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Uma trepadeira contra o HIV

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, em parceria com a Universidade da Louisiana, nos Estados Unidos, usaram contra o HIV uma substância que ainda não havia sido testada com essa finalidade. Os cientistas extraíram das sementes de uma espécie de trepadeira de nome científico Abrus pulchellus tenuiflorus, encontrada na região Nordeste do Brasil, uma proteína chamada puchelina. Nos testes in vitro, em laboratório, ela matou 90% das células infectadas pelo HIV. O estudo foi divulgado na Nature, em 8 de agosto de 2017.

Abrus pulchellus tenuiflorus.

“Parece contraditório, mas essa grande toxidade é que traz um benefício. O fato dela matar é que está sendo usado de forma benéfica”

A Profa. Dra. Ana Paula Ulian de Araújo, do Grupo de Biofísica Molecular “Sérgio Mascarenhas” do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), explicou que as sementes desta espécie de trepadeira são tóxicas e, se ingeridas, podem matar. “Parece contraditório, mas essa grande toxidade é que traz um benefício. O fato dela matar é que está sendo usado de forma benéfica”, disse ela, em notícia publicada pelo G1. Para usar a proteína pulchellina, presente nas sementes da trepadeira, os pesquisadores a conjugaram-na junto com a ação de anticorpos usados especificamente na detecção do HIV, formando aquilo que se chama de imunotoxina. Os anticorpos utilizados foram MAb 924 anti-gp120 e MAb 7B2 anti-gp41, dois diferentes anticorpos monoclonais conhecidos por agir contra o HIV.

Prof. Guimarães e Sadraeian

Essa conjugação dos anticorpos com a pulchellina e os estudos com as células infectadas com HIV foram executados por Mohammad Sadraeian, doutorando do Grupo de Óptica do IFSC, em parceria com o Health Sciences Center da Universidade da Louisiana, nos Estados Unidos.

Os anticorpos foram cedidos pelo Aids Research and Reference Reagent Program do National Institutes of Health americano, enquanto a linhagem de células infectadas foi doada por Bing Chen, docente do Departamento de Pediatria da Harvard Medical School, também nos Estados Unidos. No estudo, assim que a pulchellina foi conjugada aos anticorpos, estes a guiaram para dentro dos glóbulos brancos infectados, combatendo estes mesmos glóbulos graças à ação tóxica da proteína.

“A gente percebeu que esse composto age diretamente nas células onde os vírus estão, praticamente, dormindo ali.”

Essa técnica pode ser eficaz em alcançar as células do reservatório de HIV, os locais dentro do nosso organismo onde o vírus fica escondido do sistema imunológico e fora do alcance dos antirretrovirais. “A gente percebeu que esse composto age diretamente nas células onde os vírus estão, praticamente, dormindo ali. Muitas vezes essas células estão localizadas no sistema linfático, de difícil acesso, e a gente espera também que no futuro essa substância seja aplicada com o mínimo de efeito colateral”, explicou Guimarães.

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Segundo o Portal USP São Carlos, antes desse estudo ser iniciado, Guimarães, já estudava a pulchellina em colaboração com Ana Paula. Por sua vez, Sadraeian trabalhava com imunoterapia — tratamento fundamentado na aplicação de anticorpos —, no mestrado que desenvolveu na Universidade de Teerã, no Irã. Guimarães diz que a ideia de associar a proteína a uma tentativa de combate ao HIV foi uma intuição aparentemente certeira, através da qual Sadraeian iniciará um pós-doutorado no IFSC, visando à avaliação dessa estratégia de combate em escala in vivo, a partir de uma parceria que envolverá o IFSC e a Universidade da Louisiana, através de uma colaboração com o docente Seth H. Pincus.

“É o começo muito positivo que pode trazer, a partir de estudos então posteriores, quem sabe a tão desejada cura da aids.”

Em outras palavras, o próximo passo é testar a substância em macacos e, depois, em humanos. “É o começo muito positivo que pode trazer, a partir de estudos então posteriores, quem sabe a tão desejada cura da aids. É claro que a gente não pode dizer isso agora, mas o potencial existe e é muito promissor”, disse Ana Paula. Por sua vez, o doutorado de Sadraeian culminará na abertura de uma nova linha de pesquisa no Grupo de Óptica, que passará a estudar estratégias para tentar combater o HIV/aids e outras complicações, como o câncer, associando anticorpos à terapia fotodinâmica (TFD), uma técnica que se baseia no uso de luz. O intuito dos pesquisadores de São Carlos, segundo o Guimarães, é combater o HIV no próprio sangue: a proposta é retirar o sangue infectado do paciente, tratar esse material com anticorpos e aplicação de luz e, então, inserir o sangue tratado no organismo.

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142 comentários

  1. Ney diz

    Excelente estudo. Caminhos apontam a direção. A cura há de vim. Todos na torcida.

    • Isis Alexia Rapunzel diz

      Gente, quem já viu essa notícia de hoje no BBC: http://www.bbc.com/news/health-41351159
      99% de cura em macacos e 100% de eficácia na vacina em primatas. Estudos em humanos no próximo ano, não é fantástico??
      Não sou soropositivo mas vibro com cada conquista relacionada ao HIV com toda a minha alma!!!

  2. Dante diz

    Que maravilha! São notícias desse natureza que alimentam minha fé!!!

  3. Gil diz

    Parece interessante. Sou otimista e não creio em mais de 10 anos para termos a cura. Mas o que me preocupa não é que esta proteína da planta eliminou 90% dos vírus. O que me deixa puto são os outros 10%…

      • Gil diz

        Verdade. Torço muito que dê certo 100% em eliminar os 100% dos vírus.

      • duvida diz

        Por favor, publique a tradução dos resultados desta pesquisa: http://www.bbc.com/portuguese/geral-41359079
        Foram divulgados na última semana e pelo que tenho visto é que esta em fase mais avançada. Pelo que li fiquei com a dúvida se os resultados levariam a cura ou a “somente” a uma vacina para aqueles que ainda não são infectados.

      • Kiss diz

        Precisamos manter a esperança, sempre lembrando que somos privilegiados por termos medicamentos disponíveis e apesar de tudo temos um país que é referência no assunto! Basta pensar em quantos pessoas perderam a vida por esse maldito vírus “incontrolável” e assustador….Vamos torcer…..Tudo caminhando e a esperança vai aumentando!!!

  4. Junior + diz

    Desejo muito a cura. Mas porque esses estudos sobre a cura nunca avançam ? A Pro 140 e tantos outros internacionais por ex. Não se ouve mais nada sobre esses projetos.
    Alguém havia postado um cronograma de alguns estudos os quais os resultados sairiam em agosto. E ate agora nada!

    As vezes fico ansioso à espera de alguma notícia concreta que nos tragam a realidade de uma possível cura já em testes com humanos

    • telma diz

      Atualmente, o PRO-140 está sendo estudado em ensaios clínicos de Fase IIb / III. 4,8
      Nomes do estudo: (1) PRO 140_CD 02; NCT02483078 e (2) extensão PRO 140_CD 02; NCT02990858
      Patrocinador: CytoDyn, Inc.
      Fase: IIb / III
      Localização: Estados Unidos e Porto Rico
      Participantes:

      PRO 140_CD 02:

      Os participantes são adultos infectados pelo HIV com HIV com trato com R5.
      Os participantes estiveram em seus regimes ART atuais por pelo menos 3 meses. No entanto, esses regimes de ART estão falhando, o que significa que as infecções por HIV dos participantes não estão sendo controladas com seus regimes ART atuais.
      Os participantes desenvolveram resistência aos medicamentos e têm opções de tratamento limitadas.
      Os participantes têm níveis de carga viral de pelo menos 400 cópias / mL no início do estudo e tiveram níveis de carga viral detectáveis ​​de mais de 50 cópias / mL durante os 3 meses anteriores ao início do estudo.
      PRO 140_CD 02 Extensão:
      Os participantes completaram com sucesso 24 semanas de tratamento no teste PRO 140_CD 02 e precisam continuar tomando PRO-140 para manter a supressão viral.
      Objetivo: O objetivo deste estudo é analisar a segurança e a eficácia do uso de PRO-140 com um regime de ARV falhando por 1 semana e, em seguida, usar PRO-140 com um regime de TAR otimizado durante 24 semanas. (Um regime de TAR otimizado é uma combinação de drogas escolhidas com base nos resultados de testes de resistência de uma pessoa e no histórico de tratamento.) A extensão PRO 140_CD 02 é projetada para fornecer aos participantes elegíveis acesso contínuo ao PRO-140. 4,14

      PRO 140_CD 02 está atualmente recrutando participantes.

