Carta de um leitor: Recorte o seu HIV

[dropcap]P[/dropcap]ensar e escrever algo útil em relação ao HIV é, sem exceção, enfrentar uma multiplicidade de questões e problemas. São tantos que não consigo enumerá-los sem ser omisso. Posso exemplificar alguns, os mais comuns, mas nem sempre os mais importantes para você, que ora me lê. Estigma, homossexualidade, história trágica que a doença imprimiu na humanidade, imagens de pessoas como cadáveres adiados, tratamento com muitos remédios diários, efeitos colaterais, expectativa de vida após o diagnóstico, etc.

[dropcap]N[/dropcap]enhuma dessas questões me interessa, isoladamente, nesse texto. Em outros, possivelmente. Vou me dar o direito de, nessa oportunidade, não abordar o HIV do ponto de vista histórico; de não falar dos países que ainda são assolados pela falta de medicamentos; de não falar daqueles casos de resistência viral pela irregular adesão ao tratamento, etc. Vou pular tudo. Apenas nesse texto. Aqui, vou propor um outro exercício mental. Quero recortar o HIV do espaço e do tempo. Quero que você olhe para o vírus, exclusivamente hoje, enquanto seus olhos passam essas linhas, descontextualizando ele de toda sua carregada história pregressa. Vamos olhar sem (pre)conceitos, sem história evolutiva, sem análise da evolução medicamentosa, sem estigma, sem nada. Ele só. O vírus isolado de seu contexto.

[dropcap]F[/dropcap]ui diagnosticado há poucos meses. Não mais do que três. A situação não foi das mais fáceis. Mas qual seria? Vou lhe poupar dos detalhes, nesse texto, mas lhe garanto que ocorreu com todos os requintes e detalhes que permitiriam uma grande dramatização. Com todos os motivos que justificariam uma vitimização eterna e um sem número de lamúrias contra a vida e contra Deus.

Mas… será mesmo uma grande desgraça? Desde o dia do diagnóstico, como é de se esperar, estudei muito sobre o tema. Muito. Até cansar. Agora, estudo cansado mesmo, mas estudo. Sim, é uma necessidade conhecer o que ocorre, para não acabar como na idade média, em que um raio era símbolo de uma vingança divina. Afinal, ninguém tinha no horizonte a possível explicação para o fenômeno. Era um mito, um milagre, uma manifestação ou vingança divina. Era. Sem conhecimento, tendemos a mistificar as coisas (caminho que eu respeito, mas não se aplica à minha interpretação particular sobre a infecção).

Textos em inglês são sempre os mais completos, pois é possível pesquisar países que lideram os estudos científicos atuais sobre a “enfermidade”, como Inglaterra, Estados Unidos e Austrália — embora esse último seja menos adiantado do que a França e Espanha. Aliás, aqui cabe um parêntesis. Durante os estudos, percebi que, na internet, tem muito lixo sobre o assunto. Muito lixo, mesmo. A começar pelas matérias desatualizadas. Assim, se me permite uma sugestão fundamental, selecione no Google o último ano ou o último mês nas ferramentas de pesquisa. Esqueça o resto! Não leia. Artigos de 2016 ou início de 2017 já não mantém qualquer ligação com a atualidade da ciência sobre do tema. Assim, você já conseguirá se livrar de bastante bobagem.

Voltando. Hoje, o que proponho é recortar o HIV do espaço e do tempo. Não vamos olhar sua história trágica, suas vítimas, seus estigmas. Não quero enaltecer sua importância, a partir do seu número tétrico ou da trágica história que cerca essa infecção. Ao contrário. Na análise de hoje, mais consciente e racional do que propriamente humanista, quero olhar para o HIV hoje, agora. Apenas ele. E, nessa tarefa, não posso chegar à conclusão de que ele é uma desgraça. Longe de mim desejá-lo ou subestimar sua gravidade. Não é isso. A questão é que, hoje, o HIV não pode mais ser interpretado pelas pessoas como uma ameaça insuperável, algo absolutamente terrível, uma catástrofe na vida, o fim. Nada disso hoje retrata o HIV de hoje. Aliás, presentificar a trágica história do vírus para mostrar sua importância só colabora com a manutenção do estigma. Daí a proposta desse texto. Recorte o seu HIV e olhe para ele e para você, a sós.

