Novos critérios para a substituição por Dolutegravir

[mks_dropcap style=”letter” size=”52″ bg_color=”#ffffff” txt_color=”#000000″]A[/mks_dropcap] Nota Informativa Nº 03/2018, do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV), da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e do Ministério da Saúde (MS), publicada nessa terça-feira (10), apresenta as recomendações de substituição de esquemas de terapia antirretroviral contendo inibidores da transcriptase reversa não-nucleosídeos ou inibidores de protease para esquemas com Dolutegravir para tratamento de pessoas vivendo com HIV, maiores de 12 anos de idade com supressão viral.

As recomendações para a substituição levam em consideração que as pessoas que estão com carga viral indetectável e bem, não precisam e não devem fazer a substituição do seu esquema atual. Entretanto, aquelas que estejam com carga viral indetectável, mas às custas de eventos adversos e toxidades indesejáveis com o seu esquema atual, podem se beneficiar da troca.

A substituição, portanto, somente deverá ocorrer nas situações em que há vantagens relativas na diminuição de eventos adversos, na melhoria da adesão da pessoa, menor interações medicamentosas ou possibilidade de uso em determinadas comorbidades em relação ao seu esquema atual de TARV.

As recomendações e os critérios necessários para a substituição de esquemas de TARV por esquemas com Dolutegravir são as seguintes:

  1. Pessoa vivendo com HIV maior de 12 anos de idade;
  2. Avaliação individualizada e criteriosa da necessidade e dos benefícios envolvidos na substituição, uma vez que pode expor a pessoa vivendo com HIV a eventos adversos desnecessários;
  3. Pessoa vivendo com HIV em tratamento antirretroviral com supressão viral (CV indetectável) nos últimos seis meses;
  4. Pessoa vivendo com HIV em uso de esquemas com Efavirenz ou Nevirapina, sem falha virológica prévia;
    • pessoa vivendo com HIV em uso de primeiro esquema (sem uso prévio) de tratamento antirretroviral contendo Efavirenz ou Nevirapina;
  5. Pessoa vivendo com HIV em uso de esquemas com Atazanavir/Ritonavir ou Darunavir/Ritonavir ou
    • Lopinavir/Ritonavir, sem falha virológica prévia;pessoa vivendo com HIV em uso de primeiro esquema (sem uso prévio) de TARV contendo IP/r; ou
    • pessoa vivendo com HIV em uso de esquema atual com IP/r, que tenham realizado a troca do efavirenz ou nevirapina para IP/r por intolerância e/ou eventos adversos (não por falha virológica).

Fonte: Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais

Publicado por

Jovem Soropositivo

Jovem paulistano nascido em 1984, que descobriu ser portador do HIV em outubro de 2010. É colaborador do HuffPost Brasil e autor do blog Diário de um Jovem Soropositivo.

67 comentários em “Novos critérios para a substituição por Dolutegravir”

  1. O DTG é um medicamento muito bom e (quase) resistente à resistência viral desde que a pessoa tome de maneira correta. Esse medicamento deveria ser fornecido a todos, sem excessão. O mesmo possui poicos efeitos colaterais.

    1. Essa questao de efeitos colaterais depende muito de organismo. Eu tomo dolutegravir há 1 ano e tenho arrotos constantes que estão dificeis de tolerar. Vou pedir a minha médica para trocar o esquema. Enfim, mas com certeza é um avanço e imagino que a grande maioria irá se adaptar bem com ele.

    1. Já está válido, só ir no médico e efetuarem a troca (desde que tenha estoque). Meu médico só estava esperando essa nota para poder trocar, Quatro dias em uso e tô me sentindo mto melhor do q com Efavirenz.

