Notícias
Comentários 295

Ministério da Saúde publica nova lista de medicamentos para o SUS


O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União (DOU) portaria que estabelece a nova Relação Nacional de Medicamentos Essenciais – Rename 2017. A Rename é a lista que define os medicamentos que devem atender às necessidades de saúde prioritárias da população brasileira no Sistema Único de Saúde (SUS). A lista de 2017 conta com 869 itens, contra 842 da edição de 2014.

A composição dos fármacos foi obtida após consolidação das inclusões, exclusões, alterações dos medicamentos recomendados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). A organização da Rename segue orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) que estabelece o material como uma das estratégias para promover o acesso e uso seguro e racional de medicamentos. A lista divide os medicamentos em cinco anexos: básico; estratégico; especializado; insumos e hospitalar. Também define a responsabilidade de aquisição e distribuição de cada ente do SUS (estado, município e União). “Os medicamentos e insumos farmacêuticos constantes da Rename são financiados pelos três entes federativos (União, Estados e municípios), de acordo com as pactuações nas respectivas Comissões Intergestores e as normas vigentes para o financiamento do SUS”, explica o Diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumo Estratégicos, do Ministério da Saúde, Renato Lima Teixeira.

Para melhorar o entendimento e dar mais transparência aos medicamentos que devem ser ofertados ao cidadão, na edição 2017, foi realizado um intenso trabalho de revisão da descrição de itens para evitar conflitos de interpretação. A publicação levou em consideração referências como a Denominação Comum Brasileira (DCB), o Vocabulário Controlado de Formas Farmacêuticas, Vias de Administração e Embalagens de Medicamentos, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e os registros sanitários de medicamentos no país.

Dentre os novos medicamentos, destacam-se a inclusão do Dolutegravir que representa uma nova alternativa para o tratamento da infecção pelo HIV. Para essa mesma condição clínica, foram excluídas apresentações de Fosamprenavir e Didanosina, baseadas na substituição dessas por outros medicamentos com melhor perfil de eficácia, segurança e comodidade posológica. Também foi excluída a apresentação termolábil do medicamento Ritonavir, dado o fornecimento de uma apresentação termoestável do mesmo fármaco, que não exige o acondicionamento em geladeira.

Nesta edição, ocorreu também à inclusão da Rivastigmina como adesivo transdérmico para o tratamento de pacientes com demência leve e moderadamente grave no Alzheimer, uma opção terapêutica que poderá aumentar a adesão ao tratamento. Ressalta-se, ainda, a incorporação do Cloridrato de Cinacalcete e Paricalcitol para pacientes com hiperparatireoidismo secundário à doença renal crônica, oferecendo opções terapêuticas ao grupo de pacientes mais graves. Além da Ceftriaxona para tratamento de sífilis e gonorreia resistentes a Ciprofloxacina.

No intuito de solucionar episódios de desabastecimento no país e após pactuação na Comissão Intergestores Tripartite (CIT), ocorrerá também a centralização do tratamento básico da toxoplasmose. O Ministério da Saúde iniciará aquisição dos medicamentos Pirimetamina, Sulfadiazina e Espiramicina, que atualmente são ofertados pelos municípios no âmbito da Atenção Básica.

A Rename 2017 pode ser acessada aqui.
Por Gabriela Rocha da Agência Saúde, publicado pelo Portal da Saúde
Anúncios

295 comentários

  1. PauloH diz

    Com a inclusão do dolutegravir nesta lista podemos trocar o efavirenz por ele? Pois quando solicitei a troca, a médica do CTA me informou que este medicamento está disponível apenas para casos novos de infecção.
    Solicitei a troca porque desenvolvi depressão e ginecomastia no peito direito. Achei varias publicações internacionais relacionando o efavirenz com a ginecomastia. Mesmo assim a médica não autorizou a troca. Estou extremamente incomodado com isso. Já não consigo nem ir à praia por vergonha. E sempre que vou me relacionar com alguém, surgem as perguntas sobre meu peito direito estar maior. Com tudo isso a depressão só vem aumentando. Não sei mais o que fazer.

    • Luiz Carlos diz

      Não pode, Paulo.

      Basta que sua infecto siga o PCDT. Em caso de contraindicação ao Efavirenz a troca do 3×1 deve ser feita pelo ATV/r + TDF + 3TC. É um ótimo esquema com efeitos colaterais leves e apenas estéticos para a maioria das pessoas.

      Esta proibição não cabe ao médico, e sim às diretrizes terapêuticas.

      Abraços

      • Renatinho diz

        Luiz Carlos
        Ola tudo bem.
        Ah um tempo a traz conheci um rapaz aqui neste blog chamado LUIZ CARLOS passamos a trocar e-mail depois telefone e criamos uma amizade muito boa .
        Na epoca eu morava em São Paulo e ele no estado dele … Mas devido a minha mudança de pais acabei perdendo o contato ..
        Bom este rapaz me ajudou muito o papo era maravilhoso .
        Se for vc por favor pode me mandar um e-mail: renatinhomenezes71@gmail.com
        Abraços
        Renatinhoooo

      • Caio PE diz

        Essa combinação do 2×1 + ATZ/r é muito boa. Poucos efeitos colaterais mesmo. É o mesmo esquema usando na PEP também, justamente por isso.

      • Botini diz

        Luis, boa noite.
        tudo bem?
        Gostaria q vc opinasse sobre a vacina hpv em pacientes homens soropositivos.

        Obrigado.

    • Ombro Amigo diz

      Olá Luiz Carlos, me mata uma curiosidade, um amigo meu fez a profilaxia recentemente e estava usando o esquema padrão, creio que seja justamente o ATV/r + TDF + 3TC, os únicos efeitos colaterais que ele teve foram: a icterícia e a prisão de ventre. Teria como atenuar esses efeitos colaterais?

      • Luiz Carlos diz

        Olá Ombro Amigo, sim, estes efeitos são facilmente atenuados ao ingerir bastante água, evitar diuréticos como café, álcool e chás com cafeína (verde, preto, etc), além de manter uma alimentação adequada.

        Abraços!

    • Cris diz

      Oi pessoal, adoro seguir o blog. Na verdade não sou soropositiva, mas tenho alguém na família que é. Ela foi diagnosticada em 2014 aos 26 anos de idade, quando estava grávida, passou por algumas medicações e hoje há 1 semana toma o darunavir, Tenofovir+Desoproxila + Lamivudina e Ritonavir. Porém, está sofrendo com as reações de vômitos, vertigem. Alguém toma essas combinações? Como foram as reações? Demora para passar? Obrigada pessoal, bom saber q posso dividir com vcs. Bjs

  2. marcos diz

    Gente gostaria de uma informacao de voces se possivel, alguma local onde voces pegam remedios funciona aos sabados?
    Porque aqui em Manaus eu levei esta proposta para o hospital tropical onde pego meus remedios, desta forma ficaria ate melhor pegar aos sabados evitando com isso voce ter que ficar saindo ou faltando seu emprego, aula, ou outro compromisso. Nao sei porque aqui isso nao funciona, nao vejo o porque deles nao atenderem aos sabados nem que fosse ate as 12:00 hs. Ja fiz varios documentos questionando isso mas eles nunca me responderam, entao gostaria de uma opiniao e ajuda de voces se isso tambem acontece em outras regioes.
    Abraço a todos

    • Maxwell diz

      Aqui em Recife não funciona e pelo motivo de que como qualquer empresa eles já tem o horário certo de cumprimento de sua carga horária. Ao que eu saiba aqui e em muitos lugares vc pode deixar o nome de umas três pessoas que possam pegar a medicação para vc. Aqui meu irmão pegava só com a minha receita. Nem precisava mostrar a identidade.
      Cheguei em uma época a dar a dica ao meu irmão de ser um motoboy pra retirada de medicamentos para as pessoas que não queriam aparecer lá no CTA todo mês. As pessoas pagavam a ele R$ 15,00 por mês a ele e o mesmo entregava a pessoa aonde ela quisesse os medicamentos. Veja se não tem alguém de sua confiança que possa lhe fazer esse favor ou mesmo dar essa graninha.

    • AnonimoFer diz

      Olá, tenho um questionamento também.

      Após prescrição médica, qto tempo se leva, com toda a burocrácia para adquirir o medicamento, pela primeira vez???

      Abraços a todos.

      • Luiz Carlos diz

        @marcos,

        Como o Maxwell falou, apesar de variar muito de farmácia para farmácia, em muitas é possível deixar o nome de alguém responsável pela retirada da TARV. Em outras, basta alguém levar a segunda via de um documento seu e a receita branca.

        Nas grandes cidades é possível, inclusive, contratar serviços de motoboy online que passam buscar sua identidade e receita, vão ao CTA, retiram a TARV e lhe devolvem tudo no endereço estipulado. Claro que tudo isto tem um custo, mas não deixa de ser uma opção

        @AnonimoFer,

        Não há burocracia e a TARV não é adquirida, ela lhe é fornecida gratuitamente. Basta que você compareça ao SAE/CTA da sua região com a receita branca e o formulário de dispensação de ARV, e você sairá de lá com a sua primeira dispensa.

        Abraços

  3. Fabricio diz

    Isso significa que posso trocar o sistema 3×1 (Efavirenz etc.) para o Dolutegravir sem maiores burocracias? Basta pedir a receita ao médico? Agradeço este esclarecimento.

      • V. diz

        Tenho essa dúvida também. Falei com a farmacêutica e ela me disse – isso em Julho – que somente estão acatando as mudanças (3×1 para 2×1 + Dolutegravir) com base em falha terapêutica mediante a apresentação da genotipagem do paciente. Tomara que disponibilizem para todos logo. Acho que é essa a ideia. Até porque, pelo que eu entendi, o Dolutegravir até agora apresentou baixíssima falha terapeuta, correto? Enfim, espero que seja disponibilizado logo.

        • Luiz Carlos diz

          Não, gente, por favor, leiam a notícia. Não tem nada a ver uma coisa com a outra.

          Para que esta mudança seja possível é necessária uma alteração nas diretrizes terapêuticas.

          A inclusão no Rename apenas indica que o medicamento é essencial à saúde brasileira, e norteia o abastecimento ao SUS.

          Nada muda para quem tem problemas com o EFZ. Deve-se seguir o PCDT e efetuar a troca para o IP preferencial, que é o ATV/r + TDF + 3TC.

          Abraços

          • Fabricio diz

            Desculpe, mas não é tão obvio assim como você insinua na sua resposta. Se é essencial à saúde então os tóxicos e com inúmeros relatos de efeitos colateriais físicos e psiquicos deveriam ser integralmente substituidos.

            • Luiz Carlos diz

              E serão, mas saúde não é a festa da uva. Você não vai resfriado ao seu médico dizendo a ele que medicamento quer tomar, vai? Com o DTG não é diferente, é sua primeira implementação em larga escala no Brasil e, apesar de sabermos da sua eficácia em outros países, subpopulações diferentes têm efeitos colaterais diferentes, e apresentam respostas diferentes à qualquer tipo de medicamento.

              Um medicamento novo para diabetes é apenas distribuído inicialmente a pacientes que iniciam o tratamento com diabetes, de acordo com a visão do médico e as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes. Conforme comprovada a eficácia em novos tratamentos, ele é expandido para pessoas que já vinham seguindo tratamento. Obviamente as diretrizes não são tão restritas pois não envolvem, por exemplo, a criação de uma cepa resistente ao medicamento, já que diabetes não é uma doença infecciosa.

              Sobre substituir outros medicamentos, devemos então retirá-los do rol de medicamentos, e as pessoas que, infelizmente, apresentam falhas terapêuticas sequenciais ficarão então com menos opções de TARV e serão deixadas para morrer?

              Por favor né. Vamos parar de viver no mundo perfeito onde todo mundo faz tudo certinho, ninguém tem nenhum outro problema na vida e é tudo decidido da noite pro dia “fulano, vai lá e compra mais 10 milhões de caixas do DTG porque nosso amigo do blog pediu”.

    • Maxwell diz

      Eu sempre usei desde o começo da minha sorologia o esquema (atazanavir, ritonavir e tenofovir com lamivudina). Por conta das minhas taxas de bilirrubinas altas meu médico disse que seria interessante trocarmos o esquema e ele me prescreveu o (dolutegravir, tenofovir com lamivudina) e escreveu um bilhetinho pra farmacêutica explicando pq estava trocando a minha medicação. Disse ele: vamos ver se ela troca sem precisar fazer genotipagem. Ela nem leu o bilhetinho que ele passou. Pegou a nova receita, inseriu no sistema dela e me deu essa nova combinação.
      Pode até ter diretrizes terapêuticas como o Luiz Carlos comentou MAS acho que vai muito da relação com que vc tenha com a farmacêutica do SAE. Eu consegui. Na sexta já terei passado 20 dias com essa nova combinação e vou fazer novos exames de CD4 e Carga Viral para saber como a medicação reagiu contra o vírus.

      • Luiz Carlos diz

        Maxwell, a única forma de alguém fazer isto, pelo sistema de logística, é marcando que você foi autorizado por câmara técnica.

        De duas uma:
        – ou a farmacêutica marcou esta opção sem você ter efetivamente passado por câmara técnica, o que irá caracterizar crime caso ela seja pega;
        – ou a dispensa de TARV na sua cidade é feita de forma manual, com anotações nos formulários para posterior lançamento no SICLOM (em cidades pequenas onde não há computadores suficientes, ou são compartilhados, o lançamento é feito semanalmente ou quinzenalmente), e quando ela ou alguém for lançar no sistema de logística, o lançamento será barrado e você terá problemas na sua próxima dispensa.

        Abraços

        • Luiz Carlos diz

          E apenas um adendo: não se faz genotipagem para troca para o DTG ok? Genotipagem DURANTE a TARV é apenas para troca para o Abacavir, para verificar se há presença do alelo HLA B*5701, que indica hipersensibilidade ao Abacavir e pode levar a efeitos colaterais graves.

          • Tiago diz

            Luiz, aqui escreveu algo que eu não entendi.

            Os exames de genotipagem não são recomendados quando existe falha virológica persistente a um tratamento, para avaliar o melhor esquema de resgate? Mesmo nesse caso seria administrada a segunda linha, sem genotipagem?

            • Luiz Carlos diz

              Tiago, as pessoas volta e meia confundem falha terapêutica com falha virológica, e muitos sites mostram como coisas iguais, porém tratamos como coisas distintas, apesar de uma estar associada a outra.

              A falha virológica é, conforme nós discutimos, inclusive, caracterizada por 2 exames seguidos de CV com uma janela de 4 semanas onde a CV esteja > 1000 cp/ml.

              A falha terapêutica ocorre quando, por exemplo, a pessoa inicia a TARV e não apresenta boa adesão, mesmo tomando a TARV exatamente como indicada pelo médico, ou seja, ela continua com CV detectável após 6 meses (feitos dois exames com CV > 1000 cp/ml – falha virológica) e não há recuperação do CD4.

              Quando ocorre este tipo de falha terapêutica a genotipagem deve ser feita, pois fica evidenciado que o TARV que o vírus é resistente à TARV atual.

              Quando há falha na adesão por parte do paciente, ou seja, o paciente estava indetectável por 1 ano, esqueceu de tomar a medicação por 2, 3 dias seguidos, depois não tomou corretamente por qualquer motivo e o vírus sai do estado latente e volta a se multiplicar. Em um mundo ideal é RECOMENDADA a genotipagem apenas para avaliar se houve alguma mutação do vírus que possa ter criado resistência cruzada a outra medicação, mas em geral é feita apenas uma mudança de classe, como ITRN para IP. O próprio PCDT enaltece isso: “Ressalta-se que essas orientações não são regras absolutas, já que o grupo de pacientes em falha virológica é bastante heterogêneo, por exemplo, em relação a esquemas antirretrovirais prévios, opções de medicamentos ativos e causas de falha.”

              O que tem aparecido muito aqui, e que eu já vi acontecer muito Brasil afora, é que as pessoas muitas vezes vivem em grandes cidades e que possuem grandes centros de suporte ao paciente com HIV, e elas acham que todas as cidades são assim. Que todas as farmácias têm computador, que todos os lugares tem farmacêuticos responsáveis pela dispensa trabalhando 100% nisto, que todos os infectologistas tem foco em HIV e conhecem o PCDT de trás pra frente e de frente pra trás, mas a realidade não é esta, pelo contrário, está bem longe de ser esta.

              Abraços

              • Tiago diz

                Luiz, obrigado pelos esclarecimentos.

                Se até HIV e AIDS se confunde tanto, quanto mais no detalhe do detalhe…

                Nas nossas discussões sobre “blips & rebotes”, eu havia absorvido a “falha virológica” sendo sinônimo de “rebote” (alguém que estava indetectável e voltou a ficar detectável), isto independente da CV ser acima ou abaixo de CV 1000, e “blip” se voltar a ficar indetectável. Já no PCDT, no algoritmo de recomendações para manejo de falha virológica em PVHA, ela aparece no caminho independentemente do paciente alcançar o estado indetectável e de ter CV inferior ou superior a 1000, sendo que o valor apenas determina a insistência no tratamento (CV<1000) ou genotipagem e mudança, quando a CV persiste acima de 1000.

                Haja termo e definição, não me surpreende a confusão…

                Abraços

  4. Ney diz

    Se você não está se sentindo bem com o 3×1 pode pedir ao médico mudança para o dolutegravir. Boa sorte e legal a reportagem.

