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Expectativa ou realidade?

Em comparação com os seus pares soronegativos, as pessoas com HIV ainda acreditam que vão morrer mais cedo e que são menos propensas a alcançar um relacionamento amoroso duradouro, de acordo com um estudo encomendado pela Gilead Sciences, conduzido em cinco países europeus. Os resultados foram anunciados na 16ª Conferência Europeia sobre Aids (EACS 2017) em Milão, Itália, e publicados no Aidsmap.

Nessa pesquisa, 54% das pessoas soropositivas consideraram que o HIV era uma barreira ao sexo, dos quais 87% disseram ter medo de transmitir o vírus para para outras pessoas. (Estes 87% representam 47% do grupo inteiro.) Esse medo poderia até ser visto como racional ou bem informado, uma vez que este grupo era um grupo relativamente novo de pessoas com HIV, com pouco menos de dois terços em terapia antirretroviral, dos quais menos da metade tinha carga viral indetectável. No entanto, as pessoas que tinham carga viral suprimida não apresentaram uma opinião muito diferente: 38% das pessoas com carga viral indetectável ainda temiam transmitir o vírus para outros.

O estudo HIV is: Expectations from Life foi conduzido entre novembro e dezembro de 2016 na França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido. Cerca de 20 mulheres soropositivas foram recrutadas em cada país, totalizando 102 mulheres, e 84 homens em cada país, num total de 420 homens. Destas 522 pessoas, 11% nunca tinham feito tratamento antirretroviral e outros 11% tinham feito tratamento, mas relataram tê-lo abandonado. Das 338 pessoas (65%) que estavam em tratamento, 229 pessoas (67% destas ou 44% de todo o grupo) disseram ter carga viral indetectável.

As 522 pessoas com HIV foram comparadas com 2723 pessoas soronegativas, equiparadas quanto à idade, gênero e orientação sexual. Os pesquisadores perguntaram a todos os entrevistados: você espera viver uma vida mais longa do que seus amigos, colegas e irmãos mais velhos? As pessoas com HIV se mostraram três vezes mais propensas a dizer que acreditavam que teriam vidas mais curtas: 35% disseram acreditar que morreriam mais cedo do que seus amigos, em comparação com 10% do grupo soronegativo. A supressão viral mudou pouco esse cenário, com 31% daqueles em tratamento e com carga viral indetectável ainda considerando ter uma expectativa de vida mais curta.

As pessoas que vivem com HIV também se mostraram mais propensas a priorizar o amor (37% contra 27%) e uma vida sexual saudável (28 contra 17 %) do que pessoas soronegativas. Mais da metade dos soropositivos considerou o HIV como uma barreira para o sexo e 38% consideraram que o HIV era uma barreira para namorar e conhecer possíveis parceiros sexuais. O obstáculo mais comumente citado como impeditivo para um namoro foi o medo de ter que revelar o sua condição sorológica para o HIV, com 59% dos soropositivos (ou 22% do grupo inteiro) dizendo que acreditavam que o HIV era uma barreira para namorar.

As pessoas com HIV apresentaram menor probabilidade de avaliar sua saúde atual como excelente, com 44% classificando sua saúde como boa ou excelente, em comparação com 69% dos entrevistados soronegativos. Há algumas diferenças interessantes entre os países: espanhóis e italianos sentem-se pior em relação à saúde. 71% das pessoas na Espanha contra 38% na Alemanha disseram que sua condição sorológica positiva para o HIV os tornava menos propensos a se envolver em atividades para apoiar a saúde e o bem-estar, como alimentação saudável e exercício físico, porque eles não acreditavam que isso poderia fazer alguma diferença, agora que tinham o HIV.

Por sua vez, os entrevistados britânicos se mostraram mais propensos ​​de temer a divulgação de sua condição sorológica e a dizer que o estigma contra soropositivos ainda prevalece. 68% dos entrevistados do Reino Unido, contra 50% dos espanhóis, temem divulgar seu status. 44% dos entrevistados do Reino Unido e apenas 12% dos italianos disseram que o estigma contra soropositivos é uma barreira para conseguir um relação amorosa.

E você, o que acha?

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88 comentários

  1. Ney diz

    Boa pesquisa. Meu caso estou indectavel mas mesmo assim ainda tenho receio de transmissão e também penso que viverei menos. Tenho hábitos saudáveis nado caminho me alimentando bem e nada de bebidas ou cigarro. Mesmo assim temo. Vejo alguns pacientes que desenvolveram paralisia ou mesmo câncer. Estou disposto a enfrentar essas doenças mas não estou disposto a transmissão do vírus. Tenho uma pessoa que gosto e falei para ela meu estado sorológico. Porém no momento nada de sexo. Agora penso que o sexo será algo muito mais especial e com a pessoa certa e ciente do que eu sou. Valeu amigo bjs felicidades

  2. Desconhecido diz

    Meu maior receio é com relação a barreira no quesito de um relacionamento amoroso pois quando envolve sentimentos, é inevital que você consiga esconder algo tão tenebroso. Mas dia 22 completei 7 meses de tratamento, me tornei indetectavel, e conheci há duas semanas uma pessoa que não se importou que eu seja portador do vírus, inclusive, optou por tirar o preservativo já que ele me disse que já namorou outro soropositivo e nunca se infectou. Ou seja, meu único medo e receio foi superado conhecendo esse rapaz. Fora isso, não vejo nada que me impeça de ser feliz.

    • Thaís diz

      Olá!! Sou jornalista e hoje sabemos de vários trabalhos científicos sobre a não contaminação em relações de sorodiscordantes, com carga viral indetectável.
      Estou com uma matéria sobre viver bem com HIV e em busca de casais – sorodiscordantes -, para participar. Acreditamos que quanto mais falamos sobre o tema e levamos informações, menor o preconceito.
      Quem topar participar, pode me escrever. Agradeço também indicações. Meu contato:
      Thaís: thaisjo8383@gmail.com
      Explico melhor por email.
      Abs

  3. JV diz

    O mais difícil é tirar ele da cabeça. É acreditar que , numa relação amorosa, você não é menos que o outro. É acreditar que seu parceiro te olha com olhos de amor e orgulho por ser um guerreiro. É acreditar que o vírus não é maior que as nossas inúmeras qualidades . Fui feliz por um ano e quatro meses. Redescobri o sexo com meu primeiro namorado ( primeiro na vida e primeiro após a confirmação da sorologia). Fui tratado com amor e carinho. Com respeito…naturalidade… Acabou! Acabou por culpa dele…por culpa minha…ambos fomos falhos. Ele em não ter a delicadeza de entender as minhas fragilidades. Eu em não conseguir atingir os 100% de equilíbrio psicológico. Lutei contra os meus pensamentos quando me sentia inferior…quando me deparava com as curtidas dele no Instagram dos “homens perfeitos “. Lutei para não pensar que ele ainda buscava alguém “melhor” que eu. Talvez tenha perdido a batalha…mas não a guerra! Sou grato pelo tempo vivido. Pelos beijos quentes…pelas mordidas na orelha…pelas cócegas…por me sentir puro naqueles braços. Sinto rancor pela falta de um pouco mais de cuidado com minhas emoções.

    • Cara legal diz

      Uma psicoterapia poderá ajudá-lo a lidar com suas emoções.

  4. AnonimoFer diz

    No meu caso, passei pela situação, onde necessitei informar minha atual namorada, tão logo descobri meu diagnóstico. Não foi nada fácil, levei uma semana para contar, nada mais que isto, não queria complicar a situação.

    Nessa semana de ensaio não tivemos relações sexuais..