  2. Qual a combinaçao mais moderna disponível hoje no SUS? Sei que o dolutegravir é um avanço, mas há algumas drogas já disponíveis no SUS hoje ainda mais avançada em relação a menor toxicidade? Obrigado a quem puder ajudar nesta questão

  3. Tomo 3×1 há 1 ano e após 6 meses de uso me tornei indetectável, Meus efeitos colaterais com o 3×1 não foram extremos, apenas me deixa um pouco “bêbado” e com o corpo quente após uns 30min depois que tomo. Esta semana tive consulta com minha médica e ela alterou meu esquema para o DTG. Ao mesmo tempo que gostei fiquei também preocupado em mudar e passar a ter efeitos colaterais que hoje não tenho com o 3×1. O que vocês acham?

  4. Comecei meu tratamento com dolutegravir há 1 ano atrás e não poderia ser melhor. Não tive efeito algum e fiquei indetectável em alguns dias. Deveria ser utilizado por todos. Só me lembro que tenho hiv quando o relógio desperta me lembrando de tomar o comprimido (muito pequeno por sinal).
    Pra ficar melhor, só falta a cura!
    O hiv é um vírus tão pequeno, que não vou deixar e nunca deixei (só na primeira semana da descoberta que fiquei mal, fase de luto), se tornar maior que meus sonhos e meus planos de vida. Vida que segue e segue muito feliz! Beijos e sucesso à todos!

  5. Galera troquei meu esquema pelo dolutegravir e me sinto outra pessoa. Aleguei que estava ficando com icterícia e minha médica forneceu a troca. O atanazavir me deixava também muito cansado durante o dia. Uma fadiga sem fim. Agora não sinto nada. Realmente o remédio para mim foi muito bom.

    1. Junior ,vc tomava Atazanavir / Ritonavir? Se sim ,eles foram substituidos por apenas 1 dulutegravir, O uso como é feito?

      1. Eu uso o dolutegravir junto com o dois em um lamivudina e tenofovir uma vez ao dia, então são dois comprimidos. Tomo à noite umas 23 horas. Esquema super tranquilo.

        1. Junior, também usava o esquema com Atazanavir, via de regra sempre com os olhos amarelados o que incomoda muito, a fadiga e o cansaço presentes.
          Iniciei o Dolutegravir faz uma semana e já me sinto melhor, nenhum efeito colateral e mais confortável a posologia já que é um comprimido a menos e o DTG é super pequeno.
          Meus olhos ainda estão um pouco amarelados, alguém sabe dizer quanto tempo leva a voltarem à normalidade?

  6. Na próxima consulta meu médico quer alterar o meu esquema. Com apenas 2 comprimidos por dia: dolutegravir e lamivudina.
    Estou ansioso

        1. Sim. Eu também ja li sobre isso ser apenas duas drogas no max. Dolu + uma. Mas você conseguiu um infecto que receitasse pra você apenas Dolu + lamivudina ? Pq aqui no Brasil no SUS é cheio de barreiras, protocolos e tais….

    1. Isso pode ser feito ? Vi que em locais da Europa fazem este tipo de uso, mas existe essas regras no Brasil ?

      1. Pode sim. Desde que vc esteja indetectavel há pelo menos 6 meses e que tome a medição certinho.
        Aaahhh, e claro, procurar por um bom médico que não tenha preconceito por nós soro+ . Porq a maioria dos infectos tem uma visão muito preconceituosa da doença. Eles não querem arriscar, preferem que vc sofra com os efeitos colaterais de longa duração do que arriscar e deixar vc bem. São médicos que não leem , não participam de congressos e que só fica sabendo das novidades quando um colega comenta com eles.
        Fico muito triste por existir pessoas assim, que estão na profissão mais pelo dinheiro do que por prazer em contribuir com a saude do paciente.

        1. Fábio, já existem estudos consistentes indicando que o esquema de duas drogas, com apenas dolutegravir e lamivudina, são eficazes. Ocorre que, no Brasil, a lamivudina, quando solicitada ao sus em separado, não tem concentração de 300. Apenas de 150. Você terá que tomar 3 pílulas, mas com apenas 2 drogas. É muito eficaz e praticamente atóxico.
          Grande abraço.
          Allpe ~AJ
          Allpiste@outlook.com

          1. Sim… Mas prefiro tomar mais comprimidos do que tomar apenas 1 e eles F. Com o meu organismo a longo prazo

            1. Meu médico também me passou só dolutegravir e lamivudina. Antes, tomava efavirenz, lamivudina e abacavir. Com a troca, ele suspendeu o abacavir.

