Guia de terminologia

O Unaids Brasil lançou, durante o 11º Congresso de HIV/Aids, em Curitiba, a tradução adaptada de seu Guia de Terminologia, um documento com recomendações sobre o uso de palavras cientificamente precisas e que promovem direitos humanos universais e a dignidade do indivíduo. Um dos objetivos do guia é também o de facilitar a compreensão dos principais temas relacionados ao HIV e à aids, bem como ao estigma e à discriminação.

“A linguagem não é neutra. E no contexto do HIV, essa afirmação nunca foi tão verdadeira”, explica Georgiana Braga-Orillard, Diretora do Unaids no Brasil. “As palavras que escolhemos e a forma como comunicamos nossos pensamentos e opiniões têm um efeito profundo na compreensão das mensagens. A escolha cuidadosa da linguagem, portanto, desempenha um papel importante na sustentação e no fortalecimento da resposta ao HIV, para que ela seja construída sobre uma base livre de estigma e de discriminação.”

Expressões como “pessoa vivendo com HIV” estão gradualmente substituindo outros termos, como “vítima de aids”, ou termos correlatos. “Termos como ‘vítima da aids’ implicam que o indivíduo é impotente, sem controle sobre sua vida”, disse Alistair Craik, que coordena o Guia de Terminologia do Unaids original, elaborado em inglês. “Por isso, é preferível usar ‘pessoas vivendo com HIV’”, acrescentou.

Neste caso, como explica o Guia de Terminologia do Unaids, e expressão “pessoa vivendo com HIV” tem o objetivo de evidenciar o protagonismo que a pessoa que vive com HIV tem diante de sua vida, na busca por saúde, dignidade e plenitude no exercício de seus direitos. O termo atual relega, portanto, ao HIV apenas um papel de coadjuvante nesse processo. Da mesma forma, expressões de conotação bélica, como “luta contra a aids” e “combate à aids” perdem espaço para termos mais inclusivos, mais abrangentes e menos bélicos, como “resposta à aids”.

Segundo o Unaids, as diretrizes de terminologia têm como objetivo promover o uso de palavras que respeitem e empoderem os indivíduos. Elas também fornecem conselhos aos escritores e jornalistas para evitar erros comuns. Por exemplo, “vírus da aids” não deve ser escrito porque é cientificamente errado. “Não há ‘vírus da aids’”, explica o Guia. “Aids, a síndrome de imunodeficiência adquirida, é uma síndrome de infecções oportunistas e doenças que, em última instância, é causada pelo HIV”.

O documento também ressalta um erro comum, no uso da expressão “pessoas infectadas com a aids”, uma vez que a aids não é o fator infectante, e sim o vírus, conhecido como HIV. Além disso, o Guia explica que, uma vez que a palavra “HIV” vem do inglês human immunodeficiency virus, cujo significado em português é “vírus da imunodeficiência humana”, é incorreto escrever o “vírus HIV” ou “vírus do HIV”, por se tratar de uma redundância.

Estes exemplos mostram um pouco do que os leitores vão encontrar no Guia de Terminologia do Unaids. Trata-se de um breve conjunto de recomendações visa promover uma linguagem sensível ao gênero, não discriminatória, culturalmente apropriada e que promova os direitos humanos universais. O Unaids enfatiza que suas recomendações terminológicas devem ser consideradas um trabalho contínuo, à medida que novas questões e dinâmicas emergem frequentemente.

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SAR
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SAR

Muito bom que esse guia seja, amplamente, divulgado e entendido por nós que vivemos com HIV. Realmente, é muito desconfortável quando vejo pessoas usando termos errôneos quando o assunto é HIV/Aids. Expressões do tipo “coquetel” e “aidéticos” me causam um enorme desconforto. Até mesmo porque o primeiro dá uma impressão que tomamos dezenas de medicamentos e, o segundo, como se fossemos pessoas altamente contagiosas. Espero que os meios de comunicação usem esse guia como uma bíblia quando for publicar algo sobre HIV/Aids.

