Uma conversa com Almir Nascimento

Almir Nascimento

Almir Nascimento tem 59 anos de idade. Foi dono do bar e restaurante Paparazzi, antes de integrar a organização da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo em 1999 e 2000, anos em que o Movimento Gay da cidade ganhou bastante notoriedade. Entre 2009 a 2013, foi presidente da Associação Brasileira de Turismo GLS. Há 19 anos é proprietário da da sauna Wild Thermas Club. Desde julho, voltou a integrar a Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo e é um dos organizadores do 1º Encontro de Saúde/Prevenção IST/Aids entre Jovens LGBT, no dia 28 de novembro — a primeira vez que a Parada Gay de São Paulo vai falar sobre a prevenção ao HIV.

Conheci Almir em uma reunião que aconteceu em setembro deste ano, no bairro dos Jardins, em São Paulo, depois de ter sido convidado para colaborar com a iniciativa da Parada do Orgulho GLBT em uma campanha sobre a prevenção do HIV. Quando cheguei, ele já estava na sala, sentado de costas para a janela, vestindo uma camisa social xadrez e calça jeans, quando se levantou para me cumprimentar, com um aperto de mão firme e um olhar sorridente. Almir parece ser daquelas pessoas que escuta mais do que fala. Pelo menos, foi assim naquela reunião, na qual ele ouviu atentamente aos que estavam ali presentes — entre eles, o youtuber Gabriel Estrëla, do Projeto Boa Sorte, e o médico infectologista Ricardo Vasconcelos, coordenador de um ambulatório do Hospital das Clínicas da FMUSP especializado em HIV, que participou dos estudos iPrEX e PrEP Brasil. No pouco que falou naquele dia, Almir reconheceu que era hora de incluir o HIV e a aids na pauta da Parada Gay, algo que não foi feito até hoje. Conversei novamente com Almir nos últimos dias, quando tomamos um café num bairro da região central de São Paulo.

Jovem Soropositivo — A Parada do Orgulho GLBT de São Paulo nunca abordou oficialmente o tema do HIV e da aids. Por que essa mudança agora?

Almir Nascimento — O índice da epidemia está explodindo, novamente, especialmente entre os jovens homens gays. Não era para estarmos ainda falando de aumento do número de casos, de campanhas que ainda precisam ser feitas. Já era altura da epidemia estar controlada. Mas parece que estamos sempre patinando, patinando… Se a Parada tivesse feito isso há vinte anos, o quanto ela já não poderia ter conseguido? Se a gente já tivesse feito um trabalho para os jovens que hoje estão se infectando e que não têm informação sobre o HIV, o quanto a gente não poderia ter ajudado? Enfim, a Parada optou por outro caminho, foram outras conquistas. Mas eu acho que a Parada pode fazer alguma coisa, sim.

Você diz isso num tom de mea culpa?

É mea culpa da minha parte, não da Parada e nem da Associação. Dentro da comunidade gay, sempre foi falado da epidemia de HIV. Muitos associados e muitas pessoas próximas viviam e vivem com HIV. Então, sempre se falou sobre isso dentro da comunidade.

Mesmo assim, é verdade, a Parada nunca teve um evento dela própria voltado para a prevenção e conscientização sobre o HIV. O que tivemos foram vários parceiros, incluindo as ONGs que trabalham com HIV e aids, como Fórum ONG/Aids, Pela Vidda, GIV e GAPA, que foram parceiros da Associação. Então, quando chegava a época da Parada, os parceiros procuravam a Associação para fazer alguma ação. A Parada acreditava e acredita nesses parceiros, que faziam e fazem importantes ações de prevenção durante os eventos.

Mas a Parada nunca assumiu para si essa função, porque, embora muita gente imagine que sejamos uma baita organização, a verdade é que somos um pequeno grupo que faz um evento para milhões de pessoas. Durante a 4ª Parada, por exemplo, nós éramos cinco: um presidente e quatro diretores — claro, além dos vários voluntários. Hoje, mudou-se um pouco o estatuto e temos um grupo um pouco maior: um total de 18 pessoas, todos voluntários, sem ganhar nada pelo trabalho na Associação e, por isso, têm de ter seus próprios trabalhos. Então, é uma organização frágil, que mal dava conta de fazer o que tinha de fazer para a Parada acontecer. Por isso, incluir mais um evento, voltado somente ao HIV, nunca tinha sido possível.

Parada do Orgulho GLBT de São Paulo de 2014 (Foto: Ben Tavener / Brazil Photo Press).

E o que mudou?

O que mudou é que eu, voltando para a organização da Parada, disse: “eu gostaria muito de fazer isso”. Para mim é fundamental que a Associação faça alguma coisa e resgate esses vinte anos em que não trouxe diretamente essa discussão. Você falou em mea culpa… é isso! Temos que aproveitar essas milhares de pessoas na rua para isso também. Eu fui convidado para voltar para a Parada recentemente, em julho de 2017, e, agora, vamos fazer esse evento: o 1º Encontro de Saúde/Prevenção IST/Aids entre Jovens LGBT, já na semana que vem, dia 28 de novembro. Esse evento vai passar a fazer parte do calendário anual da Associação.

Teve alguma razão pessoal para essa sua motivação?

Eu acho que foi a preocupação e, também, uma vontade que eu trago há vinte anos de fazer alguma coisa nesse sentido. Mas a verdade é que, até agora, eu não achava que tinha forças e nem legitimidade para, sozinho, fazer isso. Eu sempre tive negócios voltado para o público gay: tenho hoje uma sauna gay, que este ano está fazendo dezenove anos de existência, e, durante esse tempo, nunca houve lá dentro mais do que três campanhas de prevenção ao HIV. Como empresário, eu nunca fiz isso. Claro, sempre ofereci preservativos e gel lubrificante para os clientes, mas nunca fiz uma campanha propriamente dita, com cartazes de divulgação e conscientização sobre o assunto.

Como funciona essa distribuição de preservativos dentro da sauna?

