Vidro, sangue e HIV

Foi por estes dias que aconteceu o acidente. A casa de minha mãe, agora em obras, foi a casa onde cresci — pelo menos, por boa parte da minha vida. A poucas quadras dali fica o laboratório de exames, que acabou por ser aquele em que fiz tantos exames desde do diagnóstico, como carga viral e contagem de CD4.

“— Acho que seus livros estão ali”, apontou minha mãe.

Avistei meu nome na lateral de uma das caixas de papelão marrom, empilhadas ali, na garagem, sob o eco das marteladas dos pedreiros no andar de cima. Entre as caixas, restos oriundos da reforma, como dois vidros do antigo box do banheiro — para alcançar a minha caixa, era preciso tirá-los dali. Então, agarrei na lateral da primeira porta vidro: com seu peso, as veias de meu antebraço logo saltaram — e me lembrei que fora naquela casa, anos atrás, em 2011, pouco depois do meu diagnóstico, que acontecera aquela conversa com meu pai.

“— Fez exames?”, perguntou ele, logo depois de me cumprimentar, percebendo o pequeno band-aid arredondado colado sobre a veia do meu antebraço.

“— Sim, acabei de sair daquele laboratório próximo daqui”, respondi.

“— E você avisou que tem HIV para a enfermeira que foi coletar o seu sangue?”

“— Não avisei. Não é preciso avisar”, respondi, seguindo o que acabara de aprender com meu novo médico infectologista.

Naquela altura, em 2011, eu acabava de deixar de me consultar com o Dr. O., o primeiro infectologista que visitei logo depois do diagnóstico e quem, por acaso, me deu a instrução de que era importante manter luvas de borracha ou cirúrgicas na casa, para em caso de qualquer acidente perfurocortante comigo, um soropositivo, a pessoa que fizesse o meu curativo pudesse estar protegida. Mas foi meu novo médico, o Dr. Esper Kallás, quem disse que isso não era necessário: um acidente caseiro, pequeno, não costuma trazer risco de transmissão, enquanto um acidente mais grave, com mais sangue, naturalmente implicaria na procura por um serviço de emergência médica, com profissionais habilitados e preparados para evitar a infecção.

“— Quem disse que não?”, questionou meu pai.

“— Meu novo médico infectologista, o Dr. Esper.”

“— E qual a justificativa dele para não precisar avisar?”

“— Todo profissional de saúde deve estar preparado para seguir os protocolos que são suficientes para evitar a transmissão”, expliquei.

“— Mas e no caso de um acidente? Por exemplo, se você desmaia, cai e a seringa com seu sangue fere o profissional. Se você não avisa antes, a culpa é sua”, argumentou ele, como bom advogado que é.

“— Nesse caso, o enfermeiro faria aquilo que se chama profilaxia pós-exposição, a PEP”, respondi.

“— E é 100% seguro que a PEP funciona?”, retrucou meu pai.

“— Em Ciência, nada é 100%. Nem camisinha”, respondi, parafraseando aquilo que acabara de aprender com o doutor.

“— Eu sei. É por isso que você também deve avisar às mulheres com quem sair”, respondeu meu pai. “E também aos enfermeiros que atenderem você.”

“— Meu médico diz que avisar é uma opção e não uma obrigação.”

“— Seu médico está errado!”, enfatizou meu pai, elevando o tom de voz. “Se um acidente acontece, as consequências são graves. Você sempre precisa avisar que tem HIV, para quem quer que seja!”

“— Não entendo…”, questionei. “Como é que posso sempre avisar?”

“— Se você sofre um acidente em casa, com sangue, quem estiver do seu lado precisa estar avisado que você tem HIV.”

“— Mas que acidente tão grave pode acontecer em casa?”

Eu relembrava dessa conversa quando terminei de apoiar a primeira porta de vidro do box, do outro lado da garagem; faltava ainda mais uma. Agarrei-a, percebendo que esta parecia ser ainda mais pesada que a anterior.

