Notícias
Comentários 71

A vacina & a cura do HIV

Inevitavelmente, a cura do HIV vai precisar envolver uma vacina capaz de melhorar a habilidade natural do organismo para controlar o vírus. Pelo menos, é isso o que foi discutido no seminário Steps, durante a 16ª Conferência Europeia sobre Aids (EACS 2017) em Milão, Itália, de acordo com o Aidsmap. Giulio Maria Corbelli, membro do European Aids Treatment Group (EATG) disse que “a pesquisa da cura nos lembra da importância do envolvimento do paciente, desde as primeiras fases do desenvolvimento de tratamento e prevenção.”

 

A cura do HIV: um objetivo elusivo

Giulia Marchetti, da Universidade de Milão, abriu o seminário com uma apresentação geral sobre as vacinas contra o HIV, especialmente as vacinas terapêuticas. Ela chamou a atenção para um paradoxo desconfortável na cura do HIV: por um lado, existem casos como o da “Bebê do Mississippi” e dos “Pacientes de Boston”, em que, respectivamente, a jovem paciente foi tratada poucas horas depois da infecção inicial e nos quais os pacientes com câncer tiveram seu sistema imunológico aparentemente todo substituído. Em ambos os casos, apesar dos repetidos estudos que não conseguiram encontrar o menor vestígio de DNA do HIV no meio das células, o vírus, mesmo assim, voltou.

Timothy Ray Brown

Por outro lado, temos o caso de Timothy Ray Brown, o “Paciente de Berlim” — com quem conversei pessoalmente em Lisboa. Já faz uma década desde o procedimento que levou Timothy à cura e, até agora, não há qualquer sinal do HIV em seu organismo. Também temos, ainda segundo Giulia Marchetti, o caso dos controladores de elite: os raros soropositivos que são capazes de controlar a carga viral do HIV mesmo sem tomar antirretrovirais. Por fim, há ainda os casos dos “controladores pós-tratamento”, como os dos pacientes da coorte Visconti, entre outros relatados na Alemanha e na França, que sugerem que algumas pessoas que recebem o tratamento cedo podem, posteriormente, serem capazes de passar por longos períodos sem tratamento e sem retorno da carga viral do HIV — estes foram casos espontâneos e ainda não sabemos exatamente porque é que isso acontece com algumas pessoas e não com outras.

Apesar destes casos pontuais de sucesso, as tentativas de induzir o controle viral sem ajuda da terapia antirretroviral não têm sido inteiramente bem sucedidas. Em um estudo com uma vacina terapêutica espanhola, os cientistas conseguiram manter alguns pacientes fora dos antirretrovirais por um longo período de tempo e sem rebote do HIV. Mas estudos semelhantes tiveram resultados decepcionantes. Outros estudos, ainda in vitro ou em animais, tiveram resultados mais animadores, com vacinas e medicamentos indicando que pelo menos a supressão viral por longos períodos pode ser possível, senão a cura completa do HIV.

 

Como sabemos qual estratégia é que vai funcionar?

É quase impossível prever antecipadamente qual abordagem contra HIV realmente vai funcionar. O Dr. Felipe Garcia, do Hospital da Universidade de Barcelona, um dos pesquisadores colaboradores da Aliança Europeia de Vacinas contra o HIV, disse que o problema das vacinas contra o HIV é que “aquilo que protege não é capaz de controlar e aquilo que controla não é capaz de proteger”.

O que ele quer dizer com isso é que, por um lado, os chamados anticorpos amplamente neutralizantes e as vacinas que os geram — as vacinas de células B — podem bloquear completamente a infecção pelo HIV nas células, mas tendem a perder a eficácia rapidamente, uma vez que o HIV é capaz de mutar o suficiente para desenvolver resistência a estas estratégias. Mesmo assim, uma destas ferramentas, chamada Pro 140, levou à supressão da carga viral por mais de um ano. Experiências com combinações de anticorpos amplamente neutralizantes que já existem, incluindo algumas com design inovador, mostraram maior eficácia em estudos em humanos e em macacos. Entretanto, estes anticorpos foram injetados passivamente, funcionando tal como medicamentos, sem induzir o corpo a produzir estes anticorpos por conta própria, tal como uma vacina faz.

As vacinas que estimulam uma resposta imune das células contra o HIV — as vacinas de células T — poderiam, potencialmente, gerar uma resposta imune muito mais duradoura contra HIV. No entanto, até agora, essa resposta se mostrou muito fraca e estreita, pelo menos nos estudos em humanos, sem produzir mais do que uma ligeira redução na carga viral — geralmente, uma redução de três a dez vezes (0,5 a 1log) no tamanho do reservatório de células latentemente infectadas pelo HIV. Um estudo com uma vacina em macacos levou à reduções de carga viral muito mais significativas e até à uma aparente cura em cerca de metade dos macacos — o problema é que esta vacina parece ser complicada de se adaptar em humanos.

Garcia citou um modelo matemático que sugere que uma resposta imune teria que produzir uma redução contínua de dez mil vezes nas células infectadas (4 logs) para produzir uma remissão que dure toda uma vida. Ele acrescentou que um problema fundamental nos estudos de vacinas contra o HIV é o fato de que ainda não temos correlatos reais de imunidade: estudos que previram a eficácia de outras vacinas no passado não têm funcionado no caso das vacinas contra o HIV. “Só depois que uma resposta imune é validada por um estudo”, disse Garcia, “é que podemos tirar uma conclusão.”

Estes correlatos de eficácia ou imunidade emergiram em estudos clínicos de grande escala, disse ele. No caso das vacinas contra o HIV, isto é um problema, uma vez que estes estudos são muito caros: o estudo RV144, o único estudo de fase III sobre eficácia, envolveu 16 mil participantes e custou 100 milhões de euros. Foram necessários múltiplos estudos para encontrar uma vacina eficaz contra o HIV e estima-se que mais de 35 mil voluntários por ano sejam necessários nos testes de vacinas contra o HIV de fase I a III, em todo o mundo, para atingir seu objetivo final.

