Todos os Gêneros: Mostra de Arte e Diversidade

De 10 a 20 de maio, o Itaú Cultural, em São Paulo, apresenta a quinta edição de Todos os Gêneros: Mostra de Arte e Diversidade, que neste ano, tem como tema a vida soropositiva.

Para tratar do assunto – e de outras questões ligadas ao corpo, à afetividade, à sexualidade e à diversidade –, o evento contará com mostra de curtas-metragens, mesas de debate, apresentações teatrais, performances, além de um show com o cantor pernambucano Almério, uma festa, o Cabaré Todos os Gêneros, e o lançamento do livro Tente Entender o que Tento Dizer – Poesia HIV/Aids, organizado pelo escritor, jornalista e ativista de direitos humanos Ramon Nunes Mello. Confira abaixo a programação completa do evento.

Show, festa e lançamento de livro
16/05/2018 Quarta-feira – 18h: Lançamento do livro “Tente Entender o que Tento Dizer – Poesia HIV/Aids”

Organizado por Ramon Nunes Mello, o livro reúne uma seleção da produção poética contemporânea, cujos autores são de gerações, gêneros e sorologias diferentes. Os poetas foram convidados a escrever sobre o HIV/aids, de forma direta ou indireta. Entre os autores presentes no livro estão Silviano Santiago, Marília Garcia, Chacal, Micheliny Verunschk, Victor Heringer, Angélica Freitas, Fabricio Corsaletti, Italomori, Amara Moira e Armando Freitas Filho.

com interpretação em Libras | duração aproximada: 60 minutos | Foyer da Sala Vermelha (piso 3) |  livre para todos os públicos

18/05/2018 Sexta-feira – 20h: Almério

O cantor pernambucano Almério apresenta músicas dos seus dois primeiros CDs, além de versões de sucessos que dialogam com os temas: diversidade, afetividade, respeito por si mesmo e pelo próximo. O show contará com a participação especial de Evi Hadu.

com interpretação em Libras | duração aproximada: 75 minutos | Sala Itaú Cultural (piso térreo) – 224 pessoas | classificação indicativa: 12 anos

19/05/2018 Sábado – 23h: Cabaré Todos os Gêneros com Casa Florescer, Coletivo Amem e Kiara Felippe

O Teatro de Contêiner, sede da Cia. Mungunzá, será palco para o Cabaré Todos os Gêneros. A festa terá discotecagem de Kiara Felippe, com participação do Coletivo Amem. As conviventes da Casa Florescer também marcam presença, com trechos do espetáculo Divas Florescer.

duração aproximada: 180 minutos | Teatro de Contêiner Mungunzá (Rua dos Gusmões, 43, Santa Ifigênia, São Paulo/SP) | classificação indicativa: 18 anos
Espetáculos de teatro

Assim como as demais atividades promovidas pelo evento, a programação teatral de Todos os Gêneros: Mostra de Arte e Diversidade trata da soropositividade, ao mesmo tempo que explora outras questões ligadas ao corpo, à sexualidade, à afetividade e à diversidade.

No total, serão apresentadas quatro peças: Lembro Todo Dia de Você, musical realizado pelo Núcleo Experimental; Desmesura, do Teatro Kunyn; O Bebê de Tarlatana Rosa, do grupo Rainha Kong; e L, o Musical, do coletivo Criaturas Alaranjadas Núcleo de Criação Continuada. Todos os espetáculos contam com interpretação em Libras (Língua Brasileira de Sinais).


11/05/2018 Sexta-feira e 12/05/2018 Sábado – 20h: Lembro Todo Dia de Você

O musical apresenta um retrato realista e contemporâneo do HIV por meio da história de Thiago, jovem que se vê soropositivo aos 20 anos de idade e inicia uma jornada de autoconhecimento, encarando questões decisivas de sua vida – como o abandono paterno e a descoberta da sexualidade. Realizado pelo Núcleo Experimental, o espetáculo traz canções originais que passeiam por diferentes gêneros — do pop ao bolero.

