Dolutegravir

Talvez seja importante esclarecer que a contraindicação do uso de Dolutegravir por mulheres grávidas, divulgada em Nota Informativa pelo Ministério da Saúde, acompanha uma recomendação mundial — também publicada pela Agência Europeia de Medicamentos e a US Food and Drug Administration.

Essa recomendação vem depois de um relatório de Botswana, na África, onde se observou uma frequência mais alta de malformações congênitas em bebês nascidos de mães que engravidaram enquanto tomavam Dolutegravir. A incidência de defeitos do tubo neural, como “espinha bífida”, mostrou-se mais comum em bebês nascidos destas mães. Um defeito do tubo neural ocorre quando a medula espinhal, o cérebro e as estruturas relacionadas não se formam adequadamente. A espinha bífida, caracterizada pela medula espinhal mal formada, é o defeito mais comum do tubo neural.

O estudo foi bastante abrangente e analisou bebês nascidos de 11.558 mães em tratamento antirretroviral; destas, 426 tomavam Dolutegravir durante a gravidez e quatro delas, o que representa 0,9% do total, tiveram bebês que apresentaram algum defeito no tubo neural. Em comparação, o risco de defeitos do tubo neural mostrou-se de 0,1% em mulheres que estavam tomando outros esquemas antirretrovirais. Essa variação aparentemente pequena em porcentagem parece ser significativa o suficiente para os alertas emitidos no mundo todo — ao meu ver, um bom sinal de cautela e atenção das autoridades de saúde pública para conosco, pelo menos, no que diz respeito ao HIV.

O estudo continuará até fevereiro de 2019, portanto, mais informações sobre o risco não estarão disponíveis por aproximadamente um ano. O que também já se sabe é que o risco de defeitos do tubo neural do tipo relatado no estudo do Botswana é mais elevado no momento da concepção até o primeiro trimestre da gravidez.

Agora, a Organização Mundial da Saúde (OMS), está realizando uma revisão das suas orientações e diz que uma atualização será emitida nos próximos meses. A declaração da OMS observa que o risco de defeitos do tubo neural é aumentado pela deficiência de ácido fólico e reitera sua recomendação de que todas as mulheres tomem um suplemento diário de ácido fólico antes da concepção e durante a gravidez, para ajudar a prevenir defeitos do tubo neural. A fabricante do Dolutegravir, a ViiV Healthcare, subsidiária da GlaxoSmithKline, afirma que os estudos de toxicologia animal que levaram ao licenciamento do Dolutegravir não mostraram evidências de resultados adversos no desenvolvimento de bebês ratos ou coelhos.

Em nenhum sentido o alerta acima se transcreve para homens e mulheres não grávidas que fazem uso do Dolutegravir. Ao contrário, para essas pessoas, o uso desse antirretroviral continua a ser encorajado pelas autoridades médicas. “O Dolutegravir oferece muitos benefícios, incluindo ser melhor tolerado por pacientes e apresentar melhores resultados, como supressão viral mais rápida”, lembra o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio da Aids, o PEPFAR. “O PEPFAR encoraja os países a continuar com a sua transição para o Dolutegravir.”

A bula do medicamento distribuído no Brasil, fabricado pela GlaxoSmithKline com o nome comercial Tivicay, indica seu uso para maiores de 12 anos e aponta três efeitos colaterais “muito comuns”, que ocorrem em 10% das pessoas que tomam Dolutegravir: dor de cabeça, náusea e diarreia. É uma lista tão pequena quanto o tamanho do comprimido, parecido com um AAS infantil, e corretamente atualiza conforme casos recentes documentados: efeitos “incomuns” de depressão e pensamentos suicidas, que podem acometer entre 0,1% a 1% das pessoas. Se perguntar a mim, diria que esta é uma das bulas mais amenas dentre todos os antirretrovirais que tomei. E, agora, é o antirretroviral que passarei a tomar.

Em algumas horas, ainda hoje, antes da hora de dormir, me despeço para sempre do Efavirenz, antirretroviral que tomei todo o santo dia, ao longo dos últimos sete anos da minha vida — desde a nossa  psicodélica primeira noite juntos, que se deu em 4 de maio de 2011. Ainda me lembro daquela noite, quando a textura do lençol e os ruídos do travesseiro chamavam toda a atenção dos meus sentidos entorpecidos pelos efeitos neuropsiquiátricos comuns do Efavirenz, especialmente no início do seu tratamento.

Naquele primeira noite, sonhei com cores vibrantes, tão realistas, e com um estranho personagem que urrava comigo, transformando a trama noturna num pesadelo. Ainda me recordo das suas feições, que traziam uma expressão de intensa angústia. Mais intensa do que eu poderia aguentar. O personagem estava vestido de médico e me alertava de erros para os quais eu deveria corrigir; contudo, quando eu os fazia, alteravam-se as condições de tempo e espaço e tudo voltava ao seu início, de modo que era impossível corrigir um caso sem com isso afetar o outro. Tudo era como deveria ser: uma vida cheia de erros, que nem deveriam ser tão graves, não fosse o peso daquele sentimento de responsabilidade imputado em mim pelo personagem. Ele deixava claro que tudo era uma última chance, sem qualquer chance para erro.

Acordei assustado, no meio da madrugada, com os gritos de um dos pacientes. E decidi que não assistiria mais ao seriado House logo antes de dormir. Mas, de olhos abertos, ainda uma surpresa: meu mundo real estava inteiramente colorido, mesmo em pleno quarto escuro — algo rápido, por poucos instantes apenas, tempo suficiente para que meu cérebro percebesse que ali não era mais espaço para alucinações.

Esses fortes efeitos colaterais do Efavirenz provavelmente se deram comigo em tanta intensidade por conta de minha saúde debilitada. Meu início com ele se dava quatro meses depois do meu diagnóstico positivo para o HIV, tempo em que me consultei com o taciturno Dr. O., o primeiro infectologista que visitei. “Você vai tomar Kaletra e Biovir”, determinou o médico, sem espaço para qualquer indagação minha ou alternativas. Recém diagnosticado, presumi que era mesmo assim que deveria de ser. Os efeitos colaterais subsequentes, diarreias e vômitos que me acometeram todos os dias, diversas vezes ao dia, fizeram-me perder quinze quilos em poucos meses, deixando-me abatido, fraco e, de acordo com os exames de sangue, anêmico. Foi quando adentrei, na tarde de 3 de maio de 2011, no que apelidei de “Restaurante Positivo”.

“— Boa noite, senhor. Gostaria de fazer o pedido?”

