Artigos, Notícias
Comentários 80

Como era a sua vida no momento da infecção pelo HIV?

Foi no início de 2015 que Annabelle Gourlay, da University College de Londres, e seus colegas, recrutaram 21 homossexuais recentemente diagnosticados com HIV e que adquiriram o vírus apenas algumas semanas antes do diagnóstico. O objetivo era aprender sobre fatores sociais e ambientais que envolviam a vida dos participantes no momento da infeção pelo vírus. O estudo foi conduzido em Londres e Brighton, na Inglaterra, ao longo de 2015, e publicado no BMJ Open em 1º de agosto de 2017.

Os pesquisadores selecionaram apenas homens recentemente infectados, por pressupor que estes poderiam se lembrar do momento em que adquiriram o HIV com mais precisão do que os homens que adquiriram o HIV há mais tempo. Os participantes tinham entre 22 e 61 anos de idade e eram em sua maioria brancos, bem educados e empregados. Mais ou menos seis meses depois da data de infecção, os participantes foram entrevistados pelos pesquisadores, com perguntas que incluíam antecedentes pessoais, mudança de residência entre Londres e Brighton (e, se aplicável, as experiências desta transição), a vida nos últimos anos antes do diagnóstico, relações sexuais e a percepção do HIV no momento da sua infecção.

(Ilustrações de Tom of Finland)

Muitos entrevistados descreveram experiências difíceis durante a infância, que impactaram a saúde mental e o uso de drogas por bastante tempo. Muitos relataram ter sofrido intimidação por colegas na escola, ter tido relações disfuncionais ou superficiais com seus pais, membros da família com problemas de saúde mental ou que abusavam do álcool.

“Eu preciso de validação das pessoas e isso se manifesta em um contexto sexual”

“Meu pai era alcoólatra e costumava bater na minha mãe e em mim”, contou um homem. “Isso pode ter um impacto sobre o quão destrutivo a pessoa se torna. O fato de eu nunca ter recebido amor incondicional é algo com o qual luto na minha idade adulta.” Outro homem disse que nunca “se sentiu nutrido” por seus pais e explicou: “Eu sempre preciso de validação das pessoas e isso se manifesta em um contexto sexual.”

Alguns homens cresceram em ambientes onde homens gays eram altamente estigmatizados, o que poderia resultar em sexualidade reprimida ou baixa autoestima. Embora a maioria dos participantes tenha se assumido gay quando adolescentes ou jovens adultos, outros apenas assumiram sua orientação sexual em seus vinte ou trinta anos de idade. Em alguns casos, isso foi associado ao ressentimento de ter perdido oportunidades e a um desejo de explorar mais a sexualidade. “Crescer em um ambiente que leva você a se conhecer muito tarde faz pensar em experiências e assuntos sexuais que talvez você não precisasse mais pensar. Só pensa porque está um pouco atrasado. Entende?”, disse um dos entrevistados.

Eventos traumáticos experimentados logo antes do diagnóstico do HIV causaram problemas psicológicos em muitos participantes. Isso incluiu doenças graves ou morte de parentes, rupturas de relacionamento, parceiros violentos, perda de amizades e problemas de saúde. Vários homens foram expostos a múltiplos fatores de risco psicossociais — uma combinação que, segundo o Aidsmap, pode ser devastadora. Um dos participantes relatou: “Eu estava sobrecarregado. Não vivia em um lugar estável, não estava em um relacionamento estável, não tinha estabilidade financeira e ainda sofri perdas bastante graves em relação à minha família.”

“As drogas me pegaram. Foi uma fuga e, naquele momento foi… agradável”

Outros homens experimentaram uma crise de meia-idade. “Provavelmente foi a tempestade perfeita. As drogas me pegaram. Era meados dos meus quarenta anos e eu não me sentia tão seguro. Havia alguns problemas e eu estava procurando diversão: foi uma fuga e, naquele momento foi… agradável.”

Por fim, alguns dos participantes reavaliaram o possível preço que pode vir do sexo sem proteção. “Eu não valorizei minha vida. Tantas coisas aconteceram nos últimos três, quatro e cinco anos… Rompimentos, perder tudo, questões emocionais, mortes e Deus sabe o que mais… Parece que chega uma hora que surge a questão: ‘toda a minha vida foi uma merda, então, qual é o ponto? Acha que eu realmente me importava se ia contrair HIV?'”

“Há muita tentação diante dos jovens nos dias de hoje”

Londres e Brighton atraíram muitos destes homens por causa de sua cultura aberta, livre e pelas oportunidades sociais. Quase todos conheciam parceiros em saunas, clubes ou festas envolvendo drogas e sexo grupal. As tentações da cena gay podem ser difíceis de resistir. Um deles contou: “Você vai para Vauxhall [distrito gay no sul de Londres] em uma noite de sexta-feira e não volta para casa cinco dias depois. Eu acho que há muita tentação diante dos jovens nos dias de hoje. E eu me incluo nisso.”

Aplicativos de namoro proporcionaram acesso conveniente a múltiplos parceiros sexuais para muitos participantes, independentemente da idade. Eles também podem apresentar aos seus usuários as festas de sexo grupal e ao sexo com uso de drogas. Alguns entrevistados disseram que os aplicativos promoviam promiscuidade e irresponsabilidade. Vários homens observaram mudanças na cultura do sexo e no uso de drogas na cena gay. “As drogas mudaram. Há mais escolhas: GHB, mefedrona… Eu ficava bastante assustado no início. Mas, como isto é algo normalizado na cena gay, você simplesmente tenta fazer o que outras pessoas fazem. O mesmo vale para a injetar. Hoje em dia não é tão assustador.”

Os entrevistados, especialmente homens de meia idade e mais velhos, descreveram uma preocupação decrescente com o HIV na comunidade gay. “Eu acho que em Londres quase se chegou ao ponto em que as pessoas não estão mais preocupadas com isso. Não é encarado como uma sentença de morte. Lembro-me de ler um artigo de um médico, que muitas pessoas gays devem ter lido, em que ele diz preferir ter HIV do que diabetes.”

