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Venezuela sem antirretrovirais

A ANAIDS – Articulação Nacional de Luta contra a Aids, manifesta o seu apoio aos cidadãos e às cidadãs da Venezuela em virtude da crise humanitária que esse país vem passando e pede ao governo medidas para o acolhimento dessas pessoas.

A carta foi dirigida às instituições listadas abaixo:

UNAIDS – Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids;
OPAS – Organização Pan-Americana da Saúde;
ACNUR – Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados;
GNP+ Rede Global de Pessoas Vivendo com HIV/Aids;
Ministério da Saúde do Brasil – Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das ISTs, do HIV/AIDS e das Hepatites Virais; e
Governo de Roraima.


 

Prezados Senhores e Senhoras,

A ANAIDS, Articulação Nacional de Luta Contra a Aids, colegiado que reúne os Fóruns de ONGs/AIDS dos Estados do Brasil, Redes e Movimentos de Pessoas Vivendo com HIV/Aids, está extremamente preocupada com a situação da República da Venezuela, notadamente no que se refere ao acesso à saúde e em especial à assistência e prevenção do HIV/Aids.

Além das notícias publicadas cotidianamente, chama-nos a atenção a quantidade de refugiados venezuelanos que cruzam a fronteira, em especial no estado de Roraima, demonstrando a grave situação que atravessam os venezuelanos em geral, pressionando o sistema de saúde, assistência social, e de educação das cidades brasileiras da Região Norte.

Por tratar-se de uma crise sabidamente humanitária precisamos dedicar maior seriedade, já que as demandas do capital têm produzido pobreza, doença e miséria não apenas na Venezuela mais em todo o mundo. Os refugiados são pessoas que estão migrando para o Brasil, não por desejo próprio, mas sim em função de diversos e complexos motivos ligados a questões de crise política e econômica em seu País.

Sendo este, um fato já de conhecimento global, cabe a nós a preocupação em especial sobre a interrupção dos tratamentos com antirretrovirais junto à população soropositiva. O cessar desta política acarretará uma rápida deterioração da saúde das pessoas que dela necessitam. Estima-se atualmente haver mais de 80.000 pessoas vivendo com HIV/aids (PVHAs) na Venezuela, o que nos remete a entender que a situação das PVHAs, não se trata de uma questão isolada, mas está diretamente introduzida num quadro de enfraquecimento geral da saúde pública no País, onde 80% desta população não estão sendo tratadas, o que coloca o país entre os piores do mundo para soropositivos.

Diante do exposto acima, solicitamos ao Poder Executivo do Brasil e aos governos dos Estados brasileiros, em especial o de Roraima, que façam todos os esforços possíveis para acolher estes refugiados e prover suas necessidades, incluindo as de saúde, já que a maior parte das famílias recém-chegadas estão vivendo em situações precárias, compreendendo questões relacionadas à segurança física, falta de documentação, violência sexual e de gênero, exploração de trabalho, abusos de autoridade, falta de moradia, configurando por consequência, uma total inacessibilidade a direitos e serviços básicos de uma forma geral. É, neste sentido, que nos posicionamos e questionamos quais medidas e encaminhamentos o Brasil tem adotado acerca do assunto, garantindo respeito integral aos direitos humanos dos migrantes e seu pleno acesso aos serviços.

O povo brasileiro é acolhedor e formado por várias ondas históricas de imigrantes e certamente apoiará as iniciativas, com a certeza de que as medidas adotadas tenham caráter igualitário e não ameacem o direito da população brasileira no que tange ao acesso a serviços sociais e de saúde dos quais necessitam.

Por fim, ressaltamos que a ANAIDS coordena um movimento pautado pela solidariedade como premissa geral para combater o HIV/aids. As populações vulneráveis ao HIV/aids e as pessoas com HIV/aids sabem o que é sofrer estigma e discriminação. Não podemos permitir que à penosa situação que atravessam nossos vizinhos, devido a postura do Governo venezuelano em resposta as sanções econômicas capitaneadas pelos Norte-americanos, seja acrescentada a discriminação por procurar em outro país, o bem-estar que infelizmente não conseguem encontrar na sua nação.

Certos de que a crise venezuelana passa a ser desta maneira nossa também, colocamo-nos à disposição para colaborar no que estiver ao nosso alcance.

Assinam a carta:

Carla Diana e Carla Almeida
Secretaria Política

Georgina Machado e Fábio Dayan
Secretaria Executiva

Thania Arruda
Secretaria de Comunicação

 

ANAIDS – Articulação Nacional de Luta Contra a Aids
articulacao.nacional@gmail.com
(18) 98102-4787


Fonte: Gestos em 16 de fevereiro de 2018
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Jovem paulistano nascido em 1984, que descobriu ser portador do HIV em outubro de 2010. É colaborador do HuffPost Brasil e autor do blog Diário de um Jovem Soropositivo.

133 comentários

  1. Caio PE diz

    Aqui todos devem ficar vigilantes e “botar a boca no trombone” se faltar medicação nas cidades de cada um. Denuncie na TV, rádio, jornal, secretaria de saúde … É um direito de todos !

  2. Truvada Saves diz

    “O povo brasileiro é acolhedor e certamente apoiará as iniciativas” . Bom, ninguém me perguntou se eu apóio nada disso, afinal esse tal apoio demandará meu dinheiro e dos demais contribuintes brasileiros. Alguém aí foi consultado? Se tivéssemos os recursos para ajudar outros países , depois atendidas as necessidades dos brasileiros, seria perfeito. Mas eu temo que não tenhamos. É preciso ter mais rigor e racionalidade com o gasto público, o que estas ONGs, notadamente de esquerda, raramente tem.

    • Carlos diz

      Sejamos solidários, sim com nossos irmãos. Nao de patria, mas de patologia. Ou voce gostaria de ficar sem seus remédios? Pessoas morrem diante disso e temos sim que ter empatia com as pessoas que estao vivendo essa angustia, mesmo porque nao estamos livres de viver isso futuramente. Mais amor. Menos egoismo. Nao se trata de esquerda e direita e sim de pessoas.
      Mesmo pq pré- candidatos da chamada “direita” (vulgo bolsonaro) ja se opôs com relação a distribuição dos nossos remédios de forma gratuita pelo SUS (pesquise no youtube). Então amanha ou depois pode ser você a migrar a um pais buscando continuar viver.

    • Alex diz

      Tá te faltando remédio? Imagino que não. Então ok.

      Há algum tempo, em alguns locais bem específicos, até houve a falta, mas ao que dizem, por erros de logística, o que não é aceitável, mas explicável pela burocracia e o nível de “eficiência” dos órgãos públicos e políticos do Brasil, bom que talvez tenham aprendido pra não errar mais nessa logística.

      Independentemente de ser um brasileiro ou não, se está no Brasil, por que não receber a mesma medicação? Muito provavelmente são tão poucos casos comparados com a imensidão do Brasil que nem vai fazer diferença significativa. Aí podem citar “ah, mas somos nós brasileiros que pagamos impostos”, ok, eles também pagam, se estão no Brasil em algum momento vão consumir algo e automaticamente também estarão pagando impostos. Além do que, é esperável que se um brasileiro estiver em uma democracia razoavelmente eficaz, com sistema público de saúde também universal, também deve receber o mesmo tratamento. Então é preferível tratar como gostaria de ser tratado.

    • Sorocaba diz

      Nao devemos ser covardes e simplesmente virar as costas para refugiados por medo que nos falte medicamentos, pelo motivo de que o dinheiro de nossos impostos estarem ajudando “seres humanos necessitados”.
      Que isso que está acontecendo na Venezuela na verdade nos sirva de lição, de como um governo eleito na Venezuela, pode derepente, acabar com tudo o que já foi conquistado pelas pessoas que realmente lutam pelo direito ao tramento para o hiv.
      Está mais do que claro que o que realmente esvazia o dinheiro publico, arrecadado por impostos e para recursos como por exemplo o de compra de remedios caros para hiv, são má gestão junto com políticos corruptos. Esses sim acabam com os dinheiro dos nossos impostos. E isso sim eh que deve ser combatido.

  3. Ney diz

    Apoio incondicional ao portador de HIV independente da nacionalidade. Sou portador e sei as dificuldade que passo. Imagina na Venezuela com toda crise. Sou portador sou contribuinte. No que depender de mim tem sim o aval. Sim sou de esquerda. Ficar indiferente e tornar egoísta ante uma pessoa igual a mim jamais farei isso. Hoje são eles que passam por essa situação. Será que amanhã não será eu? Lutemos não apenas por nós. Lutemos por todos. Pelos gays crianças mulheres grávidas etc sabemos que o HIV não tem preferência por raça ou etnia. Parabéns às ONGs envolvidas que estão lutando em favor do povo Venezuelano. Lembremos que se temos hoje remédios gratuito e mais qualidade de vida foi porque há tempos atrás estás mesmas ONGs lutaram por este direito. Obrigado pelo post e vamos a luta companheiros e camaradas. Valeu

    • SAR diz

      Carlos e Ney,

      Parabéns pelo belíssimo comentário. Eu, compartilho da mesma opinião de vocês.

      Abraços!