Caio PE
Visitante
Caio PE

Excelente comentário… Mitou !!!

Marcelo
Visitante
Marcelo

Minha antiga infecto usa esses termos: Coquetel. Fala em aids. Troquei de médica.

Tiago
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Tiago

Caro SAR, O único desconforto que me causa ouvir a palavra “aidético” vem de pensar que, em pleno século XXI, ainda existe gente suficientemente desinformada, mentalmente doente e/ou covarde para usar tais termos por pura ignorância ou preconceito, para se dirigir ou fazer referência a outras pessoas pelo nome de uma doença, para fazê-lo pelo mero prazer de agredir – verbalmente que seja – e sentir superior a outras pessoas e – pior – ainda fazê-lo com pessoas vulneráveis e fragilizadas, estejam elas ou não sofrendo de AIDS. Duvido que se dirijam a um amigo ou familiar querido dessa forma… Ler mais »

Tiago
Visitante
Tiago

p.s. ooops Perdão, escrevi no último parágrafo “vírus HIV” (redundância) tsc tsc

Kiss
Visitante
Kiss

Percebo que as pessoas gostam de fazer julgamento sabe, não conseguem utilizar a alteridade, então nem imaginam como já é conviver com esse vírus, assustador e polêmico….Falta muito para evoluir, uma vez que existem muitas doenças cruéis também, mas que não são vistas dessa forma. Sempre associam à promiscuidade, como se fossem intocáveis!!! Vamos torcendo e lutando para minimizar esse estigma!! Merecemos respeito e precisamos lutar pela vida e dignidade humana…..Juntos somos mais fortes….Vida que segue….

Carlos
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Carlos

Falta empatia nas pessoas. Saber se colocar no lugar do outro. Não possuo HIV, mas imagino o quanto as palavras mal colocadas os prejudicam psicologicamente.

Tiago
Visitante
Tiago

Carlos, arriscam prejudicar psicologicamente o alvo da piada, mas também toda resposta social à epidemia e por isso é que tem que ser considerado crime. Quanto mais piada se faz, mais o estigma cresce e mais o assunto se aproxima do tabú, inclusive para o portador, que não necessita de escárnio, necessita de auto-confiança e bom direcionamento para se tratar e conter o vírus, pelo bem individual dele e pelo bem social comum. Basta ver que, por conta de estigmas e falta de informação, a Globo erra na chamada, pelo menos segundo a UNAids, ao escrever “vírus da AIDS”, um… Ler mais »

Tiago
Visitante
Tiago

Kiss, até concordo, mas ainda acho que o buraco é beeeem mais em baixo e que, muitas vezes, o julgamento não passa de uma máscara hipócrita de moralidade, usada como mero pretexto para justificar um prazer bem mais instintivo e visceral de fazer outro sofrer, evitando assim a reprovação social do que seria normalmente considerada uma atitude covarde e até criminosa; discriminar e perseguir alguém que sofre por uma condição de saúde. Lembra as mobs do lendário Cristianismo e de até do mais atual islamismo radical, mais interessadas em tacar pedras nas Marias Madalenas da vida e soltar os Barrabás,… Ler mais »

Tiago
Visitante
Tiago

p.s. nos tempos que o lendário cristão descreve, não era incomum ver jogar pedras nos leprosos também. Mais perto de casa e dos tempos atuais, assistimos a algo semelhante quando ocorreram os motins e execuções violentas nas prisões. Não faltou gente sedenta de sangue aplaudindo a barbárie.

Kiss
Visitante
Kiss

É a pura vdd…Sensação de poder sobre o outro! Como se nunca tivesse corrido nenhum risco!! Julgamento, sensação de prazer em apontar…Somente nós podemos acabar com isso, pois merecemos muito respeito!!! Julgar não cabe ao homem….