“— Além de um acidente em casa, pode acontecer um acidente na rua”, continuou meu pai, ainda naquela conversa no ano de 2011. “Atropelado, por exemplo…”

“— Mas então o que é que você está sugerindo?”, interrompi, percebendo um simultâneo esboço de protesto de minha mãe. “Acha que devo usar um aviso no braço, como aquela braçadeira que os judeus eram obrigados a usar durante o nazismo?”

Os olhos de meu pai se arregalaram, num susto. Ele então olhou para os lados, depois para baixo. Desconversou. E nós nunca mais voltamos a falar sobre isso. Tampouco sofri eu um acidente que suscitasse novamente esse assunto — até agora. Acontece que o vidro temperado, utilizado na fabricação das portas de box de chuveiro, não deve ser acomodado contra uma parede, ou com um apoio na sua parte inferior e superior, tal como estava naquela garagem. O transporte também não deveria ser feito tal como eu fazia, ali, sem luvas e sem proteção em torno de toda a vidraça. Foi sem cumprir estas recomendações que  escutei aquele estrondo.

BOOOM!, como se fosse um explosão.

O ruído das marteladas no andar de cima foi interrompido. Com o silêncio, percebi um zunido no ouvido esquerdo. Quando abri os olhos, avistei os pedreiros à minha frente, de olhos arregalados.

“— Você se cortou? Você se cortou?”, perguntava minha mãe, assustada.

“— Não sei!”, respondi, com os sentidos ainda anestesiados pela adrenalina.

Olhei para minhas mãos, ainda fechadas, com a musculatura travada com força, ainda tentando agarrar algo que não estava mais ali. Precisei de um pouco de força para abri-las, lentamente, enquanto mais restos de vidro escorriam um a um para o chão. Olhei para os lados e percebi que, apesar dos cacos mais concentrados à minha volta, a explosão também levara estilhaços por toda a garagem.

“— Você está bem?”, perguntei para minha mãe, que estava atrás de mim.

“— Sim, estou. E você?! Se cortou?”

Virei as palmas das mãos para cima e notei dois pequenos cortes, por onde uma gota de sangue escorria a partir de um deles e, no outro, o pequeno estilhaço preso na pele estancava o sangue. Procurei mais e avistei outro pequeno corte, igualmente com pouco sangue. E senti um incômodo na parte das costas, próximo às omoplatas, para onde era impossível eu mesmo olhar.

“— Acho que só um pouco”, respondi.

Foi então que meu pai chegou. De olhos arregalados ao lado dos pedreiros, veio em minha direção e me ajudou a tirar a blusa — um procedimento que, aprendi ali, seria a recomendação inicial para acidentes com vidro. Sem a camiseta, percebi mais um pequeno estilhaço preso em minha pele na altura do ombro.

“— Vamos para o banheiro”, disse meu pai, me ajudando a caminhar por cima dos cacos.

“— Você teve sorte!”, disse um pedreiro. “Teve poucos e pequenos cortes. Um colega saiu dessa com oitenta pontos no braço!”

Com a ajuda de meus pais, subi as escadas. Minha mãe agarrou a caixa de primeiros socorros e uma pinça. Com a mão esquerda ainda trêmula, consegui tirar o primeiro caco, pequeno, do centro da palma direita. Logo depois, mais outro, na altura do pulso e, por fim, aquele que estava no braço.

“— Ainda sinto alguma coisa nas costas”, reclamei.

Foi então que, sem luvas, meu pai agarrou um punhado de algodão, embebeu-o no álcool e limpou a ferida. Em seguida, arremessou o algodão com um dos lados avermelhado pelo sangue na pia à minha frente. Com a ajuda de minha mãe, tirou dali o último estilhaço de vidro, preso nas costas. Sempre sem luvas.

“— Agora é bom você tomar uma ducha”, sugeriu ele.

Virei-me de costas, terminando de me despir antes de entrar no chuveiro, quando escutei-o dizer para minha mãe:

“— Venha, vamos desinfetar as mãos com álcool.”