    • Jorgito diz

      Perfilho inteiramente o pensamento externado pelo Ney e pelo Carlos. Sim, me solidarizo inteiramente com os irmãos de patologia Venezuelanos. Nesse nosso país assolado por tanta corrupção e safadeza, me sinto ainda renovado em meu patriotismo quando percebo que somos um povo solidário. Me orgulho disso. Não irão faltar medicamentos para nenhum de nós. E como foi dito, os Venezuelanos que forem integrados em nossa sociedade irão pagar seus impostos normalmente. Mesmo porque grande parte dos tributos estão embutidos em qualquer bem de consumo.

  4. Falando um pouco de politica .quem desses candidatos seria melhor pra nós soro positivo? Eu to meio perdido

      • SC diz

        Só para constar, esse mesmo PT apoia o regime que deu origem à crise humanitária na Venezuela. Curioso.

        • Com Fé diz

          Apóio a distribuição dos medicamentos, em que pese o custo. Percebam, contudo, que ao final do carta, eles culpam o bloqueio americano e não as decisões equivocadas do próprio governo venezuelano pela crise. Típico, infelizmente, de algumas instituições de esquerda. Lembremos que PT, PC do B e outros apoiaram incondicionalmente os regimes de Chaves e Maduro, que implementaram governos totalitários, restrição de liberdades individuais, desapropriação de empresas, controle da imprensa e do judiciário.

    • Alex diz

      Não é mt bom cair no possível erro de imaginar que existe um candidato melhor, quase nenhum se posiciona sobre o assunto diretamente.

      Não votaria em candidatos com políticas desconhecidas e extremistas, como Bolsonaro, porque embora achar ser improvável que ele iria cometer a barbaridade de diminuir o acesso aos medicamentos, ninguém sabe o que ele poderia querer mudar estando naquela posição.

      Então prefiro escolher uma opção já testada (como PSDB, que foi referência no programa de HIV na gestão do FHC, com o ministro José Serra) ou alguém que tenha cautela ao se posicionar em questões sensíveis, o que demonstra que dificilmente iria tomar uma medida drástica pra pior. De qualquer forma, o importante é que tenha capacidade de gestão, pra que não falte dinheiro mesmo havendo boa vontade em fornecer medicamentos.

  5. Truvada Saves diz

    Eu não disse que não apóio a iniciativa. Só disse que não fui consultado, e é incrível como a esquerda gosta de usar o “eu” como se fosse o “nós”. Disse ainda que o gasto é público e merece rigor. Menos ideologia e mais razão!!!

    • AmigoSp diz

      Quem vc pensa que é pra ser consultado?
      Hahahahah faça-me o favor né hahahaha

  6. Tiago2 diz

    Eu apoio que ajudemos sim!!! Só não apoio irresponsabilidade com o dinheiro público!!! Penso que ajude, mas racionalize pra não virar bagunça.

  7. Alex diz

    Eu já tinha lido sobre a situação da Venezuela, de escassez de vários recursos, só não sei se de fato pessoas que possuem HIV não estão mais tomando a medicação. Porque se isso ocorre, é o mesmo que abreviar uma vida, o que seria um absurdo aceitar que em 2018 alguém passe por uma situação assim. O Brasil, mesmo com todas suas falhas que possam ainda existir, é um país que segue, ou tenta na medida do possível, a universalidade do oferecimento de tratamento de saúde, ou seja, não importa a origem, condição social, cor, raça, sexo, etc, se um residente no país necessita de um remédio e existe remédio disponível, a ele será dado. Que essa política seja seguida também para os que aqui venham a passar, assim como diversos outros países seguem políticas semelhantes quando um brasileiro vai lá morar, como a Argentina, por exemplo. Um dia somos “nós” que estamos dando, mas no outro dia pode ser que sejamos nós que precisemos.

    E a quem acha que isso pode prejudicar o tratamento dos brasileiros nativos, acho que o número de estrangeiros que passam por aqui e necessitam disso é tão ínfimo que não devem representar número significativo quando comparado a todo restante da população. Cada tratamento de hiv, ao que soube, custa cerca de 30 reais mensais para o governo brasileiro, o que são 30 reais pra preservar um vida? Imagino que pra muito que possuem uma condição razoável, não precisa nem ser abastado, isso daí não representaria um grande peso, e muitos tbm, se assim fosse possível, doaria do próprio bolso pra ajudar o outro que passa pelo mesmo problema.

    No Brasil, talvez pra evitar um uso descabido e irresponsável, que poderiam agravar os casos, não permite a comercialização de alguns medicamentos, aí tudo tem que ser pego no sistema público, mas existem outros países, como a Índia, que é de onde o governo brasileiro compra os medicamentos, que permite a comercialização desses remédios, enquanto essa situação na Venezuela durar, se tiver alguém precisando e sem condições, acho que muitas pessoas abastadas ou mesmo com poucos mas suficientes recursos, se disponibilizariam para doar para um outro humano (não importando aqui o país de origem) pra garantir sua vida.

    Como disse, não sei se de fato pessoas estão morrendo na Venezuela porque não estão conseguindo remédios pra HIV, o que parece surreal imaginar num país tão próximo, mas caso sim, isso é inadmissível. Que as ongs que atuam com isso se manifestem, se juntem, e tentem fazer algo, nem que pra isso seja necessário replicar algo semelhante ao “Clube de Compra Dallas”, um bom filme, pra quem ainda não assistiu.

  8. Olá! Recebi o primeiro resultado de carga viral e contagem de cd4/cd8. O infecto só verá em abril. Alguém sabe me dizer se essa relaçao do cd4 com cd8 tá baixa?
    Detalhamento do exame:
    Carga viral: não detectado | cd4: 915 – 24,55% | cd8: 1874 – 50,29% | cd4/cd8: 0,49 | cd45+: 3726

    Obrigado e um abraço a todos!

    • Caio PE diz

      CV indetectável: ótimo
      CD4 = 915: excelente (acima de 500 já é bom)
      CD4/CD8: razoável. Mas com o tempo essa relação tende a subir (quanto mais alto melhor).

    • Tiago2 diz

      Os teus exames estão ótimos!!! Estou em tratamento há sete meses e até dezembro não tinha chegado nem em 200 o meu CD4. Fica tranquilo que estás bem na foto!!!

  9. Lesly diz

    Melhor candidato para soropositivo

    Huck SE for condidato EM PRIMEIRO LUGAR
    FHC ou quem ele indicar – EM SEGUNDO LUGAR pois afinal todo o sistema de tratamento e prevenção do hiv hoje foi desenhado pela equipe do FHC , sem eles seria muito mais complicado.

    LULA E DILMA FIZERAM OS MAIORES E CRUÉIS CORTES NAS CAMPANHAS DE PREVENÇÃO E AGILIDADE DE DIAGNÓSTICO DE HIV ( NÃO A TOA A DOENÇA VOLTOU COM TUDO ).

  10. henrique diz

    Apoiem lula e façam esse país se tornar uma Venezuela, que por sinal ja estamos a beira do caos.
    Sobre a reportagem onde ja se viu um país arreganhar suas portas pra qlq pessoa entrar? Os EUA que estao corretos, seus representantes governam para os americanos. Governo brasileiro esquerdista nao consegue dar o mínimo de conforto para seu povo nativo e quer acolher gente de fora. Coisa mais sem lógica. Cada país com seus problemas e pronto acabou!

  11. Positivo Ce diz

    Duvida

    Estou há dois meses tomando a nova medicação. Essa semana farei os exames pra saber como estou.
    Minha eh a seguinte: no primeiro mês, eu percebi que meu peso aumentou um pouco. Agora nesses últimos dias, percebi que estou perdendo peso. Alguém já passou por isso? Eh normal essa oscilação de peso?

    • Paulo diz

      Essa oscilação acontece com qualquer um, não pense que é por conta do hiv nem da medicação. Fica de olho na tua alimentação e atividade física. Bjs

    • John diz

      Positoco CE, você continua se alimentando da mesma forma que antes? Quando eu estava sem tratamento eu perdia massa corporal ao longo do tempo. Para ter uma ideia meu “peso” era de 49 kg. Despois que descobri e comecei a terapia de ARV não engordei de imetiado. Depois de 6 meses foi que comecei a engordar. Um detalhe, já troquei duas vezes de medicação. Essa última que me dar mais fome. Estou na casa de 56 kg. Mesmo com fome, continuo me alimentando como antes, de 4 ou 5 em 5 horas. Faço uso Darunavir+ Ritonavir+ Tenofovir+Lamivudina.

  12. Lesly diz

    Ney querido,

    O voto é livre, intransferível e secreto. Você vota em quem vc quiser, eu apenas respondi uma pergunta colocando a minha opinião. Mas reforço que não pedi para ninguém deixar de votar no seu candidato por conta da minha opinião , MAS se vc quiser analisar os fatos sem paixões partidárias, pegue parte do tempo que vc passa aqui e vá atrás de boas fontes de informações sobre o assunto, aqui tbm tem muita informação importante do desserviço que os governos LULA E DILMA fizeram para os portadores de hiv em especial através do ministro PADILHA.

