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Clube de Compras Moscou

“Hoje meu marido foi à clínica e eles disseram que não têm remédio e que não estão recebendo nenhum”, diz uma postagem no site russo Pereboi.ru, onde há uma sala de bate-papo para soropositivos. “Me sinto muito mal e, mesmo assim, não recebo tratamento. Eles disseram que está faltando antirretroviral e que os remédios vão apenas para os casos mais terríveis”, escreveu Marina, de Tomsk, na Sibéria. “Tenho uma criança para criar e não quero morrer.”

“No início do ano 2000, não havia nenhum tratamento”

Os problemas com a distribuição de medicamentos contra o HIV/aids já são endêmicos na Rússia, forçando os pacientes a procurar soluções tal como no filme Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club, 2013), cujo enredo se passa na década de 1980, nos Estados Unidos. Ao invés de Ron Woodroof, personagem vivido pelo ator Matthew McConaughey, um dos protagonistas russos chama-se Aleksei Yaskovich: em 2010, ele criou a Aptechka, uma organização não-governamental para distribuição de antirretrovirais em Kursk, cidade próxima ao lado europeu do país. “Quando fui diagnosticado com HIV, no início do ano 2000, não havia nenhum tratamento”, explica Yaskovich. “Meu médico me disse: ‘Se você viver três anos, terá sorte’. Naquela época, era realmente assustador. Agora, sabemos que os remédios existem e que não estamos recebendo eles por causa de alguns bloqueios burocráticos.”

“As pessoas estavam morrendo”

Há sete anos, Yaskovich notou que o sistema do Ministério da Saúde russo usado na distribuição de medicamentos vitais para o tratamento do HIV produzia frequentes situações de esgotamento de estoque, geralmente na metade de cada ano, deixando os pacientes com HIV com lacunas fatais no tratamento. “As pessoas estavam morrendo”, diz Yaskovich. “Eles tiravam os remédios de alguns pacientes e os entregavam a outros. Mulheres grávidas e crianças tinham prioridade.”

Foi então que as pessoas que vivem com HIV na Rússia começaram a se organizar. Pacientes cujo regime de tratamento tinha sido trocado enviavam seus medicamentos excedentes e antigos para Yaskovich, que cuidava da sua redistribuição. No início, Yaskovich os guardava na geladeira de sua casa. “Estava cheio de pílulas, caixas e potes de comprimidos”, lembra. “Minha mãe estava ficando incomodada! Eu ainda tinha metade de uma mala cheia de comprimidos de Kaletra.”

“Recebíamos doações de medicamentos das mães daqueles que morriam”

Nem sempre as doações vinham diretamente de pessoas com HIV. “Recebíamos doações de medicamentos das mães daqueles que morriam”, diz Svetlana Prosvirina, diretora da organização Kaliningrad e coordenadora local da Aptechka. “Lembro-me da primeira vez: um amigo meu morreu de uma overdose e sua mãe nos deu vários frascos de antirretrovirais. Aparentemente, o rapaz havia se metido seriamente nas drogas e esqueceu do tratamento. Foi assim que, pela primeira vez, preenchemos o estoque da nossa pequena farmácia.”

Um protesto contra a falta de medicamentos antirretrovirais, em Moscou, em dezembro de 2011. “O que aconteceu em 2011 está acontecendo novamente agora, em 2017”, diz um ativista.

Noutras vezes, os medicamentos vêm diretamente dos fabricantes, através de pessoas que simpatizam com a causa. “Tudo é feito através de contatos pessoais”, diz Ivan, que pediu para não ser identificado por trabalhar em uma clínica estatal. “Um amigo me chama e diz: ‘Temos algumas caixas que podemos compartilhar. Traga um carro.’ Como eu não tenho carro, vou com duas mochilas e um carrinho de compras. Em seguida, enviamos os medicamentos para Biisk, Rubtsovsk e Barnaul.”

