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Vidro, sangue e HIV

Foi por estes dias que aconteceu o acidente. A casa de minha mãe, agora em obras, foi a casa onde cresci — pelo menos, por boa parte da minha vida. A poucas quadras dali fica o laboratório de exames, que acabou por ser aquele em que fiz tantos exames desde do diagnóstico, como carga viral e contagem de CD4.

“— Acho que seus livros estão ali”, apontou minha mãe.

Avistei meu nome na lateral de uma das caixas de papelão marrom, empilhadas ali, na garagem, sob o eco das marteladas dos pedreiros no andar de cima. Entre as caixas, restos oriundos da reforma, como dois vidros do antigo box do banheiro — para alcançar a minha caixa, era preciso tirá-los dali. Então, agarrei na lateral da primeira porta vidro: com seu peso, as veias de meu antebraço logo saltaram — e me lembrei que fora naquela casa, anos atrás, em 2011, pouco depois do meu diagnóstico, que acontecera aquela conversa com meu pai.

“— Fez exames?”, perguntou ele, logo depois de me cumprimentar, percebendo o pequeno band-aid arredondado colado sobre a veia do meu antebraço.

“— Sim, acabei de sair daquele laboratório próximo daqui”, respondi.

“— E você avisou que tem HIV para a enfermeira que foi coletar o seu sangue?”

“— Não avisei. Não é preciso avisar”, respondi, seguindo o que acabara de aprender com meu novo médico infectologista.

Naquela altura, em 2011, eu acabava de deixar de me consultar com o Dr. O., o primeiro infectologista que visitei logo depois do diagnóstico e quem, por acaso, me deu a instrução de que era importante manter luvas de borracha ou cirúrgicas na casa, para em caso de qualquer acidente perfurocortante comigo, um soropositivo, a pessoa que fizesse o meu curativo pudesse estar protegida. Mas foi meu novo médico, o Dr. Esper Kallás, quem disse que isso não era necessário: um acidente caseiro, pequeno, não costuma trazer risco de transmissão, enquanto um acidente mais grave, com mais sangue, naturalmente implicaria na procura por um serviço de emergência médica, com profissionais habilitados e preparados para evitar a infecção.

“— Quem disse que não?”, questionou meu pai.

“— Meu novo médico infectologista, o Dr. Esper.”

“— E qual a justificativa dele para não precisar avisar?”

“— Todo profissional de saúde deve estar preparado para seguir os protocolos que são suficientes para evitar a transmissão”, expliquei.

“— Mas e no caso de um acidente? Por exemplo, se você desmaia, cai e a seringa com seu sangue fere o profissional. Se você não avisa antes, a culpa é sua”, argumentou ele, como bom advogado que é.

“— Nesse caso, o enfermeiro faria aquilo que se chama profilaxia pós-exposição, a PEP”, respondi.

“— E é 100% seguro que a PEP funciona?”, retrucou meu pai.

“— Em Ciência, nada é 100%. Nem camisinha”, respondi, parafraseando aquilo que acabara de aprender com o doutor.

“— Eu sei. É por isso que você também deve avisar às mulheres com quem sair”, respondeu meu pai. “E também aos enfermeiros que atenderem você.”

“— Meu médico diz que avisar é uma opção e não uma obrigação.”

“— Seu médico está errado!”, enfatizou meu pai, elevando o tom de voz. “Se um acidente acontece, as consequências são graves. Você sempre precisa avisar que tem HIV, para quem quer que seja!”

“— Não entendo…”, questionei. “Como é que posso sempre avisar?”

“— Se você sofre um acidente em casa, com sangue, quem estiver do seu lado precisa estar avisado que você tem HIV.”

“— Mas que acidente tão grave pode acontecer em casa?”

Eu relembrava dessa conversa quando terminei de apoiar a primeira porta de vidro do box, do outro lado da garagem; faltava ainda mais uma. Agarrei-a, percebendo que esta parecia ser ainda mais pesada que a anterior.

“— Além de um acidente em casa, pode acontecer um acidente na rua”, continuou meu pai, ainda naquela conversa no ano de 2011. “Atropelado, por exemplo…”

“— Mas então o que é que você está sugerindo?”, interrompi, percebendo um simultâneo esboço de protesto de minha mãe. “Acha que devo usar um aviso no braço, como aquela braçadeira que os judeus eram obrigados a usar durante o nazismo?”

Os olhos de meu pai se arregalaram, num susto. Ele então olhou para os lados, depois para baixo. Desconversou. E nós nunca mais voltamos a falar sobre isso. Tampouco sofri eu um acidente que suscitasse novamente esse assunto — até agora. Acontece que o vidro temperado, utilizado na fabricação das portas de box de chuveiro, não deve ser acomodado contra uma parede, ou com um apoio na sua parte inferior e superior, tal como estava naquela garagem. O transporte também não deveria ser feito tal como eu fazia, ali, sem luvas e sem proteção em torno de toda a vidraça. Foi sem cumprir estas recomendações que  escutei aquele estrondo.

BOOOM!, como se fosse um explosão.

O ruído das marteladas no andar de cima foi interrompido. Com o silêncio, percebi um zunido no ouvido esquerdo. Quando abri os olhos, avistei os pedreiros à minha frente, de olhos arregalados.

“— Você se cortou? Você se cortou?”, perguntava minha mãe, assustada.

“— Não sei!”, respondi, com os sentidos ainda anestesiados pela adrenalina.

Olhei para minhas mãos, ainda fechadas, com a musculatura travada com força, ainda tentando agarrar algo que não estava mais ali. Precisei de um pouco de força para abri-las, lentamente, enquanto mais restos de vidro escorriam um a um para o chão. Olhei para os lados e percebi que, apesar dos cacos mais concentrados à minha volta, a explosão também levara estilhaços por toda a garagem.

“— Você está bem?”, perguntei para minha mãe, que estava atrás de mim.

