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Indetectável = Intransmissível

Nenhuma transmissão do HIV foi observada entre os 343 casais de homens gays sorodiscordantes, em que o parceiro soropositivo fazia tratamento antirretroviral e tinha carga viral indetectável, matriculados no estudo Opposites Attract, divulgado na 9th International Aids Society Conference on HIV Science, a IAS 2017, em Paris. O Opposites Attract recrutou e acompanhou casais homossexuais em clínicas na Austrália, em Bangkok e Rio de Janeiro, que praticaram 16.889 atos de sexo anal sem camisinha enquanto acompanhados pelo estudo.

“Uma pessoa que vive com HIV e que tem carga viral indetectável não transmite o vírus aos seus parceiros.”

O Opposites Attract também não encontrou relação entre a transmissão do HIV e a presença de outra doença sexualmente transmissível (DST): 6% dos atos sexuais anais relatados foram feitos enquanto um dos parceiros tinha alguma outra DST. Um estudo anterior semelhante, o Partner, teve o mesmo resultado com uma taxa de 17,5% dos participantes com uma DST em algum momento do estudo. A preocupação de que a presença de outra DST pudesse aumentar o risco de transmissão do HIV a partir de parceiros com carga viral indetectável vem pelo menos desde a Declaração Suíça, de 2008.

Outra preocupação que rondava este assunto dizia respeito ao tipo de relação sexual, uma vez que, por muito tempo, o único grande estudo sobre transmissão do HIV a partir de parceiros soropositivos em tratamento antirretroviral e com carga viral indetectável foi o HPTN 052, que incluiu casais heterossexuais. O HPTN 052 não encontrou qualquer transmissão do HIV a partir destes parceiros, mas não era certo se seus participantes teriam praticado sexo anal desprotegido em frequência estatisticamente relevante, tal como um casal de homens gays faria. O estudo Partner, que também não observou qualquer transmissão do HIV entre seus participantes, ajudou parcialmente a responder esta pergunta, uma vez que incluiu alguns casais gays. O Opposites Attract, por sua vez, inscreveu apenas casais de homens homossexuais e, novamente, não observou uma única transmissão do HIV.

“Soropositivos em tratamento podem compartilhar muitas coisas. Mas não podem compartilhar o vírus.”

A única pergunta que resta diz respeito à posição sexual, uma vez que o risco de transmissão do HIV é mais alto quando o parceiro soropositivo homossexual é ativo, aquele que insere o pênis no ânus de seu parceiro. Entretanto, o fato é que no Opposites Attract isto não fez diferença alguma: a maioria dos parceiros soropositivos foram ativos em um terço das relações sexuais relatadas. Assim como no HPTN 052 e no Partner, o Opposites Attract também documentou transmissões do HIV, mas a análise genética mostrou que essas infecções vinham de um parceiro fora do relacionamento principal com o parceiro inscrito no estudo e que tinha carga viral suprimida.

Segundo o Aidsmap, este resultado reforça ainda mais o slogan “Indetectável = Intransmissível”, da campanha Prevention Access, cuja declaração de consenso foi assinada pelo Aidsmap e também pela International Aids Society, durante o congresso em Paris, e vem ao encontro dos mesmos resultados obtidos no estudo Partner, no HPTN 052 e do que é afirmado na Declaração Suíça, de 2008.

“Fato: pessoas em tratamento antirretroviral não conseguem transmitir o vírus.”

A campanha explica que a ciência é clara: “pessoas que vivem com o HIV podem sentir-se confiantes de que, se tomarem seus medicamentos adequadamente e tiverem  carga viral indetectável, não transmitirão HIV para seus parceiros sexuais. Indetectável = intransmissível.” A campanha acredita que esta mensagem encoraja as pessoas com HIV a começar e a permanecer em tratamento antirretroviral, para cuidar da própria saúde e para evitar a transmissão do vírus. “Quanto mais as pessoas vivendo com HIV que conhecem seu status estiverem em tratamento bem sucedido, mais saudáveis ​​serão e mais próximo chegaremos ao fim da epidemia”, afirma o texto. A campanha define uma carga viral indetectável como inferior à 40 cópias/ml de sangue, enquanto uma carga viral abaixo de 200 cópias/ml é considerada “viralmente suprimida” e, tal como o indetectável, não pode transmitir sexualmente o HIV. Em outras palavras, segundo a campanha, uma pessoa vivendo com HIV com uma carga viral consistente de 200 cópias/ml ou menos, não pode transmitir o HIV.

