Carta de um leitor: Recorte o seu HIV

[dropcap]P[/dropcap]ensar e escrever algo útil em relação ao HIV é, sem exceção, enfrentar uma multiplicidade de questões e problemas. São tantos que não consigo enumerá-los sem ser omisso. Posso exemplificar alguns, os mais comuns, mas nem sempre os mais importantes para você, que ora me lê. Estigma, homossexualidade, história trágica que a doença imprimiu na humanidade, imagens de pessoas como cadáveres adiados, tratamento com muitos remédios diários, efeitos colaterais, expectativa de vida após o diagnóstico, etc.

[dropcap]N[/dropcap]enhuma dessas questões me interessa, isoladamente, nesse texto. Em outros, possivelmente. Vou me dar o direito de, nessa oportunidade, não abordar o HIV do ponto de vista histórico; de não falar dos países que ainda são assolados pela falta de medicamentos; de não falar daqueles casos de resistência viral pela irregular adesão ao tratamento, etc. Vou pular tudo. Apenas nesse texto. Aqui, vou propor um outro exercício mental. Quero recortar o HIV do espaço e do tempo. Quero que você olhe para o vírus, exclusivamente hoje, enquanto seus olhos passam essas linhas, descontextualizando ele de toda sua carregada história pregressa. Vamos olhar sem (pre)conceitos, sem história evolutiva, sem análise da evolução medicamentosa, sem estigma, sem nada. Ele só. O vírus isolado de seu contexto.

[dropcap]F[/dropcap]ui diagnosticado há poucos meses. Não mais do que três. A situação não foi das mais fáceis. Mas qual seria? Vou lhe poupar dos detalhes, nesse texto, mas lhe garanto que ocorreu com todos os requintes e detalhes que permitiriam uma grande dramatização. Com todos os motivos que justificariam uma vitimização eterna e um sem número de lamúrias contra a vida e contra Deus.

Mas… será mesmo uma grande desgraça? Desde o dia do diagnóstico, como é de se esperar, estudei muito sobre o tema. Muito. Até cansar. Agora, estudo cansado mesmo, mas estudo. Sim, é uma necessidade conhecer o que ocorre, para não acabar como na idade média, em que um raio era símbolo de uma vingança divina. Afinal, ninguém tinha no horizonte a possível explicação para o fenômeno. Era um mito, um milagre, uma manifestação ou vingança divina. Era. Sem conhecimento, tendemos a mistificar as coisas (caminho que eu respeito, mas não se aplica à minha interpretação particular sobre a infecção).

Textos em inglês são sempre os mais completos, pois é possível pesquisar países que lideram os estudos científicos atuais sobre a “enfermidade”, como Inglaterra, Estados Unidos e Austrália — embora esse último seja menos adiantado do que a França e Espanha. Aliás, aqui cabe um parêntesis. Durante os estudos, percebi que, na internet, tem muito lixo sobre o assunto. Muito lixo, mesmo. A começar pelas matérias desatualizadas. Assim, se me permite uma sugestão fundamental, selecione no Google o último ano ou o último mês nas ferramentas de pesquisa. Esqueça o resto! Não leia. Artigos de 2016 ou início de 2017 já não mantém qualquer ligação com a atualidade da ciência sobre do tema. Assim, você já conseguirá se livrar de bastante bobagem.

Voltando. Hoje, o que proponho é recortar o HIV do espaço e do tempo. Não vamos olhar sua história trágica, suas vítimas, seus estigmas. Não quero enaltecer sua importância, a partir do seu número tétrico ou da trágica história que cerca essa infecção. Ao contrário. Na análise de hoje, mais consciente e racional do que propriamente humanista, quero olhar para o HIV hoje, agora. Apenas ele. E, nessa tarefa, não posso chegar à conclusão de que ele é uma desgraça. Longe de mim desejá-lo ou subestimar sua gravidade. Não é isso. A questão é que, hoje, o HIV não pode mais ser interpretado pelas pessoas como uma ameaça insuperável, algo absolutamente terrível, uma catástrofe na vida, o fim. Nada disso hoje retrata o HIV de hoje. Aliás, presentificar a trágica história do vírus para mostrar sua importância só colabora com a manutenção do estigma. Daí a proposta desse texto. Recorte o seu HIV e olhe para ele e para você, a sós.

[dropcap]E[/dropcap]u tomo duas pílulas, uma vez por dia. Claro, poderia ser apenas uma pílula se não houvesse a mesquinha, porém inafastável, questão das patentes da indústria farmacêutica. Mas, ainda assim, seriam três compostos em uma pílula — portanto, uma questão apenas estética, uma aparente melhoria. No fim das contas, são dois comprimidos. Não são onze. Não são oito. Não são cinco. Também não estou dizendo que quem toma onze, oito ou cinco está perdido e é o fim. Não. Estou apenas recortando o HIV de sua história para olhar para ele hoje, agora. A própria expressão coquetel perdeu sentido, uma vez que, na minha opinião, só recarrega o estigma. Afinal, só quem trata o HIV toma coquetel, ainda que centenas de outras enfermidades crônicas demandem mais comprimidos diários. Coquetel de uma pílula? De duas? Não me parece adequado e não gosto da nomenclatura; cheira mal, me projeta para o passado, para o ultrapassado.