“— Sim, estou. E você?! Se cortou?”

Virei as palmas das mãos para cima e notei dois pequenos cortes, por onde uma gota de sangue escorria a partir de um deles e, no outro, o pequeno estilhaço preso na pele estancava o sangue. Procurei mais e avistei outro pequeno corte, igualmente com pouco sangue. E senti um incômodo na parte das costas, próximo às omoplatas, para onde era impossível eu mesmo olhar.

“— Acho que só um pouco”, respondi.

Foi então que meu pai chegou. De olhos arregalados ao lado dos pedreiros, veio em minha direção e me ajudou a tirar a blusa — um procedimento que, aprendi ali, seria a recomendação inicial para acidentes com vidro. Sem a camiseta, percebi mais um pequeno estilhaço preso em minha pele na altura do ombro.

“— Vamos para o banheiro”, disse meu pai, me ajudando a caminhar por cima dos cacos.

“— Você teve sorte!”, disse um pedreiro. “Teve poucos e pequenos cortes. Um colega saiu dessa com oitenta pontos no braço!”

Com a ajuda de meus pais, subi as escadas. Minha mãe agarrou a caixa de primeiros socorros e uma pinça. Com a mão esquerda ainda trêmula, consegui tirar o primeiro caco, pequeno, do centro da palma direita. Logo depois, mais outro, na altura do pulso e, por fim, aquele que estava no braço.

“— Ainda sinto alguma coisa nas costas”, reclamei.

Foi então que, sem luvas, meu pai agarrou um punhado de algodão, embebeu-o no álcool e limpou a ferida. Em seguida, arremessou o algodão com um dos lados avermelhado pelo sangue na pia à minha frente. Com a ajuda de minha mãe, tirou dali o último estilhaço de vidro, preso nas costas. Sempre sem luvas.

“— Agora é bom você tomar uma ducha”, sugeriu ele.

Virei-me de costas, terminando de me despir antes de entrar no chuveiro, quando escutei-o dizer para minha mãe:

“— Venha, vamos desinfetar as mãos com álcool.”

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63 comentários

  1. Cristiano diz

    Interessante essa sua experiência, eu também tenho receio de me cortar… As vezes faço comida aqui em casa,onde moro com meus pais e irmã qjue não sabem da minha sorologia, e uso facas bem afiadas e fica aquela sensação,parece coisa da minha cabeça,mas fico morrendo de medo de me cortar com essas facas quando to cortando legumes ou algo do tipo, que quando o faço,sou bastante preciso,minucioso e cuidadoso…E caso aconteça eu não lavaria apenas,jogaria fora,sei lá…parece tipo um extinto de querer proteger as pessoas em minha volta. Não sei se acontece isso com vocês…. #Somosageraçãodacura

    • Gil diz

      Eu parei com as paranoias, depois que minha filha caçula, numa brincadeira, me arranhou fundo, saiu sangue e tinha pele minha debaixo da unha dela (escorregou da cama, numa daquelas lutinhas de pai com filhos e ao se agarrar, no susto, me arranhou no braço)… quase enlouqueci e não podia dizer o motivo para ela (esposa sabe, filhos não, ainda), porque me preocupei. Liguei para o CTA, falei com uma enfermeira e logo em seguida com uma médica que me tranquilizou e disse que não é assim, precisa muito sangue e uma abertura para a outra corrente sanguínea, que oxigênio e luz matam o vírus quase que de imediato, que estou indetectável e as chances de infectar são remotíssimas, muito menos na situação do arranhão.
      Depois, estudei a respeito, falei com médicos, criei hipóteses para discutir o tema e parei com a paranoia. NÃO SOMOS ARMAS BIOLÓGICAS AMBULANTES!

    • kiss diz

      Vejo que nós mesmos nos punimos tanto! Exigimos respeito dos outros, + este estigma parte de nós mesmos! Precisamos entender que não somos monstros! Além do mais concordo plenamente que profissionais da saúde devem estar equipados adequadamente sempre se protegendo, sem causar constrangimento ao paciente…Não acho necessário sair contando onde chegar que é soropositivo. Somente em caso de doações de sangue, transplantes a pessoa é obrigada a revelar
      A falta de conhecimento sobre o assunto faz isso…É preciso evoluirmos muito ainda!! Enquanto isso, sonhamos com a cura e a vida precisa prosseguir…..

  2. RGDS diz

    Fico pensando…. E se me corto na academia? Se sai um pouco de sangue de uma unha sem perceber? Esse relato acaba me parecendo, salvo engano, que mesmo para quem nos ama somos um risco biológico ambulante…… Quando, na verdade, estamos todos sujeitos a todas as doenças….

    • Alberto Monteiro diz

      Apenas parece. Mais nao somos, afinal sabemos que o tratamento bem feito nos deixa na considção de INDETECTAVEL e isso dimunie muito os risco de contagio

    • kiss diz

      Fato! Ninguém tá imune….Precisamos parar de loucura e seguir a vida! Até o pq esse vírus fora do organismo não tem poder!!! Vamos viver, sonhar, aproveitar a vida!! Hoje estive analisando quantas pessoas que conhecia já partiram depois do meu diagnóstico e eu continuo aqui com muita força, fé em Deus seguindo a vida!!! Não vou dizer que a vida é normal, porque não é bem assim, sofri demais com efeitos colaterais da medicação, abri mão de amar por muito tempo, me esquivei de muitas amizades até pq achei que não valia a pena, mas a vida continua…..Estou bem e isso basta!!! Forças a todos…

    • Cristiano diz

      Nem pensar… Meus pais tem a saúde debilitada,se eu conto acabo de mata los, e meu pai tem trauma disso pois a 22 anos atrás ele perdeu uma irmã com isso ela morreu com 35,na época eu tinha 15 anos, hoje to com 37 e tenho o privilégio de ter mais informações que a minha tia teve. Não vejo necessidade de contar,já que levo uma vida normal,e não vejo necessidade de morar sozinho pois tenho o amor dos meus pais, minhas irmãs casaram e em casa tem eu e meus pais que jamais os abandonaria,assim como eles também jamais faria o mesmo. O fato de não contar não muda em nada minha rotina. No mais muito obrigado pelo comentário Rui. Abraço 😉

      • Mel diz

        A escolha de contar ou não é 100% nossa.
        Se você toma seus remédios conseguiu a carga viral indetectavel,nao esta trazendo risco algum para ninguém, porque abrir a sua intimidade ?
        Sua familia te ama, e está tudo certo!!!