Elenco e músicos: Anna Toledo, Bruna Guerin, Davi Tápias, Fabio Augusto Barreto, Fabio Redkowicz, Gabriel Malo, Pier Marchi, Zé Henrique de Paula | Regência: Rafa Miranda | Clarineta e sax: Flá- vio Rubens | Violoncelo: Felipe Parisi | Piano: Fernanda Maia | Baixo: Clara Bastos/ Pedro Macedo | Bateria: Abner Paul | Ficha técnica: Texto: Fernanda Maia | Colaboração: Herbert Bianchi e Zé Henrique de Paula | Música: Rafa Miranda | Letras: Fernanda Maia | Direção: Zé Henrique de Paula | Direção musical: Fernanda Maia | Assistência de direção e preparação de atores: Inês Aranha | Preparação vocal: Fernanda Maia e Rafa Miranda | Figurinos: Zé Henrique de Paula | Assistência de figurinos: Danilo Rosa | Iluminação: Fran Barros | Coreografia: Gabriel Malo | Projeto sonoro: João Baracho | Cenografia: Bruno Anselmo | Assistência de cenografia: Carolina Caminata | Cenotécnica: Vanderlei Leonarchik | Serralheria: Gildo Batista Reis de Santana e Pedro Roselino Filho | Pintura: Luciano Filardo | Contrarregra frente: Gilmar Alves | Design gráfico e vídeos: Laerte Késsimos | Fisioterapia: PhysioArt Studio Fisioterapia | Otorrinolaringologia: Reinaldo Yazaki | Operação de luz: Tulio Pezzoni | Operação de som: Ki Somerlate| Produção: Claudia Miranda, Laura Sciuli, Louise Bonassi e Mariana Mello | Assistência de produção: Julia Maia | Fotos e redes sociais: Giovana Cirne| Realização: Núcleo Experimental
com interpretação em Libras | duração aproximada: 120 minutos | Sala Itaú Cultural (piso térreo) – 224 lugares | classificação indicativa: 16 anos

13/05/2018 Domingo – 19h: Desmesura

Inspirada livremente na trajetória do dramaturgo argentino Raúl Damonte Botana, ou Copi, morto em 1987, de complicações decorrentes da aids, a peça do Teatro Kunyn aborda a soropositividade e a transexualidade. No espetáculo, o artista é apresentado em seus últimos momentos, tendo delírios nos quais a época em que viveu é confrontada com os dias de hoje.

Criação: Teatro Kunyn | Dramaturgia: Ronaldo Serruya | Atuação: Luiz Gustavo Jahjah, Paulo Arcuri e Ronaldo Serruya | Direção: Lubi | Direção de produção: Fernando Gimenes | Direção de arte e figurinos: Yumi Sakate | Dramaturgue: Renata Pimentel | Iluminação: Wagner Antônio | Assistente de iluminação: Dimitri Luppi Slavov | Operação de luz e som: Alexandre Silva | Cenografia: Lubi e Yumi Sakate | Cenotécnico: Josué Torres | Costureiras: Cirlandia Maria Simon, Noeme Costa e Oficina da Malonna | Perucas: Nina Fur | Confecção do bolo: Flavia Vidal | Confecção do boneco: Big Air | Música Inicial: Lovejoy – Aeromoças e Tenistas Russas | Designer gráfico e assessor de mídias sociais: Jonatas Marques
com interpretação em Libras | duração aproximada: 60 minutos | Sala Itaú Cultural (piso térreo) – 224 lugares | classificação indicativa: 18 anos

16/05/2018 Quarta-feira – 20h: O Bebê de Tarlatana Rosa

Baseada no conto homônimo de João do Rio, a peça do grupo Rainha Kong é ambientada no Carnaval carioca do início do século XX e levanta questões de gênero e sexualidade.

Direção: RAINHA KONG | Dramaturgia: Criação coletiva sobre texto de João do Rio | Iluminação: Vitinho Rodrigues | Elenco: Aleph Naldi, Helena Agalenéa, Vitinho Rodrigues, Jaoa de Mello | Orientação: Grácia Navarro | Colaborador: René Guerra | Visualidades: Helo Cardoso, Divina Núbia e RAINHA KONG | Apoio teórico: Cassiano Sydow, Isa Kopelman | Arte: Aleph Naldi | Material fotográfico e fílmico: Natt Fejfar, Normélia Rodrigues, Karen Mezza e Thomas BF
com interpretação em Libras | duração aproximada: 50 minutos | Sala Multiúso (piso 2) | classificação indicativa: 16 anos

19/05/2018 Sábado – 20h 20/05/2018 Domingo – 19h: L, O Musical

Com canções de Adriana Calcanhotto, Cássia Eller, Sandra de Sá, Maria Bethânia e Zélia Duncan, entre outras artistas da música brasileira, o espetáculo do coletivo Criaturas Alaranjadas Núcleo de Criação Continuada tem como foco o universo do amor lésbico. Na trama, uma autora de novelas celebra com suas amigas o sucesso de seu último trabalho, que trata de um triângulo amoroso formado por mulheres. A chegada de notícias inesperadas, no entanto, muda o destino de todas elas.

