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Dolutegravir para todos


Todas as pessoas que vivem com HIV e aids no Brasil terão acesso ao Dolutergravir, medicamento mais moderno e eficaz. O anúncio da expansão deste tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) foi feito nesta sexta-feira (29) pelo Ministro da Saúde, Ricardo Barros, no encerramento do Congresso 11º Congresso de HIV/Aids e 4º Congresso de Hepatites Virais (HepAids 2017), em Curitiba/PR.

O evento reuniu desde terça-feira (26), cerca de 4 mil participantes, entre ativistas, cientistas, gestores e profissionais de saúde de todo o Brasil, além de especialistas internacionais. O tema do congresso é “Prevenção Combinada: multiplicando escolhas”. Atualmente, o Dolutegravir é usado por 100 mil pessoas, mas com a expansão do tratamento no SUS, mais de 300 pessoas vivendo com HIV e aids, terão acesso ao medicamento até o final de 2018.

“Tenho certeza que todos ficaram satisfeitos com essa ampliação do melhor medicamento do mundo para todos os portadores de HIV”

O aumento da oferta é mais um resultado do compromisso de otimizar os recursos. Considerado um dos melhores tratamento para a aids do mundo, o medicamento apresenta uma série de vantagens como alta potência; nível muito baixo de eventos adversos; comodidade para o paciente (uma vez ao dia); tratamento eficaz por mais tempo e menor resistência. A incorporação do Dolutegravir não altera o orçamento atual do Ministério da Saúde para a aquisição de antirretrovirais, que é de R$ 1,1 bilhão. “Essa ampliação decorre dessa nossa prática de economizar e reaplicar essa economia nos serviços de saúde e melhorar a qualidade de vida de todos os brasileiros. Tenho certeza que todos ficaram satisfeitos com essa ampliação do melhor medicamento do mundo para todos os portadores de HIV, além dos aplicativos que ajudarão profissionais e população”, enfatizou o ministro Ricardo Barros.

TRANSMISSÃO VERTICAL – Durante a cerimônia de enceramento do evento, o ministro Ricardo Barros recebeu o processo de solicitação da Certificação da Eliminação da Transmissão Vertical (TV) do HIV do município de Curitiba. A capital do Paraná é um dos primeiros municípios a aderir à certificação de eliminação da transmissão vertical (de mãe para filho) do HIV. Com o objetivo de incentivar o engajamento dos municípios no combate à transmissão vertical, o Ministério da Saúde lançou no 1º de dezembro do ano passado, com os estados, um selo de Certificação da Eliminação da Transmissão Vertical de HIV e/ou Sífilis no Brasil.

“Esperamos que o Brasil todo avance para que possamos ser reconhecidos como mais um pais que eliminou essa transmissão”

“Recebemos vários municípios que estão certificados da transmissão vertical do HIV e esperamos que o Brasil todo avance nesse sentido para que possamos na assembleia da ONU do ano que vem ser reconhecidos como mais um pais que eliminou essa transmissão, que é uma tarefa difícil, mas possível de ser eliminada. Tenho certeza que várias cidades saem do Congresso estimulados a fazerem a lição de casa”, ressaltou o ministro.

Tendo como base uma adaptação de critérios já estabelecidos pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a certificação será concedida a municípios cujas taxas de detecção de aids em menores de 5 anos sejam iguais ou inferiores que 0,3 para cada mil crianças nascidas vivas e proporção menor ou igual a 2% de crianças com até 18 meses. Serão certificados, prioritariamente, os municípios com mais de 100 mil habitantes. A certificação será emitida por um Comitê Nacional, em parceria com estados, que fará a verificação local dos parâmetros. Os municípios receberão certificação no Dia Mundial de Luta contra Aids. A estratégia conta com o apoio da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância); Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/aids no Brasil) e Opas.

PREP – Outro destaque do Congresso foi o lançamento do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) de risco à infecção pelo HIV. A medida de prevenção reduz o risco da infecção pelo HIV antes da exposição, por meio da utilização de medicamentos antirretrovirais (Tenofovir associado à Entricitabina) em pessoas não infectadas e que mantêm relações de risco com maior frequência. Entre o público-alvo da medida estão homens que fazem sexo com homens, gays, travestis, transexuais, profissionais do sexo e casais soro diferentes.