      • Anne diz

        Compreensível e admirável, este instinto de proteger outrens. Trago sempre band-aid na bolsa; sou cuidadosa em relaçäo aos absorventes usados, e também com objetos cortantes, perfurantes. Penso que seja importante sim, toda essa vigilância e zelo, porém, há exageros, irracionais, impetuosos. Neste caso – nos nossos casos -, melhor pecar por excesso. Luz a todos!✨✨✨

  3. Lara diz

    Não sei o que dizer…li e fiquei em silêncio por um tempo, suspirei … continuo sem palavras…nunca pensei sobre isso antes…

    • Anne diz

      Sempre tomo o silêncio por um tempo, ao ler os comentários… fixando os olhos no nada. Neste momento tudo para, entäo, atento-me e continuo a ler✨✨✨

  4. Rock Hudson diz

    Se está indetectável não precisa se preocupar com acidentes?

  5. Aluap diz

    Também estou anestesiada… mas se a pessoa que me ajudar não tiver cortes, mesmo assim existe riscos???

  6. TriploX diz

    Indetectável não transmite sexualmente. Mas continua com vírus circulando no sangue, porém, em menor quantidade.

    Riscos com sangue sempre vai ter … indetectável n muda isso. O que muda é a quantidade de sangue contaminado que entra em contato com o S- (quanto mais profundo o corte no S- maior a chance de transmissão).

    • Kbsp diz

      Errado. Se vc é indetectavel, o vírus NÃO ESTÁ CIRCULANTE NO SEU SANGUE. Ele está sim escondido nos seus glanglios linfáticos, e outros órgãos, mas não no sangue. Tanto é que para o teste de carga vital se usa o SANGUE para o exame. Se informe mais…

      • Tiago diz

        Kbsp, se um exame com limite de 40 cópias/mm3 dá “indetectável”, é porque a quantidade de vírus circulante no sangue pode estar em qualquer valor abaixo desse limite. Esse exame não tem condições de garantir nem que está nem que não existe HIV em circulação.

      • Tiago diz

        Só um p.s. … Estar indetectável equivale a estar intransmissível, não porque não exista qualquer HIV circulante, mas que porque se acredita – e estudos confirmam – que, mesmo que exista, é em quantidade insuficiente para transmitir.

      • TriploX diz

        Kbsp, então a pessoa poderia doar sangue, pela sua lógica … 🤔

  7. julio Belém PA diz

    Tive um acidente de trabalho dos grandes no trabalho, levei ao todo 5 pontos.
    Na emergência comentei ao medico que indelicadamente ficou perguntando coisas do tipo: quanto tempo faz? Com quem foi? Seus pais sabem? Não sabem? Como você faz? Pq você não conta? Você toma os remédios? Tem reação ?

    E perguntando isso enquanto eu ainda estava com o corte e com dor.

    Depois tive que pegar meu prontuário e li-lo, ao fazer notei que na marcação de “toma algum remédio” ele não colocou absolutamente nada e na parte de observações estava em branco.

    Ou seja, o enfermeiro que fez meus pontos e toda a equipe não souberam que eu eram soro+. No final achei ate bom, pq não houve nenhum incidente, mas achei temerária a omissão do medico dessa informação no meu prontuário.

  8. Piter Keo diz

    Não há necessidade de anunciar ser HIV+ assim, pessoal. Todo mundo sabe que não é seguro entrar em contato com o sangue de outra pessoa e os profissionais de saúde mais do que ninguém, então ninguém vai ser infectado por atender um paciente HIV+, especialmente um com que segue o tratamento e tem uma carga viral baixíssima.
    Imaginem quantas pessoas são atendidas diariamente que possuem doenças infecciosas sem que elas mesmas saibam. Não ter informação não significa que o profissional de saúde vai ser menos rígido ao seguir os protocolos de segurança.

  9. Gil diz

    Eu parei com as paranoias, depois que minha filha caçula, numa brincadeira, me arranhou fundo, saiu sangue e tinha pele minha debaixo da unha dela (escorregou da cama, numa daquelas lutinhas de pai com filhos e ao se agarrar, no susto, me arranhou no braço)… quase enlouqueci e não podia dizer o motivo para ela (esposa sabe, filhos não, ainda), porque me preocupei. Liguei para o CTA, falei com uma enfermeira e logo em seguida com uma médica que me tranquilizou e disse que não é assim, precisa muito sangue e uma abertura para a outra corrente sanguínea, que oxigênio e luz matam o vírus quase que de imediato, que estou indetectável e as chances de infectar são remotíssimas, muito menos na situação do arranhão.
    Depois, estudei a respeito, falei com médicos, criei hipóteses para discutir o tema e parei com a paranoia. NÃO SOMOS ARMAS BIOLÓGICAS AMBULANTES!