Tiago
Visitante
Tiago

Enquanto isso, há 3 dias atrás no Reino Unido, não tão longe no tempo ou no espaço, mas numa esfera bem distante para a esmagadora maioria, bem no seio de uma das mais antigas instituições e símbolo-pilar de valores familiares e tradicionais… https://www.theguardian.com/uk-news/2017/oct/13/prince-harry-calls-for-society-to-embrace-hiv-aids-tests-diana “Recordando o trabalho de Diana, antes de sua morte em 1997, o príncipe Harry disse: “Ela sabia que a AIDS era uma das coisas que muitos queriam ignorar e parecia um desafio sem esperança. Ela sabia que o desconhecimento dessa doença relativamente nova estava criando uma situação perigosa quando misturada com a homofobia.”” “Então, quando, em abril,… Ler mais »

telma
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telma

Um tratamento inovador para o câncer deve ser testado em pacientes no próximo ano para seu propósito original, controlando a infecção pelo HIV . Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia , onde seu uso em câncer de sangue foi pioneiro, dizem que eles modificaram múltiplas facetas da chamada terapia com células CAR T. Utiliza células imunes geneticamente modificadas para lutar contra alvos de doenças. O tratamento anteriormente falhou no teste clínico para o HIV. A versão melhorada é mais de 50 vezes mais efetiva na redução da replicação do HIV que a anterior, dizem eles. Um estudo demonstrando os melhores resultados… Ler mais »

Ka
Visitante
Ka

Boa noite amigos. Antes de mais nada quero agradecer ao criador do blog e a todos os participantes que aqui deixam seus comentários. Desde que descobri minha sorologia em fevereiro deste ano, entro aqui diariamente para alimentar minha mente e meu espírito com as publicações.
Gostaria de esclarecer uma dúvida; uma pessoa que desenvolveu a doença, começou o tratamento, tornou-se indectavel (primeiro carga 1 milhão) e elevou o seu CD4 de 39 para 350, continua com a doença Aids ou volta ao “status” de portador do vírus HIV? Obrigada a todos.

Tiago
Visitante
Tiago

Ka, o que determina se você está sofrendo de AIDS, é a existência de outras doenças em curso, como consequência da baixa imunidade e dos danos causados pelo vírus HIV, não a carga viral ou seu CD4.

Ou seja, mesmo que alguém seja diagnosticado positivo com 1 milhão de carga viral e 50 CD4, se não ocorriam doenças, então esse alguém não estaria com AIDS, ainda que estivesse correndo sérios riscos de isso acontecer.

Caio PE
Visitante
Caio PE

Errado! Umas das definições da AIDS é o CD4 ser menor que 200 cél/mm3. Não necessariamente precisa ter alguma infecção oportunista para tal.

Tiago
Visitante
Tiago

Corrigido então num detalhe importante que desconhecia, valeu.

Tiago
Visitante
Tiago

De certa forma, faz até sentido com o que eu entendia, já que uma clara deficiência de CD4 é considerada como uma manifestação de doença – o meu lapso -, imunológica no caso e por infecção do HIV. O parâmetro é a manifestação de sintomas e doenças, no caso do sistema imunológico 200 cel/mm3 é a régua.

Karen
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Karen

Tiago e Caio. Obrigada pelos esclarecimentos. Saúde para nós!

Tiago
Visitante
Tiago

Saúde para todos nós Karen e perdoe o lapso. Na próxima vez já saberei responder melhor, graças à intervenção do Caio. Vivendo e aprendendo, vida que segue. Abraços

Sp+-
Visitante
Sp+-

O que não ficou claro pra mim, me desculpem, em sobreposição a dúvida do colega Ka, é se então aumentando o CD4 e abaixando a carga viral ao indetectavel a pessoa deixa de estar com AIDS e retorna a portador do HIV. Eu sempre tive a impressão que o indivíduo quando não se cuida não se medica etc e chega ao ponto de ficar doente ao ponto de diagnosticar a AIDS era um caminho sem volta, apenas tratando os sintomas ladeira abaixo. A maior dúvida que me fica é realmente se volta a portador de HIV após a AIDS e… Ler mais »

Benício
Visitante
Benício

Pessoal, boa tarde. Me bateu uma bad…
Tenho muita vontade de seguir carreira na música, mas depois do diagnóstico de soropositividade há aproximadamente 8 meses, fico pensando: nesse mundo da música a fama é consequência e com isso vem a exposição da vida da pessoa que, no meu caso, viria a público minha sorologia. É viável deixar de lado esse sonho? Ou na opinião de vocês isso não pode afetar em nada? Agradeço desde já a atenção!

