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Dá nos nervos

Sabemos que o HIV se esconde e se espalha pelo sistema nervoso central. A barreira hematoencefálica, uma membrana que protege o cérebro de substâncias potencialmente neurotóxicas, consegue impedir a entrada de muitos químicos, drogas, bactérias, vírus e de 98% dos medicamentos que estão na corrente sanguínea, mas não é capaz de reter o HIV. O vírus da aids dá um jeito de entrar no compartimento do cérebro logo no começo infecção, geralmente, em algum momento dentro das duas primeiras semanas.

“Com o passar do tempo, as pessoas desenvolvem um vírus em seu cérebro que é diferente do que no resto do corpo.”

Foi isso o que explicou a Dra. Joanna Hellmuth, médica neurologista da Universidade da Califórnia em São Francisco, num evento bimensal organizado pela San Francisco Aids Foundation.  Imagina-se que o vírus consiga atravessar essa barreira protetora do cérebro infectando os monócitos, um tipo de célula do sistema imunológico. Uma vez dentro do tecido cerebral, o HIV não afeta as células nervosas, os neurônios, mas infecta e usa outros tipos de células no cérebro, como astrócitos e outras células do sistema imune, usando-as para se replicar. Uma vez que o HIV estabelece sua infecção no cérebro, o vírus se replica e muta separadamente do vírus que está na corrente sanguínea. “Com o passar do tempo, as pessoas desenvolvem um vírus no cérebro que é diferente do que está no resto do corpo. Se genotiparmos o vírus no cérebro e o vírus no sangue, muitas vezes é bastante diferente”, explicou a médica.

Mas e os antirretrovirais? A Dra. Joanna conta que, quando atende pessoas vivendo com HIV que reclamam de problemas cognitivos, uma coisa que ela tenta determinar é se o vírus está se replicando no cérebro. “Pode parecer estranho, mas a maioria das pessoas que atendo estão em tratamento antirretroviral. E, se você estiver sob antirretrovirais, você terá sua carga viral suprimida muito rapidamente. Mas há um fenômeno chamado de escape para o sistema nervoso central, onde você pode ter vírus replicantes em seu cérebro, mas não no seu sangue”, explica a doutora. Para verificar o escape para o sistema nervoso central, ela executa um procedimento de extração de uma amostra de líquido cefalorraquidiano e aplica neste líquido o fomoso teste de carga viral.

“Tudo o que podemos fazer é mudar seu regime antirretroviral.”

Uma das coisas que Joanna descobriu é que, dentre seus pacientes testados, cerca de 10% daqueles que têm o vírus controlado no sangue têm um baixo nível de replicação do vírus no cérebro. “Tudo o que podemos fazer é mudar seu regime antirretroviral”, disse ela. Supõe-se — e é importante frisar o termo supor — que este vírus presente no cérebro de soropositivos seja responsável por sintomas cognitivos em algumas pessoas.

Cerca de metade das pessoas com infecção aguda apresentam sinais de alguns problemas neurológicos. Cerca de um terço relatam problemas cognitivos: a sensação de que a concentração foi “desligada” ou de que há demora para lembrar das coisas. Cerca de um quarto das pessoas tem os movimentos desacelerados. E cerca de um quinto apresentam neuropatia: uma dor nos nervos ou formigamento. A maioria destes problemas neurocognitivos se resolve após os primeiros seis meses do início da terapia antirretroviral, entretanto, segundo a doutora, “muitos pacientes que têm suas cargas virais suprimidas há 10 ou 20 anos estão começando a ter problemas cognitivos”.

Os problemas neurocognitivos associados ao HIV são diferentes das alterações neurocognitivas observadas no envelhecimento normal. No envelhecimento normal, as pessoas podem notar que têm mais dificuldade em fazer diversas tarefas ao mesmo tempo ou recuperar informações — como, por exemplo, lembrar o nome daquele ator, de cabelos grisalhos, olhos castanhos, que fez aquele filme… sabe? Dá nos nervos não lembrar do nome de alguém! Mas será que isso é mesmo específico de quem tem HIV?

“Com o HIV, há um padrão diferente”, explica Joanna. “Parte da mudança pode estar na cognição — como seu cérebro funciona em termos de pensamento e memória. Nós vemos mudanças em como as pessoas conseguem se concentrar. Observamos também mais desaceleração cognitiva do que vemos no envelhecimento normal: as pessoas não são tão rápidas nas tarefas quanto antes. Outras pessoas também experimentam mudanças comportamentais: podem sentir-se mais irritáveis ​​do que costumavam ser, ou podem ficar mais agitadas. Observamos também sintomas motores, como movimentos mais lentos.”

De acordo com um estudo conduzido por pesquisadores canadenses, publicado no Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes e no Aidsmap, quatro fatores estão associados ao declínio neurocognitivo em pessoas vivendo com HIV. Segundo os autores, o fator de risco mais grave é a função renal prejudicada, indicada por uma taxa de filtragem glomerular inferior a 50 ml/min. Tempo de infecção superior à 15 anos, baixa escolaridade e presença de proteínas no fluído cerebrospinal acima de 45 mg/dl são outros fatores de risco. Neste estudo, as pessoas com os quatro fatores de risco apresentaram um risco de 95% de declínio neurocognitivo em três anos, em comparação com um risco de 2% para pessoas sem estes fatores de risco.

Este estudo reuniu 191 adultos soropositivos na Universidade McGill, no Canadá, e os monitorou ao longo de três anos. No começo do estudo, os participantes tinham uma idade média de 45 anos, 74% eram do sexo masculino e 52% eram não-caucasianos. A contagem média média de células CD4 foi de 514 células/mm³. 94% dos participantes estavam tomando terapia antirretroviral.

“A função renal reduzida tem sido associada a um menor fluxo sanguíneo cerebral”

Os pesquisadores sugerem que a função renal prejudicada pode ser um indicativo de doença vascular no rim e no cérebro. Eles lembram que, “em indivíduos sem HIV, a função renal reduzida tem sido associada a um menor fluxo sanguíneo cerebral, declínio cognitivo, maior risco de AVC recorrente e de pequenos infartos do cérebro, ambos possíveis fatores de risco para o declínio cognitivo”. No entanto, eles enfatizam que é preciso mais pesquisas para entender a relação entre o declínio da função renal e as alterações neurocognitivas. Os pesquisadores também ponderam que as pessoas que têm HIV há mais tempo certamente estiveram por algum período sem tratamento eficaz contra o HIV.

Um outro estudo, europeu, também publicado no Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes e no Aidsmap, afirma que uma em cada cinco pessoas que vivem com HIV relatam algum declínio no funcionamento cotidiano como resultado de problemas cognitivos, como perda de memória, dificuldades em resolver problemas, baixa concentração ou redução da capacidade de atenção. Entretanto, os pesquisadores, do grupo de estudo CIPHER, observam que as pessoas que relataram esses problemas também eram mais propensas a ter condições comórbidas, estarem deprimidas ou ansiosas, desempregadas e a ter dificuldades para satisfazer suas necessidades básicas. Por isso, os autores acreditam que elas deveriam ser avaliadas também por esses problemas, antes de concluir qual a razão da redução em sua função cognitiva.

“A associações que observamos podem ter múltiplas explicações e a causalidade pode estar em qualquer direção”

“Todas as associações que observamos podem ter múltiplas explicações e a causalidade pode estar em qualquer direção”, comentam os cientistas. “Pacientes que relatam sintomas de comprometimento cognitivo ou diminuição da cognição no dia-a-dia, devem ser avaliados quanto à depressão, ansiedade, condições médicas concomitantes e dificuldades financeiras. A incapacidade de reconhecer esses elementos importantes das experiências vividas pelos pacientes pode acarretar em atraso de diagnóstico, falta de atendimento de necessidades importantes, pesquisas desnecessárias e aumento de ansiedade.”

As pesquisas que detectam uma alta prevalência de comprometimento cognitivo em pessoas com HIV nem sempre são claras em dizer que estes comprometimentos costumam ser pequenos, sem grande impacto no dia-a-dia. Em outras palavras, apesar de ser comum haver algum impacto, ele é baixo. O teste padrão usado para diagnosticar a progressão de um comprometimento neurocognitivo de assintomático para leve consiste em ​​uma avaliação das dificuldades auto-relatadas dentre as atividades da vida diária de uma pessoa. O teste inclui uma avaliação de 16 atividades separadas e a progressão é definida como declínio em duas ou mais atividades, consideradas pelo indivíduo como dificuldades cognitivas. Isso quer dizer que, neste teste, aqueles que reclamam de declínio cognitivo são avaliados partindo do pressuposto de que estão certos em sua presunção, de que há de fato um declínio cognitivo.

Por isso, o objetivo dos pesquisadores do estudo CIPHER era avaliar a validade deste teste, determinar os fatores associados à diminuição na qualidade das atividades do dia-a-dia e os sintomas de comprometimento cognitivo. 448 adultos, recrutados entre 2011 e 2013, completaram uma série de testes e questionários, onde eles auto-relataram dados sobre emprego, renda, escolaridade e uso de drogas. Os pesquisadores também coletaram dados clínicos dos pacientes. 87% dos participantes eram brancos, 84% eram do sexo masculino, com idade média de 46 anos. 89% estavam tomando terapia antirretroviral, 81% dos quais com carga viral indetectável. A mediana da contagem de células CD4 foi de 550 células/mm³ e a duração média da infecção do HIV foi de dez anos.

31% das pessoas declararam algum problema que impactou suas atividades diárias, dos quais 21% atribuíram a problemas cognitivos. As dificuldades mais comumente relatadas foram experimentadas em atividades sociais, trabalho, organização e atenção para ler ou assistir televisão. Os fatores associados pelos participantes como causas destas dificuldades incluíram dificuldade para satisfazer necessidades básicas, incapacidade de trabalhar, depressão, ansiedade e o impacto do diagnóstico do HIV por pelo menos cinco anos.

“A relação entre comprometimento cognitivo, baixo humor e declínio funcional é complexa e multidirecional”

“A relação entre comprometimento cognitivo, baixo humor e declínio funcional é multidirecional e complexa”, escrevem os pesquisadores. Segundo eles, os testes utilizados para avaliar o declínio nas atividades diárias e o comprometimento cognitivo não apresentam níveis de precisão que seriam aceitáveis ​​para fins de diagnóstico. Se eles estiverem certos, isso quer dizer que nem todos os verdadeiros casos de deficiência cognitiva são diagnosticados e que muitas pessoas podem ser incorretamente classificadas como tendo deficiência cognitiva, quando não a tem.

“As pessoas podem ter HIV e não ter nenhum desses sintomas”, disse a Dra. Joanna. “Mas você também pode ter cada uma dessas coisas, as quais acreditamos estar relacionadas ao HIV.” Ela lembra que todo mundo sofre lapsos de memória de vez em quando. Para descobrir se o HIV realmente pode estar causando problemas cognitivos, ela sugere a seus pacientes que reflitam se há um padrão nos problemas que estão enfrentando. “Seus sintomas têm piorado recentemente? Está tendo mais lapsos de memória do que costumava? Sua memória ou problemas cognitivos prejudicam sua capacidade de fazer as coisas?”