  13. Sol diz

    Inacreditável como há pessoas que ousam imaginar em não distribuir retrovirais para quem quer que seja. Ainda fico estarrecido com esse tipo de raciocínio. Como fico preocupado quando alguém, um soropositivo que depende do estado para sobreviver, esbraveja contra as políticas públicas aprofundadas na área da saúde na era Lula (e iniciadas com FHC e o ministro Jantene – e não o Serra como mencionado). Gostaria de alerta-los que , independente do próximo presidente, teremos de lutar por essa política que nos mantém vivos, pois o império da estupidez e do ódio parece estar vencendo.

    • binhomais diz

      Eu não dependo do Estado. Ele me obriga a depender dele. Eu preferiria poder comprar meus remedinhos sem ter que me expor na farmácia do SAE.

  14. Ney diz

    Ministro Padilha grande ministro da saúde. Pelo depoimento de funcionários do CTA na era petista não faltava medicamentos. Padilha foi do movimento dos médicos sanitárista e atuou como médico aqui na Amazônia antes de ser ministro. Mas não se preocupe lesly no retorno petista ou algum de esquerda serei o primeiro a cobra que as políticas relacionados aos portadores de HIV sejam mantidas e melhorada aliás sempre faço minha parte pois durante este governo golpista faltou medicamentos e eu fui um dos que denunciou no ministério público federal. E também movimentos sociais que dão apoio ao portador de HIV também compraram a briga na minha cidade. Mas outubro se aproxima novos tempos virão. Assim a época petista havia vários projetos dentro da comunidade LGBT de combate ao HIV e educação sexual mas com o governo golpista aliado do PSDB tudo isso desapareceu. É poderíamos discutir décadas sobre esquerda e direita. Mas sinceramente prefiro aguardar aguardo outubro pacientemente…

  15. Sorocaba diz

    bom eh sim as pessoas realmente estao morrendo de hiv na Venezuela como acontecia nos anos 80. mesmo pessoas que se tratavam a anos e agora estao em leitos onde estao sucumbindo ou jah sucumbiram as doenças causadas por estarem no estagio de aids. sério isso realmente me tirou o sono e fiquei um poco assustado pois mostra claramente como eh possível essa segurança do tramento que agente tem mudar de uma hora pra outra por causa de uma situação política e economica de um país. vi uma materia onde um jovem de 21 anos em um leito jah com as manchas escuras na pele causada pelo avanço da aids em seu corpo implora pelo remédio que ele sabe que existe e nao tem como toma-lo. Ele diz que eh muito jovem pra morrer. isso me cortou o coração e ao mesmo tempo me deu um profundo medo de um dia passar o mesmo no Brasil. principalmente quando caras como esse bolsonaro ronda o nosso país pra se tornar presidente. ele eh um cara que ja afirmou que vai lutar pela maioria e que nao vai lutar pela minoria. Bom nós soropositivos somos minoria. Segue o link da entrevista que vi e se sentir q vc vai ficar aflito como eu fiquei melhor nao ler:

    Para os pacientes com HIV na Venezuela, a falta de remédio “uma sentença de morte”
    A crise econômica da Venezuela deixou o sistema de saúde do país à beira do colapso. Em meio à falta de medicação, os pacientes com HIV estão sucumbindo a infecções secundárias, apesar dos melhores esforços dos médicos.

    http://m.dw.com/en/for-venezuela-hiv-patients-lack-of-medicine-a-death-sentence/a-42592193?xtref=https%253A%252F%252Fwww.google.com.br%252F

    • Sorocaba diz

      A matéria acima eh da Deutsch Welle uma respeitada empresa do setor de Jornalismo Alemã e ela tb tem na tv por assinatura.

  16. Sorocaba diz

    ainda sobre o que postei acima segue uma boa matéria do G1 que mostra 14 candidatos a presidência e um pouco de seu histórico polico e mostra tb os que jah tem alguma investiçao criminal.
    eu achei que tira um pouco essa neblina que pra mim existia sobre em quem votar e que pode favorecer quem tem hiv.

  17. Paulo diz

    Sorocaba,

    Nunca pensei que fosse existir a possibilidade de votar no Fernando Collor

  18. Fábio Soares diz

    Muito triste isso tudo que os cidadãos venezuelanos estão passando.
    Torço para que minha singela contribuição mensal ao MSF chegue a essas vítimas do HIV.
    Vamos contribuir como podemos amigos; doe o seu tempo para os necessitados, um valor mensal à uma instituição séria ou ainda faça uma visita às pessoas doentes. Não dá pra ficar só lamentando e reclamando. Vamos botar a mão na massa!

    Vida longa a todos nós. Ótima semana amigos!

  19. Rômulo diz

    oi gente, bom estou em tratamento a quase um ano e nunca tinha gripado mas essa semana uma tosse brava me pegou e com secreção, tenho medo de ter baixado minha imunidade e de virar algo pior sei lá, quando a gente é soropositivo tudo preocupa. No meu último exame de CV ainda não estava indetectável mas acredito que eu já esteja… O que vocês sabem e tem experiência sobre isso? Já ficaram gripados também após o diagnóstico? O que devo fazer?

    • AnonimoFer diz

      Não fiquei gripado desde o inicio do tratamento, estou pouco mais de seis meses de com o DTG.. consulte seu médico.
      Tenho andado preocupado nos ultimos dias por ser HIV+.
      A tempos não me incomodava, quase 3 meses.
      Mas deve ser por causa de turbulência no meu relacionamento ou a chegada de consulta ao infecto..

    • SAR diz

      Oi Rômulo,

      Fui diagnosticado em setembro/2016 e iniciei o tratamento em outubro/2016. Até então não havia ficado gripado, porém na semana passada comecei a sentir os sintomas clássicos da gripe, inicialmente, me preocupei mas tomei um antigripal e vitamina C. Bastou uma cápsula de antigripal e vitamina C para que os sintomas desaparecessem. Mas cada caso é um caso e persistindo os sintomas, procure seu infecto.

      Abraço!

  20. telma diz

    Infelizmente fui buscar meus medicamentos e o medicamento raltegravir estava em falta , então nao é essa maravilha toda a distribuição .Graças a deus sempre deixei um de reserva ,ainda pediram se eu nao tinha um frasco pra dar.Tambem nao tinha outro medicamento, dependendo de quem for eleito acho que vai afetar muito a distribuição de medicamentos sim . Principalmente se a crescente contaminação continuar. Quando se elege politicos corruptos e demagogos tudo pode acontecer inclusive a morte de portadores de hiv por falta de medicamentos , nao estamos tão longe assim de virarmos uma venezuela é so o povo errar na escolha que isso pode muito bem acontecer . Não tenho nem ideia em quem votar pois pra mim nao existe alguém totalmente sincero no meio da politica todos se elegem pra enriquecer seus patrimonios . Deus nos salve de virar uma venezuela . ABRAÇOS

    • Lara diz

      Oi Telma. Lembro de ter lido aqui que você não se adaptou ao Dolutegravir. Eu acho que estou passando pelo mesmo problema. Você pode me dar seu e-mail para conversarmos ? Bjs querida

      • telma diz

        Se vc nao se adaptou ao dolutegravir deveria pedir a troca a sua medica, pq pra mim foi insuportável os efeitos que esse medicamento me causou . Isso que tenho larga experiencia em medicamentos inclusive os antigos mais tóxicos . Meu email é telma130170@hotmail.com

  21. rafael diz

    Agora vamos falar com quais Arvs eles teram acesso !?Eu,, e imagino que varios outros brasileiros! que penam com o 3 em 1 em questao á efeitos colaterais, e mesmo assim nao conseguem trocar para o dolutegravir , ae vem os refugiados e começam tratamento de primeira linha com dolutegravir ! Esse brasil é uma comédia Hahaha

    • Tiago2 diz

      Rafael, eu queria saber mais sobre esses efeitos colaterais, pois não lembro de ter sentido nada desde que comecei a usar os remédios no ano passado. Uso dois deles. Segundo o meu infectologista é bem moderno.

  22. Estudante diz

    Oi, eu queria saber mais sobre esse tal “rebote” que já li por aqui.

    • Caio PE diz

      Rebote ou blip viral ocorre quando a CV, que geralmente é indetectável, em quem faz o tratamento corretamente (toma os ARVs de maneira correta) vira detectável (poucas cópias acima do valores de referência dos testes PCRs) por algumas horas no organismo. Diversos motivos podem fazer com que isso ocorra: esquecimento (uma vez na vida) de tomar a dose na hora certa, alguma doença ativa no momento (gripe, dengue etc), estresse, insônia etc. Isso chega a afetar a saúde do portador? Não! Pois são poucas cópias e por determinadas horas. Às vezes esse rebote ocorre justamente no momento da coleta, durante o exame de CV, gerando “pânico”. Mas se o tratamento for seguido corretamente, a CV volta a ficar indetectável. Agora, se a pessoa negligencia a tomada de medicação (fica pulando doses frequentemente) aí não só ocorre rebote mas pode ocorrer resistência viral (e a coisa começa a se complicar).

    • telma diz

      No meu caso a resistencia aos arvs se deu pelo fato de em 1994 so existir azt na rede sus e fui tratada por varios meses com ele depois foi introduzido ddi entao foi azt e ddi nao existia carga viral somente dc4 depois em 1997 comecei a tomar azt lamivudina e invirase ..por isso tenho resistencia a alguns arvs . Quase todas as pessoas da minha epoca tem resistencia a alguma classe ou a todas por esse motivo . O motivo atual da resistencia é bem diferente , se dá pelo esquecimento de doses ou por outros motivos ate por ja pegarem virus resistentes .

