da comunidade científica, não acreditamos que isso contribua ou amplie a discussão que eu esperava.”

O Dr. William Schaffner, professor de medicina preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de Vanderbilt, é possivelmente um dos motivadores da retirada de Vaxxed do catálogo do Tribeca Film Festival. “Toda a diretoria do festival e o Sr. De Niro aprenderam muito nos últimos dias. Tiro meu chapéu para eles por terem escutado e pensado sobre isso, discutindo e respondendo.” Mas Schaffner também disse que é alarmante o fato de um filme repleto de ideias totalmente refutadas chegar tão perto de uma exibição tão prestigiosa. Como é possível que uma conclusão mergulhada em viés de confirmação chame tanta atenção e até seja considerada como plausível?

Minha teoria, pessoal, é que isso é natural, em tempos em que o viés de confirmação faz parte do nosso dia a dia. O melhor exemplo está nas redes sociais, com as amizades que se encerram e grupos que se fecham a cada postagem de conteúdos que refletem opiniões divergentes. O resultado é um conjunto de pessoas que compartilha entre si informações que corroboram sempre com a opinião que já é uníssono entre aquele grupo. Os de esquerda sempre postarão conteúdos de esquerda, lidos e comentados por pessoas de esquerda. Os conservadores de direita, os “coxinhas”, a mesma coisa — provavelmente também falando mal dos pensamentos de esquerda. Os vegetarianos postarão sobre os benefícios da dieta sem carne e receberão likes de outros vegetarianos. Os místicos falarão sobre as últimas da física quântica. E assim por diante.

Para piorar, adicione ao viés de confirmação a epidemia de fake news, notícias falsas propagadas pelos algoritmos do Google e Facebook, sem qualquer discernimento de controle e verificação da sua veracidade. Nos dias de hoje, é fácil fabricar fatos e conclusões. Talvez, por isso, a descrença nas vacinas ainda continue. “Vivemos em uma época na qual todo tipo de conhecimento científico — desde a segurança do flúor e das vacinas até a realidade das mudanças climáticas — enfrenta oposição organizada e, muitas vezes, virulenta”, escrevia uma reportagem da National Geographic, de abril de 2015. “Acirrados por fontes de informação próprias e por interpretações peculiares de pesquisas, os contestadores declararam guerra ao consenso dos especialistas.”

O artigo também lembra que foi seguindo este raciocínio que, no filme Interestelar, a Nasa do futuro é mostrada como uma organização obrigada a trabalhar na clandestinidade: ninguém nem sabe que ela existe. O mundo passou a ser um lugar reinado pelas crenças leigas, incrédulas do conhecimento científico, incluindo total descrédito, por exemplo, pela viagem do homem à Lua. É oculta no subsolo que a Nasa modifica geneticamente as plantas para que resistam às pragas cada vez mais combativas, que aniquilam nossas últimas fontes de alimento, e constrói foguetes para nos levar, longe da morredoura Terra, para algum lugar habitável no espaço.

Mas não é fácil subir até as estrelas. Antes, é preciso vencer a gravidade, a força que gruda nossos pés no chão e que, como consequência, nos impede de perceber o mundo tal como ele é de verdade: uma esfera. Por milhares de anos, nosso planeta foi tido como plano, e não esférico. Contava-se histórias de que monstros marinhos habitavam nas beiradas do desconhecido e engoliam os desbravadores que ousassem chegar até lá. Aparentemente, foi só com a experiência do navegador português Fernão de Magalhães, que fez a primeira viagem de circum-navegação ao globo de que se tem notícia, entre 1519 e 1522, que a teoria de um mundo plano foi por água abaixo. O medo dos monstros que habitariam na linha do horizonte mostrou-se imaginário, e não real. (A primeira observação direta de que a Terra é redonda só viria muito depois, com o astronauta russo Yuri Gagarin, que em 12 de abril de 1961 foi o primeiro homem a ir para o espaço e dizer: “A Terra é azul”.)

[mks_dropcap style=”rounded” size=”52″ bg_color=”#ffffff” txt_color=”#000000″]S[/mks_dropcap]urpreendentemente, apesar de tantas observações documentadas ao longo da história, o negacionismo da terra esférica ainda é uma tendência real — e, talvez, uma das melhores soluções tenha sido dada por um usuário da plataforma Reddit: “Como terminamos o debate da Terra Plana de uma vez por todas? Vamos fazer um reality show, no qual os competidores que acreditam na Terra Plana sejam enviados em uma expedição para tentar descobrir a borda do mundo!” Afinal, não há nada de errado em experimentar e tirar suas próprias conclusões, certo?

Quem sabe, uma das melhores citações a esse respeito vem de um texto que circula pelas redes sociais, por acaso, uma fake news, falsamente atribuído a Buda: “Não acredite simplesmente porque você escutou. Não acredite simplesmente porque está escrito. Não acredite meramente nas autoridade, professores e anciãos. Não acredite nas tradições só porque elas foram transmitidas ao longo de muitas gerações. Mas acredite depois de observar e analisar. Quando encontrar algo com que concorda com razão e é favorável ao bem e ao benefício de todos, então, aceite-o e viva de acordo com isso.”

[mks_dropcap style=”rounded” size=”52″ bg_color=”#ffffff” txt_color=”#000000″]M[/mks_dropcap]as quão longe podemos ir com essa desconfiança? Será que podemos testar e experimentar tudo e, então, tirar nossas próprias conclusões? “Há um limite para o debate de ideias, especialmente quando se aplica à saúde pública”, diz o médico infectologista Dr. Esper Kallás. “É legítimo questionar se a vacina contra o sarampo é eficaz? Deveríamos debater o estímulo ao cigarro em escolas? Ou o uso do amianto em incubadoras de berçários? É preciso ter o mínimo de bom senso quando se fala de um assunto tão grave em saúde pública.”

Isso quer dizer que assuntos como este não deveriam nunca ser questionados? “Todo mundo deveria questionar”, opina Marcia McNutt, editora da revista Science, em entrevista à National Geographic. “Mas todos deveriam recorrer ao método científico, ou confiar naqueles que usam o método, para se posicionar em relação a essas questões.” Afinal, existem questionamentos que são sabidamente irredutíveis. “A evolução aconteceu mesmo. O clima está mudando. As vacinas salvam vidas. Faz diferença ter razão — e a tribo dos cientistas tem um alentado histórico de ter, afinal, entendido o que estava ocorrendo.”

E é importante acrescentar e lembrar: os cientistas não são a imprensa. No caso da vacinação, por exemplo, alguns veículos de imprensa noticiaram mal que a queda na cobertura da vacinação traz o risco de doenças erradicadas voltarem a fazer vítimas. O fato é que doenças erradicadas por vacinação nunca antes voltaram a atacar. “Veja o exemplo de doenças preveníveis  com vacinação. Só há dois exemplos de sucesso na erradicação de doenças: varíola e pólio 2 e 3”, comentou comigo o Dr. Esper. A poliomielite que voltou a assolar o planeta não é nenhuma dessas: trata-se da pólio do tipo 1, que tem prevalecido em áreas de conflito, como Síria, Nigéria e Paquistão. O sarampo, por sua vez, está de volta no Brasil, é verdade, graças à falta de vacinação; entretanto esta era uma doença considerada quase erradicada, ainda não totalmente erradicada.

