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Câncer & HIV

Nos últimos anos, a International Aids Society Conference on HIV Science, a IAS, incluiu um simpósio especializado na pesquisa da cura do HIV, que sempre antecedeu o evento principal. E este ano não foi exceção, com apenas uma pequena mudança, a começar pelo nome: HIV Cure and Cancer Forum — isto é, um fórum sobre o câncer e a cura do HIV.

O título do evento parece reafirmar uma percepção atual entre muitos cientistas sobre aspectos comuns entre duas doenças distintas: o HIV e o câncer. Antes de falar das semelhanças entre elas, é importante ter em mente que estas são doenças distintas entre si porque há muitas diferenças entre elas. Foi isso o que bem lembrou Monsef Benkirane, do Instituto Francês de Genética Humana, na sua palestra de abertura. Enquanto o HIV é causado por uma infecção, o câncer é geralmente decorrente do mau comportamento espontâneo de algumas células. A exceção está apenas em alguns tipos específicos câncer, cujo mau comportamento das células pode mesmo ser provocado por infecções.

No entanto, no coração das células é que surge a semelhança entre estas duas doenças: tanto para o HIV quanto para o câncer, a questão parece ser a mesma: ambas células cancerosas e células infectadas pelo HIV possuem um material genético trapaceiro. No caso do câncer, este material genético leva as células a crescer incontrolavelmente. No caso do HIV, à derrubar o sistema imunológico. O fato de ambas estas doenças concentrarem-se em uma disfunção do núcleo celular é o que as torna difíceis de curar: basta uma célula infectada pelo HIV ou uma célula cancerígena para propagar a doença.

Não é por acaso que as mesmas ferramentas que agora estão levando à cura de alguns tipos de câncer e à maior remissão de outros tipos, incluindo medicamentos sofisticados capazes de direcionar marcadores biológicos específicos para agir contra células cancerosas, podem também ser usadas contra o HIV. Aliás, esta relação entre os medicamentos para câncer e para o HIV não vem de agora: o próprio AZT, a Zidovudina, o primeiro antirretroviral usado no tratamento de HIV/aids, foi inicialmente desenvolvido para tratar câncer, mas acabou nunca indo para o mercado para essa finalidade, conforme lembra uma matéria publicada pelo The New Yorker.

Foi em 1987 que a Food and Drug Administration americana aprovou o AZT para uso em pacientes com HIV, depois que seu estudo inicial já mostrava alguma habilidade da droga em controlar o vírus. Esse estudo começou como um “duplo cego”, em que um grupo de pacientes toma o medicamento verdadeiro e outro toma placebo, sem que eles saibam quem é que está tomando o quê.

Então, os benefícios que começaram a ser observados em quem estava tomando o AZT foram tão evidentes que pareceu injusto aguardar o término do estudo para que os pacientes sob placebo pudessem usufruir do medicamento e, também, o restante das pessoas diagnosticadas com HIV. Não havia tempo a perder: naquela época, quase todos os que eram diagnosticados positivo para o HIV estavam muito doentes ou morrendo. O desespero era enorme! Para salvar a própria vida, muita gente estava disposta a assumir o risco de tomar um medicamento promissor, mas que ainda não tinha completado formalmente todos os estudos habitualmente necessários e os rituais de aprovação e regulação pelas autoridades — você já assistiu Clube de Compras Dallas (2013)?

É verdade que, naquela época do começo da epidemia, qualquer semelhança entre o câncer e o HIV estava mais para um coincidência casual do que um resultado de uma observação meticulosa. O próprio apelido de “câncer gay”, que a aids recebeu antes de ser batizada de aids, em nada tem relação com a semelhança celular observada nos dias de hoje. Esse apelido nasceu por ignorância sobre a doença e por preconceito contra os homossexuais, junto com o fato do diagnóstico ser feito sem o teste de HIV, que ainda nem existia, mas com o aparecimento doenças oportunistas, incluindo cânceres típicos de sistemas imunológicos abalados.

Uma célula cancerígena.

Hoje sabemos que as células infectadas pelo HIV e pelo câncer compartilham um mesmo truque mortal: ambas conseguem se “des-diferenciar” quando estão sob ataque, seja por medicamentos ou pelo sistema imunológico. Ambas são capazes de retroceder para um estágio anterior de evolução celular, onde são invisíveis ao sistema imunológico.

No caso do HIV, as células imunes infectadas que produzem ativamente cópias de vírus se esgotam e morrem. Mas não todas. Uma parte delas retorna a um estado dormente, prontas para entrar em ação se a pressão da terapia antirretroviral for aliviada. Estas células dormentes, ou latentes, é que formam o famoso “reservatório de HIV”. O obstáculo atual da cura do HIV é exatamente este: a identificação e destruição destes reservatórios para uma cura completa ou, pelo menos, sua redução e contenção para uma remissão de longo prazo, conforme lembra uma matéria publicada recentemente pelo Aidsmap.

Uma partícula de HIV.

A linha de ataque contra os reservatórios de HIV mais pesquisada pelos cientistas atualmente se concentra no uso de histona deacetilases (HDACs), uma classe de enzimas que removem grupos de acetilas de um aminoácido e, com isso, podem conseguir “puxar” os genes dorminhocos que estão dentro das células do reservatório, levando a célula de volta para seu estado ativo. Essa estratégia ganhou o nome de “chutar e matar”, seguindo a ideia de que as células chutadas para fora do reservatório possam ser mortas naturalmente pelo sistema imunológico, por antirretrovirais ou alguma outra estratégia ainda a ser desvendada.

O problema que os cientistas observaram nos experimentos feitos com esta estratégia, usando diferentes HDACs, é que as células despertadas são produtoras de vírus, as quais inevitavelmente semeiam mais HIV, o qual pode infectar novas células que voltam então ao estado dormente. Então, no fim das contas, o tamanho do reservatório de HIV não reduz significativamente.

Uma célula T CD4.

Uma das soluções que pode levar à cura do HIV está nas moléculas que fazem as células a interromperem o trabalho imunológico que reverte o vírus ativo para seu estado latente. Em outras palavras, uma possível solução é impedir que a dormência aconteça. Ambas as células cancerosas e as células infectadas pelo HIV são especialmente ricas em receptores de controle imune. Os cientistas acreditam que a função destes receptores é sequestrar e proteger parte do sistema imunológico quando o corpo está sofrendo algum ataque, seja de proliferação de um vírus ou um ataque químico. Ao sequestrar algumas células imunológicas, o corpo protege uma proporção do sistema de defesa de danos mais graves.

Existem várias moléculas inibitórias da dormência que agem no sequestro, como CTL-4, PD-1, TIGIT e JAK, e também as da família TLR, as quais estimulam o fim da dormência. Assim como os HDACs, várias CTL4, PD-1 e JAK já funcionam como medicamentos contra o câncer, tal como o Ipilimumab, prescrito para melanoma avançado, e o PD-1 Nivolumab e Pembrolizumab, também utilizados para melanoma avançado, cânceres de pulmão, rim e bexiga. A JAK tem sido usada ​​contra um raro câncer de medula óssea, chamado mielofibrose, e também contra doenças autoimunes, como artrite reumatóide e psoríase. Estes medicamentos já mostraram ser capazes de prolongar a vida de pessoas com cânceres que costumavam ser rapidamente terminais.

Timothy Henrich, um pesquisador da Universidade da Califórnia em São Francisco que já levou dois pacientes a ficarem indetectáveis sem antirretrovirais depois de transplantes de medula óssea, compartilhou dados de três pacientes com câncer de pulmão e HIV que receberam doses múltiplas de Pembrolizumab. Em todos os três pacientes a ativação das células T diminuiu. Em um paciente, que estava em tratamento antirretroviral, a quantidade de DNA intracelular (uma medida do tamanho do reservatório de HIV) caiu temporariamente. Um dos pacientes, que não estava em tratamento antirretroviral, teve queda na atividade geral das células T e redução da carga viral no plasma sanguíneo.

Brigitte Autran, do Hospital Pitié Salpêtrière, em Paris, compartilhou dados de 12 pacientes com câncer de pulmão que receberam Nivolumab. Um dos pacientes era cisgênero, outro era uma mulher transgênero e os outros eram homens gays. Eles tinham entre 40 e 77 anos e tinham sido diagnosticados com HIV entre 1980 e 2005. A contagem de CD4 variou entre 60 e 700 células/mm³. A maioria apresentava carga viral abaixo de 20 cópias/ml e apenas em dois casos elas eram detectáveis, com 34 e 53 cópias/ml. O paciente que tinha menor contagem de CD4 teve um aumento significativo de células T e também um aumento da proporção de células com resposta imune específica contra o HIV. Outro paciente teve um aumento da resposta imune específica contra o HIV, acompanhado por uma diminuição significativa no DNA intracelular de HIV — o único que mostrou indícios de redução no reservatório de HIV.

Christina Gavegnano, da Universidade Emory em Atlanta, Geórgia, apresentou dados de estudos com Baracitinib em macacos recentemente infectados e descobriu que, em comparação com o tratamento dos macacos tratados somente com Lamivudina, houve uma redução de 700 vezes no número de células T CD4 latentes no corpo. Este medicamento poderia ser usado como um complemento à terapia antirretroviral, quem sabe, encolhendo progressivamente o reservatório viral até o ponto em que uma interrupção do tratamento possa ser considerada. Um teste em humanos com Ruxolitinib está em andamento com em 60 adultos.

Os resultados com antagonistas de PD-1 e CTL-4 e inibidores de JAK ainda não foram muito bons. Poucos pacientes demonstraram respostas fortes ou duradouras, se tanto. Sharon Lewin, da Universidade de Melbourne, disse que a interpretação de estudos com bloqueadores de PD-1 em pessoas com câncer já é difícil, pois os cânceres são heterogêneos e as pessoas com HIV que sofrem de câncer podem não ser representativas de outras pessoas soropositivas. “Precisamos fazer estudos em pacientes soropositivos sem câncer”, disse ela. “E nós precisamos estudar terapias combinadas. Mas, embora as combinações de inibidores de controle imune mostrem resultados mais fortes contra alguns tipos de câncer, elas são muito tóxicas para pessoas que só têm HIV.” Em alguns estudos de pacientes com melanoma, cerca de 50% dos pacientes sofreram efeitos colaterais graves, com risco de vida ou mesmo mortes em decorrência dos medicamentos.

Da esquerda para direita: uma célula T ou B de memória, uma célula B efetora, uma célula T efetora.

O que poderia ajudar os cientistas a testar os novos medicamentos para erradicar células infectadas pelo HIV e, com isso, encontrar a cura do HIV, seria identificar as células do reservatório mais facilmente. A proporção de células de memória que estão infectadas com HIV, parte do reservatório viral, pode variar de uma por mil para uma por milhão. O problema é que, até agora, ainda não desenvolvemos uma tecnologia eficiente em identificá-las com precisão, o que quer dizer que não conseguimos direcionar qualquer tratamento para um alvo preciso — mas isto pode estar a um passo de mudar.

Provavelmente a notícia mais importante divulgada no HIV Cure and Cancer Forum foi a descoberta de um biomarcador das células de reservatório. Dois estudos diferentes apresentados na conferência descobriram que as células do reservatório expressam níveis muito maiores de uma molécula receptora celular chamada CD32a, se comparadas com outras células. Genevieve Martin, da Universidade de Oxford, explicou que os níveis de CD32a não parecem ser mais elevados em pessoas soropositivas do que em pessoas soronegativas. No entanto, em pessoas com HIV, as células do reservatório tinham a CD32a expressa em sua superfície de 100 a 1000 vezes mais do que em pessoas sem HIV.

CD32.

Mas e se a pergunta é que estiver errada? E se tentativa de expor e inativar todas as células que contenham HIV não for o caminho da cura e, em vez disso, a resposta for ensinar o corpo a simplesmente ignorar o HIV ou a desenvolver uma resposta imune que o controle? Uma das notícias mais divulgadas a partir da conferência foi a história da criança sul-africana que recebeu o tratamento precocemente logo após seu nascimento e, agora, está há 8,5 anos sem carga viral detectável.

Sempre soubemos que há uma pequena proporção de adultos capazes de controlar o HIV — são os chamados “controladores de elite”. E, assim como essa criança africana, também há casos de adultos que iniciaram o tratamento cedo e, quando o interromperam, perceberam que o vírus não reapareceu ou o fez após um longo período — são os casos de “controle pós-tratamento”.

Nicolas Noël, do Hospital do Sul de Paris, falou sobre uma coorte francesa de controladores de elite. Ele encontrou 178 pacientes que controlaram o HIV com blips ocasionais, definidos por resultados de carga viral detectáveis ​​transitórios, e 52 pacientes que nunca tiveram blips. O primeiro grupo, apelidado de blippers, apresentou uma carga viral média de 21 cópias/ml, num teste de carga viral ultra-sensível. O segundo grupo, apelidado de não-blippers, apresentou uma carga viral inferior ao limite de detecção desse teste, com menos de 4 cópias/ml. Noël encontrou evidências de que os blippers apresentam lenta diminuição da contagem de CD4, enquanto o mesmo não acontece com o segundo grupo — suas quantidades de CD4 permaneceram absolutamente estáveis, com uma contagem média de 700.

Os não-blippers apresentaram níveis muito baixos de anticorpos anti-HIV do tipo IgG. Isso parece ser um paradoxo, uma vez que, em estudos de vacinas contra o HIV, uma forte resposta de IgG do HIV foi considerada protetora! Aliás, na maioria das pessoas com HIV, a resposta de IgG é ativada o tempo todo, mesmo em pessoas que tomam antirretrovirais — o vírus aprende muito rapidamente a mutar justamente em torno desta resposta. A batalha entre o HIV e os anticorpos que o atacam é uma corrida armamentista que o HIV quase sempre vence. O ideal seria que a resposta IgG só fosse ativada quando necessária e, assim, pudesse permanecer eficaz.

Macacos Chlorocebus.

Outra ideia de como controlar o vírus veio de um estudo comparando a resposta contra o HIV feita pelo organismo de macacos Rhesus e macacos Chlorocebus. Michaela Müller-Trutwin, do Instituto Pasteur de Paris, explicou que os Rhesus podem ser infectados com SIV, o equivalente do HIV em macacos, desenvolver cargas virais elevadas, experimentar declínios nas células CD4, ficar doentes e morrer. Por sua vez, os Chlorocebus podem ser infectados com SIV, desenvolver cargas virais elevadas e experimentar uma perda inicial de células CD4 no intestino, mas não experimentam a ativação ou inflamação crônica de células T, que leva ao distúrbio do sistema imunológico e à perda de CD4. A diferença parece estar no fato de que os macacos Chlorocebus não estabelecem reservatórios virais: o HIV continua sendo um vírus circulante, mas não é arquivado.

Como isso acontece? O HIV parece parar no intestino: as células T de memória que vivem nos linfonodos, cuja infecção é a última etapa no estabelecimento de uma infecção crônica pelo HIV, raramente são infectadas pelo vírus, porque, em geral, não possuem na sua superfície os receptores CCR5, o mais usado pelo vírus para entrar na célula e estabelecer a infecção. Mas como as células dos linfonodos estão protegidas?

Parece que, nos estágios iniciais da infecção, nos primeiros dias ou mesmo horas, uma forte resposta imune entra em ação e, em seguida, logo acaba, após terminado seu trabalho. Essa resposta é caracterizada por uma grande proliferação de um tipo diferente de célula imune, a NK ou natural-killer, que possui uma grande quantidade de receptores CXCR5. O trabalho das células com este receptor é normalmente o de atrair células para os gânglios linfáticos, mas, neste caso, seu trabalho é o de rapidamente atrair o HIV para perto das células mais propensas a matá-lo. Esses resultados sugerem que uma resposta com células NK pode determinar se uma infecção pelo HIV vai ser estabelecida ou não. Uma vez que a ação desta reposta é preventiva, é provável que qualquer vacina desenvolvida dentro deste conceito também funcione para prevenir a infecção do HIV, em pessoas soronegativas. Depois que o reservatório é formado, parece ser muito mais difícil gerar uma resposta imune que o encolha.

Célula NK, natural killer.

E se, ao invés de “chutar e matar”, a estratégia for “bloquear e travar”? Uma outra possibilidade é manter o reservatório em um estado de bloqueio permanente, com um medicamento que possa detectar as poucas células infectadas pelo HIV e garantir que elas nunca se reativem.

