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Meus sete anos de diagnóstico

Sabe, parece que tudo começou naquela tarde, em dezembro de 2015. Atravessei os corredores brancos do hospital e, finalmente, avistei meu avô. De dentro do quarto, com os tubos presos ao nariz, ele virou o rosto em direção à porta de entrada, e me viu. Como sempre fez, sorriu. Me cumprimentou com um apelido carinhoso, que dito por qualquer outra pessoa seria xingamento. Estava deitado na cama do hospital, levemente reclinada para não pressionar seus frágeis pulmões, dos quais apenas um funcionava e em 15% de sua capacidade. Seu câncer voltara. Aparentemente, os anos sem fumar desde a remoção de quase todo um pulmão afetado pelo primeiro tumor maligno, não foram suficientes para evitar a recidiva da doença, agora no pulmão remanescente. Toda uma vida de cigarros, contra alguns anos sem. Eu ainda era pequeno quando disse a ele para parar de fumar. Mas ele não me escutou. Ao invés disso, escutou o tumor, que só se comunicou quando já era tarde demais.

“— Tem histórico de câncer na família?”, me perguntou o meu médico, Dr. Esper Kallás, em uma de nossas primeiras consultas, no ano de 2011, enquanto preenchia em seu computador uma ficha de saúde inicial a meu respeito.

“— Meus dois avôs tiveram câncer de pulmão”, respondi, “mas porque fumaram muito.”

“— Veja, Jovem: o fato de seus avôs terem fumado é um agravante, sem dúvida, mas preciso anotar isso no seu histórico mesmo assim.”

O doutor não explicou muito mais, não porque não gostasse de fazê-lo, mas porque não houve nenhuma pergunta adicional da minha parte. Eu compreendi que tratava-se de uma predisposição genética apenas digna de nota, sobre uma doença talvez menos compreendida que o HIV. A velha história que muitos fumantes contam sobre os fumantes que nada sofrem em decorrência do cigarro, mas alguns sofrem.

Ali, naquela consulta com o Dr. Esper, em 2011, não era isso o que me preocupava. Minha atenção não estava voltada ao câncer dos meus avôs, mas ao meu próprio estado de saúde, com baixa a contagem de CD4 e os terríveis efeitos colaterais que eu ainda sofria com os antirretrovirais, Kaletra e Biovir. Não pensava noutra coisa e nem sentia nada além de mau estar, desde o meu diagnóstico positivo para o HIV, que se deu às 9 horas da manhã do dia 18 de outubro de 2010 — hoje, exatamente a sete anos atrás. Eu ainda me lembro bem deste dia.

Acordei, passei um café e comi uma torrada, com manteiga por cima. Pela janela do apartamento, lembro do vento chacoalhando as folhas das árvores na rua. Sentei diante do computador. Ao lado dele, a pilha de papéis com afazeres e, no topo, o protocolo da entrega de resultados do laboratório, do primeiro checkup geral que fazia em minha vida. “Devem estar prontos”, pensei comigo. Entrei no site do laboratório e preenchi meus dados. Apertei enter. Comecei a percorrer as páginas, uma a uma. Hemograma, ferro, colesterol, triglicérides, glicose — todos os resultados vinham com um valor de referência ao lado, indicando o que era esperado para os padrões saudáveis. E meus números estavam dentro destes padrões: eu era saudável! De certa forma, isso até me surpreendia e, no fundo, ressoava como um presente dos deuses, os quais eu sequer venerava, mas que deveriam estar satisfeitos comigo. Um sinal de que a rebeldia da juventude deveria ter mesmo que chegar ao fim, sem cair em tentação de experimentá-la novamente.

Adiantei mais umas páginas na tela do computador, chegando quase ao final, onde já avistava meus níveis de ácido úrico, sódio, cálcio, fósforo, potássio, T3 e T4. Toda a minha boa conduta do último ano traduzida ali, em contagens de células, percentagens e microgramas de enzimas, vitaminas e minerais por decilitro de sangue. Todos números bons, exames com bons resultados. Todos! Todos, exceto um. Ao final da lista, o último resultado, na última página de todas. O último exame realizado, com o título “Anticorpos anti HIV1/HIV2 e antígeno p24”. Resultado: “reagente”.

Quando recobrei a consciência, estava de pé. A cadeira do escritório achava-se caída ao lado da escrivaninha, com a página do laboratório ainda aberta na tela do computador. As batidas do coração faziam vibrar tanto a jugular que e era possível escutar essa pulsação pela parte interna dos ouvidos. Corri para a janela, agonizando por mais ar. Inspirei com força, percebendo que o oxigênio que entrava nos pulmões não era suficiente. Acho que cheguei a tremer. Esforcei-me mais um bocado para respirar, e um ruído rouco ecoou de dentro do peito, como o de alguém que toma fôlego depois de quase se afogar — o mesmo barulho que meu avô faria, anos depois, naquele leito do hospital.

Demorou algum tempo para que eu dissociasse o HIV da morte, não porque achasse que morreria de aids — o que nunca achei —, mas porque, seguindo o conceito de doença crônica e incurável, porém tratável, que me explicaram na altura do diagnóstico, incomodava-me a ideia de que eu carregaria este vírus até o momento da morte, independentemente de tê-lo inerte pelos medicamentos. Mesmo incapaz de replicar, o HIV é um replicante — tal como o de Blade Runner: uma ameaça com expectativa de vida eterna, que demanda constante luta dos agentes mais avançados da biotecnologia. Diferentemente de 1982, ano em que foi lançado o primeiro Blade Runner e em que a aids ganhou o nome de aids, hoje os antirretrovirais existem e são capazes de domar o HIV, com sua eficácia sendo progressivamente aprimorada desde seu advento, em 1996. Assim como no filme é impossível diferenciar os humanos dos androides replicantes, a olho nu, também é impossível distinguir entre soropositivos e soronegativos. Ambos experimentamos os mesmos sentimentos. E, dentre estes sentimentos, parece haver um incômodo: afinal, por que é que incomoda ter um vírus que, com o devido tratamento, não causa mais o que poderia causar?