Mas me parece há uma outra pergunta, mais fundamental, que deveria vir antes: afinal, o HIV é biologicamente responsável pelo declínio neurocognitivo ou os fatores sociais e ambientais, eventualmente associados à condição de soropositivo, é que são? Em outras palavras, é culpa do vírus ou do estigma? Se as conclusões entre os médicos e cientistas nesse aspecto parecem um tanto imprecisas, é preciso lembrar, em defesa deles, que pouco sabemos sobre o cérebro e que nem sempre é fácil examiná-lo. (Um estudo que pode vir a esclarecer mais sobre a presença do HIV dentro do cérebro é o Last Gift, que vai examinar soropositivos que estão no fim de suas vidas, incluindo a autópsia de seus corpos dentro de 6 horas após a morte, para que as proteínas e ácidos nucleicos possam ser estudados.)

Ao meu ver, um ponto em comum, e interessante de se notar, entre as observações da Dra. Joanna e a conclusão do estudo canadense, está na associação do declínio neurocognitivo à redução da capacidade vascular. Enquanto os canadenses alertam para a relação da vascularidade dos rins com o cérebro como um possível preditor de declínio neurológico, a Dra. Joanna terminou sua palestra recomendando a prática de 150 minutos de esporte por semana (cinco dias por semana por 30 minutos de cada vez, fazendo o coração acelerar) e a socialização. “As pessoas que são ativas, fisicamente ativas e socialmente ativas, têm melhor cognição”, disse ela. Em resumo, a grande conclusão parece ser que, para prevenir o declínio neurocognitivo, precisamos nos exercitar e socializar. Dá nos nervos dar tantas voltas para terminar numa recomendação tão simples, não dá?

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140 comentários

  1. paraensepositivo diz

    Esses sintomas de falta de memória, desatenção e esquecimento de coisas, nomes, datas etc… eu já tive e eles estiveram bem acentuados, eu lembro, nos anos de 2013/2014, quando eu ainda nem desconfiava de estar infectado. Tinha muita dificuldade de concentração, perdia as coisas e não conseguia mais encontrar, as vezes ia falar alguma coisa a minha esposa e, de repente, esquecia, não conseguia me concentrar numa leitura sequer. Certa vez fui trabalhar e precisei ir a uma feira próximo do meu trabalho, fui de moto e esqueci a moto na rua da feira, só lembrei no final do expediente quando fui pegar a moto pra ir pra casa e não encontrei, mesmo assim, achei que haviam roubado a moto da frente do meu trabalho, só depois de alguns instantes que lembrei que havia esquecido na feira. Em 2015 iniciei a TARV e desde então tenho notado uma acentuada melhora nesse quesito memória/concentração, procuro fazer exercício fisicos, ando de Bike e procuro sempre estar lendo alguma coisa.

  2. Phoenix diz

    Coincidentemente tenho andado esquecido desde que comecei a utilizar os antirretrovirais recentemente. Coisa que não acontecia com frequência. Até iria perguntar sobre isso pra minha médica. Pensava que era devido a carga de stress que estava tendo pra seguir a vida “normal” novamente. Mas essa reportagem veio jogar pro água abaixo tudo isso que estava deduzindo. Essa reportagem, terrorista, alarmante e preocupante, veio me entristecer um pouco, pois será que realmente se conseguirá a cura por completo? Mais uma vez , uma grande artimanha e barreira deste vírus maldito. Triste gente. Mas não podemos perder a fé.

  3. Caio PE diz

    Se a pessoa ficar pensando: o vírus causa isso, o vírus causa aquilo …. Não vive nunca ! É modo “piloto automático” e pronto!

  4. Alex diz

    Em eventual cura, espera-se que o suposto vírus presente no cérebro tbm desapareça?

  5. G+21 diz

    As vezes tenho vergonha de perguntar a minha médica a respeito de cura. Na verdade, tenho medo da resposta. Mas, aí. Vocês acham que a cura funcional sairá quando?

    • Verdes Olhos diz

      Olha, os médicos que consultei meio que estão em um consenso no sentido de que a cura vai vir, mesmo. Só não têm ainda como prever – ou preferem não dar uma previsão – quanto tempo vai levar . Porém o mais “otimista” dos médicos que consultei me disse, ano passado, que acredita que em 5 anos haverá a cura. É ver para crer, né? Tomara que esteja certíssimo!

    • Jr diz

      Com a minha médica (que é do SUS, inclusive) é o contrário. Ela sabe que sou interessado no assunto e que estou sempre lendo as notícias e acompanhando os estudos, então durante as consultas ela mesma sempre comenta: “Viu tal notícia?”. Ela é bastante otimista, apesar de também não arriscar uma data específica.

  6. Sorocaba diz

    Esse mês de junho foi um balde de água fria em questão da cura!

  7. Gil diz

    Pessoal, todos estes sintomas apresentados no artigo podem, também, vir de fatores ligados à tensão, à preocupação que passamos a ter no dia-a-dia: são sintomas que vejo diariamente no consultório, vindo de pessoas cada vez mais jovens (atendo como especialista em Neuropsicologia há 20 anos), fato que os congressos começam a evidenciar estudos, as universidades também passam a comparar a idade média dos grupos que apareciam com estas queixas a neurologistas e psicólogos. E uma pequena parcela até pode ser soropositiva, mas não uma porcentagem significativa.
    Falta de concentração, memória que de repente, “se apaga” de um assunto, esquecer coisas constantemente, não conseguir se concentrar numa leitura, ler algumas páginas de um livro e, ao parar para pensar sobre, parece que não leu nada é um conjunto de sintomas ligados, na sua grande maioria ao DÉFICIT DE ATENÇÃO, seja a atenção concentrada, dividida ou alternada. Não é sua memória (caso você seja jovem abaixo dos 60 anos, que lê e interage com conhecimento e informação diariamente) que está falhando: mas a sua atenção concentrada. Aí, entram o stress decorrentes de situações conflitantes e persistentes em sua vida diária, a preocupação com um assunto persistente que vira um problema insondável, crise financeira, amorosa e muitos que se auto-aplicam a culpa, a dor, o estigma de serem soropositivos, por exemplo. Mas, o grande vilão que alguns estudos no NANI (em crianças), do grupo de Neuropsicologia da UNIFESP, do pessoal que pesquisa no Instituto do Cérebro do doutorado de neurociências da UFRN e da UFPB e que se vê no dia-a-dia: excesso de informação digital, excesso de uso de celulares, tablets, computadores e a imensa carga que nos deixamos colocar às costas, sempre ligados em trabalho, em discussões, em falta de descanso, de lazer, imersos em redes sociais, jogos e afins.
    Fora isso, influenciam a má alimentação, a sobrecarga renal que não tira o excesso de ureia e outros metabólitos do sangue pela urina, principalmente nas dietas ricas em proteínas (alô pessoal do fisiculturismo e dos excessos de proteínas!), tensão, hipo e hipertireoidismo, excesso de trabalho, FALTA DE SONO bem dormido…
    Aí, sim, se excluirmos todos estes fatores, poderemos ver o efeito desse vírus mutante, derivado do HIV, que afeta as células auxiliares do cérebro.
    Vamos relaxar mais, desconectar mais, viver mais, produzir dentro de um limite que, garanto, se você tiver neuropatia ligado ao HIV (toctoctoc, isola, bate na madeira 3 vezes), você saberá identificar.

    • Paco diz

      Gil, muito bacana o seu post. No dia a dia, é dificil dar conta de tudo isso, e ainda dar conta de eventuais efeitos colaterais do coquetel, que afetam sim o humor, o fisico, o metabolismo, entre outros pontos, sobretudo no inicio do tratamento. Meu medico sempre diz que nada muda, entendo ele, claro. Mas muita coisa muda, e o que cada um precisa é se dar tempo para “acomodar” tudo, e seguir adiante. Conversar e se exercitar, para mim, sao fatores essenciais para tentar encontrar algum equilibrio.

  8. Sorocaba diz

    Acho que esse tipo de estudo pode influenciar em partes negativamente na questão empregabilidade de um hiv positivo. Esperoque as empresas não se baseiem nele.

    • Luiz Carlos diz

      Não entendi sua colocação, visto que sua sorologia é confidencial. É considerado preconceito uma empresa perguntar sua sorologia ou pedir exames de sorologia na admissão.

  9. Positividade Sempre diz

    Realmente, se você for ficar pensando no que o vírus pode causar, é praticamente um suicídio programado. Estou a quase 02 anos de diagnóstico, em uso do 3×1. Fui aprovado em vários concursos nesse período, frequento minha academia diariamente, corro meus 7 km todo final de semana, transo bastante e assim vou levando a vida. Dessa merda de HIV não vou morrer. Vamos dar atenção ao que realmente importa gente!

    • Fabricio diz

      Repita diariamente para si mesmo que esta condução o tornou incapaz e esquecerá até o próprio nome. Exercite sua memória, seu corpo, sua alma e se lembrará do que importa. Esquecimento também é uma espécie de higiene. Só love, amores!

    • Renato diz

      Positividade, quando vc fala q transa muito ,seria pelo fato de vc ser casado? Ou fala de sexo casual ?

      • RecentWave diz

        Acho que pouco importa se a pessoa é casada e faz sexo com sua esposa/marido ou faz sexo casual, desde que tenha cuidado com ela mesmo e com seus parceiros.

        • Renato diz

          Eh q ti solteiro e fiquei c trauma ,ainda n consegui ficar c ninguém quase um ano .

  10. Rodrigo diz

    Caros, fui hoje buscar os ARVs e só recebi pra um mês, quando sempre recebia para dois meses.
    O pessoal da farmácia disse que costumavam buscar duas vans lotadas de medicamentos todo mês; nos últimos meses, passou a ser uma van e, no último dia 8, quando é o dia da entrega pelo Ministério da Saúde, não receberam um frasco sequer.
    Por isso, estão racionando as entregas.
    Parece que o governo tem cortado gastos em áreas fundamentais, como saúde, para fazer superávit e tentar recuperar a economia. Isso é muito preocupante!

    • Luiz Carlos diz

      A maioria dos estados está com redução do repasse de medicamentos do Ministério da Saúde desde Abril deste ano. Nas superintendências estaduais onde a redução do repasse foi diagnosticada cedo, houve desde então diminuição e até fracionamento de medicamentos. Em algumas coordenações onde o manejo não foi feito corretamente, chegou realmente a haver falta de medicação.

      Como sempre indico aqui, é importante construir um estoque de ARVs, retirando-os sempre pelo menos 5 dias antes do prazo de 30 dias.

      A maioria dos estados já está com estoques normalizados (sem necessidade de fracionamento), ainda que baixos, em média para um mês (salvo algumas medicações). Até o momento o único posicionamento do MS foi o que postei anteriormente, de que “Todos os esforços têm sido empenhados por todas as áreas deste ministério para que as entregas sejam realizadas antecipadamente.”

      O feriado de Corpus Christi ainda colaborou com o atraso nas entregas, já que os almoxarifados de muitos estados deram folga para funcionários no dia 16/06.

      Abraços

    • SP+- diz

      Luiz Carlos,
      Muitíssimo obrigado por compartilhar o precioso conhecimento.

      Você sabe informar a partir de quando a PrEP estará disponível na cidade de São Paulo e me indica algum posto a procurar primeiro?