[dropcap]E[/dropcap]u tomo duas pílulas, uma vez por dia. Claro, poderia ser apenas uma pílula se não houvesse a mesquinha, porém inafastável, questão das patentes da indústria farmacêutica. Mas, ainda assim, seriam três compostos em uma pílula — portanto, uma questão apenas estética, uma aparente melhoria. No fim das contas, são dois comprimidos. Não são onze. Não são oito. Não são cinco. Também não estou dizendo que quem toma onze, oito ou cinco está perdido e é o fim. Não. Estou apenas recortando o HIV de sua história para olhar para ele hoje, agora. A própria expressão coquetel perdeu sentido, uma vez que, na minha opinião, só recarrega o estigma. Afinal, só quem trata o HIV toma coquetel, ainda que centenas de outras enfermidades crônicas demandem mais comprimidos diários. Coquetel de uma pílula? De duas? Não me parece adequado e não gosto da nomenclatura; cheira mal, me projeta para o passado, para o ultrapassado.

Ingiro as duas pílulas, com ou sem comida, à noite, antes de dormir, uma vez por dia. Não tenho qualquer efeito colateral. E todas as medicações atuais são assim. Só casos raros terão efeitos colaterais. E, ainda assim, serão passageiros, temporários, durando duas a três semanas. Sim, eu já as tive; mas nada demais. Nada. Uma leve dor de cabeça que não se apresenta mais e que ocorreu eventualmente. Nada que se comparasse à dor de cabeça que já tive inúmeras vezes por excessos durante uma noite de vinho ou cerveja, situação corriqueira antes do diagnóstico.

[dropcap]E[/dropcap]m trinta dias após o início dos medicamentos, fiquei indetectável. Trinta dias. Ou seja, em trinta dias deixei de ter o vírus circulando no sangue, deixei transmitir o vírus, passei a impedir o comprometimento de minha saúde, iniciei a recuperação de minha defesa (de 323 células T-CD4 fui para 516). E olha que, pelos meus médicos, nos quais tenho grande confiança, sou um progressor rápido, pois não tenho a infecção há mais de 3 anos (desde meu último exame negativo) e já estava com uma carga relativamente baixa de T-CD4. Mas vamos adiante. O ponto não é esse.

A questão é que, hoje, ainda que a sua situação seja completamente diferente da minha, cabe ao indivíduo decidir se sua vida será um martírio ou se o HIV será apenas uma pequena parte de sua existência, mas não o todo. Apenas um vírus ou uma vida inteira, que tem infinitas possibilidades e é oceanicamente maior e mais ampla. Cabe a você, e a mim, a decisão de aderir ao tratamento, manter-se ou manter-nos com o vírus suprimido, mudar um pouco da sua atitude em relação a saúde. Ou não. Todavia, reconheço, toda vez que a escolha é dada ao ser humano, há grande pavor. Afinal, a liberdade é, também, amedrontadora. Dá medo ser livre. Ter a escolha é ter a responsabilidade, e isso dá medo.

Quero dizer que o HIV já foi visto também como uma doença do comportamento. Nesse contexto, como posso ficar de bem com a vida, diante de comportamento que é reprovado por todos? (Estigma, preconceito e culpa). Como posso ficar de bem com a vida diante de uma infecção que já foi, no passado, tão grave e tão carregada de preconceito? A culpa, aqui, é inimiga da liberdade e, claro, aprisiona. A pessoa não consegue superar a situação de se culpar e se reconciliar com a vida, porque, apesar de ser livre e ter essa opção, não consegue exercê-la, não supera o autopreconceito e entra no círculo de se auto acusar, julgar e condenar, terminando presa, mentalmente.