    • Luiz Carlos diz

      Não, não pode. A troca do 3×1 para o DTG não é permitida pelo sistema de logística até que o PCDT seja alterado.

  5. Caipira diz

    Acho complicado, pois acabei de ver no jornal da band e ainda é pra pacientes novos. Sofro com o efavirenz há 4 anos, acho desumano eles não liberarem o tratamento moderno e menos tóxico para os pacientes antigos. Atendimento humanizado? Balela!!!

    • Luiz Carlos diz

      Caipira, consulte seu infecto. Se você tem contraindicações ao EFZ deve efetuar a troca para o ATV/r + TDF + 3TC. Se houverem contraindicações à esta TARV também, será efetuada a troca para o DRV/r, que é uma TARV praticamente tão nova quanto o DTG.

      • Caipira diz

        O que acontece com o Atazanavir é o amarelado. Complicado, penso que como sou mto branco esse amarelo seria mto forte :/

        • Luiz Carlos diz

          Isto é relativo, não são todas as pessoas que apresentam este efeito colateral, e muito dele é amenizado por hábitos saudáveis de vida, como beber bastante água e evitar diuréticos como café e álcool.

          Eu utilizo este esquema e enquanto me regulo para me manter hidratado, não tenho efeito colateral nenhum. Se eu passo um final de semana bebendo com amigos sem tomar água, percebo um leve amarelamento, mas é praticamente imperceptível para as outras pessoas.

          Você diz que sofre com o EFZ. Qual seu sofrimento? Se for psicológico, tenho certeza que trocar para o ATV/r será um grande alívio. Agora, se você não quer experimentar, aí não dá pra culpar seu médico ou a saúde pública, infelizmente.

          Abraços

          • Lucas diz

            Olá, pessoal!
            Tudo bem?
            Estive em consulta com meu médico hoje e o meu intuito era tentar a troca da medicação 3×1 com Efavirenz, pelo novo esquema com o Dolutegravir, (já ciente da impossibilidade de troca) eu quis tentar mesmo assim, pois o “não” eu já tinha…
            Faço uso do 3×1 há dois anos, porém nesse tempo percebi uma ansiedade, nervosismo, pensamentos confusos, pesadelos fora do comum… Resolvi mudar.
            Conversei à respeito com o meu médico e infelizmente não consegui a troca pelo novo esquema neste momento, segundo ele teremos que aguardar mais um pouco; me sugeriu então a troca pelo esquema ritonavir+atazanavir+lamivudina.
            Pedi para ele que me sugeri-se um esquema com efeitos leves, ele citou a icterícia, porém disse ser um combo excelente.
            Eu gostava da praticidade do 3×1, mas os efeitos passaram a me incomodar muito.
            Descobri a infecção aos 21 anos, onde fiquei 6 anos sem tratamento, iniciei a Tarv em 2012 com o Kaletra e foi a pior fase que enfrentei.
            Hoje estou com 32 anos e permaneço na caminhada.
            Abraços à todos!

      • Renato diz

        Luis Carlos ,porque não vejo ninguém falando q toma nevirapina por aqui? Rsrs.

        • Luiz Carlos diz

          Renato, em geral porque ele pertence a mesma classe do Efavirenz. Com a popularização do 3×1 desde que ele entrou como esquema inicial preferencial, o PCDT passou a recomendar esquemas secundários e terciários de outras classes, e a NVP foi caindo em desuso. Imagino que seja um dos próximos medicamentos a serem removidos do rol, à medida que novas TARVs forem sendo incorporadas, como já aconteceu com o LPV/r, FVP, etc, no último ano.

          Abraços

          • Renato diz

            Obrigado! Mesmo sendo da mesma classe como vc citou ,eu n sinto os sintomas q sentia c o EFZ,na vdd n sinto nada ,so fico meio apreensivo c relação ao fígado ,já q a mesma eh totalmente absorvida por ele,segundo eu li.

      • santos diz

        eu troquei o efavirenz pela combinação atv/r tdf 3tc e dpois de um tempo passei a ter efeitos neurotoxicos e diagnostico de polineuripatia….na bula do ritonavir por ezemplo fala em efeito colateral de neuropatia….

  6. Anjo+ diz

    Ta, legal e bonito mas quando entra o dolutegravir como alternativa de tratamento para pacientes não recentes?

    • Luiz Carlos diz

      Assim que os trabalhos de farmacovigilância terminarem, o CONITEC efetuar o levantamento e recomendar (ou não) a terapia como segunda linha sem necessidade de autorização por câmara técnica.

      Abraços.

  7. Botini diz

    boa noite.

    Iniciei o Dolutegravir tem uma semana. To me sentido bem, só um pouco de enjoo.. Ando meio depressivo, mas a ideia é acostumar com essa nova condição e seguir em frente.
    abraço

    • Tiago diz

      Botini, força aí.

      Meta na sua cabeça que cada dia para baixo é um dia de vitória do vírus. Nossa mente é muito poderosa e pode mexer muito com a nossa imunidade.

      Não esqueça de tomar muita água (+-2 l/dia) baixe um APP se necessário para o lembrar. Descanse bastante e evite comidas muitas pesadas, pelo menos nesta fase inicial de adaptação. Talvez ajude a aliviar o enjoo.

      Força

  8. Fabricio diz

    Não fica claro como deveria. Típico deste governo obscuro!
    Sabemos que podemos trocar de combinação, desde que você PRIMEIRO se submeta a testes com outras combinações. A questão é: posso deixar o 3×1 clássico e aderir ao Dolutegravir sem precisar passar por juntas médicas (que na verdade seguem orientações orçamentais)?

    • Luiz Carlos diz

      Não seguem orientações orçamentais, até porque o DTG é uma das TARVs mais baratas atualmente, vide os relatórios do CONITEC. O DTG ainda não foi incorporado totalmente porque leva um certo tempo até que seja observada a adesão dos pacientes. Existe um trabalho de farmacovigilância para garantir que o DTG no Brasil não ofereça algum tipo de risco ou resistência ainda desconhecida.

      Como já citei várias vezes, a tendência é que, com o tempo, o DTG possa passar a ser incorporado em esquemas de segunda linha.

      Abraços.

      • Caio PE diz

        Luiz, graças a Deus que você é paciente para conosco (continue assim). Essas dúvidas dos internautas são bastante comuns: “Porra ! se existe um medicamento novo e menos tóxico (DTG), por que eu não posso me beneficiar dele também, sabendo que ele é um dos mais baratos ?”Se o 3×1 é muito pesado (e caro para ser adquirido), por que não troca logo isso pelo DTG e oferece a todos?” Essa são as questões, em geral, das pessoas. O esquema 2×1 + ATZ/r é um esquema muito bom, bastante seguro e com poucos efeitos colaterais (o mais visível é a icterícia). Mas a demanda para consegui-lo é alta. Além dele servir de alternativa ao maldito EFZ,(que junto com o maldito Kaletra, ninguém merece) ele faz parte do esquema da PEP (profilaxia) também, que hoje a procura está sendo muito alta. Além do fato dessa combinação total pesar 1g de medicamento/dia e o DTG + 2×1 possuir praticamente metade desse peso diário. Mas a questão, levada em outro aspecto (devemos abordar todos os aspectos), é a resistência viral caso todos usassem o DTG. Nem todo mundo segue fielmente o tratamento (nem todos são disciplinados gente). E isso pode sim induzir resistência viral ao DTG. Luiz Carlos, favor comentar toda essa redação que eu deixei aqui, abordando as várias vertentes de não recomendar o DTG a todos. Abraços e Deus o ilumine com seus conhecimentos, que fazem a diferença para todos nós aqui.

        • Rodrigo29 diz

          Caio, o efavirenz genérico indiano que o MS compra da Mylan, Macleods ou Hetero é bemmmmm mais barato que o dolutegravir!

      • Tiago diz

        Parece-me que esta questão da vigilância é a principal. Digo isso porque até recebi um questionário para preencher sobre efeitos colaterais do DTG, não sei se fazem sempre, mas fiquei com a impressão que não. Sendo um ARV novo, sem histórico de uso a médio-longo prazo, faz algum sentido que se faça essa vigilância e que não se retire pessoas de tratamentos que estão funcionando, mesmo sendo mais tóxicos.

        Interromper esses tratamentos e substituir por outro como o DTG, poderia levar à queima da combinação anterior para esses pacientes e à alta de resistência do HIV à mesma combinação de modo generalizado e multiplicado por centenas de milhares de pessoas que hoje tomam o 3×1.

        Desse ponto de vista, trocar o 3×1 de todo o mundo pelo DTG agora seria uma jogada de alto risco para a saúde pública. É frustrante certamente, mas imagino que, daqui a algum tempo, serão os hoje beneficiados pelo DTG a passar pelo mesmo, com outro ARV ainda melhor entrando e tendo que aguardar ou permanecer no DTG.

        É osso, mas parece-me compreensível.

        • Rodrigo29 diz

          Tiago então por que a maioria dos países europeus e os EUA adotaram o dolutegravir para tratamento de primeira linha, inclusive para substituir pelo efavirenz? Acredito que esse seu ponto de vista não faz muito sentido. Dolutegravir foi submitido há
          muitos testes antes de entrar no mercado, além se possuir uma excelente barreira genética.

          • Tiago diz

            Rodrigo, o Brasil também está adotando o DTG como primeira linha. A questão, me parece, não é adotar ou não adotar, mas como adotar e fazer a transição de forma segura, correndo o mínimo de riscos.

            Não sei como foi feita essa transição nos EUA e na Europa, mas me surpreenderia muito se tivessem simplesmente substituído a combinação anterior de milhares de pessoas, de um dia para o outro.

            O fato de ter sido submetido a testes não significa que seja implementado de forma instantânea.

            • Renatinho diz

              Tiago
              Primeiramente quero deixar claro que não estou comparando BRASIL X EUA
              Eu moro nos EUA e quando eu cheguei aqui eu utilizava o medicamento 3×1 passei 6 meses com este mesmo esquema igual o do brasil depois de 6 meses fiz os exames procedurais que aqui vc faz em 1 dia e retorna depois de 2 dias com o infecto e minha medica falou para mim : Olha irei trocar o seu medicamento para o um que os efeitos colaterais são bem menores e me explicou tudinho em minimos detalhes desde de patologia toxicidade pesquisas uso longo prazo foi uma consulta de 2 horas (um saco diga-se de passagem ) .
              Quando fui retirar meu medicamento na farmacia já era o q vcs chamam de DTG mas tem outro nome aqui .
              Apos 2 meses tive q refazer os meus testes e p passar com psicologo endócrino neurologista cardiologista e pneumologista pra saber se meu corpo estava se adaptando com a nova droga …
              Apos 6 meses toda esta maratona que citei a cima, alias todos estes medicos eu passo sempre mas quando troquei de medicamento tive que ve-lo varias vezes …
              A classe de atripla ou combinação de drogas em um unico comprimido aqui é grande existem 6 tipos diferentes desta classe quase ninguem aqui no EUA usa mais que 1 comprimido..
              Com relação a implementação assim que o CDC aprova um novo medicamento o medico te avisa que vai trocar e pronto ….
              Super simples o mais chato é ficar indo varias e varias vezes em varios medicos mas ok se é para o melhor q assim SEJA ..
              Abraços
              Renatinhooo

              • Pedro diz

                Renatinho, você tem um gasto muito alto para tratamento e medicamentos aí nos EUA? Eu estou com planos de um intercâmbio e quem sabe uma possível mudança, mas essa logística de ter que arrumar alguem pra enviar medicamentos daqui e o alto custo do tratamento aí tem me tirado um pouco de ideia, você teria algum tipo de contato pra conversar melhor? obrigado.

                • Renatinho diz

                  Pedro
                  Desculpe a minha demora para responder estive fazendo uma viajem e não prestei atenção na internet .
                  Bom o custo é de $ 38 por mes é o custo do meu plano de saúde .
                  Existe estados nos EUA q a saude é muito caro mesmo mas o ideal é sempre ter um seguro de saude se não vc vai dever para o GOVERNO e ninguém é feliz nos EUA devendo para o GOVERNO …
                  Qualquer coisa me envia um e-mail: renatinhomenezes71@gmail.com

                  Abraços

      • Fabricio diz

        Eu eu meu médico ja chegamos a conclusão que trocar para o DTG seria a melhor opção. Este remédio é usado há muito tempo na europa e USA e sua eficácia provada, lógico que há exceções porque ninguém é igual. O 3×1 é importado da india a preços muito baixos assim como o DTG, então qual é mesmo o problema? Descaso? Não, claro que não! Este é um governo que se preocupa muito com as pessoas, certo? Vide os pedidos de demissão dos grandes pesquisadores em HIV que esvaziaram o Ministerio da Saude de cabeças pensantes. Sobraram apenas os burocratas e os que “já citaram várias vezes” que números explicam tudo.

        • Tiago diz

          Fabrício, no Brasil pelo menos, o tratamento de HIV segue diretrizes do governo que, com a entrada do Dolutegravir, estão sendo revisadas. Nas atuais diretrizes, o DTG nem é mencionado ainda.

          Vivemos num país lerdo de burocrata, mas também temos que compreender que o DTG foi aprovado recentemente aqui, que estamos tratando de uma epidemia global perigosa, que já atinge milhões de pessoas e que dificilmente podemos esperar mudanças bruscas e imediatas, que lançariam a estratégia de combate ao HIV num território de alguma incerteza. Existem diferenças genéticas, culturais e ambientais entre Europa, EUA e Brasil. Essas diferenças, associadas aos riscos de resistência por mudanças de tratamento, não justificam alguma cautela? Cautela demais atrasa, é verdade, mas de menos pode-nos colocar em situações de alto risco e sem volta.

          Trocar o tratamento de milhares de pessoas é uma decisão de imensa responsabilidade, que afeta não só a saúde de cada paciente, mas também toda a estratégia de combate à epidemia, o sistema de aquisição e distribuição de medicamentos e, consequentemente, centenas de milhares de pessoas. Uma vez que a troca foi feita, o vírus pode desenvolver resistência à terapia anterior. Se, por algum motivo, acontecer uma falha virológica com o DTG, são “apenas” as duas principais combinações potencialmente queimadas. Isso é muito sério, pois contribui para o desenvolvimento de um super-HIV.

          Não quero parecer que estou aqui defendendo um governo que tem nos deixado a desejar, mas também há que medir as críticas e ter um pouco de paciência… Como o Luiz Carlos já mencionou, enquanto o DTG não é liberado geral, existem outras alternativas de tratamento, quando os efeitos adversos são fortes. Acho que vale também cada um se perguntar se está fazendo a sua parte, cuidando da sua saúde noutros sentidos (descanso, alimentação, hidratação e exercício), com vista a amenizar e até anular efeitos adversos.

          Por si só, nenhum ARV faz milagres.

          • Henrique diz

            Se vc permanece sem falha terapêutica com o 3×1 e muda para o DTG o virus continuará ND, assim ele nao desenvolverá resistência ao 3×1. Ou seja trocar de medicação com vc estando bem aderido ao tratamento e com virus suprimido ele nunca criara resistência a um medicamento so pq vc deixou de tomar e iniciou logo em seguida com outro.

            • Tiago diz

              Tem certeza disso Henrique? Pergunto porque eu não sei dizer. O que sei – que li – é que indetectável não significa vírus totalmente inativo, apenas ativo abaixo do limiar de detecção dos exames. Se podem ou não ocorrer mutações e aumento de resistência durante essa atividade mínima, sinceramente não faço a mínima ideia, nem o afirmaria sem ter conhecimento de estudos que o confirmem.

              Por outro lado, consigo entender que existe algum grau de risco/incerteza na implementação de uma droga a uma nova subpopulação, que pode ter resistências e responder com efeitos diferentes, como já foi aqui explicado por quem demonstra realmente estudar estes assuntos a fundo, e sei – pelo que li – que existem sim riscos de rebote/falha virológica, seja por má administração, interrupção na distribuição, abandono da terapia, etc., durante os quais o vírus pode criar resistências.

              Acho que vale considerar também que, quando se trata de saúde pública e levando em conta a letalidade do vírus e o risco real de um super-HIV, infelizmente não se pode tomar tais decisões de impacto coletivo com base apenas nos riscos/méritos do ARV, mas também levando em conta os riscos/méritos associados à população que dele beneficia.

                • Tiago diz

                  Legal, vivendo e aprendendo.

                  Ainda assim – e não haja dúvida que já é muito bom ter esse risco a menos – não invalida os restantes riscos aqui já mencionados e que devem ser considerados, certo?

                  O Brasil pode até estar atrasado na questão de ARVs relativamente aos EUA e Europa e espero sinceramente que logo logo todos tenham acesso a medicação o menos tóxico possível, só não me parece que isso justifique uma troca geral feita correndo, de forma imprudente.

                  Posso até estar errado, mas imprudência e HIV adoram passear juntos…

  9. Jdd diz

    Pessoal
    Há algum tempo escrevi aqui, porém, não obtive resposta…Tomo o 3×1 ha mais de um ano, sofro com transtornos mentais, depressão e insônia…tirando isso meus exames clínicos estão sempre ok. Alguém já passou ou passa por isso ? Se sim, o que fazem para amenizar? Penso em trocar o medicamento, mas tenho medo de os efeitos colaterais com outro remédio possa ser pior…agradeço pela atenção. Abraço!