Ainda assim, o sucesso das vacinas na prevenção de doenças é incontestável. “O sarampo mata aproximadamente 40 mil crianças ao ano. Se não existisse a vacina, seriam de 6 a 13 milhões!”, lembrou o Dr. Esper. “Além disso há um importante componente social: não se vacina apenas para si, mas pelo coletivo. Exceto aqueles com contraindicações formais, todos devem ser vacinados. Ao não se vacinar, prejudica-se a imunidade de toda uma população.”

Por tudo isso, sou a favor das vacinas. E que venha também a vacina contra o HIV.

Publicado por

Jovem Soropositivo

Jovem paulistano nascido em 1984, que descobriu ser portador do HIV em outubro de 2010. É colaborador do HuffPost Brasil e autor do blog Diário de um Jovem Soropositivo.

86 comentários em “Sobre vacinas”

  1. Acredito que a vacina que cura de fato o HIV só após 2040, mas digo de fato, falo cura mesmo, esterilizante livre de todo o vírus HIV no organismo inclusive nos santuários.

    Acredito que até 2050 todos já estarão livres do HIV inclusive eu, espero estar vivo ainda pra ser curado, estarei novo ainda poderei ver meus netos e até bisnetos.

    Jovem teria como vc perguntar pro Esper Kallas se os médicos tem umas idéia de como nosso organismo reagirá após ser curado depois de anos exposto ao HIV?

    1. Gostei dos números…poderia apontar de onde a estimativa? Parece ser um chute sem nenhuma noção….Por acaso você acompanha os estudos do médico Dan Barouch, de harvard? Dê uma lida, talvez gere algum conforto a você amigo.
      Um abraço,
      Allpe.

    2. Em tempo: Cara….nosso organismo não está exposto ao hiv. Nós estamos indetectáveis. Não temos o hiv circulando na corrente. Se estivéssemos expostos ao hiv desenvolveríamos AIDS. Há vários estudos recentes, inclusive, que mostram que os tratamentos com dolutegravir sequer permitem a replicação em níveis baixos, o que elimina as microinflamações, que poderiam gerar um envelhecimento precoce…Portanto, amigo, faça o seu tratamento e viva.
      Ps. E procure estudar um pouco…o tratamento mudou viu, as pessoas agora tem a mesma expectativa de vida dos não infectados, com qualidade no tratamento, sem efeitos colaterais sensíveis.
      Pra frente amigo.
      Um abraço,
      Allpe

      1. Tá precisando sair do mundo mágico dos médicos hein Alpiste? os médicos apesar de tratar soropositivos não tem HIV e nem tanta pressa como você imagina.

        Eles não tem HIV, eu, você, o Jovem e outros milhões sim, quando eu digo algo estou falando sobre realidade e não fantasia, já venho lendo sobre cura desde meados dos anos 2000 e eu nem tinha HIV nessa época.

        A verdade é que a cura está longe, eu poderia aqui ficar dando muleta pra todos inclusive pra mim falando sobre 2020 mas prefiro viver a realidade.

        O que temos de concreto hoje? Os medicamentos, então vamos nos segurar neles, porém eles mesmo ajudando e muito não para o processo inflamatório crônico que o HIV faz com nosso organismo daí os casos de câncer recentes em soropositivos mesmo sem casos na família.

        Mesmo com os medicamentos o HIV corrói nosso organismo e causa danos mesmo pequenos, com o passar dos anos o acúmulo de danos vai crescendo.

        Sim fiz um chute otimista, após 2040, chuto mais umas 2 décadas pra abrir possibilidade real de uma cura, um chute realista, mais 3 décadas pra encontrarem a cura, um chute pessimista, 5 décadas.

        O nosso mundo soropositivo não é pintado de rosas como os médicos dizem e você sabe bem disso, você jamais irá ver eu iludir alguém.

        Tudo que eu disser pode ter certeza que é feito com bom senso.

        1. Luciano, carissimo, concordo em parte com você. Também sou receoso com esses inúmeros discursos de cura. Sempre falei isso. Não passa uma semana sem ter uma matéria anunciando a cura. Semana passada veio da China “descobriram a cura funcional!”. Vão pra pqp…nem começaram a testar em ratos e a imprensa, sensacionalista, faz o seu papel anunciando a cura. Outro dia, já ha algumas semanas foi aquele médico do Brasil, o Ricardo Diaz, com a matéria “médicos brasileiros anunciam tratamento que elimina o hiv”. Hein? Elimina? Esteriliza? Porque se só indetectar, isso já ocorre desde 1996…mas, enfim. Alguém lucra com isso. Sim. Claro. Anunciam que a cura está na mão, o cara deixa de se cuidar, e pronto. Mais um para tomar remédio o resto da vida. Enfim. Esse é o lado negro do mercado e da indústria farmacêutica.
          Por outro lado, não tenho dúvida, a questão, para mim, não diz respeito aos médicos. Aliás, não vejo que eles vivam algum mundo mágico. Apenas vejo que alguns, como o citado dr. Esper kallas, viveram a pior época. Internavam o paciente para morrer em meses. Hoje, acompanham a vida do paciente, que tem vida longa, filhos, planeja sua vida e vive normalmente, como qualquer um que tenha enfermidade crônica e manejavel.
          Mas os médicos, afinal, não são a questão mais importante . Eles aplicam o que tem à disposição. O cerne da questão é a indústria farmacêutica. Essa sim. Aqui é que mora o problema. Talvez você tenha acompanhado o grande número de processos judiciais contra a Gilead, nos EUA, por saberem que o tenofovir é danoso aos ossos e rins, e omitirem o taf por conta da patente, por mais de 10 anos…quem garante que não farão o mesmo com o hiv? Podem e vão retardar a cura o máximo que o mercado e a concorrência permitir. Nesse contexto, torço para os chineses descobrirem algo que pressione as gigantes. Quem sabe assim descobrirão algo que force as gigantes a antecipar o que tem em mãos, e façam os médicos realmente nos apresentar o “mundo magico”.
          Uma abraço.
          Saúde e sucesso.
          Allpe.

        2. Pelo amor de Deus, Luciano!
          Primeiro: Quem disse que alguns médicos não estão infectados? HIV existe cara? Todos nós aqui do blog temos cara de soropositivo? Se fosse possível julgar uma pessoa com HIV pela aparência, certamente não estaríamos infectados.
          Segundo: Fantastico mundo dos médicos? Que mundo é esse? Os medicamentos possibilitam uma qualidade de vida muito boa sim. Só não vai relaxar com cuidados pessoais que as consequências aparecerão, sendo você positivo, negativo, neutro, o que for! Ta cheio de gente sem HIV cheio de problemas de saúde. Procure sobre um médico fisiculturista, se descobriu soropositivo em 88, está até hoje, firme e forte, exercendo sua profissão sem problemas de saúde.
          Terceiro: Realista mesmo é não ficar estimando tempo de cura. A cura pode aparecer mês que vem, assim como em 2019, 2020, 2030, ou você está fazendo pesquisas também?
          Quarto: a experiência de pessoas vivendo com HIV é extremamente particular. Tem pessoas que ao se descobrirem soropositivos abrem mão do preservativo pq não “irão se infectar mais”, hoje, sabemos que existe a re-infecção, e isso fode o tratamento.
          Se a síndrome já foi desenvolvida ou não, em que estágio a pessoa começou o tratamento… tem muitas variantes.
          Pé no chão antes de falar com tanta propriedade.

