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Novos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas


Seis protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas (PCDTs) e duas publicações sobre Prevenção Combinada foram lançados pelo Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV) durante o 11º Congresso de HIV/Aids e 4º Congresso de Hepatites (HepAids 2017), em Curitiba, nesta quarta-feira (27/09).

Os seis PCDTs lançados são: Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos; Profilaxia Pré-Exposição ao HIV; Profilaxia Pós-Exposição ao HIV; Manejo da Infecção pelo HIV em Crianças e Adolescentes; Prevenção da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites; e Hepatites Virais. Já as duas publicações sobre Prevenção Combinada são: Coletânea HIV/Aids na Atenção Básica: Material para Profissionais de Saúde e Gestores e o sumário executivo da Prevenção Combinada do HIV. As publicações estão disponíveis para download aqui.

Durante o lançamento, realizado no Espaço Comunicação do HepAids2017, a diretora do DIAHV, Adele Benzaken, destacou o envolvimento de técnicos na elaboração das publicações, especialmente dos protocolos. “Lançar seis PCDTs em um Congresso como este foi um esforço muito grande – não só do Departamento, mas de um conjunto de especialistas, pesquisadores e sociedade civil”.

Os PCDTs são documentos oficiais que estabelecem parâmetros para o diagnóstico, assistência e tratamento de uma determinada doença ou agravo. Os protocolos orientam os profissionais de saúde e gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) para garantir o melhor cuidado de saúde possível aos pacientes. A elaboração ou atualização de um PCDT se baseia em evidências científicas, e segue diversas etapas – que vão da elaboração à aprovação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e à consulta pública da sociedade, antes de sua deliberação final e publicação.

PCDT HIV ADULTOS – O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos (PCDT HIV Adultos) traz atualizações nas recomendações para o cuidado das pessoas vivendo com HIV (PVHIV) e novas orientações para melhor organizar a rede de assistência. As principais mudanças no PCDT se referem à terapia antirretroviral (TARV). Entre elas destacam-se a introdução de inibidores de integrase (medicamento que inibe a replicação do vírus no corpo) como primeira oferta de terapia, inclusive para pacientes graves coinfectados com tuberculose (TB). Novas tecnologias – como o uso do teste de HLA-B*5701, que dá maior segurança da prescrição do abacavir, um dos medicamentos da terapia antirretroviral – também foram incorporadas.

PCDT PrEP – O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pré-Exposição (PEP) de Risco ao HIV traz as orientações para utilização dessa nova estratégia de prevenção. A PrEP consiste no uso preventivo dos medicamentos antirretrovirais (ARV) orais tenofovir e entricitabina combinados num único comprimido, por pessoas que não sejam portadoras do vírus e tenham maior risco de adquirir a infecção pelo HIV. Entre outros temas, o PCDT traz as populações indicadas para receber a profilaxia – gays e homens que fazem sexo com outros homens, profissionais do sexo; travestis; trans e casais sorodiferentes, quando um vive com o vírus e o outro não – critérios e avaliação da indicação.

O Brasil é o primeiro país da América Latina a oferecer a PrEP no sistema público de saúde. A implantação ocorrerá de forma gradual a partir de dezembro de 2017 em 12 cidades: Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Recife (PE), Manaus (AM), Brasília (DF), Florianópolis (SC), Salvador (BA) e Ribeirão Preto (SP).

PCDT PEP – O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pós-Exposição de Risco (PEP) à Infecção pelo HIV, IST e Hepatites Virais tem como objetivo atualizar as recomendações para a PEP, incluindo também a abordagem às IST e às hepatites virais, além da PEP para o HIV, que já está disponível no SUS desde 1999. A PEP consiste na prescrição de antirretrovirais após o contato da pessoa com um desses vírus; atualmente, é uma tecnologia inserida no conjunto de estratégias da prevenção combinada. O PCDT reforça ainda a ampliação do uso dessa intervenção além daquelas situações em que a PEP já é classicamente indicada, como violência sexual e acidente ocupacional, recomendando o uso dessa intervenção também para exposições sexuais consentidas que representem risco de infecção.