Positividade Sempre
Visitante
Positividade Sempre

Não desista dos seus sonhos! Não acredito que isso seja verdade. Muitos famosos possuem o vírus, ou você acha que não?

Tiago
Visitante
Tiago

Viva e siga literalmente tocando seus sonhos Benício. Se até existem alguns poucos que são incompatíveis, a música certamente não é um deles. Não faltam exemplos de estrelas gigantes que brilharam mesmo quando muitos já sabiam ou suspeitavam. Na música, o que vale no final de contas é quanta gente você toca. Só se prepare, pois se for bem sucedido, não faltarão críticos e invejosos tentando derrubar, muito antes sequer de suspeitarem de sua sorologia. “Faz parte do meu show.” Força e bola p’ra frente.

Benício
Visitante
Benício

Nossa, muito obrigado Tiago, não sabe como essas palavras me fizeram bem e quanta luz imaginei partindo de você por essas palavras.

Gil
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Gil

OLÁ BENÍCIO, Eu vejo que a sua situação requer uma análise bem lógica: siga a sua carreira na música. E, se você começar a fazer sucesso, o que é, você sabe, um longuíssimo caminho, você pode tomar a sua medicação, ficar indetectável, pedir para alguém ir no CTA buscar se não quiser se expor e pronto. Mas, se alguém souber, publicar, etc… ora, mostre sua cara ao mundo e mostre que ter o vírus não é estar morto, doente ou uma aberração. Tratar com naturalidade. Nos meus locais de trabalho todos sabem, expliquei e esclareci e pronto. Quando me olham… Ler mais »

Benício
Visitante
Benício

Obrigado pelas palavras de apoio e parabéns também por suas atitudes <3

Renato
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Renato

Gil, eh o cara!!!

rapaizim
Visitante
rapaizim

Sem falar que não necessariamente precisa ser famoso para trabalhar com plenitude na música. Tenho um primo ultra bem sucedido com a música, feliz com o trabalho e muitíssimo bem remunerado e não é famoso. Me desculpa, mas em qualquer carreira que você for bom no que fizer, poderá se tornar muito conhecido e, portanto, mais suscetível a estar sob o olhar/julgamento do outros…

Kiss
Visitante
Kiss

Vejo que nosso grande mal é se isolar, desistir, abandonar…Precisamos interagir, ter bom ânimo de viver, tomar as medicações corretamente e fazer tudo de forma normal! Não podemos de forma alguma permitir que esse vírus acabe com nossos sonhos!!! Vida que segue…Realmente quantas pessoas famosas se escondem……

Tiago
Visitante
Tiago

Já que o assunto é terminologia, estes dias me perguntei porque dizer a alguém ou até a nós mesmos: ‘sou’ soropositivo? Não ‘somos’ soropositivos, somos humanos e ‘estamos’ soropositivos. Soropositividade é uma condição, um estado de ser, não uma forma de vida ou de ser.

Maria Salete Rangel Antônio
Visitante
Maria Salete Rangel Antônio

Grande verdade, ninguém É soro positivo,e sim está soro positivo.

denis
Visitante
denis

Que lindo! Agora todos vão poder usar a terminologia politicamente correta para esconder melhor os seus preconceitos diante de nossa condição de saúde.