Hoje, a Secretaria Municipal de Saúde me fornece os preservativos e géis lubrificantes gratuitamente, que estão dispostos em vários pontos do estabelecimento. Se o cara está com tesão e quer transar, é muito fácil ele pegar a camisinha e usá-la. Mas antes, até doze ou treze anos atrás, não era assim: o programa municipal ainda não tinha esse serviço. Então, eu mesmo é que comprava os preservativos e os distribuía na sauna, sem custo adicional para os clientes. Hoje é maravilhoso termos essa parceria com a Secretaria, mas não é a mesma coisa que uma campanha: cartazes e folders com explicações, informações e referências. Campanhas assim fizeram muita falta.

Algo próximo disso aconteceu quando o Dr. Ricardo Vasconcelos veio nos procurar: ele precisava de 500 voluntário para participar de um estudo sobre PrEP e deixou vários folhetos lá na sauna. Sei que muitos clientes meus foram participar desse estudo. E, agora, o Dr. Ricardo será um dos palestrantes desse 1º Encontro de Saúde.

O que você acha da profilaxia pré-exposição (PrEP) e das outras alternativas de prevenção, como a profilaxia pós-exposição (PEP) e o tratamento como prevenção (TasP)?

Eu considero isso um marco. Com tantas opções de prevenção, uma pessoa bem informada só se infecta se quiser! Hoje, uma pessoa pode se prevenir antes, durante ou depois — quer coisa melhor? Mas quantas pessoas não sabem que essas alternativas existem? Falta informar as pessoas que essas alternativas existem! E é aí que mora o problema: as campanhas atuais não alcançam todo mundo.

Por que a Parada resolveu falar sobre isso para os jovens? Porque eles são difíceis de serem alcançados, eles são fluídos. Ontem, a novidade era o Facebook, hoje são os grupos de WhatsApp — os pais deles estão no Facebook, mas não no grupo de WhatsApp. Existem muitos grupos voltados para sexo e fetiches, conheço vários deles. Por exemplo, alguém que gosta de bareback ou leather cria um grupo e esse grupo bomba, com mil mensagens, duas mil mensagens. Mas aí um dos participantes cria um subgrupo, com um fetiche mais específico, por exemplo, de bareback com homens que usam barba ou sexo com militares. Em uma semana, o grupo anterior começa a minguar e perder seus participantes, que migraram para os novos subgrupos de WhatsApp, com novos temas e fetiches. E assim por diante.

Como vamos fazer campanha para pessoas que estão em grupos tão segmentados? As pessoas precisam entender que essa é a realidade, isso existe, e que é um problema a educação e informação chegar neles. Precisamos pensar em como fazer isso. Pensando bem, nestes mais de trinta anos de epidemia, deveríamos ter feito muito mais campanhas, discussões e eventos tentando atingir os mais diferentes grupos, canais e tipos de pessoas.

Além deste 1º Encontro de Saúde/Prevenção IST/Aids entre Jovens LGBT, quais outras iniciativas dentro desse assunto a Parada do Orgulho GLBT de São Paulo planeja fazer?

Uma coisa muito legal que vai acontecer em março de 2018 é um Encontro dos Organizadores de Paradas do Brasil. Juntos, vamos tentar criar uma força motivadora para tornemos o segmento mais forte. Nossa ideia é conhecer mais profundamente o movimento de Paradas, trocar experiências e saber um pouco das particularidades e especificidades de cada Parada. Além disso, esperamos que propostas e experiências legais, tal como este Encontro sobre Saúde/Prevenção, sejam levadas e adotadas em todas as Paradas do Brasil. Há sete anos, havia cerca 400 paradas no País. Hoje eu não tenho ideia de quantas existam — são muitas!

Quando você entrou na organização da Parada, qual era o tamanho do evento? Quantas pessoas participaram?

Eu participei como diretor da Associação na 4ª Parada, em 1999, até a 5ª Parada, no ano 2000. A 4ª Parada foi  um marco no Movimento: foi a “Parada dos 100 mil”, que a gente também chama de a “Parada da Virada”. Foi quando a Associação conseguiu levar 100 mil pessoas para a rua. A partir de então, a imprensa, a sociedade e o Estado começaram a olhar e a falar: “quem é esse grupo que consegue levar 100 mil pessoas à rua?” Até então, o Movimento existia mas era muito pequeno e muito dividido. O Movimento só ganhou a importância que tem hoje quando levou 100 mil pessoas à rua.

A partir daí, as pessoas perceberam que este era um grupo organizado. E eu estava justamente nessa Parada da Virada. Foi uma revolução! Na época, a diretoria da Associação tinha como presidente o Beto de Jesus — que, justiça seja feita, montou um grupo muito forte, dinâmico e bastante diversificado. Por exemplo, ele convidou o jornalista Fernando Estima para ser o assessor de imprensa da Associação. Também convidou a mim e ao atual diretor do Museu da Diversidade Franco Reinaldo — ambos empresários com negócios voltado para o público LGBT. Convidou o arquiteto Renato Baldin, o Nélson Matias e o Reinaldo Damião — militantes do movimento LGBT —, bem como o Ideraldo Beltrame e a Fátima Tassinari, além de outros colaboradores. Criou-se ali uma sinergia bem legal e, de repente, estávamos todos empenhados em ajudar, trabalhar e construir pautas, agenda e eventos para que o Movimento se fortalecesse e para que a Parada acontecesse. Foram dois anos incríveis!

Com cada vez mais pessoas participando da Parada…

Pois é, na 5ª Parada o público já foi de  200 mil pessoas. Foi um crescimento geométrico. Na 6ª Parada foram 500 mil pessoas. Foi uma coisa louca, o público cresceu ano a ano, até chegar nos milhões que temos hoje. Mas o que importa é que o Movimento LGBT se consolidou, a Associação da Parada se fortaleceu e tudo o que a Parada faz ganha uma enorme repercussão. Agora, esperamos que essa repercussão aconteça com o Encontro de Saúde/Prevenção para Jovens LGBT.

