Câncer & HIV

Nos últimos anos, a International Aids Society Conference on HIV Science, a IAS, incluiu um simpósio especializado na pesquisa da cura do HIV, que sempre antecedeu o evento principal. E este ano não foi exceção, com apenas uma pequena mudança, a começar pelo nome: HIV Cure and Cancer Forum — isto é, um fórum sobre o câncer e a cura do HIV.

O título do evento parece reafirmar uma percepção atual entre muitos cientistas sobre aspectos comuns entre duas doenças distintas: o HIV e o câncer. Antes de falar das semelhanças entre elas, é importante ter em mente que estas são doenças distintas entre si porque há muitas diferenças entre elas. Foi isso o que bem lembrou Monsef Benkirane, do Instituto Francês de Genética Humana, na sua palestra de abertura. Enquanto o HIV é causado por uma infecção, o câncer é geralmente decorrente do mau comportamento espontâneo de algumas células. A exceção está apenas em alguns tipos específicos câncer, cujo mau comportamento das células pode mesmo ser provocado por infecções.

No entanto, no coração das células é que surge a semelhança entre estas duas doenças: tanto para o HIV quanto para o câncer, a questão parece ser a mesma: ambas células cancerosas e células infectadas pelo HIV possuem um material genético trapaceiro. No caso do câncer, este material genético leva as células a crescer incontrolavelmente. No caso do HIV, à derrubar o sistema imunológico. O fato de ambas estas doenças concentrarem-se em uma disfunção do núcleo celular é o que as torna difíceis de curar: basta uma célula infectada pelo HIV ou uma célula cancerígena para propagar a doença.

Não é por acaso que as mesmas ferramentas que agora estão levando à cura de alguns tipos de câncer e à maior remissão de outros tipos, incluindo medicamentos sofisticados capazes de direcionar marcadores biológicos específicos para agir contra células cancerosas, podem também ser usadas contra o HIV. Aliás, esta relação entre os medicamentos para câncer e para o HIV não vem de agora: o próprio AZT, a Zidovudina, o primeiro antirretroviral usado no tratamento de HIV/aids, foi inicialmente desenvolvido para tratar câncer, mas acabou nunca indo para o mercado para essa finalidade, conforme lembra uma matéria publicada pelo The New Yorker.

Foi em 1987 que a Food and Drug Administration americana aprovou o AZT para uso em pacientes com HIV, depois que seu estudo inicial já mostrava alguma habilidade da droga em controlar o vírus. Esse estudo começou como um “duplo cego”, em que um grupo de pacientes toma o medicamento verdadeiro e outro toma placebo, sem que eles saibam quem é que está tomando o quê.

Então, os benefícios que começaram a ser observados em quem estava tomando o AZT foram tão evidentes que pareceu injusto aguardar o término do estudo para que os pacientes sob placebo pudessem usufruir do medicamento e, também, o restante das pessoas diagnosticadas com HIV. Não havia tempo a perder: naquela época, quase todos os que eram diagnosticados positivo para o HIV estavam muito doentes ou morrendo. O desespero era enorme! Para salvar a própria vida, muita gente estava disposta a assumir o risco de tomar um medicamento promissor, mas que ainda não tinha completado formalmente todos os estudos habitualmente necessários e os rituais de aprovação e regulação pelas autoridades — você já assistiu Clube de Compras Dallas (2013)?

É verdade que, naquela época do começo da epidemia, qualquer semelhança entre o câncer e o HIV estava mais para um coincidência casual do que um resultado de uma observação meticulosa. O próprio apelido de “câncer gay”, que a aids recebeu antes de ser batizada de aids, em nada tem relação com a semelhança celular observada nos dias de hoje. Esse apelido nasceu por ignorância sobre a doença e por preconceito contra os homossexuais, junto com o fato do diagnóstico ser feito sem o teste de HIV, que ainda nem existia, mas com o aparecimento doenças oportunistas, incluindo cânceres típicos de sistemas imunológicos abalados.

Uma célula cancerígena.

Hoje sabemos que as células infectadas pelo HIV e pelo câncer compartilham um mesmo truque mortal: ambas conseguem se “des-diferenciar” quando estão sob ataque, seja por medicamentos ou pelo sistema imunológico. Ambas são capazes de retroceder para um estágio anterior de evolução celular, onde são invisíveis ao sistema imunológico.

No caso do HIV, as células imunes infectadas que produzem ativamente cópias de vírus se esgotam e morrem. Mas não todas. Uma parte delas retorna a um estado dormente, prontas para entrar em ação se a pressão da terapia antirretroviral for aliviada. Estas células dormentes, ou latentes, é que formam o famoso “reservatório de HIV”. O obstáculo atual da cura do HIV é exatamente este: a identificação e destruição destes reservatórios para uma cura completa ou, pelo menos, sua redução e contenção para uma remissão de longo prazo, conforme lembra uma matéria publicada recentemente pelo Aidsmap.

Uma partícula de HIV.

A linha de ataque contra os reservatórios de HIV mais pesquisada pelos cientistas atualmente se concentra no uso de histona deacetilases (HDACs), uma classe de enzimas que removem grupos de acetilas de um aminoácido e, com isso, podem conseguir “puxar” os genes dorminhocos que estão dentro das células do reservatório, levando a célula de volta para seu estado ativo. Essa estratégia ganhou o nome de “chutar e matar”, seguindo a ideia de que as células chutadas para fora do reservatório possam ser mortas naturalmente pelo sistema imunológico, por antirretrovirais ou alguma outra estratégia ainda a ser desvendada.

O problema que os cientistas observaram nos experimentos feitos com esta estratégia, usando diferentes HDACs, é que as células despertadas são produtoras de vírus, as quais inevitavelmente semeiam mais HIV, o qual pode infectar novas células que voltam então ao estado dormente. Então, no fim das contas, o tamanho do reservatório de HIV não reduz significativamente.

Uma célula T CD4.

Uma das soluções que pode levar à cura do HIV está nas moléculas que fazem as células a interromperem o trabalho imunológico que reverte o vírus ativo para seu estado latente. Em outras palavras, uma possível solução é impedir que a dormência aconteça. Ambas as células cancerosas e as células infectadas pelo HIV são especialmente ricas em receptores de controle imune. Os cientistas acreditam que a função destes receptores é sequestrar e proteger parte do sistema imunológico quando o corpo está sofrendo algum ataque, seja de proliferação de um vírus ou um ataque químico. Ao sequestrar algumas células imunológicas, o corpo protege uma proporção do sistema de defesa de danos mais graves.

Existem várias moléculas inibitórias da dormência que agem no sequestro, como CTL-4, PD-1, TIGIT e JAK, e também as da família TLR, as quais estimulam o fim da dormência. Assim como os HDACs, várias CTL4, PD-1 e JAK já funcionam como medicamentos contra o câncer, tal como o Ipilimumab, prescrito para melanoma avançado, e o PD-1 Nivolumab e Pembrolizumab, também utilizados para melanoma avançado, cânceres de pulmão, rim e bexiga. A JAK tem sido usada ​​contra um raro câncer de medula óssea, chamado mielofibrose, e também contra doenças autoimunes, como artrite reumatóide e psoríase. Estes medicamentos já mostraram ser capazes de prolongar a vida de pessoas com cânceres que costumavam ser rapidamente terminais.

Timothy Henrich, um pesquisador da Universidade da Califórnia em São Francisco que já levou dois pacientes a ficarem indetectáveis sem antirretrovirais depois de transplantes de medula óssea, compartilhou dados de três pacientes com câncer de pulmão e HIV que receberam doses múltiplas de Pembrolizumab. Em todos os três pacientes a ativação das células T diminuiu. Em um paciente, que estava em tratamento antirretroviral, a quantidade de DNA intracelular (uma medida do tamanho do reservatório de HIV) caiu temporariamente. Um dos pacientes, que não estava em tratamento antirretroviral, teve queda na atividade geral das células T e redução da carga viral no plasma sanguíneo.

Brigitte Autran, do Hospital Pitié Salpêtrière, em Paris, compartilhou dados de 12 pacientes com câncer de pulmão que receberam Nivolumab. Um dos pacientes era cisgênero, outro era uma mulher transgênero e os outros eram homens gays. Eles tinham entre 40 e 77 anos e tinham sido diagnosticados com HIV entre 1980 e 2005. A contagem de CD4 variou entre 60 e 700 células/mm³. A maioria apresentava carga viral abaixo de 20 cópias/ml e apenas em dois casos elas eram detectáveis, com 34 e 53 cópias/ml. O paciente que tinha menor contagem de CD4 teve um aumento significativo de células T e também um aumento da proporção de células com resposta imune específica contra o HIV. Outro paciente teve um aumento da resposta imune específica contra o HIV, acompanhado por uma diminuição significativa no DNA intracelular de HIV — o único que mostrou indícios de redução no reservatório de HIV.

Christina Gavegnano, da Universidade Emory em Atlanta, Geórgia, apresentou dados de estudos com Baracitinib em macacos recentemente infectados e descobriu que, em comparação com o tratamento dos macacos tratados somente com Lamivudina, houve uma redução de 700 vezes no número de células T CD4 latentes no corpo. Este medicamento poderia ser usado como um complemento à terapia antirretroviral, quem sabe, encolhendo progressivamente o reservatório viral até o ponto em que uma interrupção do tratamento possa ser considerada. Um teste em humanos com Ruxolitinib está em andamento com em 60 adultos.

Os resultados com antagonistas de PD-1 e CTL-4 e inibidores de JAK ainda não foram muito bons. Poucos pacientes demonstraram respostas fortes ou duradouras, se tanto. Sharon Lewin, da Universidade de Melbourne, disse que a interpretação de estudos com bloqueadores de PD-1 em pessoas com câncer já é difícil, pois os cânceres são heterogêneos e as pessoas com HIV que sofrem de câncer podem não ser representativas de outras pessoas soropositivas. “Precisamos fazer estudos em pacientes soropositivos sem câncer”, disse ela. “E nós precisamos estudar terapias combinadas. Mas, embora as combinações de inibidores de controle imune mostrem resultados mais fortes contra alguns tipos de câncer, elas são muito tóxicas para pessoas que só têm HIV.” Em alguns estudos de pacientes com melanoma, cerca de 50% dos pacientes sofreram efeitos colaterais graves, com risco de vida ou mesmo mortes em decorrência dos medicamentos.

Da esquerda para direita: uma célula T ou B de memória, uma célula B efetora, uma célula T efetora.

O que poderia ajudar os cientistas a testar os novos medicamentos para erradicar células infectadas pelo HIV e, com isso, encontrar a cura do HIV, seria identificar as células do reservatório mais facilmente. A proporção de células de memória que estão infectadas com HIV, parte do reservatório viral, pode variar de uma por mil para uma por milhão. O problema é que, até agora, ainda não desenvolvemos uma tecnologia eficiente em identificá-las com precisão, o que quer dizer que não conseguimos direcionar qualquer tratamento para um alvo preciso — mas isto pode estar a um passo de mudar.