Porém, cientificamente analisando, hoje você pode olhar para o HIV com a liberdade de quem está de bem com a vida, pleno e completo. É, amigo, você pode escolher — isso não dá medo?! O amigo poderia me interromper, aqui, com a questão: “mas os remédios, a longo prazo, poderão lhe causar um problema cardíaco, no fígado, nos rins, nos ossos?” Ao que eu me curvo, assentindo, mas observo com as seguintes questões: e naquelas milhões de pessoas que tem hipertensão? E naquelas milhões de pessoas estão acima do peso? E naqueles que estão abaixo do peso? E naqueles que vivem em grandes centros, com poluição diária sendo inalada? E naqueles que estão no campo, entupindo-se de sementes transgênicas? Ou seja, meu amigo, o futuro não é previsível nem para mim nem para ninguém. Nem para o atleta, nem para o sedentário.

[dropcap]E[/dropcap]u sei. O exercício de recortar o HIV pode não ser fácil para aquele que tem resistência viral, quiçá por já sofrer com a infecção desde a época em que a medicação era pesada e sem tanta eficácia. Mas tenho a certeza de que este, se conseguir recortar o seu HIV da história e olhar para ele com atualidade e raciocínio, também sentirá um alívio. Sim, um alívio: a grande parte do peso negativo que a visão do HIV carrega é devido ao olhar que se tinha, no passado, sobre a infecção. Deve-se a uma interpretação que, hoje, é intempestiva, anacrônica, fora da atualidade, passada, ultrapassada.

E digo mais. Se formos analisar o que está acontecendo hoje no universo da pesquisa científica, com avançados estudos clínicos, que apresentam ganhos reais inéditos, seja na posologia (com possibilidade de medicamentos semanais ou bimestrais), seja na cura (seja funcional, seja esterilizante) aí, então, a alívio é ainda maior. CRISPR, anticorpos monoclonais de amplo espectro, técnicas de reversão de latência exitosas, mecanismos epigenéticos, identificação de novas linhas medicamentosas, etc.

Porém, para ser fiel ao propósito inicial desse texto, o objetivo não é olhar para o futuro, ainda que iminente, muito próximo, e nem para o passado. Mas, sim, olhar para o presente. Recortar o HIV e o analisar o hoje. Sem passado e sem futuro, este como esperança. Tire os sapatos. Vamos pisar no chão da realidade. Vamos cuidar da adesão e deixar de lado os estigmas que advém da história, do passado, dos conceitos ultrapassados. Olhe para hoje. Adesão ótima é vida igual. Já temos isso. Aqui. Agora. Amigo, recorte o seu HIV do espaço e do tempo. Vai ser gratificante.

Um abraço.
AJ”

Anúncios
avatar
18 Comment threads
58 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
33 Comment authors
AllpeMarcosAmHelioSoldadorj Recent comment authors

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

  Inscrever-se  
Receber notificação
Gilberto Pereira
Visitante
Gilberto Pereira

Maravilhoso! Vou ler sempre que a força quase que “gravitacional” do estigma e do futuro sempre incerto tentarem me puxar para baixo.

Lucius
Visitante
Lucius

E o cérebro? E a capacidade cognitiva, não sou o único a achar que perdi minha eloquência, minha rapidez de raciocínio e até minha inteligência? Acho que outros tb se sentem assim ou estou sozinho? Ademais, se fosse tão tranquilo vc se identificaria, não? E a capacidade de se relacionar pq eu me encontro preso um relacionamento péssimo, que se fosse em outros tempos colocaria ele para correr, mas mesmo sem querer e sem saber ele me passou isso, não tenho magoa. Mas é o relacionamento que não tá dando certo e eu insisto pq não quero me expor para… Ler mais »

PositiveSoul
Visitante
PositiveSoul

Esse fardo você carrega se quiser Lucius.