  10. JV diz

    Texto forte! Confesso que esperei um desfecho diferente. Mas não foi assim! Talvez como a vida da gente: esperamos algumas reações e às vezes elas são confirmadas ou às vezes nos surpreendem. Meus olhos marejaram. Não pude deixar de lembrar de uns momentos bobos porém de grande significado para uma questão como essa. Lembrei-me do meu ex-namorado ( primeiro da vida e primeiro após o diagnóstico – estamos há quase 3 meses separados!). Lembrei-me de como me tratava. Lembrei das cócegas, das mordidas na orelha. Das mordidas no nariz (ele dizia adorar o meu nariz!). Lembrei-me de como o beijo dele era forte e sem medo (enquanto que, no início da relação quando tudo era novo pra mim, eu temia machucar a gengiva e contaminá-lo!). Lembrei-me de como ele me agarrava firme, me rolava na cama, se jogava em mim! Após essas lembranças eu agradeci. Agradeci como se estivesse falando diretamente a ele (não nos comunicamos mais!). Voltei à página do blog para escrever na esperança de que ele um dia possa ver esse relato e nos identificar aqui. Talvez nunca veja (ele não dava tanta importância ao vírus!). Talvez nunca saiba ( sim, ainda somos orgulhosos demais!) que foi tão importante na minha vida. Já falei aqui uma vez e repito a frase dele: “Você poderia ser amado por qualquer um!” Frase que jamais esquecerei! Obrigado D.L.

    • kiss diz

      Que lindo!!!!! Assim que precisamos ser amados, o peso do vírus por sí só já é demais!!! Merecemos amor, tranquilidade para seguir a vida!!!!

  11. Caio PE diz

    Cadê o Luiz Carlos nessas horas: e o INDETECTÁVEL ? Também está incluído nesses casos ?

  12. Cbb diz

    Tem vezes que fico me perguntando se nós, os soropositivos, não somos excessivamente preocupados com situações normais e da vida corrente qdo sabemos e temos a certeza que não somos uma ARMA BIOLÓGICA Ambulante. Vivamos a vida com a mesma intensidade de “ontem” e tenhamos em mente que “acidentes acontecem”

  13. M.l.s diz

    Amigos, Boa tarde!!
    Sei que muitos aqui já sabem decorado o que vou falar, mas senti vontade de deixar expresso para o consentimento da maioria.
    É extremamente válida a história em questão e os comentários, porém deve ficar expresso o seguinte: conviver com o HIV ou a doença AIDS em curso, não te restringe muita coisa… É notável existir o excesso de proteção, afinal, cada um sabe o quanto é difícil nossa batalha né? O que fica meio disperso ainda é as vias mais comuns de contaminação em situações do dia a dia X quando recorrer ao CTA. Qualquer dúvida deve ser relatada a um profissional capacitado, no qual irá sanar suas dúvidas para que erros não ocorram. Quanto a infecção por pequenas lesões, realmente… o vírus saindo do corpo sobrevive apenas poucos segundos fora do ambiente corpóreo, sendo quase nulo o contágio em partículas pequenas de sangue. Quanto a decisão de comunicar o profissional em atendimento, é precaução pdarão o uso de equipamentos de proteção no atendimento e realizar suas medidas de prevenção caso haja suspeita (como o citado pela pep, estupro, entre outros…). Portanto, na dúvida, busquem fontes confiáveis para dialogar com a família e cônjuge (caso seja necessário, como a SBI, O SITE IST- AIDS, ETC) e consultar seu médico ê fundamental.

  14. Paulistano Positivo diz

    Jovem, não fique triste! Só quem vive com o HIV e procura estudar a doença é que tem todas as informações. Às vezes querer explicar tudo aos pais só faz gerar mais sofrimento. Eles entendem assim, viveram os anos 80, os mais difíceis da epidemia, muito de perto – como muitos aqui na faixa dos 40. O que sobrou dessa época foi o estigma e o preconceito, que permanecem e assombram.

  15. D_Pr diz

    […]

    “PREOCUPAÇÃO” COM OS TUMORES EM PESSOAS COM HIV
    Um estudo do hospital de Alava apresentado ontem, dia 30 de novembro, no congresso de Gesida (o grupo de estudos da Aids da Sociedade Espanhola de Doenças Infecciosas e Microbiologia Clínica) comprovou que as pessoas com HIV sofrem duas vezes mais de tumores do que de doenças cardiovasculares. “Os tumores, por sua frequência, sua tendência crescente e seu potencial mortal, nos preocupam mais agora. O câncer de pulmão é o que mais aumentou, inclusive em não fumantes, onde a incidência é maior do que a esperada”, afirma o doutor Esteban Martínez, vice-presidente da Gesida.

    O estudo demonstra também que a mortalidade é maior em função de tumores do que de acidentes cardiovasculares. No acompanhamento aos pacientes durante 15 anos, faleceram 40% dos pacientes com tumores, enquanto que dos pacientes com problemas cardiovasculares morreram 23%. “Os pacientes com HIV não morrem pelo HIV nem desenvolvem a Aids, mas, paradoxalmente, essa mudança favorável os faz contrair outras doenças”, reflete o médico.

    https://brasil.elpais.com/brasil/2017/11/30/ciencia/1512064284_058319.html

    • Cristiano diz

      Ela virá… Em nome de Jesus e do divino Espírito Santo de Deus
      #Somosageraçãodacura ❤

  16. AnonimoFer diz

    Sinceramente, posso está maluco, mas Eu acho muita neurose de minha parte eu ficar pensando em procedimento dutante um acidante, se for algo pequeno, um corte apenas o lance é tentar fazer um curativo sozinho mesmo, se for algo grande como num acidente de maior, quem for atender, certeza que fará os procedimentos necessários conforme sugere o atendimento profissiobal, não vejo necessidade de panfletar minha sorologia… ainda mais estando indetectável… abraço á todos..

