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Comentários 72

A nova prevenção do HIV

Hoje, a prevenção do HIV vai muito além da camisinha: existem alternativas muito mais flexíveis e eficazes que podem servir ao estilo de vida de cada um! Para falar sobre isso, preparamos, em parceria com a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo e com o canal Para Tudo da drag queen Lorelay Fox, uma série de vídeos sobre prevenção à infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), HIV e aids. Nesse vídeo, Lorelay Fox conversa com o médico infectologista Dr. Ricardo Vasconcelos sobre PrEP, PEP, tratamento como prevenção, carga viral indetectável e camisinha — juntas, estas estratégias compõem a prevenção combinada. Sem tabus e sem preconceitos, fica mais fácil lidar com o HIV.

Estrelando: Lorelay Fox | Direção: André Canto | Roteiro: André Canto, Jovem Soropositivo e Ricardo Vasconcelos | Parceiros: Projeto Boa Sorte e Menino Gay
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72 comentários

  1. Sol diz

    Esse vídeo também faz parte de uma playlist especial com vários youtubers para o dia mundial de combate à AIDS, achei as iniciativas excelentes!
    Segue o link da lista:

  2. Sol diz

    O link acabou embutindo o primeiro vídeo, segue o link. É só copiar e retirar os espaços.
    https : //www.youtube.com/ playlist?list=PLbbFefrCS5-UwltPW87yHhF6DJkmohU69

  3. Caio PE diz

    Prevenção é conscientizar as pessoas (em especial a esses jovens inconsequentes) que não estão nem aí mais para a camisinha. E o pior: é essa geração aí que vai administrar a todos futuramente. O que esperar de uma geração que idolatram Justin Bieber e Anitta ? Deus nos acuda !

    • Caio PE diz

      Opa, a “”rafaella” está de volta. Ela é minha “fã” e a do Luiz Carlos tb! rs

      • Rafaello diz

        Gata! O problema nao é o Luiz é sua fixação escrachada por ele aqui nesse Blog. ‘Seje Menas’
        O blog não precisa de estrelinhas não e sim de pessoas coerentes. Quanto ao Luiz tem meu respeito…. ja você, nenhum! 😘👌🏻

        • Caio PE diz

          Farei greve de fome, suicídio, deixarei de viver … Só em saber que vc não tem o meu respeito… “Triste” demais isso, kkkkkkkk, Ok “Rafaella”?”

  4. Luz diz

    Alguem sabe se pedem exame de HIV em pré operatório para cirurgia plástica?

    • JV diz

      Não sei informar exatamente. Mas sei de uma amiga que descobriu o HIV quando ia colocar prótese de silicone. AÍ não sei se é um procedimento padrão ou se foi ela quem pediu o exame.

    • Caio PE diz

      Geralmente pede sim. Faz parte do pré-operatório na maioria dos casos.

    • Emílio diz

      Sim, pede. Eu fiz e pediu.no entanto, eu levei todos os exames e não levei o de hiv e eles não falaram nada.

    • Beto diz

      Tenho um amigo que fez cirugia no nariz e acompanhei ele todo o trajeto a primeira coisa que ele pediu foi o hiv ele falou que ja rra soro positivo o medico pediu cd4 carga viral como stava idetectavel o medico falou aie nao tinha problema.

  5. Ado diz

    Bom dia
    Sou soropositivo a 2 anos e sempre indetectavel.
    Mes passado fiz uma coleta de sangue, mas me ligaram hoje dizendo que o laboratório pediu uma nova amostra.
    Estou pensando o que aconteceu, ja aconteceu com alguém?

    • Rodrigo diz

      Nessa coleta de sangue, foi pedido exame para HIV? Alguns laboratórios pedem reexame quando dá positivo para HIV – uma forma de confirmar.