    Mas o q mais me chamou a atenção foi a forma q ela recebeu a noticia, benlm tranquila. Ela tinha mais informações que Eu poderia imaginar.. e estamos numa boa até hoje. Apesar q teve uma recaída nesse tempo.. parece q a ficha demora a cair, mas passou. Fomos juntos ao meu infecto. Hoje ela me vê como um guerreiro que não deixa a peteca cair.. estou sempre na batalha, trabalhando, estudando, andando de SKT e surfando.. ela sempre me apoiando.

    Claro que tenho medo do futuro, nao quero ter que passar pela situação novamente de abrir a sorologia para outras pessoas, mas o q tiver q ser, será.

    Abraços a todos.

  5. Matias diz

    Meu maior desafio é pensar que tenho que preparar para morrer mais cedo. Parece que tudo o que ocorre nos dias atuais no contexto que envolve esse vírus (no quesito de melhoras) parece fantasia e distante demais para mim. Sensação que a medicação n fará efeito, doenças oportunitas…mesmo fazendo acompanhamento corretamente. Mas, o que resta é viver! Pouco ou não, o importante é viver. Seja o que Deus quiser!

  6. Caio PE diz

    Questão complicada pois os soropositivos sofrem sim, preconceitos. Raros são aqueles que têm alguém que entendam e que não “julguem”. Acredito que, nessa altura, o melhor é viver a viva da melhor maneira possível, colocar tudo em “piloto automático” e se cuidar. Sempre pensar: primeiro eu !

  7. Jonas diz

    Só eu que não me preocupo com nada disso? Não preciso contar pra ninguém além da minha família sobre os meus exames positivos. Me relaciono sem problema nenhum com todo mundo, ninguém precisa saber do meu HIV. Sobre a longevidade, por escolha e vontade própria não penso em chegar aos 90. Depois dos 60, o que vier é lucro! Também não penso nada em relação à relacionamentos, e quando eu passar a pensar vão ter outros problemas maiores que o HIV pra eu resolver. O único ponto que eu não consigo gostar é sobre o fato de ter que tomar um coquetel todo dia. Essa é a única “preocupação” e que em alguns anos também deve deixar de existir, talvez até antes se eu conseguir mudar pro DTG.

    • Augusto diz

      Eu tb não me preocupo. Na maior parte do tempo nem lembro que tenho esse vírus

  8. SAR diz

    Interessante a pesquisa. Confortante saber que muitos conflitos pós-diagnóstico não atingiu somente a mim. Muitas vezes falamos mais sobre terapia, sobre a cura e pouco relatamos como estamos trabalhando nosso psicológico em relação ao vírus. Após saber do meu diagnóstico e tomar conhecimento que eu poderia manter a carga viral suprimida através do tratamento e ser intransmissível, meu maior receio, no momento, é ter relações sexuais. Fui diagnosticado há 1 ano e 1 mês e me permiti somente uma vez, até então, em manter relação sexual. Mesmo sabendo da intransmissibilidade de pessoas que estão sob tratamento, eu temo. Precisava me testar e, de verdade, me senti preso. Não relaxei como acontecia antes. Sei que um tratamento psicológico é, extremamente, recomendado no meu caso, mas sinto que devo aguardar um pouco mais. Preciso no meu tempo, criar confiança em mim, no meu tratamento e seguir. O ato sexual para mim tornou-se algo traumatizante, uma vez, que foi através dele que me encontro no atual estado. O HIV mais que uma patologia é um perturbador da ordem psicossocial. Quando era soronegativo tive contato com amigos que vivem com HIV e não conseguia entender certos comportamentos, que hoje estão claros pra mim, sendo o principal deles a responsabilidade no que se refere a vida sexual. Quanto a expectativa de vida, isso não me preocupo, pois todos morreremos e quem nos garante que doenças acarretadas por esse vírus que nos tirarão deste plano terrestre? Nos cuidamos no presente para que consigamos prever o futuro, mas o mesmo não está sob nosso total controle. Enfim, vamos seguindo e torcendo para que, muito em breve, tenhamos a cura para essa infecção que não apenas sairá de uma vez dos nossos organismos, como limpará nossas mazelas psicológicas.

    Abraços e um excelente fim de semana a todos!

  9. Meire Soldera diz

    Olá pessoal!
    Penso que preconceito as pessoas têm em relação a varias coisas, cor, religião, doenças mentais, profissão, orientação sexual, classe social etc. Na questão do hiv, este preconceito ocorre por relacionarem hiv a um tema tão tabu que é o sexo, se a pessoa tem hiv, consideram que deve ser porque é gay ou é promíscua e para estas pessoas ser assim é errado, aí vem o preconceito. Aliado a isto ainda vem falta de informação, medo de ser infectado. Muitas vezes , a pessoa soropositiva acaba achando que está sendo punida por ter feito algo errado, mesmo que inconscientemente. Acredito que avançamos muito em termos de tratamento, viemos da década de 80 quando não havia tratamento, passamos pela descoberta do tratamento com muitos antirretrovirais por dia e chegamos em um momento onde é possível tomar um comprimido por dia, temos medicações com menos efeitos colaterais, PEP, PREP. Tenho pacientes que me falam que tudo evoluiu, menos o preconceito. Mas vejo também que o medo de contar a alguém que tem hiv e esta pessoa se afastar é muito maior do que o que acontece na realidade. Na minha experiência, a aceitação do hiv pelo parceiro tem sido grande, o que me deixa feliz. Icentivo sempre meus pacientes, a terem objetivos, namorarem, viver, pois tudo isso é realidade. O hiv é apenas um aspecto na vida da pessoa. Vocês são muito mais que isso. Amo quando vejo meus pacientes, que muitas vezes chegam tão fragilizados, alçarem voos, correrem atrás de seus objetivos. Me lembro sempre de um paciente que chegou para mim dizendo que iria morrer, hoje ele brinca, sempre quando vai fazer algo bacana, ri e diz: “ já que não vou morrer, vou fazer tal coisa…”
    Sou Meire, psicóloga do CR de IST hiv/Aids de Campinas.
    Se discordarem do que escrevi, podem dizer.
    Grande beijo

    • Júlio Santana diz

      Sim, eu mesmo só comecei ter sexo aos 37 anos e fui infectado aos 48 anos. Realmente não penso em contar pra ninguém de minha família. Sinceramente não sinto falta de um relacionamento talvez por causa deste muitos anos sem sexo. Só fico chateado com os preconceitos. Infelizmente é a vida. No mais vou vivendo, comendo saudavelmente e fazendo exercícios, e lendo bons livros.

      • SP+- diz

        Júlio não existe regra prá relacionamento.

        Da mesma forma que existe sexo sem relacionamento existe relacionamento sem sexo…

  10. Sol diz

    Gostei de ler a reportagem, é reconfortante ver que eu não sou a única que tem medo de se relacionar com alguém. Desde que eu descobri minha sorologia há um ano e meio tenho me fechado para os relacionamentos, fico imaginando como vai ser quando eu estiver com alguém, penso sempre no que pode acontecer de pior se eu contar ou se eu não contar. Fico muito feliz ao ver histórias como a do Jovem, do AnonimoFer e de tantos outros que encontraram pessoas compreensivas, mas ainda tenho muito medo do preconceito, acho que por ser mulher talvez o preconceito seja maior vindo dos possíveis parceiros, mas também sei que isso é um medo que eu tenho que superar.

