Terapia antirretroviral previne atrofia cerebral

[mks_dropcap style=”letter” size=”52″ bg_color=”#ffffff” txt_color=”#000000″]C[/mks_dropcap]ientistas já sabiam que a infecção pelo HIV causa redução do volume e da espessura cortical em algumas regiões do cérebro, mas não sabiam claramente quando essa redução tem início e qual é o papel da terapia antirretroviral na interrupção ou desaceleração dessa redução.

Para responder a essas perguntas, pesquisadores do Montreal Neurological Institute and Hospital da Universidade McGill, em colaboração com pesquisadores da Universidade de Washington St. Louis e Universidade de Yale, analisaram dados de ressonância magnética de 65 pacientes da Universidade da Califórnia em São Francisco, que haviam adquirido a infecção pelo HIV menos um ano antes do estudo. Eles compararam os dados desta ressonância magnética com a de 19 participantes soronegativos e 16 pacientes soropositivos que haviam adquirido a infecção pelo HIV há pelo menos três anos. O estudo foi publicado em 24 de abril de 2018 no jornal Clinical Infectious Diseases.

Os pesquisadores descobriram que, quanto maior a duração da infecção não tratada, maior a perda de volume e o afinamento cortical em várias regiões do cérebro. Uma vez iniciado o tratamento com a terapia antirretroviral, as alterações de volume nestas regiões cessaram e a espessura cortical aumentou ligeiramente no lobo frontal e temporal.

O lobo frontal está localizado na parte da frente do cérebro, atrás da testa, e desempenha um papel importante no movimento voluntário, como caminhar. A função do lobo frontal também envolve a capacidade de projetar consequências futuras resultantes das ações atuais, a escolha entre ações boas ou más, melhores ou piores, e a anulação e supressão de respostas socialmente inaceitáveis. Por sua vez, os lobos temporais estão na região acima das orelhas, com a função de processar os estímulos auditivos e visuais, por associação, permitindo ao indivíduo reconhecer a língua e som daquilo que está ouvindo. O lobo temporal também é responsável pela formação da memória de longo prazo.

A fileira de cima mostra atrofia cerebral, enquanto a fileira de baixo mostra o afinamento cortical no cérebro de uma pessoa com HIV.

[mks_dropcap style=”letter” size=”52″ bg_color=”#ffffff” txt_color=”#000000″]C[/mks_dropcap]om a recuperação dos lobos frontal e temporais observada no estudo, assim que os pacientes iniciaram o tratamento antirretroviral, os autores concluem que é importante reforçar a necessidade da detecção precoce do HIV, fazendo o teste de HIV com frequência para identificar qualquer infecção em seu início, e o tratamento imediato com antirretrovirais logo após o diagnóstico positivo, a fim de evitar danos neurológicos.

“Houve poucos estudos longitudinais de neuroimagem estrutural na infecção precoce pelo HIV e nenhum deles usou métodos de análise tão sensíveis em uma amostra relativamente grande”, diz Ryan Sanford, candidato a PhD no Montreal Neurological Institute and Hospital no laboratório de Louis Collins e principal autor do estudo. “Essas descobertas neurológicas reforçam o início precoce do tratamento e enviam uma mensagem esperançosa para as pessoas que vivem com o HIV de que iniciar e aderir à terapia antirretroviral pode proteger o cérebro de novas lesões.”

A infecção pelo HIV pode levar à perda de memória e, ao longo da vida, até à demência, além de problemas de equilíbrio e visão, entre outros sintomas, mas o diagnóstico precoce e a terapia antirretroviral podem prevenir esses sintomas antes que eles ocorram ou interromper a sua progressão em pacientes que não receberam tratamento rápido o suficiente. “A lesão ocorre principalmente durante uma infecção não tratada”, explica Collins.

Publicado por

Jovem Soropositivo

Jovem paulistano nascido em 1984, que descobriu ser portador do HIV em outubro de 2010. É colaborador do HuffPost Brasil e autor do blog Diário de um Jovem Soropositivo.