        3. E respondendo sobre o câncer.
          São poucos os cânceres hereditário, isso é uma desinformação normal no meio da medicina. Nem todo câncer se comporta como o câncer de mama (alta hereditariedade, é preciso ficar de olho no histórico familiar).
          Pode sim aparecer um câncer (que “nada mais é” do que um erro no ciclo celular) em qualquer pessoa, seja positivo ou não. Por ter HIV sua chance de desenvolver um câncer não subiu 50%, relaxa! Não sou médico, estou na faculdade de medicina e isso foi matéria recente.
          Abraço! AAH, serei um médico com HIV rsrsrs, sem cara de soropositivo, como você estimou no comentário passado.

      2. A pessoa precisa ter mais senso crítico, só falta me dizer que acredita naquela história que HIV não causa AIDS?

        O tal do Peter Duesberg diz isso mas nunca se injetou HIV pra provar o que disse.

        Os médicos dizem que leva uma vida normal com mesmo expectativa de vida mas nenhum se coloca em risco de pegar ou se injeta HIV.

        Uma coisa só é mostrada na prática, na teoria tudo é lindo, e a prática de quem vive com HIV não é tão normal por aí como se prega.

    3. Amigo vc eh pai de santo? De onde tirou esses números 2040? 2050? Com o nível de investimentos e a variedade de pesquisas saindo resultados a todo momento realmente sua estimativa não condiz com a realidade.

      1. E qual é a realidade? 2020?

        Sejamos realistas galera.

        Não adianta ficarem ansiosos, se enganando que daqui a 3 anos a cura de verdade será anunciada, o que temos de concreto hoje é a medicação, nos agarremos nela e a uma vida saudável.

          1. Allpiste, uma droga que se comprove eficiente em ensaios pré-clínicos (in vitro e animais) ainda tem de passar por 3 fases de ensaios clínicos em humanos, que demoram em torno de 10 anos.

            Ou seja, mesmo que hoje fosse anunciada uma potencial cura, com base em ensaios pré-clínicos, só lá para 2030 é que essa droga seria aprovada e seria disponibilizada.

            Portanto, 2030 seria o cenário mais otimista possível e imaginável. 2040 me parece mais realista.

            Até lá, é se cuidar o melhor possível.

  2. ok, segue minha opiniao:

    eles criam uma vacina contra HIV. todos estao protegidos.

    Qual interesse em continuar uma busca por cura esterilizante depois disso?

    1. Também acho.

      Muito difícil eles quererem continuar em pesquisas pra curar alguém se a vacina de imunização for produzida.

      Nos resta torcer pra cura ser inventada primeiro.

  3. Meu maior medo é encontrar uma vacina q imunize os sorosnegativos e com isso fatalmente veremos a chance de uma cura nunca mais acontecer, afinal de contas quem vai se importar com uma cura já que ninguém mais será infectado? Restará ao mundo esperar o tempo passar e com a morte de todos soropositivos o hiv será erradicado. Tenho medo dessas vacinas que não seja útil para nós, e não me.chame de egoísta que lhes chamarei de hipócritas.

      1. Pessoal, boa tarde. Vou tecer alguns comentários, porque vi a preocupação nos posts. A questão é a seguinte, conforme já conversei com meu médico. Não existe uma vacina que sirva para uma coisa (prevenção) e não sirva para outra (tratamento).

        Se a vacina impede a infecção de modo eficaz, ela impede que o vírus se instale na célula, ou elimina ele, quando fora, mas tudo a partir de um estímulo que a vacina dá ao organismo a produzir, por si só, anticorpos que neutralizam o vírus.

        Dessa forma, para um paciente indetectável, a aplicação da vacina irá produzir nele a mesma resposta imune, impedindo, na sequencia, a replicação viral, independente de ingestão de medicamentos diários.

        Esse é o sonho dourado.

        Por isso a procura por uma vacina é tão importante. Ela será utilizada na prevenção e no tratamento!

        Há outras, já em fase de testes em humanos.

        Fiquemos felizes.
        Sucesso e saúde.
        um abraço,
        Allpe.

      2. Apesar que se fizerem a vacina pra quem não tem HIV estará curando o preconceito, ninguém mais vai ficar maltratando o soropositivo com medo de pegar. Será visto como uma gripe a qual todos negativos estarão imunes.

        Todos soropositivos poderão levar uma vida ainda mais normal, se relacionar com soro negativos sem medo da rejeição.

        De qualquer forma seria mais uma vitória contra o HIV.

        Mas a cura ainda é nossa principal vontade.

        1. Relaxa mano, ce ta assustado porque é recente, conheci uma menina que pegou em 2000, continua linda, nunca teve problemas de saude…
          Apenas alimente-se bem, exercicios e não exagere na bebida e pare com o alcool.

          1. Recente? Faz 6 anos que eu tenho HIV

            Só estou dizendo a realidade, não existe estudo que mostre que um cura potencial de verdade virá nos próximos 3 anos.

            Eu espero estar errado.

            1. “Pare com o “cigarro”, soro- tmb.
              Nosso corpo vem se adaptando a milhares de anos, nosso ser é ilimitado e desconhecido, faça a vida valer apena, assim esses pensamentos down diminuem.
              Potencialize onde ele ataca, assim alem do remedio, naturalemnte vc se trata, mas encare essa situação como uma lição que a vida/Deus quer que trancedas, queira ou nao a vida permitiu e ela é inteligencia pura.
              O corpo está facil de tratar, mas a cabeça nem soro- conseguem, a mente é a origem das doenças.

            1. Pessoas e discurssos como este, me faz acreditar e seguir em frente… estou há uma semana de completar um ano com o vírus, porém indetectável graças a Deus..

      1. BCG? Você não tinha tomado antes ou não tinha cicatriz? Não sabia que soropositivo tem que tomar um reforço dela. Alguém mais tomou?

        1. Rafael, eu tomei BCG, completando a lita tomei ainda de : Meningite C, Pneumo, Sar/Cax/Rub, hepatite A e B, Gripe, Lembrando que algumas delas tem mais de 2 doses,
          O local que tomo as vacinas é super de boa, elas sabem do meu diagnostico mas são super discretas,

    1. Depois do meu diagnostico,tomei vacinas para gripe,pneumonia,miningite,febre amarela,todas receitadas por meu infecto. nao tive nenhuma reaçao,inclusive meu infecto,falou q a vacina da gripe,eu tenho q tomar todo ano.