O documento traz as orientações para utilização dessa nova estratégia de prevenção dentro do SUS. Entre outros temas, o protocolo ressalta que o fato de fazer parte desses grupos não é suficiente para caracterizar indivíduos com exposição frequente ao HIV. Além disso, o protocolo orienta aos profissionais de saúde observar as práticas sexuais, as parcerias sexuais e os contextos específicos associados a um maior risco de infecção. Na entrevista inicial, profissionais de saúde irão orientar os pacientes sobre o procedimento e realizar uma série de exames como HIV, sífilis, hepatite B e C, função renal e hepática. O documento explica ainda que a incorporação da PrEP não desestimula o uso do preservativo. Ou seja, a profilaxia não previne outras infecções sexualmente transmissíveis.

O Brasil é o primeiro país da América Latina a oferecer a PrEP no sistema público de saúde. A implantação ocorrerá de forma gradual, a partir de dezembro deste ano, em 22 cidades de todo o país: Manaus (AM), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Juiz de Fora (MG), Uberaba (MG), Passos (MG), Recife (PE), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Niterói (RJ), Duque de Caxias (RJ), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), São Bernardo do Campo (SP), Ribeirão Preto (SP), São Jose Rio Preto (SP), Campinas (SP), Santos (SP), Piracicaba (SP). Segundo dados do Boletim Epidemiológico, as taxas de prevalência de HIV são mais elevadas nestes subgrupos populacionais, quando comparadas às taxas observadas na população geral (0,4%). Nas mulheres profissionais de sexo é de 4,9%. Entre gays e homens que fazem sexo com outros homens (HSH), a taxa de prevalência por HIV é de 10,5%. Entre pessoas trans a prevalência chega a 31,2%.

APLICATIVOS – No encerramento do Congresso também foram lançados aplicativos para ajudar profissionais de saúde e cidadãos na atenção à saúde das pessoas vivendo com HIV e aids. Os aplicativos estarão disponíveis a partir deste sábado (30). Para os cidadãos que vivem com HIV/aids, estará disponível o aplicativo Viva Bem funcionará como um diário para o cidadão que vive com HIV/aids. Nele, é possível inserir lembretes de medicamentos, acompanhar exames, tirar dúvidas sobre esquemas dos medicamentos e monitorar CD4 e carga viral.

Serão quatro aplicativos para profissionais de saúde, para consulta e atendimento em locais remotos – sem conexão com internet. Os aplicativos permitem o acesso simples e rápido aos documentos na forma de guia de bolso: Protocolo Clínicos e Diretrizes Terapêuticas de PrEP, Protocolo Clínicos e Diretrizes Terapêuticas para HIV em Crianças e Adolescentes, Protocolo Clínicos e Diretrizes Terapêuticas para prevenção da transmissão Vertical do HIV, sífilis e Hepatites Virais e Protocolo Clínicos e Diretrizes Terapêuticas para HIV – Adultos.


Por Nivaldo Coelho, da Assessoria de Comunicação do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais.
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79 comentários

  1. Ney diz

    Estou há 5 meses no esquema do dolutegravir e tenho poucos efeito colateral. Uma medicação excelente me permite fazer tudo que quero. Que seja ampliado para todos. Boa sorte galera.

  2. Lucilio diz

    Nossa, que bom!
    Será que posso trocar meu esquema 3×1 por esse?
    Acho que estou sentindo efeitos do efavirenz. Tomo a mais de um ano e ando tendo sudorese, tonteiras pela manhã, fadiga, irritabilidade, preocupações excessivas com coisas bobas e tristeza em tudo que faço! To achando que é o remedio, pois me alimento relativamente bem e não tomo nenhum outro medicamento nem tenho nenhuma outra doença!
    Preciso sair disso, senão fica difícil viver assim!

    • vsrj33 diz

      eu baixei e nao consigo cadastrar senha. a ideia é maravilhosa pois vai permitir ver os resultados dos exames. mais até agora nada de conseguir entrar fazendo novo cadastro,.

    • Augusto diz

      eu uso! consigo ver todos meus exames e um histórico com as dispensas de medicamentos

      • Vsrj33 diz

        Me explica como vc conseguiu se cadastrar pois até hj pra mim dar erro sempre e não consigo cadastrar senha.

      • SP+- diz

        Oi.

        Pelo app acessa os resultados dos exames q vc fez pelo sus é isso?

