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Quanto tempo até sofrermos rebote viral?

Depois de analisar a carga viral de 16.101 pessoas ao longo de sete anos, pesquisadores ingleses concluíram que uma proporção substancial das pessoas que vivem com HIV e que estão fazendo tratamento antirretroviral não vão experimentar rebote viral durante suas vidas.

O estudo, U.K. Collaborative HIV Cohort, publicado no Lancet, incluiu participantes que iniciaram a terapia antirretroviral e que atingiram carga viral indetectável, definida por uma quantidade inferior à 50 cópias/mL de sangue, dentro de 9 meses após o início do tratamento. O rebote viral foi definido como a primeira carga viral única com mais de 200 cópias/mL ou pela interrupção do tratamento com mais de 1 mês de duração. O objetivo dos pesquisadores era calcular a média de tempo, após o início do tratamento antirretroviral, que os pacientes levam para sofrer o primeiro rebote viral. O estudo incluiu participantes que iniciaram o tratamento entre 1º de janeiro de 1998 a 31 de maio de 2013.

Durante o estudo, dentre os 16.101 participantes, 4.519 experimentaram rebote viral — dos quais 1.414 (31%) foram interrupções de tratamento e 3.105 (69%) foram rebotes virais únicos com mais de 200 cópias/mL. Destes 3.105 rebotes virais, 1.322 (29%) voltaram a ter carga viral inferior à 50 cópias/mL na medição seguinte, sem necessidade de troca de tratamento antirretroviral. Isto quer dizer que 29% dos rebotes virais são de fato elevações temporárias na carga viral.

Em outras palavras, as taxas de rebote viral foram geralmente baixas e, conforme descobriram os cientistas, elas diminuíram substancialmente ao longo de um período de sete anos. Entre homens que fazem sexo com homens com mais de 45 anos, a taxa estimada de rebote viral é de 1,4% ao ano. Esta porcentagem cai ainda mais quando combinada com o fato de que em 29% das pessoas o rebote viral é temporário.

Em entrevista ao Infectious Disease Special Edition, o Dr. Andrew Phillips, um dos autores do estudo e professor de epidemiologia do University College London, disse que “este trabalho sugere que uma proporção substancial de pessoas que fazem tratamento para o HIV e que são suficientemente aderentes aos medicamentos podem manter o vírus suprimido por toda suas vidas.”

O Dr. Phillips e seus colegas observaram que esses dados são promissores para pacientes com HIV que mantém adesão ao tratamento antirretroviral e que fazem os testes para acompanhamento do estado de saúde. “Nossas descobertas apoiam a estratégia de encorajar o teste de HIV em pessoas que podem ter adquirido o HIV e iniciar a terapia nas pessoas diagnosticadas com o vírus, para benefícios pessoais e de saúde pública”, disse o Dr. Phillips.

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89 comentários

  1. Raquel diz

    Eu espero nao ter esse problema.
    Fiquei indetectavel em 40 dias,mas a custa de muito sacrificio.
    Esse AZT é uma merda(desculpe pela palavra).

  2. Ney diz

    Meu grande objetivo é me manter indectavel. Assim não contraio doença oportunista ou transmissão do vírus. E graças que o dolutegravir pouco efeito colateral dá em mim. Parabéns pela reportagem. Obrigado e continuemos com a troca de informações. Valeu.

  3. Tiago diz

    Boa notícia.
    Uma dúvida, o “rebote viral” é o tal “blip”?
    Ou são eventos distintos?

  4. Maxwell diz

    Olá.
    Alguém aqui conseguiu passar pra medicação nova (com o dolutegravir) já tendo usado uma outra combinação antes?
    Eu sempre usei o Atazanavir/ritonavir/tenofovir + lamivudina já por 3 anos e meu médico hoje me receitou trocar a medicação por conta da bilirrubina alterada. (Sempre foi alterada e até vem diminuindo ao longo desses anos mas mesmo assim ele quis). Eu disse a ele que não poderia ir pro 3×1 por conta do sistema neurológico (já que faço uso de medicamentos para ansiedade) e em comum acordo com ele, ele também não me receitou o kaletra (por que não quero viver de diarréia kkkk).
    Me passou a guia para que eu vá a farmácia pra solicitar a troca. Como sou atendido pelo médico do plano e só vou a próxima semana ao CTA da Saúde pública gostaria de saber se alguém conseguiu ou se teve algum embaraço com a farmácia…

    • João diz

      Eu tentei e não rolou! Não basta o médico prescrever não! O sistema do SUS não aceita! Tem um protocolo! Aliás todos os médicos deveriam saber disso e não nos prescrever evitando assim uma frustração!

    • telma diz

      dolutegravir é so pra quem inicia o tratamento agora ou se vc tem resistência que no seu caso teria que ter resistencia ao atazanavir mais ainda assim eles empurram o kaletra é o protocolo do sus

    • Luiz Carlos diz

      Não é liberado no sistema de logística ainda Maxwell. Mesmo que você tente, ou seu próprio médico vá até a farmácia (como já aconteceu em outro caso aqui no blog), esta mudança não está liberada ainda e não será possível efetuar a troca.

      Seu médico deve lhe colocar no Darunavir (DRV/r), já que o Kaletra (LPV/r) já está sendo substituído pelo DRV/r desde o início do mês. O único inconveniente do DRV/r é que ele é tomado de 12 em 12 horas, mas é uma TARV muito mais nova que o ATZ/r.

      Outro detalhe é que a elevação das bilirrubinas indiretas com a utilização do ATZ/r não tem absolutamente nenhum efeito colateral maléfico ao organismo, exceto pelo efeito estético (pele e olhos amarelados). Se você estiver mudando de esquema apenas por conta da elevação das bilirrubinas indiretas, lhe aconselho a procurar a opinião de outro infecto primeiramente, e procurar se manter no ATZ/r já que é um esquema muito mais conveniente por ser administrado apenas 1x ao dia.

      Abraços

      • Luiz Carlos diz

        Cabe adicionar aqui ainda para não deixar nenhuma dúvida: tanto o DRV/r quanto o ATZ/r são esquemas muito bons. Como falei, se o único risco que seu médico avaliou para a troca é a elevação das bilirrubinas indiretas (frisando a palavra indiretas), cabe a você e a ele avaliarem o que você prefere: tomar a TARV 2x por dia (DRV/r) ou permanecer no ATZ/r que é administrado 1x por dia apenas, já que a elevação das bilirrubinas indiretas é causada por um mecanismo que não tem nenhum efeito exceto o estético.

        Cada pessoa tem que avaliar com seu infecto os dois lados da moeda.

        Abraços!

        • Maxwell diz

          Realmente a mim não me incomoda aparecer de vez em quando os olhos amarelados. E olhe que ao longo do tempo vem diminuindo essa bilirrubina indireta. Já cheguei no começo a ter 12 e agora está em 4. Ele disse que não é só por conta da icterícia mas que a alta taxa de bilirrubina poderia ao longo do tempo implicar em problemas neurológicos. E sinceramente eu gostaria de continuar com esse esquema que já tomo a 3 anos e estou acostumado. Ele disse que o darunavir estava para ser descontinuado e o dolutegravir seria colocado em substituição do mesmo.
          Se alguém tiver a certeza ou puder tirar essa dúvida que ele me colocou (que a longo prazo essa taxa de bilirrubina poderia me causar problemas neurais) com seu médico eu agradeceria.
          Pois pra mim só mudaria o esquema caso seja pra esse dolutegravir. Pra outro, eu não irei e me arriscarei a continuar com o atazanavir

    • Mutatis Mutandis diz

      Tinha esse mesmo esquema, o amarelo no olho era complicado mesmo..tomava a água do mundo todinha e não resolvia.

      Bilirrubina pra lah de alterada, quase 10…era praticamente uma hepatite!

      Meu medico alterou o esquema alegando esse problema, mas não foi liberado Dolutegravir, foi liberado Darunavir + Ritonavir + Lamivudina dois em um. Esse esquema eh muito bom, só são muitos comprimidos, mas isso não eh problema. Efeitos colaterais = imperceptiveis..

    • Maxwell diz

      Fui hoje com a receita que o médico me deu com a prescrição da nova combinação com o dolutegravir na farmácia onde pego minha medicação. Ele tinha me dado também um bilhete explicando o pq de solicitar a alteração mas a farmacêutica nem deu bola pra esse bilhete. Pegou a receita, lançou no sistema, mandou eu assinar a guia como sempre e ME DEU A NOVA MEDICAÇÃO. Felizão da vida.
      Acho que depende muito de farmácia pra farmácia. Eu fui na cara e coragem e consegui.

  5. Luiz Victor diz

    Ótimo artigo. Ou seja, é imprescindível que soropositivos nunca façam sexo sem proteção, mesmo com outros soros, pois caso o paciente esteja silenciosamente atravessando um blip/reboot no momento do ato sexual, os problemas serão ainda maiores. A tentação é grande, mas é preciso superá-la com consciência e responsabilidade. Quem não tem vontade? Porém, pensemos com a razão e não nos deixemos nos levar pela emoção, que sempre traz arrependimentos e consequências tristes.

    Em tempo: estou me tratando há 45 dias com a nova TARV (DTG + 2 em 1) sem qualquer efeito colateral presente até o momento. Descobri o vírus em 29/03/17, já superei tudo e nem me lembro mais da condição ao longo do dia. Atualmente me sinto ótimo. Abraço à todos!

    • Verdes Olhos diz

      Com todo o respeito, recomendo que você se informe melhor sobre estudos como o “Partner”. É imprescindível que pessoas HIV+ se tratem diariamente com antirretrovirais. Agora, essa obrigatoriedade da camisinha já vem há muito tempo sendo derrubada, contanto que a pessoa esteja indetectável – e é uma pena que até mesmo os portadores ainda continuem com essa visão preconceituosa e ultrapassada a respeito de si mesmos. Parece uma culpa católica mal-resolvida. Tome seus remédios e goze a vida, literalmente.

      Abraços.

    • Lecinho diz

      descobri a dois dias e queria saber se vou ter muito efeitos colaterais quando começar a tomar os remedios. Nao estou doente, mais estou muito abaixo do peso normal

  6. telma diz

    A simulação levou dois anos para completar e envolveu a análise de 64 milhões de átomos do vírus do HIV
    Grace Shallow
    @Grace_Shallow
    19 de julho de 2017

    Um breve vislumbre de como o HIV viaja através do corpo foi simulado pela primeira vez em supercomputadores nos EUA.