    2. Carla,
      Fale com o seu infecto.. eu tomei diversar, como Hepatite, Pneumo e algumas de reforço , fiz a maioria gratuitamente onde retiro meus ARVs.
      Vc tbm é nova de diagnóstico ?

      1. Olá, eu sou negativa, mas meu esposo é positivo, então sempre tento estar antenada sobre tudo e sempre tive dúvida quanto as vacinas, ele foi diagnósticado em janeiro e aé agora só tomou a da gripe (mas o infecto dele disse para não tomar, mas mesmo assim ele tomou, pois pesquisamos e achamos melhor). Obrigada pelas dicas.

    3. Olá. Com estes casos de sarampo no país, me parece que haverá campanha de vacinação. Gostaria de saber se quem tem HIV pode tomar, porque ouvi na tv que tem doenças que baixam a imunidade não deveria tomar a vacina contra o sarampo. Obs. já tomei vacina de sarampo na infância. Abs.

  4. Ola gente linda. Uma dúvida… Eu estou pretendendo ir para o chile em ima simples viagem de uma semana com minha família. Existe alguma restrição? Tipo com os remédios posso entrar de boa? Alguem sabe me dizer?

    1. Pode entrar de boa. Só leve os remédios na bagagem de mão e uma receita (em ingles ou espanhol) emitida pelo seu infectologista, carinbada e assinada por ele.

      1. Eu Positivo SC quais são os países que realmente barram o soropositivo?

        Digo realmente, são os que independente da situação não deixam o turista entrar simplesmente por ser soropositivo?

        1. Oi. Como você bem deve saber, HIV não tem cara, então a princípio nenhum barrará apenas olhando no seu olho.
          Em alguns países, o porte de medicamentos para controle de HIV (identificados na alfândega na entrada do país) é a principal fonte de negação de acesso, e é onde começam os problemas dos viajantes soro+, pois é uma prova física da infecção. Outras regulações tratam de vistos mais longos, onde alguns países pedem que sejam feitos exames de saúde para liberação de estadia e isso pode inviabilizar o projeto, mesmo em estado indetectável e com fins apenas de turismo.
          Cada lugar tem suas particularidades, então sugiro que você acesse e leia os relatorios neste site para conhecê-las.

          http://www.hivtravel.org/Default.aspx?pageId=152

          De modo geral, países desenvolvidos não apresentam resistência, mas alguns destinos podem ter uma barreira e terminar em deportação devido à condição sorológica.

          1. Mas não tem como levar dentro da roupa não ou eles revistam com raio-x?

            Tipo o cara vai passar uma semana e leva 7 comprimidos do 3 em 1 na roupa?

  5. Os remédios são bons mas não fazem milagre, nem adianta achar que vai pegar HIV com 20 anos e com os remédios vai viver até os 80 anos.

    O governo vem com esse papo que é vida normal após o HIV, que se vive o mesmo que um soronegativo, isso é muito perigoso pra quem é soronegativo, achar que pegando HIV viverá o mesmo que um soronegativo, que sua vida será normal, longe disso, terá que enfrentar o preconceito, os efeitos colaterais dos remédios e algumas limitações que a doença impõe.

    Soropositivos continuam tendo uma expectativa de vida menor que a da população negativa, porém maior em que não se trataria.

    Se você é negativo, não acredite no governo e em suas histórias de vida normal, expectativa de vida normal, a AIDS é uma doença séria, que muitas vezes os testes não conseguem detectar e pode destruir muitas vidas se não diagnosticada é tratada a tempo.

    Nossa vida com HIV é quase normal, mas com muitas restrições ainda, o preconceito é um dos maiores, somos mais solitários pois não podemos deixar que qualquer pessoa descubra nossa sorologia ( exceto quem se revela pra todos ) e isso muitas vezes corta relações que até nos fazia bem.

    Cuide-se se não tem HIV.

    Se tem, se trate e busque viver na maior normalidade possível.

    Mas lembre-se, a vida sem HIV é muito melhor.

    Boa Noite!

    1. Governo? Que campanha que o governo faz dizendo que a vida é normal? Que governo cara ? Faça o favor de pensar um pouco antes de falar tanta asneira. Não existe nenhuma campanha do governo dizendo isso. Quem diz isso são pesquisadores de universidades do mundo inteiro. Se você não quer ter a vida normal e a mesma expectativa de vida, tudo bem, fique com suas estimativas para 2050. Mas não imponha essa visão medíocre aos outros. Guarde ela para sua vida.

    2. Luciano, sugiro que você busque ajuda psicológica pois percebe-se que o mesmo está bastante abalado. 🙁

      1. Concordo.
        Eu leio os comentários do Luciano e eles são de um pessimismo tão grande que dá até um desânimo hahahaha. Ninguém que tem HIV vai ignorar as consequências disso, no fundo sabemos da bomba relógio que pode – ou não – ser ativada a qualquer momento dentro da gente, mas com muito esforço tentamos dar a volta por cima, acreditar em um futuro bom, saudável, com otimismo. Não se trata de se enganar, mas sim de buscar alguma alegria e tranquilidade enquanto a vida corre, driblar a tristeza, tentar seguir em frente juntando os cacos após o diagnóstico.
        Admito que suas opiniões podem até serem chamadas de injeção de realidade (veja que não estou dizendo que suas afirmações estão erradas, ok? Acho elas críveis, as vezes), mas que elas são desmotivantes e deveras desnecessárias, as vezes, são, especialmente porque estamos em um espaço cheio de gente se agarrando a qualquer coisa para se manter vivo após o baque do HIV.
        Enfim, respeito seu espaço e liberdade de opinar, e é nesse respeito que me apoio para poder dizer que não me faz bem.

        Abraço

    3. poxa Luciano … o JS tem um trabalhão aqui fazendo matérias para esclarecer as pessoas sobre o quão bom e o quanto traz benefícios para saúde ficar indetectavel e vc nesse desânimo. Melhore!

      1. Pois é… Além de desmotivador, ele usa um discurso que não é muito coerente pelo seguinte:

        Um dos flagelos relatados é o preconceito contra soro+, mas ao mesmo tempo ele ressalta o inferno que é viver com HIV, usando a periculosidade de se viver com o vírus para fazer um alerta para soronegativos ficarem longe desse mundo. Penso que isso não ajuda no combate ao preconceito, contribuindo para que nos excluam e nos vejam como refugo social.

        Enfim… Havia decidido não me manifestar sobre essa enxurrada de bad vibes, mas já fiz isso 2x e não pretendo dar sequencia. Quero distância desse pessimismo todo hehehe

        Fui…

        1. Vocês ou são iludidos ou fingem ser, como é possível?

          Olhem a realidade e não se iludam com a tal cura, já ouvi isso várias vezes, desde meados de 2000 que ouço essa história.

          Sobre expectativa de vida, vejam com seus próprios olhos a realidade dos soropositivos, suas expectativas de vida, quantos morrem anualmente.