Foi preciso encontrar um jeito mais fácil de selecionar quais das novas vacinas são as melhores candidatas para desenvolvimento, explicou Garcia, e as vacinas terapêuticas trouxeram essa solução, com estudos que não necessitaram de muitas pessoas. Mesmo assim, em um estudo que ele participou da pesquisa, o RISVAC02, foram selecionados 3056 voluntários, dos quais apenas 41 eram candidatos elegíveis e, destes, só 30 foram matriculados no estudo. Outra alternativa tem sido utilizar uma vasta gama de proteínas diferentes num único estudo, caso uma delas mostre eficácia. Em um estudo de vacinas de células dendríticas, no qual Garcia foi o pesquisador principal, avaliou-se a atividade de mais de 50 mil moléculas.

 

Estratégias combinadas

A possibilidade de combinar estratégias tem sido uma tarefa formidável para os pesquisadores de vacinas, que têm mais chances de ver sua vacina ser bem sucedida. Dentre as estratégias recentemente estudadas, estão:

O Dr. Felipe Garcia tem mais interesse nesta última. “As células dendríticas são a primeira linha de defesa contra a infecção. Elas capturam moléculas estranhas e as apresentam para as células do sistema imunológico como antígenos. É preciso acompanhar estas células dendríticas, porque se estas células não alertam o corpo sobre a infecção, o corpo não sabe disso”, disse ele. “O problema com o HIV é que ele desenvolveu a habilidade de se ligar à célula dendrítica, que então os transporta para dentro dos gânglios linfáticos como um Cavalo de Troia. Isso significa que, se desenvolvermos uma vacina que se associe às células dendríticas, podemos gerar uma forte resposta imune celular nos gânglios linfáticos, que é exatamente onde é preciso que ela aconteça.”

Além de fazer parte da Aliança Europeia de Vacinas contra o HIV — um consórcio que reúne 39 parceiros de onze países europeus, quatro da África subsaariana e um dos Estados Unidos que apoia o estudo de diversas estratégias de vacinas preventivas, que incluam vetores virais melhorados, versões modificadas de proteínas do envelope do HIV e vacinas de células dendríticas —, Garcia também é o principal pesquisador no consórcio HIVACAR, que envolve três diferentes estratégias de vacinas terapêuticas que serão usadas em pessoas soropositivas, separadamente e em combinação. A primeira se concentra no desenvolvimento de antígenos direcionados não apenas contra as partes estáveis do vírus, mas também contra o perfil genético do HIV de cada indivíduo — trata-se de uma vacina verdadeiramente individualizada. A segunda etapa é a injeção de anticorpos amplamente neutralizantes. E a terceira inclui moléculas de RNA mensageiro, um procedimento já utilizado em medicamentos experimentais contra o câncer, injetadas após os antígenos e anticorpos contra o HIV. Essa sequência visa sensibilizar as células dendríticas para os antígenos do HIV e estimular ainda mais uma resposta imune que, esperara-se, possa matar as células infectadas pelo HIV dentro dos reservatórios, aonde outras estratégias não conseguiram chegar.

Gânglios linfáticos.

Estas vacinas serão aplicadas intranodicamente — isto é, injetadas nos gânglios linfáticos — com a esperança de que a vacinação direta no local de integração e replicação do HIV inicie uma resposta imune mais forte contra HIV e, espera-se, reduza a replicação do vírus até o ponto em que os indivíduos possam ser retirados da terapia antirretroviral. Os protocolos da HIVACAR estão em estudos de fase I e II, avaliando sua segurança e imunogenicidade, com resultados esperados para 2021.

 

Outras abordagens

O seminário também contou com detalhes sobre o estudo River, parte do consórcio britânico CHERUB. Este estudo reúne combinações de inoculações iniciais com vacinas baseadas em vetores com doses subsequentes de medicamentos denominados inibidores de HDAC para verificar se as duas estratégias funcionam melhor juntas. Os inibidores de HDAC, que despertaram as células dormentes do reservatório de HIV, estavam entre os primeiros fármacos experimentados como agentes de cura do HIV. No entanto, embora eles tenham se mostrado capazes de reverter a latência viral, não produziram uma diminuição útil no tamanho do reservatório de HIV. Espera-se que, ao estimular o sistema imunológico para reconhecer o vírus que é produzido pelas células despertadas do reservatório, essa diminuição do reservatório seja alcançada. O River inlcui 50 voluntários de seis regiões da Inglaterra e deve anunciar seus resultados no próximo ano.

O seminário também trouxe uma atualização sobre a coorte ICISTEM, que reúne pacientes soropositivos com câncer que receberam transplantes de medula óssea — uma abordagem de cura semelhante à de Timothy Ray Brown e dos pacientes de Boston. O ICISTEM conseguiu coletar dados de 23 pacientes, 11 dos quais morreram. Seis pacientes dos 12 restantes foram acompanhados ao longo de dois anos: em cinco deles, as células-tronco da medula óssea transplantada sem HIV substituiu rapidamente as células cancerosas e infectadas pelo HIV. Testes ultrassensíveis não encontraram RNA do HIV no sangue desses pacientes e a carga viral deles se aproxima de zero. Outros testes também não encontraran DNA de HIV nas células do reservatório.

Os pacientes ICISTEM foram curados? Nós ainda não sabemos. Embora os pesquisadores não tenham conseguido encontrar uma única cópia do DNA do HIV em um milhão de células do reservatório destes pacientes, o verdadeiro teste será tirá-los da terapia antirretroviral, o que ainda não foi feito.

 

Envolvendo a comunidade

Fred Verdult é uma pessoa vivendo com HIV que vive na Holanda e que usou sua experiência em publicidade e marketing para fazer uma série de pesquisas de opinião dentro da comunidade de pessoas com HIV, especialmente sobre a pesquisa de cura do HIV e o seu potencial. Ele descobriu que 72% dos seus entrevistados, num grupo de 457 pessoas com HIV, acreditam que uma cura para o HIV seria “muito importante” e apenas 6% achavam que não seria importante.