Anderson
Visitante
Anderson

Belo depoimento…mas confesso que não é fácil fazer esse “recorte”. Eu tento, falho e tento outras milhares de vezes.

Vida03
Membro
Vida03

Lucius também estou na mesma situação que a sua igual a pessoa me passou perdoei porém o relacionamento é péssimo quero sair mas é o medo de nós temos de não encontrar alguém e ficamos empurrando com a barriga fora que tenho que aguentar a família dele falar que ele tem a doença pra outras pessoas isso é constrangedor fico triste não por ter a doença pois não tenho tive efeito colateral nenhum estou indetectável desde o 1 mês mas o cargo que vem dela o medo o preconceito isso que é pior do que a doença em si

Xavier
Visitante
Xavier

sim é pesadíssimo, nesses três anos de diagnostico só consegui retornar a quem eu era por agora.; depois de compreender que ok sobre todas as coisas, que não foi karma, desleixo ou culpa, talvez responsabilidade, e ok por isto. Sobre sua falta de eloquência notei um “que” de depressão no seu relato, e sim não sou psicologo, mas estive ai neste lugar; enquanto te escrevo estou tomando vinho também e sobre seu relacionamento abusivo, não fique ai, espero que não viro um velho q deixou de viver e lamentar. Te desejo muita paciência lucius, aliás, é o que desejei pra… Ler mais »

Am
Visitante
Am

Gostaria de conversar com vc vivo o msm dilema

Roger76
Membro
Roger76

Texto maravilhoso. Parabéns JP pela publicação! Realmente esse blog nos inspira a continuar vivendo e aos poucos aceitando e acostumando com a condição de ser soropositivo. As notícias publicadas aqui supera as vezes a uma consulta com o infecto e funciona como uma terapia.

Roger76
Membro
Roger76

Ops corrigindo.. o autor é o JS.(jovem soropositivo) e não JP rs.

Tomm
Visitante
Tomm

Gostei da carta. Obrigado por publicar JS.
Após meu diagnóstico, demorei três anos para iniciar o tratamento (sob acompanhamento do infecto). Hoje percebo que tinha medo do passado, dos efeitos colaterais, do estigma do coquetel.
Iniciei tarv em 01/01/18, quase nenhum efeito, exceto um cansaço mental na primeira semana. Fiz exames agora e estou indetectável.
A não ser a chatice de retirar os remédios, e o cara da farmácia é um amor de pessoa, a vida vem sendo normal, como sempre foi, Isso me faz pensar como o autor da carta.
Vamos deixar de lado os estigmas do passado e olhar para hoje.

Roger76
Membro
Roger76

Lucius,

Somos responsáveis pelas nossas escolhas… quando eu me permiti em uma única relação desprotegida fui infectado e olha que cuidei da minha saúde de forma até neurótica… é aos 41 anos contrai o HIV. Temos a opção de desistir ou aceitamos conviver com o HIV e cuidaremos da nossa saúde até que um dia venha a cura. Como você disse “o fardo é pesado”, não é fácil eu sei, o emocional despenca. Desejo melhoras pra sua vida.

at.

Roger

Horus
Membro
Horus

É exatamente assim que eu penso! Se todas as pessoas que estão descobrindo a sua sorologia agora pudessem ler see texto seria formidável!

Fran
Visitante
Fran

Alguém infectou ou foi infectado pelo parceiro(a), perdoou e continuam juntos? Vejo que lucius e vida03 tem os casos parecidos.

Anderson
Visitante
Anderson

Fran,
Fui infectado pelo meu parceiro, juntos a 4 anos e 5 meses..

Fran
Visitante
Fran

Estão juntos a 4 anos e 5 meses após ser infectado?

Anderson
Visitante
Anderson

Não,
Eu descobri que ele me infectou quando fizemos 4 anos.