          É uma questão de lógica, você tem um problema te bombardeando a todo momento mesmo que em menor quantidade ( indetectável ), acha que a conta um dia não virá?

          Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.

          Usem a lógica e o raciocínio.

          Só falo a verdade por isso ela dói.

          1. Realmente, tendo esse pensamento como o seu – pessimista – a vida vai encurtar.
            Sugiro vc a procurar um tratamento psicológico, sério! Eu busquei e faz muito bem pra nós, soro+ – ou não – basta um baque na vida que a terapia faz bem.
            Quanto ao fato de ter uma vida normal. De fato, o que é ter uma vida normal pra vc? Sem o HIV? E se fosse um câncer maligno ou outra doença incurável que vc não teria SEQUER expectativa de vida?
            Creio que sim, podemos ter uma vida normal, por que não? Podemos estudar, namorar, TER FILHOS, viajar, dançar, amar e etc, e isso se aplica sendo positivo ou não. Basta querer, ter fé.
            Se vc não é religioso (eu não sou, apenas tenho fé) tudo bem, só faça o tratamento direitinho.
            Quando fui fazer o exame de CV pela primeira vez conheci uma mulher que tem HIV há mais de 20 anos e estava bem e com a sua vida normal.
            Também conheço pessoas (duas aqui da minha cidade) que mesmo tendo HIV se casaram e tiveram filhos. Logo, SIM, é possível ter uma vida NORMAL.
            Acredito que vc ainda não se aceitou sendo soro+ e reitero buscar ajuda psicológica. Se já fez ou se está fazendo, mas mesmo assim tem esse pensamento, tudo bem, EU RESPEITO, mas NÃO CONCORDO.
            Às vezes o preconceito vem do próprio portador soro+. EU sou a prova disso! Foi difícil me aceitar, mas desde que me aceitei vi a vida de outro jeito. Não saio contando por aí: “oi, tenho hiv e vivo normal”, mas apenas familiares próximos sabem e JAMAIS tive preconceito. Pelo contrário!
            Na realidade o Governo DEVERIA mostrar mais que mesmo com o diagnóstico é possível ter uma vida normal (aqui, respeita-se o que vc acha de “normalidade”), E sabe por quê? Não é para passar pra quem é soronegativo que a vida é uma boa. A vida não é boa pra muita gente, meu caro. Mas sim para AJUDAR os soropositivos que sofrem com o diagnóstico, aderir ao tratamento e consequentemente diminuir as infecções.
            Esse blog e uns vídeos no youtube me AJUDARAM bastante, pois vi que o HIV NÃO VAI ME IMPEDIR DE EU SER FELIZ!
            Sou portador de um vírus que AINDA não conseguiram encontrar a cura e ´que de 6 em 6 meses faço exames e vou ao médico e tomo remédios todos os dias? SIM, mas esse vírus não vai me impedir de eu realizar meus sonhos.
            Eu quando recebi o diagnóstico pensei em fazer muita besteira.. e sinceramente passar só pessimismo só vai piorar as coisas (aqui faço uma analogia ao uso do PRep, os resultados do estudo do dr. Ricardo mostraram que as pessoas se cuidaram mais, pois sabe=se que existem outras IST’s por aí), mas é como eu digo: cada um é cada um.
            Eu acredito sim na cura (seja que ano vier) mas não fico me apegando nisso direto, pois senão deixarei de viver e pensar só na cura.
            Quero muito que essas vacinas venham logo!
            Eu desejo o melhor pra vc, respeito sua opinião, mas não concordo.
            Valeu.

          2. Eu não sou iludido, mas sou otimista. Há uma grande diferença nisso.

            Sobre a cura: ninguém está falando que vai rolar mês que vem. Se está acompanhando desde 2000, senta pq pode demorar mais uns anos.

            Sobre a expectativa de vida: quantos soronegativos morrem todos os anos? Soropositivos precisam ser imortais só pq disseram para eles que tomando os remédios tudo ia ficar bem? É óbvio que alguns morrerão por conta da Aids, ou de acidentes de carro, ou suicidio, ou câncer. E os outros milhões que estão vivendo bem? Não conta?

            Acho que a conta da infecção um dia virá, sim, mas até lá quero ter vivido com qualidade e sem esse pessimismo decadente que muitas pessoas tem.

            Sobre usar a lógica e o raciocínio, eu uso essas faculdades, especialmente quando leio artigos científicos quase que mensalmente indo contra quase tudo que você falou.

            E, por fim, a sua verdade, pelo visto, é só sua. Ninguém até agora compartilhou da mesma opinião que você. Aí peço para você usar sua lógica e raciocínio: dezenas de pessoas estão erradas e você é o único que está indo pelo caminho certo, é isso?

            E não venha com o discurso de: isso é minha opinião, respeitem, pois aí eu vou voltaar aqui e dizer para você respeitar a maioria que discorda inteiramente das suas verdades deprimentes.

            É isso. Seja feliz no seu futuro cheio de choro e ranger de dentes. A maioria vai estar sendo feliz também – em outro lugar que não na lama.

            Abraco.

            1. Falar a verdade sempre dói, não adianta, mas continuarei aqui falando das ilusões e dos extremismos dos soropositivos que pensam que a infecção durará a vida inteira e viverá até a idade que iria viver se não tivesse o HIV.

              Meu Negativismo = Realidade, algo que falta aqui.

              Já vi gente falando que sentia o cheiro da cura como se cura uma gripe, ilusão total, e o pior que muitos aqui são assim e os
              outros alimentam isso, depois ficam frustrados quando a pesquisa não funciona.

              Quem disse que não curto? Vivo de boa, tenho minhas ficantes, só não casei ainda pois não encontrei a pessoa certa ainda pra dividir comigo a vida é que aceite esse pequeno detalhe.

              Eu sou somente a sensatez, bom senso e realidade, não adiantam se iludir, a cura do HIV ( cura definitiva ) é trabalho pra algumas décadas ainda.

              Os remédios são bons e é neles que devemos nos segurar agora, é o que temos de concreto mas é muita inocência achar que a doença não causa danos mesmo indetectável, nenhum portador do HIV viverá o tanto que viveria se não tivesse HIV ( exclua acidentes disso ).

              Isso é uma questão de lógica.

              Um Abraço!

              1. Amigo respeito sua opinião. Fui eu quem disse que sentia cheirinho de cura. Isso porque diferente de vc, ciência pra mim não eh lógica como vc sigere, ciência eh algo empírico. Não concordo com você quando diz que os médicos em pesquisa nos enganam. Embora exista um lado da indústria que não almeja a cura, existe um outro lado de interesse público envolvendo aumento de custos em tratamentos e que está focado em descobrir uma cura. Existem grandes universidades empenhadas em pesquisas (mostrando os resultados), desenvolvendo grandes estratégias como eh o caso da recente vacina do Dr Barouch , de Harvard. Na pesquisa ele eh cauteloso em dizer que não tenham expectativas de cura, embora os resultados mostrem passos importantes. Enfim, a cura vira em 50 anos? Não sei. Vira em 10? Não sei. Vira amanhã? Quem sabe?!. Se vc fizer uma busca com a quantidade de recursos empenhados em.uma.decada atrás, no que havia de estratégias naquela época e comparar com os investimentos e linhas de pesquisa atuais, vc vai perceber que aumento muito. Ciência não eh lógica amigo, vamos fazer nossa parte tomando os remédios, mas tenhamos fé que a cura vai chegar.
                Um.abraco

            2. ” E os outros milhões que estão vivendo bem? Não conta ”

              Acorda iludido!