    Durante dois anos, vários supercomputadores da Universidade de Illinois modelaram o comportamento de 64 milhões de átomos para capturar 1,2 microssegundos da vida de uma cápside do HIV, uma gaiola de proteína que transporta o vírus do HIV para o núcleo de uma célula humana. A simulação da cápside foi realizada no supercomputador Titan do Departamento de Energia, enquanto a análise foi feita usando o supercomputador Blue Waters no National Center for Supercomputing Applications na universidade.

    Descrito como “microscopia computacional”, o método de estudo de grandes sistemas biológicos com simulações de dinâmica molecular foi desenvolvido e liderado por Juan Perilla e o falecido Klaus Schulten.

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    Ele revelou várias características da cápside, como diferentes partes da proteína que oscilam em diferentes freqüências. É provável que a cápside envie informações para outras partes, o que lhe permite navegar por seu ambiente, disse Perilla. O estudo também descobriu que os íons fluem dentro e fora dos poros da cápside e se mantêm em diferentes pontos: negativo no interior e positivo no exterior. Isso mantém a estrutura da cápside unida.

    Desbloqueando esses segredos da estrutura da cápside e expondo suas vulnerabilidades, os pesquisadores afirmam que a simulação ajudará os cientistas a determinar a forma de quebrar essa estrutura, de modo que ela exploda antes de infectar qualquer célula humana. Isso poderia eventualmente levar a uma cura.

    Na mesma linha, a simulação mostrou aos pesquisadores que o estresse é distribuído através da cápside em padrões, permitindo que eles identifiquem mais vulnerabilidades que poderiam ser usadas para quebrar a estrutura. A pesquisa é publicada na revista Nature Communications.

    Hoje, o HIV não é a sentença da vida que era uma vez. Os tratamentos avançaram, que podem aumentar significativamente anos e até décadas para a vida dos pacientes e, embora não tenha sido encontrada uma cura completa, essa simulação de cápside é a mais recente em uma linha de pesquisa para esse objetivo.

    Em outubro, os imunologistas em cinco das principais universidades do Reino Unido, juntamente com o NHS, relataram que o primeiro paciente a ser tratado em um estudo pioneiro sobre HIV mostrou resultados “notáveis”, sem sinal do vírus após o tratamento inicial.

    O tratamento combina fármacos anti-retrovirais com um medicamento que reage o HIV dormente ao lado de uma vacina que estimula o sistema imunológico. Isso funciona para destruir as células que transportam o vírus e, finalmente, erradicá-lo do corpo do paciente.

    Então, no início de maio, pesquisadores da Faculdade de Medicina Lewis Katz da Universidade do Templo (LKSOM) e da Universidade de Pittsburgh descobriram que poderiam remover o DNA do HIV de genomas de animais vivos – neste caso, ratos – usando a ferramenta de edição de genes CRISPR .

    • Luquinha diz

      Eu tinha esquecido dos supercomputadores , não é que o bichinho estava trabalhando há 2 anos …”.Porra tem hora que minha cabeça , parece que vai dar um nó “

  7. Caio PE diz

    Isso mostra que o tratamento deve ser mantido. É mais uma comprovação dos benefícios da TARV, iniciada de maneira precoce.

  8. Alexandre diz

    Boa noite! fui ao médico hoje e sempre usei o Kaletra por 4anos e nunca tive efeito colateral nenhum, mas hj não entendi o porquê trocaram minha medicação, estou morrendo de medo de tomar o Atazanavir é ter efeito colateral tipo ficar com olhos bem amarelado 😦

    • Luiz Carlos diz

      Alexandre, já havia citado no post anterior sobre o Kaletra, segue o post novamente:

      O Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle dos das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde (DIAHV) irá substituir o medicamento lopinavir/ritonavir – mais conhecido por Kaletra® – pelo atazanavir/ritonavir para pessoas vivendo com HIV/aids acima de 12 anos de idade. Considerado obsoleto, o lopinavir está sendo excluído dos principais protocolos internacionais devido à alta toxicidade e aos efeitos colaterais tais como intolerância gastrintestinal e aumento do risco cardiovascular, além da posologia mais complexa, que requer o uso de quatro comprimidos ao dia.

      O atazanavir e o darunavir, medicamentos que serão utilizados na substituição, apresentam melhor posologia e menos efeitos colaterais em comparação ao lopinavir. O atazanavir é um inibidor de protease com dose única diária.

      Pacientes que não possam fazer a troca para o atazanavir poderão ter seu medicamento substituído pelo darunavir, considerado o inibidor de protease mais moderno. Devem fazer a troca do lopinavir pelo darunavir pacientes com histórico de intolerância ao atazanavir, com histórico de doença renal ou com exposição prévia ao atazanavir sem reforço de ritonavir com resistência virológica.

      Pacientes que se encontram em tratamento para tuberculose com uso de rifampicina e lopinavir ou em tratamento para hepatite C em uso de daclatasvir e lopinavir, poderão ser mantidos em lopinavir enquanto durar o tratamento para tuberculose ou hepatite C. Após o término desses tratamentos, deverão ter o lopinavir substituído por atazanavir ou darunavir, conforme critérios estabelecidos pelo DIAHV.

      Nota informativa: http://azt.aids.gov.br/documentos/siclom_operacional/NOTA%20INFORM%C3%81TIVA%20N%C2%BA%20059%20-%20SUBSTITUI%C3%87%C3%83O%20LOPINAVIR-RITONAVIR%20200MG-50MG.PDF

      Comentário meu:
      Apesar de o DRV ser muito mais novo, ter menor hepatoxicidade e efeitos colaterais mais brandos, ele tem posologia de 12/12 horas. Como ele substitui o Kaletra que também tem esta posologia, quem não se incomodar em tomar a TARV de 12/12 horas deve procurar utilizar o DRV/r (na minha opinião). Já quem prefere reduzir o esquema e passar a tomar a TARV 1x por dia, o ATZ/r é uma ótima opção.

      Após retirar o ATZ/r, veja como você se sente com ele. Procure beber bastante água pois atenua o efeito dos olhos amarelados e, se precisar de uma desculpa, você pode dizer que está com início de quadro anêmico mas já foi ao médico, qualquer coisa assim. Os efeitos parecem muito mais perceptíveis a você do que realmente são aos outros. Em quase 2 anos com ATZ/r, a única pessoa que me falou que meus olhos estavam amarelados foi uma amiga, e não foi por conta do ATZ/r sozinho, e sim porque eu havia acabado de começar a tomar uma estatina metabolizada pelo CYP3A4 (e eu já sabia que este efeito iria ocorrer).

      Ainda assim, caso você esteja mais acostumado a tomar a medicação 2x por dia e se sinta incomodado com os olhos amarelados, basta trocar para o DRV/r. É uma troca simples, seu infecto irá apenas assinalar no campo 12 do formulário de dispensa o motivo “Outros” e indicar Icterícia.

      Abraços e fique tranquilo, como já mencionei por aqui, ambos são ótimos esquemas. Eu entendo que para quem toma o Kaletra o que faria mais sentido seria a substituição direta pelo DRV/r considerando a sua posologia, mas o ATZ/r é o Inibidor de Protease preferencial, portanto as diretrizes têm que ser seguidas.

      • Alexandre diz

        ok…obrigado pela ajuda, estou aqui meio apreensivo mas tenho que esperar pra vê como meu organismo vai reagir … e qualquer coisa volto a conversar com a minha médica..

  9. Serginho... diz

    Comecei a tomar o 3x 1 com 116 cópias por ml e CD4 1300 ..fiquei indectavel em menos de um mês e hoje levo uma vida normal com minha companheira que é soronegativa…o governo tinha que fazer uma campanha em massa pra população em geral fazer o teste assim como eu fiz esporadicamente…sempre afirmo que o medo do diagnóstico é infinitamente pior que a própria doença..uma forte abraço e saúde pra tidos..

    • César Augusto Barbosa diz

      Bom dia Serginho, sou soropositivo desde 2003 faço os exames continuo e sempre foi indetectável. A minha esposa é soronegativa, ela faz os exames continuo de prevenção,somos muito precavido nas nossas relações. Vivemos muito bem graças a Deus, concordo plenamente com você pela sua opinião acima,parabéns, um abraço.

  10. Denys diz

    Gostaria de saber o que está emperrando a descoberta da vacina pra acabar com esse mal de uma vez por todas? Com a palavra os governos que mais investem na área…….

  11. Sorocaba diz

    Ha fiquei sem entender tb se eh blip ou rebote a ponto de trocar a medicação.

    • Luiz Carlos diz

      É considerado blip quando a CV sai de níveis indetectáveis para um nível detectável baixo, geralmente de 50 até 1000 cópias/ml, e retorna a níveis indetectáveis em seguida.

      Rebote, pelo estudo acima, foi considerado quando o nível sai de indetectável e atinge 200 cópias/ml ou pela interrupção de TARV com mais de um mês de duração.

      Em suma, todo blip faz parte de um rebote, mas nem todo rebote é um blip. Para ser apenas um blip é necessário que a CV volte a estar indetectável.

      É normal todas PVHIV terem blips, porém como fazemos exames de CV muito espaçados, raramente eles são observados. Em estudos controlados os exames de CV são feitos em intervalos curtos justamente para que estas mudanças sejam observadas.

      Abraços

  12. Wsb diz

    Em 20 dias fiquei indetectável estava com
    Carga viral 8.300 cópias
    Estou feliz e aliviado, agora é manter assim até sair a cura.

    Meu cd4 subiu de 253 pra 279

    • Caio PE diz

      É isso que eu nãp entendo (Luiz Carlos, favor ajudar): como pode existir uma CV considerada baixa (no caso do colega acima), mas o CD4 também não está elevado ? Não deveria ser inversamente proporcional essa relação ? Em quais casos isso pode ocorrer ?

      • Luiz Carlos diz

        Caio, uma CV de 8.300 cópias não é considerada baixa, ela está inclusive bem dentro da curva de distribuição normal, que fica entre 3 e 4 (log10) na maior parte da fase assintomática (de latência clínica).