Jonathan Karn, da Case Western University, em Cleveland, Ohio, disse haver um mecanismo desse tipo: o DNA pode ser “metilado”, ou permanentemente imobilizado, de maneira a interromper o processo de controle imune. Fazer isso seria usar exatamente a estratégia oposta àquelas que visam ativar as células do reservatório e expô-las aos medicamentos ou à alguma vacina. No entanto, para não danificar o DNA sadio da célula, é preciso que apenas as partes que rodeiam os genes do HIV sejam imobilizadas. Com o câncer isso é mais fácil, uma vez que a localização dos genes cancerígenos no DNA é conhecida. Já o HIV consegue se integrar em lugares diferentes do genoma, embora certos locais sejam mais favoráveis a esta integração do que outros.

Susana Valente, do Scripps Research Institute em La Jolla, Califórnia, apresentou mais dados sobre um inibidor oral da proteína tat do HIV. Esta proteína é uma das primeiras proteínas expressas pelo vírus após a infecção e é ela que desencadeia o processo de integração do vírus no nosso DNA. Ela também parece desempenhar um papel na manutenção da lenta replicação do HIV, a qual mantém o reservatório preenchido.

Experimentos de laboratório em células humanas anunciados em 2015 mostraram que o inibidor de tat, a didehidro-cortistatina A (dCA), reduziu drasticamente a expressão viral nas células do reservatório infectadas pelo HIV. Este efeito pareceu durar de semanas a meses, mesmo quando a terapia com dCA foi interrompida, indicando que este medicamento produziu um estado persistente de bloqueio nas células. “Podemos chamar esta estratégia de ‘bloquear e travar’, em vez de ‘chutar e matar'”, disse Valente.

Valente apresentou os resultados de experimentos em camundongos adaptados infectados com o HIV humano. A adição de dCA à terapia antirretroviral resultou em uma redução de 1,5 a 10,5 vezes de expressão viral nas células do reservatório e persistiu mesmo quando os antirretrovirais foram suspensos. No entanto, Valente advertiu que estes camundongos adaptados não têm as mesmas características que os humanos e que os truques que o HIV usa para cooptar o sistema imunológico humano podem, teoricamente, neutralizar o efeito do dCA. Estudos em humanos devem acontecer no futuro.

A estrutura do HIV.

As diferentes abordagens apresentadas até aqui têm o objetivo de colocar a infecção pelo HIV em remissão persistente, mas não eliminam o HIV do corpo. Parece até contraditório falar de cura sem falar em esterilizar completamente o HIV, uma vez que o único caso de cura que temos até hoje é justamente o caso da cura esterilizante de Timothy Ray Brown, o “Paciente de Berlim”.

Conversei com Timothy durante um congresso sobre doenças infecciosas que aconteceu em Lisboa, no ano passado. Em sua palestra, ele contou que foi diagnosticado positivo para o HIV em 1995, um ano antes do surgimento do coquetel antirretroviral, quando ainda vivia em Berlim, na Alemanha. Em 2006, foi diagnosticado um câncer em nada relacionado com o HIV: leucemia mielóide aguda, enquanto ainda morava em Berlim. Seu médico hematologista, Dr. Gero Hütter, colocou-o em quimioterapia logo no dia seguinte. Timothy desenvolveu pneumonia e teve de interromper a quimio em decorrência de sepse, uma reação inflamatória do organismo que pode levar à morte. Foram colocados tubos em seu coração.

Apesar de tudo isso, Timothy sobreviveu e seu câncer parecia estar em remissão — pelo menos, até 2007, quando ele foi novamente diagnosticado com leucemia. As novas tentativas de quimioterapia não foram bem sucedidas e um transplante de medula óssea era a última e viável opção. O Dr. Gero Hütter teve então uma ideia inovadora: procurar, dentre os doadores compatíveis, algum que fosse portador de uma mutação genética chamada CCR5delta32, comum em apenas 1% da população europeia. A principal característica daqueles que são homozigotos — isto é, quando os alelos que se aglomeram e codificam uma determinada característica genética são iguais — é que suas células CD4 do sistema imune, as mais afetadas pelo HIV, não possuem o conector CCR5, a principal porta de entrada usada pela grande maioria das cepas do vírus da aids para estabelecer a infecção. Sem esse conector, o vírus não consegue entrar nas células, e as pessoas com essa mutação acabam por ser naturalmente imunes ao HIV. A ideia do Dr. Gero era a de que o transplante de medula óssea com um doador que possuísse essa característica não só curasse a leucemia de Timothy, mas também o tornasse imune ao HIV. Por sorte, esse doador foi encontrado. Três meses depois do procedimento, já não havia mais qualquer sinal do vírus no organismo do Paciente de Berlim — e assim continua até hoje, quase uma década depois.

Durante esta década, as células de Timothy foram examinadas incansavelmente por cientistas em todo o mundo. “Você já ouvir falar das ‘células HeLa’?”, me perguntou Brown, durante nossa conversa. “Elas foram descritas num livro biográfico publicado há alguns anos, chamado A Vida Imortal de Henrietta Lacks, a respeito de uma mulher que tinha câncer cervical. Seus médicos em Baltimore, nos Estados Unidos, retiraram parte de seu colo do útero. Então, eles perceberam que as células desse tecido, mesmo fora do corpo de Henrietta, multiplicavam-se tanto que foi possível dissecá-las e fazê-las multiplicar em outros lugares, permitindo que fossem usadas em pesquisa sobre câncer cervical no mundo todo! Meu sangue é mais ou menos assim também.”

 

Timothy também me contou que, depois de ter sido curado do HIV, ele passou a experimentar um pouco daquilo que ele chamou de “culpa do sobrevivente”. “O que quero dizer com isso é que eu não apenas sobrevivi ao HIV, que matou muitas pessoas — e isso me deixa muito triste —, enquanto eu estou vivo e, como se não bastasse, estou curado! Eu realmente não quero ser o único curado.”

No HIV Cure and Cancer Forum, Maria Saldago, do IrsiCaixa Aids Research Institute, de Barcelona, apresentou os resultados do ICISTEM, uma coorte de pacientes com HIV e câncer avançado, principalmente leucemia e linfoma, que fizeram transplantes de medula óssea. Como esses pacientes são raros, o ICISTEM tem dados de apenas 23 pacientes, 11 dos quais morreram. Salgado apresentou dados sobre seis pacientes, dentre os sobreviventes, que tiveram mais de dois anos de acompanhamento. Em cinco destes seis pacientes, as células-tronco da medula óssea sem vírus substituíram rapidamente seus linfócitos cancerígenos e infectados pelo HIV. Testes ultrassensíveis não encontraram o RNA do HIV no sangue — a carga viral, em suma, aproxima-se de zero. Também não foi encontrado DNA do HIV nas células do reservatório. Em alguns pacientes, a não-detecção do HIV nas células do reservatório ocorreu no prazo de um mês. Em outros, os níveis de HIV diminuíram lentamente ao longo de um período de até um ano.

A chave para que as células da medula óssea fossem totalmente substituídas por novas células parece ter sido a doença do enxerto contra o hospedeiro (GvHD), uma condição em que as células da medula óssea enxertadas rejeitam as células do próprio corpo, essencialmente o inverso daquilo que acontece na rejeição típica de transplantes de órgãos. Esta é uma condição que os médicos tentam ao máximo evitar, pois cria uma inflamação grave e, em alguns casos, letal. No caso desses pacientes, tal como o de Timothy Ray Brown, o GvHD parece ter sido uma parte essencial do processo pelo qual o sistema imunológico infectado pelo HIV foi substituído por um não infectado.

Apenas seis dos 23 pacientes ICISTEM receberam células de dadores imunes ao HIV, tal como foi feito com Timothy Ray Brown. Contudo, ainda não sabemos se estes pacientes foram curados. Os pesquisadores ainda não conseguiram encontrar uma única cópia de DNA do HIV em um milhão de células do reservatório destes pacientes, mas o verdadeiro teste será tirá-los da terapia antirretroviral. Foi nesse ponto que tivemos decepções no passado, tal como quando o HIV reapareceu, depois de algum atraso, nos chamados “pacientes de Boston”. As interrupções de tratamento nos pacientes do ICISTEM estão planejadas para o início do próximo ano. Então, vamos descobrir se Timothy Ray Brown finalmente terá companhia.

Timothy Ray Brown

O fator mais limitador na pesquisa da cura não parece ser a complexidade da ciência envolvida ou a atual ausência de uma única estratégia de destaque, que pareça mais promissora do que outras, mas — por mais surpreendente que isso possa parecer — é a relutância das pessoas que vivem com HIV em se voluntariar para estas pesquisas. O interesse inicial costuma diminuir assim que as possíveis consequências são explicadas aos voluntários. Pelo menos, foi isso o que constatou Michael Louella, da Aids Clinical Trials Unit da Universidade de Washington.

Louella fez pesquisas sobre as atitudes da comunidade em relação à pesquisa da cura. Segundo ele, muitas pessoas com HIV estão satisfeitas com a terapia de um comprimido por dia. Além disso, atualmente, as pessoas cronicamente infectadas não são aquelas que os pesquisadores mais precisam. Os voluntários mais procurados são aqueles com câncer ou câncer em remissão, aqueles que falham no tratamento, pessoas tratadas poucos dias depois da infecção se instalar, pessoas dispostas a interromper o tratamento antirretroviral e pessoas que, assim como eu, têm a carga viral suprimida mas não têm recuperação imune.

Louella disse que pesquisas de opinião detectaram limites impostos por muitos voluntários que os impediriam de entrar num estudo da cura do HIV. Os riscos apresentados pelos pesquisadores incluem eventos adversos, como a reativação de genes que podem causar câncer, queda na contagem de CD4 e a possibilidade de resistência aos medicamentos, além de procedimentos incômodos, como punções lombares e biópsias da medula óssea, sem esquecer os efeitos colaterais que vão desde o vômito até a perda de cabelo. No entanto, o motivo mais citado para que as pessoas hesitem em participar de um estudo sobre a cura do HIV é a possibilidade de tornar-se infeccioso novamente — tanto esforço para alcançar a carga viral indetectável e não transmitir mais o HIV, não é mesmo?

Por outro lado, também parece que falta mais esclarecimentos da comunidade médica e científica sobre os objetivos e os procedimentos na pesquisa da cura. Qual deve ser a política ética nas interrupções de tratamento antirretroviral? Como traduzir resultados sugestivos de estudos feitos com pequenos grupos de pacientes excepcionais em estudos maiores? Existe alguma maneira de determinar quais são as pesquisas mais promissoras? E como lidar com a mídia, que quase sempre cria uma comoção popular ao retratar cada pequeno avanço na pesquisa como se fosse o maior de todos? Segundo o Aidsmap, o avanço final que tanto esperamos acontecerá um dia. O caminho é que pode ser mais lento e tortuoso do que se pensava.

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185 comentários

  1. TonyParana diz

    Quem vai morar nos Estados Unidos ou Canadá, por exemplo, dá para mandar os medicamentos daqui para lá ? Acho que vai depender do CTA caso tenha um estoque que dê para liberar para uns 3 meses. Estou certo ? Quero passar um tempo fora, mas estou confuso quanto aos remédios.

    • Diego diz

      Gostaria muito de saber sobre essa informação também !! ? Alguem vive ou passa por isso ?!

      • Luiz Carlos diz

        Para quem vai ficar pouco tempo, é só ligar no CTA antes e informar que irá fazer uma viagem (até 3 meses normalmente é tranquilo, talvez haja algum problema devido à falta de ARVs que ainda está ocorrendo).

        No dia da dispensa, informe que você ligou no CTA e leve uma cópia da passagem de ida e volta, comprovando o tempo que você irá ficar fora.

        Para viagens de estudo/intercâmbio (prazos maiores), eu escrevi um guia que eu já comentei em vários posts, é só procurar nos posts mais antigos.

        Abraços

    • Antonio diz

      bom dia
      Eu já vivi um ano no exterior, na época ele me liberaram para um frasco a mais ( 4 frascos) e deixei pedidos que pegaram para mim e enviaram via Fedex.
      Se quiser conversar envie e-mail para antonio_almeica@gmail.com

    • Renatinho diz

      Olá Tony
      Bom eu morava no Brasil e mudei para os Estados Unidos
      Por um 1 ano sim mas tratamentos e medicamentos aqui é super trankilo…
      Primeiramente eu trouxe 6 potes de atripla que era o que eu tomava quando cheguei aqui fiz o plano de saude que por Sinal é de graça ….
      Apos ter feito o Plano de saude fui ao medico lembro como se fosse hoje :
      Entrei no consultorio as 10 da manha as 2 da tarde eu estava com um Pote de atripla que me forneceram …
      Qualquer coisa deixe seu e-mail q entrarei em contato
      Abraços
      Renatinhoooo

      • Chloe diz

        Depende do País é proibido a importação, a maioria da Europa não permite importação. Mas, se você trabalhar e tiver contrato você pode ter um seguro que cobre os medicamentos.

  2. H30 diz

    Bom dia gente, gostaria de tirar uma dúvida se alguém já tiver passado por isso, usei o benefício de sacar o FGTS e agora estou tentando financiar uma casa, inventei uma história para o corretor e ele enviou a proposta para caixa, estou com medo de ser negado pela caixa já que eles tem acesso ao saldo do meu FGTS e o motivo de ter tirado, alguém sabe dizer se isso pode ser problema para o financiamento?

    • Luiz Carlos diz

      Claro que pode dar problema. O financiamento é feito com taxas reduzidas pois leva em conta o dinheiro disponível do seu FGTS como garantia. Se você sacou o FGTS, não há valor disponível para entrar com garantia, logo não será aprovado…

      • Tomm diz

        Quanto ao saldo baixo na conta, talvez não tenha problemas,,, o que deve acontecer é o banco usar uma taxa de juros mais alta, que não a da linha pro-cotista, onde precisa ter 10% do valor do imovel em saldo na conta fgts.
        Pode ter problemas na aprovação do seguro de vida que é atrelado ao financiamento, pois para aprovação, deve ter um questionario.

      • H30 diz

        Não tenho FGTS, mais deixei claro que não quero usar o FGTS para o financiamento, tenho trabalho com carteira assinada, tenho muitos cartões e tenho carro financiado no meu nome e o melhor, tudo sendo pago sem atraso, creio que isso também deve pesar na decisão de aprovar ou não, meu subsídio foi nem 5 mil, meu único benefício vai ser documentação grátis pois só irei receber a casa próximo ano ainda mais vou dá entrada e pagar fase de obras, só resta esperar agora para saber os resultados

      • Tomm diz

        Rogrigo, vc pode falar como foi a aprovação do seguro de vida vinculado ao financiamento? Apos aprovacao do credito, tem um questionario para o seguro de vida, certo? Onde deve perguntar se a pessoa ja fez exames ou tem “aids”, não tem isso?

        • Rodrigo diz

          No meu caso, não fiz seguro de vida, pois o seguro foi feito apenas no nome da minha mulher.

        • Bahiuno diz

          tom,

          não se pode atrelar seguro de vida num financiamento habitacional. nem seguro residencial. o que existe é o seguro habitacinal que é um.seguro diferente desses dois.

    • Eu diz

      Os juros baixos do convênio FGTS não dependem do seu saldo FGTS. Basta ser participante do fundo. Relaxa.

      • Tomm diz

        Depende sim.
        o financiamento pelo SFH tem juros mais baixos do que pelo SFI.
        o SFH nao depende de saldo na conta do FGTS.
        Mas o financiamento por uma linha chamada Pro-Cotista tem taxa mais baixa do que o SFH, e nesta é necessario saldo na conta do FGTS de 10% do valor do imóvel…

  3. Rodrigo diz

    Também tenho esta mesma dúvida. Vou fazer um curso fora no ano que vem e queria saber como proceder para receber os medicamentos.

  4. LEandro diz

    tambem estou com a mesma duvida … kkkkkkkkk
    sobre enviarem medicação pra mim na europa…

    • TonyParana diz

      Verdade, li lá, até 6 meses tranquilo, para residir não será concedido ):

  5. Luiz Carlos diz

    Para viagens longas, tenho postado isto em quase todos os tópicos… Logo vou ter que fazer um site com guias para facilitar 🙂

    Minhas sugestões (e, inclusive, o que eu fiz quando fui estudar no exterior) são as seguintes:
    1) Construa um estoque do seu ARV atual. Você pode retirar seus ARVs sempre 5 dias antes de fechar 30 dias (algumas farmácias permitem até 7 dias antes). Faça retiradas mensais retirando sempre 5 dias antes e vá construindo seu estoque.