“— Deixe-me ver. O que você sugere?”

“— Senhor, hoje estão muito bons: Efavirenz, Atazanavir, Lopinavir ou Kaletra.”

“— Não, Kaletra não! Já experimentei e não gostei. Gostaria, inclusive, de reclamar com o chef., adverti.

“— Pois não, senhor.”

“— Diga a ele que me deu muita indigestão! Dor de barriga, se é que você me entende…”

“— Oh! Senhor, sinto muito…”

“— E esse Efavirenz?”

“— É muito recomendado, tem ótimos efeitos medicinais e apenas um colateral mais comum, que é um lapso de concentração após sua ingestão.”

“— Mas passa?”

“— Melhor que Kaletra, senhor.”

“— Ótimo! E o… ‘Atazana-vírus’?”

“— Atazanavir, muito indicado também. Ele também têm AZT nos ingredientes, tal qual o Biovir, mas o preparo é mais cuidadoso. Garanto que o senhor não terá aquele problema… Eh… Intestinal.”

“— Sei… Nenhum outro efeito?”

“— Ele é como aqueles chicletes coloridos, senhor.”

“— Como assim?”

“— Aqueles que as crianças comem e ficam com língua azul, sabe?”

“— Sei…”

“— Pois então, o Liponavir deixa nossos clientes com icterícia: olhos amarelados! É a última moda aqui no restaurante.”

“— Humm… Muito bem. Mas acho que prefiro começar pelo Efavirenz.”

“— Muito bem, senhor. Ótima escolha. Sugiro apenas que o senhor não volte guiando.”

“— Não tem problema, estou de táxi.”

“— Perfeito, senhor. Algum acompanhamento?”

“— O de sempre!”

“— Biovir! Perfeito, senhor.”

“— Obrigado! E qual é o seu nome mesmo?”

Foi mais ou menos assim que decorreu minha primeira consulta com o Dr. Esper Kallás, médico infectologista com quem me consulto desde então. Ele me advertiu dos efeitos indesejáveis do Efavirenz, mas também lembrou que a diarreia decorrente do Kaletra muito provavelmente deveria sumir em pouco tempo — o que eu não imaginava é que esse tempo seria mesmo tão curto.

Vinte a quatro horas depois do fim do tratamento com Kaletra e a minha primeira dose de Efavirenz, a diarreia cessou totalmente! Meu apetite voltou. Na manhã seguinte, quando tomava café da manhã, percebi que algo em mim coisa havia mudado: a cada mordida e ingestão dos alimentos, era nítido que minha digestão voltava ao normal, tal como era antes de começar com Kaletra. Em dois dias de Efavirenz, não havia mais sinal da diarreia, o efeito colateral que me acompanhara diariamente ao longo dos quatro longos meses anteriores.

Um sorriso involuntário se estampou em meu rosto, de orelha à orelha. No almoço, corri para o restaurante, desejoso de tudo aquilo que havia sido totalmente privado de comer naqueles meses: as fibras e gorduras, que tanto prejudicam um sistema digestivo diarreico. Debrucei-me sobre o buffet de saladas e carnes e repeti o prato duas vezes, sem uma única gota de diarreia depois.

No fim das contas, os efeitos colaterais severos e desagradáveis do Kaletra sumiram como num passe de mágica — graças à troca de remédios proposta pelo Dr. Esper. Por que teria o infectologista anterior insistido por tanto tempo em meu tratamento com Kaletra, se havia outra alternativa? Por que não me dera outra opção, assim como fez o Dr. Esper? Essa são perguntas cujas respostas me escapam até hoje.

O que sei é que o Efavirenz me trouxe de volta a felicidade, ou, pelo menos, a disposição para poder senti-la. Desde o diagnóstico eu não enxergava a beleza na cidade de São Paulo, algo que finalmente foi possível naquele dia de maio de 2011, típico de outono, com sol dourado e brisa fresca, tão parecido com o dia de hoje. Devo confessar que, ao longo da primeira semana de Efavirenz, minha visão ainda embaralhou um bocado, aqui e ali. Também me deixou um pouco mais confuso que o habitual, tal como previsto pelo doutor.

“— O Efavirenz vai deixar você meio… ‘balão’”, dissera o Dr. Esper, há sete anos, antes de prescrever meu então novo antirretroviral. “Esse remédio pode influenciar na concentração”, explicou o médico.

Ao longo daquela primeira semana, lembro que perdi as duas chaves de casa. Por dois dias, esqueci completamente em que dia eu estava, da semana e do mês. E não adiantava olhar no celular: no segundo seguinte, lá estava a dúvida novamente. Cheguei a ir ao dentista às 10:40h quando meu horário era 14:40h, mesmo logo depois de ligar para confirmar. Esqueci meu próprio número de telefone, da minha mãe e da minha namorada à época. Andei aos tropeços dentro de casa, sem o mínimo equilíbrio, logo depois de tomar minha dose de antirretroviral. Todos os dias, até as 13:30h, era a mesma coisa: uma enorme confusão!

Tudo isso, confesso, não poderia ser mais divertido. Não depois de meu histórico com Kaletra e Biovir, e os tantos meses de diarreias consecutivas, vômitos e as fezes incontidas defecadas nas calças. Diante disso, sofrer com a viagem quase psicodélica do Efavirenz era um agrado! Aos poucos, também aprendi a contornar os lapsos de concentração, a começar por um enorme copo de café preto pela manhã, puro e forte, hábito que mantenho até os dias de hoje.

O Efavirenz me acompanhou ao retorno da minha disposição, à retomada da minha saúde, términos de namoro, férias e viagens, trabalhos e demissões. Foi com ele que me casei — ou, melhor dizendo, estava com ele quando me casei –, perdi parentes e ganhei um filho, a grande alegria de me tornar pai. Então, é com certa comoção que o Efavirenz vai embora. Foi um prazer, Efa! E seja bem vindo, Dolutegravir. Em uma vida de soropositivo permeada pelo sentimento de eternidade da infecção pelo vírus, pequenas mudanças como essa trazem grande impacto. Ou, talvez, não mais tão grande assim.

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Beto
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Beto

Muito bacana seu texto. Desejo-lhe sorte com o Dolutegravir, e deixo lhe uma sugestao: se possivel, procure toma lo bem de manha em jejum. Um abraço!

Allpiste
Membro
Allpiste

Sensacional! Excelente! Sucesso!

Tomm
Visitante
Tomm

Boa sorte! Eu comecei com o Dolutegravir, e foi tudo bem, apesar de uma certa lentidão no pensamento nos dois/trés primeiros dias!