Acho que esse sentimento pode diminuir ao acompanhar mais de perto os estudos científicos, percebendo a cura do HIV como um dia possível — para todos nós, e não só para o já curado Timothy Ray Brown, o “Paciente de Berlim”. Quem sabe, estes esforços contra o HIV sejam alcançados antes de 2049 e, então, este vírus deixe de ser tão definitivo, como uma tatuagem ou uma cicatriz, e se torne mais efêmero, como tantas coisas que experimentamos na vida, a própria vida sendo uma delas. Não é curioso como apreciamos a permanência de tatuagens e até cicatrizes, enquanto abominamos a persistência do HIV? Talvez a resposta tenha a ver com algum impulso de sobrevivência, algo instintivo, parte da nossa genética — muito embora, é verdade, tenhamos nesta mesma genética cerca de 100 mil pedaços de DNA oriundos de retrovírus, família viral que inclui o HIV, compondo estimados 5 a 8% do genoma humano.

Saindo do hospital, deduzi que aquele dia seria o último dia de vida meu avô. Talvez, um pressentimento, atento aos seus decrescentes sinais vitais, sutis, que decerto contrastavam com sua aparente boa disposição.

“— Toda vez que você vem me visitar, eu fico mais forte”, dissera ele, num tom animador mas, ao mesmo tempo, tão semelhante à uma despedida.

Esta foi a última frase que escutei de meu avô, o que quer dizer que minha visita não o deixara de fato mais resistente. Ele não se foi naquela noite, mas cinco dias depois. Durante toda sua doença, o câncer que acometera pouco a pouco seus dois pulmões, ele jamais reclamara de nada e, para surpresa dos médicos, sequer dizia sentir qualquer dor. Estava sempre bem disposto. Era nisso o que eu pensava enquanto ajudava o senhor da funerária a transferir o corpo de meu avô para dentro do caixão, já recheado de flores. Seu paletó preferido estava perfeitamente alinhado, com os cabelos para trás, elegante, tal como ele sempre gostara de aparentar. Assinei o papel do hospital pelo reconhecimento do corpo e, em seguida, outro, autorizando a transferência para a capela onde seria feito o velório.

“— Seu avô era um homem incrível”, disse algum amigo de meus tios, quando veio me cumprimentar. “Sempre com sorriso no rosto.”

“— Tantas vezes ele nos buscou nas festas. Estávamos sempre embriagados e ele nos dava carona até uma padaria, onde pagava uma xícara de café para todo mundo, antes de nos deixar em casa”, contava outro.

“— Sempre sorridente!”

Pouco a pouco, o espaço do velório encheu-se com mais pessoas do que poderia ali caber. Enormes coroas de flores não paravam de chegar e, por serem tantas, tiveram de ser acomodadas na sala ao lado. Tampouco cessavam os elogios, de cada uma das pessoas que vinha ali se despedir de meu avô.

“— Ele era demais!”, diziam. “Adorava e aproveitava mesmo a vida!”

Foi então que o padre começou uma prece, dizendo qualquer coisa que não me recordo bem. Todos abriram um círculo. Meus tios, meu primo e eu fechamos a tampa do caixão; contamos até três e, num único movimento, apoiamo-lo em nossos ombros. Demos um passo, em direção à saída da capela. E mais outro. A marcha fúnebre começou a tocar. Então, ecoou-se uma palma e, tão logo, mais outra. Uma salva de palmas, cada vez mais alta. Não demorou para que todos os ali presentes, de pé, celebrassem aquela despedida.

“— Vai, senhor F.! Vai em paz!”, gritavam, enquanto carregávamos o caixão. “Grande vida, senhor F.! Grande vida!”

Uma fila de pessoas alinhou-se atrás do carro funerário, incessantemente aplaudindo meu avô. E foi assim que ele foi enterrado: num dia de sol e céu azul, com tantas palmas que mais faziam parecer o som de uma chuva. Em sua lápide, conforme ele havia pedido, constava escrito uma nota de seu bom humor:

Aqui jaz, muito a contragosto, F. A. L.

Eu nunca soube ao certo se meu avô teve conhecimento do meu diagnóstico positivo para o HIV. Presumo que sim. Este foi um assunto que jamais conversamos, eu e ele, assim como tantos outros assuntos. É como se, para ele, certas coisas, especialmente as doloridas, fosse melhor não conversar. Como se fosse melhor deixar passar e, com otimismo, encarar aquilo que há de melhor em cada momento, deixando para a vida e para o tempo tratar das coisas que são ruins. Como advertência, é bom o leitor saber disso.

Foram poucas as vezes em que falei, aqui, dos momentos em que despertava no meio da noite, sem respirar tão bem. Isso acontecia especialmente nos primeiros meses após o diagnóstico, mas não apenas. Quando acordava, me perguntava: por que é que eu estava tremendo? Era como se estivesse com frio, mas, quando bebia a água da geladeira, a tremedeira passava. Acalmava. Uma vez que a água estava fria, não poderia estar tremendo de frio. Era outra coisa, mas não frio. Por outro lado, parecia tanto ser um frio — então, de onde ele veio? Se veio de dentro, deve ser medo. Se veio de fora, veja, o termômetro marca 19ºC: não parece estar tão frio assim para tanta tremedeira. Tampouco a falta de ar. Então, será que é mesmo medo? Se for, é medo de quê?

Por alguma razão lógica que eu não sei bem explicar, parece que o medo não pode simplesmente aparecer sem, antes, ter vindo de algum lugar. O instinto diz que o medo vem de algum lugar. Isso não é fato provável, com provas físicas e materiais, como tantas das quais lemos a respeito do HIV, mas é um fato sentido, daquelas coisas que apenas se sente e se sabe que é verdade. A única exceção é se existir uma razão psicoquímica para este frio, ou este medo — nesse caso, será que podemos culpar o Efavirenz ou outro antirretroviral? Quem sabe, também pode ser culpa da trilha sonora, o que indica que é melhor trocar o disco — será que não é melhor escutar algo mais tranquilo?

Se não for culpa da música, aí sim é culpa do sexo. Aquele que você não fez. Ou, quando fez, e sem proteção, levou-te ao HIV — lembra-se? Aposto que sim. Então, agora, o fato é que você não está mais aqui, no momento presente. Está lá, na imaginação da memória, porque é simplesmente impossível a memória vir sem atravessar a imaginação — é ela quem acende a sua memória, toca-a, lê o que nela está escrito e, em seguida, reproduz tudo aquilo que leu em uma tela de cinema que existe aí, dentro de você. Repare, esta tela de fato existe. Então, sente-se na poltrona do seu próprio cinema e, por fim, pergunte-se: o que é que você quer ver nessa tela?