Quando os entrevistados foram perguntados sobre qual seria a maior desvantagem de viver com o HIV, 91% responderam que era o risco dos possíveis efeitos adversos prejudiciais à saúde no futuro, como efeitos colaterais decorrentes do longo uso da terapia antirretroviral ou problemas de saúde devido à inflamação crônica. 66% disseram se incomodar com os efeitos colaterais dos medicamentos, e outros 66% disseram sofrer com ansiedade sobre o risco de infectar alguém.

Verdult disse que a questão de quando interromper o tratamento é um importante problema ético na pesquisa da cura do HIV — um dilema que já está sendo considerado pelo ICISTEM. Outro dilema é o seguinte: quando a cura chegar, quem devem ser os primeiros beneficiados com ela? Eticamente, se fosse preciso escolher quais pessoas deveriam se beneficiar primeiro da cura do HIV, deveríamos logicamente chamar primeiro as pessoas cronicamente infectadas que sofreram mais que a maioria, por anos de imunossupressão e de terapia subótima contra o HIV — primeiro a entrar, primeiro a sair. No entanto, pelo que se sabe hoje, estas provavelmente serão as pessoas mais difíceis de curar, portanto, com a exceção dos pacientes com câncer, a pesquisa da cura concentrou-se nas pessoas infectadas mais recentemente, com sistemas imunes ainda intactos. Isso pode levar a cura que beneficie antes os últimos infectados — últimos a entrar, primeiros a sair. Será que é justo?

Por fim, há ainda a questão do tratamento como prevenção e da profilaxia pré-exposição (PrEP), que podem trazer grande redução na incidência de HIV no mundo todo — tal como já tem sido observado em São Francisco, por exemplo. Se essa tendência se mantiver, será que o interesse científico e dos financiadores das pesquisas da cura vai diminuir?

Anúncios

71 comentários

  1. Andeson diz

    Estou torcendo muito para que consigam achar a cura do HIV/AIDS até 2020. Pelo menos os pesquisadores achando a cura daqui a dois anos, nós poderemos ter perspectiva da aplicação dessa cura em pelo menos cinco anos para toda população no ano de 2025.

  2. SP+- diz

    Alguma novidade sobre o tratamento do ator Charlie Sheen que vinha tendo sucesso com o tratamento na PRO-140 pelo q eu me lembre?

  3. Caio PE diz

    O HIV é um virus muito esperto. Nenhum outro vírus consegue ter tanta artimanha para tentar escapar do sistema imune e dos ARVs. Claro que torço pela cura, mas o infeliz é muito esperto. Paralelamente à cura, devem haver pesquisas com medicamentos mais eficazes e com maiores espaçamentos de dosagem.

    • Andrew diz

      Já ajudaria bastante tomar a medicação, quem sabe, quatro vezes ao ano. Imagina?

    • T.C PE diz

      Gostaria muito de poder conversar contigo melhor sobre isso
      Aguardo respostas Porfavor

  4. Andrew diz

    A cura é realmente um sonho. Não consigo nem imaginar como seria viver novamente sem me preocupar com o vírus.

    Embora eu seja um recém-infectado vivendo com ARVs modernos (DTG) e, aparentemente, com uma boa expectativa de vida, psicologicamente o HIV é um fardo pra mim.

    Tenho um casamento feliz, um ótimo emprego, uma situação de vida confortável, mas não consigo recuperar a autoestima. Por mais que eu viva momentos felizes, quando a noite cai, os pensamentos ocupam a mente.

    Faz um ano e a ficha ainda não caiu completamente. E sinceramente não sei se um dia vai cair. Mas, faço a minha parte, me cuidando, fazendo exercícios, alimentação boa, tratamento em dia. Enfim.

    Não sou do vitimismo, só não consigo evitar os pensamentos de autodepreciação e o receio de uma morte prematura ou problemas graves de saúde, seja pelo uso prolongado dos ARVs ou da terrível inflamação crônica.

    Espero que a cura chegue. Mas, é sempre a velha história de “HIV treatment breakthrough”. Depois saem os estudos, e mais frustração.

    • Tiago diz

      Andrew, o uso prolongado de medicação também é a minha maior preocupação e o que faço relativamente a isso é me policiar bastante no que toca a tratamento – 4° mês já, sem falhas -, beber água, boa alimentação e alguma atividade física, sem neuras mas dando maior atenção a tudo isto. Descanso, tenho de melhorar…

      Acho que vale a máxima de Niebuhr “coragem para o que deve ser mudado, serenidade para aceitar o que não podemos mudar e visão para diferenciar uma coisa da outra”. E vale considerar a possibilidade que, talvez por conta do HIV e uma consequente maior atenção à saúde, no final das contas tenhamos até uma vida mais longa.

      Eu meti na cabeça que não posso mais me dar ao luxo de cair. Se acontecer, paciência, mas tenho de reagir, levantar, sacudir a poeira e seguir caminho. Porque sei que o espírito para baixo também prejudica a imunidade, que eu já tenho fragilizada, e eu não pretendo entregar o jogo ao HIV. Então, vida que segue. Ironicamente, isso está me dando resiliência até para outros aspectos da minha vida.

      Meu próximo passo é estressar menos, mas um passo de cada vez… rs

      Sou cético quanto a cura tão próxima, mas nunca se sabe. A vida é uma caixa de surpresas. Se vier um tratamento mensal, trimestral, semestral ou até mesmo anual, com menos impacto a longo prazo, já estará de muito bom tamanho. Não seria uma cura e detesto injecções, mas…

      Enquanto isso, o que podemos fazer é nos cuidamos o melhor possível, inclusive dos nossos pensamentos e espírito.

      Força aí, abraços.

    • emilio diz

      me vejo no seu lugar, mas viva a vida e não sofra por antecipação. somos privilegiados por ser positivos nesse tempo de arv. todos nós sobreviveremos a este virus e todos nós iremos morrer de alguma causa q não seja hiv ou algo semelhante. eu pretendo partir aos 107 pintando um lindo quadro de causas naturais.

    • Beto diz

      Boa tarde amigo pensei muito assim se quiser bater um papo entra em contato deice um recado.

  5. SP+- diz

    Pessoal por curiosidade, aqueles que seguem indetectaveis há mais de 1 ou 2 anos, o médico tem pedido exame de CV semestral e deixou de pedir CD4 e CD8?