    2) Consulte com seu infecto antes da viagem, fale sobre o curso/intercâmbio – aqui o importante é ter uma relação boa com o infecto, bem como estar consultando com um bom profissional – e solicite que ele deixe o formulário de dispensa para o tempo que você irá ficar fora, se possível alguns formulários reserva também. Peça também que ele faça uma receita branca em Inglês listando os ARVs que você utiliza, informando que a medicação é para uso pessoal. Não é necessário listar o motivo da utilização dos medicamentos (e.g. não é necessário listar que os medicamentos são para tratamento do HIV ou listar o CID 10).

    3) Contate uma pessoa de confiança que possa retirar os ARVs para você. Dependendo da cidade, alguém do próprio grupo do Kik pode lhe ajudar. Se for uma pessoa soronegativa, peça que ela lhe acompanhe até a farmácia e mostre como você pega os medicamentos, indique a ela quando retirar, lembre-a da importância deste tratamento para você, etc. É importante deixar avisado na farmácia que esta pessoa irá fazer a retirada dos ARVs para você enquanto você estiver fora.

    4) Deixe um documento de identificação (e.g. segunda via da CNH ou do RG – não pode ser xerox) com a pessoa que fará a retirada dos ARVs. Deixe também os formulários de dispensa e a receita branca do seu médico (procure deixar pelo menos umas 20 cópias da receita branca – você já irá entender o porquê).

    5) Escolha um serviço de correios confiável (como a UPS ou DHL) para que a pessoa no Brasil envie as medicações para você.

    Aqui entra uma dica: se a pessoa retirar os medicamentos para, por exemplo, 3 meses, é importante que ela envie cada um dos meses em remessas separadas (e espaçadas por pelo menos alguns dias, já que normalmente estas empresas agrupam remessas em voos mais espaçados para regiões mais distantes). Desta forma, caso uma das remessas se perca, você perde a medicação para um mês, não para três, e pode compensá-la com seu estoque feito anteriormente.

    IMPORTANTE: Cada remessa deve conter os medicamentos e a cópia da receita branca em inglês.

    O custo do envio não costuma ser tão barato, cerca de USD 80 para os EUA, mas é muito mais barato do que comprar os ARVs nos EUA, além de que o esquema utilizado lá não é o mesmo do Brasil (a maioria dos ARVs comerciais utiliza o abacavir no lugar do tenofovir).

    Outras considerações:
    – Algumas regiões tem farmácias mais rígidas, portanto é importante consultar como funciona a retirada dos medicamentos por terceiros, documentos necessários, etc.
    – Fique atento também à data do exame de CV, já que algumas farmácias não liberam o medicamento caso a data no campo do formulário exceda 6 meses. Converse com seu infecto e discuta como vocês podem resolver esta situação.
    – Como já mencionei, a relação com o infecto é fundamental, bem como ter um bom infecto, que possa lhe auxiliar neste processo.
    Caso você encontre algum seguro que cubra as medicações e prefira retirá-las lá, mesmo que o custo seja mais elevado, vá em frente, só certifique-se de que seu infecto está sabendo, justamente pela troca da medicação. Alguns testes, como a genotipagem do alelo HLA-B*5701 para verificar a hipersensibilidade ao abacavir podem ser feitos aqui mesmo no Brasil, já eliminando possíveis problemas futuros.

    Este é um guia meio generalizado mas foi o caminho que eu segui. Caso alguém queira adicionar informações e dicas, fiquem à vontade 🙂

    Obs: Alguns países da Europa oferecem tratamento gratuito mesmo para estrangeiros que moram no país.

    Abraços!

    • Cristiano diz

      Parabéns pelas informações!! Cliquei no ícone negativo sem querer. Sorry!

  6. Electra diz

    Eles aqui n tão liberando duas dispensa imagina pra fora do Brasil.lamentável essa falta de medicação que está tendo nos cta. Enquanto esses políticos roubam milhões de nos eles vão achar logo de toca na saúde.

    • Tiago diz

      Mai, essa notícia tem um mês. Vale dizer que desde a sua publicação, o MS já se pronunciou que a distribuição deverá regularizar até dia 18/8.

      Fiquemos vigilantes ao prazo, mas também às datas das notícias que compartilhamos e aos últimos desenvolvimentos.

  7. Wesley diz

    Moro no Canadá eles liberam visto para turista sem precisar de texte de hiv ! Mais para trabalho ou estudo eles pedem exame de hiv e reprovam o custo, da para tirar o custo de turista com duração de 6 meses , sem nenhum tipo de exame ! Sou soro negativo , estou na torcida pela cura para livrar todos desse mal !!! Abraços e Boa sorte a todos

    • Nos Eua ele nao pedem, mas perguntam na empresa, eu neguei simplesmente, embora eles falavam que se eu fosse + nada mudaria

  8. Cristiano diz

    No projeto CHERUB inglês, em que se está utilizando uma das mais promissoras vacinas terapêuticas do mundo, a mesma que está sendo usada em Barcelona, de Tomás Hanke Imunologista Universidade de Oxford, a reversão da latência é feita com Vorinostat em pulsos repetidos, para otimização de resultados terapêuticos, tres vezes a semana e anti-retrovirais com uso adicional de raltegravir, um inibidor de integrase, o que evitaria a nova colonização dos vírus reativados de sua latência para novos CD4, posto que esses inibidores impedem a entrada nos leucocitos por evitarem a conexão em sua membrana externa. E então: MANCH

  9. Caio PE diz

    Enquanto isso verba para pesquisa, educação e saúde são cortadas….. e impostos aumentados ! Mas grana para bancar deputados para fazer o famoso “cala-boca” isso tem !

  10. Renan diz

    Bom dia galera vim relatar minha experiencia:

    Fiz uso da Pep por 28 dias (tenofovir,lamivudina,kaletra.)

    Nao tive efeitos colaterais graves como disseram, apenas a diarreia que é suportavel e nao é aquela coisa forte. Olho amarelo nao tive!

    fiz exame depois e deu negativo. (4a geracao).

    Desejo força, foco e fé! Em breve acharemos a cura. Deus é bom e maior! Força galera.

  11. Luiz Carlos diz

    Renan,

    O principal efeito colateral do Kaletra é realmente a diarréia, inclusive ele não está mais sendo distribuído e as pessoas que o utilizam estão sendo migradas para o ATV/r.

    O efeito dos olhos amarelados é referente ao ATV/r, e não ao Kaletra.

    Ficamos felizes em você ter recebido o diagnóstico negativo após a PEP, em ter esta informação e tê-la utilizado.

    Abraços!

  12. Marcelo diz

    Tive que trocar o esquema é por conta disso estou com um frasco de 3 em 1 com 27 comprimidos. Fui devolver na farmácia do CTA mas não aceitaram por conta da falta do rótulo ( eu sempre tirei). Se alguém tiver interesse posso encaminhar por sedex. Deixe email que entro em contato. Um forte abraço a todos!

  13. Vinicius diz

    Abraços em todos. Gente sou do Rio e infelizmente hoje quando fui pegar o meu 3 em 1 o estoque tinha acabado e a farmaceutica me respondeu que seria regularizado até sexta-feira. Fiquei assustado de antemão pois nunca faltei a medicação e sou indectável desde então. O que vocês sentiriam se como no meu caso, ficassem dois dias sem a medicação (espero que não passe disso e os estoques sejam regularizados…). Há grande risco de rebote viral em 48h sem os antirretrovirais?

    • Tiago diz

      Vinícius, toda a interrupção de tratamento acarreta riscos e creio que o mais grave não é nem tanto o risco de rebote em si, como é o de aumento de resistência do vírus à medicação usada e de queimar essa combinação.

      Se eu estivesse no seu lugar, entraria em contato correndo com ONGs locais e grupos de apoio no face a ver se alguém pode dispensar o suficiente para cobrir esses dias.

      E Vinicius… Se possível, evite deixar para o último dia para ir buscar os seus medicamentos. A menos que o recusem na farmácia, tente pegar alguns dias antes para construir um pequeno estoque!

      • SP+- diz

        Aproveitando o gancho.

        Tenho uma curiosidade. Quando acontece isso da pessoa ficar sem medicamento, ela pode tomar alguma outra combinação de TARV nesse período ou seria melhor esperar sem tomar nada?

        Tem haver algum paleativo.. Eu estou observando que isso acontece de tempos em tempos e vai ter gente, como aqui, que a farmácia não deixa pegar antes e nem a mais…

        • Luiz Carlos diz

          SP+-, pode tomar outra combinação de TARV sem prejudicar o tratamento, desde que não haja histórico de falha terapêutica com outra combinação. Preferencialmente deve-se seguir o PCDT, ou seja, para quem toma 3×1, poderia tomar ATV/r+TDF+3TC.

          O problema é que a farmácia não irá fazer esta dispensa sem autorização de alteração pelo infecto, o infecto normalmente não está disponível no mesmo dia que estes problemas acontecem, e assim vai, portanto, como o Tiago falou, nestas situações o melhor é procurar alguma ONG no mesmo dia para ver se eles possuem algum estoque de TARV.

          Eu tenho um estoque de 1 mês de ATV/r que mantenho para casos extremos.

          Abraços

    • M. diz

      Vinicius as interrupções nunca são boas, pois ai se abre uma possibilidade. Mas acho difícil. Meu médico me disse que algumas substâncias do 3×1 ficam até 72 hrs no organismo. Mas se a pessoa começa a falhar demais ai complica, mas acredito que no seu caso que sempre toma certinho isso não fará muita diferença. O melhor mesmo é tomar conforme a indicação do rótulo 1 vez por dia. Espero que sua situação se resolva logo. Abraço.

  14. SP+- diz

    Marcelo parabéns pela atitude!

    Pessoal alguma novidade sobre a PrEP nas capitais?

    Abraços a todos.

    • Rômulo diz

      Também to querendo saber, to ansioso p/ meu parceiro começar a tomar…

  15. Caio PE diz

    Luiz Carlos, favor tirar uma dúvida:
    fiz hemograma e os EOSINÓFILOS acusaram 240 (limite 500) e linfócitos totais (LT) 1670 (achei um pouco baixo).
    1. Qual a função, específica, dos EOSINÓFILOS?
    2. Esses LT está num nível aceitável (O CD4 “acompanha” os LTs)?

    Abraços,

    • Luiz Carlos diz

      Caio, você precisa parar um pouco de querer tirar conclusões precipitadas dos seus hemogramas, sendo que tudo está sempre dentro dos VR. Não existe “um pouco abaixo” ou “um pouco acima” se está dentro dos valores de referência, é exatamente pra isto que servem os VR 🙂

      VR para eosinófilos é de 50 a 500/mm3, portanto o seu exame está dentro do VR. VR para linfócitos totais é de 900 a 2.900/mm3, também tudo dentro do VR.

      Os eosinófilos são fagocitários (ingerem partículas estranhas, bactérias e células mortas no organismo por fagocitose), assim como os neutrófilos e basófilos, ou seja, são também responsáveis pela imunidade.

      O CD4 para pessoas em TARV tende a subir em relação aos linfócitos totais. É este um dos objetivos da TARV. Ele acompanha no sentido de que é um tipo de linfócito, ou seja, o valor absoluto sofre influencia do ciclo circadiano, de outras infeções por vírus e bactérias, etc, mas a tendência na proporção CD4/linfócitos totais é que haja um aumento gradativo na proporção ao longo dos anos em TARV.

      Abraços

  16. amigo preciso de informações to agoniada em fim sou positiva meu marido tbm só que eu estou indeteqtavel e ele ainda não a camisinha furou to disiperada e ginecologista do meu cta ta de feria mas ha fiz exarmes quando voltar vou esta com 3 meses to com medo do BB narcir com Ciro faço uso do kaletra mim ajurda choro tanto

    • Luiz Carlos diz

      Morena, você estando em TARV não há muito o que se preocupar, nem muito o que fazer no momento. O único risco seria se o seu marido já tivesse tido falha terapêutica no mesmo esquema que o seu e o vírus gerado resistência à TARV que você toma, mas ainda assim o risco é mínimo.

      Fique tranquila, continue seguindo o tratamento de acordo com o que foi passado pelo seu infectologista que tudo vai ficar bem.

      Vale a nota de que o Kaletra não está sendo mais distribuído, portanto na sua próxima dispensa você deverá receber o Darunavir/r no lugar do Kaletra. Nada muda do ponto de vista dos horários para tomar a medicação. A farmacêutica do CTA irá lhe orientar e tirar quaisquer dúvidas que você possa vir a ter.

      Abraços!

  17. Júnior + diz

    Olá amigos. Pela segunda vez consecutiva eu me esqueço de ir fazer a coleta para o exame de CV. Sei que estou errado, mas acredito eu que os responsáveis pela coleta, deveriam ligar quando a pessoa não comparecesse ao laboratório paraa fazer-la . Tendo em vista que o não comparecimento gera despesas extras e uma enorme probabilidade da pessoa não ter feito o exame (ou consulta) e estar abandonando o tratamento e com isso infectando outras pessoas (caso de detetáveis) .

    A saúde publica precisa ser mais atenciosa com as pessoas, principalmente aquelas que são portadoras de alguma doença transmissível.
    Sem falar que o SAE fica vazio o dia todo e já vi ate funcionárias dormindo no expediente.

    Como vcs fazem para não se esquecerem de que tem uma consulta ou uma coleta agendada? Estou trabalhando muito, fico ccompletamente ‘perdido’ com tanto trabalho

    • Luiz Carlos diz

      Júnior, anota na agenda 🙂

      Esquecer um compromisso vez ou outra pode acontecer, mas quem possui volume alto de trabalho tem que encontrar a sua própria maneira de se organizar e priorizar as coisas. Você não pode ficar esperando alguém lhe telefonar pra avisar que está na hora de cuidar da sua saúde, não é mesmo?

      Sobre o que você escreveu, sim, concordo que a saúde precisa ser mais atenciosa com as pessoas, na realidade a palavra mais adequada é a necessidade de humanização do atendimento. Isto é um trabalho muito árduo e varia de local para local e de pessoa para pessoa. Todos sabemos que existem profissionais bons e maus.

      Sobre o acompanhamento de pessoas que não aderiram ao tratamento de forma correta, é outra questão muito delicada. O estado não pode forçar ninguém a seguir o tratamento, nem “perseguir” estas pessoas. Já vi casos de pessoas que abandonaram o tratamento por levarem uma “bronca” muito rígida da farmacêutica, em um momento onde eles precisavam ser aconselhados com mais cautela.

      Enfim, no meu ponto de vista, todas estas questões estão muito mais distantes do que os problemas que nós temos agora, infelizmente. Vamos atacando estes problemas um de cada vez, e um dia chegaremos em algo mais humano. Pelo menos é o que eu tento fazer.

      Novamente, fica a indicação, anote na agenda quando você tiver um exame ou algo importante para fazer 🙂

      Abraços!

      • Júnior + diz

        Obg pela resposta. Muito coerente seu ponto de vista. Mas é claro, não espero que me liguem para eu ir fazer o exame . mas também acho que deveríamos ter um acompanhamento mais atencioso.

        • Pedro diz

          O interesse é seu meu caro, quem tem que cuidar da sua saúde é vc.

    • Renatinho diz

      Júnior +
      Para não esquecer tento lembrar que tenho q ser responsavel com o meu tratamento ….

  18. Marlon diz

    Galera, boa noite!
    Bom, há algum tempo venho acompanhando esse blog e graças a ele tenho me sentindo mais humanizado. Estou na angústia, pois há cerca de 80 dias eu tive um relacionamento com uma amiga, e infelizmente não usei o preservativo como deveria. Desde então sinto dores de cabeça, coluna, garganta e tive febre, candidíase oral, formigamento nos pés e mãos, além de resfriados constantes. Fiz inúmeros exames de 3a e 4a geração, e todos deram negativos para HIV e tbm para sífilis e as hepatites, sendo o último um exame rápido com 80 dias dessa exposição de risco. Tá complicado! As vezes eu simplesmente acho que estou bem ou que estou contaminado, mas a pior parte é a dúvida. Sei que vcs tem inúmeras situações e podem estar me achando meio ridículo, mas com esses sintomas todos eu fico muito angustiado. Como funciona a questão dessa janela? Já ouvi de médicos diferentes informações completamente conflitantes. Um desses me disse em soroconversão após 09 meses…outros já dizem que exames de 4a geração com 30 e no máximo 60 dias selam a questão, já outros dizem que só um PCR. Enfim, a situação está terrível. Me perdoem, eu precisava desabafar, pois não tenha família presente, e meus amigos sumiram. Um forte abraço à todos!