        Claro que, como sempre friso aqui, há várias questões a serem ponderadas:

        1) O número absoluto do CD4 não quer dizer praticamente nada, a não ser que ele esteja extremamente baixo ou extremamente alto. O mais importante é a relação CD4/Linfócitos totais e a relação CD4/CD8.

        2) Na própria tabela deste estudo você pode observar que existe uma faixa de 3% das pessoas com CD4 entre 50 e 500 antes do estudo, e mais 7% entre 500 e 5000, que se encaixa muito bem com a tese da proporção dos controladores virais e controladores de elite.

        3) O número absoluto de CD4 varia não só com o ciclo circadiano, mas também com inúmeros outros fatores como o sexo e raça da pessoa, exercícios físicos, tabagismo (e é contrário ao senso comum – pessoas que fumam tendem a ter o CD4 mais elevado).

        Ou seja, é impossível responder a sua questão com precisão e exatidão, porque tudo varia de organismo para organismo. Não é muito comum observarmos CV abaixo de 3 log10, mas também não é raro, já que eu mesmo comecei a TARV com algo em torno de 300 cópias.

        Abraços

        • Renatto diz

          No meu caso minha cv TVa em 4.000 e pouco, e o cd 230, quando fiquei sabendo,tbm achei baixa a cv em relação ao cd4 .

          • Luiz Carlos diz

            A CV muitas vezes pode parecer baixa quando comparada com a de outras pessoas que tinham CV de 50.000, 100.000 cópias/ml, mas é apenas uma questão ilusória de estatística pura. A multiplicação do vírus é exponencial, por isto dá esta impressão. É como tínhamos nas aulas de biologia, 1 célula se divide em 2, 2 em 4, 4 em 8 e assim por diante. Por isto costumeiramente medimos a CV em logarítmico com base 10 e, muitas vezes, ela vem expressada desta forma também no seu exame.

            Os estatísticos vão me matar, mas para deixar claro de forma simples, o log cria uma visualização linear deste tipo de função exponencial (se algum matemático estiver no grupo, por favor, pense como um professor e não me mate, estou apenas tentando explicar de forma simples), fazendo com que tenhamos uma visão melhor da distribuição da CV.

            Consideramos então um intervalo logarítmico de base 10 de 0 a 7 (1 a 10 milhões de cópias) e, neste intervalo, 8.300 cópias seriam representadas por 3,92 enquanto 50.000 cópias seriam representadas por 4,70, aproximadamente, dentro deste intervalo de 0 a 7.

            Abraços

  13. Wbs diz

    Caio não sei se tem haver com alimentação eu não me alimento muito com verduras e legumes, minha alimentação era basicamente pizza, sanduíches e batata frita, apesar das atividades físicas que faço a 9 anos. Tenho 1.85 altura e peso 80kg meu índice de massa corporal é bom, não bebo e nem fumo.
    Acho que minha imunidade é baixa devido à alimentação mesmo só pode. Espero que meu cd4 aumente logo, vcs sabem dizer em quanto tempo posso dobrar meu cd4?

    • Renato diz

      Wbs, mantenha a alimentação que tens feito! Claro que, eventualmete, a refeição “lixo”, usando o termo que estamos acostumados a ouvir quando treinamos, vai ser inevitável. Com certeza tua imunidade vai subir com o tempo e no próximo exame vai estar maior. Acontece muito de, em alguns casos, esse crescimento ser gradual e/ou lento. Terá meses com mais CD4, outros com menos. Cada um tem a sua média padrão, e isso não significa que, se for um pouco mais baixa do que esperamos seja algo ruim. Uns dão um salto logo no início do tratamento e depois o nível cai e se mantém meio que padrão. O importante é alimentação saudável, atividade física e pensamento positivo. SEMPRE! Além disso, beber muita água é fundamental!

      Abraço!

    • Caio PE diz

      É como foi citado aqui, cada um é cada um. O importante é manter a CV indetectável. O resto é como já foi citado aqui: alimentação equilibrada, atividade física, vacinação em dia e … … …

      • Luiz Carlos diz

        Números absolutos de CD4 “altos e baixos” são pura ilusão. Não deixe se levar por isto. Se você medir seu CD4 no final de um processo infeccioso como um resfriado, ele estará alto. Se você estiver bem e for medir no final da tarde, provavelmente ele estará mais baixo. Se você ficar levando em consideração apenas os números absolutos, uma hora ou outra irá ficar frustrado. É importante entender que muitas pessoas vivem com CD4 de 200, 250, ao longo de toda vida (pessoas soronegativas inclusive). Isto não faz delas mais ou menos imunes.

        Como já mencionei, milhares de fatores envolvem o valor absoluto do CD4, até a se a pessoa viveu a maior parte da vida em regiões ao nível do mar ou em regiões de altitude mais elevada. Muda de país para pais, de região para região, de raça para raça, de homem para mulher. Não deixe um número levar sua vida.

        Se você está indetectável e houver boa adesão ao tratamento, bola pra frente, e basta pensar que a partir daquele momento, suas ações que irão refletir no seu bem estar. Se alimentar bem, fazer exercícios, beber com moderação, etc, são recomendações que valem para todas as pessoas, tanto soropositivas quanto soronegativas.

        Abraços!

  14. DoBemDF diz

    Hoje saiu mais uma reportagem no UOL dizendo que os casos de AIDS no Brasil aumentaram na contramão do resto do mundo. Mais uma reportagem que confunde “portador do HIV” e “doente de AIDS”. Será que nunca vao compreender a diferença? Deixei meu comentario lá tentando informar melhor o povo. Todavia, a qualidade dos demais comentários que li é de dar medo…

    • Luiz Carlos diz

      No G1 pelo menos publicaram como “OMS alerta para alta nos casos de resistência do vírus HIV”, e entrevistaram o Dr. Kallas, médico do JS.

      Ainda assim, os comentários realmente são “padrão G1”. Eu evito lê-los, em qualquer notícia.

      Abraços

  15. paraensepositivo diz

    Dois anos e meio de tratamento, um Blip (42 cópias) há três meses atrás, totalmente conformado com a minha condição, com tudo e com todos e ainda esperando a CURA…

    • Ney diz

      Oi amigo quer dizer que antes era zero e que agora subiu para 42? E o que seu médico falou??

  16. Joh Marques diz

    Fui detectado positivo em 10 de abril, desde então faço uso do dolutegravir e tenofovir uma vez ao dia, ainda não realizei exames para verificar minha CV e isso me deixa um pouco preocupado. Que garantias eu tenho de que meu tratamento está dando certo? E toda essa história de blip, danos neurológicos, lipodistrofia… Qual é a possibilidade de sofrer disso? Não tive efeitos colaterais, faço academia e levo uma vida normal, mas mesmo assim, como tudo o que é novo estou preocupado com o futuro e minha expectativa de vida… O que vocês poderiam me falar em relação a isso? Desculpe se estou fugindo do alvo das discussões, pretendo com o tempo conhecer melhor a doença e ter a possibilidade de acrescentar informação as pessoas que estão como eu hoje. Agradecido

    • Rômulo diz

      Relaxa rapaz… a minha médica não seguiu protocolo e já to no quarto mês e nada de teste p/ checar o CV… tomo a mesma TARV que vc e segundo uma outra médica que fui ” …é quase impossível o HIV ter resistência ao DTG… por se tratar de medicamento de primeira linha…” .

      Quando puder faça mas fica tranquilo que o DTG é bem eficaz e quase não-tóxico.

  17. emilio diz

    vi hoje no jornal hoje que existe uma cepa de virus resistente aos remedios. motivo para pânico?

    • Luiz Carlos diz

      De forma alguma. Volta e meia aparecem casos de resistência à TARVs mais antigas como o Efavirenz, mesmo aqui no blog, porém existem dezenas de outras terapias com os quais não há resistência cruzada.

      A matéria está no G1 e em alguns outros portais, mas como sempre foi um pouco mal escrita e leva a interpretações mais sensacionalistas.

      Abraços

      • Renato diz

        Perfeito, Luiz! Algumas matérias, ao invés de esclarecerem totalmente o estudo, apenas ‘jogam’ e interpretam como querem. O certo seria destacar que a resistência ocorre quando o tratamento não é seguido à risca, sem interrupções para que não ocorra a troca de medicamentos. O que também causaria, em alguns casos, essa resistência. Resta torcermos para que os países corram, segundo recomendação da OMS, e revaliem alguns procedimentos. Principalmente o acesso e o acompanhento para início e continuidade dos tratamentos, evitanto com que novas cepas sejam passadas a diante.

        Abraço.