Ingiro as duas pílulas, com ou sem comida, à noite, antes de dormir, uma vez por dia. Não tenho qualquer efeito colateral. E todas as medicações atuais são assim. Só casos raros terão efeitos colaterais. E, ainda assim, serão passageiros, temporários, durando duas a três semanas. Sim, eu já as tive; mas nada demais. Nada. Uma leve dor de cabeça que não se apresenta mais e que ocorreu eventualmente. Nada que se comparasse à dor de cabeça que já tive inúmeras vezes por excessos durante uma noite de vinho ou cerveja, situação corriqueira antes do diagnóstico.

[dropcap]E[/dropcap]m trinta dias após o início dos medicamentos, fiquei indetectável. Trinta dias. Ou seja, em trinta dias deixei de ter o vírus circulando no sangue, deixei transmitir o vírus, passei a impedir o comprometimento de minha saúde, iniciei a recuperação de minha defesa (de 323 células T-CD4 fui para 516). E olha que, pelos meus médicos, nos quais tenho grande confiança, sou um progressor rápido, pois não tenho a infecção há mais de 3 anos (desde meu último exame negativo) e já estava com uma carga relativamente baixa de T-CD4. Mas vamos adiante. O ponto não é esse.

A questão é que, hoje, ainda que a sua situação seja completamente diferente da minha, cabe ao indivíduo decidir se sua vida será um martírio ou se o HIV será apenas uma pequena parte de sua existência, mas não o todo. Apenas um vírus ou uma vida inteira, que tem infinitas possibilidades e é oceanicamente maior e mais ampla. Cabe a você, e a mim, a decisão de aderir ao tratamento, manter-se ou manter-nos com o vírus suprimido, mudar um pouco da sua atitude em relação a saúde. Ou não. Todavia, reconheço, toda vez que a escolha é dada ao ser humano, há grande pavor. Afinal, a liberdade é, também, amedrontadora. Dá medo ser livre. Ter a escolha é ter a responsabilidade, e isso dá medo.

Quero dizer que o HIV já foi visto também como uma doença do comportamento. Nesse contexto, como posso ficar de bem com a vida, diante de comportamento que é reprovado por todos? (Estigma, preconceito e culpa). Como posso ficar de bem com a vida diante de uma infecção que já foi, no passado, tão grave e tão carregada de preconceito? A culpa, aqui, é inimiga da liberdade e, claro, aprisiona. A pessoa não consegue superar a situação de se culpar e se reconciliar com a vida, porque, apesar de ser livre e ter essa opção, não consegue exercê-la, não supera o autopreconceito e entra no círculo de se auto acusar, julgar e condenar, terminando presa, mentalmente.

Porém, cientificamente analisando, hoje você pode olhar para o HIV com a liberdade de quem está de bem com a vida, pleno e completo. É, amigo, você pode escolher — isso não dá medo?! O amigo poderia me interromper, aqui, com a questão: “mas os remédios, a longo prazo, poderão lhe causar um problema cardíaco, no fígado, nos rins, nos ossos?” Ao que eu me curvo, assentindo, mas observo com as seguintes questões: e naquelas milhões de pessoas que tem hipertensão? E naquelas milhões de pessoas estão acima do peso? E naqueles que estão abaixo do peso? E naqueles que vivem em grandes centros, com poluição diária sendo inalada? E naqueles que estão no campo, entupindo-se de sementes transgênicas? Ou seja, meu amigo, o futuro não é previsível nem para mim nem para ninguém. Nem para o atleta, nem para o sedentário.

[dropcap]E[/dropcap]u sei. O exercício de recortar o HIV pode não ser fácil para aquele que tem resistência viral, quiçá por já sofrer com a infecção desde a época em que a medicação era pesada e sem tanta eficácia. Mas tenho a certeza de que este, se conseguir recortar o seu HIV da história e olhar para ele com atualidade e raciocínio, também sentirá um alívio. Sim, um alívio: a grande parte do peso negativo que a visão do HIV carrega é devido ao olhar que se tinha, no passado, sobre a infecção. Deve-se a uma interpretação que, hoje, é intempestiva, anacrônica, fora da atualidade, passada, ultrapassada.

E digo mais. Se formos analisar o que está acontecendo hoje no universo da pesquisa científica, com avançados estudos clínicos, que apresentam ganhos reais inéditos, seja na posologia (com possibilidade de medicamentos semanais ou bimestrais), seja na cura (seja funcional, seja esterilizante) aí, então, a alívio é ainda maior. CRISPR, anticorpos monoclonais de amplo espectro, técnicas de reversão de latência exitosas, mecanismos epigenéticos, identificação de novas linhas medicamentosas, etc.

Porém, para ser fiel ao propósito inicial desse texto, o objetivo não é olhar para o futuro, ainda que iminente, muito próximo, e nem para o passado. Mas, sim, olhar para o presente. Recortar o HIV e o analisar o hoje. Sem passado e sem futuro, este como esperança. Tire os sapatos. Vamos pisar no chão da realidade. Vamos cuidar da adesão e deixar de lado os estigmas que advém da história, do passado, dos conceitos ultrapassados. Olhe para hoje. Adesão ótima é vida igual. Já temos isso. Aqui. Agora. Amigo, recorte o seu HIV do espaço e do tempo. Vai ser gratificante.