              1. Oi pessoal, é a primeira vez que escrevo por aqui. Minha contaminação é recente e a descoberta veio rápido. Quando comecei o tratamento fazia uns 3 meses e meio que eu tinha me infectado, CD4 900 e carga viral 8000. Sei das “vantagens” – se é que existe alguma nisso tudo – que é começar o tratamento cedo mas não consigo me convencer que eu corra menos risco por isso. A todo tempo acho que vou pegar uma infecção oportunista e morrer. Enfim, estou naquela fase inicial – e espero que seja só inicial mesmo – de ficar pirado com tudo isso e esse blog tem me sido de grande auxílio. Estou seguindo o tratamento religiosamente em dia, há 21 dias, e graças a Darwin não tive nenhum efeito colateral nesse primeiro momento – uma das minhas primeiras preocupações. Agora, entrei na preocupação sobre os efeitos colaterais do tenofovir a longo prazo e fiquei pesquisando feito maluco o motivo pelo qual não se adotava no SUS a terapia dupla com dolutegravir + lamivudina, uma vez que pesquisas já demonstram certa segurança nesse esquema de tratamento. Depois de muito pesquisar encontrei essa discussão de vocês. Eu ainda não sei se já estou indetectável, minha infecto quer que eu faça exames só após dois meses de tratamento por causa dessa minha ansiedade. A pergunta é: se eu ficar indetectável por seis meses é possível então a troca para a terapia dupla, tirando o tenofovir da jogada? É isso mesmo, produção? Agradeço se puderam responder.

                1. Ainda aguardamos também essa aprovação.. Li alguns relatos aqui que algum médico liberou, mas o meu ainda não..

    2. Já tinha lido estudos a respeito, achei fantástico. Porém acho estranho seu médico ter sugerido, pq antes de algo ser aplicado no Brasil, tem q ser aprovado. Os médicos devem seguir o q está descrito no Protocolo de Diretrizes Terapêuticas, e no caso, n tem combinações com 2 substâncias aprovadas la. Mas nos mantenha informados, achei interessante rs

  7. No Dia Mundial da Saúde, a Corresponsales Clave (Equipe Correspondente Chave da LAC) conversou com Alberto Nieves, diretor executivo da Acción Ciudadana Contra el SIDA (ACCSI), uma OSC da Venezuela, sobre os retrocessos que a saúde teve naquele país que o leva embora do conhecido slogan promovido este ano pela Organização Mundial da Saúde: “Saúde para Todos”.

    Alberto Nieves, diretor da ACCSI.

    Alberto é um ativista que vive com HIV e que continua defendendo os direitos das pessoas que vivem com HIV nesse país caribenho e nos disse que “em março de 2018, a falta de medicamentos anti-retrovirais chegou a 100% na Venezuela, o que afeta mais de 80 mil pessoas com HIV. Esta é a conclusão do processo de monitoramento realizado pelos Pontos Focais em todo o país da Rede Venezuelana de Pessoas Positivas (RVG +), com o apoio técnico da Ação Ciudadana Contra a Sida (ACCSI). Eles têm monitorado as farmácias especializadas para a entrega de medicamentos anti-retrovirais (ARV) localizados nos estados venezuelanos e anexados ao sistema público de saúde. ”Alberto Nieves, diretor da ACCSI.