  6. SAR diz

    Bom dia Ado,

    Esse exame que vc fez foi solicitado pelo seu infectologista? Vc costuma fazer seus exames nesse laboratório? Esse exame é de Sorologia HIV-1/HIV-2? Acredito que se for o exame de sorologia que mencionei a pedido de um outro médico e se você mudou de laboratório, pode ser que o motivo seja esse. Exames de sorologia HIV-1/HIV-2 sempre darão reagentes, uma vez que eles detectam anticorpos contra HIV. A outra hipótese é por falta de material ou algum acidente com a amostra coletada.

    Abraço!

  7. Lorenzo diz

    Boa Tarde! Gostaria de saber se é “normal” desde sabido o diagnóstico ter um linfonodo aumentado na região da nuca? Ele sempre está ali, dói e esteticamente me incomoda. Os médicos costumam não dar muita atenção à isso. Gostaria de saber se um dia ele irá “embora” pois já fazem 3 anos que nada muda. Obrigado!
    P.S: Soube que existe um grupo no Face, privado, onde as pessoas discutem de maneira mais dinâmica assuntos relacionados à condição. Alguém sabe me dizer como faço para entrar? Obrigado!

    • Lorenzo tinha dois módulos na nuca e assim que comecei a medicação eles sumiram, tipo antes de completar 1 mês de medicação eles já tinham desaparecido.

    • Augusto diz

      Eu tb tinha esses nódulos. Na nunca e abaixo do braço. Eles sumiram quando iniciei a medicação

  8. Pedro diz

    Gente, acho super legal a organização do movimento LGBT e como eles se engajam em causas conjuntas. O que me preocupa é, mais uma vez, o foco demasiado aos jovens gays deixando outros grupos severamente afetados ( como a terceira idade que aumentou as infecções em 103%) fora disso MAIS UMA VEZ. Estava estudando e vi que isso acontece muito aqui no Brasil mas quando você vai para fora vc vê que eles falam e atuam no combate ao hiv de maneira muito mais ampla e de forma a impactar a população como todo- vide os países da Africa. Acho super legal uma Drag famosa como a Lorelay ser capa de uma campanha assim mas ela infelizmente não é representativa para todos os vetores da sociedade como tal. O que vai acontecer é que mais uma vez vao enquadrar o hiv como uma “peste gay” ( foçada no gay masculino ) mas não uma epidemia global como de fato é e isso vai causar os velhos estigmas e comentários de que HIV é doença de gay e eu como “ hétero “ não pego. ATÉ QUANDO vamos agir assim ?

    • Pedro,

      Acho que você não entendeu bem: essa não é uma campanha ampla para toda a sociedade e nem quer representar ou dialogar com todos os seus segmentos. Essa é uma campanha idealizada pela Parada do Orgulho LGBT de São Paulo para o seu público, que vai ser divulgada oficialmente no canal da Lorelay no YouTube e nas redes sociais da Parada. Então, quem mais vai assistir a essa campanha são as pessoas que já seguem essas páginas.

      É natural que a Parada queira dialogar especificamente com o seu público e acho louvável que tenha finalmente resolvido fazer isso, pela primeira vez na sua história, especialmente quando o índice de infecção entre os jovens homens gays em São Paulo gira hoje em torno de 25 a 30%.

      Não vejo como essa campanha possa invalidar ou prejudicar outras ações e campanhas de prevenção ao HIV, que continuam a ser feitas por outras ONGs, secretarias de saúde estaduais e municipais e pelo próprio governo federal. Quando você pergunta “ATÉ QUANDO vamos agir assim?”, dando a ideia de que sempre se associou o HIV aos gays nas campanhas brasileiras, parece que faltou dar um Google nas campanhas do Ministério de Saúde para confirmar essa sua impressão — dá uma olhada aqui.

      Enfim, o fato do HIV ser capaz de afetar a todos, e não apenas aos gays, não quer dizer que não seja legal fazer uma campanha específica. Não precisamos falar sempre de maneira ampla e genérica. Eu penso que quanto mais falarmos sobre HIV, de maneira adequada e para diferentes segmentos da sociedade, melhor.