              É uma ínfima parte que vive uma vida praticamente normal, o restante ainda pena pra controlar a doença, os efeitos dos remédios, vírus criando resistência…

              Vai dizer que conhece, que viu um homem ou mulher que tem HIV a não sei quantos anos e está bem, mesmo papo de sempre pra tapar o sol com a peneira, e os milhões que morrem diariamente?

              Pra cada soropositivo bem existem outras centenas se ferrando, é isso é fato.

              1. Olha, tenho mais o que fazer do que ficar dando trela para você. Vc não está sozinho pq tem HIV, não. Está sozinho pq é um mala sem alça.

                Fui.

          3. Luciano, respeito sua colocação, mas ninguém aqui está desiludido. Todos nós sabemos o que é viver com o HIV e seus cuidados. Cada um busca aqui contribuir com momentos positivos que venham acrescentar ou trazer mensagens de otimismo. Percebo que você está com auto-estima baixa. procure ajuda. Se precisar estamos aqui. Melhoras pra ti.

    4. Desculpe, mas você parece ser um perfil fake que acha que é preciso amendrontar as pessoas que lêem o blog para que, assim, elas tenham pavor pelo HIV e por isso supostamente se protegeriam mais nas relações sexuais.

      Não, definitivamente não é assim que funciona! alguém diz que vive com normalidade e com saúde fazendo o uso dos ARVs não faz com que as pessoas deixe de se proteger nas relações sexuais. Muito pelo contrário, faz com que a gente consiga falar melhor sobre o assunto com as outras pessoas.

      Durante anos eu fui apavorado com a possibilidade de ser positivo. Era completamente travado, não lia nada sobre o assunto e mudava de canal quando aparecia uma reportagem sobre HIV. Só me senti tranquilo pra fazer o teste quando comecei a ler sobre o tratamento.

      Depois de muito tempo comecei a ler, assistir entrevistas, documentários, artigos acadêmicos, enfim… Sai da ignorância.
      Ver pessoas bem disposta e vivendo bem e normalmente com o TARV me fez cair na real que a descoberta da minha sorologia só ia fazer bem pra mim. Fiz o teste em paz, muito em paz. Satisfeito com o resultado que daria.

      Eu tive algumas relações sem camisinha, principalmente no início da minha vida sexual. Já tinha até corrido de médico que me aconselhou a fazer um exame completo, com a sorologia junto, pra entrar na academia.

      Durante esse tempo de incerteza da minha sorologia tive relações com camisinha, mas mesmo morria de medo de ter infectado alguém. Saber que indectavel não transmite foi outro incentivo para eu fazer meu teste logo.

      Enfim, eu fiz e deu negativo. Uma angústia de anos, estresse exagerado com ondas de crise e muita melancolia. Tudo isso pq morria de medo do diagnóstico, do teste, seja pra dar positivo e negativo. Fiz um teste rápido e depois fui num clínico geral e pedi um check-up completo e pedi sorologia pra todas ist.

      É irracional o medo de fazer testes sorológicos. Esse medo vem principalmente pelo estigma social. Sem dúvidas era isso que me deixava com excessos de estresse.

      Vocês não sabe o quanto me pacificou ler relatos sobre a qualidade do tratamento atual. Vocês não sabem o quanto me deixou mais atento, consciente, e disposto a me proteger e principalmente, fazer o teste regularmente. O medo pode nos deixar alerto pra algum perigo. Mas o pavor nos paralisa e nos deixa vulnerável ao mundo. E o conhecimento liberta.

      Estresse, melancolia e estigma social são coisas sérias e que mais nos aglinge quando o assunto é HIV. O medo excessivo só nos afastar do verdadeiro conhecimento (de si e do mundo, das ist em geral). Ler o relato do dia a dia de pessoas positivas só me fez bem e me fortaleceu. E os relatos são diversos e realista, não existe um floreio nem nada. Conheço o dia a dia de mta gente pelos relatos. Coisas sobre rotina, remédios, relacionamentos, viagens, família, médicos, exames, enfim, como um diário. E isso foi é e tão importante pra mim. Foi isso que me fez sair da ignorância, do medo, do risco!!

      1. Você parece uma criança que bate na irmã após ver luta livre achando que aquilo é real, patético.

        O que a televisão mostra é a parte boa do HIV, mas não mostra que o fígado após longos tempos de remédios começa a dar pane até entrar em falência, não mostra que depois de um tempo o HIV cria resistência contra os remédios, não mostra que ainda faça uso do remédio e sua carga viral seja indetectável seu envelhecimento é mais acelerado do que de pessoas comuns, não mostra que você tem 7x mais riscos de câncer…enfim só mostra a parte boa é você como inocente que é acreditou.

        HIV é coisa séria colega, só quem porta sabe ainda que minta que não, é claro que ninguém vai ficar chorando que é o fim do mundo mas ninguém pode mentir pra si mesmo, o HIV mata mais cedo o portador do que quem não é ( exclua acidentes ).

        O HIV acelera a pré-disposicao a doenças, o HIV altera o DNA celular, o HIV pode causar doenças auto-imune, isso ninguém fala, só o que a TV e o governo vão dizer é a parte boa, isso é marketing pro tratamento.

        Acorda pra vida!

    5. Efavirenz o nome disso. Rapaz pede pro seu médico te prescrever um esquema sem o EFV.

      Eu era assim. Mudei medicação ano passado e voltei a ser uma pessoa otimista.

  6. Luciano, a vida de ngm aqui foi fácil, eu sou S-, porém meu marido é S+. Ele pegou a doença na minha gestação, sim ele me traiu quando estava grávida, porém eu resolvi perdoa-ló e quero que ele siga uma vida saudável e eu creio que ele estando indetectável e com uma alimentação saudável, ele terá sim uma vida tão normal quando de quem é – ! Por favor, não tente desanimar as pessoas que acessam este site! vc não sabe como isso aqui é importante para a gente se animar, levar a vida com mais ânimo e fé que tudo dará certo! Procure uma ajuda psicológica. Que Deus te abençoe e te guarde.