  11. Tiago diz

    Meire, não lhe respondo por discordância, mas deixe lhe dizer que afastamentos acontecem. Talvez não tanto quanto imaginamos ou como no passado, quando um diagnóstico de HIV era bem mais grave e não tinhamos ARVs tão eficientes, mas acontecem. Aconteceu comigo há 3 meses, quando fui diagnosticado e, num caso mais recente e caricato, aconteceu com um amigo meu, que foi diagnosticado positivo num teste rápido, a namorada deixou-o e duas semanas depois descobriu que tinha recebido um falso-positivo. Ele não quis voltar depois… E eu entendo e provavelmente faria o mesmo.

    Algo que me ocorreu enquanto lia o artigo e depois o seu comentário é que, hoje, os afastamentos acontecem mais facilmente, independentemente do HIV. As relações estão mais líquidas e existe menos comprometimento, agora que se quebrou o tabu da separação, que décadas atrás manchava a reputação do casal, especialmente quando existiam crianças no casamento. Troca-se de parceiro como quem troca de carro, quando não como quem troca de cuecas.

    Vale considerar essa realidade mais líquida dos relacionamentos atuais, na hora que alguém se afastar de nós “por conta do diagnóstico”. Se o relacionamento não se sustentou face à descoberta do HIV, provavelmente não se sustentaria com o passar do tempo, face a outras dificuldades mais corriqueiras, que a vida trata de colocar na frente de qualquer casal.

    Pessoalmente, começo a me acostumar à ideia de que não voltarei a me relacionar intimamente com alguém. Se acontecer, óptimo (se for óptimo). Se não, estou tocando os meus projetos de vida e seguirei remando sobre a liquidez contemporânea, até à outra margem onde estigmas, medos e preocupações viram o pó que são.

    • Meire Soldera diz

      Olá Tiago, concordo com você, afastamentos acontecem, mas o que percebo na prática clínica, é que acontecem bem menos do que as pessoas imaginam. Como você disse, muitos afastamentos acabam acontecendo por outros motivos. São tantas variáveis, às vezes as pessoas se afastam por suposta traição e não pelo hiv em si, os próprios soropositivos se afastam por medo de rejeição, medo de infectar alguém, por achar que será um “peso” na vida de outra pessoa, por falta de objetivos, por depressão, por não haver mais amor, por se interessar por outra pessoa…
      Vejo muitas vezes que as pessoas têm o que um autor de uma escola psicológica chama de “crenças irracionais”, a pessoa acha que se contar que é soropositivo, o parceiro terminará o relacionamento e sofre antecipadamente com isso, na hora que conta, o parceiro aceita. O sofrimento da expectativa foi muito maior. Mas isso acontece com tudo na vida né? As pessoas às vezes até se assustam quando o parceiro conta o diagnóstico, mas depois se informam, muitas vezes nos procuram no CTA e acabam aceitando. Mas claro, estou falando da experiência clínica e não de pesquisa científica.
      Do mais, acho que é isso mesmo, tocar o projeto de vida. Tive um paciente que não ocasião do diagnóstico achava que não conseguiria terminar o Doutoramento que estava realizando, pois escreveu sua tese, defendeu e recentemente passou em concurso público para professor em uma universidade pública. Está muito feliz. Outra paciente me contou que quando recebeu diagnóstico, tinha um bebê e achava que não veria seu filho crescer, hoje ele já fez duas graduações, trabalha e ela está viva e feliz! Tive também pacientes que desistiram de tudo é isso foi frustrante para mim, pois eu via tanta coisa para ele pela frente, mas ele não conseguia ver.
      Agora também temos que pensar que a pessoa não precisa ter alguém para ser feliz, mas se você quiser e o outro também, não vai haver hiv que impessa, porque você viverá para isso!!!!

      Obrigada por escrever Tiago.

      Grande beijo para você!

      • Tiago diz

        Meire, concordo consigo, somos profissionais em sofrer por antecipação e aplicamos toda essa nossa habilidade técnica aos mais diversos temas e desafios do quotidiano rs

        É… Eu prefiro me acostumar à ideia de não voltar a me envolver apenas porque concordo que, em última instância, devemos buscar ser felizes mesmo estando sozinhos. Mas sim, se dois quiserem, dois dançam e não há HIV que me impeça de dançar hehe. Falta de tempo e energia até talvez, mas não HIV…

        Beijo para si! Obrigado

      • Cara legal diz

        Obrigado por suas palavras, Meire. Concordo plenamente com você. Sou estudante de Psicologia e muito acredito na psicoterapia como um fator que auxilia na promoção de um processo resiliente.

        Grande abraço.

  12. Rodrigo29 diz

    Eu não tenho o mínimo medo de me relacionar! Sou positivo há 10 meses, estou namorando há 4, e tive outros relacionados antes. Estou indetectável desde o segundo mês, uso camisinha em TODAS as relações sexuais, inclusive oral, pra que contar que sou positivo? Ninguém precisa saber. Vão viver e ser feliz pessoal! Como diz a música, a vida é trem bala, parceiro. E a gente é só passageiro prestes a partir… . 😉

  13. Ledos diz

    Olá amigos! Vivo um relacionamento discordante já fazem 3 anos.
    A descoberta da sorologia do meu namorado foi logo nos primeiros meses de namoro. Sei que é difícil lidar com qualquer tipo de preconceito, mas eles estão aí, e temos que aprender…
    No meu caso, no momento da descoberta teve um choque inicial, mas o carinho e amor sempre falaram mais alto. Eu me muni de informações, das melhores fontes, pra poder lidar com a situação sem me perder nela…Foi difícil nos primeiros dias, fiquei mais triste que ele!
    Após o resultado do meu exame negativo, só pensei em ajudar ele e nos mantermos juntos. As informações e o tempo sempre trabalham a nosso favor. Estamos bem, felizes…a vida seguiu seu curso. Ele vive normal e saudavelmente, é indetectável desde o primeiro exame pra avaliar a ação do tratamento. O HIV nunca foi um problema entre nós, nossos problemas de relacionamento são sempre sobre coisas normais, como todos os casais..
    Fiquem tranquilos, na hora certa vocês vão conhecer alguém especial, não insistam e não sofram por pessoas rasas, elas não merecem isso, nem vocês merecem ficar na bad…Vocês nasceram pra ser felizes. Não existe culpa ou julgamento, nem porquês…não se machuquem assim. Todo mundo que faz sexo está correndo este rico. Ninguém escolher ter HIV, assim como ninguém escolhe ter hipertensão ou câncer…são coisas da vida, não vale a pena se torturar.
    Fiquem bem! Se amem, se valorizem…tudo mudou, o mundo também!
    Beijos no coração.

    • Thaís diz

      Olá!! Sou jornalista e hoje sabemos de vários trabalhos científicos sobre a não contaminação em relações de sorodiscordantes, com carga viral indetectável.
      Estou com uma matéria sobre viver bem com HIV e em busca de casais – sorodiscordantes -, para participar. Acreditamos que quanto mais falamos sobre o tema e levamos informações, menor o preconceito.
      Quem topar participar, pode me escrever. Agradeço também indicações. Meu contato:
      Thaís: thaisjo8383@gmail.com
      Explico melhor por email.
      Abs

      • Meire Soldera diz

        Que bacana Tais!
        Vou passar seu contato para alguns casais sorodiscordantes!
        Bj

        • Thaís diz

          Olá, Meire!! Teve retorno?
          Obrigada!!

          Olá!! Sou jornalista e hoje sabemos de vários trabalhos científicos sobre a não contaminação em relações de sorodiscordantes, com carga viral indetectável.
          Estou com uma matéria sobre viver bem com HIV e em busca de casais – sorodiscordantes -, para participar. Acreditamos que quanto mais falamos sobre o tema e levamos informações, menor o preconceito.
          Quem topar participar, pode me escrever. Agradeço também indicações. Meu contato:
          Thaís: thaisjo8383@gmail.com
          Explico melhor por email.
          Abs

  14. Caio PE diz

    Luiz Carlos, favor responder.
    Receber sexo oral (não praticar) pode ser arriscado no fato de aquisição de outras ISTs (ou outro subtipo de vírus) ?