  9. Anne diz

    Sempre nos instruindo, clarificando as coisas, queridos e solícitos… comentaristas. Vamos seguindo munidos de coragem, fé e amor entre nós! 💕

  10. Rodrigues16 diz

    Olá pessoal!!

    Alguém poderia falar sobre suas experiências com suplementos alimentares (Whey, BCAA, Creatina)?? Existe alguma contra-indicação/possibilidade deles potencializar os efeitos dos ARV’s??

    • Pedro diz

      Eu tomo esses suplementos normalmente… Nunca tive problemas!!!
      Mas é sempre bom acompanhar os resultados dos exames…. 😉

    • Positividade Sempre diz

      Quando eu comecei o tratamento, usava creatina, BCAA e Whey. Os primeiros exames deram super alterados. TGO/TGP altíssimos, o infecto até suspeitou de hepatite medicamentosa, e suspendeu tudo, inclusive o Whey. Fiquei fazendo somente dieta e tirei suplementação.
      Esse ano, a nutricionista reintroduziu Whey e Creatina. Essa semana faço exames. Muito ansioso. Estou ganhando massa magra e não queria parar a suplementação…

      • Rodrigues16 diz

        Grato, Positividade!! Conversarei com minha infecto pra deixá-la ciente de q estou fazendo uso dos suplementos…

        • MRJ diz

          Rodrigues16. Sempre usei suplementos. Nesses 3 anos usando sem parar, nunca fiz exame função hepático. Ano passado minha infecto me pediu esse exame para ver como estava meu figado. O exame deu alterado, ela me pediu para parar com os suplementos e me indicou um endocrinologista. Já faz 1 ano que não uso suplementos, sigo uma dieta restrita, tomo algumas vitaminas ( Omega 3, cálcio e vitamina C) e tenho acompanhamento do endocrinologista. Estou com um corpo melhor do que eu estava a 2 anos atras…

    • Caio PE diz

      Conversei hoje com a infecto sobre isso. Ela disse: se puder elimina-los melhor, pois o Whey pode afetar a função renal com o tempo e potencializar esse efeito indesejável junto com o TDF (do 2×1). Ou, na impossibilidade, tomar dia sim, dia não e espaçar com um tempo de, pelo menos, 6h do DTG.

  11. DRU diz

    Pessoal desde o meu diagnóstico e começo do tratamento no mês de março/2017, eu só consegui fazer um exame de Carga Viral, era pra ter feito outra agora no mês de novembro mas não foi possível pois não havia mais vaga isso me preocupa pois sempre atrasa a data dos meus exames. No último de carga viral eu ainda não estava indetectável. Será que podem surgir problemas pelo atraso de fazer os exames?Desde já agradeço a disponibilidade de vocês para sanarem minhas dúvidas. Grande abraço!

    • SAR diz

      Boa tarde DRU,

      Eu acredito que se você estiver seguindo o seu tratamento conforme recomendação do seu/sua infectologista, não há motivos para preocupação. Já se passaram 9 meses desde março, então acredito que já esteja com CV indetectável. Se estiveres no esquema DTG + 2×1 a chance de resistência virológica é, praticamente, nula por se tratar de um esquema novo. Ahhhh… é importante lembrar que estudos científicos mostraram que o DTG é uma droga eficiente capaz de diminuir muito a carga viral em curto período. Espero tê-lo ajudado!

      Abraço!