    Meu companheiro tem mais de 18 meses que não pedem exame de CD, e na última consulta ele questionou e a infecto disse que não precisava pq ele estava indetectável e que ia pedir só a CV de 6 em 6 meses.

    Pra mim faz algum sentido.
    Mas queria saber na prática se mesmo estando indetectavel, o CD pode baixar por outros motivos ainda relacionados ao hiv ou a tarv…. E se é necessário continuar acompanhando.

    • Caio PE diz

      Outros fatores podem baixar o CD, exceto o HIV: estresse elevado, desnutrição, diabetes não controlada, lupus etc

    • telma diz

      Eu desde 2013 nao deixaram mais fazer exame de cd4 so carga viral ,mais eu gostaria de saber quanto cd4 tenho mais infelizmente o governo cortou .

      • Caio PE diz

        Dá para fazer uma estimativa muito grosseira do CD4 a partir do hemograma. O CD4 é, mais ou menos, uns 30 a 40% dos linfócitos totais do hemograma. Mas isso, repito, é uma estimativa superficial.

        • SP+- diz

          Sera que o exame de CD4 é CD8 no particular custa mto caro?

          Pq imaginei em pedir pra infecto e fazer no laboratório, que fosse 1x ao ano pra ter um controle não sei…

          • Tiago diz

            SP+-, eu estou fazendo tudo pelo Dr. Consulta, pois estava sem plano quando fui diagnosticado. O exame de CD4 por lá custa R$92, o de CD8 é o mesmo valor.

            A minha infectologista indicou também os laboratórios Lavoisier. O valor deles tende a ser ligeiramente abaixo do Dr. Consulta.

            Abraços

    • Rodrigo diz

      O protocolo atual extinguiu a obrigatoriedade de contagem de CD4 frequente quando a CV está controlada. Faço tratamento particular e só faço CD4 uma vez ao ano – no começo, eram de 4 em 4 meses.
      O CD4 varia muito, o que causa estresse desnecessário ao paciente.

  6. Aparecido donizeti boldrin diz

    Estudos avançados,estao em andamento mas acho que se consseguirem uma vacina a partir das celulas dentricas,sera a soluçao ha de se chegar a cura questam de tempo,porque este tipo de virus ele se camufla,e engana os antcorpos propenços a estermina-los,sendo que as celulas dentricas seria impossivel ele “virus”engana-las como disse questam de tempo.

  7. Luís Ricardo chame diz

    Sonhar nunca é demais mais espero que um dia este fardo saia da nossas costas e do nosso organismo

  8. Fernando diz

    Depois de 1 ano de diagnóstico, perguntei a minha médica se ela acha que vai ter cura a cura do Hiv e ela disse que sim. E, que existem pesquisas, só precisa o homem se empenhar em querer achar. O que a médica de vocês falam, eles acreditam? Dao um prazo pra cura ou algo do tipo?

    • Tiago diz

      Fernando, eu não pergunto para a minha médica sobre cura e a ninguém sobre prazo, primeiro porque nem creio que alguém possa dar prazo para cura, mas também porque sei que nem todos os infectologistas se atualizam como deveriam/poderiam. Sinceramente não sei o quanto ela está atualizada, mas não me surpreenderia eu estar mais que ela, por conta de seguir o blog do JS 🙌

      Semana passada encontrei com ela e até comentei sobre essa questão; de como é complicado confiar na opinião de um médico, sabendo que existem infectologistas desatualizados, a ponto de um nem saber como funciona um Elisa de 4a geração (caso relatado por um amigo, a quem o médico garantiu que o respetivo exame não buscava antígenos, apenas anti-corpos). Na opinião dela, que lamenta também essa realidade, nós devemos conhecer melhor o HIV que o nosso médico. Entendo o ponto de vista – levando em conta a realidade – e busco me informar, embora me pareça uma opinião um pouco esdrúxula. Supostamente, vamos (e pagamos) a um profissional da medicina, especialista em infecções ainda, pois eles são formados na área e – supostamente – são quem melhor pode orientar e informar sobre o assunto. Infelizmente, a realidade nem sempre é essa, pois – felizmente – o assunto evoluiu rápido e nem todos acompanharam (eu inclusive, até ser diagnosticado, com a diferença que não sou médico).

      Então, me parece melhor mesmo eu correr atrás de minhas próprias fontes e tecer minhas próprias opiniões, mantendo a esperança, mas evitando alimentar expectativas. Uma hora a cura chegará, isso acredito. Se estarei vivo para ver, aí já não sei nem arrisco dizer. Na dúvida, aproveitarei a vida, porque a única certeza que tenho é que ela é curta e a morte chegará, mais tarde ou mais cedo, com ou sem cura ou HIV.

  9. E.G diz

    Minha medica acha que em 5 anos havera algum tipo de cura, tratamento definitivo. Os medicos de vcs dizem algo nesse sentido?

    • emilio diz

      nunca perguntei. ate pq , o que ele sabe é o mesmo que nós, tao bem informados.

  10. Paulo souza diz

    Olá será que alguém poderia me ajudar?
    É o seguinte!
    Eu estou em tratamento já tem 2 anos e de lá para cá ja fiz 4 exames de carga viral mas minha carga viral não sai da casa dos 50 sempre 55, 50, 60 meu CD4 esta na casa dos 600. Perguntei minha médica mas ela apenas acha que isso é normal, a pergunta é? Será que isso é normal mesmo? Será que nunca vou ficar indetectável? Se alguém já passou por isso ou tiver uma opinião por favor me ajude. Um forte abraço a todos.

    • Tiago diz

      Paulo, não sei se é normal, talvez outros aqui possam dizer, mas vale lembrar que ainda que não esteja indetectável, sua CV está bem abaixo da régua de transmissão, que é de 200 cópias, e que a régua de indetectabilidade evolui com evolução tecnológica dos exames.

      Existe um exame de resistência genotipica que poderia identificar se essa aparente resiliência do vírus, ainda que baixa, se poderá dever a uma resistência da sua cepa de HIV a algum dos componentes da sua TARV, mas não sei se justifica, considerando estar estável. É um exame caro (+-1K) imagino que no SUS só se realize em caso de falha virológica, que implicaria uma CV acima de 200, se não estou em erro.