    • AnonimoFer diz

      JDD

      Tenho sofrido c insônia tmbm e as vzs pesadelos, sem ter iniciado o tratamento, até mesmo aquele cochilo de meia hora se torna um pesadelo as vezes.

      Certeza que é psicólogico.

      Devo iniciar o tratamentos nos próximos dias.

      Abrs.

    • HomemSP diz

      JDD,
      Passei por isso, foi um momento muito ruim.
      Gracas a Deus, apresentei resistencia ao Efavirenz e troquei para o Dolutegravir.
      Nao tenho NENHUM efeito colateral.

      Saia deste inferno!!! Lute com todas suas forças pra trocar os medicamentos.

    • Mara diz

      Oi Boa noite.Meu filho tomou o 3 em 1 durante 1 ano e nesse tempo tambem sofreu muito com depressão,insônia e outras coisas.Faz uns 15 dias que fomos no infectologista e pedimos a troca do medicamento,levamos todos os remédios que ele tava tomando pra depressão e pra dormir e o médico trocou a medicação. Não está sentindo nenhum efeito colateral.

      • Allan diz

        Olá Mara, eu tbm faço uso do 3 em 1, tenho muitos efeitos colaterais, como triglicérides e colestel muito alto, depressão tbm. Deu filho chegou ter esses efeitos colaterais tbm? Qual a medição que ele está tomando agora?

    • Tiago diz

      Jdd, pelo que outros aqui já relataram, o esquema de segunda linha tem efeitos colaterais leves, eventualmente estéticos.

      Só posso imaginar a angústia que vem com a incerteza da troca e eventuais efeitos ser algo semelhante à da primeira vez, agravado pelo “começar outra vez?…”, mas se o esquema atual está prejudicando seriamente o seu estado de saúde mental, então prejudica seriamente a tudo na sua vida de forma bem constante.

      A mim, que já passei por uma depressão profunda uma vez na vida, me parece que “depressão” é um efeito colateral bem pior – por prejudicar trabalho, vida social, tudo de forma bem persistente -, quando comparado aos que li, como náuseas e icterícia ocasionais, e que poderão eventualmente ser amenizados com um maior cuidado na alimentação e hidratação.

      No seu lugar, conversaria com o meu infecto e avaliaria seriamente a alternativa, buscando relatos de quem se deu bem e menos bem com ela, quais os principais efeitos colaterais e como eventualmente os amenizar e – a partir daí – tomaria a decisão e mudaria os meus hábitos o quanto necessário e possível para os evitar.

      Força e sorte.

    • RecentWave diz

      Eu tomo há quase 2 anos e não foi fácil a adaptação. O primeiro ano foi o mais difícil, com erupções cutâneas, tonteira, sonhos loucos, coceira pelo corpo, constantes reações alérgicas, bruxismo, modificação na fala. Atualmente ainda tenho sonhos estranhos, um pouco de bruxismo, coceira na pele e muito de vez em quando bate aquela sensação ruim por causa dos remédios. Notei que meu braço esquerdo eu tenho formigamento e perda do reflexo e movimento em um dos dedos. Fiquei sem plano de saúde e tinha uns 6 meses sem consultar. Na volta com a médica relatei todos estes problemas e ela me indicou passar por um neurologista. Ela disse que como trabalho a noite e tenho estes. Constantes efeitos, que eu já me enquadraria para a troca do esquema, apesar dela ser muito conservadora com troca de medicação que tem efeito correto contra o vírus. Ela me informou que alguns pacientes dela houve a troca do 3×1 por um outro esquema e que foi muito benéfico na vida destas pessoas, que suas vidas mudaram da água pro vinho. Agora outras pessoas que consultam com ela não vivem sem o Efavirenz para dormir (tô fora). Ela também ressaltou que uma pessoa diagnosticada hoje, que o protocolo exige que a primeira linha de medicação seja o dulotegravir mais o 2×1, que ela jamais conseguiria receitar o 3×1 para novos casos. Os antigos têm esta questão burocrática.
      Ela me informou que irá proceder para solicitação da troca no meu caso, mas que a tem que esperar para solicitar com a pessoa certa, pois se ela mandar o pedido da troca e cair nas mãos de alguns médicos lá, que eles não irão autorizar. Que prefere esperar e pedir para a (as) pessoa (as) certa (as). Agora estou esperando uma resposta positiva a respeito. Amanhã falarei com ela pra ver se já teve alguma solução. Estou torcendo para que dê certo.

  10. Carloos P diz

    Galera, algum de vocês pegam os medicamentos de 6 em 6 meses?
    Eu pego de três em três, mas como moro em outra cidade e tenho que me deslocar, estou achando difícil ir lá de 3 em 3. Será que existe a possibilidade de eu mudar par 6 meses?

    • Caipira diz

      Com esta falta de medicamentos tenho pegado de mês em mês. Qdo morava na cidade sp pegava p 3 meses.

    • Maxwell diz

      Carlos nesse período de racionamento de medicações e até por não ter como saber se vc está aderindo corretamente a medicação eles venham a dispensar nessa quantidade de meses que vc quer. Mas fácil é eles recomendarem a vc uma cidade mais próxima a sua pra vc pegar sua medicação. Já que acredito que vc vai pra uma cidade distante pra evitar contato com pessoas conhecidas, correto?

  11. HomemSP diz

    Gostaria apenas de alertar sobre informações erradas que estão sendo passadas.

    Luiz Carlos,

    Voce me parece muito prestativo e isso é ótimo, pois precisamos de pessoas assim no mundo.
    Mas voce tem dado informações as pessoas, como se fosse alguém com informações privilegiadas na saude (SUS), mas não é a realidade.

    Recentemente troquei meus medicamentos de 3em1, para 2em1 + dolutegravir.
    Apresentei resistencia ao Efavirenz e com exame de genotipagem, aprovaram a troca.

    Temos direito sim, de exigir medicamentos e um bom atendimento. Todos pagamos impostos.

    • Tiago diz

      HomemSP,

      O Luiz Carlos é grande o suficiente para se defender, mas posso dizer que em NENHUM momento li ele dizer que era totalmente impossível a troca.

      Se eu entendi corretamente, o que ele tem afirmado é que as diretrizes terapêuticas, que os médicos devem cumprir, orientam de forma diferente e que qualquer troca fora dessa orientação só é possível com autorização da câmera técnica – que só considera casos de falha virológica mediante apresentação de exame de genotipagem – ou por contravenção das regras, como parece ter sido um caso aqui reportado, em que uma farmacêutica disponibilizou mediante a apresentação de uma simples receita.

      E desculpe, mas discordo que temos o direito de escolher o medicamento que queremos, sem levar em conta a estratégia coletiva de combate à epidemia e os interesses de todos.

      Tem que ter equilíbrio e paciência, porque – como já dizia a minha avó – Roma e Pavia não se fizeram num dia.

      • HOMEMSP diz

        Tiago,
        O conhecimento está aí, para que cada um tenha a sua opinião e liberdade de escolha.
        Acho otimo que tenha a sua opinião e assim com respeito cada um luta pelo que acha certo, de acordo com as leis vigentes.
        Sua avó deveria ser uma grande mulher!!

        • Tiago diz

          HomemSP,

          Sinceramente, não me sinto minimamente qualificado para opinar de forma muito assertiva ou conclusiva sobre estes assuntos, ainda mais quando se trata de saúde pública face a uma epidemia tão séria.

          Acho ótimo que cada um tenha a sua opinião e lute pelo que acha certo também, mas acho ótimo também que se tenha em mente que se trata de um assunto muito sério e complexo, com consequências potencialmente gravíssimas que tocam a toda a sociedade, e que temos portanto o dever de buscar opinar e até mesmo agir com responsabilidade, baseado em conhecimento, como você mesmo disse e não apenas em “achismo” e desejos pessoais (não insinuando ser o seu caso, ok?)

          Quanto à minha avó, sem dúvida era uma mulher de muito bom senso! Infelizmente não absorvi tanto quanto deveria ou não estaria aqui a comentar…

          Coisas da vida…

    • Luiz Carlos diz

      HomemSP,

      Eu trabalho com pesquisa e implementação de edição genética no Brasil (sim, estamos adotando o CRISPR), trabalho em um projeto de pesquisa de implementação de PrEP para uma fundação brasileira (sim, existem cidades no Brasil que possuem PrEP em teste efetivo há mais de 2 anos), já trabalhei diretamente com o banco de dados do sistema de logística há cerca de um ano atrás, e trabalho com pesquisa para um laboratório particular que não posso divulgar.

      Eu viajo praticamente metade do ano, trabalhando em diversos SAEs e UDMs do país, conversando com farmacêuticos e ouvindo suas histórias e reclamações. Se você quiser achar ou não que eu possuo algum tipo de informação privilegiada, fica à seu critério. O que estou fazendo aqui é transmitir o que é permitido e não é permitido, mas para tudo no Brasil as pessoas acham “um jeitinho”.

      O máximo que tentamos fazer é seguir as diretrizes porque elas foram feitas com um único objetivo. Garantir a sua segurança na adesão do tratamento, bem como o de toda população brasileira. Se você conseguiu o DTG, parabéns, fico feliz por você, que você faça bom uso da medicação e considere-se privilegiado, mas não ache que seus privilégios se estendem à toda população, pois a realidade de quem mora em SP não é a mesma realidade de quem mora em outros estados. A realidade de quem possui o mínimo de estudo e educação não é a mesma que muitas das pessoas que eu vejo que descobrem sua sorologia com 40 anos de idade porque chegam morrendo em um hospital, sendo que nunca na vida fizeram um exame de sangue sequer.

      Esta visão do “temos direito, pagamos impostos”, é a visão mais utópica que se pode ter no Brasil. Não é possível que alguém ainda diga isto, pois é uma frase incrivelmente egoísta, vinda de quem tem acesso a tudo. Se coloque no lugar de quem não tem acesso a nada que, infelizmente, é a grande maioria das infecções por HIV no Brasil, e só assim você conseguirá entender o mínimo do que eu estou falando. Não adianta eu ficar aqui escrevendo um livro sobre casos e casos que já vi, estudei e acompanhei, pois quem vive numa bolha só vê a realidade quando quer, e se quiser.

      Abraços.

      • HomemSP diz

        Luiz Carlos,
        Reitero minhas palavras.
        Pense como quiser.
        Não desejo tomar seu tempo.
        Abraços

      • HomemSP diz

        Luiz Carlos,
        Obrigado pela resposta.
        Esperando a verdade, desejo o maior sucesso que um profissional possa ter em sua carreira.

  12. Theo diz

    Olá pessoal
    Fui diagnosticado a 3 meses e ja estou em tratamento tudo certinho. O problema é que junto do meu diagnostico de HIV/AIDS, fui também diagnosticado com Sarcoma de kapos, nesses 3 meses pra cá que comecei o tratamento não apareceram mais nenhuma lesão e as que já existiam estão diminuindo e perdendo a cor. Gostaria de saber se só com o tratamento com os retrovirais é o suficiente para eliminar as lesões ou será preciso fazer um outro tratamento como a quimioterapia?

    • Caio PE diz

      Que eu saiba , o SK é um tumor decorrente da imunossupressão. Acredito que quando vc descobriu ser portador do hiv, seu sistema imune estava muito baixo. isso é doença oportunista. Seguindo o tratamento regularmente a vida volta ao normal. Acredito sim que a TARV já seja o suficiente.

      • telma diz

        Atualmente, com o uso da terapia antiretroviral altamente potente (chamada popularmente de “coquetel”), a conduta, perante um paciente que começa a AIDS com lesões de SK, é de aguardar a evolução. Normalmente, com este tratamento, as lesões podem regredir espontaneamente dentro de 3 a 6 meses.

        Nos casos mais graves, ou naqueles em que as lesões não regridem com o “coquetel”, pode-se utilizar a quimioterapia sistêmica, como tratamento auxiliar, com excelente resposta.

        • Luiz Carlos diz

          Telma, me desculpe mas preciso lhe fazer uma correção. TARV não é popularmente chamada de “coquetel” há muito tempo, inclusive é uma palavra desencorajada em todos os meios da saúde.

          Abraços.

          • Allan diz

            Boa noite Luís Carlos, você poderia me ajudar tirar uma dúvida? Eu faço uso do 3 em 1 a quase 3 anos, desde que iniciei eu altos níveis de triglicérides e colestel alto, ezima hepatica alterada, sinto muita dor do lado direito do abm. Más o médico diz que o fígado não doe e que o 3 em 1 não causa esses efeitos colaterais. Em relação a ezimas hepatica alteradas, colesterol e triglicérides alto, o que você acha em relação esses efeitos colaterais que estou sentindo? Pode tá relacionado ou não ao 3 em 1? Obrigado

            • Luiz Carlos diz

              Allan,

              Infelizmente eu não posso lhe diagnosticar por aqui pois não sou médico. Por uma questão de ética, estas são questões que somente seu médico pode lhe responder.

              Abraços!

    • Felipe ba diz

      Boa noite Theo ,TB fui diagnosticado com sarcomo no meu caso bem avançado de uma hora para outra surgiu no palato (céu da boca)
      TB surgiu nos tornozelos .
      Comecei o tratamento em fevereiro e hj graças a Deus sumiu com 3 meses de tratamento ele foram embora não se preocupe os antiretrovirais são os principais tramento

  13. AnonimoFer diz

    Pessoal, estou com inguas enormes ao lado direito do pescoço. Esse sintoma é comum? Ainda ñ comecei o tratamento

    • Tiago diz

      Ínguas no pescoço são um sintoma frequentemente associado à infecção por HIV.
      Creio que tendem a diminuir e sumir com o tratamento…

    • Augusto diz

      Sim, é normal. Nas axilas e/ou virilha também. Quando iniciar a medicação tudo passa.

  14. M. diz

    Gente, alguem sabe uma forma a não ser a hidratação abundante de diminuir ou mesmo eliminar a ictericia causada pelo atazanavir?

    • Allan diz

      Olá M, minha médica está querendo trocar o efz para o atanazavir, está medição deixa mesmo a pele amarelada?

      • Caio PE diz

        Em algumas pessoas sim (depende de cada organismo). Mas esa medicação é muito superior ao EFZ (que junto com o kaletra) ninguém merece !

      • SAR diz

        Olá Allan,

        Sei que a pergunta foi direcionada, mas gostaria de deixar minha experiência com o esquema ATV/r, TDF+3TC. Faço uso desse esquema desde que iniciei o tratamento, ou seja, outubro/2016 e minha experiência com ele não poderia ser melhor, tendo em vista, o bicho papão que é o Efavirenz, componente do 3 em 1. Sou moreno e não percebi o amarelão na pele. Nos primeiros meses a região branca dos olhos ficaram bem amareladas, porém hoje, esse efeito colateral é, praticamente, imperceptível. Nunca alguém fez alguma observação sobre. Quanto aos resultados dos últimos exames, não tive alterações significantes, ou seja, tudo dentro dos valores de referência, porém a bilirrubina sempre dá uma alteração. Mas segundo minha infectologista isso acontece e não causa nenhum efeito a saúde. Desejo que se optar pela troca tenhas uma qualidade de vida tão boa quanto eu estou tendo.

        Abraço,

    • Caio PE diz

      A mais indicada seria a ingestão de muita água ao longo do dia, mas dizem que banho de sol regularmente possa ajudar também. Mas deixo a questão para o nosso guru, oráculo, salvador da pátria, Luiz Carlos.

      • Luiz Carlos diz

        Não é questão da hidratação ser “de forma abundante”. Tudo depende do organismo de cada um. A grande maioria das pessoas sequer tem este efeito colateral. Aos que tem, é indicado que mantenham hábitos de vida saudáveis, assim como é indicado para qualquer soronegativo.

        Não adianta comer McDonalds todo dia e achar que vai ficar tudo bem, e isso vale tanto para soropositivos quanto soronegativos. Evitar beber álcool em excesso, diminuir o café e chás com cafeína, tudo isto colabora, e tudo depende do organismo de cada um. Beber água tem que se tornar um hábito de todos, pelo menos o suficiente para manter o corpo hidratado, e nosso corpo é muito bom em dizer quando sente necessidade: beba água sempre que tiver sede.

        Fora que muitas pessoas estão levando isto como se fossem virar os Simpsons, e não é bem assim. O efeito colateral muitas vezes é tão leve que só um médico que está sabendo que há a possibilidade deste efeito colateral consegue observar o amarelamento dos olhos.

        Abraços

  15. paraensepositivo diz

    É bom ver o quanto o tratamento está evoluindo, essa evolução permite que o SUS se dê ao luxo de descartar medição considerada ultrapassada para incluir as mais eficientes e menos tóxicas. Há vinte anos atrás isso soaria impossível.

    • Tiago diz

      Pois é, uma vitória certamente celebrada por algumas ONGs que lutaram bastante pela inclusão do DTG – que alguns consideravam utopia, segundo um relato que li – e que continuam lutando pela atualização dos tratamentos e pelo tratamento como parte fundamental do combate à epidemia.

      Amanhã virá outro ARV e depois outro, cada vez melhores até à cura, tudo correndo bem!