PCDT HIV CRIANÇAS E ADOLESCENTES – Já a atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Manejo da Infecção pelo HIV em Crianças e Adolescentes inova a terapia antirretroviral para crianças acima de dois anos de idade, tornando o tratamento mais confortável, principalmente na fase inicial, por desincorporar medicamentos tóxicos e incluir inibidores da enzima integrase (que inibe a replicação do vírus no corpo). Essa medida representa um grande avanço na área de pediatria, considerando que são limitadas as apresentações de medicamentos para esta faixa etária.

Esse PCDT traz ainda recomendações sobre o melhor cuidado de saúde possível a crianças e adolescentes vivendo com HIV. Por isso, além das indicações medicamentosas e laboratoriais, o novo PCDT amplia os aspectos ligados ao cuidado, destacando a importância da assistência integral ao abordar temas como a capacidade de diagnóstico; como e quando iniciar a terapia; as dificuldades de adesão ao tratamento; e possíveis falhas na terapia antirretroviral.

PCDT TRANSMISSÃO VERTICAL – O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites Virais tem por objetivo orientar o manejo das mulheres e suas parcerias sexuais quanto às infecções sexualmente transmissíveis (IST) de potencial transmissão vertical. A transmissão vertical do HIV ocorre pela passagem do vírus para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação – e pode ser reduzida a menos de 2% com a adoção de medidas de prevenção.

O PCDT aborda a saúde sexual e reprodutiva para a população vivendo com HIV, do uso de antirretrovirais e demais agentes anti-infecciosos para prevenção e tratamento das IST, especialmente da sífilis, das hepatites virais (B e C) e da infecção pelo HIV, nas mulheres gestantes e crianças expostas. Entre as novidades, propõe novo esquema de tratamento antirretroviral para as gestantes que vivem com HIV com incorporação da classe de inibidor de integrase como escolha para compor o esquema preferencial inicial, em queda rápida de carga viral, boa transferência transplacentária e ótimo perfil de tolerabilidade.

PCDT HEPATITES VIRAIS – O novo PCDT para Hepatite C e Coinfecções amplia o acesso ao tratamento dos pacientes com hepatite C crônica com METAVIR F2 (grau de comprometimento hepático), independentemente do tempo do diagnóstico, assim como para os pacientes portadores de hepatite auto-imune, hemofilia e outras coagulopatias hereditárias, hemoglobinopatias e anemias hemolíticas e coinfecção hepatite B e C. As diretrizes do novo protocolo ampliam também o tempo de tratamento com os medicamentos sofosbuvir e daclatasvir de 12 para 24 semanas em pacientes com diagnóstico de hepatite C crônica genótipo 3 com cirrose; inclui o tratamento para crianças e para pacientes portadores de genótipos 5 e 6; indica o uso da associação medicamentosa composta por veruprevir, ritonavir, ombitasvir e dasabuvir, conhecida como esquema de tratamento 3D, para os pacientes portadores de hepatite C genótipo 1.

OUTRAS PUBLICAÇÕES – O sumário executivo da Prevenção Combinada do HIV – que foi lançado e incluído na pasta dos congressistas – traduz os objetivos e as formas de implantação e implementação da estratégia. A ideia é informar os gestores e trabalhadores de saúde sobre o conjunto de tecnologias preventivas disponíveis.

Já a coletânea HIV/Aids na Atenção Básica: Material para Profissionais de Saúde e Gestores, também distribuída no HepAids 2017, é composta por seis fascículos temáticos que fornecem orientações gerais e técnicas, na forma de cinco passos, para a elaboração e implementação da linha de cuidado para as pessoas vivendo com HIV/aids, da Prevenção Combinada do HIV/aids; de ações de vigilância e informações epidemiológicas e ações de monitoramento e avaliação. Embora possam ser consultados de forma independente, os fascículos dialogam entre si, tendo como fio condutor a Educação Permanente em Saúde – tema que é abordado em um dos fascículos.


Pela Assessoria de Comunicação do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais.

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51 comentários

  1. Caio PE diz

    Parabéns a todos os envolvidos. Mais informação e menos burocratização, sempre !

  2. Caipira diz

    E a esperança de liberar o dolutegravir a todos parece que ficou só na esperança

  3. Maycon diz

    Luís o que vc acha da proposta da Abivax? Dos testes com amostras retais é sobre a diminuição da inflamação? Existem sites Europeus apostando que eles criaram a primeira cura funcional.