Parece que, agora, já posso olhar para a minha infância como algo do passado, porque ela já acabou. Finalmente. Agora, começa a infância de outra pessoa, que está a caminho. Meu filho. Concebido através do sexo protegido por antirretrovirais — os mesmos que salvaram a minha vida durante este últimos sete anos e, conforme me explicou o doutor, continuarão salvando até o meu fim ou, quem sabe, até o advento da cura. É menino, como acabo de saber. Me olho no espelho e já vejo alguns poucos cabelos brancos, parecidos com os tantos que meu avô tinha. Sorrio, ao pensar em toda essa história e concluir que, afinal, toda minha infância, incluindo a juventude, foi uma grande aventura. Sem tatuagens, mas com cicatrizes. Alguns medos e algumas alegrias. Da maioria das coisas que experimentei, efêmeras, ficaram mesmo no passado. A mais duradoura parece começar agora: ser pai, algo que não vai mudar até o fim dos meus dias.

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118 comentários

    • John diz

      Sao histórias que todos nós positivos temos sejam elas alegres ou tristes

  1. SAR diz

    JS,
    Belíssimo texto. Meus olhos lacrimejaram e vi muito de mim no seu depoimento.
    Felicidades sempre e obrigado por criar esse precioso meio de comunicação.

  2. Gutan diz

    Que texto lindo! Jovem, somos muito gratos a você. Que sua trajetória seja de saúde, paz e sucesso!. Parabéns pelo filho que está a caminho.

  3. Ney diz

    Também achei o texto lindo. Lembro do dia do resultado de meu exame. Foi muito triste o mundo sumiu aos meus pés. Hoje tento me reerguer. Mas lendo seu depoimento vejo que onde antes só havia dor e morte agora há vida e esperança. Você é uma prova disso. Seu filho livre do vírus. Sua esposa. Sua longevidade. Tudo isso nos fortalece e faz com que a esperança de melhores dias virão. Parabéns. Vamos a luta.

  4. Querido,
    Não lembro de ter comentado antes aqui e tampouco deixo comentários em redes sociais. Acompanho tudo desde a primeira postagem e queria simplesmente desejar felicidades. Fico bem contente que as coisas estejam caminhando bem. Tivemos o diagnóstico com poucos meses de diferença e acho q ambos estamos lidando bem com a vida. Obrigado por todos estes anos.

  5. Gaúcha diz

    Lindo Jovem!
    Outro recomeço em tua vida!
    Parabéns!
    Não tive como não ver minha história ao ler a sua!
    Um filho após o diagnóstico positivo faz você crer que a vida é muito mais! Você pode tudo o que quiser!
    Estamos na 25ª semana de gestação, plena, saudável, não reagente, sorodiscordante, cheia de saúde, alegria, amor, de ambos!
    Que seja assim pra vocês também!
    Saúde! 🍀🙏🏻❤️

  6. Esse texto traduz um pouco de cada um de nós, antes do meu diagnóstico tive um período de frio e falta de ar, era o medo que estava ao meu lado por desconfiar da minha sorologia, sofri por antecedência até o diagnóstico, depois da descoberta entrei em contato com amigos que tinham experiência em ter o hiv há muito tempo e com eles pude olhar pra um futuro, tento esquecer e viver cada dia sem medo.

  7. Mimila diz

    Que lindo! Me emocionei! Entro todos os dias aqui e cada vez mais,me sinto tranquila.
    Que Deus abençoe sua família!
    Parabéns

  8. morena diz

    lindo texto jovem tbm quase 3 anos com a descoberta amigo á vida agora grávida de 4 meses e feliz porque antes acha que todas a mulher poderia engravidar mas eu não devido ao a hiv e hj mim sinto completamente realizada pois todos meu remedinho certinho e sei que esse não narcerar com o hiv mas infelizmente minha filha de 3 anos tem foi muito em mim porque carrego isso na minhas costas com um peso muito grande mas um dia ela vai mim intender faço tudo pra ela até mesmo uma previdência particular pois tenho medo de falar nesse mundo e deixar ela sozinha hj sou casada pela sergunda vez meu esposo e soropositivo tbm mas estamos tão radiantes que as vezes mesmo não lembro de tal doença obg felicidade pra Nois todos nessa luta

  9. Rfs diz

    Meu Deus do céu! Quanta coisa linda escrita em um texto só!
    Deus abençoe vc e sua família!!!!!!!

  10. White Stone diz

    JS,

    Quando o texto acabou, pensei: acabou ? Passaria o dia inteiro lendo. Minha historia se parece com a sua (tirando alguns detalhes, claro). Sou um ano mais velho que você e tive meu diagnóstico positivo um ano depois que você (deszembro de 2011). Mesma geração que assistiu Programa Livre, a morte de Renato Russo, Kids, MTV. Lembra ? Caso nos esbarrássemos por aí, talvez jogássemos muita conversa fora… Em 2011 nem me imaginava chegar até aqui (2017). E olha só onde chegamos! 😛 . Tiro forças nem sei de onde para seguir bem (ressalte-se) até muitas décadas que estão por vir e estão me aguardando para fazer parte delas. Ė como num documentário que assisti logo quando soube da minha sorologia: as horas viram dias; os dias viram semanas; as semanas meses; os meses anos; os anos, ďécadas; as décadas, séculos…E por assim vai. Vamos vencer. Mesmo estando difícil vamos acreditar em coisas boas. Aguardem e confiem ;- ).

  11. paraensepositivo diz

    Não tem como não fazer uma analogia com nós mesmos, com algumas exceções. Parabéns pelo filho JS e, bem vindo ao clube dos pais !. Que Deus os abençoe grandemente, “Tamo Junto” !!!.😎

  12. JJ diz

    Me emocionei com seu texto, lindo mesmo. Parabéns pelo filho, agora que você vai dar mais valor ainda a todo segundo da sua vida, ter filhos é a melhor coisa do mundo. Curta cada momento.

  13. Positivo Azul diz

    Parabéns JS e obrigado por criar este espaço e felicidades a você e sua família.

  14. Lara diz

    Que lindo JS! Você como sempre nos presenteando com textos maravilhosos. Parabéns pelo filhote, saúde, amor e vida.Deus abençoe vocês!!