    1. Que legal sua atitude de perdoar e seguir em frente. Eu, no caso, fiz o mesmo que o seu marido. Depois de 15 anos de casado tive uma falha, e ela foi suficiente para que eu me infectasse. Meu marido me perdoou também e estamos levando a vida da melhor forma possível. As pessoas cometem erros e se arrependem muito deles. Tenha a certeza que teu marido te valoriza ainda mais depois de tudo que aconteceu e que o arrependimento dele é grande e verdadeiro. Falo isso pq muitas pessoas pensam que só pq fomos infectados, não temos o direito de escolher quem vai estar do nosso lado: se conseguirmos alguém que nos aceite, que agarremos essa pessoa. E não é bem assim hehehe. No meu caso, eu refleti muito antes de decidirmos voltar, pois é difícil demais levar essa chaga na alma, ver a decepção na cara da pessoa que a gente ama. Diariamente olhar para o amor da gente e pensar: como eu fiz uma coisa dessas? Não é fácil, e confesso que as vezes pensei em largar tudo e ir embora, viver minha vida sozinho sem ter que lidar com as consequências dessa infecção no meu relacionamento. O baque do HIV é tão grande que se ambos não amarem verdadeiramente a corda se rompe. Hoje tenho a certeza que ficar e insistir no casamento foi a melhor coisa que eu fiz e cada dia, quando eu acordo, a primeira coisa que penso é como vou poder fazer meu marido feliz naquele dia. Isso me preenche.
      Parabéns pela atitude, por acreditar no amor. Todos vamos ficar bem no final.

      1. Confesso que ainda sinto um pouco de dor, tem dias que choro, não pelo HIV, isso é só um detalhe na nossa vida, mas pq eu nunca imaginei uma traição da parte dele, tem horas que me pego pensando no que eu tenho de errado e etc…na verdade, eu cometi muitos erros e ainda cometo, não da traição, mas depois que engravidei acho que tive alguma depressão, algo assim, sou um pouco obsessiva pela minha BB, e acabo sufocando e deixando meu esposo de lado, tenho lutado para melhorar isso, pois moramos numa cidade relativamente pequena e ele não aceita que eu faça terapia com a psicológa, mas realmente foi o decisão pelo amor que sinto e o HIV não tem nada a ver com isso.

        1. Entendo. A maternidade muda muito a mulher. Compreensível.
          O que não é compreensível é que ele, vendo a situação que você se encontra (de abalo psicológico pós parto e até pós infecção dele/traição), tente impedir que você procure ajuda psicológica. Se você sente necessidade, pressione e vá atrás disso, mesmo que ele não concorde. Você passou por cima de muita coisa para ficarem juntos, chegou a hora de ele retribuir e te incentivar a ficar bem.
          Faz 1 ano e 7 meses que fui diagnosticado. Eu fiz algumas sessões de terapia (umas 4 ou 5) logo no início, aí depois entendi minha condição/sentimentos, e aí parei o tratamento e comecei a pagar a terapia para o meu marido. Até hoje ele faz. Ele também se cobrava muito sobre quem errou onde, como recomeçar a vida, essas coisas. Estava sofrendo, eu via isso. Aí arco até hoje com as consultas dele e as vezes deixo de comprar coisas para mim para poder pagar as consultas dele. Quero que ele fique bem em todos os sentidos, e desejo o mesmo para você: plenitude.

          Tente conversar com seu marido novamente. Psicologos não podem levar os relatos dos pacientes para fora do consultório, o sigilo é garantido. De repente fale para ele que você está indo por conta da obsessão com a bebê, fale que vc nem vai mencionar o HIV e tals, inventa algo hehehe, mas tente ir fazer umas consultas pq vai te fazer bem.

          E fora isso, se quiser conversar, estoy à disposição. Podes me mandar um e-mail ou coisa assim.

          Abraço

  7. Bom dia colegas!!!
    Faz algum tempo que não passo por aqui, mas confesso que o clima anda meio pesado. Bom, o que tenho para compartilhar nesta manhã é que há quase 2 anos fui diagnosticado e, imediatamente, iniciei o meu tratamento. Foi um baque em minha vida, assim como, deve ter sido para muitos aqui. Pois bem, passei por momentos muito difíceis, muitas incertezas e, acredito que isso se deve e muito a minha falta de informação naquele momento. Li muito, estudei muito, aprendi muito aqui com colegas que hoje já não são tão frequentes. Meu maior medo era o estigma, era lidar com a rejeição. Contei para meus familiares após 15 dias da confirmação do diagnóstico, fui contando para alguns amigos e, surpreendentemente, todos continuam ao meu lado. Ao contar sobre meu diagnostico positivo para as pessoas fui munido de muita informação. Hoje me sinto feliz pois sou considerado como uma referência para eles nesse assunto. Saímos juntos, nos divertimos juntos, dividimos o mesmo copo, trocamos abraços, enfim, demonstramos nosso afeto uns aos outros. Meu diagnóstico foi tardio, eu já estava com AIDS e, felizmente, não fui acometido por nenhuma IO. Comecei o tratamento sem nenhuma neura, até porque, eu jamais tinha parado para ler sobre os efeitos colaterais dos medicamentos, e mesmo que tivesse lido, não teria tempo para ficar com receio, afinal era o medicamento ou medicamento naquele momento. Comecei com o famoso medicamento que nos deixa parecendo o piu-piu (rsss…), mas que, durou por pouco tempo. Exceto essa alteração física provocada pela bilirrubinemia, não tive outros efeitos. Há 3 meses estou com o novo esquema (DTG + 2×1) e continuo muito bem, agora com meus olhos brancos como nunca (rsss…). Eu aprendi que o HIV pode ter o tamanho que você quiser atribuir a ele. No começo colocamos ele como um monstro, realmente muito assustador, mas com o passar dos dias, meses, decidi que a minha vida seria diferente apenas pelo fato de ter que tomar meus medicamentos todos os dias, para manter o intruso sob controle e que nada mais que isso deveria mudar. Resolvi me cuidar e viver. Tive a chance de permanecer aqui por mais um tempo, essa doença não me levou. Obviamente, que não saio gritando aos quatro cantos sobre minha sorologia, porém estou preparado para quando me questionarem. Estou bem, engordei, estou com uma aparência saudável. e isso já desbanca um pouco do estigma. Quebra aquela imagem de soropositivos dos anos 80. Enfim, quero dizer, meus colegas, que estamos tendo uma chance de continuarmos escrevendo a nossa própria história e que ela seja leve, doce e bonita. O futuro a Deus pertence, não sabemos qual o motivo que nos tirará dessa vida, então porque sofrer por antecipação? A ciência é avançada e não me adianta saber ou questionar se a cura virá daqui 2, 3, 10, 100 anos. Estou me cuidado e somente isso que importa.

    Ótima, abençoada e feliz semana pra todos vocês.

    Abraços!

    1. Boa tarde, também aprendi muito com os depoimentos e as informações contidas nesse blog. E fico contente que está com atitudes e pensamentos positivos. Me diz o que significa IO
      Abraços

  8. Amigos minha coleta de sangue para Carga viral é amanhã e eu simplesmente esqueço toda vez o período de jejum necessário. Alguém pode me informar?

  9. Gente eu estou com muito medo pelo seguinte: Eu me descobri com hiv+ a 5 meses, só que quem cozinha aqui em casa sou eu, uma família de 7 pessoas, de vez em quando eu me cortava sem querer cortando tomate pra salada ou lavando a faca.