+SC
Membro
+SC

Eu e outro conhecido virtual que foi diagnosticado também tivemos o mesmo problema.
Tudo sumiu, não tenho uma mínima dor de cabeça,
As vezes tenho a questão de sonhos realistas, mas sinto que são potencializados devido a minha ansiedade, pois quando ela está “baixa” eu durmo tranquilamente.

Tomm
Visitante
Tomm

Após a primeira semana tudo ficou normal, nenhuma dor de cabeça tb! Não percebo nenhum efeito!

Lara
Visitante
Lara

JS no início com o Dolutegravir senti insônia, ansiedade aumentada e um certo enjoo. Atentando para o detalhe que já tinha tendência à ansiedade, o que foi potencializada pela medicação. Depois de um certo tempo passou tudo e me mantive indetectável. Vai com fé e tranquilidade. Parabéns pelo excelente texto. Seja bem- vindo ao time do Dolutegravir.

Beto
Visitante
Beto

Oi Lara, esse “depois de certo tempo…” foi quanto tempo mais ou menos?

Lara
Visitante
Lara

Oi Beto. Acho que mais ou menos 04 meses. Mas assim, os dias de insônia eram intermitentes. Comecei a tomar em Maio/17 e realmente quis tomar. Minha médica até sugeriu voltar para o Raltegravir pelo aumento da ansiedade e insônia mas eu insisti e hoje está tudo bem!

Beto
Visitante
Beto

Obrigado pelo retorno. Vc nao é a unica a ter efeitos centrais do dolutegravir. Espero que passem em breve, creio que vou insistir por mais um tempo tb. Abraço, saude e paz!

Beto
Visitante
Beto

Voce tolerava bem o raltegravir? E combinava com quais outros ARV?

Lara
Visitante
Lara

Oi Beto, combinava com o 2 em 1 e a diferença é que eram duas doses do Raltegravir, lembro que tomava um pela manhã e o outro à noite. O início tmb foi estranho, lembro de sentir falta de ar, mas nada de insônia. Minha infecto me disse que para voltar ao Raltegravir ela precisaria fazer uma justificativa, mas nada muito difícil de se conseguir quando o paciente não tolera outra medicação. Cada vez mais se comprova que cada organismo é uno!! Cada um de nós com experiências diferentes acerca da mesma medicação, mas o importante é não desistir. Seja… Ler mais »

AnonimoFer
Membro
AnonimoFer

JS e demais colegas positivos,
Iniciei meu tratamento com o DTG em Ago/2018, até hoje tive uma única alteração renal, prevista e dentro de marcadores normais e espero assim manter com hábitis saudáveis.
In love com o DTG..
Abraços á todos!

Allpiste
Membro
Allpiste

Boa noite JS. Eu uso dtg desde janeiro. Sempre tomo as 20:30. Nunca tive nenhuma insônia. Esse efeito não é a regra, é a exceção. Aliás, todos os efeitos abordados em textos sobre o dtg são exceções. O esquema que vc vai fazer é idêntico ao meu. Posso dizer que é excelente. Eu era virgem de tratamento, por isso, acredito, tive alguns dias, eventuais, não seguidos, de leve dor de cabeça. Mas como você já faz tratamento com efa, será apenas melhora. Há uma palestra, apresentada pelo Ricardo Diaz no patogênese do hiv da USP 2018 (está no youtube) em… Ler mais »

Lara
Visitante
Lara

Concordo ! Insônia e ansiedade são excessões e eu estive nelas kkkkkkk

Roger76
Membro
Roger76

Jovem S.

Muito bacana a forma como você escreve para nós leitores. Além de trazer informações relevantes você relata/compartilha de sua vivência de uma forma mais relaxada e até diverta.
Sucesso ai com a nova medicação e em breve conte-nos como foi os primeiros dias com o DTG.

Paz & Bem a todos nós.

Arthur
Visitante
Arthur

Dolutegravir é VIDA

Eu tomo ele a noite, tive insonia no começo consequencia de uma ansiedade psicológica mesmo, hoje tomo e durmo tranquilo, acordo bem disposto e não sinto nada.
O único efeito mais evidente que surgiu após algum tempo de uso foram algumas dores articulares mas que consegui reverter readaptando alguns habitos alimentação e atividades simples como caminhadas.,, Creio que isso seja coisa do tenofovir.

E que venham tratamentos cada vez melhores e menos tóxicos (se não a cura!)

Allpiste
Membro
Allpiste

Arthur, bom dia! Também tenho algumas pequenas, quase imperceptíveis, dores articulares. Da mesma forma, estou fazendo exercícios e está tudo normal. Tomo DTG desde janeiro, e, claro, penso ser efeito do tenofovir, único que não é top nesse esquema. Por isso, penso em, após 6 meses indetectável, passar para a dual therapy apenas com DTG e 3TC(lamivudina). Dê uma olhada nesse artigo: http://www.thebodypro.com/content/81015/advances-in-two-drug-antiretroviral-regimens.html
um abraço.
Allpe
allpiste@outlook.com

Allpiste
Membro
Allpiste

Em complementação ao que escrevi acima, e mais certeiro ainda, veja esse resultado da pesquisa Paddle (que investiga essa linha de 2 drogas com DTG plus 3tc)
http://www.natap.org/2017/IAS/FigueroaMIetal_PADDLE96weeks_IAS2017.pdf

Roger76
Membro
Roger76

Allpiste, essa dual therapy está dispónível em que país? Quanto a efeitos do tenefovir, estou tomando há 6 meses e como você comentou as vezes surge dores nas articulações, dores na costa e as vezes sinto pontadas, tipo alfinetas nas pontas dos dedos, mas não é com frequencia.

Fábio Soares
Visitante
Fábio Soares

Eu também sinto. E cada vez fica pior. Agora o meu TGP deu pra vir alterado

+SC
Membro
+SC

Muito interessante!
Estou próximo da consulta com minha infectologista e vou conversar bastante sobre.