  15. Jonas diz

    Sou pai de um casal de filhos. É fantástico viver esta experiência. Eles não sabem da minha “tatuagem”, mas julgo não ser necessário que saibam, afinal, para eles sou seu pai e não um mero soropositivo. Espero viver o tempo suficiente para vê-los crescer. Parabéns J.S será uma experiência incrível. Fico aqui na torcida por vocês, seu filho, você e sua companheira.

    • Olá Jonas. Em 1990 descobri minha soropositividade. Em Janeiro de 1995 entrei num grupo de pesquisa em Los Angeles onde estavam no último estágio de testes do chamado coquetel. Em 1993, por um um desses caminhos que a vida nos coloca inesperadamente, adotei uma criança de 2 aninhos.
      Hoje, após 27 anos de infecção e quase 23 anos sob medicamentos, estou bem, muito bem felizmente.
      Compartilhei minha “tatuagem” com meu filho, que hoje tem 26 anos, há 5 anos, quando senti que ele teria estrutura pscicologica e emocional para compreender. Não compartilhei antes pois ele era dependente financeira, emocional e psicologicamente do pai. Ou seja: eu.
      Concordo com sua no tocante aos seus filhos. Pequenos essa informação só trará dor e insegurança para eles, mas quando adultos (e somente os pais saberão esse momento) penso ser oportuno esse compartilhamento.

  16. Solangedoenças diz

    Lindo texto em 1990 quando fui diagnosticada minha filha tinha 6meses na época a perspectiva de vida era zero Morri de medo de não ver minha filha crescer praticamente parei com tudo e só olhava por ela e quando o exame dela deu não reagente foi o dia mais feliz da minha vida foi como ela tivesse nascido novamente hoje estou bem e tenho dois lindos netos e o medo ficou pra trás mas não foi fácil mas estou mais viva do que nunca é muito feliz com essa página bjs a todos

  17. Rick diz

    Que texto bacana, tenho 10 anos de diagnóstico e estou bem graças a Deus! E desde de 2012 estou na terapia antirretroviral, e vamos viver, otimismo é fundamental apesar de tudo!

  18. Caio PE diz

    NUNCA deixe de alimentar esse site com todas as informações técnicas e com histórias feito essas! A parceria JS feat. Luiz Carlos é fundamental para todos daqui.

  19. Luquinha diz

    Tudo passa ! E com um piscar de olhos vai estar postando ..Meu filho com 7 anos e eu Curado …isso já e um fato .

  20. Maribel diz

    Que testo lindo.
    Gente gostaria que alguém me explicasse se possível o que significa o resultado carga viral limite mínimo?

  21. Positividade de Luz diz

    Lindo,tocante e nos motiva a seguir com fé em algum poder superior que chamo de Deus,amor na vida,amor ao próximo e batalhar pelos sonhos que trazemos guardados no peito… VIDA QUE SEGUE AMADOS!!!

  22. Rita JC diz

    Oieeee.
    Como sempre, lindo texto JS.
    Concordo com o Luquinha, logo você vai descrever a euforia em saber que encontraram “a cura”.

    Bjo grande e fé no que virá!

  23. Tiago diz

    Seu avô deve ter sido uma pessoa incrível mesmo. Bem humorado até no epitáfio. Rs

    Talvez ele pudesse ter dificuldade em falar sobre a sua sorologia, quem sabe pelo mesmo medo que acordava a si de noite, mas só posso imaginar a facilidade e o orgulho com que ele falaria de si, soubesse ele apenas metade da história nos detalhes com os quais nos enriquece aqui, desde o seu diagnóstico até à paternidade, sem esquecer as inúmeras vidas que a sua experiência já tocou e continua tocando e inspirando, vidas essas nas quais me incluo.

    Valeu JS. Felicidades neste novo ciclo.

  24. tham diz

    Alguém poderia me ajudar?
    Alguém de vocês de aumento de potássio nos exames tomando o Dolutegravir 2×1? O meu saiu de 4,6 mmo/l para 5,3 mmol/L. A Creatinina diminuiu e o sódio também…

    • Tham, não podemos esquecer que todos, sem exceção, tem problemas de saúde. Gripe, micose, tosse, febre, pneumonia, desinteira, etc, etc, etc.
      Não pense imediatamente que uma “unha encravada”, rs seja por causa do HIV. Quando e se tivermos um problema de saúde, espero que não, tenhamos serenidade e a razão para discernir que problemas de saúde todos têm. Abraço fraterno.

  25. Renato diz

    Se seu avo foi realmente o homem que vc disse ser, teria no minimo orgulho de tudo que vc faz.

    Obrigado pela sua delicadesa e amor.

  26. Kara vida positiva diz

    Texto muito bem escrito, cada detalhe que você descreveu nos levou a viajar e viver o que vivenciou, e também o que muitos de nós vivenciamos no momento do diagnóstico. Estou muito feliz pelo seu filho, que virá com muita saúde e completará sua vida com muitas alegrias. Obrigado por compartilhar sua história e mostrar que a vida é mais forte que o HIV.

  27. Lígia Ferreira do Nascimento diz

    Parece que o início do diagnóstico é igual pra todos, mais uns revivem esse dia todos dias e não consegue seguir adiante, mas é sempre bom saber que a vida não acaba quando recebemos essa fatastica notícia, no meu caso de verdade até parece que revivi, que minha vontade de viver era muito, mais muito maior que a possibilidade de morrer, e depois de seis anos vivo a vida, mais cheia de vida do que nunca, feliz e com muito amor pra dá.

  28. JS, como disse ao Jonas no meu comentário sobre paternidade, gostaria de dizer que quando somos pai (ou mãe) descobrimos um novo mundo. Passamos a conhecer um amor totalmente diferente de todos os sentimentos.
    É como se existence um “clube” dos pais, onde somente quem é pai ou mãe sabe o que é esse amor. Penso que por isso muitas vezes dizemos: “você quentem filho entende o que estou falando”.
    Parabéns JS. Tenho certeza que seu filho trará muita alegria para sua família.
    Mais uma vez, obrigado pelo blog, obrigado pelo espaço onde podemos conversar e trocar informações e experiências. Isso é fundamental para nós.