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69 comentários

  1. Mai diz

    De jeito nenhum me arriscaria. Só com camisinha, aliás, já fiz com camisinha.

    • Alessandro diz

      Pra que os estudos né ? Quanto sentir dor de cabeça não tome remédio para dor de cabeça, pois ele foi testado e re-testado para anunciar a eficácia, use camisinha para passar sua dor WTF !!!

    • Gonçalo diz

      Procure mais informação, pessoas como você que não deixa o mundo evoluir. (Podre seu comentário). Vivo com um soropositivo a mais de 2anos e não uso camisinha sempre, e estou muito bem e fazendo uma pessoa que infelizmente o destino machucou muito feliz. Então repense seu pensamento.. abraços e boa sorte.

      • Mai diz

        A vida é minha e a escolha é minha de não querer me arriscar. No que isso interfere na sua vida? Continue se arriscando, apesar de indetectavel pode acontecer boio ou rebote viral… Mas isso vc já deve saber né? Passar bem!

          • Sorocaba diz

            Mai quem eh vc perto de um estudo desses? O que esse estudo diz eh o quanto eh eficaz os remédios a ponto de ser mais uma opção como prevenção.

            • Tiago diz

              Sorocaba, Mai está no seu direito de questionar e se prevenir e não deixa de ter alguma razão, dado que existe sempre uma chance de rebote/blip, ainda que remota e ainda que não hajam registros de transmissão.

              Os estudos sobre rebote, que aqui mesmo vimos há dias, não são menos válidos nem anulados por este agora reportado. E é impossível saber se, durante estes estudos que alegam não ter acontecido transmissão, aconteceram rebotes ou blips.

              Seria interessante que fosse feito um estudo que olhasse as duas questões, com vista a identificar o grau de risco de transmissão durante um rebote/blip.

  2. Ney diz

    Ótimo estudo. Estou indetectável e minhas relações sexuais são com preservativo Pois apesar de não transmitir o vírus posso adquirir uma dst. Realmente as medicações antivírus são uma revolução. Mas sabemos que para que hoje nós pudéssemos está aqui vivos e discutindo muitos​ morreram. Daí a importância da luta pela CURA e da importância de nós nos tratarmos para que a epidemia seja debelada. Boa sorte a todos nós. Valeu JS !

  3. Vinícius diz

    Os resultados de estudos como estes, HPTN 052 e no Partner, o Opposites Attract, precisam ser divulgados pelas campanhas oficiais de saúde pública. São muito importantes para acabar com o estigma de que quem é soropositivo ao HIV oferece risco ou é um parceiro sexual perigoso.
    É preciso falar de prevenção combinada, o discurso do “USE CAMISINHA” não pode ser a única forma de prevenção ao HIV. O tratamento de soropositivos é uma forma de prevenção! Bem como a PEP, a PrEP, o uso de gel lubrificante e a camisinha feminina. As realidades de quem tem acesso às tecnologias de prevenção são diversas, não podemos ficar preso a um único método.
    Usar camisinha é indispensável para relacionamentos não monogâmicos devido as outras IST.
    Não podemos continuar responsabilizando os indivíduos a um problema de saúde coletiva! A coisa é mais complexa que um mero uso de camisinha… a maioria dos adolescentes nem sabem como usar adequadamente.

  4. Alves diz

    Não acredito que este estudo seja motivador para uma mudança de comportamento. Acredito que, cada dia mais, as pessoas já perderam o senso de ética e respeito quando o assunto são relações sexuais, especialmente os homens que fazem sexo com homens.

  5. Caio PE diz

    Preocupante é a falta de medicação em muitos postos de saúde. Aí o indetectável vira detectável !

    • Tiago diz

      O indetectável vira detectável e ainda leva com o estigma que se está formando de que a alta de resistência do HIV aos ARVs é exclusivamente de responsabilidade individual, se devendo à falta de disciplina e má adesão ao tratamento.

      Pelo que li, não é a primeira vez que acontece a falta de medicamentos, mas não li uma única palavra na mídia apontando para a possibilidade de relação – ainda que parcial – entre os dois eventos. Complicado.