  4. Paulo Roberto diz

    Alguém sabe me dizer se surgiram novidades sobre a Crispr?
    Não tenho ouvido falar nada a respeito…

  5. telma diz

    Embora os medicamentos modernos possam reduzir o HIV a um nível indetectável, o vírus latente ainda se esconde em células imunes de longa vida, inalcançáveis ​​por anti-retrovirais. Encontrar formas de destruir esse chamado reservatório viral é fundamental para curar o HIV. É por isso que a Fundação Campbell, uma pesquisa sem fins lucrativos de pesquisa de HIV não-tradicional, concedeu uma concessão de US $ 80.000 para Kristine Yoder, PhD – ela está usando tecnologia de edição de genes baseada em CRISPR para atingir o HIV escondido.
    “CRISPR é uma técnica de edição de genoma que danifica DNA em sites específicos de seqüência. O sistema de edição de genoma mais recentemente descrito e versátil é chamado CRISPR / Cas9 “, explicou Yoder, professor assistente de Biologia e Genética do Câncer na Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Ohio, em um comunicado de imprensa da Campbell . “Nosso objetivo específico é desenvolver uma terapia genética CRISPR / Cas9 que introduza mutações específicas do site que, fundamentalmente, incapacitam o provírus integrado do HIV-1 nos tecidos dos linfonodos”.

    Kristine Yoder, PhD, da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Ohio
    Cortesia da Fundação Campbell
    “A latência do HIV é semelhante a uma bomba de tempo e continua a prevenir uma cura para o HIV”, acrescentou o diretor executivo da Fundação Campbell, Ken Rapkin. “A edição do genoma é uma poderosa ferramenta nova que poderia inativar o provírus latente (uma cópia integrada do DNA viral no genoma humano). Novas tecnologias para atacar e destruir reservatórios de HIV latentes são fundamentais para erradicação e cura “.
    CRISPR – que significa repetições palindromicas curtas em intervalos regulares e interspaced – atua como uma espécie de tesoura genética. No início deste ano, os pesquisadores relataram que eles usaram a tecnologia CRISPR / Cas9 para cortar com sucesso o HIV de ratos vivos, considerado um marco na busca de uma cura para o HIV.

  6. telma diz

    Que deus e nossa senhora proteja essa cientista kristine Yoder do poder da industria farmaceutica para obter resultados concretos , pq eu sinto uma pequena diferença do começo da doença para agora como esta se fechando o cerco as industrias farmaceuticas que investem bilhoes em medicamentos que nao curam estao se mechendo mais rapidamente para aprovar drogas novas , aposto que em em breve teremos ibalizumab, bictegravir, pro-140 e outras .Antigamente para se aprovar uma droga sinto que demorava muito mais .Desculpe se estiver errada .

  7. telma diz

    Kristine cresceu no ensolarado sul da Flórida e ainda não está acostumada a invernos do norte nevado. Ela obteve sua licenciatura em Biologia pelo Massachusetts Institute of Technology. Durante esse período, ela passou um verão no laboratório de fitoplâncton da maré vermelha do Dr. Donald Anderson, Ph.D., no Woods Hole Oceanographic Institute, localizado em Cape Cod. Depois de um cruzeiro de pesquisa para o Georges Bank em mares, como o filme “A Perfect Storm”, ela abandonou a biologia marinha para pesquisa de doenças infecciosas. Após a graduação do MIT, passou dois anos como técnico no laboratório do Dr. David Relman, MD, na Universidade de Stanford, identificando patógenos irreconhecíveis. Ela então entrou na pós-graduação da Universidade da Califórnia, em San Diego, e se juntou ao laboratório do Dr. Rick Bushman, PhD, no Instituto Salk, que estuda a integração do HIV. Seus estudos pós-doutorado continuaram a explorar a relação das proteínas de reparo do DNA do hospedeiro e do metabolismo do cDNA retroviral na Universidade Thomas Jefferson, na Filadélfia, com o Dr. Carlo Croce, MD, e o Dr. Richard Fishel, PhD. Mais tarde, esses grupos se mudaram para o Centro Médico da Universidade Estadual de Ohio (agora o Centro Médico Wexner da OSU), onde foi promovido a Professor Assistente no departamento de Virologia Molecular, Imunologia e Genética Médica (MVIMG) em 2012. O departamento passou a ser denominado Biologia do Câncer e Genetics (CBG) em 2016.