Vida
Visitante
Vida

Boa Tarde! Quantas histórias temos, tantos sentimentos e força que apreendemos a ter!!! Eu sou soro negativo e meu esposo soro positivo. Temos um casamento de 26 anos e descobrimos há três sua sorologia.No dia da notícia foi muito difícil, pois éramos ignorantes sobre o assunto, acredito que ainda tínhamos aquele olhar do início do HIV , mas no momento seguinte criamos forças e não olhamos para trás para saber se existiam culpados, mas escilhemos a nos fortalecemos em nosso amor e enfrentamos todos os momentos juntos. Hje tenho uma pergunta para vcs se puderem me ajudar, meu esposo não… Ler mais »

SAR
Membro
SAR

Olá Vida,

Li o seu comentário e resolvi contribuir com minha experiência. Em fevereiro/2018 fiz alguns exames, incluindo o Vitamina D 25 hidroxi e, mesmo os índices estando dentro dos padrões normais, minha infectologista, prescreveu vitamina D por 5 semanas ( 2 cápsulas por semana). No momento questionei o motivo da prescrição e, então, ela me falou que isso seria bom por conta dos efeitos no tenofovir. Penso que vale a pena seu esposo solicitar esse exame de Vitamina D e, independente do resultado, pedir que a infectologista dele faça a prescrição.
Espero tê-la ajudado.
Abraço!

Vida
Visitante
Vida

Alguém tem noticias do Luiz Carlos.?

Ney
Visitante
Ney

Oi amigos também estou no esquema do dolutegravir é também tenho apresentado dores articulares desconfio que seja o tenefovir. No mais estou tranquilo. Quase nada sinto. Aguardamos que seja aprovado o novo Tenofovir menos tóxico.

Allpiste
Membro
Allpiste

Novamente, para dar mais sustentação científica à possibilidade de simplificação do esquema para apenas duas drogas, Dolutegravir e Lamivudina, vejam, os que se interessarem, esse importante estudo:
http://www.immunologyresearchjournal.com/articles/dolutegravir-plus-lamivudine-as-simplification-dual-therapy-in-virologically-suppressed-hiv1-infected-subjects.pdf

Abs.
Allpe
Allpiste@outlook.com

Vida
Visitante
Vida

Sera que alguém de vcs já passou por isso. Que orei realatar . Meu esposo teve uma ruptura nos ligamentos do tornozelo , após cair em um buraco , ficou engessado por 15 dias e qdo foi tirar o pé estava muito inchado e roxo, mais 15 dias de gesso. Será que ele deve tomar algo tipo de colágeno ou vitamina D para ajudar na recuperação. O infectologista dele diz que só pode cuidar da medicação e dos exames .

+SC
Membro
+SC

Boa noite, vida! Bem… as coisas não são bem assim. Somente um exame para saber se ele teve ou não perda óssea. Conheço pessoas que vivem com HIV à muitos anos e não apresentam nenhum problema. Minha tia de 40 anos e a filha dela de 16, infectada por transição vertical. Tive que fazer uma cirugia recentemente (nada ligado com HIV) e estou de cama, minha recuperação está ótima, porém venho sentindo dores nas minhas articulações inferiores. Antes não sentia nada, minha infectologista relacionou as minhas “não dores” com a prática de exercício fisico que faço rotineiramente, mesmo antes do… Ler mais »

AnonimoFer
Membro
AnonimoFer

Prezados,
Entrei em contato com a farmácia de minha região e lá temos estoque de DTG para um mês.
Estou com receio q essa greve também comece prejudicar nossa situação
Já mandei mensagem para meu infecto pata averiguar se poderia aumentar o intervalo da ingestão do DTG, de 24 horas para pouco mais, afim de equilibrar o meu estoque.
Sei q está cedo, mas toda cautela é necessária.
Abraços á todos.

+SC
Membro
+SC

Boa Noite, AnonimoFer
Na minha região não tem histórico de falta de medicação. Mas muito interessante sua observação.
Não vai faltar medicação para você, mas pense sempre em fazer um “esquema” para poder acumular medicação,ou seja, pegue sempre a medicação antes de acabar totalmente.
Faço isso e sempre tenho reservas. Abraço.

SAR
Membro
SAR

Olá colegas, Já que o assunto é o DTG, venho compartilhar um pouco da minha ansiedade sobre o uso desse novo esquema. Há um ano e 7 meses iniciei o meu tratamento logo após o diagnóstico. O esquema escolhido pela minha infectologista foi o ATV/r + 2 x 1. Nunca tive grandes efeitos com esse esquema, exceto o amarelamento dos olhos nos dois primeiros meses e, consequentemente, a alteração nas bilirrubinas. Aproveitando as novas diretrizes para adesão do novo esquema e estando indetectável, optei pela troca para o DTG + 2 x 1. Começarei com o novo esquema neste próximo… Ler mais »

+SC
Membro
+SC

Eai Sar, tudo bem? Vai na tranquilidade! Pode ser sim que ele apresente algum efeito colateral. Eu por exemplo tive lentidão da memória nos primeiros dias, que sinceramente eu acho que foi causado pelo aumento da minha ansiedade, porque todos (que vivem com HIV) sabem como são as primeiras semanas pós diagnostico. Não sabemos se é colateral dos remédios ou o psicológico arrasado com o nossa “nova sorologia” hahahahaha. Fique tranquilo que tudo some, se é que você vai apresentar algum colateral. Conheço pessoas que se dão tão bem com o Dolutegravir, que esquecem que tem HIV, acredito que eu… Ler mais »

SAR
Membro
SAR

+SC,

Muito obrigado pelo apoio.

Abraço!

PositiveSoul
Visitante
PositiveSoul

Jovem Soropositivo, você irá associar o DTG com qual medicação?

Estive lendo alguns relatos de osteopenia/osteoporose associados associados ao Tenofovir que me preocuparam bastante. Existe alguma outra medicação passível de substituí-lo? (Faço o esquema DTG + TDF/3TC).

Paulistano
Membro
Paulistano

Em 2012 descobrir ser soropositivo, porém, dei início ao tratamento apenas em 2014 – em comum acordo com o meu médico. De lá para cá já ultilizei alguns esquemas (2×1 + EFZ, 3×1 – enquanto estive aqui no Brasil). Depois mudei para a europa para um periodo de 1 e meio de estudo e lá eu troquei de esquema (tomei duas opções do 3×1 deles que possuem uma pequena diferença do que temos aqui e por fim usei o DTG + Truvada). Ao voltar para o Brasil, tive que voltar para o 3×1 (pois ainda não estava liberado para todos… Ler mais »

Arthur
Visitante
Arthur

Boa tarde pessoal

Infelizmente não trago boas novas
A farmácia do centro que fornece a medicação pra minha região está sem estoque e não consegui retirar a desse mês. Disseram que não está chegando devido as paralisações dos caminhoneiros.

Há uma previsão de que chegue na segunda-feira mas até lá serão 4 dias sem remédio. Estou aflito e com medo de adquirir resistência, já sou indetectável a quase dois anos… Lamentável

Beto
Visitante
Beto

Arthur,

Fique tranquilo. 5 esquecidas em cada 100 tomadas sao “permitidas” sem maiores problemas. Quem disso isso foi meu infecto. Existe uma margem de segurança em todo regime, senao nao iria sobrar ninguem com virus que nao fosse resistente. Abraço de paz!