      Abraços

      • Caio PE diz

        O exame que o Tiago fala é o de GENOTIPAGEM. De fato, ele é muito caro (em Recife por exemplo, custa uns MIL reais). Mas, mesmo assim para faze-lo, há a necessidade de, pelo menos, umas 3 mil cópias de RNA viral. Como o do colega acima sempre fica em torno das 50 cópias/mm3, o exame de genotipagem não estaria indicado. Eu, particularmente, acredito que isso é sim CV “indetectável”.

        • Tiago diz

          Caio, essa CV de 3.000 cópias é exigido no SUS aí?

          Pergunto porque fui confirmar a informação no PCDT do Ministério da Saúde e na seção sobre falha virológica e os critérios para o exame diz o seguinte:

          Critérios para realização do teste de genotipagem
          pela Renageno:
          › Falha virológica confirmada em dois exames consecutivos de CV-HIV, com intervalo de quatro semanas entre eles;
          › CV-HIV superior a 500 cópias/mL;
          › Uso regular de TARV por pelo menos seis meses.

          • Caio PE diz

            Isso varia de acordo com o laboratório que vai realizar o exame. Depende do equipamento. Pois, para esse exame, existe uma quantidade mínima de cópias necessária para haver a amplificação viral (que é a tradicional CV) e depois o sequenciamento do RNA e sua comparação com um sequenciamento “selvagem” (virgem) do vírus, que é, de fato, a genotipagem. No caso do colega, com apenas 50 cópias o exame fica inviável. Por isso eu acho que ele está sim, indetectável.

  11. emilio diz

    sou positivo há dois anos. iniciei tratamento na fase aguda. logo eu lia tudo que era noticia sobre cura. hj nao leio tanto. no entanto sou feliz e vivo muito bem, talvez melhor q antes. a vida é aquilo que acontece enquanto vcs fica fantasiando planos.bjos amores meus.

  12. Ph diz

    Posso até ser criticado pelo comentário, mas no texto fala sobre o fato de que provavelmente quem foi infectado por último terá cura primeiro, e se isso não seria injusto.
    Isso me fez lembrar de que quem foi infectado por último, teve oportunidade de ARVs melhores como o DTG. E quem há anos veio amargurando Kaletra e Efavirenz, ainda não pode ter acesso ao DTG no SUS. Isso é justo?!?

    • Tiago diz

      Ph, se é justo ou não, poderá depender dos efeitos do DTG a médio-longo prazo, que não sabemos quais serão e que poderão ser mais ou menos prejudiciais que o Efavirenz. A verdade é que não sabemos.

      O DTG é um medicamento relativamente novo e realmente parece oferecer menos efeitos colaterais ou, pelo menos, menos perceptíveis. Por outro lado, não é todo o mundo que se dá bem com ele e os seus efeitos, mais ou menos intensos, parecem tender a se concentrar no sistema neurológico, o que pode ser um pouco assustador também, se considerarmos uso a longo prazo.

      Já senti, numa ou noutra ocasião, dificuldade de concentração. Dor de cabeça apenas uma vez, mas havia virado a noite anterior trabalhando. Ainda assim, me pergunto se o uso prolongado poderá causar danos neurológicos.

      Como usuário, torço pelo melhor e busco observar e exercitar minha mente, estado de espírito e concentração. Torço pelo melhor para mim e, se confirmando ser realmente melhor, que seja extendido a todos os que sofrerem com outras TARVs.

      Ainda assim, está claro para mim que poderão ainda existir riscos associados ao DTG por identificar, o que poderá justificar alguma cautela antes de simplesmente mudar para ele, especialmente onde existir histórico de depressão ou outros distúrbios psicológicos. Infelizmente, balas mágicas não temos.

    • Rodrigo diz

      Creio ser uma situação normal. Pelas pesquisas até agora, os recém-infectados têm mais probabilidade de cura, já que têm menos reservatórios. É mais ou menos como um Pronto-Socorro: a quem dar prioridade? A quem tem mais chance de sobrevivência

      • Tiago diz

        Rodrigo, também me parece que seja a lógica de distribuição da cura. Alguém recentemente infectado poderia – situação hipotética – se curar com uma aplicação enquanto um portador mais antigo poderia requerer várias aplicações.

        Só tem um não tão pequeno porém nessa lógica…

        Recém-diagnosticado nem sempre é recém-infectado e, tanto quanto saiba, não existe forma de saber o tempo de infecção, a menos que se saiba exatamente quando ocorreu. Uma pessoa diagnosticada “hoje” poderia ter se infectado há 5 anos e ganhar prioridade sobre alguém diagnosticado e infectado 3 anos antes.

      • emilio diz

        eu na minha santa ignorancia, achava que num pronto socorro a prioridade era para quem estivesse mais grave e com mais risco de vida. afinal, quem ta menos grave tem mais tempo para esperar…..

        • Jorgito diz

          Sem dúvida alguma essa é a regra em qualquer pronto socorro, Emilio.

        • Tiago diz

          Emílio,

          Também creio à partida seja essa a lógica de pronto-socorro, mas vale considerar algumas questões de um ponto de vista mais social e coletivo….

          O HIV não é “apenas” um risco para o portador ou um caso pontual de pronto-socorro; ainda que cada caso o seja. É também uma epidemia global que alastra a largos passos e isso pode requerer uma estratégia diferente, para um controle mais eficiente. Se, ao pesar os benefícios individuais vs sociais de controle da epidemia de cada possibilidade de ação (ex. priorizar portadores mais antigos vs recentes), uma delas claramente beneficiar o controle da epidemia, porque – por exemplo, um antigo portador tem uma taxa de sucesso significativamente inferior ou requer repetidas aplicações vs um recente que se cura facilmente com apenas com uma – então até seria compreensível se tratar primeiro os mais recentes, para mais rapidamente dominar a epidemia. De outro modo, seria como atacar diretamente uma fortaleza, ignorando todo o exército inimigo desprotegido na sua frente. Enquanto você fica tentando quebrar o portão da fortaleza, o exército que ignorou e que está ativo em grande número vai exaurindo suas forças e, no caso, se multiplicando.