        Pq aqui ele dá opção de cadastrar os resultados mas entendi que acessa os mesmos resultados que os médicos tem acesso.

        Precisa fazer algum cadastro em algum site ou algum lugar fora o cadastro que faz pelo próprio app com CPF e email?

        Obrigado….

  3. AnonimoFer diz

    Boa noite.
    Graças a Deus estou me dando muito bem c esse medicamento. No inicio tive medo mas agora, após um mês de uso. Nenhum colateral, tive diarreia mas por causa de um antibiótico que tive q tomar paralelo ao 2×1.

    Espero que todos se dêem bem com esse remédio.

    A minha busca agora é ter a mente sã mesmo … aceitar e seguir.. foda q estou seguindo no sigilo, não imagino ainda contar o diagnostico para amigos ou colega de trabalho… #osso

    Abraços…

    • Reinaldo diz

      Calma que tudo vai se ajeitando ao poucos que vai chegar uma hora que voce acaba tomando remédio mas já está tão no automático que nem lembra sobre a doença, no dia a dia mesmo voce nem se da conta.

      Sobre contar , conte para alguem que realmente é seu amigo primeiramente( pelo menos foi o que eu fiz haha ) , quem realmente é amigo se preocupa e fica no seu lado mesmo assim, os meus eu tive que explicar uma porção de coisas por causa do interesse deles sobre a doença , hoje em dia nem tocam mais no assunto.
      Espero ter ajudado , abraços

    • Rômulo diz

      Não precisa “planfletar” sobre não pow… conta para alguém próximo e pronto.

      Daqui há uns meses nem vai lembrar sobre a sorologia e vai ser tão normal como antes !

      =)

      • Sancho diz

        Eu só contei a minha esposa, ninguém mais sabe.nem. Porque cada em Moçambique a descriminação realmente existe mano……Quanto a medicação, espero que chegue ao meus pais o mais depressa possível, penas que LULAS DA SILVA, já não é é o presidente do Brasil, pois este ajudava nos muitos no donativos

        • Gil diz

          Amigo de Moçambique, aqui descobrimos que Lula da Silva é um dos maiores ladrões da História, não só pelas propinas recebidas, mas porque seu partido era uma verdadeira quadrilha e trouxe mais prejuízo do que progresso, permitiu, aumentou a corrupção e a festa de empreiteiras com dinheiro público. Pode ter ajudado a áfrica, mas o custo para nós, aqui, se reflete na saúde, com muito corte de verba para as políticas na luta contra o HIV/AIDS

    • Jorgito diz

      Contraí o vírus há cerca de um ano e meio e comecei o tratamento há pouco mais de um ano. Ninguém além do meu médico e do motoboy que busca o medicamento pra mim sabe. Pretendo que continue assim até o dia da minha morte.

  4. Serginho.... diz

    Que bela notíci!!! até pela dosagem..trocar 600 mg de efv por 50 mg de dgt será uma benção pra quem sofre com os efeitos adversos do “bruxo’ .. não é meu caso .. pois me adaptei bem ao 3×1 …forte abraço a todos..

  5. Black diz

    Eu tô no 3×1 por dois anos e pouco,estou indetectável dês de então,não tenho efeitos nenhum com o medicamento tô,me dei super bem ao tratamento dês do início, será que convém pedir minha médica pra trocar por este novo? Será que poderia algum problema de Reboot com essa troca?

    • Cassiano DF diz

      Também queria saber isso, alguém mais entendido poderia responder?

      Me adaptei bem ao 3×1, mas minha glicose já estava meio alta no começo (105), e meu último exame depois de quase um ano tomando a medicação apontou que meu fígado estava meio alterado, minha médica disse que eu não precisava me preocupar muito com isso, mas suspeito que seja por conta do remédio e ela não me contou por medo que eu interrompesse o tratamento.

      Afinal, todo mundo que usa o 3×1 deve procurar o médico pra trocar o medicamento?

  6. Caio PE diz

    O Kaletra já foi (ninguém merecia aquilo), o EFZ está com seus dias contados (e já vai tarde)! Agora vem o DTG. Espero que todas as pessoas usem esse medicamento de forma consciente. Todos aqui fazem seu tratamento corretamente, mas tem muita gente que negligencia isso (fica pulando doses). Espero que não haja resistência viral a esse medicamento tão esperado por todos.