  8. Paulo Roberto diz

    Obrigado, Telma. Mas… sei que essa técnica é nova, mas existem planos de colocar isso em prática para curar a todos?
    Essa é a questão: temos tido muitas boas notícias, porém, depois de algum tempo, simplesmente desaparecem e são esquecidas.
    Esta técnica me pareceu muito eficaz, pelo que já li… Mas há algum prazo determinado para, pelo menos, novos estudos?

  9. SP+- diz

    Luiz Carlos,
    Vc que participou do congresso, nenhuma novidade sobre a mudança do esquema pra quem já se trata com o 3xq pro dolutegravir?

    Estamos todos mto ansiosos com essa notícia..

    • Tiago diz

      Eu não sei se procede, o Luiz Carlos poderá dizer, mas a mudança progressiva faz bastante sentido, considerando o que foi aqui debatido sobre o fato desta combinação estar sendo testada pela primeira vez. Presumo que já existam suficientes dados, para agora falarem sobre a abertura do DTG para tratamento de segunda linha.

      Boa notícia.

    • Luiz Carlos diz

      Procede sim 🙂 Logo vou escrever um comentário sobre tudo que eu achei de mais relevante no congresso. Houve muito debate sobre prevenção combinada, humanização, e muitos dados interessantes apresentados. De alguns eu consegui os slides inclusive, e vou tentar trazer algumas coisas pra vocês. Foram dias muito corridos, mas logo logo eu escrevo tudo que eu puder.

      Abraços!

      • Wellington diz

        Luiz Carlos mas essa troca gradual somente pra quem usa o Efavirenz ou pra todos os pacientes?

    • SP+- diz

      Caio PE,
      mas que boa notícia, tomara que todos especialmente aqueles que sofrem com efeitos psicológicos do efavinrez..

  10. Lesly diz

    Na Europa infelizmente a Abivax não tem tanto crédito assim, apesar das evoluções propostas ela não segue o protocolo de testes da união europeia e isso vem gerando grande desconfianças da sua real capacidade de produzir essa cura funcional. Ela infelizmente vem sofrendo com a escassez de recursos por conta da crise e pelo que parece precisa publicar dados mais seguros para emplacar uma frente de investimentos maiores para concluir a pesquisa. Eu acredito na cura, na cura funcional e depois na definitiva mas a start up Abivax precisa ser mais transparente em sua congruência clínica. Por outro lado sabemos que a mesma não está ligada a nenhum grande grupo de pesquisa química como a jhosson e tantas outras multinacionais dos medicamentos então isso deixa ela mais vulnerável na frente de pesquisa que atua. O que temos para hoje são estudos e ensaios clínicos de universidades americanas que com sorte conseguem trabalhar de uma forma livre mesmo com a pressão do governo Trump em reduzir investimentos, afinal ele representa as grandes farmacêuticas e foi eleito para protege-las mas é de onde os estudos mais eficazes estão partindo até o momento. Acho que vira alguma coisa do USA mas até quebrarem a patente isso ficará na mão de poucos. Porém a ONU Já sinalizou a universalização do DTG e isso vai fazer com que as farmacêuticas se respondam com inovações para conseguirem manter o fluxo financeiro em torno do tratamento do HIV. Tenhamos esperanças mas a certeza que a cura vira isso a maioria dos estudiosos, tirando os mais céticos, já possuem. Ainda acredito que algo em torno de 30 anos ou mais. Até lá viveremos todos cada vez melhor ( esse é um outro ” trade-off” pois quanto melhor o tratamento mais as pessoas se despreocupam na prevenção isso é um movimento normal, veja quem está preocupado hoje com a sifilis ou o hpv ? Um número bem pequeno não é ?

    • Soares diz

      Caraca 30 anos?
      Que venham os melhores tratamentos pelo menos… gostaria tanto de uma injeção de tempos em tempos, sem grandes efeitos colaterais (ou nenhum) será que algo assim será possível em breve?Espero que sim, já seria ótimo.

      • AnonimoFer diz

        Torço para que a espera seja menor.. pois essa luta é muito dura..