Arthur
Visitante
Arthur

Muito obrigado pelo esclarecimento
Fico mais aliviado.

Espero que tudo se resolva na próxima semana

Rômulo Monteiro
Visitante
Rômulo Monteiro

Gostei desta informação, vlw por compartilhar !

Pablo
Visitante
Pablo

Tb estou c esse problema. Ta atrasada a entrega de medicacao aqui. Procede essa informacao dos 5 dias e ficar indetectavel?

Guilherme
Visitante
Guilherme

Que região você mora, Arthur?

Arthur
Visitante
Arthur

Interior de MG.

E infelizmente ainda não chegou.. Estou preocupado

Arthur
Visitante
Arthur

Alguém sabe me dizer como se faz denuncia nesse caso? Pra qual orgão denunciar? Pq eu sinceramente não estou acreditando nessa historia da greve estar afetando a falta de medicamentos. A todo momento na TV fala-se que não estão impedindo transporte de medicamentos e serviços de saúde.

Tem caroço nesse angu

AnonimoFer
Membro
AnonimoFer

Arthur,
Sinceramente esse é um assunto que devemos ficar de olhos abertos.
Pois levantei essa dúvida anteriormente nesse mesmo post.. liguei na farmácia onde retiro mensalmente e disseram que pode sim afetar o estoque de medicamento que é reabastecido mensalmente.
Estamos no oitavo dia de greve, e vejo que não exista garantias que não seremos afetas.. pois todos os setores estão tendo prejuízos e o da saúde também.
Esse assunto é de grande valia.

maupr
Visitante
maupr

Meu CD4 resolveu aumentar depois de 4 ano do nada, eu louco para me libertar do EFA, mas minha infecto pediu mais 6 meses

Bruninho
Visitante
Bruninho

Gente, eu tenho uma duvida. Essa pesquisa brasileira liderada pelo infectologista ricardo diaz está em que fase? Voces acham ela promissora? Conhecem alguem que está participando? Vi que em 2 meses saem os resultados finais. Mas que resultados finais? Queria muito a opniao de voces sobre isso. Seria legal o JS, postar sobre essa pesquisa aqui no blog ou até entrevistar o medico. Seria bastante interessante. E o que voce acha sobre essa pesquisa brasileira JS, acha promissora? Eu particulamente mesmo antes de ter hiv já sentia algo que me dizia que não ia demorar tanto a cura.. E agora… Ler mais »

Allpiste
Membro
Allpiste

Boa noite. Bem, vou colocar minha opinião, sempre respeitando as opiniões diferentes. Eu, particularmente, não acredito nessa pesquisa. Embora acredite em outras, como a do Dr. Dan Barouch. Respeito o trabalho do Dr. Ricardo Diaz, mas não posso deixar de criticar essa vontade surfar a onda dos discursos de cura. Há vídeos dele, há anos, afirmando de maneira categórica que a cura estaria disponível antes de 2020. Está no you tube. Eu sou realista e, sim, nutro esperança que ela chegue. Mas não gosto dessa banalização de alguns discursos, pois são deseducadores aos que estão fora da infecção, afinal, “estamos… Ler mais »

Daniel S.
Visitante
Daniel S.

Boa noite, Muito boa a sua colocação. Sinceramente, nunca tinha pensado como vc acabou de expor.. Confesso que sempre quando leio alguma matéria sobre cura/eliminação do HIV fico “com um pé atrás”. Já li em algum lugar que antes de 2020 viria a CURA FUNCIONAL.. mas até agora não soube de mais nada (estamos perto de 2020, tá?!, rs). Eu espero que esse brasileiro esteja no caminho certo, mas creio que ao publicar uma matéria como essa tem que ter muita cautela, porque vc cria muita expectativa na vida de um soro+.. e ainda pode até estimular as pessoas a… Ler mais »

Allpiste
Membro
Allpiste

Sim Daniel S, você foi no ponto. Eu também quero a cura, desejo isso para mim e para a humanidade, com todas as minhas forças. No entanto, não dá pra aceitar essa quantidade de discursos irresponsáveis sobre a cura. É um absurdo, pois, na verdade, só gera prejuízo. Cria expectativa nos infectados, ansiedade e baixa a guarda da proteção dos que não são positivos. Só prejuízo. Mas, claro, só prejuízo para nós, que estamos do lado de cá desse balcão. Com certeza, há consultórios cheios após essas matérias; há imenso número de acesso a essas reportagens, o que gera publicidade,… Ler mais »

Beto
Visitante
Beto

Alle, Eu concordo com vc. Falar em “cura” de HIV em apenas 2 meses é precoce demais. O paciente de Berlin ficou anos apos o transplante de medula negativado para os receptores de superficie do HIV cedendo amostras de varios tecidos, inclusive, cerebral, para garantir que nao haveria vestigios do virus em seu organismo. Muitos especialistas afirmam que a cura do HIV ainda esta na sua infancia, porem, a medicina da saltos significativos. Um exemplo disso é a terapia genetica para hemofilia A que alcancou a cura para um grupo de pacientes. Claro que a fisiopatologia do HIV é bem… Ler mais »

Allpiste
Membro
Allpiste

Pois é Beto. Precisamos fazer uma filtragem mesmo no que lemos. Senão vamos acabar tomando mutamba…(com todo respeito aos que tomam e torcendo para eles ficarem sempre bem). E exatamente como você falou, também deixei de lado minha ansiedade pela cura, e estou mais centrado na melhora do tratamento e nas pesquisas que linha. Apesar de, sobre a cura, acompanhar a pesquisa do Dr. Dan Barouch (a mais promissora para mim). Essa nova linha de pesquisa dos anticorpos já mudou o foco das pesquisas no mundo todo sobre o HIV. É realmente inédita, em termos de avanços. Sobre os tratamentos,… Ler mais »

Brumo
Visitante
Brumo

Opa, alguém sabe dizer se é possível tomar o dolutegravir e fazer uso de antidepressivo? Uso citalopram para ansiedade. Obrigado.

+SC
Membro
+SC

Boa tarde, Brumo!
Sim, faço o uso de Pondera (cloridrato de paroxetina) e não tem problema nenhum.
Sempre fui uma pessoa bem ansiosa, desde criança. Após o diagnostico + minha rotina (que está uma loucura rsrs) comecei a fazer o uso de Pondera, melhor coisa na vida.