  12. Fiquei estarrecido ao ver esse vídeo. Penso que só há 3 razões para ele ser feito e veiculado:
    1) associação com a indústria farmacêutica para aumentar a venda de medicamentos anti-retrovirais ;
    2) irresponsabilidade;
    3) ou ignorância sobre o tema.
    Nesse vídeo sugere-se que seja possível ter uma vida sexual sem o uso de preservativo, tomando fazendo a PEP ou PrEP. Os possíveis efeitos colaterais desses medicamentos como diabetes, falência renal, cardiopatia, etc, etc não são mencionados. Esses remédios NÃO SÃO ASPIRINA!!!!!!! que podemos tomar sem problemas.
    Como se esse absurdo quase criminoso não fosse suficiente, é sugerido que se use camisinha para outras doenças sexualmente transmissíveis e os antiretrovirals para HIV.
    Tenho HIV por 27 anos e sei melhor do que ninguém nesse site os efeitos desses medicamentos.
    Vídeo irresponsável, absurdo uma veiculação dessas informações, once inclui-se esse blog, JS, que sempre teve a responsabilidade de fornecer informações bacanas e úteis. JS, você tem a opinião do nosso médico, Dr. Esper sobre isso?
    Repito: esse vídeo beira a criminalidade por sugerir sexo sem camisinha!!!!

    • Meire diz

      Quando alguém for procurar pela PrEp, terá todas as informações necessárias para decidir por ela ou não. Se optar por fazer a PrEp, terá acompanhamento de profissionais da saúde. Bj

  13. Jonah diz

    Pessoal, algum dos homens daqui teve a infecção a partir de sexo com uma mulher? É uma curiosidade mesmo.

    Diversas fontes e médicos consideram que essa modalidade de transmissão é muito difícil de ocorrer e alguns, inclusive, dizem que as chances são extremamente remotas, considerando penetração vaginal.

    Eu pessoalmente não conheci nenhum homem que contraiu o HIV dessa forma. Apenas homens que fazem sexo com homens (meu caso, inclusive).

    Se formos considerar as celebridades, o único caso “hetero” conhecido é do Magic Johnson, e mesmo assim há muita controvérsia. Ele sempre desconversou em entrevistas e afirma apenas que “não é gay”.

    Não estou fazendo nenhum juízo de valor, é só realmente algo que não encontrei uma resposta ainda.

    • Caio PE diz

      A mucosa vaginal é meio ácida. Isso não é um ambiente tão favorável ao vírus. Já a mucosa anal é mais rica em vasos sanguíneos e existe uma quantidade maior de CD4 (as células que o vírus invade) justamente por ser um local de muitos microorganismos. Além do mais, a mucosa retal é mais fina que a mucosa vaginal facilitando a ocorrência de traumas durante o ato sexual. Mas as duas formas conferem risco sim !

    • AnonimoFer diz

      Jonah,

      Tem muitos casos aqui no grupo de homens, que contraíram a partir de sexo com mulher, inclusive o meu e do JS.

      Abrs

    • Jorgito diz

      Isso aí de que as chances são extremamente remotas fazendo sexo convencional penis vagina foi o que ferrou a minha vida. Ouvi alguns médicos e vi algumas pesquisas nesse sentido e resolvi arriscar algumas vezes. Quanta estupidez a minha. Isso aí é a maior ignorância do mundo. Pleno século XXI todo mundo devia estar careca de saber que sexo com penetração sem camisinha transmite a doença sim e falar em porcentagem de risco é especulação pura. Celebridades heterossexuais que contraíram o vírus Magic Jhonson, Charlie Sheen, Eazy E, entre outros.

    • Ponce41 diz

      Sou heterossexual e fui contagiado por uma mulher numa relação casual onde ela sabia da sua condição e propositalmente me infectou; e se supõe que ela tenha contagiado outros varios como eu. A minha certeza veio após o seu falecimento, pois revoltada, abandou o tratamento….isso é bem resumido, pois a história é bem longa.

  14. Diogo diz

    Pessoal podem me ajudar? estou tomando prep. Truvada. Fui ao médico apenas para conseguir a Receita. Já tem um ano. Fiz essa semana exame de tgo e tgp. o Tgo veio 33 (referência 0 a 46) e o Tgp 57 (referência o a 50). Meu Tgp está muito alto? Preciso ir em algum médico por.isso? Não quero parar de tomar truvada. Há um ano que uso e gosto muito de sexo bare. É ele tem sido ótimo para prevenir hiv. tive sífilis e Clamidia. tratei e estou 100 por cento.