    Nós não fazemos nada com apenas alguns medicamentos

    No monitoramento realizado, diz Nieves, foi identificado que em algumas farmácias ainda havia 4 tipos de anti-retrovirais, dos 27 que o Programa Nacional de Aids da Venezuela, mas que não podem ser entregues. “Os poucos (medicamentos) que existem não puderam ser fornecidos às pessoas com HIV, uma vez que esses medicamentos precisam ser tomados com outros antirretrovirais que são escassos, o que impede o cumprimento do padrão técnico do Ministério da Saúde e recomendações Organizações Internacionais da Organização Mundial da Saúde (OMS), como é que “os esquemas de TAR devem ser baseados em uma combinação de pelo menos 3 ARVs”.
    Para ilustrar a situação, Alberto nos dá um exemplo: “é o caso do antiretroviral Darunavir que deve ser administrado em conjunto com ritonavir para completar a terapia. Desde 2017, o Ministério da Saúde mantém um total de 12 mil garrafas em suas lojas, mas elas não puderam ser entregues a pessoas com HIV que o requerem, dado que o ritonavir não está disponível. Em novembro de 2017, havia 850 pessoas com HIV que necessitavam desse regime antirretroviral, muitos deles relataram que tinham mais de seis (6) meses sem tomá-lo. O darunavir é um medicamento que faz parte do tratamento de resgate, que é prescrito para as pessoas com HIV que apresentaram várias falhas ou falhas em pelo menos dois regimes antirretrovirais diferentes. Para muitas dessas pessoas, este é o único esquema que lhes resta para continuar vivendo, de acordo com a opinião de seus médicos assistentes. “
    A lista de 100% de medicamentos não suprimidos é longa: abacavir, abacavir / lamivudina, efavirenz, efavirenz / tenofovir / emtricitabina, etravirina, tenofovir, tenofovir / emtricitabina, lamivudina, lamivudina / zidovudina, lopinavir / ritonavir, nevirapina, raltegravir, reyataz, rilpivirina / tenofovir / emtricitabina, ritonavir e zidovudina são alguns deles.
    Nenhuma solução para o curto prazo

    Durante vários anos, a Rede Venezuelana de pessoas positivas relatou episódios de falta de estoque. Episódios muito grandes que colocam a saúde e a vida de milhares de pessoas em risco, mas episódios que foram superados com medidas de última hora. Mas a situação atual é mais séria; Nieves nos diz que, devido ao acúmulo de dívidas com o Fundo Estratégico de Medicamentos da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que chegaria a 20 milhões de dólares, eles não puderam continuar fornecendo medicamentos para o país. Uma situação semelhante acontece com outros fornecedores de remédios que relutam em vender para a Venezuela devido às grandes dívidas que o país mantém.
    Segundo Nieves, o investimento nacional para garantir o fornecimento de remédios e reagentes para testes de acompanhamento para 80 mil pessoas não ultrapassa 12 milhões de dólares e, no entanto, o país gastou 25 milhões de dólares na compra de armas para o exército no país. ano de 2016.
    Alberto não perde a oportunidade de chamar a atenção para nós: “Esta crise da escassez de medicamentos anti-retrovirais poderia ter sido evitada se tivéssemos atendido aos diferentes e oportunos alertas feitos há quase uma década pelo RVG +, ACCSI e outras ONGs com trabalhar em HIV em nosso país. Vários relatórios preparados pela ACCSI e pela RVG + comprovam isso. ”
    Deterioração da saúde, um retiro de 20 anos

    A profunda crise social e econômica da Venezuela fez milhões de pessoas verem sua saúde ameaçada. Começa a relatar que a população em média perdeu cerca de 11 kg de seu peso nos últimos dois anos. Na população de pessoas com HIV essa perda de peso contribui para piorar sua saúde, aliada à falta de medicação, podendo causar a morte.
    A maioria dos anti-retrovirais tem 100% de stook out.
    “A falta de medicamentos anti-retrovirais causou milhares de mortes devido à AIDS, centenas e centenas de pessoas sofreram recaídas de saúde (…). Nos últimos dois anos, houve um aumento de casos de pessoas com Sarcoma de Kaposi, um tipo de câncer de pele que foi erradicado no início do ano 2000, graças ao acesso da terapia antirretroviral que a Venezuela tinha na época. Observa-se também que nos centros de saúde públicos as pessoas chegam em estados de saúde muito críticos e em uma face terminal, quando avaliam os médicos os consideram casos de aids, devolvem-nas a seus lares, pois carecem dos medicamentos e equipamentos clínicos que podem resgatá-los viver. “
    Abandonado pelo governo e pela comunidade internacional

