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Febre Amarela

Tive que atravessar um monte de pessoas no posto de saúde onde retiro meus medicamentos. A fila era longa e até já deixava de ser fila, com todos circundando o segurança para ouvi-lo falar.

“— A quota de hoje acabou!”, gritou ele.

“— Mas não era até às 18h?”, perguntou um homem.

“— Era, sim. Mas vocês têm que entender: a demanda tem sido muito alta. Hoje, as vacinas acabaram às 15:00h. Agora, só amanhã”, concluiu o segurança, impedindo a entrada das pessoas.

“— Eu vou na farmácia”, anunciei.

O segurança me deixou passar e indicou o caminho que eu já sabia seguir, em direção ao fundo, contornando o prédio, passando a porta à direita. Embora a fila na entrada do posto de saúde estivesse cheia de pessoas, na espera da farmácia não havia ninguém.

A febre amarela é uma doença hemorrágica viral grave transmitida por mosquitos. Não há tratamento antiviral. No entanto, existe uma vacina altamente eficaz, que começou a ser indicada, em outubro do ano passado, pelo Governo de São Paulo, em três bairros da zona norte da capital: Casa Verde, Tremembé e Vila Nova Cachoeirinha. Isso aconteceu depois que cinco macacos, que viviam na região do Horto Florestal, morreram infectados com febre amarela. Aquele pode ter sido o epicentro — ou um dos epicentros — de uma doença que acabou se espalhando por todo o Estado. Em um ano, foram confirmadas 21 mortes pela doença e, nessa terça-feira, dia 16 de janeiro de 2018, Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a considerar todo o estado de São Paulo como área de risco de febre amarela.

Com esse alerta da OMS, a vacina passa a ser recomendada para viajantes internacionais que venham a São Paulo — e também para os estados das regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil, bem como para Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Maranhão, além de partes dos estados da região Sul, Bahia e Piauí. A vacinação deve ser feita ao menos dez dias antes da viagem. A decisão da OMS de classificar a cidade de São Paulo como área de risco não quer dizer que haja perigo de contágio na capital. Como as autoridades de outros países não podem saber para qual área de São Paulo cada viajante visitará, é praxe a OMS incluir todo o estado, mesmo em áreas em que não haja foco da doença — mesmo assim, a recomendação da OMS inclui a capital paulista.

A entidade aconselha também quem vai viajar para o Estado a adotar medidas para evitar picadas de mosquitos, com o uso de repelentes, por exemplo, e a estar atento aos sintomas da doença. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarela.

Em resposta, ainda nessa terça-feira, dia 16, o Governo de São Paulo anunciou que a vacinação fracionada contra a febre amarela em 54 municípios do estado será antecipada para o dia 29 de janeiro. Anteriormente, o Governo havia anunciado que a aplicação das doses seria realizada a partir do dia 3 de fevereiro. Enquanto isso, o Ministério da Saúde anunciou uma campanha de vacinação, em conjunto com os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. O objetivo é vacinar 19,7 milhões de pessoas de 76 municípios e evitar a circulação e expansão do vírus.

A febre amarela tem esse nome por conta da icterícia apresentada por alguns pacientes. O vírus da febre amarela é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados. A doença não é passada de pessoa a pessoa. A vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle da doença. Existem dois diferentes ciclos epidemiológicos de transmissão: o silvestre e o urbano. Mas a doença tem as mesmas características sob o ponto de vista etiológico, clínico, imunológico e fisiopatológico.

No ciclo silvestre, os primatas não humanos (macacos) são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus e os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes na América Latina. Nesse ciclo, o homem participa como um hospedeiro acidental ao adentrar áreas de mata. No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados. A pessoa apresenta os sintomas iniciais 3 a 6 dias após ter sido infectada.

A última notícia do Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde data de 23 de março de 2017. Ela afirma que, de acordo com a Nota Informativa nº 26, da Secretaria de Vigilância em Saúde, os adultos e adolescentes que vivem com HIV não têm restrições para se vacinar contra a febre amarela, desde que não apresentem imunodeficiência grave.

A Nota, que estabelece recomendações sobre a vacinação contra a febre amarela em pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA), recomenda também que a administração das vacinas em pacientes sintomáticos ou com imunodeficiência grave seja adiada até que a reconstituição imune seja obtida com uso da terapia antirretroviral. Para fins de vacinação, poderá ser utilizado o último exame de contagem de CD4, independentemente da data, desde que a carga viral atual (menos de seis meses) se mantenha indetectável.

Cientistas suíços dizem que a carga viral indetectável é um fator importante no momento dessa vacinação. Eles descobriram que todas as pessoas com uma carga viral indetectável no momento da primeira vacinação contra a febre amarela continuaram a ter uma resposta protetora dez anos após a vacinação.

Os cientistas observaram dados de pacientes da África subsaariana que vivem com HIV. No momento da vacinação, 82% deles estavam tomando terapia antirretroviral, 83% suprimiram carga viral menor que 400 cópias/ml e sua contagem mediana de células CD4  de 536 células/mm³. Os pesquisadores acreditam que suas descobertas têm implicações para as estratégias de vacinação.

“Pacientes infectados pelo HIV montam uma resposta imune protetora de longa data contra a febre amarela até pelo menos dez anos, se forem vacinados enquanto estiverem em terapia antirretroviral.” Eles continuam: “Até mais dados estejam disponíveis, um único reforço após dez anos parece ser adequado para estimular a resposta da vacina no caso de uma nova viagem a uma área endêmica de febre amarela.”

Os autores recomendam que os pacientes com HIV devem ser vacinados contra a febre amarela uma vez que sua carga viral for suprimida e que eles devem receber um reforço após dez anos tratamento antirretroviral supressivo. No entanto, os pacientes que foram vacinados enquanto a carga viral era detectável deveriam ter sua resposta imune à vacina medida ou receber uma vacinação de reforço, independentemente do tempo desde a primeira vacinação contra a febre amarela.