      • Caio PE diz

        Mas, nesse país, como não adianta nada ficar apenas resmungando em redes sociais, temos de agir: DENUNCIAR AO MPF, DENUNCIAR ÀS SECRETARIAS DE SAÚDE, DENUNCIAR NA TV E NO RÁDIO (o anonimato é garantido), DENUNCIAR NAS ONGs …
        Dinheiro para a medicação não tem, mas para compra de votos de deputados tem !!!

  6. Tiago diz

    Creio que este estudo vem trazer alívio maior aos casais sorodiscordantes e casais soropositivos de genotipias diferentes, onde o uso contínuo de camisinha pode se tornar um problema. Me surpreendem um pouco as infecções fora do relacionamento nestes casais estudados (já tem o HIV dentro de casa e ainda assim não se protege), mas enfim… Por aí vemos como conviver com o HIV se aproxima cada vez mais da “normalidade”.

    Já para solteiros+, me parece que o maior alívio é saber que muito dificilmente transmitiremos a alguém, seja em que circunstância for, o que acaba com a nossa auto-estima e saúde mental e física. Por outro lado, estando mais vulneráveis a outras dst e diferentes cepas do HIV, temos motivos ainda mais fortes para usar camisinha. Para solteiros+, o estudo pode trazer alívio mental, mas nem tanto físico da camisinha.

  7. Rodrigues diz

    Para nós, em relacionamentos sorodiscordantes, isso é um alívio pois, por mais que haja informação, sempre ficamos tensos em relação ao não uso do preservativo. Devemos espalhar esses dados para diminuir o estigma sobre os soro+. Quem tiver em relacionamentos sorodiscordantes e quiser trocar uma idéia me contactem j.enfr@hotmail.com

  8. BA-Ssa diz

    Nem li a matéria. Prestei mais atenção nesse moreno. Que que isso !

  9. Gaucho30 diz

    Eu quase me matei de desespero por achar que teria transmitido HIV para o meu parceiro. Sempre tivemos relação anal com preservativo, porém algumas vezes fizemos oral sem camisinha. E uma única vez, no mês passado, meu namorado engoliu o esperma 😦 10 dias depois ele teve uma febre alta, e tosse, eu FIQUEI DESESPERADO! Muito obrigado pelos esclarecimentos JS! S2 P.S Estou indetectável desde março/2017.

    • :) diz

      Historia parecida com a minha. O meu namorado tbm engoliu meu esperma. Entrei em panico, fiquei 10 dias chorando, pensando 24 horas no resultado do exame. Graças a deus saiu o resultado e foi negativo, só depois do segundo exame eu fiquei tranquilo. Mas é bom evitar!

    • Alexandre diz

      Mas ficar indetectável no sangue não quer dizer que não haja vírus nas secreções. Me parece que os estudos mostram que demora alguns meses para que o vírus também não seja detectado nas secreções, em média 6.

  10. Luquinha diz

    A medicação em mim foi imediata pois eu estava na fase aguda , mais lembro que cheguei a conversar com 2 pessoas na espera do consultório ,que o infecto não tinha aderido a medicação a eles , por conta dos efeitos colaterais , eles esperavam cair o cd 4 para 200 tinha um que estava 300 depois, em 2014 se não me engano virou lei , independente do valor do cd 4 ,passou a ser obrigatório o uso dos antirretrovirais , ao meu ver a ciência errou , pois se tivesse feito isso antes, quantas pessoas estariam livre do hiv . Mais não adianta chorar o leite derramado , agora toma lhe leite

    • Lecinho diz

      Luquinha,quando voce descobriu sua sorologia, e quais sintomas vc tinha pra dizer está na fase aguda??Pergunto isso porque descobri a minha a 3 semanas atrás, estava com varios sintomas e procurei o medico, deu positivo, e ja to tomando os remedios.Queria saber dos sintomas que voce sentia, quanto tempo demoroupra eles sumirem do seu corpo, como manchas na pele, coceira, etc

  11. Sp+- diz

    Somos casal sorodiscordante e fizemos por mais de 2 anos sem preservativo e sigo soro-.

    Viemos a ficar atentos agora com os assuntos de blip e rebote viral, o que pode acontecer nessa ocasião a transmissão.

    Pra mim ainda ficou meio confuso sobre o rebote. Entendi que existe um % de chance de acontecer mesmo estando indetectavel e não falhando com o tratamento, de repente ter uma alta na CV mesmo que momentânea e aí ocorrer o contágio se o sexo estiver sendo feito sem preservativo. Esse foi o meu entendimento quanto ao rebote…

    Mas artigos como esse somente dão mais confiança, auto-estima e esclarecimento.