O que te motivou a entrar na organização da Parada?

Acho que foram as questões do Movimento LGBT. O Movimento LGBT não quer ser diferente, não quer ser especial: apenas queremos direitos iguais e que as nossas diferenças sejam respeitadas. Por que não ter uma lei de herança entre casais que funcione tal como funciona com casais heterossexuais? A adoção, por exemplo: por que um casal gay não pode adotar uma criança tal como um casal hétero? Por que eu e meu parceiro não podemos ter os mesmos direitos  de um casal convencional? Por que não podemos, por exemplo, partilhar um plano de saúde ou de previdência? Hoje já conseguimos muitos destes direitos, mas naquela época ainda não era assim. Percebemos que, quanto mais gente o Movimento levasse para as ruas, maior seria a força para negociar e barganhar esses direitos. Era preciso nos tornarmos visíveis, porque, até então, o público LGBT era invisível para as leis e para a sociedade.

Quando você percebeu que era gay?

Eu acho que tinha 11 anos de idade. Foi quando eu percebi que gostava de caras, que os homens me atraíam. Era a época da minissaia, em 1969. Lembro que os meus amiguinhos ficavam loucos vendo as pernas da professora de matemática. E eu achava mais interessante o tesão deles vendo as pernas da professora do que a professora em si. Era aquela molecada, todos com 11 ou 12 anos de idade, descobrindo a sexualidade, ficando de pau duro toda hora… E eu achava eles mais atraentes de pau duro do que a professora! [Risos] Isso tudo no interior de São Paulo, imagina? Sou nascido em Pirajú, perto de Ourinhos.

Eu vim de uma família muito religiosa, então, até os 19 anos eu fiquei bem quietinho, estudava a Bíblia, fui ser missionário, etc. Durante esse tempo, a minha sexualidade ficou adormecida. Até que vim para São Paulo, trabalhar como missionário aqui. Foi quando passei a ter contatos com a cidade e, claro, foram várias descobertas. Acabei me afastando da vida religiosa.

Foi nessa época que você “saiu do armário”?

Não podemos esquecer que estamos falando do final dos anos 70, começo dos 80: o Brasil estava em plena ditadura militar. Havia muita repressão, inclusive em São Paulo. Então, não tinha muito como “sair do armário” — eu tinha assumido a minha sexualidade para mim, mas não publicamente. Minha família nunca me questionou sobre a minha sexualidade. Eu comecei a namorar muito cedo, viajávamos bastante para o interior, na casa dos meus pais, e dormíamos no quarto. Ninguém nunca perguntou nem questionou nada!

Quais você acha que foram os principais avanços nos direitos LGBT, daquela época até os dias de hoje? 

Tiveram muitos avanços, mas eu acho que ainda falta bastante coisa. O que a gente vê hoje em dia é que nem toda família aceita um jovem que é parte da população LGBT. Então, muitos deles saem de casa cedo demais, o que faz com que a educação e a escola sejam interrompidas. O ideal seria que as pessoas aceitassem as diferenças e pudessem conviver com elas.

Outra coisa que aconteceu nestes vinte anos: as religiões fundamentalistas aumentaram muito, tanto em número de pessoas quanto em sua representatividade. Elas se organizaram e hoje ocupam cargos no legislativo municipal, estadual e no Congresso Nacional. Sabemos da visão equivocada que eles têm da homossexualidade e da falta de respeito às diferença.

Houveram várias conquistas, mas a força contrária, reacionária, também cresceu. Para mim, não seria nenhuma novidade que essas forças reacionários no ano que vem, nas eleições de 2018, se essas pessoas conseguirem ocupar altos cargos no Executivo — vide a prefeitura do Rio de Janeiro, com o Marcelo Crivella (PRB). Outro exemplo é o Jair Bolsonaro (PSC), que não é evangélico mas é apoiado por eles, que é um dos líderes nas pesquisas de intenção de voto para presidente.

O que você está dizendo é que, ao mesmo tempo em que houveram várias vitórias em relação aos direitos LGBT, também se cresceu a resistência a estes direitos?

Sim, é a lei da ação e reação. Isso faz parte: na medida em que a pauta progressista avança, a reacionária não fica quieta e se mobiliza também. A própria fala do Bolsonaro, quando ele fala a respeito de mulheres, gays e lésbicas, é sempre em tom muito pejorativo. Não há o mínimo de respeito nas falas dele. Ele é truculento. Além disso, vemos agora essa volta da censura nas peças de teatro e em exposições onde há nus. Há uma onda conservadora avançando — devagar, mas muito preocupante.

Você acha que a Parada corre algum risco?

Não sei se chegaria a tanto. Censura, não. Acho que a Parada pode ser verbalmente atacada. Seus recursos podem ser cortados, suprimidos. Mas o principal são as conquistas que alcançamos ao longo dos anos: será que elas podem regredir? Claro que podem! De vinte anos para cá, os governos sempre foram de esquerda ou de centro-esquerda, então a pauta era mais progressista, mais social, de direitos para as minorias. Durante esse tempo, embora estivesse afastado da Associação, eu percebia que existia parceira: haviam canais que foram sendo aberto com os parceiros institucionais. Mas, agora, este ano, temos o exemplo da Parada do Rio de Janeiro, que não recebeu apoio e nem verba institucional — foi por muito pouco que o evento não deixou de acontecer!

Quem são os principais apoiadores da Parada de São Paulo?

O evento faz parte do calendário oficial da cidade São Paulo — portanto, é um evento da cidade. Durante a semana da Parada, São Paulo fica lotada de turistas! Há vários anos as pesquisas mostram que o comércio vende muito mais na época da Parada. Tanto as lojas da Rua 25 de março, com seu comércio mais popular, como as lojas da Rua Oscar Freire, com comércio de luxo, batem recordes de venda. A ocupação de hotéis e pousadas é de 100%. Então, é muito interessante para a cidade ter um evento como esse. Há muitos anos, a Prefeitura de São Paulo apoia a Parada, não diretamente com dinheiro, mas na infraestrutura do evento: segurança, gradeamento e palco, por exemplo.