  18. telma diz

    Bictegravir (GS-9883)
    Bictegravir (BIC) é um INSTI de uma vez por dia desenvolvido pela Gilead Sciences que, ao contrário do antecessor aprovado pela FDA, elvitegravir (EVG, disponível como componente de Stribild e Genvoya), não requer aumento. Ele demonstrou atividade contra vários subtipos de HIV-1, bem como HIV-2. BIC não está sendo desenvolvido como um ARV autônomo, mas exclusivamente como um componente de um STR que também contém TAF e FTC. Um novo pedido de droga (NDA) solicitando a aprovação do FDA foi apresentado pela Gilead em junho; Um depósito EMA é antecipado neste verão.
    As avaliações in vitro demonstraram que o BIC mantém uma atividade melhorada contra os isolados de HIV derivados do paciente com resistência a RAL, EVG e DTG, com um estudo encontrando 13 de 47 isolados com resistência INSTI de alto nível exibindo uma resistência maior que duas vezes inferior ao BIC versus DTG. 18 BIC também tem uma alta barreira ao surgimento da resistência, semelhante à da DTG.
    As avaliações clínicas de farmacologia indicam que o BIC é bem absorvido (> 70%); Altamente ligado às proteínas plasmáticas (> 99%); Resulta em concentrações plasmáticas mínimas que são aproximadamente 20 vezes superiores às IC95 estabelecidas pelo fármaco; E, similar a outros INSTIs, são afetados por antiácidos contendo catiões (portanto, exigem administração escalonada). 19 Dado que o BIC é um substrato da CYP3A4 e a inibição de UGT1A1 ou a indução de ambos é necessária para alterações farmacocinéticas substanciais – as principais interações medicamentosas devem ser limitadas. A coadministração com o inibidor de CYP3A4 e UGT1A1 atazanavir (ATV) resulta em um aumento de 310% na AUC do BIC, enquanto que a rifampina e a rifabutina – ambos os indutores de CYP3A4 e UGT1A1 – estão associadas a baixas de BUC AUC de 75% e 38%, respectivamente.
    Em um estudo de monoterapia de Fase I de 10 dias, a monoterapia com BIC demonstrou uma meia-vida mediana de aproximadamente 18 horas, com declínios de RNA de HIV médios rápidos e dependentes da dose, variando de -1,45 log 10 cópias / mL no grupo de doseamento de 5 mg mais baixo A -2,43 log 10 cópias / mL no grupo de dosagem com 100 mg. 20 Não foram observadas mutações de resistência à integrase primária no estudo.
    Os resultados de um ensaio clínico de fase II randomizado, duplo-cego e controlado ativo de BIC versus DTG foram relatados, com o desfecho primário de 24 semanas e os dados de acompanhamento de 48 semanas relatados no CROI 2017 e publicados no The Lancet HIV . 21,22 O estudo randomizou 98 voluntários ingênuos de tratamento 2: 1 para BIC ou DTG, cada um combinado com TAF / FTC, durante 48 semanas, com todos os pacientes oferecidos BIC / TAF / FTC aberto a partir de então. Embora tenha sido empregada uma dose de BIC de 75 mg no estudo de Fase II, uma dose de 50 mg está sendo usada na conformação de STR com TAF / FTC.
    A idade mediana na linha de base foi de 30 anos no grupo BIC, em comparação com 36 anos no grupo DTG. A maioria dos voluntários de estudo eram do sexo masculino (> 90% nos dois braços) e branca (58% e 55%, respectivamente). As medições iniciais do RNA do HIV e as contagens de CD4 foram de 25 000 cópias / mL e 441 células / mm 3 no grupo BIC, respectivamente, e 32,000 cópias / mL e 455 células / mm 3 no grupo DTG.
    Aproximadamente 9% no grupo BIC e 18% no grupo DTG apresentaram cargas virais acima de 100.000 cópias / mL na linha de base.
    Na semana 24, de acordo com o algoritmo de instantâneo definido pela FDA para o desfecho primário da supressão virológica, 97% no grupo BIC apresentaram ARN do HIV <50 cópias / mL, em comparação com 94% no grupo DTG (diferença: 2,9%; IC 95%: -8,5 a 14,2). Na semana 48, 97% contra 91%, respectivamente, apresentaram ARN do HIV <50 cópias / mL (diferença: 6,4%; IC 95%: -6,0 a 18,8). Utilizando um limite de viremia de baixo nível (ARN do HIV 50 cópias / mL na semana 48 e descontinuado devido à não conformidade. De três participantes atendendo aos critérios definidos pelo protocolo para o teste de resistência a fármacos, uma mutação de integrase associada à resistência INSTI (T97A) foi documentada em um voluntário randomizado para receber DTG. O aumento médio das contagens de CD4 durante a semana 48 foi de 258 células / mm 3 no grupo BIC, em comparação com 192 células / mm 3 no grupo DTG.
    O evento adverso relacionado ao tratamento mais comum foi a diarréia (12% em ambos os grupos), seguido de náuseas, artralgia, fadiga e dor de cabeça. A incidência geral de anormalidades laboratoriais de grau 2 a 4 foi semelhante em ambos os grupos (44% no grupo BIC, versus 47% no grupo DTG), embora a taxa de hiperglicemia tenha sido ligeiramente maior no grupo DTG (13% versus 8% ), Enquanto as taxas de aumento de AST e ALT de grau 2-4 foram ligeiramente maiores no grupo BIC (9% contra 3% e 6% versus 0%, respectivamente). O estudo também observou diminuições menores na eGFR ao longo de 48 semanas no grupo BIC em comparação com o grupo DTG (-7,0 versus -11,3 mL / min), sendo a diferença o resultado de uma inibição mais pronunciada do transportador renal OCT2 e potencialmente MATE1 Entre aqueles que tomaram DTG versus BIC, O que pode levar a elevações leves de creatinina no soro que não estão associadas à insuficiência renal progressiva. 23
    Os ensaios de Fase III de BIC / TAF / FTC incluem duas comparações de cabeça a cabeça com DTG mais TAF / FTC em adultos sem tratamento, com cada estudo que envolve 600 participantes nos EUA, Canadá, Bélgica, França, Itália, Alemanha, Unidos Reino, Espanha, Austrália e República Dominicana. 24,25 Estudos de comutação de três fases III também estão em andamento: uma avaliação da segurança e eficácia da mudança de DTG mais ABC / 3TC para BIC / TAF / FTC, a segunda avaliando uma mudança de ATV ou DRV aumentado mais TDF / FTC ou ABC / 3TC, e a terceira avaliando uma mudança em uma coorte composta por mulheres HIV-positivas – todas em participantes virológicamente suprimidos. 26,27,28
    Cabotegravir de longa duração e Rilpivirine
    As formulações de ARVs de ação prolongada têm o potencial de melhorar os resultados clínicos, particularmente para os indivíduos para os quais a aderência continua a ser difícil ou infestável, a administração injetável é preferível às pílulas diárias. Essas formulações de liberação lenta também podem ter uma melhor tolerabilidade e ter menos efeitos adversos relacionados ao gastrointestinal. Além disso, eles podem ser mais baratos do que as formulações orais para produzir, dado que eles usam ingredientes farmacêuticos (API) e embalagens menos ativos, geram menos custos de distribuição e podem potencialmente ajudar a superar uma persistente preocupação de estoques em países de baixa renda.
    As desvantagens incluem reações no local de injeção e o fato de que, uma vez que uma droga é administrada, não pode ser removida, o que significa que se a toxicidade do medicamento ocorrer, então poderia ser um problema substancial. Além disso, uma formulação de ação prolongada pode produzir uma “cauda” subterapêutica que poderia facilitar o surgimento da resistência à droga se as doses não forem administradas no cronograma ou forem descontinuadas sem iniciar um novo regime totalmente ativo.
    Em maior desenvolvimento em desenvolvimento são as nanoespensões parentéricas do cabotegravir INSTI (CAB) e do RPV NNRTI. Como uma terapia de manutenção de dois medicamentos, as versões orais co-administradas de ambos os medicamentos têm eficácia comparável à terapia de três medicamentos. 29
    Os resultados de acompanhamento de quarenta e oito semanas do LATTE-2, um ensaio de Fase IIb avaliando as versões de ação prolongada do CAB e RPV como terapia de manutenção, foram apresentados na AIDS 2016 em julho passado. 30 O estudo começou com o tratamento oral CAB mais ABC / 3TC por 20 semanas, sendo usado o RPV oral nas últimas quatro semanas da fase de indução para proteger contra hipersensibilidade à NNRTI antes de administrar a formulação de ação prolongada. O estudo matriculou 309 doentes não tratados com tratamento; 91% apresentaram cargas virais indetectáveis ​​na semana 20 e foram randomizados 2: 2: 1 para um dos três braços abertos: intramuscular (IM) CAB 400 mg mais RPV 600 mg a cada quatro semanas (Q4W), CAB 600 mg mais RPV 900 Mg de IM a cada oito semanas (Q8W), ou CAB oral 30 mg mais ABC / 3TC.
    O CD4 basal médio e a carga viral foram 489 células / mm 3 e 20 000 cópias / mL (com 18%> 100 000 cópias / mL). Apenas 8% dos participantes eram mulheres e 15% eram negros / afro-americanos.
    Na semana 48 do período de manutenção do ensaio, a supressão viral foi documentada em 92% (diferença versus regime oral: 2,9%; IC 95%: -6,6 a +12,4), 91% (diferença: 2,0%; IC 95%: – 7,6 a +11,6) e 89% dos participantes nos Q8W, Q4W e grupos orais, respectivamente. As taxas de não-resposta virológica foram menores no grupo Q4W (<1% versus 7% nos grupos QW8), com razões não virológicas mais baixas (por exemplo, eventos adversos) para descontinuação no braço Q8W (<1% versus 8% em O grupo Q4W e 9% no grupo CAB oral).
    Houve três falhas virológicas definidas pelo protocolo (carga viral confirmada> 200 cópias / mL): duas no grupo Q8W e uma no grupo CAB oral, com evidência de resistência INSTI (Q148R) e NNRTI (K103N, E138G e K238T) Sendo documentado em um destinatário Q8W CAB.
    Excluindo reações do local de injeção (ISRs), a tolerabilidade foi boa, mas observaram-se maiores taxas de febre (3-4%) e doença gripal (2%) nos grupos de injeção. Nenhum dos efeitos colaterais do grau 3-4 foi julgado como relacionado ao medicamento do estudo, incluindo uma única morte relacionada à epilepsia.
    Os relatórios de ISRs foram comuns, mas diminuíram durante o período de seguimento de 48 semanas: 84-86% nos grupos de IM no dia 1, em comparação com 28-30% na semana 48. A maioria dos ISRs era grau 1 (82%) Ou grau 2 (17%), com 90% de resolução dentro de sete dias. As manifestações ISR mais comuns foram dor (67%), inchaço (6%) e nódulos (7%). Apenas dois participantes pararam como resultado de ISRs, ambos no grupo Q8W.
    Em uma pesquisa de satisfação dos pacientes, entre 85% e 88% dos pacientes nos grupos de MI disseram estar “muito satisfeitos” para continuar sua forma atual de tratamento, em comparação com 55% daqueles no grupo CAB oral.
    A dosagem de Q4W foi avançada para avaliação de segurança e avaliação de registro em dois ensaios de Fase III, que estão em andamento. No estudo FLAIR, os pacientes não tratados com tratamento tomarão DTG / ABC / 3TC coformulado por 20 semanas (os participantes que são HLA-B * 5701 positivos podem receber DTG mais uma combinação de backbone não-ABC NRTI), seguido de randomização para permanecerem em Seu regime oral baseado em DTG ou mudar para quatro semanas de CAB / RPV oral, seguido de 44 semanas de CAB / RPV de ação prolongada administradas a cada quatro semanas. 31 No estudo ATLAS, as pessoas que vivem com HIV com cargas virais suprimidas enquanto tomam um regime baseado em INSTI, PI ou NNRTI serão randomizadas para permanecerem em seu regime atual ou mudar para quatro semanas de CAB / RPV oral seguido de Injeções Q4W de CAB / RPV de ação prolongada.
    Dolutegravir e Lamivudine
    O capítulo do Relatório do Pipeline do ano passado, que revisa os ARVs em desenvolvimento, destaca uma série de pequenos estudos, sugerindo que a DTG pode ser suficientemente potente e a aversão à resistência como monoterapia – principalmente como terapia de manutenção autônoma – desde então deu lugar a dados indicando que existe um risco apreciável De recuperação virológica, com resistência INSTI, associada ao uso do INSTI da ViiV sem outros ARVs. 33,34
    O relatório do pipeline de 2016 também destacou os resultados encorajadores de uma série de pequenos estudos que avaliaram o DTG combinado com o 3TC, uma combinação de duas drogas que recentemente produziu resultados encorajadores no ensaio de mudança aberto em duas fases ANRS 167 LAMIDOL relatado no CROI 2017. 35
    Na primeira fase da LAMIDOL, 110 participantes receberam DTG mais dois NRTIs por oito semanas. Na segunda fase, 104 participantes com ARN do HIV <50 cópias / mL – três dos 110 originais não atenderam aos critérios virológicos para inscrição na fase 2; Três descontinuados na semana 8 devido a eventos adversos – foram trocados para DTG plus 3TC por 40 semanas de terapia de manutenção.
    Na linha de base, a idade média era de 45 anos e 87% eram do sexo masculino. O tempo médio de infecção na matrícula foi de 6,3 anos, com um tempo médio de terapia ARV de 6,3 anos. Aproximadamente 21% dos participantes do estudo estiveram em um INSTI no momento da inscrição.