A Rússia é praticamente o único país desenvolvido onde o número de novas infecções por HIV e o número de mortes relacionadas à aids continuam a aumentar. Segundo uma matéria do New York Times, publicada em 2016, os casos de HIV/aids já ultrapassam um milhão de pessoas. Para efeitos de comparação, o Brasil  tem 830 mil pessoas vivendo com HIV/aids e o Unaids estima que o número de mortes relacionadas à aids no País foi de 14.000, em 2016. Em contraste, na Rússia, os números do governo mostram que 1.529 pessoas morreram de aids em 2005, 10.611 em 2013 e, no ano passado, 18.577. Neste ano, os ativistas russos acreditam que o número de mortes provavelmente será superior a 20 mil.

“Esta já pode ser considerada uma ameaça para toda a nação”

Esses números podem ser ainda maiores, uma vez que os dados oficiais não são compartilhados com órgãos internacionais, como o Unaids, e nem sempre podem ser confirmados. Há disparidades entre as informações disponíveis. A Avert.org, por exemplo, traz uma estimativa diferente: segundo eles, o número de mortes relacionadas à aids, em 2014, na Rússia, foi de 24 mil pessoas.

Uma das únicas referências oficiais do real tamanho da epidemia russa parece vir de Vadim Pokrovsky, antigo chefe do Centro Federal contra a Aids, com sede em Moscou: segundo ele, há cerca de 850 mil russos vivendo com HIV e um total de 220 mil mortes decorrentes da aids desde o final da década de 1980. Pokrovsky estima que pelo menos outros 500 mil casos de HIV ainda não foram diagnosticados. A soma desses números representa aproximadamente 1% da população russa, de 143 milhões de pessoas, o que é suficiente para ser considerado uma epidemia. “Esta já pode ser considerada uma ameaça para toda a nação”, diz Pokrovsky, observando que o número de casos está aumentando cerca de 10% ao ano. Em 2016, estimaram-se 100 mil novas infecções, cerca de 275 por dia. Trata-se da maior epidemia de HIV/aids da Europa e uma das maiores taxas de infecção do mundo.

“É difícil dizer quantas pessoas estamos ajudando”

“É difícil dizer exatamente quantas pessoas estamos ajudando”, diz Yulia Vereshchagina, da ONG Pacientes no Controle, a Pereboi.ru, de São Petersburgo. “Muitos dos pacotes de medicamentos vão para mais de uma pessoa. Às vezes, um pacote serve para até cinco pessoas.” Segundo o Ministério da Saúde russo, a provisão de gastos com antirretrovirais em 2017 foi de 17 bilhões de rublos (cerca de US$ 296 milhões), que serviram para comprar tratamento para 235 mil soropositivos. Os ativistas estimam que isto cobriu cerca de um terço da demanda e, em setembro, o governo adicionou mais 4 bilhões de rublos.

Com a escassez, a Aptechka tem trabalhado ativamente. “Nós não estamos apenas ajudando com medicamentos, mas também estamos encorajando as pessoas a escrever queixas à [agência estatal de proteção ao consumidor] Rospotrebnadzor”, diz Ivan. “Nós lhes dizemos para não esperar. Em Barnaul, quando as pessoas começaram a escrever, houve algum avanço.”

“Nada vai melhorar. O que aconteceu em 2011 está acontecendo de novo em 2017”

Yaskovich continua a procurar soluções, mas ele não vê o futuro com otimismo. “Penso em criar algum mecanismo on-line onde os gerentes de todas as farmácias no país possam publicar em tempo real as informações sobre quais medicamentos eles têm, quando expiram e assim por diante”, disse ele em uma entrevista à RFE. “Muitos acreditam que, com a substituição de importações [resultado das sanções ocidentais contra a Rússia e as imposições de Moscou], começaremos a produzir nós mesmos os antirretrovirais e, assim, tudo vai melhorar. Isso é uma ilusão. Nada vai melhorar! Não vejo nenhuma melhoria na situação. O que aconteceu em 2011 está acontecendo de novo, agora, em 2017.”