Provavelmente a notícia mais importante divulgada no HIV Cure and Cancer Forum foi a descoberta de um biomarcador das células de reservatório. Dois estudos diferentes apresentados na conferência descobriram que as células do reservatório expressam níveis muito maiores de uma molécula receptora celular chamada CD32a, se comparadas com outras células. Genevieve Martin, da Universidade de Oxford, explicou que os níveis de CD32a não parecem ser mais elevados em pessoas soropositivas do que em pessoas soronegativas. No entanto, em pessoas com HIV, as células do reservatório tinham a CD32a expressa em sua superfície de 100 a 1000 vezes mais do que em pessoas sem HIV.

CD32.

Mas e se a pergunta é que estiver errada? E se tentativa de expor e inativar todas as células que contenham HIV não for o caminho da cura e, em vez disso, a resposta for ensinar o corpo a simplesmente ignorar o HIV ou a desenvolver uma resposta imune que o controle? Uma das notícias mais divulgadas a partir da conferência foi a história da criança sul-africana que recebeu o tratamento precocemente logo após seu nascimento e, agora, está há 8,5 anos sem carga viral detectável.

Sempre soubemos que há uma pequena proporção de adultos capazes de controlar o HIV — são os chamados “controladores de elite”. E, assim como essa criança africana, também há casos de adultos que iniciaram o tratamento cedo e, quando o interromperam, perceberam que o vírus não reapareceu ou o fez após um longo período — são os casos de “controle pós-tratamento”.

Nicolas Noël, do Hospital do Sul de Paris, falou sobre uma coorte francesa de controladores de elite. Ele encontrou 178 pacientes que controlaram o HIV com blips ocasionais, definidos por resultados de carga viral detectáveis ​​transitórios, e 52 pacientes que nunca tiveram blips. O primeiro grupo, apelidado de blippers, apresentou uma carga viral média de 21 cópias/ml, num teste de carga viral ultra-sensível. O segundo grupo, apelidado de não-blippers, apresentou uma carga viral inferior ao limite de detecção desse teste, com menos de 4 cópias/ml. Noël encontrou evidências de que os blippers apresentam lenta diminuição da contagem de CD4, enquanto o mesmo não acontece com o segundo grupo — suas quantidades de CD4 permaneceram absolutamente estáveis, com uma contagem média de 700.

Os não-blippers apresentaram níveis muito baixos de anticorpos anti-HIV do tipo IgG. Isso parece ser um paradoxo, uma vez que, em estudos de vacinas contra o HIV, uma forte resposta de IgG do HIV foi considerada protetora! Aliás, na maioria das pessoas com HIV, a resposta de IgG é ativada o tempo todo, mesmo em pessoas que tomam antirretrovirais — o vírus aprende muito rapidamente a mutar justamente em torno desta resposta. A batalha entre o HIV e os anticorpos que o atacam é uma corrida armamentista que o HIV quase sempre vence. O ideal seria que a resposta IgG só fosse ativada quando necessária e, assim, pudesse permanecer eficaz.

Macacos Chlorocebus.

Outra ideia de como controlar o vírus veio de um estudo comparando a resposta contra o HIV feita pelo organismo de macacos Rhesus e macacos Chlorocebus. Michaela Müller-Trutwin, do Instituto Pasteur de Paris, explicou que os Rhesus podem ser infectados com SIV, o equivalente do HIV em macacos, desenvolver cargas virais elevadas, experimentar declínios nas células CD4, ficar doentes e morrer. Por sua vez, os Chlorocebus podem ser infectados com SIV, desenvolver cargas virais elevadas e experimentar uma perda inicial de células CD4 no intestino, mas não experimentam a ativação ou inflamação crônica de células T, que leva ao distúrbio do sistema imunológico e à perda de CD4. A diferença parece estar no fato de que os macacos Chlorocebus não estabelecem reservatórios virais: o HIV continua sendo um vírus circulante, mas não é arquivado.

Como isso acontece? O HIV parece parar no intestino: as células T de memória que vivem nos linfonodos, cuja infecção é a última etapa no estabelecimento de uma infecção crônica pelo HIV, raramente são infectadas pelo vírus, porque, em geral, não possuem na sua superfície os receptores CCR5, o mais usado pelo vírus para entrar na célula e estabelecer a infecção. Mas como as células dos linfonodos estão protegidas?

Parece que, nos estágios iniciais da infecção, nos primeiros dias ou mesmo horas, uma forte resposta imune entra em ação e, em seguida, logo acaba, após terminado seu trabalho. Essa resposta é caracterizada por uma grande proliferação de um tipo diferente de célula imune, a NK ou natural-killer, que possui uma grande quantidade de receptores CXCR5. O trabalho das células com este receptor é normalmente o de atrair células para os gânglios linfáticos, mas, neste caso, seu trabalho é o de rapidamente atrair o HIV para perto das células mais propensas a matá-lo. Esses resultados sugerem que uma resposta com células NK pode determinar se uma infecção pelo HIV vai ser estabelecida ou não. Uma vez que a ação desta reposta é preventiva, é provável que qualquer vacina desenvolvida dentro deste conceito também funcione para prevenir a infecção do HIV, em pessoas soronegativas. Depois que o reservatório é formado, parece ser muito mais difícil gerar uma resposta imune que o encolha.

Célula NK, natural killer.

E se, ao invés de “chutar e matar”, a estratégia for “bloquear e travar”? Uma outra possibilidade é manter o reservatório em um estado de bloqueio permanente, com um medicamento que possa detectar as poucas células infectadas pelo HIV e garantir que elas nunca se reativem.

Jonathan Karn, da Case Western University, em Cleveland, Ohio, disse haver um mecanismo desse tipo: o DNA pode ser “metilado”, ou permanentemente imobilizado, de maneira a interromper o processo de controle imune. Fazer isso seria usar exatamente a estratégia oposta àquelas que visam ativar as células do reservatório e expô-las aos medicamentos ou à alguma vacina. No entanto, para não danificar o DNA sadio da célula, é preciso que apenas as partes que rodeiam os genes do HIV sejam imobilizadas. Com o câncer isso é mais fácil, uma vez que a localização dos genes cancerígenos no DNA é conhecida. Já o HIV consegue se integrar em lugares diferentes do genoma, embora certos locais sejam mais favoráveis a esta integração do que outros.

Susana Valente, do Scripps Research Institute em La Jolla, Califórnia, apresentou mais dados sobre um inibidor oral da proteína tat do HIV. Esta proteína é uma das primeiras proteínas expressas pelo vírus após a infecção e é ela que desencadeia o processo de integração do vírus no nosso DNA. Ela também parece desempenhar um papel na manutenção da lenta replicação do HIV, a qual mantém o reservatório preenchido.

Experimentos de laboratório em células humanas anunciados em 2015 mostraram que o inibidor de tat, a didehidro-cortistatina A (dCA), reduziu drasticamente a expressão viral nas células do reservatório infectadas pelo HIV. Este efeito pareceu durar de semanas a meses, mesmo quando a terapia com dCA foi interrompida, indicando que este medicamento produziu um estado persistente de bloqueio nas células. “Podemos chamar esta estratégia de ‘bloquear e travar’, em vez de ‘chutar e matar'”, disse Valente.

Valente apresentou os resultados de experimentos em camundongos adaptados infectados com o HIV humano. A adição de dCA à terapia antirretroviral resultou em uma redução de 1,5 a 10,5 vezes de expressão viral nas células do reservatório e persistiu mesmo quando os antirretrovirais foram suspensos. No entanto, Valente advertiu que estes camundongos adaptados não têm as mesmas características que os humanos e que os truques que o HIV usa para cooptar o sistema imunológico humano podem, teoricamente, neutralizar o efeito do dCA. Estudos em humanos devem acontecer no futuro.

A estrutura do HIV.

As diferentes abordagens apresentadas até aqui têm o objetivo de colocar a infecção pelo HIV em remissão persistente, mas não eliminam o HIV do corpo. Parece até contraditório falar de cura sem falar em esterilizar completamente o HIV, uma vez que o único caso de cura que temos até hoje é justamente o caso da cura esterilizante de Timothy Ray Brown, o “Paciente de Berlim”.

Conversei com Timothy durante um congresso sobre doenças infecciosas que aconteceu em Lisboa, no ano passado. Em sua palestra, ele contou que foi diagnosticado positivo para o HIV em 1995, um ano antes do surgimento do coquetel antirretroviral, quando ainda vivia em Berlim, na Alemanha. Em 2006, foi diagnosticado um câncer em nada relacionado com o HIV: leucemia mielóide aguda, enquanto ainda morava em Berlim. Seu médico hematologista, Dr. Gero Hütter, colocou-o em quimioterapia logo no dia seguinte. Timothy desenvolveu pneumonia e teve de interromper a quimio em decorrência de sepse, uma reação inflamatória do organismo que pode levar à morte. Foram colocados tubos em seu coração.

Apesar de tudo isso, Timothy sobreviveu e seu câncer parecia estar em remissão — pelo menos, até 2007, quando ele foi novamente diagnosticado com leucemia. As novas tentativas de quimioterapia não foram bem sucedidas e um transplante de medula óssea era a última e viável opção. O Dr. Gero Hütter teve então uma ideia inovadora: procurar, dentre os doadores compatíveis, algum que fosse portador de uma mutação genética chamada CCR5delta32, comum em apenas 1% da população europeia. A principal característica daqueles que são homozigotos — isto é, quando os alelos que se aglomeram e codificam uma determinada característica genética são iguais — é que suas células CD4 do sistema imune, as mais afetadas pelo HIV, não possuem o conector CCR5, a principal porta de entrada usada pela grande maioria das cepas do vírus da aids para estabelecer a infecção. Sem esse conector, o vírus não consegue entrar nas células, e as pessoas com essa mutação acabam por ser naturalmente imunes ao HIV. A ideia do Dr. Gero era a de que o transplante de medula óssea com um doador que possuísse essa característica não só curasse a leucemia de Timothy, mas também o tornasse imune ao HIV. Por sorte, esse doador foi encontrado. Três meses depois do procedimento, já não havia mais qualquer sinal do vírus no organismo do Paciente de Berlim — e assim continua até hoje, quase uma década depois.

Durante esta década, as células de Timothy foram examinadas incansavelmente por cientistas em todo o mundo. “Você já ouvir falar das ‘células HeLa’?”, me perguntou Brown, durante nossa conversa. “Elas foram descritas num livro biográfico publicado há alguns anos, chamado A Vida Imortal de Henrietta Lacks, a respeito de uma mulher que tinha câncer cervical. Seus médicos em Baltimore, nos Estados Unidos, retiraram parte de seu colo do útero. Então, eles perceberam que as células desse tecido, mesmo fora do corpo de Henrietta, multiplicavam-se tanto que foi possível dissecá-las e fazê-las multiplicar em outros lugares, permitindo que fossem usadas em pesquisa sobre câncer cervical no mundo todo! Meu sangue é mais ou menos assim também.”

