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Guia de terminologia

O Unaids Brasil lançou, durante o 11º Congresso de HIV/Aids, em Curitiba, a tradução adaptada de seu Guia de Terminologia, um documento com recomendações sobre o uso de palavras cientificamente precisas e que promovem direitos humanos universais e a dignidade do indivíduo. Um dos objetivos do guia é também o de facilitar a compreensão dos principais temas relacionados ao HIV e à aids, bem como ao estigma e à discriminação.

“A linguagem não é neutra. E no contexto do HIV, essa afirmação nunca foi tão verdadeira”, explica Georgiana Braga-Orillard, Diretora do Unaids no Brasil. “As palavras que escolhemos e a forma como comunicamos nossos pensamentos e opiniões têm um efeito profundo na compreensão das mensagens. A escolha cuidadosa da linguagem, portanto, desempenha um papel importante na sustentação e no fortalecimento da resposta ao HIV, para que ela seja construída sobre uma base livre de estigma e de discriminação.”

Expressões como “pessoa vivendo com HIV” estão gradualmente substituindo outros termos, como “vítima de aids”, ou termos correlatos. “Termos como ‘vítima da aids’ implicam que o indivíduo é impotente, sem controle sobre sua vida”, disse Alistair Craik, que coordena o Guia de Terminologia do Unaids original, elaborado em inglês. “Por isso, é preferível usar ‘pessoas vivendo com HIV’”, acrescentou.

Neste caso, como explica o Guia de Terminologia do Unaids, e expressão “pessoa vivendo com HIV” tem o objetivo de evidenciar o protagonismo que a pessoa que vive com HIV tem diante de sua vida, na busca por saúde, dignidade e plenitude no exercício de seus direitos. O termo atual relega, portanto, ao HIV apenas um papel de coadjuvante nesse processo. Da mesma forma, expressões de conotação bélica, como “luta contra a aids” e “combate à aids” perdem espaço para termos mais inclusivos, mais abrangentes e menos bélicos, como “resposta à aids”.

Segundo o Unaids, as diretrizes de terminologia têm como objetivo promover o uso de palavras que respeitem e empoderem os indivíduos. Elas também fornecem conselhos aos escritores e jornalistas para evitar erros comuns. Por exemplo, “vírus da aids” não deve ser escrito porque é cientificamente errado. “Não há ‘vírus da aids’”, explica o Guia. “Aids, a síndrome de imunodeficiência adquirida, é uma síndrome de infecções oportunistas e doenças que, em última instância, é causada pelo HIV”.

O documento também ressalta um erro comum, no uso da expressão “pessoas infectadas com a aids”, uma vez que a aids não é o fator infectante, e sim o vírus, conhecido como HIV. Além disso, o Guia explica que, uma vez que a palavra “HIV” vem do inglês human immunodeficiency virus, cujo significado em português é “vírus da imunodeficiência humana”, é incorreto escrever o “vírus HIV” ou “vírus do HIV”, por se tratar de uma redundância.

Estes exemplos mostram um pouco do que os leitores vão encontrar no Guia de Terminologia do Unaids. Trata-se de um breve conjunto de recomendações visa promover uma linguagem sensível ao gênero, não discriminatória, culturalmente apropriada e que promova os direitos humanos universais. O Unaids enfatiza que suas recomendações terminológicas devem ser consideradas um trabalho contínuo, à medida que novas questões e dinâmicas emergem frequentemente.

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Jovem paulistano nascido em 1984, que descobriu ser portador do HIV em outubro de 2010. É colaborador do HuffPost Brasil e autor do blog Diário de um Jovem Soropositivo.

77 comentários

  1. SAR diz

    Muito bom que esse guia seja, amplamente, divulgado e entendido por nós que vivemos com HIV. Realmente, é muito desconfortável quando vejo pessoas usando termos errôneos quando o assunto é HIV/Aids. Expressões do tipo “coquetel” e “aidéticos” me causam um enorme desconforto. Até mesmo porque o primeiro dá uma impressão que tomamos dezenas de medicamentos e, o segundo, como se fossemos pessoas altamente contagiosas. Espero que os meios de comunicação usem esse guia como uma bíblia quando for publicar algo sobre HIV/Aids.

    • Marcelo diz

      Minha antiga infecto usa esses termos: Coquetel. Fala em aids. Troquei de médica.

    • Tiago diz

      Caro SAR,

      O único desconforto que me causa ouvir a palavra “aidético” vem de pensar que, em pleno século XXI, ainda existe gente suficientemente desinformada, mentalmente doente e/ou covarde para usar tais termos por pura ignorância ou preconceito, para se dirigir ou fazer referência a outras pessoas pelo nome de uma doença, para fazê-lo pelo mero prazer de agredir – verbalmente que seja – e sentir superior a outras pessoas e – pior – ainda fazê-lo com pessoas vulneráveis e fragilizadas, estejam elas ou não sofrendo de AIDS. Duvido que se dirijam a um amigo ou familiar querido dessa forma ou a um paciente de câncer como ‘canceroso’ ou “cancerético”. E também duvido que usariam o termo “aidético” para se dirigir – frente a frente – a um Jimmy Bell ou Tommy Morrisson da vida (lutadores de MMA que foram diagnosticados positivos).