    Devia ser mais divulgado

    • Rodrigues diz

      Ola SP+-, queria entrar em contato com você pra trocarmos experiências sobre relações sorodiscordantes. Muito se fala de casais sorodiscordantes mas não vemos os casais. Se quiser conversar me mande um email
      j.enfr@hotmail.com

    • roger diz

      tenho uma historia parecida com a sua.
      podemos falar.no whatsap?
      sou de porto alegre
      051 992672975

  12. Ruan diz

    temos que se cuidar sempre e o tratamento é eficaz qdo não ininterrompido, e sempre usar camisinha, sempre ,abraços

  13. Ana M diz

    Sendo assim, posso engravidar naturalmente do meu companheiro? E pq os médicos insistem em inseminação artificial? Ao mesmo tempo que me dá esperanças, me dá um pouco de medo de me arriscar e arriscar meu bebê

    • D_Pr diz

      Ana M

      Só pra lembrar, uma mulher portadora do HIV, pode gerar filhos soronegativos…

    • Rômulo diz

      Olha teve um casal sorodiscordante que postou aqui neste site já e tiveram filho normal sem problemas… e Soronegativo.

      Pesquisa bem e fique tranquila… médicos querem arrancar grana…

    • Sou positivo e minha mulher negativa. Ela está grávida através de método natural (sexo sem preservativo) e já fez todos os exames. Nada, tudo certo e a gestação está normal.
      Indetectável não transmite!

      • Alexandre diz

        Fala, Luizão!!! Novidade boa, cara! Meus parabéns e que venha um bebê maravilhoso, em todos os sentidos!

      • roger diz

        oi.amigo…estou numa relaçao sorodiscordante….
        posso tirar uma duvida?
        whatsap 051 992672975
        pois tb tenho carga indetectavel.

      • roger diz

        tenho uma historia parecida com a sua…aceitar conversar no whats…sou de porto.alegre
        051 992672975
        abraços

    • LR diz

      Essa ideia de inseminação artificial é pra quem quer 100% de certeza e que tenha dinheiro pra bancar o tratamento.
      Minha infecto sempre me orientou para que eu e minha esposa quando quisesse ter filhos, eu sendo positivo e ela negativa, era só ela tomar uma PREP .
      recentemente troquei de infecto, e expliquei a ela que nós não utilizamos camisinha em nossas relações, e sabe o que ela me disse ??? Que se eu e minha esposa concordassem, poderiamos sim ter filhos sem uso de qualquer remédio, apenas ir ao ginecologista fazer um acompanhamento da ovulação dela pra saber qual o dia ela está mais fértil e praticar o ato sexual com ejaculação !!! Confeço que também fiquei surpreso, mais feliz com essa posição da médica.
      Ainda existem muitos médicos, que encistem em métodos ultrapassados….

  14. Germano diz

    Este blog mereceria de todos nós o empenho em divulgá-lo para as pessoas do nosso círculo social.
    Não só pela qualidade de como os textos são escritos, mas sobretudo pela qualidade dos assuntos abordados.
    Valeu!

  15. Lecinho diz

    Farei meu primeiro exame de carga viral amanhã. Estou apreensivo já pelo resultado e cheio de duvidas, porque já vim descobri após vários sintomas, que os tenho a mais de 6 meses, mais achei que seria outra coisa… Acho que dará alta, mesmo ja a 1 semana tomando os remedios. Minha apreensão também é pela demora do resultado, que demora a sair…Até lá serei um poço de ansiedade e medo.Queria engordar e sumir essas manchas do corpo logo… Tenho medo também de pegar alguma doença oportunista antes do resultado, aff, é muito complicado…

    • Rômulo diz

      No início é assim… relaxa… no futuro vc vai achar graça desta ansiedade ! =)

  16. Germano diz

    Lecinho, meu caro.
    Calma!
    Tudo terá seu devido encaminhamento com o tratamento. Basta vc tomar a medicação prescrita sem falhar. Mas é preciso muito mais q vc tenha paciência com vc mesmo e sem se culpar de nada.
    Aos poucos vc estará bem. Tenho certeza.
    Torço por vc.
    Um abraço!