 

Timothy também me contou que, depois de ter sido curado do HIV, ele passou a experimentar um pouco daquilo que ele chamou de “culpa do sobrevivente”. “O que quero dizer com isso é que eu não apenas sobrevivi ao HIV, que matou muitas pessoas — e isso me deixa muito triste —, enquanto eu estou vivo e, como se não bastasse, estou curado! Eu realmente não quero ser o único curado.”

No HIV Cure and Cancer Forum, Maria Saldago, do IrsiCaixa Aids Research Institute, de Barcelona, apresentou os resultados do ICISTEM, uma coorte de pacientes com HIV e câncer avançado, principalmente leucemia e linfoma, que fizeram transplantes de medula óssea. Como esses pacientes são raros, o ICISTEM tem dados de apenas 23 pacientes, 11 dos quais morreram. Salgado apresentou dados sobre seis pacientes, dentre os sobreviventes, que tiveram mais de dois anos de acompanhamento. Em cinco destes seis pacientes, as células-tronco da medula óssea sem vírus substituíram rapidamente seus linfócitos cancerígenos e infectados pelo HIV. Testes ultrassensíveis não encontraram o RNA do HIV no sangue — a carga viral, em suma, aproxima-se de zero. Também não foi encontrado DNA do HIV nas células do reservatório. Em alguns pacientes, a não-detecção do HIV nas células do reservatório ocorreu no prazo de um mês. Em outros, os níveis de HIV diminuíram lentamente ao longo de um período de até um ano.

A chave para que as células da medula óssea fossem totalmente substituídas por novas células parece ter sido a doença do enxerto contra o hospedeiro (GvHD), uma condição em que as células da medula óssea enxertadas rejeitam as células do próprio corpo, essencialmente o inverso daquilo que acontece na rejeição típica de transplantes de órgãos. Esta é uma condição que os médicos tentam ao máximo evitar, pois cria uma inflamação grave e, em alguns casos, letal. No caso desses pacientes, tal como o de Timothy Ray Brown, o GvHD parece ter sido uma parte essencial do processo pelo qual o sistema imunológico infectado pelo HIV foi substituído por um não infectado.

Apenas seis dos 23 pacientes ICISTEM receberam células de dadores imunes ao HIV, tal como foi feito com Timothy Ray Brown. Contudo, ainda não sabemos se estes pacientes foram curados. Os pesquisadores ainda não conseguiram encontrar uma única cópia de DNA do HIV em um milhão de células do reservatório destes pacientes, mas o verdadeiro teste será tirá-los da terapia antirretroviral. Foi nesse ponto que tivemos decepções no passado, tal como quando o HIV reapareceu, depois de algum atraso, nos chamados “pacientes de Boston”. As interrupções de tratamento nos pacientes do ICISTEM estão planejadas para o início do próximo ano. Então, vamos descobrir se Timothy Ray Brown finalmente terá companhia.

Timothy Ray Brown

O fator mais limitador na pesquisa da cura não parece ser a complexidade da ciência envolvida ou a atual ausência de uma única estratégia de destaque, que pareça mais promissora do que outras, mas — por mais surpreendente que isso possa parecer — é a relutância das pessoas que vivem com HIV em se voluntariar para estas pesquisas. O interesse inicial costuma diminuir assim que as possíveis consequências são explicadas aos voluntários. Pelo menos, foi isso o que constatou Michael Louella, da Aids Clinical Trials Unit da Universidade de Washington.

Louella fez pesquisas sobre as atitudes da comunidade em relação à pesquisa da cura. Segundo ele, muitas pessoas com HIV estão satisfeitas com a terapia de um comprimido por dia. Além disso, atualmente, as pessoas cronicamente infectadas não são aquelas que os pesquisadores mais precisam. Os voluntários mais procurados são aqueles com câncer ou câncer em remissão, aqueles que falham no tratamento, pessoas tratadas poucos dias depois da infecção se instalar, pessoas dispostas a interromper o tratamento antirretroviral e pessoas que, assim como eu, têm a carga viral suprimida mas não têm recuperação imune.

Louella disse que pesquisas de opinião detectaram limites impostos por muitos voluntários que os impediriam de entrar num estudo da cura do HIV. Os riscos apresentados pelos pesquisadores incluem eventos adversos, como a reativação de genes que podem causar câncer, queda na contagem de CD4 e a possibilidade de resistência aos medicamentos, além de procedimentos incômodos, como punções lombares e biópsias da medula óssea, sem esquecer os efeitos colaterais que vão desde o vômito até a perda de cabelo. No entanto, o motivo mais citado para que as pessoas hesitem em participar de um estudo sobre a cura do HIV é a possibilidade de tornar-se infeccioso novamente — tanto esforço para alcançar a carga viral indetectável e não transmitir mais o HIV, não é mesmo?

Por outro lado, também parece que falta mais esclarecimentos da comunidade médica e científica sobre os objetivos e os procedimentos na pesquisa da cura. Qual deve ser a política ética nas interrupções de tratamento antirretroviral? Como traduzir resultados sugestivos de estudos feitos com pequenos grupos de pacientes excepcionais em estudos maiores? Existe alguma maneira de determinar quais são as pesquisas mais promissoras? E como lidar com a mídia, que quase sempre cria uma comoção popular ao retratar cada pequeno avanço na pesquisa como se fosse o maior de todos? Segundo o Aidsmap, o avanço final que tanto esperamos acontecerá um dia. O caminho é que pode ser mais lento e tortuoso do que se pensava.

Anúncios

185
Deixe um comentário

avatar
75 Comment threads
110 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
78 Comment authors
FelipeAmigo BuscadorLucioSorocabaFabricio Recent comment authors

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

  Inscrever-se  
Receber notificação
TonyParana
Visitante
TonyParana

Quem vai morar nos Estados Unidos ou Canadá, por exemplo, dá para mandar os medicamentos daqui para lá ? Acho que vai depender do CTA caso tenha um estoque que dê para liberar para uns 3 meses. Estou certo ? Quero passar um tempo fora, mas estou confuso quanto aos remédios.

Diego
Visitante
Diego

Gostaria muito de saber sobre essa informação também !! ? Alguem vive ou passa por isso ?!

Luiz Carlos
Visitante
Luiz Carlos

Para quem vai ficar pouco tempo, é só ligar no CTA antes e informar que irá fazer uma viagem (até 3 meses normalmente é tranquilo, talvez haja algum problema devido à falta de ARVs que ainda está ocorrendo).

No dia da dispensa, informe que você ligou no CTA e leve uma cópia da passagem de ida e volta, comprovando o tempo que você irá ficar fora.

Para viagens de estudo/intercâmbio (prazos maiores), eu escrevi um guia que eu já comentei em vários posts, é só procurar nos posts mais antigos.

Abraços

TonyParana
Visitante
TonyParana

Muito obrigado pelo esclarecimento !!!

Antonio
Visitante
Antonio

bom dia
Eu já vivi um ano no exterior, na época ele me liberaram para um frasco a mais ( 4 frascos) e deixei pedidos que pegaram para mim e enviaram via Fedex.
Se quiser conversar envie e-mail para antonio_almeica@gmail.com

Renatinho
Visitante
Renatinho

Olá Tony
Bom eu morava no Brasil e mudei para os Estados Unidos
Por um 1 ano sim mas tratamentos e medicamentos aqui é super trankilo…
Primeiramente eu trouxe 6 potes de atripla que era o que eu tomava quando cheguei aqui fiz o plano de saude que por Sinal é de graça ….
Apos ter feito o Plano de saude fui ao medico lembro como se fosse hoje :
Entrei no consultorio as 10 da manha as 2 da tarde eu estava com um Pote de atripla que me forneceram …
Qualquer coisa deixe seu e-mail q entrarei em contato
Abraços
Renatinhoooo

Chloe
Visitante
Chloe

Depende do País é proibido a importação, a maioria da Europa não permite importação. Mas, se você trabalhar e tiver contrato você pode ter um seguro que cobre os medicamentos.

TonyParana
Visitante
TonyParana

Olá Renatinho, obrigado pelo esclarecimento …. anota ae, por favor: charla13456@yahoo.com.br

H30
Visitante
H30

Bom dia gente, gostaria de tirar uma dúvida se alguém já tiver passado por isso, usei o benefício de sacar o FGTS e agora estou tentando financiar uma casa, inventei uma história para o corretor e ele enviou a proposta para caixa, estou com medo de ser negado pela caixa já que eles tem acesso ao saldo do meu FGTS e o motivo de ter tirado, alguém sabe dizer se isso pode ser problema para o financiamento?

Luiz Carlos
Visitante
Luiz Carlos

Claro que pode dar problema. O financiamento é feito com taxas reduzidas pois leva em conta o dinheiro disponível do seu FGTS como garantia. Se você sacou o FGTS, não há valor disponível para entrar com garantia, logo não será aprovado…

Tomm
Visitante
Tomm

Quanto ao saldo baixo na conta, talvez não tenha problemas,,, o que deve acontecer é o banco usar uma taxa de juros mais alta, que não a da linha pro-cotista, onde precisa ter 10% do valor do imovel em saldo na conta fgts.
Pode ter problemas na aprovação do seguro de vida que é atrelado ao financiamento, pois para aprovação, deve ter um questionario.

Antonio
Visitante

Olhe de boa, neste questionário eu sempre omito ( plano de saúde, seguro de vida e etc)

H30
Visitante
H30

Não tenho FGTS, mais deixei claro que não quero usar o FGTS para o financiamento, tenho trabalho com carteira assinada, tenho muitos cartões e tenho carro financiado no meu nome e o melhor, tudo sendo pago sem atraso, creio que isso também deve pesar na decisão de aprovar ou não, meu subsídio foi nem 5 mil, meu único benefício vai ser documentação grátis pois só irei receber a casa próximo ano ainda mais vou dá entrada e pagar fase de obras, só resta esperar agora para saber os resultados

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Fique tranquilo. Já fiz o mesmo e deu tudo certo

Tomm
Visitante
Tomm

Rogrigo, vc pode falar como foi a aprovação do seguro de vida vinculado ao financiamento? Apos aprovacao do credito, tem um questionario para o seguro de vida, certo? Onde deve perguntar se a pessoa ja fez exames ou tem “aids”, não tem isso?

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

No meu caso, não fiz seguro de vida, pois o seguro foi feito apenas no nome da minha mulher.

Bahiuno
Visitante
Bahiuno

tom,

não se pode atrelar seguro de vida num financiamento habitacional. nem seguro residencial. o que existe é o seguro habitacinal que é um.seguro diferente desses dois.

Eu
Visitante
Eu

Os juros baixos do convênio FGTS não dependem do seu saldo FGTS. Basta ser participante do fundo. Relaxa.

Tomm
Visitante
Tomm

Depende sim.
o financiamento pelo SFH tem juros mais baixos do que pelo SFI.
o SFH nao depende de saldo na conta do FGTS.
Mas o financiamento por uma linha chamada Pro-Cotista tem taxa mais baixa do que o SFH, e nesta é necessario saldo na conta do FGTS de 10% do valor do imóvel…

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Também tenho esta mesma dúvida. Vou fazer um curso fora no ano que vem e queria saber como proceder para receber os medicamentos.