          Espero mais é que encontrem uma cura fácil para todos, antigos e recentes, mas de cura fácil é o que o HIV mais tem conseguido fugir.

    • Tiago diz

      Ph, só mais um detalhe que pelo menos no Emílio Ribas, tem um cartaz na farmácia orientando encaminhar usuários do Kaletra a um terapeuta, para mudança da TARV. Não sei quais as opções, com as novas diretrizes, nem se a mudança ocorre igualmente noutros estados e regiões interiores, mas pelo menos em SP, parece que não estão distribuindo mais.

  13. Pedro diz

    Alguém sabe quando estará disponível o DTG pra todos? Não aguento mais o Efavirenz…

    • Tiago diz

      Pedro, segundo o Ministro da Saúde, estará disponível para todos até final de 2018.

      De uma publicação recente do JS:

      “Todas as pessoas que vivem com HIV e aids no Brasil terão acesso ao Dolutergravir, medicamento mais moderno e eficaz. O anúncio da expansão deste tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) foi feito nesta sexta-feira (29) pelo Ministro da Saúde, Ricardo Barros, no encerramento do Congresso 11º Congresso de HIV/Aids e 4º Congresso de Hepatites Virais (HepAids 2017), em Curitiba/PR.

      O evento reuniu desde terça-feira (26), cerca de 4 mil participantes, entre ativistas, cientistas, gestores e profissionais de saúde de todo o Brasil, além de especialistas internacionais. O tema do congresso é “Prevenção Combinada: multiplicando escolhas”. Atualmente, o Dolutegravir é usado por 100 mil pessoas, mas com a expansão do tratamento no SUS, mais de 300 mil pessoas vivendo com HIV e aids, terão acesso ao medicamento até o final de 2018.”

      Em Dolutegravir para todos, https://jovemsoropositivo.com/2017/10/02/dolutegravir-para-todos/

  14. joão 1453 diz

    joão 1453
    Boa tarde a todos!
    Eu venho acompanhando o site do jovem soropositivo já alguns anos e tomei a coragem de conversar com todos vocês, eu de todo o meu coração tenho a esperança que a cura venha o mais rápido possível, não fiquem desanimados(as), pois há muita pesquisa e estudos para o vírus HIV, porém para o meu caso infelizmente não existe muita esperança, não há pesquisa, estudo e muito menos tratamento, apresento-lhes o desgraçado vírus HTLV que agora o Doutor Gallo quer mudar para o nome de Virus da leucemia de células T humanas, acho que ele fez isso para assim chamar mais a atenção da comunidade médica mundial. Esse vírus é triste pois uma vez diagnosticado vocês verão que existe toda uma família de contaminados; avôs,mães, filhas, filhos, netas e netos.
    O governo, a OMS, a ONU, a imprensa mundial faz pouco caso, não liga para o vírus. E caso vocês saibam mais sobre ele eu agradeço a troca de informações, pois há muitas desinformações e dúvidas.
    O governo e a OMS divulga muito sobre o vírus HIV, Sifílis e as hepatites que é sem sombra de dúvida um gesto louvável, contudo o HTLV é jogado para escanteio, isso eu acho um absurdo pois o nosso país abriga o maior número de contaminados do mundo (5milhões),depois do Brasil vem o Japão com mais de 1 milhão de contaminados. Eu assisti no you tube um vídeo do Dr. Esper G. Kallas muito bom sobre as dst´s junto com o Doutor Varella, porém eles novamente não disseram nada sobre o HTLV 1 – 2. É muito bonito ver a união de todos vocês na troca de informações, porém nós do HTLV não temos isso. Cientistas fizeram pesquisas há alguns anos atrás com antirretrovirais em pessoas contaminadas por HTLV 1-2 e infelizmente continuavam com o mesmo nível de carga viral
    Uma nova esperança, vem do Japão e é um fármaco imunoterápico (Mogamulizumab) que está na terceira fase e dizem que se tudo der certo e tenho fé que sim, em 2019 estará a venda.
    Caso queiram saber mais sobre o assunto deixo-lhes abaixo links do youtube;

    Eu agradeço muito o espaço que o JOVEM SOROPOSITIVO me concede, fico muito feliz que você fez uma nova e linda família, que DEUS abençoe e ilumine a sua família e também a de todos vocês.

    Agradeço a compreensão de todos.

  15. joão 1453 diz

    Boa tarde!

    Fico muito triste em saber que quando há um simpósio ou um congresso sobre HIV há no mínimo mais de 15.000 cientistas, médicos e pesquisadores, sabe quantos cientista, pesquisadores e médicos haviam na último congresso internacional bianual ocorrido no Japão no máximo 100 pessoas, vejam só essa brutal diferença. Fazendo algumas pesquisas por aí descobri algumas diferenças sobre os vírus HIV e o HTLV 1 e 2 vejam;
    Segue abaixo algumas diferenças entre o vírus HTLV 1 e 2 e o HIV;
    Eu colhi essas informações do vídeo no you tube do Dr. Infectologista Carlos Brites, algumas diferenças entre o HIV e o HTLV 1-2. Abraços a todos é nunca desaminem!