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Cristiano
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Cristiano

Interessante essa sua experiência, eu também tenho receio de me cortar… As vezes faço comida aqui em casa,onde moro com meus pais e irmã qjue não sabem da minha sorologia, e uso facas bem afiadas e fica aquela sensação,parece coisa da minha cabeça,mas fico morrendo de medo de me cortar com essas facas quando to cortando legumes ou algo do tipo, que quando o faço,sou bastante preciso,minucioso e cuidadoso…E caso aconteça eu não lavaria apenas,jogaria fora,sei lá…parece tipo um extinto de querer proteger as pessoas em minha volta. Não sei se acontece isso com vocês…. #Somosageraçãodacura

Gil
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Gil

Eu parei com as paranoias, depois que minha filha caçula, numa brincadeira, me arranhou fundo, saiu sangue e tinha pele minha debaixo da unha dela (escorregou da cama, numa daquelas lutinhas de pai com filhos e ao se agarrar, no susto, me arranhou no braço)… quase enlouqueci e não podia dizer o motivo para ela (esposa sabe, filhos não, ainda), porque me preocupei. Liguei para o CTA, falei com uma enfermeira e logo em seguida com uma médica que me tranquilizou e disse que não é assim, precisa muito sangue e uma abertura para a outra corrente sanguínea, que oxigênio… Ler mais »

Rômulo
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Rômulo

Disso tudo !

kiss
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kiss

Vejo que nós mesmos nos punimos tanto! Exigimos respeito dos outros, + este estigma parte de nós mesmos! Precisamos entender que não somos monstros! Além do mais concordo plenamente que profissionais da saúde devem estar equipados adequadamente sempre se protegendo, sem causar constrangimento ao paciente…Não acho necessário sair contando onde chegar que é soropositivo. Somente em caso de doações de sangue, transplantes a pessoa é obrigada a revelar
A falta de conhecimento sobre o assunto faz isso…É preciso evoluirmos muito ainda!! Enquanto isso, sonhamos com a cura e a vida precisa prosseguir…..

RGDS
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RGDS

Fico pensando…. E se me corto na academia? Se sai um pouco de sangue de uma unha sem perceber? Esse relato acaba me parecendo, salvo engano, que mesmo para quem nos ama somos um risco biológico ambulante…… Quando, na verdade, estamos todos sujeitos a todas as doenças….

Alberto Monteiro
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Alberto Monteiro

Apenas parece. Mais nao somos, afinal sabemos que o tratamento bem feito nos deixa na considção de INDETECTAVEL e isso dimunie muito os risco de contagio

kiss
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kiss

Fato! Ninguém tá imune….Precisamos parar de loucura e seguir a vida! Até o pq esse vírus fora do organismo não tem poder!!! Vamos viver, sonhar, aproveitar a vida!! Hoje estive analisando quantas pessoas que conhecia já partiram depois do meu diagnóstico e eu continuo aqui com muita força, fé em Deus seguindo a vida!!! Não vou dizer que a vida é normal, porque não é bem assim, sofri demais com efeitos colaterais da medicação, abri mão de amar por muito tempo, me esquivei de muitas amizades até pq achei que não valia a pena, mas a vida continua…..Estou bem e… Ler mais »

rui
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rui

Cristiano CONTE PARA SUA FAMILIA OU VA MORAR SOZINHO

Cristiano
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Cristiano

Nem pensar… Meus pais tem a saúde debilitada,se eu conto acabo de mata los, e meu pai tem trauma disso pois a 22 anos atrás ele perdeu uma irmã com isso ela morreu com 35,na época eu tinha 15 anos, hoje to com 37 e tenho o privilégio de ter mais informações que a minha tia teve. Não vejo necessidade de contar,já que levo uma vida normal,e não vejo necessidade de morar sozinho pois tenho o amor dos meus pais, minhas irmãs casaram e em casa tem eu e meus pais que jamais os abandonaria,assim como eles também jamais faria… Ler mais »

kiss
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kiss

Cristiano temos histórias parecidas, se tiver interesse em trocar idéias manda email: neurifreires@yahoo.com.br
Grata, estarei no aguardo!

Mel
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Mel

A escolha de contar ou não é 100% nossa.
Se você toma seus remédios conseguiu a carga viral indetectavel,nao esta trazendo risco algum para ninguém, porque abrir a sua intimidade ?
Sua familia te ama, e está tudo certo!!!