    • Caio PE diz

      Truvada NÃO previne sífilis, hepatites, gonorreia … Ela previne apenas o HIV. E ainda tem mais: se você transar com alguém que tenha o vírus resistente aos componentes da Truvada (tenofovir e entricitabina) você pode sim adquirir o HIV. A Truvada veio para ser uma estratégia combinada de prevenção e não para substituir a camisinha.

  15. Gil diz

    Outra vez o grupo Folha de SP e as parceiras ERRANDO QUANDO FALAM DE HIV/AIDS.
    Ainda chamam por coquetel, ainda dizem que a medicação “melhora” a qualidade de vida, quando sabemos que os indetectáveis vivem normalmente e com praticamente a mesma expectativa de vida em média, comparando aos não infectados.
    E pior, nem tinha espaço para fazer um comentário ou criticar, pois a reportagem estava na interface da revista PIAUÍ, voltada, inclusive, para um público mais estudado e seleto.
    Se os melhores jornais e revistas do país divulgam assim, imagina o que não se publica nos rincões do Brasil…

    • Jorgito diz

      A realidade é que falta vontade de informar e, eventualmente, desmistificando a doença, arrefecer ainda mais o medo de contágio do vírus por parte da nova geração. Quando se propõe quebrar o silêncio e falar na doença a tônica é focar no medo e na necessidade de prevenção. Quem já está infectado fica relegado ao terreno marginal do preconceito.

    • Luiz Carlos diz

      Gil, ontem pela manhã eu enviei um longo e-mail para a agência Lupa e eles fizeram as “correções pertinentes”, porém nem tudo foi corrigido, como a utilização da palavra “coquetel”. Eis a resposta que recebi da redação:

      Obrigada por seu email.
      Vamos fazer as correções pertinentes.
      Reforço apenas que toda a apuração da Lupa foi lida e validada pelo Unaids.

      Eles corrigiram alguns trechos que citei, como falar sobre “vírus HIV” (redundância), e utilizar “A síndrome é contraída..” como se síndrome fosse sinônimo de contrair o vírus, porém não corrigiram a parte do “coquetel” nem das “DSTs” no post do facebook, entre outros. Para entrar em contato com a redação do site é só utilizar o e-mail site@revistapiaui.com.br

      Segue meu e-mail, na íntegra:

      Prezados(as),

      Como assinante da Piauí há alguns anos e leitor assíduo há praticamente uma década, me sinto no dever de comentar sobre esta matéria publicada ontem no site da Piauí através da Agência Lupa. O link da matéria é http://piaui.folha.uol.com.br/lupa/2017/12/05/mentiras-verdade-aids-hiv/

      Tenho o grande apreço pela revista e apreço maior ainda pela agência, especialmente depois de ter tido o privilégio de frequentar o festival Piauí GloboNews de jornalismo deste ano, onde tanto foi debatido o foco de fact checking, com os melhores jornalistas do mundo.

      Venho, porém, fazer uma crítica não quanto aos fatos checados na matéria, e sim quanto ao conteúdo da matéria, que infelizmente caiu, novamente, no “grande jornalismo” que corriqueiramente erra ao falar sobre assuntos mais específicos das mais diversas áreas. Neste ponto esta matéria, infelizmente errou, e errou feio.

      Mais importante ainda é que os assuntos HIV e AIDS são extremamente sérios e, até hoje, um tabu. Infelizmente, em textos como estes, ainda que os erros tenham sido despretensiosos, eles causam cada vez mais exclusão e geram cada vez mais preconceito.

      Como leitor e também colaborador de projetos sociais que envolvem pessoas que vivem com HIV, me sinto no dever de corrigir a matéria e, se possível, passar um pouco de conhecimento à respeito do do tema, não apenas para a prezada repórter Nathália Afonso, mas também, quem sabe, para toda a redação, para que possamos, juntos, combater o preconceito que existe ao redor deste tema.