    HIV

    Origem: 100 anos

    Infecciosidade: Alta

    Taxas de mutação: Alta

    Recombinação:sim

    Replicação:Elevada

    Apoptose:Elevada

    Il-2: Baixa

    Evolução: 90% Doença em 10 anos

    HTLV 1-2

    Origem: 27.000 anos

    Infecciosidade: Baixa

    Taxas de mutação: Baixa

    Recombinação: Não

    Replicação: Baixa

    Apoptose: Baixa

    Il-2: Alta

    Evolução: < 5% Doença em 30, 40 anos

  16. Johhan diz

    Estou enfrentando um GRANDE problema…
    Na minha cidade há apenas um local onde retirar o ARV, que é na farmácia de alto custo, porem semana passada uma pessoa de minha família começou a trabalhar lá, fazendo exatamente a entrega desses medicamentos, em hipótese nenhuma posso e nem quero contar pra ela sobre minha condição…
    Alguém já mudou de local de retirada do ARV? Será que posso retirar num CTA da cidade vizinha?
    Estou desesperado, não posso parar de tomar o ARV mas também não posso ir la pegar por que ela não pode me ver e tb não posso pedir pra outra pessoa pegar pq com ctza ela identificaria meu nome e ficaria sabendo de tudo…
    Amanhã vou ao SAE onde faço atendimento para ver o que fazer mas estou muito preocupado com isso 😦

    • PositiveSoul diz

      Olá Johhan, eu estava lendo a guia de solicitação de medicamento e lá consta o seguinte:
      “ATENÇÃO: Cada usuário pode cadastrar-se em apenas uma Unidade Dispensadora de Medicamento (UDM) que for mais conveniente.”
      “O CADASTRAMENTO EM MAIS DE UMA UNIDADE SERÁ DETECTADO PELO SISTEMA E PODERÁ RESULTAR NO BLOQUEIO DA DISPENSAÇÃO”.

    • Rodrigo Gaúcho diz

      Oi Olá Johhan! Você pode sim transferir para outra cidade, eu fiz isso, transferi para a cidade vizinha e pego os meus medicamentos lá todos os meses. Porém, você vai ter que solicitar essa transferência justamente para a pessoa que realize a dispensação das ARV na sua cidade atual, pois apenas essa pessoa (farmacêutica ou assistente) tem acesso ao sistema.

    • Renan diz

      apesar dos comentários dos colegas serem bastante informativos,vou te contar meu caso, eu fazia tratamento na minha cidade e um certo dia encontrei uma vizinha que estva trabalhando lá, quando eu a vi peguei um susto mas não demostrei reação,disse a ela que tinha ido acompanhar um amigo e desconversei, alguns dias depois ela contou para minha cunhada que havia me visto lá nesse CTA, RESULTADO: Entrei em pânico de aparecer lá outra vez, não fui mais la, comprei a passagem uma cidade vizinha,chegando lá contei a verdade, pedi pra conversar com uma assistente social,contei toda a história e pedi ajuda,fui muito bem recebido,não precisei nem buscar encaminhamento e nem qualquer papel na unidade em que eu fazia tratamento, pedi que a partir daquele dia queria buscar minhas medicações ali,pelo sistema eles tem como ver onde você fazia tratamento e quando começou seu tratamento em outra unidade, como te falei fui muito bem acolhido e tem meses que eu vou e a farmacêutica libera duas dispensas por eu morar em outra cidade( logico que depende do estoque disponivel no momento) quando o estoque está baixo ela me explica que só pode liberar para 30 dias, uando ela pode libera para 60 dias,tente fazer isso, imagino o que voce deve estar sentindo por que eu já passei por essa mesma situação, abraços

    • Hloddo diz

      Johhan,
      Aqui no meu estado você pode mudar o local onde pega os medicamentos sem precisar ir ao CTA atual, Como disse o Renan mais abaixo eles tem acesso ao sistema e conseguem fazer a transferência. Procure se informar na cidade vizinha à sua vá lá e explique, não esqueça de levar documentação com foto, receita branca (aqui eles exigem) e o formulário preenchido pelo médico para pegar os medicamentos (se o antigo já estiver esgotado/vencido).

  17. Renato diz

    São muitas pesquisas em torno do HIV ,mas as vezes tenho a impressão q ,sempre se volta ao ponto de partida,um no q não consegue se desatar !!!

    • anonimo bravo diz

      Pra mim esses cientistas ficam enrolando todo tempo… pow meu… tanta pesquisa que já saiu e nada de limpar esses malditos reservatórios de vírus…

  18. Pedro diz

    Estava eu aqui pesquisando e acho que se o governo distribuir o medicamento anti-hiv seguindo a forma que é feito na Europa por exemplo, em
    Todas as farmácias regulares, como tem a medicação de pressão e etc acho que a adesão ao tratamento seria facilitada e menos constrangedora, fora que seria possível a pessoa viajar e comprar a medicação em outro estado durante a sua estadia ou até em um caso de urgência buscar uma farmácia que tivesse esse medicamento. Existem coisas a melhorar aí!

    • PositiveSoul diz

      Exato! Isso evitaria casos como o do Johhan acima. Essa centralização também prejudica a adesão ao tratamento.

  19. Solangedoenças diz

    Sou soro positivo há 28anos comecei com a medicação faz uns 4meses vou fazer meu primeiro exame no dia 04/12 por enquanto nenhum efeito colateral ao tratamento apenas as pessoas que são do meu convívio sabem que sou soro positivo a minha única preocupação é se essa medicação está ou não melhorando minha qualidade de vida ,enfim estou bem lá se vão 28 anos e que venham +28 e quem sabe a cura bjs

    • AnonimoFer diz

      Solange, bom dia.

      Conte mais sobre esses 28 anos de vida vivendo com HIV.. sou positivo a 4 meses.. um grande exemplo. Apenas duas pessoas sabem de minha positividade e pretendo q assim permaneça.

    • Livre diz

      Nossa Solange impressionante 28 anos sem medicação. Mais vc fazia exames regularmente? Tinha acompanhamento?