Anne
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Anne

Compreensível e admirável, este instinto de proteger outrens. Trago sempre band-aid na bolsa; sou cuidadosa em relaçäo aos absorventes usados, e também com objetos cortantes, perfurantes. Penso que seja importante sim, toda essa vigilância e zelo, porém, há exageros, irracionais, impetuosos. Neste caso – nos nossos casos -, melhor pecar por excesso. Luz a todos!✨✨✨

Lara
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Lara

Não sei o que dizer…li e fiquei em silêncio por um tempo, suspirei … continuo sem palavras…nunca pensei sobre isso antes…

Anne
Visitante
Anne

Sempre tomo o silêncio por um tempo, ao ler os comentários… fixando os olhos no nada. Neste momento tudo para, entäo, atento-me e continuo a ler✨✨✨

Truvada Saves
Membro
Truvada Saves

Se está indetectável não precisa se preocupar com acidentes?

Aluap
Membro
Aluap

Também estou anestesiada… mas se a pessoa que me ajudar não tiver cortes, mesmo assim existe riscos???

CalebM
Visitante
CalebM

Não. Nesse caso a pele humana também deve ser vista como uma “barreira”. Lembre-se que para a transmissão o vírus deve entrar em vias onde ele pode entrar em contato com a corrente sanguínea do indivíduo. Se o sangue está em uma pele sem cortes, não há risco, porque o vírus não consegue ultrapassar a pele para entrar no corpo. Entendeu?

TriploX
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TriploX

Indetectável não transmite sexualmente. Mas continua com vírus circulando no sangue, porém, em menor quantidade.

Riscos com sangue sempre vai ter … indetectável n muda isso. O que muda é a quantidade de sangue contaminado que entra em contato com o S- (quanto mais profundo o corte no S- maior a chance de transmissão).

Kbsp
Visitante
Kbsp

Errado. Se vc é indetectavel, o vírus NÃO ESTÁ CIRCULANTE NO SEU SANGUE. Ele está sim escondido nos seus glanglios linfáticos, e outros órgãos, mas não no sangue. Tanto é que para o teste de carga vital se usa o SANGUE para o exame. Se informe mais…

Tiago
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Tiago

Kbsp, se um exame com limite de 40 cópias/mm3 dá “indetectável”, é porque a quantidade de vírus circulante no sangue pode estar em qualquer valor abaixo desse limite. Esse exame não tem condições de garantir nem que está nem que não existe HIV em circulação.

Tiago
Visitante
Tiago

Só um p.s. … Estar indetectável equivale a estar intransmissível, não porque não exista qualquer HIV circulante, mas que porque se acredita – e estudos confirmam – que, mesmo que exista, é em quantidade insuficiente para transmitir.

TriploX
Visitante
TriploX

Kbsp, então a pessoa poderia doar sangue, pela sua lógica … 🤔

julio Belém PA
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julio Belém PA

Tive um acidente de trabalho dos grandes no trabalho, levei ao todo 5 pontos. Na emergência comentei ao medico que indelicadamente ficou perguntando coisas do tipo: quanto tempo faz? Com quem foi? Seus pais sabem? Não sabem? Como você faz? Pq você não conta? Você toma os remédios? Tem reação ? E perguntando isso enquanto eu ainda estava com o corte e com dor. Depois tive que pegar meu prontuário e li-lo, ao fazer notei que na marcação de “toma algum remédio” ele não colocou absolutamente nada e na parte de observações estava em branco. Ou seja, o enfermeiro que… Ler mais »

Piter Keo
Visitante
Piter Keo

Não há necessidade de anunciar ser HIV+ assim, pessoal. Todo mundo sabe que não é seguro entrar em contato com o sangue de outra pessoa e os profissionais de saúde mais do que ninguém, então ninguém vai ser infectado por atender um paciente HIV+, especialmente um com que segue o tratamento e tem uma carga viral baixíssima.
Imaginem quantas pessoas são atendidas diariamente que possuem doenças infecciosas sem que elas mesmas saibam. Não ter informação não significa que o profissional de saúde vai ser menos rígido ao seguir os protocolos de segurança.