      Gostaria de começar com um detalhe técnico recente, porém muito importante quando falamos de HIV. Na chamada do post no Facebook, onde lê-se: “…mas o mês inteiro é dedicado ao enfrentamento do HIV, da Aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis.”. Não falamos mais em DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), e sim ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), pois tanto o HIV quanto outras contaminações são infecções, e não doenças.
      Fonte: http://www.aids.gov.br/ – Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais

      Quanto ao conteúdo da matéria, gostaria de começar pelo título: não falamos em “vírus HIV”, e sim apenas HIV, pois a sigla HIV significa Human Immunodeficiency Virus (ou VIH – Vírus da Imunodeficiência Humana), ou seja, falar “vírus HIV” ou “vírus do HIV” não passa de uma redundância.

      Agora entramos na parte importante, que é entender a diferença entre HIV e AIDS.

      HIV é um vírus, cuja transmissão se dá pela prática do sexo sem proteção, contato direto com sangue infectado (como através de seringas utilizadas por usuários de drogas injetáveis ou por acidentes ocupacionais como no caso de profissionais de saúde), por transfusão de sangue (lembrando que todas as doações passam por rígido controle de detecção de diversos vírus e infecções), ao utilizar instrumentos cortantes e por transmissão vertical (quando a mãe, infectada pelo HIV transmite o vírus para o filho no nascimento). Neste último caso, muitos estados já eliminaram o risco de transmissão vertical ao fazerem os exames pré-natais e tratarem as futuras mães com a TARV (terapia antiretroviral).

      Portadores do HIV que estão em TARV, com carga viral indetectável (quando, através da utilização dos antirretrovirais, os exames de detecção do HIV são incapazes de detectar o vírus circulante no sangue) não transmitem o vírus. Um dos maiores e mais compreensivos estudos feitos sobre este assunto é o estudo Partner (https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2533066).
      A IAS (International Aids Society) em sua conferência de 2017 também publicou o resultado do estudo Opposites Attract (http://programme.ias2017.org/Abstract/Abstract/5469), endossando o slogan U = U (Undetectable = Untransmittable), indicando que pessoas soropositivas que estão com carga viral indetectável não transmitem o HIV.

      A AIDS, ou SIDA em português (Síndrome da imunodeficiência adquirida), é uma condição dada pelo conjunto de doenças que ocorrem em pessoas que não sabiam estar infectadas pelo HIV ou não procuraram tratamento. A AIDS ocorre aproximadamente e em média depois de 10 anos portando o HIV sem tratamento, e se caracteriza por sintomas como tumores na pele, pneumonia, esofagite, entre outras doenças.

      Com estas informações em mente, continuo meus adendos sobre a matéria:

      “Segundo o site da Fiocruz, os antirretrovirais, usados em combinações conhecidas como coquetéis, são chave para minimizar os efeitos da Aids.”

      Os antirretrovirais são utilizados com o objetivo de retirar o vírus circulante do sangue, não para minimizar os “efeitos” da AIDS.

      O termo “coquetel” era utilizado para designar uma larga quantia de medicamentos que os portadores do vírus tinham que tomar no início do combate ao HIV, por volta de 1988 (e em 1991 o primeiro medicamento passou a ser oferecido pelo SUS). Hoje em dia, basta um comprimido por dia para a maioria das pessoas. As duas TARVs mais utilizadas no país são a comumente conhecida como “3 em 1” (Efavirenz, Tenofovir e Lamivudina), 3 medicamentos combinados em um comprimido e, para pacientes que iniciaram o tratamento depois de 15/01/2017, a TARV conhecida como DTG (Dolutegravir) combinada com o “2 em 1” (Tenofovir e Lamivudina), totalizando dois comprimidos ao dia. Estas informações podem ser obtidas através da LAI em requisição ao MS, bem como junto ao PCDT (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas) para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos (http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2013/protocolo-clinico-e-diretrizes-terapeuticas-para-manejo-da-infeccao-pelo-hiv-em-adultos).