  15. telma diz

    Mais uma descoberta espero que deus ajude que um dia todas essas descobertar resultem na cura.

    Em um jogo de esconde-esconde de décadas, cientistas do Instituto Westmead de Pesquisa Médica de Sydney confirmaram pela primeira vez as células T de memória imune específica onde o HIV infeccioso “se esconde” no corpo humano para evitar a detecção pelo sistema imunológico .

    A equipe, liderada pela professora associada Sarah Palmer, da Universidade de Sydney, desenvolveu um ensaio de sequenciação genética pioneira para HIV. Usando este teste, a equipe descobriu que o HIV geneticamente intacto se esconde em subconjuntos específicos de células T CD4 +.

    O professor associado Palmer disse que este teste de próxima geração mostrou que o HIV se esconde nas células T da memória imune do corpo, o que evita a detecção do sistema imunológico.

    “Anteriormente, pensava-se que o HIV estava escondido principalmente em células T de memória central, mas nosso novo teste de seqüência genética do HIV revelou que a maioria dos vírus competentes em replicação está realmente escondida em células T de memória efetora.

    “O HIV é realmente muito inteligente. Essencialmente, está se escondendo exatamente nas mesmas células dentro do sistema imunológico que são destinadas a atacá-lo”, disse ela.

    As células T de memória efectoras são as células do corpo que “lembram” de infecções anteriores e como derrotá-las. Estas são as células que proporcionam imunidade ao longo da vida a infecções, como sarampo ou varíola.

    O professor associado Palmer explicou que apenas uma proporção muito pequena – aproximadamente cinco por cento – do HIV é geneticamente intacta. No entanto, é essa pequena proporção de vírus que se esconde nas células T da memória efetora e impede o sistema imunológico de destruir completamente o vírus e eliminá-lo do corpo.

    “Quando o HIV replica, faz muitos erros e libera muitos vírus defeituosos.

    “Mas este cinco por cento do HIV geneticamente intacto é a chave. Este vírus insere seu genoma nas células da memória do corpo e sai lá silenciosamente evitando a detecção pelo sistema imunológico”, explicou o professor associado Palmer.

    “Essas células infectadas entram em estado de repouso e param de produzir HIV, mas essas células latentes podem acordar e começar a produzir HIV infeccioso.

    “É uma bomba de pulso que espera para re-infectar um paciente.

    “O outro 95 por cento do vírus defeituoso envia o sistema imunológico para o excesso de velocidade. Suspeitamos que este vírus” junk “possa atuar como chamariz e afastar a atenção do vírus” real “escondido nas células T da memória efetora” ela disse.

    Apesar dos avanços inovadores no tratamento do HIV, continua sendo uma doença crônica em todo o mundo. Nem uma cura nem uma vacina foram alcançadas.

    “As drogas atuais contra o HIV impedem que o vírus se replica, mas ainda não há maneira de” curar “um indivíduo com HIV. Os pacientes precisam de drogas ou quimioterapia para o resto de suas vidas.

    “Este é um problema particular no mundo em desenvolvimento, onde apenas 50% das pessoas têm acesso a terapias regulares de HIV.

    “Se uma pessoa de repente deixa de tomar seus tratamentos contra o HIV, o vírus escondido nas células T de memória efetuada virá à vida e começará a produzir mais HIV e o vírus se espalhará por todo o corpo dentro de duas semanas.

    “Agora que identificamos onde o vírus competente da replicação está se escondendo, podemos começar a trabalhar para direcionar essas células com novas terapias destinadas a eliminar completamente o HIV do corpo”, concluiu o professor associado Palmer.

    • Thaís diz

      Olá!! Sou jornalista e hoje sabemos de vários trabalhos científicos sobre a não contaminação em relações de sorodiscordantes, com carga viral indetectável.
      Estou com uma matéria sobre viver bem com HIV e em busca de casais – sorodiscordantes -, para participar. Acreditamos que quanto mais falamos sobre o tema e levamos informações, menor o preconceito.
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  16. Solangedoenças diz

    Fui casada 3anos e foi assim que o hiv entrou na minha vida num momento que estava curtindo a maternidade fazendo planos e na correria de cuidar da família e emprego ele se quer teve a dignidade de falar eu desconfiei fui fazer o exame ele começou ficar abatido perdeu peso e foi assim que descobri ficaram muitas mágoas e desde então não me relaciono com ninguém foi uma situação muito difícil que deixou muitas marcas escolhi seguir sozinha e estou bem assim .Ele faleceu em 1991 cuidei dele até o fim eu mereço estar por aqui kkkkk curtindo meus netos bjs

  17. Diego Castro diz

    descobri o hiv saindo da adolescência, tinha 18 anos e namorei um rapaz por dois meses que viajou pra outro estado e tinha certeza que foi ele que me infectou,nunca senti raiva dele mas confesso que sofri muito e até hoje nunca contei nada a ninguém,tomo meus remédios escondido da minha família e quando percebo que posso me apaixonar por alguém eu “simplesmente” saio fora sofro até esquecer a pessoas que mexeu comigo sentimentalmente, tenho muito medo de contar por que moro numa cidade pequena e o preconceito e grande ,depois de alguns anos o rapaz voltou pra minha cidade para morar com a mãe e me contou da situação dele,que ele tinha hiv, tive medo de dizer que também tinha, a minha reação foi dar um abraço forte e dizer que ele poderia contar comigo pra o que precisasse, viramos grandes amigos, não guardei rancor por que apesar de novo eu também tive responsabilidade na minha infecção, nunca contei a ninguém apesar de passar por alguns perrengues como ter uma vizinha que trabalha no SAE da minha cidade me ver lá, entrei em panico e abandonei o tratamento por quase três anos, hoje em dia eu faço tratamento em outro estado, viajo de dois em dois meses para buscar minha medicação só pela neurose e panico de entrar no CTA da minha cidade

  18. Moreno+RJ diz

    Namoro há 5 anos com um parceiro negativo. Desde que me tornei indetectavel ele pediu para não usar o preservativo. Sigo meu tratamento tudo na maior tranquilidade.
    As neuroses do início da infecção ficaram no passado.

    • Thaís diz

      Olá!! Sou jornalista e hoje sabemos de vários trabalhos científicos sobre a não contaminação em relações de sorodiscordantes, com carga viral indetectável.
      Estou com uma matéria sobre viver bem com HIV e em busca de casais – sorodiscordantes -, para participar. Acreditamos que quanto mais falamos sobre o tema e levamos informações, menor o preconceito.
      Quem topar participar, pode me escrever. Agradeço também indicações. Meu contato:
      Thaís: thaisjo8383@gmail.com
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      Abs

    • SP+- diz

      Moreno+RJ,
      como seu infectologista lida com essa situação, ele te informou sobre possível blip ou rebote entre um exame de CV e outro e possível transmissão nesse caso?

      A infecto dele recomendou a PrEP e aderimos, mas pela experiência de ter tido relação praticamente diariamente sem preservativo por mais de 2 anos e sem contágio, me levo ao questionamento diário se faz necessário o uso do Truvada, se preciso de medicamento, se isso. Não vai me intoxicar a longo prazo sem necessidade, e se eu não estou tirando a vez de alguém que precise mais do que eu desses comprimidos…

      Quais são os soro-discordantes do blog que não usam preservativo e há quanto tempo o fazem sem medo.