  29. Marco Amaral Mendonça diz

    Belíssima declaração de amor, Jovem, à vida passada do avô, à vida presente com todas as suas efemérides, e à vida vindoura do filho. Parabéns!

  30. Rodrigo diz

    Tocante seu relato. Impossível não lembrar do dia do meu diagnóstico.
    Li o resultado na tela do computador e, ainda chocado, fui dar banho em minha filha, então com 2 anos de idade, porque eu iria viajar pouco depois.
    Enquanto eu a banhava, não conseguia segurar um choro silencioso. Ela passou as mãos em meu rosto e disse: “Papai, não chora”…
    Já se passaram 8 anos, e Deus tem me dado a oportunidade de abraçá-la todos os dias. Esse é um remédio que só Ele pode nos dar.
    Um abraço a todos… a vida continua.

  31. Gostaria de dizer que devo ser uma das pessoas no Brasil que toma a medicação antiretroviral há mais tempo, pois iniciei em Los Angeles quando estava ainda em teste.
    E após 27 anos de infecção e quase 23 anos com medicação, estou ótimo, vi meu filho crescer, tenho certeza que verei meus netos, e que o HIV (doenças oportunistas) não será a causa da minha partida.
    Estou com saúde perfeita e uma vida com qualidade.
    Então, digo para quem soube recentemente da infecção e/ou vê a vida com um futuro incerto, temos milhões de bactérias, vírus, fungos, etc em nosso corpo que não nos matam. O HIV é só mais um deles. É só seguirmos o tratamento.
    Força pessoal. Temos uma vida a ser vivida.

  32. S. diz

    Já faz tempo também. Cerca de 4 anos e meio agora. Eu estava no 3o período de medicina e comecei a apresentar uma linfonodomegalia, principalmente retroauricular. Fui numa hematologista. Exame de sangue recheado. Olhei. Não tinha HIV. Pedi: “A Sra poderia, por favor, incluir o anti-HIV? Faz uns 2 anos que eu não faço…” A história que se segue é comum a maioria de todos aqui e carregada de informações que já não são mais importantes. Passei meses entrando aqui com uma frequência quase psicótica, em busca de uma notícia – qualquer notícia – sobre uma cura (definitiva, esterelizante). Achava que não viveria, por mais que tivesse já algum conhecimento. Chorei dias. Conheci meu médico: “Será que eu vou formar?” / “É claro que vai!” (num tom sério, mas com um certo ar de riso de quem reconhece no outro uma pergunta descabida). Fato é que hoje o HIV se resumiu ao comprimido diário. Já engordei, já emagreci, já parei atividade física, já voltei, já peguei chuva (no dia do meu diagnóstico no posto -pq não aguentei esperar o exame de sangue sair – a técnica disse que eu teria uma vida normal e que só teria que tomar alguns cuidados como por exemplo não pegar chuva ?!?!). No dia estava chovendo. (Pensa no desespero). Já fiz diagnóstico de HIV, já fiz aconselhamentos, já vi pessoas morrerem de AIDS por diagnóstico tardio (e também morrendo de tuberculose por diagnóstico tardio) e milhares de pessoas vivendo normalmente como eu e você. O tempo passou, o riso do meu médico se tornou realidade (Estou formando!) e sim, pq não afirmar que estamos vivendo a cura. Enfim, obrigado Jovem por ter estado aqui mesmo que virtualmente e em uma relação platônica nos momentos que mais precisei, naqueles momentos iniciais em 2013.
    Forte abraços a todos daqui e pra quem tá chegando, fique tranquilo, a vida volta ao rumo. Sorte e sucesso!

    • AnonimoFer diz

      Emocionante S.

      Hoje estou a 3 meses de meu diagnóstico, surfando noutro país, quem diria q eu teria tantas forças mentais e fisicas para tal.

      Glória Deus e Fé que logo teremos a cura.

  33. marvin diz

    Passada a angústia que antecede o diagnóstico e o desespero que veio com o resultado positivo, busquei em muitos lugares informações e felizmente encontrei este site. O conhecimento e a sabedoria nos blindam de muitos males. Aqui encontro sempre as duas, irmanadas em textos carregados de amor à vida e ao próximo. Em um dos primeiros textos que li aqui recordo do seu encontro com um senhor, que definiu a Aids como a “doença do amor”. Desde o meu diagnóstico é o aprendizado que tenho buscado todos os dias. Amar sempre. Parabéns e obrigado por todo o apoio.

  34. Adriano diz

    Chorei com o seu texto. Muito bonito e sensível. Sou muito grato pela existência desse site. Muito obrigado.

  35. BuuBH diz

    Texto lindo!!! Parabéns Papai!!!! Felicidades para você e sua linda família…

  36. Junin diz

    Devo reconhecer aqui a sua excelente capacidade de escrita. Parabéns. Belo texto!

  37. Gusta diz

    Eu nem lembro qual foi a data q eu descobri pelo medico… As vezes eu ate esqueço quantos anos q eu já tenho isso kkkk ou melhor, eu quase nem lembro q tenho.

  38. Ombro Amigo diz

    Minha gente, estou passando para dar uma informação interessante: a TV paga, na África, está passando por um boom e cada vez mais pessoas tem acesso ao serviço. Ok, mas o que isso tem a ver com HIV/AIDS? Por estar presente em uma das regiões com maior número de soropositivos, a operadora chinesa StarTimes, segunda maior do continente africano, decidiu veicular campanhas nos intervalos da programação de filmes indianos e chineses. A campanha foi produzida em vários idiomas: português, inglês, francês, suaíli e iorubá. Infelizmente só encontrei a versão em francês:

  39. Caio PE diz

    Luiz Carlos, favor tirar uma dúvida: irei fazer uma extração de dente e o dentista vai passar anti-inflamatórios e analgésicos para aliviar a dor pós-extração. Uso o 2×1 + DTG. Esses medicamentos podem interferir nos ARVs?

    Agradeço,

  40. Tyago carvalho diz

    Excelente texto: motivador, realista e esperançoso. Precisamos mais desse tipo de depoimento. Parabéns!!! Que você tenha uma vida longa e muito feliz!!!!