Gil
Visitante
Gil

Eu parei com as paranoias, depois que minha filha caçula, numa brincadeira, me arranhou fundo, saiu sangue e tinha pele minha debaixo da unha dela (escorregou da cama, numa daquelas lutinhas de pai com filhos e ao se agarrar, no susto, me arranhou no braço)… quase enlouqueci e não podia dizer o motivo para ela (esposa sabe, filhos não, ainda), porque me preocupei. Liguei para o CTA, falei com uma enfermeira e logo em seguida com uma médica que me tranquilizou e disse que não é assim, precisa muito sangue e uma abertura para a outra corrente sanguínea, que oxigênio… Ler mais »

JV
Visitante
JV

Texto forte! Confesso que esperei um desfecho diferente. Mas não foi assim! Talvez como a vida da gente: esperamos algumas reações e às vezes elas são confirmadas ou às vezes nos surpreendem. Meus olhos marejaram. Não pude deixar de lembrar de uns momentos bobos porém de grande significado para uma questão como essa. Lembrei-me do meu ex-namorado ( primeiro da vida e primeiro após o diagnóstico – estamos há quase 3 meses separados!). Lembrei-me de como me tratava. Lembrei das cócegas, das mordidas na orelha. Das mordidas no nariz (ele dizia adorar o meu nariz!). Lembrei-me de como o beijo… Ler mais »

kiss
Visitante
kiss

Que lindo!!!!! Assim que precisamos ser amados, o peso do vírus por sí só já é demais!!! Merecemos amor, tranquilidade para seguir a vida!!!!

Caio PE
Visitante
Caio PE

Cadê o Luiz Carlos nessas horas: e o INDETECTÁVEL ? Também está incluído nesses casos ?

Cbb
Visitante
Cbb

Tem vezes que fico me perguntando se nós, os soropositivos, não somos excessivamente preocupados com situações normais e da vida corrente qdo sabemos e temos a certeza que não somos uma ARMA BIOLÓGICA Ambulante. Vivamos a vida com a mesma intensidade de “ontem” e tenhamos em mente que “acidentes acontecem”

M.l.s
Visitante
M.l.s

Amigos, Boa tarde!! Sei que muitos aqui já sabem decorado o que vou falar, mas senti vontade de deixar expresso para o consentimento da maioria. É extremamente válida a história em questão e os comentários, porém deve ficar expresso o seguinte: conviver com o HIV ou a doença AIDS em curso, não te restringe muita coisa… É notável existir o excesso de proteção, afinal, cada um sabe o quanto é difícil nossa batalha né? O que fica meio disperso ainda é as vias mais comuns de contaminação em situações do dia a dia X quando recorrer ao CTA. Qualquer dúvida… Ler mais »

Paulistano Positivo
Visitante
Paulistano Positivo

Jovem, não fique triste! Só quem vive com o HIV e procura estudar a doença é que tem todas as informações. Às vezes querer explicar tudo aos pais só faz gerar mais sofrimento. Eles entendem assim, viveram os anos 80, os mais difíceis da epidemia, muito de perto – como muitos aqui na faixa dos 40. O que sobrou dessa época foi o estigma e o preconceito, que permanecem e assombram.

D_Pr
Visitante
D_Pr

[…] “PREOCUPAÇÃO” COM OS TUMORES EM PESSOAS COM HIV Um estudo do hospital de Alava apresentado ontem, dia 30 de novembro, no congresso de Gesida (o grupo de estudos da Aids da Sociedade Espanhola de Doenças Infecciosas e Microbiologia Clínica) comprovou que as pessoas com HIV sofrem duas vezes mais de tumores do que de doenças cardiovasculares. “Os tumores, por sua frequência, sua tendência crescente e seu potencial mortal, nos preocupam mais agora. O câncer de pulmão é o que mais aumentou, inclusive em não fumantes, onde a incidência é maior do que a esperada”, afirma o doutor Esteban Martínez,… Ler mais »

D_Pr
Visitante
D_Pr

Precisamos de uma cura, isso efetivamente nos basta.