Protestos contra o presidente Vladimir Putin, em Londres.

De fato, o problema na distribuição de antirretrovirais na Rússia não parece ser decorrente das sanções internacionais, mas do próprio presidente russo, Vladimir Putin, que permanece em silêncio diante da epidemia de HIV/aids. Segundo ativistas, sua postura é de indiferença com as vítimas, austeridade financeira com a oferta de tratamento e hostilidade aos fundos estrangeiros — em 2016, o Ministério da Justiça investigou diversas ONGs envolvidas na luta contra a aids, simplesmente porque receberam apoios vindos do exterior.

Apesar da epidemia russa também afetar consideravelmente heterossexuais, principalmente os usuários de drogas injetáveis, os soropositivos russos ainda enfrentam um estigma comum na década de 1980. Autoridades de saúde pública e a própria Igreja Ortodoxa Russa entoam “valores familiares” como a solução para a epidemia de HIV/aids. Cirilo I, patriarca da igreja, exortou a “educação moral”, enfatizando que o “estabelecimento de valores familiares, ideais de castidade e fidelidade conjugal” devem estar na vanguarda da contenção do vírus. Tanto o governo quanto a igreja se opõem à educação sexual para crianças. Um alto funcionário do governo chegou a afirmar que a literatura clássica era a melhor professora. Além disso, o Estado também é inflexível ao uso de metadona no tratamento de toxicodependentes, classificando este medicamento como uma solução “narcoliberal” — em outros países, a metadona é normalmente utilizada para tratar e monitorar pacientes infectados pelo compartilhamento de seringas.

“As pessoas precisam entender que só conseguirão lutar contra o HIV se estiverem do mesmo lado que Putin”

É sob este mesmo espírito que a homossexualidade é fortemente oprimida na Rússia. Anton Krasovsky, apresentador de um talk show de televisão, foi demitido em janeiro de 2013, depois de publicamente se assumir homossexual. “Como não estamos falando sobre a luta contra Putin, mas de uma luta contra um vírus, as pessoas precisam entender que só conseguirão lutar contra o HIV se estiverem do mesmo lado que Putin”, disse Krasovsky. “É impossível mudar a situação sem chegar a algum tipo de acordo.”

Tatiana Vinogradova e seu marido Andrei Skvortsov, soropositivo, usaram seu casamento para ajudar a quebrar a imagem do HIV como intratável.

Enquanto isso, em São Petersburgo, o casal Tatiana Vinogradova e Andrei Skvortsov pressionam o governo para enfrentar a epidemia. Vinogradova é uma ativista da terceira geração de soropositivos: sua avó, especialista em doenças infecciosas, tratou um dos primeiros pacientes com HIV em São Petersburgo, no final da década de 1980, e pressionou as autoridades da cidade para criar um centro de apoio às pessoas com aids. Skvortsov, por sua vez, é ex-viciado em drogas, ex-condenado e soropositivo. Juntos, eles criaram a Pacientes no Controle, em 2010, com o objetivo de persuadir, pressionar e envergonhar o governo federal e os governos locais para que ofereçam o tratamento antirretroviral.

“Reconhecer que isto é uma epidemia é admitir que o governo deixou o problema sair do controle nos últimos 30 anos”

O casal também tenta usar seu próprio casamento para ajudar a quebrar o estigma de que o HIV é uma praga incurável e restrita a toxicodependentes, gays e outras minorias. Uma das estratégias do casal é sempre se referir à situação usando o termo “epidemia”, contrariando a interpretação oficial do governo. “Reconhecer que isto é uma epidemia é admitir que o governo deixou o problema sair do controle nos últimos 30 anos”, explica Vinogradova. “A Rússia é assim: para funcionar, as coisas têm de vir do alto escalão para baixo” — algo que, em relação ao HIV/aids na Rússia, parece nunca acontecer.