      Hoje o termo coquetel é empregado para designar o conjunto de todos os medicamentos disponíveis para o tratamento do HIV, e não para designar o que a pessoa efetivamente toma.

      “Os que contraíram a síndrome pelo uso de drogas injetáveis representam 2,9%…” – novamente a falta de diferenciação entre HIV e AIDS fica exemplificada. Ninguém contrai a síndrome (AIDS), e sim o vírus (HIV).

      Estas são minhas ressalvas quanto à matéria. Da mesma forma, gostaria de parabenizá-los por mencionarem a PEP e a PrEP, já que especialmente a PrEP é um tanto quanto nova no Brasil (já havia um projeto piloto da Fiocruz em Curitiba desde 2015, porém a implementação a nível nacional está sendo feita agora). Vale ressaltar que, na PEP, apesar de existir a “tolerância” de 72 horas, quanto antes as pessoas procurarem os serviços de atendimento especializado após uma exposição de risco, maiores as chances de não contraírem o vírus.

      Sugiro também a leitura sobre a meta 90-90-90 e a Declaração de Paris, da qual várias cidades brasileiras fazem parte: https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/12/Declara%C3%A7%C3%A3o-de-Paris-PORT-1.pdf

      Forte abraço de um fiel leitor,

      Luiz

  16. caradobemsampa2 diz

    Muito tempo sem visitar o blog. Mas muito bom ver que as informações de qualidade continuam aqui.
    Preconceito diminui com informação.
    Rumo a 3 anos de soropositividade. Cada vez mais saudável!

  17. Júnior+ diz

    Olá galera. Tudo bem com vcs? Espero que sim.
    Tenho uma dúvida: eu faço o uso de daruna, teno, ritona e lamivudina, quero saber se eu posso tomar o daruna mais ritona em horário diferente dos outros dois. Porque estou tomando tudo junto a noite, e acordo pela manha com forte queimação na região do estômago.
    Alguém saberia me responder? Obg!

    • Mutatis Mutandis diz

      Junior, faço uso desse esquema. Meu infeto proibiu veementemente tomar tudo junto.

      Manhã – Darunavir + Ritonavir + Lamivudina (2 em 1)

      Noite – Darunavir + Ritonavir

      Seu médico liberou tomar tudo junto?

      • Júnior+ diz

        Mutatis, meu esquema parece ser diferente do seu. Eu uso 2 comprimidos de darunavir (600mg cada) e mais 1 comprimido de ritonavir (100mg) e mais o lamivudina + tenofovir . E sim, tomo tudo junto.

  18. Daniel diz

    Vocês sabem a partir de que data ano que vem, vai puder trocar de esquema pra dolutegravir pra quem tem problemas com efavirez? Eu nao aguento mais o efavirez. Tá piorando os meus problemas psicológicos. Tenho transtorno bipolar e tomo antipsicoticos e controladores de humor mas nas crises são bem piores por conta do efavirez. Fora esse calorão que me dá uma ansiedade tremenda que da vontade de sair correndo. Se alguém tiver a informação por favor.

  19. anonimo bravo diz

    Eu tambem já me deu pressao alta, transtorno de ansiedade, depressao… acho que por conta do kaletra e biovir que usava… e o triglicerideos e colesterol la em cima… agora estou tomando esse tenofovir, norvir e atazanavir, até que estou um pouco melhor, mas agora tenho que eliminar uma h pilory e uma gastrite erosiva do estomago… não sei o que fazer…

    • SAR diz

      Anonimo bravo,

      Só um lembrete a você: Não sei se você revelou ou pretende revelar ao seu gastroenterologista sobre sua sorologia, porém quem faz uso do ARV Atazanavir não pode tomar omeprazol. Digo isso pois, muitas vezes, o tratamento de infecção por Helliobacterum pilori é feito com omeprazol. Antes de se medicar converse com seu infectologista.