O Governo do Estado nos ajuda também. A Feira da Diversidade que a Parada fez no ano passado recebeu apoio do Governo Estadual para a montagem e estrutura do evento. Foi dele a ajuda na escolha dos locais, como teatros e auditórios, para vários eventos, como o Prêmio da Diversidade, o Ciclo de Debates e os Jogos da Diversidade.

O que é que você acha que precisa mudar no País em relação aos direitos LGBT? 

Em relação aos direitos LGBT, a questão do nome social das travestis e transexuais: quem pautou essa mudança na lei foi a Coordenadoria  da Diversidade Sexual da  Cidade de São Paulo. Isso foi legal, sensacional, mas isso aconteceu à partir de demandas do movimento LGBT. Sobre a criminalização da homofobia: essa agenda deveria também incluir a implantação de políticas públicas para educação e trabalho da população LGBT. São muitas as demandas!

Qual você acha que é o cenário ideal para as minorias, como as pessoas LGBT e para quem vive com HIV?

Acho que precisamos falar, discutir e rediscutir assuntos como saúde, cuidados e prevenção. Incessantemente.

Anúncios
avatar
24 Comment threads
56 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
32 Comment authors
DRULaraVerdes OlhosRock HudsonMarcos Recent comment authors

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

  Inscrever-se  
Receber notificação
Santtos
Visitante

Acho q deveriam publicar na midia sobre as condiçoes do tratamento de como é estar indetectavel.pois ainda sofremos muito preconceito.

SAR
Membro
SAR

Penso que a iniciativa é super válida. Torço para que essa iniciativa tenha êxito. Só espero que façam de uma forma instrutiva a fim de quebrar os estigmas sobre o que envolve a viver com HIV. Que não seja uma iniciativa que ao invés de informar coloque mais medo acarretando em um aumento do preconceito. Que tenham o bom senso de discutir sobre o que é estar indetectável, relações sorodiscordantes, prevenção e tratamento pós-dianostico. Ou seja, que façam um trabalho diferente do que estamos acostumados a ver.

SAR
Membro
SAR

*pós-diagnóstico…😉

Caio PE
Visitante
Caio PE

Eita que o nosso amigo JS está trabalhando ein ? Parabéns!

Caio PE
Visitante
Caio PE

Opa, a Raffaella, minha “fã e a do Luiz Carlos também, voltou, rs!

PositiveSoul
Visitante
PositiveSoul

Eu acho super válida essa abordagem! Mas realmente vocês acham que o problema do “boom” da epidemia é falta de informação?

Tiago
Visitante
Tiago

Não só mas também PS, a meu ver. Creio que a análise do entrevistado é bem coerente; o problema não é tanto “falta de informação” (já que ela existe), mas antes fazê-la chegar a um público diverso -especialmente o mais jovem – num cenário atual de meios de comunicação dispersos e fluidos. Adicione a isso uma época de libertação sexual e alta sexualização no entretenimento, facilitação do sexo por redes sociais e apps, uma certa tendência para relações líquidas e pouco duráveis, etc… E “boom”…. Num momento onde o sexo se promove mais que a prevenção, não seria de esperar… Ler mais »

Rodrigo Gaúcho
Visitante
Rodrigo Gaúcho

Tiago, o Brasil tem uma média de 40.000 novas infecções por HIV por ano, e a Inglaterra tem apenas 400 novos casos por ano. Apesar de a Inglaterra ter 1/4 da população do Brasil, ainda assim é uma diferença GRITANTE. Quer dizer que na Inglaterra não existem redes sociais e apps? Não há bebidas, festas e “libertinagem”? hahaheh O Brasil falhou muito na prevenção, não investe em campanhas e na edução do seu povo.

Tiago
Visitante
Tiago

Rodrigo, eu também não tenho dúvida que o Brasil falhou na informação e prevenção e que na Inglaterra existem bebidas, festas e libertinagem, algumas das quais eu mesmo participei.

Quanto à diferença de número de casos entre uma nação e outra, certamente não dá para comparar, com base em tecnologias e movimentos sociais apenas e nem sequer com esforços diretos de prevenção. Não tenho dúvida que existem questões bem mais fundamentais, como a educação que menciona e até o acesso à informação, que impactam substancialmente nesses números, independentemente das agravantes mencionadas.

Gil
Visitante
Gil

Concordo com esta visão: até agora, neste ano, na escola que trabalho em João Pessoa, num bairro pobre e sem serviços públicos que funcionam, de mais de 100 alunos entrevistados, num universo de 800 alunos e alunas, NENHUM DELES USA PRESERVATIVO e hoje em dia mal sabem dizer o nome de alguma doença e no imaginário deles, quem tá doente dá pra ver pelo corpo ou pelo rosto e se tá limpinho e cheiroso, não tem doença ou infecção alguma. O bairro carece de informação, boa parte dos pais sequer sabe assinar o nome, muitos querem botar o polegar na… Ler mais »

Tiago
Visitante
Tiago

Gil, só um detalhe que, não obstante as enormes diferenças até de qualidade nos sistemas educativos e sociais, vale dizer que no Reino Unido os apoios também vindo a ser cortados em muitos setores, inclusive na educação, onde na últimas décadas se tem vindo a substituir bolsas por crédito. Por outro lado, foram décadas de financiamento estatal, antes de se migrar para o privado. Já no Brasil e noutros países em desenvolvimento, a migração para o privado tem vindo a tentar acompanhar o ritmo dos países desenvolvidos, não tendo a base firme, que esses construíram com mais tempo. E o… Ler mais »

Tiago
Visitante
Tiago

Rodrigo,

Apenas uma correção ao seu comentário…

O número de novos casos no Reino Unido em 2016 foi de 5.164, não 400. Não sei de onde leu esse número, mas o de 5.164 vem da Terrence Higgins Trust:
http://www.tht.org.uk/our-charity/facts-and-statistics-about-hiv/hiv-in-the-uk

Multiplicando esse número por 3.16 (+- o rácio populacional Brasil/UK, chegamos em 16.350, ainda assim uma diferença grande.