Um abraço.
AJ”

Publicado por

Jovem Soropositivo

Jovem paulistano nascido em 1984, que descobriu ser portador do HIV em outubro de 2010. É colaborador do HuffPost Brasil e autor do blog Diário de um Jovem Soropositivo.

77 comentários em “Carta de um leitor: Recorte o seu HIV”

  1. Maravilhoso! Vou ler sempre que a força quase que “gravitacional” do estigma e do futuro sempre incerto tentarem me puxar para baixo.

  2. E o cérebro? E a capacidade cognitiva, não sou o único a achar que perdi minha eloquência, minha rapidez de raciocínio e até minha inteligência? Acho que outros tb se sentem assim ou estou sozinho? Ademais, se fosse tão tranquilo vc se identificaria, não? E a capacidade de se relacionar pq eu me encontro preso um relacionamento péssimo, que se fosse em outros tempos colocaria ele para correr, mas mesmo sem querer e sem saber ele me passou isso, não tenho magoa. Mas é o relacionamento que não tá dando certo e eu insisto pq não quero me expor para outrem… E a vida social? Eu não consigo beber como antes e ficar bem, no outro dia fico horrivel e isso me impediu de manter minhas relações sociais como antes… Não vamos ser pollyannas, o fardo é grande e a carga é pesada.

    1. Belo depoimento…mas confesso que não é fácil fazer esse “recorte”. Eu tento, falho e tento outras milhares de vezes.

    2. Lucius também estou na mesma situação que a sua igual a pessoa me passou perdoei porém o relacionamento é péssimo quero sair mas é o medo de nós temos de não encontrar alguém e ficamos empurrando com a barriga fora que tenho que aguentar a família dele falar que ele tem a doença pra outras pessoas isso é constrangedor fico triste não por ter a doença pois não tenho tive efeito colateral nenhum estou indetectável desde o 1 mês mas o cargo que vem dela o medo o preconceito isso que é pior do que a doença em si

    3. sim é pesadíssimo, nesses três anos de diagnostico só consegui retornar a quem eu era por agora.; depois de compreender que ok sobre todas as coisas, que não foi karma, desleixo ou culpa, talvez responsabilidade, e ok por isto. Sobre sua falta de eloquência notei um “que” de depressão no seu relato, e sim não sou psicologo, mas estive ai neste lugar; enquanto te escrevo estou tomando vinho também e sobre seu relacionamento abusivo, não fique ai, espero que não viro um velho q deixou de viver e lamentar.

      Te desejo muita paciência lucius, aliás, é o que desejei pra mim e desejo pra todo mundo!

  3. Texto maravilhoso. Parabéns JP pela publicação! Realmente esse blog nos inspira a continuar vivendo e aos poucos aceitando e acostumando com a condição de ser soropositivo. As notícias publicadas aqui supera as vezes a uma consulta com o infecto e funciona como uma terapia.

  4. Gostei da carta. Obrigado por publicar JS.
    Após meu diagnóstico, demorei três anos para iniciar o tratamento (sob acompanhamento do infecto). Hoje percebo que tinha medo do passado, dos efeitos colaterais, do estigma do coquetel.
    Iniciei tarv em 01/01/18, quase nenhum efeito, exceto um cansaço mental na primeira semana. Fiz exames agora e estou indetectável.
    A não ser a chatice de retirar os remédios, e o cara da farmácia é um amor de pessoa, a vida vem sendo normal, como sempre foi, Isso me faz pensar como o autor da carta.
    Vamos deixar de lado os estigmas do passado e olhar para hoje.

  5. Lucius,

    Somos responsáveis pelas nossas escolhas… quando eu me permiti em uma única relação desprotegida fui infectado e olha que cuidei da minha saúde de forma até neurótica… é aos 41 anos contrai o HIV. Temos a opção de desistir ou aceitamos conviver com o HIV e cuidaremos da nossa saúde até que um dia venha a cura. Como você disse “o fardo é pesado”, não é fácil eu sei, o emocional despenca. Desejo melhoras pra sua vida.

    at.

    Roger

  6. É exatamente assim que eu penso! Se todas as pessoas que estão descobrindo a sua sorologia agora pudessem ler see texto seria formidável!

  7. Alguém infectou ou foi infectado pelo parceiro(a), perdoou e continuam juntos? Vejo que lucius e vida03 tem os casos parecidos.