      Nomes de estudo : PRO 140_CD03; NCT02859961
      Patrocinador : CytoDyn, Inc.
      Fase : IIb / III
      Localização : Estados Unidos
      Participantes :

      Os participantes são adultos com HIV com trânsito com CCR5.
      Os participantes estiveram em ART nas últimas 24 semanas, não tiveram alterações no seu regime de ART nas 4 semanas anteriores ao estudo e têm pelo menos 2 possíveis medicamentos de TARV a serem considerados.
      Os participantes têm níveis de carga viral inferiores a 50 cópias / mL no início do estudo. Os participantes tiveram contagens de CD4 superiores a 350 células / mm 3 nas 24 semanas anteriores ao estudo e no início do estudo. A menor contagem de CD4 de um participante no ART foi superior a 200 células / mm 3 .
      Objetivo : O objetivo deste estudo é avaliar a segurança e eficácia da monoterapia PRO-140 para a manutenção da supressão viral em 48 semanas. 8

      Este estudo está atualmente recrutando participantes.

  5. não sou eu diz

    Ótima notícia, mas acho que não deviam alarmar muito, essa cura tem que vir na surdina, para que a elite farmacêutica, não faça igual fez com o avião que caiu com o cientistas na Malásia.

    • Tiago diz

      Apenas uma nota que essa história foi muito mal contada e exagerada. Os artigos publicados inicialmente na mídia falavam de em torno de 100 cientistas e pesquisadores no vôo, mas mais tarde a própria International AIDS Society corrigiu esse número para 7. Não deixa de ser uma perda imensa, pois pelo menos dois dos passageiros eram gigantes na comunidade de pesquisa para HIV. Abraços

  6. Tiago diz

    p.s. o número de 7 foi informado pelo The Guardian, que foi dos poucos veículos que publicou um artigo corrigindo os números inicialmente divulgados.

    Artigo original:
    https://www.theguardian.com/world/2014/jul/18/aids-conference-says-100-researchers-may-have-been-on-board-crashed-plane

    Artigo corrigindo:
    https://www.theguardian.com/world/2014/jul/18/aids-researchers-malaysia-airlines-mh17-crash-australia-victims

    Fica a nota de esclarecimento para quem – como eu – ouviu falar dos números iniciais, mas não dos corrigidos, até que um amigo me corrigiu durante uma conversa que tocou nesse tema.

  7. Solange diz

    Á cura será um bem pra toda humanidade que o conhecimento nós de bons frutos

  8. Junior + diz

    Quero relatar um ocorrido hj.
    Pela terceira vez a minha medica do SUS me disse que era pra eu escolher: ou fazer o tratamento pelo SUS ou pelo plano de saúde. Ela não quer que eu tenha ” 2 médicos, duas opiniões “.
    Gosto muito do trabalho dela, das suas explicações, mas se dependesse dela eu estaria até hj tomando o 3 em 1. E graças ao meu médico pelo plano hj eu faço o uso do Darunavir (que eh uma bênção pra mim)

    Minha questão é: existem médicos que não querem o melhor para o paciente? Porque alguns médicos julgam o que é melhor pro paciente sem ouvi lo? Alguém já passou por isso?

    • Life diz

      Junior um médico não precisa saber que você vai em outro, você não é obrigado a dizer nada.

      Agora, vai chegar um ponto onde você mesmo vai se sentir mais a vontade com um do que com outro e irá optar por ir em um só.

      • Junior + diz

        É que a médica do SUS vê o nome do outro médico nos exames laboratoriais. Não tem como negar.
        Mas a questão que me deixou mais triste foi que a medica do SUS ficava me colocando “dúvidas” quando eu falava em trocar a medicaçao. Sempre falava que os efeitos colaterais são normais e que se eu optasse pela troca o próximo também iria me causar efeitos colaterais. Oq não é verdade. Não sinto e não senti nada usando o Daruna.

        Parece que tem médicos que acham que escolhemos ter esse vírus e que por isso devemos sofrer. Que Não merecemos o melhor .

        • Caio PE diz

          Sugestão pessoal: largue essa dona e fique com os cuidados do infecto.
          Se, um dia, o plano acabar (ou sei lá o que) volte para ela. O Efavirenz NINGUÉM MERECE !

        • Ricardo Souza diz

          Existem laboratórios que remuneram os médicos para que estes prescrevam determinados medicamentos visando o aumento das vendas. Não sei se é este o caso, mas fique atento, pois esse comportamento não é difícil de acontecer não.

        • Kiss diz

          Lamentável + sofremos as consequências em todos os lugares…É uma pena os médicos não terem sensibilidade de conversar e chegar a um acordo junto com o paciente…Sempre querem ser os donos da verdade e do esquema terapêutico!! É vejo que falta muito para evoluir esses profissionais…..Enquanto isso vamos lutando….Acreditando na cura…Isso nos dá esperança!!!

    • Luiz Carlos diz

      Existem profissionais bons e ruins em todas a áreas e tanto no setor público quanto no privado. Você pode e deve buscar sempre a opinião de mais de um profissional e procurar acompanhar o tratamento com o profissional que você se sente mais confortável e que lhe passa maior confiança.

      Abraços!

  9. Lesly diz

    É necessário a publicação do estudo sim para não correr o risco de ser abafado ou roubado a patente! Esse estudo é bem promissor e lembro que em uma única dose 90% é eliminado então precisaria de estudar o reforço como acontece com a própria sifilis!

  10. Rômulo diz

    A sífilis foi assim… da natureza e do nada ! Espero que siga o msm caminho… =)

  11. Luquinha diz

    Depois de termos a Erva de Santa Maria , Espinheira santa , Espada de São Jorge , Erva de Santa Luzia ,Santa Cristina e tantas outras vem logo da planta chamada trepadeira , isso e para queimar a língua de quem associava o hiv ao nome da planta .

  12. Rodrigo diz

    Não deixaria de ser irônico a cura surgir logo de uma trepadeira.

    • Tiago diz

      Seria irônico e ao mesmo tempo uma bela analogia, sendo uma planta que germina no chão (após um diagnóstico brutal), e busca apoio até encontrar o seu próprio lugar ao sol.

      É uma poeta trepadeira.

  13. Soares diz

    Pensei aqui agora, se essa planta só tem no nordeste do Brasil, ia dar trabalho pra curar o mundo todo rs.

  14. Tiago diz

    Luiz, falou tudo, quem me dera ter o tempo desta pessoa… Mal me sobra para dormir o quanto deveria, quanto mais para ficar lendo o que não gosto… Bom, pelo menos, entre uma descurtida e outra, nosso amigo secreto sempre vai se informando…

    E do jeito que a coisa anda, bem informado!

    Uma coisa eu sei, que ele tem bom gosto para escolher as companhias, lá isso tem. Então, não pode ser de todo ruim (só um pouco mal humorado talvez?)

    Abraços!

  15. Reinaldo diz

    Oi ,estou indetectavel a 3 meses e uso a combinação do Dolutegravir ,porém ,uma coisa minha mãe percebeu após o início do tratamento foi um aumento na transpiração do corpo ,ando suando muito por pouca coisa (andar daqui na padaria na esquina por exemplo). De resto ,o medicamento não me trouxe nenhum outro efeito. Gostaria de saber se alguém teve o mesmo problema (com o Dlt ou com as outras TARV’S) e se resolveu.