Para pessoas sem HIV, uma dose da vacina é suficiente para garantir imunidade e proteção ao longo da vida. Efeitos secundários graves são extremamente raros. Os viajantes com contraindicações para a vacina de febre amarela — crianças com menos de nove meses de idade, mulheres grávidas ou amamentando, pessoas com hipersensibilidade grave à proteína do ovo e imunodeficiência grave — ou com mais de 60 anos devem consultar seu profissional de saúde para a avaliação cuidadosa de risco-benefício. O mesmo vale para quem vive com HIV: se você tem dúvidas sobre a vacina da febre amarela para o seu caso, converse com seu infectologista.

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123 comentários

  1. Ph diz

    E quem vacinou há 5 anos atras quando ainda era Soronegativo? Fica imune pela vida inteira? Tem que fazer reforço? Faz apenas se for para área endêmica? E se ele mora nessa área endêmica? Ele precisa ir fazer reforço ou a que ele fez a 5 anos atras tá valendo pra ele ainda. E daqui mais 5 anos? Faço novamente?

    • John diz

      Estou com essa mesma dúvida Ph. Fui vacinado em 1999 e ou soro + a um ano. O estado onde resido não é considerado área de risco. Mas fico na dúvida se devo ou não tomar a vacina. Ainda não falei com minha infectologista, tenho consulta com ela na próxima semana.

    • Caio PE diz

      A vacina total (não fracionada) possui imunização pelo resto da vida (apenas 1 dose), segundo a OMS. Quem já tomou a vacina total já está imunizado(independente da época). Pergunte ao infecto sobre.

  2. Ms diz

    Boa tarde, alguém poderia tirar uma dúvida minha? Sou soro+ desde 2016 e indetectável a mais de 1 ano. Se eu me infectar com sífilis minha cv pode passar de indetectável para detectável?

    • BS diz

      Olá Ms, não tem nenhuma relação o vírus HIV com a bactéria da sífilis, ambos atacam de forma diferente, o exame de carga viral serve para medir a carga viral do vírus HIV e o VDRL de parâmetro para identificação ou tratamento da sífilis. O que acontece é que quem tem HIV, tem mais chances de adquirir outras ISTs, mas referente aos exames cada um identifica de forma específica,portanto não tem como você passar de indetectável para detectável se contrair sífilis.

  3. Confusa diz

    Aqui na minha cidade não estão vacinando pessoas com hiv e com câncer fazendo quimeo terapia

  4. Jorgito diz

    Estou com uma dúvida pessoal. Estou na época de fazer o exame de Carga Viral (aliás está passando do dia já). Acontece que peguei uma gripe esses dias atrás, hoje já estou até me sentindo melhor. A gripe pode afetar o exame de carga viral? Se sim, depois de quantos dias da gripe eu posso fazer o exame sem risco de alteração?

    • Caio PE diz

      Perguntei a infecto isso há um tempo atrás: ela disse que seria conveniente deixar o quadro gripal melhorar totalmente para não influenciar na CV (e principalmente no CD4).

  5. Lara diz

    Oi gente! Ontem estive na minha consulta de rotina. Estou tomando o Dolutegravir há menos de um ano e parece, digo parece, que ele está interferindo no meu sistema nervoso. Eu já apresentava algumas crises de ansiedade e agora elas estão nos fortes, demoro mais para controlar. Voltei para a terapia e o psicólogo me disse que meu nível de ansiedade está muito alto e que precisará me encaminhar para um psiquiatra para que a medicação me reestruture mais rápido. Enfim minha médica disse que ficaremos em observação e se isso se agravar pretende mudar a medicação … chato isso… o que me consola é que na maior parte do tempo eu estou bem, ruim mesmo só qnd as crises vem. Outra coisa, conversamos sobre o indetectável= intrasmissivel e ela me disse que não tem essa certeza, que não confia por conta do tal do blip … que em uma dessas alguém poderia se contaminar … gosto tanto dela, mas sai de lá meio desapontada mais uma vez com a falta de uma posição unânime em relação a isso, se é que pode haver .

    • Jorgito diz

      Eu também gostaria de ter mais certeza quanto a isso, Lara. Mesmo porque detesto camisinha. Odeio mesmo. Não foi a toa que peguei essa merda desse vírus. Agora, só a perspectiva de ter que ficar fazendo sexo com camisinha o resto da vida já me frustra bastante. Sexo com camisinha pra mim é uma merda total, sinto mais prazer até em bater punheta, de tanto que acho sem graça sexo com camisinha. Apesar de odiar, estou sim fazendo sexo com camisinha desde que contraí o vírus, mas agora estou começando a namorar e tenho muita vontade de tirar. Mas tenho medo desse bilp aí. Só pra terem uma noção, quando estou fazendo sexo com minha namorada eu tenho que tirar a camisinha e gozar batendo punheta ou com ela pagando um bola (mas não gozo na boca dela), porque só metendo, com a camisinha, dificilmente chego lá.

      • Lara diz

        Pois é ! Eu sei que existem os estudos e até mesmo uma nota do MS falando sobre isso, mas sei que temos vários exemplos aqui mesmo no grupo, mas é que essa possibilidade, mesmo que pequena, ainda me assusta. Não pelo fato de não querer usar camisinha, pq não tenho problemas em relação a isso, acho super tranquilo mas minha preocupação é no caso de contaminação mesmo … senso de responsabilidade com a vida alheia.

        • Jorgito diz

          Claro, mas minha preocupação é justamente essa mesmo. Não passar para minha namorada. Só por isso não tiro a camisinha; em função deste medo; ainda que em algumas pesquisas se diga não existir risco. Se a camisinha fosse algo totalmente tranquilo pra mim eu nem iria pensar em tirar. Agora se vc está com medo de transmitir para alguém estando em tratamento e usando camisinha, esquece, pode ficar tranquila que nesse caso não tem perigo mesmo. Aí já é proteção mais que suficiente.

          • Chloe diz

            @Jorgito,

            Ela está bem desatualizada, conheço vários casais sorodiscordantes que tem relações sem camisinha.

            Eu sou indectável há 14 anos e nunca tive blip, nenhum exame nunca deu alteração.

            Eu acompanho essa página tem um tempo, muitos fatores tem que ser inclusos ao se pensar que alguém ‘contaminou’ outra pessoal mesmo indetectável.

            Quanto tempo essa pessoa está indetectável ?
            Ela toma os remédios na hora correta ?
            Ela faz uso de outros remédios que podem alterar/modificar os efeitos do TARVs ?