      Tende a ser o tipo de pessoa que tem postura de galo quando acreditam estar lidando com franguinhos, mas quando do meio destes se levanta um que canta que nem galo, mais forte que eles, escondem-se que nem pintainhos ou vão chamar um bando de amiguinhos para tentar domina-lo pela força de números. Nas empresas, podem ser aquele gerente que trata os subordinados que nem lixo, mas faz vénias e concorda com o diretor, mesmo quando este diz um absurdo, para depois se lamentar em casa, com outros gerentes ou até mesmo com os mesmos subordinados que trata que nem lixo.

      Felizmente, este tipo de atitudes – típicas de crianças problemáticas (bullies) e de adultos inseguros, quando não psicopatas e sociopatas (bullies que não cresceram e amadureceram) – está se tornando socialmente reprovável em todos os setores da sociedade, desde a escola até ao trabalho, sendo já consideradas crime nos casos mais graves e onde se verifique clara intenção de agressão e discriminação.

      Uma hora nos livramos dessa praga, que sem dúvida alguma causa muitos mais problemas à sociedade e humanidade que o vírus HIV.

      • Tiago diz

        p.s. ooops Perdão, escrevi no último parágrafo “vírus HIV” (redundância) tsc tsc

      • Kiss diz

        Percebo que as pessoas gostam de fazer julgamento sabe, não conseguem utilizar a alteridade, então nem imaginam como já é conviver com esse vírus, assustador e polêmico….Falta muito para evoluir, uma vez que existem muitas doenças cruéis também, mas que não são vistas dessa forma. Sempre associam à promiscuidade, como se fossem intocáveis!!! Vamos torcendo e lutando para minimizar esse estigma!! Merecemos respeito e precisamos lutar pela vida e dignidade humana…..Juntos somos mais fortes….Vida que segue….

        • Carlos diz

          Falta empatia nas pessoas. Saber se colocar no lugar do outro. Não possuo HIV, mas imagino o quanto as palavras mal colocadas os prejudicam psicologicamente.

          • Tiago diz

            Carlos, arriscam prejudicar psicologicamente o alvo da piada, mas também toda resposta social à epidemia e por isso é que tem que ser considerado crime.

            Quanto mais piada se faz, mais o estigma cresce e mais o assunto se aproxima do tabú, inclusive para o portador, que não necessita de escárnio, necessita de auto-confiança e bom direcionamento para se tratar e conter o vírus, pelo bem individual dele e pelo bem social comum.

            Basta ver que, por conta de estigmas e falta de informação, a Globo erra na chamada, pelo menos segundo a UNAids, ao escrever “vírus da AIDS”, um erro talvez questionável pela precisão, mas que pode apenas querer dizer “o vírus (causador) da AIDS”, enquanto que o pior veio depois, a ponto de aparentemente ter de encerrar os comentários (eu pelo menos não os vejo na página), presumo eu pelo baixo nível de qualidade e de alto de violência e desrespeito no seu conteúdo, que nem vi confesso mas aqui relataram.

            Se o governo e a grande mídia não falam, viram cúmplices no silêncio que só beneficia o alastrar da epidemia. Se falam errado sem intenção, jogamos nós pedras, a multidão – boa parte da qual nem detectou o erro – já se entusiasma e reúne para jogar pedra, como se tivessem anunciado um linchamento. Complicado, viu? Tem de falar, mas é complicado…

        • Tiago diz

          Kiss, até concordo, mas ainda acho que o buraco é beeeem mais em baixo e que, muitas vezes, o julgamento não passa de uma máscara hipócrita de moralidade, usada como mero pretexto para justificar um prazer bem mais instintivo e visceral de fazer outro sofrer, evitando assim a reprovação social do que seria normalmente considerada uma atitude covarde e até criminosa; discriminar e perseguir alguém que sofre por uma condição de saúde.

          Lembra as mobs do lendário Cristianismo e de até do mais atual islamismo radical, mais interessadas em tacar pedras nas Marias Madalenas da vida e soltar os Barrabás, do que propriamente na justiça, equanimidade e na preservação do bem e até mesmo da moral. Gritam “imoralidade”, mas querem mesmo é encontrar um bom motivo para jogar pedra em alguém, satisfazer os seus prazeres mórbidos e ainda se posicionarem como “morais”.

          • Tiago diz

            p.s. nos tempos que o lendário cristão descreve, não era incomum ver jogar pedras nos leprosos também. Mais perto de casa e dos tempos atuais, assistimos a algo semelhante quando ocorreram os motins e execuções violentas nas prisões. Não faltou gente sedenta de sangue aplaudindo a barbárie.

          • Kiss diz

            É a pura vdd…Sensação de poder sobre o outro! Como se nunca tivesse corrido nenhum risco!! Julgamento, sensação de prazer em apontar…Somente nós podemos acabar com isso, pois merecemos muito respeito!!! Julgar não cabe ao homem….