“Os programas de prevenção não funcionam e a cobertura não é suficiente para frear a epidemia”

Ativistas e especialistas sempre voltam à falta de apoio governamental como a principal origem do problema. De acordo com as recomendações do Unaids, para reduzir a propagação do HIV, pelo menos 90% dos soropositivos diagnosticados devem receber tratamento antirretroviral. Na Rússia, pouco mais de 37% recebem esses remédios. “Os programas de prevenção não funcionam e a cobertura não é suficiente para frear a epidemia”, explica Vinay P. Saldanha, diretor regional do Unaids na Europa Oriental e Ásia Central. A Rússia é um dos cinco países que representam quase metade das novas infecções mundiais, ao lado da África do Sul, Nigéria, Índia e Uganda.

Cartaz com Vinogradova e Skvortsov, em São Petersburgo, encorajando as pessoas a fazerem o teste de HIV.

Um dos pequenos avanços na prevenção do HIV na Rússia parece estar nas campanhas de testagem de HIV. Uma destas publicidades é apoiada por Svetlana Medvedeva, esposa do ex-presidente russo Dmitri Medvedev. Outras são feitas por Vinogradova e Skvortsov — o casal é surpreendentemente aberto sobre a sua vida sexual, enfatizando que o fato de ele estar sob tratamento antirretroviral significa que ela permanece soronegativa, mesmo sem o uso de preservativos. No cartaz, eles encaram um ao outro. “Eu sei que não há barreiras para o amor”, diz o texto. “HIV não é um obstáculo para a criação de uma família. É possível viver uma vida longa com HIV.”

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34 comentários

  1. Caio PE diz

    Com todos os problemas, desigualdades e incompetência dos governantes, pelo menos aqui tem ARVs para todos: seja tratamento intermitente, seja PEP, seja PrEP. E quando não tem, colocamos a “boca no trombone”, isso eu reconheço!

  2. Raquel diz

    É uma situação complicada.Pode parecer incoerente o que estou falando,mas da mesma forma que as pessoas tem direito a lutar por saúde,não é obrigação do Estado dar medicamento “gratuito” pra ninguém.Eu digo “gratuito”,pois nada nesse mundo é de graça.Ou alguém acha que dinheiro cai do céu?Se no Brasil nao fornecessem medicamento eu nao sei o que aconteceria.

    • Caio PE diz

      Discordo totalmente. É obrigação do Estado fornecer medicação (independente da comorbidade) sim ! E os impostos? E a carca tributária?

    • Tiago diz

      Raquel, não é de graça. Pagamos impostos e altos. Não fosse tanto do que é recolhido mal gerido e desviado e sobraria para distribuir medicamentos aqui é na Rússia!

    • Tem nada de gratuito aqui não minha filha, pagamos e pagamos bem caro por tudo que nos fornecem. É mais que obrigação!
      Pensar assim é um insulto a nós contribuintes. Até uma bala que vc chupa tem impostos de tudo que é tipo! Eu heim…

    • Henrique diz

      Falou tudo, nada nesse mundo é de graça e eh por isso que pago impostos e inclusive imposto de renda. Seria o mínimo que esse governo lixo deveria me proporcionar, um remédio, ja que nao foi capaz de fornecer uma politica anti hiv descente de maneiras em que todos os soropositivos fossem tratados.
      Ou vcs acham que a culpa de ter adquirido o virus eh apenas nossa? Jamais. A culpa é do baixo investimento em políticas contra esse maldito virus.
      Fui no cta da minha cidade com meu exame reagente em maos e nunca mais retornei. Pergunta se eles foram atras de mim saberem o pq nao retornei ao cta? Estao pouco se lixando se estou em tratamento, se estou passando o virus em diante. O sistema está sucateado e com isso mtas pessoas sao prejudicadas.
      Como sou militar, nao me trato pelo cta e sim pela polícia. A mesma fornece meus remedios a 1 ano e meio.
      Foi erro meu ter contraído esse virus? Sim com ctza, mas o governo tbm falhou em nao acompanhar o caso da pessoa que me infectou, ou q decidiu abandonar o tratamento.