    Na semana 48, 101/104 (97%), os participantes que entraram na segunda fase do estudo continuaram retidos virologicamente. Um dos três participantes restantes ficou perdido para o acompanhamento; Um segundo foi transferido para um regime de três fármacos por um investigador de estudo, com HIV-ARN <50 cópias / mL na semana 40. A terceira experimentou rebote virológico de baixo nível na semana 12 (84 cópias / mL, com viremia de baixo nível Continuando após mudar para DTG / ABC / 3TC na semana 16 e depois RAL plus etravirine na semana 40).
    Os únicos eventos adversos que se acredita estar relacionados ao tratamento do estudo foram um único caso de ideação do suicídio na primeira fase do estudo e casos únicos de creatina quinase grau 4 e depressão de grau 4 na segunda fase do estudo.
    Os investigadores concluíram que "um maior acompanhamento e ensaios comparativos são necessários para avaliar mais precisamente o papel da estratégia de manutenção atraente no tratamento do HIV".
    O potencial para o tratamento com drogas duplas com DTG e 3TC não se limita à terapia de manutenção. O Grupo de Ensaios Clínicos da Aids está atualmente conduzindo um estudo de fase II avaliando DTG e 3TC em 123 voluntários ingênuos que ingressaram no estudo com RNA do HIV entre 1.000 e 500.000 cópias / mL, com dois ensaios de fase III de DTC e 3TC envolvendo 1.400 primeiros tempos Tomadores de tratamento na Europa, América Central e do Sul, América do Norte, África do Sul e Ásia. 36,37,38
    Tal como acontece com o desenvolvimento contínuo de DTG e RPV como terapia de manutenção de droga dupla, o valor clínico de DTG combinado com 3TC para pacientes não tratados com tratamento ou utilizado como terapia de manutenção, em comparação com o tratamento padrão com três fármacos, continua a ser determinado.
    As possíveis implicações de economia de custos não podem ser subestimadas, no entanto, especialmente porque o 3TC genérico está disponível globalmente. Os pesquisadores, sob a direção de Harvard Medical School, campeão de preços de medicamentos para o HIV, Rochelle Walensky, MD, MPH, avaliaram recentemente o custo-benefício e o impacto orçamentário do DTG plus 3TC genérico no lugar da Triumeq (com um preço de atacado médio de US $ 31.800) Seja como terapia de primeira linha ou como regime de troca. 39,40 Após a aplicação de descontos hipotéticos tanto para a combinação genérica inclusiva como para o inovador STR, os custos anuais foram calculados em US $ 15.200 e US $ 24.500, respectivamente – uma redução de preço de $ 9.300 associada à remoção do ABC e ao uso do genérico 3TC. Com análises de sensibilidade adicionais que foram tidas em conta na supressão virológica conhecida e taxas de falha,
    A metade de todas as pessoas que vivem com HIV nos Estados Unidos iniciam terapia com DTG + 3TC. A redução de custos totalizaria US $ 550 milhões para terapia de manutenção de indução em cinco anos, com economias de mais de US $ 3 bilhões se 25% dos residentes dos EUA morarem Com o HIV e as cargas virais suprimidas foram comutadas para terapia de manutenção DTG + 3TC.
    Elsulfavirina (VM1500)
    A elsulfavirina (ESV) é um pró-fármaco oralmente biodisponível do VM-1500A, um NNRTI desenvolvido pela Viriom, um membro do conglomerado farmacêutico e biotecnológico ChemRar, com base em Khimski, na Rússia. Em 2009, a Roche concordou em fornecer a Viriom candidatos pré-clínicos na classe NNRTI, com a assinatura de um acordo de licenciamento que concede direitos de desenvolvimento e comercialização de Viriom para pessoas vivendo com HIV na Rússia, Ucrânia, Bielorrússia e Cazaquistão. 41 A Viriom espera obter seu primeiro registro de mercado para a ESV em 2017, com o desenvolvimento de uma formulação parenteral oral e de longa duração semanalmente em curso.
    Dados de quarenta e oito semanas de um ensaio de fase IIb de 120 pessoas foram relatados no CROI 2017. Os participantes ingênuos de tratamento foram randomizados 1: 1 para receber ESV (20 mg QD) ou EFV mais TDF / FTC. A carga viral inicial de base e as contagens de CD4 nos braços ESV (n = 60) e EFV (n = 60) foram de 50.000 e 63.000 cópias / mL e 349 e 379 células / mm 3 , respectivamente. Aproximadamente 92% (n = 55) dos participantes completaram 48 semanas de tratamento no grupo ESV, em comparação com 78,3% (n = 47) no grupo EFV (P = 0,041).
    Na análise on-treatment que incluiu apenas aqueles que completaram 48 semanas de seguimento, 81% apresentaram ARN do HIV 100 000 cópias (18 voluntários no grupo ESV e 22 no grupo EFV), 77,7% e 68,2% apresentaram ARN do HIV <400 na semana 48 na análise do tratamento.
    O CD4 muda da linha de base em média 179 células / mm 3 no grupo ESV e 182 células / mm 3 no grupo EFV.
    Houve significativamente mais eventos adversos associados ao fármaco no grupo EFV na análise, incluindo quase todos os participantes randomizados: 77,6% contra 36,7% (P <0,0001). Os eventos adversos mais frequentemente associados a NNRTIs, nomeadamente distúrbios do SNC e erupção cutânea, ocorreram em 31,7% dos participantes no grupo ESV, contra 62,1% no grupo EFV (P = 0,008). Os efeitos colaterais mais freqüentes foram dor de cabeça (15% e 24,1%, respectivamente), tonturas (6,7% e 27,6%), ou distúrbios do sono (5% e 20,7%). Somente aqueles do grupo EFV tiveram sonhos anormais, erupções cutâneas ou prurido.
    Fostemsavir (GSK3684934)
    Fostemsavir (GSK3684934, anteriormente BMS-663068) é um pró-fármaco oral do inibidor de fixação do HIV temsavir (GSK2616713, anteriormente BMS-626529), o qual impede a fixação de HIV para hospedar células CD4 por ligação a gp120 e tem atividade contra a maioria dos subtipos de HIV-1, Com exceções da AE e do grupo O. Atualmente, está em um programa de desenvolvimento clínico de Fase III que se concentra em pacientes com grande experiência de tratamento e é um dos vários compostos incluídos na aquisição pela ViiV Healthcare do portfólio de HIV e dos ativos de desenvolvimento e HIV do BMS. 42
    Os dados de acompanhamento de noventa e seis semanas de um estudo internacional de Fase IIb foram relatados na CROI 2016, com análises de subgrupos pós-ho relatadas em Glasgow 2016. 43,44 Estes dados seguem uma análise de avaliação final primária de 24 semanas publicada Em 2015 e resultados de acompanhamento de 48 semanas publicados on-line no final do ano passado. 45,46
    O experimento randomizou 254 participantes experientes em tratamento, todos com vírus susceptíveis a RAL, TDF e ATV, receber fostesavir em doses de 400 mg duas vezes ao dia, 800 mg duas vezes ao dia, 600 mg uma vez por dia ou 1.200 mg uma vez por dia, Em comparação com ATV potenciado com ritonavir (ATV / r), tudo em combinação com RAL e TDF. A sensibilidade ao temsavir também foi um requisito de entrada (IC50 100 000 cópias / mL) e a contagem de CD4 era de 230 células / mm 3 (38% com <200 células CD4 / mm 3 ).
    Dado que o fostonesavir 1.200 mg uma vez por dia foi selecionado como a dose de continuação aberta após a semana 48, os resultados relatados em Glasgow 2016 foram os dados combinados de eficácia e segurança através da semana 96 (n = 200).
    Na análise de intenção de tratamento modificada, 61% no grupo de fostemsavir, em comparação com 53% no grupo ATV / r, apresentaram cargas virais <50 cópias / mL na semana 96, com eficácia comparável, independentemente da sensibilidade basal do temsavir ( <0.1 nM versus ≥0.1 nM, <1 nM versus ≥1 nM, e <10 nM versus ≥10 nM).
    Razões para não conseguir ARN do HIV <50 cópias / mL incluíram um número considerável de descontinuações por falta de eficácia (32% e 41%, respectivamente); 11 pacientes (3% no grupo de fostemsavir, 10% no grupo ATV / r) descontinuados como resultado de eventos adversos.
    As taxas de resposta virológica foram geralmente semelhantes nos pacientes tratados com fostemsavir e ATV / r na semana 96, independentemente do sexo, idade (<40 versus ≥40 anos), ou raça (preto versus branco) na análise observada (com 90% De todos os indivíduos em ambos os grupos, mantendo ARN do HIV <50 cópias / mL). As taxas de resposta também foram semelhantes entre os pacientes que entraram com altas cargas virais (≥ 100 000 versus <100 000 cópias / mL) e baixas contagens de CD4 ( 400 cópias / mL) na terapia e resistência de ARV, intolerância ou contra-indicações para medicamentos em pelo menos três classes. Os participantes deveriam tomar pelo menos um, mas não mais do que dois, medicamentos aprovados ativos para serem elegíveis para o braço de monoterapia randomizado e controlado com placebo de oito dias do estudo. A terapia de fundo otimizada foi adicionada após o dia 8, com todos os participantes que receberam fostesavir aberto (600 mg duas vezes ao dia) durante pelo menos 48 semanas.
    Os participantes sem os ARV aprovados completamente ativos podem se inscrever em uma coorte aberto. Este braço inclui a opção de usar o anticorpo monoclonal de investigação ibalizumab (ver abaixo) para evitar a monoterapia funcional, embora o ibalizumab seja adquirido pelo participante individual e não seja fornecido como parte do estudo.
    A dificuldade em se matricular com um grupo de pacientes experientes levou a esse estudo internacional com 168 sites de avaliação em vários países.
    SELECIONE BIOLOGIAS NO DESENVOLVIMENTO
    Uma série de agentes biológicos estão sendo estudados por seu potencial no tratamento, prevenção e cura da pesquisa. Estes são produtos baseados em genes e celulares que são compostos por açúcares, proteínas e / ou ácidos nucleicos que diferem dos fármacos ARV convencionais. Os candidatos notáveis ​​para tratamento do HIV incluem os anticorpos monoclonais humanizados ibalizumab, PRO 140 e UB-42 e o inibidor de entrada baseado em Adnectins BMS-986197. O anticorpo amplamente neutralizante (bNAB) VRC01 está atualmente passando por uma avaliação clínica extensiva para a prevenção primária do HIV (ver Tecnologias Preventivas, página 37) e como uma estratégia potencial para controlar o HIV sem ARVs, juntamente com outros BNABs, incluindo 3BNC117 e 10-1074 (ver Research Toward a Cure, página 69).
    Ibalizumab (TMB-355)
    I balizumab (IBA) é um anticorpo monoclonal anti-CD4 IgG4 que se liga ao segundo domínio do receptor CD4 e não está associado a efeitos conhecidos do sistema imunológico. Desenvolvido pela TaiMed Biologics e para ser comercializado por Theratechnologies com base em Montreal, espera-se que seja o primeiro biológico aprovado para o tratamento da infecção pelo HIV. Uma Solicitação de Licença de Biologia foi arquivada com a FDA em maio de 2017 e está atualmente passando por uma revisão prioritária como Medicamento Órfão devido ao seu potencial limitado, mas extremamente importante, como um componente de regime para pessoas com HIV resistente a múltiplas drogas. A aprovação do FDA da formulação intravenosa (IV) é esperada em algum momento deste ano; Uma formulação intramuscular (IM) está sendo desenvolvida pela TaiMed.
    Para pacientes com tratamento experimentado que exigem IBA para construir um regime de ARV viável ou tolerável, dois ensaios de fase III abertos foram iniciados por TaiMed para ajudar a satisfazer os requisitos de registro da FDA (Coorte 2 do segundo ensaio de Fase III referenciado [TMB-311] é Servindo como um programa de acesso ampliado pré-aprovação para o biológico). 48,49
    Os dados preliminares de 24 semanas do primeiro estudo de Fase III referenciado, TMB-301, foram relatados no CROI 2017. 50 Após um período de controle de sete dias, durante o qual 40 pacientes com tratamento experimentado foram monitorados em seu regime de falha atual, um 2.000- A dose de carga de mg IV de IBA foi administrada. No dia 14, o ponto final primário definido por um projeto de protocolo sugerido pela FDA para pacientes com tratamento que limita a monoterapia e o risco de desenvolver resistência, avaliou-se a porcentagem de voluntários do estudo com ≥ 0,5 log 10 cópias / mL de redução na carga viral E um regime de fundo otimizado iniciado. No dia 21, iniciou-se uma dose de 800 mg de IV de manutenção de IBA e continuou a cada duas semanas até a semana 24.
    A idade média na linha de base foi de 51 anos; 85% eram do sexo masculino e 45% não brancos. A duração média da infecção pelo HIV no momento da entrada no estudo foi de aproximadamente 21 anos. A carga viral basal média foi de 100 000 cópias / mL; A contagem média basal CD4 foi de 150 células / mm 3 (17 pacientes tinham contagem de CD4 <50 células / mm 3 , 12 das quais contavam CD4 <10 células / mm 3 ).