        • Tiago diz

          Enquanto isso, há 3 dias atrás no Reino Unido, não tão longe no tempo ou no espaço, mas numa esfera bem distante para a esmagadora maioria, bem no seio de uma das mais antigas instituições e símbolo-pilar de valores familiares e tradicionais… https://www.theguardian.com/uk-news/2017/oct/13/prince-harry-calls-for-society-to-embrace-hiv-aids-tests-diana

          “Recordando o trabalho de Diana, antes de sua morte em 1997, o príncipe Harry disse: “Ela sabia que a AIDS era uma das coisas que muitos queriam ignorar e parecia um desafio sem esperança. Ela sabia que o desconhecimento dessa doença relativamente nova estava criando uma situação perigosa quando misturada com a homofobia.””

          “Então, quando, em abril, ela pegou a mão de um homem de 32 anos com HIV, em frente às cameras, ela sabia exatamente o que estava fazendo. Ela estava usando sua posição como Princesa do País de Gales – a mulher mais famosa do mundo – para desafiar todos a se educarem, a encontrar sua compaixão e a alcançar aqueles que precisam de ajuda, ao invés de empurrá-los para longe.”

          “No ano anterior à morte de minha mãe, os primeiros tratamentos anti-retrovirais realmente efetivos foram desenvolvidos para HIV e Aids. Ela não viveu para ver este tratamento se tornar amplamente disponível e salvar inúmeras vidas no Reino Unido e em todo o mundo.”

          Realmente Kiss, temos muito para evoluir e os exemplos estão aí, desde a agressão ao estender a mão. Cada um que escolha o lugar onde deseja estar; na retaguarda ou vanguarda.

  2. TELMA diz

    Um tratamento inovador para o câncer deve ser testado em pacientes no próximo ano para seu propósito original, controlando a infecção pelo HIV .

    Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia , onde seu uso em câncer de sangue foi pioneiro, dizem que eles modificaram múltiplas facetas da chamada terapia com células CAR T. Utiliza células imunes geneticamente modificadas para lutar contra alvos de doenças.

    O tratamento anteriormente falhou no teste clínico para o HIV. A versão melhorada é mais de 50 vezes mais efetiva na redução da replicação do HIV que a anterior, dizem eles.

    Um estudo demonstrando os melhores resultados foi publicado quinta-feira no jornal PLOS Pathogens. James L. Riley foi autor sênior. Rachel S. Leibman foi o primeiro autor. Vá para j.mp/carthiv para o estudo.

    A terapia melhorada está planejada para testes em alguns pacientes a partir do final da primavera de 2018, disse Riley. Beneficia do trabalho de cientistas, incluindo o pesquisador Carl June da Universidade da Pensilvânia, cuja pesquisa levou ao tratamento de leucemia, Kymriah, disse ele.

    “É bom ter uma referência pela qual você conheça esta configuração particular funciona”, disse Riley.

    June originalmente tinha como objetivo desenvolver tratamentos imunológicos para o HIV, de acordo com um artigo de perspectiva sobre a terapia com células CAR T no New England Journal of Medicine . June mudou de foco depois que sua esposa desenvolveu câncer de ovário em 1996. Morreu em 2001.

    A terapia usa células T, uma parte importante do sistema imunológico, geneticamente projetado para procurar e atacar células que produzem proteínas específicas. As células são extraídas do paciente, dados os genes terapêuticos, permíem proliferar, depois re-infundidos no paciente.

    No câncer, o sistema imunológico tem dificuldade em reconhecer que as próprias células do corpo se tornaram um perigo para serem eliminadas. O receptor de antígeno quimérico, ou as células CAR T são projetadas para superar esse problema.

    Ciências T de engenharia: movendo-se além da leucemia
    O Dr. Carl June discute como a disciplina emergente da biologia sintética – que combina elementos de engenharia genética e biologia molecular para criar novas estruturas biológicas com funcionalidades aprimoradas – pode ser aplicada ao câncer. Ele também fala sobre a perspectiva de terapias de células T de receptor de antígenos quiméricos (RAC) e T-célula (TCR), incluindo o gerenciamento de toxicidades e a expansão da disponibilidade de terapia celular personalizada para todas as neoplasias hematológicas e tumores sólidos.
    Além disso, esta terapia tem o potencial de fornecer controle permanente. Algumas células T persistem mesmo quando o alvo é eliminado, pronto para entrar em ação quando necessário. Isso é valioso no caso do câncer e do HIV, doenças em que a eliminação completa da doença é muito difícil.

    No caso de Kymriah, as células CAR T procuram uma proteína produzida por células B, células imunitárias produtoras de anticorpos que se tornam cancerosas na forma de leucemia que a droga trata.

    Para o HIV, o desafio é mais complicado, porque o vírus infecta as próprias células T. Ele também integra seu próprio código genético no DNA celular. Para parar isso, os pesquisadores melhoraram a célula T original projetada para melhor resistir à infecção e controlar a replicação do HIV.

    O estudo é um “tour de force”, disse Rowena Johnston, vice-presidente e diretora de pesquisa do amFAR, The Foundation for Aids Research. A organização internacional sem fins lucrativos é dedicada à pesquisa, prevenção e políticas públicas de HIV / AIDS.