      • Wolverine diz

        Não acho que o governo seja culpado por essa ou aquela pessoa adquirir hiv. O gov gasta uma fortuna em publicidade no rádio, tv, internet e etc, orientando as pessoas a usar preservativos e, até os distribue gratuitamente. Fora os contaminados por estupros, tranf de sangue, no nascimeto, cirurgias ou foram vítimas de safados que sorrateiramente tiraram o preservativo, os demais foram muito irresponsáveis. O que um soropositivo paga de impostos não cobre o custo que o estado tem para mante-lo vivo e saudável. Ainda assim, é obrigação do estado fazer tudo que for razoavelmente possível para proporcionar vida digna às pessoas. Além disso muitos não tem recursos para comprar esses remédios e acabariam morrendo. E outros poderiam fazer como alguns fizeram na década de 80 e início da de 90. Irados por terem sido contaminados e achando que não tinham mais nada a perder sairam distribuindo o vírus a tantos quanto possível

    • Jorgito diz

      O Estado, de fato, não tem necessariamente a obrigação de fornecer esses medicamentos. Essa foi uma opção do Brasil, assim como de diversos outros países, em virtude de se tratar de uma epidemia, que afeta toda a comunidade nacional e global. Se com o fornecimento de medicamentos existe essa proliferação do vírus que vemos, imagina se não houvesse tal fornecimento, particularmente em um país pobre como o Brasil. O que falta aqui realmente são políticas de conscientização no sentido da necessidade de se prevenir, se testar, iniciar o tratamento e aderir sistematicamente ao mesmo em casos de infecção. Quanto ao fornecimento de medicamentos, foi a opção mais sensata adotada pelo Estado brasileiro e certamente evitou que a epidemia se alastrasse com muito maior intensidade e de forma devastadora e traumática, com custos ainda mais elevados de atendimento na rede pública de pacientes que desenvolveriam AIDS.

    • ricardo costa diz

      Que absurdo isso que vc está dizendo… tudo que vc compra ou paga energia, água, internet, tv a cabo, remédios, iptu, declaração de imposto de rendas, conta bancaria, compra um carro, uma balinha e outras mil coisas.. vai para o bolso do governo em forma de ICMS E TRIBUTOS… ao chegar la esses bilhões de reais… eles roubam na cara dura… roubam e desviam bilhões…. veja o que o PT fez… PMDB, prefeitos, governadores etc… olha na sua conta de luz, água… internet… vc vai ver la o que vc ta dando para o governo… ate o ipva de um carro etc… Acho que vc disse isso sem noção ou nunca fez contas na sua vida…

      • Wolverine diz

        So PT e PMDB não . O PSDB de Aécio também. Na verdade, políticos de vários partidos.

  3. Luiggi diz

    No BRASIL o tratamento e precário temos nos dias atuais, corte com remédios e coletas de exames básicos como CD4, CARGA VIRAL, entre outros ou seja estamos na mãos do SUS um sistema falido que não sabemos ate quando ira suportar.

  4. Ney diz

    É uma questão de saúde pública. Isso não é favor do Estado é obrigação. Obrigação de todos com todos. Vejo meus irmãos gays e soropositivos sendo perseguidos e deixados morrer a míngua na Rússia e sinceramente sofro com isso. Poderia ser eu. E há medicamentos há tratamento. Mas o preconceito a ignorância. A intolerância religiosa tudo contribui para essa catástrofe russa. E muito pior ficará lá. Por isso aqui temos que lutar todos os dias para que seja garantido todos os nossos direitos. Temos o direito de viver trabalhar termos a nossa família mesmo portando HIV. Podemos ficar indectavel e levar uma boa vida. Irmãos continuemos lutando. Se pensam que vão me destruí tão fácil saiba que ainda estão rolando os dados porque o tempo o tempo não pára. Valeu pela reportagem JS.