  41. Luquinha diz

    O meu triglicerídeos deu 590 já estou tomando fibrado , mais alquem aqui me endica algo para baixar tipo vi na internet que chá de cúrcuma ajuda , mais tenho medo de prejudicar o efeito dos antiretro -viral e estou pra baixo pois não aguento ficar sem tomar cerveja uma tristeza como nunca tive , hoje estou bem pra baixo

    • Bahiuno diz

      luquinhas,

      ômega três e farelo de aveia podem ser aliados ao seu tratamento para baixar os triglicerideos, porém não se esqueça de uma alimentação saudável e atividade física. Quanto a curcuma não há interação. faço uso diariamente em minha alimentação.

      • Luquinha diz

        Bahiuno , você foi muito sábio em esclarecer a minha duvida , eu não sabia do farelo de aveia vou aderir , muito obrigado e sorte pra ti .

    • Caio PE diz

      Atividade física é essencial. E não falo apenas caminhada não: é corrida, musculação, natação …

  42. Anderson diz

    Boa tarde, me identifiquei nesse texto…descobri ser portador do vírus a 45 dias atrás. Ainda tô numa fase de incerteza mas a cada dia melhorando.
    Bom, pra quem vier ler isso hoje ou no futuro depois de saber do diagnóstico, digo que não é o fim do mundo mas o começo de uma vida de mais amor próprio.

  43. anonimo bravo diz

    Tomo tenofovir + ritonavir e atazanavir. E vem aumentando as enzimas do meu fígado e bilirrubina e creatinina. Será que falo pro meu médico trocar o esquema? Antes usava a zidovudina e kaletra, mas aumentava muito o triglicedio e colesterol; além de aumentar pressao arteria e a ansiedad e me sentia muito mal. Alguém pode me da uma orientacao? Já fazem 20 anos que estou nessa luta.

    • Caio PE diz

      Eu tomava o ATV/r. Eu ingeria muita água ao longo do dia e evitava sal, frituras etc … Fazia também muita atividade física (4 a 5x por semana). Isso ajudava a controlar as enzimas do fígado e dos rins.

    • Luiz Carlos diz

      Você deve mostrar os exames ao seu médico. Esta decisão cabe a ele caso ele veja que há algum risco, porém deve ser feita de forma conjunta entre médico e paciente. Um dos efeitos adversos do Atazanavir é a hiperbilirrubinemia porém esta elevação é puramente estética, não traz nenhum problema ao organismo.

      Abraços

  44. Jean diz

    Cara, primeiramente, meus parabéns! E pensar que tu será pai é fantástico, inspirador e motivante! Que o Eterno abençoe sua vida e de sua família e desse novo e lindo ser!
    Posteriormente, quero agradecer-lhe, afinal, você, através desse blog, deu alento a minha vida, após a minha descoberta. Daqui há exatos 09(nove) dias, por ironia, num dia de halloween, descobri que deveria começar do zero, ou seja, após praticamente 01 (um) ano, consegui escrever esses texto. Perdoe-me por não ter agradecido antes, mas, sabe, necessitei desse tempo rs. Com textos sinceros, informativos e porque não de esperança – afinal, se não tivermos esperança, do que adiantaria viver? – seu blog fez-me renascer. Entre risos, afinal, não consegui chorar, desde então, tenho tocado o barco. Ah, e não poderia deixar de agradecer os comentários de tantos outros aqui presentes. Força a todos! Espero um dia nos reunirmos e rirmos de tudo isso. Levantemos a cabeça: não somos criminosos! Foi assim que falei internamente quando peguei o primeiro frasco do 3 em 1, que carinhosamente chamo de “chiclete”.
    Obrigado. Obrigado a todos! E lá vamos nós!

  45. Karol diz

    Depois de ler esse texto, decidi me abrir com vcs. Sempre tive o sonho de por silicone, demorei anos pra juntar o dinheiro,enfim o grande momento chegou, foi quando fiz os exames pré operatórios, e derrepente meu celular tocou, era do laboratório pedindo pra eu ir até lá, naquele momento já vi que algo estava errado,fui sozinha e quando cheguei me levaram ate uma sala onde uma biomédica me deu a terrível notícia, eu travei, não conseguia dizer uma palavra, fiquei em choque, a doutora foi muito atenciosa, me pediu pra fazer o exame confirmatório, sai de lá transtornada, tive um Relacionamento conturbado onde sofri muito, e no momento em que estava finalmente feliz com um novo Companheiro a 4 anos juntos, meu mundo desabou, liguei pra ele e pedi que viesse a meu encontro, quando olhei pra ele , a voz não saia, eu só chorava, ele me levou em outro laboratório pra refazer o exame e tbem fazer o dele, mas lá fundo eu sabia que não tinha sido dele, tinha quase certeza que foi o meu ex. Eu fiquei em pânico com mais medo do resultado dele do que do meu. Não era justo com ele. contei pro meu Irmão, não queria falar pra minha mãe, mas meu irmão me obrigou a falar, todos choramos muito sem parar, eu, meu irmão, minha mãe e meu companheiro, que Graças a Deus teve o exame negativo, fiquei em choque, com o medo da rejeição, mas pelo contrário, ele não me deixou, disse que me ama muito, que ia cuidar de mim, eu descobri o HIV no dia 02/06/2017 , o primeiro mês foi o pior, a depressão quase acabou comigo. Enfim voltei ao cirurgião plastico e contei do resultado. Ele não quis me operar mesmo o infecto feito uma declaração que eu podia fazer qualquer cirurgia, senti naquele momento a dor do primeiro preconceito, sai de lá pior do que eu já estava. Mas encontrei outro cirurgião abençoado por Deus, que me estendeu as mãos, me tratou como ser humano, realizou meu sonho, hj estou com 3 meses de cirurgia, estou muito bem, meu infecto é uma benção de Deus,meu cirurgião Plástico é outra bênção, minha mãe, irmão e marido estão sempre comigo. Meu casamento está melhor do que era, meu companheiro está muito mais próximo de mim
    Comecei o tratamento a 2 meses, tive enjôos na primeira semana, mas logo passou. Peço a Deus que cuide de nós e nos traga a cura. Amém.

    • Jorgito diz

      Karol, você estava havia 4 anos com o seu atual marido e ele não contraiu o vírus? Vocês transavam sem camisinha com frequência?

      • Karol diz

        Sim, camisinha foi só no primeiro mês, depois nunca mais,quando descobri o HIV minha carga viral estava em 80, nem o infecto soube falar o porque de meu marido não ter contraído o vírus. Talvez por minha carga estar baixa.