      Abraço!

  20. anonimo bravo diz

    O gastro não sabe. Pois o mesmo é do plano do meu serviço… e no meu serviço, tenho medo de revelar… isso que é difícil…

    • SAR diz

      Anonimo bravo,

      Caso ele te receite omeprazol, diga que vc é intolerante, que não se sente bem com tal medicação. Assim, certamente, ele prescreverá uma outra medicação. Ainda que isso aconteça, sugiro que mesmo antes de adquirir a medicação, você converse com sua infectologista.

  21. anonimo bravo diz

    Tal ok! Colega. Muito obrigado pela orientação… vou fazer isso pra ver o que o infecto diz…

  22. Lesly diz

    Isso é caso de vida ou morte, aconteça o que acontecer não faça a interação do omeprazol com os retrovirais a base de tenofivir. Pessoas já morreram! LEIAM A BULA!

    • Caio PE diz

      Não é devido ao TDF e sim ao ATV. O omeprazol reduz consideravelmente os níveis de ATV no sangue e isso pode facilitar a replicação viral.

    • Tiago diz

      “Leiam a bula!” 👏👏👏

      Gente, sempre o primeiro passo em caso de dúvida, a meu ver. Não é à toa que ela existe, em particular uma secção inteira sobre interações medicamentosas.

  23. Lucio SOuza diz

    cade a ccura? mais um ano acabando e q q teve de mudanca ? nada!

  24. SAR diz

    Boa noite colegas,

    Hoje estava pensando o quanto esse blog me foi e é útil após o meu diagnóstico. Foi aqui que encontrei e encontro respostas para as minhas questões, aqui encontro um espaço para trocas de experiências e informações de qualidade. Acredito que assim como eu, diversas pessoas acabam, diariamente, procurando aqui, por informações e, porque não, um pouco de refúgio para nossas angústias. Assim, gostaria de sugerir que mantenhamos o nível que esse blog sempre teve e que diferenças pessoais sejam deixadas de lado. Acredito que esse blog, jamais teve como foco a segregação, o menosprezo e a desqualificação. Me faz bem entrar aqui para ajudar, aprender e, quem sabe, contribuir para que a angústia ou dor do outro seja menor. Algo nos une, porém somos todos diferentes e essas diferenças devem ser respeitadas.

    Excelente semana pra vocês! Fiquem com Deus!

  25. ROGER diz

    Gente
    Recebi a malfadada noticia há dois dias… Estou aqui sem saber nem pensar direito.. Estou doido pra acordar amanha e saber que foi tudo um pesadelo apenas.. Como sei que eh real, preciso da indicação de um infectologista em Brasília. Alguém pode me indicar um?

  26. Rafael diz

    Roger, passei por isso também tem 2 meses que soube dessa notícia. Qualquer coisa que queira desabafar só falar. Força meu amigo não é o fim e sim um recomeço.

  27. AnonimoFer diz

    OffTopic.

    Como todos aqui sabem, tenho o vírus HIV e estou indetectável e feliz por isto, mas não me identifico, ainda!!!

    Acabo de ver uma reportagem no Jornal Hoje que mostrou os casos de infecção vertical, chegando a Zero em Curitiba.

    Fico feliz pela notícia, porém, o que me deixou triste ao mesmo tempo é terem entrevistado uma pessoa que não quer se identificar, deixando a sombra e alterando a Voz da pessoa.. como pode isto?

    Se a pessoa não quer se identificar, procure por uma que queira… pra que exibir uma reportagem que parece mais que estão entrevistando um criminoso.

    Se foram mais de 900 casos descobertos, após a gravidez, será que checaram dentre esses 900 casos, uma pessoa não pudesse se identificar ??? Será que não percebem que uma reportagem, deixando sombra e mudando a voz, não aumentam o pré-conceito ???

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