    A resistência fenotípica e genotípica aos NTIs, NNRTIs e PIs foram comuns (88% a 93%), com resistência aos INSTIs documentados em 68% dos participantes do estudo. Trinta e cinco por cento dos participantes tiveram resistência a quatro classes de ARVs, 15% tendo esgotado todas as opções de ARV comercialmente disponíveis. Aproximadamente 43% necessitaram de acesso ao fostemsavir para melhorar a potência e a durabilidade da iniciativa de regimes de base no dia 14.
    No final do estudo, 83% e 60% apresentaram reduções de RNA do HIV de pelo menos 0,5 log 10 e 1 log 10 cópias / mL, contra não mais de 3% experimentando melhorias virológicas semelhantes durante o período de controle do estudo. Na semana 24, a redução da carga viral média foi de 1,6 log 10 cópias / mL da linha de base, com 55%, 48% e 43% com ≥ 1 log 10 , ≥2 log 10 e ARN do HIV <50 cópias / mL, respectivamente .
    As taxas de resposta virológica foram menores entre as pessoas que apresentaram contagem de CD4 <50 células / mm 3 : menos de 20% apresentaram ARN do HIV <50 cópias / mL, contra aproximadamente 60% nos estratos de contagem de CD4 basais de 50-200 e 200. As reduções significativas do RNA do HIV também foram menos pronunciadas entre aqueles com contagens basais de CD4 basais 2 log 10 cópias / mL nos 50-200 e > 200 níveis de contagem de CD4 basal.
    A maioria dos eventos adversos emergentes do tratamento foi de intensidade leve a moderada, com 17 eventos adversos graves relatados em nove pacientes (um caso de reconstituição imune e síndrome inflamatória [IRIS] levou à descontinuação do tratamento). Houve nove descontinuações totais, oito das quais ocorreram entre aqueles com contagem de CD4 basal 85% durante o período de dosagem. Na dose de IM de 2.000 mg do grupo, o RO médio foi <85%, mas o RO médio foi de 98% no dia 28 pós-dose.
    A redução máxima de ARN do HIV (-1,2 log 10 cópias / mL no grupo de dosagem de 800 mg e -0,8 log 10 cópias / mL no grupo de dosagem de 2 000 mg) ocorreu no pós-dose do dia 7 e recuperou-se para os níveis basais próximos após um A duas semanas, com os rebotes provavelmente um resultado da resistência associada à monoterapia ao IBA.
    Não foram relatados eventos adversos graves, descontinuações, ISRs ou anticorpos anti-IBA.
    PRO 140
    PRO 140, originalmente desenvolvido pela Progenics e agora de propriedade da CytoDyn, é um anticorpo monoclonal IgG4κ humanizado visando CCR5. Embora o PRO 140 tenha sido observado como uma opção emergente para pessoas com HIV multi-resistente às drogas, a falta de atividade contra o vírus do CXCR4 e do trópico-misturado – ambos mais comuns em pacientes com tratamento – limita seu potencial em Essa população. O CytoDyn parece estar mais interessado em desenvolver o PRO 140 como um produto de terapia de manutenção independente de ação prolongada. Em julho, a empresa solicitou que a FDA designasse o PRO 140 como um Medicamento Órfão “para o uso em adultos com tratamento, enquanto eles estão aguardando resultados de ensaios de resistência a drogas para construir um regime subsequente”. 52 A FDA rejeitou com legibilidade essa afirmação, observando que Provavelmente excederia os 200, Limite de 000 pacientes necessário para uma designação de medicamento órfão. 53
    Poucos resultados das avaliações clínicas do PRO 140 foram publicados ou apresentados nos últimos anos. Os dados que foram disponibilizados no ano passado – os resultados de acompanhamento de uma fase de extensão de um estudo de Fase IIb (CD01) – sugerem que o potencial do PRO 140 como monoterapia de manutenção pode, de fato, ser limitado.
    O CD01 envolveu originalmente três pequenas coortes, totalizando 42 participantes do estudo na terapia diária de ARV oral para avaliar a segurança ea eficácia da mudança para injeções subcutâneas (SC) semanalmente de monoterapia com PRO 140 de 350 mg. A apresentação de dados da fase de extensão inicial no ASM Microbe 2016 em junho em Boston concentrou-se em 15 dos 39 participantes matriculados nas duas primeiras coortes do CD01. 54 Pouco mais da metade dos participantes (21/40; 52,5%) completaram 14 semanas de monoterapia sem falha virológica. Dos 19 participantes que não completaram com sucesso o período de seguimento do CD01, 15 (37,5% dos 40 originais) sofreram uma falha virológica. Dos quatro restantes que não completaram com sucesso 14 semanas de monoterapia no CD01, um foi desqualificado no início do estudo, três tiveram o HIV classificando erroneamente como trópico CCR5 e,
    Quinze dos 21 nas primeiras duas coortes do CD01 que completaram com sucesso 14 semanas de PRO 140 monoterapia entraram na fase de extensão. Destes, quatro participantes adicionais sofreram uma falha virológica (26%); Um retirou o consentimento. Os dados da fase de extensão envolvendo pacientes de todas as três coortes do CD01 (três pacientes adicionais) foram apresentados no CROI 2017, embora isso tenha contribuído com um paciente adicional para o conjunto de dados sob a forma de uma falha virológica adicional (5 de 16 ou 31,25% ). 55 Dez dos 16 (62,5%) participantes da fase de extensão mantiveram ARN do HIV <40 cópias / mL por mais de dois anos.
    Considerando as taxas relativamente elevadas de falha virológica no estudo inicial de 14 semanas e na fase de extensão, são necessários dados adicionais de um ensaio clínico maior para entender melhor o potencial do PRO 140 como terapia de manutenção autônoma. Um ensaio de fase II / III de um único braço foi lançado em outubro de 2016. 56 Mudará 300 pessoas que são virologicamente suprimidas usando um regime oral padrão para manutenção de monoterapia com PRO 140 injeções subcutâneas de 350 mg administradas uma vez por semana.
    O objetivo principal é a proporção de participantes sem falha virológica na semana 48.
    Os ensaios adicionais de Fase II e III incluem CD02, um estudo de duas fases da Fase IIb / III avaliando a segurança e a eficácia do PRO 140 usado em conjunto com um regime de falha por uma semana em pacientes com tratamento com vírus do trópico CCR5, seguido por PRO 140 combinados com um regime de fundo otimizado por 24 semanas. 57 Os dados deste estudo serão utilizados para apoiar uma indicação inicial para indivíduos com tratamento experimentado, potencialmente através do mecanismo de aprovação acelerada da FDA.
    UB-421
    UB-421, um anticorpo monoclonal IgG1 que se liga ao primeiro domínio do receptor CD4 (com o potencial teórico para interferir com a função), está sendo desenvolvido pelo United BioPharma, com sede em Taiwan. Os dados não publicados relatados pelo desenvolvedor indicam que a UB-421 foi associada a uma redução média máxima de RNA do HIV de 1,6 log 10 cópias / mL em um estudo de Fase I de dose única e reduções médias de RNA do HIV máximo de 2,27 e 2,45 log 10 cópias / mL em Um ensaio de Fase IIa de oito semanas de 10 mg / kg e 25 mg / kg administrado por via intravenosa a cada semana ou a cada duas semanas, respectivamente.
    Relatados na CROI 2017 foram dados da avaliação de fase 2 da United BioPharma de UB-421 como manutenção de monoterapia em 29 participantes do estudo com ARN do HIV <50 cópias / mL enquanto tomavam um regime oral padrão. 58 Os voluntários do estudo, todos os adultos taiwaneses, foram distribuídos para 10 mg / kg / semanário e 25 mg / kg / quincenal para um total de oito doses (oito semanas no grupo de 10 mg / kg, 16 semanas nos 25 mg / kg grupo).
    Na linha de base, a idade mediana era de aproximadamente 32 anos, a duração da infecção era de aproximadamente 5,7 anos e a contagem de CD4 era de aproximadamente 650 células / mm 3 .
    Vinte e sete dos 29 participantes do estudo (93%) completaram todas as doses sem falha virológica. Dois participantes no grupo de 25 mg / kg não completaram o estudo; um foi perdido no seguimento; O outro se retirou devido à erupção cutânea, mas apresentou RNA de HIV indetectável para todas as visitas de teste.
    Vinte e dois participantes retomaram a terapia ARV oral no final do período de administração da UB-421, todos os quais mantiveram a supressão viral. Cinco participantes – três no grupo de 10 mg / kg, 2 nos 25 mg / kg – optou por não retomar a terapia com ARV oral conforme definido pelo protocolo, com recuperação virológica detectada nos cinco 35 a 62 dias após a última UB-421 Infusão (os cinco eventualmente retomaram a terapia oral).
    No final do estudo para ambos os braços, a contagem de células CD4 permaneceu estável, enquanto a contagem de células CD8 aumentou (P <0,05). Todas as percentagens de células Treg (Treg) de todos os sujeitos foram significativamente reduzidas durante o período de tratamento. A relevância clínica deste achado permanece desconhecida; Os pesquisadores sugerem que demonstra um aprimoramento da imunidade do hospedeiro. As porcentagens de Treg retornaram à linha de base após a conclusão da UB-421.
    Os apresentadores do estudo concluíram que o estudo mais aprofundado da UB-421 como manutenção de monoterapia é garantido.
    CONCLUSÃO
    Uma série de compostos com valor clínico potencialmente significativo para pessoas que vivem com HIV continuam a atravessar o pipeline de desenvolvimento. A resposta mundial ao HIV, no entanto, não pode prosperar sozinho na engenharia científica. Como o tratamento ARV e as metas de supressão virológica foram expandidas globalmente – 90% de todas as pessoas diagnosticadas com infecção pelo HIV recebendo terapia ARV até 2020 e 90% delas com supressão viral – diante de fluxos de financiamento domésticos e internacionais cada vez mais vulneráveis, o custo Da terapia ARV continua a ser um fator com o qual todos devemos lutar. Vários produtos ARV em desenvolvimento exemplificam a consciência desta necessidade pela indústria farmacêutica, um sinal encorajador do que, esperançosamente, significará uma reversão nas tendências de preços de medicamentos que agora estão muito além do que os mercados podem razoavelmente suportar.
    RECOMENDAÇÕES
    Os fabricantes devem comprometer-se com os preços dos medicamentos necessários para obter cuidados com HIV e prestação de serviços com custos elevados em países de alta renda.
    As diretrizes de tratamento nacionais e regionais, em particular as dos EUA, devem começar a considerar os preços dos ARV e os custos líquidos em sistemas pagadores ao refinar as recomendações de terapia de primeira linha. Não só isso é essencial para garantir que os benefícios sociais dos cuidados acessíveis sejam alcançados, incluindo esforços para duplicar essencialmente o número de pessoas vivendo com HIV que estão em terapia com cargas virais reprimidas, onde os recursos financeiros são finitos e politicamente vulneráveis, mas também para prevenir Superação excessiva do pagador na aplicação de medidas de contenção de custos quando são desnecessárias ou perigosas.
    Desenvolvedores e fabricantes de medicamentos inovadores devem seguir a liderança de empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento para atender às necessidades de tratamento de HIV em países de renda média. Esses países serão o lar de 70% das pessoas que vivem com o HIV antes do final desta década e estão enfrentando perdas de financiamento de agências doadoras e também prejudicando as regras de propriedade intelectual que bloquearão o acesso a genéricos acessíveis.
    Os fabricantes que desenvolvem novas drogas orais são fortemente encorajados a seguir a tendência emergente de avaliar coformulações com ARVs genéricos historicamente potentes e seguros, notadamente TDF e 3TC. No entanto, estas combinações de dose fixa devem ser avaliadas em conformidade.
    As formulações e tecnologias de drogas de ação prolongada possuem oportunidades e desafios estruturais e comportamentais únicos. Os fabricantes, que trabalham em colaboração com o governo, a comunidade acadêmica, a sociedade civil e as partes interessadas da comunidade, devem comprometer-se com a pesquisa e a ciência de implementação de sistemas de saúde necessários para assegurar uma ampliação efetiva.
    O desenvolvimento de novas drogas para o tratamento do HIV resistente a múltiplas drogas deve continuar sendo uma prioridade. É muito encorajador ver progressos nesta área. Para medicamentos com indicações limitadas, incluindo aqueles sem potencial de comercialização claro para indivíduos não tratados, o programa Orphan Drug Designation deve ser explorado e envolvido.
    Os fabricantes devem continuar a colaborar estreitamente e investir fortemente em pesquisas baseadas em evidências, ciência de implementação, advocacia política e prestação de serviços para melhorar o diagnóstico do HIV e taxas de engajamento clínico. Os seus esforços devem ter como objetivo maximizar as taxas de supressão virológica necessárias para melhorar a mortalidade sem doença e prevenir a transmissão contínua do vírus.