Tiago
Visitante
Tiago

Como diz o ditado, água mole em pedra dura…
Pelo menos chove em casa… rs

Tiago
Visitante
Tiago

Denis, eu entendi a ironia na sua colocação, mas vale uma nota que – a meu ver pelo menos – este guia vai bem além de desenvolver uma linguagem “politicamente correta”, apresentando uma linguagem mais precisa e, porque não, construtiva e empoderadora. Sobre precisão e tomando o exemplo claro do uso incorreto do termo AIDS, que por sinal lamento ter ficado bem aquém na descrição e esclarecimento da diferença entre vírus e síndrome, considerando o quanto o uso incorreto é comum… Confesso que até eu cheguei a pensar que a diferenciação de uso entre HIV/AIDS tinha mais a ver com… Ler mais »

Kiss
Visitante
Kiss

É assim mesmo Tiago, no início tudo é meio confuso, aos poucos vai se tornando mais familiar…Dúvidas sempre teremos, até pq é um assunto polêmico e tabú para muitos….Vida que segue, tomar as medicações corretamente, se alimentar bem, praticar atividade física e ser feliz, esses são remédios essenciais!! Lembrando que somos uma geração privilegiada de certa forma pq temos medicamentos eficientes….Então enquanto a cura não chega é manter o bom ânimo….

Tiago
Visitante
Tiago

Não querendo monopolizar o espaço de comentários, mas já o fazendo (prometo que vou ficar quieto, até porque tenho uma montanha que fazer), não queria deixar de compartilhar um pensamento que me ocorreu; que talvez tão ou mais importante quanto este guia para responder à ignorância, aos estigmas e preconceitos – no sentido mais amplo e menos pejorativo da palavra – seria desenvolver um canal eficiente de atualização dos médicos, em particular dos infectologistas, quanto aos fatos relacionados com HIV/AIDS. Sendo eles o principal ponto de contato profissional de pacientes com a gestão da sua sorologia e, para o estado,… Ler mais »

Maycon
Visitante
Maycon

Acabou de sair uma reportagem de uma senhora de 67 anos com HIV. Por favor, não leiam os comentários do G1. Tem um biomédico falando coisas horríveis da senhorinha.

ArielLima
Visitante
ArielLima

Esse biomédico deve ser daqueles que não conseguiu passar para medicina ou enfermagem e apelou para esses cursos “abreviados” de biomedicina. Para os leigos, parece que é médico…

Tiago
Visitante
Tiago

SP+-, se o parâmetro para definição de AIDS – ou qualquer outra síndrome – é a manifestação de sintomas e patologias, então havendo cura desses sintomas e patologias, creio que se pode dizer “sim, volta a ser apenas portador, pois não mais sofre de sintomas ou patologias”. Se eu entendi direito, valores de CD4 muito abaixo dos normais (abaixo de 200) podem ser considerados como sintoma de doença imunológica, no caso resultante do HIV, logo AIDS. Se essa doença e sintomatologia se resolver, o CD4 se recuperar para níveis considerados normais e não existirem outros sintomas ou patologias, logo a… Ler mais »

Tiago
Visitante
Tiago

p.s. confesso-me um pouco surpreso e até um pouco confuso com a definição de AIDS com base apenas numa CD4 abaixo da régua mencionada, onde não exista manifestação clínica de sintomas e doenças. Talvez se explique com o fato de que existe a definição de “síndrome laboratorial” – que seria quando existem sinais laboratoriais, detectáveis em exames, mas que não se manifestaram em sintomas e doenças – ou talvez por se definir uma CD4 abaixo dessa régua como manifestação de doença imune. Sinceramente não sei.

Luiz Carlos
Visitante
Luiz Carlos
Tiago
Visitante
Tiago

Luiz, pelo menos encerraram o espaço de comentários que, pela descrição do Maycon, havia virado baderna. Me desculpem os defensores da “liberdade de expressão”, pela qual prezo, mas eu faria o mesmo se o mesmo acontecesse na minha casa. Existem limites e no caso até leis. Bom que pelo menos assumiram as rédeas da situação e, pelos vistos, até o fizeram rápido.