As taxas de alfabetização no Brasil e Reino Unido são de 92 e 99%, respetivamente. As taxas de acesso à internet no domicílio são de 58 e 90%.

Food for thought.

Tiago
Visitante
Tiago

Pessoal, pergunta off-topic… Alguém aqui que tenha sido diagnosticado com infecção aguda e carga viral no milhão, que tenha iniciado tratamento e ficado indetectável, me pode dizer em quanto tempo ficou? Aparentemente passaram a informação num CTA para um rapaz amigo de um amigo meu e recentemente diagnosticado com infecção aguda, que demoraria no mínimo 6 meses, pela carga viral alta (1.2M) mas me pareceu estranho porque, pelo PCDT, uma CV detectável ao fim de 6 meses já é caracterizada como falha virológica. Se alguém conseguir responder agradeço, o bichinho está surtando… Aparentemente também lhe disseram que provavelmente a infecção… Ler mais »

D_Pr
Visitante
D_Pr

Tiago,

Com qual medicação ele vai iniciar o tratamento? Vamos supor que seja com o 3×1, espera-se a redução de 1log no primeiro mês, em algumas pessoas como foi o meu caso, tive uma redução de 2log. Se ele conseguir 1log, o tratamento está funcionando, isso é:

1 log = De 1 milhão para 100 mil cópias no primeiro mês…é o esperado e indica que o tratamento está funcionando.

2 log = 1 milhão para 10 mil cópias… é ótimo.

É bom ele avaliar a carga viral novamente em 30/45 dias após o início do tratamento e ver se conseguiu esses resultados.

Tiago
Visitante
Tiago

Oi D_Pr

Obrigado pelo retorno. Ele começou há 3 dias com o DTG+2×1.

Você já ficou indetectável? Se sim, pode dizer em quanto tempo? No seu caso, com uma redução de 2 logs (excelente, hein?) Em apenas um mês, imagino que ao fim de no máximo 3 já seria possível… Eu fui diagnosticado com 29k e quando fiz exames 3 meses depois já estava…

D_Pr
Visitante
D_Pr

Acredito que fiquei em 2 – 3 meses, não lembro…

Tiago
Visitante
Tiago

Tranquilo, qualquer relato inferior a 6 meses já me dá argumentos concretos para acalmar o rapaz. Obrigado.

Guilherme
Visitante
Guilherme

Oi, Tiago. Quando descobri, minha infecção estava com carga viral altíssima, bem superior a do seu amigo, da mesma forma se apresentava meu CD4, fiquei com um temor imenso. Enfim, em três meses, consegui reverter tal situação, fazendo a mesma terapia aqui comentada. Acalme, ele. Abraços.

Tiago
Visitante
Tiago

Oi Guilherme.
Certamente o seu relato e o do D_Pr já ajudarão a acalmá-lo um pouco e a aguardar com mais positividade.
Obrigado mesmo! Abraços

Ignácio poa
Visitante
Ignácio poa

Isso está bem esquisito. É bom ele avaliar se não existem outras condições. Minha carga viral inicial foi 40 mil, cd4 440 e exames normais. Só que eu estava morrendo. Após um ano de batalha descobri ser portador de uma doença autoimune (há outros casos na minha família, em parentes distantes): Síndrome (ou Doença) de Crohn. Todos os perrengues de saúde que tive foram pelo Crohn, não pelo hiv. Há anos in detectável, meu cd4 varia fica numa média de 900 a 1200. Já chegou perto dos 1800. Tenho exames de rotina com valores amalucados. Efeitos do Crohn.

PVS
Visitante
PVS

Amigo, me envia um email. Por favor. Gostaria de conversar com vc.

Positivovencesempre@hotmail.com

Tiago
Visitante
Tiago

Oi Ignácio, Então, a CV em valores tão altos (acima de 1 milhão) é típica de infecção recente. Até o corpo começar a produzir anticorpos (os 30 dias da janela imunológica) o HIV se reproduz livremente. Durante as primeiras semanas, é comum uma CV altíssima assim. Quando o corpo comeca a produzir anticorpos, a carga viral tende a cair vertiginosamente e rapidamente, para depois ir subindo bem mais lentamente ao longo do tempo. A partir daí, a velocidade de progressão depende de cada um. Podem ser alguns poucos anos até uma década, até se manifestarem doenças… A relação CD4/CD8 dele… Ler mais »

Ignácio poa
Visitante
Ignácio poa

Olá pessoal, conheço o blog há um tempo, mas nunca postei. Seguinte. Eu estava tomando 3×1 e kaletra (um esquema bem estranho, eu sei, mas é que o primeiro tratamento que usei foi biovir e AtZ, tive resistência a ambos, fiz genotipagem e o esquema que me cabia foi esse e tenho uma doença autoimune – Síndrome de Crohn – que é o meu verdadeiro calvário ) tive todos os efeitos colaterais ao efavirens do 3×1 e por pouco não parei, mas superei e me adaptei muito bem. Aí, neste ano, o governo resolveu tirar o kaletra do esquema, por… Ler mais »

telma
Membro
telma

Eu tomei o darunavir mais tive uma reação alérgica muito forte a medica resolveu trocar , tenho resistencia aos antigos antiretrovirais que nao existem mais na lista do sus . Fiz teste de genotipagem e fenotipagem e tropismo hiv .Mesmo com o meu esquema novo tenho prisão de ventre as vezes meses mais como muita fibra , diminui um pouco . Meu esquema atual é tenofovir lamivudina raltegravir maraviroc estou indetectavel a mais de 5 anos com esse esquema . Se o seu organismo nao suporta o remedio de geito nenhum deveria conversar com sua medica e pedir a troca… Ler mais »