    • Luiz Carlos diz

      Depende, um dos efeitos adversos frequentes (1% a 10%) do DTG é aumentar a fadiga. Você se sente mais cansado, ou apenas apresenta sudorese excessiva? Ainda assim, estes efeitos costumam desaparecer após 4 a 8 semanas de tratamento.

      Abraços!

      • Reinaldo diz

        Me sinto as vezes cansado , mas é mais pela rotina mesmo(faculdade integral) não percebi ao certo nenhum alteração relacionado a isso , mas somente a sudorese está excessiva mesmo.

      • Luiz Carlos diz

        @Reinaldo,

        Sudorese excessiva não é um efeito adverso do dolutegravir, esta condição pode ou não estar associada a outros medicamentos, então sugiro que você relate isto ao seu infecto, inclusive outras medicações que você eventualmente tome.

        @alearutic,

        Dor de cabeça é um efeito adverso comum do dolutegravir que tende a se reduzir e sumir com o tempo. Sugiro que converse com o seu infecto sobre quais medicações utilizar para reduzir as dores.

        Abraços!

  16. Matias diz

    Pessoal comecei a combinação com Dolutegravir há 5 meses, ainda não fiz exame CV depois que tomei medicação (orientação médica que vai pedir com 6 meses)… gostaria de saber se algum de vcs que usam a mesma combinação se alimenta próximo ao uso (eu tenho uma fome noturna “monstra” rs) Tomo as 22:00 mas nunca durmo esse horário e sempre me alimento nesse periodo. Meu infecto disse que eu só não poderia comer pedra rs…Ja vi algumas pessoas dizendo que não podem usar próximo alimentos, mas já olhei a bula e não vi interações com alimentos, e não sinto náuseas, mal estar por alimentar próximo a medicação … Estou com medo disso interferir na ação efetiva do medicamento no meu organismo e me atrapalhar no sentido de estar indetectavel.

    • Reinaldo diz

      Tomo o dolutegravir e sobre a fome eu questioei minha infecto na ultima consulta e ela me falou que é normal o aumento de apetite , e sobre comer em refeições ela falou que não haveria problema em tomar o medicamento próximo ou durante a refeição, que ficaria a minha escolha mas que não iria interferir em nada.

      • Matias diz

        Obrigado Reinaldo! Realmente a fome é intensa, estou precisando fazer dieta, estou com 92 kg para 1.75 rs…Falei p meu infecto que tinha pavor de ficar magro, esquelético…ele disse que isso ficou no passado e que eu teria que tomar cuidado para não engordar…Ele estava certo rs

    • Luiz Carlos diz

      Matias, não se preocupe, não interfere. O DTG pode ser tomado com ou sem alimentos.

      Abraços

        • Tiago diz

          Matias, segundo li – e o Luiz que me corrija se estiver escrevendo besteira – é que tomar os ARVs com alimentos aumenta a sua absorção, o que pode eventualmente acentuar alguns efeitos colaterais em algumas pessoas.

          Mas se não é o seu caso, eu diria que não tem com que se preocupar. Eu já tomei com e sem alimentos e nem por isso senti efeitos. Se eventualmente sentir, considerarei ajustar.

          • Luiz Carlos diz

            @Tiago,

            Na realidade a comida aumenta a extensão da absorção e diminui a taxa de absorção. Isto acontece com praticamente todos os fármacos, salvo algumas exceções, mas estas alterações, no caso do dolutegravir, não fazem diferença alguma na forma como ele se comporta no organismo. Também não há atenuação ou acentuação dos efeitos adversos.

            É o mesmo que dizer que com comida ele “sobe por mais tempo com uma taxa de subida menor” e sem comida ele “sobe por menos tempo com uma taxa de subida maior”. No final das contas há umas diferença sobre a área sob a curva, mas como a terapia é diária e a diferença na AUC não é significativa, não há nada que vá, de fato, mudar algo em relação à eficácia da medicação. São apenas pequenos detalhes farmacocinéticos que nem interessam para 99% das pessoas.

            Abraços

    • Lecinho diz

      Uso esta combinação e o meu medico ao começar o tratamento me falou que tomasse após o jantar, entendi q seria após comer algo,e é isso que estou fazendo desde que iniciei. Fiz o exame de cd4 e to aguardando o resultado. Acho que não interfere em nada a alimentação, acho que ajuda na absorção!!

  17. paraensepositivo diz

    A continuar assim, ninguém nunca mais tira 10 nos comentários. No máximo 9,9. Dá-lhe trepadeira !!!.🌾🌾🌾😂😂😂

  18. PositiveSoul diz

    Em relação à terapia, vocês tomam a medicação religiosamente sempre no mesmo horário? Irei iniciar na próxima segunda e minha infectologista foi muito enfática em relação a isso – sempre no mesmo horário, nem um segundo a mais e nem um a menos. Outra coisa, manhã ou noite? Qual período de preferência de vocês? Obrigado!

    • Reinaldo diz

      As vezes tomo 5 minutos antes ou 5 minutos depois , deixo sempre essa margem , mas minha infectologista falou que ate 10/15 minutos não há problema , pois ainda está na ”janela”.

    • Luiz Carlos diz

      Não é necessário seguir um horário religioso. O ideal é manter a regularidade, mas nada lhe impede de tomar a TARV antes de dormir, por exemplo. Se você dorme a semana toda mais ou menos no mesmo horário, irá tomar a TARV mais ou menos no mesmo horário. Você pode, no entanto, sair no final de semana, curtir uma festa e tomar a TARV quando chegar em casa.

      O que devemos sempre evitar é o esquecimento de dose, por isso recomendo um pill box para quem toma TARV (é bem baratinho e facilmente encontrado no Mercado Livre ou nessas lojas de utensílios em geral). Ele ajuda tanto a não esquecer a dose quanto a não tomar dose dupla.

      Sobre o período do dia, você escolhe qual você se adapta melhor. Eu, particularmente, tomo minha TARV à noite porque sei que eu não funciono muito bem pela manhã, mas isto vai da rotina e da vida de cada um. Manhã, tarde, noite, madrugada… O importante é tomar a TARV diariamente, procurando manter uma regularidade no horário, mas nada de levar isto como um regime militar.

      Hoje em dia os medicamentos são muito tolerantes com a questão de horário, mas muitos infectos ou vivem no tempo das cavernas (medicamentos mais antigos necessitavam de um regime mais rigoroso), ou “assustam” os pacientes para que eles sigam uma certa regularidade.

      Sinceramente, sou contra ambos os métodos. Sempre que há uma relação legal entre o infecto e o paciente as coisas fluem muito melhor. Ninguém precisa se estressar com horários, colocar alarmes, se desesperar porque foi para um jantar e esqueceu de levar a TARV… Nada disso. Basta viver a vida normalmente e tomar a TARV no horário que lhe for mais conveniente, é só ter o bom senso de não ficar tomando um comprimido as 9 da manhã e outro as 10 da noite do dia seguinte.

      Abraços

    • Aninha diz

      Eu tomo o 3 em 1 há mais de 1 ano e nunca no mesmo horário por conta da minha rotina de trabalho. Eu trabalho por escala e fica inviável manter uma rotina exata, mas tomo todos os dias antes de dormir: às vezes as 21, outras as 3 da manhã e até as 9 da matina quando trabalho de madrugada. O meu médico sempre disse que não teria problema e realmente nunca tive. Permaneço indetectável desde o início e nunca tive falha. Mas quem puder tomar em horários mais próximos, melhor. Eu realmente não consigo por conta da leve tontura que me da, pois fica difícil tomar e ficar acordada!

  19. kadu diz

    gente na minha cidade o meu 3 em 1 foi trocado de fornecedor, desde de então venho passando mal, com muita diarreia, e desde do início eu nunca senti nadaaaaaaaa.

    alguém sabe se pode ter uma relação? meu Infectologista só dia 5 do mês que vem… até pensei em parar com a medicação pois estou passando mau… mas não sei se é a medição… troquei ela há uma semana.