  17. C.B diz

    Eu trabalho num hospital público há alguns anos, e vejo inúmeras situações que me pergunto até o quanto o sigilo é obrigatório. No caso de mulheres em trabalho de parto que sabem do seu diagnóstico, porém não trataram no pré-natal para o seu marido (pai da criança) e o resto da família não saberem, ou seja, a criança corre muito riscos bem como os familiares q há ajudam. Assim como pacientes dependentes, que já estão com AIDS porém internam por câncer ou outra comorbidade, como fica a situação dos familiares que o ajudam e acompanham ?! Onde está o direito do próximo? Onde está o direito dos recém nascidos?! Isso eu me indago tanto, que acredito q pelo egoísmo dos outros acabamos por nos infectar. Sei lá minha opinião, não estou julgando ninguém.

    • kiss diz

      Já quanto a questão da gravidez, isso mudo todo o foco, até porque querer ter um filho é um direito sim, mas não fazer o tratamento e prevenções adequadas é pura negligência! Até pq a criança não tem culpa de vir ao mundo! O mínimo a ser feito é tentar evitar que essa criança seja infectada….Consciência precisa funcionar sim! Quanto à proteção de profissionais de saúde estudam muito e devem colocar em prática o uso de epis ….

  18. SAR diz

    Caro C.B

    Com todo o respeito a sua forma de pensar, eu discordo. Acredito que o sigilo é um direito de qualquer pessoa e não apenas no caso do HIV. Quebrar o sigilo sobre um determinado diagnóstico deve ser feito com o consentimento da parte envolvida. A respeito do que você escreveu acima, se possível, gostaria que me explicasse se eu estiver equivocado, afinal, você é um profissional da área da saúde.

    C.B – No caso de mulheres em trabalho de parto que sabem do seu diagnóstico, porém não trataram no pré-natal para o seu marido (pai da criança) e o resto da família não saberem, ou seja, a criança corre muito riscos bem como os familiares q há ajudam.

    SAR:- Você, realmente, acha que o fato de expor a sorologia da gestante fará com que ela faça o tratamento adequadamente? Para mim, isso é mais uma questão de consciência. Quais os riscos dos familiares que ajudam essa gestante? Por gentileza, você poderia enumerar alguns?

    C.B – Assim como pacientes dependentes, que já estão com AIDS porém internam por câncer ou outra comorbidade, como fica a situação dos familiares que o ajudam e acompanham ?!

    SAR: – Quais os riscos que os familiares e as pessoas que o acompanham estão correndo? Se possível, me esclareça, por favor?

    C.B – Isso eu me indago tanto, que acredito q pelo egoísmo dos outros acabamos por nos infectar.

    SAR – Até onde sei profissionais da área da saúde devem seguir um protocolo com medidas de segurança em todos os casos, independente da sorologia de um paciente. Essa informação procede? Ah, mas pode ocorrer acidentes e a perfuração do profissional com a agulha de um paciente infectado. Ahhhh…mas neste caso, até onde sei, os profissionais da área da saúde devem em até 72 horas procurar um CTA ou SAE para fazer a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), certo? Isso procede?

    CB, meu relato é o seguinte: No laboratório onde colho meu sangue, toda vez que a infectologista me solicita, sou atendido por uma profissional, ao meu ver, extremamente informada, atualizada sobre os fatos. Nunca falei para ela sobre minha sorologia, porém, ao ver a requisição com os exames solicitados pela minha infectologista, ela teve conhecimento da minha sorologia. Nunca tocou no assunto, acredito, para não me constranger. A última vez, que estive lá, falei abertamente a ela sobre minha condição que, obviamente, ela já tinha conhecimento, e naquele momento tão constrangedor ela me acolheu, me disse coisas que me confortaram, me senti seguro. Ela me disse, você vai superar tudo isso, você não é o único, não se sinta só, não se sinta menos. Como é bom ser amparado, em momentos que parecemos tão fragilizado, não é mesmo? O que dizer dessa profissional? A ela, minha gratidão eterna.

    Se aceitares, receba um forte abraço!

  19. Dru diz

    Oi pessoal, como vocês estão… Estou aqui completando quase um ano de tratamento… Sabe, quase nada mudou a não ser que tenho que tomar a medicação e fazer acompanhamento… Muitas das coisas são paranóias da nossa cabeça… Sigam suas vidas e não desistam dos seus sonhos. Grande abraço!

    • Cristiano diz

      Meu ex que era negativo me trouxe do Maranhão pq pedi,mas não cheguei a usar,li muitas coisas na internet que desanimei, o tratamento dos coquetéis a princípio são os mais eficazes

    • Paulo Roberto diz

      Eu já. Peguei das mãos do Dr. Paulo Gouveia, no Tocantins. E NÃO RESOLVEU NADA!
      Não acredite nessas coisas. Corri atrás de tudo o que você possa imaginar, buscando a cura desse mal, e só gastei dinheiro para me sentir frustrado.

    • Antonio diz

      Olhe mal nao faz, acredito que faz bem, mas nunca substituir pelo o 3 em 1. Ele pode ajudar, o Tanino presente tem um ação farmacológica razoável.