      Mto obrigado 🙂

      • Luiz Carlos diz

        SP+-, o MS tem 6 meses para iniciar a distribuição depois da publicação no DOU que, se não me engano, ocorreu no final de Maio.

        Creio que a avaliação inicial possa ser feita em qualquer SAE/CTA, porém a dispensa será realizada da mesma forma que os ARVs. Irão lhe orientar a procurar o SAE/CTA de acordo com o bairro/região onde você mora, já que só na cidade de São Paulo são mais de 40 unidades com dispensa de medicamentos.

        É importante ressaltar que não basta ir no SAE/CTA, solicitar a PrEP e sair de lá com os medicamentos. Existe uma série de consultas e exames a serem feitos antes da PrEP ser liberada, todos listados no PCDT (link disponibilizado acima).

        Em resumo, os procedimentos são:

        1) Consulta de triagem – avaliação das práticas sexuais, tipo e frequência das parcerias sexuais, histórico de saúde e vulnerabilidade ao HIV, entendimento e motivação do uso da PrEP (indicar que existem outras infecções sexualmente transmissíveis e que a PrEP é uma forma coadjuvante de proteção junto ao uso da camisinha), avaliação de utilização da PEP em caso de exposição com menos de 72 horas, teste e tratamento de outras infecções sexualmente transmissíveis conforme o PCDT para ISTs (teste rápido para HIV, sífilis, clamídia, gonococo, etc), teste para Hepatite B e C, vacinação para Hepatite B, avaliações das funções renais e hepáticas (cálculo do Clearance de creatinina por conta da toxicidade renal do TDF) e avaliação de fraturas patológicas.

        2) Consulta de avaliação dos exames e prescrição da PrEP – em até duas semanas uma nova consulta será feita para avaliação dos exames da consulta de triagem, além de mais um teste rápido para HIV, reavaliação de utilização da PEP, nova avaliação de motivação do uso da PrEP e prescrição da PrEP para uma dispensa (30 dias), bem como orientação de uso e efeitos colaterais. Também será realizada anamnese completa com avaliação de fatores socioeconômicos, comorbidades (diabetes, doenças cardiovasculares, etc), e avaliação de quaisquer riscos adicionais.

        3) Depois da primeira dispensa de 30 dias, é necessário seguir com avaliação médica a cada dois a três meses para retirada da receita de dispensação (assim como para soropositivos, a dispensa se inicia normalmente em intervalos menores e, conforme há adesão ao tratamento, as dispensas se tornam mais espaçadas, porém, no caso da PrEP, a dispensa é para no máximo 90 dias). Em cada avaliação médica é necessária a realização de teste rápido para HIV e a cada 3 meses será feita avaliação de peso, sinais e sintomas de infecção aguda, efeitos colaterais, adesão ao tratamento, exposição de risco e avaliação de continuidade, além da solicitação de teste para sífilis, hepatites, outras ISTs, monitoramento de função renal e hepática, etc.

        Tudo isto está listado no PCDT. Recomendo a leitura para qualquer pessoa que estiver interessada na PrEP. Parece extenso de difícil leitura mas não é, e é bem informativo.

        Outro ponto importante é que tudo que descrevi acima vai parecer como algo de caráter impeditivo adotado pelo governo para dificultar o acesso a PrEP, mas não é. São diretrizes necessárias aqui no Brasil para evitar que as coisas virem “a festa da uva”. Sei que muitos não concordam com este meu posicionamento mas depois de ler o PCDT, na minha opinião, o MS acertou desta vez.

        Os testes que são solicitados estão disponíveis em forma de teste rápido na maioria dos CTAs/SAEs. Com certeza no início o processo será mais complicado, porém no futuro, quando o processo estiver bem estabelecido e adotado, creio que todos que necessitam – e somente os que realmente necessitam e desejam – terão acesso irrestrito à PrEP.

        Abraços

        • Sp+- diz

          Luiz Carlos muito obrigado pela atenção.

          Li a PCDT de cabo a rabo e concordo com você.

          Espero poder me beneficiar da PrEP, eu e meu companheiro estamos tendo problemas psicológicos por inserir o preservativo com quase 3 anos de relacionamento o que por minha insistência apesar dele estar indetectavel está causando inclusive problemas emocionais em ambos.

          Espero com a PrEP retomarmos nosso relacionamento daonde estava, sem neuras quanto ao sexo, que é parte fundamental em nosso relacionamento..

  11. Maycon diz

    Gil eu fiquei com falta de concentração no começo. O HIV não saia da minha cabeça. Fiquei bobo, sem querer acreditar. Lembro da minha amiga e dona do laboratório me chamando pra falar sobre o resultado positivo e me falando: – Jamais imaginei que aconteceria contigo. Pois ela me conhecia e sabia que eu era extremamente cuidadoso com isto. Fazia exames semestralmente e sabia de todas as formas de contrair HIV. Era meio lunático com isto. E o que eu fiz? Quis acreditar que meu parceiro da época tinha as mesmas preocupações que eu. Ele havia acabado de sair de um relacionamento onde seu ex o traiu. Se contaminou e de tabela cá estou. Hoje sei, que a única coisa que não fiz direito foi informar e deixar as probabilidades ínfimas se tornarem certezas da não contaminação. Lembro de achar nas primeiras semanas que todo mundo sabia da minha sorologia. Me senti uma espécie de Alien, um párea. Me livrei desse sentimento e hoje quase nem lembro mais desse vírus. Tive apoio dos meus amigos! Estes que se aproximaram cada vez mais de mim. Ultimamente a única coisa que me deixa triste comigo é a merda do cigarro. Tal qual como antes, em pensar que antes do diagnóstico fiquei 4 meses sem o maldito. E o stress do resultado me jogou na vida tabagista que lutei tanto pra esquecer. Mas minha batalha ainda vai continuar!

    • Gil diz

      Bem, infelizmente, aconteceu, amigo. Agora, é bola pra frente, seguir a vida com qualidade, pois os ARV´s nos fazem ter uma vida normal. Pior seria um câncer ferrado, uma doença cardíaca irreversível, uma doença degenerativa do sistema nervoso…
      Eu vejo pessoas jovens, como duas pessoas que atendi nos últimos anos, doutores concursados com doenças como Alzheimer, Cadasil, Korsakov…que causam perda de memória, raciocínio, despersonalização, e nada, praticamente se pode fazer. Da mesma forma que podíamos controlar a situação para não nos infectarmos, podemos controlar para não deixarmos o vírus se multiplicar.
      Somos mais fortes que o vírus, seremos a geração que vai encontrar a cura e dela se beneficiar.
      Vamos em frente!

  12. GF-SP diz

    Este tipo de estudo, mesmo que possa parecer alarmante no começo, só reforça o empenho científico em busca da cura. Quanto mais se sabe, mais eficientes serão os resultados.

  13. Adriano diz

    JS, Obrigado pelo texto.
    Pessoal, obrigado pelos comentários!

    Eu estou aqui, de volta, e ando bem mais calmo. Ler, me informar e amar tem me ajudado MUITO a controlar a dor do estigma. Sou muito grato a vocês, tem muito comentário tão importante para mim quanto as publicações do JS. Muito obrigado!

    Fiquem bem.
    Abraços

  14. Miguel diz

    Eu realmente fiquei mais “burro” depois do vírus, mas tb acredito q a falta de oxigênio que tive durante uns minutos no cérebro por causa da pneumonia pela aids.

    No geral, também vejo que é mto a tensão, claro, pra todo mundo, nem tudo são flores, pra mim o hiv ainda pesa pra caralho, toco a vida, mas realmente piorou mto principalmente o sexo e as relações pessoais e etc.

      • Miguel diz

        ah sim tem 1 ano e meio que descobri, no inicio foi foda por causa do preservativo.Hoje tá tudo certo, mas te digo que o azulzinho na época ajudou tb.

  15. CACA diz

    Sou estudante de direito e iniciei a medicação em janeiro. Tenho muito medo de que ela afete minha capacidade de aprendizado… e já imaginava que isso poderia acontecer pelo modo como ela afeta o sistema nervoso. Mas não pensei que o próprio vírus poderia me prejudicar nesse sentido. Agora é lutar contra o tempo e passar num concurso logo, antes que possa ser prejudicado por isso. Vida que segue!

  16. Carlos P diz

    Olá pessoal, algum de vocês faz uso da maconha mesmo que recreativo?
    Gosto de usar de vez em quando mas depois do diagnóstico e uso dos medicamentos, nunca usei… Se alguém usa? Muda alguma coisa? Interfere no tratamento?

    • Miguel diz

      Cara eu uso esporadicamente pois no inicio tinha muita câimbra nos pés…. ajudou!

    • Chaval diz

      A maconha não interfere no tratamento, muito pelo contrário, há estudos em que comprovam até benefícios. Só não pode ficar loucão e esquecer de tomar a medicação.
      Aprecie com moderação.

    • Marcus diz

      Eu uso todo santo dia, e (julgue quem quiser) foi uma das coisas que mais me ajudou, acalmou, me ajudou a dormir, comer, com a ansiedade e depressão. Ela não interfere com as arv’s de forma alguma. LSD também não. Cocaína ferra o sistema imune e ecstasy pode até matar pq as arvs intensificam em 3 o efeito dele no cérebro. Maconha é tranquilo, fumo um baseado todo dia e nunca tive problemas coom o tratamento (só toma o remédio antes pq depois vc esquece e não lembra se tomou, rs).

  17. Chloe diz

    Acredito que consultando um Psiquiatra com tratamento de Ritalina e semelhantes ajude. Uma dúvida, esse site tem tantos comentários porque não criamos um grupo no telegram ? Aqui na Alemanha os grupos de HIV+ tem vários canais de comunicação 24h, até telefonar você pode de madrugada se tiver algum problema/dúvida. Acho telegram menos evasivo que o WhtsApp e tem um controle maior dos grupos, mensagens e várias ferramentas. O que acham ?

    • Luiz Carlos diz

      Chloe, o pessoal já possui um grupo no Kik, onde você pode utilizar um perfil anônimo.

      Abraços

        • ArielLima diz

          O Kik tem limitação de 50 pessoas por grupo. O Telegram é assim, Chloe?

          • CaraPositivo diz

            Ele tem limitação de 2mil pessoal nos chamados SuperGrupos. Deve ser loucura, mas…

    • Luiz Carlos diz

      Infelizmente no Brasil as pessoas ainda preferem ficar no anonimato, já que o preconceito é muito grande, por isso da utilização do Kik.

      • Vini diz

        Luiz, pelo que percebi você esta fora do pais.. Ai antes de iniciar a medicação é feita a genotipagem ?

        • Chloe diz

          Dá para ficar anônimo no telegram também. So mudar as informações, fora que lá dá para criar canais. Inclusive é uma boa ideia pro futuro JS.

        • Luiz Carlos diz

          Não estou não Vini, moro no Brasil. Em todos os países onde o Abacavir está como primeira linha de tratamento (inclusive os EUA) é feita genotipagem para verificar a presença do alelo HLA-B*5701. No Brasil, quando este esquema é utilizado, não é diferente.