    O diretor da ACCSI é enérgico ao apontar que “pessoas com HIV são totalmente abandonadas pelo governo do presidente Nicolás Maduro, que é o principal responsável por sua inação e omissão diante de situações de ameaças e riscos para suas vidas e saúde, com danos irreversíveis nos aspectos de saúde, psicológicos e morais ”.
    A crise chegou a tal ponto que ninguém é salvo: “100% das pessoas com HIV e AIDS, de todas as ideologias, com diferentes status econômico e educacional, estão sendo afetadas da mesma maneira, elas estão violando seus direitos humanos” diz Nieves
    Ajuda Humanitária, agora!

    A única maneira de fazer algo para os venezuelanos neste momento é através da ajuda humanitária da cooperação internacional e Nieves faz uma exigência imediata: “Existem protocolos internacionais para aqueles países que estão em situação de emergência, como é o caso da Venezuela, que deve ser implementado imediatamente. , caso contrário, milhares de mortes continuarão a ocorrer. Não podemos entender quais são as razões pelas quais as agências do sistema das Nações Unidas ou do Fundo Global não aplicam protocolos de emergência humanitária na Venezuela. Nós nos perguntamos quantas mais mortes serão necessárias para as Nações Unidas implementarem tais mecanismos em nosso país? “
    No dia 19 de abril, o Venezuela Crisis Group organizará uma reunião com a Sociedade Civil Venezuelana.

  8. A farmaceutica me recomendou nao trocar por dolutegravir, para continuar com o 3×1 e usar o dolutegravir como terapia de resgate.
    30 minutos depois que tomo o 3×1 sinto tontura e tenho pesadelos mas ja acostumei.
    Será que troco? A farmaceutica ainda me disse que nao foi comprado mto dolutegravir que se todos trocarem posso ficar sem.

    1. Fiquei com o 3×1 por 3 anos, e sentia tontura, leseira e diarreia (3 a 5x na semana) até o ultimo comprimido q tomei.. Nada q n desse para se acostumar e seguir em frente, mas era meio chato esses efeitos persistirem. Troquei a 4 dias pelo Dolu, n sinto mais nada, msm coisa de farinha rs. Acredito q a troca é válida sim, caso vc n se adapte, ainda terá opções de tratamento (inclusive voltar ao 3×1). Sobre faltar dolu… o governo ja incluiu ele na lista de medicamentos essenciais, acho extremamente difícil faltar. Eu estou feliz com a troca, acho q vc deveria tentar.

    1. No brasil, o mais comum é Dolutegravir + Tenofovir + Lamivudina. Mundo afora, há variações e uso do Dolutegravir associado a apenas mais 1 outro remédio.

        1. Rodrigo. Ela já é realidade lá fora em medicamentos como o Juluca e em algum momento serão mais comuns mundo afora, mas ele usa DLT e Ripilvirina, Sobre DLT e Lamivudina, desconheço e não tenho como abordar. Na minha modesta opinião, vai demorar um pouquinho para chegar aqui. Acho que antes teremos a substituição do Tenofovir (comum em muitos esquemas) pelo TAF, menos tóxico. Acho isso mais importante que diminuir o número de substâncias. Sobre esse esquema de tratamento com 2 drogas, o que falaram anteriormente é real: não basta cortar um dos medicamentos e ficar com 2, pois a dosagem pode não ser suficiente e tals… Temos tanta perspectiva boa, e entre elas a cura, que olha: não dá pra desanimar. Com 2. 3, 4, 10 medicamentos por dia, temos que ser persistentes, pois com a descoberta de uma possível cura, precisaremos estar bem fisicamente para ser elegíveis de imediato, então vamos em frente hehe