Ignácio poa
Visitante
Ignácio poa

Olá Telma. Pois é, eu acho que não é nem questão de não tolerar o darunavir. Acho que ele está detonando com o meu fígado. Além disso, eu li que essa combinação 3×1 mais darunavir não é lá muito boa tb. Agora à noite voltei a ficar ruim, com dor de cabeça e fortes náuseas. Não tem como. E olha que já aguentei muita coisa no osso por causa do crohn. Cheguei quase a ficar viciado em morfina, tive uma fístula que começava próximo da válvula íleo-cecal (que não tenho mais) ficou três anos drenando pus e fezes num buraco… Ler mais »

telma
Membro
telma

Parabens pela sua luta contra a doença de crohn . Tenho tomado antiretrovirais desde 93 e o atual esquema tenofovir lamivudina raltegravir maraviroc foi dado pelo meu medico com muita insistência minha ele me disse que nao ia funcionar pra mim . No entanto tomo a 5 anos e minha carga viral é indetectavel o ultimo exame foi agora em outubro . Medicos nao sao videntes eles testam as combinaçoes em pessoas resistentes aos medicamentos, eles nao tem certeza se vc é resistente a um remedio vai ser a outro da mesma classe, eles supoem isso . Desculpe a minha… Ler mais »

DRU
Visitante
DRU

Telma, gostaria de conversar melhor com você? tem como? pode ser por e-mail?

Triplo X
Visitante
Triplo X

Como tu descobriu essa síndrome de crohn ?

telma
Membro
telma

Sintomas de Doença de Crohn A doença de Crohn habitualmente causa diarreia, cólica abdominal, frequentemente febre e, às vezes, sangramento retal. Também podem ocorrer perda de apetite e perda de peso subsequente. A diarreia pode se desenvolver lentamente ou começar de maneira súbita, podendo haver também dores articulares e lesões na pele. São comuns dores articulares (dores nas juntas), falta de apetite, perda de peso e febre. Outros sintomas precoces da doença de Crohn são lesões da região anal, incluindo hemorroidas, fissuras, fístulas e abscessos. Algumas vezes a inflamação e as úlceras podem penetrar nas paredes dos intestinos, formando um… Ler mais »

Ignácio poa
Visitante
Ignácio poa

Tive que fazer endoscopia, colonoscopia, trânsito intestinal, biópsias (intestino, gânglios linfáticos, que foram extraídos e da boca) e exames-marcadores, incluindo um genético para artrioespondilite anquilosante (que deu negativo, felizmente). O processo de diagnóstico todo foi muito complicado e demorou um ano e eu definhando. E com o CD4 lá nas alturas.

Tiago
Visitante
Tiago

Ignácio, creio que só a sua médica, que conhece bem seu quadro, poderá afirmar quais as alternativas viáveis. Acho válido lhe perguntar se o esquema DTG+2×1 não poderia ser uma alternativa (eu perguntaria), considerando que as chances de resistência são baixas, mas realmente só ela poderá responder, ainda mais considerando que tem um histórico de resistência, uma doença autoimune e já vinha de uma TARV “personalizada”.

Fico torcendo que ela consiga um esquema bom para si!
Abraços.

Ignácio poa
Visitante
Ignácio poa

Obrigado, Tiago. Sim vou questionar sobre o esquema 2×1 + dtg. Eu já conheço bem as artinhamas maléficas do Crohn para saber que não é esse o problema. Uma vez o dentista disse que eu estava com uma estranha perda óssea. Eu logo imaginei que era o Crohn dando as caras. Minha medica achou que fosse pelos imunossupressores que tomei (sim. Minha imunidade é muito alta, tive que tomar remédios barra pesada para BAIXAR a imunidade) mas não era. Duas semanas depois tive uma crise grande e por pouco não tive que internar. Antes de trocar o kaletra pelo darunavir… Ler mais »

Jon
Visitante
Jon

O Brasil é referência mundial em tratamento e distribuição gratuita de medicação, mas infelizmente também é referência mundial de sexualização precoce e de fácil acesso ao sexo. A educação deveria ser priorizada pelos Governos, os dados nos revelam que os jovens brasileiros estão abandonam cada vez mais cedo seus estudos ou não recebem uma educação de qualidade é isso com certeza um fator significativo do aumento do número de casos de infecção entre jovens ! Eu já frequentei diversas paradas gays e quase sempre me senti estimulado a transar durante as “manifestações” que a tempos deixaram de ser atos políticos… Ler mais »

Vida
Visitante
Vida

Bom dia !!!
Alguém poderia me ajudar?
Meu marido está tomando o 3×1 há dois anos, mas alguns dias está tendo muita insônia. E não quer mais tomar. Ele toma sempre as 22h será que pode tomar agora cedo? Quais os problemas que podem acontecer se mudar o horário? Alguém já trocou o horário e fez diferença?
Obrigada e um ótimo domingo a todos

Tiago
Visitante
Tiago

Vida, tanto quanto li e sei, pode trocar sem problemas maiores. A minha médica mesmo recomendou trocar da noite para a manhã, se a TARV me desse insónias. Também já li diversas recomendações para tomar o Efavirenz 1-2 horas antes de dormir, para reduzir efeitos, então outra possibilidade seria experimentar tomar um pouco mais cedo, tipo 20h. Se quiser trocar da noite para a manhã (ex. das 22h para as 10h) a recomendação que eu li foi de antecipar ou atrasar a primeira dose do novo horário. O Efavirenz tem uma meia-vida longa (40-55 horas), o que permite algum atraso… Ler mais »

Vida
Visitante
Vida

Tiago muito obrigada pela orientação. Vou falar para ele tomar amanhã as 7h. Não há tempo de esperar a consulta com o infecto ele está muito nervoso. Agradeço de coração e espero que as insônias melhorem.
Abraço