    • Luiz Carlos diz

      kadu,

      Sempre que houve troca de laboratório no 3×1 (e já houve várias trocas no decorrer dos anos), algumas pessoas reportaram efeitos adversos. Normalmente isto não deveria acontecer, pois os componentes ativos da TARV continuam os mesmos, porém existem alguns excipientes que podem eventualmente causar alguma reação adversa.

      O importante é jamais parar a TARV. Caso você pare de tomá-la, seu corpo poderá criar uma mutação do vírus resistente ao 3×1, e poderá “queimar” esta e outras TARVs. Sugiro que procure outro infecto que possa lhe atender antes, ou caso isto esteja lhe incomodando muito, o Pronto Atendimento do hospital da sua cidade.

      Abraços!

  20. Soares diz

    Oi gente, por favor, alguém sabe me dizer se tem problema eu pelo menos uma vez por dia, ou mais, comer alimentos que desintoxicam? Tipo suco de couve, coentro, alho essas coisas?
    Penso isso pra desencarregar os órgãos em geral, rins, fígado, etc… mas agora me pergunto se isso interfere na TARV, alguém me responde por favor?

    • Tiago diz

      Soares, uma vez fui jantar a casa de um colega de trabalho de origem asiática, que serviu a mim e outros colegas algo que eu não sei bem se era um guisado ou uma sopa de alho e que não tive coragem de perguntar se era uma receita exótica, o que havia na geladeira ou o que ele sabia cozinhar, mas estou divagando… O ponto da história é que no dia seguinte não só estava enjoado (apesar deste poder ser muito mais resultado de alguma ressaca), como também vim que a descobrir que estava com um hálito insuportável, junto com meus outros 3 colegas que participaram no jantar, anfitrião incluso. Para meu azar, meu chefe ainda me chamou para uma reunião, na qual entrei mudo e da qual saí calado, desde muito antes quando entramos no táxi aliás. Aliás, nem sei se voltei a abrir a boca naquele dia.

      Moral da história, já sabe né?

      Contra guisados, sopas e sucos de alho, dietas milagrosas do limão, desintoxicantes, do abacaxi, do chá verde ou da erva rara lá dos confins da Amazônia, contra todos os excessos e ilusões, tem um remédio gratuito que se chama senso comum e – quando bem aplicado – bom senso, que numa alimentação incluirá esses ingredientes, de forma regular mas equilibrada. Creio que, em dúvida, o melhor a fazer é falar com seu infecto e talvez consultar um nutricionista, que possa avaliar seu biotipo e fazer recomendações mais exatas, mas manteria o infecto informado das recomendações e ajustes à dieta.

      Abraços

    • Aninha diz

      Soares, gostei do “desencarregar” rs.
      Eu sou a rainha de tudo o que ajuda a desintoxicar o organismo, adoro sucos funcionais e essas modices todas, desde que seja saudável. Eu continuo muito bem e a saúde tá uma maravilha, então acho que não faça mal não. Mas claro, é sempre bom ter bom senso e dependendo do motivo que você esteja procurando tomar tais coisas, procure um especialista. Mas alimentação natural é sempre uma boa ideia!!!

    • Aninha diz

      Esqueci uma parte: até hoje nada disso tenha me causado interação com a minha medicação (3 em 1).

      • Soares diz

        Obrigado Tiago e Aninha

        Não Tiago suco de alho não kkk, mas ouvi falar que é bom comer 2 dentes de alho crú por dia, mas capaz que eu mastigo crú assim rs, fico bem pequeno e coloco no meio do feijão no almoço e misturo bem (fico até gostoso).
        Já o resto nada de chás exagerados, só um suco de laranja com couve, as vezes no outro dia suco de beterraba e etc, isso mais pra ajudar o organismo com as impurezas mesmo.
        Aninha, obrigado, vc respondeu justamente o que eu queria saber, já que vc mesmo pratica rs.
        Abraços.

        • Tiago diz

          Tá certo Soares, também sinto que é bem por aí mesmo. Eu também tento seguir uma dieta bem saudável, tomo água, água de coco, sucos detox, cítricos e nada de refrigerantes, dou atenção sim a frutas, outros alimentos e bebidas potencialmente benéficos, especialmente os que podem auxiliar o funcionamento do fígado e rins, pelo papel central destes no tratamento, bem como dou atenção aos potencialmente mais prejudiciais, particularmente os industrializados e os mais gordurosos. Inclusive, e apesar da experiência traumática que tive rs, adoro alho como tempero e gengibre em sucos e saladas, simplesmente evito que este ou aquele alimento ou esta ou aquela dieta milagrosa ou moda se sobreponha ao principal, que é o equilíbrio e a observação dos seus efeitos no corpo, particularmente nos exames, na mente, etc. Não como carne, embora isso exija alguns cuidados adicionais com proteína e vitamina b12, mas como peixe e busco comer verduras e folhas escuras. Enfim, busco saudabilidade com bom-senso, na medida do que estiver ao meu alcance e, sempre que possível, evitando escolhas que gerem desconforto (remédios intragáveis e alimentos muito pesados e enjoativos), acreditando que não precisamos sofrer para cuidar bem da saúde. Com criatividade, dá para ingerir alho suficiente, sem os potenciais eventos adversos rs.

        • Tiago diz

          Soares, creio que vale só uma nota adicional de atenção aos alimentos crus, especialmente comuns nas dietas mais saudáveis, que devem ser bem lavados para evitar infecções bacterianas, por protozoários, etc

          Quem se propõe a seguir esse caminho deve levar em conta que o cozimento de alimentos, por quanto implique em perda de nutrientes, também serve como forma crude de “esterilização” contra muita “bicharada”, como por exemplo a toxoplasmose, um protozoário que boa parte da população mundial carrega, que não tem cura total e que pode ressurgir em momentos de queda de imunidade.

          Esse cuidado na lavagem e preparação dos alimentos deve abranger sucos, saladas e até a ingestão individual dos próprios alimentos, alho inclusive.

          • Soares diz

            Ah sim, eu lavo muito bem sim, até pelo caso do agrotóxico tb, mas valeu, sempre bom falar, as vezes alguém leia nossos comentários e faz direitinho tb.
            Vc disse vitamina b12, o ovo tb é muito rico nessa vitamina, tenho comido bastante, e sem neura que a gema aumenta o colesterol,pelo contrário, isso é lenda, ovo é o 2º melhor alimento, só perdendo pra o leite materno.
            Abraço!

  21. Soares diz

    Eu disse desencarregar os órgãos, mas eu quis dizer pra não sobrecarregar rs.

    • Alexandre diz

      Não consigo entender alguém negativar uma postagem como essa do DoBemDF. Notícia maravilhosa!

      • DoBemDF diz

        Também não entendi… será q a pessoa não conseguiu ler a reportagem?🤔

    • Tiago diz

      Que ótima notícia DoBemDF

      Quanto à negativação da notícia, ignore. Temos alguns amigos insatisfeitos por perto.

      Cada um sabe o peso que carrega… E que escolhe carregar.

      Abraços

    • Alex diz

      No caso de êxito dessa pesquisa, ela só servirá pra vacina ou irá curar quem tem hiv tbm?

      • Tiago diz

        Alex, por enquanto demonstra-se promissora na vacina, mas os cientistas envolvidos colocam grandes esperanças no seu uso como tratamento de longo-prazo.

        Este ano ainda pretendem iniciar os primeiros ensaios clínicos em humanos – fase I, para os quais pretendem recrutar soronegativos, para confirmar a eficácia na prevenção, e positivos, para avaliar o potencial no tratamento.

        Não sei li nada sobre expectativa de cura, talvez mais de solução para o tratamento de longa duração, uma injecção a cada x meses, sem ARVs e mínimizando danos pelo seu uso contínuo.