“Mesmo que o pior aconteça, hoje ele não é mais o pior”

Graças à disponibilidade de tratamento efetivo contra o HIV e bons cuidados médicos, o HIV foi amplamente percebido como uma condição gerenciável. Segundo o Aidsmap, Isso afetou normas e atitudes comportamentais ao risco. “Agora, todo mundo conhece alguém positivo e sabe que eles são aptos e saudáveis ​​se tomam algumas pílulas por dia. Esse é um fator importante que explica porque poucas pessoas ainda usam camisinha. Porque se tornou uma doença tratável. Eu acho que isso mudou todos cálculos de risco: mesmo que o pior aconteça, hoje ele não é mais o pior.”

Alguns dos participantes mais jovens fizeram a escolha consciente de fazer sexo sem preservativo, incluindo sexo com parceiros soropositivos com carga viral indetectável. Vários usaram profilaxia pós-exposição (PEP) e alguns tentaram, sem sucesso, obter profilaxia pré-exposição (PrEP) em sua clínica de saúde na Inglaterra. Muitos entrevistados relataram uma sensação de apatia diante dos riscos e da susceptibilidade ao HIV na comunidade gay. Eles atribuíram isso à disponibilidade de tratamento contra o HIV e às novas opções de prevenção, à crescente compreensão sobre o que é a carga viral indetectável, ao declínio do estigma e às mudanças na percepção do HIV.

Alguns entrevistados justificaram a sua infecção com um único fator, mas a maioria dos participantes disse que uma combinação de fatores contribuiu para seu comportamentos de risco e, consequentemente, para a infecção pelo HIV. “O sexo, as drogas e os aplicativos de namoro se entrelaçaram simultaneamente. Não posso realmente dizer qual deles é a causa.”

“Você ouve falar de tantos jovens gays que, através deste estilo de vida, agora são soropositivos”

Os pesquisadores observam que muitas vezes houve uma interação entre fatores individuais, comunitários e estruturais. Por exemplo: um homem em seus vinte anos sentiu que seus comportamentos sexuais auto-prejudiciais vinham desde a infância e do relacionamento violento com sua mãe, mas também destacou o papel do ambiente “abusivo”, incluindo as saunas gay. “O aumento do sexo de risco, do sexo com drogas, está se tornando uma epidemia, na minha opinião”, disse ele. “Você ouve falar de tantos jovens gays que, através deste estilo de vida, agora são soropositivos. É muito hedonista, realmente desagradável.”

“Já que não me importava em correr riscos, desisti”

Questões psicológicas e o uso de drogas foram frequentemente mencionadas juntas. Por exemplo: um homem de quarenta e poucos anos identificou os fatores importantes em sua infecção pelo HIV como: “As drogas. Mas também a depressão, porque, já que não me importava em correr riscos, desisti.”

Alguns participantes que tiveram eventos estressantes disseram que a mudança na percepção do HIV, conscientemente ou inconscientemente, influenciou seu comportamento. Suas decisões de risco-benefício foram alteradas. “Quando éramos jovens, o medo de Deus era colocado em nós. Se você contrair, morre! Agora, é gerenciável. Você pode viver uma vida normal. Cheguei à conclusão que, se eu fosse soropositivo, isto não teria um grande impacto na minha vida.”

“A infecção pelo HIV adquirida recentemente entre os homens que fazem sexo com homens reflete uma rede complexa de fatores que operam em diferentes níveis”, concluem os pesquisadores:

  1. Individual e interpessoal — por exemplo, relações familiares difíceis e eventos estressantes recentes.
  2. Comunidade —  um ambiente que normaliza atitudes de risco e a percepção comunitária da vida com o HIV.
  3. Estrutural — a disponibilidade de tratamento contra o HIV e a disponibilidade de drogas recreativas.

A importância relativa dos fatores em cada nível variou para cada pessoa. Os pesquisadores dão três exemplos, mostrando como, para cada pessoa, diferentes fatores interagiram entre si e contribuíram para a infecção pelo HIV. Neste gráfico, A, B e C representa um entrevistado diferente.

“As circunstâncias que envolvem a aquisição do HIV são complexas e, por isso, exigem intervenções em vários níveis que abordem fatores de risco individuais, interpessoais, psicossociais, comunitários e de nível estrutural”, dizem os pesquisadores. Eles dizem que as intervenções podem incluir:

  • Melhores avaliações clínicas para identificar jovens homossexuais soronegativos que precisam de mais apoio e suporte psicossocial específico.
  • Atividades de divulgação para levar homens isolados socialmente a receber apoio.
  • Educação comunitária sobre sexo com drogas.
  • Treinamento para ajudar os profissionais de saúde a conversar com homens gays sobre sexo com drogas e comportamento de risco.
  • Intervenções e aconselhamento dentro de aplicativos de namoro.
  • Programas de conscientização sobre as implicações sociais e psicológicas de um diagnóstico de HIV.
  • Acesso à PrEP.

Uma das possíveis limitações desse estudo, reconhecem os próprios autores, é que as experiências de homossexuais brancos em grandes centros urbanos podem não ser generalizáveis ​​aos homens de outros grupos étnicos e áreas geográficas. Outra limitação é que as respostas podem ter sido limitadas pelo viés de desejabilidade social, uma tendência de responder às perguntas de forma com que as respostas sejam vistas favoravelmente pelos outros.

***

Há ainda uma limitação natural de um estudo qualitativo como este. Eu diria que a amostra de participantes, composta por apenas 21 homens, é muito pequena para quaisquer conclusões generalistas, mesmo para homossexuais brancos habitantes de grandes centros urbanos. Para conclusões mais amplas, é preciso aguardar um estudo similar quantitativo. Afinal, dentre estes 21 participantes, praticamente todos parecem associar o HIV a algum remorso em suas vidas — num estudo mais abrangente, será que teríamos estas mesmas constatações? Será que o HIV é uma condição de saúde exclusiva daqueles que carregam traumas e remorsos? É verdade que a percepção de que o HIV foi adquirido em um momento conturbado da vida não é incomum entre muitos soropositivos — mas será que este período na vida de cada um teria tanto peso, motivo de culpa e vergonha, se o HIV sempre tivesse sido cronicamente tratável, tal como é hoje, sem nunca ter sido uma sentença de morte e envolto em tanto estigma? Enfim, se esse vírus não tivesse (tido) esse impacto (que teve), será que o comportamento que nos levou à infecção teria o mesmo significado?