      Confio mto na tarv mas a infecto fica assustando a gente com esse negócio de blip, rebote etc….

      • Mariah diz

        Estou num relacionamento discordante e não usamos preservativo. Sempre soube da sorologia e a um tempo optamos por nao usar. Continuo negativa e ele em tratamento.

        • SP+- diz

          Mariah um tempo atras vc pediu meu email, coloca o seu aqui eu te mando uma mensagem…

          Abraços

            • Thaís diz

              Olá!! Sou jornalista e hoje sabemos de vários trabalhos científicos sobre a não contaminação em relações de sorodiscordantes, com carga viral indetectável.
              Estou com uma matéria sobre viver bem com HIV e em busca de casais – sorodiscordantes -, para participar. Acreditamos que quanto mais falamos sobre o tema e levamos informações, menor o preconceito.
              Quem topar participar, pode me escrever. Agradeço também indicações. Meu contato:
              Thaís: thaisjo8383@gmail.com
              Explico melhor por email.
              Abs

  19. Dru diz

    Olá, gente.
    Um dia um pastor de uma igreja disse que se eu saísse da igreja (evangélica) eu morreria de AIDS numa cama, magro. E que na última hora eu reconciliaria de volta ao cristianismo.
    Anos depois fui infectado pelo vírus HIV e isso agora perturba a minha mente…
    Sinceramente, vocês acham que tem relação com essa “profecia”?
    Grande abraço a todos

    • SP+- diz

      Dru,
      Se vc não seguir o tratamento e for na conversa de que a igreja vai te curar do hiv anota aí, a profecia vai se realizar sim.

      Agora se vc se trata, esta indetectavel e segue hábitos saudáveis você nem vai ouvir falar de aids na sua vida, vai ter uma vinda longa e próspera, essa é a minha profecia *rs

    • Tiago diz

      Dru, talvez seu pastor fosse até dotado de alguma capacidade de antevisão dos riscos maiores de uma vida fora dos padrões mais rígidos da igreja, mas vale lembrar que 1) não precisa morrer de AIDS para morrer magro numa cama (amagrecer antes de morrer e morrer numa cama é bem normal no clico da vida humana) e 2) mesmo a “antevisão” não substitui “informação” e, como o SP+- falou, se você se tratar e cuidar, talvez viva mais que o pastor profeta, sem sofrer de AIDS, quer se reconcilie ou não com o Cristianismo.

    • Miguel diz

      uahuahauhauhauah não irmão, não mesmo tem hiv pq fez sexo mesmo, não por profecia. Mas entendo que não é zoeira seu comentário, na minha adolescencia eu, criado em uma familia espirita, tive um relacionamento com uma mulher 8 anos mais velha que minha família desaprovava, a ” espiritualidade” mandou dizer que eu tinha que ter esse relacionamento para não pegar aids rs…. anos depois me casei com ela. Peguei hiv rs; outra coisa engraçada, fui internado com uma pneumonia em estado critico e coma em decorrência da aids (foi assim que descobri), o médico me deu 7 dias de vida por causa de um derrame pleural, acordei no terceiro, voltei a andar no sétimo, não é engraçado mas o médico morreu primeiro.

      O que eu tô querendo dizer com o relato DIego? Absolutamente nada, pq a vida é assim, ngm sabe de nada meu irmão. Vamos seguir sem neuras.

      • AnonimoFer diz

        Olá Miguel, tudo bem?

        Vc tbm se infeccionou em relação sexual homem – mulher ?

        Pelo q ando lendo esse tipo de infecção anda bem comum.

        Tive uma companheira casual, casada. Não sabia q ela era portadora de HIV e acabei contraíndo, Descobri após isso q o vírus q adquiri é resistente ao EFZ. Ou seja, a pessoa já se medicava e em algum momento deixou de se tratar..

        O negócio é esse mesmo. Seguir sem neuras.

        • Tiago diz

          É AF, está na hora de meter na cabeça de uma vez por todas que HIV não atinge tanto homens que fazem sexo com homens, como atinge qualquer pessoa que não se proteja o suficiente.

          E sim, a bruxa parece estar solta. Vale lembrar que houve uma aceleração no aumento de número de novos casos, o que equivale a um rebote da epidemia, sendo que nem chegamos perto do nível indetectável.

        • Miguel diz

          sim AnonimoFer, foi relação hétero msm, maldito preconceito né, antes eu bradava que era doença de ” viado”! Vivendo e aprendendo rs

          Sobre ser resistente ao EFZ, ao menos agora temos uma medicação de primeira linha.

          Abraço!

    • Gil diz

      DRU,
      Não há, para sorte do mundo, profecia alguma de pastor algum. Até porque se ele profetizasse algo, gostando de dim-dim como gostam, profetizaria em favor dele ou de algum tolo milionário de mão aberta.
      Ele deve ter sacado algo de sua vida sexual e de seus hábitos e claro, jogou AIDS no meio, pois estes sanguessugas vivem do medo alheio para fidelizar clientes, ops, fieis.
      Na verdade, tome a sua medicação diariamente, fique indetectável que na certa, você vai no enterro desse pastor, um dia. Você vai viver mais que ele.
      Eu vou profetizar: tome sua medicação, coma direitinho, faça exercícios, tome muita água, transe com cuidado com sexo seguro (para não adquirir outras cepas de hiv ou outras IST) e bola pra frente, vá viver e, de preferência, com uma fé honesta e que te faça ser feliz, não ficar sob o chinelo do medo!

    • Meire Soldera diz

      Olá Dru, sinceramente, tire isso da cabeça.
      Acho que no caso, essa profecia vem no sentido de “castigo”, “punição”. “Se você sair da igreja, será castigado e pegará hiv”.
      Ninguém pega hiv por “castigo”.
      Um paciente me relatou semana passada que a avó disse que “ele tem hiv porque é gay e foi castigado”, isso o perturba.
      Mas conheço pessoa heterossexual que casou-se virgen por preceitos religiosos e foi infectada pelos parceiro, isso é castigo?
      Conheço também mulheres que foram infectadas pelos maridos que tinham relações sexuais extra conjugais sem preservativos. Isso é castigo?
      E quem tem hiv por transmissso vertical, é castigo?
      Meu querido, não se culpe e sim se cuide e seja feliz!

      Grande Beijo! 😘

  20. Arthur diz

    Minha maior preocupação hoje é só ficar sem a medicação. O resto tá “tranquilo e favorável” 🙂

    • Thaís diz

      Olá!! Sou jornalista e hoje sabemos de vários trabalhos científicos sobre a não contaminação em relações de sorodiscordantes, com carga viral indetectável.
      Estou com uma matéria sobre viver bem com HIV e em busca de casais – sorodiscordantes -, para participar. Acreditamos que quanto mais falamos sobre o tema e levamos informações, menor o preconceito.
      Quem topar participar, pode me escrever. Agradeço também indicações. Meu contato:
      Thaís: thaisjo8383@gmail.com
      Explico melhor por email.
      Abs

  21. AnonimoFer diz

    Sol, tudo bem?

    Fico feliz que histórias como a minha seja aprecidada por outras pessoas na mesma situação que Eu.

    Mas tenho medos tbm. A minha namorada já pensou que deveria contar para alguém, para desabafar. Mas mudou de ideia, mas isso me deixou apreensivo, não sei como a familia dela receberia a noticia. Também nem penso como seria caso a gente terminasse, eu sei q ficaria com medo de minha sorologia ser alastrada por ai… mas não quero viver com esses medos e deixo rolar. Outro ponto fraco é referente a amigos e trabalhos. Sei q existem pessoas que colocam até na rede social a sorologia. Eu não sei como seria se fizesse isto..