  23. caio diz

    Primeiramente faço das minhas palavras de alguns alguns já comentaram, sou totalmente a favor sim do acolhimento as portadores de HIV, primeiramente que precisamos ajudar sim a todos…precisamos parar de ser individualista pois a morte chega a todos e o quão tanto for possível viver um pouco com saúde já é valido.
    Quanto a discussão politica me nego a participar, se esse for o caso procuro um fórum especifico

  24. Paulo diz

    Pessoal,

    A minha OPNIAO querendo ou não, ser soropositivo nesse país torna vc um ser mais atuante e preocupado com a Política daqui , em especial com a política de saúde pois o tratamento de HIV no Brasil é algo que depende totalmente da administração pública sendo que de fato o estado brasileiro tem nas mãos a capacidade de tirar de nós algo AINDA essencial para a nossa qualidade de vida e até sobrevivência que é a medicação. A política está em tudo nas nossas vidas e não concordo com o discurso de “ política é chata “, “ não vamos falar de política” pois é assim, na falta de informaçãopolítica ,que os bandidos tem espaço para fazer o que querem com toda a nossa sociedade como está acontecendo. O que não podemos é fazer discursos PARTIDÁRIOS esquecendo do que mais importa independente de quem ganhe, que é melhorar a saúde pública nesse país.

  25. Lesly diz

    Concordo!

    Agora quererem tirar do PSDB tudo que eles fizeram pelos soropositivos nesse país e dizer que vota no PT porque são melhores, é realmente falta de informação, o modelo de tratamento hoje, no que tange a parte burocrática, é o mesmo implantado pelo FHC , que na época ainda conseguiu disponibilizar os melhores medicamentos coisa que o PT em Deus anos não conseguiu e deixou tudo sucateado

  26. Sol diz

    De fato as palavras “Venezuela”, “Cuba”, “Lula”, “Dilma” e “FHC” geram uma espécie de curto-circuito cognitivo em boa parte das pessoas. Qualquer análise dos dados e das políticas públicas na área na saúde, gestadas pelo governo federal (sempre importe lembrar que existem três entes federados e não temos mais um rei desde 1889), mostram uma continuidade e um aprofundamento em suas implementações nas últimas duas décadas. Entre os anos de 1994 e 2014 o Brasil teve seu melhor momento da história. Infelizmente não o aproveitamos como deveria e o que vem agora é um deus-nos-acuda (embora eu não acredite nele).

  27. gusta diz

    Olá pessoas lindas e maravilhosas! Tudo bem? Sei que o assunto é horrível sobre essa terrível crise que atinge Venezuela , mas, quero perguntar uma coisa a vcs… Ano que vem possivelmente estarei indo estudar em Portugal.. Alguém sabe me dizer como funciona a questão da entrada de soropositivo ou sobre tratamento. Obrigado!

    • Fernando Rodrigues diz

      Podes entrar sem qualquer problema, Portugal não barra a entrada a seropositivos. Como vens estudar legalmente aqui é possível que possas fazer o tratamento pelo serviço nacional de saúde. Informa te nesta associação.
      http://abraco.pt/contactos

  28. Sol diz

    Olá, moro em Portugal e aqui todos (portugueses, imigrantes e residentes) têm direto ao acesso universal e gratuito à saúde. Isso inclui atenção especial no setor de imunidade e aos retrovirais. Após teste de genotipagem, pude começar a usar o Triumed (dtg, abacavir e lamivudina) e minha dispensa foi para 6 meses. Tudo de graça, repito. Basta você fazer o PB4 no Brasil (trata-se de um acordo entre os países que garante o uso do serviço público aqui) e fazer a carteira de Utente aqui. Tudo rápido e fácil.

      • PVS diz

        Ainda mais o Triumeq, sem o tenofovir … Será q demora a chegar no Brasil o Triumeq e o Juluca??

  29. telma diz

    CytoDyn Relata Parámetro Primário Alcançado no Ensaio de Terapia de Combinação Pivotal PRO 140 na infecção pelo HIV

    OS RESULTADOS DEMONSTRAM REDUÇÃO ESTATISTICAMENTE SIGNIFICATIVA NA CARGA VIRAL DO RNA DO HIV-1 COM PRO 140 VERSUS PLACEBO
    VANCOUVER, Washington, 20 de fevereiro de 2018 (GLOBE NEWSWIRE) – A CytoDyn Inc. (OTC.QB: CYDY) relata a realização bem-sucedida do ponto final primário em seu ensaio clínico central CD02 Phase 2b / 3 com PRO 140 em combinação com o existente terapia anti-retroviral (ART) em pacientes que faltam em sua terapia de HIV atual. Os dados do teste mostram uma redução estatisticamente significante na carga viral de RNA do HIV-1 com maior que 0,5 log com PRO 140 versus placebo. O CytoDyn está desenvolvendo PRO 140, um anticorpo monoclonal CCR5 humanizado, para combater a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e certos distúrbios imunológicos.

    “Esses dados demonstram claramente a atividade anti-HIV-1 do PRO 140 em indivíduos tratados com tratamento anti-retroviral, que foram documentados para ter replicação de vírus em curso diante da terapia com drogas atualmente aprovadas”, disse Scott M. Hammer, MD, Harold C Neu Professor e Chefe da Divisão de Doenças Infecciosas, Centro Médico da Universidade de Columbia / New York-Presbyterian Hospital. “A resistência a medicamentos antivirais é uma ameaça permanente para pessoas infectadas pelo HIV. Apesar do dramático progresso no sucesso do tratamento ao longo da epidemia, não podemos ser complacentes. Agentes com diferentes mecanismos de ação, modos de entrega e freqüências de administração são necessários para fornecer aos pacientes as opções necessárias para alcançar e manter a supressão virológica.

    “A abordagem padrão da terapia de ART tem sido a administração de combinações de medicamentos orais que devem ser tomadas diariamente”, disse Robert T. Schooley, professor de medicina, Departamento de Doenças Infecciosas e Saúde Pública Global, Universidade da Califórnia, San Diego. “Recentemente, tem havido crescente interesse no desenvolvimento de medicamentos que não requerem administração diária. Eu acredito que o PRO 140 é um passo nessa direção. Esses achados do teste PRO 140 suportam o potencial de administrar o HIV bloqueando sua entrada em células T através de um novo anticorpo monoclonal humanizado administrado em injeções subcutâneas semanais. O PRO 140 poderia fornecer uma nova opção terapêutica importante na supressão da carga viral do paciente, além de dissuadir a disseminação desta doença “.

    Resultados do ponto final do projeto de avaliação e
    avaliação de ensaios Este ensaio clínico multicêntrico matriculou 52 pacientes com HIV-1 tríplice CCR5 e resistência genotípica ou fenotípica documentada a medicamentos ART em três classes de medicamentos ou dentro de duas ou mais classes de medicamentos com opções de tratamento limitadas. Todos os pacientes matriculados tinham ARN de HIV-1 plasma ≥400 cópias / mL e carga viral detectada documentada dentro de três meses antes da visita de triagem.

    Na parcela controlada por placebo de uma semana, aleatorizada, duplamente cega, todos os pacientes de teste receberam sua terapia de TAR existente, com a metade dos pacientes registrados que receberam uma injeção subcutânea de PRO 350 de 350m e a outra metade receberam uma injeção subcutânea de placebo. O ponto final primário do teste foi a proporção de participantes com redução maior do que 0,5 log na carga viral de RNA do HIV-1 a partir da linha de base no final do período de tratamento de uma semana. Em uma semana, os pacientes no braço PRO 140 apresentaram uma redução estatisticamente significativa na carga viral do RNA do HIV-1 de maior que 0,5 log da linha de base versus pacientes no grupo placebo (p <0,01). Após este período de uma semana, todos os pacientes continuam no teste por 24 semanas adicionais com PRO 140 injeções subcutâneas semanais e ART aperfeiçoada.

    “A alta taxa de resposta virológica observada na sequência de uma única injecção PRO 140 neste estudo é emocionante, dado o estado desses pacientes tratados com experiência que estavam falhando em suas terapias anti-retrovirais”, disse Paul J. Maddon, MD, Ph.D., Senior Science Conselheiro da CytoDyn, um inventor do PRO 140 e fundador aposentado, Presidente, CEO e CSO da Progenics Pharmaceuticals, Inc. “Esses dados sugerem que o PRO 140 poderia fornecer uma opção de tratamento vital para pacientes e médicos e uma evolução potente na terapia do HIV”.

    “É realmente emocionante que o PRO 140 tenha superado o ponto final de redução de carga viral de uma semana no que certamente é nosso resultado de ensaio clínico mais significativo até o momento para este candidato terapêutico”, disse Nader Pourhassan, Ph.D., presidente e diretor executivo da CytoDyn . “Dado esses resultados positivos na configuração do tratamento de combinação com PRO 140 no HIV, aguardamos a conclusão da inscrição em nosso estudo de monoterapia em curso na infecção pelo HIV”.