Direção geral e dramaturgia: Sérgio Maggio | Direção musical: Luís Filipe de Lima | Diretor assistente e de palco: Jones de Abreu | Diretora de movimento: Ana Paula Bouzas | Artistas-criadoras: Elisa Lucinda, Luiza Guimarães, Luísa Caetano, Gabriela Correa e Tainá Baldez | Musicistas: Marlene Souza Lima (violão e guitarra), Alana Alberg (baixo), Geórgia Camara (bateria) e Luísa Toller (teclado) | Iluminador: Aurélio de Simoni | Figurinista: Carol Lobato | Cenógrafa: Maria Carmem de Souza | Visagista: Luma Le Roy | Design e operação de som: Branco Ferreira | Operador de luz: Rodrigo Pivetti | Camareira: Regina Sacramento | Contrarregra: Thomas Marcondes | Microfonista: Jeff Almeida | Filmagem e edição vídeos léa secret: Wallace Lino e Edgar Ramos | Fotografias: Claudia Ferrari, Diego Bresani, Patrícia Lino e Sérgio Martins | Direção de produção: Ana Paula Martins | Concepção e coordenação de produção: Criaturas Alaranjadas Núcleo de Criação Continuada
com interpretação em Libras | duração aproximada: 110 minutos | Sala Multiúso (piso 2) | classificação indicativa: 16 anos
Mesas de debate (com performances)

Seguindo o tema da Mostra deste ano, vida soropositiva, as sete primeiras mesas tratam do HIV e da aids sob diferentes recortes e perspectivas. Em três delas haverá a apresentação de uma performance: Cura, em Sorofobia, Onde se Esconde o Preconceito; Sangue, em Negritude & Hiv/Aids: o Corpo Negro, a Militância e a Epidemia; e Poema Maldito, em Visibilidade ou Não: Modos de Ocupar o Mundo.


10/05/2018 Quinta-feira – 20h: Performance Cura + Sorofobia, Onde se Esconde o Preconceito com Micaela Cyrino [performance Cura], Carué Contreiras e Gabriela Calazans [mesa] | mediação Salvador Corrêa

Além de ser um problema de saúde pública, a epidemia de HIV e aids é um desafio social. De forma silenciosa, reproduzem-se o preconceito e a discriminação contra a pessoa vivendo com HIV: a sorofobia ou a aidsfobia. Quais são as ferramentas possíveis para entender o processo pelo qual 830 mil brasileiros são mantidos no anonimato? Como tratar uma violência que, ao isolar e afastar do teste e do tratamento, mata? Antes do debate, o público poderá assistir à performance Cura, com Micaela Cyrino, artista visual que nasceu com o HIV e, ainda na adolescência, tornou-se ativista na luta para defender os direitos das pessoas que vivem com esse vírus. Na performance ela propõe expor corpos negros femininos e a epidemia de aids.

Carué Contreiras vive com HIV/aids. É ativista, médico pediatra e sanitarista. Gabriela Calazans é psicóloga, especialista em saúde coletiva, mestre em psicologia social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).Salvador Corrêa é psicólogo, mestre em saúde pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz (Ensp/Fiocruz), e coordenador na Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia).

com interpretação em Libras | duração aproximada: 140 minutos | Sala Itaú Cultural (piso térreo) – 224 lugares | classificação indicativa: 16 anos

12/05/2018 Sábado – 16h: O Diário Virtual: Youtubers e o HIV/Aids com Daniel Fernandes, Gabriel Comicholi e Vinicius Borges (Doutor Maravilha) | mediação Roseli Tardelli

Desde o início dessa epidemia, o relato de quem vive com HIV/aids tem sido registrado em livros como busca de compartilhar a experiência em primeira pessoa. Recentemente, os depoimentos vêm se popularizando nas redes sociais, em especial no YouTube. Como os jovens que utilizam essas ferramentas podem colaborar nesse diálogo ao falar abertamente sobre sexo e mostrar a realidade de quem vive com o vírus?