  22. Rayane diz

    Oi gente! Caso alguém queira conversar, me coloco a disposição… Meu número é 319989-1137. Tenho 22 anos, moro em BH. Não sou portadora do vírus, porém até poucos dias achei que poderia ser. Fiz exames quatro vezes nos últimos 42 dias, sendo 8 exames no total e vieram todos com resultados divergentes (indeterminados). Dia 10/08 fiz o teste Elisa, com resultado reagente seguido por um Imunoblot não reagente. Dia 28/08 fiz dois testes rápidos com resultados discordantes, repeti os mesmos testes dia 01/09 e foram os mesmos resultados. Dia 13/09 repeti o exame sorológico e novamente veio Elisa reagente e Imunoblot não reagente. Me disseram que poderia ser soroconversão tardia (o que é raro) ou falso positivo (o que é tão raro quanto). Minha última relação desprotegida foi há mais de quatro meses (na verdade tive outro parceiro há uns 2 meses, mas ele fez o teste e não tem o HIV). Me desesperei e comecei a pesquisar tudo sobre a doença, achei que poderia ter pego no dentista, pois fui duas vezes nos últimos 3 meses. Agora entendo um pouquinho pelo que passa um soropositivo. Anteontem fiz dois testes rápidos e os dois deram não reagente! Graças a Deus! O infecto me passou um exame de carga viral pra descartar de vez, e alguns outros exames para investigar possíveis causas dos resultados falso positivo. Estou aguardando os resultados. Nesse ultimo mês, passei por uma grande aflição, porém decidi não contar pra ninguém até ter certeza do resultado… Enfim, depois de fazer o meu desabafo, quem quiser conversar, desabafar, é só me chamar!

  23. JV diz

    Olá, pessoal! Depois de muito tempo sem frequentar o blog, hoje resolvi aparecer para compartilhar uma dica para aqueles que como eu sofrem ou sofriam com os efeitos do Efavirenz, tais quais letargia, cansaço, fadiga, falta de foco e concentração. Tomo o 3×1 há quase 2 anos e sempre lutei contra esses efeitos que são os únicos que me incomodam. Depois de tanto correr atrás, fui a um ortomolecular que me receitou várias vitaminas que preciso, entre elas a vitamina D (deficiente em grande parte da população e que atua inclusive nessa parte de cognição, foco, humor,…). Mas o grande achado foi o FISIOTON. Um fitoterápico que tem me ajudado muito a combater os efeitos da “embriaguez” do EFV. Tomo pela manhã logo ao acordar e tenho me sentido muito melhor. Estou no segundo mês de uso. Conversem com seus médicos sobre! Achei que valia a pena compartilhar . Abraços!

    • Chloe diz

      Comentei isso no outro post, eu sinto isso que você descreve desdos meus 16 anos ! É algo como se eu voltasse para casa e estivesse exausto, tanto mente como corpo. Mesmo dormindo 7h-8h, sinto que minha concentração é fraca e sinto que meu cérebro satura muito rápido. Quando eu era mais nova eu tomava Pharmaton, polivitamínico genérico e já cheguei a tomar Ritalina de um colega que tem TDH. A Ritalina eu usava antes de algum evento importante, e melhorava meu dia em uns 200%. Eu não tomo esse medicamento mais, alias eu já usei todos medicamentos e combinações importantes. Estou há mais ou menos uns 13 anos indetectável. Uso atualmente 1x Ritonavir[100mg], 1x Darunavir[600mg], 1x Dolutegravir[50mg] 1x (Tenofovir+Lamivudina)[300mg+300mg – 1 comprimido] de manhã(Tomo os 4 de uma vez, não tenho paciência mais paciência para tomar seprado). E 12h depois 1x Darunavir[600mg] e 1x Ritonavir[100mg]. Acredito que dê certa forma tenha influência porque já usei todas as combinações de remédio no passado. Eu to querendo ir no Psiquiatra, ver se há possibilidade de me receitar algo para melhorar uma pouca essa fadiga mental. Fisioton também é um PoliV certo ? Te dá dor de cabeça ?

        • Chloe diz

          Eu tenho 28 anos e já tive duas resistências virais dos antigos remédios(Uma com 7 anos e outras com 14), o que tomo atualmente é o chamado terapia de resgate. Nome assusta, mas estou com essa combinação a uns 8 anos. E olha que eu tomava mais remédio, porque por exemplo o Dolutegravir é 1x por dia e antes eu tomava 2x, Idem para o Tenofovir+Lamivudina. Eu queria mesmo era tomar 1 comprimido por dia, apesar de morar na Alemanha e receber medicamento pelo plano de saúde, eu sempre que vou no Brasil eu pego como reserva e segurança. E acaba que é remédio abeça.

          Curioso que todos reclamam do SUS, mas já imaginou a quantidade de gente que não teria acesso a medicamento ?

      • Gil diz

        LUIZ CARLOS, dá uma luz…será que não tem remédio demais neste esquema da Chloe??

        • Luiz Carlos diz

          Não tem não Gil.

          Em terapia de resgate é normal utilizar terapia dupla junto com 2 a 3 ITRNs. O que os estudos mais recentes têm mostrado é a possibilidade de retirar os ITRNs, que diminuiria apenas 1 comprimido, retirando o 2×1 (TDF + 3TC).

          Não sei exatamente como funciona o sistema na Alemanha, nem se a Chloe é cidadã alemã, mas um dos medicamentos que está para chegar no Brasil é o DRV em formulação de 800mg, que poderá ser tomado 1x por dia em um comprimido, substituindo o DRV 600mg (onde é necessário dois comprimidos, mesmo podendo ser tomado apenas 1x por dia em esquemas normais – fora de terapia de resgate).

          Abraços

          • Chloe diz

            De fato acabei de retirar o TDF + 3TC(Tenofovir+Lamivudina)[300mg+300mg] essa semana, que eu tomava uma dose única.

            Como fiquei feliz de tomar um medicamento a menos. A justificativa era clara, Dolutegravir vem da categoria de medicamentos de primeira classe e não há mais necessidade de 3 ITRNs. Apenas 2x Ritonavir[100mg], 2x Darunavir[600mg] e 1x Dolutegravir o dia. Seria algo de 3×2/dia

            Minha médica ainda perguntou se eu gostaria de parar, indetectável há mais de dez anos, é difícil dizer sim, porque praticamente faz parte do seu cotidiano essa quantidade de remédios que tomei. E meu medo era claro também, depois de tanto tempo tomando TDF + 3TC, é seguro parar mesmo ? Respondi na hora sim, quero parar.

            Dolutegravir meu medo é a depressão, e morando e um pais frio, chuvoso e com pessoas muito diferentes dos Brasileiros, vou precisar ocupar minha mente de forma sadia.

            Pensei em voltar com o Kick-Boxe. Ou qualquer exercício físico !

      • telma diz

        São muitos remedios que vc toma mesmo deve ter uma resistencia a pelo menos 3 classes de medicamentos pois eu com 28 anos de hiv tomo raltegravir tenofovir lamivudina maraviroc o ruim da combinação é pq tem que ser de 12 em 12.Achei que seu tempo de hiv é muito pouco para tanta resistencia .

        • Chloe diz

          Depende de cada caso não ? Não adquiri resistência viral porque eu quis, simplesmente o virus é mutável e a combinação de remédios e os médicos da década de 90 não foram os melhores para mim. Tanto é que ui diagnóstica apenas com 4 anos, mas até os 4 tive inúmeras febre e até meus 10 anos fui internada mais de 10 vezes. Perdi 2 anos colégio, porque ter um cd4 de ínfimo 2. Fora que para mim a maior tragédia foi ter perdido a mãe sem conhece-la. Quando ela descobriu o HIV na década de 80, viveu menos de um ano. E não tive a chance de conhece-la(eu tinha 3 anos), porém eu continuei essa jornada. E ainda continuo 28 anos depois.