  7. Rodrigo diz

    Qual é a combinação usada com o DTG? Será que haverá troca compulsória, tirando o EFZ da lista de ARVs ofertados ou ficam ambos como opção?

    • SAR diz

      Rodrigo,

      Respondendo a sua primeira pergunta o DTG é hoje combinado com TDF (Tenofovir) e 3TC (lamivudina). A segunda pergunta, infelizmente, não sei te responder.

      Abraço.

  8. SAR diz

    Luiz Carlos,

    Tendo em vista a distribuição do DTG para todos, como ficará a situação das pessoas que fazem uso do esquema ATV/r, TDF + 3TC? A troca será permitida? Se sim, em que momento?

    Abraço.

    • Caio PE diz

      Boa pergunta.
      Esaa combinação de 2×1 + ATV/r é muito boa. Mas são 1000mg/dia. Com o DTG, cai para 650mg/dia. Cadê você, Luiz ?

    • Junior diz

      Vc faz uso do atv/r. Me disseram que aumenta em muito a glicose no sangue. Pode me dizer se aconteceu isso contigo?

    • Luiz Carlos diz

      No congresso não foram dados detalhes sobre como será efetuada a mudança e, até o momento, não há nenhuma novidade sobre a alteração no sistema de logística, porém a mudança deve ser gradual, levando em conta os que sofrem efeitos adversos o EFZ e de outros ARVs.

      Eu estou viajando e ainda escrevendo sobre o congresso. Prometi que iria fazer um texto e quero acabá-lo logo, porém quero detalhar bem cada um dos aspectos abordados. Logo eu volto com outras informações.

      Caio, a maior ou menor dosagem de uma medicação não faz ela ser melhor/pior ou mais danosa/menos danosa. 50 nanogramas de toxina botulínica já é mais que suficiente para matar um adulto 🙂

      Abraços

  9. Gil diz

    Na reportagem, diz que há 100 mil tomando dolutegravir. Tudo isso? E que será acrescido em 300, seria 300 mil, confere?
    Será que vale a pena trocar meu esquema, que é ritonavir, atazanavir e Tenofovir/lamivudina (3 comprimidos, tomo à noite, antes de dormir)? Eu nada sinto de efeitos, salvo que a bilirrubina INdireta sempre dá uma alteração, nada sério, segundo a médica hepatologista que consulto, o gastro que acompanha a pós-bariátrica e minha infectologista. Mas, será que vale trocar para dolutegravir?
    Minha consulta será semana que vem, mas sempre é bom ouvir vocês do blog.

    • Junior diz

      Vc faz uso do atv/r. Me disseram que aumenta em muito a glicose no sangue. Pode me dizer se aconteceu isso contigo?

      • Gil diz

        Não, Junior. Mesmo quando estava obeso, era abaixo de 90. Depois da cirurgia bariátrica, baixou mais ainda.

    • Luiz Carlos diz

      Não acho que chegue a 100 mil Gil, pelo menos pelos últimos relatórios apresentados no congresso. Segundo o relatório preliminar de monitoramento clínico deste ano, “Até 30 de junho de 2017, das quase 40 mil PVHIV em uso de DTG, 23 mil eram PVHIV iniciando tratamento e 17 mil trocando o Raltegravir”. Lembrando que a troca do RAL por DTG iniciou-se em Fevereiro.

      Abraços

    • Mutatis Mutandis diz

      Gil, permita um comentário…eu era desse seu esquema, muito bom, muito bom mesmo. Mas, cara, não tinha água que desse jeito na minha icterícia, chegava a chamar atenção…minha bilirrubina total chegou a 9,alguma coisa…eu dizia que estava com Síndrome de Gilbert..

      Mudei para o Darunavir, esquema com tantos comprimidos quanto esse (5), mas bilirrubina normal..Fale com seu médico, faça essa experiência…

  10. Alexandre diz

    Beleza, Gil! Tem que ver a longo prazo qual será melhor pra vc. Se bem que daqui 1 ano e meio ou no máximo 2 já teremos as tão sonhadas injeções bimestrais. Acho que se vc não sente nada, seu organismo reagiu bem ao seu atual esquema, não teria o pq mudar.
    E vc vai ter que ler meu comentário!!!
    Abraço!

    • Soares diz

      Oi Alexandre, como vc fala com tanta convicção dessas injeções?
      Só li algumas coisas, mas não vi nada concreto disso ainda… seria ótimo, será que seria só essas injeções e daria um tchau pra esses remédios diários?
      Gostaria de saber.