Daniel Fernandes tem 33 anos, é portador de HIV, fotógrafo e youtuber no canal Prosa Positiva.Gabriel Comicholi t em 21 anos, é ator e inaugurou um canal no YouTube (HDiário) quando se descobriu soropositivo. Roseli Tardelli é jornalista com mestrado pela Universidade de Navarra (Espanha). Foi a primeira mulher a apresentar o programa Roda Vida, na TV Cultura. Em 1994, depois da morte de seu irmão, Sérgio Tardelli, em consequência da aids, passou a se dedicar a ações de comunicação e cultura ligadas ao tema HIV/aids. Criou a Agência de Notícias da Aids há 12 anos e a Agência Sida, em Moçambique (África), em 2009. Lançou, em 2015, o projeto Lá em Casa, local de reabilitação e convivência para pessoas vivendo com HIV/aids. Vinicius Borges (Doutor Maravilha) é médico infectologista, criador do canal Doutor Maravilha: Saúde para População LGBTQI e ativista dos direitos humanos.

com interpretação em Libras | duração aproximada: 120 minutos | Sala Vermelha (piso 3) – 70 pessoas | classificação indicativa: 14 anos

13/05/2018 Domingo – 16h: Desconstruindo o HIV com curadoria do projeto [SSEX BBOX] e participação de Diego Callisto, Mayo Julieta Villarreal Villalobos e Rafaelx Amaral

A mesa vai questionar “verdades científicas” e discutir com o público várias questões que envolvem a epidemia de HIV: quem é a população-chave? É possível desconstruir a necessidade de atribuir o risco a segmentos a partir de um recorte de gênero, raça e classe? Existe lobby na indústria farmacêutica?

[SSEX BBOX] é um projeto que procura dar visibilidade às questões de gênero e sexualidade em São Paulo, São Francisco (Estados Unidos), Berlim (Alemanha) e Barcelona (Espanha). Através de sensibilizações e debates, o objetivo é reduzir o isolamento, facilitar a educação, estimular a criação de comunidades e questionar antigos conhecimentos sobre sexualidade e gênero. Diego Callisto é soropositivo e fez especialização em epidemiologia e bioestatística em Berkeley (Estados Unidos). Atualmente trabalha com pesquisas relacionadas às vulnerabilidades de segmentos populacionais no contexto da epidemia de HIV e de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Mayo Julieta Villarreal Villalobos é psicanalista, médica psicossomaticista e pesquisadora. Formada no Instituto Superior de Ciências Médicas de Santiago de Cuba, é especialista em medicina familiar e comunitária no Hospital Geral de La Palma, nas Ilhas Canárias (Espanha), e especialista em gestão de conflitos e psicossociopatologia. Rafaelx Amaral é ativista e graduando de ciências sociais na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde desenvolve pesquisa em antropologia da saúde sobre HIV/aids.

com interpretação em Libras | duração aproximada: 120 minutos | Sala Vermelha (piso 3) – 70 pessoas | livre para todos os públicos

16/05/2018 Quarta-feira – 16h: Literatura Pós-Coquetel: Novas Narrativas do HIV/Aids com Alexandre Nunes de Sousa, Amara Moira e Ramon Mello | mediação Nathan Fernandes

Partindo do conceito de “literatura pós-coquetel”, pesquisadores, poetas, escritores e jornalistas refletem sobre a relação do vírus HIV com a linguagem na construção de novas narrativas em torno dessa epidemia. Com os avanços das medicações antirretrovirais e a melhoria da qualidade de vida de quem vive com o vírus, já existe uma literatura de HIV/aids diferente do tempo em que viver com HIV era sinônimo de sentença de morte?