Podemos imaginar as alternativas à vontade, mas não podemos negar que o HIV foi de fato uma sentença de morte para praticamente todos seus infectados nos primeiros anos da epidemia — e ainda o é para os milhares que não têm acesso ao tratamento antirretroviral. Da mesma forma, o estigma contra soropositivos, bem como contra as minorias abaladas pelo vírus, existe. Não é ousadia minimizar quaisquer traumas, diante de uma doença com uma história tão terrível como a aids? Por outro lado, como indivíduos vivendo com HIV, na medida em que este vírus deixa de ser o que era, será que não podemos reescrever a percepção destes traumas, para o nosso próprio bem estar? Me lembro de uma frase do poeta T. S. Eliot, impressa há alguns anos na parede de uma exposição no SESC Pompéia, em São Paulo:

“Que não só o passado determina o presente, mas que o inverso também ocorre.”

Anúncios

80 comentários

  1. danilo30 diz

    Péssimo post que culpabiliza os portadores, no meu caso eu nunca fiz sexo grupal, nem com desconhecidos, nunca fiz sexo sem camisinha fora da minha relação de mais de 6 anos… Corta todo mundo pela média e não respeita as individualidades de pessoas que se cuidaram e foram responsáveis, mas simplesmente deram azar… Um post que reforça o preconceito de que soropositivo foi vida louca e fez por merecer, sinceramente, não acho que um post desse acrescenta em nada e nem ajuda na autoestima das pessoas que estão nessa situação, muito menos ajuda a desconstruir um estereotipo pejorativo dos portadores. Um estudo enviesado que presta um desserviço para nós.

    • Danilo, o estudo é apenas um olhar sobre um determinado grupo e como o texto explica, só foi realizado com 21 entrevistados (uma amostra pequena demais para generalizações). O HIV atinge hoje inúmeros grupos sociais, com diversas motivações, mas a causa em sua grande maioria ainda acaba sendo o sexo desprotegido independente da quantidade qye é realizado. Se for um azar ou uma busca, o ato de não se preservar foi o mesmo e o resultado também. É óbvio que com a quantidade de ramificações de relações sexuais existentes hoje será muito difícil uma resposta padrão que justifique a infecção. No entanto, alguns estudos mostram que no universo gay o uso de aplicativos de sexo, festas com drogas e a percepção de alguns jovens de que hoje o HIV é facilmente gerenciável apontam como indicadores do aumento de infecções. Isso pode não refletir seu caso, como não reflete também o meu. No entanto, seria muito viável estudar em países diferentes a relação desses fagotes na comunidade gay, como outros fatores envolvidos na comunidade em geral.

    • danilo30,

      Existem soropositivos “vida louca”, usando o termo que você usou, e outros que não o são. Pelo que você diz, parece que, para evitar o preconceito que você quer evitar, o melhor é não falar do primeiro grupo. Sua ideia para resolver o preconceito é falarmos apenas do grupo de soropositivos em que você se vê incluído?

    • Germano diz

      Percebi que alguns não gostaram do tema abordado. Já convivemos diariamente com o preconceito multifacetado. Talvez nossa sensibilidade nos leva a um rápido mecanismo de auto defesa em anunciar: “Não! Eu não sou desse grupo/tipo!”
      Sinceramente eu entendo quem tem essa postura. Mas não devemos por isso deixar de enxergar todos os lados e todos as formas de quem contraiu – e como contraiu o vírus.
      Essa deve ser na minha opinião uma forma positiva de entendimento e uma compreensão solidária para todas as formas e todos os fatos.
      Prova disso é termos um Jovem Soropositivo que será “papai” em breve. Esta é uma notícia maravilhosa. Perceber que um blog que não se furta ao direito de abordar os assuntos mais delicados sobre o vírus e sobre toda e qualquer informação que raramente podemos encontrar em qualquer outro veículo de comunicação, é escrito por alguém que terá a alegria de ter um filho livre do vírus – mesmo ele sendo soro positivo.
      No dia 07 de setembro passado completou 10 anos do dia que contraí o vírus. No próximo dia 13 de outubro completará 10 anos que descobri que havia sido contaminado.
      Passados 10 anos… não muito fáceis, é verdade, hoje tudo o que me rodeia em relação ao HIV não me assusta. E os temas e notícias deste blog são a prova de que não estamos sozinhos e que “de mãos dadas” é mais fácil caminhar.
      Daqui fico feliz (muito feliz, mesmo!) com a notícia de um bebê “a caminho”.

    • Sol diz

      Parabéns JS!!! Fico muito feliz em saber que você encontrou uma pessoa esclarecida e que vocês estão vivendo esse privilégio juntos. Tenho fé que um dia eu também possa encontrar alguém pra que tenha uma cabeça boa e que possamos construir nossa família.
      Também gostaria de pedir que se puderem me adicionar nos grupos do kik, meu nick é positiva.sol. Gosto muito de ler os relatos aqui do blog, sinto falta de ter mais pessoas com quem conversar que vivem a mesma situação que eu. Obrigada!

  2. Jovem, MEUS PARABÉNS rapaz! Que fantástico realizar o sonho de ser pai! Muita paz a vocês e curtam muito esse momento tão inesquecível de nossas vidas! Forte abraço

      • DoBemDF diz

        JS, vou te falar… depois de tanto tempo acompanhando seu blog e ler uma noticia dessas… cara, desceram umas lágrimas aqui… muito feliz por ti… isso eh o q se chama de vida q segue!!!

  3. Maycon diz

    Me lembro de ter falado algo sobre sua ausência nas postagens! Presumia que sua vida estava seguindo pra uma nova etapa e meus parabéns meu/nosso amigo. No Kik seu modo sarcástico de tirar o pânico me serviu muito bem :)! E fico muito feliz por ti JS! Algumas pessoas vão passar por essa vida em vidas banais ou como diz a Shakira: num cesto! Obrigado de coração por ter tempo de traduzir e expressar de forma acessível e científica a atualidade da epidemia. Te desejo tudo que há de bom nesse mundo e que venha os netos 🙂 e tu consigas acalentar todos como de certa forma nos acalanta. Fique bem e sucesso!

  4. Mutatis Mutandis diz

    JS, felicidades ao casal e ao rebento…que venha com muita saúde!!!