  16. Vida diz

    Luiz Carlos, bom dia!
    Por favor será que vi pode me ajudar. Meu marido está há 1ano e meio tomando 3×1 sem maiores problemas,mas há uns três dias tem tido uma tosse seca bem espaçada . Comei a ler algumas matéria e vi que existe a possibilidade de um soro positivo ter 28 X chances maior de que um negativo de ter tuberculose. Ele não tem nenhum outro sintoma além da tosse. E caso para preocupação? Não falo para ele dessa preocupação , e não quero alerta lo desnecessariamente ele é demais de fechado sobre esse assunto devagar ele teme começado a falar um pouquinho. Obrigada.

    • Luiz Carlos diz

      Vida,

      Desconheço estas estatísticas e diria que, se fossem reais, se aplicariam a pessoas que possuem o vírus e não estão em tratamento. Tosse todos temos por inúmeras razões, muitas das quais são leves e passageiras. Se seu marido se sentir mal, basta consultar um médico no pronto atendimetno fazer uma consulta com o infectologista dele.

      Abraços

    • Tiago diz

      Oi Maycon,

      Não estão dispensando ARVs? Ou estão racionando?

      Se foi num SAE e não conseguiu sua medicação, recomendaria fazer uma denúncia ao MPF, pois a distribuição já deveria ter normalizado, de acordo com o próprio comunicado do MS.

  17. Lecinho diz

    Uma dúvida. Lendo vários comentários e experiencias por esse site, entendi que não podemos tomar alguns remédios sem que seja consultado antes pelo infecto. Eu comecei a um mes e alguns dias o tratamento com os retrovirais. De ontem pra hoje, estou sentindo uma dor muscular, que senti a uns 3 meses atrás,me consultei e o médico passou remedios que curou a dor, até ontem. Minha duvida é? se a dor persistir, eu posso voltar a tomar os remedios receitados por ele?será que vai dar problemas com os que já tomo,pq li que eles inibem alguns remedios. Preciso voltar ao infecto antes de começar a tomar os remedios pra dor muscular??Alguem pode me ajudar??

    • Luiz Carlos diz

      Lecinho,

      Depende do medicamento. Você deve sempre informar a seus médicos os medicamentos que está tomando. TARVs que possuem o Ritonavir na terapia, por exemplo, podem interagir de forma muito forte com alguns medicamentos pois o Ritonavir é um forte inibidor de uma das principais enzimas do nosso organismo, o “caminho” por onde vários outros medicamentos são metabolizados. Quando este caminho é bloqueado, a concentração do medicamento no sangue aumenta e, dependendo do medicamento, o aumento pode ser muito prejudicial.

      Abraços

      • Lecinho diz

        Obrigado Luis carlos. Tomo o dolutgravir junto com tenofovir+lamivudina. Irei informar, caso a dor aumente e eu precise tomar os medicamentos

    • telma diz

      Existe um app que pode consultar qual medicamentos vc pode tomar com os seus antiretrovirais chamado hiv ichart , pode ver pela net tambem esta em ingles mais pela net pode traduzir no google

  18. Vida diz

    Luiz Carlos!
    Muito obrigada. Vc é 1000.
    Muita luz e saúde para Vc.
    Abraços

  19. Maycon diz

    Estão racionando! Entregando em mês fechado. Eu moro há 200km da capital! Tah ruim a coisa.

  20. Maycon diz

    Estão racionando! Entregando em mês fechado. Eu moro há 200km da capital! Tah ruim a coisa.

    • Tiago diz

      Maycon,

      A situação estava ruim mesmo no mês passado, com ruptura/racionamento em diversos lugares, mas supostamente está normalizando, o prazo anunciado pelo MS era meio de agosto. No entanto, como é muito recente, não me surpreende que ainda estejam racionando e dispensando apenas para um mês.

  21. Marcos diz

    LUIZ CARLOS, trabalho no distrito industrial aqui em Manaus e pegava meu medicamento para dois meses, com isso eu evitava tar dando desculpas pra sair ou chegar atrasado no trabalho. Niguem lá sabe, e sendo um direito meu, gostaria de continuar em segredo. Só que esse mês já me negaram e só recebi para um mês, seria possível eu conseguir novamente para dous meses, tentei com a ouvidoria do hospital e eles negaram

    • Luiz Carlos diz

      Marcos,

      A situação de distribuição de TARV ainda não está 100% normalizada. Creio que por um tempo você ainda terá que buscar mês a mês. A liberação está condicionada ao estoque disponível na farmácia, e cabe aos farmacêuticos definirem para quantos dias será a dispensa. Independe do hospital ou do seu médico.

      Abraços

  22. Ph diz

    Eu tb comecei meu tratamento com o famigerado 3×1.
    Foram 6 meses fodas. Não tinha energia pra nada. Nesses 9 meses esqueci de tomar a medicação por 2 vezes. Foram meus 2 melhores dias nesses 9 meses. Não suportava mais, então junto com meu infecto decidi arriscar o Atazanavir.
    Tive 3 dias de cólica e só.
    Nenhum amarelão.
    Eu bebia muita água com medo de aparecer a ictericia. Mas com o tempo fui relaxando. E já passei por alguns dias onde quase não tomei agua. E mesmo assim nenhuma ictericia.
    Meu infecto fala que a susceptibilidade para ictericia com o Atazanavir é genética e aparentemente eu estou no grupo que não tem nenhuma tendência genética.
    Conheci algumas outras pessoas no KiK que também tomam Atazanavir e não tem nada.
    É questão de sorte.
    Pra quem evolui com depressão ou sintomas semelhantes com o Efarivenz, acho que melhor coisa é se dar a chance. Se por acaso a ictericia for inviável esteticamente, você solicita a troca e parte pro próximo (acho que é o Darunavir).
    Não fiquem sofrendo à toa.
    Uma tática boa é deixar pra fazer a troca nas suas férias do trabalho. Se vc amarelar, bom, pelo menos da tempo de tentar dieta e se hidratar. Se não der certo corre no infecto.
    Força pessoal. Vivam a vida.

    Kik Ph_Tc

  23. Pessoal, sobre o Dolutegravir:

    A Assessoria de Comunicação do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV) do Ministério da Saúde me informou que “teremos novidades em breve” e que a previsão é que a divulgação destas novidades aconteça durante o 11º Congresso de HIV/Aids, em Curitiba, entre 26 a 29 de setembro. Os novos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) devem ser divulgados neste evento.

    • Luiz Carlos diz

      JS,

      Eu estarei lá caso você venha para o congresso e queira bater um papo.

      Abraços!

    • Gil diz

      YUHUUUUU!!!!
      Vamos chutar as novidades:
      1 – Junto com as TARV virá um brinde, tipo uma foto do Temer ou do deputado Fufuca.
      2 – Ao retirar a medicação, ganha um dvd com as ideais e discursos do Bolsonaro (certo, peguei pesado…)
      3 – O dolutegravir será incorporado para todos as pessoas que queiram sair de seus esquemas atuais.

    • LucasPE diz

      Maravilha! Que venham ótimas novidades neste congresso. Abraço!

  24. Jp diz

    Pessoal, uma questão está me tirando o sono…
    Em julho fiz teste de CV e ela estava em 80…
    No final desse mes de agosto, fiz sexo sem preservativo (infelizmente)
    O me martiriza é: ” Será que a pessoa com quem transei contraiu o vírus? (fui o passivo da relação)
    “Será que já deu tempo de eu estar indetectável?”
    (Farei meu próximo exame de CV em dezembro)… E aí o que vocês acham?
    Obrigado pela atenção!

    • Tiago diz

      Jp, como você conseguiu transar sem camisinha com alguém, ciente que tem o vírus e sem saber a resposta à sua pergunta, é algo que me ultrapassa… Que irresponsabilidade, cara…

      Para sua sorte e de acordo com as informações que me foram passadas por quem entende do assunto bem melhor que eu, com CV abaixo de 200 cp/ml – também conhecido como valor de supressão viral – o risco de transmissão já é zero, mesmo não estando indetectável.

      Agora, se desde o último exame sua CV caiu ou subiu, vai saber. Se não falhou com o tratamento do mesmo jeito que falhou na cama, muito provavelmente caiu.

      Se cuide e cuide dos outros.
      Juízo!

    • Rômulo diz

      Abaixo de 200 a chance de transmitir é igual a de um indetectável…

      Se vc se trata direito, fica tranquilo !

      Se não for o caso melhor avisar o cara p/ depois n dar m…

    • Caio PE diz

      CV indetectável não significa ausência total de vírus circulante no organismo. Significa que a concentração viral é inferior ao limite mínimo de detecção do exame PCR (que pode ser de 20 ou 40 cp/mm3, dependendo do laboratório). Há sim a possibilidade de você, ou ter transmitido o HIV para a pessoa ou, de até mesmo (caso ele seja portador e possua CV detectável) de você ter sido reinfectado. Por isso a camisinha é fundamental. Correto, Luiz Carlos (ou faltei algo errado aqui)?

      • Luiz Carlos diz

        Caio,

        Camisinha é fundamental, inclusive para evitar a transmissão de outras ISTs porém, como o Tiago falou acima, o limite de supressão viral que é comumente utilizado em pesquisas e foi utilizado inclusive no estudo PARTNER, indica que com CV < 200 cp/ml não há risco de transmissão.

        Para a população geral é transmitido que indetectável é igual a intransmissível justamente para encorajar as pessoas a atingirem este estado e o manterem (e, obviamente, quanto menos vírus circulante, melhor a recuperação do CD4, etc), porém o “indetectável” não representa um valor específico, e sim a capacidade de detecção do exame. Se um exame tivesse um limite de detecção de 1.000 cp/ml (como acontecia nos primórdios), abaixo disso a pessoa seria “indetectável” na visão do exame.

        Ainda assim fica o puxão de orelha Jp, pois devemos sempre nos cuidar. Os casos de sífilis, gonorréia e clamídia têm aumentado muito, principalmente entre a população mais jovem (18 a 24 anos), que muitas vezes negligenciam os sintomas e acabam tendo complicações futuras.

        Abraços

        • Jp diz

          Quer dizer então que NUNCA poderei fazer sexo sexo camisinha?
          Mesmo estando indetectável, Luiz Carlos?

          • Tiago diz

            Jp, se você, estando indetectável, estiver num relacionamento fechado, pode conversar com o seu parceiro sobre a possibilidade de dispensar a camisinha, mas deve ser uma escolha conjunta e antes de o fazer é recomendável que ele teste não só para HIV mas para outras DSTs, assim como você provavelmente deveria testar as DSTs também, considerando que transou sem. Eu informaria o meu infecto sobre esse episódio de risco, para ele decidir.

            Estando os dois livres de DSTs e você indetectável, o risco de transmissão é considerado zero, embora exista uma possibilidade – muito pequena, em torno de 1%, mas existe – de ocorrer um rebote ou blip que eleve a sua carga viral antes de o descobrir num exame seguinte. Num estudo recente, envolvendo casais sorodiscordantes (um + e o outro -) que transação sem camisinha e onde os + estavam indetectáveis, não ocorreram transmissões entre os participantes.

            Se o parceiro for soronegativo, futuramente poderá optar por tomar a PrEP, que é o equivalente à pílula anticoncepcional para o HIV e que poderá dar uma segurança adicional, especialmente contra rebotes e blips.

            Estando você indetectável e ele na PrEP, as chances de transmissão são nulas, mesmo sem camisinha.

            • Verdes Olhos diz

              É bom separar as coisas:

              Indetectável NÃO transmite o vírus, como comprovam cada vez mais e mais estudos. Se a sua preocupação for exclusivamente essa de transmitir, o grande cuidado que você deve ter é tomar os antirretrovirais diariamente, sem falhar.
              Ninguém está livre de contrair – e posteriormente transmitir – outras ISTs. Se a sua preocupação tiver a ver com isso, então o preservativo ainda segue sendo o meio mais eficaz de se proteger.

              Eu vejo muitos comentários misturando a possiblidade de contrair algo como clamídia e a possibilidade de transmitir hiv estando indetectável. Acho que isso confunde e não auxilia nada a diminuirmos o preconceito – que, cada vez mais eu vejo, começa dentro de nós mesmos.

              Abraço a tod@s!

              • Tiago diz

                Oi Verdes Olhos,

                Então, de acordo com a ciência atual, está corretíssimo dizer indetectável = intransmissível, porém não existe garantia absoluta que quem recebeu um resultado indetectável “ontem” continua estando hoje. Ainda que não aconteça da noite para o dia e ainda que as chances sejam muito baixas, entre exames passam-se meses ou até mesmo 1 ano, o que é tempo mais do que suficiente para ficar detectável E transmissível, na eventualidade de um rebote, seja por má adesão ou qualquer outro motivo inexplicado.

                Por isso, num relacionamento estável onde se deseje dispensar a camisinha sem adotar a PrEP, a mim parece recomendável (ou pelo menos bem mais tranquilizante) realizar os exames de CV a cada 6 meses, minimizando chances de dar tempo ao vírus para se multiplicar muito, caso um rebote aconteça entre exames.

                Pelo que li aqui, no SUS a periodicidade do exame para quem está indetectável é de 12 meses, mas para quem tenha condições, existe a possibilidade de fazer particular. O exame de CV não é dos mais baratos (o último paguei +-R$ 370, se não estou em erro), mas também não é dos mais caros e – pessoalmente – sinto que a tranquilidade e prevenção que ele poderá trazer a um casal, sorodiscordante ou onde ambos são soropositivos, vale cada centavo investido.

                É apenas minha visão pessoal, mas do mesmo jeito que entendo que devemos combater o preconceito, é importante fazê-lo com informação precisa, para que essa luta não coloque em risco outra tão importante quanto, que é a que realizamos diariamente contra a própria epidemia, e até para considerarmos e tomarmos precauções adicionais onde e quando elas existam, usando a PrEP por exemplo.

                • Verdes Olhos diz

                  Oi, Tiago!
                  Obrigado pelas palavras em alto nível, é ótimo poder trocar ideias assim.

                  Concordo com você, na verdade. Basicamente, o que médicos e pesquisadores já se sentem mais confortáveis para divulgar é: “Uma pessoa que está consistentemente indetectável, há mais de seis meses, com tratamento diário ininiterrupto, essa pessoa não transmite o vírus”.

                  Então faz todo sentido a gente fazer isso mesmo: tomar os remédios diariamente e verificar a carga viral de seis em seis meses – embora em alguns países da Europa já estejam pedindo apenas uma vez por ano.

                  Agora, o que você falou sobre o lado científico: justamente são pesquisas e estudos científicos, que acompanham centenas de casais sorodiferentes, que afirmam que a pessoa indetectável não transmite, mesmo em anos de relações sexuais sem preservativos. Afinal, em anos de relações, é claro que houve blips, mas mesmo assim não houve contágio.
                  Enfim, o cuidado básico e absolutamente imprescindível é tomar os medicamentos SEMPRE.

                  Abraço!

                  • Tiago diz

                    Oi Verdes Olhos,

                    Desculpe a demora na resposta, só hoje percebi que havia respondido. Então, concordo com tudo o que escreveu, só vale a nota que até mesmo os autores do estudo orientam que a taxa de intransmissibilidade nunca deve ser considerada 100%, apesar dos resultados o demonstrarem efetivamente, apenas se aproximar o máximo possível desse valor. Eles consideram sim a possibilidade de terem ocorrido blips, mas existe também o risco de rebote, sem voltar à indetectabilidade. Felizmente, também esse é relativamente baixo. Se eu entendi direito, durante o estudo 55 positivos sofreram rebotes, sendo detectados níveis de carga viral acima de 200cp/ml, o que levou à exclusão dos dados relativos ao casal do estudo, já que o objetivo deste era a transmissibilidade estando indetectável. Confesso que me perguntei se existe a possibilidade de terem ocorrido transmissões nesses casais, que tenham sido excluídas dos dados, ou se, caso não tivessem participando de um estudo mais controlado, se esses casais teriam realizado os exames necessários para detectar o rebote e evitar um possível transmissão. Sinceramente não sei.

                    O estudo PARTNER oferece mais do que bons motivos para celebrarmos e nos tranquilizarmos, mas todo o cuidado é pouco e vale sempre reforçar a vigilância.

                    Abraços

  25. Ney diz

    Dolutegravir pra mim está sendo uma benção uma revolução. Me sinto muito bem com ele. Que venha mais boas notícias sobre ele. Valeu JS sigamos em frente.

  26. Lesly diz

    Gente, vi a matéria na globo com a trepadeira e olha que notícia maravilhosa! Estou animado com essa pesquisa, parece ser bem promissora!

    • Lesly diz

      Sim! Essa notícia é mais uma vitória em busca da cura! Esse estudo parece ser bem promissor e olha que estamos falando da CURA!

  27. Paulo Soares diz

    Gente sei que tá fora do assunto, mas li que quem já fez profilaxia pode ter o vírus hiv mais resistente, eu descobri recente que tenho hiv, mas antes disso eu tinha feito profilaxia, mas acredito que minha hiv foi contraída bem depois dessa profilaxia, estou com medo de ter um hiv mais resistente… espero que meu comentário seja aprovado dessa vez, pois já tentei comentar antes aqui e não consegui, nem sei pq… por favor me respondam.

    • Tiago diz

      Paulo, até hoje o que li sobre PrEP e vírus resistentes não foi que tem toma ou tomou PrEP tende a pegar ou desenvolver vírus mais resistentes, apenas que ocorreram 2 casos de infecção por vírus mais resistentes em pessoas que estavam na PrEP. Todo o mundo pode pegar um vírus mais resistente. Para quem está na PrEP, as chances são ínfimas, mas existem esses casos, um pouco preocupantes mas muito raros. Estamos falando de 3 casos num total de sei lá quantas pessoas que tomam PrEP e se expõem ao vírus.