          • telma diz

            Compreendi totalmente o que quiz dizer eu tambem tomei no inicio somente azt+ddi mais a unica diferença minha com a sua ,e que o meu inicio de tratamento foi com cd4 400 isso ja se sabe que é muito importante pq resistencia tambem se dá quando a pessoa deixa cair muito seu cd4 nisso o virus se torna mais forte vide na africa a alta resistencia ao tenofovir pela falta de remedios. Fico muito triste pela sua historia e muito feliz de estamos vivas ate hoje pq a nossa luta foi árdua principalmente em questao dos medicamentos que eram muitos toxicos e em maior quantidade Felicidades e saude pra vc chloe deus abençoes vc sempre

              • Jorgito diz

                Chloe, você é uma inspiração para mim e creio que para muitos outros aqui. Parabéns pela sua força, pela sua trajetória e pela superação de todos os percalços na jornada. Receba meu sincero abraço fraternal.

          • Kiss diz

            Nossa Chloe vc é uma vencedora! Eu descobri com 28 anos de idade e hje tenho 38 …Cada um com sua história…+ imagino vc ainda uma criança, passar por tantas internações e na época a medicina e a visão do HIV eram totalmente diferente, hje a ciência avançou muito graças a Deus…e depois de tantas lutas, já vemos os raios de esperanças da cura muito mais próxima…Precisamos confiar e enquanto isso, lutar….Boa Sorte a todos nós!!!

  24. SP+- diz

    Sobre o Tribulus, por aqui meu companheiro teve infecção urinária nas 2x que tentou tomar o Tribulus de fontes diferentes.

    Na primeira ocasião não associamos nas na segunda foi a confirmação.

    Ele toma o 3×1 há cerca de 4 anos e somente teve infecção urinária com o Tribulus mesmo….

  25. Fabio diz

    Ola pessoal, sobre exaustao e fadiga tomo magnesio, e muito bom, alem da vitamina D3, zinco, selenio, omega 3.

    Abcs

    • Luiz Carlos diz

      Tens que tomar muito cuidado ao tomar magnésio e outros suplementos multivitamínicos junto ao Dolutegravir. O magnésio diminui consideravelmente o efeito do DTG, bem como outros suplementos que contém ferro e cálcio. O ideal é tomar estes suplementos bem espaçados (no mínimo 2 horas após o DTG ou 6 horas antes de tomar o DTG).

      Abraços

      • Chloe diz

        Então tomar na hora do almoço seria uma boa ? DTG de 50 mg que você se refere né ? Vou confirmar com Hausarzt mês que vem. Tomei mais de dois anos Pharmaton, mas na época eu não tomava ainda DTG.

        • Luiz Carlos diz

          Qualquer posologia de DTG, Chloe, mas sim, aqui no Brasil, de 50mg. Qualquer vitamina/suplemento com alumínio, ferro, cálcio, magnésio, enfim, multivitamínicos em geral têm que ser espaçados do DTG.

          Abraços

  26. Lesly diz

    Pessoal eu seu que para muitos as notícias de evolução do tratamento do HIV nao estão vindo tão rápidas mas lembro que hoje existe uma consciência mundial de terem mais responsabilidades em relação a divulgação de estudos e avanços do que a 10 anos atras quando víamos a notícia de “CURA DA AIDS” em qualquer folhetim sensacionalista e irresponsavel! Vejo que as publicações de hoje são bem mais embasadas e responsáveis e a comunidade científica em geral está bem animada com os avanços! Vamos torcer !!!

  27. Ph diz

    Gente, quanto as pessoas negativandp comentários lindos e bonitos, é simples.
    Os botões de positivo e negativo ficam muito próximos, eu mesmo com meu dedão troglodita de gorila já negatovei vários sem querer.
    Acontece. Rs.

    Bjos.

  28. Jorge S diz

    Pessoal, será que alguém pode me ajudar com uma dúvida sobre plano de saúde:
    Minha contaminação com o vírus foi em outubro de 2012 e recebi diagnóstico 2 meses depois. Tomo coquetel desde logo depois e a carga viral sempre indetectável e CD4 acima de 1 mil.
    Meu marido, soronegativo, mudou de emprego e passará a ter um plano de saúde bem melhor que o meu, que já tenho desde bem antes de contrair o vírus.
    No questionário para eu entrar como dependente, perguntam se eu tenho “AIDS”.
    Eu posso dizer que não com base na diferenciação “AIDS (quem sofre com doenças oportunísticas)” x “portador do HIV sem ter desenvolvido a doença”?

    • Luiz Carlos diz

      Pode e deve, Jorge. O sigilo de sua condição sorológica é um direito seu. Esta pergunta é capciosa e ilegal. Ainda assim, também vale a máxima de que você não possui nenhuma doença oportunista por conta do vírus HIV, portanto não possui AIDS.

      Ainda assim, se você quiser se precaver mais ainda, após o período de carência, peça que seu infecto solicite primeiro um exame confirmatório, como um ELISA ou Western Blot, antes de começar a fazer exames de Carga Viral e CD4 pelo plano.

      Abraços

    • Caio PE diz

      Eles tratam como doença pré-existente. Mas acho que algo está errado. É como você falou: uma coisa é ter AIDS e outra coisa é ser portador do HIV. Seria bom você deixar documentado isso quando for assinar o contrato do novo plano. Levar até exames se for o caso para comprovação. Tudo por escrito. Nada de boca !

  29. Positivo Azul diz

    Jorge S

    Os planos de saúde para Soropositivos não podem conter restrições.

    De acordo com a lei dos planos de saúde, válida desde janeiro de 1999, as operadoras não podem deixar de oferecer nos contratos novos a opção de cobertura de doenças preexistentes – definidas como sendo aquelas que o consumidor ou seu responsável saiba ser portador ou sofredor, à época da contratação do plano – incluindo HIV e Aids.

    Mas, nesse caso, para haver atendimento imediato, as empresas podem “agravar”, situação que consiste no aumento da mensalidade em função da pessoa ser portadora do HIV.

    Além do agravo, as operadoras são obrigadas a oferecer a opção de cobertura parcial temporária por 24 meses.

    Neste caso, o usuário com Aids paga o mesmo valor de um plano comum, mas terá carência de dois anos para procedimentos, exames e internações ligados à doença.

    Para os pacientes de HIV/Aids que têm planos de saúde com contato anterior a janeiro de 1999 e não fizeram adaptação às novas regras (o que é facultativo), vale o que está escrito no contrato.

    No caso de negação de cobertura, mesmo prevista no contrato, cabe ação judicial.

    Como Contratar um Planos de Saúde para Soropositivos
    Uma pessoa que foi diagnosticada com HIV ou Aids até consegue contratar um plano de saúde pessoal, mas vai se ter algumas dificuldades.

    Na maior parte dos casos, os procedimentos complexos relacionados à doença preexistente não são cobertos pelos planos por 24 meses, prazo máximo de carência estipulado pela ANS para esses casos.

    Ou seja, o segurado até conseguiria contratar um plano, pelo mesmo preço que qualquer pessoa com o mesmo perfil e sem doença preexistente, mas não conseguiria tratar o HIV por esse novo plano por até dois anos.

    É a chamada Cobertura Parcial Temporária (CPT), em que procedimentos normais estão sujeitos às suas regras de carência regulares, e procedimentos complexos ficam sujeitos a essa carência especial de 24 meses.

    A CPT impõe essa carência ainda ao acesso a leitos de alta tecnologia (CTI e UTI) e cirurgias decorrentes da doença preexistente.

    Planos de Saúde para Soropositivos sem Carência
    Existe a possibilidade de contratar um plano e pagar um agravo ao prêmio do novo segurado com doença preexistente.

    Com uma mensalidade mais alta, o segurado consegue cobertura para esses tratamentos e procedimentos complexos.

    Portabilidade Aplica-se Normalmente
    A portabilidade de carências também é possível para um paciente diagnosticado com HIV/AIDS.

    Trata-se da possibilidade de trocar de plano de saúde, ficando dispensado do cumprimento de novos períodos de carência e de cobertura parcial temporária na contratação do novo plano individual, familiar ou coletivo por adesão, na mesma ou em outra operadora de saúde.