    O objetivo do PRO 140, CCR5, é o receptor de tráfico de células imunes que é responsável por dirigi-los para os locais onde produzem reações inflamatórias. O CytoDyn está atualmente avaliando o PRO 140 em transplantes, autoimunes, inflamatórios e indicações de câncer, onde CCR5 tem sido implicado para desempenhar um papel crítico. A primeira avaliação humana da empresa PRO 140 nesta área é um estudo em fase 2 em curso na doença do enxerto contra o hospedeiro (GvHD) para pacientes com leucemia e linfoma que requerem um transplante de células-tronco da medula óssea. Até à data, PRO 140 geralmente foi bem tolerado sem eventos adversos maiores relacionados à droga ou descontinuação do tratamento relatada.

  30. George diz

    Pessoal, boa tarde! Agora a pouco fui pegar o 3×1 é a atendente da farmácia falou que estava em falta. Eu perguntei a ela desde quando é ele me informou desde segunda. Questionei o motivo e ela disse apenas que a orientação era de que estava em falta. Me orientou a ligar amanha pra vê se chegou junto com os pedidos que chegarão amanhã. Moro em Salvador. Mais ambientação na mesma situação. Em caso de falta de medicamentos qual a orientação (MPE, MPF, procurar outra farmácia ….) devemos seguir?

    • Rodrigo diz

      Aqui em GO ainda não chegou a faltar, mas tá racionado há meses. Antes, pegava para 90 dias, agora, só para um mês.
      Resultado: farmácia lotada, muita demora na entrega.

      • Positividade Sempre diz

        Fortaleza também tá racionado. Só entregam pra 30 dias. Antes pra 60.

    • LUIS GUSTAVO diz

      Moro em Belo Horizonte,tomo o 2×1 + dolutegravir,em tratamento a 1 ano,nunca tive problemas em retirar minha medicaçao aqui,e o atendimento na farmacia,é tranquilo e sem filas. nao deixe de fazer a denuncia em caso de falta de remedio,pagamos impostos para isso,se aqui algum dia faltar,com certeza vou denuciar.

  31. Luquinha diz

    Pessoal já falei aqui e repito , tipo hoje já esta liberado a medicação , ou seja 5 dias antes do dia 28 e quando for dia 23 de março o sistema já libera , fazendo assim você fica com uma boa reserva .

    • Caio PE diz

      Concordo. A maioria das pessoas deixam para ir buscar os ARVs faltando 1 ou nenhum comprimido. Façam seus estoques em casa !

  32. George diz

    Peguei a medicação ontem na farmácia. Mas assim de manhã me pediram pra eu ir medico e pegar outra receita com 2×1 e Efavirenz. Aí fiz isso e de tarde me disseram que já tinha orientação (não lembro agora se da secretaria de saúde ou ministério da saúde) pra liberar o 2×1 com o Efavirez mesmo com a receita do 3×1.
    Fiquei pensando será que faltou o 3×1 ou será que o ministério da saúde já está se livrando dos estoques de 3×1 pra trocar o medicamento?

    • Rodrigo diz

      Em alguns estados, está havendo racionamento. Aqui em GO, sempre recebi pra três meses. Agora, só pra um. Resultado: Farmácia lotada todos os dias.

  33. Wellington diz

    Pessoal,alguém me explica sobre”Dulutegravir para todos” ?

  34. Cariocarj diz

    Alguém que faz ou fazia uso do 3×1 já consegui trocar para o novo dolutegravir ?

  35. Reinaldo diz

    Oi,vou mudar um pouco de assunto, apenas uma preocupação minha, fiz todos meus exames semana passada(tudo está certo), e me chamou a atenção o meu CD4 elevado ( ele sempre é elevado, cerca de 1400) mas dessa vez chegou a 2000, irei completar 1 ano de medicamento (DTG) agora em abril. O fato do cd4 estar elevado pode indicar mais algo? Alguma outra doença que pode ter correlação?

  36. Chloe diz

    Mesmo com exercícios meu Triglicerídeos estão altos !
    Alguma dica ?

    A longo prazo o que pode acontecer ?

    • SAR diz

      Chloe,

      O ideal é você se consultar com um cardiologista. Se necessário, ele poderá lhe prescrever tratamento com fibrato.

      Abraço.

    • Caio PE diz

      Atividade física e alimentação equilibrada.
      Se estiver muito alto talvez o seu infecto (ou um cardiologista) pode receitar estatina para baixar o colesterol. Converse com ele! Colesterol elevado sem controle algum pode levar a entupimento de artérias.

    • TriploX diz

      Chloe, converse com seu médico sobre Coenzima Q-10 … é um suplemento que ajuda a baixar colesterol e triglicerídeos.

  37. Positivo Ce diz

    Faço uso da nova medicação há dois meses. Hoje recebi meus exames e estou indetectável e meu cd4 esta 571.
    Achei meu cd4 muito baixo. Alguém já passou por isso?

    • Caio PE diz

      CD4 acima de 500 é saudável. Claro que quanto mais alto melhor mas já é considerado normal.

    • Rodrigo diz

      O meu é sempre nesse patamar: 570, 640… de bouas. Na verdade, não há muita diferença entre ter 600 e ter 1 mil. Não existem superimunes por causa de CD4 alto. Até porque o CD4 é um dos tipos de linfócitos do sistema imune.

    • John diz

      Tá normal. Quando fiz meu primeiro exame de carga viral,Cd4 e CD8/CD8 com duas semana de tratamento, os valores segunda minha médica estamavam ótimos. CV em 224 cópias, CD 594 E CD4/CD8 em 56%.

    • Jonas diz

      Os americanos elegeram um reacionários. A cidade mais descolada do nosso país elegeu um bispo da Universal do Reino. Depois reclamam da política de Aids por lá e por aqui que o bispo não patrocinou o carnaval. A bomba está por vir com o Bolsonaro, que decola cada vez mais nas pesquisa, um notável retrógrado e perseguidor das minorias. Vamos prestar atenção minha gente! Pronto falei!

  38. Mark diz

    Que sejam bem vindos e acolhidos os nossos vizinhos.
    Sobre política : NINGUEEEEM É DIGNO DO MEU VOTO!

  39. P+ diz

    OFF TOPIC
    Gente, como vocês convivem com a questão da família não saber da condição de vocês? Moro com minha família mas ninguém sabe, e venho fazendo o tratamento corretamente por 2 anos e estou indetectável. Mas agora descobri que uma pessoa da minha família que mora comigo está com uma íngua no pescoço por mais de 2 meses e queimação, aí tá fazendo tratamento com omeprazol e tal. Mas eu não consigo tirar da minha cabeça que estes também são sintomas de infecção por HIV e que talvez eu possa ter infectado a pessoa de uma forma que eu não faço ideia, porque eu tomo todos os cuidados necessários e tal.

    Tipo, eu não tô conseguindo dormir por causa disso, mesmo sabendo que é praticamente impossível que tenha ocorrido uma infecção somente pelo fato de convivermos juntos, e que a íngua deve ter outra causa comum, do mesmo jeito a queimação. Só que eu também não consigo parar de pensar que há aquela ridícula chance de uma infecção ter ocorrido.

    Obrigado desde já! :((

  40. Bahiuno diz

    P+, esqueça a possibilidade de ter sido vc, se indetectavel não transmite nem por relação sexual, quiçá por convivência. A ingua pode ter várias causas. Peça para ela procurar um médico para um melhor diagnóstico e tratamento.

  41. Mike gross diz

    Amores,

    Tenho que contar a minha história para vcs! Eu descobri a dois anos a minha sorologia e foi um processo muito difícil e doloroso, pensei em retirar minha própria vida e nada mais fazia sentido mas mesmo assim mantive em segredo por muito tempo e sem ninguém na minha casa saber eu comecei o tratamento, no meio desse caminho conheci meu infectologista que era um homem super inteligente e me encheu de boas informações, nesse tempo eu expliquei para ele toda a minha situação e ele me apoiou muito, então comecei a tomar remédios e o tratamento, era tudo muito difícil, até o ato de tomar o remédio doia muito na minha alma, principalmente porque fui infectado pelo cara que foi meu primeiro e único namorado até então. Minha vida estava muito preto e branca, e mais uma vez meu infecto querendo me ajudar me encaminhou para um tratamento psicológico e assim me senti melhor, depois eu decidi sair de casa e seguir sozinho para não levantar suspeitas e compartilhei isso com meu infectologista, quando ele soube do meu interesse de sair de casa ele disse que iria me ajudar a achar um local com algum amigo mas infelizmente não conseguiu e me ofereceu a possibilidade de dividir um apartamento com ele. Chequei os valores e estava no meu orçamento e depois de pensar muito decidi sair de casa, minha família ainda sem entender mas decidiu aceitar pois já sentiam que eu não estava bem e precisava de mudanças. Depois de um tempo comecei a receber flores em casa, não sabia de quem eram as flores mas sempre me enchiam de amor e felicidade mas me assustava alguém que eu não conhecia enviar presentes para mim, porém segui a vida!
    No dia dos namorados do ano passado eu recebi um anel de noivado e com ele a carta onde quem assinava era o meu antes somente médico e agora meu amigo de ap que se revelou apaixonado por mim. 6 meses depois nos casamos e estamos super felizes! Espero que o universo conspirem para vcs e todos nós acharmos a cura, somos a geração da cura, tenho certeza disso! Esse blogue mora em meu coração! Bjos

  42. Pablo diz

    Estou tendo dificuldades para pegar o 3×1 na minha cidade. Alegam ser problema na alfândega. Disseram q vao fornecer os comprimidos separadamente. Se não conseguir pegar e ficar sem tomar o que pode acontecer? To muito preocupado pq estou indetectavel ha tempo ja. O virus pode voltar?