LEandro
Visitante
LEandro

tambem estou com a mesma duvida … kkkkkkkkk
sobre enviarem medicação pra mim na europa…

Flavio
Visitante
Flavio

Canadá é um dos países que não liberam vistos para portadores do virus hiv.
Consultar a lista no site a baixo:
http://www.hivtravel.org/

TonyParana
Visitante
TonyParana

Verdade, li lá, até 6 meses tranquilo, para residir não será concedido ):

Luiz Carlos
Visitante
Luiz Carlos

Para viagens longas, tenho postado isto em quase todos os tópicos… Logo vou ter que fazer um site com guias para facilitar 🙂 Minhas sugestões (e, inclusive, o que eu fiz quando fui estudar no exterior) são as seguintes: 1) Construa um estoque do seu ARV atual. Você pode retirar seus ARVs sempre 5 dias antes de fechar 30 dias (algumas farmácias permitem até 7 dias antes). Faça retiradas mensais retirando sempre 5 dias antes e vá construindo seu estoque. 2) Consulte com seu infecto antes da viagem, fale sobre o curso/intercâmbio – aqui o importante é ter uma relação… Ler mais »

Cristiano
Visitante
Cristiano

Parabéns pelas informações!! Cliquei no ícone negativo sem querer. Sorry!

Electra
Visitante
Electra

Eles aqui n tão liberando duas dispensa imagina pra fora do Brasil.lamentável essa falta de medicação que está tendo nos cta. Enquanto esses políticos roubam milhões de nos eles vão achar logo de toca na saúde.

Mai
Visitante
Tiago
Visitante
Tiago

Mai, essa notícia tem um mês. Vale dizer que desde a sua publicação, o MS já se pronunciou que a distribuição deverá regularizar até dia 18/8.

Fiquemos vigilantes ao prazo, mas também às datas das notícias que compartilhamos e aos últimos desenvolvimentos.

Wesley
Visitante
Wesley

Moro no Canadá eles liberam visto para turista sem precisar de texte de hiv ! Mais para trabalho ou estudo eles pedem exame de hiv e reprovam o custo, da para tirar o custo de turista com duração de 6 meses , sem nenhum tipo de exame ! Sou soro negativo , estou na torcida pela cura para livrar todos desse mal !!! Abraços e Boa sorte a todos

Antonio
Visitante

Nos Eua ele nao pedem, mas perguntam na empresa, eu neguei simplesmente, embora eles falavam que se eu fosse + nada mudaria

Wesley
Visitante
Wesley

Desculpa onde está custo e visto !

Cristiano
Visitante
Cristiano

No projeto CHERUB inglês, em que se está utilizando uma das mais promissoras vacinas terapêuticas do mundo, a mesma que está sendo usada em Barcelona, de Tomás Hanke Imunologista Universidade de Oxford, a reversão da latência é feita com Vorinostat em pulsos repetidos, para otimização de resultados terapêuticos, tres vezes a semana e anti-retrovirais com uso adicional de raltegravir, um inibidor de integrase, o que evitaria a nova colonização dos vírus reativados de sua latência para novos CD4, posto que esses inibidores impedem a entrada nos leucocitos por evitarem a conexão em sua membrana externa. E então: MANCH

Caio PE
Visitante
Caio PE

Enquanto isso verba para pesquisa, educação e saúde são cortadas….. e impostos aumentados ! Mas grana para bancar deputados para fazer o famoso “cala-boca” isso tem !

Renan
Visitante
Renan

Bom dia galera vim relatar minha experiencia:

Fiz uso da Pep por 28 dias (tenofovir,lamivudina,kaletra.)

Nao tive efeitos colaterais graves como disseram, apenas a diarreia que é suportavel e nao é aquela coisa forte. Olho amarelo nao tive!

fiz exame depois e deu negativo. (4a geracao).

Desejo força, foco e fé! Em breve acharemos a cura. Deus é bom e maior! Força galera.

Luiz Carlos
Visitante
Luiz Carlos

Renan,

O principal efeito colateral do Kaletra é realmente a diarréia, inclusive ele não está mais sendo distribuído e as pessoas que o utilizam estão sendo migradas para o ATV/r.

O efeito dos olhos amarelados é referente ao ATV/r, e não ao Kaletra.

Ficamos felizes em você ter recebido o diagnóstico negativo após a PEP, em ter esta informação e tê-la utilizado.

Abraços!

Guto
Visitante
Guto
Marcelo
Visitante
Marcelo

Tive que trocar o esquema é por conta disso estou com um frasco de 3 em 1 com 27 comprimidos. Fui devolver na farmácia do CTA mas não aceitaram por conta da falta do rótulo ( eu sempre tirei). Se alguém tiver interesse posso encaminhar por sedex. Deixe email que entro em contato. Um forte abraço a todos!

Diego
Visitante
Diego

Tenho interesse Marcelo. Meu email é diegosouza1809@outlook.com.

Esperançoso
Visitante
Esperançoso
Luiz Carlos
Visitante
Luiz Carlos

Marcelo, parabéns, sua atitude é belíssima!

Abraços!

Loro
Visitante
Loro

Blz Marcelo? Que efeito colateral vc teve com o 3 em 1?

Melry
Visitante
Melry

Excelente artigo jovem soropositivo!

Oi Marcelo, tenho interesse no 3 em 1.
Agradeceria a gentileza se poder me enviar.
Meu e-mail é: melrysobral@yahoo.com.br.

Vinicius
Visitante
Vinicius

Abraços em todos. Gente sou do Rio e infelizmente hoje quando fui pegar o meu 3 em 1 o estoque tinha acabado e a farmaceutica me respondeu que seria regularizado até sexta-feira. Fiquei assustado de antemão pois nunca faltei a medicação e sou indectável desde então. O que vocês sentiriam se como no meu caso, ficassem dois dias sem a medicação (espero que não passe disso e os estoques sejam regularizados…). Há grande risco de rebote viral em 48h sem os antirretrovirais?

Tiago
Visitante
Tiago

Vinícius, toda a interrupção de tratamento acarreta riscos e creio que o mais grave não é nem tanto o risco de rebote em si, como é o de aumento de resistência do vírus à medicação usada e de queimar essa combinação. Se eu estivesse no seu lugar, entraria em contato correndo com ONGs locais e grupos de apoio no face a ver se alguém pode dispensar o suficiente para cobrir esses dias. E Vinicius… Se possível, evite deixar para o último dia para ir buscar os seus medicamentos. A menos que o recusem na farmácia, tente pegar alguns dias antes… Ler mais »

SP+-
Visitante
SP+-

Aproveitando o gancho.

Tenho uma curiosidade. Quando acontece isso da pessoa ficar sem medicamento, ela pode tomar alguma outra combinação de TARV nesse período ou seria melhor esperar sem tomar nada?

Tem haver algum paleativo.. Eu estou observando que isso acontece de tempos em tempos e vai ter gente, como aqui, que a farmácia não deixa pegar antes e nem a mais…

Luiz Carlos
Visitante
Luiz Carlos

SP+-, pode tomar outra combinação de TARV sem prejudicar o tratamento, desde que não haja histórico de falha terapêutica com outra combinação. Preferencialmente deve-se seguir o PCDT, ou seja, para quem toma 3×1, poderia tomar ATV/r+TDF+3TC. O problema é que a farmácia não irá fazer esta dispensa sem autorização de alteração pelo infecto, o infecto normalmente não está disponível no mesmo dia que estes problemas acontecem, e assim vai, portanto, como o Tiago falou, nestas situações o melhor é procurar alguma ONG no mesmo dia para ver se eles possuem algum estoque de TARV. Eu tenho um estoque de 1… Ler mais »

M.
Visitante
M.

Vinicius as interrupções nunca são boas, pois ai se abre uma possibilidade. Mas acho difícil. Meu médico me disse que algumas substâncias do 3×1 ficam até 72 hrs no organismo. Mas se a pessoa começa a falhar demais ai complica, mas acredito que no seu caso que sempre toma certinho isso não fará muita diferença. O melhor mesmo é tomar conforme a indicação do rótulo 1 vez por dia. Espero que sua situação se resolva logo. Abraço.

SP+-
Visitante
SP+-

Marcelo parabéns pela atitude!

Pessoal alguma novidade sobre a PrEP nas capitais?

Abraços a todos.

Rômulo
Visitante
Rômulo

Também to querendo saber, to ansioso p/ meu parceiro começar a tomar…

Caio PE
Visitante
Caio PE

Luiz Carlos, favor tirar uma dúvida:
fiz hemograma e os EOSINÓFILOS acusaram 240 (limite 500) e linfócitos totais (LT) 1670 (achei um pouco baixo).
1. Qual a função, específica, dos EOSINÓFILOS?
2. Esses LT está num nível aceitável (O CD4 “acompanha” os LTs)?

Abraços,

Luiz Carlos
Visitante
Luiz Carlos

Caio, você precisa parar um pouco de querer tirar conclusões precipitadas dos seus hemogramas, sendo que tudo está sempre dentro dos VR. Não existe “um pouco abaixo” ou “um pouco acima” se está dentro dos valores de referência, é exatamente pra isto que servem os VR 🙂 VR para eosinófilos é de 50 a 500/mm3, portanto o seu exame está dentro do VR. VR para linfócitos totais é de 900 a 2.900/mm3, também tudo dentro do VR. Os eosinófilos são fagocitários (ingerem partículas estranhas, bactérias e células mortas no organismo por fagocitose), assim como os neutrófilos e basófilos, ou seja,… Ler mais »

morena
Visitante

força foco fé

morena
Visitante

amigo preciso de informações to agoniada em fim sou positiva meu marido tbm só que eu estou indeteqtavel e ele ainda não a camisinha furou to disiperada e ginecologista do meu cta ta de feria mas ha fiz exarmes quando voltar vou esta com 3 meses to com medo do BB narcir com Ciro faço uso do kaletra mim ajurda choro tanto

Luiz Carlos
Visitante
Luiz Carlos

Morena, você estando em TARV não há muito o que se preocupar, nem muito o que fazer no momento. O único risco seria se o seu marido já tivesse tido falha terapêutica no mesmo esquema que o seu e o vírus gerado resistência à TARV que você toma, mas ainda assim o risco é mínimo. Fique tranquila, continue seguindo o tratamento de acordo com o que foi passado pelo seu infectologista que tudo vai ficar bem. Vale a nota de que o Kaletra não está sendo mais distribuído, portanto na sua próxima dispensa você deverá receber o Darunavir/r no lugar… Ler mais »

morena
Visitante

muito obg Luiz Carlos vc sempre acendendo uma luz no fim do túnel Deus te ilumine

morena
Visitante

desculpe os erros

Júnior +
Visitante
Júnior +

Olá amigos. Pela segunda vez consecutiva eu me esqueço de ir fazer a coleta para o exame de CV. Sei que estou errado, mas acredito eu que os responsáveis pela coleta, deveriam ligar quando a pessoa não comparecesse ao laboratório paraa fazer-la . Tendo em vista que o não comparecimento gera despesas extras e uma enorme probabilidade da pessoa não ter feito o exame (ou consulta) e estar abandonando o tratamento e com isso infectando outras pessoas (caso de detetáveis) . A saúde publica precisa ser mais atenciosa com as pessoas, principalmente aquelas que são portadoras de alguma doença transmissível.… Ler mais »

Luiz Carlos
Visitante
Luiz Carlos

Júnior, anota na agenda 🙂 Esquecer um compromisso vez ou outra pode acontecer, mas quem possui volume alto de trabalho tem que encontrar a sua própria maneira de se organizar e priorizar as coisas. Você não pode ficar esperando alguém lhe telefonar pra avisar que está na hora de cuidar da sua saúde, não é mesmo? Sobre o que você escreveu, sim, concordo que a saúde precisa ser mais atenciosa com as pessoas, na realidade a palavra mais adequada é a necessidade de humanização do atendimento. Isto é um trabalho muito árduo e varia de local para local e de… Ler mais »

Júnior +
Visitante
Júnior +

Obg pela resposta. Muito coerente seu ponto de vista. Mas é claro, não espero que me liguem para eu ir fazer o exame . mas também acho que deveríamos ter um acompanhamento mais atencioso.