          1. Bom, eu também fui infectado pelo meu parceiro. Estamos juntos há 8 anos. 2 anos e meio desde que fui infectado.

    1. Fran estávamos com 10 anos de relacionamento ele foi meu 2 namorado em 2013 fiz exames tudo normal mas no começo de 2014 ele começou a se sentir mal manchas no corpo perdendo peso chamais iria imaginar isso em set de 2014 fizemos o exame e pra minha surpresa positivo fiz na mesma hora positivo tive que engolir seco contar pra minha mãe e meu irmão únicos da minha parte que sabe e contar pra mãe dele aí a mãe contou pra família inteira isso que me abalou mais no mesmo dia levamos ele no hospital internou ele já tinha perdido 20 k dai descobrimos que não estava com hiv e sim com aids e com 2 doenças oportunistas pra vc ter uma ideia ele estava com carga viral de 2 milhões e cd4 de 120 ficou 30 dias entre a vida e a morte aí vc me pergunta o que eu fiz ? Mesmo com minha dor fiquei do lado dele fiquei mais que a própria mãe que ficava do os fins de semana passou muito mal usou sonda pra mim foi o pior pesadelo mas graças a Deus os enfermeiros e também algumas almas me ajudaram naquele momento tão difícil…a minha infecção era recente a dele tinha mais de 10 anos foi uma sorte eu não ter pego peguei qdo a carga viral dele estava muito alta e imunidade baixa …bom vc me perguntaria hoje como estamos ? Bom não vou mentir perdoei mas o sentimento não é o mesmo não já estávamos bem antes da doença tenho um carinho mas a família dele fica falando pra outras pessoas que ele tem aids até falou pra uma manicure eu não estou aguentando mais essa relação ele é muito parado tudo tá bom quero conversar com ele pq não estou feliz estou empurrando literalmente com a barriga e isso está me matando aos poucos …

      1. Você se refere as pessoas que não conheciam a sorologia e passaram para os parceiros ? Ao meu ver se a pessoa não sabia não há o que perdoar já que não foi intencional.

        Agora se a pessoa não aderia o tratamento é outra historia.

        O mais curioso é quando a pessoa descobre no meio de um relacionamento de longo termo.
        A doença demorou a se manifestar ou a pessoa traiu com alguém que não sabia da sorologia.

        Transfusão é muito improvavel.

        1. Chloe no meu caso foi que ele não sabia com 9 anos de relacionamento tinha feito exames pra engravidar estava tudo ok porém ele não tinha feito não engravidei por outras razões não quiz no momento e no próximo com 10 anos de relacionamento ele começou a ficar mal mas nunca desconfiamos só com teste que veio a notícia hoje estou quase 14 anos de relacionamento e quase 4 de sorologia não é fácil principalmente qdo vc tem parentes do lado dele que vivem falando da sorologia dele pra outras pessoas .

          1. Então a doença pode manifestar em um período de até 10 anos ?

            Mas, nesse período vocês nunca pensaram e fazem exame de rotina mesmo de DST ? No início de relacionamento é meio normal se pedir ou contar se tá tudo ‘Ok’. Mas, me assusta um pouco a doença demorar tantos ANOS para se manifestar.

            Toco nessa assunto porque atualmente, há muita infecção de mulheres da ‘terceira idade’. Porque os maridos traem com alguém que tinha o vírus e passam para as esposas.

            O que ao meu ver é terrível, pois além da traição o cara ainda foi ter sexo sem camisinha ?

            Em ser aberto a sorologia, enquanto não houver uma cura funcional não vejo porque revelar. Eu vou levar comigo esse segredo para túmulo, não vejo motivos para contar. Eu já tive diversos relacionamentos, e depois que termina imagina cada parceiro contar para família/amigos ?

            Simplesmente, pela desinformação da doença. Mesmo com toda fonte de informação Indectável=Intransmissível é só ver nos comentários de rede social as piadas do tipo ‘Jamais me relacionaria/Jamais faria sexo mesmo com camisinha’. Enquanto, outras dsts ou doenças mais sérias ninguém fala nada.

            Enquanto não divulgarem massivamente informação correta sobre o HIV, o preconceito sempre existirá. E mesmo assim, acho que não há necessidade de falar sobre isso se a pessoa não quiser.

            Agora, sinceramente o pessoal da família dele que revela a sorologia eu realmente tomaria medidas juridicas se eles tiveram espalhando esse fato para todos.

            1. Sempre eu fiz pq ele era o 2 namorado deu negativo mas nunca pensei em chamar pois meus exames deram negativo a médica me disse que tive sorte o meu metabolismo ajudou e ele não estava com cd4 baixa e não tinha nenhuma doença oportunistas agora sobre a família não estou aguentando mais estou com nojo falar pra manicure que ele tem aids a sorte que eu descobri q a manicure é amiga de uma amiga minha e me disse isso falou assim ou sua amiga sabe e tá com ele ou ela não sabe terrível e não é a primeira vez isso fora que meu relacionamento com ele tá péssimo to querendo sair dele pois a família dele está me fazendo muito mal

            2. O pior que sim a doença pode demorar em si manifestar o meu infectologista falou isso depende de cada organismo de cada pessoa ele não fuma não bebe fazia exercícios não tinha vícios aí ele me disse também isso que muitas mulheres de terceira idade estão pegando ,pq pensa em 2013 fiz o exame de rotina normal nada aí no começo de 2014 já começa os sintomas nele não do hiv já da aids e eu não percebi tipo manchas dor no baço emagrecimento rápido queda de cabelo tosse seca ele estava com cd4 120 carga viral de 2 milhões descobriu na medula óssea estava com a doença do pombo e outra lá forte eu estava normal eu tinha pegado no começo do ano qdo desencadeou a aids.

          1. Ele faz o tratamento certo ? Então, a vida volta ao normal.

            Curiosidade, vocês não usam preservativo, certo ?

            Em relacionamento sério eu nunca usei. Eu sou indetectável há 15 anos. Mas, confesso que sempre tenho um receio. Porém minha vida sexual é 100% melhor sem camisinha.