  43. Jonas diz

    Ontem fui pegar a medicação aqui em Brasília e ao invés de 2 frascos, me forneceram só um. Alegaram falta do 3×1. Sei não…sei não. Esse Temer não é de confiança.

  44. Caipira diz

    Vivo perto se Sorocaba e pego 38km de estrada para pegar o 3 em 1, o remedinho que salvou minha vida, mas que me mata tdos os dias um pouquinho. Não consigo fazer a troca por algo melhor e, hoje para completar peguei medicação para apenas 15 dias!!!
    Fica difícil manter a aderência ao tratamento sob condições cada vez mais tão adversas. O desmonte do SUS se sente a cada dia na falta de oferta de medicamentos. Estou com medo e assustado de chegar o dia em que não teremos nem mais para 15 dias, ainda mais se o novo presidente for o Bolsonaro.

  45. Ney diz

    Poxa amigos preocupação com essa falta de remédios. Mas sabe não temos nada a perder portanto denunciar denuncia nas rádios TVs ministério público enfim falar mesmo. Sobre política devemos sim discutir aqui seja qual for seu posicionamento fale. Aqui é proibido proibir. Já estamos cansados. Primeiro muitos já ficam preso no armário por ser gay agora também no armário pelo HIV. Devemos discutir Sim vai que quem ganha as eleições sejam grupo conservado que diga que problema do HIV é de quem contrai a doença e que o mesmo que deva pagar o custo do remédio. Já pensou? No Brasil de hoje isso é totalmente possível. Por isso não podemos ficar indiferente as eleições votem cobrem denunciem. Porque juntos somos mais fortes separados seremos exterminados. Obrigado

  46. Nika@ diz

    Gente, temos que cuidar desse problema da falta de remédios, outra, dizer que não orçamento para comprar medicação para hiv é falso. A medicação que é disponível no Brasil é uma das piores ofertadas no mundo, produzida na Índia com material de baixa qualidade, claro que não estou aqui falando da eficácia porém não é a melhor e é sim uma das mais baratas então sem esse papo de não tem dinheiro. FHC era tudo de ruim mas para gente com hiv ele priorizava tudo foi a bosta desse Lula e sua gangue que sujou tudo e ainda, o bolsonaro está indo muito bem nas pesquisas, da medo ? Sim da! Mas só surgiu esse maluco e gente como ele pelas merdas que o pt fez.

  47. Positivo Azul diz

    Estou com uma viajem internacional marcada para o segundo semestre, mas do jeito que anda a situação, estou estudando a possibilidade de não voltar. Esse assunto de falta e fracionamento de medicamentos atormenta e mexe com qualquer um deixando todos em estado de sofrimento e de medo. Sei que existem vários outros países por aí em situação pior, mas sinceramente nosso país so vive na corda bamba, somente incertezas e ameaças futuras de que tudo pode piorar.
    Peço desculpas pelo modo que me expressei, porque alguns podem achar que estou criando uma situação alarmante, mas se nada mudar estamos seguindo os passos da Venezuela.

  48. Carla diz

    Bom dia, vocês sabem se há possibilidades de comprar os antirretrovirais pela internet? no particular? e qual valor seria. Obrigada.

    • Bahiuno diz

      Carla também tenho interesse. Mas não sei ainda como funciona. Conheço pessoas que já relataram ter conseguido importar da índia.

  49. Cariocarj diz

    Aqui no Rio no local que retiro nunca liberou para 2 meses ou mais… Sempre só libera 1 frasco por mês. Já estou caminhado como soro há 3 anos, mas nunca faltou.

    • Caio PE diz

      Recife sempre foi 1x por mês. Casos raros liberam mais que isso. Em João Pessoa, idem.

    • Rômulo diz

      No RJ sempre liberam para 30 dias mesmo !

      Só libera para 60 dias se comprovar que vai viajar ou coisa do tipo…

  50. Anne diz

    Gil, Telma, Sar, Positivo, Carla, todos: Bom dia! Leio vocês sempre. Elucidativo, enriquecedor, tranquilizador, rs. Gostaria que me falassem sobre, sudorese noturna. Fui acometida intensamente na fase aguda da doença, até obter o diagnóstico há 08 meses. Desde então estou sob TARV. Recuperei os 10kilos que perdi na fase aguda, meus cabelos voltaram, minha pele tornou-se viçosa novamente. Estou satisfeita – na medida do possível. Porém, gente; tenho tido sudorese noturna novamente, em noites alternadas, também ouço uns sons estranhos no trato gastrointestinal. Poderiam trazer esclarecimentos a mim?! Tenho muito a aprender nesta jornada e conto com todos vocês. Saúde e Luz a todos💓🌷

    • Gil diz

      Eu tive muita sudorese noturna quando não sabia da infecção. Depois do início do tratamento, essa situação parou.
      Mas independentemente da presença do HIV no sangue, é comum pessoas ansiosas terem crises de sudorese à noite. Principalmente quando estamos iniciando o sono (estágio não-REM) ou quando saímos da fase do sono profundo (Sono REM, de movimento rápido dos olhos) para o sono mais leve, onde temos flashs das situações que povoam nosso pensamento no dia-a-dia. É nessas horas que as coisas que nos incomodam voltam à mente, nessa fase quase de vigília. Resultado: se é algo que te incomoda ou deixa ansiosa… sim, você vai ter reações orgânicas ligadas à ansiedade: alterações do tracto gastrointestinal, sudorese, alterações de sono e de apetite. Creio que algo esteja lhe afligindo, pois se estás indetectável, pode ser que seja uma crise ou transtorno de ansiedade. Mas pode ser devido a algumas alterações hormonais, desequilíbrio eletrolítico ou outras causas que SÓ SEU MÉDICO PODERÁ DETECTAR.
      Um abraço e obrigado pelos elogios.

      • Anne diz

        Muitíssimo obrigada, Gil. Você foi extremamente generoso ao dispensar a mim seus ricos conhecimentos de modo inteiramente gentil. Quero acreditar que seja algo irrelevante,
        ou, não grave, minhas esporádicas sudorese noturnas. Mas pedirei ainda mais exames à infecto -isto me tranquiliza sempre, um pouco. Ai, sabe… são tantas dúvidas, temores horrorosos, perguntas imbecis, até, que rondam minha mente. Reviro a web: artigos, depoimentos, explanações; pessoas, estatísticas, pesquisas…. Mas eu, eu preciso ouvir ainda mais daqueles que estão sob a mesma condição que eu, que viveram o imponderável, que estão estigmatizados e não há nada que possa anular o fato em definitivo, ao menos até os dias hodiernos. Nunca me senti tão, ” demasiadamente humana”, confiando na humanidade de todos que, dalgum modo se refugiam aqui. Abraço carinhoso, Gil💃🙏💕

  51. Luquinha diz

    As descobertas, publicadas em 28 de fevereiro de 2018, na Science Translational Medicine , podem ajudar cientistas a conceber e testar novas terapias destinadas a curar um vírus
    Avanço .

  52. telma diz

    CROI 2018 A Conferência anual sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas (CROI) reúne pesquisadores básicos, translacionais e clínicos de todo o mundo para compartilhar os últimos estudos, desenvolvimentos importantes e melhores métodos de pesquisa na luta em curso contra o HIV / AIDS e doenças infecciosas relacionadas . O CROI é um modelo global de ciência colaborativa e o principal local internacional para a ponte sobre investigação básica e clínica para a prática clínica no campo do HIV e vírus relacionados.

    CROI 2018 será realizada de 4 de março a 7 de março de 2018, no Hynes Convention Center em Boston, Massachusetts. Por favor, note que CROI 2018 será realizada de domingo a quarta-feira . Webcasts, resumos, cartazes eletrônicos e outros recursos eletrônicos da CROI 2018 estarão disponíveis on-line após a conferência. Que deus ajude os cientistas a curarem está molestia que me afringe a mais de 28 anos , já que foram inscritos 1.100 novos estudos espero que daí sai varias combinaçoes que exterminem esse virus hiv . Deus esteja com eles e conosco. Abraços a todos e todas

  53. Galera não vamos desaminar olha ae um estudo que prova de que a obtenção de remissão viral sustentada sem medicação diária pode ser possível. A todos vida longa e próspera!!!

    “Depois de receber um curso de terapia anti-retroviral para sua infecção semelhante ao HIV, aproximadamente metade de um grupo de macacos infundidos com um anticorpo amplamente neutralizante contra o HIV combinado com um composto estimulante imune estimulou o vírus por seis meses sem tratamento adicional, de acordo com cientistas apoiados em parte do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), parte dos Institutos Nacionais de Saúde. A terapia pode ter orientado o reservatório viral – populações de células de longa vida infectadas latentemente que abrigam o vírus e que levam à replicação viral ressurgente quando a terapia supressiva é interrompida.”
    “O HIV se destaca em evadir o sistema imunológico, escondendo-se em certas células imunes. O vírus pode ser suprimido em níveis muito baixos com terapia anti-retroviral, mas rapidamente se recupera em níveis elevados se uma pessoa parar de tomar medicamentos como prescrito”, disse Anthony S. Fauci , MD, NIAID Director. “Os resultados desta pesquisa em fase inicial oferecem evidências adicionais de que a obtenção de remissão viral sustentada sem medicação diária pode ser possível. Esta aplicação potencial é mais um exemplo de como a comunidade de pesquisa está usando anticorpos poderosos e amplamente neutralizantes em múltiplas aplicações experimentais para proteger e tratar o HIV “.