Pedro
Visitante
Pedro

O interesse é seu meu caro, quem tem que cuidar da sua saúde é vc.

Caio PE
Visitante
Caio PE

Agenda….celular….post-it …

Pedro
Visitante
Pedro

Vai falar que é culpa do governo ter cido infectado… aff

Renatinho
Visitante
Renatinho

Júnior +
Para não esquecer tento lembrar que tenho q ser responsavel com o meu tratamento ….

Maycon
Visitante
Maycon
Marlon
Visitante
Marlon

Galera, boa noite! Bom, há algum tempo venho acompanhando esse blog e graças a ele tenho me sentindo mais humanizado. Estou na angústia, pois há cerca de 80 dias eu tive um relacionamento com uma amiga, e infelizmente não usei o preservativo como deveria. Desde então sinto dores de cabeça, coluna, garganta e tive febre, candidíase oral, formigamento nos pés e mãos, além de resfriados constantes. Fiz inúmeros exames de 3a e 4a geração, e todos deram negativos para HIV e tbm para sífilis e as hepatites, sendo o último um exame rápido com 80 dias dessa exposição de risco.… Ler mais »

Luiz Carlos
Visitante
Luiz Carlos

Marlon, Em 95% das pessoas a janela imunológica (tempo que o organismo leva para produzir anticorpos anti-HIV) é de 4 semanas. Em 12 semanas a janela imunológica passa a englobar 99,9% das pessoas. Levando em conta que o sexo com penetração entre um homem e uma mulher tem um risco de transmissão de 4 em 10 mil exposições para o homem, me parece que você está querendo ser um ponto totalmente fora da curva. Ah, outro detalhe. O teste rápido para HIV tem 99,9% de precisão se respeitada a janela imunológica. Nosso sistema imunológico é algo poderoso. Tão poderoso que… Ler mais »

Cbb
Visitante
Cbb

Eu qdo recebi o resultado do exame que tinha feito de Hiv, na altura o fiz pq estava doente e desconfiando que tinha apanhado febre amarela pq no meu país tinha um surto enorme desta doença (Angola, 2016), pensei que não era possível ter acontecido comigo, isto tendo em conta que o meu pai morreu em 1996 com desconfiava de hiv. A primeira ideia que me ocorreu foi de me suicidar, pq para além de antes do diagnóstico ser um jovem africano e militar, com um rendimento pecuniário aceitável, ser um mulherengo e achar que eu estava acima de tudo… Ler mais »

Luiz Carlos
Visitante
Luiz Carlos

Cbb, é sempre um prazer poder ajudar. Fico extremamente lisongeado pelo agradecimento e muito feliz em saber que estou ajudando pessoas não só no Brasil, mas ao redor do mundo.

Um grande abraço a você e a toda sua família,

Luiz Carlos

Luna
Visitante

Boa noite a todos!

Maycon
Visitante
Maycon

Luiz, da uma olhada no link que eu postei acima! Não entendi direito (meu inglês não é tão bom assim), mas parece que estão formulando uma cura.

:)
Visitante
:)

Maycon.
Dei uma olhada no link. É uma terapia genética para o tratamento do HIV desenvolvida por pesquisadores Russos, chamada Dinavir. Ela foi submetida a ensaios pré-clínicos e a droga já provou sua eficiência nas células. Os testes pré-clínicos em animais(Fase 1), ensaios clínicos (Fase 2) e o procedimento de registro podem levar de 5 à 10 anos segundo os cientistas.

George
Visitante
George

H3O, boa tarde! Fique tranquilo quanto ao financiamento.
Para ter o financiamento mais barato pelo programa minha casa minha vida com financiamento com recursos do FGTS (usualmente se fala carta de crédito FGTS) existe algumas condições, mas a principal é ter contribuído para o fundo por no mínimo 3 anos, independente do saldo atual e dos motivos de saques realizados.
Quanto ao seguro se vc tiver exercendo alguma atividade laboral não haverá problema. Em geral os seguros dos financiamentos (sejam habitacionais ou de empréstimos consignados, por exemplo) não necessitam da declaração pessoal de saúde.

telma
Visitante
telma

ENQUANTO A CURA NAO VEM !!!!!! Cabotegravir (CAB) é um inibidor de integrase de segunda geração desenvolvido pela ViiV Healthcare como uma formulação injetável de comprimidos orais e de longa duração (CAB-LA). Possui uso potencial como tratamento e, a formulação injetável, como PrEP. CAB-LA tem uma semi-vida extremamente longa: uma única injeção resulta em níveis de drogas que ainda são detectáveis ​​em algumas pessoas mais de um ano depois. Isso exige que uma fase de entrada usando a formulação oral seja essencial antes de usar a injeção para detectar o risco provável de reação de hipersensibilidade. A longa vida útil… Ler mais »

Paulo Lima
Visitante
Paulo Lima

Ninguém vai ler isso

Paulo Lima
Visitante
Paulo Lima
positividade
Visitante

relatos de um soropositivo https://hivpositivamente.blogspot.com.br/

Paulo Lima
Visitante
Paulo Lima

Se vocês pregam todos os dias que convivem tão bem com o vírus, a famosa e tão usada frase “vida normal”, pra que a cura não é mesmo? 😡

Tiago
Visitante
Tiago

Paulo, por muito bem que eu consiga conviver bem com a minha condição – nem tanto com o vírus, já que a minha intenção é controlar/exterminar – e por muito que assim consiga levar uma vida bem “normal”, também sinto que caminho em terreno menos sólido – com riscos adicionais – e que essa “normalidade” depende de tratamento para toda a vida, que pode eventualmente falhar, faltar, etc… Ou seja, mesmo a vida mais “normal” não deixa de ser mais insegura e vulnerável à possibilidade de mudança para pior, seja por fatores internos ou externos, do que será possível com… Ler mais »

Paulo Lima
Visitante
Paulo Lima

Obrigado pela sinceridade 👍

Tiago
Visitante
Tiago

👍

:)
Visitante
:)

Paulinho. O HIV não é como uma calça que está prestes a estourar a costura. De acordo que você vai usando a calça a costura vai soltando e você sabe se na próxima saída vai conseguir usa-la novamente. O HIV é diferente, não sabemos o dia de amanhã, talvez falte o remédio, um resfriado pode virar um problema serio, são situações imprevisíveis que não somos capazes de controlar. Sem contar com o preconceito que o HIV carrega. Eu levo uma “vida normal” mas não sei o dia de amanhã, fico preso muitas vezes, medo de me apaixonar, medo de tomar… Ler mais »

AmigoSp
Visitante
AmigoSp

E qual controle os soro positivos ou soro negativos têm sobre a vida ?
Nenhum.

Nunca teremos e nunca vamos ter controle sobre nada. Podemos morrer nessa noite por um infarto, uma parada respiratória, Amanhã podemos ser atropelados ao atravessar a rua.

Não temos controle de nada, ninguém têm.

Vivam a vida de forma intensa.
Deixem as coisas leves 🙂

Tudo acontece na hora certa e por motivos que mais tarde entenderemos.

Vivamos cada dia 🙂

DRR
Visitante
DRR

Paulo lima, é uma doença como qualquer outra, não faz tanto mal como antes, porém viver sem ela será melhor não só fisicamente mas principalmente na questão psicológica, a muita gente desinformada sobre esse assunto, coisa que leva a um preconceito.
A cura do HIV vai vir junto com várias outras curas, em breve creio eu.

Paulo Lima
Visitante
Paulo Lima

Verdade, é um vírus bem inofensivo 👍

Gil
Visitante
Gil

Paulo, o vírus incomoda muito menos, quando controlado pela medicação, do que o veneno de suas palavras, do que sua má intenção de escrever aqui. Porque contra a maldade não tem remédio, só resta mesmo a piedade, o pior dos sentimentos que as pessoas lançam sobre aqueles que não tem mais jeito na vida. Posso viver com HIV controlado, não me importo. Preferiria não ter, claro, mas não é uma tragédia, pois minha vida segue normal: amo e sou amado, respeitado e a maioria enorme dos que eu convivo sabem e me respeitam. Pronto. Não esqueça que um dia você… Ler mais »

Paulo Lima
Visitante
Paulo Lima

O problema de muitos aqui é fantasiar esse vírus letal. Não é bom propagar mentira e ilusão, isso sim é maldade. Continue vivendo no seu mundo de ilusão. Abraço!

Tiago
Visitante
Tiago

Paulo, será que não está confundindo algumas posturas mais positivas e menos fatalistas, com um fantasiar com a inofensibilidade do vírus? Pergunto porque fico com impressão que o inverso é até mais comum. Uma boa parte das pessoas que chegam aqui provavelmente lembram ou ouviram falar da mortalidade do vírus nos anos 80/90 e não têm consciência que, apesar do potencial letal do vírus permanecer intacto, 30 anos depois, ele é controlado e anulado com bastante eficácia pelos mais atuais TARVs, salvo em casos excepcionais que existem de fato. Boa parte de pessoas que aqui chega já enfrentou o diagnóstico… Ler mais »

Gil
Visitante
Gil

Paulo Lima, O vírus HIV é letal quando não é tratado pelos antiretrovirais. Assim como o diabetes é letal quando não se faz a dieta e o controle adequado. Assim como a tuberculose é letal e outras tantas doenças para as quais o conhecimento humano já conseguiu a cura. Agora, para quem se trata e cuida da saúde, o vírus está lá, em pequena quantidade, sem prejudicar. As medicações são menos tóxicas, pode-se viver normalmente, como eu faço e a imensa maioria dos amigos que aqui interagem, sem crise, sem rolos, sem briguinhas e teimosia. O vírus é letal para… Ler mais »

DRR
Visitante
DRR

Sensacional seu texto Gil.
Gostaria que ele fosse em algum hospital do câncer, e ver as pessoas mesmo entre a vida e a morte lutando por que querem viver, não querem que seu legado acabe ali, levante a cabeça amigo, você foi uma dádiva de Deus, aproveite essa oportunidade, faça a diferença, suas atitudes e palavras podem salvar muita gente. Aproveite a vida, você não foi colocado no mundo sem propósito algum, ache seu diferencial nesse momento de angústia e se dedique 100% a isso.
Enfim vá até seu limite, você é mais forte do que pensa.