    • Luiz Carlos diz

      Recomendo que poste o link do estudo, se necessário com o link do Google Tradutor para aqueles que não entendem inglês, ao invés de postar um Ctrl+C Ctrl+V do Google Tradutor desse tamanho.

      Abraços.

  19. telma diz

    A Viriom espera obter as primeiras autorizações de mercado para Elsulfavirine fora dos EUA em 2017 e expandir a comercialização de terapias e medicamentos preventivos com parceiros regionais e globais

  20. telma diz

    Albuvirtide é um tratamento de mudança de paradigma de acção prolongada de inibidor de fus do VIH para o tratamento de infecção por HIV e SIDA. Um NDA foi aceito pela China FDA em julho de 2016. Ele pode se tornar o primeiro do mundo de longa acção anti-HIV nova droga já aprovada. Albuvirtide poderia potencialmente aumentar a adesão do paciente, melhorar a qualidade de vida e reduzir os custos de tratamento para os doentes infectados pelo HIV-drogas experiente e virgens de tratamento.

  21. Fabricio diz

    Olá pessoal,
    Hoje fui buscar meu remédio 3×1 no Emilio Ribas, SP/SP, e me entregaram apenas 1 frasco.
    Informaram que os estoques estão baixos. Devemos nos preocupar? O que devemos fazer para nos antecipar a falta de remédios?

    • Renato diz

      Fabrício, ocorreu atraso na distribuição em alguns Estados. Muitas farmácias ainda enfrentam o problema e estão evitando fazer a dispensa de medicamentos para 2 meses, é uma forma de garantir estoque. Além disso, frascos também foram fracionados e divididos em dois, com 15 comprimidos apenas, fazendo que com as pessoas retornassem novamente. Além disso, houve diminuição na distribuição para alguns Estados, coisa que o Governo Federal nega.

      Desde abril estão sendo relatados estes problemas, mas dizem que até o final deste mês (Julho) a situação deve estar normalizada. A preocupação existe e nos deixa apreensivos. Esperemos que a questão política do país não interfira nos programas de combate e apoio!!! 🙏🏻

      Abraço!

      • Fabricio diz

        Obrigado Renato, prefiro ser positivo (rsrsrs) e acreditar, assim como voce, que tudo vai se normalizar. Abraço

    • RoDigo diz

      Fabrício, faço o tratamento também em SP e uso o 3×1 desde 2015 e sempre retirei na farmácia para 03 meses, nunca tive problema! Hoje fui retirar no meu CTA e o farmacêutico me deu pra 01 mês também fiquei preocupado, me disse que estava liberando somente 01 frasco por conta do estoque. Ele me disse que há 20 dias a entrega está atrasada e me informou pra dar uma ligada no começo do mês que vem.
      Eu vi em sites de notícia que o Ritonavir estava em falta e o Dolutegravir, porém até o 3×1 que é o esquema mais usado atualmente pelo SUS está com atraso de entrega. Conversei com uma moça que faz uso de Atazanavir e ele disse que foi concedido pra um mês também.
      Vamos torcer para que se regularize logo.
      O que me chama atenção é que o Emílio Ribas onde vc se trata é o centro de referência do Brasil e está com esse atraso, porém acredito que logo se normalizará…

      Alguém mais está retirando o 3×1 somente para um mês?