            1. Hoje eu uso com ele preservativo por não querer engravidar ,mas me tira uma dúvida se hoje eu conhecer uma pessoa e eu estando indetectável quase 4 anos devo contar e usar preservativos caso entrar em outro relacionamento pq penso em sair desse relacionamento e conhecer outras pessoas mas tenho medo e receio se devo ou não contar e sobre o uso de preservativos num relacionamento?como vc faz ?

              1. Outros relacionamentos usa-se camisinha para você se proteger. Se outra pessoa é soronegativa e também não tem outras DTS, opção é de vocês.

                Agora revelar a sorologia é por sua conta.

                So meus pais e médicos sabem, porque eu adquiri por transmissão vertical. E não vejo necessidade de contar, a menos que eu tenha certeza que irei me relacionar para o resto da vida com essa pessoa.

                Que mesmo assim tenho minhas dúvidas, afinal o que irá mudar já que eu tomo medicação e eu posso ter filhos ?

            2. Oi Chloe! Você diz que não conta sobre sua sorologia e que tmb não usa camisinha. Você nunca teve problemas com os ex? Não tenho coragem de suprimir a camisinha… hoje pensei sobre isso, se I=I por que ainda se fala em prevenção combinada com Prep e/ou camisinha ? Alguem mais pensa sobre isso ?

              1. Problemas de que tipo ? Transmissão ? Óbvio que não.

                Se não tem coragem continue usando, mas o preservativo é para evitar outras doenças também certo ?
                Fora que como há um período de 6 meses que tem que estar indetectável e o tratamento precisa ser seguido de formar correta ainda, então digamos, é melhor pecar por excesso.

                Essa página teve vários testemunhos de casais sorodiscordantes que não tem relação com preservativo.

                Se fosse para tomar o TARV e usar camisinha, não estaria sendo dito que indectável=intransmissível, pois se houvesse um risco mínimo de transmissão nenhum orgão internacional propagaria isso. Não existe isso de meia, ciência os estudos não alegaram isso ? Então é fato.

                Mas, eu entendo. Esse é o meu primeiro relacionamento sem preservativo. Todos os outros eu usei quase sempre.

                .Jovem Soropositivo, poderia acrescentar algo na questão Prep + Camisinha ?

                  1. Ola! Tenho um relacionamento sorodiscordante. Estamos juntos a 1 ano e 2 mese, não usamos camisinha e não houve contaminação. Meu pensamento é o mesmo que da Chloe, a ciencia estuda tanto, evolui tanto e não iria ser divulgado I=I sem que fosse fato. Contra fatos não há argumentos!

              2. Num mundo ideal, com todas as pessoas que vivem com HIV diagnosticadas, tratadas e indetectáveis, a prevenção combinada não seria necessária para prevenir o HIV: o tratamento antirretroviral bastaria.

                Entretanto, a realidade é que nem todos os que vivem com HIV foram diagnosticados e, por isso, não fazem uso da terapia antirretroviral e não estão com carga viral indetectável. Então, a prevenção combinada é importante para quem não vive com HIV e não sabe a sorologia e os cuidados de saúde de todas as pessoas com quem transa.

                Além disso, a PEP, a PrEP e a terapia antirretroviral, protegem contra a transmissão do HIV, mas não evitam outras infecções sexualmente transmissíveis. Nesse caso, um soropositivo que faz tratamento antirretroviral ganha um proteção extra quando faz uso da camisinha também.

                1. Pois é JS! Mas aí vem o MS e diz que a Prep é destinada tmb aos casais sorodiferentes… entende o pq do meu questionamento ?! Acredito na ciência sim, só não entendo a razão de discursos diferentes acerca da mesma questão. E que fique claro, quando penso em suprimir o preservativo é apenas no caso de um relacionando serio.

                  1. Oi Lara! Nem todos os casais sorodiferentes tem o parceiro soropositivo em tratamento ou indetectável ou, ainda, a questão da adesão do parceiro com HIV e o diálogo do casal a respeito disso é deficiente para garantir segurança. Nesse cenário, ao meu ver, oferecer PrEP para sorodiferentes é uma ótima recomendação: é dar a oportunidade que cada um cuide da sua vulnerabilidade, e parar com essa de responsabilizar o outro por isso.

                    1. JS, para casais sorodiscordantes e com união estável e de confiança recíproca, Qual seria o tempo que a pessoa tem que estar indetectavel para retirar o uso do preservativo?

                    2. Carla,

                      Infelizmente não posso responder. Essa é uma pergunta médica a qual quem pode responder é um médico — ou, se você preferir, pode tomar a sua própria decisão a partir dos textos publicados aqui no blog.

                    3. Perfeito! Não havia pensado por esse lado, meu pensamento estava no mundo ideal. Obrigada JS.

  8. Oi galerinha, tudo bem com vocês? Gostaria de saber se algum de vocês já fez uso de algum anabolizante para fins de ganho muscular…Estou na dúvida se tomo ou não, tenho medo de haver indicação medicamentosa com os antirretrovirais. Estou pensando em tomar o “Durateston” . Falei com um médico clínico geral e ele disse que se eu quiser ele me prescreve mas ele não sabe de minha sorologia positiva, O que dizem? Algum de vocês tem ou teve alguma experiência com anabolizantes? Desde já agradeço a atenção. Abraços a todos!