Positividade Sempre
Visitante
Positividade Sempre

Bom, eu também fui infectado pelo meu parceiro. Estamos juntos há 8 anos. 2 anos e meio desde que fui infectado.

Vida03
Membro
Vida03

Fran estávamos com 10 anos de relacionamento ele foi meu 2 namorado em 2013 fiz exames tudo normal mas no começo de 2014 ele começou a se sentir mal manchas no corpo perdendo peso chamais iria imaginar isso em set de 2014 fizemos o exame e pra minha surpresa positivo fiz na mesma hora positivo tive que engolir seco contar pra minha mãe e meu irmão únicos da minha parte que sabe e contar pra mãe dele aí a mãe contou pra família inteira isso que me abalou mais no mesmo dia levamos ele no hospital internou ele já tinha… Ler mais »

Carla
Membro
Carla

Fran, meu marido foi infectado e graças a Deus eu e minha filha não. Ele pegou depois de 7 anos de casado.

Chloe
Visitante
Chloe

Você se refere as pessoas que não conheciam a sorologia e passaram para os parceiros ? Ao meu ver se a pessoa não sabia não há o que perdoar já que não foi intencional.

Agora se a pessoa não aderia o tratamento é outra historia.

O mais curioso é quando a pessoa descobre no meio de um relacionamento de longo termo.
A doença demorou a se manifestar ou a pessoa traiu com alguém que não sabia da sorologia.

Transfusão é muito improvavel.

Vida03
Membro
Vida03

Chloe no meu caso foi que ele não sabia com 9 anos de relacionamento tinha feito exames pra engravidar estava tudo ok porém ele não tinha feito não engravidei por outras razões não quiz no momento e no próximo com 10 anos de relacionamento ele começou a ficar mal mas nunca desconfiamos só com teste que veio a notícia hoje estou quase 14 anos de relacionamento e quase 4 de sorologia não é fácil principalmente qdo vc tem parentes do lado dele que vivem falando da sorologia dele pra outras pessoas .

Chloe
Membro
Chloe

Então a doença pode manifestar em um período de até 10 anos ? Mas, nesse período vocês nunca pensaram e fazem exame de rotina mesmo de DST ? No início de relacionamento é meio normal se pedir ou contar se tá tudo ‘Ok’. Mas, me assusta um pouco a doença demorar tantos ANOS para se manifestar. Toco nessa assunto porque atualmente, há muita infecção de mulheres da ‘terceira idade’. Porque os maridos traem com alguém que tinha o vírus e passam para as esposas. O que ao meu ver é terrível, pois além da traição o cara ainda foi ter… Ler mais »

Vida03
Membro
Vida03

Sempre eu fiz pq ele era o 2 namorado deu negativo mas nunca pensei em chamar pois meus exames deram negativo a médica me disse que tive sorte o meu metabolismo ajudou e ele não estava com cd4 baixa e não tinha nenhuma doença oportunistas agora sobre a família não estou aguentando mais estou com nojo falar pra manicure que ele tem aids a sorte que eu descobri q a manicure é amiga de uma amiga minha e me disse isso falou assim ou sua amiga sabe e tá com ele ou ela não sabe terrível e não é a… Ler mais »

Vida03
Membro
Vida03

O pior que sim a doença pode demorar em si manifestar o meu infectologista falou isso depende de cada organismo de cada pessoa ele não fuma não bebe fazia exercícios não tinha vícios aí ele me disse também isso que muitas mulheres de terceira idade estão pegando ,pq pensa em 2013 fiz o exame de rotina normal nada aí no começo de 2014 já começa os sintomas nele não do hiv já da aids e eu não percebi tipo manchas dor no baço emagrecimento rápido queda de cabelo tosse seca ele estava com cd4 120 carga viral de 2 milhões… Ler mais »

Carla
Membro
Carla

Então, essa questão da traição é algo que nunca vou saber…

Chloe
Membro
Chloe

Ele faz o tratamento certo ? Então, a vida volta ao normal.