    • Luiz Carlos diz

      Marlon,

      Em 95% das pessoas a janela imunológica (tempo que o organismo leva para produzir anticorpos anti-HIV) é de 4 semanas. Em 12 semanas a janela imunológica passa a englobar 99,9% das pessoas.

      Levando em conta que o sexo com penetração entre um homem e uma mulher tem um risco de transmissão de 4 em 10 mil exposições para o homem, me parece que você está querendo ser um ponto totalmente fora da curva.

      Ah, outro detalhe. O teste rápido para HIV tem 99,9% de precisão se respeitada a janela imunológica.

      Nosso sistema imunológico é algo poderoso. Tão poderoso que a sua própria angústia pode estar baixando sua imunidade e lhe causando estes sintomas. Nós, como seres pensantes, sempre tentamos associar causas a efeitos, mas muitas vezes fazemos isto de forma errada.

      Como já sugeri a outros aqui, em vez de gastar dinheiro com inúmeros exames, faça o teste rápido com 90 dias, descarte toda e qualquer possibilidade de estar infectado e procure auxílio psicológico. Não há nada de errado nisto.

      Outra coisa: você chegou a conversar com sua amiga? Se ela realmente for sua amiga, converse abertamente com ela e peça que ela faça o teste rápido também, assim você estará protegendo tanto você, quanto ela.

      Abraços!

  19. Cbb diz

    Eu qdo recebi o resultado do exame que tinha feito de Hiv, na altura o fiz pq estava doente e desconfiando que tinha apanhado febre amarela pq no meu país tinha um surto enorme desta doença (Angola, 2016), pensei que não era possível ter acontecido comigo, isto tendo em conta que o meu pai morreu em 1996 com desconfiava de hiv.
    A primeira ideia que me ocorreu foi de me suicidar, pq para além de antes do diagnóstico ser um jovem africano e militar, com um rendimento pecuniário aceitável, ser um mulherengo e achar que eu estava acima de tudo isto.
    Como sou alguém com um pouco de conhecimento, por ter estado em alguns países como Portugal, Israel e Namíbia, pensei antes em entrar na Internet e pesquisar sobre o meu diagnóstico.
    Eis que surge em primeiro lugar este blogue (JS) e comecei a adiar o meu suicídio. Hj olho pra a minha enfermidade como algo normal e no meio a isto me casei, com a minha esposa a espera do segundo filho.
    Este meu desabafo é em função que não csgo me abrir perante a minha esposa, mas ela já fez todas as análises deu e negativo, mas a forma pejorativa como ela fala sobre o Hiv me deixa sem coragem de me abrir com ela.
    Hj a minha grande luta é só ganhar mais uns quilos de peso que perdi qdo me infectei.
    Dou graças a Deus por ter pessoas como o Luiz Carlos e outros que com o seu saber nos elucidam que ser soropositivo não é o fim do mundo.

    • Luiz Carlos diz

      Cbb, é sempre um prazer poder ajudar. Fico extremamente lisongeado pelo agradecimento e muito feliz em saber que estou ajudando pessoas não só no Brasil, mas ao redor do mundo.

      Um grande abraço a você e a toda sua família,

      Luiz Carlos

  20. Maycon diz

    Luiz, da uma olhada no link que eu postei acima! Não entendi direito (meu inglês não é tão bom assim), mas parece que estão formulando uma cura.

    • :) diz

      Maycon.
      Dei uma olhada no link. É uma terapia genética para o tratamento do HIV desenvolvida por pesquisadores Russos, chamada Dinavir. Ela foi submetida a ensaios pré-clínicos e a droga já provou sua eficiência nas células. Os testes pré-clínicos em animais(Fase 1), ensaios clínicos (Fase 2) e o procedimento de registro podem levar de 5 à 10 anos segundo os cientistas.

  21. George diz

    H3O, boa tarde! Fique tranquilo quanto ao financiamento.
    Para ter o financiamento mais barato pelo programa minha casa minha vida com financiamento com recursos do FGTS (usualmente se fala carta de crédito FGTS) existe algumas condições, mas a principal é ter contribuído para o fundo por no mínimo 3 anos, independente do saldo atual e dos motivos de saques realizados.
    Quanto ao seguro se vc tiver exercendo alguma atividade laboral não haverá problema. Em geral os seguros dos financiamentos (sejam habitacionais ou de empréstimos consignados, por exemplo) não necessitam da declaração pessoal de saúde.

  22. TELMA diz

    ENQUANTO A CURA NAO VEM !!!!!!

    Cabotegravir (CAB) é um inibidor de integrase de segunda geração desenvolvido pela ViiV Healthcare como uma formulação injetável de comprimidos orais e de longa duração (CAB-LA). Possui uso potencial como tratamento e, a formulação injetável, como PrEP.

    CAB-LA tem uma semi-vida extremamente longa: uma única injeção resulta em níveis de drogas que ainda são detectáveis ​​em algumas pessoas mais de um ano depois. Isso exige que uma fase de entrada usando a formulação oral seja essencial antes de usar a injeção para detectar o risco provável de reação de hipersensibilidade. A longa vida útil significa que qualquer pessoa que deteve CAB-LA quando usada como tratamento precisa alternar para ART alternativa. Quando usado como PrEP, os estudos atuais recomendam a mudança para a PrEP oral diária durante um ano.

    A formulação oral tem um perfil de resistência à droga semelhante ao dolutegravir e também está sendo estudada como parte da terapia oral dupla com rilpivirina (ver dolutegravir / rilpivirina acima), com resultados de fase 2b apresentados no CROI 2017. [ 23 ]

    Este estudo de fase 2b incluiu resultados de 144 semanas de 243 participantes naive de tratamento que iniciaram TART de terapia tripla (cabotegravir dose-variável ou efavirenz, mais NRTI TDF / FTC de fundo) e que mudaram para terapia de manutenção de cabotegravir oral mais rilpivirina na semana 24 se A carga viral era indetectável.

    De 181 participantes randomizados para CAB, 160 iniciaram a fase de manutenção de terapia dupla e 138 entraram em uma nova fase de etiqueta aberta na semana 96.

    Embora a supressão viral tenha sido geralmente boa e a tolerabilidade não inclui descontinuações relacionadas ao tratamento com cabotegravir para efeitos colaterais, cinco pacientes desenvolveram resistência a uma ou a ambas as drogas durante o estudo.

    Durante as fases de manutenção e etiqueta aberta, 7 (4%) relataram eventos adversos relacionados à droga (AEs) ≥ Grau 2. Os AEs graves ocorreram em 15 (9%) participantes no grupo CAB (nenhum relacionado a drogas) causando 4 pessoas (3 %) Para se retirar do estudo.

    Embora o CAB tenha iniciado estudos clínicos primeiro, os estudos de fase 3 são mais avançados para o CAB-LA.

    Os resultados do estudo LATTE-2, que incluíram acompanhamento de 48 semanas do uso de terapia de manutenção de dupla injeção (CAB-LA coformulado com rilpivirina LA), foram apresentados na IAS 2016. [ 24 ]

    Trata-se de um estudo de fase 2b aberto em 301 participantes nativos de tratamento, injeções randomizadas de 2: 2: 1 a 4 semanalmente (4W) ou 8 semanas (8W) ou à TAR oral (cabotegravir plus abacavir / 3TC).

    A fase de indução de 20 semanas usou cabotegravir (30 mg uma vez por dia) mais abacavir / 3TC uma vez por dia, adicionando rilpivirina oral (25 mg uma vez por dia) nas últimas quatro semanas. Após a indução, 91% (n = 286) dos participantes continuaram na fase aleatória porque sua carga viral era <50 cópias / mL. A análise primária na semana 32 do estudo principal (ou seja, iniciando após o período de indução) foi apresentada no CROI 2016 e esses dados foram utilizados para selecionar a dose de 4 semanas para estudos de fase 3.

    Na semana 32, a supressão viral para <50 cópias / mL foi alcançada em 94%, 95% e 91% das armas 4W, 8W e orais, respectivamente, atendendo aos critérios pré-especificados para mostrar que cada braço de CAB-LA não era inferior a CAB oral. As taxas de não-resposta virológica foram ligeiramente inferiores no braço de 4W (<1% v 4% nos outros braços) com razões não virológicas inferiores para descontinuação no braço de 8W.

    Na semana 48, a porcentagem de participantes com carga viral <50 cópias / mL caiu ligeiramente para 91%, 92% e 89% do 4W, 8W e braços orais, respectivamente. A não-resposta virológica foi maior nos braços de 8W versus 4W (7% vs <1%), mas isso levou a algumas descontinuações (<1% vs 0). As descontinuações devido a efeitos colaterais ou a morte foram menores no grupo de 8W (0 vs 5%).

    Tolerabilidade às 48 semanas – principalmente associada às reações do local de injeção (ISRs) – foi semelhante aos resultados de 32 semanas. Taxas ligeiramente mais elevadas de ISRs nos níveis de grupo 8W para aproximadamente 30% dos participantes na semana 48. Destes, 82% eram leves e 17% eram moderados: 90% foram resolvidos no prazo de 7 dias. Os sintomas mais comuns foram dor (67%, nódulos (7%) e inchaço (6%). Apenas 2/230 participantes (<1%) descontinuaram devido a ISRs.

    Outros efeitos secundários geralmente ocorreram em níveis baixos e foram semelhantes entre os grupos de injeção: febre 5% vs 3% vs 0; Fadiga 4% vs 2% vs 1%; Sintomas semelhantes a gripe 2% vs 3% vs 0; No 4W, 8W e braços orais, respectivamente, com dor de cabeça relatada em 2% em todos os braços.

    A falha virológica ocorreu apenas em duas pessoas no braço de 8W e em 1 pessoa no grupo oral. As mutações associadas à resistência aos inibidores da integrase dos medicamentos (Q148R) apenas foram relatadas em uma pessoa no grupo 8W.

    Também relatado amplamente, os participantes relataram maiores taxas de satisfação com as injeções em comparação com medicamentos orais e maior preferência por continuar com a combinação de injeção.

    Vários estudos internacionais de fase 3 de cabotegravir LA para PrEP já estão em andamento, com TDF / FTC oral como a comparação. [ 25 , 26 ] Novas nanoformulações de cabotegravir LA também estão em desenvolvimento. [ 27 ]

    O programa da fase 3 inclui dois grandes estudos internacionais em participantes não tratados e ingênuos: FLAIR (primeiro regime injetável de longa duração) e ATLAS (terapia anti-retroviral como supressão de ação prolongada).

    Os resultados atualizados de 96 semanas da LATTE-2 devem ser apresentados na conferência IAS 2017 em Paris, em julho. [ 28 ]

    DOLUTEGRAVIR / LAMIVUDINA FDC

    O Dolutegravir mostrou uma maior barreira contra a resistência aos medicamentos em estudos não tratados do que qualquer outro anti-retroviral até a data e isso levou a vários grupos de pesquisa independentes a analisar se o dolutegravir poderia ser usado em combinações com menos de três drogas ativas.

    Além de usar dolutegravir com rilpivirina (ver acima), vários estudos estão usando dolutegravir com lamivudina (3TC), incluindo os dois medicamentos coformulados em um FDC.

    O pequeno estudo PADDLE de braço único relatou reduções rápidas na carga viral, incluindo em quatro pessoas com carga viral inicial> 100.000 cópias / mL, que mantiveram carga viral indetectável na semana-48 em 18/20 participantes naive de tratamento. [ 29 ] Os resultados da semana 96 deste estudo serão apresentados no IAS 2017. [ 30 ]

    Vários estudos maiores de fase 2 e 3 estão em andamento, incluindo os estudos do braço único LAMIDOL e ACTG A5353 e os estudos randomizados ASPIRE e TRULIGHT. Destes, apenas o estudo francês ANRS 167 LAMIDOL single arm switch em 104 participantes em ART estável reportou resultados. No CROI 2017, após 40 semanas de terapia dupla, 101/104 participantes permanecem indetectáveis, com uma única pessoa com rebote viral (> 50 – 200 cópias mL) que voltou para triplo ART. [ 31 ] No entanto, o ACTG A5353 em 122 participantes não tratados é devido ao relatório de resultados na IAS 2017. [ 32 ]

    O estudo US ASPIRE e o estudo francês TRULIGHT randomizaram 90 e 250 participantes, respectivamente, que são suprimidos na TAR atual para alternar para a terapia dupla de dolutegravir / 3TC ou permanecer na terapia tripla. [ 33 , 34 ]

    Finalmente, em agosto de 2016, a ViiV anunciou dois grandes estudos internacionais randomizados de fase 3 (GEMINI 1 e 2) que irão comparar dolutegravir / 3TC FDC a dolutegravir mais TDF / FTC separado. [ 35 ] Juntos, esses estudos registrarão 1400 participantes ingênuos ao tratamento e quantificarão se os NRTIs duplos ainda são necessários para alguns regimes baseados em integrase, com coleta de dados para o desfecho primário (supressão viral na semana 48) esperado em 2018. [ 36 , 37 ]

    Se esses estudos produzem resultados positivos, um estudo de modelagem publicado no ano passado relatou economias potenciais de US $ 550 milhões nos EUA sozinhos ao longo de cinco anos, se o dolutegravir / 3TC fosse usado como terapia de manutenção em 50% das pessoas que suprimiram a carga viral em ART tripla e US $ 800 milhões Se usado como ART inicial. Isso aumentou para US $ 3 bilhões, se 25% das pessoas atualmente em terapia estável passam para a terapia dupla de dolutegravir / 3TC. [ 38 ]

    Também é importante que, embora vários estudos que utilizem dolutegravir como monoterapia mantenham a supressão viral na maioria dos participantes, o risco imprevisível de recuperação viral em algumas pessoas com o desenvolvimento da resistência à integrase significa que a monoterapia com dolutegravir agora não é claramente recomendada. Todos os estudos de monoterapia com dolutegravir devem ter mudado todos os participantes de volta à terapia dupla ou tripla. [ 39 ]

    IBALIZUMAB – MAB

    O Ibalizumab é um anticorpo monoclonal que está em desenvolvimento há mais de uma década. Nomes de desenvolvimento anteriores incluídos os resultados de eficácia da TMB-355 e TNX-355 e da fase 1 foram relatados pela primeira vez em 2008. [ 40 ]

    O Ibalizumab bloqueia a entrada inicial do HIV, associando-se aos receptores CD4 e interrompendo as mudanças conformacionais que são necessárias para que o vírus entre em uma célula CD4. É ativo contra o vírus CCR5 e CXCR4-tropic. A meia-vida de> 3 dias permite que a infusão intravenosa (IV) seja administrada a cada duas semanas.

    Para grande parte do programa de desenvolvimento, o acesso foi limitado a um estudo aberto de acesso expandido [ 41 ], mas os resultados de um pequeno estudo de fase 3 (TMB-301) foram apresentados no CROI 2017. [ 42 ]

    O TMB-301 foi um estudo de um único braço em 40 participantes com HIV resistente a múltiplos fármacos que estavam falhando em sua combinação atual. O projeto do estudo incluiu a adição de uma única dose de 2000 mg de ibalizumab ao tratamento atual por duas semanas. O ART anterior foi então otimizado no dia 14 para incluir pelo menos um novo fármaco sensível. A partir do dia 21, 800 mg de ibalizumab foram administrados a cada duas semanas.

    Os resultados do desfecho primário são a porcentagem de participantes com> 0,5 queda na carga viral no dia 14.

    A carga viral basal média foi de 5,0 cópias de registro / mL com 18%> 5 cópias de registro / mL. O CD4 médio foi de 150 células / mm 3 com 17 pessoas <50 células / mm3 e 10 pessoas com CD4 entre 50 a 200 células / mm 3 . Mais de metade dos participantes tiveram resistência a três aulas, um terço a quatro aulas e 40% usaram outro medicamento de investigação (o inibidor de aderência de gp-120 fostemsavir) quando a ART foi otimizada no dia 14.

    Uma semana (no dia 7) após a dose de carga inicial (2000 mg IV) adicionada à terapia de falha atual, a carga viral caiu> 0,5 cópias de registro / mL em 83% dos participantes e> 1,0 log em 60%.

    Na semana 24, a diminuição da carga viral média da linha de base foi de -1,6 cópias de registro / mL, com 55% e 48% tendo reduções> 1 log e> 2 log, respectivamente. A carga viral foi indetectável ( 50 células / mm 3 foi associada a maiores reduções de carga viral.

    Houve descontinuações de 9/40, principalmente (8/9) em participantes com menor CD4 (<50 células / mm 3 ). Isso incluiu quatro mortes (insuficiência hepática, KS, AIDS e linfoma em estágio final), tudo no grupo CD4 baixo. Três pessoas retiraram o consentimento e duas perderam o seguimento.