    Bom, o negócio é Viver dia após dia e lutar com o que aparecer no caminho.

    Abraços.

    • Miguel diz

      eu não contaria pra ngm, é o primeiro ponto, o segundo é vc não transmite se estiver tratando, logo não alastra porra nenhuma. No geral vc eh mais saudável que a imensa maioria.

    • SP+- diz

      Conte pro psicólogo, terapêuta etc.

      Abrir o jogo pode virar uma bomba relógio.
      O virus vc controla com a TARV, a língua ferina vc não consegue cortar….

  22. Moreno+RJ diz

    SP+-, meu infectologista nunca apoiou o sexo sem preservativo msm numa relação estável sorodiscordante. Na verdade através da análise de artigos científicos que eu e meu namorado resolvemos não usar o preservativo. Sobre os blips ainda não visualizei isso nos meus exames. Desde que ficou indetectavel permanece assim.

    • Miguel diz

      Poucos infectos apoiam, virei amigo do meu infecto, amigo de mesa de cerveja, ele frequenta minha casa e quando já tá meio bêbado solta as pérolas, ele básica mente não apoia meio que pra tirar o dele da reta.

    • SP+- diz

      Então Moreno+_RJ,
      o que q a nossa infecto diz é que os exames de CV são mto espaçados, média de 6 meses, e o blip pode acontecer entre eles e voltar ao indetectável no próximo exame.

      O receio é justamente ocorrer o contágio nesse meio.

      Por isso pergunto queria mais relatos.
      Porque se a gente for considerar a pesquisa PARTNER, houver ZERO transmissão, ao meu entender alí deve ter tido blip, rebote etc e não houve contágio.

      Mas eles insistem em dizer que não houve contágio daqueles que estavam indetectáveis.
      Fica nebuloso prá mim se eles desconsideram como indetectável aqueles que tiveram um rebote e acusou no exame acima de 400 cópias…

      Confuso não é?

      • Tiago diz

        SP+-, que me corrijam se estiver em erro, mas se entendi correto, quem tenha sofrido de um rebote durante o estudo, acabou sendo excluído dos dados finais:

        “Couples were only included in the final analysis when the most recent viral load for the positive partners was undetectable – defined as <200 copies/mL.”
        Link: http://i-base.info/htb/30108

        • SP+- diz

          Isso que eu quis dizer Tiago, entendi da mesma forma.

          Então de certa forma tem um furo na informação, porque ela tem duas facetas.

          Sim, indetectável não transmite. Sim foi ZERO o numero de transmissão de indetectável para soronegativo. Massssss esse ZERO somente enquanto indetectável, ou seja blipou ou deu rebote ta fora da pesquisa.

          Dessa forma não consigo entender nesse cenário até quantas cópias esse blip ou rebote, suporta sem transmitir. Será que o vírus durante um blip ou rebote fica enfraquecido ao ponto de continuar instrasmissível durante esse período até voltar ao indetectável (já que a tarv continua sendo seguida pontualmete)?

          E ai que entra a minha dúvida. Até aonde se pode ficar sossegado num relacionamento estável quanto a transmissão ao tirar a camisinha de jogo?

          Queria que o assunto se possível fosse tratado sem julgamento. Não vamos falar apenas em sacanagem, mas existem outros fatores que fazem com que as pessoas deixem de usar preservativo num relacionamento, alergia ao material é apenas 1 deles prá citar.

          Passamos 2 anos sem usar, ele indetectável há 3 anos no 3em1, tivemos relação de toda forma possível e não deu em nada. Agora entrei na PrEP, mas levanto o questionamento justamente por ter a imensa dúvida se tenho a necessidade de tomar o Truvada, ou mesmo se eu não estou tirando a oportunidade de 1 pessoa entre as 7mil “vagas”, de se prevenir da infecção…

          O assunto é pertinente ao post inclusive. Porque ele tem esse receio de me transmitir. E eu tenho o receio do peso que essa transmissão pode ter sobre ele acima de tudo, somado a própria sorologia.

          • Rômulo diz

            SP+- ,

            Também estou na mesma, falei para meu parceiro pesquisar sobre rebote/blip e decidir se vai ou não tomar a PreP.

          • Tiago diz

            Pois é SP+-, sinto o mesmo relativamente ao estudo PARTNER, sobre ter “um furo na informação”.

            O estudo PARTNER apenas confirma que não existe transmissão enquanto o parceiro positivo está indetectável, mas como excluíram da pesquisa quem sofreu rebote, isso acaba potencialmente mascarando a possibilidade de transmissão durante o rebote. Entre os que sofreram rebote, houve falhas no tratamento? Entre os que sofreram rebote e por isso foram excluídos, houve transmissão? Infelizmente, isso o estudo não nos responde. Se por um lado esses resultados “potencialmente mascarados” nos ajudam a diminuir o estigma, por outro lado não nos ajudam a decidir sobre eventuais riscos e proteção do parceiro negativo.

            Não existe um estudo que nos diga “quem está em tratamento não transmite”. Existe apenas um estudo que diz que quem está em tratamento não transmite enquanto permanecer indetectável. Na eventualidade de um blip/rebote, a verdade é que não sabemos e não existe informação. Sabemos apenas o que a ciência nos diz que, acima de 200 cópias, já existe risco de transmissão.

            Complicado. Eu arriscaria dizer que seguro, só com PrEP mesmo.

            • SP+- diz

              Rômulo e Tiago,
              eu estava pendendo largar a PrEP e ceder a “vaga” prá alguém que se relacione com soroquestionáveis mas analisando e pensando estamos com informações rasas o suficiente prá colocar o risco em pauta.

              Já basta o peso do diagnóstico, não quero que ele tenha sobre os ombros o peso da transmissão que deve ser ainda mais tenso ao meu ver.

              Tiago leu meu pensamento, a informação passada a torto e a direita pelo estudo PARTNER ajuda e mto a quebrar estigma, mas prá nós de dentro que vivemos relacionamentos soro+- gera a insegurança se analisado por este prisma, o qual eu não enxerguei por meses. Bom que fique entre nós, ao menos.

              Rômulo eu incentivaria seu companheiro a usar da PrEP, se estiver em SP me passa seu email que eu te dou umas dicas prá vcs começarem logo.

              Tive zero efeitos colaterais, a dosagem é baixa e a infecto me assegura que a toxidade é baixa mesmo a longo prazo. Ela me disse que beber aos finais de semana é mais tóxico do que o Truvada em si.

              Realmente meus exames estão ótimos, e TGO, TGP e Creatinina tem até diminuído acho que após começar com a PrEP ainda melhorei meus hábitos alimentares, fora o acompanhamento por infecto para o casal, exames de rotina etc, torna mto mais acessível o assunto em casa.

              A cereja do bolo vem no sexo, melhor do que nunca e sem encanações 🙂
              Truvada, seu lindo S2

              • Rômulo diz

                Sou do RJ.

                O problema n é a toxidade e sim a alergia agressiva que meu parceiro tem a maioria dos medicamentos, ele tomou por 30 dias o PEP e já teve algumas reações… então por isso ele alega confiar no “PARTNER”.

                Ouso a dizer que o HIV é “menos pior” que a pele problemática do meu parceiro que reage a tudo kkkkkkk…

                Eu, por precaução, já sugeri terminarmos e livra-lo desta preocupação mas ele insistiu que não ia desistir de nós por causa do HIV que era algo muito pequeno como motivo, então deixei quieto e se acontecer de ele ficar positivo em algum “rebote/blip” ele estava ciente do risco e aceitou seguir assim mesmo.