  5. Mateus diz

    É o preço que pagamos pelo anonimato. Quando optamos pela não exposição, não nos unimos, não lutamos, não garantimos nossos direitos. Penso que ainda no Brasil, fazemos muito pouco. Que Deus cuide da Rússia.

    Gente, alguém tem notícias da PRO 140?? Li que o Charlie Sheen está indetectável com uma injeção semanal e sem efeitos colaterais. Seria um sonho. Não precisaria nem da cura, pra mim só isso tava bom kk

    • Wellington diz

      Uma injeção toda semana??…Prefiro comprimido todos os dias.

    • Jorgito diz

      Só vejo alguma vantagem nessa injeção se realmente não tiver colaterais, se for menos tóxica que os medicamentos em comprimidos. Porque em termos de conforto também não vejo grandes vantagens.

      • wellington diz

        E pra ficar em posto toda semana pra aplicar intramuscular ou intradérmica,será um transtorno .

    • ricardo costa diz

      kkkkkk meu amigo .. uma injeção por semana é muito pouco kkkkk ja tem injeções para cada 4 meses.. ja tem tbm uma vacina da Espanha que deixou vários cobaias (pessoas) indetectáveis por 11 meses… vc ta bem mal informadinho kkkkkkkk

      • Mateus diz

        Sério, Ricardo Costa? Sabe como estão o andamento dessas vacinas? Qual é o nome delas, como posso pesquisar a respeito?

  6. Pedro diz

    Se existisse mais dinheiro em pesquisa com certeza o mundo não passaria por isso! Quer dizer que se vc contrai gripe ou pega uma outra doença contagiosa a culpa é da vítima ? As lideranças globais devem se mobilizar e fazer algo urgentemente. Sobre a cobertura de medicamentos dos SUS, querida amiga aqui ninguém está falando de paracetamol não, aqui estamos falando de uma medicação inerente para a vida e sem ela pessoas morrem. O hiv não é uma doença apenas de jovens, gays, drogados e pessoas infieis nao! Ele existe no mundo todo e pode pegar qualquer um.

  7. telma diz

    Russia põe a maioria do seu pib em material belico de defesa deve sobrar pouco pra saude , quanto a educação nao tenho nem ideia mais vendo e lendo a materia me deu um pouco de angustia pq noto desde os anos 1994 quando comecei a pegar meus medicamentos pelo sus que , está aumentando o numero de infectados . Não sei que as pessoas começaram se testarem mais para hiv ou estao menos cuidadosas mais meu medo aumentou quanto tempo o sus suportará essa demanda . Espero que venham novos remedios em breve e que os antigos abaixem muito de preços mesmo os genericos .

    • Caio PE diz

      Acho que pelos 2 fatores que você mesmo citou: as pessoas estão testando mais e as novas gerações não têm mais medo da infecção. Eles não são da geração do Cazuza por exemplo. Um geração que não está nem aí para estudo, que idolatram Justin Bieber e “adoram” spinner, o que esperar então ???

    • Luz e Vida diz

      Telma conta tua história pra nós! Como se contaminou? como encontrou forças pra lutar contra uma doença que era sentença de morte? É muito bom ver historias de superação e força. Se se sentir à vontade é claro… bjs td bom

    • Tiago diz

      Telma,

      Posso estar enganado, mas não sei se será necessariamente tanto o caso das pessoas estarem sendo tão menos cuidadosas, quanto poderá ser o caso de haver menos barreiras à sexualidade, muito por conta de uma “sexualização” da sociedade promovida pela indústria de entretenimento, e que a cada aumento de pessoas infectadas, maiores são as chances de infecção.

      As epidemias aumentam exponencialmente, quando não controladas… E o HIV não está nem nunca esteve controlado, longe disso ainda. Se o grau de prevenção não aumenta ou aumenta abaixo do suficiente para compensar as novas infecções e a maior liberdade sexual, então faz sentido que a epidemia alastre, como é o caso aqui mesmo no Brasil.