    Os efeitos secundários (n = 17) foram principalmente leves ou moderados, mas incluíram um caso de IRIS.

    Nenhum tratamento relacionado com efeitos secundários ou interrupções foram relatados nos dias 0 a 14.

    Os resultados de uma formulação intramuscular também foram apresentados no CROI 2017, mas, embora as reduções iniciais da carga viral fossem semelhantes à versão IV, a recuperação após uma semana sugere maior vulnerabilidade à resistência aos medicamentos. [ 43 ]

    O Ibalizumab está sendo desenvolvido pela empresa taiwanesa TaiMed, mas os direitos de comercialização e distribuição para os EUA e o Canadá foram vendidos para a Theratechnologies (que comercializam tesamorelina para hipertrofia visceral). Um comunicado de imprensa das empresas em desenvolvimento informou que a FDA havia concedido uma revisão de prioridade com um prazo esperado para apresentação em janeiro de 2018. [ 44 ]

    Um outro estudo de fase 3 também está em andamento [ 45 ] e os resultados atualizados em pacientes com tratamento prévio devem ser apresentados no IAS 2017 em Paris em julho. [ 46 ]

    PRO 140 – MAB

    PRO 140 é um anticorpo IgG4 humanizado que bloqueia a entrada de HIV por ligação ao CCR5 mas é ativo contra o vírus resistente ao maraviroc. O PRO 140 está em desenvolvimento há mais de dez anos, mas isso, paradoxalmente, tem sido designado como status “acelerado”, para ter uma atividade potencial contra o HIV MDR.

    Os dados mais recentes da fase 3 foram apresentados no CROI 2017. [ 47 ]

    Este estudo de fase 3 usou a administração semanal de injeções subcutâneas auto-administradas de 350 mg de monoterapia PRO 140 como uma estratégia de troca em participantes em terapia oral estável com carga viral indetectável, que interrompeu a ART. Este foi inicialmente um estudo de 12 semanas com um acompanhamento de extensão de três anos para pessoas que mantêm a supressão viral.

    Dos 41 participantes da primeira fase, 16 aderiram à fase de extensão. Destes, 1/16 retirou o consentimento, 5/16 tiveram repercussão viral subseqüente (dois resultados consecutivos> 400 cópias / mL) e 10/16 mantiveram a supressão viral com seguimento por mais de dois anos. Destes, 7/10 apresentaram carga viral indetectável <1 cópia / mL, com outros em 4, 10 e 19 cópias / mL.

    Não foram relatados efeitos colaterais sérios ou descontinuações relacionadas, incluindo reações baixas no local da injeção.

    Os estudos de fase 3 em curso incluem um estudo de mudança de monoterapia em 300 participantes com supressão viral> 48 semanas em ART [ 48 ] e além de ART como parte da combinação de resgate em 30 participantes com resistência a múltiplos medicamentos a outras classes. [ 49 ] Não são esperados novos resultados no IAS 2017.

    FOSTEMSAVIR – INIBIDOR DE LIGAÇÃO

    Fostemsavir (GSK3684934) é um inibidor de anexos que se liga a gp120 e evita mudanças conformacionais necessárias para a fixação. É ativo contra quase todos os subtipos de HIV-1, embora não sub-tipo AE ou grupo O e não possui resistência cruzada in vitro a drogas de outras classes.

    Este composto está sendo desenvolvido por ViiV, mas anteriormente era um composto BMS (BMS-663068).

    Os resultados mais recentes foram apresentados na conferência de Glasgow em 2016. [ 50 ]

    Esta foi uma análise de subgrupos de um estudo randomizado de dose de BMS fase 2b em 251 participantes experientes em tratamento que usaram atazanavir / r no braço de controle. No entanto, em vez de usar 2 NRTIs como medicamentos de fundo, todos os participantes usaram raltegravir (400 mg duas vezes por dia) mais TDF (uma vez por dia) como medicamentos de fundo. Após 48 semanas, todos os participantes nos braços GSK-934 foram transferidos para a dose selecionada de 1200 mg uma vez por dia.

    As características aproximadas da linha de base incluíram idade média de 39 anos (faixa de 20 a 68), 60% dos participantes eram do sexo masculino e pertenciam 40% brancos, 30% negros, 30% outros. A carga viral média de pré-tratamento foi de 4,85 cópias de registro / mL (SD +/- 0,9 log) e 44% tiveram cargas virais> 100 000 cópias / mL). A média da contagem de CD4 foi de 230 células / mm 3 (SD +/- 135 células / mm 3 ) e 39% tinha <200 células CD4 / mm 3 ).

    Os dados comuns foram apresentados para todos os BMS-068 para todos os participantes às 96 semanas, porém 30% desses participantes e 40% dos pacientes controle descontinuaram antes da semana 96.

    A análise de eficácia e segurança de 96 semanas deste estudo também foi relatada no CROI 2016, com 61% vs 53% com carga viral <50 cópias / mL na semana 96.

    A nova análise relatou resultados similares para os braços ativos versus controle quando se observam subgrupos para carga viral acima / abaixo de 100.000 cópias / mL e para CD4 basal acima / abaixo de 200 células / mm 3 , gênero, idade (acima / abaixo de 50 anos) e Raça / etnia. As taxas de resposta semelhantes nos braços ativos também foram observadas em toda a gama de susceptibilidade basal (especialmente acima / abaixo de 1,0 nM).

    Embora os efeitos colaterais tenham sido geralmente leves e semelhantes entre o grupo (grau 1 a 4: 91% versus 98%, grau 3/4: 12% vs 14%), ocorreu uma menor porcentagem de efeitos colaterais relacionados à droga para o inibidor de inserção (nota 2 a 4: 8,5% vs 37%) e houve menos descontinuidades relacionadas à droga (2,5% vs 10,0%). A morte única nos braços ativos foi uma ferida de bala.

    A pesquisa em andamento é em um grande estudo de fase 3 internacional (inscrito, não mais recrutando) em pacientes com tratamento com experiência em drogas e que são sensíveis a apenas duas ou menos aulas de drogas. Este estudo foi lançado em 2015 com uma data final estimada em 2020. [ 51 ]

    Embora nenhum novo dado clínico seja apresentado no IAS 2017, dois estudos de interações medicamentosas devem ser apresentados como cartazes. [ 52 , 53 ]

    Compostos em estudos de fase 2

    UB-421 – MAB

    UB-421 é um mAb amplamente neutralizante que visa a ligação de CD4 com dados in vitro sugerem potência comparável ou maior em comparação com outros compostos, incluindo VRC01 e 3BNC117. [ 5 ]

    Os dados mais recentes foram apresentados no CROI 2017 a partir de um estudo de fase 2 em 29 participantes suprimidos por via viral em ART que utilizaram UB-421 em monoterapia durante uma interrupção de tratamento de 8 semanas. A UB-421 foi administrada por infusão 10 mg / kg semanalmente ou 25 mg / kg a cada duas semanas. [ 54 ]

    Embora não houve casos de recuperação viral durante a fase de monoterapia, a carga viral se recuperou aos 35 a 62 dias após a última dose de UB-421 em cinco participantes que adiaram o reinício da TARV. Todos os cinco mais tarde reiniciados ART e carga viral tornaram-se indetectáveis.

    Dois estudos atuais de fase 3 em pessoas com HIV MDR estão listados, mas ainda não se matriculam. [ 55 , 56 ]

    Não são esperados novos dados no IAS 2017.

    VRC01 – MAB

    VRC01 é outro mAb amplamente neutralizador que visa o site de ligação CD4 que pode ser administrado por infusão ou injeção subcutânea e que está em desenvolvimento de fase 1/2 com múltiplas indicações: para tratamento, como parte da pesquisa de cura e para prevenção.

    Um estudo no CROI não relatou nenhum impacto adicional na redução do reservatório viral infectado latentemente de adicionar VRC01 à ART. [ 57 ] Outros papéis na pesquisa de cura estão em andamento [ 58 ].

    Outro estudo relatou resultados de segurança tentativamente positivos de usar uma única injeção em lactentes após o nascimento para limitar o risco de transmissão vertical e um papel potencial de injeções adicionais para lactentes amamentados. [ 59 ]

    Dois outros grandes estudos de fase 2 com determinação de dose internacional, controlados por placebo, usando o VRC01 como PrEP já estão em curso, que permitem que os participantes também utilizem a TDF / FTC oral Aberta. [ 60 , 61 ]

    Embora novos dados clínicos sejam esperados no IAS 2017, um estudo usando este composto como uma estratégia em pesquisa de cura deve ser apresentado, embora os resultados que mostrem pouco impacto no reservatório após a interrupção da TAR foram publicados em novembro de 2016. [ 62 , 63 ]

    ABX464 – INIBIDOR REV

    ABX464 é uma molécula que se pensa que funciona ao bloquear os estágios finais da montagem viral. Um estudo de faixa de dose de fase 2a apresentado no CROI 2016 em 80 participantes nativos de tratamento na Tailândia relatou atividade antiviral modesta (~ 0,5 cópias de registro / mL), mas apenas em 4/6 pessoas usando a dose mais alta de 150 mg (sem respostas em 2 / 6). [ 81 ]

    O composto também está sendo estudado para impacto no reservatório viral e se ele pode limitar a recuperação viral na ausência de ART, incluiu um estudo relacionado, que deve ser apresentado no IAS 2017 em Paris. [ 82 , 83 ]

    Fase 1 e compostos pré-clínicos

    Como muitas empresas não divulgam amplamente o trabalho pré-clínico, esta seção é restrita a alguns estudos.

    MK-8591 (EFDA) – NRTI

    O MK-8591 é um NRTI muito interessante agora no desenvolvimento da fase 1 pela Merck, que é notável por alta potência (atualmente usando uma dose diária oral de 10 mg), uma meia-vida plasmática longa que permite uma dosagem oral semanal, uma liberação lenta Implante removível que só pode exigir dose anual e estudos em andamento que visam o uso tanto para o tratamento quanto para a PrEP.

    Um cartaz no CROI 2017 informou que, em comparação com seis isolados de HIV-1 (incluindo subtipos de HIV-1 A, B, C e D e grupo O), o MK-8591 teve ainda melhor atividade in vitro contra HIV-2. Isso inclui estar totalmente ativo contra as mutações NRTI K65R e Q151M (embora a variante M184V tenha conferido uma resistência de 10 vezes). [ 64 ]

    Um segundo postador informou que EFdA atinge bons níveis de fármaco no tecido vaginal e retal – apoiando outros estudos de PrEP. [ 65 ]

    O IAS 2017 deverá incluir novos dados tanto para uso como tratamento e prevenção. [ 66 , 67 ]

    GS-9131 – NRTI

    GS-9131 é um pró-fármaco do GS-9148 sobre estudos iniciais de resistência a fármacos e in vitro apresentados há dez anos no CROI 2006. [ 68 ]

    Outros estudos publicados destacam o potencial de baixo risco de toxicidade em estudos em animais e retém sensibilidade fenotípica in vitro a ampla resistência à NRTI incluindo mutações em K65R, L74V e M184V e TAMS múltiplas. [ 69 ]

    O cartaz no CROI 2017 confirmou os resultados de estudos publicados anteriormente sobre a atividade contra mutações NRTI comuns. [ 70 ]

    O composto tem boa potência (EC50 = 25-200 nM) com atividade contra subtipos de HIV-1 A, B, C, D, E, F, grupo O e N (EC50 0,29-113 nM), também contra HIV-2. A atividade sinérgica foi relatada para GS-9131 em combinação com AZT, FTC, abacavir, efavirenz, bictegravir, dolutegravir e lopinavir e atividade aditiva com TFV e TAF.

    Atualmente, a GS-9131 não é fácil de sintetizar e precisará superar os desafios de fabricação para tornar-se mais fácil e mais barato de fazer. Não são esperados novos dados no IAS 2017.

    GSK3640254 – INIBIDOR DE MATURAÇÃO

    O inibidor de maturação GSK3640254 (anteriormente BMS-986197) está em estágios pré-clínicos de desenvolvimento com GSK com uma molécula adquirida a partir do BMS. [ 71 ]

    Um inibidor de maturação anterior, o BMS-955176, também adquirido do BMS, foi interrompido em outubro de 2016. [ 72 ] A decisão de encerrar o início do programa de desenvolvimento do BMS-955176 foi baseada em resultados de 24 semanas do estudo de fase 2b AI468-038 em Participantes ingênuos de tratamento. Isto foi devido à intolerabilidade gastrointestinal e à resistência ao fármaco emergente do tratamento. Os estudos em curso com o BMS-955176 (AI468-038 e AI468-048) terminaram cedo.

    Novos dados sobre efeitos colaterais serão apresentados na IAS 2017. [ 73 ]

    COMBINECTINA – ADNECTINA / INIBIDOR DE FUSÃO

    Combinectina (GSK3732394) é um inibidor combinado de adnectina / fusão que interrompe a entrada viral ao selecionar múltiplos locais de ação em gp41 e CD4. Este composto tem o potencial de injeções semanais auto-administradas.

    Este composto foi em desenvolvimento pré-clínico com BMS e foi adquirido por ViiV no final de 2015.

    Os dados mais recentes apresentados em Glasgow 2016 resumiram, dados de atividade e resistência in vitro e dados virológicos de estudos de mouse. [ 74 ]

    GS-PI1 – INIBIDOR DE PROTEASE

    GS-PI1 é um inibidor de protease não-carregado sem circulação diária com alta potência e semi-vida longa e sensibilidade in vitro contra alguma resistência de PI de segunda geração, em desenvolvimento pré-clínico por Gilead.

    Uma apresentação oral no CROI 2017 relatou uma alta barreira à resistência, tanto após a passagem in vitro quanto contra complexos de resistência múltipla de isolados clínicos múltiplos resistentes a PI e dados farmacocinéticos de estudos de ratos e cães. [ 75 ]

    GS-CA1 – INIBIDOR DA CÁPSIDE

    Os primeiros dados foram apresentados no GS-CA1, o primeiro composto em uma nova classe de inibidores da cápside do HIV, com uma formulação que pode ser usada para injeções de liberação lenta. [ 76 ]

    Capsid é o núcleo estrutural em forma de cone no virião que protege o ARN do HIV e as enzimas relacionadas. Como parte de um processo dinâmico, a proteína da cápside (p24) primeiro se separa para liberar conteúdos virais para a célula CD4 para permitir a transcrição reversa e também precisa se voltar a montar dentro de novos viriões como parte do processo de maturação no final do ciclo de vida.

    O GS-CA1 atua em estágios precoce e tardio, vinculando-se a um site que bloqueia a desmontagem e a montagem levando a novos viriões defeituosos que não são infecciosos.

    O composto é potente com EC50 em células-alvo de 60 a 140 pM (em comparação com 1000 a 19000 para efavirenz, dolutegravir e atazanavir) com atividade contra a resistência aos medicamentos às classes atuais de HIV. Embora a seqüência da população mostrou que o local de ligação deve ser altamente conservado, a resistência à cápside pode ser gerada a partir de passagens em série in vitro.

    O composto de investigação é desenvolvido atualmente como uma injeção subcutânea que em estudos de ratos mantiveram concentrações plasmáticas nove vezes superiores à proteína EC95 ajustada às proteínas dez semanas após uma única injeção. Isso sugere intervalos de dosagem mensais ou mais longos em seres humanos.

    Compostos desenvolvidos para mercados de baixa e média renda

    Embora os seguintes compostos não estejam sendo desenvolvidos para uso em municípios de alta renda, eles estão progredindo por meio da pesquisa clínica.

    ALBUVIRTIDA – INIBIDOR DE FUSÃO

    Albuvirtide é um inibidor de fusão de segunda geração semelhante ao T-20 (enfuvirtide) que está sendo desenvolvido pela Frontier Biotechnologies como uma combinação alternativa de segunda linha na China, onde o acesso a medicamentos orais é limitado (sem inibidores de integrase ou NNRTIs de segunda geração Ou IPs).

    Estudos iniciais de 2012 relataram reduções médias de carga viral de cerca de 1,0 cópias de registro / mL no tratamento de participantes ingênuos usando a dose de 320 mg após múltiplas doses ao longo de seis semanas.

    As diferenças entre albuvirtida em relação ao T-20 incluem uma semivida plasmática de 12 a 14 dias, permitindo infusão intravenosa semanalmente (em vez de injecções subcutâneas duas vezes ao dia) e um perfil de efeitos colaterais que não inclui reações no local de injeção (ISRs ).