    1. Rômulo, eu já fiz uso de anabolizantes. A principal questão é a situação do seu fígado e rins, visto que os antirretrovirais já sobrecarregam muito esses órgãos….
      Caso queira tomar, faça com acompanhamento médico.
      Não há casos de interação medicamentosa dos anabolizantes com os antirretrovirais.

        1. Romulo, certo que seu corpo irá sofrer mudanças, afinal vc está injetando hormônios…No meu caso, ganhei massa muscular e definição… Pretendo fazer um novo ciclo no meio do ano… No momento estou realizando novos exames pra saber c está tudo ok com a minha saúde….

    2. Romulo, é isso mesmo, pode tomar mas com acompanhamento, de preferência, de um endocrinologista. É importante fazer exames regularmente pra saber como estão os rins e fígado, mas qualquer alteração que ocorra, se for percebida a tempo, pode ser controlada e os anabolizantes suspensos. Usei no ano passado por 4 meses e tive apenas um ligeiro aumento no TGP, uns 4 pontos acima do limite de referência. Quando tive meu diagnóstico perdi muito peso, cheguei a pesar 68 kg e agora após o uso estou com 80 bem distribuídos rs. Os remédios não são tão fortes quanto se imagina, ainda tem uma mídia que mostra dessa forma mas acredito que para evitar novas infecções. E além disso, não esperança q logo surgirão novos tratamentos ainda mais tranquilos, injetáveis e pra usar em intervalos maiores. Seja Feliz e se cuide, não precisa abrir mão de seus sonhos, apenas fazer a coisa com cuidado. E se for fazer o ciclo, conte pro seu infectologista. Mesmo q ele não concorde, eh bom q saiba. De qualquer forma a decisão é sua.

    1. Chloe vc não tem e-mail pra gente conversar aliás achei interessante vc criar esse canal pois podemos interagir entre nós trocar experiências parabéns pela sua iniciativa.

  9. Hoje fui buscar o raltegravir e parece que ministerio da saude cortou o medicamento , isso pra mim significa a morte pq nao tenho muitas opçoes de medicamentos nao posso tomar dolutegravir pela intolerancia e alergia comprovadas . So resta deus pra me salvar

    1. Amada, procura o ministério público (promotoria de justiça que possui na cidade onde mora) e faz uma denúncia, com certeza o Promotor entrará com uma ação no mesmo dia.

      1. Telma, eu posso ajudar você a importar o Raltegravir genérico da Índia a preço de custo, tenho contatos de confiança na Índia. Já importo pra mim o Dolutegravir, tenofovir alafenamide e a lamivudina há quase um ano, e tbm ajudo várias pessoas a importarem. Meu e-mail é rodrigorodrigues4 gmail

      1. Raltegravir eu tomo a mais de 6 anos com minha carga viral indetectavel, depois que introduziram o dolutegravir e fizeram uma negociação para baixar os preços do mesmo , acham que todo corpo ira aceitar a nova medicação gestantes e crianças que tomavam raltegravir estao na mesma situação que a minha . PROGRAMA DE MEDICAMENTOS DO MINISTERIO DA SAUDE ESTA FICANDO CADA VEZ PIOR OS PROXIMOS CORTES VIRÃO AOS POUCOS .

        1. Telma

          Como ficou a sua situação com relação ao seu medicamento Raltegravir ? Dê notícias…
          Força é Fé.

  10. Difícil mesmo recortar toda essa situação que nos envolve.
    Fui diagnosticado há 3 meses, com 25 anos.
    O diagnóstico ocorreu devido uma esofagite com Cândida e CMV. (Já podem imaginar o estado da minha imunidade)
    Comecei o tratamento para cmv e enquanto isso todas as investigações de doenças que poderiam estar juntos.
    No momento nada foi encontrado.
    Comecei com o dolutegravir e minha carga viral de 70k foi para 149 em apenas 1 semana e meia de tratamento (refizemos cv e cd4 para descartar uma falha de laboratório), no momento aguardando os resultados pós 8 semanas de tratamento.
    No meio disso apareceu uma tuberculose ganglionar, que não me adaptei ao esquema básico (já vem o choque), mas sempre levando com a cabeça erguida
    Na última semana estou com forte dores abdominais e feito varios exames nao foi evidenciado nenhuma causa anatômica.
    E nessa semana está sendo difícil recortar toda a situação. Minha cabeça a mil e ao mesmo tempo não pensando em nada. Cheguei a um momento em olhar pro nada e ficar vendo o tempo passar, as vezes o tempo nem passa. Acordo pensando quando vou poder dormir.
    Tento dormir pelo dia mas não consigo.
    No momento resolvi ir atrás de mais ajuda, fora o acompanhamento com psicólogo.
    As vezes penso “será que estou ficando doido?”
    Por sorte tenho toda família apoiando e amigos que estão sempre ao lado. Infelizmente minha vida parou, não consegui retornar ainda para as atividades diárias e terminar a tão sonhada faculdade
    Mas fico pensando “será que decaí? Será que vou sair dessa?”