Beto
Visitante
Beto

Nao tem problema, Brunno. Dolutegravir tem poucas interaçoes medicamentosas, e essa classe de antidepressivos (serotonergicos) é a mais recomendada para pacientes com HIV.
Abraço, saude e paz!

Cara
Visitante
Cara

Gente , alguém sabe por onde anda o Luquinha? Nunca mais teve comentários dele aqui. E ele sempre vinha com notícias boas , esperançosas. Aparece amigo luquinha.

The King
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The King

Oi Jota, Que bom que vc efetuou a troca, mto feliz por vc. Aquele dia que conversamos no meu niver em SP, vc ainda n tinha trocado, e te disse que valeria mto a pena. Acabei me emocionando com o seu texto, tratando o Efa como um amigo, e esse finalzinho falando das perdas, do casamento, do seu filho (q é uma fofura)… me identifiquei mto. Por mais q eu reclamasse, tbm gostava da sensação psicodélica que ele me causava. Nova fase… vai gostar do Dolu, tenho certeza. Que outros tbm tenham a chance e a coragem de dar esse… Ler mais »

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olá pessoas lindas. Eu ainda tomo o 3×1 desde 2015 quando fui diagnosticado. Quando sera q vou poder trocar para o Dolutegravir? Eu tomo ritalina receitada por um especialista, tem algo que seja conta?

Cris
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Cris

Olá Jovem. Em 2015 fui diagnosticado, carga viral 70.000 cópias, e cd4 de 480. Iniciei logo tratamento com TRIUMEQ (um comprimido com DOLUTEGRAVIR + ABACAVIR + LAMIDUVINA). 15 Dias após fiz análises (cá em Portugal somos muito monitorizados), e a carga viral ficou indetetavel e os cd4 aumentaram para o dobro. Nunca tive qualquer efeito secundário, até que, 4 meses após a toma do Dolutegravir comecei com uma diarreia estranha… Foram 6 longos meses, em médicos, gastro, infeciologista…. A minha médica dizia que o dolutegravir nunca poderia dar este tipo de efeito, era o medicamento mais recente, mais potento e… Ler mais »

Ney
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Ney

Que bom Cris olha bastante importante a gente saber como é o tratamento em outros países e como é a rotina dos soropositivos as dificuldades enfim realidades diferentes. Eu me dou muito bem com o dolutegravir mas é como falastes é apenas mais um entre vários que hoje nos é ofertado. Forte abraço daqui do Brasil.

Beto
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Beto

Cris,

Obrigado pelo compartilhar. Espero que vc esteja bem. Eu concordo com vc quando diz que nem sempre o esquema recomendado de 1 linha é o ideal para todo mundo, o dolutegravir é uma otima opçao mas nao é a soluçao para todos os problemas. Eu estou na tentativa de insistir com DTG por mais um tempo para ver se os efeitos neuropsiquiatricos que surgiram com ele 4 meses apos comecar o tratamento desaparecem. Combinei com meu infecto de tentar por mais 2 meses e ver como fica essa situaçao.
Um abraço,

+SC
Membro
+SC

Beto,

Se possível você poderia falar quais efeito neuropsiquiatricos você está passando?

Beto
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Beto

Tive um aumento repentino de ansiedade do nada 4 meses depois de começar com DTG, com direito a taquicardia e falta de ar. Fiz exames cardiacos, respiratorios e bioquimicos na epoca e nao deu nada…esses efeitos passaram 1 mes de depois, mas depois de 2 meses veio uma depressao bem agressiva (tambem do nada…) e tive que trocar a medicacao. Faco terapia, meditaçao, acunpuntura, retiros e etc, ou seja, eu cuido dessa parte mental e espiritual, e esses efeitos sumiram rapidamente (3-5 dias) de suspender o DTG. Infelizmente o ATZ nao deu muito certo, e perguntei para o infecto se… Ler mais »

+SC
Membro
+SC

Beto! Eu sempre fui uma pessoa muito ansiosa, quando estava no pré vestibular de medicina, antes de ser aprovado, tive sérios problemas com minha ansiedade. Fui obrigado a abrir o jogo com meus pais pq a pressão era tanta (que eu mesmo fazia em mim) que cheguei a pensar em muitas besteiras. Em Janeiro deste ano descobri e bendito e maravilhoso HIV (risos), e logo de início tive crises de ansiedade fortíssimas ligada a minha nova sorologia e ao luto do meu “EU SORONEGATIVO”. Hoje estou bem, fazendo uso de ansiolítico e as coisas estão bem estabilizada. As coisas acabam… Ler mais »

Beto
Visitante
Beto

Pois eh, querido….essas crises de ansiedade todos nos ja tivemos em maior ou menor grau, principalmente em momentos mais complicados da vida. O que eu posso dizer em relacao a mim é que tive a oportunidade de trabalhar essas questoes emocionais ligados a sorologia positiva por 1 ano e meio praticamente antes de comecar a tomar a medicacao, pq descobri logo no inicio com CV quase indetectavel e CD4 elevado, o que nao necessitou comecar a medicacao logo de cara. Voltei pra terapia, descobri a meditacao e retiros de crescimento interior, enfim…tudo caminhava bem nesses aspectos ate o 4 mes… Ler mais »

Paraense
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Paraense

Hahaha…Atazana vírus foi boa Js. Eu também fiquei doidão na primeira noite com o EFA, só nos suportamos por cinco meses e hoje tenho um caso de amor com o Atazana vírus. Um frateno abraço e boa sorte como tivicay.😂😁

wolf
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wolf

Pessoal. boa noite!!! Quanta saudade deste blog! A minha vida deu tanta reviravolta, ando numa correria tão absurda, que não venho tendo tempo de entrar aqui, ler as novidades, comentar nos posts… Hoje comecei com o dolutegravir. Tomei pela manhã, conforme indicado pela minha infecto. Agora pela noite apareceu a tão comentada dor de cabeça, mas como convivo com dores de cabeça e crises de enxaqueca desde que me entendo por gente, não sei se realmente tem alguma relação com o medicamento. O Efavirenz nunca me deu maiores efeitos colaterais como as tonturas e alucinações, mas nestes 3 anos de… Ler mais »

Poti
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Poti

Suas dores de cabeça duraram quanto tempo ? Iniciei há 2 semanas o dolu e a dor de cabeça é constante desde então.