  54. telma diz

    Tratamento de anticorpos amplamente neutralizante pode direcionar o reservatório viral em macacos
    Data: 4 de março de 2018
    Fonte: National Institutes of Health (NIH)
    Autor: Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID)
    URL: https://www.niaid.nih.gov/news-events/broadly-neutralizing-antibody-treatment-may-target-viral-reservoir-monkeys/
    Cientistas apoiados pelos NIH encontram terapia combinada suprime o vírus do HIV em primatas

    Depois de receber um curso de terapia anti-retroviral para sua infecção semelhante ao HIV, aproximadamente metade de um grupo de macacos infundidos com um anticorpo amplamente neutralizante contra o HIV combinado com um composto estimulante imune estimulou o vírus por seis meses sem tratamento adicional, de acordo com cientistas apoiados em parte do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), parte dos Institutos Nacionais de Saúde. A terapia pode ter orientado as populações de reservatório viral de células infectadas latentemente de longa duração que abrigam o vírus e que levam à replicação viral ressurgente quando a terapia supressora é interrompida.

    Os novos achados podem informar as estratégias que tentam alcançar remissão viral sustentada e sem drogas em pessoas vivendo com HIV. Os pesquisadores discutiram seus resultados hoje em uma conferência de imprensa na 25ª Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas (CROI) em Boston.

    “O HIV se destaca em evadir o sistema imunológico ao se esconder em certas células imunes. O vírus pode ser suprimido em níveis muito baixos com terapia anti-retroviral, mas rapidamente se recupera em níveis elevados se uma pessoa parar de tomar medicamentos como prescrito “, disse Anthony S. Fauci, diretor de NIAID. “Os resultados dessa pesquisa em estágio inicial oferecem evidências adicionais de que a obtenção de remissão viral sustentada sem medicação diária pode ser possível. Esta aplicação potencial é mais um exemplo de como a comunidade de pesquisa está usando anticorpos potentes e amplamente neutralizantes em múltiplas aplicações experimentais para proteger e tratar o HIV “.

    No estudo, cientistas do Centro Médico Beth Israel Deaconess (BIDMC) liderados por Dan Barouch, MD, Ph.D., e seus colaboradores primeiro infectaram 44 macacos rhesus com vírus de imunodeficiência humana simiônica (SHIV), um vírus similar ao HIV comumente usado em estudos de primatas não-humanos. Eles então iniciaram a terapia anti-retroviral diária (ART) durante a infecção aguda para suprimir o vírus abaixo dos níveis detectáveis ​​no sangue do macaco. Após 96 semanas de TAR contínua, os pesquisadores dividiram os macacos em quatro grupos iguais: um grupo que recebeu cinco infusões da bNAb HIV conhecida como PGT121; um grupo que recebeu dez administrações da GS-9620, um estimulante imunológico em desenvolvimento na Gilead Sciences; um grupo que recebeu ambas as terapias; e um grupo de controle que não recebeu nenhum. Os pesquisadores continuaram a administrar ART ao longo deste período e depois por 16 semanas adicionais. Os níveis de anticorpos foram indetectáveis ​​durante pelo menos oito semanas antes da interrupção da TAR. O experimento foi projetado para determinar se essa combinação de anticorpos e estimulantes imunológicos poderia reduzir o reservatório viral enquanto a replicação do vírus estava bem controlada pela ART.

    Após a descontinuação da ART, o vírus se recuperou no sangue de todos os 11 dos 11 macacos de controle após uma mediana de 21 dias. Em contraste, seis dos 11 macacos que receberam a combinação de PGT121 e GS-9620 mostraram uma recuperação viral tardia após uma mediana de 112 dias e cinco dos 11 animais no grupo combinado não se recuperaram pelo menos 168 dias após a interrupção da TAR. Os animais do grupo de combinação que se recuperaram demonstraram cargas virais que eram mais de 100 vezes menores do que o grupo controle. Os macacos tratados com a combinação também apresentaram um DNA viral marcadamente menor em seus linfonodos, sugerindo que o reservatório foi reduzido, mas não eliminado. A adição de GS-9620 pareceu prolongar o comprimento da supressão viral e a magnitude da redução no reservatório viral. Examinando como isso ocorreu,

    “Nossos resultados sugerem que o desenvolvimento de intervenções para ativar e eliminar uma fração do reservatório viral pode ser possível”, disse o Dr. Barouch, investigador principal do estudo e diretor do Centro de Pesquisas de Virologia e Vacina no BIDMC. “Apesar de ainda estar muito longe de ter uma cura para o HIV, nossos dados sugerem uma estratégia para direcionar o reservatório viral que pode ser explorado”.

    Diversos diferentes bNAbs anti-HIV estão atualmente sendo testados em modelos animais e humanos tanto para a prevenção quanto para o tratamento da infecção pelo HIV. Em comparação com a ART, que precisa ser tomada diariamente, os anticorpos contra o HIV tendem a durar mais tempo no corpo e mostraram-se promissores como candidatos para terapias de HIV de longa ação e modalidades de prevenção. PGT121, o bNAb avaliado neste estudo, está sendo estudado em dois ensaios clínicos atualmente em fase de inscrição em humanos que estão sendo realizados no BIDMC.

    Ao contrário de estudos prévios de BNAbs terapêuticos, este estudo combina um bNAb com GS-9620, uma droga que liga e ativa uma molécula de célula imune chamada TLR7. A interação estimula um braço do sistema imunológico referido como imunidade inata, que inclui defesas imunes não específicas de qualquer agente infeccioso particular. Embora seja necessário um estudo mais aprofundado para entender até que ponto essa estimulação ocorreu no experimento, os pesquisadores acreditam que a combinação de GS-9620 e PGT121 pode ter reduzido o reservatório viral.

    A equipe do Dr. Barouch e seus colaboradores da BIDMC, da Universidade de Harvard, do Instituto Ragon, da Gilead Sciences e da Bioqual continuarão a estudar amostras de sangue e tecido coletadas dos macacos para desvendar os mecanismos biológicos por trás de seus resultados impressionantes e determinar se a terapia experimental pode seja apropriado para testes em seres humanos.

    Referência: PGT121 Combinado com o GS-9620 Retarda o Retorno Viral em Monos Rhesus infectados com SHIV. E Borducchi, et ai. Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas, 6 de março de 2018.

  55. telma diz

    Cura funcional do HIV
    A estratégia de Bionor é promover sua vacina de anticorpos terapêuticos proprietários – Vacc-C5 e sua vacina de células t – Vacc-4x como uma vacina combinada, juntamente com adjuvantes apropriados para impulsionar ambos os braços do sistema imunológico. Os anticorpos da Vacc-C5 controlam / bloqueiam a replicação viral, enquanto Vacc-4x irá matar reservatórios virais.
    Estudos de pacientes que são conhecidos como não progressivos a longo prazo (pacientes com HIV em que a doença não avança rapidamente) mostram que aqueles com níveis elevados de anticorpos que são vinculativos para Vacc-C5 têm carga viral menor e menor ativação imune do que os pacientes não tendo tais anticorpos.

    Além disso, os dados pré-clínicos mostram que a imunização com Vacc-C5 em várias espécies pode provocar elevados títulos de anticorpos e um perfil de anticorpo robusto geral que indica aos pesquisadores que esses anticorpos reduzirão / prevenirão o aumento da ativação imune e reduzirão a carga viral quando a terapia anti-retroviral combinada (CART ) medicamentos são removidos em seres humanos. Além disso, existem vários motivos pelos quais os pesquisadores acreditam que os altos títulos de anticorpos para o Vacc-C5 devem reduzir a aptidão viral dos vírus que vieram em circulação de forma significativa e até mesmo levar a neutralizar completamente o vírus (ver o mecanismo Vacc-C5 de ação ).

    As imunizações com Vacc-4x em seres humanos mostram que a pressão imunológica das respostas de células T / CTL de Vacc-4x torna o HIV menos adequado para a replicação e reduz significativamente a carga viral. Os pesquisadores têm razões para acreditar que a adição de anticorpos da Vacc-C5, no entanto, reduza / limite o aumento inicial da produção viral e permite que os CTL da Vacc-4x matem as células que estão prestes a começar a produzir o HIV (veja o mecanismo Vacc-4x de ação ).

    Os pesquisadores também têm razões para acreditar que os anticorpos anti Vacc-C5 em circulação, como backup, poderão apanhar e remover os vírus que podem ter contornado os CTL Vacc-4x e foram liberados para o fluxo sanguíneo.

    Os pesquisadores do Bionor têm, portanto, motivos para acreditar que as sinergias dessa estratégia combinada levará a uma carga viral abaixo de 50 cópias do ARN do HIV por ml por um período prolongado de tempo

    A Bionor, como parte desta estratégia de desenvolvimento, buscará um conselho de orientação regulatória para otimizar os prazos e os custos de desenvolvimento para uma aprovação de mercado.