    Isso pode ser feito desde que o segurado cumpra os seguintes pré-requisitos:

    Estar adimplente junto à operadora do plano de origem;
    Na primeira portabilidade, ter permanecido no plano de origem por no mínimo dois anos ou, no caso de ter cumprido Cobertura Parcial Temporária (CPT), três anos;
    Nas portabilidades posteriores, ter permanecido ao menos um ano no plano de origem;
    O plano de destino ser compatível com o plano de origem (individual para individual, familiar para familiar, coletivo por adesão para coletivo por adesão, com mesma segmentação assistencial);
    A faixa de preço do plano de destino ser igual ou inferior à que se enquadra o seu plano de origem, considerada a data da assinatura da proposta de adesão;
    E o plano de destino não estar com registro em situação “ativo com comercialização suspensa” ou “cancelado”.

    Fonte: http://www.valordeplanosdesaude.com.br/noticias-de-saude/planos-de-saude-para-soropositivos/

  30. Matias diz

    Pessoal, quando descobri que era portador do Hiv tbem descobri uma toxoplasmose ativa (n sei dizer se era recente, antiga ou alguma reativação). Tomei medicação (antibióticos) e depois de 2 meses meu médico suspendeu pq disse que meus CD4 estavam muito bons (848)…realmente o estado febril no fins de tarde e as alterações nos linfonodos sumiram em menos de uma semana, as manifestações clínicas foram apenas essas. Mas o que tem me preocupado é que li muito sobre reativação como neurotoxoplasmose e tbem ocular principalmente em paciente Hiv+… Alguém sabe me dizer se devo me preparar para um estado como esse qualquer momento? É inevitável? Estou seguro? Tomo medicação para Hiv certinho há 5 meses, criteriosamente; tenho me sentido bem e forte…Tenho mais medo dessa toxo do que o próprio Hiv. Alguém com experiência para me orientar? É tudo novo para mim…Estou assustado com essa situação!

    • Caio PE diz

      Com imunidade alta (CD4 acima de 500) não vai correr dano nenhum a você. Tomando a medicação regularmente tudo estará sob controle.

  31. Positivo diz

    Eu comecei a tomar a nova medicação há dois meses e hoje ja estou indetectável.

    Minha pergunta eh:
    Se eu continuar tomando a medicação corretamente e sempre usar preservativo e parar de beber, tem como o vírus criar resistência aos remédios que eu tomo mesmo assim?

    • SP+- diz

      Positivo,
      nem precisa parar de beber, somente crie hábitos saudáveis e evite os excessos.

      Se vc tomar certinho respeitando os horários e não pulando doses o vírus não vai se tornar resistente.

    • Caio PE diz

      Resistência é causada quando a pessoa toma irregularmente a medicação (fica pulando doses) ou quando se reinfecta (exemplo, transar sem camisinha com uma pessoa HIV que não se trata) com um vírus resistente à medicação que vem usando.

    • PH diz

      Eu já tomei antes de saber minha sorologia.
      Quando descobri minha sorologia, perguntei a minha infecto sobre a possibilidade de tomar esses anobolizantes, pois sempre fui muito ligado em academia…E ela disse que iria sobrecarregar meu fígado/rins, mas que C eu quisesse eu deveria ter o acompanhamento de um endocrino/nutrólogo…

    • SP+- diz

      Pedro,
      sobre os esteróide, fizemos uso com acompanhamento de um endócrino, mesmo pq todo receituário é especial e controlado.

      Esqueça o Stanozol e qq outro de mercado negro. Se for fazer uso utilize apenas o que se encontra nas farmácias ou na manipulação como a oxandrolona que tb é hepatoxica mas menos que o Stanozol e ainda existe a garantia de procedência se vc mandar manipular numa boa farmácia.

      Sobre os efeitos colaterais, o médico pediu todos exames possíveis no antes e após, e quanto a fígado rins etc não deu nada de alteração.

      Foi dar alteração no eixo hormonal que tb se normalizou com uma terapia pós ciclo.

      Nao façam nada por conta ou comprem medicamentos e esteróides fora da farmácia, o barato pode sair caro. Temos amigos que tiveram diversas complicações com uso de esteróides de mercado paralelo, desde intoxicação até abcessos.

      • Pedro diz

        SP+- Pensei nem poderíamos usar, mas vou marcar um endócrino… ajudou muito obrigado mesmo

        • SP+- diz

          Pedro,
          Único impedimento seria quanto ao fígado e rins mesmo pq a Tarv por si só pode sobrecarregar, por isso do acompanhamento médico.

          Esqueça mercado paralelo de esteroides compre somente com receita na farmácia aquilo que o endócrino receitar baseado nos seus exames de sangue e terá ótimos resultados sem danos a sua saúde.

          Boa sorte!

  32. Dan diz

    Olá pessoal, gostaria que alguém me desse uma luz. Meu exame deu positivo há 4 dias e marcaram para eu retornar no dia 04/10 para fazer o exame de contagem de CV e CD4. Andei lendo bastante que o início do tratamento após uma descoberta precoce pode impactar positivamente na sobrevida e controle do vírus e da imunidade. E quando o tratamento é feito após muito tempo ou sinais clínicos de AIDS, as chances dessa pessoa levar uma vida mais normal e longa diminuem bastante. Por causa disso estou muito apreensivo para saber o resultado desses exames e gostaria de saber até quanto tempo do diagnóstico após a infecção pode ser considerado precoce. Meu último exame negativo foi em novembro de 2015 e entre janeiro e março de 2016 eu tive um comportamento de extremo risco, que é quando tenho quase certeza que me infectei. Esse tempo de 1 ano e uns 8 meses pode ser considerado precoce ou tardio? Minha cabeça está a mil, não consigo dormir, não sinto fome e agora qualquer alteração no meu corpo que eu sinto ou me lembro que senti recentemente, já acho que pode ser alguma manifestação de AIDS. Há alguns meses tive uma inflamação na gengiva e dentes que durou duas semanas, depois garganta inflamada e há algum tempo eu sinto meu joelho esquerdo perdendo força e com dores. Já é alguma manifestação será? Se meu sistema imunológico estivesse muito debilitado, meu corpo não teria conseguido combater essas inflamações e dois resfriados com peito cheio e tosse que tive recentemente também, certo?

    • SP+- diz

      Dan qdo descobri que meu parceiro era soro+ com mais de 2 anos de relacionamento sem camisinha comecei a me lembrar de todos problemass recentes de saúde e associar ao hiv, até resfriados e dores de garganta.

      Cheguei a adoecer de verdade após esse período de tanto pensar nas doenças q eu tive no período e que eu ainda poderia vir a ter…

      Acontece q dps de algum tempo fiz todos meus testes e deram negativos.

      Moral da história, o hiv não te derruba mas a paranóia sim, sigo soro- no relacionamento, agora faço uso da PrEP, acompanho meu companheiro nos médicos e exames e acabou todo um tabu que existia, acredite, não é esse monstro que está parecendo agora.

      Fique calmo, siga as orientações do seu infecto, comece seu tratamento o quanto antes e volte aqui sempre que precisar e pra nos contar assim que estiver indetectavel também 🙂

    • AnonimoFer diz

      Cara, fique tranquilo que logo VC fará os exames conforme orientações médicas.

      Descobri minha sorologia em 22/07 e consegui marcar a infecto apenas duas semanas depois. No dia 10/8, e não gostei da mesma. Agendei outro apenas 22/8 e ai fizemos os exames conforme pédido médico. Depois levei mais duas semanas para iniciar o tratamento, já com todos os resulados em mãos. Somente no dia 5/9 iniciei com o 2×1 e hoje se passaram 3 semanas q iniciei todo o tratamento.

      Fique tranquilo, que nada vai acontecer contigo nessa semana de espera. O lance mesmo é cuidar da mente, essa sim precisa deve ser cuidada.