Tiago
Visitante
Tiago

“Que dor no coração é essa? Você é soropositivo e não se conforma?” Pensei o mesmo. Não sei se é o seu caso Paulo, mas também passou pela minha cabeça essa possibilidade… Se for, até entendo não ter aceite tão bem sua condição, não é facil para ninguém e pode ser mais difícil para alguns, mas daí a usar o seu grau de aceitação como regra para questionar e julgar o grau de aceitação de outros pode ser uma forma de auto-sabotagem, tão típica da psicologia humana… Caso para dizer, aceite que dói menos… E não é que dói menos… Ler mais »

AmigoSp
Visitante
AmigoSp

A vida é letal.
Tudo acaba, chega ao fim.

Tiago
Visitante
Tiago

Precisamente, AmigoSp Hoje mesmo escrevi noutro comentário sobre como estes dias uma moça foi atropelada na calçada da minha rua por um senhor que enfartou, perdeu o controle do carro e se enfiou no muro da escola de onde ela havia saído instantes antes… de uma aula de pilates. A sincronicidade entre os dois eventos numa calçada de pouco movimento foi tão surpreendente, que deixou todo o mundo aqui em casa com a sensação que estava escrito… Até poderia perguntar “Pilates é letal?” Vou morrer trancado em casa para evitar a possibilidade de morrer atropelado numa qualquer calçada e em… Ler mais »

Aninha
Visitante
Aninha

Desejo muita saúde e somente coisas boas a você Paulo Lima. E que a vida nunca te faça se arrepender dessas suas palavras “inofensivas”!

Sô
Visitante

Paulo Lima, um dos motivos pelo qual o vírus é indesejável, embora plenamente tratável, é essa sua postura malvada de criar terror psicológico em cima de um assunto tão delicado.

Carlos Henrique
Visitante
Carlos Henrique

Pessoal, se alguém puder me dar uma luz será de grande valia. Estou indetectável há mais de 1 ano e venho tomando meu 3×1 de forma rigorosa, sempre no mesmo horário. O problema é que nessa semana fiquei com a garganta inflamada e já tem 2 dias que venho tendo sudorese noturna excessiva, a ponto de deixar minha roupa toda molhada. Seria esse um sinal de reativação do vírus? O laboratório de onde eu moro não tem feito exames de CD4/ carga viral ultimamente por falta de insumos então não sei quando poderei saber o que de fato está acontecendo.… Ler mais »

telma
Visitante
telma

Isso é quase provavel que seja causado pela sua garganta inflamada e dois dias é muito pouco tem gente que fica semanas com dor de garganta e febre e quase certeza que sua carga viral esta indetectavel se toma seus remedios direito .Já tive varias vezes isso e tenho o virus a 28 anos .Fique tranquilo e sereno .

Luiz Carlos
Visitante
Luiz Carlos

Carlos, se você tem boa adesão ao tratamento e mantém ele de forma correta, o vírus não vai se reativar do além. Nós, sendo soropositivos ou não, somos infectados por gripe, resfriado, faringite, enfim, uma série de infecções virais e bacterianas.

Se você continuar se sentindo mal, procure um otorrino ou clínico geral em uma unidade de atendimento emergencial.

Abraços!

Cbb
Visitante
Cbb

Ao Luiz Carlos ou alguém que me possa dar uma ajuda por favor.
Eu gostaria de ganhar alguns quilos de peso que os perdi aquando a minha infecção. É que eu tenho comido muita coisa pra ver se recupero uns 8 ou 10 kzs e até ao momento, mesmo estando indetectável não consigo.
Isto para evitar situações de estarem sempre a te dizer “estás magro, o que é que se passa?”

Tiago
Visitante
Tiago

Cbb, aqui no Brasil o serviço público de saúde presta aconselhamento nutricional.

Talvez até possam lhe passar algumas dicas aqui, mas como cada pessoa é um caso, com genéticas e quadros clínicos diferentes, eu diria que o melhor a fazer seria consultar um nutricionista e trocar informações com o seu infecto, já que seu quadro/biotipo poderá exigir uma alimentação específica para alcançar o seu objetivo.

Lecinho
Membro
Lecinho

Cbb, também estou com estou preocupação, mais me peso toda semana e, com um mês praticamente de tratamento, meu peso estabilizou e está aumentando. Pra mim está sendo um alivio. Fui a nutricionista antes do diagnostico. Vá tambem,e se vc tiver uma boa alimentação, vc conseguirá reverter.Todo mundo me pergunta o porque da magreza, tenho que inventar algo, nao tem jeito…

Tiago
Visitante
Tiago

Cbb e Lecinho,

Sobre inventar uma desculpa… Eu fui diagnosticado há mês e meio mas desde a adolescência que tenho bastante dificuldade para aumentar o meu peso, perdendo muito mais facilmente. Sempre que me perguntam porque estou magro, digo simplesmente “sou magro de ruindade!” e normalmente a conversa morre aí rs

Renatinho
Visitante
Renatinho

Carlos Henrique
Fique tranquilo pois o que vc está sentindo é super comum se chama GARGANTA INFLAMADA ..
Vc só esta gripadinho com a garganta inflamada devido a mudança d tempo …
Eu moro em um lugar que chega a fazer -32 gripe é minha parceira ….
Fica tranquilo
Abraços

Felipe
Visitante
Felipe

Renatinho, onde estas morando agora?
-32 seria uma boa para ficar uma semana para fugir do calor de Brasília.

Renato
Visitante
Renato

amigos, por favor, alguém pode me indicar um infectologista bom que atenda pelo Bradesco em São Paulo? Obrigado.

Renatinho
Visitante
Renatinho

Renato eu era de SP mesmo estando a 3 anos fora tenho 1 amigo q estão em SP e usa o plano de saude BRADESCO me deixe seu e-mail perguntarei para eles e te falo
Abraços
Renatinho

DRR
Visitante
DRR

Renatinho,
Também uso deste mesmo plano de saúde e sou de São Paulo, você teria algum e-mail para que eu entre em contato? Gostaria de indicações de infectos.
Obrigado ☺️

Renatinho
Visitante
Renatinho

DRR deixa seu e-mail aqui te envio um e-mail como o maior prazer ..

Renatinho
Visitante
Renatinho

DRR

meu e-mail é renatinhomenezes71@gmail.com

Renato
Visitante
Renato

Oi Renatinho, muito obrigado por sua ajuda, segue meu e-mail
renato.safarov@hotmail.com

Life
Visitante
Life

Muita coisa boa vindo para diminuir o uso de remédios e encontrar a cura.

http://cen.acs.org/articles/95/i31/Conquering-HIVs-capsid.html

DRR
Visitante
DRR

Alguém pode traduzir esse artigo? Não entendi algumas coisas.
Obrigado 😁

Andeson
Visitante
Andeson

Interessante essa matéria: a pesquisas sobre o virus Zica pode ajudar na descoberta da cura do HIV, na minha opinião:

Zika age como HIV e ‘derruba’ sistema imune de gestantes, diz estudo. Vírus ‘engana’ células do sistema imunológico, o que diminui capacidade de mulheres grávidas de lutarem contra a infecção.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/zika-age-como-hiv-e-derruba-sistema-imune-de-gestantes-diz-estudo.ghtml

AnonimoFer
Visitante
AnonimoFer

Olá, boa tarde á todos.

Hoje completo um més de diagnóstico, estou levando a vida normal, apesar de ter adicionado consultas a psicólogo e infecto nesse intervalo.

As vezes fico bem abalado, e as vezes me sinto tranquilo, pois leio aqui que muito de vocês se adequaram a terapia e creio que comigo não será diferente, minha luta maior agora é com a aceitação e as vezes a insônia, coisa que nunca tive.

Bom, vamos em frente que a vida segue normal, apesar da encanação com a imunidade, coisa que eu nunca tive.

Abraços a todos.

Tiago
Visitante
Tiago

Aqui é o mesmo, mês e meio de diagnóstico, dias mais e menos tranquilos, mas sem efeitos colaterais. Coloquei a tranquilidade como meta de reforço de imunidade e aos poucos vai ficando mais sólida. Um passo e dia de cada vez. Força aí.

AnonimoFer
Visitante
AnonimoFer

Vlw a força ai para VC e os demais tmbm.

Como disse, um passo e dia de cada vez, parece que antes vivia mais pilhado, abraçando tudo o que aparecia.

Agora, com o diagnóstico a correria do dia a dia, até mesmo no trabalho (sigilo) deu lugar para reflexão. Deve ser normal nos primeiros meses…

Tiago
Visitante
Tiago

Nossa, total… Aqui o primeiro mês voou em camera lenta, mas aos poucos estou recuperando o ritmo também.

Estou bem menos pilhado e mais atento e inclinado a levar o trabalho – e tudo mais! – de uma forma mais tranquila, evitando estresse desnecessário, noites em branco, etc.

Nem tudo é ruim nestas sacudidas que a vida nos dá…

Renatinho
Visitante
Renatinho

AnonimoFer Vou relatar a minha descoberta aceitação minha vida antes e agora creio q vai servir para vc: Bom em 2013 minha idade era 26 Formado em Química pos-gradução em Organica e 5 anos de iniciação cientifica em Farmacia-Bioquimica eu tinha 3 trabalhos 2 públicos e um privado . Eu malhava 5 vezes por semana e eu estava em relacionamento de 4 anos que decidi me separar mas nesta separação tínhamos umas recaída sexo ocasional entendem .. Em outubro fui doar sangue e aiiiii humm aiiii F&#@.. Depois do mes de outubro eu despenquei em queda livre caindo direto no… Ler mais »

AnonimoFer
Visitante
AnonimoFer

Ótimo saber Renatinho. Que bom que superou e realizou seus sonhos irmão.

Entendo que tudo leva tempo para ser absorvido, e sei que logo estarei mais tranquilo, com melhora na qualidade de sono e de vida, e o astral lá em cima.

Os relatos do blog tem me ajudado bastante, montei uma rede de apoio, tbm pequena mas que me ajudam bastante.

Abraços e Obrigado pela força!!