Luc
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Luc

Oi gente! Uso o 3×1 desde 2015 e após o primeiro mês com os efeitos já relatados, vivo muito bem até esqueço que tenho hiv. Único senão é minha taxa de triglicerídeos que preciso controlar com fibrato mesmo tendo muito cuidado com a alimentação. Essa semana minha infecto prescreveu o novo esquema DTG + TENOFOVIR/ LAMIVUDINA. Apesar da boa expectativa acerca do DTG, li relatos sobre insônia, perda de cabelo etc. Fiquei bem receioso pois meu sono é tranquilo e bem regulado, e não quero ficar careca hehehe. Será que vale a pena trocar já que estou bem e indetectavel… Ler mais »

+SC
Membro
+SC

Luciano, Conversei com o Beto neste mesmo post sobre os colaterais, e achei interessante também o comentário da Lara, em que ela fala que cada organismo vai funcionar de uma forma diferente com a medicação. A aceitação do dolutegravir é grande, comparado aos outros antirretrovirais. Eu tive dor de cabeça (3 vezes) e durante uns 3-4 dias senti minha memória lenta, que meu psicologo e minha infecto acreditam que tenha sido da minha extrema ansiedade pós diagnostico. Hoje faço uso se ansiolitico, pq minha rotina soma para crises de ansiedade, mas sinto que a medicação tb tenha aumentado. Hoje, em… Ler mais »

Luc
Membro
Luc

Obrigado pela resposta +SC.
Pois é… acho que vou mudar pro DTG sim!
Vi em outros posts que pessoas que tiveram problemas de insônia, passaram a tomar o DTG pela manhã em jejum.
O TENOFOVIR/LAMIVUDINA também pode ser tomado pela manhã ou este segue sendo a noite e somente o DTG pela manhã?
Um abraço!

+SC
Membro
+SC

Eu não sabia que podia tomar o DTG em horários espaçados do Tenofovir/Lamivudina.
Eu tomo 23h (os dois juntos) e tenho dormido bem. Tive insônia só nos primeiros dias.
Faça testes e veja em que horário você melhor se adapta. Vai dar tudo certo, Luciano.
Abraço.

Luc
Membro
Luc

Valeu!!! Muito obrigado. Abraço

Allpiste
Membro
Allpiste

Boa noite Luciano. Bem, sempre pesquiso bastante e, para tentar ajudar, posso dizer que nunca vi nenhuma informação ou pesquisa ligando dtg com queda de cabelo. Na minha opinião isso não existe cientificamente. Acredito, ainda, que seja importante ressaltar que a posologia recomendada pelo protocolo é tomar o dtg e o comprimido de lami/teno juntos; isto é, uma tomada ao dia, de 2 comprimidos, juntos.
Sucesso.
Allpe

Luc
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Luc

Allpe, obrigado pelos esclarecimentos.
Um abraço

Cbb
Visitante
Cbb

Allpiste, como tens pesquisado muito gostaria de saber se 3×1 é mesmo o “mau” da fita neste momento, após o surgimento do Dtv? Depois de quanto tempo de uso do 3×1 se começa a sentir os efeitos colaterais do mesmo e se acontece com todos que o usam?

Allpiste
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Allpiste

Boa noite Cbb. O 3×1 não é o mau do momento não. Ao contrário. Salvou milhares de vidas e continua salvando. Ele tem grande penetração no sistema nervoso, o que, por uma lado, é bom, pois atinge o vírus de lá. Os efeitos do 3×1 não são sentidos em todas as pessoas não. Há inúmeras pessoas que não sentem nada ou, quando sentem, só ocorre nas 2 primeiras semanas. Depois passa tudo. Claro, o número de pessoas que tem algum efeito a relatar, como sonhos mais vívidos, tontura e um certo cansaço, parece ser maior do que no caso dos… Ler mais »

Rodrigo Rodrigues
Visitante
Rodrigo Rodrigues

Allpiste, concordo com você que o Efavirenz salvou milhares de vidas, porém o Efavirenz é uma droga antiga (FDA aprovou nos EUA em 1998, ou seja, tem 20 anos) e que possui uma toxicidade MUITO MAIOR em relação aos novos medicamentos, veja a comparação http://www.iapac.org/icvh/presentations/ICVH2013_Plenary7_Fisher.pdf o Efavirenz tem o mesmo grau de hepatoxidade do que o AZT. Realmente algumas pessoas não sentem nada, claro, há pessoas que possuem uma resistência muito maior a drogas do que outras pessoas. E corrigindo, a FDA aprovou o Dolutegravir em 2013 nos EUA.

Allpiste
Membro
Allpiste

Rodrigo Rodrigues, obrigado por sua observação. Realmente, o DTG foi aprovado em 2013 pelo FDA. Também concordo que ele tem toxicidade, inclusive, no estudo que você apresentou, seria igual ao do AZT, que é de 1987.. Mas eu nunca disse que o EFA não era tóxico. Aliás, tudo o que se coloca garganta abaixo terá efeito, alguns sentidos, outros não. Estamos do mesmo lado. Só quis alertar que o Efa não é o fim do mundo. Na minha opinião, claro, quem puder trocar pelo DTG deve fazê-lo, sem dúvida; ciente de que este também apresentará, em alguns casos, efeitos. E,… Ler mais »

Beto
Visitante
Beto

Concordo Allpe, nao existe farmaco perfeito livre de efeitos adversos, mais sim aquele que cada um se adapta melhor. Endemoniar um e endeusar outros nao faz sentido em termos farmacologicos nesse caso.

Binhomaiss
Visitante
Binhomaiss

Jotinha que notícia boa.
Fico muito feliz pelo novo esquema. Lembro bem quando deixei o EFV e fui para Nevirapina, voltei a me sentir gente kkk.
Abraços e muita saúde para você e família.

Beto
Visitante
Beto

Oi Binho,

Vc esta na Nevirapina ate hoje? Como se sente com ela? Abraço!

SAR
Membro
SAR

Bom dia colegas,
Venho compartilhar sobre como estou me sentindo após uma semana com o uso do esquema DTG + 2×1. Há alguns dias vim aqui compartilhar sobre minha ansiedade em iniciar o uso deste esquema. Bom, até o presente momento tudo está muito tranquilo. Não tive insônia, dores de cabeça ou qualquer outro efeito, muitas vezes, relatado. Espero que assim continue e que não haja alterações significativas nos meus exames.
Boa semana pra vocês!

Beto
Visitante
Beto

Boa sorte e muita saude pra vc, SAR. Vai na fe!

SAR
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SAR

Beto,
Muito obrigado pela força!
Abraço!

+SC
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+SC

Fico muito feliz, SAR!