    Eu já fechei minha conta…duas gatinhas lindas…

  5. Gil diz

    Parabéns JS!!!!
    Desejo-lhe felicidades, a você, à sua esposa e ao bebê que logo, logo, virá a este mundo doido, te ajudar a enfrentar os desafios de ser brasileiro, jovem, na segunda década do milênio.
    Quando seu filho se alfabetizar, você e todos nós, provavelmente, estaremos já sabendo como poderemos eliminar de vez o vírus de nossos organismos.
    Porque creio que, de nossas vidas, já eliminamos o intruso. Agora, falta mesmo a cereja do bolo: que ele saia do corpo. E no caso de seu filho, a sua continuidade de sua existência, você já livrou desse micróbio indesejado. Foi seu primeiro feito para seu filho, que muito te agradecerá.
    Estou muito feliz por você, porque sua ideia, seu esforço, sua dedicação fizeram tantas pessoas saírem do desespero, da angústia e devolveu-lhes, através de seus escritos a vontade de viver e os objetivos de se realizar.
    Assim como a sua esposa, com o conhecimento dela, soube ver em você não uma embalagem de vírus, mas um ser humano admirável, antes de tudo, humano.
    FELIZ DE QUEM RECONHECE NO OUTRO AS VIRTUDES, POIS DELAS É QUE SEUS OLHOS SE ENCHEM!
    ABRAÇO,
    Gil

  6. Renato diz

    Eu tbm sempre me cuidei em relação ao sexo casual ,e devo ter contraído de uma relação mais estável .

  7. AnonimoFer diz

    Parabéns Js. Felicidades á todos e saúde a criança.

    Estou em busca deste sonho, em dar continuidade a geração, ter uma familia e quem ser presenteado com um filho.

    E não será um vírus, tratável com medicamento, que irá me desanimar.

    Abraço á todos.

  8. Lucius diz

    Parabéns Jovem e “Rita” ! Muitíssimo feliz por vocês. Saúde para todos os 3. Bjos e abraços.

  9. Lucas Fialho diz

    Olá a todos

    Meu nome é Lucas Fialho de Araújo Barbosa, estudante de engenharia da USP.

    Estou fazendo serviço de entrega(grande São Paulo) de medicamentos.
    Garantia de descrição.

    Aos interessados e maiores detalhes entrar em contato por:

    Email: lucas.the.ludo+med@gmail.com

    Telefone e whatsapp: (11)985456080

  10. C.B diz

    Post interessante, pena que a amostra é muito pequena, mas acho que pode mostrar a pluralidade do estilo de vida dos portadores..
    E quanto ao JS, felicidades mais que merecidas!! Vai dar tudo certo 😁 se já encontraste um amor de verdade, o resto só vai! Gostaria de dizer o quão grata sou por ter encontrado seu blog, me ajudou muito e tenho certeza que ajudou muitas outras pessoas. Hoje sou feliz, do jeito que sou.

  11. Bruno diz

    Que bakana ler esse artigo. Eh vazio em relação a quantitadede de pessoas pesquisadas , mas vem como um refresco pra nós que temos o vírus indetectavel. Eu sempre me cuidei , sempre carreguei a frase que 30 min de prazer nao valeria o risco . Nunca usei drogas e de verdade , sempre levei a sério o sexo seguro , ainda, tive raiva por me cuidar tanto pra depois ter tal “problema”. No começo do tratamento foi um susto, e fiquei puto por causa da sonolência de um mês do remédio; um comprimido do tamanho de um paracetamol por dia . Hj não sinto nada, minha alimentação tb ajuda. Fiquei feliz tb de ver o casal que terá um filho. Eu sou bi e , mesmo que eu tenha uma relação homoafetiva, eh um desejo meu ser pai, se eu me apaixonar e casar com uma mulher. Queria ter a coragem de escrever isso em um blog ou falar disso como o responsável pelo blog teve, quem sabe um dia…Finalizo dizendo, que sim, o hiv é um problema se não buscar ajuda, caso contrário , não é o fim. Sexo com proteção sempre. Abr.

  12. Gil diz

    Minha vida antes da descoberta da sorologia era a loucura de hoje: correr de um emprego para outro, pouco tempo com os filhos, adaptação numa cidade nova, descobrindo belas paisagens nas horas de folga, jogando videogame nos dias de chuva…
    Foram uns 9 dias de terror e desespero. Primeiro porque estava ansioso para terminar os exames para a cirurgia bariátrica e, obeso, minhas defesas deveriam estar pior ainda em relação ao vírus. Segundo porque eu não tinha ideia de onde poderia ter pego, uma vez que nunca tive relações fora do casamento e, se o fizesse, usaria camisinha.
    Fiz em 3 anos duas cirurgias, uma de emergência e precisei de sangue, plaquetas e fiz um exame muito estranho num laboratório popular. Contraí mais de 7 tipos de virus/bactérias e creio que algo ocorreu ali, pois duas semanas após eu passei pela síndrome de infecção aguda, com febre, erupções cutâneas tipo alergia, parecia uma gripe forte, ínguas enormes (gânglios linfáticos inchados)…
    Outro pavor que tive era o de ter infectado minha esposa. Graças à inteligência Suprema, ela negativou para HIV nos exames.
    Foram 9 ou 10 dias de intensa culpa, de choque, mas u tinha de atender, tinha de trabalhar, lecionar, cuidar dos filhos… a esposa me deu todo o apoio, fomos ler e pesquisar, fomos estudar sobre, saber o que me esperaria.
    Claro, eu sabia que os remédios deixavam as pessoas vivendo com HIV assintomáticas e se poderia viver com o vírus, mas não sabia a fundo a situação real, quantos falhavam, o que tinha de fazer, como era o tratamento, mesmo porque atendia pessoas com HIV há uns anos, no Sul, mas não tinha tanta ideia de que “o bicho não seria tão feio assim”.
    Senti medo do preconceito,senti insegurança…
    Mal deu tempo de fazer o luto. Fiz terapia, procurei amigos de confiança para falar, continuei pesquisando sobre o vírus, sobre a doença, sobre quem vive com HIV.
    Cerca de três meses depois, já tomando a medicação, estava indetectável.
    Estava calmo. Estava feliz, estava livre para não ficar encasquetando.
    Parei de ir atrás de quem ou a forma que me contaminei, mas descobri coisas absurdas, surreais no laboratório da Policlínica que suspeitei. Denunciei, botei a pulga atrás da orelha da Vigilância Sanitária, que agiu e notificou muitas irregularidades, pelo que soube, mas abafaram muita coisa.
    Depois, minha vida seguiu normal e o que mudou, além de tomar a minha medicação e fazer exames de carga viral e CD4 a cada seis meses, foi frequentar este blog e conhecer muita gente boa. O vírus não me pegou, não me aniquilou. Só veio morar em mim, antes de sua morte definitiva, quando as terapias decisivas vierem retirar este intruso definitivamente.
    meus planos, minha correria, meus sonhos, minhas realizações… todas intactas e eu, que tantos desafios e provações já passei na vida, continuo firme e forte!
    Abraço, desculpe o textão, mas o título me fez refletir sobre a questão.