    • Mutatis Mutandis diz

      cara, vcs são ótimos….

      Prazer “revê-lo” por aqui, Alexandre!

    • Gil diz

      OLÁ ALEXANDRE,
      Obrigado pela informação. Tu sabes que eu te odeio, mas não resisto e leio sim, e às vezes, a contragosto, concordo com você, seu doido safado, carcará sanguinolento! kkkkkkk
      Um abraço!

      • Alexandre diz

        Fala, MM!!! Estou sempre aqui.
        Gil, tenho certeza que vc não me odeia. Já foi o tempo. Concordamos em quase tudo! Num vem com esse
        a de “as vezes”, não.
        Um grande abraço a cada um de vcs!

        • Gil diz

          Claro que não odeio, já passou. E odiar não é lá meu forte, ao contrário.
          Nossas discussões bestas, passaram, coisa de humano. Um abraço!

    • Jorgito diz

      Essas injeções terão menos efeitos colaterais ou a diferença será somente a questão relativa à comodidade de não ter que tomar comprimidos todos os dias?

  11. Bruno diz

    Ola a todos! Tem 40 dias que descobri minha sorologia. Este blog me ajudou e me ajuda sempre com informações muito boas. Há 30 dias comecei o esquema com Dolutegravir, tenofovir, lamivudina. Muito tranquilo! Diarreia no primeiro dia, depois melhorei muito no segundo e terceiro ja estava 100%. Sinto que aumentou gases, mas nada demais! Não tenho muito do que reclamar. Espero que todos possam iniciar esse tratamento também

  12. Junior diz

    Alguém aqui no site usa atv/r? Pois me falaram que aumenta a glicose. Alguém qué usa pode informar se isso acontece realmente. Pois não aguento mais EFZ. Mas estou com medo de mudar

    • SAR diz

      Olá Junior,

      No meu caso, o esquema ATV/r, 2×1 apresentou como efeitos colaterais um aumento nos índices de bilirrubinas e um aumento do triglicérides. Além disso nada mudou. Se você pensa em fazer a troca de esquema sugiro que aguente firme mais um pouco para mudar para o DTG, 2×1, pois a princípio parece que as pessoas que usam o EFZ terão prioridade nessa mudança. Se você muda para o esquema com o ATV, 2×1 pode ser que você necessite ficar mais um tempo usando esse esquema antes de efetuar a troca para o DTG, 2×1. Há um ano uso esse esquema com ATV e, honestamente, não tenho tido problemas, mas já conversei com a minha infectologista sobre a troca para DTG assim que possível, uma vez, que tal esquema é considerado o melhor. Procure conversar com sua infectologista e vejam qual a melhor alternativa para você.

      Abraço.

        • SAR diz

          Junior,

          Sou de pele morena, parda, então não senti muito esse efeito na pele. Mas meus olhos ficaram um pouco amarelos sim. Esse efeito hoje foi quase 90% minimizado. Nunca me perguntaram ou fizeram alguma observação sobre.

          Abraço.

  13. Jonas diz

    Acho tão prático o 3×1 (realmente só um 1 comprimido). Para o esquema do dolutegravir é preciso tomar dois comprimidos por dia, é isso? Se assim for, preciso ficar como o meu velho conhecido 3×1. Não tenho efeito nenhum e faço exames bem complexos a cada 4 meses pelo menos.

    • Luiz Carlos diz

      Para quem não tem nenhum efeito adverso ao Efavirenz a facilidade do EFZ em 1 comprimido é ótima, Jonas. Muitas pessoas, porém, possuem diversos efeitos adversos ao EFZ. O Dolutegravir, além de possuir menor toxicidade, melhor tolerabilidade e supressão mais rápida da carga viral, possui maior barreira genética à resistência.

      Para o ano que vem devemos ver o Dolutegravir também em formulação de um comprimido, que já ganhou apelido: TLD (Tenofovir, Lamivudina e Dolutegravir), e já está sendo produzido pela Mylan e pela Aurobindo.

      http://www.unaids.org/en/resources/presscentre/pressreleaseandstatementarchive/2017/september/20170921_TLD

      Abraços

      • Jonas diz

        Que maravilha! Vou esperar. Para quem tem efeitos adversos não importa se terá que tomar 2 comprimidos. O importante é a o bem-estar. Mas eu vou torcer bastante para que as três drogas sejam incorporadas a um só comprimido. Tudo vai ficar bem até a cura definitiva! Vamos torcer sempre! Obrigado pela resposta.