          Abraços

  18. Genteboa diz

    Mudando de assunto: mudei meu esquema, estou tomando o 2 em 1 (fumarato de tenofovir) juntamente com o nevirapina. Tenho percebido desde então meu abdômen mais dilatado (nem sei se é essa a palavra, rs), como de tivesse maior, como se estivesse com prisão de ventre e o intestino funcionando de forma mais lenta é um aumento na diurese. O horário que eu tomo é depois do café da manhã, pois meu médico falou que eu tomasse no horário que eu achasse melhor. Antes eu tomava o efavirenz mais o zidovudina + lamivudina. Mudei pq tava afinando minhas pernas, e alterações no humor, um horror, enfim, vcs conhecem a fama do efavirenz. A pergunta que eu faço é: esse efeitos colaterais citados a partir do uso do novo esquema é normal? Tou tomando o novo esquema há um mês. Vcs podem me falar sobre os efeitos? Sei q muda de pessoas pra pessoas, mas li q ele ataca os rins e ossos. É a outra pergunta é: qual o melhor horário pra tomar a medição? É importante tomar rigorosamente sempre no mesmo horário? Obrigado. Espero contar com a ajuda de vocês. Abraço a todos.

  19. telma diz

    Nos olhos da imprensa, a edição mais recente da Conferência anual sobre Retrovírus e Infecções oportunistas (CROI), realizada em fevereiro em Seattle, não foi um evento decisivo. Isso foi bastante um descuido, no entanto, considerando que as descobertas de um estudo particular relatado nesta importante reunião científica focada no HIV foram motivo de excitação considerável.
    De acordo com uma análise recente dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) apresentada no CROI, o número estimado de novas infecções anuais pelo HIV, ou a incidência do HIV, nos Estados Unidos caiu 18% entre 2008 e 2014. Essa mudança descendente prometida seguiu duas décadas De estagnação frustrante.
    “Esse é um progresso tremendo”, disse John T. Brooks, MD, um consultor médico sênior com a Divisão de Prevenção de HIV / AIDS do CDC, a POZ. Antecipando que a queda é o início de uma tendência de longo prazo, ele continua: “Nós podemos realmente ter o HIV como uma doença que estamos controlando ao invés de reagir na próxima década”.
    O início dos anos 2020 trará o HIV para a sua quinta década – os primeiros relatos sobre o que se tornou a crise da Aids surgiram em 1981. As bolas de cristal são por sua natureza nebulosa e o clima político atual suscita muitas questões preocupantes sobre como as prioridades federais podem afetar Pessoas que vivem com risco de HIV. No entanto, graças aos recentes avanços promissores na investigação do HIV e nos esforços de saúde pública para combater o vírus de todos os lados, os líderes no campo estão cada vez mais otimistas sobre o que a próxima década da epidemia se parecerá.
    Anthony S. Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), abraça um otimismo cauteloso, dizendo que os anos 2020 verão “avanços substanciais, além disso, onde estamos agora”. Ele prevê “uma grande melhora Na capacidade de administrar pessoas infectadas pelo HIV – por meio de 1) ter medicamentos menos tóxicos e mais fáceis de usar; Ou 2) obter uma proporção deles fora da terapia “e em um estado do que os cientistas costumam chamar de remissão viral.
    De acordo com Fauci, os 202s verão “avanços substanciais, além disso, onde estamos agora”.
    Dois conceitos-chave dominaram o discurso da saúde pública sobre o HIV durante os anos de 2010. A primeira é a prevenção biomédica. Isso se refere ao poder impressionante dos anti-retrovirais (ARVs) para prevenir a transmissão, seja como tratamento como prevenção (TasP), pelo qual o HIV é totalmente suprimido, tornando-o praticamente impossível de transmitir, ou sob a forma de Truvada (tenofovir disoproxil fumarato / emtricitabina) Como profilaxia pré-exposição (PrEP), que concede proteção às pessoas em risco de HIV em caso de exposição ao vírus. O segundo conceito principal é o continuum do cuidado do HIV, que se refere à série de etapas necessárias para que uma pessoa seropositiva atinja uma carga viral indetectável: diagnóstico, ligação e retenção em cuidados médicos para o vírus, recebendo ARVs e, finalmente, , Supressão viral completa.
    Gloom e doom tem sido o nome do jogo onde as estatísticas de continuação dos cuidados de saúde dos EUA foram preocupados, com apenas 30% da população nacional de HIV viralmente suprimida. No entanto, evidências recentes sugerem não só que esse número, baseado em dados de 2011, foi uma subestimação para começar, mas também que os esforços concertados em todo o país para melhorar as medidas do continuum começam a dar frutos . Na verdade, o CDC apontou para uma crescente taxa de supressão viral como um provável motor do recente declínio nas novas infecções por HIV. Além disso, o CDC diz que a PrEP, que começou a ganhar popularidade no final de 2013, pode ter contribuído para o declínio da incidência do HIV observado em 2014.
    Crucial para o progresso contínuo nas estatísticas contínuas do cuidado e o uso da PrEP é igual ao acesso aos cuidados de saúde. Em ambas as frentes, o Affordable Care Act (ACA, ou Obamacare), aparentemente, deu um impulso fundamental. Uma recente análise da Fundação da Família Kaiser descobriu que, entre 2012 e 2014, o primeiro ano em que as principais disposições da Obamacare foram implementadas, a taxa não segurada entre as pessoas em assistência médica para o HIV caiu de 13% para 7% nos estados que expandiram seus programas Medicaid sob a legislação .
    Jennifer Kates, PhD, diretora de política global de saúde e HIV em Kaiser, acredita que “em quase todos os sentidos”, os indicadores globais do progresso no combate à epidemia dos EUA estão “avançando na direção certa”. No entanto, ela diz: “Isso O progresso poderia estar em risco se as propostas atuais para substituir o ACA forem promulgadas e se houver cortes de recursos nos principais programas federais de HIV “.
    Especificamente, os futuros cortes no orçamento federal poderiam comprometer os esforços dos CDC, Ryan White CARE Act e os National Institutes of Health (NIH) para prevenir, tratar e pesquisar o HIV. E depois que a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou a American Health Care Act em maio – a primeira salva dos republicanos nos esforços em curso do partido para revogar e substituir o ACA – todos os olhos estão agora no Senado dominado pelos republicanos, que é encarregado de adaptar o Bill a seus próprios gostos.
    Dado o redemoinho de escândalos cada vez mais consumindo a Casa Branca, o futuro de toda a agenda legislativa republicana está em questão, incluindo o projeto de lei de saúde. Idealmente, para a luta contra o HIV, qualquer legislação que acabe por passar preservará o apoio ao Medicaid, bem como as proteções de Obamacare, garantindo que indivíduos com condições preexistentes, como o HIV, possam ter acesso a cuidados de saúde acessíveis e de qualidade.
    Tranqüilizantemente, no final do dia, toda a saúde pública é local – ou então diz o ditado. Embora o CDC possa contribuir com fundos federais vitais para os esforços locais, o verdadeiro incêndio por trás das mais recentes batalhas recentes contra a epidemia chegou ao nível municipal. A cidade de Nova York, São Francisco e Seattle são os portadores padrão desta frente, tendo planejado seus próprios assaltos completos e altamente protegidos contra o HIV, com indicações crescentes de sucesso.
    De acordo com Kates, essas cidades “mostram que é possível – através de ações coletivas públicas, privadas e comunitárias – implementar efetivamente as ferramentas certas na escala certa para as pessoas certas e reduzir novas infecções, aumentar o acesso aos cuidados e reduzir as disparidades. ”
    A questão permanece, no entanto, se outras cidades seguirão o seu exemplo, especialmente aqueles no Sul atingido, onde as respostas locais de saúde pública ao HIV tendem a permanecer insuficientemente inadequadas. Demetre Daskalakis, MD, MPH, o vice-comitente enérgico e vice-presidente da Divisão de Controle de Doenças da Cidade de Nova York, tem esperança de tal mudança no mar e observa que seus colegas em outras cidades estão “olhando o que estamos fazendo e amostrando nosso menu”. ”
    A PrEP, que tem visto taxas crescentes de novos usuários nos últimos quatro anos, é um fator chave nas estratégias das três cidades líderes e provavelmente desempenhará um papel cada vez mais importante na redução das taxas de HIV nos EUA durante a década de 2020. No entanto, até agora, o uso da PrEP foi amplamente limitado aos homens brancos que fazem sexo com homens (HSH) com mais de 25 anos nas principais áreas urbanas. Essa transição desequilibrada suscitou preocupações de que Truvada pode levar a um colapso das taxas de HIV entre uma população que há muito tempo desfrutou de uma taxa de infecção em declínio, deixando para trás o processo demográfico mais atingido pela epidemia: HSH afro-americano .
    “Um mundo com a PrEP é melhor do que um mundo sem a PrEP”, ressalta Eli Rosenberg, PhD, professor assistente de saúde pública na Universidade Emory, cuja pesquisa levou à impressionante estimativa de que 11% de 18 a 24 anos de idade, Black MSM em Atlanta contrate o HIV anualmente. “Mas as disparidades raciais nas taxas de infecção podem crescer, pois o acesso é desigual”.