    “Foi realmente uma investigação muito minuciosa, e muito oportuna”, disse Johnston. “Observou muitos dos componentes críticos de como vamos aplicar a terapia com células CAR T no HIV”.

    Johnston disse que está otimista de que a terapia com células CAR T acabará por ser capaz de controlar o HIV o suficiente para que aqueles com o vírus possam confiar sozinhos, sem precisar de outros medicamentos.

    No entanto, a eliminação total do vírus do corpo, que resultaria em uma cura, é muito mais desafiadora, disse ela. Mas um dia, mesmo uma cura pode ser possível com essa abordagem.
    Pesquisa médica Pesquisa científica Doenças e Doenças HIV – AIDS Leucemia Universidade da Pensilvânia

  3. Ka diz

    Boa noite amigos. Antes de mais nada quero agradecer ao criador do blog e a todos os participantes que aqui deixam seus comentários. Desde que descobri minha sorologia em fevereiro deste ano, entro aqui diariamente para alimentar minha mente e meu espírito com as publicações.
    Gostaria de esclarecer uma dúvida; uma pessoa que desenvolveu a doença, começou o tratamento, tornou-se indectavel (primeiro carga 1 milhão) e elevou o seu CD4 de 39 para 350, continua com a doença Aids ou volta ao “status” de portador do vírus HIV? Obrigada a todos.

    • Tiago diz

      Ka, o que determina se você está sofrendo de AIDS, é a existência de outras doenças em curso, como consequência da baixa imunidade e dos danos causados pelo vírus HIV, não a carga viral ou seu CD4.

      Ou seja, mesmo que alguém seja diagnosticado positivo com 1 milhão de carga viral e 50 CD4, se não ocorriam doenças, então esse alguém não estaria com AIDS, ainda que estivesse correndo sérios riscos de isso acontecer.

      • Caio PE diz

        Errado! Umas das definições da AIDS é o CD4 ser menor que 200 cél/mm3. Não necessariamente precisa ter alguma infecção oportunista para tal.

        • Tiago diz

          De certa forma, faz até sentido com o que eu entendia, já que uma clara deficiência de CD4 é considerada como uma manifestação de doença – o meu lapso -, imunológica no caso e por infecção do HIV. O parâmetro é a manifestação de sintomas e doenças, no caso do sistema imunológico 200 cel/mm3 é a régua.

          • Tiago diz

            Saúde para todos nós Karen e perdoe o lapso. Na próxima vez já saberei responder melhor, graças à intervenção do Caio. Vivendo e aprendendo, vida que segue. Abraços

        • Sp+- diz

          O que não ficou claro pra mim, me desculpem, em sobreposição a dúvida do colega Ka, é se então aumentando o CD4 e abaixando a carga viral ao indetectavel a pessoa deixa de estar com AIDS e retorna a portador do HIV.

          Eu sempre tive a impressão que o indivíduo quando não se cuida não se medica etc e chega ao ponto de ficar doente ao ponto de diagnosticar a AIDS era um caminho sem volta, apenas tratando os sintomas ladeira abaixo.

          A maior dúvida que me fica é realmente se volta a portador de HIV após a AIDS e se esse processo é garantido com tratamento das doenças oportunistas e TARV ou corre-se o risco de estar com a CV tão alta ao ponto de ser irreversível.

          Pq realmente nao entendo o caso de pessoas que sabem da sorologia, não se tratam e permitem-se chegar a esse ponto. É mto triste…

      • Benício diz

        Pessoal, boa tarde. Me bateu uma bad…
        Tenho muita vontade de seguir carreira na música, mas depois do diagnóstico de soropositividade há aproximadamente 8 meses, fico pensando: nesse mundo da música a fama é consequência e com isso vem a exposição da vida da pessoa que, no meu caso, viria a público minha sorologia. É viável deixar de lado esse sonho? Ou na opinião de vocês isso não pode afetar em nada? Agradeço desde já a atenção!

        • Positividade Sempre diz

          Não desista dos seus sonhos! Não acredito que isso seja verdade. Muitos famosos possuem o vírus, ou você acha que não?

        • Tiago diz

          Viva e siga literalmente tocando seus sonhos Benício. Se até existem alguns poucos que são incompatíveis, a música certamente não é um deles. Não faltam exemplos de estrelas gigantes que brilharam mesmo quando muitos já sabiam ou suspeitavam. Na música, o que vale no final de contas é quanta gente você toca. Só se prepare, pois se for bem sucedido, não faltarão críticos e invejosos tentando derrubar, muito antes sequer de suspeitarem de sua sorologia. “Faz parte do meu show.” Força e bola p’ra frente.

          • Benício diz

            Nossa, muito obrigado Tiago, não sabe como essas palavras me fizeram bem e quanta luz imaginei partindo de você por essas palavras.