            Não sou eu vai te dizer para parar de usar, mas recomendo a ter consulta com outro(a) Infecto, alguém mais da área de pesquisas por sinal.

            • Jorgito diz

              Legal Chloe! Eu estou indetectável há cerca de um ano e oito meses. Logo depois que me infectei comecei o tratamento e pouco tempo depois já estava indetectável. Confesso que não sou muito rígido com horário do medicamento não, mas nunca falho. Nesse tempo todo só falhei uma única vez e depois dessa falha já fiz um exame que deu indetectável. Meu infecto diz que posso ter relação sem camisinha sim, se houver o consentimento de minha namorada, que não tem perigo, inclusive falou pra eu levar a namorada lá pra conversarmos todos juntos. Mas não contei pra ela ainda, nem sei se quero contar tão cedo.

        • Olhos 03 diz

          Lara meu infectologista disse que é muito difícil nos indetectáveis passar o vírus a alguém so se haver algum problema na medicação a única ressalva que ela me disse que não pode haver falhas e fazer tratamento certo e acompanhamento da carga viral comentei pq muitos doutores não aceitam isso ela fala que muitos não falam por haver muitas dsts e não se cuidarem se fosse assim muitos casais discordantes que tem filhos passariam para os seus parceiros e filhos gosto muito do Dr. Esper ele que está à frente que indetectável e intransmissível no Brasil

          • Lara diz

            Pois é! A minha disse que não tem “ o peito do Esper” pq não dá para prever certas situações como o blip… isso me deixa com receio. Como disse eu não tenho problema em usar preservativo. Na verdade são os homens que se sentem mais incomodados, aí fico pensando em um relacionamento estável e monogâmico sem outras ists …

            • Olhos 03 diz

              Então o problema é homens sobre usar o preservativo,como disse acima estou nessa dilema e não pretendo contar por enquanto mas como uma pesquisa grande igual essa que pegaram varias pessoas iria errar a ponto risco mais pessoas ?aqui eles são mais receosos pois colocam o deles na reta então eles ficam acima do muro mas tinham que ter uma definição

              • Olhos 03 diz

                E mesmo o blip que essa pesquisa fez não tiveram um infectado ,com o parceiro indetectável porém existiu infecção porém não eram dos parceiros

      • Carla diz

        Jorgito, e aquela medicação nova que o SUS está disponibilizando para casais sorodiscordantes, o trufada? ela não quer usar? o infecto do meu esposo disse que se a mulher tomar essa medicação, não precisa usar a camisinha. No particular está saindo a 350,00 por mês, pois o SUS não está disponibilizando a todos os estados ainda.

          • Renato diz

            Eu n entendo porq o remédio pra evitar contrair a doença eh feito das mesmas drogas q tomamos ,então porq.falam q podemos nos re infectarmos?

            • Tiago diz

              Renato, acredito eu que por muito que a TARV possa até servir como PrEP para quem já tem o HIV contra uma eventual exposição e reforço da sua infecção, existe sempre a possibilidade, por mais ou menos remota que seja, de ser exposto a uma cepa resistente a componentes específicos da sua TARV. Diga-se que, pela mesma lógica, o mesmo raciocínio se aplicaria talvez à PrEP. Se alguém está na PrEP e é exposto a uma cepa de HIV resistente a um ou mais dos seus componentes, provavelmente aumentará o risco de infecção também. Inclusive, teve um caso de um homem que estava na PrPE e se infectou – o único relatado, creio – mas foi tão extremo, envolvendo uma maratona de sexo desprotegido com dezenas de parceiros ao longo de meses, que serve mais de alerta para o fato de que até a PrEP e a TARV têm limites.

              Naturalmente, os riscos de sermos expostos uma cepa de HIV resistente à nossa TARV são menores, à partida, do que o da exposição a uma cepa por ela controlada, mas o risco existe e pode resultar, no mínimo, numa queima de ARV ou ARVs, tendo que depois usar outra combinação de toxicidade maior. O Tenofovir, por exemplo, é um ARV que já anda no meio há uns bons pares de anos – ou seja, maior risco de existirem cepas resistentes – que muitos de nós gostariam de ver substituído pela sua toxicidade e potenciais danos a longo prazo, mas que ainda faz parte da TARV preferencial. Se o Tenofovir já não é tão bom assim, quando comparado por exemplo à Lamivudina ou ao Dolutegravir (apesar deste último ainda ter chão para se fazer provar), imagine as outras opções.

              Conviver com HIV sem ou poucos colaterais já é um saco menor ou maior, imagine com colaterais ou mais ainda… O risco é virar um inferno.

        • Jorgito diz

          Pois é, Carla. Acontece que ela não sabe da minha sorologia. Não contei e o pior é que não tenho vontade de contar, pelo menos tão cedo. O problema é que conheço gente demais na minha cidade. Minha rede de amizades e conhecidos é muito ampla. Apesar de morar em uma grande capital, muito populosa, mais de 1,5 milhão de habitantes, aqui em Goiânia as pessoas parecem se conhecer demais, sempre tem algum conhecido de um conhecido que sabe quem vc é. Diante de tudo isso vejo um potencial explosivo demais em contar para alguém e a notícia se espalhar.

          • Chloe diz

            Aí fica sem critério, eu obtive por transmissão vertical, então cresci com a sorologia escondida, e isso tem 28 anos.

            Já tive diversos relacionamentos longos, fico imaginando se eu tivesse contado. E depois do término como fica ? Fora que muito proavávelmente a pessoa contaria pra família.

            Eu genuinamente desacredito em contar a sorologia se você não tiver certeza que irá ter um relacionamento para o resto da vida com essa pessoa.

            As únicas pessoas que sabem da minha sorologia são meus Pais e alguns poucos médicos.
            E não me arrependo nenhum pouco de não ter contado para ninguém, que diferença faria ?

            Tem gente que consegue, mas imagino que seja 10x mais difícil se relacionar com alguém sendo sincero de início.

            • Jorgito diz

              Penso como vc Chloe! Prefiro manter assim também, só minha mãe e meu médico sabem. Me sinto muito bem dessa maneira. Levo uma vida absolutamente normal.

              • Monica diz

                Oi Jorgito oi Chloe!