  11. Júlio Santana diz

    Pessoal, eu diminui o consumo de trigo drasticamente e assim o nível de colesterol ruim caiu, e também a taxa de trigicerídeos baixou. Realmente o consumo de trigo eleva facilmente as taxas de ambos no sangue. Vale a pena diminuir o consumo de pães, bolos, pizzas, etc.

  12. Paulo diz

    Pessoal, faço uso do Dolutegravir + tenofovir a 2 meses, e eu sempre tomava as 7h da manhã… mas estou de férias e agora às vezes tomo as 8h, às 9h já cheguei a tomar as 10h. Li que o remédio faz efeito por mais de 24h que o importante era tomar diariamente, mas não sei se é certo. Poucas horas de diferença entre as doses causam alteração no tratamento?

    • Caio PE diz

      Realmente o ideal é não ficar atrasando doses. Mas acredito que, com apenas poucas horas de diferença, não terá prejuízos. Pior que atrasar é não tomar (ficar pulando doses).

    • Rômulo diz

      Uma infecto me falou que após ficar indetectável não precisa se preocupar em tomar a cada 24h exata.

      Já li a respeito também do lance da duração da TARV mas lembro que já disseram que ficar variando todo dia tipo um dia toma 9h e outro dia toma 21h, ai pode ser ruim (exemplo extremo óbvio)… eu tomo há 6 meses e as vezes adianto de 15min a 30min ou atraso na mesma proporção…

      • SP+- diz

        Rômulo,
        vou te responder pq eu gostaria que alguém vivendo isso respondesse meu companheiro quanto ao assunto.

        Estou há 3 anos num relacionamento sorodiscordante, meu parceiro é soro+ há aproximadamente 4 anos, indetectavel, e eu fiquei sabendo da sorologia dele há mais ou menos 6 meses, por estar indetectavel ele não me contou e mesmo assim não houve contágio mesmo fazendo sexo de todo tipo média de 5x na semana por praticamente 3 anos sem preservativo.

        Há 2 meses entrei pra PrEP para dividir com ele a responsabilidade da prevenção, estou tomando 1 Truvada por dia junto com meu Centrum no café da manhã e não sinto nada, na verdade já nem lembro mais o que é pq coloquei dentro de um frasco de BCAA pra largar na cozinha ao lado do frasco do polivitamínico.

        Após quase 3 anos fazendo sexo sem preservativo e sem saber que ele era soro+ senti a segurança suficiente pra confiar na TARV logico que após ler sobre estudos como o PARTNER e outros.

        A PrEP é apenas um nível de proteção a mais, especialmente contra um blip ou qq coisa assim, acho que deixa especialmente ele mais tranquilo e confiante, e assim podemos seguir o relacionamento sem grilo nenhum

        Eu recomendo a PrEP e torço por vocês e por todos casais soro+-

        Me passe seu email pra eu te dar algumas dicas.

        Boa sorte pra vcs!

        • Rômulo diz

          Eu passei a notícia da PrEP para meu parceiro e ele falou que confia no meu tratamento e no momento não pretende usar esta proteção extra. (ele tem problemas sérios de alergia na pele com qualquer medicamento, então ele tem receio de tomar o PrEP).

          Eu não sei se estou indetectável pois ainda não consegui fazer o exame (devo fazer amanha se tudo der certo e esperar 15 úteis pelo resultado), mas estamos de boa e ele, como já falei, confia no tratamento e nas várias fontes de informações comprovando a não transmissão após estar indetectável (ou 200- copias).

          =)

          • SP+- diz

            Rômulo,
            Fico mto feliz por você e pelo seu companheiro.

            Fazemos parte de uma nova geração de casais sorodiscordantes que temos acesso e confiamos nas informações.

            O único detalhe em ter as relações desprotegidas mesmo sendo indetectável por mais de 1 ano (detalhe esse que todos infectos que passamos ressaltaram) é ficar atento aos blips ou rebotes virais, que podem acontecer mesmo sem vc falhar no tratamento nenhuma vez, e entre um exame de CV e outro sua carga subir e descer de volta ao indetectavel mas ocorrer a transmissão aí.

            Uma infecto mto legal que me atendeu e que agora está dando acompanhamento na minha PrEP me contou de um casal que teve problemas imensos pq ainda por cima o soro+ colocou na cabeça que o companheiro foi pegar hiv fora da relação, quando ela tem 99% certeza que isso aconteceu num rebote ou blip entre um exame de CV e outro.