Renatinho
Visitante
Renatinho

AnonimoFer A aceitação é muito complicado ninguém quer ser taxado apontado e ninguém quer ser a minoria. E principalmente ninguém quer ter HIV pois é a doença, limitação ou a condição de saude que carrega com SI um rotulo horrível. No começo é dificil temos muitas milhares infinitas duvidas que estas duvida vão ficando para traz quando aceitamo a nossa condição de saúde e diga se de passagem é muito melhor que varias doenças … Depois que aceitei o que estava vivendo e o que iria viver parei de ter neuras foi facil CLARO QUE NÃO mas é um período… Ler mais »

D_Pr
Visitante
D_Pr
Visitante
D_Pr

“…Simply put, HIV treatment suppresses the virus to undetectable levels. When the virus is undetectable, HIV cannot be passed on…”

Maycon
Visitante
Maycon

CBB eu com 6 meses de tratamento estava 10Kg mais gordo hehe

AmigoSp
Visitante
AmigoSp

Pessoal, vou deixar minha opinião.. Faz tempo que não apareço por aqui. Sou soro há qse 2 anos (confesso que parei pra pensar pra ter certeza) rs Uso Dolutegravir e não tenho efeito colateral nenhum. Me mantenho com carga vital zerada e cd8/cd4 > 1,0. Vivo uma vida normal. Tenho namorado, trabalho e cada dia que passo tenho mais planos. Não lembro do HIV, muitas vezes até esqueço, de verdade. Faz uns 4 meses que descobri que quero estudar medicina, estou louco estudando pro vestibular, cheio de vontade de uma “vida profissional nova”. Tenho 29 anos, sou Pós graduado, tenho… Ler mais »

Lima
Visitante
Lesly
Visitante
Lesly

Pergunte para um soropositivo com mais de 20 anos se ele acredita na cura? Claro que não! Mas também não concordo com o texto que diz que o discurso da cura retira investimento em pesquisas acho que ele coloca investimento em pesquisas pois não quer emplacar um tratamento definitivo para 370000000 de pessoas e ficar bilionário ? A cura já existe mas somente para quem tem muito dinheiro!

Alexandre
Visitante
Alexandre

O fim da aids não estar perto não quer dizer que a cura não esteja. A sifilis, a gonorreia e a hepatite C têm cura mas nunca terão fim. Parece que foi isso que tentaram dizer.

Tiago
Visitante
Tiago

O que eu percebi do texto (original) – em linhas gerais – é que, na opinião dos autores, o discurso do ‘fim da AIDS’ e o esforço colocado neste objetivo pela prevenção e cura, está retirando foco e investimento do tratamento continuado e dos próprios sistemas de saúde do qual a qualidade de administração do tratamento depende. Eles apontam para mais investimentos em pesquisas para PrEP, PEP e vacina, que buscam o fim da AIDS pela prevenção, e menos investimento nos sistemas de saúde (tendência global ao abandono do público e privatização), em fazer chegar tratamento onde ele não chega… Ler mais »

Tiago
Visitante
Tiago

p.s. “(…) que hoje dependem de tratamento para viver.” E conter o vírus onde já existe também. Este é um ponto bem importante para os autores, que leva ao questionamento do discurso ‘fim da AIDS’, pois o tratamento não é apenas uma questão humanitária de ajudar a quem já é portador, mas também pragmática de conter a expansão do vírus. Como se pode falar de ‘fim da AIDS’ num momento em que o diagnóstico e tratamento estão deficientes e temos milhares de novos casos a cada ano? Resumindo, estamos apostando muitas fichas na pesquisa por prevenção e cura e insuficientes… Ler mais »

Daniel rv
Visitante
Daniel rv

boa noite Agradeço muito este site Em dezembro descobri que eu sou portador ; o meu mundo caiu minha cd tava 560 a carga tava 1500 em janeiro começou meu tratamento no primeiros mes naõ foi fácil muito efeitos colateral, Mais com o tempo melhorou muito com ajuda de exercícíos e com alimentação fiquei muito com transtorno mais vou levando minha vida Em agosto no dia 5 peguei meus exames fiquei muito feliz minha imfectologista ficou surpresa ate me parabenizou muito; minha cd foi para 890 e fiquei indetectável minha trigriseries abaixou muito chegou a 100 e tudo perfeito e… Ler mais »

paulo soares
Visitante
paulo soares

Gente vejam esse vídeo, será que funciona pra hiv? fui diagnosticado recente, estou com muito medo de iniciar os tratamento, os efeitos colaterais, as vezes fico tranquilo, mas as vezes me bate muito medo, alguém já tentou o que tá nesse vídeo? https://www.youtube.com/watch?v=HF1iNrtrtjo&t=2s

Tiago
Visitante
Tiago

Boa tarde Paulo! Sobre iniciar o tratamento, o que posso dizer é que já estou na quarta semana sem quaisquer efeitos colaterais. Nada que eu tenha percebido. Quem inicia agora, inicia com o Dolutegravir, um ARV mais moderno e bem menos tóxico, que tende a causar menos efeitos colaterais que o predecessor Efavirenz. Pode variar de pessoa para pessoa claro e nem todos se adaptam tão bem, mas a maioria dos relatos que aqui li até agora sobre o 2×1 foram de experiências semelhantes – sem efeitos – ou de reações leves, tipo “brisa” e tontura nos primeiros dias. Nada… Ler mais »

Augusto
Visitante
Augusto

estou no 5° mês de TARV com o Dolutegravir e não tive nenhum efeito colateral…. NENHUM

DRR
Visitante
DRR

Gostaria de participar de algum grupo de wpp de soropositivos, alguém poderia me colocar?

Feliz
Visitante
Feliz
Pedro
Visitante
SAR
Membro
SAR

Olá Pedro,

Que bacana essa reportagem. Imensamente feliz em saber, que cientistas brasileiros estão entre os pesquisadores envolvidos em um dos maiores desafios para a cura do HIV/AIDS. Um pequeno passo já foi dado na eliminação do vírus dos reservatórios. Acredito que, em breve, teremos motivos para comemorar a tão esperada cura. Que Deus continue iluminando esses cientistas.

Miguel
Visitante
Miguel

Sobre a matéria, me instigou o fato da a puchelina ir até os reservatórios, agora uma dúvida, hipoteticamente uma cura saindo mesmo, ainda teríamos os anticorpos do vírus. Então o exame sempre daria positivo?

Rômulo
Visitante
Rômulo

Acho que será igual a sífilis, terá a “cicatriz” pra sempre mas em exames confirmarão que vc não tem.

SAR
Membro
SAR

Olá Rômulo, Compartilhando um pouco da minha experiência com resultados laboratoriais sobre a Sífilis. Em 2011 fui diagnosticado com Sífilis em fase aguda. Imediatamente fiz o tratamento com a aplicação de duas doses, apenas, de penicilina. O infectologista, na época, disse que ficaria com cicatriz sorológica. Porém, nos meus dois últimos exames VDRL (primeiro exame utilizado para detecção de anticorpos contra infecção por sífilis) realizados em set/2016 e ago/2017 os resultados foram NÃO REAGENTES. Acredito que, somente, aparecerá que tive contato com a Sífilis se eu fizer exames mais específicos como, por exemplo, FTA-ABS IgG e IgM. Espero ter contribuído… Ler mais »

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

Ainda falta muito para se preocupar com isso…rs. Mas, assim como Sífilis, hepatites, toxoplasmose, certamente os exames sempre mostrarão que houve a infecção.

morena
Visitante

nossa mas que matéria maravilhosa que passou no jornal Nacional mim deu uma injeção de ânimo meu Deus 🤓

emilio
Visitante
emilio

também assisti à noticia e fiquei radiante….

SP+-
Visitante
SP+-

Uma dúvida para o Luiz Carlos e os mais experientes.

Meu companheiro é soro+ há 4 anos e está há 4 anos em TARV. Pode o 3×1 causar mudanças de humor etc só agora após 4 anos de uso?

De colaterais nenhum outro além de uns sonhos malucos e vívicos que ele tem quase toda noite…

Já convivi com pessoas com transtorno afetivo bipolar e tb borderline. Mas não esta me parecendo bipolaridade no caso dele.

O psicológico parece estar ok, nenhuma questão mal resolvida nem nada. Mas as vezes bate uma bad que nem ele mesmo esta entendendo o que tá havendo..

Vlw

Rodrigo
Visitante
Rodrigo

SP+-
EFZ tem efeitos neurológicos. É uma questão a ser observada com atenção.

Renatinho
Visitante
Renatinho

SP +
Olá sim algumas das drogas usada no TARV pode dar uma afetada no humor ou ter efeitos cerebrais principalmente EFAVIRENZ …
Aconselha ele a conversar com a medica dele …
Abraçoes

Arthur
Visitante
Arthur

Bom dia a todos Gostaria de uma informação Quanto as vacinas Pessoal é o seguinte, sou estudante dá área da saúde e em breve começarão os estágios em hospital e o coordenador confere se as nossas vacinas estão em dias. Como eu sigo um esquema de vacinação diferente, deixei de tomar as vacinas com agente (vírus) atenuado por recomendação do meu infecto no começo do.tratamento que iniciei em fevereiro desse ano (esquema DTG + Lamivudina) hoje seis meses depois estou super bem de saúde, meus exames ok, minha CD4 que na primeira coleta estava 452, na última dobrou e está… Ler mais »

Caio PE
Visitante
Caio PE

CD4 acima de 500 cel/mm3 e com estado de saúde bom, pode tomar sim qualquer tipo de vacina. Mas deixemos esse questionamento para o nosso amigo, oráculo, Luiz Carlos responder, com maior coerência!

Luiz Carlos
Visitante
Luiz Carlos

Arthur e Caio, a recomendação do próprio MS é de não adminstrar vacinas com vírus atenuado apenas em pessoas com CD4 < 200 cel/mm3.

Vocé pode tomar sem problemas Arthur, obedecendo claro a mesma recomendação que vale para soronegativos, de estar bem de saúde, sem nenhuma outra infecção como resfriado, gripe, etc.

Abraços

Sol
Visitante
Sol

Arthur, meu infecto me orientou a tomar todas as vacinas sem restrição. Meu CD4 era 314 na época (no último exame já tinha subido pra 500 :-D).

AnonimoFer
Visitante
AnonimoFer

Sol, qual é a sua terapia?

Devo iniciar a minha na próxima semana.

Sol
Visitante
Sol

Eu estou tomando Atazanavir + Ritonavir + Lamivudina desde setembro/2016. Em novembro já estava indetectável, mas o CD4 ficava entre 290 e 320, só subiu nesse último exame. Fiz o tratamento com o 3 em 1 só durante o primeiro mês, mas tive uma reação alérgica muito forte e o infecto achou melhor trocar. Gosto muito do meu esquema atual, não tive nenhum efeito colateral, vida normal! ^_^

AnonimoFer
Visitante
AnonimoFer

Que bom saber!!
Espero tbm aderir bem ao esquema que o meu infecto receitar.. e vida que segue..

Tiago
Visitante
Tiago

AnoninoFer,

A menos que exista alguma outra condição de saúde ou medicação que esteja tomando e que o contra-indique, seu médico deverá receitar o 2×1 (Dolutegravir x Tenofovir + Lamivudina), que é a orientação do MS para novos casos.

Na minha experiência e de outros aqui, zero colaterais também. Fique tranquilo, descanse, beba muita água e coma bem e tudo correndo bem daqui a uma semana estará dizendo o mesmo. 🙂

AnonimoFer
Visitante
AnonimoFer

Olá Tiago,

Muuito obrigado pela força e dicas .. como estou a um mês do diagnostico, tudo pra é muito novo.