                Eu também.optei por não contar para ninguém. Somente meus médicos sabem..
                Jorgito, eu também tenho um relacionamento recente, 4 meses, morro de vontade de fazer sexo sem camisinha, ele detesta, nunca me pediu pra ir sem mas já aconteceu varias vezes o que você comentou, ele tira pra gozar se masturbando, e chato, mas eu não me sinto no direito de fazer sem mesmo sendo indefectível há quase 2 anos…Meu médico diz que não há problema, também sugeriu que eu levasse ele na consulta pra conversar, agora com a PREP disponível no SUS…tenho muita vontade de falar…mas com o a Chloe falou,
                Eu não sei se vai durar, e muito recente…acho aue so vale apena se ver quer pra valer…
                Optei por esperar mais, mas sinto que se a coisa ficar mais seria não tem como não contar …

                • Olhos 03 diz

                  Mônica estou com dúvidas igual a sobre não usar a camisinha adquiri o vírus a 3 anos e 3 anos indetectável sem nenhum blip hoje meu cd4 esta acima de 800 sei que não sou transmissor pelas pesquisas mas é o medo que ronda a gente ,ele não consegue terminar com a camisinha e por enquanto não pretendo contar mas como fica essa situação to na mesma dúvida de vcs ?

                • AnonimoFer diz

                  Monica, bom dia.

                  Você pode não falar, mas com o tempo penso sim, que será o melhor a fazer.

                  Estava namorando quando me descobri Reagente. Trabalhei uma semana pensando em como dar essa notícia.

                  Como haviamos tido diversas relações sem camisinha, não tive escolha e além de falar, sugeri q ela fizesse os exames.

                  Hoje estamos bem, no inicio foi um processo amargo, até Ela digerir tudo, mas passou.

                  Valeu a pena..

                  Tive medo de como seria se terminassemos. Me perguntava se teria minha sorologia panfletada, decidi correr o risco, viver a vida e assumir as consequências. Hoje não penso mais … deixo acontecer.

                  Abs.

                • Cristiano Bezerra dos Santos diz

                  Tenho uma dúvida
                  Li em algum lugar não lembro aonde, que quem tem Aids não pode tomar de jeito nenhum a vacina da Febre Amarela por causa do estágio avançado e baixa imunidade,podendo ocasionar fortes reações. Gostaria de saber e quem tem HIV pode tomar a vacina de Febre Amarela ou corre o mesmo risco de reações de quem tem Aids?
                  Obrigado a quem puder esclarecer minha dúvida !

          • Carla diz

            Jorgito, te entendo com certeza e vc está mais do que certo! não conte mesmo! Eu sou casada e por isso te dei aquela ideia, mas nós não contamos para ninguém, pois sabemos do preconceito da população ainda. Só conte se for para alguem de extrema confiança sua e que vc ache que tem possibilidades de casar.

        • Victor diz

          Estou tentando comprar Truvada em farmácia particular para fazer PrEP, mas não estou encontrando o medicamento. A empresa distribuidora que eu conheço diz que está em falta no mercado. Você conseguiu encontrar?

    • Ponce41 diz

      Oi Lara;
      Em relação a indetectável = intransmissível meu infecto tem a mesma opinião, pelo mesmo motivo. Como ainda existe, mesmo que pequena, divergência sobre o assunto, prefiro nao arriscar. Melhoras pra vc…

      • Lara diz

        Oi Ponce! Obrigada querido. Espero melhorar logo. É comonli um dia desses… “ nosso cérebro pode ser nosso maior inimigo” . Fica bem tmb. Bjs

    • telma diz

      Dolutegravir pra mim foi impossivel tomar começou com crises de insonia , depois ansiedade generalizada e por ultimo sindrome de panico , nao sei o que aconteceu no meu sistema nervoso nunca tinha sentido isso antes parecia que estava drogada despersonalização .Tomo antiretrovirais a mais de 28 anos ate os mais toxicos os primeiros ja tomei . Mais o que mais penetrou no meu cerebro foi esse dolutegravir me sentia aeréa , depois comecei sentir medo de chegar a hora de tomar o remedio, como deus fez cada pessoa unica , conheço varias pessoas que nao sentem nada tomando dolutegravir , só compartilho da minha historia pq isso pode acontecer com outras pessoas converse com seu medico .Agradeço a atenção de todos

      • Dru diz

        Oi Telma, saber que tem uma pessoa que toma os antirretrovirais há mais de 28 anos, reacende a esperança de que a sobrevida após o diagnóstico, pode sim ser longa. Você sempre levou uma rotina saudável ou não?

  6. Pedro diz

    Como estão o agendamento para consulta com o infectologista no estado de vocês na rede pública ? Até meados do ano passado o agendamento era sem problemas, porém no hospital Clementino Fraga que me consulto já é a terceira vez que vou marcar a consulta e a atendente pede para voltar no próximo mês, pois a cota foi atingida.
    Estado paraíba
    Cidade: João Pessoa

    • Gil diz

      Olá, Pedro. Sou de João Pessoa e sugiro que faça um plano de saúde, mesmo algum simples, tipo hapvida ou aquele que funcionários públicos tem desconto. A maioria dos infectologistas atendem por planos até inferiores que a unimed, que é ruinzinha, mas ainda tem boa cobertura.
      Sou de João Pessoa também. Recomendo a Dra Érika Araruna que atende no Instituto do Cérebro.
      Se precisar de alguma dica, ne escreve no psicoglmr@gmail.com

  7. Rômulo diz

    Já to com receio devido aos casos aparecendo… há 3 meses meu CD4 tava 800+ e minha CV 300, to com boa margem para tomar a vacina.

    • Caio PE diz

      CD4 acima de 500 pode sim tomar a vacina da FA desde que não tenha nenhuma comorbidade no momento. Perguntei a infecto.

    • Seth Rj diz

      Tenho medo de tomar a vacina… estou com CV: 400 e CD4: 351 exame de setembro/2017.

      • Caio PE diz

        Tome apenas se sua médica liberar. Mas acho que apenas com CV indetec. e CD acima de 500 que podem tomar.