  20. Andreza moreira de lima diz

    Oi jovem, queria te contar um pouco da minha história, descobri o hiv em 2014 quando estava grávida, foi nos exames de pre natal que veio o reagente, foi uma enfermeira que me deu a noticia e eu so consegui chorar, pensei na minha filha, pensei em como teria pegado ja que sou casada e confiava muito no meu marido, pensei numa situação que havia acontecido meses antes, no carnaval daquele ano, eu, meu marido e um amigo dele ficamos bebendo, eu acabei dormindo, quando acordei o amigo do meu marido estava saindo de cima de mim, olhei em volta e vi que meu marido nao estava la, depois soube que ele havia saído para comprar mais bebida, fiquei muito assustada com tudo que aconteceu, e naquela hora quando a enfermeira disse: Um dos seus exames deu alteração, sinto muito. Deu positivo para hiv e me entregou o papel com o nome reagente, eu nem sabia o que isso significava, meu chao abriu naquela hora, meu marido estava do lado de fora da sala me esperando, como eu ia contar pra ele que tinha hiv? O que era hiv? Eu nao queria sair daquela sala, e minha filha, ela nascer com hiv também? Eram tantas dúvidas, eu so queria chorar, no meio do caminho ele me perguntou como tinha sido o pre natal eu nao conseguia falar, o sofrimento estava no meu rosto, ele perguntou da nossa filha e eu comecei a chorar e ali no meio da rua, no caminho de casa eu falei baixinho, quase inaudível: Eu tenho hiv. Mas ele entendeu muito bem o que eu falei, infelizmente tive complicacoes na gravidez que nada tinham a ver com o hiv, e perdi nossa filha aos 8 meses de gestacao, com pressão alta, nesse meio tempo conheci seu blog e passei a acompanhar sua historia, voce nao imagina o quanto me ajudou la atras, mas o medico que me atendeu nao estava disposto a me ajudar, passou dois comprimidos de kaletra e um de azt, eu tomava e logo vinham as reacoes, eu chorava porque estava na pior fase da minha vida, e achava que aqueles remedios iam matar eu e minha filha, depois que perdi ela parei os remedios, nao aguentei sofrer tanto, eu pedia para mudar os remedios, mas ele nao mudava, mudei de medico ele passou a mesma combinacao, desisti, passamos por tudo isso juntos e meu amor por ele so aumentava, nos casamos em março desse ano, com direito a festa, bolo e vestido de noiva, estava muito feliz de verdade e em agosto desse ano veio a noticia que eu estava gravida, eu fiquei com muito medo porque me lembrei dos remedios que voltaria a tomar, me lembrei do meu sofrimento, mas a minha medica e uma pessoa maravilhosa e nao passou aquela combinação novamente pra mim, eu contei tudo pra ela e implorei que ela passasse outro, e pra minha surpresa ela me ouviu, atualmente tomo o 3×1 e o efeito colateral que tive foi tontura, mas se comparado aos outros, ele nao tem efeito nenhum, estou com 6 meses de gestacao, estava muito feliz, porque tudo estava dando certo, mas essa semana tudo mudou, numa conversa com meu marido, contando como eu odiava a forma como eu tinha pegado hiv e como me sentia culpada por também ter passado para ele, ele confessou, ele tinha passado para mim, ele ja sabia da sua sorologia muito antes de me conhecer, exatos 10 anos antes de me conhecer, fiquei arrasada, so conseguia chorar, novamente eu tive a sensação de o chao se abrindo, o homem que eu confiava tanto, que cuidou de mim, que eu dividi alegrias e tristezas, tudo parecia uma mentira, de repente me senti na mesma sensação que tive a 3 anos atras quando descobri o hiv, perdida, ainda não sei o que fazer, ele esta pedindo o meu perdão, mas eu nao sei se consigo, por outro lado eu o amo, sempre amei, e nossa filhinha, nosso laço, falei com uma amiga ela me disse que perdoaria, e eu estou tentando, mas olho para ele e vejo uma pessoa que de proposito passou uma doença sem cura para mim, mas ao mesmo tempo, eu nao sofro mais com ela, estou confusa, ele me pede perdão e eu tento, faço perguntas de porque, quando ele descobriu, como descobriu, e ele vai me contando, mas a verdade e que a sensação e de ter vivido anos de mentira e ter descoberto quem ele e agora, e me vejo com duas opções viver com ele sabendo a verdade ou deixa-lo, mas nenhuma dessas duas opções me atrai no momento. Me desculpa, escrevi demais, mais precisava compartilhar com alguém. Beijos! Muito obrigado pela ajuda de todos esses anos

    • Rômulo diz

      Com tempo esta frustração passa…

      Pensa nisso: Vai entrar outra pessoa na sua vida, quem garante que esta pessoa irá cuidar de vc como seu atual marido fez ? Ele fez uma “escolha ruim” no passado mas nitidamente ele cuida de vc, quer ter uma família com vc… tirando o lance do HIV, o resto não compensa ?

      Em todo momento fazemos escolhas… pensa no lado dele em contar pra vc lá tras e vc se afastar… ele omitiu uma informação mas n qr dizer q todo o resto seja uma mentira !

    • kiss diz

      Nossa quanta maldade no ser humano! Geralmente as mulheres quando sabem aceitam desde o inicio, se cuidam e levam a vida normalmente, mas o que ele fez foi muito cruel, porém agora tem uma filha e deixá-lo vai ser uma decisão muito difícil, mas isso só vc pode avaliar! Te desejo vida longa e muita saúde! Boa sorte nesta nova jornada, acalme seu coração tenha fé, faça o tratamento adequadamente e viva intensamente……

    • Paulo Roberto diz

      Só você pode definir se o perdoa ou não. Eu perdoaria. Mas cada cabeça, uma sentença.
      Peça ao Espírito Santo para te iluminar nesta decisão. Você sabe que criar uma criança sozinha não é fácil. E mais: antes você passar por isso com ele do que sozinha, sem apoio.
      Está na hora de um apoiar o outro.,. Na minha opinião, você deve sempre pensar no que é melhor para a criança.
      Espero, sinceramente, que tudo se resolva da melhor maneira possível.

    • Minha cara, pense bem, não seria melhor ficar com ele, ele ti ama, vc o ama, ele comenteu erros sim, mas olhe para frente. Agora vcs podem finalmente viver de boa.