Tiago
Visitante
Tiago

Boa sorte!
Abraço

João
Visitante
João

caso alguém queira trocar ideias, meu KIK: @jogarconversa

Jorgito
Visitante
Jorgito

Hoje minha mãe descobriu que tenho HIV. Desde que descobri a infecção, logo após o contágio, mantive segredo. Escondi os medicamentos durante mais de um ano, mas ela foi mexer em algumas coisas no meu armário e descobriu meu esconderijo. Foi tão pesado, vê-la entrar em desespero trouxe todo o meu sentimento de culpa à tona. Achei que já tinha superado essa culpa decorrente do fato de ter me descuidado; depois de mais de um ano parecia já ter assimilado muito bem isso. Mas ver minha mãe chorando desesperada foi demais pra mim. Só conseguia pensar “o que eu fiz!… Ler mais »

Rômulo
Visitante
Rômulo

Tenho ctz que minha mãe reagiria da mesma forma hahaha, por isso não tiro da mochila que levo todo dia assim sei que ela não descobrirá hehe…

Pior que vc n é gay, no meu caso, a minha, descobrirá as 2 situações kkkkkk… foda !

Em breve (espero) estarei morando com meu companheiro ai posso relaxar…

Caio PE
Visitante
Caio PE

Por que você não leva a sua mãe à consulta com com o seu infecto ? Ele poderá mostrar seus exames indetectáveis e explicar melhor os benefícios dessa palavra mágica. Quem é leigo total, de fato não tem noção alguma da evolução do tratamento atual.

PVS
Visitante
PVS

Jorgito, tranquilo? Gostaria de trocar umas ideias com vc, se possível.

Positivovencesempre@hotmail.com

Miguel
Visitante
Miguel
Verdes Olhos
Membro
Verdes Olhos

É bem interessante, esse movimento dos biohackers. Fico me perguntando se existe algo nesse sentido aqui no Brasil.

Botini
Visitante
Botini

Amigos, depois de 2 meses de tratamento, recebo o resultado de não detectado.
Achei importante dividir isso com vcs, o tratamento funciona objetivamente.

Tiago
Visitante
Tiago

Parabéns Botini!
Quanto estava a sua CV, pode dizer?
Abraços

Botini
Visitante
Botini

blz, Tiago?

Minha CV era 2200 cópias no inicio do tratamento e CD4 de 858

Tiago
Visitante
Tiago

Blz Botini, tudo em paz corrida aqui, para variar.
Obrigado por responder!
Eu fui diagnosticado há 4 messs com 29k e em 3 meses de tratamento também já estava.
Agora o desafio é manter!
Abraços

Botini
Visitante
Botini

Tiagão, a vida tem seguido normalmente por ai?

AnonimoFer
Membro
AnonimoFer

Botini, blz?

Estou em tratamento tbm com DTG e indetectável.

Iniciei em 5 de Setembro, agora é manter, com a cabeça no lugar, pensamento positivo e manter se forte.

Depois de muita leitura ao passar pelo diagnóstico, percebemos q seguir o tratando o HIV não é bicho de sete cabeças..

Aproveito para avisar a todos q a CBN essa semana está com um especial pela manhã, no ar, falando sobre vida com HIV.

Abraços a todos.

Botini
Visitante
Botini

Tranquilo aqui anônimofer. E aí?

O grande desafio está sendo colocar a cabeção no lugar. Com o diagnóstico, ser mortal virou uma realidade, me entende?
E tem um paradoxo muito maluco nisso tdo, tudo mudou e nada mudou, saca?

Abraço aí

Ser+H
Visitante
Ser+H

No JORNAL DA BAND também será exibida a partir da quinta uma série especial sobre HIV.

SAR
Membro
SAR

Acabei de ver a reportagem pela internet. Na minha opinião um desserviço! Embora os entrevistados tenham colocado suas experiências de uma forma leve e mostrando que hoje é possível viver de forma saudável com HIV, a narração da reportagem fazia questão de frisar, repetidamente, termos errôneos que muito me irritam como, por exemplo, coquetel, vírus da AIDS entre outros. É impressionante o descuido que alguns jornalistas têm quando o assunto é HIV. Mais do que informativa e esclarecedora a reportagem, ao meu ver, serviu somente para aumentar o medo e o estigma do que é viver com HIV. Lamentável. Ao… Ler mais »

Tiago
Visitante
Tiago

Olha, normal não diria, pois estou tendo que correr e me esforçar além do recomendável para compensar o abalo das primeiras semanas, que me atrapalhou muito a produtividade no trabalho, mas estou recuperando bem!

Gil
Visitante
Gil

Parabéns, bem vindo ao clube. E que este clube de indetectáveis somente cresça, até acabar, a partir da possibilidade de todos sermos CURADOS, em breve, bem em breve.

Botini
Visitante
Botini

Obrigado, Gil. A ideia é sair desse grupo só qdo estiver curado. Hehehehehe
Abraço aí

Bruno Salvador
Visitante
Bruno Salvador

Boa tarde! Sou de Salvador, descobri no início desse mês a minha sorologia positiva. Apesar do susto inicial, já estou tranquilo, já fiz todos os exames e já estou no tratamento com 2 em 1 há 2 semanas, sem efeitos colaterais, enfim, levo uma vida normal e mais regrada (exercícios, alimentação). Estou perto dos 40, então, procuro ver tudo pelo lado mais positivo, literalmente. Gostaria de manter mais contato via e-mail, depois via whatsapp, sinto falta de conversar melhor, desabafar…decidi não contar a ninguém, por enquanto. Meu e-mail é bruno.ssa.ba@outlook.com , será um prazer ajudar e ser ajudado, estou à… Ler mais »

Bruno Salvador
Visitante
Bruno Salvador

Bom dia, estou alterado meu e-mail para: salvadorbruno79@gmail.com , gostaria de manter contato. Abraço.