Luiz Carlos
Visitante
Luiz Carlos

Eu concordo, e quanto ao G1 não dá pra ler comentários de nenhuma notícia. Infelizmente parece que todos os “haters” e falsos moralistas se reunem por lá.

rapaizim
Visitante
rapaizim

E sem falar na gafe do apresentador ao anunciar a matéria, né?

“Agora um alerta pra saúde dos idosos: o número de pessoas com mais de 60 anos ‘CONTAMINADAS’ pelo HIV aumentou no estado…”

Esse aí é um dos que vai precisar ler o guia de terminologia pra aprender a usar o ‘infectadas’ ao invés de ‘contaminadas’.

marcos
Visitante
marcos

Gente, alguem sabe me dizer como esta o jogador Magic Jhonson? qual seria a medicação que ele atualmente esta usando?
Quase niguem ver ele em publico, na midia, qual sera a medicação dele?

Gil
Visitante
Gil

Eu o vi com o filho dele estes dias.
Está gordo, sempre foi mais gordinho depois da aposentadoria.
Mas apesar de estar com seus quase 60 anos, está com aspecto saudável, normalzão.

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Há poucos dias rolou uma polêmica com ele, quando uma modelo postou uma voto dele e o Samuel L. Jackson, acreditando ser dois refugiados, numa dessas praias de milionários.
Aparentemente ele tá bem bom, até meio gordinho…
Na minha opinião pessoal, o Magic Jhonson é um dos caras que mais contribuíram com a desmitificação do HIV/Aids, numa época em que o preconceito e a desinformação eram ainda maiores que hoje

Jorgito
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Jorgito

Magic Johnson tem Instagram que ele mantém sempre atualizado. Está sempre em público, vida normal. Ele já não é mais foco da mídia porque se aposentou do esporte há muito tempo e o fato dele ser soropositivo já deixou de ser notícia há muito tempo também.

Matias
Visitante
Matias

Boa Noite pessoal! Eu gostaria que alguém me tirasse uma dúvida. Ainda não fiz o exame de CV depois que comecei a me tratar (2 x1), o médico só pediu depois de 6 meses. Tenho ficado aflito em relação a não estar indetectavel mesmo depois de 5 meses de tratamento e CV 7.900 (CD4 848). Qual a média de tempo que um medicamento pode deixar um indivíduo indectavel tomando a medicação corretamente? Uma pessoa pode ficar indetectavel por 10 anos com a mesma medicação? Tenho me sentido bem, forte…Mas o medo é presente quanto a eficácia do tratamento. E mesmo… Ler mais »

Rômulo
Visitante
Rômulo

Eu to no mesmo barco que vc, fiz meu primeiro CV após começar a TARV e até o final do mês saberei se já estou indetectável.

O DTG costuma baixar rápido o CV ativo e muito gente afirma que baixa com 2~3 meses mas óbvio que pode variar e tem gente que leva quase 6 meses.

Relaxa que vc esta com uma TARV de primeira linha e dificilmente terá resistência do vírus !

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Eu fiquei indetectável com dois meses, e olha que minha combinação já é antiga: EFZ + AZT + Lamivudina… o que já leva a sua segunda pergunta: estou em tratamento há 7 anos com a mesma medicação, sempre indetectável. Vou mudar agora por indicação do meu infecto, inicialmente para o 3 x 1, já que tolero relativamente bem o EFZ (mas com planos de substituir para uma combinação com o DTG quando ele estiver disponível para todos). Pela sua CV e CD4 inicial e pela sua combinação, apostaria que você já está indetectável (apesar de que o tempo de resposta… Ler mais »

Luiz Carlos
Visitante
Luiz Carlos

Matias, pode ficar tranquilo. A probabilidade de você não estar indetectável já neste momento é ínfima. Sua CV inicial é relativamente baixa.

Uma pessoa pode viver, em tese, até seu falecimento por causas naturais com o mesmo medicamento, se tomado adequadamente. O porém é que, para a nossa alegria (com o perdão do bordão), novas terapias vêm surgindo e tendo suas patentes derrubadas compulsoriamente, permitindo o acesso a novos ARVs com menor toxicidade.