        • Gil diz

          OLÁ BENÍCIO,
          Eu vejo que a sua situação requer uma análise bem lógica: siga a sua carreira na música. E, se você começar a fazer sucesso, o que é, você sabe, um longuíssimo caminho, você pode tomar a sua medicação, ficar indetectável, pedir para alguém ir no CTA buscar se não quiser se expor e pronto. Mas, se alguém souber, publicar, etc… ora, mostre sua cara ao mundo e mostre que ter o vírus não é estar morto, doente ou uma aberração. Tratar com naturalidade. Nos meus locais de trabalho todos sabem, expliquei e esclareci e pronto. Quando me olham correndo pra lá e pra cá, trabalhando em 4 lugares, umas 80h por semana, jogando tenis de madrugada, nadando, passeando, você acha que eles me associam com alguém doente? E se me associarem, minha resposta é só uma: calado, trabalhando, malhando, fazendo da minha vida o que eu quero sem prejudicar ninguém.
          Tenho uma coluna em um jornal, apareço dando entrevistas de vez em quando, pode surgir um rumor no público todo, mas, não vou sair contando, nem desmentindo.
          Ao chegar lá, você decide. Primeiro gaste sua energia para chegar no topo, depois você sentirá o que lhe será melhor.

        • rapaizim diz

          Sem falar que não necessariamente precisa ser famoso para trabalhar com plenitude na música. Tenho um primo ultra bem sucedido com a música, feliz com o trabalho e muitíssimo bem remunerado e não é famoso. Me desculpa, mas em qualquer carreira que você for bom no que fizer, poderá se tornar muito conhecido e, portanto, mais suscetível a estar sob o olhar/julgamento do outros…

        • Kiss diz

          Vejo que nosso grande mal é se isolar, desistir, abandonar…Precisamos interagir, ter bom ânimo de viver, tomar as medicações corretamente e fazer tudo de forma normal! Não podemos de forma alguma permitir que esse vírus acabe com nossos sonhos!!! Vida que segue…Realmente quantas pessoas famosas se escondem……

  4. Tiago diz

    Já que o assunto é terminologia, estes dias me perguntei porque dizer a alguém ou até a nós mesmos: ‘sou’ soropositivo? Não ‘somos’ soropositivos, somos humanos e ‘estamos’ soropositivos. Soropositividade é uma condição, um estado de ser, não uma forma de vida ou de ser.

    • Maria Salete Rangel Antônio diz

      Grande verdade, ninguém É soro positivo,e sim está soro positivo.

  5. denis diz

    Que lindo! Agora todos vão poder usar a terminologia politicamente correta para esconder melhor os seus preconceitos diante de nossa condição de saúde.

    • Tiago diz

      Como diz o ditado, água mole em pedra dura…
      Pelo menos chove em casa… rs

    • Tiago diz

      Denis, eu entendi a ironia na sua colocação, mas vale uma nota que – a meu ver pelo menos – este guia vai bem além de desenvolver uma linguagem “politicamente correta”, apresentando uma linguagem mais precisa e, porque não, construtiva e empoderadora.

      Sobre precisão e tomando o exemplo claro do uso incorreto do termo AIDS, que por sinal lamento ter ficado bem aquém na descrição e esclarecimento da diferença entre vírus e síndrome, considerando o quanto o uso incorreto é comum… Confesso que até eu cheguei a pensar que a diferenciação de uso entre HIV/AIDS tinha mais a ver com uma linguagem politicamente correta, no sentido de responder aos estigmas que o termo AIDS já trazia desde o início da epidemia, mas a verdade é que quando analisamos a terminologia em detalhe, um vírus ( agente infeccioso, no caso hiV) e uma síndrome (manifestação de sintomas e/ou patologias, aidS) são realmente coisas distintas, ainda que um possa levar ao outro, mas levando especialmente em conta que eu posso portar o primeiro dutante anos, sem sofrer do segundo.

      De qualquer forma, se ser preciso na linguagem é ser politicamente correto – e eu acredito que seja e nem vejo mal nisso-, então realmente o mundo precisa ser bem mais politicamente correto, pelo menos no que toca a HIV/AIDS.

      • Kiss diz

        É assim mesmo Tiago, no início tudo é meio confuso, aos poucos vai se tornando mais familiar…Dúvidas sempre teremos, até pq é um assunto polêmico e tabú para muitos….Vida que segue, tomar as medicações corretamente, se alimentar bem, praticar atividade física e ser feliz, esses são remédios essenciais!! Lembrando que somos uma geração privilegiada de certa forma pq temos medicamentos eficientes….Então enquanto a cura não chega é manter o bom ânimo….

  6. Tiago diz

    Não querendo monopolizar o espaço de comentários, mas já o fazendo (prometo que vou ficar quieto, até porque tenho uma montanha que fazer), não queria deixar de compartilhar um pensamento que me ocorreu; que talvez tão ou mais importante quanto este guia para responder à ignorância, aos estigmas e preconceitos – no sentido mais amplo e menos pejorativo da palavra – seria desenvolver um canal eficiente de atualização dos médicos, em particular dos infectologistas, quanto aos fatos relacionados com HIV/AIDS.

    Sendo eles o principal ponto de contato profissional de pacientes com a gestão da sua sorologia e, para o estado, com a gestão da epidemia, é inaceitável que um profissional não saiba como funciona um Elisa de 4a geração.