      Após esses dois meses de sorologia, o q tem pegado mesmo é a mente, a hora de acordar, colocar a cabeça no travesseiro.. isso q está pegando pra mim. Já o tratamento é apenas seguir as orientações que tudo fica bem.

      ALOHA.

      • Dan diz

        Obrigado pelo apoio, gente. Como ainda é recente, tem sido muito difícil pra mim e acompanhar os relatos aqui tem me ajudado (ou piorado, dependendo do que escrevem rs). Intercalo alguns pequenos momentos de positividade com momentos de desespero e angústia sem fim. Já estou conseguindo manter mais a calma e até dormi melhor na última noite. Acredito também que se não fosse a culpa e tristeza por eu muito provavelmente ter infectado meu namorado de apenas 17 anos, eu estaria conseguindo lidar com isso de uma forma melhor. Mas não consigo me conformar que eu fiz isso com alguém que eu amo e acabou de começar a vida. Mas vamos lá, né! Não vejo a hora de começar esse tratamento logo e ter o resultado de todos os exames. E, em breve, indetectável. E ainda falta o exame mais detalhado para comprovar mesmo o positivo, mas após dois reagentes em testes rápidos diferentes, não vou me iludir com uma possibilidade praticamente nula.

        • SAR diz

          Dan,

          Quanto a possibilidade de ter infectado o seu namorado. Você já conversou com ele? Falou do seu diagnóstico? Se não, eu o aconselho a fazer isso. Se caso der positivo também, é melhor que ele inicie o tratamento o quanto antes. Não se culpe tanto, afinal você não sabia da sua sorologia. Motivo para culpa será se você não o comunicar o quanto antes e deixar que ele descubra tardiamente.

          Até,

    • SAR diz

      Olá Dan,

      Seja muito bem-vindo aqui. Honestamente, acho que você precisa tentar se acalmar. Eu sei que logo após a descoberta isso é meio complicado, porém digo, com conhecimento de causa que isso não te ajudará em nada. Para se ter uma NOÇÃO de quanto tempo você foi infectado somente com os exames de Carga Viral e CD4. Fique tranquilo, colega, pois você, certamente, não está com AIDS. A AIDS é caracterizada quando o sistema imunológico está, fortemente, debilitado e, então, a pessoa passa a ficar propensa a doenças oportunistas como: Toxoplasmose, Neurotoxoplasmose, Citomegalovirose, Pneumonia, Tuberculose, entre outras. O fato de ter uma dor de garganta, ou uma inflamação na gengiva não é motivo para tamanha preocupação. Soronegativos também são acometidos por esses incômodos. Para que você chegue em níveis de CD4 que caracterizam-se como um estado de atenção, que é de 200 células/microlitro, muitas pessoas demoram cerca de 5 a 10 anos para tal. Existe casos raríssimos de pessoas que são consideradas rápidos progressores em que a progressão para AIDS acontece de 3 a 4 anos após a infecção. Assim como há os controladores de elite que vivem anos com o HIV com nível baixíssimo de Carga Viral e CD4 excelentes. Sossegue a sua mente e espere para a realização dos seus exames. Depois volte para nos contar como foram seus resultados. Tenho certeza que os mesmos revelarão que estás bem.

      Abraço,

      • Dan diz

        Oi Sar,

        Muito obrigado! Acho que daqui em diante vou conseguir manter a calma. Ansiedade já era um problema pra mim antes da infecção, então acho que ajudou a me deixar assim. Pode ter certeza que estarei sempre por aqui agora para contar qualquer novidade e também ler as novidades. Quanto ao meu namorado, ainda não contei. Estou confuso ainda sobre o que fazer em relação a isso. Vou contar, é óbvio, pois tudo que eu mais quero é que o resultado dele dê negativo (acho improvável) e, em caso positivo, que saiba o quanto antes e se trate. Se ele foi infectado, foi nos últimos 3 meses. O problema é que ele mora com os pais, em uma cidade vizinha, e está terminando o colegial. Eu queria esperar e contar em dezembro, pois ele já teria terminado o ano na escola (tenho medo que ele não consiga mais terminar depois de saber) e também porque ele vem passar quase dois meses comigo em casa durante as férias. Se for o caso dele ter que começar o tratamento também, ao menos ele começaria estando na minha casa, e eu estaria com ele se houvesse efeito colateral da medicação. Mas tenho minhas dúvidas se vou conseguir olhar pra ele sem chorar e esconder isso por quase 3 meses.

        • AnonimoFer diz

          Sinceramente, não existe uma receita de bolo para enfrentar o diagnóstico, porém solteiro ou namorando, a minha visão é sempre avisar a companheira.

  33. Soares diz

    Gente, ninguém me respondeu, acho que foi o “boom” da ótima notícia que o parceiro postou dos anti corpos, mas alguém me responda por favor!
    Alguém já fez/faz, ou conhece alguém que fez/faz, tratamento do hiv com o óleo de coco?
    Eu li que tem até estudo que comprovam que ele é eficiente contra o hiv, mas vi um no Youtube um comentário que a pessoa disse que tem soros positivos que controlam o hiv, com bons CD4 e CV sem nunca ter colocado remédio na boca.
    Tava até pensando em tentar com o óleo de coco todo dia (sem tomar a TARV), pra ver o que acontece (por 1 mês), já que meu CD4 tá bom, e minha carga viral “baixa” 9445.
    Fico pensando se não tem outra opção mesmo sem ser a TARV, na verdade ainda tô assustado, meu infecto é hoje, ele deve me passar pra começar a tomar já.
    Obs: não quero incentivar ninguém, só quero ver outras opiniões, vou conversar com meu infecto também, mas as vezes alguém aqui sabe algo tb, enfim.

    • PositiveSoul diz

      Não acredite em remédios naturais. O único tratamento contra o HIV é a TARV. Ponto.

    • SAR diz

      Olá Soares,

      Olha, concordo com o que diz o nosso colega PositiveSoul. Se óleo de coco tivesse sua eficácia comprovada para o tratamento do HIV, você não acha que seria mais fácil e mais barato para o governo oferecer oléo de coco para os portadores? Bom, quanto à pessoas que controlam sua CV e CD4 sem uso de ARv’s isso é outra história. Não tem nada a ver com a utilização de terapias alternativas. Vou te dar o caminho para que você pesquise. Procure olhar no Google o que são controladores de elite para HIV. Você encontrará várias explicações para isso. Mesmo você estando com CV baixa e CD4 bom não o aconselho a ficar fazendo experiências. Confie no profissional que te acompanha, pois ele estudou pra isso e tem fundamentações científicas comprovadas para te indicar o melhor a fazer. Com saúde não se brinca, meu colega.Não veja os ARV’s como bichos de sete cabeças, pq não é. Como já lhe disse, eles estão fazendo com que eu me mantenha em pé e saudável. Fique bem e sorte no seu tratamento.

      Abraço.

  34. Renato diz

    Voltando ao assunto sobre tribulus, um dos benefícios seria a limpeza dos rins e fígado! E tantos outros benefícios para o sistema imunológico.

  35. John Henry diz

    Fui diagnosticado bem recentemente e comecei o tratamento com os antirretrovirais há pouco mais de 1 semana. Meu CD4 estava muito baixo (69 / mm3) e minha carga viral altíssima (acima de 11.000). Meu médico do SUS ficou impressionado com o fato de eu ainda apresentar uma aparência relativamente saudável com indicadores tão críticos. Estou tomando os medicamentos à noite, mas tenho sentido muita insônia. Alguém mais apresenta esse efeito colateral?
    Quanto tempo em média demora pra haver uma melhora significativa do quadro clínico depois de iniciado o tratamento com os antirretrovirais? Tenho sentido uma fadiga extrema, uma tosse seca constante e febre há mais de 2 meses. Estou muito ansioso para que isso passe logo. Já fiz exames clínicos e meu pulmão encontra-se bem, exceto por um acúmulo de secreção que está sendo tratado com xaropes, mas essa tosse persiste e não me deixa dormir à noite.

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