    Os resultados intermédios parciais de fase 3 neste composto foram apresentados em Glasgow em outubro de 2016. [ 77 ]

    Este estudo aberto de não-inferioridade de fase 3 randomizou 389 participantes experientes em tratamento para uma combinação de segunda linha de lopinavir / r, além de albuvirtida ou NRTIs recomendados pela OMS. Os critérios de entrada incluíam carga viral> 1000 cópias / mL em ART de primeira linha.

    As características da linha de base incluíram idade média de 40 anos (SD +/- 11) e 25% eram mulheres. A contagem média de CD4 e a carga viral foram de aproximadamente 240 células / mm 3 (SD +/- 140) e 3,8 log (+/- 1,0 log) cópias / mL (com 10% com> 100 000 cópias / mL). No geral, 80% tinham pelo menos uma grande mutação resistente a fármacos, com a maioria com mutações NNRTI e NRTI. Aproximadamente 75% dos participantes utilizavam tenofovir na linha de base.

    Esta análise intercalar incluiu 208/389 participantes, com resultados disponíveis para 175/208 participantes na análise ITT modificada: 83 vs 92 às 24 semanas e 50 vs 48 às 48 semanas, nos grupos albuvirtude versus NRTI, respectivamente.

    Embora ambos os grupos tenham demonstrado 80% de supressão viral às 24 semanas, as taxas da semana 48 foram de 80% vs 66% no grupo de albuvirtide vs controle respectivamente (diferença 14,4%, IC 95%: -3,0 a 31,9). Isso mostrou não-inferioridade em ambos os pontos de tempo.

    A tolerabilidade foi boa e a maioria dos efeitos colaterais pareceu comparável entre os grupos: cerca de 75% relataram efeitos colaterais (principalmente diarréia leve) com apenas 5 vs 3% classificados como eventos graves (apenas um dos quais, relacionado ao GI no grupo NRTI, Relacionados). Não foram relatados ISRs.

    Com base nesses resultados, a albuvirtide já foi submetida à aprovação condicional na China e há planos para realizar estudos internacionais adicionais em outros países no próximo ano, especialmente com outros medicamentos de ação prolongada.

    Uma formulação subcutânea de albuvirtida também está em desenvolvimento que permitiria auto-injeções em casa, em vez de visitas semanais de clínica necessárias na versão atual.

    ELSULFAVIRINA – NNRTI

    A elsulfavirina (uma droga pro de VM-1500A) é uma NNRTI desenvolvida pela Viriom para registro em alguns países de renda média.

    Os resultados de 48 semanas foram apresentados no CROI 2017 a partir de um estudo de fase 2b randomizado e duplo-cego realizado na Rússia em 120 participantes de tratamento naive. Adicionou-se 20 mg de elsulfavirina a 600 mg de efavirenz, cada um com NRTI de fundo de tenofovir-DF / FTC. [ 78 ]

    O braço de elsulfavirina apresentou supressão viral semelhante a 100.000 cópias / mL (78% vs 62%), com menos efeitos colaterais do SNC (32% vs 62 %).

    Uma formulação injetável de ação prolongada está sendo usada em estudos em andamento para tratamento e PrEP e os resultados serão apresentados na IAS 2017 em Paris neste verão. [ 79 ]

  23. Paulo Lima diz

    Se vocês pregam todos os dias que convivem tão bem com o vírus, a famosa e tão usada frase “vida normal”, pra que a cura não é mesmo? 😡

    • Tiago diz

      Paulo, por muito bem que eu consiga conviver bem com a minha condição – nem tanto com o vírus, já que a minha intenção é controlar/exterminar – e por muito que assim consiga levar uma vida bem “normal”, também sinto que caminho em terreno menos sólido – com riscos adicionais – e que essa “normalidade” depende de tratamento para toda a vida, que pode eventualmente falhar, faltar, etc…

      Ou seja, mesmo a vida mais “normal” não deixa de ser mais insegura e vulnerável à possibilidade de mudança para pior, seja por fatores internos ou externos, do que será possível com a cura.

    • :) diz

      Paulinho. O HIV não é como uma calça que está prestes a estourar a costura. De acordo que você vai usando a calça a costura vai soltando e você sabe se na próxima saída vai conseguir usa-la novamente. O HIV é diferente, não sabemos o dia de amanhã, talvez falte o remédio, um resfriado pode virar um problema serio, são situações imprevisíveis que não somos capazes de controlar. Sem contar com o preconceito que o HIV carrega. Eu levo uma “vida normal” mas não sei o dia de amanhã, fico preso muitas vezes, medo de me apaixonar, medo de tomar até uma chuva, uma enxaqueca já fico preocupado, o sorriso some e da lugar a um rosto preocupado. E que venha a cura do HIV…

      • AmigoSp diz

        E qual controle os soro positivos ou soro negativos têm sobre a vida ?
        Nenhum.

        Nunca teremos e nunca vamos ter controle sobre nada. Podemos morrer nessa noite por um infarto, uma parada respiratória, Amanhã podemos ser atropelados ao atravessar a rua.

        Não temos controle de nada, ninguém têm.

        Vivam a vida de forma intensa.
        Deixem as coisas leves 🙂

        Tudo acontece na hora certa e por motivos que mais tarde entenderemos.

        Vivamos cada dia 🙂

  24. DRR diz

    Paulo lima, é uma doença como qualquer outra, não faz tanto mal como antes, porém viver sem ela será melhor não só fisicamente mas principalmente na questão psicológica, a muita gente desinformada sobre esse assunto, coisa que leva a um preconceito.
    A cura do HIV vai vir junto com várias outras curas, em breve creio eu.

      • Gil diz

        Paulo, o vírus incomoda muito menos, quando controlado pela medicação, do que o veneno de suas palavras, do que sua má intenção de escrever aqui. Porque contra a maldade não tem remédio, só resta mesmo a piedade, o pior dos sentimentos que as pessoas lançam sobre aqueles que não tem mais jeito na vida.
        Posso viver com HIV controlado, não me importo. Preferiria não ter, claro, mas não é uma tragédia, pois minha vida segue normal: amo e sou amado, respeitado e a maioria enorme dos que eu convivo sabem e me respeitam. Pronto.
        Não esqueça que um dia você poderá ter doença crônica, que a idade ou a genética trazem, e lembrará de sua tentativa de fustigar os soropositivos. Talvez você venha a ler, numa página de apoio contra câncer, diabetes, esclerose amiotrófica ou sei lá o quê, gente que foi lá escrever uma ironia que atinja a sua mãe, seu filho, seu cônjuge… saberás como alguém pode tripudiar onde deveriam apoiar, pois muitos vem aqui fragilizados.
        Procure o que fazer… ler e se informar ou ao menos ser bom e humano já ajuda a você mesmo, dos outros, se não ajudar, não tente atrapalhar.

        • Paulo Lima diz

          O problema de muitos aqui é fantasiar esse vírus letal. Não é bom propagar mentira e ilusão, isso sim é maldade. Continue vivendo no seu mundo de ilusão. Abraço!

          • Tiago diz

            Paulo, será que não está confundindo algumas posturas mais positivas e menos fatalistas, com um fantasiar com a inofensibilidade do vírus?

            Pergunto porque fico com impressão que o inverso é até mais comum. Uma boa parte das pessoas que chegam aqui provavelmente lembram ou ouviram falar da mortalidade do vírus nos anos 80/90 e não têm consciência que, apesar do potencial letal do vírus permanecer intacto, 30 anos depois, ele é controlado e anulado com bastante eficácia pelos mais atuais TARVs, salvo em casos excepcionais que existem de fato.

            Boa parte de pessoas que aqui chega já enfrentou o diagnóstico positivo e enfrentou ou começou a enfrentar o medo da morte e o estigma que elas mesmas portavam. As coisas mudaram… Não temos cura, o vírus continua tão potencialmente letal quanto nos anos 80/90 – talvez até mais, considerando mutações e resistências entretanto criadas – mas, por outro lado, temos acesso a tratamento bem eficiente e – tudo correndo bem – podemos sim levar uma vida praticamente “normal”, mais até que um diabético, por exemplo.

            No final de contas, parece-me que fantasiar com a inofensibilidade do vírus pode ser tão prejudicial quanto fantasiar com uma mortalidade maior do que realmente acontece. Independente do quanto o HIV continua significando uma ameaça às nossas vidas, viver em função disso seria tão neurótico quanto louco seria ignorar o risco ou viver em função de uma suposta cura que não se sabe nem se vai nem quando vai vir.

            Melhor seguir em frente e cuidar da saúde física e mental e isso pede uma atitude mental positiva. Não fantasiosa claro, mas positiva.

          • Gil diz

            Paulo Lima,
            O vírus HIV é letal quando não é tratado pelos antiretrovirais. Assim como o diabetes é letal quando não se faz a dieta e o controle adequado. Assim como a tuberculose é letal e outras tantas doenças para as quais o conhecimento humano já conseguiu a cura. Agora, para quem se trata e cuida da saúde, o vírus está lá, em pequena quantidade, sem prejudicar. As medicações são menos tóxicas, pode-se viver normalmente, como eu faço e a imensa maioria dos amigos que aqui interagem, sem crise, sem rolos, sem briguinhas e teimosia. O vírus é letal para você. Mas suas palavras são letais também, e não atingem mais aqueles que conhecem sobre o tema. Meu mundo não é de ilusão. E se fosse, a ilusão traz alívio, se não te prejudicar, deixe a pessoa na ilusão. Mas não é o que parece, você parece vir aqui com o intuito de fustigar alguém, de forma infantiloide, medíocre, sem argumento.
            Que dor no coração é essa? Você é soropositivo e não se conforma? Você acha que os soropositivos deveriam penar, ter sua morte psicológica arrasando a pessoa a partir do diagnóstico? Qual sua intenção? Dispenso seu abraço, espero que reflita e procure algo útil a fazer. Adolescentes problemáticos e com informações errôneas é o que menos precisamos.

            • DRR diz

              Sensacional seu texto Gil.
              Gostaria que ele fosse em algum hospital do câncer, e ver as pessoas mesmo entre a vida e a morte lutando por que querem viver, não querem que seu legado acabe ali, levante a cabeça amigo, você foi uma dádiva de Deus, aproveite essa oportunidade, faça a diferença, suas atitudes e palavras podem salvar muita gente. Aproveite a vida, você não foi colocado no mundo sem propósito algum, ache seu diferencial nesse momento de angústia e se dedique 100% a isso.
              Enfim vá até seu limite, você é mais forte do que pensa.

            • Tiago diz

              “Que dor no coração é essa? Você é soropositivo e não se conforma?”

              Pensei o mesmo. Não sei se é o seu caso Paulo, mas também passou pela minha cabeça essa possibilidade… Se for, até entendo não ter aceite tão bem sua condição, não é facil para ninguém e pode ser mais difícil para alguns, mas daí a usar o seu grau de aceitação como regra para questionar e julgar o grau de aceitação de outros pode ser uma forma de auto-sabotagem, tão típica da psicologia humana…

              Caso para dizer, aceite que dói menos… E não é que dói menos mesmo? Se quer derrubar o vírus, o primeiro passo é fortalecer seu corpo e sua mente. Do corpo os ARVs podem tratar, mas da mente só nós mesmos, eventualmente com ajuda profissional. Busque o que lhe traz paz, saúde e felicidade, afaste o que a faz perder e tenha pena – muita pena – de quem vier com intenção de a roubar pelo simples prazer de humilhar, assustar e fazer alguém sofrer, pois regra geral são pessoas que sofreram o mesmo e a quem faltou a força para se posicionar.

              Só assim podemos dizer que estamos na luta e não dando trégua ao vírus.

            • Tiago diz

              Precisamente, AmigoSp

              Hoje mesmo escrevi noutro comentário sobre como estes dias uma moça foi atropelada na calçada da minha rua por um senhor que enfartou, perdeu o controle do carro e se enfiou no muro da escola de onde ela havia saído instantes antes… de uma aula de pilates.

              A sincronicidade entre os dois eventos numa calçada de pouco movimento foi tão surpreendente, que deixou todo o mundo aqui em casa com a sensação que estava escrito…

              Até poderia perguntar “Pilates é letal?”
              Vou morrer trancado em casa para evitar a possibilidade de morrer atropelado numa qualquer calçada e em qualquer momento?
              E o botijão de gás na cozinha?

              A vida é letal. Consciência disso, ok.
              Só cuidado para não virar neura (é uma linha ténue).

      • Aninha diz

        Desejo muita saúde e somente coisas boas a você Paulo Lima. E que a vida nunca te faça se arrepender dessas suas palavras “inofensivas”!

    • diz

      Paulo Lima, um dos motivos pelo qual o vírus é indesejável, embora plenamente tratável, é essa sua postura malvada de criar terror psicológico em cima de um assunto tão delicado.

  25. Carlos Henrique diz

    Pessoal, se alguém puder me dar uma luz será de grande valia. Estou indetectável há mais de 1 ano e venho tomando meu 3×1 de forma rigorosa, sempre no mesmo horário. O problema é que nessa semana fiquei com a garganta inflamada e já tem 2 dias que venho tendo sudorese noturna excessiva, a ponto de deixar minha roupa toda molhada. Seria esse um sinal de reativação do vírus? O laboratório de onde eu moro não tem feito exames de CD4/ carga viral ultimamente por falta de insumos então não sei quando poderei saber o que de fato está acontecendo. Estou muito preocupado com essa situação.

    • telma diz

      Isso é quase provavel que seja causado pela sua garganta inflamada e dois dias é muito pouco tem gente que fica semanas com dor de garganta e febre e quase certeza que sua carga viral esta indetectavel se toma seus remedios direito .Já tive varias vezes isso e tenho o virus a 28 anos .Fique tranquilo e sereno .

    • Luiz Carlos diz

      Carlos, se você tem boa adesão ao tratamento e mantém ele de forma correta, o vírus não vai se reativar do além. Nós, sendo soropositivos ou não, somos infectados por gripe, resfriado, faringite, enfim, uma série de infecções virais e bacterianas.

      Se você continuar se sentindo mal, procure um otorrino ou clínico geral em uma unidade de atendimento emergencial.

      Abraços!

      • Cbb diz

        Ao Luiz Carlos ou alguém que me possa dar uma ajuda por favor.
        Eu gostaria de ganhar alguns quilos de peso que os perdi aquando a minha infecção. É que eu tenho comido muita coisa pra ver se recupero uns 8 ou 10 kzs e até ao momento, mesmo estando indetectável não consigo.
        Isto para evitar situações de estarem sempre a te dizer “estás magro, o que é que se passa?”

        • Tiago diz

          Cbb, aqui no Brasil o serviço público de saúde presta aconselhamento nutricional.

          Talvez até possam lhe passar algumas dicas aqui, mas como cada pessoa é um caso, com genéticas e quadros clínicos diferentes, eu diria que o melhor a fazer seria consultar um nutricionista e trocar informações com o seu infecto, já que seu quadro/biotipo poderá exigir uma alimentação específica para alcançar o seu objetivo.

        • Lecinho diz

          Cbb, também estou com estou preocupação, mais me peso toda semana e, com um mês praticamente de tratamento, meu peso estabilizou e está aumentando. Pra mim está sendo um alivio. Fui a nutricionista antes do diagnostico. Vá tambem,e se vc tiver uma boa alimentação, vc conseguirá reverter.Todo mundo me pergunta o porque da magreza, tenho que inventar algo, nao tem jeito…

          • Tiago diz

            Cbb e Lecinho,

            Sobre inventar uma desculpa… Eu fui diagnosticado há mês e meio mas desde a adolescência que tenho bastante dificuldade para aumentar o meu peso, perdendo muito mais facilmente. Sempre que me perguntam porque estou magro, digo simplesmente “sou magro de ruindade!” e normalmente a conversa morre aí rs

    • Renatinho diz

      Carlos Henrique
      Fique tranquilo pois o que vc está sentindo é super comum se chama GARGANTA INFLAMADA ..
      Vc só esta gripadinho com a garganta inflamada devido a mudança d tempo …
      Eu moro em um lugar que chega a fazer -32 gripe é minha parceira ….
      Fica tranquilo
      Abraços

      • Felipe diz

        Renatinho, onde estas morando agora?
        -32 seria uma boa para ficar uma semana para fugir do calor de Brasília.

  26. Renato diz

    amigos, por favor, alguém pode me indicar um infectologista bom que atenda pelo Bradesco em São Paulo? Obrigado.

  27. DRR diz

    Alguém pode traduzir esse artigo? Não entendi algumas coisas.
    Obrigado 😁

  28. AnonimoFer diz

    Olá, boa tarde á todos.