45 comentários em “Terapia antirretroviral previne atrofia cerebral”

  1. Excelente materia! Obrigado JS,por sempre nos manter informados! E esse virus maldito,o fim dele ta proximo,enquanto nao chega ,temos otimos meios de tratamentos,com remedios potentes,so tenho a agradecer a Deus,por poder me beneficiar desse tratamento,agora é vida q segue!

  2. Ótimo. Uma das minhas maiores preocupações sempre foi a atrofia da capacidade cognitiva. O primeiro contato que tive com a Aids, quando ainda era menino, foi com um conhecido que contraiu o vírus lá pelo início dos anos 90. Em pouco tempo, ele estava muito magro, tão fraco que não conseguia segurar uma colher para se alimentar, e completamente demente. Felizmente, a realidade hoje, para quem tem acesso ao tratamento, é outra.

  3. Gente quero comemorar algo com vcs … a um ano e meio eu descobria que sou hiv positivo…. tinha 236 cd4 agora estou com 758 cd4… e indetectavel tb …. tomo o 3×1 e fiquei indetectavel rapido…. o 3×1 nao me atrapalha e me sinto bem com ele , também acho pratico tomar um comprimidão rs. Tomo minha cerveja aos fins de semana. e meus exames de saude estao otimos. Enfim, estou contete por isso. No começo eu sentia medo forte , mas passou ao longo do tempo, hj soh lembro quando tenho q tomar o 3×1. Leio muito, assisto Netflix, vou a academia, viajo, vou ao cinema e trabalho muito. Tô solteirão e estou curtindo isso. Muito obrigado JS pelas matérias esclarecedoras e obrigado pessoal daqui pelos conselhos positivos, graças a vcs eu me mantive no começo da sorologia em pé e segui em frente meu rumo. Torço para que todos que descobriram agora que não fiquem desolados por muito tempo, que se tratem e se cuidem e se alimentem bem. Esse sentimento garanto que passa viu! Estou sozinho nessa e nao contei pra ninguém. Só pra vcs kkkkk. Parece que dessa forma estou protegendo meus familiares proximos. Acho melhor por enquanto assim. Bjs e um abraço bem caloroso e bem apertado a todos vcs.
    PS: Rumo ao cd4 mil rsrsrs.

    1. Que bom, Sorocaba! Parabens por sua luta! E seu CD4 ta excelente…rs. Vamos em frente com fe e coragem! Abraço!

    2. Parabéns Sorocaba,
      Que boa notícia!!!👏👏
      Lembro muito bem dos dilemas enfrentados por você na descoberta. Descobri dois meses antes de ti, porém, me identifiquei muito com seus depoimentos. Hoje penso, exatamente, como você. Os medos foram embora, as dúvidas e insegurança não me atormentam mais. Muito importante deixarmos registrado que na descoberta é sempre difícil, porém no passar dos anos e sob tratamento tudo tende a melhorar, nosso psicológico, principalmente. Felicidades a você e a todos!

      Abraço!

  4. Boa noite a todos
    Já faz um bom tempo que não escrevo nada por aqui.
    Js amei o novo formato do Blog <3
    Parabéns 😉
    Não sei porque cargas d"agua meu nick mudou…rs…
    Eu sou a Pequena +
    Não morri…kkkkkkk
    Enfim…
    Venho contar que muita coisa aconteceu desde que me descobri sangue azul.
    Já são quatro anos desde o diagnóstico e três de medicação.
    Estou ótima, levando uma vida super normal.
    Terminei minha faculdade, coisa que pensei que ia morrer antes de terminar…rs…
    Sem nenhum efeito colateral da medicação.
    Fiz grandes amigos aqui no blog, onde muitos deixaram de ser virtuais.
    Com o tempo, eu pelo menos, consegui ver com mais leveza que esse nosso probleminha não é o fim do mundo.
    E sim o recomeço de uma vida.
    Tenho comigo, e em tantas conversas com meu médico que a medicação é apenas 10 % da cura, os 90 % que faltam é a forma que encaramos e deixamos de nos vitimizar pelo acontecido.
    Enfim aos muitos que chegam aqui, cheios de medos, dúvidas, neuras é normal tudo isso de início. Passei por tudo isso.
    Apenas recomendo conversem bastante com seus médicos, criem um vínculo bacana de confiança e sinceridade.
    E no mais vivam a vida.
    Um forte abraço da Pequena + ou Pequena baixinha <3
    #FORÇA #FOCO #FÉ #SEMPRE