    Na atual era do tratamento do HIV de uma única pílula, há muitos regimes ARV altamente efetivos e toleráveis ​​que o progresso futuro no desenvolvimento de terapias de primeira linha (aqueles oferecidos a pessoas com HIV que não tomaram ARVs antes ) Provavelmente se concentrará mais estreitamente na simplificação dos tratamentos, como com os recentes esforços da ViiV Healthcare para desenvolver um regime de duas drogas .
    Tim Horn, vice-diretor executivo de programas de HIV e hepatite C no Treatment Action Group, prevê que o inibidor de integrase de investigação de Gilead Sciences, bictegravir , que recentemente mostrou uma promessa de cabeça-a-frente com Tivicay (dolutegravir), provavelmente chegará ao fim Esforços para melhorar a eficácia dos tratamentos de primeira linha de drogas triplas.
    Por outro lado, aqueles que falharam com vários regimes ARV provavelmente beneficiarão mais amplamente da expansão das opções de tratamento no futuro. Em um estudo recente do tratamento de anticorpos de longa duração, ibalizumab, que foi administrado em infusões quinzenais como um complemento de ARVs diários, o tratamento ajudou a reprimir o vírus entre aqueles com resistência a múltiplos fármacos que estavam de outra forma falhando em regimes de HIV. O Ibalizumab está agora para a aprovação da FDA.
    Os ARVs injetáveis ​​de ação prolongada também estão preparados para dar às pessoas com HIV a opção de abandonar drogas diárias, com o regime de cabotegravir de ação prolongada e Edurant (rilpivirina) a cada oito semanas atualmente em um ensaio de Fase III.
    Os pesquisadores também são rápidos no trabalho, identificando o que são conhecidos como anticorpos amplamente neutralizantes que, especialmente quando usados ​​em combinação, parecem altamente efetivos na supressão do HIV. Os ARVs diários podem tornar-se uma coisa do passado para pelo menos algumas pessoas com HIV quando os cientistas descobrem como tratar – além de prevenir – o vírus com infusões intermitentes de tais anticorpos.
    Fauci está entusiasmado com a possibilidade de que o intervalo entre essas infusões possa se tornar bastante largo e diz: “Se você pudesse chegar a seis meses e alguém venha duas vezes por ano para uma injeção-uau!”
    Entretanto, os detalhes da lei de propriedade intelectual provavelmente irão instigar uma mudança considerável no que as pessoas com HIV mantêm em seus gabinetes de medicamentos. Nos próximos anos, um número crescente de ARVs perderá proteção de patente, incluindo aqueles usados ​​como terapias de primeira linha, como o Viread (tenofovir disoproxil fumarato), um componente de vários comprimidos de ARV combinados.
    Horn prevê que as seguradoras, buscando reduzir os altos custos do tratamento do HIV, provavelmente começarão a pressionar as pessoas com HIV a tomar equivalentes genéricos mais baratos de medicamentos de marca. Isso pode significar empurrar as pessoas para os regimes de comprimidos únicos e para equivalentes de várias tabuletas, especialmente se a pesquisa não demonstrar uma clara vantagem de segurança para a alternativa de marca.
    “É aí que o confronto é”, diz Horn.
    As perspectivas para a PrEP, entretanto, provavelmente incluem uma série de escolhas que melhor se encaixam nas necessidades e estilos de vida de indivíduos em risco. Dois ensaios importantes neste campo estão em andamento: um está examinando uma forma injetável de ação prolongada de PREP dada a cada oito semanas eo outro está testando Descovy oral diariamente (emtricitabina / tenofovir alafenamida), que a pesquisa mostrou ser mais segura para ossos e Rins do que Truvada, atualmente a única forma aprovada da PrEP. Muito mais atrás no pipeline de pesquisa PrEP são um implante subdérmico que pode durar seis meses, um enema microbicida e infusões de anticorpos duradouras.
    E então há esforços para encontrar uma cura para o HIV. Dada a complexidade bizantina de atacar o reservatório de HIV – a coleta amorfa de células em que o vírus se esconde mesmo em face de um tratamento bem sucedido com antitransvirutas, os especialistas tipicamente acreditam que os anos 2020 não verão uma cura de esterilização amplamente replicável que seria totalmente Livrar o corpo do vírus.
    No entanto, os avanços recentes da pesquisa estão aumentando as esperanças para o que os cientistas chamam de cura funcional ou um estado de remissão viral prolongada, o que significa que, embora um tratamento não elimine totalmente o HIV do corpo, o vírus não se replicaria significativamente. Já vimos um punhado de casos com este tipo de remissão, incluindo o famoso Mississippi Baby , que foi agressivamente tratado pelo HIV a partir do nascimento e depois gastou 28 meses de ARVs antes que seu vírus se recuperasse aos 4 anos.
    “Nós vamos ter uma certa porcentagem de pessoas que irão passar períodos prolongados sem necessidade de terapia”, diz Fauci sobre a próxima década.
    Pesquisas recentes sugerem que, quanto menor o reservatório viral, maior será a probabilidade de os indivíduos conseguirem tal remissão viral prolongada. Consequentemente, tratar o HIV tão cedo e de forma tão consistente quanto possível – ambos os esforços provavelmente produzem reservatórios menores e instáveis ​​- é provavelmente um pré-requisito fundamental para aumentar as chances de tal resultado.
    No futuro próximo, os esforços de encolher o reservatório – os pesquisadores estão investigando inúmeras vias, incluindo tratamentos genéticos – podem não curar completamente o vírus. Mas, à medida que os cientistas alcançam esse objetivo final, eles podem ter sucesso em encontrar maneiras de diminuir o estado inflamatório crônico nocivo ao qual mesmo o HIV bem tratado dá origem e que é acreditado para aumentar o risco de muitos problemas de saúde relacionados ao envelhecimento.
    “Nós vamos ter uma porcentagem de pessoas que irão períodos prolongados sem necessidade de terapia”.
    “O futuro do HIV é cabelo cinza”, prevê Daskalakis da cidade de Nova York.
    Na verdade, com uma expectativa de vida global aproximando-se da adesão normal e nova ao seu clube, a população de HIV está marchando constantemente em direção aos seus últimos anos . No início dos anos 2010, apenas um pouco mais do que um terço dos residentes HIV-positivos dos EUA tinham 50 anos ou mais. Essa proporção deverá chegar a metade em 2020. Até 2030, mais de um quinto provavelmente terá mais de 65 anos.
    Infelizmente, viver mais com o HIV vem com maior risco de várias condições relacionadas ao envelhecimento, como diabetes, colesterol alto, doenças cardiovasculares, pressão alta, declínio cognitivo e perda óssea.
    Mas ainda não há necessidade de pressionar o botão de pânico ainda. Tenha em mente que estas são condições gerenciáveis ​​em grande parte. Eleanor E. Friedman, PhD, um colega do Oak Ridge Institute for Science and Education que realizou um dos primeiros estudos para analisar os desafios de saúde dos idosos que vivem com o HIV, enfatiza que este grupo está em grande parte bem preparado para enfrentar tais desafios adicionais , Devido à riqueza de experiência desses indivíduos na gestão do próprio HIV.
    “Se você passou tantos anos praticando um bom autocuidado”, diz Friedman, “eu quero dizer autocuidado emocional, autocuidado dietético e autocuidado da medicação, então isso não deve te jogar fora do seu passo”.
    Pode ser que uma maneira simples de dissipar várias condições relacionadas com a idade em pessoas idosas com HIV já esteja prontamente disponível. Um ensaio importante e altamente importante, chamado REPRIEVE, está analisando se as estatinas que reduzem o colesterol podem melhorar a saúde das pessoas com HIV em várias frentes, incluindo o risco de doenças cardíacas e a morte, possivelmente diminuindo a inflamação crônica (veja a barra lateral abaixo).
    Atualmente, a doença do fígado representa uma grande ameaça para a população geral de HIV, em grande parte porque cerca de um quinto daqueles que vivem com HIV são coinfectados com o vírus da hepatite C (VHC), que ataca o órgão. O próprio HIV acelera tais danos hepáticos relacionados ao HCV. Mas para aqueles com HIV e HCV, a cirrose e o câncer de fígado dificilmente são inevitáveis, considerando a facilidade com que o hep C pode ser curado, graças a novos medicamentos altamente eficazes. E, embora o custo elevado do céu dessas drogas tenha levado as seguradoras a limitar quem pode receber cobertura para elas, as diretrizes atuais de tratamento de hep C movem os indivíduos coinfectados com HIV / HCV em direção à frente da linha.
    “Temos a oportunidade de realmente eliminar esta doença na infecção pelo HIV”, diz o John Brooks do CDC sobre os benefícios do tratamento moderno contra o VHC. “O valor em termos da doença e da morte que é evitada ao se livrar dessa coinfecção pode ser enorme”.
    No final, o Santo Graal na busca para acabar com a pandemia do HIV é uma vacina. Fauci diz que o mundo provavelmente não verá uma vacina altamente eficaz neste lado de 2030. No entanto, ele permanece cautelosamente otimista sobre o julgamento de vacina avançado lançado na África subsaariana no final de 2016. O estudo está testando uma versão reestruturada da vacina que mostrou Sucesso moderado em um teste anterior na Tailândia. De acordo com Fauci, pode produzir uma vacina que reduz o risco de HIV em 50 a 60 por cento.
    Se a vacina prova ser poderosa, Fauci diz que seria uma chance. De fato, um artigo recente prevê que uma vacina que reduzisse o risco de HIV ao meio poderia eliminar mais de 6 milhões de casos em todo o mundo em 2035.
    Imagine o que a década de seis da epidemia pode parecer.
    O coração da matéria
    Primeiro, as notícias preocupantes. Mesmo quando se trata de um tratamento anti-retroviral bem-sucedido (ARV), as pessoas que vivem com HIV enfrentam o dobro do risco de doença cardíaca de indivíduos HIV-negativos. E à medida que a população do HIV envelhece, a aparente contribuição do vírus para eventos de saúde, como ataque cardíaco e acidente vascular cerebral, cresce cada vez mais.
    E agora para as notícias promissoras. Uma solução simples para este aumento do risco para a saúde pode já estar em mãos. A pesquisa sugere que as estatinas que reduzem o colesterol reduzem a inflamação crônica nociva, que mesmo o HIV bem tratado pode alimentar e quais cientistas acreditam que contribuem para o aumento das taxas de doenças relacionadas ao envelhecimento, incluindo doenças cardíacas.
    Buscando uma prova padrão de ouro de que as estatinas reduzem o risco de doença cardíaca, bem como a morte entre pessoas com HIV, em abril de 2015, o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas e o Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue lançaram um ensaio global gigantesco chamado REPRIEVE. O estudo é orientado para inscrição de 6.500 participantes HIV positivos em 100 locais de pesquisa em todo o mundo, incluindo nos Estados Unidos, que serão randomizados para receber um placebo ou a estatina Livalo (pitavastatina) além de seus ARV padrão.
    Os primeiros resultados da REPRIEVE são esperados em 2020, mas podem vir mais cedo se um benefício claro para tirar uma estatina emerge de forma particularmente rápida.
    Os pesquisadores do estudo esperam obter uma riqueza de conhecimento do julgamento, incluindo informações sobre os mecanismos complexos envolvidos na contribuição do HIV para a doença cardíaca e se as estatinas reduzem as taxas de outras condições de saúde, como doenças renais e câncer. Eles também se mostraram no desenvolvimento de uma calculadora de risco de doença cardíaca específica para as pessoas que vivem com o HIV.
    O objetivo final da REPRIEVE é manter as mais de duas décadas de progresso científico que encontraram formas efetivas de tornar o HIV uma infecção mais maleável e menos prejudicial.
    Em suma, o sucesso no teste seria uma ótima notícia para a próxima década da epidemia.
    Para obter mais informações sobre REPRIEVE, incluindo como participar, visite reprievetrial.org . As mulheres, que são fortemente encorajadas a se juntar ao julgamento, podem verificar o seguimento do seu coração.reprievetrial.org .

  20. Olá. Descobri esse espaço agora e estou aprendendo muito com vocês. Sobre a matéria, confesso que me deixou alarmada em partes. Sou recém-formada e sempre fui uma pessoa relapsa, tanto na escola como na faculdade mas nada que afetasse drasticamente o meu empenho,porém infelizmente não tenho uma memória muito boa e sempre pensei que esse fato pudesse estar relacionado a algum desvio de atenção. Faço uso dos medicamentos desde os meus 6 anos, aproximadamente, e sou de 93. Atualmente uso o 3×1 e o efeito colateral é uma pequena náusea após a ingestão do comprimido.

    Percebi dando uma breve analisada nos comentários que as pessoas que descobriram o vírus a pouco tempo tem muitos receios e expectativa de que venha logo a cura, mas se eu posso ajudar vocês de alguma maneira com um comentário positivo, é o de que vocês pensem que ao menos estamos todos bem e temos vidas saudáveis. Infelizmente minha mãe descobriu tarde e não conseguiu se salvar. Minhas irmãs mais velhas não possuem o vírus e ficam na expectativa de que chegue logo a cura do que eu, porque acreditam que eu estou esperando ansiosamente por este dia, mas na verdade, eu acho que esperar é uma palavra que nos custa muito nessa vida curta nossa.