      Não quero dizer com isto que não exista algum relaxamento na prevenção, nos últimos anos, talvez por conta de hoje existir tratamento bem mais eficaz, de um diagnóstico não mais ser uma sentença de morte como era nos anos 80 e das expectativas de cura, como se tem discutido aqui. Ainda assim, sinto que existem outros fatores que, por si só, elevam o risco e potencializam novas infecções.

  8. A Rússia é um país que oprime as pessoas e claro que não seria diferente com soropositivos, e os governantes estão blindados em suas mansões e quem os apoia e que não tem tem essa blindagem sofrerão as consequências de uma epidemia igual aos anos 80, aqui no Brasil a constituição e nossos impostos altíssimos nos dão esse direito, espero que em breve esse problema na Rússia seja resolvido e que nossos irmãos tenham o direito de viver.

  9. Oswaldo diz

    Infelizmente a sociedade e os governos de uma maneira geral associam HIV a sexo homoafetivo. Para muitos AIDS é uma doença vergonhosa, que se adquire através de gays. Por isso a opressão na Rússia e em outros países. Sem nenhuma acusação contra quem quer que seja e nem como a forma com que a pessoa contraiu o vírus, ás vezes por um vacilo a gente se vê numa situação dessa. Eu entendo que é uma obrigação sim do governo oferecer remédio a quem não tem condições de adquirí-lo por se tratar de uma epidemia que afeta todo o país. Afinal há tanto dinheiro sendo usado de forma desonesta além dos roubos contra os cofres públicos. Agora entendo tambem que há necessidade de uma reprimenda aos movimentos gays aqui no Brasil. Há um desrespeito muito grande por parte de muitos quanto aos valores, morais, religiosos e de conduta. E é por isso que vem a estigmatização de que gay deve morrer, vem a intolerância, as agressões e por aí vai. Ter religião, por exemplo, é inerente a cada um, mas respeitar a religião do outro, ter uma conduta ética, saber se portar, se vestir, se conduzir na vida social é obrigação de cada um de nós. Fico triste de saber dessa situação na Rú

    • Tiago diz

      Oswaldo, se existe necessidade de reprimenda, não é de movimentos gay não… Esse é o tipo de discurso que promove o preconceito, a desinformação e a ideia que ser gay implica ser leviano, promíscuo, imoral e infiel e que HIV é uma praga gay.

      Se existe necessidade de reprimenda (prefiro “chamada de atenção”), é de toda a sociedade, pois a liberação sexual é geral e independe de gênero e orientação sexual, bem como são os riscos de infecção.

      E isso se vê claramente nos novos casos, que atingem heterossexuais de igual ou semelhante forma.

  10. Maycon diz

    Da onde vem o preconceito com HIV? Resposta: religião.
    Esta que é de longe, a maior idiotice já criada pelos seres humanos.

    • Mutatis Mutandis diz

      Veja, Maycon, não generalize.

      Talvez o preconceito que vc sofra, ou tenha sofrido, seja advindo de alguma pessoas com viés religioso, mas não implica dizer que o preconceito advém da religião.

      Eu sou religioso e não acho o ateísmo uma idiotice.

      Sou carnívoro e não acho o vegetariano ou vegano um idiota…vamos automoderar nossos pensamentos.

      Grande Abraço!

  11. Lesly diz

    No meu estado tem mais hetero do que gay com HIV e fora que o gay faz mais teste do que hetero então por isso talvez tenha mais gays HIV + em contra partida as lésbicas é o grupo de menor risco então logo vc vê que não é um castigo para os homossexuais em geral como conservadores tentam pregar! Amores eu todo meu remédio e tenho mesmo uma vida normal, eu saio, bebo e fumo e estou cada vez mais controlado. Amor a todas as pessoas de bem!