    Se médicos não se atualizam por iniciativa própria, só vejo dois caminhos… Ir até eles – com um guia rápido ou que for – ou pressionar a atualização, seja por exames periódicos ou de que forma for, não sei. Ficar do jeito que está é que também não dá. É um cargo de muita responsabilidade para exercer desinformado e desatualizado, não? Sinceramente, gostaria de ouvir opiniões de outros médicos sobre o assunto…

  7. Maycon diz

    Acabou de sair uma reportagem de uma senhora de 67 anos com HIV. Por favor, não leiam os comentários do G1. Tem um biomédico falando coisas horríveis da senhorinha.

    • ArielLima diz

      Esse biomédico deve ser daqueles que não conseguiu passar para medicina ou enfermagem e apelou para esses cursos “abreviados” de biomedicina. Para os leigos, parece que é médico…

  8. Tiago diz

    SP+-, se o parâmetro para definição de AIDS – ou qualquer outra síndrome – é a manifestação de sintomas e patologias, então havendo cura desses sintomas e patologias, creio que se pode dizer “sim, volta a ser apenas portador, pois não mais sofre de sintomas ou patologias”.

    Se eu entendi direito, valores de CD4 muito abaixo dos normais (abaixo de 200) podem ser considerados como sintoma de doença imunológica, no caso resultante do HIV, logo AIDS. Se essa doença e sintomatologia se resolver, o CD4 se recuperar para níveis considerados normais e não existirem outros sintomas ou patologias, logo a pessoa fica livre de AIDS.

    Quanto a CV tão alta que se torne irreversível, me parece que a irreversibilidade se prende mais com a capacidade de resposta imunológica do corpo, do que propriamente com o nível de CV, tanto que na fase aguda ela explode aos milhões, para depois cair por ação das defesas do próprio corpo.

    • Tiago diz

      p.s. confesso-me um pouco surpreso e até um pouco confuso com a definição de AIDS com base apenas numa CD4 abaixo da régua mencionada, onde não exista manifestação clínica de sintomas e doenças. Talvez se explique com o fato de que existe a definição de “síndrome laboratorial” – que seria quando existem sinais laboratoriais, detectáveis em exames, mas que não se manifestaram em sintomas e doenças – ou talvez por se definir uma CD4 abaixo dessa régua como manifestação de doença imune. Sinceramente não sei.

    • Tiago diz

      Luiz, pelo menos encerraram o espaço de comentários que, pela descrição do Maycon, havia virado baderna. Me desculpem os defensores da “liberdade de expressão”, pela qual prezo, mas eu faria o mesmo se o mesmo acontecesse na minha casa. Existem limites e no caso até leis. Bom que pelo menos assumiram as rédeas da situação e, pelos vistos, até o fizeram rápido.

      • Luiz Carlos diz

        Eu concordo, e quanto ao G1 não dá pra ler comentários de nenhuma notícia. Infelizmente parece que todos os “haters” e falsos moralistas se reunem por lá.

    • rapaizim diz

      E sem falar na gafe do apresentador ao anunciar a matéria, né?

      “Agora um alerta pra saúde dos idosos: o número de pessoas com mais de 60 anos ‘CONTAMINADAS’ pelo HIV aumentou no estado…”

      Esse aí é um dos que vai precisar ler o guia de terminologia pra aprender a usar o ‘infectadas’ ao invés de ‘contaminadas’.

  9. marcos diz

    Gente, alguem sabe me dizer como esta o jogador Magic Jhonson? qual seria a medicação que ele atualmente esta usando?
    Quase niguem ver ele em publico, na midia, qual sera a medicação dele?

    • Gil diz

      Eu o vi com o filho dele estes dias.
      Está gordo, sempre foi mais gordinho depois da aposentadoria.
      Mas apesar de estar com seus quase 60 anos, está com aspecto saudável, normalzão.

    • Rodrigo diz

      Há poucos dias rolou uma polêmica com ele, quando uma modelo postou uma voto dele e o Samuel L. Jackson, acreditando ser dois refugiados, numa dessas praias de milionários.
      Aparentemente ele tá bem bom, até meio gordinho…
      Na minha opinião pessoal, o Magic Jhonson é um dos caras que mais contribuíram com a desmitificação do HIV/Aids, numa época em que o preconceito e a desinformação eram ainda maiores que hoje

    • Jorgito diz

      Magic Johnson tem Instagram que ele mantém sempre atualizado. Está sempre em público, vida normal. Ele já não é mais foco da mídia porque se aposentou do esporte há muito tempo e o fato dele ser soropositivo já deixou de ser notícia há muito tempo também.

  10. Matias diz

    Boa Noite pessoal! Eu gostaria que alguém me tirasse uma dúvida. Ainda não fiz o exame de CV depois que comecei a me tratar (2 x1), o médico só pediu depois de 6 meses. Tenho ficado aflito em relação a não estar indetectavel mesmo depois de 5 meses de tratamento e CV 7.900 (CD4 848). Qual a média de tempo que um medicamento pode deixar um indivíduo indectavel tomando a medicação corretamente? Uma pessoa pode ficar indetectavel por 10 anos com a mesma medicação? Tenho me sentido bem, forte…Mas o medo é presente quanto a eficácia do tratamento. E mesmo tomando a medicação e estando indetectavel corro risco de uma doença oportunista como Tb? Me desculpe a ignorância, falta de conhecimento, mas se alguém puder me orientar fico grato. É tudo novo para mim!