Abraços!

César
Visitante
César

Uma pessoa que é indetectável a vários anos ela pode tomar uma cerveja no final de semana, ela tomando a cerveja de leve no final de semana vai continuar indetectável? Se alguém puder responder por favor, eu agradeço.

Tiago
Visitante
Tiago

César, pode sim. O álcool não interfere com a TARV, só temos de ter cuidado para não nos embriagarmos a ponto de esquecermos a medicação e, claro, beber com moderação, lembrando que necessitamos de preservar o fígado em boas condições, do qual a metabolização dos ARVs depende, e lembrando que o próprio processo de metabolização do tratamento já obriga o fígado a realizar um esforço extraordinário, portanto tudo o que para ele seja tóxico – como álcool – deve ser evitado ou consumido com cautela e moderação. Uma sugestão é, após as suas cervejas, beber bastante água antes de dormir… Ler mais »

César
Visitante
César

Obrigado Tiago.

Mineiro_rj
Visitante
Mineiro_rj

Caros,
Eu criei um grupo no kik com o objetivo de estreitar os laços de quem procura alguém com quem compartilhar a vida. Sabemos que para alguns ainda é muito dificil expor sua sorologia em um relacionamento. Pensei em criar esse ambiente para tentar facilitar um pouco. Quem sabe nao surjam casais felizes neh? Quem quiser participar, me chame no kik: mineiro_rj

telma
Visitante
telma

Tive resistencia a duas classes de medicamentos e estou indetectavel a mais de 4 anos apos a troca ,me tornei indetectavel no primeiro mês da troca do medicamento .Resistencia pode ser adquirida por sexo ou por má adesão ou pelo tempo de uso da medicação . Por isso os laboratorios criam novas drogas e mecanismos diferentes .Não existe medicação que seja eterna pra todos geralmente depois de 12 anos ou menos o virus cria resistencia , magic jonhson toma varios medicamentos por ter o virus a mais de 28 anos . Eu sei que muitos vão descurtir isso que escrevi… Ler mais »

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Não há uma fórmula fixa, visto que o vírus é esperto e cada organismo é individual, assim como questões étnicas e de gênero influenciam.
No meu infecto, há pacientes com 16 anos na mesma medicação, assim como há os que têm rebote virológico com um ano.

Maycon
Visitante
Maycon
Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Interessante abordagem, por ir num rumo oposto ao já famoso kick and kill

Luquinha
Visitante
Luquinha

Há 4 anos e nove meio atrás estava eu agoniado , entrando na net umas 10 vezes atrás de uma cura , passava por vários médicos , como pode tudo e uma questão de costume , em 2013 o jovem já estava há 3 anos com o vírus , eu pensava como pode , tão novo ou seja tudo passa , eu já estou há quase 5 anos , na verdade funcionalmente já estamos curados , isso e um fato ,vamos envelhecer normalmente como uma pessoa não positiva , e há quem diga que temos vantagens aos que não são… Ler mais »

PH
Visitante
PH

Esse site é incrível!!! Sempre estou por aqui para tirar minhas dúvidas… Muita coisa eu aprendi por aqui… Que Deus continue nos abençoando! Tenho fé que tudo sempre irá melhorar pra gente…. Volto a repetir, esse espaço é incrível! Aqui retiro minhas forças pra continuar….
Estou indetectável faz dois meses…
Tenho uma vida normal, como era antes… Sendo que estou mais cauteloso…
Aqui é o espaço onde posso me abrir…
TMJ nessa!