    • Tiago diz

      Inclusive Lesly, não existe até à data um único caso registrado de transmissão de HIV entre duas mulheres. Tem de ser muito fraco de cabeça para aceitar que o HIV é um castigo divino à homossexualidade.

      A triste ironia do preconceito é que enquanto as alas mais conservadoras associaram e continuarem associando o HIV à homossexualidade e a “grupos de risco” (ao invés de “comportamentos de risco”) o vírus ganhou e continuará ganhando espaço para proliferar na população heterossexual, como se verifica nas estatísticas. Quem acha que não está num “grupo de risco” engana-se e corre maior risco de baixar a guarda, se expor e infectar.

      O discurso do estado e da sociedade em geral, por consequência, deveria ser essencialmente de alerta geral “temos uma epidemia de HIV alastrando e atingindo a população em geral, a velocidade (taxa de novos casos) vinha reduzindo, mas voltou a aumentar. Fica o alerta a TODOS, para redobrarem a prevenção e evitar comportamentos de risco.” Este alerta deveria ser premente, evidente, constante e constantemente atualizado (com números mesmo), até à epidemia estar efetivamente sob controle (0 novos casos).

      Ao invés, ainda perdemos tempo e energia debatendo a quem o alerta se mais ou menos se destina… E assim vamos, com o número de pacientes aumentando às dezenas de milhar por ano, inclusive graças à eficácia dos tratamentos atuais, que nos permitem sobreviver.

  12. João1453 diz

    Boa tarde! a todos eu venho acompanhando os site faz alguns anos e tomei a coragem de conversar com todos vocês, eu de coração espero que a cura venha o mais rápido possível, contudo espero que Vocês fiquem felizes, pois há muita pesquisa e estudos para o vírus HIV, porém para o meu caso infelizmente não existe muita esperança, não há pesquisa, estudo e muito menos tratamento, apresento-lhes o desgraçado vírus HTLV que agora o Doutor Gallo quer mudar o nome para Virus da leucemia de células T humanas, esse vírus é triste pois uma vez diagnosticado vocês verão que uma toda uma família de contaminados; avôs,mães, filhas, filhos, netas e netos. O governo faz muito descaso sobre o vírus e caso vocês saibam mais sobre ele eu agradeço a compreensão. Força venceremos esse vírus HIV e quem sabe pode significar uma luz para os infectados por HTLV.

    • ricardo costa diz

      meu amigo.. na Alemanha e japão… se usam o tenofovir com lamivudina ou ratelgravir todos esses são para hiv e servem tbm para htlv1 e 2… com muito sucesso nos pacientes positivos para isso… veja se vc consegue pegar da mesma forma que o soropositivo pega os comprimidos para hiv… Tenho uma amiga com htlv1 a 25 anos e tava perdendo um rim, metade da bexiga, dores demais nas pernas e falta de ar… ela tbm faz de tudo… a cada 6 meses toma o levamisol (ascaridil)… faz terapia das picadas de abelha.. primeiro ela toma um ante alérgico para picada de abelhas …. tome selênio pois, selênio baixa a carga viral quase ao mínimo tanto do hiv quanto para htlv1 e 2… pode ser de castanha do pará ou compre em comprimidos em farmácias ou casas de musculação.. “MK-2048 and raltegravir” are effective inhibitors of HTLV-1 infection via cell-to-cell transmission.

      HTLV-1 infection is primarily achieved through cell-to-cell transmission of virus particles (8). We next tested whether this mode of infection was also subject to inhibition by MK-2048 and raltegravir using B5Luc cells, which are B5 cells (primate kidney fibroblasts) containing a stably integrated luciferase gene under the control of an HTLV-1 LTR promoter (20). Infection of this cell line by HTLV-1 activates the Tax-inducible promoter, resulting in luciferase expression. Infection of B5Luc cells by lethally irradiated MT2 cells, an HTLV-1 transformed lymphoid cell line, was significantly impaired in the presence of raltegravir and MK-2048 at concentrations similar to those observed in the cell-free infection assay https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3088187/

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