    Ps:Um forte abraço pra vc JS 😉

    .

  5. Pessoal me tirem uma dúvida.Eu tomo Atazanavir/Ritonavir, Lamivudina e Tenofovir,a médica quer trocar por Dolutegravir , caso eu não me adapte como o Dulotegravir eu posso retornar pra o esquema antigo ? LEMBRANDO QUE : A TROCA É POR CONTA DA BAGA DO ZOI AMARELO

  6. Dois homens do sul da Califórnia entraram com uma ação contra a Gilead Sciences nesta terça-feira, dizendo que foram prejudicados quando a empresa farmacêutica atrasou intencionalmente o desenvolvimento de uma versão mais segura de um medicamento crucial para o HIV, para continuar lucrando com seu lucrativo monopólio.

    O processo – e um caso semelhante que busca o status de ação coletiva – diz que os executivos da Gilead já sabiam, em 2000, que os cientistas da empresa haviam desenvolvido uma forma menos tóxica de seu medicamento HIV, que era menos prejudicial aos rins e ossos dos pacientes.

    Mas, em vez de continuar a desenvolver a alternativa mais segura, afirma a ação, a empresa Foster City decidiu ocultar os riscos do tenofovir enquanto ganhava bilhões de dólares ao se tornar um dos medicamentos mais prescritos do mundo para o HIV.

    Um porta-voz da Gilead disse na terça-feira que a empresa estava revisando as reclamações e não quis comentar até que o processo estivesse completo.

    O processo diz que os pacientes com HIV sofreram até 10 anos de “toxicidade adicional renal e óssea acumulada” enquanto usavam a droga, já que a empresa mantinha a versão mais segura em uma prateleira em seu laboratório.

    “Uma empresa na qual eu confiei com a minha vida aproveitou essa confiança, deturpando os efeitos colaterais”, disse Michael Lujano, morador do condado de Los Angeles que é um dos demandantes. “Gilead arquivou uma droga muito mais segura … simplesmente para aumentar seus lucros a longo prazo.”

    Os advogados dos homens responsáveis ​​pelo processo de danos pessoais estão sendo financiados pela AIDS Healthcare Foundation, uma organização sem fins lucrativos sediada em Los Angeles. Eles apresentaram um caso paralelo na terça-feira que busca o status de ação de classe para todos os pacientes da Califórnia que tomaram o remédio de 26 de outubro de 2001 até o presente.

    Mais cedo, a fundação entrou com uma ação tentando invalidar as patentes do medicamento, que está em recurso no tribunal federal.

    A história da droga remonta aos anos 80, quando foi descoberta por cientistas europeus. A Gilead, então uma pequena empresa de biotecnologia, comprou os direitos de vender a droga. Em 1997, a empresa mostrou que lutou contra o HIV.

    A formulação original da droga continha pouco potencial de vendas, porque precisava ser administrada por via intravenosa. Os cientistas da Gilead modificaram sua composição química para criar uma droga que pudesse ser tomada oralmente. Esse remédio – chamado tenofovir disoproxil fumarato, ou simplesmente TDF – foi aprovado pelo FDA em outubro de 2001.

    Foi originalmente vendido sob o nome de marca Viread. Mais tarde, foi combinado com outros medicamentos para o VIH e vendido sob outras marcas, incluindo Atripla, Truvada, Stribild e Complera.