Curiosidade, vocês não usam preservativo, certo ?

Em relacionamento sério eu nunca usei. Eu sou indetectável há 15 anos. Mas, confesso que sempre tenho um receio. Porém minha vida sexual é 100% melhor sem camisinha.

Vida03
Membro
Vida03

Hoje eu uso com ele preservativo por não querer engravidar ,mas me tira uma dúvida se hoje eu conhecer uma pessoa e eu estando indetectável quase 4 anos devo contar e usar preservativos caso entrar em outro relacionamento pq penso em sair desse relacionamento e conhecer outras pessoas mas tenho medo e receio se devo ou não contar e sobre o uso de preservativos num relacionamento?como vc faz ?

Chloe
Membro
Chloe

Outros relacionamentos usa-se camisinha para você se proteger. Se outra pessoa é soronegativa e também não tem outras DTS, opção é de vocês.

Agora revelar a sorologia é por sua conta.

So meus pais e médicos sabem, porque eu adquiri por transmissão vertical. E não vejo necessidade de contar, a menos que eu tenha certeza que irei me relacionar para o resto da vida com essa pessoa.

Que mesmo assim tenho minhas dúvidas, afinal o que irá mudar já que eu tomo medicação e eu posso ter filhos ?

Lara
Visitante
Lara

Oi Chloe! Você diz que não conta sobre sua sorologia e que tmb não usa camisinha. Você nunca teve problemas com os ex? Não tenho coragem de suprimir a camisinha… hoje pensei sobre isso, se I=I por que ainda se fala em prevenção combinada com Prep e/ou camisinha ? Alguem mais pensa sobre isso ?

Chloe
Membro
Chloe

Problemas de que tipo ? Transmissão ? Óbvio que não. Se não tem coragem continue usando, mas o preservativo é para evitar outras doenças também certo ? Fora que como há um período de 6 meses que tem que estar indetectável e o tratamento precisa ser seguido de formar correta ainda, então digamos, é melhor pecar por excesso. Essa página teve vários testemunhos de casais sorodiscordantes que não tem relação com preservativo. Se fosse para tomar o TARV e usar camisinha, não estaria sendo dito que indectável=intransmissível, pois se houvesse um risco mínimo de transmissão nenhum orgão internacional propagaria isso.… Ler mais »

Carla
Membro
Carla

Concordo plenamente com vc. JS, vc poderia acrescentar algo mesmo. Obrigada.

Mariah
Visitante
Mariah

Ola! Tenho um relacionamento sorodiscordante. Estamos juntos a 1 ano e 2 mese, não usamos camisinha e não houve contaminação. Meu pensamento é o mesmo que da Chloe, a ciencia estuda tanto, evolui tanto e não iria ser divulgado I=I sem que fosse fato. Contra fatos não há argumentos!

Santos
Membro
Santos

Quero o contato do cara que escreveu , coMo consigo?

Sven
Visitante
Sven

Eu também!

Allpiste
Membro
Allpiste
Sven
Visitante
Sven

Que texto!

Rômulo
Visitante
Rômulo

Oi galerinha, tudo bem com vocês? Gostaria de saber se algum de vocês já fez uso de algum anabolizante para fins de ganho muscular…Estou na dúvida se tomo ou não, tenho medo de haver indicação medicamentosa com os antirretrovirais. Estou pensando em tomar o “Durateston” . Falei com um médico clínico geral e ele disse que se eu quiser ele me prescreve mas ele não sabe de minha sorologia positiva, O que dizem? Algum de vocês tem ou teve alguma experiência com anabolizantes? Desde já agradeço a atenção. Abraços a todos!

Pedro
Visitante
Pedro

Rômulo, eu já fiz uso de anabolizantes. A principal questão é a situação do seu fígado e rins, visto que os antirretrovirais já sobrecarregam muito esses órgãos….
Caso queira tomar, faça com acompanhamento médico.
Não há casos de interação medicamentosa dos anabolizantes com os antirretrovirais.