    • AnonimoFer diz

      Até o final de 2018 para tds os pacientes.. eu já utilizo e não tive colaterais até o momento. Porém, apenas 1 mês de uso.. espero não ter maiores surpresas, como a da sorologia em Julho.. por um lado foi bom pra me tratar com CD4 não tão baixo, mas por outro….. ainda em fase de digestão.

  14. Ivanilde Ramalho diz

    Espero que chegue logo porque e muito Chatô tomar 3 comprimidos di uma so vez era bom mesmo se fosse a cura definitiva

    • Gente, uma vez li por ai que o Efavirenz faz esse mal todo no psicológico da gente porque ele é um dos poucos que conseguem romper a barreira liquor encefálica e entrar no cérebro atuando também la. Alguns medicamentos não conseguem ultrapassar essa barreira e deixam o HIV livre perambulando por entre os miolos da gente, e com isso ele causa uma série de problemas a longo prazo (claro que o EFZ tbm causa, mas é melhor que o HIV). Um dos problemas mais comuns do HIV sem controle no cérebro é a diminuição da massa encefálica ao longo dos anos mais rápido que o normal!
      Será que o Dolutegravir tbm consegue atuar no cérebro?

  15. Maycon diz

    Não entendo como o governo espera mudar, se não está dando conta nem de fornecer os medicamentos atuais direito! Mato Grosso do Sul segue em racionamento. Pessoas de bários municípios estão se encaminhando para a Capital por não conseguirem remédios. Se expondo para motoristas, perdendo emprego etc.

  16. Que ótimo que existe um site como este para informar bem sobre o que está para o HIV. Nunca havia me deparado com um e com esse compromisso por estar a acompanhar o que de mais importante é divulgado no mundo.
    Parabéns ao idealizador inclusive pela generosidade dele – não se isolar, contudo contribuir com quem esteja portador e com quem se interesse pelo assunto.
    Estarei sempre por aqui a seguir, juntamente com todos esses, o avanço da medicina em prol de todos que urgem por uma cura definitiva. E podemos estar certos, que por mais que ela demore, ela está a rondar e uma hora ou outra ela irá irradiar.
    E toda força universal conspira a favor dessa cura e a conscientizar sobre os cuidados que o ser humano deva ter sempre consigo e com os demais para viver em plenitude.

  17. Marcos diz

    Uma das melhores notícias do ano! Estamos presenciando o fim desse vírus, as previsões de que teremos a cura ou um tratamento bem mais simples até 2020 estão se concretizando, o próximo avanço será a diminuição para duas drogas para tratar o HIV, depois um tratamento injetável de longa duração e enfim a cura definitiva, os laboratórios estão numa corrida pra ver quem chega primeiro, já conseguiram eliminar o vírus em animais vivos, é uma questão de tempo, enquanto isso vamos nos cuidando. Estou a um ano e meio com o 3 em 1 só sinto alguns sonhos vívidos e quando tomo de estômago vazio sinto calores e uma leve tontura, em momentos de mais estresse eu sinto mais ansiedade e nervosismo, espero já pro ano que vem poder mudar para o DTG, 3TC+TDF e ficarmos livres do Efavirenz!

  18. Gente estou desesperado, me auxiliem aqui!
    Sou soropositivo desde Nov de 2015 e faço tratamento com o 3×1 desde março de 2016. Nunca falhei nenhum comprimido e sempre me dei bem com os efeitos colaterais, porém, de um mes pra cá comecei a me sentir mal, uma tonteira que antes era só de manhã, mas passou a permanecer o dia todo, um cansaço e desânimo impressionantes, boca amarga e sudorese sempre em situações exttessantes. Fui a UPA preocupado, expliquei a médica e ela me disse que pode ser intoxicação no fígado devido aos medicamentos e pediu exames de sangue, tgc, tgp ggc (não sei ao certo como escreve). Vendo na Internet sobre isso eu vi que tenho todos os sintomas, de menos a icterícia!
    Se for o que vou fazer, terei de parar com o tratamento, pois meu fígado não está aguentando!
    Estou sem chão, pois todos os medicamentos são tóxicos, como vou sair dessa?
    Mais alguém teve esse problema?