    As ações judiciais dizem que Gilead sabia quando a Viread foi aprovada em 2001 que tinha que ser dada em altas doses para ser eficaz, o que significava que poderia danificar os rins e ossos. No entanto, a empresa não divulgou adequadamente esses perigos no rótulo do medicamento, dizem as ações judiciais.

    No momento da aprovação da droga, os cientistas da Gilead já estavam trabalhando para reduzir seus efeitos adversos. Em abril de 2001, os cientistas publicaram pesquisas sobre uma versão química diferente do medicamento chamado tenofovir alafenamide fumarate, ou TAF.

    Esse estudo animal mostrou que o TAF teve uma atividade mil vezes maior contra o HIV do que o medicamento original inventado na Europa, levantando a possibilidade de que teria muito menos toxicidade.

    Em seguida, a Gilead pagou médicos em todo o país para dar o TAF a pacientes em pequenos ensaios clínicos. Os resultados positivos desses estudos não foram publicados durante anos – o sigilo que as ações judiciais apresentadas na terça-feira dizem ser “um ato de extrema malícia”.

    Em vez disso, em outubro de 2004, a Gilead anunciou abruptamente que estava encerrando as pesquisas sobre o TAF após uma “revisão interna de negócios”. E continuou a despejar dinheiro na venda da droga mais velha, que trazia bilhões de dólares a cada ano.

    A empresa também continuou a solicitar discretamente novas patentes sobre o TAF – a droga que havia dito que não estaria mais se desenvolvendo.

    Mais de seis anos após o anúncio de 2004, com a patente da droga mais velha se esgotando, um executivo disse aos investidores sobre “uma nova molécula interessante” que a empresa havia acrescentado aos seus planos de pesquisa. Essa droga foi TAF. A empresa começou então a publicar os resultados dos estudos anteriores.

    Em novembro de 2015, o FDA aprovou o TAF em uma pílula combinada com três outros medicamentos. A droga foi chamada Genvoya.

    Outros novos comprimidos que também contêm TAF incluem Odefsey e Descovy.

    A força de vendas da empresa agora está pedindo aos médicos que mudem seus pacientes para as novas drogas para reduzir possíveis danos aos seus rins e ossos.

    As ações judiciais alegam que a Gilead atrasou o desenvolvimento do TAF a fim de estender o número de anos em que as patentes protegeram os medicamentos da concorrência, permitindo-lhe cobrar preços altos.

    “Ao manter sua pesquisa e arquivamento do TAF, a Gilead poderia patentear o TAF separadamente e salvá-lo para desenvolvimento quando sua patente e exclusividade no TDF acabassem, em 20 anos”, afirma o processo.

    Lujano, um dos queixosos, disse que tomou medicamentos contendo o TDF mais antigo de 2004 a 2015. Em 2016, aos 35 anos, Lujano foi diagnosticado com osteopenia e osteoporose da coluna vertebral, pescoço e quadril.

    O outro autor no processo de ferimento pessoal é Jonathan C. Gary, do Condado de San Diego, que tomou a droga por 10 anos, a partir de 2001. Gary foi diagnosticado com síndrome de Fanconi, um distúrbio renal raro, em 2010. No ano passado, ele foi diagnosticado com osteopenia e osteoporose aos 59 anos.

    As ações judiciais, ambas ajuizadas no Tribunal Superior de Los Angeles, pedem indenização pelos prejudicados pelas drogas.

    A AIDS Healthcare Foundation, que possui clínicas que cuidam de pacientes com HIV, diz que não está buscando recuperar dinheiro para si mesma além do reembolso de honorários advocatícios.

    Em 2016, a fundação entrou com uma ação semelhante contra a Gilead, argumentando que a empresa havia atrasado intencionalmente a pesquisa sobre a forma mais segura do medicamento, a fim de impedir a concorrência e preservar seus altos preços. Nesse caso, pediu ao tribunal para invalidar as patentes que protegem o novo medicamento TAF.