      Num dos casos que li, exames indicaram que o HIV havia se tornado resistente a componentes da PrEP, por falhas no tratamento do parceiro soropositivo com quem se infectou, que usava os mesmos componentes.

      Existe ainda um terceiro caso que não envolveu um vírus resistente, mas envolveu pelo menos 90 parceiros sexuais e 200 episódios de sexo anal desprotegido.

  28. Paulo Soares diz

    Obrigado pela resposta Tiago, estou até mais tranquilo em questão de estar com hiv, mas essa questão de vírus resistente me assombra as vezes… se for pra passar por isso espero que seja da melhor forma possível, com os medicamentos menos tóxicos, e se possível nenhum efeito colateral, quero continuar minha vida do jeito que sou agora, aparência saudável e bastante saúde, Deus nos abençoe!!!!

    • Tiago diz

      Paulo, novos casos são tratados com o Dolutegravir, que tudo parece indicar ser o menos tóxico. Eu descobri há dois meses e comecei o tratamento há um e até hoje não senti efeitos colaterais. Quanto a isso, fique tranquilo. Tome direito, hidrate-se, cuide da alimentação e descanse e evite grandes loucuras, especialmente no período de adaptação.

      Também me parece que as chances de pegar um vírus resistente ao DTG sejam baixas, já que o medicamento foi introduzido há pouco tempo. Seria muito azar.

      Abraços

  29. Maycon diz

    Queria tanto que regularizassem a entrega de medicamentos! Não sei o que vou fazer pra ter que ir pra Capital todo mês sem levantar bandeira :/

  30. Maycon diz

    Queria tanto que regularizassem a entrega de medicamentos! Não sei o que vou fazer pra ter que ir pra Capital todo mês sem levantar bandeira :/

  31. paraensepositivo diz

    JS, venho sentindo falta daqueles textos de próprio punho. Fictício ou real, tanto faz. De experiência própria ou de terceiros. Claro que temos que estar atentos a todas as novidades em busca de tratamentos que nos causem menos danos possíveis, ou até uma cura, mas, creio eu, precisamos de exemplos de superaração, de estórias ou histórias de superaração. Tenho notado pessoas à beira de ataque de nervo, depressivas, preocupadas com efeitos colaterais que, hoje em dia quase não vemos. Se você me permite, poderia entremear as postagens com entrevistas de portadores do HIV que convivem e superam o vírus no dia-dia. Poderia ser gente anônima que frequenta o Blog ou até, quem sabe, gente famosa. Porque não ?.

  32. emilio diz

    alguém pode me tirar algumas dúvidas? eu posso comprar meu remédio em vez de receber de graça? quero o melhor e mais moderno. se isso não for possível, que país é esse? temos que ter essa opção sim.

    • Rômulo diz

      Proibida a venda aqui no Brasil, só retirada gratuita mesma.

      O que vc pode fazer é importar… se tem grana sobrando tenta ver algum distribuidor internacional.

    • Jorgito diz

      Tem essa possibilidade sim. Se informe com o seu médico. Existem distribuidoras que importam os medicamentos pra HIV e entregam em casa. Inclusive essas combinações que a gente pega de graça se você comprar os originais acaba sendo de melhor qualidade. Só que fica caro.

    • Tiago diz

      Emilio, como outros mencionaram, existe a opção de importação.

      O ano passado, quando foi anunciado que o Dolutegravir seria distribuído pelo SUS, foi mencionado que por negociação o governo conseguiu adquirir o medicamento por 30% do valor, de em torno de R$480 para R$140 (30 comprimidos). Mas isso é preço de compra em grandes quantidades.

      Importado, para o público em geral, só o Tivicay (Dolutegravir) com 30 comprimidos encontrei online por quase R$2.300. O Viread (Tenofovir) 300mg 30 comprimidos por R$340. O Epivir (Lamivudina) 150mg 60 comprimidos por R$765. Não encontrei equivalente ao 2×1 (Tenofovir 300mg + Lamivudina 300mg) ou sequer o Lamivudina 300mg, apenas 150mg, o que significaria ter de tomar 2 por dia, mais 1 de Tenofovir e 1 de Dolutegravir/Tivicay (4/dia no total). No esquema distribuído tomamos 2/dia.

      Isso seria o equivalente ao esquema inicial usado hoje, o DTG+2×1 (Tenofovir+Lamivudina). Por aí já dá para ter uma ideia do custo mensal, em torno de R$3.400/mês, optando pela importação. Se existem opções mais em conta não sei, mas vale dizer que encontrei o Tivicay mais caro até que o valor que falei acima…

      Abraços

  33. Luquinha diz

    Na época eu tinha quase tudo ,só não tinha a informação
    Me disseram que a medicação só podia ser pelos SUS
    Caminhava em vários corredores longos que parecia não ter fim , me aproximei de uma senhora funcionaria com aparência de uma crista que disse que nada podia fazer por mim .
    Respirei fundo pois o ar já estava faltando , e voltei pelo corredor , vi uma porta com um visor de vidro , estava sentada em frente a um pc uma linda mulher que fumava muito só via fumaça , bati na porta e perguntei , posso entrar ? Me deu um lindo sorriso dentes brancos como a maioria dos negros , você pode me ajudar ? Ela me abraços e falou você não vai morrer e salvou a minha vida e lá se foram quatro anos e meio .

  34. PositivoSP diz

    Alguém me tira uma duvida, por favor!

    Descobrir que sou soropositivo em março de 2017. Então em abril, minha CV estava em 900 cópias e cd4 360. Decidir não começar a tarv. Aí em agosto eu fiz um novo exame e minha CV deu 2700 cópias e meu cd4 500. Eu ganhei 7 kg, ou seja , voltei ao meu peso normal e não sinto nada.
    Minha dúvida eh : pq meu cd4 aumentou se a carga viral tembem aumentou ?
    Pelo que eu entendo, quando uma aumenta , a outra diminui.

    • Luiz Carlos diz

      Não é bem assim, PositivoSP.

      A contagem de CD4 varia o tempo todo. Ela é diferente ao acordar e ao ir dormir. Ela sobe se você fuma, ela sobe se você pega qualquer outra infecção, como uma gripe ou resfriado. A melhor forma de acompanhar o CD4 é através da porcentagem CD4/Linfócitos totais e relação CD4/CD8. Seu CD4 absoluto já está abaixo dos valores de referência.

      Quanto mais você prolongar o início da sua TARV, mais vírus circulante haverá no seu organismo, mais debilitado ele ficará e as chances de você ter outras infecções só aumentarão, sem falar no risco de expor outras pessoas ao vírus. Como você sabe da sua sorologia e recusou iniciar o tratamento, caso você venha a infectar alguém isto é considerado crime, passível de reclusão (Art. 131 do CP).

      O aumento da sua CV só sugere que seu organismo está se entregando ao vírus. Inicie a TARV o quanto antes, fique indetectável e logo você estará recuperando o seu CD4 de forma correta e gradativa. Não deixe falsas impressões lhe darem falsas ideias.

      Abraços

  35. Victor diz

    Quero fazer PrEP, mas não sei onde conseguir o Truvada. Não quero ter que esperar o SUS disponibilizar a PrEP porque ainda vai demorar para ser oferecido pra população geral.
    Posso ir a qualquer infectologista que ele vai saber do que se trata e vai receitar PrEP?
    Tenho medo de gastar dinheiro com uma consulta e chegar lá e o médico nem saber o que é Prep.

    • Luiz Carlos diz

      A portaria que autorizou a PrEP no Brasil foi publicada no DOU em 29/05, fixando o prazo de 180 dias para o início da distribuição pela rede pública, ou seja, no mais tardar no final do mês que vem a PrEP estará disponível.

      Independente disto, seja através da rede pública ou privada, existe uma série de exames e protocolos que devem ser seguidos para a indicação da PrEP, a fim de evitar a criação de cepas resistentes do vírus.

      É necessário um exame de triagem com teste rápido para HIV, sífilis, testes para HBV e HCV, função renal e hepática, identificação de outras ISTs, entre outros exames. Depois dos resultados, em um prazo de 2 a 4 semanas é necessário realizar outro teste rápido para HIV, a avaliação de todos os exames entre outras avaliações psicológicas, para que então o infecto possa lhe prescrever a PrEP.

      O protocolo completo está aqui:
      http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2017/protocolo-clinico-e-diretrizes-terapeuticas-para-profilaxia-pre-exposicao-prep-de-risco

      Abraços

      • Victor diz

        Luiz, muito obrigado pela informação, bem esclarecedora.
        Olhando esse protocolo da Prep do SUS, parece que só quem realmente se envolve em riscos vai poder participar, pois um dos critérios para receber Prep é ter tido relação sexual desprotegida ou ter tido doenças sexualmente transmissíveis…. Então, qual seria o caminho pra conseguir Prep por médico particular? Pois parece que a Prep do SUS vai ser bem burocrática, até porque não existe quantidade de medicamento suficiente para atender toda a população, então eu entendo os motivos dessa triagem.

        • Luiz Carlos diz

          Qualquer pessoa pode solicitar a PrEP Victor. Se você quer praticar sexo sem camisinha ou pratica sexo com outro homem, a PrEP é um direito seu. Não é questão de burocracia, a triagem tem que ser feita seja por via pública ou por via particular. Se uma pessoa que não sabe a sorologia ou está em uma janela imunológica começa a tomar PrEP o vírus pode criar resistência à emtricitabina ou ao tenofovir (que é utilizado na maioria dos esquemas de TARV). Por isto é necessário este cuidado.

          Infelizmente, como sempre, há pessoas que acham que podem fazer o que querem, do jeito que querem, vide exemplos recentes aqui neste post. São estas pessoas que porventura acabam contaminando outras e criando cepas de vírus já resistentes a algumas TARVs. Comprar por comprar, é só procurar online que você encontra a medicação (obviamente não recomendo e condeno esta prática. Nunca se sabe o que realmente está comprando, e se realmente irá receber o produto).

          Se você possui plano de saúde, sugiro ir a um infecto e perguntar sobre a PrEP. A grande maioria ainda não vai saber lhe dar informações ou como prosseguir, infelizmente, pois ainda não estão a par da PrEP e do seu PCDT. Com o tempo isto irá começar a mudar.

          Abraços

      • wellington diz

        Luiz Carlos se possível me tire uma dúvida,se o tenofovir precisar ser substituído por problemas ósseo,qual outro da mesma classe poderia ser indicado ? seria possível o dolutegravir como outra combinação que não seja com tenofovir e lamivudina.Grato !

        • Luiz Carlos diz

          wellington, pode ser substituído pela zidovudina, que inclusive temos no Brasil coformulada com a lamivudina em apenas um comprimido (2×1), assim como o tenofovir+lamivudina.

          Abraços

    • Pedro Rocha diz

      Oba, sexo sem camisinha, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • Paulo Roberto diz

      De novo uma planta, de novo no Nordeste?
      Fui pessoalmente ao Tocantins experimentar a cura da Mutamba, com o Dr. Paulo Gouveia.
      Sem sucesso,
      Parti para o Nordeste em busca de um homem que dizia curar o HIV com Aveloz.
      Sem sucesso.
      Fui a Belo Horizonte, atrás de um senhor que dizia curar o HIV com uma dieta.
      Sem sucesso.
      Em todos os tratamentos, gastei uma fortuna e não aconteceu NADA.
      Não quero desanimar. São só relatos das minhas experiências.

      • Tiago diz

        Paulo,

        Está notícia não trata de dietas milagrosas, chás ou ervas medicinais propostos por um qualquer que se diz médico, curador ou o que seja.

        No caso trata-se de um estudo científico para o desenvolvimento de fármacos, a partir de uma planta. Isso é perfeitamente normal na indústria farmacêutica, boa parte dos medicamentos é desenvolvido a partir de plantas.

        Se vão conseguir a cura ou não, melhor não esperar nem desanimar! Bora viver o melhor possível… A vida já é tão curta, mesmo para uma pessoa saudável…

        • Chloe diz

          Sinceramente, eu não acredito em nada que não tenha passado por testes e os resultados ter sido publicado em artigo revisado por pares. E olha que mesmo assim, ainda é tem uma série de fatores que influênciam em resultados inesperados. Não existe solução simplória para problemas complexos.

        • Paulo Roberto diz

          Entendi, mas é a mesma coisa que houve com a Mutamba e a Avelós. Espero que desta vez o estudo encontre a cura que os anteriores não encontraram.

  36. Maycon diz

    Pessoal, alguém sabe se existe alguma lei que forneça amparo legal, para que pacientes que moram longe de onde se entrega os medicamentos possam retirá-los em uma quantia suficiente para uns 3 meses?

    • Luiz Carlos diz

      Não existe Maycon, e nem pode existir por conta do princípio da isonomia no direito à saúde. Caso a farmácia fosse obrigada a dispensar mais TARV para você, poderá faltar para outros. Recomendo que aguarde a normalização da dispensação.

      Abraços

  37. Ombro Amigo diz

    Da última vez que fiz os exames de HIV, Síflis, Hepatites B e C, a enfermeira do CTA me perguntou se eu tinha feito os exames de Anti-HBS para saber se eu tinha ficado imune para a Hepatite B. Decidi fazer o exame e recebi o resultado hoje: 29,5 mUI/ml. A interpretação do exame diz que acima de 10 mUI/ml é considerado reagente, mas os resultados entre 10 e 100 mUI/ml devem ser repetidos, pois o normal deve ser acima de 100. Alguém saberia interpretar esse resultado? estou muito preocupado!

    • Caio PE diz

      Você já tomou as 3 doses da vacina Hepatite B ? Essa é a pergunta que você deve fazer a si mesmo ! Acredito que pelo Anti- HBS não.

      • Ombro Amigo diz

        Caio PE, eu tomei as três doses da vacina em 2004 nas datas corretas. O que é estranho é que deveria ter dado acima de 100 mUI/ml [reagente] ou menos de 10 mUI/ml [não reagente], mas ficou no meio termo e a única coisa que o exame diz é que eu deva refaze-lo em 30 dias.

    • Luiz Carlos diz

      Acima de 10mUI/ml já é considerado como protegido do vírus, seja por vacinação ou por infecção natural. O que pode ser feito são os exames de HBsAg e anti-HBc para confirmar se foi imunização por vacinação ou após o contato com o vírus.

      Abraços

  38. Ombro Amigo diz

    Luiz Carlos, eu fiz esses outros dois exames [HBsAg e anti-HBc] pelo SUS anteriormente [mas por aqui fizeram apenas esses dois, mas sabe-se lá o porque não fizeram o anti-HBs]. Ambos deram negativo e o anti-HBs deu 29,5. O que achei muito estranho, já que o exame indicou que eu deveria estar acima de 100 mUI/ml. Você sabe o porque dessa quantidade tão baixa de anti-corpos?

    • Luiz Carlos diz

      Ombro amigo, não é quantidade baixa, é tudo relativo ao organismo de cada um.

      Como sempre falo para o Caio PE, se está dentro dos valores de referência, não existe mais baixo ou mais alto. Anti-HBs acima de 10 mUI/ml com HBsAG e Anti-HBc não reagentes indica que você foi vacinado e está protegido.

      Há pessoas que possuem Anti-HBs acima de 1000 mUI/ml, outras ficam na faixa de 15 a 30 mUI/ml. Independente disso, com a confirmação do HBsAG e Anti-HBc não reagentes, você foi vacinado e está protegido de infecções.

      Abraços!

  39. Henrique diz

    Nao esqueçamo de se imunizarem para hepatite A tbm. Caso o infecto nao tenha solicitado questione. Inclusive outras vacinas são importantíssimas para nós soropositivos, sao elas:
    Meningite acwy e b
    Pneumo 23
    Hpv
    Hepatite a e b
    Herpes zoster (se for idoso)

    Caso o tenham feito o exame de ppd (tuberculose) e tenha dado reagente é necessário realizar o tratamento por 6 meses para negativarem.

  40. Pedro Rocha diz

    Cada dia que passa tenho mais pena de vcs! Vcs tem muitas doenças venéreas, Deus me livre de cruzar com vcs na rua.

    • Mineiro diz

      Deus nos livre de “cruzar” com alguém de tamanha ignorância como Vossa Senhoria. 🙏🙏🙏🙏. São pessoas como você que disseminar o ódio, a intolerância, a violência. Tenta rebaixar alguém para se sentir superior. Sinto informar que com essas atitudes, você não se torna superior ou melhor que nenhum de nós aqui, simplesmente demonstra o quão mesquinho e insignificante é a sua presença nesse planeta.

    • Tiago diz

      Pedro, pena tenho eu de você.

      Sua doença é mental – bem mais difícil de tratar – e tem que realmente estar muito doente para vir aqui ao blog com frequência publicar de forma mesquinha e obsessiva “Deus me livre de cruzar com vcs”. Procure um psicólogo ou psiquiatra logo, porque a tendência é piorar com a idade.

    • Tiago diz

      p.s. Se não quer cruzar conosco, veio fazer o quê aqui? Não consegue perceber a insanidade? Tá parecendo a piada do cara que pedia a Deus repetidamente para ganhar na loteria até que encheu o divino que Lhe respondeu “Ajuda aí, compra o bilhete!”