Rômulo
Visitante
Rômulo

Humm mas você viu alguma mudança no seu corpo com o uso dos anabolizantes, valeu a pena usar?

Pedro
Visitante
Pedro

Romulo, certo que seu corpo irá sofrer mudanças, afinal vc está injetando hormônios…No meu caso, ganhei massa muscular e definição… Pretendo fazer um novo ciclo no meio do ano… No momento estou realizando novos exames pra saber c está tudo ok com a minha saúde….

Fabrício souza
Visitante
Fabrício souza

Romulo, é isso mesmo, pode tomar mas com acompanhamento, de preferência, de um endocrinologista. É importante fazer exames regularmente pra saber como estão os rins e fígado, mas qualquer alteração que ocorra, se for percebida a tempo, pode ser controlada e os anabolizantes suspensos. Usei no ano passado por 4 meses e tive apenas um ligeiro aumento no TGP, uns 4 pontos acima do limite de referência. Quando tive meu diagnóstico perdi muito peso, cheguei a pesar 68 kg e agora após o uso estou com 80 bem distribuídos rs. Os remédios não são tão fortes quanto se imagina, ainda… Ler mais »

Chloe
Membro
Chloe

Criei um canal – https://t.me/joinchat/AAAAAEoCKsOZNY2bhckkkQ

Só criarem conta no Telegram e pronto !

Vida03
Membro
Vida03

Chloe vc não tem e-mail pra gente conversar aliás achei interessante vc criar esse canal pois podemos interagir entre nós trocar experiências parabéns pela sua iniciativa.

Chloe
Membro
Chloe

Baixa o telegram e vamos conversar lá no grupo. =)

Carla
Membro
Carla

Como faz para criar essa conta?

Chloe
Membro
Chloe

Baixa o aplicativo Telegram e bastar ter um chip análago ao Whatsapp.

telma
Membro
telma

Hoje fui buscar o raltegravir e parece que ministerio da saude cortou o medicamento , isso pra mim significa a morte pq nao tenho muitas opçoes de medicamentos nao posso tomar dolutegravir pela intolerancia e alergia comprovadas . So resta deus pra me salvar

Carla
Membro
Carla

Amada, procura o ministério público (promotoria de justiça que possui na cidade onde mora) e faz uma denúncia, com certeza o Promotor entrará com uma ação no mesmo dia.

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Telma, eu posso ajudar você a importar o Raltegravir genérico da Índia a preço de custo, tenho contatos de confiança na Índia. Já importo pra mim o Dolutegravir, tenofovir alafenamide e a lamivudina há quase um ano, e tbm ajudo várias pessoas a importarem. Meu e-mail é rodrigorodrigues4 gmail

Chloe
Membro
Chloe

Raltegravir não pode ser suspenso depois de um tempo indetectável ?

telma
Membro
telma

Raltegravir eu tomo a mais de 6 anos com minha carga viral indetectavel, depois que introduziram o dolutegravir e fizeram uma negociação para baixar os preços do mesmo , acham que todo corpo ira aceitar a nova medicação gestantes e crianças que tomavam raltegravir estao na mesma situação que a minha . PROGRAMA DE MEDICAMENTOS DO MINISTERIO DA SAUDE ESTA FICANDO CADA VEZ PIOR OS PROXIMOS CORTES VIRÃO AOS POUCOS .

Soldadorj
Membro
Soldadorj

Telma

Como ficou a sua situação com relação ao seu medicamento Raltegravir ? Dê notícias…
Força é Fé.

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Envie um e mail para você Rodrigo. Obrigado.

Soldadorj
Membro
Soldadorj

Envie um e mail para você Rodrigo. Obrigado.

Maria
Visitante
Maria

olá

Tham
Visitante
Tham

Boa tarde pessoal, aqui em Indaial SC estamos sem Dolutegravir a mais de uma semana!!! Mais alguma cidade?