Alexandre Nunes de Sousa é professor de comunicação e cultura na Universidade Federal do Cariri (UFCA), no Ceará. Doutorando em cultura e sociedade pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), integra os grupos de pesquisa CuS – Cultura e Sexualidade, da UFBA, e Cult.com – Políticas de Comunicação e de Cultura, da Universidade Estadual do Ceará (Uece). Atualmente estuda as relações entre arte, ativismo, luto e espaço público. Amara Moira é travesti, feminista e doutora em teoria e crítica literária pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), além de autora do livro autobiográfico E Se Eu Fosse Puta (hoo editora, 2016). Nathan Fernandes é jornalista, editor da revista Galileu. Autor da reportagem “O vírus do preconceito” – reconhecida como referência pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) –, recebeu em 2016 o Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Ramon Mello, natural de Araruama (RJ), é poeta, escritor, jornalista e ativista dos direitos humanos. Mestre em literatura brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é autor dos livros de poemas Vinis Mofados (Língua Geral, 2009) Poemas Tirados de Notícias de Jornal (Móbile Editorial, 2011) e Há um Mar no Fundo de Cada Sonho (Verso Brasil, 2016).

duração aproximada: 120 minutos | Sala Vermelha (piso 3) – 70 pessoas | classificação indicativa: 14 anos

17/05/2018 Quinta-feira – 20h: Performance Sangue + Negritude & Hiv/Aids: o Corpo Negro, a Militância e a Epidemia com Flip Couto [performance Sangue e mesa], Aline Ferreira, Carlos Henrique de Oliveira, e Micaela Cyrino [mesa] | mediação Ozzy Cerqueira

No Brasil, hoje, uma pessoa negra e infectada pelo HIV tem 2,4 vezes mais probabilidade de morrer de aids do que uma pessoa branca. Os dados alarmantes nos levam a pensar que o “racismo institucional” e a falta de acesso aos serviços públicos de saúde necessitam ser combatidos. O mito da democracia racial colabora para encobrir a discussão do HIV/aids e a negritude? Antes da mesa, acontece a performance de dança Sangue, dirigida e encenada por Flip Couto. Com participação do público, o espetáculo discute a construção de um corpo negro, homoafetivo e soropositivo, tendo como ponto de partida os bailes black dos anos 1970, festas de bairros, reuniões familiares e vários outros encontros presentes no cotidiano das cidades.

Aline Ferreira é estudante de psicologia, integra o grupo de pesquisa Viver+, da faculdade de educação física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), compõe o coletivo Loka de Efavirenz e é secretária de articulação política da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids (RNAJVHA). Carlos Henrique de Oliveira é escritor, ativista do movimento negro e integrante do coletivo Loka de Efavirenz. Flip Couto é dançarino, performer e produtor. Integrante da Cia. Discípulos do Ritmo, da Cia. Sansacroma e do Coletivo Amem, está ligado à cultura hip-hop desde 1999. Micaela Cyrino estudou artes visuais na Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo. Em 2015, foi selecionada para a residência artística no Centro de Arte Contemporânea de Quito (Equador), onde concebeu a performance Cura. Ozzy Cerqueira é advogado da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), ativista dos direitos humanos e estudante de doutorado de saúde global na Universidade de São Paulo (USP).

com interpretação em Libras | duração aproximada: 150 minutos | Sala Multiúso (piso 2) – 100 pessoas | classificação indicativa: 18 anos

18/05/2018 Sexta-feira – 16h: Novos Rumos do Tratamento do Hiv/Aids e as políticas públicas para PVHA com Bruna Benevides, Marcia Rachid e Ricardo Vasconcelos | mediação Diogo Sponchiato

Pensando a militância como espaço de reivindicação de políticas públicas para pessoas que vivem com HIV/aids, é fundamental o diálogo médico com o ativismo, possibilitando a convergência de discussões fundamentais que se alteram desde o início dessa epidemia. O debate vai abordar questões como o surgimento de novos tratamentos, as políticas públicas de saúde propostas pela comunidade científica e como o atendimento ao portador do vírus HIV pode ser cada vez mais democrático, humanizado e acolhedor.