  9. Eu fiquei muito triste com essa notícia. Como se já não bastasse todo o pandemônio que vive a Venezuela, acabei de saber que todos os 80 mil soropositivos estão sem receber o tratamento antirretroviral (gratuito, por lá, desde 1999). Aliás, a coisa anda tão feia que já acontecem surtos de sarampo e difteria. A hiperinflação correu o poder de compra de tal modo que, pela cotação paralela, o salário mínimo está em 2 dólares (26 dólares na oficial) e o preço dos alimentos e medicações chegam a custar mais de 10 vezes em relação à seus equivalentes brasileiros.

    https://exame.abril.com.br/mundo/venezuelanos-com-hiv-protestam-por-falta-de-anti-retrovirais/

      1. Apesar que tivemos avanços. Mas aqui no Brasil tudo demora… Ou chega bem depois dos outros países medicamentos que já não usados nos EUA e Europa ainda estão na lista do SUS.

        Um exemplo é o retroviral AZT foi o 1° para o HIV é até hoje não tiraram de circulação. Ele é muito antigo. O Brasil deu um grande passo em fabricar o Dolutegravir na Fiocruz, mas tenho visto que os lançamentos de medicamentos mais novos sempre ficam no Exterior. Um outro que também já é bem antigo é o Efaverinz.

        1. Meus 2 infectologistas também falaram sobre isso: a substituição em curto prazo do Tenofovir pelo TAF. Será um grande avanço.
          Eu acho que o Brasil está se esforçando para atender os soropositivos. No momento estão abrindo para mais pessoas acessarem o Dolutegravir, estão conversando sobre o TAF, estão se mexendo. Não dá pra esquecer que o HIV não é a única mazela social no país, então é normal que um país de terceiro mundo tenha certo atraso. O avanço vem mais lento? Vem! Mas pelo menos chega hehe.

  10. Uso o dtg e em 3 meses fiquei indetectavel, e quase nenhum efeito colateral. Porém tenho uma dúvida em geral, vocês possuem suor excessivo?? Pq comigo está bastante, mesmo estando frio acordo com a camiseta molhada. E isso já está desde o meu início do tratamento (mais de um ano). A médica descartou o medicamento como causa disso, mas os exames deram tudo certo.

    1. Reinaldo
      Comigo aconteceu por 10 dias, assim que comecei o tratamento. Depois passou. Hoje, quase 1 ano depois, não suo mais. Acordava com a cama exarcada e era inverno. Era bizarro. 7 graus e eu enxarcado!
      Olha, acho que não é nada demais (só desconfortável mesmo), pois na bula do medicamento diz que esse pode ser um dos colaterais.

  11. Boa tarde,estou em tratamento e indetectável a 3 anos,tomo o 3×1 até então nunca tive efeitos colaterais,mas de uns 3 meses pra cá tenho sofrido muito a noite,levantando quase que de hr em hr para urinar,com a sensação de bexiga cheia,e qnd urino não tem tanta urina assim,isso tem me assustado e atrapalhado meu sono,não durmo direito mais por causa disso,impressão que a próstata ta inchada sei lá,alguém aqui já passou ou passa por isso por favor!!! obs tenho 40 anos…. Se alguém puder me dar uma luz,vou passar pelo meu infecto e dizer a ele,mas até lá,to sofrendo de cansado por dormir mal por causa disso…

    1. Tive isso e fiquei assustado,desapareceu sem tomar nada,porque oa examea com urologisra deram todos normal

    2. Olá Positividade da Luz,

      Quando iniciei o tratamento com o Dolutegravir i tomava a noite e além de insônia acordava várias vezes com a sensação de urinar. Depois de um mês mudei o horário para de manhã e não tive mais nenhum sintoma. As vezes sinto dores na costa e as vezes pontadas com sensação de alfinetadas as vezes, não sei se tem relação com a medicação.

    3. Meu parceiro, que é soronegativo, tem isso mas ainda não foi no urologista para ver do que se trata… ele afirma que sente a bexiga “pesada” como se fosse uma pressão ai vai mijar algumas gotas e passa… tenso !