    Abraços

    1. Vai sim! Daqui alguns meses a sua vida já ter voltado ao normal, é só o tempo dos medicamentos acabarem com esse intruso (ou melhor, deixá-lo aprisionado nos reservatórios), e teu sistema imune se recuperar. O meu CD4 tbm estava baixo, levei quase 1 ano pra me recuperar fisicamente e psicologicamente. Aguente firme amigo, a ciência está evoluindo, daqui a pouco teremos a cura.

      1. Rodrigo como tava seu cd4 no início? Tô com cd4 298 e carga viral 14 mil.
        Já em uso de dolutegravir/ tenofovir e lamivudina. Estou muito preocupado

      1. Estou bem melhor… todo aquele desconforto no abdome passou e me sinto melhor… meu cd4 aumwntou significativamente e carga viral ficou indeTECTAVEL Com 8 semanas.

  11. Bom dia! Além dos antirretrovirais, alguém aqui toma alguma vitamina, ômega 3 , p aumentar a imunidade? Obrigada

    1. Depois de quase 1 ano tomando o 3×1 tive osteopenia (perda óssea), hoje já mudei de esquema, mas ainda tomo Vitamina D + Cálcio e ômega 3.

  12. Adorei o texto! Está bem atualizado, observa-se que foi feita uma boa pesquisa, houve sim uma dedicação por parte do autor para apresentar conteúdo, pois até o momento não tinha encontrado nada igual na internet e olha que leio bastante (muitos artigos, jornais, revistas inclusive em outros idiomas, enfim gosto de estar informado sobre determinados assuntos). Me considero até um pouco exigente quanto à leitura, pois para abandonar um texto é daqui pra ali, basta apenas um parágrafo sem nenhum fundamento.
    Eu raramente comento em fóruns de internet embora os leio, mas fiz questão de comentar este em específico e pelo jeito vai ser “textão” e ficaria feliz se alguém ler ou comentar algo.

    Na verdade nem sem sei ao certo por onde começar. Já pensei em escrever um diário, fazer um blog mas como exige uma dedicação para isso, alimentar a página etc etc resolvi então não fazer, visto que exigem uma certa disponibilidade aliada há uma boa quantidade de materiais na internet (blogs, vlogs, canais e etc) relacionados sobre o assunto, enfim desisti.