    Agora estou com medo de ter transmitido hiv pra minha família toda sem querer, pois eu com certeza estava na fase aguda quando algumas dessas coisas ocorreram.

    Meus pais só vivem gripados e meus irmãos com problemas de pele e dores no estômago.

    Digam pra essa alma desesperada se eles podem estar contaminados. Por favor.

    PS: foi uma quantidades de umas 8 gotas na fase aguda da doença, quando a carga viral tá muita alta.

    1. Pedro
      O HIV é bastante sensível ao ambiente externo do corpo, acredito que podes relaxar um pouco. Se você servisse sangue em uma jarra para eles e eles tivessem tratado de um canal no dente ou tivessem um machucado mto grande na boca antes de beberem isso, aí acredito que correriam algum risco, mas não foi o caso.
      Penso que se você se cortou e pingou sangue em algum alimento, você descartou a parte onde havia sangue evidente, certo? Aí com o sangramento estancado, continuou suas atividades culinárias, é isso?
      Cara, o fato de, porventura, algum material biológico seu ter tido contato com um alimento, mesmo em fase aguda, não quer dizer que rolou a infecção dos seus familiares. Fique tranquilo, ok?

      Quanto a se cortar com a faca e o HIV ficar presente alí por horas ou dias, infectando alguém que se acidente com o mesmo utensílio posteriormente, não é uma realidade. O HIV vive apenas alguns segundos (ou minutos, dependendo do volume de material biológico em questão) fora do corpo humano. Você teria que lavar a faca, se cortar e logo em seguida machucar alguém para que tivesse uma pequena chance de infecção. Como não deve ter rolado esse rodízio de mutilação na sua casa, as chances são nulas. A faca que te machucou não acumulou vírus que foi transmitido para a comida, e a comida não foi um veículo para o vírus ter ido parar dentro dos seus familiares. É um caminho muito longo, o vírus já deve ter morrido tão logo vc tenha chamado algum palavrão após se cortar kkkk

      Fica tranquilo, ok? É muito pouco provável que você tenha infectado alguém da sua família nessas condições relacionadas a alimentos e utensílios de cozinha.

      Pense em alguma forma de incentivar eles a fazerem algum exame médico para que possas ficar mais tranquilo, mas eu, no seu lugar, ficaria.

    2. Pedro, dar o rabo é o mais arriscado que outras formas msm… o resto no sexo tem chances menores msm. Agora utensílios domésticos e mesmo cair sangue em comida nem tem registros desse tipo de contagio. E olha que acredito que jah deve ter muito sanguinho de quem prepara comida em restaurante e que caiu em pratos mundo afora rs e o kra que prepara os pratos nem sabe q tem HIV. Eu no seu lugar não me preocuparia tanto por ter acontecido esse acidente. Nesses casos o virús morre. Senão o número de contagio no mundo ia ser bem maior que o de agora. Agora sobre eles estarem mau de saúde o legal eh que vc agora entende melhor disso que eles, e pode ajuda-los a se cuidar melhor. Acho que o HIV, embora eu nao queira ele, me fez entender melhor de como ficar saudável. As veses uso esse meu novo conhecimento pra ajudar alguém que está com alguma dificuldade de saúde em casa e até no trabalho. Ah no começo eu tb achava que qualquer um que tem gripe ou problema no estômago poderia ter contraido hiv rsrsrs. Em casa passei por isso tb, mas ficava pensando na hora de usar o banheiro, tipo soltar um barro msm rsrsrs e vai que o troço bate na água e a água bate no traseiro rsrsrs. Bom com o tempo vendo o youtube e aqui nas matérias do Blog vi que isso não ocorre e tem um jeito certo pra acontecer e fiquei sussa véio!

  10. Uma vacina seria muito bom para combater esses vírus maldito.
    Eu gostaria de fazer o teste, mas tenho muito medo do resultado, há 6 anos e 6 meses, fico com medo de ter pego esse virus.

    1. Fábio, meu caro!

      Eu tinha esse mesmo medo. E quando decidi fazer, eu estava infectado e com CD4 baixo, ou seja, minha imunidade estava baixíssima. O que tenho a te dizer é que rompa com esse medo e fique sabendo. Se o resultado for positivo, você terá a oportunidade de iniciar o tratamento e manter-se saudável, caso seja negativo você estarás tranquilo e mais consciente da prevenção. Não protele, procure os locais em que são oferecidos os testes. Atualmente, dentro de 15 minutos você já fica sabendo.
      Abraço!

    2. Ter medo do resultado não deve ser um fator que justifique a não testagem. Sabe aquea frase: vai com medo mesmo?
      Então. Se aplica!

      Se vc foi infectado, vc só tem uma chance de viver, e ela se chama tratamento.

      Faça o teste. Liberte-se da dúvida.

    3. Oi Fábio! Eu eu EXATAMENTE que é isso.

      O que me acalmou fazer o teste foi:
      1) segurança e mais praticidade dos tratamentos atuais
      2) Saber que quanto antes começar o tratamento melhor vai ser a qualidade de vida e a melhor adesão de novos tratamentos que estão surgindo,
      2.1) por tudo que estudo e leio sobre o assunto, podemos notar que praticamente a cada 5 anos existe uma novidade efetiva e interessante sobre HIV e Tratamento. Hoje o tratamento e o conhecimento médico/cientifico é melhor que 2013 e em 2023 vai ser bem melhor do que o de hoje. Então é preferível saber o estado sorológicos rápido pegar essas novidades boas que logo chegam
      3) o tratamento é sigiloso e gratuito,
      4) Pessoas em tratamento não transmite!! Poxa, essa foi a informação mais animadora que tive.

      Trabalhei essas coisas até ter coragem de fazer o teste. Fiz na paz, com muita coragem e sem culpa.

      Há o benefício óbvio de fazer o teste que é o psicológico. Seu estresse e sua melancolia vão poder acabar de uma vez, pq você vai encarar o que aflige. Mas só a gente que passa por isso sabe a dimensão do estresse e da melancolia e o quanto essas coisas sugam nossa vida… Enfim, é isso. O motivo 5) pra fazer o teste e curar a alma! Se você é Hiv positivo, você é HIV positivo, não é o teste que vai fazer ele aparecer no organismo… então, paciência né, vamos nos testar

      Há 2 anos fiz o teste e deu negativo. Tenho 30 anos hj e faço check in anual pedindo toda sorologia pra ist entre o exame. Depois do primeiro teste eu me protegi mais do nunca. Minha vida sexual começou em 2010, cheio de culpa em relacionamento homossexual, não sabia o que queria, o que gostava, como me satisfazer. O medo de ter me infectado contraditoriamente me fazia ficar mais displicente com o assunto, em vez de buscar ajuda.

      Sempre que faço o teste penso nos “cinco benefícios” que listei aí.

  11. Olá a todos.

    Alguém aqui tomou a vacina pneumo 13 antes da 23? a médica infecto disse que a pneumo 13 somente em clinicas particulares e depois de 2 meses posso tomar a 23 pelo SUS. . Gostaria de saber se não tomar a 13 somente a 23 vou ficar menos protegido?

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