  21. anônimamor diz

    Oi jovem, queria te contar um pouco da minha história, descobri o hiv em 2014 quando estava grávida, foi nos exames de pre natal que veio o reagente, foi uma enfermeira que me deu a noticia e eu so consegui chorar, pensei na minha filha, pensei em como teria pegado ja que sou casada e confiava muito no meu marido, pensei numa situação que havia acontecido meses antes, no carnaval daquele ano, eu, meu marido e um amigo dele ficamos bebendo, eu acabei dormindo, quando acordei o amigo do meu marido estava saindo de cima de mim, olhei em volta e vi que meu marido nao estava la, depois soube que ele havia saído para comprar mais bebida, fiquei muito assustada com tudo que aconteceu, e naquela hora quando a enfermeira disse: Um dos seus exames deu alteração, sinto muito. Deu positivo para hiv e me entregou o papel com o nome reagente, eu nem sabia o que isso significava, meu chao abriu naquela hora, meu marido estava do lado de fora da sala me esperando, como eu ia contar pra ele que tinha hiv? O que era hiv? Eu nao queria sair daquela sala, e minha filha, ela nascer com hiv também? Eram tantas dúvidas, eu so queria chorar, no meio do caminho ele me perguntou como tinha sido o pre natal eu nao conseguia falar, o sofrimento estava no meu rosto, ele perguntou da nossa filha e eu comecei a chorar e ali no meio da rua, no caminho de casa eu falei baixinho, quase inaudível: Eu tenho hiv. Mas ele entendeu muito bem o que eu falei, infelizmente tive complicacoes na gravidez que nada tinham a ver com o hiv, e perdi nossa filha aos 8 meses de gestacao, com pressão alta, nesse meio tempo conheci seu blog e passei a acompanhar sua historia, voce nao imagina o quanto me ajudou la atras, mas o medico que me atendeu nao estava disposto a me ajudar, passou dois comprimidos de kaletra e um de azt, eu tomava e logo vinham as reacoes, eu chorava porque estava na pior fase da minha vida, e achava que aqueles remedios iam matar eu e minha filha, depois que perdi ela parei os remedios, nao aguentei sofrer tanto, eu pedia para mudar os remedios, mas ele nao mudava, mudei de medico ele passou a mesma combinacao, desisti, passamos por tudo isso juntos e meu amor por ele so aumentava, nos casamos em março desse ano, com direito a festa, bolo e vestido de noiva, estava muito feliz de verdade e em agosto desse ano veio a noticia que eu estava gravida, eu fiquei com muito medo porque me lembrei dos remedios que voltaria a tomar, me lembrei do meu sofrimento, mas a minha medica e uma pessoa maravilhosa e nao passou aquela combinação novamente pra mim, eu contei tudo pra ela e implorei que ela passasse outro, e pra minha surpresa ela me ouviu, atualmente tomo o 3×1 e o efeito colateral que tive foi tontura, mas se comparado aos outros, ele nao tem efeito nenhum, estou com 6 meses de gestacao, estava muito feliz, porque tudo estava dando certo, mas essa semana tudo mudou, numa conversa com meu marido, contando como eu odiava a forma como eu tinha pegado hiv e como me sentia culpada por também ter passado para ele, ele confessou, ele tinha passado para mim, ele ja sabia da sua sorologia muito antes de me conhecer, exatos 10 anos antes de me conhecer, fiquei arrasada, so conseguia chorar, novamente eu tive a sensação de o chao se abrindo, o homem que eu confiava tanto, que cuidou de mim, que eu dividi alegrias e tristezas, tudo parecia uma mentira, de repente me senti na mesma sensação que tive a 3 anos atras quando descobri o hiv, perdida, ainda não sei o que fazer, ele esta pedindo o meu perdão, mas eu nao sei se consigo, por outro lado eu o amo, sempre amei, e nossa filhinha, nosso laço, falei com uma amiga ela me disse que perdoaria, e eu estou tentando, mas olho para ele e vejo uma pessoa que de proposito passou uma doença sem cura para mim, mas ao mesmo tempo, eu nao sofro mais com ela, estou confusa, ele me pede perdão e eu tento, faço perguntas de porque, quando ele descobriu, como descobriu, e ele vai me contando, mas a verdade e que a sensação e de ter vivido anos de mentira e ter descoberto quem ele e agora, e me vejo com duas opções viver com ele sabendo a verdade ou deixa-lo, mas nenhuma dessas duas opções me atrai no momento. Me desculpa, escrevi demais, mais precisava compartilhar com alguém. Beijos! Muito obrigado pela ajuda de todos esses anos

  22. Monalisa diz

    Olá Andressa, sou soronegativa e a 8 meses meus esposo em um leito quase morrendo descobriu ser positivo, foi horrível, temos uma bebê que na época tinha apenas 1 ano, meu mundo caiu naquele momento, então acredito que sei oque vc está passando. Oque me fez seguir com meu marido foi perguntas que me fiz,” E se fosse outra doença eu ficaria do lado dele”, sei que não tem comparação pois no seu caso ele lhe passou, mais pra vc seguir sua vida em paz, mesmo que não fique mais com ele, tem que perdoar, não carregue essa mágoa com vc, pois fará mal apenas a vc. SIGA EM FRENTE com ele ou sozinha com seu bebê, essa escolha vc que terá que fazer, mais pense que por mais egoísta que talvez possa parecer ele quis tentar da forma errada, mais quis tentar ter uma família e foi vc que ele escolheu, tenha paciência aos poucos a raiva passa e começamos a enxergar as coisas com mais nitidez. Quando meu esposo estava entre a vida e a morte coloquei meu coração na balança e vi que preferia ele vivo com hiv, do que perde-lo e nunca mais te-lo perto de mim….Deus lhe abençoe, estarei orando por vc querida.

    • anônimamor diz

      Obrigada Monalisa, eu escolhi ficar com ele e perdoa-lo, nao vai ser fácil porque sei que vai ter momentos que minha cabeça vai ficar a mil, mas tenho fe que juntos vamos conseguir e tem nossa filha também, que com certeza vem pra alegrar nossa vida!

  23. Paulo Roberto diz

    Eu tenho medo de contar para as pessoas. O preconceito ainda é muito grande.
    Minha família sabe e alguns poucos amigos. Gostaria muito de ter um relacionamento sério, mas e o medo de contar?
    Ainda mais porque moro no interior de Minas Gerais, cidade pequena, já viram, né?
    Espero que a cura venha em breve.,. Não quero ficar sozinho para a vida toda.