JDW
Visitante
JDW

Estou em tratamento há 9 anos e mensalmente tenho que ir retirar os medicamentos, portanto, são 12 vezes por ano mais duas vezes para fazer os exames que são semestral, no mês passado encontrei lá uma pessoa que me conhece, foi uma situação complicada ela me disse que não irá divulgar a minha sorologia, mas fico inseguro. Moro numa cidade não muito grande e estou querendo fazer o tratamento em outro estado, mesmo que eu tenha que perder a cada três meses, neste caso em Campinas, pois tive informação que lá os medicamentos são para 3 meses, se alguém faz… Ler mais »

Locus
Visitante
Locus

Essa pessoa não tem poder sobre você. Eu entendo isso, sei que o melhor era não ter acontecido. Caso ele divulgue o seu status sorológico por aí ele poderá sofre um processo criminal além de danos morais. Ele estava lá como paciente também ?

tham
Visitante
tham

Alguém de vocês de aumento de potassio nos exames tomando o 2×1? O meu foi para 5,5 mmol/L.

SAR
Membro
SAR

Tham,

Aproveitando que estamos num tópico de terminologia (nomenclaturas corretas para aquilo que envolve HIV/Aids) faço uma correção no seu post, por favor, não me leve a mal. Acredito que o que você está tomando seja Dolutegravir + Tenofovir/Lamivudina, ou seja, DTG + 2×1. O 2×1 faz parte de muitos esquemas de ARV’s, então não se esqueça de colocar o DTG, se esse for seu caso.

Abraço!

tham
Visitante
tham

Isso mesmo DTG + 2×1. Só corrigindo, saiu de 4,6 mmol/L para 5,3 mmol/L em 4 meses.
Isso é normal? Já aconteceu com mais alguém??

SAR
Membro
SAR

JDW, Bom dia, Eu imagino o quanto essa situação é constrangedora. Acredito que esse receio não é só seu ou meu, mas de muitos aqui. Em algum momento você conversou com o/a infectologista sobre a possibilidade em prescrever seus medicamentos para 60 dias? Com exceção do primeiro mês, os demais eu não precisei pedir. Ela já prescreve automaticamente. Tente ver essa possibilidade. O que pode ocorrer é o/a infectologista prescrever por mais de 30 dias e eles liberarem de acordo com a disponibilidade do estoque. Agora quanto a pessoa conhecida que você encontrou no Centro de Triagem, fique tranquilo. Pense… Ler mais »

James
Visitante
James

Galera,
Sou soropositivo a um ano, vivendo super bem e em um mês de mediação já me tornei indetectavel.
Mas gostaria de trocar algumas experiências de vida e idéias (conhecimento nunca fez mal para ninguém) com outras pessoas e estou com dificuldade de encontrar algum grupo de discussão de pessoas q se reunam para trocar experiências aqui em sp/capital.
Alguém conhece algum grupo em q eu possa participar??
Um forte abraço a todos!

Tiago
Visitante
Tiago

James, não conheço, mas confesso que não procurei (estou em SP também). Têm me valido as trocas aqui mesmo ou pelo Kik. Fique à vontade para chamar: FigTreeField

James
Visitante
James

Te add la no kik….quem puder me add no grupo da galera, eu agradeco! Valeu!
Nick: James_sp367
Abs

AnonimoFer
Membro
AnonimoFer

Tbm pensei em grupo de apoio, mas acho q as trocas por aqui são mais úteis, ao menos para mim…

SP+-
Visitante
SP+-

Tenho a impressão que existe um grupo assim no SAE da Santa Cruz….

AnonimoFer
Membro
AnonimoFer

Mas qual seria o ideal do grupo?

Creio q seja bom para o ativismo, pra quem está sempre lutando por causas e bem estar do soropositivo. Para quem está soropositivo e não tem medo de dar a cara a tapa ao preconceito.

Pra mim por exemplo, que ainda prefiro manter o sigilo não sei se seria uma boa idéia.

Locus
Visitante
Locus

Gente, vou começar o esquema Dolutegravir + Lamiduvina + Tenofovir. É seguro o uso de multivitamínicos ? O que li na net diz que pode-se tomar, mas que não seja em jejum. Ou esperar um período de 2 ou seis horas antes da administração da TARV. Uso um genérico do Centrum.