    • AnonimoFer diz

      Olá Gil, que ótimo que seguiu a vida sem culpas.

      A quanto tempo és portador? Eu descobri a menos de dois meses e ainda está dificil. Iniciei o tratamento como manda o figurino, mas a minha cabeça está a mil, as vzs mal consigo dormir. Acordo assustado, com pensamentos sobre tudo o que leio sobre o HIV. Pensando em como será a vida daqui pra frente, sinto a angústia de ter que esconder o diagnóstico.

      Abraços…

      • Gil diz

        OLÁ ANONIMOFER,

        Já são 2 anos e 6 meses com a descoberta, 3 anos, creio com o vírus. Na verdade, pouco importa, agora. O fato é que tomo 3 comprimidos à noite, com água e um biscoito para não entalar, vou dormir, acordo bem, não sinto efeitos e toco a vida com boa saúde.
        Estou resfriado, segunda vez em dois meses, coisa bem atípica, mas estava esgotado, excesso de trabalho e umas noites de insônia (por causa de uns projetos, excitação em pesquisar algumas situações de casos novos…) e sei que minha imunidade baixou. Deu resfriado forte, agora esta semana um mais fraco, com garganta irritada e uma alergia e… sei que estou indetectável, não é do vírus, sigo a vida e filtro as fontes de informações para não grilar, nem ser excessivamente otimista.
        Tudo na vida é descoberta, é autoavaliação, é pensar sobre cada momento e, quando bate a angústia, ou a gente se satura, desconecte-se, distraia-se, vá buscar as boas coisas da vida.
        Mas volta e meia teremos os maus momentos, nossa vida é assim. Aí, é lutar porque os maus momentos precedem a superação. ABRAÇO!!

        • fred diz

          olha,GIL. eu tive alergia, minha infecto receitou cloridrato de hidroxizina, foi muito bom,as alergias sumiram logo e nao deu mais,quanto ao resfriado e a irritaçao na garganta , somente nimesulida de 12 em 12 horas, foi o suficiente, mas pergunte ao seu infecto, sei que pra mim foi bom, e foi receitado pela minha infeccto,ok? abraços fred

          • Gil diz

            OLÁ FRED!
            Sim, também me receitaram, tanto a infecto quanto o alergologista, o hixizine. O cara fica com um sono ferrado… já estou sentindo vontade de fechar os olhos. Estou de atestado para repousar. Ruim é que gripado ainda posso jogar videogame… mas chapado de antialérgico, não dá! kkkkkkk

            Abraço, vamos melhorar!!!

      • Tiago diz

        Anónimo, tente ficar calmo, difícil eu sei, mas não é motivo para desespero. Fui diagnosticado em Julho e 3 meses depois de iniciar o tratamento já estava indetectável já.

        Como recém-diagnosticado, você também terá acesso a um tratamento moderno, de toxicidade mais baixa e com efeitos colaterais leves, quando não imperceptíveis. Até hoje senti apenas sono mais irrequieto nos primeiros dias, provavelmente também pelo meu estado mental pós-diagnostico, e uns dois episódios de dor de cabeça em dias após noites viradas trabalhando.

        Agora simplesmente terá que cuidar mais de si e se prevenir mais, mas fora os dois comprimidos diários, as visitas mais frequentes ao médico para acompanhar sua saúde e – claro – o estigma social que ainda existe em torno do vírus, a vida tende a seguir bem normal.

        Se informe e atualize sobre o HIV, este blog oferece excelentes informações e tem sempre alguém disposto a responder dúvidas que surjam naturalmente.

        Força.

  13. Soares diz

    Oi pessoal, por favor se alguém pude me ajudar agradeço muito…
    Tem um mês que descobri que tenho hiv, pela minha conta estou contaminado de 12 a 10 meses, mas nem sonhava, nunca fui de sair fazendo sexo sem segurança. enfim não vem ao caso isso… acontece que hoje fui no cta resolver umas coisas, e a atendente me falou que eu podia ver o meu exame de CD4 e Carga viral que tinha feito no dia 31/08, achei estranho prq dizem que só sai uns 20 dias depois, mas enfim eu quis ver, aí tava o seguinte CD4 800 % 33,46, CD8 735 % 30,76 , carga viral 9455 cópias, estou mto assustado, CD4 está ótimo, mas essa carga, isso é realmente muitissimo alto?
    Aí fico com neura que já li umas coisas de hiv 1 e hiv 2, que esse 2 abaixa o cd4 mais lento e não sei oq mais… meu infectos é só dia 26/09, mas fiquei com muito medo dessa carga, algúem já teve assim? me falem algo please.

    • Soares diz

      Esqueci de colocar que eu não iniciei a tarv ainda, provavelmente só depois do dia 26, nem sei como é, sou novo nisso tudo!

      • SAR diz

        Olá Soares,

        Eu entendo sua angústia, uma vez que fostes diagnosticado recentemente. Para te tranquilizar, digo a você, o que disse minha infectologista quando fui diagnosticado. Naquele momento, minha CV era de 12.690 cópias/mL ela disse que minha carga viral não era alta, uma vez que, há pessoas que possuem carga viral na ordem de milhões. Ela disse que, após o início da TARV, em muito pouco tempo, estaria Indetectável. Exatos quatros meses após essa conversa, com minha infectologista, eu já estava indetectável. Não saberei te responder se logo após o primeiro, segundo ou terceiro mês de tratamento eu já estava indetectável, pois realizei outro exame de CV quatro meses após o início do tratamento. Fique tranquilo. Seu CD4 está ótimo e, em breve, estará compartilhando conosco a alegria de estar indetectável.

        Abraço.

    • Luiz Carlos diz

      Soares, seu CD4 está ótimo, dentro dos valores de referência, e a CV está no esperado para a fase de infecção latente, que fica aproximadamente entre 3 e 4 log10. Como já comentei, nessas horas temos que filtrar algumas informações. Não precisa ter medo, sua Carga Viral está ok.