    Um juiz determinou em julho de 2016 que a Gilead não havia manipulado ilegalmente o sistema de patentes dos EUA. A fundação então apelou. Esse processo está pendente no Tribunal de Apelações do Circuito dos EUA em Washington

    1. O fumarato de tenofovir disaproxil (TDF) é um veneno! Tomei por apenas 1 ano o TDF do 3×1
      ( efavirenz, tenofovir e lamuvidina) e me deu osteopenia! Fico imaginando quem toma por anos… Agora estou importante o tenofovir alafenamide da India.

      1. Como você faz pra importar? Eu queria muito trocar meu esquema. Quero manter o Dolutegravir. Mas se eu conseguisse importar esse novo Tenofovir ficaria faltando ainda o Lamivudina pra completar o esquema.

    2. Genvoya possui uma nova versão do tenofovir, medicamento que pertence ao grupo dos Inibidores da Transcriptase Reversa Análogos de Nucleosídeo , que ainda não havia sido aprovada.

      É visto que esta nova versão do tenofovir (TAF) é capaz de entrar nas células com mais eficiência, inclusive as infectadas com HIV, tornando possível a redução da dose de medicamento dada aos pacientes, o que leva a uma redução de até 91% do tenofovir na corrente sanguínea. Ainda foi visto que esta nova versão do tenofovir parece estar associada a uma menor toxicidade renal e uma menor perda óssea, além de proporcionar um aumento no nível de colesterol total e LDL em relação à pacientes tratados com a versão antiga do tenofovir (TDF).

      1. Pensante o que eu gostaria de saber é se o Tenofovir que é um dos componentes do 3×1 importado da Índia actualmente possui esta alta taxa de toxidade.

        1. Boa noite Cbb… o Brasil importou da india em março segundo MS.. quase 23 milhoes de comprimidos de 3×1.. mais a formulaçao eh com
          O fumarato de tenofovir disaproxil.

          A nova formulação e menos toxica eh o tenofovir alafenamide…

          Segundo a postagem do Rodrigo ele importa já com esse novo principio ativo.

          1. Pensante, muito obrigado pela resposta. Dei uma vista de olhos ao frasco de 3×1 que é importado da Índia e que tem sido distribuído aqui em Angola e a composição do Tenofovir é mesmo essa. A minha inquietação é saber se esta é a menos tóxica ou é a que produz efeitos mais nocivos.

            1. Cbb… você deve olhar a bula do remédio..
              Se for fumarato de tenofovir disoproxil. Eh o mais toxico.. imagina desde 2001 esse principio ativo..
              Mais logo vão trocar pelo outro, menos toxico… querem ganhar dinheiro… patente vencendo e ainda mais com essa vacina q está para sair.

    3. Telma, esse assunto ferveu nos EUA essa semana.
      Se quiser conversar mais, me escreva: allpiste@outlook.com
      Tem uma linha de pesquisa, já em fase III, com 96 semanas de tratamento, que retirou o tdf é fez o tratamento apenas com dtg e lamivudina.
      Posso te passar por email
      Abs
      Allpe

    4. Será que este 3×1 que é importado da Índia actualmente ainda contém este veneno? Eu estou em Angola e situações como estas aqui relatadas são muito pouco importantes para as nossas autoridades governantes.

  7. Boa noite galera!
    Então… conversei com a minha infecto… Não sei c já falaram isso por aqui…mas já existe uma vacina para o HIV.. Ela é aplicada de 6 em 6 semanas ou 8 em 8….Acredito que já é um grande avanço para todos nós…
    Ela ainda não é usada aqui no Brasil por questões de gastos, logísticas, etc.
    Alguém tb possui essa informação?!
    No mais, continuo meu tratamento, estou indetectável e, atualmente, namorando.
    Meu parceiro é soronegativo e por decisão dele estamos nos relacionando sem preservativo.
    Até hj, os exames dele deram negativo!
    Estou mt feliz com tudo isso…
    Galera, o hiv é só um detalhe! Continuemos com nosso tratamento!!! Vida longa a todos!