            Apenas pra constar e ficar informado tá.

            No demais parabéns pro casal. É preciso confiança, respeito, companheirismo e muito amor, as vezes mais do que as pessoas imaginam =)

  13. Rodrigo10 diz

    Sou casado e minha esposa é positiva, eu não sou. Ela está indetectavel há quase um ano então decidimos parar de usar preservativo e ela estava tomando pilula anticoncepcional.
    Por algum motivo a pilula não funcionou e hoje descobrimos que ela está gravida de umas 8 semanas.
    Infelizmente não conseguimos ficar felizes, a primeira sensação foi de medo e preocupação. Ela não queria ter filhos de jeito nenhum, pois agora que estava conseguindo viver normalmente com HIV depois de meses de depressão após o diagnóstico e temos muito medo da transmissão vertical e receio de submeter um recém nascido a PrEp e outras coisas.
    Então estamos pensando em fazer um aborto. É triste dizer mas estamos sem as mínimas condições psicológicas e financeiras para ter um bebe. Sei que muitos aqui vão me condenar pelo post mas peço só um pouco de empatia, só queria desabafar e saber se alguém aqui já passou por algo parecido, que pudesse nos dar um conselho ou uma opinião.

    • SAR diz

      Olá Rodrigo 10,

      Primeiramente lhe parabenizo pelo belo ato de estar ao lado de sua esposa mesmo sabendo da sorologia dela. Acredito que para essa aceitação você se informou muito e, principalmente, a amou e ama. Eu sugiro que antes de uma situação como a que vocês estão, agora, tendo que enfrentar, não se precipite e procure se informar também. Veja as coisas com os olhos do amor. Você não é positivo e ela sim e existe grande probabilidade, se vocês fizerem um bom acompanhamento médico (pré-natal), do vosso filho nascer sem ter HIV. Já vi relatos aqui no blog onde o homem é positivo e a mulher não e a criança nasce livre do vírus. Filho é uma bênção de Deus, se aconteceu mesmo usando métodos contraceptivos, nesse momento, é porque faz parte do plano de Deus para vossas vidas. Volto a aconselhá-los a não se precipitar. Um aborto traz transtornos psicológicos enormes para a mulher, se não agora, uma hora essa conta virá. Recentemente, o JS, administrador desse blog, compartilhou conosco a alegria em saber que, muito em breve, será papai. E veja só, ele é positivo e a esposa não. Hoje vivemos em um momento onde a medicina evoluiu muito, principalmente, no que diz respeito ao HIV. Procure informar-se mais sobre a transmissão vertical e como evitá-la. E outra, quanto ao financeiro, dá se um jeito. Tenho certeza que encontrarás outra maneira de aumentar a sua renda. Não veja essa criança como um castigo e sim como uma bênção. Quantos casais lutam, incansavelmente, muitas vezes sem sucesso para conseguir o que vocês estão recebendo como um presente. Torço para que tudo fique muito bem com vocês e que optem pela vida.

      Forte abraço no casal.

    • SP+- diz

      Rodrigo e SAR,
      confesso ser totalmente desinformado quanto a transmissão vertical quando a mulher é soro+ mesmo que indetectavel

      Gostaria de mais informações sobre também…

      • SAR diz

        SP+-,

        Infelizmente, não sou a melhor pessoa para dissertar sobre transmissão vertical, mas sugiro a você conversar com seu infectologista sobre esse tema se lhe interessa.

        Abraço.

    • Jorgito diz

      Acredito que se a mulher está indetectável não ocorre a transmissão vertical, mas não tenho certeza, seria preciso você se informar com um médico. Creio que o Luiz Carlos pode dirimir essa dúvida com mais propriedade. De qualquer maneira, essa é uma decisão de vocês, eu não julgo, mas se pretenderem realmente fazer, procurem saber se esse caso específico se enquadra em alguma das situações específicas de excludentes de ilicitude penal, para não fazerem nada ilegal, não cometerem nenhum crime. Se esse caso não se enquadrar nas excludentes penais específicas seria preferível que sua esposa tivesse a criança e depois entregasse para a adoção, caso vocês realmente não quiserem ou não tiverem condições. Abraço.