    Hoje completo um més de diagnóstico, estou levando a vida normal, apesar de ter adicionado consultas a psicólogo e infecto nesse intervalo.

    As vezes fico bem abalado, e as vezes me sinto tranquilo, pois leio aqui que muito de vocês se adequaram a terapia e creio que comigo não será diferente, minha luta maior agora é com a aceitação e as vezes a insônia, coisa que nunca tive.

    Bom, vamos em frente que a vida segue normal, apesar da encanação com a imunidade, coisa que eu nunca tive.

    Abraços a todos.

    • Tiago diz

      Aqui é o mesmo, mês e meio de diagnóstico, dias mais e menos tranquilos, mas sem efeitos colaterais. Coloquei a tranquilidade como meta de reforço de imunidade e aos poucos vai ficando mais sólida. Um passo e dia de cada vez. Força aí.

      • AnonimoFer diz

        Vlw a força ai para VC e os demais tmbm.

        Como disse, um passo e dia de cada vez, parece que antes vivia mais pilhado, abraçando tudo o que aparecia.

        Agora, com o diagnóstico a correria do dia a dia, até mesmo no trabalho (sigilo) deu lugar para reflexão. Deve ser normal nos primeiros meses…

        • Tiago diz

          Nossa, total… Aqui o primeiro mês voou em camera lenta, mas aos poucos estou recuperando o ritmo também.

          Estou bem menos pilhado e mais atento e inclinado a levar o trabalho – e tudo mais! – de uma forma mais tranquila, evitando estresse desnecessário, noites em branco, etc.

          Nem tudo é ruim nestas sacudidas que a vida nos dá…

    • Renatinho diz

      AnonimoFer
      Vou relatar a minha descoberta aceitação minha vida antes e agora creio q vai servir para vc:
      Bom em 2013 minha idade era 26 Formado em Química pos-gradução em Organica e 5 anos de iniciação cientifica em Farmacia-Bioquimica eu tinha 3 trabalhos 2 públicos e um privado .
      Eu malhava 5 vezes por semana e eu estava em relacionamento de 4 anos que decidi me separar mas nesta separação tínhamos umas recaída sexo ocasional entendem ..
      Em outubro fui doar sangue e aiiiii humm aiiii F&#@..
      Depois do mes de outubro eu despenquei em queda livre caindo direto no ALCOOL E DROGAS tudo parou eu não trabalhava não malhava não me cuidava não fazia nada a não ser chorar me lamentar ter dó de mim mesmo auto piedade, e logico a vontade de me matar (não tentei por que estava bebado ou drogado na maioria do tempo )…
      A lamentação e auto piedade demorou acho que uns 2 meses não sei exato só sei que um dia eu acordei (sem muita noção de hora dia mes pois estava usando muita droga) e me vi no espelho e não me reconheci pois malho desde os meu 20 anos, fiz faculdade , sempre fui muito vaidoso e a primeira coisa que pensei que não poderia ficar feio daquele jeito .
      Bom ali começou a retomada da minha comecei com um corte de cabelo voltei para academia fui visitar minha mae e meu irmao .
      Voltei para o trabalho
      Mas ainda tinha todas as duvidas sobre o HIV como é conviver medicamentos o que posso o que não posso, por ironia do destino eu ministrava aulas de BIOLOGIA ORGANICA ou seja já entendia de tudo …
      Voltei para minha vida mas porem diferente decidir voar realizar tudo que eu queria …
      Um belo dia deixei o BRASIL para passar um tempo na FLORIDA .
      Hj aqui estou moro em NY trabalho aprendi mais 2 linguas malhos estudo namoro (relação sorodiscordante )
      Se me perguntarem se foi dificil :
      Ahhh foram tempos difíceis pois aceitação e muito complicada e renascer de uma MORTE CEREBRAL é F@#& …
      Sou indetectavel a 2 anos e sabe lá deus quanto tempo vejo a minha medica a cada 8 meses pois nos Estados Unidos pacientes que são indetectavel a mais de 2 anos só vão ao infecto a cada 8 ou 9 meses :
      Ah já ia me esquecendo só quem sabe q tenho HIV : meu irmao e parceiro mais 4 amigos apenas minha mãe e minha o resto da familia nem imaginam
      Se o HIV mexe comigo :
      A sim mexe faz eu levantar da cama todos os dias as 00:30 para pegar um remedinho apenas e nada mais ….
      Sou FELIZ CONTENTE e o que tenho não me impede de nada e não me FAZ MENOR INFERIOR que qualquer outra pessoa …
      Espero ter ajudado
      Abraços
      Renatinhoo

      • AnonimoFer diz

        Ótimo saber Renatinho. Que bom que superou e realizou seus sonhos irmão.

        Entendo que tudo leva tempo para ser absorvido, e sei que logo estarei mais tranquilo, com melhora na qualidade de sono e de vida, e o astral lá em cima.

        Os relatos do blog tem me ajudado bastante, montei uma rede de apoio, tbm pequena mas que me ajudam bastante.

        Abraços e Obrigado pela força!!

        • Renatinho diz

          AnonimoFer
          A aceitação é muito complicado ninguém quer ser taxado apontado e ninguém quer ser a minoria.
          E principalmente ninguém quer ter HIV pois é a doença, limitação ou a condição de saude que carrega com SI um rotulo horrível.

          No começo é dificil temos muitas milhares infinitas duvidas que estas duvida vão ficando para traz quando aceitamo a nossa condição de saúde e diga se de passagem é muito melhor que varias doenças …

          Depois que aceitei o que estava vivendo e o que iria viver parei de ter neuras foi facil CLARO QUE NÃO mas é um período que passamos somo humanos ..
          Duvidas sempre irão existir mas o que vc necessita entender para sua vida voltar ao normal é que nada muda apenas um comprimido por dia (pra mim ) e seu eu tiver q tomar 4 ok …

          O que te dou de conselho CHORE mais chore muito passe pela DOR mas passe se verdade SOFRA de VERDADE pois depois vc nem vai lembrar do sofrimento e garanto e ainda posso apostar com vc, vc vai olhar pra traz e falar nossa como eu chorei e sofri por isto perdi noites de sono, baladas, viagens , por isto pra tomar 1 ou 2 ou que seja 5 comprimidos o que muda na nossa vida é o minimo isto posso te garantir

          Simples assimmm

          Abraços
          Renatinho

  29. D_Pr diz

    “…Simply put, HIV treatment suppresses the virus to undetectable levels. When the virus is undetectable, HIV cannot be passed on…”

  30. AmigoSp diz

    Pessoal, vou deixar minha opinião..
    Faz tempo que não apareço por aqui.
    Sou soro há qse 2 anos (confesso que parei pra pensar pra ter certeza) rs

    Uso Dolutegravir e não tenho efeito colateral nenhum. Me mantenho com carga vital zerada e cd8/cd4 > 1,0.

    Vivo uma vida normal.
    Tenho namorado, trabalho e cada dia que passo tenho mais planos.
    Não lembro do HIV, muitas vezes até esqueço, de verdade.

    Faz uns 4 meses que descobri que quero estudar medicina, estou louco estudando pro vestibular, cheio de vontade de uma “vida profissional nova”.
    Tenho 29 anos, sou Pós graduado, tenho um excelente trabalho, porém descobri essa vocacao pra medicina e não pensei duas vezes: estou correndo atrás do meu sonho.

    Vamos viver galera, a vida é curta,
    A vida passa, não vale a pena ficar noiado com o HIV.

    Vivammmm muito,
    Amemmmm muito
    Sonhem muitooooo

    Ótimas energias pra todos 🙂

    • Lesly diz

      Pergunte para um soropositivo com mais de 20 anos se ele acredita na cura? Claro que não! Mas também não concordo com o texto que diz que o discurso da cura retira investimento em pesquisas acho que ele coloca investimento em pesquisas pois não quer emplacar um tratamento definitivo para 370000000 de pessoas e ficar bilionário ? A cura já existe mas somente para quem tem muito dinheiro!

    • Alexandre diz

      O fim da aids não estar perto não quer dizer que a cura não esteja. A sifilis, a gonorreia e a hepatite C têm cura mas nunca terão fim. Parece que foi isso que tentaram dizer.

      • Tiago diz

        O que eu percebi do texto (original) – em linhas gerais – é que, na opinião dos autores, o discurso do ‘fim da AIDS’ e o esforço colocado neste objetivo pela prevenção e cura, está retirando foco e investimento do tratamento continuado e dos próprios sistemas de saúde do qual a qualidade de administração do tratamento depende.

        Eles apontam para mais investimentos em pesquisas para PrEP, PEP e vacina, que buscam o fim da AIDS pela prevenção, e menos investimento nos sistemas de saúde (tendência global ao abandono do público e privatização), em fazer chegar tratamento onde ele não chega e em fazer chegar medicações mais modernas onde as obsoletas ainda são usadas, o que leva a uma maior taxa de abandono e até aumento de resistência de HIV.

        Os investidores estão preocupados com a sustentabilidade dos programas de tratamento e estão migrando seus investimentos para a prevenção e cura. O receio dos autores é isto acontecer a prejuízo dos milhões que hoje dependem de tratamento para viver.

        • Tiago diz

          p.s. “(…) que hoje dependem de tratamento para viver.”

          E conter o vírus onde já existe também. Este é um ponto bem importante para os autores, que leva ao questionamento do discurso ‘fim da AIDS’, pois o tratamento não é apenas uma questão humanitária de ajudar a quem já é portador, mas também pragmática de conter a expansão do vírus. Como se pode falar de ‘fim da AIDS’ num momento em que o diagnóstico e tratamento estão deficientes e temos milhares de novos casos a cada ano?

          Resumindo, estamos apostando muitas fichas na pesquisa por prevenção e cura e insuficientes na contenção, permitindo o alastrar da epidemia e o fortalecimento do vírus pelas ausências e falhas de tratamento que aumentam as resistências do HIV. Até que chegue uma cura, o tratamento continua sendo parte fundamental numa estratégia de controle da epidemia e do vírus em si, o que é feito sobretudo através dos sistemas de saúde, desde o diagnóstico e ao acompanhamento do tratamento de cada caso diagnosticado. E isso requer investimento.

          Pelo que entendi, em linhas gerais é disso que o texto trata.

  31. Daniel rv diz

    boa noite
    Agradeço muito este site
    Em dezembro descobri que eu sou portador ; o meu mundo caiu
    minha cd tava 560 a carga tava 1500
    em janeiro começou meu tratamento no primeiros mes naõ foi fácil muito efeitos colateral,
    Mais com o tempo melhorou muito com ajuda de exercícíos e com alimentação
    fiquei muito com transtorno mais vou levando minha vida
    Em agosto no dia 5 peguei meus exames fiquei muito feliz minha imfectologista ficou surpresa ate me parabenizou muito; minha cd foi para 890 e fiquei indetectável minha trigriseries abaixou muito chegou a 100 e tudo perfeito e minhas vacinas em dias agradeço muito a este site e a todos e vc Tiago
    sempre acompanho este site nao tenho nem uma relaçaõ sexo com nimguem e nem pretendo
    faso meus tratamento pelo meu plano
    cheguei sim ir no CTA E SAI ,mais como fiquei com muito transtorno; por um dos motivos que sou muito conhecido resolvi ir pelo meu plano por mais sigilo
    mais tem hora que nao aguento me da uma vontade de grava varios depoimentos em videos para desabafar e por tanta falta de conhecimento que muita gente não sabe como e hiv e preconceitos ,
    mais como se diz o barco tem que segui
    eu tomo o 2 em 1 e o Dolutegravir
    uma boa noite

    • Tiago diz

      Boa tarde Paulo!

      Sobre iniciar o tratamento, o que posso dizer é que já estou na quarta semana sem quaisquer efeitos colaterais. Nada que eu tenha percebido. Quem inicia agora, inicia com o Dolutegravir, um ARV mais moderno e bem menos tóxico, que tende a causar menos efeitos colaterais que o predecessor Efavirenz. Pode variar de pessoa para pessoa claro e nem todos se adaptam tão bem, mas a maioria dos relatos que aqui li até agora sobre o 2×1 foram de experiências semelhantes – sem efeitos – ou de reações leves, tipo “brisa” e tontura nos primeiros dias. Nada de mais.

      Pessoalmente, acredito que dependa um pouco também de nós fazermos a nossa parte, tendo cuidados como descansar, beber água e alimentar-se bem, sempre claro, mas com particular atenção ao período de adaptação… E até bebendo suco de limão. Se precisa de 100, não sei… rs O limão é considerado excelente reforço para o sistema imunológico, só não vá encher a limonada de açúcar, pois um dos benefícios do limão – além da vitamina C – é a alcalinização do sangue, que o açúcar acidifica, portanto anulando o bem que o limão faz, quanto mais usar.

      Já beber água ajuda a eliminar toxinas do corpo, aliviando o sistema hepático e renal, além de todos os benefícios resultantes da hidratação. Eu instalei um app para me lembrar de beber água e estou bebendo 2-3 litros por dia.

      Já tinha uma alimentação relativamente leve e saudável, à base de verduras e algum peixe, evito frituras e não sou tão chegado em doces, não tomo refrigerantes, bebo bastante suco natural – limão e laranja particularmente – e como fruta…

      Tomo a medicação, dois comprimidos por dia, de noite um pouco antes de dormir (23h), para não tomar de estômago cheio e minimizar o risco de efeitos. Já li que tomar com comida pode acentuar. Dito isto, fds passado saí para jantar tarde, tomei durante a refeição (massa com aspargos e molho branco 😀 ), bebi duas taças de vinho e o único efeito colateral que senti foi a brisa do vinho rs

      Pela minha experiência, o tratamento atual é bem tranquilo. Agora é torcer para que os próximos exames venham tão bons quanto de zero foram os efeitos colaterais.

      • Augusto diz

        estou no 5° mês de TARV com o Dolutegravir e não tive nenhum efeito colateral…. NENHUM

  32. DRR diz

    Gostaria de participar de algum grupo de wpp de soropositivos, alguém poderia me colocar?

    • SAR diz

      Olá Pedro,

      Que bacana essa reportagem. Imensamente feliz em saber, que cientistas brasileiros estão entre os pesquisadores envolvidos em um dos maiores desafios para a cura do HIV/AIDS. Um pequeno passo já foi dado na eliminação do vírus dos reservatórios. Acredito que, em breve, teremos motivos para comemorar a tão esperada cura. Que Deus continue iluminando esses cientistas.

    • Miguel diz

      Sobre a matéria, me instigou o fato da a puchelina ir até os reservatórios, agora uma dúvida, hipoteticamente uma cura saindo mesmo, ainda teríamos os anticorpos do vírus. Então o exame sempre daria positivo?

      • Rômulo diz

        Acho que será igual a sífilis, terá a “cicatriz” pra sempre mas em exames confirmarão que vc não tem.

        • SAR diz

          Olá Rômulo,

          Compartilhando um pouco da minha experiência com resultados laboratoriais sobre a Sífilis. Em 2011 fui diagnosticado com Sífilis em fase aguda. Imediatamente fiz o tratamento com a aplicação de duas doses, apenas, de penicilina. O infectologista, na época, disse que ficaria com cicatriz sorológica. Porém, nos meus dois últimos exames VDRL (primeiro exame utilizado para detecção de anticorpos contra infecção por sífilis) realizados em set/2016 e ago/2017 os resultados foram NÃO REAGENTES. Acredito que, somente, aparecerá que tive contato com a Sífilis se eu fizer exames mais específicos como, por exemplo, FTA-ABS IgG e IgM. Espero ter contribuído com todos vcs.

          Abraços e uma excelente semana!

      • Rodrigo diz

        Ainda falta muito para se preocupar com isso…rs. Mas, assim como Sífilis, hepatites, toxoplasmose, certamente os exames sempre mostrarão que houve a infecção.

  33. nossa mas que matéria maravilhosa que passou no jornal Nacional mim deu uma injeção de ânimo meu Deus 🤓

  34. SP+- diz

    Uma dúvida para o Luiz Carlos e os mais experientes.

    Meu companheiro é soro+ há 4 anos e está há 4 anos em TARV. Pode o 3×1 causar mudanças de humor etc só agora após 4 anos de uso?

    De colaterais nenhum outro além de uns sonhos malucos e vívicos que ele tem quase toda noite…

    Já convivi com pessoas com transtorno afetivo bipolar e tb borderline. Mas não esta me parecendo bipolaridade no caso dele.

    O psicológico parece estar ok, nenhuma questão mal resolvida nem nada. Mas as vezes bate uma bad que nem ele mesmo esta entendendo o que tá havendo..