  56. telma diz

    NOVA YORK, 15 de fevereiro de 2018 — amfAR, The Foundation for AIDS Research, anunciou hoje um par de bolsas de pesquisa que renovam seu apoio a abordagens inovadoras para pesquisas sobre cura do HIV. Com um total de quase US $ 1 milhão, os subsídios de investimento permitirão que duas equipes colaborativas de pesquisadores e bioengenharia do HIV iniciem uma segunda fase de projetos iniciados com o financiamento amfAR concedido em fevereiro de 2017.

    “O campo da bioengenharia abre novas e emocionantes fronteiras para pesquisas sobre cura do HIV”, disse o CEO da amfAR, Kevin Robert Frost. “A nanotecnologia, por exemplo, está na vanguarda da pesquisa biomédica, uma vez que tem sido eficaz na entrega de terapias altamente direcionadas que beneficiam uma ampla gama de condições e doenças. Esperamos que ofereça os mesmos benefícios para o HIV “.

    As bolsas de investimento da AmfAR são prêmios baseados em metas que fornecem até US $ 1,5 milhão a cada equipe de pesquisa ao longo de quatro anos em três fases. Eles fazem parte da iniciativa de contagem regressiva de US $ 100 milhões de AmfAR para uma iniciativa de Cura para AIDS, que visa desenvolver a base científica de uma cura até o final de 2020.

    Uma abordagem altamente orientada “choque e morte”

    As nanopartículas, portadores altamente maleáveis ​​que são mil vezes menores do que uma célula, mostraram ser úteis em aplicações criando pele sintética para cicatrização de feridas para limpeza de derrames de óleo. O Dr. Kim Woodrow, da Universidade de Washington, em Seattle, é um líder no campo que foi pioneiro em um sistema de entrega de drogas com nanopartículas à base de fibra para melhorar a saúde do aparelho reprodutivo feminino. Na fase I de sua bolsa de Investimento, o Dr. Woodrow fez parceria com o Dr. Keith Jerome, cientista da cura do HIV na Universidade de Washington, para formular novas combinações de drogas carregadas em nanopartículas voltadas para o reservatório de HIV latente.

    As nanopartículas envolveram preferencialmente agentes de reversão de latência para células T CD4, que despertaram o reservatório, um pré-requisito para a morte direta imune da célula em uma abordagem de “choque e morte” para curar o HIV. Na fase II da concessão, os Drs. Jerome e Woodrow estão indo além de experimentos de petri para testar as nanopartículas carregadas em primatas não humanos e medir seus efeitos sobre o reservatório.

    Proteína “impressão digital”

    O principal obstáculo para uma cura do HIV é que o sistema imunológico não é capaz de distinguir as células do reservatório infectadas pelo HIV de células não infectadas. Ser capaz de identificar e explorar essas diferenças que não são registradas pelo sistema imunológico representaria um avanço monumental para uma cura do HIV.

    O Dr. Hui Zhang da Johns Hopkins University em Baltimore está aplicando sua experiência em uma técnica de “impressão digital” de proteínas chamada glicoproteômica para esse desafio. O Dr. Zhang foi membro de uma equipe de pesquisa que usou essa tecnologia para identificar as diferenças entre os tumores ovarianos benignos e malignos. Na Fase I da segunda bolsa de Investimento, o Dr. Zhang fez parceria com o cientista do HIV Dr. Weiming Yang, também na Universidade Johns Hopkins, e aplicou essa tecnologia para identificar proteínas na superfície das células do reservatório latente que diferiam das células não infectadas. Na Fase II do projeto, os Drs. Zhang e Yang determinarão se essas proteínas recentemente identificadas são capazes de distinguir o reservatório em amostras de pacientes.

    “Esses subsídios de investimento são um mecanismo para obter conhecimentos dos campos crescentes de nanomedicina e de impressões moleculares para projetar abordagens inteligentes, eficientes e direcionadas para curar o HIV”, disse Rowena Johnston, vice-presidente e diretora de pesquisa da amfAR. “Esses projetos verdadeiramente inovadores sublinham a importância da sinergia e das relações de colaboração na expansão dos limites da pesquisa de cura do HIV”.

    Sobre amfAR:

    AmfAR, The Foundation for AIDS Research, é uma das principais organizações sem fins lucrativos do mundo dedicadas ao apoio à pesquisa de AIDS, prevenção do HIV, educação sobre tratamento e advocacia. Desde 1985, a AmfAR investiu mais de US $ 517 milhões em seus programas e concedeu mais de 3.300 bolsas para equipes de pesquisa em todo o mundo.

  57. telma diz

    FDA aprova novo tratamento contra o HIV para pacientes com opções de tratamento limitado
    07/03/2018
    Hoje, a US Food and Drug Administration aprovou Trogarzo (ibalizumab-uiyk), um novo tipo de medicação anti-retroviral para pacientes adultos com HIV que experimentaram vários medicamentos contra o HIV no passado (fortemente experientes em tratamento) e cujas infecções por HIV não podem ser bem-sucedidas tratados com outras terapias atualmente disponíveis (HIV resistente a múltiplos medicamentos ou HIV MDR) .Trogarzo é administrado por via intravenosa uma vez a cada 14 dias por um profissional médico treinado e usado em combinação com outros medicamentos anti-retrovirais.

    “Embora a maioria dos pacientes que vivem com HIV possa ser tratada com sucesso usando uma combinação de dois ou mais medicamentos anti-retrovirais, uma pequena porcentagem de pacientes que tomaram muitos medicamentos contra o HIV no passado têm HIV resistente a múltiplos medicamentos, limitando suas opções de tratamento e colocando-os em alto risco de complicações relacionadas ao HIV e progressão até a morte “, disse Jeff Murray, MD, vice-diretor da Divisão de Produtos Antivirais no Centro de Avaliação e Pesquisa de Medicamentos da FDA. “O Trogarzo é o primeiro medicamento em uma nova classe de medicamentos anti-retrovirais que podem proporcionar benefícios significativos aos pacientes que não têm as opções de tratamento do HIV. Novas opções de tratamento podem melhorar seus resultados “.

    A segurança e a eficácia de Trogarzo foram avaliadas em um ensaio clínico de 40 pacientes fortemente tratados com MDR HIV-1 que continuaram a ter altos níveis de vírus (HIV-RNA) em seu sangue apesar de estarem em medicamentos anti-retrovirais. Muitos dos participantes já foram tratados com 10 ou mais medicamentos anti-retrovirais. A maioria dos participantes experimentou uma diminuição significativa em seus níveis de ARN do HIV uma semana depois que Trogarzo foi adicionado aos regimes anti-retrovirais que falharam. Após 24 semanas de Trogarzo e outros medicamentos anti-retrovirais, 43% dos participantes do ensaio conseguiram a supressão do RNA do HIV.

    O ensaio clínico centrou-se na pequena população de pacientes com opções de tratamento limitadas e demonstrou o benefício de Trogarzo na redução da RNA do HIV. A gravidade da doença, a necessidade de individualizar outras drogas no regime de tratamento e os dados de segurança de outros ensaios foram considerados na avaliação do programa de desenvolvimento de Trogarzo.

    Um total de 292 pacientes com infecção por HIV-1 foram expostos à infusão de Trogarzo IV. As reações adversas mais comuns a Trogarzo foram diarréia, tonturas, náuseas e erupção cutânea. Efeitos colaterais graves incluíram erupção cutânea e alterações no sistema imunológico (síndrome da reconstituição imune).

    O FDA concedeu este aplicativo Fast Track , Priority Review e Breakthrough Therapy designations. Trogarzo também recebeu a designação de medicamento órfão , que oferece incentivos para auxiliar e encorajar o desenvolvimento de medicamentos para doenças raras.

    A FDA concedeu a aprovação da Trogarzo à TaiMed Biologics USA Corp.

    A FDA, uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, protege a saúde pública assegurando a segurança, eficácia, segurança de medicamentos humanos e veterinários, vacinas e outros produtos biológicos para uso humano e dispositivos médicos. A Agência também é responsável pela segurança do fornecimento de alimentos, cosméticos, suplementos dietéticos de nossa nação, produtos que liberam radiação eletrônica e regulamentações de tabaco.

  58. telma diz

    Novos remedios aprovados este ano Biktarvy, trogarzo(ibalizumab) e no final do ano quase provavel que sejá pro-140 , primeira vez em 28 anos de hiv que sinto algo estranho no ar nunca tantos remedios aprovados no mesmo ano e empresas como bionor que acompanho a anos se fundindo com smerud medical research . Parece que o foco agora é fundir conhecimentos e pesquisas pra nao perder o rumo .

  59. Cara+ diz

    É tão gratificante entrar nesse blog. A cada dia uma injeção de ânimo e esperança ao me deparar com tantas notícias positivas. Não sei vocês, mas cada vez começo a vislumbrar dias melhores. A cura não está logo ali, mas tenho certeza que muito em breve teremos remédios que devam ser ingeridos apenas uma vez na semana…e por que não uma vez no mês, uma injeção a cada 3 , 6 meses. A ciência é evolução. E a cura chegará. Enquanto isso, seguimos firmes.

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