      O número assusta pois o vírus se multiplica de forma exponencial, mas você não deve se preocupar, ok? Apenas inicie o tratamento da forma que o infecto lhe indicar, e siga rumo a ficar indetectável.

      Evite ficar “fuçando” muito a internet pois há muitas informações antigas, desatualizadas ou até erradas.

      Abraços

    • Gil diz

      OLÁ SOARES,
      Tem gente com carga viral de mais de um milhão e sem sintoma algum. Eu, quando descobri, estava em quase 300 mil, depois baixou em duas semanas (unimed x SUS), noutro resultado, para 133 mil (ainda sem remédio, só com melhor alimentação e mais sono e tals.)
      Tem números muito maiores, não se preocupe, dá para aguardar a consulta sem problema algum…

    • Tiago diz

      Soares, fique tranquilo.
      9455 cópias não é tão assim. Eu fui diagnosticado com 3 vezes mais e ainda assim minha infecto não considerou alto. Na visão dela, alto é de 100.000 para cima.

    • Rômulo diz

      Valores costumam ficar altos logo após a infecção aguda e depois vai caindo… e ao longo dos anos vai aumentando se não cuidar, eu descobri dentro dos 90 dias após a contaminação e meu CV estava 1.200.000 copias e meu CD4 era de 490, e quase não me afetou… é bem tranquilo seu caso.

  14. Luquinha diz

    Parabéns ao casal pelo bebezinho , o book já esta garantido rs se for menino coloca Lucas
    e alguém tem noticias da Abx 464 ?

  15. Soares diz

    Sar e Luiz Carlos, obrigado pela resposta de vcs… acho que tô assim ainda pq tá mto recente rs, achei ótimo tbm meu CD4, fiquei surpreso até… mas preciso para de neura quanto a vírus resistente, hiv 2, lipodistrofia, e todas essas coisas kkkkk, vou seguir seu conselho Luiz e filtrar as coisas, e no mais continuar como sempre fui, cuidando da minha saúde, alimentação e etc, abraços!!!
    OBS: amém pelo indetectável logo, não quero mais me sentir perigoso para os outros mais rs.

    • Soares dê tempo ao tempo. O que posso dizer é que os números que vc citou mostram que vc está bem, logo começará o tratamento que hj em dia é raro dar efeito colateral. E pra terminar vc nunca terá lipodistrofia (mais fácil ganhar na megasena).

      Abraço do Binho

  16. Amigo Buscador diz

    Olá pessoal,sou profissional da areá da saúde,estou oferecendo o serviço de busca e entrega de medicamentos para HIV.
    Você que é de Campinas\SP e tem uma rotina corrida que o impossibilita de ter tempo de ir buscar a medicação,ou por algum motivo tem vergonha de ir buscar ou é muito longe e fora de mão para você,eu busco e entrego onde você combinar,de forma discreta e rápida.
    Quem se interessar pelo serviço segue abaixo meu email:
    buscador.conforto@gmx.com
    Abraço.

  17. LmGS diz

    Estou aqui para desabafar um pouco. Estou vivendo uma verdadeira angústia dentro de mim. Em Setembro e em fevereiro tive relação sexual sem preservativo agora estou com um rapaz e ele me pediu para fazer um teste de hiv pra saber se está tudo ok . Pq tratamos sem camisinha e ele está neurótico com isso. Toda essa ansiedade dele passou para mim e agora eu estou repensando minha vida e essas duas relações foi no período que eu estava amamentando. Estou me sentindo péssima pois eu expus meu filho ao perigo de uma doença. Fui inconsequente por alguns minutos de prazer estou morrendo por dentro e não consigo contar isso a ninguém. Faz 2 dias que tento fazer o teste não consigo. Amanhã irei novamente a cta para tentar fazer. Enquanto isso estou morrendo por dentro não consigo fazer nada com esse peso dentro de mim

    • Soares diz

      Oi LmGS, se essa relação de risco foi durante esse ano de 2017, mesmo que vc esteja infectada,seria algo muito recente, por tanto sua carga viral seria mto baixa para vc ter infectado durante sua amamentação, falo isso pq sei que peguei o hiv em agosto de 2016, e em novembro ou dezembro do mesmo ano, tive uma relação desprotegida, porém já alertei ele para fazer o exame, e ele está negativo, isso é como tinha me ifectado mto recente, eu não tinha carga viral suficiente para infectar outra pessoa… vá fazer seu exame e tire esse peso, as vezes vc está sofrendo por nada, fique bem!!!!!

      • Soares, desculpe corrigí-lo, mas na fase aguda (logo após infecção) a carga viral vai às alturas e em poucas semanas cai bastante.

        Pouco tempo de infecção não é critério para avaliar transmissibilidade.

        • Soares diz

          Ah tudo bem binho, sou novato nesse mundo de hiv rs, no cta que me falaram isso, a mulher que me deu o resultado, mas acho que ela é psicóloga, não sei se entende bem assim, enfim.

    • Escorregou mesmo hein?!
      Mas quem nunca errou?

      Mas mantenha a calma e faça você teste o quanto antes.

      Aqui torcendo pra dar não reagente. Mas se der reagente a vida continua e dps da adaptação inicial segue com muita qualidade.

      bj do Binho

    • Gil diz

      Nossa… tome cuidados sempre, daqui para a frente, o que passou, não tem como remediar.
      Espero que não tenhas o vírus. Se tiver, trate.
      MAS SÓ TEM UM JEITO DE SABER… VAI SIM, NO CTA SIM, FAÇA O TESTE E TIRE SUA DÚVIDA!!
      Mãos à obra!

  18. Eu diz

    Rapaz, mais uma vez o teu texto é de um cuidado assombroso. O trabalho que você desenvolve aqui deveria ser disseminado massivamente. E quisera eu ter a oportunidade de um dia conhecê-lo pessoalmente. No mais, parabéns pela gravidez do casal e, sobretudo, pela coragem em assumirem tamanha felicidade em público, em tempos tão marcados pela ignorância e pela intolerância, como os de hoje.

    • Lecinho diz

      JS tudoque fazemos pra o bem das pessoas, um dia a gente será recompensado .Voce está sendo, e terá muito mais, no tempo de DEUS.Felicidades sempre!!