          • Cara Positivo PA diz

            quando tu tomar tua CD4 vai baixar.
            Tomei vacinas de gripe, pneumo23 e outras(a de FA ja tinha tomando, dai nao precisei fazer) e não esperei fazer 1 mes para fazer CV e CD4, pq tinha que pegar remedio e tinha que deixar o teste novo la na farmacia.
            Meu CD4 sempre gira em torno de 900, depois das vacinas caiu pra 354, então quem ta com CD4 em 350 acho que corre risco de entrar em AIDS clinica (<200), então é melhor ta com uns 500/600 msm

  8. Solangedoenças diz

    Tantas perguntas hoje passei na consulta é o meu primeiro exame depois que comecei tomar antivírus estão ótimos indetectavel a Dra. passou no receituário para tomar a vacina padrão pessoas com HIV em tratamento e com a imunidade Boa, não fracionada vou ver isso na segunda pois em fevereiro terei que viajar.Feliz por meus exames dias melhores pra sempre bjinhos

  9. Fernandinho diz

    Gente, o assunto é outro. Comecei a tratar um transtorno de personalidade aos 17 anos, que se chama borderline. E aos 21 descobri que tinha HIV, sendo que sempre fazia exames de hiv por conta da minha hiporcondria. Depois que comecei o tratamento com 3×1 notei que alguns sintomas que eu já tinha desde novo aumentaram. Que foi a perda de memória/ dificuldade de concentração e não consigo muito bem concluir o raciocínio. Faço tratamento desde os 17 com antipsicotico na dose mais baixa/ rivotril 2MG e um antidepressivo.
    Só que essa perda de memória, dificuldade de concentração, não conseguir raciocínio eu sempre tive mas eu pensava que era meu jeito de ser mesmo. Tanto que meus amigos sempre me chamaram de lento pq eu viajo muito. Comecei a me preocupar pq depois do tratamento do hiv esses sintomas aumentaram.
    E outro tbm é que quando vou dormir e tomo todos os remédios eu ouço vozes (não no meu ouvido) mas dentro da minha cabeça. É como se as vozes do meu dia dia se reproduzisssem. Eu lembro que antes do tratamento do transtorno, quando eu era mais novo quando eu abusava de dramin pra puder dormir eu também escutava essas vozes na mente.
    Consultei um neurologista e ele me indicou 4 sessões de neuropsicologica. Pra confirmar DDA déficit de atenção sem hiperatividade. E me receitou RITALINA duas vezes ao dia. Eu disse que só iria começar a tomar quando começasse a estudar. A qual ponto o tratamento do hiv pode piorar esses meus problemas? Eu tenho um pouco de medo da ritalina e dessas coisas que estão acontecendo. Fora que eu preciso ter concentração pra estudar pois perdi 4 matérias período passado e se eu perder mais eu perco meu Fies. Queria um help de alguém da área médica ou que entenda. Por favor

    • Caio PE diz

      O Efz (um dos 3 componentes do 3×1) pode potencializar isso. Converse com seu infecto e “saia fora” do 3×1. Existem opções MUITO melhores hoje em dia.

      • Fernandinho diz

        Tipo quais? Já pode trocar pra o dolutegravir? Alguém ja trocou? Eu soube q esse ano quem tinha problemas com efavirez poderia trocar

        • SAR diz

          Fernandinho,

          No início de dezembro/2017 estive em consulta com minha infectologista e questionei sobre a disponibilização do DTG aos que estão utilizando o 3×1. A resposta foi que ainda não estava autorizada a troca, porém como o Caio PE mencionou, existe outras opções, por exemplo, as combinações: Atazanavir/ritonavir + 2×1 e também Darunavir/ritonavir + 2×1. Essas são apenas algumas das combinações possíveis. O ideal é que converse com sua infectologista e baseado no seu histórico clínico ela veja o melhor esquema para substituição.

          Abraço!

          • John diz

            Sar, eu utilizo essa a combinação Darunavir/ritonavir + 2×1 a 3 meses. O ruim dessa combinação é que tomo 5 comprimidos durante o dia. Mas não sinto efeito colateral algum, exceto a indisposição que já sinto desde que contrair o hiv. Tomo 3 comprimidos as 9 da manhã ( 1 de cada ) e as 21:00 tomo 2 comprimidos (1 de Darunavir e 1 de ritonavir ). Esse horário eu mesmo que escolhi. Como os outros usuários falaram, conserve com seu infectologista. Abraços.

    • Gil diz

      O rivotril e as medicações antipsicóticas causam perda da concentração. a ritalina é um estimulante, e é usada como terapia do TDA e TDA-H por aumentar a concentração, mas este é um efeito colateral dela, na verdade. Ela era um anti-depressivo, originalmente.
      Te digo que em 4 sessões de Neuropsicologia no máximo será confirmado ou descartado o suposto TDA, Transtorno do Déficit de Atenção. Mas deveria também fazer uma bateria de testes de personalidade para ver a sua estrutura emocional, as bases de seu perfil psicológico.
      Sendo assim, se for TDA mesmo, sugiro que procure outra opinião médica, de outro psiquiatra, pois existe uma transtorno de conduta que é muito comum em quem tem TDA: a pessoa passa a ter alterações comportamentais por baixa reflexão de suas ações, pois ao pensar nos erros já se distrai com outra coisa e tende a errar de novo, já que não permanece muito tempo focado em refletir e repensar para não pisar na bola de novo… além disso é comum o TDA ser impulsivo, ansioso, faz primeiro e pensa depois, tem dificuldade de conter os impulsos e rompantes, raivoso, imediatista, é volátil com seus sentimentos e muito intenso em tudo que faz.
      São sintomas que comumente se confundem com o transtorno borderline e com o transtorno bipolar, mas ao se melhorar a concentração, o TDA melhora muito a sua forma de interagir com as pessoas e passa a planejar melhor, pensar mais profundamente naquilo que faz.
      Portanto, sugiro que use a Ritalina que o neurologista receitou, mas ao fazer a avaliação neuropsicológica, peça para fazer os testes e avaliações sem o uso da Ritalina e os mesmos testes sob o efeito dela.
      É assim que eu procedo com meus pacientes para ter um diagnóstico mais preciso.
      A princípio, não é o vírus que está agindo, mas sua perda cognitiva tem a ver com as medicações que você usa. Quem sabe, após melhorar sua atenção você pode se ver livre das demais medicações. Sucesso!