    • Rômulo diz

      Eu to no mesmo barco que vc, fiz meu primeiro CV após começar a TARV e até o final do mês saberei se já estou indetectável.

      O DTG costuma baixar rápido o CV ativo e muito gente afirma que baixa com 2~3 meses mas óbvio que pode variar e tem gente que leva quase 6 meses.

      Relaxa que vc esta com uma TARV de primeira linha e dificilmente terá resistência do vírus !

    • Rodrigo diz

      Eu fiquei indetectável com dois meses, e olha que minha combinação já é antiga: EFZ + AZT + Lamivudina… o que já leva a sua segunda pergunta: estou em tratamento há 7 anos com a mesma medicação, sempre indetectável. Vou mudar agora por indicação do meu infecto, inicialmente para o 3 x 1, já que tolero relativamente bem o EFZ (mas com planos de substituir para uma combinação com o DTG quando ele estiver disponível para todos).
      Pela sua CV e CD4 inicial e pela sua combinação, apostaria que você já está indetectável (apesar de que o tempo de resposta pode variar de pessoa pra pessoa)..

    • Luiz Carlos diz

      Matias, pode ficar tranquilo. A probabilidade de você não estar indetectável já neste momento é ínfima. Sua CV inicial é relativamente baixa.

      Uma pessoa pode viver, em tese, até seu falecimento por causas naturais com o mesmo medicamento, se tomado adequadamente. O porém é que, para a nossa alegria (com o perdão do bordão), novas terapias vêm surgindo e tendo suas patentes derrubadas compulsoriamente, permitindo o acesso a novos ARVs com menor toxicidade.

      Abraços!

  11. César diz

    Uma pessoa que é indetectável a vários anos ela pode tomar uma cerveja no final de semana, ela tomando a cerveja de leve no final de semana vai continuar indetectável? Se alguém puder responder por favor, eu agradeço.

    • Tiago diz

      César, pode sim. O álcool não interfere com a TARV, só temos de ter cuidado para não nos embriagarmos a ponto de esquecermos a medicação e, claro, beber com moderação, lembrando que necessitamos de preservar o fígado em boas condições, do qual a metabolização dos ARVs depende, e lembrando que o próprio processo de metabolização do tratamento já obriga o fígado a realizar um esforço extraordinário, portanto tudo o que para ele seja tóxico – como álcool – deve ser evitado ou consumido com cautela e moderação.

      Uma sugestão é, após as suas cervejas, beber bastante água antes de dormir para amenizar o impacto e auxiliar na desintoxicação do fígado e hidratação do corpo.

  12. Mineiro_rj diz

    Caros,
    Eu criei um grupo no kik com o objetivo de estreitar os laços de quem procura alguém com quem compartilhar a vida. Sabemos que para alguns ainda é muito dificil expor sua sorologia em um relacionamento. Pensei em criar esse ambiente para tentar facilitar um pouco. Quem sabe nao surjam casais felizes neh? Quem quiser participar, me chame no kik: mineiro_rj

  13. TELMA diz

    Tive resistencia a duas classes de medicamentos e estou indetectavel a mais de 4 anos apos a troca ,me tornei indetectavel no primeiro mês da troca do medicamento .Resistencia pode ser adquirida por sexo ou por má adesão ou pelo tempo de uso da medicação . Por isso os laboratorios criam novas drogas e mecanismos diferentes .Não existe medicação que seja eterna pra todos geralmente depois de 12 anos ou menos o virus cria resistencia , magic jonhson toma varios medicamentos por ter o virus a mais de 28 anos . Eu sei que muitos vão descurtir isso que escrevi mais é a realidade .Como hiv é altamente lucrativo ninguem precisa ficar preocupado com isso pq sabemos que surgem novos mecanismos de bloqueio do hiv a cada 2 anos . Vide 2018 que ja teremos receptor CD4 ibalizumab em janeiro de 2018 ja definido pelo fda.

    • Rodrigo diz

      Não há uma fórmula fixa, visto que o vírus é esperto e cada organismo é individual, assim como questões étnicas e de gênero influenciam.
      No meu infecto, há pacientes com 16 anos na mesma medicação, assim como há os que têm rebote virológico com um ano.

    • Rodrigo diz

      Interessante abordagem, por ir num rumo oposto ao já famoso kick and kill

  14. Luquinha diz

    Há 4 anos e nove meio atrás estava eu agoniado , entrando na net umas 10 vezes atrás de uma cura , passava por vários médicos , como pode tudo e uma questão de costume , em 2013 o jovem já estava há 3 anos com o vírus , eu pensava como pode , tão novo ou seja tudo passa , eu já estou há quase 5 anos , na verdade funcionalmente já estamos curados , isso e um fato ,vamos envelhecer normalmente como uma pessoa não positiva , e há quem diga que temos vantagens aos que não são positivos .
    Paz e vida a todos ……

  15. PH diz

    Esse site é incrível!!! Sempre estou por aqui para tirar minhas dúvidas… Muita coisa eu aprendi por aqui… Que Deus continue nos abençoando! Tenho fé que tudo sempre irá melhorar pra gente…. Volto a repetir, esse espaço é incrível! Aqui retiro minhas forças pra continuar….
    Estou indetectável faz dois meses…
    Tenho uma vida normal, como era antes… Sendo que estou mais cauteloso…
    Aqui é o espaço onde posso me abrir…
    TMJ nessa!