    Concordo com o autor, que tem muitas informações ruins na internet que em vez de esclarecer faz é confundir ainda mais, portanto, o cuidado na hora de selecionar algo pra ler.
    Tenho 30 anos e me considero uma pessoa esclarecida, não sobre somente HIV como também política, economia etc etc. Sou pós graduado (não por isso) mas é por estar gostar de ler, de me sentir obrigado a estar informado o tempo todo.
    Para muitos que lê isso, vai soar contraditório, a palavra certo poderia ser irresponsabilidade e muita. Descobri minha sorologia recentemente, final de dezembro/2017 (falei para a médica infectologista “Que belo presente de natal! em tom de sarcasmo, afinal, eu adoro uma ironia”. Não, não foi um acidente, não teve camisinhas estouradas (hoje em dia quando se vai fazer a consulta e de repente você dialoga com alguém, se vê tanto gente falar em camisinhas estouradas. Que tanto de camisinhas estouradas são essas? Sei.. anram.. senta láí! No meu caso, não… não foi acidente eu sabia que estava fazendo e sabia dos riscos e o que isso poderia acontecer. Tive parceiros fixos por alguns anos, fui casado duas vezes, após o relacionamento indo tomando forma isso depois de alguns meses, fomos abrindo mão dos métodos contraceptivos, as vezes transávamos com camisinha, às vezes não e isso de fazer sexo sem proteção foi se tornando um hábito, quase como um vício, até o momento de abandonarmos de vez. Sim, eu sabia que estava exposto ao risco, nunca pedi fidelidade a esses dois parceiros e sim que usassem camisinhas quando não fosse comigo (fazíamos teste de HIV a cada 06 meses a 01 ano). Gostava de transar sem camisinha sim, me dava mais tesão, achava mais gostoso, parecia ser mais forte do que eu, essa vontade louca. As vezes quando colocava o preservativo tinha uma certa dificuldade de manter ereção quando não broxava. Deveria ter um plano B pra quem não quer ou não gosta de usar camisinha não?. As Preps e PEPs há uns três ou dois anos atrás não era tão populares com agora apesar de serem limitadas. Conforme íamos abrindo a relação, na hora do sexo, embora feito um contrato de usar sempre camisinha, teve momentos que era mais forte, era uma coisa louca, eu com a camisinha no bolso ou não na mão e as vezes não usava ou só usava quando o parceiro exigia ai sim não tinha como recusar, embora nunca forcei a ninguém. Mais uma vez, pode estarem se perguntando. Como alguém tão esclarecida faz isso com sua própria vida? Não tem amor a si próprio? Por que essa auto flagelação/multilação? Bom, sou uma pessoa bem resolvida quanto à minha orientação sexual, me considero fisicamente atraente, tenho um auto-estima elevada, tenho instabilidade financeira, moro só, adoro viajar, malhar e baladas essa última principalmente. Depois do diagnóstico, houve um choque, mas não tão grande assim, já era algo quase que esperado. De certa forma foi algo “libertador” adquiri isso logo de vez para poder repensar ou iniciar um novo ciclo na minha vida. Na minha primeira consulta com a médica, o que me deixou mais assim, foi a questão do social,o estigma, já que estou numa unidade de saúde que é referência para estes casos. E se alguém me ver? Já que sou tão baladeiro, um vai falar para o outro e outro para o outro e assim vai e não vou ficar com mais ninguém, isso existe e comprovei com certos baladeiros de plantão. Na verdade são uns hipócritas, se falar a sua condição de ser soropositivo, muitos dizem que não ficariam, mas se omitir tal condição poderia rolar. É muito comum nas conversas, dizerem: fulano de tal é “carimbado”. E quando fui fazer o meu primeiro exame, mais uma vez, fiquei com uma certa aflição de um conhecido me ver, ninguém da minha família sabe e nem pretendo contar, não tenho essa necessidade toda de contar, apenas um amigo sabe da minha condição, então pra mim o problema sempre foi o social, os estigmas, que se traduzem numa total ignorância das pessoas. O exame foi realizado. no final de janeiro de 2018 e minha contagem de CD4 estava em 349 (relativamente baixa) e a carga viral segundo minha infecto “média”, Pra mim ser soropositivo é só uma condição, não me interferiu em nada, quase não tive efeitos colaterais, nunca deixe de fazer as coisas que gosto e só realmente me reforça que tenho HIV quando vai chegando a meia noite que é a hora de tomar a medicação. É chato? é! Ter que tomar remédios todos os dias para o resto de suas vidas , pior era se não estivesse essa opção e até que encontre uma possível cura que eu acredito e muito. Portanto, a vida sob outro prisma com um pouco mais de que cuidados e disciplina. Continuo indo as baladas, bebo socialmente principalmente vodkas e cervejas, nunca usei drogas (nem as famosas balas que fazem sucesso nas baladas que todos meus amigos tomam e eu continuo resistindo) nem se quer já fumei maconha, usei anabolizantes, enfim sou careta mesmo, podem dizerem, não me importo, mas isso não vêem o caso, nada contra quem os use.
    Enfim, estando com HIV até me deu mais forças, novos planos, um novo sentido, pois quero viver e muito. Sei que não é mais uma sentença de morte como muitos anos atrás, muita gente prefere estar com HIV do que ter um câncer por exemplo, é uma comparação tosca, não se deve banalizar. Reconheço meus erros, não julgo as pessoas, não me culpo e nem ponho a culpo aos meus parceiros e se estiver algum efeito colateral vou compreender perfeitamente, enfim, é um vírus… e vírus se transmitem e se reclamarem que o governo gasta muito para oferecer esses remédios gratuitamente, diria que os impostos que eu pago é para isso também, pois na ausência ou falta de eficácia de politicas publicas voltadas a determinados grupos ou vulneráveis poderia amenizar a situação, tipo se investisse antes, não teria que gastar dobrado depois, cujos dirigentes saqueiam o Estado diariamente com tanta corrupção porque não prevenir o seu povo ou cuidar dos seus doentes? Não falo por mim e sim para a população em geral e não falo só das infecções do HIV e sim de certas epidemias que assola o país como por exemplo, a da febre amarela que já estava extinta.

    Obrigado a todos(as) que lerem. Pra mim, foi um prazer imenso de contribuir, foi a forma que encontrei para desabafar, precisava escrever, precisava contar isso.

    Good Vibes!

    1. Helio,

      Seja bem vindo aqui no blog. Seu texto ficou ótimo! Sempre que puder escreva aqui para todos leitores deste blog.

      Abraços. .

  13. Boa noite! Venho aqui para contar a história da minha família, no momento ainda não sei como será o desfeixo.

    Sou casada há quase 8 anos, tenho uma bb de 01 aninho. Ano passado meu esposo começou a ficar sempre muito gripado, teve dengue em agosto/2017 fez um checkup, incluindo o exame de hiv que deu não reagente, em dezembro ele eu novamente e deu positivo.

    No momento em que ele foi me contar, disse que teria pego na profissão dele, pois ele havia alguns arranhões e um bandido sangrou e ele pegou dele.

    Eu acreditei, afinal confiava nele 100% e fiquei totalmente ao lado dele, porém senti muito medo de também estar, mas o medo maior era minha filha ter contraído pela amamentacao.

    Mas Deus estava olhando por nós e já fiz uns 4 exames e graças a Deus segue dando não reagente.

    Porém mentira tem perna curta,
    Certo? Fiquei com a pulga atrás da orelha, achava essa história de ele ter
    Contraído através de arranhões muito estranha e seguia orando a Deus para me mostrar a verdade.

    É um belo dia resolvi ir a um infectologista sozinha e perguntei sobre a forma de transmissão e ele disse que da forma q ele me contou seria impossível e eu com toda a certeza fui indagar o meu marido.

    Resultado : como temos buscado muito a Deus, ele disse que estava se sentindo muito incomodado por Deus e resolveu me contar toda a verdade.

    A verdade é a seguinte: ele me traiu algumas vezes durante a gravidez e após a minha bb ter nascido e não usou camisinha com nenhuma e adquiriu o hiv.

    Confesso que estou destruída com a verdade, ainda não sei oq irei fazer, sigo aguardando a resposta de Deus.

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