                Enfim, eu já não esquento mais a cabeça mas comentei a respeito pois vc n é o único com esta pulga atras da orelha… e suponho que la fora tenha quem questione aos responsáveis pelo estudo a respeito.

                E lembrando que quando eu estava com mais de 1 milhão de CV, eu não transmiti para meu parceiro… ou foi sorte ou talvez ocorra com mais frequência em quem é “+” há muito tempo.

                • SP+- diz

                  Rômulo,
                  fiz a PEP no passado e tive reações horriveis, gastrointestinais, rush cutâneo e outras.

                  A medicação da PEP realmente é mto forte e todo mundo que conheço que usou passou muito mal, tenho conhecidos que até desistiram no meio tamanho os efeitos colaterais.

                  Mas vcs tb estão certos, se não confiar nas pesquisas a que mais vamos nos agarrar?!

  23. Vic diz

    Pessoal, esse final de semana foi uma tormenta na minha família, sou de uma família de 3 irmão homens e mais 1 mulher. No sábado, minha sobrinha de 18 anos contou para a minha cunhada e meu irmão que tem HIV, na mesma hora meu irmão saiu de casa e ligou para a minha mãe desesperado dizendo que precisava dela e que queria conversar, então que nos reunimos todos nós para saber do que se tratava. Descobrimos assim que nossa princesa com apenas 18 anos estava com HIV, foi um choque para todos, mas ela foi guerreira desde do inicio. A descoberta se deu a partir de um exame feito em um pronto atendimento, por conta de umas feridas que tinham aparecido no pênis do namorado dela na época, então o médico que atendeu ele perguntou à ela se ela não queria fazer o exame de HIV também, já que o namorado teria que fazer também no momento. E quando veio o resultado deu positivo pra ela e negativo pra ele. Ele deu total apoio a ela e ela iniciou o tratamento a partir daquele momento. O médico dela após uma série de exames constatou que ela havia contraído o vírus à mais de 1 anos após a descoberta, ou seja lá pelos 14 anos ou 15 anos a mesma já havia sido infectada e não sabia. Ela nos contou que manteve relação sexual apenas com 3 homens. O que ela perdeu a virgindade aos 14 anos, outro que teve uma relação a curto prazo e o ex namorado dela na época que soube e deu total apoio ao seu tratamento, ficando com ela mesmo sabendo da doença. Eu sou estudante de Serviço Social, e já tive a oportunidade de estagiar em uma ONG para menores com HIV, foi uma experiencia unica, e que hoje eu me tranquilizo e tendo passar todas as informações que eu tenho e que claro vou buscar a cada dia para apoiar não somente ela, mas minha família, já que todos nós somos unidos e nunca pensamos em passar por isso. Ela foi uma guerreira desde da descoberta com 16 anos ainda, e tentou guardar isso até hoje para a família também por medo de ser julgada e apontada, porque sabemos que a nossa sociedade é muito preconceituosa. Eu sempre acompanhei o blog na época do meu estagio, gosto do assunto, já fiz o exame por curiosidade e preocupação, e graças a DEUS deu negativo. Vim hoje aqui relatar esse acontecido pra vocês, pois é algo que nos assombra, mas eu sei que vamos passar por isso juntos e firmes como sempre fomos. Unidos somos mais fortes! Fica aqui meu depoimento, e que todos que venham descobrir isso, não leve isso como uma sentença de morte ou algo que você acha que foi escolhido, essa doença não escolhe ninguém, pode ser pobre, rico, branco ou negro. Ela simplesmente vem da onde menos espera, só tenhamos cuidado ao nos relacionar, usando preservativo sempre. Deus nos abençoe, e força pra nós sempre!!!

    Forte abraço aos leitores 🙂

  24. AnonimoFer diz

    Olá Miguel, tudo bem?

    Vc tbm se infeccionou em relação sexual homem – mulher ?

    Pelo q ando lendo esse tipo de infecção anda bem comum.

    Tive uma companheira casual, casada. Não sabia q ela era portadora de HIV e acabei contraíndo, Descobri após isso q o vírus q adquiri é resistente ao EFZ. Ou seja, a pessoa já se medicava e em algum momento deixou de se tratar..

    O negócio é esse mesmo. Seguir sem neuras.

  25. O bom de ler um artigo como esse é saber que as pessoas tem os mesmos pensamentos e medos que eu…Des de que descobri em maio desse anos que tento levantar a cabeça e deguir em frente doi saber que por um erro ou erros seu sua vida nunca mais sera a mesma e de uma maneira ou outra eu jogo minha frustração e revolta em cima do sexo!! Nunca mais tive nenhuma relação sexual ou afetiva e não me imagino tendo e precisando contar da minha atual situação é o que acho correto fazer! Vivo tentando ficar viva pra cuidar do meu filho e só depois de longos meses hoje peguei minha medicaçâo e começo hoje a tomar!! Que o amanha venha ser melhor do que hoje…

    • SP+- diz

      silvaamigasolitariacarioca,
      a gente tem que ser como um rio e não como uma rocha.

      O que vc aprendeu com o passado não deixe se repetir no futuro.

      Não limite-se, não deixe de fazer sexo ou qualquer outra coisa por causa de um virus que vc vai suprimir com o tratamento e deixar ele lá trancadinho num cofre aonde você pode manter sem ninguém precisar ficar sabendo.

      Seja mais que o um vírus desativado vagando sem propósito!

    • Rômulo diz

      Depois que vc ficar indetectável vc pode voltar a viver como antigamente !

      Sobre contar ou não, acho que só deve se achar que precisa… e convenhamos que só pessoas bem instruídas e de mente aberta que vão aceitar, então o vírus vai te ajudar a filtrar pessoas que valem a pena ou não…

      Ao invés de focar só nos aspectos negativos, tenta olhar aspectos positivos disso !

  26. Moreno+RJ diz

    Segundo estudos científicos cv indetectavel ñ transmite. Tem q seguir o tratamento sempre.

  27. Pedro diz

    O problema é em especial a natureza da transmissão do vírus uma vez que vc introduzir meios de prevenção como camisinha, prep e pep no mundo todo onde temos diferentes culturas e diferentes realidades e diferentes necessidades e línguas e tudo é muito desafiador! A cura tem que vim pois nunca vai acabar o HIV nem com vacina, nem com camisinha nem com prep, pep ou seja lá mais o que queiram fazer para evitar. Essas pessoas têm que entender que o sexo sem camisinha é algo como comer carne, frango e beber água! Sempre terá pois faz parte da natureza humana.

    • Miguel diz

      fico feliz em discordar em partes, apesar de não ser adepto do preservativo, não como carne, tenho amigos que nunca transaram sem camisinha. Tudo depende.

  28. Amarilis diz

    Oi pessoal. Descobri ser soropositivo dia 17/08. Iniciei a medicação no dia 20/09 sem os resultados de CD4/CD8 pois pelo SUS estava demorando demais para chamar para as coletas. Fui chamada para coleta dos exames para cd4/cd8 no dia 26/09, ou seja, 09 dias após iniciar o tratamento. Os resultados saíram apenas hj e foram os seguintes: CD4 875 e carga viral indetectável. O médico diz que estou indetectável porque fui contaminada a menos de 6 meses…e que não deu tempo do vírus contaminar o sangue…e que provavelmente meu marido que faleceu no dia 18/08 deveria estar a mais tempo infectado, e devido ao seu enfraquecimento se transformou em AIDS e me contaminou nesse período. Alguém passou por isso também, de iniciar o tratamento com o vírus indetectável?