    • Soares diz

      Lucilio, procure consumir pela manhã algum suco ou alimento desintoxicante, joga no Google alimentos que ajudam a desintoxicar o fígado (ou órgãos em geral), um que eu sei que é muito bom é o coentro, mas tem muitos outros.

      • Farei isso! Meus exames deram normais graças a Deus, mas porque será q estou tendo essa tonteira e boca amarga? Será depressão?

  19. AnonimoFer diz

    Pessoal. Boa tarde. Tomo a TARV 2×1
    DTG. Estou indo para a Costa Rica surfar durante 10 dias, na proxima semana. Como levar os remedios? Posso colocar num unico pote misturados?

    Aloha.

    • Leve na embalagem original, mas antes, veja se não existe restrição para soropositivos entrarem no país! Divirta-se

      • AnonimoFer diz

        Nao gostaria q de levar nas embalagens originais pois estarei com mais 4 brothers nessa mesta trip.. e minha sorologia nao revelo a eles…

        Sera q tem algum problema essas embalagens de farmacia ou de aqueles de chiqlete??

        • Mmm tendi! Então leve numa embalagem fechada, segura e ponha aquela peçinha de sílica dentro também pra não dar mofo. Sabe do q eu tô falando?
          Uma pecinha plástica.
          No mais é tranquilo!

          • Sp+- diz

            Lucílio,
            Seu 3em1 mudou de embalagem/fabricante?

            Por aqui estamos tendo vários sintomas dps da mudança de fabricante….

            • Cara eu ainda não comecei a usar o novo, mas já estou com uma embalagem fechada dele ali. Por enquanto ainda estou no 3×1 da Mylan!
              To até com medo, todos os dias estou amanhecendo sem forças, super grog e tendo que me esforçar e me concentrar pra fazer as coisas. A medida que o dia vai passando vou me sentindo melhor!
              Fiz todos os exames, sangue, tgp, tgn & ggp, deu tudo ok, então, ou é o remédio ou estou com sintomas de depressão / ansiedade!

    • Louiz diz

      AnonimoFer, peça para seu infectologista fornecer um atestado de uso de seus medicamentos. Viajei a turismo para o México e levei meus medicamentos separados em porta comprimidos. Claro que lá eu já sabia que não haveria restrição de entrada do país, mas via das dúvidas deixei esse atestado à mão. Meu infecto me disse que, neste caso, não precisava levar os comprimidos na embalagem original caso não quisesse. No final das contas, deu tudo certo. Boa viagem!

      • Sven diz

        Sinceramente? Não precisa nada disso. Muda os remédios pra um frasco qualquer , coloca na necessaire e não vai te acontecer nada. Se te perguntarem na alfandega , o que NÂO vai acontecer voce fala que são remédios para Hepatite B que são muito parecidos se eles fizerem o teste. Sou surfista tambem, ja viajei o mundo todo desde que descobri minha sorologia ha 5 anos e nunca ninguem perguntou nada, Indonesia incluido.Relaxa, meu brother.

        • AnonimoFer diz

          Cara, irado..

          Desde q descobri minha sorologia desanimei até de surfar brother, está complicado.. descobri a 2 meses e ainda estou encanado com a trip… ja fui pra El/Lobitos.. mas agora bateu essas encanações da por causa desse bendito virus…

          • Tiago diz

            AnonimoFer

            Pior que contrair o vírus é desistir de viver e de fazermos as coisas que gostamos e que nos fazem sentir vivos.

            Força e se jogue nas ondas… Quem sabe afoga o vírus, se não o HIV, pelo menos aquele que atormenta sua cabeça. É outro, acredite.

            Abraços

  20. Cassiano DF diz

    Gente, eu tomo o 3×1 desde novembro de 2016, até que me adaptei bem ao remédio, será que compensa pedir pro meu médico pra trocar pra esse novo?

    Minha glicose já estava meio alta no começo (105), e meu último exame depois de quase um ano tomando a medicação apontou que meu fígado estava meio alterado, minha médica disse que eu não precisava me preocupar muito com isso, mas suspeito que seja por conta do remédio e ela não me contou por medo que eu interrompesse o tratamento.
    A glicose já estou controlando, mas o fígado é o que me assusta mais, cortei todo tipo de álcool ou coisas que parecidas, esse novo remédio é menos tóxico ao fígado?