Espero que logo tudo volte ao normal.

Abraços.

telma
Visitante
telma

EXAMES DE CD4 A contagem de CD4 tende a ser mais baixa de manhã que à tarde. Doenças agudas, como pneumonia, gripe ou infecção por herpes simples podem causar diminuição temporária das contagens. Quimioterapia pode diminuir muito as contagens. A contagem de linfócitos CD4 nem sempre reflete o estado clínico do paciente. Algumas pessoas com contagens mais altas ficam doentes e têm complicações frequentes, e outras com contagens mais baixas sentem-se bem e têm poucas complicações clínicas. Por isso é mais importante exames de carga viral do que de cd4 e cd8.

telma
Visitante
telma

O que é resistência fenotípica do HIV?
O exame resistência fenotípica do HIV pesquisa a resistência aos antirretrovirais por um método diferente do usado para resistência genotípica. Uma amostra de vírus do paciente é posta em cultura com diferentes concentrações de um ou mais medicamentos. Se o vírus for capaz de se dividir em presença do medicamento, ele é considerado resistente. Os resultados desse tipo de exame em geral são mais demorados que os da resistência genotípica.

telma
Visitante
telma

EXAMES DE TROPISMO HIV
Os Vírus Indutores de Sincício ou X4, normalmente aparecem tardiamente no curso da infecção e estão associados com progressão acelerada da doença. Em raros casos, a pessoa pode se infectar com este tipo de vírus e sua detecção pode auxiliar na decisão sobre o início da terapia. Este teste é fundamental na decisão do uso de antirretrovirais conhecidos como antagonistas do CCR5 (Maraviroque e possivelmente pro-140). Esta nova classe de medicamentosa não estaria indicada quando se detecta o virus X4 na corrente sanguinea do paciente.

Jonas
Visitante
Jonas

Que animador a pesquisa com a planta nordestina que identificar e elimina o vírus HIV até nos reservatórios. Eu sinceramente acho que encontrar o vírus adormecido (ou escondido) é o único caminho possível. É uma questão de lógica, se já conseguimos eliminar o circulante na corrente sanguínea o próximo passo é “correr atrás” do que está dormindo. E quem dorme no ponto uma hora é eliminado, lógica da vida. Então me animo sempre com pesquisas que tem esta abordagem. Outra notícias que estou requentando aqui é a cura de uma menina com leucemia por meio do vírus HIV. Compartilho a… Ler mais »

LucasPE
Visitante
LucasPE
Caio
Visitante
Caio

Ironia é quando a planta que pode ajudar no vírus HIV se chama TREPADEIRA 😁

Luquinha
Visitante
Luquinha

São 41 novos casos por ano em todo o Brasil ?

Tiago
Visitante
Tiago

41 mil…

Emilio
Visitante
Emilio

Falam em 800 a 900 casos de soropositivos no Brasil. Acho q esse número nem de longe chega ao verdadeiro número. Até pq quem divulga os números é o governo q não tem interesse de divulgar um número alarmante. Acredito q esses 900mil são os diagnosticados vivos. Imagine quantos tem e não sabem. Se por ano 41 mil novos casos são diagnosticados , imagine em 5 anos quantos casos…….acredito q somos milhões…..

PH
Visitante
PH

Gostaria de deixar aqui meus sinceros agradecimentos à existência desse site e às pessoas que aqui compartilham suas histórias, conselhos, etc.
Todo dia eu entro nesse site e acompanho as mensagens!
Estamos juntos nessa luta!
Graças a Deus as coisas estão mais fáceis agora!
Pensamento positivo sempre!
Abraço!

Dudu
Visitante
Dudu

Gente fiz esse grupo no Whatsapp hj, ele se chama OS DIAS ERAM ASSIM, ele é voltado para soros positivos, nao coloquei imagem nem o nome do grupo relacionado ao hiv pq tem pessoas que tem medo de alguem ver neh, entao e bem sigiloso, mais podem falar de tudo la ta bom..
Bjs bom domingo para vcs❤

https://chat.whatsapp.com/3zcaJ7uR9PuCXGi2ZMiX3a

TonyParana
Visitante
TonyParana

“KIK” bombou ano passado, me lembro que estava em 3 grupos, povo foi desanimando, só estou em um grupo hoje.

Andeson
Visitante
Andeson
TonyParana
Visitante
TonyParana

Ahhh, me lembrei de comentar algo com vocês, há muito tempo não aparecia por aqui, resolvi dar uma “passadinha”. Tenho 37, vivo já há 6 anos com a doença e sempre tive receio de contar a meus pais. Semana passada, sem nada programado, na emoção por conta de outros problemas, contei a eles. Me sinto mais aliviado, não estou dizendo para que todos aqui tenham essa mesma atitude. Cada um sabe do meio e das pessoas que convivem, mas eu sempre esperei uma reação hostil deles, e nada disso aconteceu. Minha mãe, principalmente, notava que havia algo de errado mas… Ler mais »

Renatinho
Visitante
Renatinho

Tony realmete o que mais nos prejudica é a nossa mente.
Como eu disse em um comentario aqui quando aceitamos o que temos tudo passa ficar normal ALIAS TER HIV não tira nada da normalidade ……
Eu vou pra academia 6 dias por semana nado 4 dias por semana eu tomo mais comprimidos pra academia do que pro HIV
Ah com relação a contar pra familia só meu irmao e 4 amigos sabem e uma destes 4 amigos é meu namorado

Henrique
Visitante
Henrique

Vc vive com a doença? Vive com aids? Pq eu sou soropositivo e nao vivo com nenhuma doença, apenas possuo um vírus que caso nao trate pode desenvolver a aids.

TonyParana
Visitante
TonyParana

Força do hábito, concordo com vc …..

Pedro Rocha
Visitante
Pedro Rocha

É uma doença sim, uma infecção por vírus, pare de se enganar, tão saudável 😂

Kadu
Visitante
Kadu

Luiz Carlos, bom dia!

Tenho uma duvida.
Estou fazendo tratamento seguindo a risca. (a um ano)
É normal o CTA (Enfermeira, Medico) afirmar que fara exame de CV somente uma vez por ano?!

(Em minha cidade houve um problema com a falta de KITs de analise no laboratório para o teste da CV. Eu fazia esse teste a cada 4 meses, mas, agora vinheram com essa ”conversar” que so fariam uma vez ao ano, que era orientação do Ministério da Saúde)

Aninha
Visitante
Aninha

Kadu
É normal sim. Eu também faço somente 1 vez ao ano agora. Se estiver tudo bem, indetectável e seguindo à risca o tratamento, é essa a orientação do ministério da saúde!

Lecinho
Membro
Lecinho

É orientação realmente do Ministério da Saúde que não tem material suficiente e agora diminuiu tudo, eu a um e mês pouco faço o tratamento e não fiz ainda o teste porque não tem material,é um absurdo, não sei quando saberei a minha CV e como estou…

Luquinha
Visitante
Luquinha

Na época eu tinha quase tudo ,só não tinha a informação Me disseram que a medicação só podia ser pelos SUS Caminhava em vários corredores longos que parecia não ter fim , me aproximei de uma senhora funcionaria com aparência de uma crista que disse que nada podia fazer por mim . Respirei fundo pois o ar já estava faltando , e voltei pelo corredor , vi uma porta com um visor de vidro , estava sentada em frente a um pc uma linda mulher que fumava muito só via fumaça , bati na porta e perguntei , posso entrar… Ler mais »

Life
Visitante
Life

Gilead acaba de anunciar a compra da KITE, empresa de ponta em tratamento de edição genética pra combater o câncer, técnica está que bem sendo estudada para a cura do HIV.

Mais avanços virão com essa compra.

https://www.reuters.com/article/us-kite-pharma-m-a-gilead-sciences/gilead-to-buy-kite-for-promising-cancer-therapies-in-12-billion-deal-idUSKCN1B810Y

Fabricio
Visitante
Fabricio

Oiiiiiii!! Fui diagnosticado HIV positivo em 27/Jul, consultei com a infecto (por sinal um amor) que pediu os exames gerais, realizei carga viral particular. Bom ela receitou para mim o tratamento que é o tenofovir+Lamivudina+dolutegravir e começarei HOJE. Estou com medo dos efeitos colaterais, mas otimista de que me adaptarei bem com as medicações. Carga viral de 19.005 mil cópias, CD4 385mil, será que fico indetectável rápido? Sei que é difícil de saber, mas estou ansioso! Assim espero que Deus me ajude a lidar com essas novas condições de vida, estou tranquilo e bem otimista, sem desespero e feliz. Estou… Ler mais »

Kadu
Visitante
Kadu

Fabrício, cada caso um caso. Eu tive diversas reações, meu namorado mau sentiu uma tontura nos primeiros dias. E nada haver com carga pois estou indetectável desde a descoberta. Eu faço tratamento a um ano, o primeiro mês para mim foi muito difícil. Eu tive na primeira semana, diversas reações: enjoos, náuseas, tontura… ate mesmo sentia o coração bater mais forte(picos de arritmia). Foi um inferno! Passei um mês passando mau, tipo bebia 00:00hrs e as reações/efeitos colaterais só começavam a passar a partir das 16:00hrs do dia seguinte.Acordava PÉSSIMO! Passava o dia na cama mau me mexia pois causava… Ler mais »

Rômulo
Visitante
Rômulo

Bem provavel que vc sinta…

NADA !

xD

Sorocaba
Visitante
Sorocaba

Galera to vivo… kkkk após o diagnostico em 28dezembro2016. Não tenho entrado muito aqui como foi no começo da minha doença. Fiquei mauzao no começo. Mas agora levo vida igual a antes… claro as vezes bate uma bad. Mas conforme vai passando o tempo menos penso no hiv. Tem dia que nem lembro, mesmo tomando o remedio todo dia. Faço academia, trabalho, assisto netflix(santo netflix para recém diagnosticados kkk) . No começo procurava desesperadamente sobre noticias de cura… nem isso faço mais. Unica coisa que me tira o sono eh sobre falta do remedio. Pois afinal tomando o 3×1 podemos… Ler mais »

Antonio
Visitante

Concordo que o JS e o Luiz Carlos, são grande empreendedores social !!! estão de parabéns !

Lucio
Visitante
Lucio

Olá Luis Carlos! Muito interessantes as informações que você traz aqui em seus comentários! Gostaria de saber qual a sua área de formação e atuação.
Abraço!

Amigo Buscador
Visitante
Amigo Buscador

Olá pessoal,sou profissional da areá da saúde,estou oferecendo o serviço de busca e entrega de medicamentos para HIV.
Você que é de Campinas\SP e tem uma rotina corrida que o impossibilita de ter tempo de ir buscar a medicação,ou por algum motivo tem vergonha de ir buscar ou é muito longe e fora de mão para você,eu busco e entrego onde você combinar,de forma discreta e rápida.
Quem se interessar pelo serviço segue abaixo meu email:

buscador.conforto@gmx.com

Abraço.