      No seu caso diria talvez “Não quer cruzar com eles? Pare de frequentar o blog (e melhor nem sair à rua)!”

    • Ser+H diz

      Enquanto os cães tolos e sarnentos ladram para se fazer notar, nós cuidamos da nossa saúde.

    • paraensepositivo diz

      Cruza comigo mané. Vou te encher de porrada que não vai ter Pitanguy que dê jeito. Vem !!!.

    • Ombro Amigo diz

      Me pergunto: O que se passa na cabeça de um indivíduo que dispõe seu tempo, sua mente, seu corpo e sabe-se mais o que em um fórum de um site voltado para um público que está interessado em saber mais sobre DST’s e/ou que são portadores de alguma delas? A pessoa que está por trás do nickname Pedro Rocha, não tenha medo de cruzar com ninguém que está aqui, porque você convive com elas sem saber e são pessoas tão normais e comuns como qualquer outra. Aliás, podem até ser melhores, pois se cuidam mais e tem mais consciência do seu corpo e das suas saúde.

      Eu teria pena de você e das quatro pessoas que curtiram seu comentário. Se eu fosse você teria medo de me olhar no espelho e ver o ser desprezível, imaturo, inconsequente e tão medíocre que está xingando os outros. Espero de coração você nunca precisar desses tratamentos para “as muitas doenças venéreas”. Mas que seria bom você ver o dia-a-dia de um hospital referência para o tratamentos das DST’s e ver o quanto as pessoas lutam por continuar com boa saúde.

      Espero que um dia você aprenda a respeitar os outros e não perder tempo despejando asneiras na vida dos outros.

    • SAR diz

      Pedro,

      Fique tranqüilo, certamente o vírus HIV não sobreviveria no seu sangue. Ele precisa de vida pra sobreviver.

      Passar bem!

  41. Maycon diz

    Ah sim Luiz! Pensei o mesmo tbm. É que está sendo meio caro ir buscar essa medicação e inventar desculpas. Pensei que já tivessem normalizado. Vou ver se com insistência eu consigo pelo menos pra 2 meses. Eu estava tão feliz de precisar ir no médico só a cada 6 meses, daí veio essa situação pior que a anterior.

    • Luiz Carlos diz

      Eu entendo Maycon. Infelizmente isto atingiu a todos nós. Alguns mais e outros menos, mas ainda assim, atingiu a todos. Todos estamos tendo que ir à farmácia todo mês, e alguns tiveram que ir mais de uma vez por mês, inclusive. Eu já ando utilizando meus estoques pois volta e meia tenho que viajar, como neste mês, e não vou poder retirar a TARV a tempo, nem terei tempo de ir ao infecto nos estados que estou indo viajar. Enfim, é sempre um transtorno, por isto sempre recomendo a criação de um estoque de emergência. É nestas horas que ele vem a calhar.

      Abraços

  42. Maycon diz

    Ah sim Luiz! Pensei o mesmo tbm. É que está sendo meio caro ir buscar essa medicação e inventar desculpas. Pensei que já tivessem normalizado. Vou ver se com insistência eu consigo pelo menos pra 2 meses. Eu estava tão feliz de precisar ir no médico só a cada 6 meses, daí veio essa situação pior que a anterior.

  43. luiz Gustavo diz

    oi Luiz Carlo,td bom? fiz exames de carga viral,e meu resultado deu inferior a 40 cópias,estou indectactavel,correto? minha cd4 aumentou de 477 para 579.estou a quase 4 meses fazendo tratamento,comecei com carga viral alta de 125 mil copias.. Força galera,agora é se tratar e viver plenamente!

    • Luiz Carlos diz

      Olá Luiz Gustavo, parabéns!

      A maioria dos exames modernos detecta carga viral até 20 cópias/ml. Alguns tem limite de 40 cp/ml e outros de 50 cp/ml. Se no seu exame aparece algo como < 40 cp/ml, você está sim indetectável. Agora é continuar seguindo o tratamento de forma correta e aproveitar a vida 🙂

      Abraços!

  44. Soares diz

    Oi pessoal, vou mudar um pouco o assunto, fui diagnosticado recentemente, desde então venho lendo mtas coisas, inclusive comentários aqui, alguns mto motivadores, que até dão força… e outros mto assustadores, ontem li aqui que alguém teve lipodistrofia 3 mêses após começar o tratamento com o 3 em 1, depois outro falou que mesmo tendo iniciado com a medicação nova desse ano, tb desenvolveu lipodistrofia, mas segundo ele o CD4 dele tava mto baixo, acho que na casa dos 70, será que tem algo haver?
    Essa lipodistrofia me assusta mto, ou qualquer outro efeito que fique visível, dormi mto mal essa noite depois de ler isso, ainda não comecei a tomar os remédios, mas confesso que estou com mto medo.

    • Luiz Carlos diz

      Olá Soares, bem-vindo.

      Em primeiro lugar, fique calmo. Existem muitas notícias sensacionalistas, e coisas que devemos filtrar um pouco, e sei o quanto isto é difícil logo depois de receber o seu diagnóstico. O importante é iniciar o tratamento. A grande maioria das pessoas não possui nenhum efeito colateral, principalmente com a terapia inicial atual.

      A lipodistrofia não é algo para que você se preocupe agora. Nada muda em tão pouco tempo. O ideal para quem toma TARV é seguir as recomendações que são dadas também a soronegativos, como manter hábitos de vida saudáveis, procurar fazer exercícios físicos e evitar excessos, afinal até água em excesso faz mal.

      Abraços!

      • Lecinho diz

        Nunca havia lido sobre essa lipodistrofia.E só pode ter sido isso que me fez perder de uma hora pra outra, massa muscular,o rosto mais magro, as nádegas, barriga,cintura. E nem sei se foi após os remédios,porque foi uma junção de coisas… Sinto que com o tratamento tá melhorando, meu peso ta aumentando aos poucos,não senti nenhum efeito colateral que tenha me feito mal. Minha preocupação é só essa demora pra fazer o exame de carga viral, pra saber como estou.. No mais, tem horas que nem lembro mais que tenho HIV.

  45. Soares diz

    Oi Luiz… não foi bem uma notícia, foi um relato que vi aqui no blog mesmo, e que me apavorou bastante, mas prefiro pensar que essas pessoas só tiverem um emagrecimento mesmo e pensaram que foi essa lipodistrofia…
    Vou me cuidar sim, se não vou enlouquecer, as vezes fico legal, mas do nada vem mtos medos na minha cabeça,leio algumas coisas sobre a cura tb, mas infelizmente acho que não acredito nela muito (espero estar errado) acho mais viável $$ para industria farmacêutica ficar criando esses remédios com menos efeitos, do que achar a cura (não quero desmotivar ninguém a acreditar na cura, mas é assim que penso as vezes, enfim).

    • Luiz Carlos diz

      Volta e meia pensamos assim, acho que todos já pararam um dia para refletir sobre isso, mas temos que lidar com o que temos à nossa frente. Utilizar a TARV de forma correta, mantermo-nos indetectáveis e esperar que, um dia, quem sabe, a cura apareça.

      Abraços!

  46. AnonimoFer diz

    Boa tarde á todos.

    Após um mês do diagnóstico e com os linfonodos gigantescos, consegui pegar o meu medicamento de primeira linha e hoje a noite iniciarei a luta, a busca do indetectável. Espero que os linfonodos diminuam com isto.

    Fiquei meio preocupado, buscar a via algumas pessoas retirando o medicamento e algumas magérrimas, sei que o tratamento pode ser diferente para cada pessoa..

    No meu exame de genotipagem, foi dado resistência do vírus a alguns medicamentos.. tipo o EFZ.. fiquei com mais medo ainda.. pois sei q essee medicamentos não devem ter mais efeitos ao vírus.

    Bom agora e focar e pensar positivo.

  47. PositiveSoul diz

    Olá pessoal, primeiramente gostaria de parabenizar o JS pela criação e manutenção do Blog. Acompanho-o mesmo antes de ter o diagnóstico reagente para o HIV há três meses. Após isso toda a minha tristeza e ansiedade acabaram… Afinal: É ruim? É. Mas há tratamento. O que me aflige até hoje é o acesso da medicação (estou postergando há duas semanas) com medo de ter algum conhecido na SAE da minha cidade. A única coisa que restou é o medo do preconceito – vivo em uma capital com ares de interior, ou seja, todo mundo, de certa forma, se conhece. Gostaria de saber como foi a retirada de vocês da primeira medicação: Houve muita demora? Vocês se expuseram bastante? Nas retiradas posteriores vou contratar um serviço para que peguem para mim. Alguma outra pessoa pega para vocês? O que é necessário?
    Obrigado caso alguém puder me ajudar. Muita luz para vocês!

    • AnonimoFer diz

      Cara, fui ontem buscar meu primeiro medicamento, não durou mais que 10 minutos, cadastro e rapidamente eu sai. Fui na hora do almoço.

      Perguntei para o enfermeiro e aqui passam quase 100 ao dia.. enquanto retirava , criou-se uma fila de espera. Com 5 a 6 pessoas…. e uma delas bem magérrima.

      Agora o lance é seguir, retirei para um mês, logo estarei lá novamente, ontem iniciei com o medicamento. Olhei para ele e tomei, pela primeira vez, misto de desespero e salvação. Nenhum efeito. O meu maior problema é que estou com os lindonodos bem grande.. e espero que baixe logo.

      • PositiveSoul diz

        Fui hoje na SAE da minha cidade. Eu não tinha conhecimento de que precisava realizar matrícula e ter que levar cópia de toda a documentação. Amanhã retorno. Obrigado pela resposta e vamos seguindo em frente!

      • Tiago diz

        AnonimoFer, lembre que tem pessoas perfeitamente saudáveis e bem magras, que podem contrair HIV depois. A menos que conheça a pessoa, não tem como saber se a sua magreza deriva ou não da condição adquirida.

        Abraços!

    • Rodrigo diz

      A farmácia disponibilizará pra você um documento em que você pode indicar alguém pra pegar os medicamentos. Contudo, já li relatos aqui de farmácias que não exigem esse papel, basta você dar seu documento para quem vai buscar.
      Inclusive, há quem contrate motoboys para esse serviço. Na sua farmácia, você será informado.
      No meu caso pessoal, no primeiro dia o farmacêutico me explicou como tomar os medicamentos, os possíveis efeitos colaterais, a forma de armazenamento, interação com bebida alcoólica, etc. Foi rápido.

    • Gil diz

      OLÁ POSITIVE.
      Eu fui com medo, ainda mais que tinha estagiários da universidade que trabalho, mas enfim, ou iria ou ficava sem. Muita gente tira para amigos, estar na fila não quer dizer nada. E aqui entregam sem a caixa e sem a bula, só o frasco com os comprimidos. Dá para ver o nome e o tipo de remédio. Agora as atendentes do SAE me conhecem, faço perguntas sobre o dolutegravir e sobre como está a entrega, atraso, estoque e elas sabem que sou psicólogo, onde atendo, deixei cartões. Elas dizem que tem médicos, dentistas, enfermeiros e pronto. Tem muita gente com HIV e a maioria se trata, COM ACOMPANHAMENTO CORRETO NENHUM ADOECE e segue a vida. Assim saio com meus remédios, plástico transparente que dão, faço cara de paisagem, bem na minha, se encontrar alguém eu cumprimento, se me perguntarem, eu digo.
      O preconceito é do outro e nele nada posso fazer a não ser esclarecer e informar, caso me perguntem. Só a informação mata o preconceito. Se não matar, é maldade do outro, aí, nada podemos fazer a não ser tomar as medidas possíveis. Relaxe, pegue seu medicamento, pois o maior preconceito está, muitas vezes, no nosso medo de mostrar a cara.

      • PositiveSoul diz

        Sábias palavras Gil. Eu acredito que com o tempo vou saber lidar melhor com isso, assim como você aprendeu.

  48. PositivoRJ diz

    Descobrir recentemente que sou soropositivo. Meu último exame deu CV 2700 e cd4 600. SOu assintomático.
    Vcs acham que já devo começar a tarv ou posso esperar mais um pouco ?

    • Caio PE diz

      Isso depende de uma conversa entre vc e o seu infecto. Eu, particularmente eu, começaria logo com o DTG.

    • Rodrigo diz

      Atualmente a recomendação do Ministério da Saúde é início imediato. Mas isso só você e seu infecto podem decidir.

    • Gil diz

      Cara, não deixe baixar sua CD4. Inicie, sim, ainda mais que a medicação agora é muito melhor. Reduza sua carga viral, para que você possa também se sentir seguro em não transmitir, caso ocorra acidente com o preservativo. Um abraço.

    • Tiago diz

      Oi PositivoRJ

      Como outros aqui, eu optei logo pelo início do tratamento, tanto pelo benefício de começar mais cedo, hoje reconhecido por vários estudos, como pela possibilidade de ficar indetectável e não ter de me preocupar com infectar alguém, como o Gil falou.

      Eu comecei o tratamento há um mês com o DTG e não senti quaisquer efeitos.

      Abraços

  49. Caio PE diz

    NUNCA abandone esse site Luiz ! Seus conhecimentos são valiosos demais ! Deus te abençoe !

  50. Ney diz

    Pedro seu filho de uma puta saiba que os que aqui postam estão em tratamento e a maioria está indectavel. E não passamos doenças venéreas. Nós fomos vítimas a maioria está nesta situação não por vontade própria. Ninguém é louco de querer pegar esta doença. Já você desejo realmente que você morra da mais cruel e dolorosa. Sei que tem vindo a este site só com a intenção de nos ataca. Vem sempre querendo nos atingir mas saiba que isto só me fortalece a tomar​ meu remédio e a fica mais saudável que você . Saiba que o mundo da muitas voltas numa dessas a gente se encontra e quem​ sabe você esteja numa situação mais fodida que a minha. Então vou poder sorrir da tua cara como você faz hoje com a minha. Seu bastardo nojento.

  51. Paulo diz

    Bom Dia, gente. É preciso algum cuidado específico pra levar os remédios em voos nacionais?

    • Rodrigo diz

      Sempre levo os meus nas bagagens de mão e com uma receita ou declaração do médico para precaução. Mas nunca foi perguntado, mesmo em voos internacionais.

    • Pedro diz

      Paulo, vc pode levar até mesmo sem a embalagem, não tem problema.

  52. Rafaello diz

    Muito Ibope para esse Luiz Carlos, acho melhor cada um consultar seu médico e ver as possibilidades junto a farmácia da sua região. Pronto falei.

    • Caio PE diz

      Deixe de ser recalcado e invejoso! O Luiz é a nossa salvação aqui (e muitos outros amigos). Todos sempre disposto a um ajudar ao outro, que é o objetivo desse site aqui ! Pronto, falei também !

      • Rafaello diz

        Kkkkk Caio PE… zZZZ recalcado e mimimi… sem saco pra viadinho.

      • paraensepositivo diz

        Caio PE as curtidas ao teu comentário é inversamente proporcional as descurtidas ao comentário do Rafaello. Aliás, Rafaello ???, isso lá é nome de Homem ???.😂😂😂😂

        • Rafaello diz

          Kkkkk …. coitado. aliás é de se esperar né paraensepositivo, que por sinal não é somente a sorologia que é positiva mas sim a acefalia… kkkk

          • paraensepositivo diz

            Égua Rafaello, acho que vou sair de casa agora e me atirar embaixo de uma carreta, por causa do teu comentário.
            Vai tomar no👌 vai !.

            • Caio PE diz

              Com certeza essa Rafaela passou a noite toda positivando seus próprios comentários. Pobre dos dedos dessa infeliz. Procure um psiquiatra, ok ?

            • Rafaello diz

              Nossa as viadinhas aideticas ficaram nervosas com as curtidas… tadinhas das Nordestinas Aideticas…kkkkk

              • paraensepositivo diz

                Ah , a Rafaela além de acéfala é Bairrista e preconceituosa. Não entende de geografia e nem conhece o Brasil, se conhecesse saberia que ele é igual de norte a sul e de leste a oeste. Ah, e antes que eu me esqueça : Sou soropositivo, se tu és aidético, azar o teu.

                • Rafaello diz

                  Tadinha dela… ela volta e meia ataca alguém aqui no blog e quando é atacada fica nervosa… e Brasil igual de Norte a Sul aonde? Graças a Deus não mesmo… bjo ordinária.

    • Tiago diz

      Rafaello, qualquer um pode até tentar com as farmácias sem respeitar as diretrizes do governo, mas saiba que – se conseguirem, seja por ignorância ou indiferença sua e/ou da farmacêutica a essas mesmas diretrizes – será por contravenção a elas e que, como já aqui foi dito, poderá resultar em problemas, senão para você, certamente para a farmacêutica, que assume a responsabilidade pela distribuição.

      Agora, se você não está nem aí para as regras nem para quem possa ser prejudicado por contorná-las, falar o quê? Se é esse o País que realmente deseja construir, força…

        • Tiago diz

          Imagino que dê preguiça, Rafaello, pois saber escutar e respeitar o outro e responder com argumentos à altura ou até mesmo calar ou admitir que não os temos exige usar a cabeça, esforço, humildade e paciência, Rafaello.

          E tudo isso exige maturidade, especialmente na hora de comentar sobre assuntos tão sérios.