Cristiano
Visitante
Cristiano

Ela virá… Em nome de Jesus e do divino Espírito Santo de Deus
#Somosageraçãodacura <3

AnonimoFer
Membro
AnonimoFer

Sinceramente, posso está maluco, mas Eu acho muita neurose de minha parte eu ficar pensando em procedimento dutante um acidante, se for algo pequeno, um corte apenas o lance é tentar fazer um curativo sozinho mesmo, se for algo grande como num acidente de maior, quem for atender, certeza que fará os procedimentos necessários conforme sugere o atendimento profissiobal, não vejo necessidade de panfletar minha sorologia… ainda mais estando indetectável… abraço á todos..

kiss
Visitante
kiss

Concordo plenamente!!!!

Truvada Saves
Membro
Truvada Saves

O seu pai parece ser carne de pescoço.

C.B
Visitante
C.B

Eu trabalho num hospital público há alguns anos, e vejo inúmeras situações que me pergunto até o quanto o sigilo é obrigatório. No caso de mulheres em trabalho de parto que sabem do seu diagnóstico, porém não trataram no pré-natal para o seu marido (pai da criança) e o resto da família não saberem, ou seja, a criança corre muito riscos bem como os familiares q há ajudam. Assim como pacientes dependentes, que já estão com AIDS porém internam por câncer ou outra comorbidade, como fica a situação dos familiares que o ajudam e acompanham ?! Onde está o direito… Ler mais »

kiss
Visitante
kiss

Já quanto a questão da gravidez, isso mudo todo o foco, até porque querer ter um filho é um direito sim, mas não fazer o tratamento e prevenções adequadas é pura negligência! Até pq a criança não tem culpa de vir ao mundo! O mínimo a ser feito é tentar evitar que essa criança seja infectada….Consciência precisa funcionar sim! Quanto à proteção de profissionais de saúde estudam muito e devem colocar em prática o uso de epis ….

Ro Fers
Visitante

Uma situação em que nunca pensei nestas possibilidades.
Vivendo e aprendendo!

SAR
Membro
SAR

Caro C.B Com todo o respeito a sua forma de pensar, eu discordo. Acredito que o sigilo é um direito de qualquer pessoa e não apenas no caso do HIV. Quebrar o sigilo sobre um determinado diagnóstico deve ser feito com o consentimento da parte envolvida. A respeito do que você escreveu acima, se possível, gostaria que me explicasse se eu estiver equivocado, afinal, você é um profissional da área da saúde. C.B – No caso de mulheres em trabalho de parto que sabem do seu diagnóstico, porém não trataram no pré-natal para o seu marido (pai da criança) e… Ler mais »

Dru
Visitante
Dru

Oi pessoal, como vocês estão… Estou aqui completando quase um ano de tratamento… Sabe, quase nada mudou a não ser que tenho que tomar a medicação e fazer acompanhamento… Muitas das coisas são paranóias da nossa cabeça… Sigam suas vidas e não desistam dos seus sonhos. Grande abraço!

Olhos 03
Visitante
Olhos 03

Alguém do blog já tomou o chá de Mutamba ?

Cristiano
Visitante
Cristiano

Meu ex que era negativo me trouxe do Maranhão pq pedi,mas não cheguei a usar,li muitas coisas na internet que desanimei, o tratamento dos coquetéis a princípio são os mais eficazes

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto

Eu já. Peguei das mãos do Dr. Paulo Gouveia, no Tocantins. E NÃO RESOLVEU NADA!
Não acredite nessas coisas. Corri atrás de tudo o que você possa imaginar, buscando a cura desse mal, e só gastei dinheiro para me sentir frustrado.

Antonio
Visitante
Antonio

Olhe mal nao faz, acredito que faz bem, mas nunca substituir pelo o 3 em 1. Ele pode ajudar, o Tanino presente tem um ação farmacológica razoável.