    Penso pouco no fato de eu ser portadora do virus e os meus amigos e pessoas proximas que sabem que eu sou + também acabam esquecendo e eu acho que seja pelo fato de que eu tento viver bem e ter uma vida saudável simplesmente porque eu me quero bem, independente do vírus, então não é uma obrigação nem um fardo. Nunca passei por uma situação em que eu pudesse dizer que fui afetada pela doença. Vocês não podem deixar que a consciência de que carregam o vírus dominem vocês no aspecto negativo.

    No campo amoro e sexual, que são mais delicados, eu sempre coloquei parâmetros: eu falo abertamente sobre o que eu tenho quando já estou envolvida há algum tempo e SINTO que a pessoa não vai me afastar em decorrência disso. Acho que podemos nos enganar mas felizmente posso contar nos dedos de uma mão as situações que eu poderia definir como discriminatórias. E das situações que aconteceram, eu coloquei para mim que EU também não ia gostar de ter uma pessoa daquelas ao meu lado. Porque eu sei que se fosse o contrário, tenho para mim que não me afastaria em decorrência disso, porque mais do que medo ou preconceito, existe a questão do CARÁTER. Então não se abalem com isso, vocês vão encontrar pessoas muito bacanas que vão querer se envolver com vocês, seja para uma “amizade colorida” ou para um relacionamento longo.

    E falando sobre relacionamentos longos, eu sempre usei camisinha, embora sempre esteja zerada. É uma questão de costume que você e seu parceiro que não é soropositivo acabam adquirindo, isso não define tanta coisa no final das contas e ambos acabam acostumando (de verdade). Eu não abro mão embora já me aconteceu de o parceiro não querer usar mesmo sabendo que eu sou.

    Só acho que a parte da sexualidade deveria ser melhor discutida especialmente entre as crianças e jovens que carregam a doença, porque eu definitivamente não recebi ajuda de ninguém. Do que pode e do que não pode fazer, do que não é recomendado e etc. Muitas vezes o médico não está preparado para falar dessas coisas e até desconhece ou tem vergonha de tirar duvidas.

    Outra situação que me intriga: e as lésbicas soropositivas, elas têm alguma proteção? Penso nisso porque tenho amigas lésbicas que não são, mas fico preocupada porque elas em regra transam sem camisinha (se tiver alguma lésbica no grupo para me explicar, agradeceria bastante).

    Eu vi um comentário que dizia sobre um grupo de interação. Se tiver, quero participar! Abraços 🙂

    • Alberto diz

      Angélica. Parabéns pelo seu depoimento. Podemos conversar? Passeu seu e mail(sim, e mail, retrógrafo, eu sei. Porém mantém mais sigilo do que what´s ou face) Em relação a apoio para jovens, eu conheço um grupo em SP. Fundação poder jovem. Já fui uma vez pessoalmente. Tenho 28 anos, diagnóstico e medicação no dia 16/06/2016 e medicação no dia 21 respectivamentes.

      • Oi Alberto! Eu baixei o app kik, descobri da existência pelos comentários rs
        Acho que é mais prático não? Vou aprender a usar agora.
        De qualquer forma, você pode falar comigo pelo face mesmo, se tiver um fake também 🙂

  21. Vini diz

    Assustado com essa matéria pois já sobro de dislexia.. O que será de mim? Descobri ser S+ hoje.. Alguém com kirk? Algum grupo? Não sei se será fácil..

    • Sp+- diz

      Vini fique tranquilo, se informe o máximo que puder, comece o quanto antes o tratamento e esqueça da parte difícil, não encha a cabeça de m*rda que tudo vai dar certo e vai ter sua vida normal como sempre.

  22. Antonio lv diz

    Para quê comentar com amigos próximos ou familiaridade sobre sua soropositividade?
    Vejo muitos relatos de sofrimento aqui. Eu sofri no inicio, principalmente porque meu ex namorado não possui o vírus e me deixou após os 90 dias de janela. Me deu um tchau e hoje está com outro.
    Vida que segue. Eu tomo meu 3×1 toda noite antes de dormir, sou indectavel há 1 ano; descobri há 1 ano e 6 meses. Por isto, um conselho: todo mês, vá à farmácia, busque seu remédio e o tome. Continue seguindo sua vida. A cada 6 meses, va5ao médico e seja feliz.
    É uma doença crônica, não é a morte. E não conte para as pessoas. Elas não vão te ajudar em nada. Pense nisto.

  23. Cezar diz

    Que vírus fodão, ultra-maravilhoso, fantástico, ui!! Eh cada uma… Pra no final, a patota não saber se é problema de hardware ou software kkkkkkkkkkk cada uma…

  24. Naome diz

    Bom dia pessoal….
    Tenho uma pergunta interessante; amnha viu fazer um exame ant-drogas e queria saber se alguem sabe se eu tenho que dizer que uso TARV ou não é detectal ou considerado droga.
    Estou em tratamento a 2 anos, tenho consulta 1 vez ao ano e pego meus remedios pra cada 6 meses. Sou indetectavel.
    Obrigado tenham uma boa semana.

    • Luiz Carlos diz

      Não precisa dizer e não tem nada a ver uma coisa com a outra.

      Abraços

    • Cara+ diz

      Naome, como assim você consegue pegar sua medicação para 06 meses? Isso é possível no Brasil?

      • Cara Positivo diz

        Tenho conhecidos que por necessitarem de grandes deslocamentos até uma unidade de referência pegam os ARV a cada 6 meses também. Nao perguntei pra eles como foi no inicio do tratamento, mas hoje eles vão somente duas vezes ao ano no médico, por estarem bem de saúde.

      • Miguel diz

        aqui me dão receita pra 6 meses, mas sempre pego 3 frascos. ou 2 quando tá em falta.

  25. M. diz

    Bom dia, peguei hj meu resultado de carga vial, na ultima vez que fiz estava NAO DETECTADO, hoje veio <limite minimo o que siguinifica? Porque a mudança? Alguem sabe me dizer.

    • Chaval diz

      Bom dia, isso significa < menor que o limite mínimo. Continua indetectável.

    • Luiz Carlos diz

      Diferentes laboratórios tem diferentes formas de expressar a CV. O que é importante entender é que existe um limite de detecção, que para a maioria dos testes disponíveis na rede privada é e 20 cópias/mL de sangue. Alguns testes na rede pública possuem limite de detecção de 40 ou 50 cópias/mL, ou seja, qualquer coisa abaixo deste valor é considerada CV indetectável.

      É normal encontrar nos exames:
      Indetectável
      Não detectado
      < limite mínimo (Menor que o limite mínimo)
      < 20 cópias/mL
      < L.min 50

      Todas as nomenclaturas acima querem dizer “Indetectável”

      Abraços

  26. Naome diz

    CARA+ eu não estou no Brasil.
    Pegando carona com o comentario do Sorocaba, eu moro na Inglaterra-oxford.
    Mas eu comecei meu tratamento em portugal aonde eu pegava meus MENINOS a cada 3 meses e tomava 3 por dia, 1 de manha e 2 à noite ao deitar. Mas quando me mudei praki a minha nova medica me disse que eu poderia mudar para o 3 em 1 da mesma formula. E depois da primeira consulta ela percebeu que estou vem e que posso vir ima vez ao ano.
    To super feliz!!!

    • Adriano diz

      Naomi,
      Como foi para você conseguir a medicação morando no exterior? É necessário ter cidadania? Tenho uma irmã que mora em Portugal e ela sempre me convidou para ir morar com ela. Eu andava estudando a ideia mas agora que descobri não sei como pode ser.

      • Naome diz

        Bom Adriano!
        Bem , n.a. verdade não é tão simples mas qualquer pessoa consegue ter o tratamento em Portugal mas vc tem que viver legalmente seja com visto ou nacionalidade. Acho que vc podia vir e tentar. Eu conheço muita gente sem documento passando por médico e sendo tratado igual.

  27. Gus_Lira diz

    🆘Olá pessoal. Segunda 03/07 aconteceu um probleminha comigo.Estou bem ! Com o impacto meu celular quebrou, a unica coisa que está 100% é o meu chip. Infelizmente meus contatos estavam salvos na memoria do celular, perdi todos eles. Eu estava no Kik como Gustavo Lira ou Gus Lira sou de Mineiro atualmente estou morando RJ . Não quero perder contato com vcs do KIK e quem eu troquei whatsapp. Espero voltar ter contato com vocês de novo.
    meu e-mail: gustavolira94@hotmail.com

    • telma diz

      Eu li e me encontro na mesma historia que a dele , tenho a 28 anos mais nao sou de sp, passei por todos os tratamentos e remedios e vivo apenas com alguns problemas renais e intestinais devido ao uso prolongado dos antiretrovirais , e tambem ao uso dos antiretrovirais mais antigos principalmente crixivam e estavudina que eram muito toxicos tanto que lembro do nome dos mesmos ate hoje devido aos grandes efeitos colaterais que causavam . A vida continua e espero a cura pra ser vivida por mim , já que sobrevivi a coisas piores do que os remedios atuais .

      • Diogo diz

        Dessa vez está mais próximo do que vc imagina meu querido. Força e fé sempre! Abraços ;D

  28. Maycon diz

    Alguém já teve um aumento considerável do colesterol com o 3×1? Acho que estou bebendo demais :/! No entanto, meu namorado que não bebe tbm teve um grande aumento. O meu jah passou dos 200!

    • Lara diz

      Ja passei por essa situação Maycon, mas minha médica receitou um antilipidico, eu usei 03 meses e tudo se normalizou. No meu caso eu tenho propensão a esse aumento por questões genéticas o que é potencializado pelos arvs. Mas fica tranquilo, isso é fácil de resolver.

  29. Maycon diz

    Alguém já teve um aumento considerável do colesterol com o 3×1? Acho que estou bebendo demais :/! No entanto, meu namorado que não bebe tbm teve um grande aumento. O meu jah passou dos 200!

    • Good Vibes diz

      Maycon, fiz os primeiros exames assim que comecei o tratamento e deu tudo normal. 3 meses depois repeti todos e o colesterol e triglicérides deram mais alto (mas ainda abaixo do limite). Nos exames de 6 meses, tudo estava de volta ao normal (às taxas iniciais), e seguem até hoje (1 ano de tratamento).

      Abraço

    • Rodrigo diz

      Não uso o 3 x 1, minha combinação é lamivudina + zidovudina (AZT) + Efavirenz. Mas meus índices de colesterol e triglicérides aumentaram consideravelmente pós-terapia e só baixaram um pouquinho depois que eu comecei a praticar corrida de rua. Ainda assim, ficam sempre um pouco acima dos limites ideais. Porém, meu infecto diz que nada preocupante ainda, precisando apenas de monitoramento constante.

  30. Gustavo diz

    Alguém aqui possui uns carocinhos abaixo da mandíbula, não dói mas incomoda um pouco as vezes…

    • ArielLima diz

      Provavelmente são gânglios linfáticos, mas só um médico (após exame) poderá dizer se é algo que exige medidas adicionais.