          • Rafaello diz

            Tiago, te digo que tenho muita informação para continuar uma discussão contigo durante muito tempo… mas como eu disse no meu comentário anterior chega a dar preguiça mesmo… Perda de tempo… não tô aqui pra ficar chamando a atenção não, muito menos querendo ser a Professora Helena no Blog portanto… PREGUIÇAAAAA… somente preguiça…

    • paraensepositivo diz

      Gostaria de registrar aqui que : O Luiz Carlos é sim merecedor de todo o reconhecimento, por parte das pessoas que frequentam esse blog, é uma pessoa prestativa, atenciosa com todos quanto lhe dirigem mensagens visando esclarecer dúvidas, tem um reconhecido conhecimento do assunto e isso é inegável. Nunca o ví clinicando aqui, apenas fazendo sugestões e dando valiosas orientações e se assim não o fosse, o próprio JS não iria permitir que ele comentasse aqui. Aí surge um cidadão, invejoso, reclamando do IBOPE que ele tem aqui. Acéfalo é você Rafaello que não vê isso. Vai cuidar das tuas lombrigas, que talvez passe a tua preguiça.

    • Luiz Carlos diz

      Rafaello,

      Sempre deixo claro para todas as pessoas buscarem um infecto e consultarem com sua UDM local. Como já citei várias vezes aqui, o Brasil é um país imenso. Existem UDMs que possuem sistema de dispensa totalmente informatizado, e existem UDMs que mal anotam em uma folha de papel o nome de quem pega TARV.

      Eu procuro direcionar quem me procura pedindo ajuda, e ajudar a quem precisa através aqui do blog, do CVV e de alguns outros locais que trabalho mas, como sempre digo, as pessoas devem procurar opiniões de diferentes profissionais, de qualquer área, e seguirem as indicações de quem se sentirem mais confortáveis. Jamais pedi para levar minhas informações e opiniões como verdades absolutas. Não estou aqui pregando nada a ninguém.

      Abraços!

  53. Onde está a moderação deste espaço que “permite” publicações que ofendem, ferem e discriminam à todos? Acredito que este blog não “precisa” desse tipo de mensagens para aumentar sua audiência. Com a palavra o seu autor!

    • Silvio Lindner,

      Os comentários que podem ser moderados são aqueles que violam os Termos de Uso do blog, e isto inclui qualquer mensagem ofensiva, preconceituosa ou discriminatória. Entretanto, algumas vezes, comentários assim escapam ao nosso radar. Quando isso acontece, dependendo do conteúdo, apagamos o comentário depois da sua publicação ou bloqueamos o seu autor, impedindo-o de voltar a comentar neste blog e, possivelmente, também em outros blogs que sejam baseados no WordPress.

        • Rafaello diz

          Me erra Caia, você acha que pode falar o que quiser pra quem quiser sem querer ler ou ouvir? Cai na real…. viadao escroto.

  54. Soares diz

    Oi pessoal, já vi alguns vídeos como esse, que dizem que o limão é uma fruta com efeitos curativos, até mesmo contra o hiv, se fizer o procedimento desse vídeo (talvez mais de uma vez)… não sei, não acredito muito, mas fico curioso se alguém já tentou esse método, segue o vídeo…
    https://www.youtube.com/watch?v=HF1iNrtrtjo alguém aí já fez? até faria pois deve ser bom pra outras coisas, mas limão emagrece demais, sempre fui magro, e tenho medo de emagrecer ainda mais quando começar a tomar a TARV… enfim o que acham?

    • Tiago diz

      Soares, uma boa e equilibrada alimentação, que inclua bastante fruta e sucos de fruta como o limão mas também verduras, certamente não irá curar o HIV, mas ajudará a reforçar a imunidade em geral, não só contra o HIV mas também e sobretudo contra doenças oportunistas.

      Fora que poderá ajudar a amenizar ou até eliminar efeitos colaterais da TARV.

      O limão, por exemplo, tem a capacidade de alcalinizar o sangue, enquanto a vida moderna, com tanto açúcar e produtos industrializados, tende mais a acidificá-lo e sendo que se acredita que um câncer, por exemplo, mais facilmente se desenvolve em ambientes ácidos.

      Limão cura câncer? Não, que eu saiba. Mas se ele alcaliniza o sangue e o seu tende à acidez, então na dose certa poderá ajudar a fazer do corpo por ele regado um ambiente menos propenso a um câncer.

      Só não vá encher a limonada de açúcar, senão uma coisa pode anular a outra, nem tomar uma overdose de limonada. Vale sempre a máxima que tudo em excesso faz mal e que muitas vezes a diferença entre um remédio e um veneno não é a substância, mas a dose administrada.

      Abraços

      • Olha que uma boa alimentação ajuda a melhorar o sistema imunológico isso não existe duvida, agora que o limão “alcalina” o sangue, que deixando o sangue básico isso não procede. Nosso organismo tem uma capacidade de tamponar o organismo e se mudar o pH do sangue assim a pessoa morre. Isso não ocorre de tornar alcalino ou acido o sangue.

        • Tiago diz

          Antonio, foi uma nutricionista que em conversa uma vez mencionou essa qualidade do limão, confesso que tomei a palavra dela como certa e nem verifiquei, mas hoje em dia já nada me surpreende, com tanta moda de “dieta saudável”.

          O que ela me explicou foi que embora o corpo, por si só, tenha os recursos para regular o pH e que os alimentos não influenciem diretamente, a produção de bioprodutos alcalinos da metabolização do limão reduzem o esforço exigido ao organismo para os produzir e que, em caso de insuficiência do organismo, por alguma patologia – por exemplo – esse reforço pode fazer diferença.

          Se a ciência confirma ou nega, realmente não sei dizer, mas irei olhar. Obrigado pela chamada de atenção.

          • Antonio diz

            Ola Tiago
            Legal sua resposta, o que ele disse é o limão ajuda na metabolozação e produção de bioprodutos no seu intestino e que o mesmo vai reduzir o esforço para que o organismo o produza, isso é correto sim. Mas o que eu sei que é balela quando alguém fala que o limão vai mudar o pH do sangue, é tem muita gente afirmando isso e isso é uma grande mentira, por que vc morreria ou ficaria doente. Mas o limão ajudar na produção de bioprodutos ainda no seu intestino ( estômago) isso é provado cientificamente e em fontes seguras, o que aumento o sistema imuno, assim como todas as frutas cítricas e de preferencia sem açucar adicionado.

    • limão em pequenas quantidades de vitamina C e muito flavonóides, mas esta balela de alcalinizar o sangue é besteira total. O efeito bom do limão é por outras propriedades.

    • marcos diz

      AMIGO UTILIZO LIMAO EM JEJUM TODOS OS DIAS, E NAO VEJO ELE TER INFLUENCIA EM CURA DO HIV ( INFELIZMENTE) MAS AJUDA NO SISTEMA IMUNOLOGICO SIM, E UM OTIMO ALIADO, TOMO TAMBEM A PROPOLIS VER MUITO BOM ( VIDE GOOGLE) PARA MAIS INFORMACOES CASO TENHA INTERESSE.ABRAÇOS

  55. Soares diz

    Oi Tiago, concordo com vc, hoje mesmo pesquisei alimentos que ajudam na desintoxicação do corpo, acredito que podem ajudar a amenizar ou quem sabe evitar os efeitos colaterais da TARV, alimentos simples como cenoura,alho, maçã, cebola, beterraba, só preciso consultar o médico se algum alimento não pode ser ingerido junto com a medicação, mas enfim é uma boa dica pra galera, tomar bastante água, comer frutas, legumes, se não gosta bate tudo numa vitamina de manhã, adoçar com mel (nada de açúcar)…Abraços!!!!

  56. Luciano diz

    Olá, vejo vocês falando em serviço de busca desses remedios, alguem conhece algum em brasilia? Sinceramente, ir buscar é a pior parte, é degradante… é quando me sinto exposto e vulneravel, parece que eles querem que passemos por uma situação vexatoria. Se alguem conhecer algum indecto que forneça esse servico me fale por favor, sou capaz de mudar de estado no mei tratamento só para isso… acho um otimo investimento.

    • Pedro diz

      Luciano, experimente perguntar para a farmacêutica se eles tem contato de algum motoboy que presta este serviço. Aqui na minha cidade em Uberlândia liguei lá e ela me passou o número de um cara que entrega pra várias pessoas aqui na cidade. Ele me cobra 15 reais pra fazer este serviço. eu apenas ligo na farmacia antes avisando que ele vai buscar e ele entrega na porta da minha casa. Até hoje só fui na farmácia uma vez na vida pra fazer o cadastro. Boa Sorte!

      • Jr diz

        Olá Pedro, também sou de Uberlândia. Você pode me passar o contato desse motoboy? Tem dado tudo certo para você? Ele é de confiança? Abs…

        • Pedro diz

          Jr, não sei se é permitido enviar números aqui no chat, mas basta você ligar pra moça da farmácia la na medicina e perguntar, ele entrega pra várias pessoas na cidade. 99210-7060 ( João )

  57. Lucas Fialho diz

    Olá a todos

    Meu nome é Lucas Fialho de Araújo Barbosa, estudante de engenharia da USP.

    Estou fazendo serviço de entrega(grande São Paulo) de medicamentos.
    Garantia de descrição.

    Aos interessados e maiores detalhes entrar em contato por:

    Email: lucas.the.ludo+med@gmail.com

    Telefone e whatsapp: (11)985456080

  58. Cbb diz

    Ao Luiz Carlos ou outra pessoa que me possa elucidar sobre algo que vem me dando “dores de cabeça”, passe o termo. Quanto tempo demora pra começarmos a nos ressentir dos efeitos tóxicos do ARVs?
    Só pra lembrar que eu faço uso do ARV 3×1 efavirenz 600mg, lamivudina 300mg, tenofavir 300mg de fabrico Indiano. Abraços

    • Luiz Carlos diz

      Cbb, é impossível dizer.

      Varia muito de organismo para organismo. Algumas pessoas sentem efeitos adversos (principalmente psicológicos) já nos primeiros meses com o EFZ. Já efeitos hepáticos, por exemplo, podem levar anos para aparecer, ou podem nem aparecer.

      Abraços!

  59. Antonio diz

    Ola CBB, eu uso a mesma combinação de vc, no inicio tinha alguma dores as vezes, ai aumentava a quantidade de água que tomava e tudo resolveu! Na verdade não tive efeito tóxicos não, o que eu tinha era tontura no inicio, entao tomava e ia dormir, agora não tenho mais.

  60. telma diz

    PROBLEMAS DE SAÚDE MENTAL E EMOCIONAL

    Relatos de casos de depressão grave relacionada com o dolutegravir
    Michael Carter
    Publicado em: 05 de setembro de 2017
    A depressão grave pode ser um efeito colateral do tratamento com o medicamento anti-HIV droletegravir. Na medicina do HIV , clínicos da Holanda relatam dois casos de início rápido de depressão grave após o início do tratamento com a droga. Os autores estão convencidos de que o dolutegravir foi a causa. Em nenhum dos casos, o paciente apresentou fatores predisponentes ao início rápido da depressão e nenhum paciente foi tratado com antidepressivos. Em ambos os casos, os sintomas foram rapidamente resolvidos após a descontinuação do dolutegravir. “Isto sugere fortemente uma relação causal”, comenta.

    Dolutegravir pertence a uma classe de anti-retrovirais conhecida como inibidores da integrase. Foi co-formulado com abacavir / lamivudina fornecendo um potente tratamento contra o HIV em uma única pílula ( Triumeq ).

    Os efeitos colaterais neuropsiquiátricos associados a dolutegravir severos foram raros nos ensaios clínicos que levaram ao licenciamento da droga. No entanto, taxas mais altas do que esperado de eventos adversos neuropsiquiátricos foram relatadas em configurações clínicas de rotina. No ano passado, os médicos relataram taxas de descontinuação de até 14% , com pessoas mais velhas e mulheres especialmente susceptíveis de desenvolver efeitos colaterais neuropsiquiátricos e parar de tomar o medicamento.

    Os últimos casos envolvem homens de meia-idade na Holanda.

    O primeiro homem tinha 58 anos e recentemente diagnosticado com HIV. Sua saúde mental e física era boa e ele não tinha co-infecções ou co-morbidades. Um mês após o diagnóstico, o homem iniciou a terapia com Triumeq , que ele levou antes de ir para a cama. Sintomas depressivos logo apareceram. Dentro de uma semana, ele relatou sentir-se sombrio, seguido logo pelo surgimento de depressão severa. Ele desenvolveu a paranóia e tornou-se muito temperado. Os testes laboratoriais não identificaram uma causa. Terapia com Triumeqfoi descontinuado e substituído por elvitegravir / cobicistat / emtricitabina / tenofovir. Dentro de uma semana, seus sintomas melhoraram e desapareceram completamente após 20 dias. Três meses após a mudança de tratamento, o homem era emocionalmente estável e não experimentou uma recorrência dos sintomas depressivos.

    O segundo caso envolveu um homem de 52 anos que mudou para Triumeq de um regime baseado em efavirenz após queixar-se de cansaço. No momento da mudança, sua carga viral era indetectável e sua contagem de células CD4 era normal. Ele não teve história de doenças psiquiátricas, co-infecções ou co-morbidades significativas. Dois meses após o início do Triumeqele ficou suavemente deprimido, mas não disse a seu médico. A terapia com dolutegravir continuou por quatro meses e o homem desenvolveu pensamentos suicidas. À beira de uma séria tentativa de suicídio, ele foi internado em uma unidade psiquiátrica. Testes laboratoriais não revelaram anormalidades e nenhuma outra causa pode ser identificada. No dia da admissão, ele trocou a terapia anti-retroviral para darunavir / tenofovoir / emtricitabina. Após cinco dias, ele era suficientemente estável para ser descarregado. Duas semanas depois, seus sintomas depressivos haviam quase resolvido e três meses depois ele estava totalmente ativo sem sintomas psiquiátricos.

    Os investigadores estão convencidos de que a ausência de problemas de saúde mental pré-existentes, o início rápido dos sintomas após o início da terapia com dolutegravir e a melhora em seus pacientes após a interrupção do medicamento sugerem uma relação causal entre a droga e a depressão grave. Eles observam que seus pacientes estão longe de serem únicos e que outras séries de casos foram relatadas sobre pessoas que descontinuaram o dolutegravir devido a efeitos colaterais neuropsiquiátricos.

    No entanto, essas altas taxas de descontinuação são inesperadas. Em ensaios clínicos, menos de 2% das pessoas pararam o dolutegravir devido a efeitos colaterais sérios de qualquer tipo e apenas 0,1-0,6% das pessoas descontinuaram o medicamento por causa de pensamentos suicidas.

    Eles observam que em 50 casos relatados espontaneamente de pensamentos suicidas relatados ao fabricante, uma história psiquiátrica detalhada só estava disponível para 20 pessoas. Em 16 dos 20, o indivíduo teve uma história prévia de problemas de saúde mental. Quatro das cinco pessoas que cometeu suicídio dentro de seis meses do início do dolutegravir tiveram história de depressão. Em contraste, nos dois casos recém-relatados, não havia histórico de má saúde mental.

    Os autores sugerem que as concentrações elevadas do fármaco podem estar ligadas à ocorrência de efeitos colaterais neuropsiquiátricos.

    “Precisamos de estudos clínicos e farmacocinéticos para definir com precisão o desempenho geral do dolutegravir na prática clínica em relação a eventos adversos neuropsiquiátricos, particularmente em populações geralmente sub-representadas em ensaios clínicos”, escrevem os autores.

    Referência

  61. Maycon diz

    Excision BioTherapeutics arrecadou dinheiro para mover o que vê como uma cura para o HIV na clínica. O patrocinador da Stemcentrx, Artis Ventures, liderou a rodada de sementes de US $ 10 milhões para equipar a Excision para iniciar o teste humano de seu ataque habilitado pelo CRISPR contra o vírus latente do HIV.

    A Excision, com base em Filadélfia, é construída em pesquisas realizadas na Escola de Medicina Lewis Katz da Universidade de Temple. O trabalho levou a um artigo publicado no ano passado, no qual o co-fundador da Excision, Kamel Khalili, Ph.D., e seus parceiros administraram um multiplex de RNAs guia (gRNAs) e Staphylococcus aureus Cas9 a camundongos infectados pelo HIV. A equipe projetou o tratamento para remover um grande fragmento de DNA essencial do HIV.

    Os resultados do estudo promovem a crença de Excision de que seu candidato pode eliminar o provírus do HIV de todos os tecidos do corpo sem causar efeitos genotóxicos e edição fora do alvo.

    Essa crença levou a fundação da Excision em 2015. Tendo gerado dados de animais para respaldar a crença, a Excision tem grandes esperanças para a abordagem.

    “Estamos no presente para curar pacientes com HIV”, disse o CEO da Excision, Thomas Malcolm, Ph.D..

    A excisão vê um biológico biológico de HIV CRISPR Cas9 / gRNA baseado no trabalho de Khalili – EBT101 – como o melhor tiro para atingir este objetivo elevado. O plano é encerrar estudos IND-permitindo do candidato nos próximos meses e entrar na clínica no final do ano que vem. Esse pequeno teste atuará como um teste precoce da segurança e, em menor medida, a eficácia do EBT101 e seu sistema de entrega.