      • Renato diz

        RoDigo! Em Porto Alegre houve o mesmo problema. Inclusive chegou a faltar medicamentos para gestantes e crianças recém nascidas. O Governo Estadual abriu processo licitatório para contratar uma empresa de distribuição para resolver o problema. Por aqui, os problemas foram de distribuição, más condições de armazenamento (absurdo!) e diminuição no repasse pelo Governo Federal, mas a situação parece estar se normalizando.

        Abraço.

      • Lucio SOuza diz

        semana passada retirei no Emilio Ribas para tres meses, dei sorte entao.

      • Fabricio diz

        Olá RoDigo,
        Sim, este controle de estoque é importante para que não falte medicação para outros, mas concordo com você que baixos estoques no Emilio Ribas é preocupante. Como você disse, é um dos mais importantes centros do Brasil. O deputado Jean Wyllis recentemente fez uma publicação no seu Twitter acusando o Ministerio da Saúde de negligência porque há falta desta medicação por todo o país. Preocupa a invisibilidade dos soropositivos no Brasil e isso nos torna mais vulneráveis ainda porque perdemos voz. Mas vamos ter esperança que esta situação dos estoques se normalize em breve.
        Abraço

  22. Wbs diz

    Eu comecei tratamento em maio moro em Belo Horizonte e meu infecto ema farmácia sempre me disse que pego medicamento referente. 01 mês e tenho a opção de 01 vez no ano pegar para 2 meses. Estranho aqui em Belo Horizonte não darem para 2 ou 3 meses como São Paulo e outras cidades

  23. Sorocaba diz

    Bom e fica a pergunta …. quanto tempo vamos durar vivos e sem problemas sem os remédios? Vamos cair feito moscas?! É isso que o governo quer?!

  24. Transmite ou Não? diz

    Aquele estudo que fala que os hiv+ com vírus suprimido pode transar sem camisinha porque com cv zerada não transmite vírus, é invalidado por essa história de blip? Se existe bilp o hiv+ que toma tarv pode transmitir quando estiver na fase de blip?

    • Supõe-se que ocorreram alguns blips entre os milhares de participantes dos estudos que mostraram zero transmissão entre os casais sorodiscordantes que não faziam uso da camisinha e em que o parceiro soropositivo faz tratamento antirretroviral com carga viral indetectável.

  25. SP+- diz

    Luiz Carlos,
    uma dúvida sobre o blip e o rebote.

    Pode acontecer mesmo seguindo religiosamente o tratamento do 3×1 de vir um rebote e não voltar mais pro indetectável?

    Tb tenho a dúvida se pode criar resistência ao medicamento mesmo sem falhar ou se somente causa resistência quando esquece de tomar uma dose etc.

    Última dúvida é quanto a tomar 2x o medicamento no dia quando esquece se tomou a dose do dia já, se isso contribui também pra criar resistência e causar um rebote…

    • Luiz Carlos diz

      SP+-, parte das suas perguntas está respondida no próprio post:

      A primeira delas, sobre seguir religiosamente o tratamento, vir um rebote e não voltar mais para o indetectável está aqui:

      “Entre homens que fazem sexo com homens com mais de 45 anos, a taxa estimada de rebote viral é de 1,4% ao ano. Esta porcentagem cai ainda mais quando combinada com o fato de que em 29% das pessoas o rebote viral é temporário.” – A chance é praticamente nula, ainda mais levando em conta que estamos falando de um estudo que durou 7 anos. Nestes 7 anos os ARVs foram se aprimorando ainda mais.

      A resposta da sua pergunta está na primeira. Existe uma pequena chance, quase ínfima, de haver rebote e necessidade de alteração da medicação sem falha no tratamento. Sobre o esquecimento de dose, na maioria dos casos, tem que haver múltiplos esquecimentos de dose para que crie-se algum tipo de resistência. Esquecer de tomar a TARV um dia em uma eventualidade não causa, via de regra, resistência, mas claro que todas estas questões dependem de uma série de outros fatores, que vão desde a própria terapia até os hábitos de vida de cada pessoa.

      Para a terceira pergunta, acabei de responder acima. Pode acontecer, normalmente se houver múltiplos esquecimentos, porém se uma vez no ano você tomou a TARV pela manhã, esqueceu de tomar a noite, e tomou na manhã seguinte, é muito improvável haver qualquer tipo de resistência, pois a medicação continua no seu organismo ainda em um limite acima do ponto crítico onde o vírus voltaria a sair do estado de latência dentro dos reservatórios e começaria a circular e se multiplicar com uma cepa em mutação e resistente aos ARVs atuais. Novamente, vale a máxima de que cada organismo é totalmente diferente um do outro.

      Abraços

  26. Sorocaba diz

    Se a cura vier das vacinas geradas em vacas prometo nunca mais comer elas kkkkk tadinhas.

  27. Pedro diz

    2 anos de tratamento com 3×1 e indetectável, nunca deixei de tomar um dia. No último exame carga viral 104 cópias. .. repetir o exame depois de um mês, menos de 40 cópias… Mas não indetectavel ainda…

    • Fabricio diz

      Pedro,
      No Brasil considera-se indetectável menos de 20 cópias, dependendo do laboratório, mas meu médico disse que nos laboratórios do SUS são menos de 40 cópias, ou seja, pelas referências do SUS você estaria intedectável. Fale com seu médico mas não entre em pânico.
      Abraço

      • Luiz Carlos diz

        Para os efeitos da maioria dos estudos, < 50 cópias é indetectável. É o padrão que trabalhamos e é o padrão que o MS segue.

        Abraços

    • PAULISTANO POSITIVO diz

      Faz muito tempo que não posto aqui. Só para compartilhar… Descobri minha sorologia no final de 2013 e desde então faço o uso religiosamente dos ARVs. A partir disso minha carga carga viral passou a ser indetectável.

      Em março deste ano, em consulta médica, trocamos o esquema de medicamento incluindo o DOLUTEGRAVIR na terapia, ficando abacavir, lamivudina e dolutegravir – antes tomava o raltegravir. Na mesma ocasião meu médico até me liberou para fazer a bateria de exames que faço de 3 em 3 meses para fazer de 6 em 6.

      No entanto, resolvi antecipar um pouco os exames, pois como trocamos a medicação e tal, “achei melhor” dar uma verificada em como andavam as coisas. Então ontem fui fazer os exames. Para minha surpresa, hoje, ao ver o resultado, veio DETECTÁVEL – 52 cópias.

      Por mais que os estudos e artigos mostrem, em linhas gerais, que não é nada tão grave, que pode acontecer … Eu estou muito triste … Tomo uma combinação de medicamentos considerados de ponta para nossa realidade brasileira e ainda acontece isso, como assim? Parece que tudo o que li a respeito cai por terra numa fração de segundos – é difícil assimilar – coração moído – mas vou seguir.

      • Luiz Carlos diz

        Como mencionei acima, não é nada para se preocupar, mesmo! 52 cópias/mL é muito possivelmente um blip.

        Respire, mantenha seus hábitos e não pense nisto. Aguarde o próximo exame de CV, e se isto estiver lhe consumindo muito, peça a seu infecto um exame de CV com distância de 1 mês desde que lhe retornou 52 cópias/mL.

        Como já mencionei, não é nada alarmante, blips acontecem, principalmente com a adaptação a nova medicação.

        Abraços

        • Paulistano Positivo diz

          Obrigado pelas palavras, Luiz!
          Refiz os exames 2 dias depois, em outro laboratório. Veio indetectável, inclusive o número de CD4 estava muito melhor que o anterior.
          Foi um blip … um erro laboratorial … vai saber.
          De qualquer forma, foi bom para eu continuar agradecido e não esquecer que hoje as coisas são bem melhores do que no início.

  28. Garoto diz

    Pessoal, preciso da ajuda de vocês. Após começar a tomar AZT tenho notado uma mudança no odor da minha pele, ou seja, começei q sentir um cheiro forte e desagradável, que mina antes havia sentido. Alguém já passou por isso ou sabe o motivo? Obrigado.

    • Rodrigo29 diz

      Por que você toma essa porcaria de AZT? AZT está sendo descontinuado…

    • Paulistano Positivo diz

      Garoto,

      Em qual Estado vc mora?
      Como disse o Rodrigo29, o AZT não é mais usado como 1ª linha de tratamento.
      Fico de bobeira como alguns médicos, que tratam de uma doença séria como esta, não tem o mínimo de conhecimento, pois não há que se prescrever AZT. Ou é o que tem? Vejo muitos comentários por aqui com esquemas de tratamento muito fora das normativas de tratamento. Que loucura !!

      • Luiz Carlos diz

        Alguns médicos infelizmente param no tempo. Eu realmente espero que tenha sido apenas um erro de digitação de AZT para ATZ. Caso contrário, Garoto, procure outro infecto com urgência, pois você não está sendo bem orientado.

        Abraços

  29. Oi+ diz

    Pessoal, não consegui pegar medicação hoje, em consequência disso, vou ficar sem tomar no domingo.
    Há alguma chance do meu tratamento ser comprometido? Levando em conta que eu nunca fiquei um dia sequer sem tomar?

    • Luiz Carlos diz

      Por apenas um dia não há tantos motivos para se preocupar. Se você conseguir, procure retirar a TARV o mais cedo possível na segunda e tome a medicação. Caso só consiga retirar no final do dia, mantenha seu horário normal de tomar a medicação. Apenas não tome-a duas vezes tentando compensar ou algo assim.

      Os ARVs atuais são bem tolerantes ao esquecimento de dose. Procure manter uma alimentação saudável nestes dias, sem nada que possa colaborar para piora na imunidade ou retardar o metabolismo, como cafeína e álcool.

      Abraços!

    • Paulistano Positivo diz

      Oi +,

      Sei que não foi essa sua pergunta, mas tente se programar para pegar a outra remessa de medicação quando vc perceber que a sua esteja faltando pelo menos umas 2 semanas para acabar. Assim, o risco de vc ficar sem dininui.

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