        • Rodrigo29 diz

          Sim Karol, você não indectou seu namorado pois sua carva viral estava muito baixa, segundo alguns estudos para ocorrer a infecção a CV deve ser superior a 200. Outra coisa, o teu primeiro cirurgião não poderia negar de operar você por causa do HIV! Você está em tratamento, indetectável, assintomática, se eu indecto liberou vc estava apta! Se eu fosse vc processava esse cirurgião, vc pode conseguir uma grana alta por danos morais! 🙂

          • Karol diz

            Sabe Rodrigo resolvi deixar pra lá pra não me expor. Sabe que estive pensando talvez aquele médico não seria o médico certo, há males que vem para o bem. Graças a Deus deu tudo certo, minha saude está ótima. E infelismente aquele médico perdeu uma paciente. Bjos Deus abençoe

            • AnonimoFer diz

              Excelente pensamento Karol.

              Também penso desta forma. A três meses estava planejando uma viagem de férias para surfar.. e veio a bomba, diagnóstico para Reagente e mesmo com CD4 acima de 300, precisei ficar internado.. fisico e mental abalados.. e agora?? O q fazer?? Como será daqui pra frente??

              Pensei, se isto ocorreu agora, há exatos 3 meses é um sinal, nada é por acaso.. durante os 3 meses todo o plano de férias viraram plano de vida, ou seja, idas e vindas a laboratorio, infecto, psicólogo.

              Ate que um dos médicos me disse, VC não deve ir, deve se tratar, melhorar mais e quando estiver melhor ir viajar sem medos…

              Acabei indo mesmo assim, entrei no mar, fiquei no sol, tomei chuva, curti o por do sol, tomei cerveja de forma moderada. EU VIVI!!!!

              Não podemos deixar de fazer o que desejamos, precisamos pensar positivo que tudo dará certo.

              Aloha!!!

              • Karol diz

                Isso mesmo AnônimoFer, vamos viver nossas vidas e buscar sempre o melhor pra nós

  46. Sp+- diz

    Sempre ouvi falar muito bem da SILIMARINA para o fígado, é um fitoterapico muito estudado.

  47. Guilherme diz

    Alguém saberia me responder: Descobri minha sorologia em março/2017. Estou na batalha como todos aqui, usando a terapia.Em três meses, obtive a feliz informação de estar indectável e assim espero continuar e olha que minha carga viral e meu CD4 estavam discrepantes, ou seja, muito alto e baixo demais, respectivamente. MInha vida segue, passei por todos os estágios que nos positivos enfretamos, mas enfim. Numa saída de rotina no horário de almoço, com colegas de trabalho, fomos abordados para um teste rápido de hiv (o teste da saliva), não vou entrar no mérito da abordagem ou do protocolo usado por aquelas pessoas do evento, mas confesso que foi constrangedor, o estímulo para fazer o teste e a empolgação dos meus acompanhantes em fazerem, já que informaram que a resposta era imediata, alguns minutos apenas. Bom, acho que na hora fiquei com aquela cara de pânico, tanto é que a enfermeira que nos abordou, com sua sutileza e percepção, de pronto falou que so restavam mais três quites, assim, quem não fez foi eu!!!. Foi muito constrangedor, mas ai eu pergunto, esse teste de saliva para quem está indectável, se revela positivo?. Quero saber, para enfretamento de outras situações similares. Obrigado!!!

    • paraensepositivo diz

      Na hora. Dá positivo sim, porque o exame (teste) detecta anticorpos. Já o exame de carga viral, que verifica se você está indetectável, detecta a quantidade de vírus presente na amostra sanguínea.

    • JDW diz

      Tenho a impressão que com este teste acaba a privacidade do soropositivo. Imagina se você for fazer qualquer procedimento médico e precisar ficar sedado…poderão fazer o teste sem você saber.

  48. Lecinho diz

    Mudando um pouco do tema,me tirem uma duvida: eu tomando a tarv nova ,eu posso tomar aqueles ômegas que são vendidos em capsulas pra melhorar os níveis ??? Ou melhor perguntar ao medico? Ainda não fui chamado pra ver o primeiro exame de Cd4, e o infecto não me pediu exame algum, e já fazem 2 meses de tratamento. Me ajudem nessa duvida….

    • Rodrigo diz

      Lecinho,

      No meu caso, minha primeira contagem de CD4, após inicio do tratamento, foi exatamente após 2 meses de 3 x 1. Depois, mensal, até ficar indetectável. Agora faço o de rotina, 6 em 6 meses. O seu médico não lhe deixou nenhuma solicitação de exames? Fale com ele. É preciso ter um canal aberto com o infecto para poder realizar o tratamento sem neuras…..

    • Caio PE diz

      Ômega 3 (óleo de peixe) está liberado (existem pesquisas comprovando seus benefícios). Já o tribullus terrestris não aconselho. Não existem estudos comprovando sua eficácia. E o tribullus pode, até mesmo, aumentar a toxicidade renal e hepática. Já os suplementos vitamínicos (centrium por exemplo), melhor consultar seu médico antes.

  49. Pedro diz

    Esse texto lindo e inspirador recebeu 3 votos negativos ? Como pode isso? Eu hein!

  50. SP diz

    Parabéns, conseguiu me transportar.
    Excelente texto, reflexivo e inspirador.

  51. Marcelo- JP diz

    Olá pessoal, alguém poderia me indicar um Infecto bom em João Pessoa/PB, que atenda particular!

    Abraços Fraternos!

    • Caio PE diz

      Joana Darc em JP (excelente), Cleiton Ramos, Fabiana Gonzaga, Martha Romeiro, Paulo Sèrgio (esses 4 últimos em Recife). Todos são muito bons.

        • Caio PE diz

          Particulares (seja por plano de saúde seja pagamento em espécie mesmo). Não conheço nenhum infecto do SAE.

  52. JJ diz

    Alguém que toma o esquema Atazanavir percebeu ter aumentado de peso abruptamente, estar com o corpo e o rosto sempre inchado, gastrite, dor de estômago, estufamento. Estou no esquema há um ano, de outubro a janeiro engordei 7 quilos sem fazer nada diferente, em junho surgiu dor de estômago muito forte, fiz endoscopia deu esofagite, gastrite e ernia de hiato, será que tem haver com esse esquema?