    4. Oi. É “normal” acontecer isso de ter vontade de urinar mas não ter líquido. Normal no sentido de que soronegativos tbm tem essa disfunção e pode ter várias causas diferentes, inclusive nada a ver com o HIV. Fica frio e vai no médico tratar isso. Está tudo sob controle hehe

  12. Alguém do RJ? Faço uso do 3×1 há 1 e 7 meses e ainda tenho alguns efeitos colaterais como tontura, as vezes alergia, sono ruim, e outros… Não são tão graves, mas gostaria de mudar o efevirenz pelo dolutegravir, só que após passar por 3 infectologistas, os mesmos falam que não vão mudar pq eu estou indetectável desde o primeiro mês. Queria saber se alguém conhece algum infecto aqui do RJ que seja mais flexível a essa mudança, pq tá difícil por aqui 🙁

    1. Acho q n trocaram antes, pq era chato de trocar. Mas agora com essa resolução, acredito q vc consiga trocar mais fácil, pq tá descrito q a troca é aconselhada para pacientes q sentem efeitos colaterais. Eu troquei faz 4 dias, sem tontura desde o primeiro dia, sono um pouco melhor tbm. N desiste rs

    2. Diga que é um direito seu e que quer essa mudança ou se acaso a questão é a indetectabilidade vc diz que vai parar de usar a medicação por umas semanas antes do próximo exame para voltar a ficar detectável para assim eles poderem mudar sua combinação

  13. Alguém já teve manchas escuras no corpo do pênis ? Há alguns anos eu fui no Uro e ele disse que não era nada. Agora noto que aumentou um pouco e vou voltar no Uro de novo(em outro). Do que li na internet, vi que podem ser muitas coisas.

  14. Boa noite galerinha, estava a quase 4 anos no esquema do 3 em 1, e desde sempre sentia tontura, leseira, problemas no sono recorrentes, calores pelo corpo e diarreia (3 a 5x na semana). Nada q n pudesse me acostumar, ainda mais q esses efeitos nem sempre eram constantes, mas sempre voltavam. Troquei para o dolu tem 4 dias, e a tontura e a diarreia (aparentemente), enfim, acabaram. O sono vai melhorar aos poucos e a leseira tbm vai sumir (importante é pensar positivo kkk). Aos q ainda sentem efeitos com o 3 em 1 e estão com medo de fazer a troca, acho q devem tentar. No início de td, nossos medos e preocupações eram mto maiores q hj, e superamos adaptar a sorologia e a 3 substâncias diferentes no nosso corpo. Hj será apenas 1 substância diferente (as outras 2 já estamos “adaptados), e diante de tantos relatos de gente dizendo q deu certo, pq n tentar!? Caso n dê certo (o q é mto raro de acontecer), vc ainda terá outras opções de tratamento, incluindo voltar para o 3 em 1. Conversem com o médico de vcs para maiores esclarecimentos, mas lembre-se: O PIOR JA PASSOU! Sorte a tds!!!

      1. Eu tenho muita vontade de trocar por causa do Efavirenz. Meus exames são sempre muito bons, mas eu tenho a impressão de que esse remédio me deprime um pouco. Nunca sei reconhecer se é o remédio ou eu mesmo. Não estou reclamando, o tratamento é muito efetivo para mim, no entanto, se for possível melhorar né.