  19. Lara diz

    JS que felicidade !!! Que Deus abençõe você é que venha com muita saúde. Obrigada por toda ajuda e informação que nos proporciona. Muito feliz por você e por sua esposa, que ela seja exemplo para muitos !!!

  20. Marcus diz

    Já tinha lido superficialmente a notícia do papai grávido, mas não tinha me tocado que se tratava no nosso querido e estimado blogueiro! Parabéns querido jovem soropositivo, sou também um pai orgulhoso de um rapaz de 20 anos e posso garantir q a paternidade será uma das maiores experiências de sua vida, como foi da minha! Viva!

  21. Pessoal, alguém pode me tirar uma dúvida: o exame de carga viral pode oscilar os resultados? Um amigo que já convive com o vírus há mais de 5 anos, depois do quarto mês sempre ficou indetectavel, até que o último exame dele realizado essa semana deu carga viral menor do que 20 cópias. Ele me perguntou a respeito, porém não soube explicar e buscando algo na internet também não achei nada. Alguém já passou por isso ou sabe me explicar melhor sobre isso? Abraço

    • Só para esclarecer: eu imaginei que o limite de detecção dos exames laboratoriais fossem 40 cópias/ml. Será que os exames estão ficando mais refinados!

      • Antonio diz

        Alguns lab tem um limite de detecção menor hoje em dia ( 20 cópias/ml), na verdade existe ate menor, mas isso é usado somente para pesquisa, por que é caro e no dia dia não tem necessidade.

    • Luiz Carlos diz

      < 20 cópias/ml nada mais é do que “indetectável”. Cada tipo de exame tem um limite de detecção. No caso do exame do seu amigo, o limite era de 20 cópias/ml, e não foi possível detectar valor superior a este, portanto é considerado como indetectável. A única coisa que muda é a nomenclatura.

      Ainda respondendo a sua pergunta, pode existir sim variação na carga viral e ela se tornar detectável. É o que chamamos de blip, desde que no exame seguinte ela torne-se indetectável novamente indica que a adesão ao tratamento continua normal.

      Há um post recente aqui no JS explicando mais sobre blips e rebotes virais: https://jovemsoropositivo.com/2017/07/19/rebote-viral/

      Abraços

  22. Andeson diz

    Nas imagens dá para entender que só se pega HIV na relação entre homens com homens. Também dá a entender que as mulheres estão isentas de terem o HIV. Tem homens que se infectaram com mulheres, assim como tem muitas mulheres que são portadoras do vírus HIV. Temos que ter cuidado para não estereotipar a doença apenas para um grupo, mesmo que nesse grupo possa ser a de maior incidência da doença. Se não vamos voltar aos anos 80, quando essa doença era chamada erroneamente de “PESTE GAY”.

    • AnonimoFer diz

      Olá Andeson, bom dia!!

      Sou um desses casos, fui infectado por uma Mulher, que por sua vez era casada. Eu estava solteiro na época.

      Agora independente disto, preciso olhar para frente, me tratar e ser feliz.

      • Andeson diz

        AnonimoFer, é muito comum também seu caso. Eu peguei fazendo sexo com transexuais, mulheres e usando drogas como a cocaína. Não me considero homossexual e não tenho nada contra quem seja ou se considere. Me livrei do vício, mas ficou o HIV. Tomara que em 2020 tenhamos uma boa notícia com a cura. Quando descobri soropositivo em 2015, conheci umas três mulheres muito bonitas que eram portadoras do HIV. Quando vamos pegar no antirretroviral no posto de saúde é comum vermos muitas mulheres indo buscar seu remédio também, além dos homossexuais.

        • Aninha diz

          Eu sou mulher, tenho 26 anos, formada, nunca fui profissional do sexo, nunca tive uma vida promíscua e sou portadora do vírus. Vejo que as pessoas possuem uma visão distorcida de quem é soropositivo, inclusive alguns profissionais da saúde. Já escutei coisas do tipo: “você é muito bonita para ter HIV” e “sério mesmo que você tem HIV? Nunca ia imaginar, você é tão inteligente”. Além de passar por outras situações parecidas ao longo desse último ano de descoberta. Hoje vejo como é um absurdo esse pensamento e como estamos errados em relação as nossas convicções. Não gosto de julgar porque eu também tinha uma visão equivocada e essas questões passaram na minha cabeça quando descobri a sorologia, mesmo sendo uma pessoa que sempre leu e estudou muito. Mas é preciso mudar. Como sociedade precisamos enxergar as coisas por uma outra perspectiva e abrir a nossa mente. O HIV não se restringe só a homossexuais, profissionais do sexo, usuários de drogas e pessoas promíscuas. E muito menos escolhe condição física, financeira, intelectual ou biotipo. Mas é exatamente assim que muitas pessoas ainda pensam. Precisamos apenas abrir os olhos!

  23. Hloddo diz

    Jovem Soropositivo,
    Há algum tempo acompanho o seu BLOG e só tenho elogias a tecer.
    Nunca havia postado nada por aqui mas sempre leio as reportagens e também os comentários das pessoas.
    Aprendi muito com as informações que são de ótima qualidade.
    Fico muito emocionado em ver as histórias que são contadas e a forma com que a grande maioria das pessoas querem ajudar seja com esclarecimentos, dicas e até contanto a suas próprias experiências.
    Parabéns pelo empenho em manter este site. Com certeza ele é de grande valia.
    Parabéns também pela sua superação e pela gravidez de sua esposa.
    Um grande abraço.

  24. Novo Lucas diz

    Boa tarde, gente, peço, ENCARECIDAMENTE, que alguém me adicione no grupo do Kik de vocês. Meu user é: novolucas e mesmo só praticamente lendo os comentários, já me sinto parte dessa família! Conto muito com vocês, amigos e amigas! Força nessa caminhada!

    • Richard diz

      Notícias da cura? Ah, ela passou por aqui… mas vc não tava. vacilão

    • Jorgito diz

      Muito boa essa perspectiva de cura em 10 anos. Eu acredito nisso, acho bastante factível, considerando todas essas linhas de pesquisa atuais.

  25. Tiago diz

    Não queria deixar de dar os parabéns aos futuros pais babados. Vou guardar as boas vindas ao/à JSinho/a para o anúncio do nascimento rs.

    Parabéns JS e “Rita”, que tudo corra bem e felicidades durante e depois da gravidez.