Bruna Benevides é presidenta do Conselho LGBT de Niterói e secretária de articulação política da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT). Diogo Sponchiato é jornalista, redator-chefe da marca Saúde, na Editora Abril, que engloba revista, site, livros e pesquisas. Foi um dos contemplados no Prêmio Especialistas da Comunicação na categoria Saúde em 2017. Marcia Rachid é mestre em doenças infecciosas e parasitárias pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), especialista em alergia e imunologia clínica pelo Instituto de Pós-Graduação Médica Carlos Chagas (Rio de Janeiro) e membro do Comitê Técnico Assessor para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos, do Departamento de DST/Aids/Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Ricardo Vasconcelos é médico infectologista formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e trabalha desde 2007 atendendo pessoas que vivem com o HIV. É coordenador do SEAP HIV (São Paulo), ambulatório do Hospital das Clínicas especializado nesse vírus.

com interpretação em Libras | duração aproximada: 120 minutos | Sala Multiúso (piso 2) – 100 pessoas | classificação indicativa: 14 anos

19/05/2018 Sábado – 16h: Visibilidade ou Não: Modos de Ocupar o Mundo + Performance Musical Poema Maldito com Mirella Façanha, Neon Cunha, Rafael Bolacha [mesa] e Luís Capucho [pocket show] | mediação Marcio Caparica

De acordo com a legislação brasileira, quem está soropositivo tem direito a sigilo, e ninguém pode expor a situação sorológica de uma pessoa. Entendendo tanto o desejo dessa visibilidade quanto o modo pessoal e intransferível de se colocar no mundo, quais são os desdobramentos, as implicações e os embates sociais dessas escolhas? Após o debate, será apresentada o pocket show Poema Maldito, com Luís Capucho. Acompanhado por Vitor Wutzki (baixo) e Felipe Mourad (bateria), ele apresenta composições que falam de forma líricae pessoal de masculinidade, homossexualidade e HIV.

Marcio Caparica é o editor-chefe do blog e podcast Lado Bi, que desde 2013 se dedica a esclarecer questões de cultura e cidadania LGBT. Mirella Façanha é atriz afro-indígena, graduada pela Universidade de Brasília (UnB) e pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD/USP). No seu trabalho de pesquisa explora a presença política do seu corpo em cena pelo ponto de vista racial. Neon Cunha é ativista independente, mulher negra, ameríndia, feminista interseccional e transgênera. Publicitária e colaboradora no desenvolvimento de coleções na marca Isaac Silva. Tem atuado junto à Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, palestras, rodas de conversas e debates. Rafael Bolacha é ator, bailarino e produtor. Autor do livro Uma Vida Positiva e gestor do projeto de mesmo nome, em que aborda a temática HIV/aids em variados segmentos culturais, é também produtor e apresentador do Chá dos 5, canal no YouTube sobre o universo LGBT, com cerca de 40 mil seguidores.

com interpretação em Libras | duração aproximada: 170 minutos | Sala Vermelha (piso 3) – 70 pessoas | classificação indicativa: 14 anos

20/05/2018 Domingo – 15h: Encontro com o Espectador – Edição Todos os Gêneros com L, o Musical e Teatrojornal

Edição extraordinária da série Encontro com o Espectador, apresentada pelos editores do site Teatrojornal. As artistas de L, o Musical conversam com os jornalistas, num bate-papo aberto ao público.

com interpretação em Libras | duração aproximada: 120 minutos | Sala Vermelha (piso 3) – 70 pessoas | classificação indicativa: 14 anos
Mostra de Curtas
Dia 14 às 19h

Bailão (Marcelo Caetano, 2009, 16 min)
O documentário se passa no centro de São Paulo onde a urgência da vida é retratada através das histórias das pessoas que frequentam clubes noturnos e outros locais voltados para o público gay masculino.

O Pacote (Rafael Aidar, 2013, 18min30s)
Em uma nova escola, os jovens Leandro e Jefferson percebem uma ligação instantânea, mas não se trata de uma amizade comum. Jeff tem algo a dizer. Se eles querem ficar juntos, Leandro deverá lidar com algo irreversível. Algo que faz parte do pacote.

Na Esquina da Minha Rua Favorita com a Tua (Alice Name-Bomtempo, 2017, 17min57s)
O filme conta a história de Helena e Tainá, que se conheceram em uma ida casual ao cinema.

Dandara (Flávia Ayer e Fred Bottrel, 2017, 14 min)
O assassinato brutal da travesti Dandara Kataryne poderia se limitar a uma estatística no país que mais mata travestis e transexuais, mas o caso ganhou repercussão com a viralização de vídeos gravados pelos próprios agressores.