  15. Boa noite, essa é a minha primeira vez comentando aqui, apesar de sempre estar acompanhando, desde que fui diagnosticado à pouco mais de 3 anos rs
    Desde o início do tratamento com o 3×1, que começou pouco depois do diagnóstico, eu quase nunca tive efeitos colaterais pesados, no máximo “leseira”, insônia recorrente e pesadelos. Fiquei indetectável em poucos meses e depois de 1 ano de tratamento o meu CD4 passou de 400/mm3 estava em 647/mm3 nos últimos exames que fiz. Porém ultimamente várias coisas tem acontecido e, apesar de não saber se tem relação com a medicação (que mudou laboratório) ou o HIV, tenho ficado meio preocupado. Uma das coisas que vem acontecendo é o surgimento de varios furúnculos consecutivos no meu rosto desde que comecei a tomar o 3×1, fornecido pelo SUS, deste novo laboratório. Sei que é apenas uma inflamação causada por uma bactéria que se alimenta do excesso de sebo produzido pelas glândulas sebáceas, fui ao dermatologista o problema começou e ele me explicou tudo oq eu deveria fazer para tratar e “prevenir”. Porém, fora a higienização que já fazia corretamente, o tratamento não está resolvendo nada, e agora estou com exatos 5 furúnculos no rosto. Fiz exames e mais exames e nenhum deles apresentaram quaisquer anormalidades e minha próxima consulta com a infecto é dia 27/06. Gostaria de saber se alguém aqui já passou por isso ou poda me dizer se isso tem haver ou não com a medicação ou o HIV em si, ao menos para que eu tenha uma idéia. Desde já, muito obrigado!

  16. Amigos! Após 1 ano tomando o 3×1 vou começar a tomar o Dolutegravir. Porém, estou com dúvidas em relação ao horário. Tomava o 3×1 a noite, antes de dormir, e sempre tive problemas horríveis de insônia. Agora estou pensando em começar a tomar o Dolutegravir de manhã, ao acordar, pois tenho medo dele também me causar insônia. Aos que fazem uso do Dolutegravir eu pergunto: qual o horário que vocês tomam o remédio? Tem problemas com insônia?

    1. Comecei a tomar de manhã e senti uma leve melhora no meu sono. Converse com seu médico, mas acho que vc poderia tentar também para ver como fica.

  17. Há 3 anos no 3×1, finalmente mudei para o Dolutegravir e me sinto melhor , menos ansiedade, com a cabeça mais leve e, porque não
    dizer, mais feliz. Aguardo para ver como serão os próximos dias, mas estou otimista. Abraço

  18. Ouvi falar da possível troca e não procurei me informar. Porém, fiquei interessado, pois os efeitos colaterais dos meus medicamentos, entre eles o Efavirenz, nos dois primeiros meses foram horríveis – dentre eles, perda de memória recente, a coisa mais horrível pelo que já passei na vida.
    Agora, já muitos anos tomando esse medicamento, os efeitos eram irritabilidade, depressão e, por várias vezes, pensava em suicídio – não por ser HIV+, essa vontade vinha do nada. Conversando com algumas pessoas, me alertaram que provavelmente era devido ao uso do Efavirenz.
    Na minha última visita médica, pelo SUS, antes mesmo de comentar com a médica, ela começou a falar do novo medicamento e disse que queria fazer a troca, se eu assim quisesse.
    Começo mês que vem e mal posso esperar!
    Muito bom ver esses avanços no tratamento. Como alguém comentou aqui, para melhorar, somente uma cura!
    Muito feliz com o tratamento oferecido, gratuitamente, pelo SUS. Tenho médico, medicamentos e todos os exames, de forma rápida, eficiente e sem burocracias. Vejo como acontece em países até mesmo desenvolvidos, o custo de tudo, e fico sem acreditar.
    De qualquer forma, essa galera mais jovem deve se cuidar mais, toda essa facilidade não significa que a vida é uma maravilha sabendo que, para o resto da vida, preciso estar fazendo visitas médicas, exames e diariamente tomar medicamentos.

  19. Ola pessoal, descobri meu diagnostico em setembro/17 e já iniciei com DTG, com 1 mes estava indetectável e sem nenhum efeito colateral! Concordo demais com o comentário da Aninha, o HIV nunca vai tirar de mim minha forca, meus sonhos, minha inteligência e minha vontade de viver!!!! Sigo os meus planos de vida mas admito que ainda me amedronta o preconceito!!!!! Experimentar através desse blog todas as historias permeadas pela HIV me faz mais forte diante desse medo!!! Grande abraço a todos!!!

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