    • Caio PE diz

      Eu usava o ATV/r e, em mim, dava icterícia (ficava com o olho um pouco amarelado) e às vezes um pouco de náusea, sensação de enjoo. Fora isso nais NADA! Lembrar que, quem usa esse esquema, não pode usar Omeprazol nem Pantoprazol pois esses diminuem a eficácia do ATV.
      A maioria dos ARVs podem causar irritação estomacal. Fale com o seu infecto.

  53. TELMA diz

    Magic Johnson
    “Para entender como cheguei onde estou hoje você tem que entender de onde vim. Hoje é a celebração da vida, a celebração do que algumas pessoas pensaram ser uma sentença de morte 25 anos atrás. É a celebração de algo pelo qual passei até agora.
    D’s coloca desafios para que você entenda a Sua força e Seu propósito para a sua vida. A vida vai ter altos e baixos, mas é a humildade que você mostra nos bons momentos e a resiliência que apresenta nos maus momentos que fazer você ser quem você é. É a celebração desses momentos!
    No dia 25 de junho de 1979 minha vida mudou para sempre. Foi o dia em que fui escolhido como número 1 do Draft pelo Los Angeles Lakers. Finalmente havia alcançado meu sonho de ser jogador profissional de basquete. Trabalhei muito duro na minha adolescência e nos anos de universidade para ser o melhor jogador que poderia ser e agora tudo havia valido a pena. Nos 12 anos seguintes, fui abençoado por liderar os Lakers a cinco títulos em nove finais. Pude jogar contra os melhores jogadores da história. Enfrentar Larry Bird, Dr. J, George Gervin, Michael Jordan, Isiah Thomas e outros me levou ao meu limite físico e mental.
    O dia 7 de novembro de 1991 foi o da mudança da minha vida de uma forma que nunca esperei. No entanto, ao contrário da alegria que caracterizou o verão de 1979, aquele dia foi seguido de desespero. Antes disso achei que a coisa mais difícil havia sido enfrentar Michael Jordan ou Larry Bird, mas nesse dia comecei a luta da minha vida. Nesse dia comecei a ver o que D’s havia preparado para a minha vida. Minha fé me deu forças para me levantar e dizer ao mundo que havia contraído o vírus HIV. Então tive que aceitar minha nova situação, dizendo ao mundo que era uma provação diferente. No começo dos anos 90 ouvir sobre alguém com o vírus HIV/AIDS significava que não tinha muita vida pela frente. Senti que era meu dever educar o máximo de pessoas sobre a doença. Então comecei minha nova jornada de andar todo dia com o propósito de D’s. Hoje, continuo fazendo tudo que posso para levar conhecimento e educação sobre a doença para as comunidades.
    Depois do anúncio e da minha eventual aposentadoria do basquete, tive que continuar e comecei minha jornada pelo mundo dos negócios. Busquei todo mundo que pudesse me ajudar com o máximo de conhecimento para eu poder começar a Magic Johnson Enterprises (MJE). Minha missão com a MJE foi simples – erguer e causar impacto nas comunidades desassistidas levando serviços de qualidade para a vizinhança. Em negócios feitos nos últimos 20 anos, fui capaz de fazer isso. Mais importante, a MJE ajudou no crescimento das comunidades urbanas e levou esperança.
    Fui forçado a repensar minha vida e ajustar. Foi vital me adaptar à mudança de vida de jogador da NBA para porta-voz do HIV/AIDS e homem de negócios. Seja por necessidade ou desejo, mudar é inevitável. Acreditar em Deus e aceitar Seu plano para a minha vida são grandes partes do motivo de eu estar aqui hoje. Meu crescimento e desenvolvimento como pessoa e homem de negócios me transformaram nos últimos 25 anos.
    Sou muito agradecido por todo o incrível apoio da minha mulher, Cookie, dos meus filhos, Andre, EJ e Elisa, dos meus netos, Gigi e Avery, dos meus pais, Earvin Sr. e Christine, assim como meus irmãos, Michael, Quincy, Mary, Larry, Lois, Pearl, Kim, Yvonne e Evelyn.
    Obrigado a todos que encorajaram todos os passos, sou muito agradecido pela minha vida e vou celebrá-la todos os dias. A vida é um presente e agradeço a Deus por me abençoar nesses 25 anos.
    Espero continuar essa jornada…
    São meus votos sinceros. Magic Johnson”

  54. Scorpião diz

    Meu amigo obrigado pelo texto , isso faz muito bem para nós positivos, injeta ânimo nessa luta.
    Desejo a você muita saúde e curta sua nossa vida, fase e família. Obrigado

  55. Augusto diz

    Pessoal, fiz um exame de FAN (Fator Anti-Nuclear) e deu reagente no núcleo 1:160 padrão nuclear pontilhado fino. Em todos os soro+, esse exame sempre dará reagente?

    • PH diz

      Augusto… Eu tb tenho a mesma dúvida. Fiz um exame de FAN e o meu tb deu reagente no núcleo 1:160 padrão nuclear pontilhado fino…

      Luiz Carlos… Existe alguma relação entre quem é soro+ e o resultado reagente desse exame?!

  56. Tiago diz

    Estava relendo o texto e alguns comentários, quando um haiku de um monge eremita japonês me veio à mente:

    “Quem diz que meus poemas são poemas?
    Meus poemas não são poemas.
    Quando você souber que meus poemas não são poemas,
    Então poderemos falar de poesia.”

    Ryōkan Taigu, The Great Fool

    Abraços

  57. Kira diz

    Perdoem minha ignorância, mas como é possivel fazer sexo desprotegido, engravidar e não contaminar a mãe nem o bebê?

  58. Tyago carvalho diz

    Boa noite, sou médico e tenho interesse em contato com profissionais da saúde portadores do vírus. Me add no kik: tyagocarvalho

  59. semogjessii diz

    Adorei ler sua historia. Me deu um animo a mais…
    Ontem 06/11/2017, descobri que sou portadora do virus HIV, ainda nao sei o nivel (meu estado interno) pois como descobri na data de ontem atraves de um exame de sangue de rotina, estou marcando com um especialista.
    Mas ler esse texto (achar esse blog) sem querer, me deixou super feliz.

    Parabens e que Deus abencoe muito sua vida e da sua familia…..

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