Gusta
Visitante
Gusta

Preguiça… Pq tanto drama p essas coisas? N entendo…

Andreza moreira de lima
Visitante
Andreza moreira de lima

Oi jovem, queria te contar um pouco da minha história, descobri o hiv em 2014 quando estava grávida, foi nos exames de pre natal que veio o reagente, foi uma enfermeira que me deu a noticia e eu so consegui chorar, pensei na minha filha, pensei em como teria pegado ja que sou casada e confiava muito no meu marido, pensei numa situação que havia acontecido meses antes, no carnaval daquele ano, eu, meu marido e um amigo dele ficamos bebendo, eu acabei dormindo, quando acordei o amigo do meu marido estava saindo de cima de mim, olhei em volta… Ler mais »

Rômulo
Visitante
Rômulo

Com tempo esta frustração passa…

Pensa nisso: Vai entrar outra pessoa na sua vida, quem garante que esta pessoa irá cuidar de vc como seu atual marido fez ? Ele fez uma “escolha ruim” no passado mas nitidamente ele cuida de vc, quer ter uma família com vc… tirando o lance do HIV, o resto não compensa ?

Em todo momento fazemos escolhas… pensa no lado dele em contar pra vc lá tras e vc se afastar… ele omitiu uma informação mas n qr dizer q todo o resto seja uma mentira !

kiss
Visitante
kiss

Nossa quanta maldade no ser humano! Geralmente as mulheres quando sabem aceitam desde o inicio, se cuidam e levam a vida normalmente, mas o que ele fez foi muito cruel, porém agora tem uma filha e deixá-lo vai ser uma decisão muito difícil, mas isso só vc pode avaliar! Te desejo vida longa e muita saúde! Boa sorte nesta nova jornada, acalme seu coração tenha fé, faça o tratamento adequadamente e viva intensamente……

Paulo Roberto
Visitante
Paulo Roberto

Só você pode definir se o perdoa ou não. Eu perdoaria. Mas cada cabeça, uma sentença.
Peça ao Espírito Santo para te iluminar nesta decisão. Você sabe que criar uma criança sozinha não é fácil. E mais: antes você passar por isso com ele do que sozinha, sem apoio.
Está na hora de um apoiar o outro.,. Na minha opinião, você deve sempre pensar no que é melhor para a criança.
Espero, sinceramente, que tudo se resolva da melhor maneira possível.

Antonio
Visitante

Minha cara, pense bem, não seria melhor ficar com ele, ele ti ama, vc o ama, ele comenteu erros sim, mas olhe para frente. Agora vcs podem finalmente viver de boa.

anônimamor
Visitante
anônimamor

Oi jovem, queria te contar um pouco da minha história, descobri o hiv em 2014 quando estava grávida, foi nos exames de pre natal que veio o reagente, foi uma enfermeira que me deu a noticia e eu so consegui chorar, pensei na minha filha, pensei em como teria pegado ja que sou casada e confiava muito no meu marido, pensei numa situação que havia acontecido meses antes, no carnaval daquele ano, eu, meu marido e um amigo dele ficamos bebendo, eu acabei dormindo, quando acordei o amigo do meu marido estava saindo de cima de mim, olhei em volta… Ler mais »

Monalisa
Visitante
Monalisa

Olá Andressa, sou soronegativa e a 8 meses meus esposo em um leito quase morrendo descobriu ser positivo, foi horrível, temos uma bebê que na época tinha apenas 1 ano, meu mundo caiu naquele momento, então acredito que sei oque vc está passando. Oque me fez seguir com meu marido foi perguntas que me fiz,” E se fosse outra doença eu ficaria do lado dele”, sei que não tem comparação pois no seu caso ele lhe passou, mais pra vc seguir sua vida em paz, mesmo que não fique mais com ele, tem que perdoar, não carregue essa mágoa com… Ler mais »

anônimamor
Visitante
anônimamor

Obrigada Monalisa, eu escolhi ficar com ele e perdoa-lo, nao vai ser fácil porque sei que vai ter momentos que minha cabeça vai ficar a mil, mas tenho fe que juntos vamos conseguir e tem nossa filha também, que com certeza vem pra alegrar nossa vida!