  17. Sorocaba diz

    Uma coisa to preocupado eh quanta gente esta se tornando positiva. As vezes penso que não eh soh uma questão de falar use camisinha. O virús eh que eh altamente especializado em transmissão. Eu nunca tive uma DST e fui pegar logo de cara a pior de todas kkkk. Somos seres que evoluimos fazendo sexo durante milhares de anos sem camisinha. A epidemia de HIV somente tem 30 anos. Então eh um erro nosso apenas e pronto?! Ou esse virus eh que eh altamente tranmissível?! Acredito que nem a camisinha e nem todo mundo tomando remedio vai parar esse vírus! Somente uma cura pode parar para sempre essas transmissões.

    • Polly diz

      Pelo contrário… O HIV é bem menos transmissível do que outros vírus de DSTs (HPV, por exemplo), mas… shit happens, infelizmente.

      PS.: Se eu estiver defecando pela boca/teclado, me corrijam, pelo amor de Jeová. Deus me dibre colaborar com informação errada.

  18. Mutatis Mutandis diz

    Tudo é estatística e ciência!

    Tudo feito sob métodos científicos rigorosos e as pessoas (que por sinal estão no seu direito) ainda questionam, questionam, questionam…beleza, questionar é bom!

    Agora, qual a razão do questionamento? Uma parcela de preconceito ainda retida em vc? Um medo natural porque quando aconteceu com vc foi muito traumatizante?

    Gente, não quero censurar o questionamento de ninguém, apenas vamos ver que temos uma declaração oficial dos cientistas que melhor entendem do assunto. Nove anos depois da Declaração Suiça, incluindo o Partner e outros…Isso é bom demais!

    Para mim, que sou casado, pois sei que por mais “acidentes” que ocorram, não contaminarei minha esposa. Pra vc que tem namorada (o), pra que ela (e) fique sabendo que vc não é uma bomba relógio prestes a explodir a vida dela (e) no primeiro “acidente” , enfim…essa declaração é uma grande conquista, só porque não saiu no Fantástico não quer dizer que não tenha força!

    Pessoal, ouvi uma vez aqui e repito: nossa cura é diária! É todo dia (pelo menos enquanto tiver medicamento). Enquanto estamos aqui, tem muito cientista de renome mundial trabalhando para conseguir decifrar esse virus, vamos ficar vivos para mais essa conquista que virá!

    • Tiago diz

      Mutatis, alguns questionamentos aqui são baseados na mesma ciência que apresenta agora estes resultados animadores.

      Por mais que este e outros estudos apontem para chances nulas de transmissão, existem outros estudos que nos lembram do risco de rebote/blip, que – tanto quanto vejo – apenas pode ser amenizado, mas não anulado, pela disciplina no tratamento e por um controle mais frequente da carga viral do soropositivo num relacionamento sorodiscordante. Ainda assim, por mais infimas que sejam as chances, rebotes/blips acontecem. É a ciência que nos diz.

      Só um estudo cruzado que acompanhe casais sorodiscordantes no longo prazo poderá efetivamente responder esses questionamentos e dúvidas. Até lá, creio ser importante que esse risco seja reconhecido e conversado, por mais remoto que seja, num relacionamento sorodiscordante, especialmente onde se opta por dispensar totalmente a camisinha e lembrando que a PrEP está aí como complemento.

      Se existe risco – 0,1% que seja – ambos devem estar cientes, para que as decisões sejam conjuntas.

      • Mutatis Mutandis diz

        Perfeito, Tiago!
        Não censurei, nem censuro. É ciência tb..e sabemos que o que move o mundo são as perguntas e não as respostas…por isso que questionar é bom!

        Mas que o questionamento não ofusque a conquista, o passo fundamental que foi dado.

        Todos aqui vivem na expectativa sobre os avanços científicos contra essa infecção, estamos vivendo um hoje e a impressão que se tem é que parece que não aceitamos nada além da cura esterelizante!

        Como se isso fosse surgir magicamente, de um ” heureca”! Até vai ser um heureca, mas até lá “heurecas” menores vão vindo…

        abração…em todos aqui!

        • Tiago diz

          Concordo, é para celebrar as pequenas conquistas também, que certamente já muito alívio trazem!

          Ainda que só a cura total nos possa livrar totalmente de transmitir, saber que as chances são ínfimas já é uma enorme conquista. A mim pelo menos já alivia bastante!