    Abraços

  26. Matheus diz

    Me chamo Matheus e gostaria de deixar meus sinceros agradecimentos ao criador deste blog. Há mais ou menos 4 meses tive um contato de risco. Na realidade, não achei informações concretas sobre o tipo de exposição que tive. Me relacionei com um homem desconhecido com a prática do famoso “gouinage”, não houve troca de secreções sexuais. No início desse mês, comecei a ficar desesperado achando poder ter me contaminado com o vírus do hiv. Não tinha coragem para me testar, mas semana passada, lendo os comentários do blog tomei coragem e me testei. Graças a Deus o resultado deu negativo. Brevemente irei me testar mais uma vez, mas como fui informado que resultados falso negativo são muito raros e que por ter tido contato há 4 meses ja teria passado da “janela imunológica”, fiquei mais tranquilo. Depois desse susto, vejo que usar preservativo, independente do tipo de sexo praticado é fundamental! Desejo a todos muita saúde e força!! Obrigado por todos os comentários e artigos informativos aqui contidos, todos foram fundamentais pra eu tomar coragem e fazer o teste! Fiquem com Deus!

  27. Felipe diz

    Em qualquer grupo que estejamos, com raríssimas exceções, é que em algum momento praticamos sexo sem a devida cautela e isso foi o suficiente para ter adquirido hiv. Isso não signifca que devemos ficar alienados das diversas situações que possam ter influenciado ou influenciam o comportamento sexual do ser humano e tratar o assunto como um tabu.

  28. Dan diz

    Por favor, leiam meu relato e comentem! Não tenho com quem conversar sobre isso! Infectei meu namorado de 17 anos e estou devastado! Ontem, pela primeira vez depois de incontáveis testes de rotina feitos desde os 18 anos, veio a bomba: reagente. Eu nunca me esqueci, e agora não consigo parar de pensar no que a assistente social me disse quando me entregou um exame positivo para sífilis no começo de 2015: “você sabia que a maior concentração de casos de HIV no país está entre homens homossexuais que moram no centro de São Paulo? Dessa vez o seu resultado foi negativo, mas você ainda vai voltar aqui e eu vou te dar um resultado positivo. É exatamente isso que você está buscando e você vai conseguir”. Isso porque ela me mostrou que tinha outro exame lá de um ano antes, e que eu não tinha ido buscar, e que já acusava que meu organismo havia tido contato com a sífilis naquela época. Como esquecer disso?

    Eu já havia tido gonorreia duas vezes e depois desse susto e do que eu tive que ouvir, eu prometi pra mim mesmo que não teria mais um comportamento de risco. Acontece que o combo álcool e cocaína sempre foi o combustível para minha compulsão sexual, e como usuário dessa merda há 15 anos eu entendo os efeitos no meu corpo e sei que a reação química desencadeada no meu cérebro faz com que eu faça coisas que jamais faria se não tivesse em tal estado alterado. Mas acontece também que a escolha sempre foi minha e eu poderia ter buscado ajuda antes. Enfim, o medo e a precaução só duraram alguns meses, até eu voltar a fazer as mesmas coisas. Meu último exame negativo foi em novembro de 2015. Em fevereiro e março de 2016 eu tive comportamento de risco, e especificamente uma pessoa me deixou com a pulga atrás da orelha, mas sempre monitorei sintomas após transar sem camisinha e não senti nada depois de transar com ele. Ok, vida que segue. Fui morar fora do país, voltei em dezembro e algumas semanas atrás vi a foto do tal menino que transei sem camisinha no Instagram de um amigo. Quando perguntei se ele conhecia, a resposta foi “sim. Ele tem HIV. Descobriu esse ano. Transei com ele, mas com camisinha”. Eu gelei, mas tive a esperança de que ele pudesse ter contraído neste ano e, portanto, quando transamos ele era negativo. Só que não. Parece que desse vez eu tinha conseguido, como me disseram antes que eu conseguiria.

    Eu sempre li muito sobre o assunto, já tomei a profilaxia pós exposição e sempre fiz os testes, então tenho uma certa informação sobre o assunto que me permite não encarar isso como uma sentença de morte. Só que ter essa consciência quando você é negativo é uma coisa e quando se descobre positivo é bem diferente. Meu mundo caiu, é claro. Só que algo está me entristecendo e acabando comigo por dentro muito mais do que pelo resultado em si. Eu muito provavelmente infectei meu namorado de 17 anos. Eu chorei o dia todo pensando nele. Uma pequena esperança ainda existe de que ele esteja negativo, mas eu acho improvável. Principalmente porque me lembro dele reclamando de dor de garganta, fraqueza e começo de febre há uns 40 dias atrás.

    Eu tenho 30 anos, ainda jovem, mas já vivi muita coisa e tive muitas experiências boas nessa vida. Mas e ele? Como eu pude fazer isso com um garoto que está começando a vida? Eu jamais vou me perdoar. Nós já estávamos combinando de morar juntos assim que ele completasse 18 anos. Eu o amo muito e agora sinto que sou ainda mais responsável por ele. Eu preciso cuidar dele. Eu preciso saber que ele está bem. Estamos juntos há 5 meses e sempre transamos sem camisinha. Ele nunca pediu e eu já não gosto mesmo, então deixei ser assim. Mas não imaginava que pudesse estar infectado. Eu jamais arriscaria a saúde e a vida de alguém deliberadamente. Muito menos alguém que eu amo. Não sei o que fazer. Que eu vou contar pra ele, é óbvio. Porém, não sei quando. Eu queria esperar até dezembro, porque tenho medo que ele não consiga mais se concentrar nos estudos para concluir o ano. E quando entrar de férias ele vem pra minha casa, e assim já posso levá-lo no CTA para fazer o exame e ele começa o tratamento estando comigo e não na casa dos pais dele, caso ele tenha algum efeito colateral. Isso presumindo que ele não vá contar para a família, que eu imagino que ele não vai querer. Porém, se eu esperar até dezembro ele certamente vai estranhar eu começar a usar camisinha a partir de agora e eu ainda não sei se vou conseguir olhar nos olhos dele sem chorar na próxima ver que nos encontrarmos. Queria muito que isso fosse só um pesadelo e eu pudesse acordar.

  29. caradobemsampa2 diz

    Passaram 2 anos e meio. Minha saúde está melhor do que nunca.
    Encontrar esse blog e conhecer pessoas incríveis aqui foi fantástico!
    Tá tudo bem!

Deixe um comentário.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s