  10. Positividade de Luz diz

    A vacina é pior que a doença em si,2 anos e meio de tratamento,cd4 1090,indetectável e NUNCA TOMEI VACINA DE GRIPE e nem tomarei esse veneno tmb!!!

  11. Pedro diz

    Eu também sinto muitos problemas de atenção e fadiga, após a mudança do meu esquema melhorei mas as vez s me sinto mais lento sim, então, meu conselho é que vc verifique todas as possibilidades médicas e tente mais opções de tratamento em vez do tradicional.

    • Paulo diz

      São pesquisas assim que me deixam louco. Explico: prometem, falam bonito, mas ficam só nas palavras. Depois a pesquisa simplesmente “some” da mídia.
      De qualquer forma, UM DIA, eu sei, vão encontrar a tão desejada cura.

  12. Positivo PB diz

    Alguém , por favor , me tira uma dívida?

    Comecei o tratamento com o novo medicamento há 1 mês. Nesses últimos dias estão sentido um pouco de dor nas articulações, principalmente dos dedos das mãos.
    Alguém já passou por isso?

  13. Dru diz

    Pessoal, estou a quase um ano em tratamento e gosto muito de comer carne de porco mas de um tempo pra cá venho passando mal,hoje cheguei a vomitar. Será que é por causa da medicação? Sempre que como a carne sinto mal estar e antes não era assim.

    • Sim é , o efavirenz aumenta com a quantidade de gordura e isso provoca essas reações .Evite comer gordura perto das medicações .

        • Tiago diz

          Dru, acredito que o Marc falou serve para qualquer ARV e que a alimentação mais gordurosa possa aumentar a quantidade de absorção da medicação, apesar de ser potencialmente mais lenta, o que pode potencializar colaterais. Comida pesada e gordurosa pode causar náuseas e enjoos por si só… Com ARVs à mistura, pode mais.

  14. Carla diz

    Pessoal, vcs sabem qual é a janela imunológica do exame Carga Viral?

    • Positivo Azul diz

      Anos, existem pessoas que ficam até décadas com a carga viral <50 cópias , valor considerado de uma pessoa indetectável.
      O diagnóstico da doença é feito por meio da busca de anticorpos contra o HIV no sangue do paciente. Se uma amostra não apresentar nenhum anticorpo, o resultado negativo é fornecido para o paciente. Caso seja detectado algum anticorpo anti-HIV no sangue, é necessária a realização de outro teste adicional, o teste confirmatório. Isso porque, algumas vezes, os exames podem dar resultados falso-positivos em consequência de algumas doenças, como artrite reumatoide, doença autoimune e alguns tipos de câncer. Nesse caso, faz-se uma confirmação com a mesma amostra e o resultado definitivo é fornecido ao paciente. Se o resultado for positivo, o paciente será informado e chamado para mais um teste com uma amostra diferente. Esse é apenas um procedimento padrão para que o mesmo não tenha nenhuma dúvida da sua sorologia.

      • Carla diz

        Positivo Azul, é pq no meu caso, meu esposo fez o exame e deu reagente, dai depois de 20 dias que tivemos a relação sem proteção, eu fiz aquele de anticorpos e deu não reagente e fomos no infectologista e ele passou o Carga Viral p eu e ele fazermos. Eu fiz c 27 dias da relação sem proteção e deu não detectável e depois com 45 dias depois da relação desprotegida eu fiz o de
        Anticorpos e deu não reagente. O infecto disse p repetir novamente depois de 40 dias. Mas o infecto disse que a janela do Carga Viral é de 15-20 dias, oq vc acha?

        • Positivo Azul diz

          Acho que você deve proceder conforme o infectologista te orientou.

      • Carla diz

        Muito legal esse post. Pelo que li a janela é de no máximo 30 dias para qualquer exame. Aqui onde eu faço não existe o de 4ª geração, acredita? eu fiz o de anticorpos utilizou o método Imunocromatográfico. Este é de 3ª geração?

    • Caio PE diz

      Cerca de 15 dias para quem não usou a PEP e 15 dias após o fim da PEP (para quem usou). Existem casos raros de controladores de elite que mantém a CV indetectável mesmo sem usar ARVs.

  15. Ana diz

    Tenho uma dúvida sobre CD4. Qual seria uma quantidade relativamente “normal”? Faço tratamento há 1 ano com Dolutegravir+Tenofovir e Lamivudina. Comecei o tratamento com 14.000 de carga viral e imunidade em 280. Eu estou com 490 de CD4 e o meu infecto diz que é uma quantidade ótima. O de vocês é muito diferente do meu? Tenho receio em tomar a vacina e ter alguma reação. Alguém aqui já tomou?
    Obrigada!

    • Caio PE diz

      O máximo valor de CD4 que conseguir ter é melhor. Geralmente acima de 500 já é considerado muito bom. Mas o valor dele pode variar dependendo de vários fatores: emocionais, estresse, horário da coleta, se está doente (gripado por exemplo) no momento da coleta etc etc.

    • Life diz

      Ana,

      O ideal é manter-se Indetectável e a carga viral é considerada normal quando entre 500 e 1500.

      Uma pessoa com cd4 em 1200 não quer dizer ser mais saudável que uma que tenha cd4 em 700.

      Procure se exercitar, levar uma dieta saudável e tomar seus remédios diariamente.

      • Ana diz

        É, eu ainda não estou fazendo atividade física mesmo… estou muito sedentária… Mas vou dar um jeito de começar o mais rápido possível! Muito obrigada, Life! 🙏🏼

  16. news diz

    pode uma pessoa esta com quase 70.000 de cv e um cd 4 de 1075 ?deveria esta mais baicho o cd 4 alguem pode me tirar essa duvida da cabeça?new

    • Caio PE diz

      Pode sim. O vírus age de maneira diferente em cada pessoa. Iniciando a TARV a CV “zera” e o CD sobe mais (o que é excelente)!

      • João Roberto diz

        Caio, sou soro positivo há pouquissimo tempo. Descobrir em novembro passado. Estava com carga viral alta e CD4 baixo. Depois que comecei a tomar a medicação fiquei indetectável mas com CD4 ainda baixo. O infectologista que me acompanha comemorou o resultado de indetectável. Fiquei muito preocupado sobre estar indetectável e CD4 baixo. O infectologista disse isso acontece. Estrece, ansiedade pode contribuem para essa baixa no CD4?