  31. Gil diz

    Fui à médica, entregar exames e ela disse que ESTÁ TUDO BEM, PRATICAMENTE SEM ALTERAÇÕES. As taxas estão iguais a de quem não tem HIV.
    Nem sinal de inflamação crônica e, a billirrubina indireta, que ficou pouco acima ela disse que é, sim, devido à medicação, mas em pessoas sem o vírus, mesmo com dietas restritas podem apresentar números mais alarmantes.
    Fiquei muito contente. Levei um puxão de orelha por estar muito entregue ao trabalho e pouco ao descanso/lazer/família, o que gerou stress.
    No médico gastrologista que fez a minha bariátrica, tudo bem, mas uma discreta alteração no T3, hormônio da tireoide, pode querer dizer algo que deve ser investigado,, embora na mesma medida a médica crê que os valores estão normais, uma vez que um mês depois já estava normal (fiz exames em abril e uns tira-teimas em maio). Pelo sim, pelo não, vou investigar com mais exames.
    E me cuidar com vitaminas, suplementos, água (o máximo, sem forçar) e lazer/descanso, para descer o stress, elevar a imunidade (cd4 de 989).
    Eis o grande segredo, que os médicos nos insistem: mais viver, mais interação.
    Sem ficar martirizando ou com preocupações excessivas. É, bola pra frente, viver é melhor!!

    • Renato diz

      Parabéns Gil ,pelo cd4 e outros exames,o fato do seu cd4 está alto se deve ao fato de vc ter começado o tratamento no início ? Ou foi aumentando aos poucos ?

  32. Eu tenho 3 anos de diagnóstico e 2,5 de TARV. Usei por pouco mais de 2 anos o 3×1, tive problemas com depressão, memória ruim e dificuldades de concentração. Estou há 4 meses com nova combinação (saiu EFV e entrou nevirapina): meu problemas desapareceram.

    • Renato diz

      Boa tarde Binhomais, seu médico falou sobre alguma coisa da nevirapina ? Eh q tou nesse esquema tbm,mas como a.medica tinha passado outro n falei c ela.ainda depois q peguei. Eu tbm n me.dei. Com EFZ

  33. Guilherme diz

    Estou com problemas em receber a medicação (2×1) há dois meses, os remédios estao sendo fracionados, bem menos que 15 dias. Ficando tenso e ansioso, alguém passando por essa dificul-dade? Além disso, o problema de ter que sair do emprego, quase toda semana para buscar. EStou em Santos.

    • Vini diz

      Guilherme.. Já viu em São Vicente? Tente verificar se consegue pegar lá.

  34. Gabriel diz

    Acho que realmente estou me “acostumando” com o diagnóstico porque agora, depois de apenas 4 meses tomando os antirretrovirais, me esqueço sempre e acabo tomando em horários diferentes. Eu tomava sempre ás 22:00 horas mas por ingerir bebida alcoolica nesse horário, meu médico achou melhor eu tomar meio dia e meio. Mas como disse, estou esquecendo e ás vezes tomo ás 2:00 da tarde… Isso pode prejudicar o meu tratamento? Qual o horário que vocês costumam tomar?

  35. Renato diz

    Boa.noite a todos e todas,
    Tive consulta hj meus exames estão ok,porém fiquei bem decepcionado,pois já pela.segunada vez a médica tenta me.botar no dolutegravir e a farmácia barra, comecei c o esquema de.nevirapina ,como tive q tratar outro pró ,mudaram.pro 3×1,o qual foi só sofrimento, em abril ela.tentou o dolutegravir foi pessoalmente a farmácia e n conseguiu,daí ela.me.botou no raltegravir pois a troca seria obrigatória ,e hj depois de tudo certo e fui barrado outra vez ,ela.aegumentou o q.pode ,mas o farmacêutica foi irredutível,passou um tempão me explicando o protocolo,e tive q voltar pra nevirapina ,fiquei bem triste ,porq parece q estamos pedindo favor eu trabalho produzo eles deviam querer o melhor pra todos se tem algo melhor e mais.moderno.desculpem o desabafo!!

  36. Renato diz

    Inclusive o primeiro médico q passou a nevirapina ,falou q eu n bebesse pois arrebentaria meu fígado,foram essas as palavras,já essa médica atual falou q poderia beber q n atrapalha o tratamento,quando eu mencionei esse comentário do outro médico ela falou q era por causa da nevirapina,não q eu seja alcoólatra,mas é chato n poder nem brindar c os amigos vez em quando , alguém faz uso desse esquema ?

    • Luiz Carlos diz

      Renato, já expliquei por aqui o por quê da não-liberação do DTG para todos. Já fui criticado, negativado, enfim, tudo isto faz parte, mas protocolos são protocolos, e existem para ser seguidos. Eu mesmo adoraria estar no DTG, pois tive reações sérias ao 3×1 e estou no ATZ/r também ainda com complicações, mas prefiro esperar do que ficar mudando de TARV, afinal todas elas tem seus efeitos colaterais.

      Há um grande trabalho de farmacovigilância sendo feito em torno da implementação do DTG. A partir de quarta passada, inclusive, este trabalho foi estendido para todas as unidades dispensadoras, visando avaliar os efeitos colaterais do DTG.

      Como já comentei em outros posts, a diretriz atual seguida pela maioria dos infectos é EFZ -> ATZ/r ou LPV/r -> DRV/r -> Câmara técnica -> DTG (obviamente para pacientes que iniciaram tratamento antes de 2017 – a provação é demorada quando por câmara técnica, e a dispensa costuma ser bem rígida, pois a maioria dos pedidos via câmara técnica vêm de casos com múltiplas falhas terapêuticas).

      Não vejo motivos para sair do EFZ e ir para NVP, já que ambos são ITRNN. Esta era uma diretriz antiga, lá de 2012, de quando os IPs não eram bem distribuídos no Brasil. Mudar para o RAL foi agir de má fé, já que já era sabido que os pacientes em RAL seriam migrados para DTG.

      É importante entender também que nada disso é culpa da farmacêutica. Todas estas mudanças são barradas no sistema de logística e todas estas barreiras tem como único objetivo garantir que a quantidade certa de medicamentos chegue aos almoxarifados e todas as pessoas tenham acesso a eles, e ainda assim nem sempre isto acontece (vide a falta de medicamentos que muitos passaram no mês passado).

      Abraços

      • Gabriel diz

        Luiz Carlos não sabia que o DTG era “desejado” assim por quem faz o tratamento…
        Eu comecei com ele.. Efeitos colaterais, só sono!

        • Luiz Carlos diz

          Gabriel, o DTG é um medicamento extremamente novo, enquanto o EFZ, por exemplo, tem mais de duas décadas. Nestas duas décadas muita coisa mudou. A toxicicidade do DTG é praticamente inexistente, o mesmo vale para os efeitos colaterais, e o mecanismo de ação permite com que ele tenha baixa interação com outros medicamentos.

          Em geral tenho visto muita polarização, existe um grupo que deseja muito o DTG (que é meu caso, como trabalho com pesquisa, querer ficar com o EFZ é como querer viver com um Startac sendo que você pode pegar um iphone 7 plus de graça), e existe o grupo que prefere continuar no seu esquema atual, seja o 3×1 ou algum IP, para deixar o DTG como possibilidade de troca quando “queimar” o esquema atual.

          Sinceramente, o esquecimento de dose do DTG é muito mais tolerável que os medicamentos que temos. Queimar qualquer esquema por esquecimento de dose hoje em dia é praticamente impossível, temos alarme de celular, pill box, tudo para nos lembrarmos, mas cada um é cada um e, obviamente, respeito a decisão de todos.

          Abraços

      • Rodrigo diz

        Às vezes me parece que a introdução do DTG causou um efeito colateral inesperado: a ansiedade para troca de tratamento.
        É normal a gente querer o que há de melhor, e pelo que tem sido divulgado, hoje o DTG é o que há de melhor no mercado brasileiro.
        Mas nenhum ARV é um Santo Graal… todos têm suas vantagens e desvantagens.

      • Renato diz

        Luiz Carlos , obrigado pela atenção,talvez a minha tristeza tenha sido porq eu já dava como cera essa troca ,e como falam q esse medicamento eh melhor e menos tóxico ,n consigo me ver tomando efanvirez outra vez ,pois eu ficava muito mal e deprimido,como vc entende mais dia eu,pois estou nessa luta a menos de um.ano,o q vc acha então do meu atual tratamento? Pois vejo q a maioria dos pacientes pegam esse esquema na farmácia.

        • Luiz Carlos diz

          Renato, a melhor TARV é a TARV com a qual você melhor se adapta. Se você não se sente bem com a terapia atual, avalie com a sua infecto a mudança para outras medicações. A única coisa que não pode e, infelizmente, sua infecto tentou lhe levar a isto, é efetuar mudanças que não são permitidas pelas diretrizes atuais.

          Dentro das mudanças permitidas, como o Rodrigo mencionou acima, nenhum ARV é milagroso. Todos tem suas vantagens e desvantagens. Tudo depende muito de experimentar e ver com o qual você melhor se adapta.

          Infelizmente, pelo que você me relatou aqui, você não está com uma boa infecto, pois ela não está nem sequer seguindo as diretrizes atuais que guiam o tratamento do HIV, e isto só gera expectativas e decepções para os pacientes, fora os transtornos de deslocamento e negativas ao tentar retirar a TARV.

          Abraços

  37. Deus é + diz

    Bom dia! Comecei a tomar o DTG a um mês e minha carga viral estava a 262 cópias e CD 4 de 1145. Minha próxima consulta é só dia 15 de Agosto. Será se já existe a possibilidade de estar indetectavel? E quanto aos efeitos colaterais tive vários NADA. Minha preocupação é que ontem fiquei com um rapaz e ele fez oral em mim sem preservativo. Nao foi intencional, eu me esqueci, realmente. Estou preocupado com essa situação.

    • Luiz Carlos diz

      Cada organismo reage de forma diferente às medicações, mas como sua CV inicial já estava bem baixa, é muito provável que sim.

      Abraços

  38. Luquinha diz

    Deus é + , não se preocupe só foi uma mamadinha não ouve troca de mucosa .

    • Renato diz

      Acho q aninha questão vai mais além ,estou indetectável a mais de seis meses,porém n tive coragem de ficar c alguém porq acho q fiquei c trauma.mesmo,nem tentei ainda,rsrs.

  39. Sorocaba diz

    Galera toma o 3×1 uma ou duas horas antes de dormir assim os efeitos negativos sao quando está dormindo. Eu gosto de tomar as vezes com leite e duas bolachas. Assim diminui alguma irritaçao no estomago.

  40. SP+- diz

    Pessoal alguém tá sabendo de falta dos medicamento TARV em SP. Estou vendo algumas matérias pipocando por aí e me deixando preocupado…

  41. Junior + diz

    Olá galera. Atualmente uso o atazanavir e quero trocar pelo darunavir pelo fato da minha pele ficar um pouco amarelada. Alguém faz o uso do darunavir? Quais os principais efeitos colaterais observados por vocês?

    Obrigado pela pagina JS

    • Luiz Carlos diz

      Junior+, não uso o DRV/r, mas posso comentar sobre ele. Como você está no ATZ/r, você já sabe dos cuidados que temos quando tomamos Ritonavir, principalmente em evitar qualquer medicamento que tenha o CYP3A4 como principal mecanismo de ação (omeprazol, pantoprazol, algumas estatinas, alguns benzodiazepínicos, etc). O Darunavir também utiliza booster de Ritonavir.

      Sobre efeitos colaterais, se você teve rash no início do 3×1 e do ATZ/r, muito provavelmente também ira observar rash cutâneo no início do tratamento com o DRV/r. Os outros efeitos colaterais são muito parecidos com o do LPV/r, como diarréia, náuseas e vômito, tudo no início do tratamento.