          Abraços

          • Alexandre diz

            Ter tantos dados que mais que atestam que o indetectável não transmite, não acho uma pequena conquista, não. Acho que antes da cura é a mais importante delas, ou seja, estamos no penúltimo capítulo!

        • Tiago diz

          p.s. ou pelo menos aliviará, no dia em que eu receber o diagnóstico de “indetectável”. Até lá, é torcer e fazer para não faltar e falhar o tratamento.

  19. Rodrigues diz

    Gente, desejo sucesso a todos vocês no tratamento. Sou soro- mas acompanho de perto a aflição de quem é soro+(meu namorado). Vocês não são transmissores a partir do indetectável e podem viver como qualquer outra pessoa. Cuidem da saúde, física e mental e vivam felizes.

    • Tiago diz

      Ok, melhor não contar mesmo, mas quanto se ela aparecerá ou não ou quando aparecerá, certamente não será você que pode dizer.
      Lamento informar, mas você não é assim tão importante… rs

  20. Ney diz

    O que nos move é a esperança de dias melhores. Portanto Vem Cura sua linda kk bjs a todos e que o amanhã nos traga boas novas sempre 🍀🍃🌿

  21. Cbb diz

    Ao Luiz Carlos que é o nosso/meu ARAUTO nestas questões e que tem sabido meter a nossa disposição os seus conhecimentos científicos em matéria de medicina gostaria saber se o 3×1 que é usado no Brasil é diferente do que é usado em Angola que é composto de 600mg de efavirenz, 300mg de lamiduvina e 300mg de tenofavir.
    É que anteriormente recebíamos um 3×1 que ao invés de 300mg de lamiduvina eram 300mg de erimitrobicina mas os outros componentes acima citados.
    Há alguma diferença entre os dois medicamentos? Grato por quem puder me esclarecer a dúvida.

  22. Luiz Carlos diz

    Cbb, a Emtricitabina é um ITRN assim como a Lamivudina e o Tenofovir. No Brasil ela foi removida do rol de medicamentos há algum tempo, porém fará parte da PrEP, pois é componente ativo do Truvada (Emtricitabina + Tenofovir).

    A Emtricitabina é um fluorado derivado da Lamivudina. Comparado com a Lamivudina, a Emtricitabina possui meia-vida mais longa e maior biodisponibilidade e, por este motivo, ela possui resposta virológica melhor e risco mais baixo de causar falha terapêutica, segundo alguns estudos.

    No Brasil, por questão de custos, utilizamos a Lamivudina, inclusive nas co-formulações do 3×1 e 2×1.

    O 3×1 no Brasil possui a mesma posologia que você listou acima: 600mg de Efavirenz, 300mg de Lamivudina e 300mg de Tenofovir.

    Abraços

  23. Pedro diz

    Estou em tratamento com o dolutegravir + 2×1 faz uns dois meses. Ainda não fui fazer o exame de carga viral, que será realizado em Setembro.
    Notei que apareceram umas manchinhas vermelhas nos braços, costas, abdômen e peito. Isso pode ser um efeito colateral? Pq já faz mais de um mês que estou nessa situação.
    Tomo meu remédio regularmente… Será que ele não está fazendo efeito?! Ando meio preocupado, pois tanto minha infecto quanto alguns relatos desse grupo falam que esse novo medicamento não causa efeitos colaterais.
    Ressalto que minha carga viral estava em 10.000 qd eu descobri minha sorologia.
    Tb tenho uma outra dúvida.. Faz mais de dois meses que estou com herpes genital.. Tenho feito tratamento com ACiclovir (Pomada e Comprimido 400mg) sendo que só agora tem tido uma pequena melhora.. Alguém sabe de algum remédio mais forte/melhor?!

    Ando mtp preocupado com tudo isso! 😔

    • Luiz Carlos diz

      Pedro, manchas avermelhadas na pele é uma reação comum à várias TARVs, mais comumente chamada de rash cutâneo, e tende a desaparecer com o tempo. Se lhe incomoda o muito o infecto pode lhe receitar um antialérgico, após avaliar se realmente se trata do rash causado pela medicação.

      Sobre a Herpes Genital, também, apenas um médico, de preferência um infectologista, para lhe receitar outra medicação caso a que você utilize atualmente não esteja lhe ajudando.