      • Solangedoenças diz

        Não sou exemplo abandonei o tratamento nunca tomei medicação apenas fazia exames de 6 a 6 meses cansei de ir no posto o médico sempre dizia que estava tudo bem cheguei a pensar que não tinha nada mas meu marido faleceu em 1991 com infecção generalizada devido ao vírus enfim fui cuidar da vida e deixei tudo de lado,há 5meses atrás precisei fazer uma cirurgia de catarata procedimento super simples mas fiquei preocupada com a minha condição e comecei a fazer o tratamento enfim estou bem a carga viral estava alta mas mesmo assim arrisquei a fazer a cirurgia estou bem a recuperação foi tranquila ainda não sei como está minha carga viral vou fazer exames agora dia 04/12 volto e dou notícias bjs

  20. Solangedoenças diz

    No início não foi nada fácil minha bebê tinha 6 meses e eu a amamentava quando meu marido adoeceu ,fui infectada na gestação minha bebê nasceu com anticorpo e era necessário esperar 2 anos pra ver se ela havia sido infectada foi os 2anos mais difícil da minha vida cada febre cada resfriado era um pesadelo na época só tinha o AZT mas só tomava quem estava doente ,fui uma mãe louca e super protetora isso gerou muitas consequências na vida dela e até hoje ela é muito dependente .Não sei pq nunca fiquei doente sorte,milagre destino sei lá na época em que tudo ocorreu era bem mais difícil as pessoas morriam a todo momento era assustador graças muitas coisas mudaram e eu tô aqui pra contar por favor não abandonem os tratamentos os tempos eram outro bjs

  21. Lucio SOuza diz

    deviam focar pesquisa na cura e nao em novos remedios. cura é o que interessa

  22. jsf92 diz

    Descobri ser portador do HIV há três semanas, no auge dos meus 25 anos. Nesse meio tempo, já revirei a internet atrás de artigos a respeito dos novos tratamentos, dos efeitos colaterais dos medicamentos, do melhor “esquema” e, sobretudo, da cura… E para piorar, essa notícia veio num momento crucial da minha vida profissional: acabei de passar em concurso militar e, daqui três semanas, realizarei o teste físico.
    Em meio a tantos acontecimentos, fica um misto de realismo frio e esperança de que as notícias a respeito da cura nos conduzam a algo realmente concreto.
    Desde que recebi a notícia, não desabei, já que, pessoalmente, consigo administrar esses altos e baixos, mas o estigma é tamanho que conseguiu me arrastar, internamente, ao universo da solidão.
    Sobre a cura, e pelo o que tenho lido, talvez consigam criar uma vacina, mas a cura esterelizante (para quem já tem HIV) é algo remoto. Espero que isso (vacina) aconteça, e que as pessoas mais suscetíveis ao HIV não tenham o mesmo azar (aliado a imprudência) que tive. Pena que, para mim, a lição do “fogo” só chegou ao coração depois de ter me queimado.
    O que acho incrível, nesse processo de aceitação, é a força com que a certeza da morte nos abraça. A gente camufla essa certeza durante tanto tempo, e deixa de valorizar tantas coisas… Enfim, vida que segue!

  23. Mel diz

    Olá pessoal !
    Estou passando.por uma situação difícil, e não estou conseguindo achar uma solução sozinha.
    Vou compartilhar com vocês, para que possam me dar um norte..
    Descobri minha condição tem um ano e meio no 3 mês de tratamento minha CV ficou indetectavel. Tive dois relacionamentos passageiros sempre usando preservativo.
    Recentemente conheci uma pessoa, em nossa primeira relação eu estava menstruada e no meio da relação ele tirou o preservativo mas teve problemas de ereção e não conseguimos concluir, eu estava menstruada, houve contato mas sem penetração total.

    Eu achei que fosse passageiro mas estamos cada vez mais juntos…ele separou recentemente, não usava preservativo com a ex mulher e toda vez que vamos transar ele tem dificuldades de chegar ao orgasmo com preservativo.
    Eu chego ao orgasmo e depois partimos pra outros meios pra que ele chegue…sexo oral, masturbação etc…

    Estou fazendo tratamento contra HPV, meu PCR apresentou 500 cópias mas não tenho nenhuma lesão aparente, estou tratando.
    Por conta disso, minha ginecologista
    pediu alguns exames pra ele como PCR pro HPV e exame HIV.
    Já comentei sobre o HPV mas estou com muito receio de pedir que faça o HIV.

    Tenho medo de ter passado HIV pra ele mesmo tendo pouco contato ( sem penetração total). E possível mesmo ?

    Independente do resultado dele, certamente ele vai querer saber o meu…tenho pavor só de pensar em contar que sou soro positivo e ele correr de mim…
    Não sei o que ele pensa com relação a isso.

    E possível casais soro discordantes onde o soro positivo com CV indetectavel transem sem.preservativo, apenas ejaculando fora ?

    Por favor, me ajudem…
    Estou muito preocupada.

    • Rômulo diz

      Minha opinião:

      Indetectável não transmite logo pouco provável que ele seja positivo (só se é igual a vc e ele não falou).

      1 – Se não falar que vc é + e ele descobrir por conta própria, ele pode sumir, certo ? (pq vc mentiu e etc)
      2 – Se vc falar e ele não gostar… ele pode sumir, certo ?
      3 – Se vc nunca falar e rezar para ele nunca descobrir, pode ser tranquilo (acho)

      Vc devia ter falado logo no início pois quanto mais se apega pior é o “desapegar” caso ele opte por se afastar…

    • Olhos 03 diz

      Mel me passa seu e-mail pra gente conversar estou no mesmo dilema

  24. Mel diz

    Obrigada pela resposta, mas na verdade eu não menti, ele não me perguntou:: Você tem HIV? e eu disse que não. Estou com ele vai fazer dois meses somente…
    Estou pensando em pedir os exames que minha medica solicitou, esperar sair os resultados e ai sim conversar a respeito da minha condição.
    Explicar que estamos este tempo e nada aconteceu com ele, ter uma conversa franca, mas por outro lado acho que só valeria realmente a pena se fossemos namorar, caso contraŕio não…
    Com vocês já aconteceu de se afastarem após contar ?
    Vocês acreditam no relacionamento entre sorodiscordantes ?

    • Tiago diz

      Mel, o meu parceiro se afastou após o diagnóstico e, ainda assim, continuo acreditando em relacionamentos sorodiscordantes.

      Temos bons exemplos aqui mesmo frequentemente relatados, começando pelo autor do blog.

    • AnonimoFer diz

      Mel,

      Acredite, é possível… estou numa relação sorodiscordante.

      Sou+, Ela –

      O lance é sermos VC mesmo, abrir o jogo quando estiver pronta, Deus se encarrega do resto. As pessoas são surpreendentes, com certeza alguém poderá se afastar, mas alguém certeza não se afastará..

      O mundo é muito grande e tem pessoas surpreendente, repito!!

      Abraços.

Deixe um comentário.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s