  17. Rafael diz

    Pessoal boa tarde. Estou usando Fluoxetina, mas a Psiquiatra disse que tem interação com a TARV e minha infectologista diz que não. Vocês sabem me informar por favor.

    • Tiago diz

      Rafael, de acordo com o site https://www.hiv-druginteractions.org não são esperadas interações com o DTG+2×1 ou com 3×1 (seus componentes).

      Se a sua TARV for diferente, dê uma olhada no link acima. Lá vc pode marcar os componentes da sua TARV, buscar a medicação pelo nome no segunda campo e já lhe mostra os resultados esperados.

  18. Luc diz

    Pessoal, estou fazendo tratamento com a PEP pela segunda vez, a ultima foi há seis meses.
    Será que nessa segunda vez a eficacia diminui? dessa vez entrou no esquema o delutegravir + lamivudina, na primeira vez foi lamivudina + outra droga que nao lembro o nome. Obrigado!

    • Caio PE diz

      A PEP não perde seu efeito desde que tomada de maneira correta (sem pular doses) e tomada pelo 28 dias seguidos!

  19. George diz

    [Off]

    Galera, em março vou pra Foz e estava pensando dá uma passada no Paraguai. Vi q eles não são amigáveis com pessoas vivendo com hiv.

    Alguém aqui já teve a experiência de ir pra lá fazendo uso da tarv?

    Mês que vem vou falar com meu médico se seria problemático ficar uma ou duas noites sem medicação pra não correr o risco de entrar lá com eles.

    Eu tou nessa indecisão sobre o que fazer aí queria saber melhor os riscos de entrar lá com tarv pra poder avaliar melhor o que fazer.

    • Carla diz

      Nossa, nunca ouvi falar sobre isso. E pq vc não leva apenas a quantidade da medicação, conforme os dias q vc ira passar lá, não precisa levar o frasco inteiro.

    • AnonimoFer diz

      @George,

      Separe um frasco reserva apenas com a quantidade que irá tomar ou leve numa pillbox junto a sua necessaire.

      Vá sem neuras. Fiz algumas viagens internacionais após soroconversão e foram tranquilas.

      Abs.

    • Gil diz

      Eu vou tranquilo à Asunción, no Paraguay, estudar, dar cursos e levo minha tarv na bagagem de mão, e é tranquilo fui em 2016 e 2017 duas vezes. Nada de barrarem ou questionarem. Muito menos na região de Ciudad del Este, naquela balbúrdia toda.

  20. Marcos diz

    Gente alguém poderia me ajudar estou tomando remédios pra colesterol ( ao dia) e para triglicerídeos ( a noite) receitado pelo médico. Acontece que comecei a sentir meu coração acelerar muito e minha pressão subir, fico cansado se fizer qualquer esforço. Meu médico está de férias e só volto com ele em abril. Minha pergunta é, não seria a mistura de dois remédios fortes que estariam causando isso? ( O pro colesterol que tomo de dia e o pra triglicerídeos que tomo a noite). Tenho medo de ter uma parada cardíaca

  21. Rafinha diz

    Alguém poderia me ajudar a decifrar esse exame?

    Cd8: 44,60
    Cd3: 77,20
    Cd4: 27,70
    Relação: 0,62

    Alguém saberia me dizer? Obrigado 😊

    • Rafinha diz

      Estão em porcentagem. Desculpem não coloquei no comentário anterior.

    • TriploX diz

      Rafinha, tudo bem? Vc precisa sabir a quantidade de linfócitos absolutos … p/ saber a quantidade total de cd4 e cd8. Por porcentagem n tem como saber. Exemplo:
      Se vc tivesse Linfóciotos totais – 1000
      Seu cd4 seria 277

      Se vc tivesse Linfócitos totais – 1500
      Seu cd4 seria 415,5

      A relação cd4/cd8 está baixa, mas isso é comum. Vc tem quanto tempo de diagnóstico e medicação?

      • Rafinha diz

        Triplo X, talvez eu não tenha olhado direito. Vou rever, obrigado, desde 2013 sei da minha sorologia porém me mudei de cidade e estado e no Laboratório que faço agora aparece diferente do convencional. Mas vou ver isso. Mais uma vez obrigado 😊😘

    • Rodrigo diz

      Meu infecto gosta muito de olhar os porcentuais. Uma variação de CD4 entre 25% e 30%, na opinião dele, é um bom parâmetro

      • TriploX diz

        Rodrigo, mas é como expliquei, amigo. 25% de um total de 1000 dá 250 o que é baixo. Se o valor de linfócitos totais estiver alto, ok. Mas se vc apenas tem a porcentagem, não tem parâmetro p/ analisar …

  22. Miguel diz

    Blza pessoal, estou com viagem marcada para Austrália após o carnaval, gostaria de saber como funciona o tratamento por lá! Se alguém puder compartilhar!

    • Chloe diz

      Austrália e Nova Zelândia dá para mandar medicamento via DHL, mas
      e bom você marcar uma consulta com um médico de lá para receber uma autorização formal para receber essa medicação.

      Todo lugar do mundo tem plano de saúde que cobre TARV, questão é saber se você pode ser apto a ter um plano desde, e isso depende de visto.

  23. Maycon diz

    Pessoal, exame descarga viral que diz: Abaixo do Limite é o mesmo que Indetectável?

    • Caio PE diz

      SIM ! Geralmente o limite mínimo de detecção é de 20 ou 40 cópias. Abaixo disso é indetectável !

  24. Mr. L diz

    Olá, pessoal, tudo bem?
    Eu namoro um cara + e ele descobriu agora em dezembro. Ele iniciou o tratamento, mas ainda nao sabe a carga viral nem o cd4/cd8. Ele teve sifilis tbm e realizou o tratamento com a benzetacil. Hoje foi a consulta com o infecto e o mesmo nao passou nenhum exame. Minha dúvida é: alem do cv, cd4/cd8 e o vdrl para o tratamento da sifilis, quais outros exames sao importantes que ele solicite ao medico? Grato desde já, saúde a todos. Somos gays e sorodiscordantes.