  16. JDW diz

    Estou em tratamento há 9 anos e mensalmente tenho que ir retirar os medicamentos, portanto, são 12 vezes por ano mais duas vezes para fazer os exames que são semestral, no mês passado encontrei lá uma pessoa que me conhece, foi uma situação complicada ela me disse que não irá divulgar a minha sorologia, mas fico inseguro. Moro numa cidade não muito grande e estou querendo fazer o tratamento em outro estado, mesmo que eu tenha que perder a cada três meses, neste caso em Campinas, pois tive informação que lá os medicamentos são para 3 meses, se alguém faz tratamento em Campinas e puder confirmar, agradeceria. Suporto bem o medicamento, mas, ter que ir ao posto todo mês é a parte mais difícil, torço por uma cura em breve.

    • Locus diz

      Essa pessoa não tem poder sobre você. Eu entendo isso, sei que o melhor era não ter acontecido. Caso ele divulgue o seu status sorológico por aí ele poderá sofre um processo criminal além de danos morais. Ele estava lá como paciente também ?

  17. tham diz

    Alguém de vocês de aumento de potassio nos exames tomando o 2×1? O meu foi para 5,5 mmol/L.

    • SAR diz

      Tham,

      Aproveitando que estamos num tópico de terminologia (nomenclaturas corretas para aquilo que envolve HIV/Aids) faço uma correção no seu post, por favor, não me leve a mal. Acredito que o que você está tomando seja Dolutegravir + Tenofovir/Lamivudina, ou seja, DTG + 2×1. O 2×1 faz parte de muitos esquemas de ARV’s, então não se esqueça de colocar o DTG, se esse for seu caso.

      Abraço!

      • tham diz

        Isso mesmo DTG + 2×1. Só corrigindo, saiu de 4,6 mmol/L para 5,3 mmol/L em 4 meses.
        Isso é normal? Já aconteceu com mais alguém??

  18. SAR diz

    JDW,

    Bom dia,
    Eu imagino o quanto essa situação é constrangedora. Acredito que esse receio não é só seu ou meu, mas de muitos aqui. Em algum momento você conversou com o/a infectologista sobre a possibilidade em prescrever seus medicamentos para 60 dias? Com exceção do primeiro mês, os demais eu não precisei pedir. Ela já prescreve automaticamente. Tente ver essa possibilidade. O que pode ocorrer é o/a infectologista prescrever por mais de 30 dias e eles liberarem de acordo com a disponibilidade do estoque. Agora quanto a pessoa conhecida que você encontrou no Centro de Triagem, fique tranquilo. Pense assim: O que ela estava fazendo lá? Se estava lá é porque teve uma situação de risco e poderia estar procurando orientações do que fazer. Ninguém está livre de passar por situações de risco e ser infectado pelo HIV ou outras IST’s. Torço para que você encontre uma alternativa e que buscar seu medicamento não seja um empecilho para continuar cuidando da sua saúde e bem-estar.

    Abraço!

  19. James diz

    Galera,
    Sou soropositivo a um ano, vivendo super bem e em um mês de mediação já me tornei indetectavel.
    Mas gostaria de trocar algumas experiências de vida e idéias (conhecimento nunca fez mal para ninguém) com outras pessoas e estou com dificuldade de encontrar algum grupo de discussão de pessoas q se reunam para trocar experiências aqui em sp/capital.
    Alguém conhece algum grupo em q eu possa participar??
    Um forte abraço a todos!

    • Tiago diz

      James, não conheço, mas confesso que não procurei (estou em SP também). Têm me valido as trocas aqui mesmo ou pelo Kik. Fique à vontade para chamar: FigTreeField

      • James diz

        Te add la no kik….quem puder me add no grupo da galera, eu agradeco! Valeu!
        Nick: James_sp367
        Abs

      • AnonimoFer diz

        Tbm pensei em grupo de apoio, mas acho q as trocas por aqui são mais úteis, ao menos para mim…

    • SP+- diz

      Tenho a impressão que existe um grupo assim no SAE da Santa Cruz….

      • AnonimoFer diz

        Mas qual seria o ideal do grupo?

        Creio q seja bom para o ativismo, pra quem está sempre lutando por causas e bem estar do soropositivo. Para quem está soropositivo e não tem medo de dar a cara a tapa ao preconceito.

        Pra mim por exemplo, que ainda prefiro manter o sigilo não sei se seria uma boa idéia.

  20. Locus diz

    Gente, vou começar o esquema Dolutegravir + Lamiduvina + Tenofovir. É seguro o uso de multivitamínicos ? O que li na net diz que pode-se tomar, mas que não seja em jejum. Ou esperar um período de 2 ou seis horas antes da administração da TARV. Uso um genérico do Centrum.

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