O Chá do General (Bob Yang, 2016, 22 min)
Um general aposentado chinês recebe a inesperada visita de seu neto, e a história se desenrola a partir desse reencontro.


Dia 15 às 19h

Jessy (Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge, 2013, 15 min)
Jéssica Cristopherry: assim se chamavam todas as personagens da infância de Paula Lice. Atriz, dramaturga e mulher, Paula conta com o apoio de suas madrinhas para resgatar Jéssica e realizar o desejo de ser transformista.

Diva (Clara Bastos, 2016, 18 min)
Camila se aproxima das drag queens que habitam a pensão de Bella.

Afronte (Bruno Victor e Marcus Azevedo, 2017, 15min40s)
Ficção e documentário se misturam para contar a história de Victor Hugo, jovem negro, gay e morador da periferia do Distrito Federal. Seu relato se mistura aos depoimentos de outros jovens, revelando diferentes formas de resistência.

Parente (Aldemar Matias, 2011, 20 min)
Rodado entre 2010 e 2011 nas aldeias indígenas Ticuna, em Belém do Solimões (Tabatinga/ AM), e Ianomâmi, em Pixanahabi (Alto Alegre/RR), o filme mostra o primeiro contato de populações indígenas com testes rápidos de HIV e sífilis.

Entre os Ombros (Carolina Castilho, 2016, 19min07s)
Dani, adolescente intersexual, é pressionada por sua mãe para realizar um tratamento de redesignação sexual.

COM LEGENDAS DESCRITIVAS | duração aproximada: 90 minutos | Sala Itaú Cultural (piso térreo) – 224 pessoas | classificação indicativa: 14 anos

A entrada é gratuita. A distribuição de ingressos para o público preferencial é feita duas horas antes do espetáculo, com direito a um acompanhante (os ingressos são liberados apenas na presença do preferencial e do acompanhante). Para o público não preferencial, a distribuição é feita uma hora antes do espetáculo e apenas um ingresso por pessoa.

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Math
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Math

Boa noite.
Eu toma a quase 2 anos o esquema de atazanavir, ritonavir, tenofovir + lamivudina e estou indetectavel desde o inicio do tratamento. Acontece que na ultima consulta minha medica me fez a receita do tenofovir + lamivudina e dolutegravir acho que errôneo. Mas ai que está… de toda forma vou falar com ela novamente mas, acham que devo manter o que ja tomo e está dando certo ou tento mudar para esse novo esquema que ouvi falar muito bem?

Amanda
Visitante
Amanda

Olá Math.
Seria melhor perguntares primeiro a tua infectologista a razão de ter mudado a receita, conversa com ela e ai vê se deves manter ou mudar pra o novo esquema.

Beto
Visitante
Beto

Oi Math

Vc tolera bem os medicamentos? teve algum efeito no começo que depois passou? Eu tomei comecei a tomar esse esquema ha 3 meses e to c uns “probleminhas”…

SAR
Membro
SAR

Olá Math, Tudo bem? Eu uso o mesmo esquema que você e na útlima consulta conversei com minha infectologista sobre a troca do esquema para DTG + 2×1. Atualmente, já é possível efetuar a troca desde que você esteja indetectável e apresente algum inconveniente com esquema atual. Eu optei em fazer a troca, uma vez que, meus exames acusaram um pequeno acréscimo nos níveis de triglicerídeos e bilirrubinas. Ao redigir a guia para retirada dos medicamentos no CTA ela me deu a receita do ATV/r + 2×1 e a receita do DTG + 2×1. Ao chegar na farmácia eles não… Ler mais »

Rômulo
Visitante
Rômulo

Pessoal, quero aplicar anabolizante para fins de ganho de massa muscular.. Alguém aqui ja fez o uso? Pode me indicar algum? Desde já, agradeço.

Andrea
Visitante
Andrea

Jovem, estou participando na produção da Mostra e fiquei muito feliz em ver a divulgação por aqui. Conversar abertamente sobre hiv/aids nesses dias tem sido libertador! Reitero o convite a todos que acessam o blog, a mostra vai até esse domingo dia 20.

Caio PE
Visitante
Caio PE

Acho que com o formato antigo do site as pessoas participavam mais.

Biel
Visitante
Biel

Com certeza. Esse formato é confuso…

Santos
Membro
Santos

Tbem avho