    • SAR diz

      Olá Mr.L

      Eu acredito que o médico ainda não solicitou exames adicionais porque ele pretende ver, primeiramente, como se encontra a carga viral e o valor absoluto dos linfócitos T Cd4+. A partir desses resultados ele conseguirá prever em que fase da infecção o seu companheiro se encontra. Quando os valores de linfócitos T Cd4 estão dentro dos valores normais de referência e o tratamento é iniciado não há muito o que se preocupar, pois em alguns meses a CV poderá estar indetectável e o valor de Cd4 aumenta. Em casos de valores de Cd4 abaixo de 200 células/microlitro é necessário uma atenção especial e, neste caso, provavelmente, o médico solicitará exames como:
      – citomegalovírus IGg,
      – Rubéola IGg,
      – Toxoplasmose IGg,
      – HTLV 1/2,
      – Pesquisa Baahr (exame do escarro),
      – Epstein Baahr IGg, VCA (Mononucleose),
      – Anti HAV – IGg ( Hepatite A),
      – Hepatites B e C,
      – FTABS IGg e IGm (Sífilis)
      – Raios X do Tórax
      Além de exames de rotina.

      Espero tê-lo ajudado!

      Abraço!

  25. M. diz

    Boa tarde pessoal, alguem aqui já teve candidose? Qual tratamento foi feito? Há interações medocamentosa com os atiretrovirais?

  26. Anderson diz

    Boa tarde,

    Fiquei preocupado com uma matéria que li no TED, sobre um vírus do HIV resistente a medicação, o titulo é : The dangeours evolution of HiV, a matéria diz que a epidemia é mortal.
    Confesso que fiquei com medo.

      • Rômulo diz

        De Agosto de 2017.

        Em resumo: Esta tendo um aumento considerável de casos de HIV nas Filipinas. As drogas atualmente são usadas em “HIV tipo B”, e estes casos representam 88% dos casos mundiais. Porém, estes casos de Filipinas são de HIV de tipos NÃO B, então estes tem uma forte resistência as TARVs… e estes vírus estão começando a aparecer nos EUA, Australia e Canada (e outros países desenvolvidos).

  27. Mr. L diz

    Oi, SAR!
    Muito obrigado por responder! O que fiquei “encucado” foi pq ele iniciou o tratamento dia 16 de dezembro e o medico nao solicitou os exames de CV nem CD4. Ele retornou a consulta dia 24 e novamente os exames nao foram solicitados. Ele irá fazer apenas quando for próximo do retorno, no final de abril.

    Abçs

    • SAR diz

      Mr. L,

      Neste caso, vocês precisam ficar atentos a esse infectologista. Uma vez que foi diagnosticado penso que seja quase um protocolo pedir os exames de CD4 e CV. Até mesmo porque na guia que eles preenchem para fazer retirada dos ARV’s é necessário colocar esses dados. Mas se ele já está em tratamento, tomando os ARV’s corretamente, em breve, poderá estar indetectável e os níveis de CD4 certamente subirão. Porém não posso deixar de admitir que esse médico precisa ser visto com cautela. Muito estranho. É infectologista ou clínico geral? Verifique isso.

      Abraço!

    • Rômulo diz

      Se for pelo SUS não tem jeito… protocolo é fazer a cada 6 meses (em função do custo do exame), a culpa nem é do infecto pois ele pode solicitar mas se faz no público vão “impedir” de fazer em função do prazo mínimo de 6 meses…

      Se for no particular, vc deve exigir a solicitação do exame !

  28. Oliver diz

    Mr L so fui fazer meus exames cerca de 3 meses apos iniciar o tratamento, pelo que percebi demora um pouco mesmo pra ter vaga pro exame.

  29. SAR diz

    Mr. L,

    O seu companheiro faz tratamento pelo SUS? Veja bem, não quero causar preocupações desnecessárias em vocês, porém o que sugiro é que, se possível financeiramente falando, vocês procurem um infectologista particular, levem o resultado do exame de sorologia ao qual mostra que deu reagente para HIV e solicite a ele os exames de CD4 e CV. Infelizmente, não posso precisar o custo desses exames. Digo isso, porque se fosse no meu caso que isso tivesse acontecido poderia ser crucial para mim. Fui diagnosticado com valor de CD4 baixo e além do início imediato com os ARV’s precisei iniciar também tratamento profilático com antibiótico a fim de evitar infecções oportunistas. Vocês não sabem se a infecção do seu companheiro é recente ou antiga, então penso que essa investigação pelo médico deveria ser um pouco mais apurada.

    Abraço.

  30. Mr. L diz

    SAR, obrigado mais uma vez!
    O tratamento está sendo realizado pelo SUS, sim. Moramos em Fortaleza e ele realiza o tratamento numa outra cidade do interior devido a preferências da família. O médico é infectologista e bem renomado na cidade que ele está se tratando. Fiquei um pouco receoso pq acho q ele deveria ter pedido a cv e cd4 desde q passou o tratamento para ele. E, sim, ele está realizando o tratamento bem certinho com os ARVs. O exame de cv e cd4 foi realizado na ultima consulta, mas ele só receberá com 30 dias e o médico só irá verificar na consulta de abril.

    Obs: o blog do JS e os comentários e respostas de todos aqui são de extrema importância para as pessoas +, para os companheiros dessas pessoas e todos os demais interessados pela temática. Muito obrigado a todos.

    • SAR diz

      Mr.L,

      Então, fiquem tranquilos. Quando estiverem com os resultados em mãos, nos avise e, então, poderemos dar uma luz para vocês!😉

      Abraço.

      • Mr. L diz

        Olá, SAR! Tudo bem?
        Ele recebeu o resultado hoje dos exames de carga viral e contagem de cd4 e cd8.
        Ficamos bem felizes pelo resultado de indetectável da carga viral. Tratamento foi iniciado no dia 21/12/2017 e o exame foi realizado no dia 24/01/2018
        Detalhamento do exame:
        Carga viral: não detectado | cd4: 915 – 24,55% | cd8: 1874 – 50,29% | cd4/cd8: 0,49 | cd45+: 3726

        Obrigado e um abraço a todos!

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