    Vlw

    • Rodrigo diz

      SP+-
      EFZ tem efeitos neurológicos. É uma questão a ser observada com atenção.

    • Renatinho diz

      SP +
      Olá sim algumas das drogas usada no TARV pode dar uma afetada no humor ou ter efeitos cerebrais principalmente EFAVIRENZ …
      Aconselha ele a conversar com a medica dele …
      Abraçoes

  35. Arthur diz

    Bom dia a todos
    Gostaria de uma informação

    Quanto as vacinas
    Pessoal é o seguinte, sou estudante dá área da saúde e em breve começarão os estágios em hospital e o coordenador confere se as nossas vacinas estão em dias.
    Como eu sigo um esquema de vacinação diferente, deixei de tomar as vacinas com agente (vírus) atenuado por recomendação do meu infecto no começo do.tratamento que iniciei em fevereiro desse ano (esquema DTG + Lamivudina) hoje seis meses depois estou super bem de saúde, meus exames ok, minha CD4 que na primeira coleta estava 452, na última dobrou e está em quase 900. CV indetectável.

    Será que agora eu posso completar meu cartão de vacina normalmente? Em alguns sites vi que a recomendação de não fazer vacinas com vírus atenuado só vale pra quem tá com imunidade comprometida (CD4 < 200), que quem tá assintomático pode seguir o plano nacional. Eu gostaria de sabe se alguém tomou, se teve alguma recomendação, se no meu caso posso tomar, pra nao ter que ficar dando explicações quando o coordenador for olhar o meu cartão.
    Desde já agradeço

    • Caio PE diz

      CD4 acima de 500 cel/mm3 e com estado de saúde bom, pode tomar sim qualquer tipo de vacina. Mas deixemos esse questionamento para o nosso amigo, oráculo, Luiz Carlos responder, com maior coerência!

    • Luiz Carlos diz

      Arthur e Caio, a recomendação do próprio MS é de não adminstrar vacinas com vírus atenuado apenas em pessoas com CD4 < 200 cel/mm3.

      Vocé pode tomar sem problemas Arthur, obedecendo claro a mesma recomendação que vale para soronegativos, de estar bem de saúde, sem nenhuma outra infecção como resfriado, gripe, etc.

      Abraços

    • Sol diz

      Arthur, meu infecto me orientou a tomar todas as vacinas sem restrição. Meu CD4 era 314 na época (no último exame já tinha subido pra 500 :-D).

      • AnonimoFer diz

        Sol, qual é a sua terapia?

        Devo iniciar a minha na próxima semana.

        • Sol diz

          Eu estou tomando Atazanavir + Ritonavir + Lamivudina desde setembro/2016. Em novembro já estava indetectável, mas o CD4 ficava entre 290 e 320, só subiu nesse último exame. Fiz o tratamento com o 3 em 1 só durante o primeiro mês, mas tive uma reação alérgica muito forte e o infecto achou melhor trocar. Gosto muito do meu esquema atual, não tive nenhum efeito colateral, vida normal! ^_^

          • AnonimoFer diz

            Que bom saber!!
            Espero tbm aderir bem ao esquema que o meu infecto receitar.. e vida que segue..

            • Tiago diz

              AnoninoFer,

              A menos que exista alguma outra condição de saúde ou medicação que esteja tomando e que o contra-indique, seu médico deverá receitar o 2×1 (Dolutegravir x Tenofovir + Lamivudina), que é a orientação do MS para novos casos.

              Na minha experiência e de outros aqui, zero colaterais também. Fique tranquilo, descanse, beba muita água e coma bem e tudo correndo bem daqui a uma semana estará dizendo o mesmo. 🙂

              • AnonimoFer diz

                Olá Tiago,

                Muuito obrigado pela força e dicas .. como estou a um mês do diagnostico, tudo pra é muito novo.

                Espero que logo tudo volte ao normal.

                Abraços.

  36. telma diz

    EXAMES DE CD4 A contagem de CD4 tende a ser mais baixa de manhã que à tarde. Doenças agudas, como pneumonia, gripe ou infecção por herpes simples podem causar diminuição temporária das contagens. Quimioterapia pode diminuir muito as contagens.
    A contagem de linfócitos CD4 nem sempre reflete o estado clínico do paciente. Algumas pessoas com contagens mais altas ficam doentes e têm complicações frequentes, e outras com contagens mais baixas sentem-se bem e têm poucas complicações clínicas. Por isso é mais importante exames de carga viral do que de cd4 e cd8.

  37. telma diz

    O que é resistência fenotípica do HIV?
    O exame resistência fenotípica do HIV pesquisa a resistência aos antirretrovirais por um método diferente do usado para resistência genotípica. Uma amostra de vírus do paciente é posta em cultura com diferentes concentrações de um ou mais medicamentos. Se o vírus for capaz de se dividir em presença do medicamento, ele é considerado resistente. Os resultados desse tipo de exame em geral são mais demorados que os da resistência genotípica.

  38. telma diz

    EXAMES DE TROPISMO HIV
    Os Vírus Indutores de Sincício ou X4, normalmente aparecem tardiamente no curso da infecção e estão associados com progressão acelerada da doença. Em raros casos, a pessoa pode se infectar com este tipo de vírus e sua detecção pode auxiliar na decisão sobre o início da terapia. Este teste é fundamental na decisão do uso de antirretrovirais conhecidos como antagonistas do CCR5 (Maraviroque e possivelmente pro-140). Esta nova classe de medicamentosa não estaria indicada quando se detecta o virus X4 na corrente sanguinea do paciente.

  39. Jonas diz

    Que animador a pesquisa com a planta nordestina que identificar e elimina o vírus HIV até nos reservatórios. Eu sinceramente acho que encontrar o vírus adormecido (ou escondido) é o único caminho possível. É uma questão de lógica, se já conseguimos eliminar o circulante na corrente sanguínea o próximo passo é “correr atrás” do que está dormindo. E quem dorme no ponto uma hora é eliminado, lógica da vida. Então me animo sempre com pesquisas que tem esta abordagem. Outra notícias que estou requentando aqui é a cura de uma menina com leucemia por meio do vírus HIV. Compartilho a notícia que encontrei mais recente. De todo modo, acho que na natureza nada é por acaso. Onde a ônus há bônus também. Nenhum organismo vivo existe puramente por acaso. http://www.curiozone.com.br/2017/01/cientistas-usam-virus-da-aids-para.html

  40. Caio diz

    Ironia é quando a planta que pode ajudar no vírus HIV se chama TREPADEIRA 😁

      • Emilio diz

        Falam em 800 a 900 casos de soropositivos no Brasil. Acho q esse número nem de longe chega ao verdadeiro número. Até pq quem divulga os números é o governo q não tem interesse de divulgar um número alarmante. Acredito q esses 900mil são os diagnosticados vivos. Imagine quantos tem e não sabem. Se por ano 41 mil novos casos são diagnosticados , imagine em 5 anos quantos casos…….acredito q somos milhões…..

  41. PH diz

    Gostaria de deixar aqui meus sinceros agradecimentos à existência desse site e às pessoas que aqui compartilham suas histórias, conselhos, etc.
    Todo dia eu entro nesse site e acompanho as mensagens!
    Estamos juntos nessa luta!
    Graças a Deus as coisas estão mais fáceis agora!
    Pensamento positivo sempre!
    Abraço!

  42. Dudu diz

    Gente fiz esse grupo no Whatsapp hj, ele se chama OS DIAS ERAM ASSIM, ele é voltado para soros positivos, nao coloquei imagem nem o nome do grupo relacionado ao hiv pq tem pessoas que tem medo de alguem ver neh, entao e bem sigiloso, mais podem falar de tudo la ta bom..
    Bjs bom domingo para vcs❤

    https://chat.whatsapp.com/3zcaJ7uR9PuCXGi2ZMiX3a

  43. TonyParana diz

    “KIK” bombou ano passado, me lembro que estava em 3 grupos, povo foi desanimando, só estou em um grupo hoje.

  44. TonyParana diz

    Ahhh, me lembrei de comentar algo com vocês, há muito tempo não aparecia por aqui, resolvi dar uma “passadinha”. Tenho 37, vivo já há 6 anos com a doença e sempre tive receio de contar a meus pais. Semana passada, sem nada programado, na emoção por conta de outros problemas, contei a eles. Me sinto mais aliviado, não estou dizendo para que todos aqui tenham essa mesma atitude. Cada um sabe do meio e das pessoas que convivem, mas eu sempre esperei uma reação hostil deles, e nada disso aconteceu. Minha mãe, principalmente, notava que havia algo de errado mas não sabia como me abordar. Estou fazendo terapia também e aos poucos o HIV vai saindo do meu foco como tem sido desde 2011. A saúde está bem, tomando os remédios certinho (atazanavir, ritonavir, lamivudina), fazendo exames a cada 3 meses e indo à academia diariamente. Estou mais saudável que muita gente, hehe. O que mais nos prejudica, a meu ver, é a nossa mente. Medo da rejeição, vergonha, isolamento. Só estou dizendo tudo isso para quem estiver com muito medo agora e angustiado, de que esses sentimentos vão se reduzindo com o tempo. (:
    Se o pessoal estiver ainda com algum grupo ativo me dê um toque, valeu …. (charla13456@yahoo.com.br) obs: charla é o nome da minha gata (animal), rsss.

    • Renatinho diz

      Tony realmete o que mais nos prejudica é a nossa mente.
      Como eu disse em um comentario aqui quando aceitamos o que temos tudo passa ficar normal ALIAS TER HIV não tira nada da normalidade ……
      Eu vou pra academia 6 dias por semana nado 4 dias por semana eu tomo mais comprimidos pra academia do que pro HIV
      Ah com relação a contar pra familia só meu irmao e 4 amigos sabem e uma destes 4 amigos é meu namorado

    • Henrique diz

      Vc vive com a doença? Vive com aids? Pq eu sou soropositivo e nao vivo com nenhuma doença, apenas possuo um vírus que caso nao trate pode desenvolver a aids.

      • Pedro Rocha diz

        É uma doença sim, uma infecção por vírus, pare de se enganar, tão saudável 😂

  45. Kadu diz

    Luiz Carlos, bom dia!

    Tenho uma duvida.
    Estou fazendo tratamento seguindo a risca. (a um ano)
    É normal o CTA (Enfermeira, Medico) afirmar que fara exame de CV somente uma vez por ano?!

    (Em minha cidade houve um problema com a falta de KITs de analise no laboratório para o teste da CV. Eu fazia esse teste a cada 4 meses, mas, agora vinheram com essa ”conversar” que so fariam uma vez ao ano, que era orientação do Ministério da Saúde)

    • Aninha diz

      Kadu
      É normal sim. Eu também faço somente 1 vez ao ano agora. Se estiver tudo bem, indetectável e seguindo à risca o tratamento, é essa a orientação do ministério da saúde!

    • Lecinho diz

      É orientação realmente do Ministério da Saúde que não tem material suficiente e agora diminuiu tudo, eu a um e mês pouco faço o tratamento e não fiz ainda o teste porque não tem material,é um absurdo, não sei quando saberei a minha CV e como estou…

  46. Luquinha diz

    Na época eu tinha quase tudo ,só não tinha a informação
    Me disseram que a medicação só podia ser pelos SUS
    Caminhava em vários corredores longos que parecia não ter fim , me aproximei de uma senhora funcionaria com aparência de uma crista que disse que nada podia fazer por mim .
    Respirei fundo pois o ar já estava faltando , e voltei pelo corredor , vi uma porta com um visor de vidro , estava sentada em frente a um pc uma linda mulher que fumava muito só via fumaça , bati na porta e perguntei , posso entrar ? Me deu um lindo sorriso dentes brancos como a maioria dos negros , você pode me ajudar ? Ela me abraços e falou você não vai morrer e salvou a minha vida e lá se foram quatro anos e meio .

  47. Fabricio diz

    Oiiiiiii!!
    Fui diagnosticado HIV positivo em 27/Jul, consultei com a infecto (por sinal um amor) que pediu os exames gerais, realizei carga viral particular. Bom ela receitou para mim o tratamento que é o tenofovir+Lamivudina+dolutegravir e começarei HOJE. Estou com medo dos efeitos colaterais, mas otimista de que me adaptarei bem com as medicações. Carga viral de 19.005 mil cópias, CD4 385mil, será que fico indetectável rápido? Sei que é difícil de saber, mas estou ansioso! Assim espero que Deus me ajude a lidar com essas novas condições de vida, estou tranquilo e bem otimista, sem desespero e feliz. Estou com 23 anos, namorando, trabalhando, estudando e sei que a vida não acabou. Irei participar mais do blog e conhecer mais sobre a vida de um JOVEM SORO POSITIVO. OBRIGADO!!!

    • Kadu diz

      Fabrício, cada caso um caso.
      Eu tive diversas reações, meu namorado mau sentiu uma tontura nos primeiros dias.
      E nada haver com carga pois estou indetectável desde a descoberta.
      Eu faço tratamento a um ano, o primeiro mês para mim foi muito difícil. Eu tive na primeira semana, diversas reações: enjoos, náuseas, tontura… ate mesmo sentia o coração bater mais forte(picos de arritmia).
      Foi um inferno!
      Passei um mês passando mau, tipo bebia 00:00hrs e as reações/efeitos colaterais só começavam a passar a partir das 16:00hrs do dia seguinte.Acordava PÉSSIMO! Passava o dia na cama mau me mexia pois causava enjoos.

      MAS NÃO DESISTA! <<<
      NUNCA INTERROMPA O TRATAMENTO<< Pois, se ”esta ruim” parando o tratamento por conforto. Pode ficar PIOR.
      Mesmo com enjoos tonturas eu fazia o possível para me alimentar e fazer atividades, como: Andar em casa, beber muito liquido(mesmo que fique a ponto de vomitar) ir ao curso a noite. Durante o dia eu era praticamente um paciente saído duma cirurgia fazia tudo lentamente tudo me causava enjoos desconfortos.
      Ate mesmo hoje em dia, sinto as vezes um certo desconforto, mas, NUNCA, deixei de tomar se quer um dia o comprimido. Sempre na mesma hora e nunca de estomago vazio.
      Com o tempo você vai apreendendo macetes (cada caso um caso como mencionei no inicio)
      Caso você se sinta desconfortável por mai simples que seja. Nunca se medique, procure seu(s) medico(s) sempre tenha acompanhamento com especialistas. (Esqueça o clinico geral. Seu ponto de partida é seu Infectologista)
      Crie hábitos mais saudáveis que a vida segue normalmente.

  48. Sorocaba diz

    Galera to vivo… kkkk após o diagnostico em 28dezembro2016. Não tenho entrado muito aqui como foi no começo da minha doença. Fiquei mauzao no começo. Mas agora levo vida igual a antes… claro as vezes bate uma bad. Mas conforme vai passando o tempo menos penso no hiv. Tem dia que nem lembro, mesmo tomando o remedio todo dia. Faço academia, trabalho, assisto netflix(santo netflix para recém diagnosticados kkk) . No começo procurava desesperadamente sobre noticias de cura… nem isso faço mais. Unica coisa que me tira o sono eh sobre falta do remedio. Pois afinal tomando o 3×1 podemos “viver para sempre” kkkkk.
    Galera tenham em mente que se nesta vida se nao morrer-mos de assassinato ou doença a velhice se encarrega disso kkkk. Desde que soube meu diagnóstico já foi embora pro além aguns parentes amigos e conhecidos…. todos de causas muito diferentes e nenhum de hiv. Isso me surpreendeu muito pois afinal quem teria que “morrer sou eu”. Vivam e vivam com qualidade e intensamente a vida. Se uma porta se fechou se vira e faça abrir muitas outras portas. Agradeço ao JS ao Luiz Carlos e a todos que aqui lutam para uma vida cada vez melhor com palavras de afeto e aconselhamentos positivos.

  49. Lucio diz

    Olá Luis Carlos! Muito interessantes as informações que você traz aqui em seus comentários! Gostaria de saber qual a sua área de formação e atuação.
    Abraço!

  50. Amigo Buscador diz

    Olá pessoal,sou profissional da areá da saúde,estou oferecendo o serviço de busca e entrega de medicamentos para HIV.
    Você que é de Campinas\SP e tem uma rotina corrida que o impossibilita de ter tempo de ir buscar a medicação,ou por algum motivo tem vergonha de ir buscar ou é muito longe e fora de mão para você,eu busco e entrego onde você combinar,de forma discreta e rápida.
    Quem se interessar pelo serviço segue abaixo meu email:

    buscador.conforto@gmx.com

    Abraço.

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