    1. João Pedro. Você está no caminho certo: Dividir o seu problema com pessoas sérias e otimistas. Esse blog é excelente. Siga firme no seu tratamento e leia bastante as postagens e comentários deste blog. Em breve você estará aqui pra dizer que está tudo bem com saúde física e psiquíca nota 10. Grande abraço

  8. Olá, galera. Saudações a todos. Venho aqui pedir uma ajudinha. Meus exames de TGP e TGO vieram muito alterados. Estou com muito medo mesmo de hepatite C. Queria saber se alguém me indica um blog onde posso conseguir mais informações sobre a doença, pessoas com esse problema , tratamentos e relatos. Procurei e não encontrei. Muito obrigado pela atenção.

      1. Não realizei exame de sorologia para HIV. Meu TGO veio 179 e o TGP 72. A verdade é que estou com medo tanto do HIV quanto da hepatite C. Vivo em união estável e não usamos camisinha. Tenho muito medo de traição da parte dela com contaminação. O detalhe é que ela tem formação na área de saúde e entende do assunto.

  9. Bom dia! gostaria de tirar uma dúvida, já fui em dois infectologistas, pois meu esposo tem HIV, e os dois informaram que os novos medicamentos não causam sequelas nenhuma durante o longo tempo de uso. O infectologista de vcs falam oq sobre essa nova medicação? ao longo do tempo causa algo sequela? obrigada.

    1. Carla. Realmente a nova medicação utilizada no Brasil (Dolutegravir/Tenofovir/Lamivudina) tem efeitos de longo prazo reduzidos. O que pode ocorrer é perda óssea (osteoporose), alteração de colesterol e alguma alteração nos rins/função renal depois de muuuuito tempo de uso. O que causa isso, nesses esquema que falei, é o Tenofovir, que já está sendo substituído por outras opções sem a mesma toxicidade mundo afora e logo deve ser substituído no Brasil também, e aí o esquema fica livre de efeitos colaterais de longo prazo (pelo menos dos mais agressivos).

      Coisas como lipodistrofia, falência total de órgãos e outras “sequelas” comuns em esquemas de remédios mais antigos realmente já não são uma ameaça. 100% livre de danos ao corpo não é, mas se comparado ao passado, está tudo bem melhor e sem riscos.

      Há quanto tempo seu marido se trata? Ele vem de algum esquema antigo? Caso sim e lhe for oferecido a troca pelo esquema com Dolutegravir, a troca seria bem interessante.

      1. Ele descobriu em janeiro/2018 ser soropositivo e imediatamente iniciou o tratamento (Dolutegravir/Tenofovir/Lamivudina), não entendo pq os médicos não falam a verdade. Realmente achei muito estranho não ter efeito algum a longo prazo, o único efeito a longo prazo que a infectologista disse é que a pessoa que toma esses remédios teriam maior chance de ter um AVC do que uma pessoa que não toma, mas somente se caso essa pessoa já tivesse uma pré disposição e fomos em 2 infectologistas que falaram a mesma coisa, achei bem estranho.

        Obrigada pelas informações.

        1. Carla
          Pois eh, existem muitos médicos que acham ótimo omitir algumas informações dos pacientes para não preocupá-los hehe. Mas assim, não fica na pilha por conta desses efeitos. Eles são a longo prazo mesmo, 8, 10 anos. E nesse espaço de tempo, muita coisa vai acontecer no campo do HIV. Como ele começou a se tratar recentemente, provável que nem dê tempo de ele sofrer esses males, as terapias vão mudando, modernizando, cada vez estão menos agressivas, e ele certamente vai encarar muitas novidades futuramente em relação ao tratamento. Animem-se e tudo vai dar certo 😉

    2. Bom ficar claro que os efeitos colaterais são “possíveis” e não sentenças. A própria bula dos medicamentos (todos, não só os ARVs) mostra o porcentual de pessoas que têm um tipo ou outro de reação. Algumas reações são mais comuns, outras, raras.

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