Pensante
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Pensante
AnonimoFer
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AnonimoFer

Olá colega positivos.
Hoje peguei resultado de CD4 e pela primeira vez, após quase um ano minha contagem vem abaixo de 700.
O novo resultado marca 554.
Devo me preocuopar com essa queda.
Independente do resultado, a minha carga viral se mantêm não detectada. 👏🎗

Allpiste
Membro
Allpiste

Olá AnonimoFer. Na minha opinião, você não precisa se preocupar. Oscilações no CD4 são normais e diárias. Você passou por alguma gripe, algum coisa que possa ter contribuído para isso nos período pré coleta? Pode influenciar. Sugiro, claro, que você leve a questão ao seu médico, para receber dele a respostas técnica.
Sucesso, saúde.

AnonimoFer
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AnonimoFer

Allpiste,

Ando pegando bastante friagem porque prático esportes ao ar livre, mesmo no inverno, não deixo de praricar esportes como natação, musculação e surf, mas sempre me cuidando.. para não gripar.

O que me recordo é que tomei vacinas de Hepatite B, Pneumo 23 e antitétano.. no inicio de Abril..

Levarei essas duvidas ao meu infecto, pois tenho consulta em duas semanas.

Grato pelo retorno.

Beto
Visitante
Beto

Fer,

Se CD esta normal, acima de 500 como qualquer individuo soronegativo. Essas oscilaçoes sao normais mesmo, sua imunidade ta otima.Abraço!

Allpiste
Membro
Allpiste

Se você tomou as vacinas no mesmo mês da coleta, com certeza teve influência, pois a vacina estimula o organismo a reagir, criando anticorpos, utilizando CD4 na abordagem do vírus inoculado pela vacina. Meu amigo, a resposta está aí, com certeza. colete em mais 3 meses para tirar a dúvida, se você quiser, mas você está com ótimo nível, dentro da normalidade.

Chloe
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Chloe

Eu não dei certo com o Dolutegravir, eu voltei para o Raltegravir ontem. Eu estava tendo depressão, paranoia, alucinações, pesadelos pesados, dor de cabeça, obsessão, perda de noção geogrática/tempo/espaço. E toda notícia ruim que eu escutava de algum amigo ou relativo próximo como morte ou estupro estava me afetando tanto que parece que a situação era comigo e eu levava para o pessoal. Os médicos dizeram que pode ser um dos efeitos do Dolutegravir, muitos pacientes da Alemanha reclamam também e também alguns problemas sexuais que pode ou não estar relacionado com o Dolutegravir. Eu vou testar por um mês… Ler mais »

Pedro Barot
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Pedro Barot

Olá, descobri ser positivo no final de 2016 (tinha me contaminado em Julho de 2016) e meu médico havia pedido pra aguardar a chegada do Dolutegravir, que se deu em março de 2017, onde comecei o tratamento. Desde o primeiro comprimido, nunca senti nenhum, NENHUM efeito colateral. é como se eu tivesse tomando uma pílula de placebo. Achei incrível. Mudei de médico pois me mudei para São Paulo. Hoje meu médico é o Professor Dr David Salomão Lewi. Faço acompanhamento trimestralmente com uma bateria de exames e estou ótimo com minha CV indetectável, DC4 E CD8 excelentes. Porém descobrimos que… Ler mais »

Pedro Barot
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Pedro Barot

olhei aqui no exame… meu CD4 tá em 1448 e meu CD8 em 1008. =)

Allpiste
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Allpiste

Parabéns Pedro. Sucesso e Boa sorte. Com certeza a questão do tsh (hormônio da tireoide) não tem relação com a medicação. Possivelmente vc já tinha tsh alto mas não fazia a bateria de exames que agora faz……nesse sentido, os positivos estão na frente!
Um abraço.
Allpe

Fernando
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Fernando

Percebi nos comentários uma provável relação entre dores articulares e o Tenofovir, eu também venho tendo problemas articulares, as vezes crises bem intensas que duram uma ou um pouco mais do que uma semana, fiz um exame de Chikungunya, porque se assemelha muito com reclamações de quem teve a febre, o exame deu positivo para a chikungunya e passei a relacionar essas dores com o fato de ter tido a febre, porém no meu caso nem sabia ter tido, como muitos relatam meses de intensas dores articulares imobilizantes, agora fiquei em dúvida da provável causa. Meu primeiro esquema foi Biovir… Ler mais »

Rick
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Rick

Me descobri ser positivo em outubro de 2016, estava com carga viral em 78 mil copias e CD4 178, em um mes perdi 10 kilos, tava pesando 54 e fiquei com 44, estava com uma displasia medular que ocaciosou uma bicitopenia, perda de hemacias e plaquetas e gordura no figado, fiquei internado 40 dias tentando descobrir o que estava causando tudo e ai veio a informação que era um linfoma, tendo o diagnostico iniciei a TARV com o 3X1 em fevereiro de 2017 e ele foi excelente pra mim, em menos de uma semana, deixei de ter febres, voltei a… Ler mais »

Seth
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Seth

Meu último status sorológico foi no início de abril/2018 que foi de 544 cópias/mL.
Estou tomando dolutegravir desde o tem uns 45 dias. Será que já estou indetectável?

Luc
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Luc

Boa tarde pessoal! Iniciei o esquema DTG + TENOFOVIR/ LAMIVUDINA há 10 dias. Nos 6 primeiros dias não senti nada, porém nos últimos 4 dias tenho sentido enjôo leve, insônia e dores de cabeça (não o tempo todo). Vinha tomando antes de dormir e hoje tomei ao acordar… passei a manhã toda com tontura e dor de cabeça, dessa vez mais forte. Achei estranho porque vejo nos relatos que os efeitos são nos primeiros dias e depois passam. Já no meu caso comecei sem efeito algum e agora estão aparecendo. Não sei se marco o médico ou se espero um… Ler mais »

Mel
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Mel

Olá estou fazendo uso há 6 dias do dolutegravir+tenofovir lamivudina, sexta feira parei no pronto socorro no final da tarde depois de muito vomitos,e forte dor de cabeça, durante a madrugada comecei a evacuar sem parar,sem cólica sem nenhuma dor, uma diarreia impossível de ser controlada,me fez lembrar de um medicamento que tomei há uns 5anos por um mês.e minha médica suspendeu devido a uma colite rara que tenho.conclusão disse minha médica é o último esquema, boa sorte com o coquetel.

Mel
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Dolutegravir+tenofovir+lamivudina
20 vivendo HIV

Mel
Visitante

20 anos vivendo com Hiv

Mel
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Vivendo com Hiv