      O único grande inconveniente que vejo no DRV/r é que a administração do DRV/r é de 12 em 12 horas, ou seja, você irá tomar 5 comprimidos por dia (2x DRV, 2x RTV e 1x TDF+3TC).

      Eu também tenho icterícia, minha pele não chega a ficar muito amarelada, mas os olhos ficam bastante amarelados dependendo do dia, principalmente quando eu não tomo água suficiente e acabo saindo para algum bar tomar uma cervejinha.

      Não sei a gravidade da sua icterícia, mas dependendo do nível, vale a pena experimentar hábitos mais saudáveis primeiro como ingerir mais água, evitar diuréticos como álcool, cafeína, etc. Isto já costuma melhorar bastante a icterícia. Eu me incomodava no começo. Hoje em dia eu prefiro a icterícia do que o pill burden de tomar 5 comprimidos, e lembrar de tomá-los de 12 em 12h.

      Abraços

  42. Maycon diz

    Luiz Carlos. Meu infectologista fica pedindo a minha presença com exames de 3 em 3 meses! Isso é realmente necessário? Pois tenho amigos no RJ que vão ao médico de 6 em 6 meses! Pergunto pois meu problemas com a TARV não vão mudar, já que terei que tomar ela pra sempre. Então, por qual motivo ficar me levando pra Capital Estado com tant frequência? O que você acha? Atualmente quem toma o 3×1 necessita de tanta vigilância assim? Por que tah me sufocando essa situação.

    • Luiz Carlos diz

      Maycon, depende. Do ponto de vista da dispensa de medicamentos e exames de CV e CD4, não é necessário. As diretrizes dos grupos de pesquisa com os quais eu converso com médicos seguem com o que pede o MS: CV a cada 6 meses e CD4 anual (até há pouco tempo se pedia CD4 a cada 6 meses, mas considerando que o paciente está indetectável e teve boa adesão à TARV, o CD4 deve passar a ser anual). O formulário de dispensa também foi atualizado justamente para que sejam possíveis dispensas por até 180 dias (já que quando o limite era de 90 dias, a maioria dos infectos já entregava dois ou mais formulários).

      Fora isto, vai depender muito do tipo de acompanhamento que você faz com seu infecto. Se ele acreditar que há algum outro fator de risco que possa ser associado associado à utilização da TARV (como hepatoxicidade, insuficiência renal, etc), cabe a ele definir a periodicidade destes exames auxiliares para acompanhamento.

      Se ainda assim você sente que é uma situação muito complicada para você, sempre sugiro que busque a opinião de outros profissionais.

      Eu já morei em muitas cidades do Brasil, e em uma das cidades que morei eu tinha uma infecto incrível e nós conversávamos por horas (sempre marcava o último horário com ela, só pra não atrapalhar nenhuma outra consulta). Fato é que ela sempre me dava dispensa apenas para 2 meses, me fazendo ir no consultório a cada dois meses mesmo sem a necessidade de exames. Como eu gostava de conversar com ela, era perto de onde eu morava e possuo plano de saúde, não me incomodava, mas imagino que pra quem tem que se deslocar muito, pagar por consulta e ainda se incomodar com exames, não é nada agradável.

      Infectos de outras cidades, inclusive a que moro agora, sempre me dão dispensa de 6 meses logo de cara (até porque normalmente já vou em algum infecto que conheço de algum grupo de pesquisa).

      Abraços

    • Rodrigo diz

      Quando tive o diagnóstico, ia de 2 em 2 meses. No início do tratamento, de 3 em 3 meses e hoje, passados 6/7 anos, vou a cada 6 meses e pego dispensa de ARVs para 6 meses (ainda que, na prática, só entregam para 2 meses e o restante fica de crédito).
      Não sei há quanto tempo você está em tratamento, mas acredito que seja natural um acompanhamento mais de perto no início, até porque o infecto monitora não apenas CV e CD4, mas uma série de efeitos dos medicamentos em outros órgãos (como rins e fígado), além do médico sentir como está sua adesão ao tratamento.

      • CACA diz

        Eis a questão, até havia levantado em um comentário em outra matéria. Descobri minha sorologia no inicio desse ano, já comecei o 3×1 logo em seguida, uma semana após o inicio da medicação fiz meu exame (CV – 42 e cd4 – 600) quando voltei ao infecto ele falou que eu estava bem, que só deveria voltar após 6 meses. Não tomei vacinas nem fiz exames com respeito a outras doenças…. será q foi pq ele viu q eu realmente estava bem ou foi negligência?

  43. Maycon diz

    Ok! Obrigado. Eles falaram sobre dispensar medicamentos pra 180 dias. Achei o máximo! Mas esse médico fica me chamando toda hora. Creio que ele fique estudando meu sangue, só pode hehe

  44. Cara+ diz

    Eu não conheço nenhuma cidade do Brasil que faz dispensa pra 6 meses (180 dias). Pra mim, isso só acontecia no exterior…

    • Luiz Carlos diz

      Cara+, o que eu citei no meu comentário foi sobre os formulários de dispensa. Também não conheço nenhuma cidade que dispense por 6 meses. O máximo que vi foi para 3 meses, e atualmente a grande maioria das UDMs têm dispensado para 1 ou 2 meses.

      Abraços

      • D_Pr diz

        Eu sou paranaense, não vou citar a cidade e retiro sempre pra 5 meses.

        • Luiz Carlos diz

          D_Pr, neste caso, infelizmente, a farmácia que lhe dispensa os medicamentos está cometendo um erro sério. Como o estoque médio é mantido para 3 meses, dispensar por 5 meses pode fazer com que outras pessoas fiquem sem medicação. O próprio formulário de dispensa é claro neste sentido:

          “Este formulário tem validade de: Validade do formulário para 30, 60, 90, 120, 150 ou 180 dias com retirada de no máximo de 90 dias, conforme disponibilidade de estoque da UDM. O médico definirá por quantos dias o formulário terá validade e a UDM avaliará a possibilidade para dispensação para períodos maiores que 30 dias e até 90 dias.”

          É um erro bem grave, infelizmente.

  45. Wsb diz

    In Brief

    Os pesquisadores descobriram que as vacas produzem anticorpos que podem ser úteis no desenvolvimento de tratamentos, ou mesmo vacinas, para várias doenças – principalmente HIV.
    “Um alinhamento das estrelas”

    Os pesquisadores têm procurado maneiras de ajudar os indivíduos infectados pelo HIV a produzir anticorpos mais amplamente neutralizantes (Bnabs) Anticorpos que são conhecidos por combater múltiplas formas de vírus. Os Bnabs são um tópico importante na pesquisa sobre o HIV, porque o vírus altera-se ligeiramente com cada divisão celular – o que significa que um único anticorpo específico não consegue acompanhar. Um novo estudo descobriu que vacas podem fornecer respostas para cientistas que tentaram entender melhor como os Bnabs podem ser aproveitados.

    Em termos de maquiagem, os anticorpos amplamente neutralizantes são notáveis ​​porque são grandes e meio incontroláveis, tanto quanto as proteínas vão. Considerando estas características, os cientistas perceberam que os Bnabs tinham semelhança com os tipos de anticorpos encontrados nas vacas. As vacas não contraem o HIV, mas depois que os pesquisadores os injetaram com uma proteína muito semelhante ao envelope do vírus, seus corpos produziram anticorpos para bloqueá-lo. As proteínas foram então extraídas e testadas contra múltiplas estirpes de HIV, pois tentaram infectar células em uma placa de Petri.

    Devin Sok diretor de descoberta e desenvolvimento de anticorpos na International AIDS Vaccine Initiative, disse à STAT News que a epifania era como “um alinhamento das estrelas, onde tínhamos veterinários , Cientistas de anticorpos de vacas e cientistas do HIV, todos falando e surgiram com isso “.

    Usando vacas para encontrar curas

    Embora o estudo seja o primeiro a encorajar de forma confiável o desenvolvimento de Bnabs, não elucidou Como provocar o mesmo crescimento em seres humanos. No entanto, John Mascola diretor de pesquisa de vacinas no Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), afirmou otimamente ao STAT que, enquanto “o estudo. . . Não nos diz como fazer uma vacina para HIV em pessoas […]nos diz como o vírus evade a resposta imune humana “.

    A descoberta também pode abrir a possibilidade de usar sangue de vaca em Uma capacidade clínica para fornecer proteção de curto prazo contra o HIV, ou ajudar a tratar aqueles que já estão infectados. O movimento pode ajudar a aliviar o sofrimento de pacientes entre os 1,1 milhão de pessoas nos Estados Unidos . Que atualmente vivem com o HIV.

    Os anticorpos de vaca também podem ser úteis no tratamento de inúmeros outros distúrbios, já que parecem capazes de combater múltiplos vírus e doenças. Dr. Vaughn Smider está trabalhando com empresas farmacêuticas para usá-los para lutar contra distúrbios auto-imunes, certos tipos de câncer e doenças infecciosas como a malária. Mais amplamente, os cientistas usaram vacas para encontrar caminhos promissores para produzir curas para tuberculose e até mesmo criar os animais para desenvolver resistência às mudanças climáticas .

  46. Rick*+ diz

    Blz? galera “POSITIVA” como eu!
    Sou positivo desde de 95 e to aki graças a Deus!
    Qdo descobri esse infeliz hospedeiro em meu sangue, confesso q a sensação q tive foi como se tivesse ligado uma bomba relógio dentro de mim…TIC,TIC,TIC…rs
    Parecia q eu ia explodir a qualquer momento, pelo tamanho peso q se apossou de minha mente. Achava q tds me olhavam e já sabiam…q horror!!! Q “merda” q a nossa fértil e criativa mente produz qdo está pressionada por um pensamento negativo q ninguém consegue tirar de dentro da nossa cabeça.
    Mas, resolvi lutar!!! Não, contra o HIV q já estava dentro de mim, mas contra o pensamento negativo produzido e gerado pelo preconceito na década de 80 ( quem viveu, sabe mto bem o q foi aquilo, pois era algo devastador…). As pessoas começavam a morrer, assim q abriam o resultado positivo, pois, era como receber uma sentença de morte. Não existia nenhuma luz no final do túnel, era pânico mesmo meu amigo!!!
    Lutei com ela pra caraio!! trabalhei sem cessar…e só em 2014 comecei com os antirretrovirais. E pra minha alegria fiquei indectavel logo no início do tratamento.
    Bem, meus(minhas) brothers vou nanar…amanhã minha mãe tem exame de sangue cedo e vou acompanha – la…e olha q ela é NEGATIVA, mas francamente, não é fácil levar a vida com a quantidade de remédios q ela toma. Tem horas q ela tem vontade até de desistir, mas claro, estarei sempre do lado dela, dando forças para seguir a diante.
    Depois, eu continuo ta bom?…
    Dormem com os anjinhos.
    Um beijo no coração de tds,

    Rick*+

  47. Novo Lucas diz

    Oi, gente, alguém aqui tem problemas de concentração e atenção, atrapalhando seus estudos e trabalho – a “neuroaids”? Estou preocupado com isso, já perguntei uma vez mas ninguém opinou!

    Se alguém quiser conversar pelo kik: novolucas

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