    • Cristiano diz

      Estou na mesma situação quero encontrar alguém mas que não seja assumidamente pois infelizmente o preconceito é muito grande. Basta que ambos saibam um do outro apenas

      • Paulo Roberto diz

        As coisas são difíceis, mesmo… Ainda mais para quem mora no Interior, como eu. Como se já não bastasse o preconceito por ser homossexual, mesmo não aparentando ser, , ainda tem esse “peso” de ser soropositivo.
        Mas a vida segue seu rumo, e eu tenho esperança de que em breve estejamos todos livres desse vírus. Acredito que, aí, as coisas ficarão mais fáceis.

  24. Junior diz

    Ola pessoal!
    Moro em Sao Paulo, sou soro desde de 2013 e faco uso do 3×1…. tem uns dias que estou notatando umas reacoes estranhas, umas duas semanas atras acordei de manha molhado de suor e a clima estava fresco nao era calor.
    E esse fim de semana apareceu uma alergia, manchas vermelhas e coceira em algumas regioes do corpo. Hoje acordei com o rosto inchado da alergia. Estou usando anti alergico ALEKTOS, vou ter consulta com infecto na quinta. Alguem passou por isso?
    Se alguem souber de algum grupo de soropositivo ou grupo de whats me fale quero fa

    • Cristiano diz

      Tem um amigo que passou por isso,as reações variam de pessoa pra pessoa, quando eu tomava o 3×1 me dava muita dor no fígado uma dor insuportável de fazer eu me baixar na rua como se tivesse tomado um murro na boca do estomago, fiz exames e minha médica falou q o remédio não tava fazendo efeito nenhum. Mudei do 3X1 e to tomando 5 comprimidos separados e não tenho reações,aliás a única que tive foi ficar com s olhos muito vermelhos,mas usando essa combinação dos 5 separados cheguei a indetectável

      • Junior diz

        Vlw Cristiano!
        Ja uso os tres faz tempo desde 2013, porem o tres em tem menos tempo, alias desde que foi lancado e nunca tinha tido reacao alguma. Na verdade eu suspeito que a alergia seja do remedio pois e a unica coisa que pode causar, minha alimentacao e super de boa, tem dois meses que cortei varias coisas entre elas acucar trigo e leite e to indo bem…. ate pensei ser esse o motivo mas nao justifica….

  25. Bruno Salvador diz

    Eu descobri minha sorologia, confirmada via W Blot, na primeira semana de Novembro 2017. Dia 25/10 me ligaram informando acerca do resultado inconclusivo do teste e que precisaria refazer. 3 semana antes decidi emagrecer e voltar para a academia, por isso, fiz uma bateria de exames. Quando pediram para refazer o teste, foi naquela ligação que a minha vida mudou. Nas 2 primeiras horas eu fiquei com aquele turbilhão de sentimentos estranhos, medo, fiquei gelado. Sou espírita, tentei voltar ao eixo, me acalmei e refleti sobre o porquê disso tudo. Estando menos tenso, a primeira coisa que fiz foi checar na internet informações a respeito e caí logo neste blog. Graças a Deus. Minha mente é seletiva e sou um cara de natureza positiva, espero o melhor das coisas e não entrei em nenhuma leitura em outros sites, os quais trouxessem dados e experiências negativas a respeito. Eu não queria drama, queria um suporte, informações, tudo. Dia 26/10 colhi o sangue novamente, saiu resultado em novembro, dia 13/11 fui ao infecto e dia 14/11 já estava na medicação com 2 comprimidos. Fiz questão de enfrentar tudo. Tenho um namorado há 6 meses e contei para ele tudo a respeito, desde que me pediram para refazer o exame, não quis esconder nada. Ele me apoiou, disse que estávamos juntos e ainda aguarda os seus exames. Meus exames apontaram uma contaminação há menos de 1 ano, mas nunca houve nessa minha relação alguma traição de minha parte. Dele também acho que não. O que quero dizer aqui, como alguém que descobriu recentemente, aos 39 anos, divorciado, empresário, com 2 filhos, que temos o caminho do amor e da dor para aprender. Eu decidi que tenho que viver bem e feliz seja em qual circunstância estiver. O único momento em que me lembro que sou HIV+ é às 22h quando o alarme toca e tomo meus comprimidos. Minha autoestima aumentou, perdi 12 kg, frequento academia todos os dias e me sito forte. Aprender pelo amor significa a escolha que fiz: decidi cuidar de mim, quero envelhecer bem, viver muito, leio coisas edificantes e mostrar pra mim que ser hiv positivo é um detalhe. Agradeço a Deus por ter descoberto num momento em que estava disposto a melhorar a saúde, a viver uma relação amorosa com base na verdade (ele é a única pessoa que sabe e não sinto vontade de falar com alguém a respeito disso). Nessas horas, sou grato por não ter câncer, parkinson ou qualquer outra doença degenerativa. Se olharmos pro lado, seremos até gratos com que temos. Com ou sem cura à vista, o que importa é podemos viver bem pelo resto da vida, basta tomar 2 comprimidos, igual a quem tem pressão alta, diabetes e olha que isso é muito mais grave. Libertem-se dos estigmas. Eu prefiro não comentar ainda porque sou discreto por natureza na minha vida e, se não tivesse descoberto minha sorologia, talvez fosse diabético ou hipertenso, devido às minhas altas taxas. Se temos que viver nessa condição, que vivamos felizes, não estamos sozinhos no mundo. Se assim estamos, que aprendamos a levar a vida pelo melhor ângulo. Quero ser uma pessoa melhor e estou feliz por buscar isso. Abraço em todos e aqui deixo meu contato para quem quiser conversar! salvadorbruno79@gmail.com

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