Paulo Roberto
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Paulo Roberto

Eu tenho medo de contar para as pessoas. O preconceito ainda é muito grande.
Minha família sabe e alguns poucos amigos. Gostaria muito de ter um relacionamento sério, mas e o medo de contar?
Ainda mais porque moro no interior de Minas Gerais, cidade pequena, já viram, né?
Espero que a cura venha em breve.,. Não quero ficar sozinho para a vida toda.

Cristiano
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Cristiano

Estou na mesma situação quero encontrar alguém mas que não seja assumidamente pois infelizmente o preconceito é muito grande. Basta que ambos saibam um do outro apenas

Paulo Roberto
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Paulo Roberto

As coisas são difíceis, mesmo… Ainda mais para quem mora no Interior, como eu. Como se já não bastasse o preconceito por ser homossexual, mesmo não aparentando ser, , ainda tem esse “peso” de ser soropositivo.
Mas a vida segue seu rumo, e eu tenho esperança de que em breve estejamos todos livres desse vírus. Acredito que, aí, as coisas ficarão mais fáceis.

Junior
Visitante
Junior

Ola pessoal!
Moro em Sao Paulo, sou soro desde de 2013 e faco uso do 3×1…. tem uns dias que estou notatando umas reacoes estranhas, umas duas semanas atras acordei de manha molhado de suor e a clima estava fresco nao era calor.
E esse fim de semana apareceu uma alergia, manchas vermelhas e coceira em algumas regioes do corpo. Hoje acordei com o rosto inchado da alergia. Estou usando anti alergico ALEKTOS, vou ter consulta com infecto na quinta. Alguem passou por isso?
Se alguem souber de algum grupo de soropositivo ou grupo de whats me fale quero fa

Cristiano
Visitante
Cristiano

Tem um amigo que passou por isso,as reações variam de pessoa pra pessoa, quando eu tomava o 3×1 me dava muita dor no fígado uma dor insuportável de fazer eu me baixar na rua como se tivesse tomado um murro na boca do estomago, fiz exames e minha médica falou q o remédio não tava fazendo efeito nenhum. Mudei do 3X1 e to tomando 5 comprimidos separados e não tenho reações,aliás a única que tive foi ficar com s olhos muito vermelhos,mas usando essa combinação dos 5 separados cheguei a indetectável

Junior
Visitante
Junior

Vlw Cristiano!
Ja uso os tres faz tempo desde 2013, porem o tres em tem menos tempo, alias desde que foi lancado e nunca tinha tido reacao alguma. Na verdade eu suspeito que a alergia seja do remedio pois e a unica coisa que pode causar, minha alimentacao e super de boa, tem dois meses que cortei varias coisas entre elas acucar trigo e leite e to indo bem…. ate pensei ser esse o motivo mas nao justifica….

Bruno Salvador
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Bruno Salvador

Eu descobri minha sorologia, confirmada via W Blot, na primeira semana de Novembro 2017. Dia 25/10 me ligaram informando acerca do resultado inconclusivo do teste e que precisaria refazer. 3 semana antes decidi emagrecer e voltar para a academia, por isso, fiz uma bateria de exames. Quando pediram para refazer o teste, foi naquela ligação que a minha vida mudou. Nas 2 primeiras horas eu fiquei com aquele turbilhão de sentimentos estranhos, medo, fiquei gelado. Sou espírita, tentei voltar ao eixo, me acalmei e refleti sobre o porquê disso tudo. Estando menos tenso, a primeira coisa que fiz foi checar… Ler mais »

kiss
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kiss

Amei sua forma de enfrentar a situação! Sei que somente o tempo e muita determinação para trazer essa maturidade! Não adianta ficar vivendo de questionamentos, de culpas, medos, mas esse é o momento de decidir quem merece estar ao nosso lado ou não!!! É uma doença que ainda exige uma atenção especial, mas ainda bem que existe o tratamento que se feito corretamente assegura uma excelente qualidade de vida!!! A vida continua, o que precisa mudar é esse maldito preconceito que nada mais é do que pura falta de conhecimento….Boa sorte a todos nós e vamos torcendo pela cura que… Ler mais »

jovemsoronegativo
Visitante
jovemsoronegativo

JS, você escreve muito bem.