    • Caio PE diz

      Você pode ser uma progressora lenta ou uma controladora de elite. Ou então sua CV era tão baixa que, com 9 dias de tratamento, já “indetectou”. Normalmente quem tem contaminou deveria ter uma CV bastante elevada e isso aumenta, e muito a transmissão. Mas isso não importa mais. O mais importante você já está fazendo: se tratando corretamente.

      • Amarilis diz

        Obrigada Caio PE. Meu marido estava com uma infecção no intestino e sendo tratado para isso. Fizemos todos os exames…com resultados TODOS bons, normais…exceto um…que foi o último que ele fez, o de HIV…e quando descobrimos foi tarde demais para ele. E “felizmente” cedo para mim. Após seu enterro, fui fazer o meu e deu positivo. Vivi dois lutos, o dele e o meu…e o que ficou agora são dúvidas…como ele se contaminou, porque comigo…enfim…um relacionamento de quase 8 anos. Mas agora já não importa! Sou leiga em tudo sobre o vírus e confesso que praticamente só leio este blog pois alguns que li principalmente quando descobri a sorologia me deixavam apreensiva e com medo…estou aprendendo tudo ainda. Vou pesquisar sobre progressora lenta ou controladora de elite…não faço ideia do que seja.

        • Gil diz

          OLÁ AMARILIS,
          Algumas pessoas possuem uma traço genético que controla o vírus e ele fica indetectável ou num limite muito baixo por toda a vida ou por muitos e muitos anos, sem provocar a doença, provavelmente nunca causando mal. São os controladores de elite. Outras pessoas tem o corpo resistente para a infecção do HIV e conseguem manter por muitos anos a carga viral muito baixa, mas um dia podem desenvolver a doença, se não tratarem. São os portadores de HIV com progressão lenta. O que seu médico te informou de que o vírus não contaminou o sangue (após 6 meses não faz lá muito sentido, pois os anticorpos do HIV estão no sangue, E pesquisa-se inicialmente a presença destes anticorpos para HIV.
          Tome a medicação diariamente, faça exames semestralmente, tire as paranoias da cabeça. Só lhe garanto uma coisa: é sim, mais tranquilo, muito mais fácil do que todo o drama que vemos por aí. Você vai viver normal, só terá de tomar a medicação e controlar as taxas sanguíneas, numa periodicidade entre semestral e anual. E viva bem, só isso.
          Abraço

          • Amarilis diz

            Oi Gil, na verdade o que ele falou mesmo foi vírus fora de circulação, “adormecido” somente dentro das células. Obrigada pelo esclarecimento. Abraço.

  29. Miguel diz

    seu infecto tá correto, menos em estipular o prazo, mas tá correto em dizer sobre vc não ser detectável e tudo mais; o enfraquecimento do seu ex-marido devido ao hiv realmente pode e deve tê-lo feito desenvolver aids, no geral só não esteja preocupada.

    tá tudo bem.

    • Amarilis diz

      Obrigada Miguel. Ele me falou, o que podemos fazer estamos fazendo, que é o tratamento certinho. Não tive nenhum efeito colateral, nada. Tenho medo com o passar dos anos…mas torço que não. Porém ele me alertou que o único que foge ao meu controle é a ignorância das pessoas com relação a portadores do HIV e o preconceito…infelizmente!

      • Thaís diz

        Olá, Marilis!!
        Sou jornalista e hoje sabemos de vários trabalhos científicos sobre a não contaminação em relações de sorodiscordantes, com carga viral indetectável.
        Estou com uma matéria sobre viver bem com HIV e em busca de casais – sorodiscordantes -, para participar. Acreditamos que quanto mais falamos sobre o tema e levamos informações, menor o preconceito.
        Quem topar participar, pode me escrever. Agradeço também indicações. Meu contato:
        Thaís: thaisjo8383@gmail.com
        Explico melhor por email.
        Abs

  30. Mark diz

    Faço tratamento há 4 anos, tenho um parceiro (negativo) há 3 anos,,e contei minha situação desde o princípio. Foi um choque pra ele, mas o amor falou mais alto e ele não me abandonou,, inclusive é ele quem cuida de pegar meu medicamento e verificar minhas vacinas e consultas.
    Não usamos camisinha a muito tempo pois sou indetectável desde o começo.
    Único problema q eu tenho depois do HIV , é ter que ir no CTA(ISSO É TERRÍVEL PRA MIM),,, mas como ele faz isso por mim geralmente, eu nem lembro q tenho isso… Vivo super normal, surfo, malho, saímos a noite as vezes, trabalho,,E VOU VIVER ATÉ QUANDO DEUS QUISER!

    • Thaís diz

      Olá, Mark!!
      Sou jornalista e hoje sabemos de vários trabalhos científicos sobre a não contaminação em relações de sorodiscordantes, com carga viral indetectável.
      Estou com uma matéria sobre viver bem com HIV e em busca de casais – sorodiscordantes -, para participar. Acreditamos que quanto mais falamos sobre o tema e levamos informações, menor o preconceito.
      Quem topar participar, pode me escrever. Agradeço também indicações. Meu contato:
      Thaís: thaisjo8383@gmail.com
      Explico melhor por email.
      Abs

    • AnonimoFer diz

      Show cara, estou nessa há 4 meses.

      Minha namorada tbm é negativa. Mas a gente usa preservativo pois ainda nao estou indetectável, mas espero chegar lá e quem sabe voltar a nao usar camisinha, ae vezes.

      Pego onda tbm, melhor hora do dia e esqueço de vez o vírus qdo estou no mar.

      Aloha.

      • Mark diz

        Cara,, surfar será sem dúvida a melhor terapia,,, com o passar do tempo vc irá entender melhor como tudo funciona e não terá tantos grilos,,, boa alimentação, esporte, e mente bem ocupada é 90% do tratamento , os outros 10% é não esquecer de tomar o remédio e estar em dia com as vacinas e consultas . Boas ondas camarada 🤙😎

  31. viver+ diz

    Excelente matéria mas, não vejo diferença entre os medos e fantasmas dos portadores aqui no Brasil e no Reino Unido.
    Eu sou indetectável desde 2015, sei que o risco de transmitir é mínima e sei da minha responsabilidade como indivíduo e portador em fazer meus controles e manter o tratamento para evitar a disseminação do virus, mas acredito que poucos que NÃO são portadores entendem a importância de ser indetectavel.
    A população não está preparada para saber que está se relacionando com uma pessoa soropositiva, mesmo sendo indetectável, e por isso particularmente ainda me sinto bloqueado para assumir para alguém que sou soropositivo, principalmente quando sou questionado porque só tenho relação com presevativo …. já ouvi algumas vezes: você não confia em mim ou TEM ALGUMA DOENÇA??? e assim começa o término de todos os relacionamentos.
    Enfim… Não tenho grandes esperanças sobre a cura para o HIV, mas tenho esperança da cura contra a falta de informação e contra o PRECONCEITO.
    Assim sigo vivendo minha vida, sem poder amar alguém de verdade desde meu diagnóstico porque ainda não tive uma boa experiência sobre aceitação do ” meu estado de portador”.

  32. Obrigado a todos pelos comentarios!!! Não é facil a aceitação,os medos e as duvidas mas como tudo na vida uma hora melhora …. demorei 05 meses pra começar meu tratamento e des do dia 30/10 comecei com a medicaçao que eu tanto temia!! Graças a Deus não tive nenhum tipo de reação!! Sigo caminhando e lutando vivendo um dia de cada vez,um dia as coisas mudam e conseguirei encarar tudo isso com mais facilidade! Obrigado pelo apoio de todos !!!

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