      Fique tranquilo, no começo é assustador e preocupante para todos, mas tudo vai se encaminhando com o tempo. O importante é que você já tem seu diagnóstico e já está seguindo o tratamento. Daqui pra frente as coisas só tendem a melhorar.

      Abraços!

    • Lecinho diz

      Essas manchas vermelhas eu também tenho, só que elas vieram antes de eu saber o que eu tinha, e elas foram um dos motivos pra eu procurar um medico pra saber o que é. Será q elas na sumirão mesmo eu tomando os remedios?? Jesus!!

  24. Ombro Amigo diz

    Só eu achei meio “caliente” essa foto do instrutor com a moça? Gostei! Achei bastante criativa! E pensar que já houve uma campanha parecida no Brasil em 1994, apenas com o objetivo diferente: conscientizar o uso do preservativo:

  25. Lipe diz

    Concordo que algumas pessoas tem medo, pouco se divulga a nossa nova era sexual.
    Os tempos são outros e evoluímos muito.
    Olha a história do hiv. E veja o quanto andamos Pra frente.
    Eram quase 40 comprimidos que se tomava no início lotadosde efeitos colaterais. Infelizmente somente blogs e grupos falam sobre isso, inclusive parabéns pelo blog.
    As pessoas tem medo de falar sobre isso.
    Não deviam.! Muitos deixam de ser feliz por isso.
    Até gerar um filho saudável um soropositivo saudável consegue .
    Quanto ao preconceito, acho que se trata de algum rancor aí quedeve ser analisado.
    Se a amiga ali conhece sobre blipe viral, sei não!
    Enfim! Não vem ao caso. Sejam todos felizes

  26. rapazdf diz

    Oi amigos, tudo bem? É a primeira vez que posto algo aqui no blog, mas de vez em quando eu entro aqui para saber alguma novidade, afinal, eu acredito que somente a informação ajudará a desmistificar nossas condições.
    Me descobri soropositivo em 2014, foi um choque, assim como já li em vários comentários aqui. Certamente passei pela fase de querer desistir de tudo e de qualquer plano. Mas… superei.
    Hoje vejo que sou uma pessoa muito melhor do antes, muito mais evoluído espiritualmente e me cuidando muito mais.
    O que me levou a escrever aqui no Blog? Quero orientações… Estou conhecendo uma pessoa muito bacana e não quero esconder a questão da minha sorologia, pois acredito que tudo que começa com uma mentira ou omissão, tende a dar errado e eu quero que dê certo. Eu ainda acredito no amor entre dois homens, apesar da maré sempre vir contra.
    Tornei-me indetectável bem rápido e continuo nessa situação, com CD4 de 1042, às vezes uns 900 e alguma coisa (oscilando nesse patamar).
    Os questionamentos que gostaria de fazer são os seguintes: Quando contar? Como contar? Quais são as leis que me respaldam caso eu não decida contar? – (ressalto que quero muito, mas só quero conhecer se existe alguma lei nesse sentido).
    Enfim, obrigado por esse espaço tão maravilhoso. Espero que o blogueiro não desista de compartilhar essas informações tão valiosas para mim e milhares de pessoas.
    Saúde a todos.

    • Felipe diz

      Boa tarde!!! Gostaria de ressaltar que vc não tem a necessidade de contar sobre sua sorologia,no entanto a lei fala que se vc transmitir o vírus para seu parceiro vc será enquadrado no crime de saúde pública que fala que isso é uma lesão corporal gravíssima…mas falo por experiência que sou positivo e tenho uma filha linda de 11 anos com minha ex namorada que sabia da minha sorologia e graças a Deus e a minha dedicação ela está negativa até hoje mesmo não estando com ela e a mesma está casada e tem mais duas filhas….falo com vc que a medicina está muito avançada e até hoje eu não contaminem ninguém…tive um relacionamento de 8 anos sem preservativo e minha ex mulher está tranquila até hoje….tem pouco contato com a mesma….. fique tranquila e conte quando achar conveniente,pois vc estando indetectável vc não transmitirá…. só mantenha seu tratamento e a fé em Deus sempre….

      • roger diz

        tenho uma historia parecida com a sua.
        vamos no ehats 051 992672975
        sou de porto alegre
        abraços

        • Pessoal me tirem uma duvida.estou indetectavel e minha mulher é soro discordante .estamos com planos de ter filhos sera q é confiavel ter no metodo tradicional mesmo .ouvi dizer q o espermatozoide é un dos esconderijo do virus

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