    Não quero interromper o tratamento, até hoje não perdi um dia, mas esses efeitos colaterais estão me preocupando muito!

    • Cassiano eu passei por uma situação semelhante à alguns dias atrás. Fiquei com a boca amarga e seca, fraqueza e muita tonteira, daí quando fui a UPA a médica suspeitou do fígado. Minha sorte é que fiz os exames (TGP, TGN & GGP) e deram ok, mas estou de olho no fígado, se ele intoxicar é muito complicado resolver!
      Vc ja fez esses exames?
      Caso tenha feito e deu alteração, recomendo vc procurar alguns chás, sucos ou qualquer outra coisa pra ajudar a limpar o fígado. Boa sorte!

      • Cassiano DF diz

        Oi Lucilio, eu tinha visto seu outro comentário acerca do que aconteceu e fiquei morrendo de medo, também já tinha visto em outros lugares como é complicado resolver esses problemas do fígado depois que eles começam. Sei que é por causa desses remédios, pois nos exames que fiz quando comecei o tratamento apontaram que meu fígado estava perfeito, e em menos de um ano depois já foi notada uma alteração, tenho medo do que possa acontecer depois de uns 3 anos de tratamento.
        Tenho exames agora nos próximos meses e vou pressionar meu médico pra me dar mais informações honestas a respeito disso, mas realmente estou com medo.

        De qualquer forma, obrigado pelas dicas de desintoxicantes, vou procurar isso e começar agora mesmo pra ver se consigo melhorar minha situação.

        • Pois é Cassiano, nem me fala em preocupação, eu fiquei ruim, nunca tinha acontecido nada parecido comigo. Busquei meu exame de carga viral e tava zerado graças a Deus, então, só me resta desconfiar do fígado msm. Mas o estranho é que de acordo com o exame ele tava ok, isso q eu fiquei sem entender!
          Eu não bebo e não fumo, meus únicos pecados são refrigerantes e salgados fritos q eu amo, mas já reduzi ao máximo. Vou buscar uma forma de desentoxicar meu fígado todo dia com chá ou suco, afinal, se com 1 ano ele já está bugando imagina daqui a 10?
          Se a gente for pensar bem, por q será que muitos abandonam o tratamento? 🤔
          Chega a dar arrepios só de imaginar… 😔

  21. Estou a quase 30 anos portador. E muito me acontece nesses anos. Posso ir a dividir com vocês. Vivo a história do HIV/AIDS desde quando o diagnóstico era um atestado de óbito. Se aqui estou, nesses anos todos, é por minha natureza e por tentar me conhecer frente a tudo que esta vida e este mundo nos colocam. Quanto ao fígado, procuremos evitar tudo que o faça nos incomodar. As drogas, por elas mesmas, tendem a detonar esse órgão vital. Há tanto para nos alimentar. Evitemos o que seja industrializado e procuremos pelos orgânicos. Os chás de são-joão, losna e banchá devem ser nossos aliados constantes.
    Vou dando um ponto e vírgula por aqui, conforme nos deixa o grande mestre Monteiro Lobato; podendo ir a dialogarmos.
    Saibamos que nunca estamos sós, pois dentro de nós há forças que ainda podemos desconhecê-las e vale a pena conhecê-las mesmo se estivermos na floresta negra da alma, pois tudo passa e deixa grandes lições, transformações, se soubermos tirar o melhor.
    Caros irmãos, não nos entreguemos jamais. Juntos, poderemos mais nos fortalecer. E somente com a nossa participação e engajamento na luta contra o HIV, a sociedade científica se prontificará realmente a nosso favor. Vamos aproveitar esse trágico momento para aprender sobre a vida e o mundo. Quem tem mais a ganhar serão os que não se entregarem mesmo que pareça que tudo esteja acabado, pois será sempre aí que a vida se iniciará.
    Afeto sincero a todos vocês, meus irmãos de sangue, garra, luta. Avancemos.

  22. Daniel diz

    Descobri que sou soropositivo recentemente, em julho para ser mais específico. Iniciei o tratamento com Dolutegravir, e me adaptei super bem, não sinto efeito colaterais, graças a Deus.

  23. BuuBH diz

    Iniciei o tratamento no inicio de outubro. Até agora sem nenhum efeito colateral.

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