+SC
Membro
+SC

Boa Noite, Tham!
Sou de Itapema – SC e aqui sem problema nenhum!

New
Visitante
New

Difícil mesmo recortar toda essa situação que nos envolve. Fui diagnosticado há 3 meses, com 25 anos. O diagnóstico ocorreu devido uma esofagite com Cândida e CMV. (Já podem imaginar o estado da minha imunidade) Comecei o tratamento para cmv e enquanto isso todas as investigações de doenças que poderiam estar juntos. No momento nada foi encontrado. Comecei com o dolutegravir e minha carga viral de 70k foi para 149 em apenas 1 semana e meia de tratamento (refizemos cv e cd4 para descartar uma falha de laboratório), no momento aguardando os resultados pós 8 semanas de tratamento. No meio… Ler mais »

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Vai sim! Daqui alguns meses a sua vida já ter voltado ao normal, é só o tempo dos medicamentos acabarem com esse intruso (ou melhor, deixá-lo aprisionado nos reservatórios), e teu sistema imune se recuperar. O meu CD4 tbm estava baixo, levei quase 1 ano pra me recuperar fisicamente e psicologicamente. Aguente firme amigo, a ciência está evoluindo, daqui a pouco teremos a cura.

Marcos
Membro
Marcos

Rodrigo como tava seu cd4 no início? Tô com cd4 298 e carga viral 14 mil.
Já em uso de dolutegravir/ tenofovir e lamivudina. Estou muito preocupado

Marcos
Membro
Marcos

New como vc tá?

New
Visitante
New

Estou bem melhor… todo aquele desconforto no abdome passou e me sinto melhor… meu cd4 aumwntou significativamente e carga viral ficou indeTECTAVEL Com 8 semanas.

Allpiste
Membro
Allpiste

Agora o texto “recorte o seu hiv” faz mais sentido para você. Releia! Boa sorte New!

Carla
Membro
Carla

Bom dia! Além dos antirretrovirais, alguém aqui toma alguma vitamina, ômega 3 , p aumentar a imunidade? Obrigada

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Depois de quase 1 ano tomando o 3×1 tive osteopenia (perda óssea), hoje já mudei de esquema, mas ainda tomo Vitamina D + Cálcio e ômega 3.

Soldadorj
Membro
Soldadorj

Rodrigo

Qual esquema você está usando atualmente ?

abraços

Helio
Visitante
Helio

Adorei o texto! Está bem atualizado, observa-se que foi feita uma boa pesquisa, houve sim uma dedicação por parte do autor para apresentar conteúdo, pois até o momento não tinha encontrado nada igual na internet e olha que leio bastante (muitos artigos, jornais, revistas inclusive em outros idiomas, enfim gosto de estar informado sobre determinados assuntos). Me considero até um pouco exigente quanto à leitura, pois para abandonar um texto é daqui pra ali, basta apenas um parágrafo sem nenhum fundamento. Eu raramente comento em fóruns de internet embora os leio, mas fiz questão de comentar este em específico e… Ler mais »

Roger76
Membro
Roger76

Helio,

Seja bem vindo aqui no blog. Seu texto ficou ótimo! Sempre que puder escreva aqui para todos leitores deste blog.

Abraços. .

Carla
Membro

Boa noite! Venho aqui para contar a história da minha família, no momento ainda não sei como será o desfeixo. Sou casada há quase 8 anos, tenho uma bb de 01 aninho. Ano passado meu esposo começou a ficar sempre muito gripado, teve dengue em agosto/2017 fez um checkup, incluindo o exame de hiv que deu não reagente, em dezembro ele eu novamente e deu positivo. No momento em que ele foi me contar, disse que teria pego na profissão dele, pois ele havia alguns arranhões e um bandido sangrou e ele pegou dele. Eu acreditei, afinal confiava nele 100%… Ler mais »