Maxwell
Visitante
Maxwell

Jovem, gostaria de sugerir uma matéria:
Discorrer sobre a vida de pessoas que nasceram positiva. Relatos de jovens / adultos sobre como descobriram sua condição sorológica, com que idade, como foi assimilar ser portador do vírus, passagem da adolescência com o vírus, os primeiros relacionamentos amorosos. Assim como também a adoção de crianças positivas órfãs de pais ou deixadas em abrigos pela família por essa questão…

Rafael
Visitante
Rafael

Olá pessoal. Comecei o tratamento vai fazer um mês. Com Dolutegravir e o 2×1 e estou notando uma queda de cabelo. Alguém passou por isso? Minha infecto está em férias e minha consulta será dia 22 de dezembro.
Obrigado e saúde a todos.

Augusto
Visitante
Augusto

Faço uso do mesmo medicamento que você há 8 meses… não tive queda de cabelo, nem nenhum outro efeito colateral.

Caio PE
Visitante
Caio PE

Usei o ATV/r e dava icterícia. Com o DTG até agora NADA !

TriploX
Visitante
TriploX

Fala, Caio. Qual foi teu esquema inicial? Pq n começou com o DTG?

Caio PE
Visitante
Caio PE

Usava o ATV/r. Quando fui buscar em Recife estava em falta e me “empurraram” o DTG no lugar. De início eu relutei, pois eu gostava do ATV/r (o único incômodo era a icterícia, mais nada), mas agora não saio do FTG “nem a pau” !

Cbb
Visitante
Cbb

Alguém pode me ajudar a saber o que é que significa S/N no espaço reservado ao resultado de exame de hiv?
É que encontrei estes dzrs no cartão de consultas de gravidez da minha esposa, sendo que eu estou indetectável desde o ano passado, mas devido ao estigma e pela forma depreciativa que ela fala sobre o hiv ainda não tive a coragem de lhe dzr que sou soropositivo.

Tiago
Visitante
Tiago

Não faço ideia Cbb. Se fosse chutar diria “sem número”, mas suspeito que só o laboratório que realizou os exames poderá responder com segurança.

SAR
Membro
SAR

Cbb,

A sigla S/N segundo o siglário laboratorial é: Se necessário. Só não sei dizer o que isso significa na prática. Espero tê-lo ajudado.

Abraço!

Cbb
Visitante
Cbb

Alguém que trabalha em saúde me disse que seria a abreviatura de SoroNegativa

SAR
Membro
SAR

Cbb,

Segue o link com um arquivo em PDF com as siglas observadas em exames laboratoriais:

https://www.h9j.com.br/corpo-clinico/PublishingImages/Paginas/documentos-e-manuais/Sigl%C3%A1rio.pdf

Abraço!

SAR
Membro
SAR

Resultados preocupantes! Rússia e Ucrânia alavancaram no ranking de novas infecções pelo HIV na Europa. Muito preocupante, uma vez que, os Russos passam por sérios problemas na distribuição, pelo governo, de antirretrovirais.

http://g1.globo.com/jornal-hoje/edicoes/2017/11/28.html#!v/6319828

Caio PE
Visitante
Caio PE

Com todos os desmantelo de Brasil, aqui pelos menos faltou medicação a galera coloca a “boca no trombone”: rádio, TV, jornal… Demora, mas resolve. E lá ? Lá a população se fod…

Tiago
Visitante
Tiago

O mais preocupante é pensar que, com a falha de distribuição de ARVs, a Europa do Leste arrisca tornar-se uma incubadora de um super-HIV, resistente aos tratamentos atuais.

Marcos
Visitante
Marcos

Gente meu triglicerídeos e colesterol estão muito alto, já estou tomando remédios para baixar, e minha pergunta é:
Eu estava tomando própolis verde todo dia . Eu posso continuar tomando? Será se o própolis pode aumentar meu triglicerídeos?
Alguém poderia me tirar essa dúvida?

Caio PE
Visitante
Caio PE

Faz atividade física regularmente ? Isso sim, baixa LDL, triglicérides etc

TriploX
Visitante
TriploX

Coenzima q10 tb abaixa, mas é bom saber com o médico se pode …

Truvada Saves
Membro
Truvada Saves

Eu gostaria de saber qual a porcentagem de idosos que estão infectados. Alguém sabe onde acho esse dado? Obrigado

Tiago
Visitante
Tiago

Rock Hudson, Hoje “tropecei” num artigo que citava outra estatística: “(…) a participação das pessoas com mais de 50 anos nos novos diagnósticos também vem aumentando constantemente nos últimos anos, já chegando a 11,8%, ou mais de um em cada dez casos, segundo o último boletim epidemiológico da doença do Ministério da Saúde, de novembro do ano passado e com dados coletados até 30 de junho de 2016.” Não responde à sua pergunta, que é sobre % de incidência de HIV em idosos enquanto a estatística é sobre % de novos casos em pessoas com mais de 50 anos, mas… Ler mais »

Tiago
Visitante
Tiago

“Segundo os últimos dados do Ministério da Saúde, cerca de 4% a 5% da população acima de 65 anos são portadores do vírus HIV, um aumento de aproximadamente 103%. ”

A citação é de uma reportagem de janeiro deste ano. Provavelmente esses são os números mais atuais.
http://economia.estadao.com.br/noticias/releases-ae,estudos-alertam-para-o-aumento-de-dsts-entre-idosos,70001642705

Lara
Visitante
Lara

Dezembro Vermelho: mitos e verdades sobre a AIDS Apesar da evolução nas formas de tratamento e prevenção, a síndrome da imunodeficiência adquirida, mais conhecida pela sigla AIDS (do inglês “acquired immunodeficiency syndrome”), continua a ser uma preocupação dos brasileiros. Segundo dados do Programa Conjunto das Nações Unidas (Unaids), 15 mil pessoas morreram em decorrência do vírus HIV, o causador da AIDS, em 2015, somente no Brasil. A Unaids ainda indica que a população vivendo com a doença no País passou de 700 mil, em 2010, para 830 mil, em 2015, fazendo com que o Brasil respondesse por mais de 40%… Ler mais »

Lara
Visitante
Lara

Gente vi essa nota acima e copiei aqui para que possamos ler. Que bom seria se tivéssemos informações unificadas…cada um fala uma coisa…