Ministério da Saúde pede ajuda à FAB para distribuir medicamentos

Aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) passarão a ser usados para transportar medicamentos e insumos de saúde que não estão chegando ao destino por conta da greve dos caminhoneiros, de acordo com o ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun.

Uma notícia publicada pelo jornal O Estado de São Paulo informa que o Ministério da Saúde solicitou auxílio da Força Aérea Brasileira para transporte de produtos. Parte deles tem estoques suficientes para apenas dois dias. A escolta das Forças Armadas servirá para transportar, por via terrestre, os medicamentos entre os Estados e auxílio das companhias aéreas para que os produtos sejam levados em caráter prioritário. Na lista, estão medicamentos para tratamento de câncer, para pacientes transplantados, remédios de alto custo, além de vacinas e drogas usadas na terapia anti-HIV — os nossos antirretrovirais.

Segundo a Agência Brasil, no dia 28 aconteceu uma coletiva de ministros no Palácio do Planalto. “A Força Aérea passa a transportar medicamentos por determinação do presidente em conjunto com o comitê de crise. Foi determinado que a Força Aérea passe a transportar medicamentos e insumos da área da saúde para os hospitais”, diz Carlos Marun, que afirma que o presidente Michel Temer “tem revelado uma preocupação cada vez maior com a questão da vida humana, da saúde”.

Caminhoneiros em protesto na BR-040.

O Ministério da Saúde divulgou uma nota afirmando que “integra a Sala de Crise do governo federal para apoiar a manutenção da capacidade de atendimento da rede de atenção à saúde, evitando possíveis interrupções de serviços essenciais. As ações têm atenção estratégica no transporte de medicamentos e insumos, adquiridos pelo governo federal, e que são necessários para continuidade de tratamentos de transplantados, oncológicos e outros tratamentos com necessidade de uso contínuo de medicação. A iniciativa prioriza a continuidade de atendimentos críticos para manutenção da vida em serviços de saúde, como os de urgência e emergência, hospitais, transporte sanitário, rede de hemoderivados e insumos, rede assistencial, entre outros.”

O Ministério da Saúde ainda informou que todos os estados estão sendo acompanhados e as demandas, mapeadas. As necessidades do setor estão sendo atendidas, segundo a pasta, com o apoio de forças federais, estaduais e municipais. Em diversas localidades há registros de falta medicamentos e insumos hospitalares. No Rio de Janeiro, a Secretaria Estadual de Saúde suspendeu, desde o dia 28, as cirurgias eletivas (não emergenciais) em sua rede de hospitais. O mesmo procedimento foi adotado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, que também suspendeu consultas ambulatoriais em hospitais e policlínicas. As unidades básicas de saúde permanecem fechadas hoje. Serão priorizados casos de urgência e emergência e o transporte de pacientes para exames será feito apenas em casos de extrema necessidade A remarcação, segundo a pasta, será feita na primeira oportunidade.

Em entrevista à Agência Brasil, o vice-presidente da Federação Brasileira de Hospitais, Eduardo de Oliveira, disse que o estado de São Paulo, em particular, enfrenta problemas relacionados ao deslocamento de funcionários — sobretudo aqueles que trabalham na periferia, em unidades de pequeno e médio porte. Outro alerta da entidade diz respeito ao estoque de sangue nos hemocentros do estado. “Os doadores estão com dificuldade para chegar ao posto de coleta. E o estoque das unidades está começando a acabar. Se essa situação não se normalizar, vamos ter problemas cada vez piores”, avaliou.

Avião da FAB carregando mantimentos.

Outro problema diz respeito à situação crítica de falta de ração para animais. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a falta de ração poderá levar a morte de pelo menos 1 bilhão de aves e 20 milhões de suínos. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, juntamente com o Ministério da Saúde, estão tratando de protocolos para atuar se necessário.

De acordo com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, “não se fala ainda e emergência, o assunto está sob controle e, na medida em que tenhamos a retomada do transporte, a retomada do abastecimento, a retomada da ração, das condições de manutenção deles, sairemos desse risco da emergência.”

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AnonimoFer
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AnonimoFer

JS,

Muito obrigado por divulgar essa matéria.
Andei muito preocupado. Liguei na semana passada para a farmácia de distribuição de minha cidade e ligarei novamente na próxima sexta, sigo monitorando a situação.

Abraços á todos..

Caio PE
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Caio PE

Greve de tudo mas de medicamentos nem pensar !

Arthur
Visitante
Arthur

Graças a Deus

Já estou a quase uma semana sem medicação
E já foi o suficiente pra voltar a ter crises de ansiedade que a muito tempo não tinha

Paraense
Visitante
Paraense

👍