    Alguns dos projetos de Khalili usaram vetores de vírus adeno-associados (AAV) para entregar sgRNAs e Cas9. Mas a Excision agora está olhando uma abordagem lentiviral.

    “É realmente mais específico para os tipos de células que possuem esse vírus latente. O próprio HIV é um lentivírus, por isso faz sentido usar um shell lentiviral para oferecer o tratamento “, disse Malcolm. “Estamos mostrando que podemos acessar facilmente todos esses reservatórios com essa abordagem”.
    O plano para ensaios posteriores é o uso de EBT101 para atingir esses reservatórios em pacientes que tomam coquetéis de inibidores de HIV para controlar o vírus. Esses coquetéis, como Genvoya de Gilead, reduzem as cargas virais do HIV para níveis indetectáveis ​​na maioria dos pacientes. Mas, embora isso tenha melhorado significativamente os resultados, a Excision confia em que um produto que erradique o vírus ainda encontre um mercado.

    Essa confiança é baseada no que Malcolm chama de “bagagem” que vem com coquetéis. Esse termo cobre o risco de não conformidade com o regime de tratamento diário e as comorbidades comuns em pessoas que vivem com HIV, embora haja evidências sugerindo que o tratamento com terapia anti-retroviral moderna reduz o risco dessas complicações.

    A outra lacuna, que está ligada ao risco de descumprimento, decorre do potencial do HIV para desenvolver resistência às drogas. Isso está acontecendo hoje. Um estudo do CDC descobriu que 16% dos pacientes diagnosticados com HIV em 10 áreas metropolitanas de 2007 a 2010 apresentaram vírus resistente a anti-retrovirais. Um estudo da OMS descobriu que mais de 10% dos pacientes que iniciaram o tratamento em seis dos 11 países pesquisados ​​na África, Ásia e América Latina tinham uma cepa resistente.

    Malcolm vê isso causando grandes problemas na linha.

    “É uma bomba-relógio”, disse ele. “É apenas uma questão de tempo antes de começar um outro paciente zero, que será totalmente insensível a esses cocktails inibidores e voltaremos para onde estávamos nos anos 80”.

    A Excision planeja se afastar desse cenário ao desenvolver EBT101. Paralelamente, a biotecnologia está trabalhando em uma série de programas de estágio anterior, dois dos quais se mudará para estudos em animais usando o dinheiro da sementeira. O sucesso nesses estudos seria a excisão para mover os candidatos contra o vírus JC – a causa da leucoencefalopatia multifocal progressiva – e o vírus herpes simplex na clínica nos próximos dois anos.

  62. Maycon diz

    Voltarmos para a década de 80? Não que não seja possível, mas no Brasil a pessoa teria que ser um ninja pra atravessar tantos medicamentos em seu tempo de vida. Mas é interessante que haja esta preocupação, pois a mutação e seleção artificial, é perigosa quando feita por leigos e com um patógeno tão agressivo.

  63. telma diz

    Novo medicamento nao quer dizer que o mesmo nao tenha efeitos graves a longo prazo , se referindo a dolutegravir que so foi aprovado em 2014 , entao tomem muito cuidado ao achar que remedios novos podem ter menos efeitos colaterais pra vc , pq cada corpo reage diferente um do outro as drogas anti-hiv ,pelas pesquisas que eu andei fazendo na net esse remedio esta sendo associado severamente a depressão e paranoia analise bem os efeitos dos seus remedios usados hoje antes de se arriscar em propagandas de laboratório e fazer a troca .

  64. Paulo Roberto diz

    Eu fui infectado em 1993. Comecei o tratamento em 2008. Todos os dias venho para a Internet, procurar notícias sobre cura. Confesso que ultimamente ando meio deprimido, mas… não tenho visto notícias promissoras nas quais possamos confiar. E isso me deixa mais e mais deprimido.
    Será que vamos conseguir vencer este vírus? Como dizem que haverá cura até 2020, embasados em quê?
    E sobre as curas com plantas, já postei aqui no blog, que já usei tudo o que podia – Mutamba, Avelóz, tudo o que dizem curar eu já tentei.
    No meu desespero, em 1994, fazia consulta até com um homem que dizia ser porta-voz de ETs. Pode parecer loucura, mas é verdade.
    Terapia dos Cristais, Reiki, Autohemoterapia, Terapia do Limão, tudo, tudo eu tentei.
    Há alguma novidade na qual possamos realmente confiar, há alguma chance de cura real? Eu não tenho visto NADA ultimamente.

    • Luz diz

      Nossa Paulo Roberto como ficou tanto tempo sem tratamento? vc ficou bem? como está agora?é bom ouvir essas experiências….tudo bom pra vc…

      • Paulo Roberto diz

        Sim, Fiquei este tempo todo sem tratamento, porém, monitorado. Fazia exames de seis em seis meses. Era indetectável. Porém, em 2008, sob orientação médica, baseado no novo protocolo do Ministério da Saúde, iniciei o tratamento.
        Fiquei bem este tempo todo, sem medicamentos. Porém, agora, com o tratamento, os efeitos colaterais têm me feito muito mal.
        Já tive trombose, minhas taxas de colesterol e triglicérides vivem nas alturas, e desenvolvi Refluxo.
        Não, não está fácil, ainda mais porque meu médico se recusa a trocar minha medicação.
        Isso tudo me causa muito transtorno, uma vez que não posso caminhar por conta da dor nas pernas, e estou deprimido por causa disso. Tenho crises de pânico frequentes.
        Mas vai passar.
        Eu quero, anseio pela CURA.
        Quando será, meu Deus, que nos livraremos desse vírus???

  65. JúniorPersonal diz

    Excelente blog, poderiam não existir “bate-bocas” e sim harmonia, opiniões construtivas e motivadoras.

    • Tiago diz

      Pois é Júnior,

      Tanta coisa boa para construir e fazer na vida, para ficar perdendo tempo, energia e alegria causando com palhaçada de baixo nível.

      Infelizmente é a realidade com que temos que lidar não só na rua mas não internet, que volta e meia aparecem pessoas que, seja por falta de amor, ambição, foco, inteligência ou esforço, desperdiçam seu tempo de vida e suas próprias oportunidades, distraídos correndo atrás e jogando pedras nos outros que julgam mais fracos.

      Que triste vida.

  66. Luz diz

    Vi agora no face um Sr que vive com hiv desde 1983, e em ótima forma ele, se chama “Tez Anderson” creio que seja americano e é ativista pela causa…

  67. Soares diz

    Fiquei curioso com a história desse sr americano e do Paulo Roberto, são controladores de elite?
    Se caso eu for um controlador de elite, acho que eu nem tomaria a TARV, você era ou é um controlador de elite Paulo Roberto?

    • Paulo Roberto diz

      Sim. Mas pelo protocolo do Ministério da Saúde, é aconselhável que todos tomem o medicamento o mais cedo possível. E uma vez iniciado o tratamento, não se pode parar.

      • Soares diz

        Poxa estranho, pois você viveu tantos anos bem sem a medicação, pelo o que vc falou, enfim… espero que vc procure então outro infecto, ninguém merece ficar tomando remédios que dão efeitos ruins, abraço!

        • Paulo Roberto diz

          Amigo Soares, vou procurar outro infectologista e pedir para trocar minha medicação.
          Não sei se todos os medicamentos causam esse transtorno de aumentar triglicérides e colesterol, mas o médico deve saber.
          Grande abraço!

          • Soares diz

            Paulo Roberto, desculpa intrometer, mas creio que nesse seu caso seria mais alimentação mesmo, procure se alimentar de 3 em 3 horas, evite mta açúcar e comidas gordurosas, coma coisas saudáveis como frutas, pão integral, e tb alimentos que ajudam na desintoxicação do corpo como, couve, cebola, cenoura,maçã, entre outros, enfim, consulte uma nutricionista, alguns ctas acostumam a ter, abraço!

            • Paulo Roberto diz

              Soares, é o que eu faço. Eu mesmo cuido da minha alimentação – como eu sou sozinho, eu mesmo me viro na cozinha.
              Não, não é questão de alimentação.
              Segundo estudos que já li, o próprio vírus aumenta o colesterol e os triglicerídeos, e com o medicamento, isso é uma bomba – para quem tem tendência, claro.
              Mas é uma boa idéia procurar uma nutricionista.
              Obrigado!

  68. Luciano diz

    Assim como você prefiro o anonimato, mas isso não me impede de querer lutar por direitos das pessoas que vivem com o vírus HIV. Como militante, pensei em uma forma de assegurar que haja igualdade formal, material e a igualdade como reconhecimento, sendo esses os conceitos mais contemporâneos de igualdade aos quais fazemos jus, assim como outras minorias.
    Além das consequências físicas que o vírus nos submete, temos os efeitos dos remédios e a estigmatização social. Nesse sentido, quero iniciar um movimento, no seu site e de provocar os ativistas de HIV para que nós possamos, lutar pelo reconhecimento de alguns direitos. Queremos sim, trabalhar e viver integrados à sociedade, mas não podemos sonhar que somos iguais às pessoas sem o HIV e isso demanda a construção de políticas públicas pela efetivação e promoção de nossa igualdade, a única medida que podemos pleitear é o tratamento equiparado às que possuem deficiência física, nossa doença é incurável, estamos sujeitos ao preconceito constante, além dos efeitos físicos e medicamentoso que estamos obrigatoriamente submetidos, temos a limitação psíquica e social. 
    Apenas o direito ao sigilo de nossa condição não consegue nos promover a um status de igualdade com os demais, temos que obter uma medida mais eficaz, enquanto a tão esperada cura não vem. Não estou propondo que inventemos a roda, desde 2005 o Reino Unido editou o Equality Act, que equiparou os direitos dos portadores de HIV, Câncer e Esclerose Múltipla desde o seu diagnóstico aos direitos dos portadores de necessidade especial. Podemos verificar isso no seguinte link: https://www.gov.uk/definition-of-disability-under-equality-act-2010 
    Define o HIV da seguinte forma: Progressive conditions A progressive condition is one that gets worse over time. People with progressive conditions can be classed as disabled.
    However, you automatically meet the disability definition under the Equality Act 2010 from the day you’re diagnosed with HIV infection, cancer or multiple sclerosis.

    Não se trata de tratar os portadores de HIV como incapazes, mas reconhecer que eles podem ser integrados e que possuem capacidade de trabalho, mas devem ser beneficiados com alguns direitos, para promover uma igualdade de fato com as pessoas que não possuem tal condição, como por exemplo o direito a aposentadoria especial, reserva de vagas em concursos públicos entre outros.

    Tal medida é algo que deve ser encabeçado por todos nós, mandando e-mail para parlamentares, para os grupos de apoio e para as pessoas que se mobilizam. 
    Ainda sobre essa matéria, notícia do site: http://www.aidsmap.com/The-iDisability-Discrimination-Acti-and-the-iEquality-Acti/page/1497533/

    Under the legislation, all people with diagnosed HIV are considered to be ‘disabled’, although this is probably not a term that many people with HIV would otherwise identify with.
    Being considered disabled gives people with HIV protection against discrimination in many aspects of employment, including the recruitment process

    Aguardo sua resposta, talvez um post sobre isso seja algo interessante para gerar uma mobilização.

  69. Oi,Boa noite, li em algumas postagens antigas que possuem um grupo de amizade e compartilhamento no KIK. Gostaria ds participar. Descobrir ser soropositivo a menos e 4 meses e estou “meio perdido”. Meu nick seria alexandretic

  70. juniorpersonal diz

    Galera massa,aderi ao KIK(juniorpersonal),caso alguém conversar! abraços P.S:Devemos sempre pensar coisas boas 😉

  71. PH diz

    Luiz Carlos.. Fui diagnosticado e comecei o tratamento faz 3 meses.. Comecei com DTG..Na época meu cd4 tava 320 e cd8 800.. Fiz meus exames de cd4 e Cd8 ontem… Cd4 560 e Cd8 1330..Não achei que aumentou muito.. Isso é normal?…
    Carga viral ainda vai sair essa semana ainda..Vi que a porcentagem entre eles ficou abaixo da referencia… O que poderia significar isso?!

    • Luiz Carlos diz

      PH,

      Os números absolutos de CD4 e CD8 não são indicativos tão confiáveis da progressão do tratamento, pois eles podem variar com outras infecções, como um simples resfriado, ou de acordo com o horário de coleta (a contagem de CD4 pela manhã é diferente da contagem de CD4 à noite, por conta do ciclo circadiano). O que importa mais é a porcentagem de CD4/Linfócitos totais e a relação CD4/CD8, além de, obviamente, da redução da Carga Viral.

      Hoje em dia já as novas diretrizes já pedem que o exame de CD4 seja realizado apenas anualmente, já que a redução da Carga Viral até níveis indetectáveis é o indicador mais confiável de boa adesão ao tratamento.

      O aumento dos níveis de CD4 é relativo a cada organismo. Algumas pessoas podem recuperar o CD4 muito rapidamente, outras podem ter recuperação muito lenta. Sua relação CD4/CD8 aumentou de 0.40 para 0.42, que já é um bom indicativo. Sugiro que aguarde o exame de Carga Viral, mas em linhas gerais, o aumento do CD4 representa já uma boa recuperação do seu sistema imunológico.

      Abraços!

  72. Andeson diz

    Alguém sente ou já sentiu dores fortes de cabeça com o uso de antirretrovirais? Eu uso o 3 x 1 (Fumarato, Lamivudina e Efavirenz). Eu senti uma dor forte semana passada no trabalho, como nunca tinha sentido antes. Parecia que a minha cabeça iria explodir. Muito estranho mesmo. Gostaria de saber se alguém já sentiu isso?

      • Andeson diz

        Comigo depende do dia. Tem dia que está tudo normal e tem dia que dá sim uma dor de cabeça. como citei acima. O problema foi nesse dia que falei, que doeu muito minha cabeça. Cheguei a chorar de dor, pois parecia que minha cabeça ia explodir. No trabalho ninguém entendeu nada, porque ninguem sabe, mas acharam estranho o meu comportamento. Outra coisa também é que o 3 X1 me causa é depressão. Eu já tenho um certo problema com a depressão (já fiz até tratamento para isso) e parece que o 3 X1 agrava os sintomas dessa depressão.

        • juniorpersonal diz

          Vc usa o app KIK?Caso tenha,me chama pra trocarmos ideia (juniorpersonal),vlw.

  73. novavida30 diz

    pessoal, alguém aqui convive com neuropatia periférica? Há algo que se possa fazer para reverter esse quadro?

    • nada diz

      Cuidado com esse diagnóstico. Alguns médicos dão o diagnóstico baseado apenas em laudos de exames com eletrodos. Procure um neurologista de referência para confirmar. Muito comum ocorrerem falsos positivos.

      • novavida30 diz

        Nada, venho sentido dores estranhas nos braços, mãos e pernas. Além disso, sinto muitos espasmos musculares ( fasciculações). Eu soube que isso é grave e os danos são irreversíveis. Você tem algum conhecimento sobre isso ?

  74. Amigo Buscador diz

    Olá pessoal,sou profissional da areá da saúde,estou oferecendo o serviço de busca e entrega de medicamentos para HIV.
    Você que é de Campinas\SP e tem uma rotina corrida que o impossibilita de ter tempo de ir buscar a medicação,ou por algum motivo tem vergonha de ir buscar ou é muito longe e fora de mão para você,eu busco e entrego onde você combinar,de forma discreta e rápida.
    Quem se interessar pelo serviço segue abaixo meu email:

    buscador.conforto@gmx.com

    Abraço.

  75. Lucas diz

    Bom dia, gente, gostaria de saber se alguém aqui experimentou perdas cognitivas consideráveis com o TARV, pergunto isso pois sou concurseiro e tenho muito medo de não conseguir passar num concurso por conta dessas perdas, li coisas aqui no blog que me assustaram, estou com muito medo, estou desesperado.

  76. Soares diz

    Oi pessoal, por favor se alguém pude me ajudar agradeço muito…
    Tem um mês que descobri que tenho hiv, pela minha conta estou contaminado de 12 a 10 meses, mas nem sonhava, nunca fui de sair fazendo sexo sem segurança. enfim não vem ao caso isso… acontece que hoje fui no cta resolver umas coisas, e a atendente me falou que eu podia ver o meu exame de CD4 e Carga viral que tinha feito no dia 31/08, achei estranho prq dizem que só sai uns 20 dias depois, mas enfim eu quis ver, aí tava o seguinte CD4 800 % 33,46, CD8 735 % 30,76 , carga viral 9455 cópias, estou mto assustado, CD4 está ótimo, mas essa carga, isso é realmente muitissimo alto?
    Aí fico com neura que já li umas coisas de hiv 1 e hiv 2, que esse 2 abaixa o cd4 mais lento e não sei oq mais… meu infectos é só dia 26/09, mas fiquei com muito medo dessa carga, algúem já teve assim? me falem algo please.

    • Soares diz

      Esqueci de colocar que eu não iniciei a tarv ainda, provavelmente só depois do dia 26, nem sei como é, sou novo nisso tudo!

      • Pedro diz

        Soares, na verdade sua carga viral ta bem baixa. Quando eu descobri o meu estava em 77.000 e meu infecto disse que não era alta. E seu cd4 ainda está excelente, agradeça por ter descoberto sem maiores prejuízos ao seu sistema imunológico e inicie com a medicação e em pouco tempo provavelmente estará indetectável.

Deixe um comentário.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s