    • SP+- diz

      Mariah não entendi os “…”
      Deixei algum ponto sem nó?

      Desculpe é que sou ótimo em fazer isso qdo me expresso por texto e não por fala.

        • Sp+- diz

          Oi Mariah tudo bem? Posso entrar em contato com vc, me passa o seu email que eu te mando uma msg pode ser??

  14. Luquinha diz

    Que venha , lembrando também que estamos no mês de outubro Rosa .

  15. H_22+ diz

    Boa noite, gostaria de saber se alguém já passou por isso ou sabe informações sobre, do nada deu uma alergia no meu corpo, descobrir ser positivo a 1 e 3 messes e estou em tratamento nesse tempo também, depois de 3 dias com exames descobrir esta com dermatiti, será que não estou mais indetectável, fiquei com muito medo, e hoje era pra sair meus exames que a infecto passou, mais só o cd4 não ficou pronto, gostaria de saber se alguém já passou por isso, obrigado

    • SP+- diz

      H_22+

      Vc esta indetectavel há qto tempo?
      Toma o esquema 3em1?

      Pq o último lote aí mudou e tem mta gente tendo várias reações adversas após esse lote, inclusive meu companheiro…

      • H_22+ diz

        Estou tomando o 3em1, pra mim é o mesmo que estava tomando esses últimos messes, é o branco, falta pouco mais de 10 comprimidos para acabar esse pote, desde quinta feira que estou assim, cheio de manchas no corpo e no rosto, deu alteração no meu emograma por isso estou preocupado, meu cd4 era pra ter saído ontem maus atrasou, estou indetectável a 1 ano.

        • Sp+- diz

          Oi Renato,
          Desculpa e demora em responder.

          Ele está tendo sintomas psicológicos.
          Desde q mudou a marca do medicamento está tendo insônia, mudança repentina de humor, momentos de tristeza e angústia que vem e passam do nada e sem motivos.

          Ele mesmo está atribuindo a mudança da marca do 3em1.

          Disse que no passado já aconteceu a mesma coisa qdo mudaram pra um comprimido amarelo acho, que não é o mesmo dessa vez. Este de agora seria uma terceira marca diferente..

  16. Rodrigo 10 diz

    SAR
    Muito obrigado pelas palavras amigo.
    A noite passada foi de muita reflexão e o dia de hoje também. Decidimos por ter o bebê apesar de todas as dificuldades. E também como você mesmo citou existe todo o risco físico e trauma psicológico envolvido, principalmente fazendo isso na ilegalidade.
    Combinamos que haja o que houver vamos ser fortes e decisão tomada não se volta atrás, esta é realmente para o resto da vida. Que venha com alegria e vamos em frente. Contamos pra família (ninguém save da sorologia dela) ficarem been felizes e nos apoiaram bastante.
    Vou passando informações para vocês para que sirva de historico e possa ser útil se alguém estiver na mesma situação ou mesmo tiver curiosidade em saber como vai terminar a nossa história.
    Abraço e obrigado mais Uma vez.

    • Buu-BH+ diz

      Parabéns pela decisão! Vou acompanhar de perto sua historia!! Por favor, não deixe de contar…

    • SAR diz

      Olá Rodrigo 10,

      Fiquei, imensamente, feliz por vocês. É isso mesmo. Agora é procurar fazer o acompanhamento conforme indicado pelo ginecologista-infectologista e tudo dará muito certo. Há coisas que nos acontecem que servem para nosso crescimento e amadurecimento. Fique tranquilo que seguindo as recomendações médicas, vosso filho nascerá saudável e será motivo de muito orgulho e alegria para vocês. PARABÉNS PELA ATITUDE! Não deixe de ir nos contando como anda a gestação.

      Abração em vocês 3!

    • Soares diz

      Que legal Rodrigo 10
      Não comentei nada ontem, mas acompanhei tudo aqui…tenha certeza que esse bebê vai nascer com muita saúde, é só fazer o acompanhamento certinho, e será motivo de muitas alegrias.
      Tudo de bom pra família!!!!

  17. Renato diz

    Bom dia, pessoal!

    Alguém teve ou está tendo alguma reação adversa com o 3×1 do novo laboratório que está sendo distribuído? Se sim, quais são?

    Um abraço.

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